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A fé vem pelo ouvir

Tua Mente Não é Neutra | Josemar Bessa

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#Cobiça
#Comparação
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Legendas automáticas:

Em Colossenses 3:2, o apóstolo Paulo
diz: "Pensem nas coisas do alto e não
nas que são aqui da terra, pois vocês
morreram e agora a vida de vocês está
escondida com Cristo em Deus".
[roncando]
Nossa mente. A mente não é apenas um
lugar onde pensamentos aparecem.
A mente possui direção, tem inclinação,
carrega uma espécie de clima interior
que colore tudo o que vemos, desejamos.
e tememos. Paulo chama isso de o
espírito da mente. A expressão parece
estranha porque estamos acostumados a
separar mente e coração, mas a escritura
sabe que o pensamento nunca é
completamente frio. A mente raciocina
com um gosto, interpreta com um desejo e
conclui a partir de um amor. Por isso,
duas pessoas podem olhar para a mesma
verdade e reagir de maneiras opostas.
Uma vê Cristo e encontra beleza. Outra
vê Cristo e encontra ameaça. O objeto é
o mesmo. O que muda é a inclinação de
quem olha. Existe uma mente que se curva
e existe uma mente que se defende.
Existe uma mente que recebe a palavra
como pão. Existe uma mente que a examina
apenas para escapar da sua autoridade.
Quando Paulo manda que sejamos renovados
no espírito da mente, ele não está
pedindo apenas que eh colecionemos
ideias corretas, pensamentos corretos.
está pedindo uma transformação no modo
pelo qual a alma se posiciona diante da
verdade de Deus. Não basta pensar em
Deus, é preciso pensar diante de Deus. A
ver natureza também pensa. Ela constrói
argumentos, ela encontra justificativas,
ela chama independência de maturidade,
orgulho de personalidade e resistência
de discernimento. A inteligência não
destrói a carne, muitas vezes apenas lhe
oferece vocabulário mais elegante. É
possível conhecer doutrinas e continuar
inclinado para si. É possível defender a
soberania de Deus e detestar ser
governado por ele. É possível explicar a
graça e continuar faminto por
reconhecimento. É possível falar sobre a
glória de Cristo enquanto o coração
protege a própria glória. Por isso, o
problema da mente é mais profundo do que
ignorância. Nossa necessidade não é
apenas de informação nova. Precisamos de
uma nova disposição diante da informação
verdadeira. Precisamos que o espírito
dobre
aquilo que o pecado tornou rígido. O
evangelho não reforma apenas nossas
conclusões, ele muda o lugar de onde
concluímos.
tira o eu do centro, coloca a Cristo no
alto e começa a fazer da mente uma serva
da adoração.
Examine então não apenas o que você
pensa, examine como você pensa. Sua
mente corre para Deus ou procura
distância, recebe correção ou constrói
defesa, descansa na promessa ou exige
controle. Não existe pensamento
completamente privado diante de Deus.
Aquilo que cultivamos em silêncio
prepara o modo como falaremos,
escolheremos e trataremos pessoas.
A santidade visível quase sempre começa
numa inclinação invisível. O espírito da
mente sempre revela um Senhor. E a
renovação começa quando o Senhor Jesus
deixa de ser apenas assunto dos
pensamentos e se torna aquele diante de
quem cada pensamento se prostra, se
ajoelha.
Se fomos feitos novas criaturas,
por que precisamos renovar a mente todos
os dias? Porque a conversão é decisiva,
mas a guerra continua. O domínio do
pecado foi quebrado. A presença do
pecado ainda não foi removida. Então o
cristão não acorda todas as manhãs
novamente morto em seus delitos. Não
precisa ser justificado outra vez. A
sentença nenhuma condenação
não expira durante a noite. O sangue de
Cristo não perde eficácia enquanto
dormimos, mas acordamos dentro de um
mundo que fala. A carne fala, o acusador
fala, as lembranças falam, o medo começa
cedo a interpretar a realidade.
E se não tomarmos a alma nas mãos,
outras vozes lhe entregarão uma direção.
A mente possui uma tendência de retornar
aos velhos trilhos. Ela volta a medir a
vida pela aprovação dos homens, volta a
imaginar que segurança é controle, volta
a chamar conforto de felicidade, sucesso
de identidade. Por isso, a renovação
diária não é tentativa de repetir a
conversão, é aplicação diária da
conversão. É colocar outra vez a mente
debaixo daquilo que Deus já fez em
Cristo. É recordar quem morreu, quem
ressuscitou e a quem agora pertencemos.
Há um tipo de esquecimento que não apaga
fatos da memória, mas retira deles o
peso.
Sabemos que Cristo reina, porém vivemos
como se o futuro dependesse de nós.
Sabemos que somos amados, mas
interpretamos cada dificuldade como
abandono. Sabemos que a glória virá, mas
tratamos a perda presente como se fosse
a palavra final.
A mente precisa ser reajustada porque o
coração desloca o centro com facilidade.
Deus continua sendo Deus. Cristo
continua sentado à direita do Pai. Nossa
vida continua escondida com ele. O que
muda é a forma pela qual essas verdades
governam ou deixam de governar o momento
presente.
Renovar a mente, então, é aproximar o
coração da realidade.
Não é criar uma atmosfera
religiosa, artificial. É remover a neva
que nos faz viver abaixo daquilo que é
verdade. É dizer a alma: "Pare de
interpretar Deus pelas circunstâncias".
Interprete as circunstâncias por Deus.
Talvez você acorde orgulhoso, talvez
acorde assustado, talvez a primeira
sensação seja cansaço, ressentimento ou
desejo de fugir. Não transforme o
primeiro sentimento em autoridade final.
Leve-o à palavra. Abra as escrituras.
Não como quem cumpre uma formalidade,
mas como quem recoloca a bússola. Deixe
a cruz julgar sua culpa. Deixa a
ressurreição julgar seu desespero. Deixe
o trono de Cristo julgar seu medo. Deixa
a promessa da glória julgar sua pressa.
Não despreze esse trabalho por parecer
eh repetitivo.
Árvores permanecem vivas, recebendo
novamente luz, água e alimento. A
perseverança também possui ritmos
humildes. Todos os dias a mente tenta
inclinar-se para algum Senhor. Todos os
dias a graça nos chama de volta. A
renovação é este retorno santo. Cristo
acima, a verdade dentro e a alma
novamente orientada
para casa, para o o lar.
O velho homem não desaparece
educadamente.
Ele foi condenado na cruz, mas ainda
tenta recuperar o leme. Não pode mais
reinar como antes.
Ainda procura influenciar cada decisão.
Apesar disso, Paulo não diz apenas:
"Abandonem certos atos antigos". Ele
diz: "Despojem-se do velho homem e
revistam-se do novo." Há uma identidade
crucificada que continua oferecendo
conselhos falando da cruz. Há hábitos de
pensamento que sobreviveram à mudança de
Senhor. O velho homem pensa em termos de
mérito. Se foi bem, exige aplauso. Se
falhou, mergulho em condenação. Nos dois
casos, permanece no centro. Ou se coroa
pela virtude ou se destrói pela culpa,
mas nunca olha suficientemente para
Cristo. O velho homem pensa em termos de
comparação. Precisa encontrar alguém
pior para sentir-se justo. Precisa
diminuir o irmão para parecer alto. Até
a religião pode se tornar uma escada
construída com os defeitos dos outros.
O velho homem também pensa em termos de
controle,
não suporta a frase se o Senhor quiser.
Planeja como se a vida lhe pertencesse.
Interpreta interrupções como ofensas
pessoais,
esperas e chama ansiedade de
responsabilidade, porque não quer
admitir que pretende governar o amanhã.
Por isso, a renovação da mente é uma
forma diária de mortificação. Não basta
impedir que a mão pratique o pecado. É
preciso atingir o pensamento que prepara
o pecado, o desejo que o torna razoável
e a mentira que
o apresenta como necessário. A carne
sempre constrói um mundo em que sua
escolha parece inevitável. Ela diz:
"Você precisa responder assim, precisa
preservar sua imagem, você precisa
garantir esse prazer, precisa vencer
essa discussão." A mente renovada
pergunta: "Segundo quem?" A palavra
rompe a inevitabilidade falsa. Você não
precisa obedecer ao medo, não precisa
alimentar a amargura, não precisa
transformar desejo em destino. O velho
Senhor foi destronado. Há outro poder
operando em você. Isso não significa que
a luta seja leve. Há dias em que a
inclinação antiga aparece mais rápida do
que a fé, mas a rapidez não é
autoridade. A primeira reação não
precisa se tornar a decisão final. Você
pode interromper o curso e voltar-se
para Cristo.
Digamente aquilo que a carne tenta
ocultar. Você morreu. O pecado não
possui mais direito legítimo sobre o seu
corpo. Você foi ressuscitado. O espírito
habita onde antes havia apenas
resistência.
Você pertence a outro. Se despir do
velho homem é recuar, não é? E então
recusar sua interpretação da realidade.
Se revestir do novo homem é pensar como
alguém que foi criado novamente segundo
Deus.
é assumir a humildade de Cristo, a
confiança de Cristo e a obediência de
Cristo como a nova forma de vida ou a
nova forma da vida. Cada pequena recusa
fortalece a nova direção. Cada vez que a
mente interrompe a mentira e retorna à
palavra, a graça ensina os pés a
percorrerem outro caminho. Então, não
despreze essas batalhas escondidas. O
velho homem tentará recuperar o leme,
mas ele não é mais capitão. Cristo
comprou a embarcação, o espírito conduz
e a mente renovada aprende todos os dias
a responder ao antigo usurpador. Você
não governa, não governa mais aqui.
Então, a mentalidade da carne não é
apenas uma coleção de pensamentos
imorais, é uma postura inteira diante de
Deus. Paulo descreve como hostilidade,
insubmissão e incapacidade de agradar ao
Senhor. Isso nos parece severo, porque
costumamos medir o homem natural por sua
relação com outras pessoas. Ele pode ser
gentil, pode amar a família, pode
construir hospitais, estudar estrelas e
defender causas nobres.
Tudo isso possui valor real na ordem
criada. Mas a pergunta de Romanos 8 é
mais profunda.
Como essa mente se posiciona diante do
criador? Ela o reconhece como centro,
ama a sua supremacia, submete-se com
alegria à sua lei. A carne pode tolerar
um Deus útil, pode gostar de proteção,
consolo e bênçãos. O que ela não suporta
é um Deus que possui direito absoluto
sobre tudo.
Ela deseja auxílio sem governo, perdão,
sem rendição e o céu sem senhoria. É por
isso que a indiferença religiosa não é
neutralidade.
Dizer ao Deus que sustenta cada
batimento não tem interesse em ti é uma
forma de desprezo.
A criatura respira o ar de Deus enquanto
vive como se ele fosse irrelevante.
A mentalidade da carne chama essa
distância de liberdade. Paulo chama de
morte. Porque vida não é apenas
movimento biológico. Vida é comunhão com
a fonte da vida.
Separar-se Deus é continuar funcionando,
não é? E continuar funcionando é como um
ramo ainda verde depois que é cortado. A
aparência permanece por um tempo, mas a
morte já começou. Essa mente não se
submete à lei de Deus, não porque lhe
faltem dados, mas porque lhe falta amor.
O mandamento toca exatamente no ponto em
que a carne, no ponto em que a carne
protege o direito de definir o bem por
si mesma, o bem e o mal. E Paulo
acrescenta algo mais humilhante. Ela não
pode agradar a Deus. A incapacidade não
é uma desculpa inocente, é a
profundidade da doença e da inimizade. O
homem não pode porque não quer e não
quer porque seu coração está escravizado
a uma glória menor. Por isso, a salvação
exige mais do que persuasão. Precisa de
ressurreição,
mais do que conselho. Precisa do
Espírito Santo, mais do que novos
argumentos, precisa de uma nova
inclinação.
Essa verdade derruba a soberba do
evangelista. e sustenta a sua esperança
ao mesmo tempo. Não convertemos ninguém
pelo brilho da nossa inteligência, mas
também não pregamos para pessoas além do
alcance de Deus.
A voz que disse: "Haja luz" pode
iluminar a mente mais hostil.
Olhe também para si com sobriedade.
Sempre que sua mente resiste à vontade
conhecida de Deus, a velha hostilidade
está tentando falar outra vez.
Não a trate como traço inofensivo de
personalidade. Leve à cruz. A
mentalidade da carne diz: "Eu serei meu
próprio Senhor". O evangelho responde:
"Esse senhorio termina em morte." E o
Espírito cria uma nova confissão. Deus é
bom. Sua vontade é vida. E a verdadeira
liberdade começa quando o coração se
rende realmente. Então, a mentalidade do
espírito não é uma mente vazia,
flutuando acima da realidade.
É uma mente governada pela presença e
pela verdade do Espírito Santo. Paulo a
resume com duas palavras imensas: vida e
paz. vida porque o espírito nos une ao
Cristo ressuscitado. Ele não apenas
oferece instruções para pessoas mortas,
ele comunica a própria vida do filho.
Faz nascer desejo onde havia
hostilidade, fé onde havia resistência e
adoração onde havia indiferença.
Paz, porque a guerra fundamental com
Deus terminou. A mente da carne
suspeitava do Senhor. A mente do
espírito aprende a descansar em sua
bondade. Não porque compreenda cada
providência,
mas porque conhece o coração revelado na
cruz. Essa paz não significa ausência de
combate interior. Romanos 8 foi escrito
para gente que geme. O espírito não nos
torna insensíveis à fraqueza. Ele nos
ensina a gemer como filhos, não como
condenados.
A mentalidade do Espírito olha para o
pecado e diz: "Isso não combina com quem
agora eu sou". Olha para a promessa e
diz: "Isso é mais sólido do que meu
medo." Olha para Cristo e diz: "Minha
vida está nele, não em meu desempenho de
hoje."
Ela também produz submissão. A carne
ouve um mandamento e pergunta: "Como
escapar?" O espírito escreve a lei no
coração e começa a formar outra
pergunta: Como posso agradar ao Pai? que
me amou. Então, a obediência deixa de
ser negociação e torna-se resposta. Isso
não acontece automaticamente, como se o
crente pudesse abandonar os meios de
graça. A mentalidade do espírito é
sustentada pelas palavras que o próprio
espírito inspirou.
Ele não compete com a escritura, fala
por meio dela, aplica e faz o coração
reconhecer nela a voz do seu pastor.
Por isso, andar segundo o espírito
inclui pensar segundo o espírito. Os pés
seguem a inclinação da mente. Antes da
queda visível, geralmente houve uma
interpretação secreta. Deus não é
suficiente. O pecado é necessário. A
promessa pode esperar.
A renovação combate. Exatamente. Aí o
Espírito traz a realidade de Cristo para
dentro do pensamento.
Recorda a sua obra, expõe a mentira,
reordena o desejo e nos conduz a uma
escolha que a carne jamais faria por si
mesma.
Talvez
você não sinta força extraordinária. A
obra do espírito muitas vezes aparece
como uma decisão humilde e concreta.
Não, eh responderei com ira.
Confessarei, esperarei, servirei,
abrirei a palavra, pedirei ajuda.
Vida e paz tomam forma em passos. Assim,
não são abstrações místicas, são a
presença do Cristo vivo moldando a mente
no meio da cozinha, da reunião, da
enfermidade e da tentação.
Ela também muda a forma de tratar o
próprio limite. A carne se enfurece
quando não consegue tudo. O espírito
ensina a receber dependência como lugar
de encontro com a suficiência de Cristo.
A mentalidade do espírito não transforma
você em alguém menos humano, o torna
mais parecido com o homem perfeito,
menos governado pelo medo, menos curvado
sobre si, mas livre para, onde a carne
dizia: "Proteja-se", o Espírito diz:
"Confie". Onde a carne dizia:
"Exalta-se, o Espírito diz: "Sirva".
E onde a carne produzia morte, Cristo
faz florescer eh vida e paz.
Então é isso. Paulo mostra a forma mais
clara da mente renovada, apontando para
Jesus. Tenham entre vocês o mesmo modo
de pensar que houve em Cristo. Ele tá
falando: "A direção da mente cristã
possui uma face. A direção da mente
cristã possui um rosto.
Cristo existia na forma de Deus. Não
precisava conquistar glória. Não sofria
qualquer falta. Ainda assim, não
tratou-se igualdade com Deus como
vantagem a ser usada para si e para se
agarrar. Desceu. A mente da carne sobe
sobre os outros. A mente de Cristo desce
para servi-los. A carne pergunta: "Quem
reconhecerá meu valor?" Cristo pergunta:
"De quem posso me aproximar em
misericórdia?"
Ele tomou forma de servo, entrou em
nossa fraqueza, lavou pés que em poucas
horas fugiriam, suportou a lentidão dos
discípulos e avançou até a obediência da
cruz.
Humildade, portanto, não é pensar que
nada valemos. Jesus conhecia
perfeitamente sua identidade e seu valor
infinito. Justamente porque sabia de
onde vinha e para onde ia, poôde
ajoelhar-se com a toalha.
A segurança diante do Pai o libertou
para servir. Nossa arrogância muitas
vezes nasce de identidade frágil.
Precisamos ser vistos porque não
descansamos
em sermos conhecidos por Deus.
Precisamos vencer porque não cremos que
nossa vida está guardada em Cristo.
Precisamos de elogios porque esquecemos
o nome escrito no céu. Por isso, a mente
humilde não é produzida por insultos
contra nós mesmos. é produzida pela
grandeza de Cristo e pela segurança da
graça. O eu diminui não porque se odeia,
mas porque encontrou alguém
infinitamente mais digno de atenção.
Como isso se torna prático pela manhã?
Você entra no dia perguntando não apenas
o que precisa realizar, mas como pode
assumir a forma de servo na mesa, no
trânsito, no trabalho, no modo de falar
com quem não pode oferecer nada em
troca?
Liderar com o Cristo não é abandonar
responsabilidade,
é exercer autoridade para o bem do
outro. é ser o primeiro a confessar, o
primeiro a ouvir, o primeiro a carregar
o peso que poderia empurrar para alguém
mais fraco. A mente, a mente precisa ser
reajustada, porque nosso instinto diário
é procurar posição.
Mesmo no serviço, queremos ser admirados
por servir. Até a humildade pode se
tornar palco para o orgulho. Então,
volte a Cristo. Veja o rei com a bacia.
Veja o Senhor obediente até a morte.
Veja aquele diante de quem em todo o
joelho se dobrará, escolhendo o caminho
mais baixo para nos levantar.
Então, diga a sua mente: "Esta é a forma
da grandeza". Não a autopromoção, não a
necessidade de ter sempre razão, não a
fome de ser lembrado. Talvez a prova
mais simples venha quando ninguém
reconhece seu serviço. A mente de Cristo
continua servindo porque sua recompensa
não depende do olhar da sala. Ela sabe
que o Pai vê a mentalidade de Cristo
desce porque confia no Pai, serve porque
possui tudo nele. E a renovação diária
começa a aparecer quando a alma segura
em Cristo, já não precisa usar os outros
para de alguma forma subir.
Então pense nas palavras nenhuma
condenação. A renovação da mente precisa
começar aqui? Porque sem esse
fundamento, toda disciplina espiritual
se transforma em tentativa de pagamento.
E ninguém pensa corretamente diante de
Deus enquanto tenta quitar uma dívida já
paga por Cristo.
Paulo não fundamenta a nossa absolvição
na qualidade da mudança que já ocorreu
em nós. Ele a fundamenta no que Deus fez
em seu filho. O pecado foi condenado na
carne de Jesus. A sentença caiu, mas
caiu sobre outro. Deus não ignorou nossa
culpa, não chamou rebelião de fraqueza e
não reduziu sua santidade para nos
receber.
Ele fez aquilo que a lei, enfraquecida
por nossa carne, jamais poderia
realizar. Enviou o filho em semelhança
de carne pecaminosa e condenou nele o
pecado. A cruz, então, não é apenas
demonstração de amor, é um tribunal. O
cordeiro ocupa o lugar do culpado. A ira
santa encontra o pecado real em um
substituto sem pecado. E porque a
condenação foi executada, o crente ouve
uma palavra que o inferno não pode
revogar. Nenhuma, nenhuma condenação
para a culpa de ontem. Nenhuma
condenação para o pecado que você
confessou com lágrimas esta manhã.
Nenhuma condenação escondida esperando
que seu desempenho no futuro diminua. A
justificação não oscila. com o humor da
consciência. Isso não torna o pecado
pequeno, torna a cruz grande. Quem usa
nenhuma condenação para proteger a
desobediência ainda não entendeu o preço
dessa frase. Ela foi escrita com o
abandono as feridas e a morte do filho
de Deus.
Mas quem tenta santificar-se sob
condenação também não entendeu. O medo
servil pode produzir aparência por algum
tempo, não produz fruto de filho. A
obediência cristã nasce depois da
absolvição, dentro da segurança de quem
já foi recebido.
Por isso, quando o acusador começa a
falar, não responda apresentando o seu
progresso.
Ele vai encontrar falhas reais no seu
progresso. Não mostre sua disciplina.
suas lágrimas ou seus anos de serviço.
Mostre Cristo condenado em seu lugar.
Diga a sua mente: "Meu pecado foi
julgado. Não preciso escondê-lo. Posso
confessar sem medo de ser expulso,
porque o filho já carregou a expulsão.
Posso levantar-me para lutar, porque não
luto para conquistar o veredito de Deus.
luto a partir dele. A mente renovada,
então, não foge da culpa verdadeira,
leva ela ao lugar verdadeiro, não
suaviza o pecado, o coloca sob o sangue,
não se absolve, recebe a absolvição de
Deus.
Todas as manhãs,
antes de enfrentar o que deve fazer,
recorde aquilo que já foi feito. O Pai
condenou seu pecado em Cristo. O túmbulo
recebeu o corpo do substituto e a
ressurreição declarou que a obra foi
aceita.
Não espere sentir-se digno para repetir
essa verdade. A própria sensação de
indignidade precisa ser conduzida ao
substituto. A fé não nega que somos
pobres, nega que nossa pobreza seja
maior do que a riqueza de Cristo. Então,
a primeira realidade do dia não é sua
fraqueza, é a suficiência de Jesus.
A primeira palavra sobre você não vem de
sua consciência instável, vem do
tribunal do céu. Em Cristo, nenhuma
condenação. Manhã após manhã, nossa
união com Cristo é tão real que a
escritura fala de sua morte como nossa
morte. Fui crucificado com Cristo. Não é
a metáfora vazia, é a declaração de que
a antiga identidade perdeu seu
fundamento e seu direito de governo. O
velho eu era definido pela
incredulidade. Vivia curvado sobre si,
buscava justiça própria, prazer próprio
e glória própria.
Quando Cristo morreu, esse homem foi
levado à cruz nele. Isso não significa
que nossa responsabilidade foi apagada.
Paulo continuou sendo Paulo. Seu corpo,
sua história e sua voz permaneceram, mas
o centro que organizava tudo foi
quebrado. Já não sou eu quem vive, mas
Cristo vive em mim. O eu que morreu foi
o eu autônomo. O eu que agora vive é o
eu recebido de volta como domido ao
filho e sustentado pela fé. O evangelho
não destrói a pessoa, liberta a pessoa
do senhorio que a deformava.
Por isso, a morte com Cristo possui
consequências para cada tentação. O
pecado se apresenta como se ainda
tivesse autoridade natural. Fala no
imperativo. Olhe, tome, responda,
vinga-se, proteja-se. A fé responde:
Você fala com o homem que morreu.
Morremos para o pecado no sentido de que
sua reivindicação foi quebrada. Não
somos mais seus escravos legítimos. Ele
ainda ameaça, seduz e fere, mas já não
possui a última palavra sobre o nosso
corpo. Essa verdade precisa descer da
doutrina para o momento da luta. Quando
a amargura começa a construir seu caso,
lembre-se, o homem que precisava vencer
toda a discussão já foi crucificado.
Quando a cobiça prometer segurança,
lembre-se, sua vida não depende daquilo
que pode acumular. Quando a luxúria
disser que o corpo existe para
satisfazer desejos, responda: "Este
corpo foi unido ao corpo que carregou
meu pecado no madeiro."
Quando o orgulho pedir reconhecimento,
recorde, sua glória está escondida e
será dada por Cristo no tempo certo. A
morte com Cristo também nos liberta da
necessidade de sustentar uma identidade
falsa. Você não precisa representar o
homem forte o tempo todo. Pode confessar
fraqueza, pode pedir perdão, pode
receber ajuda. O velho eu precisava
aparecer vivo. O novo eu vive de outro.
Mas não transforme essa morte em
passividade. Paulo disse: "A vida que
agora vivo, vivo pela fé. Há um novo
sujeito agindo. Há escolhas reais,
disciplina real e perseverança real.
Tudo, porém, acontece por dependência do
filho que nos amou e se entregou por
nós. Renovar a mente, então, é acordar e
considerar-se morto para aquilo que
Cristo matou.
É se recusar a ressuscitar o antigo
Senhor. É dizer: "Não pertenço mais ao
reino onde o eu precisa ocupar o centro.
Fui crucificado com Cristo e justamente
por isso estou mais vivo do que jamais
estive. Porque a vida que agora pulsa em
mim não nasce da autonomia, nasce da
união com o filho de Deus.
Então Paulo Paulo disse que morremos
para lei a fim de pertencermos ao outro.
Essa frase, essa frase ela nos impede de
reduzir a vida cristã uma relação com
regras. Não fomos libertos de um código
para viver sem Senhor. Fomos libertos
para um casamento. A lei de Deus é
santa. O problema não estava nela,
estava em nossa carne que eh
transformava o mandamento em ocasião de
culpa, orgulho ou rebelião. Diante da
lei, tentávamos nos justificar ou
escondíamos nossa desobediência.
Então, Cristo cumpriu aquilo que não
cumprimos. Sofreu a penalidade que a lei
pronunciava. E por sua morte encerrou
nossa antiga relação com ela como
caminho de justificação.
Não buscamos mais nela o veredito da
vida. Agora pertencemos ao ressuscitado.
A santidade não começa com uma lista
colocada diante de um réu. Começa com
uma pessoa recebendo sua noiva. O
mandamento chega pela voz daquele que
morreu por nós. Isso muda a atmosfera da
obediência. Não perguntamos apenas qual
regra preciso executar. Perguntamos como
vivo hoje em comunhão com aquele a quem
pertenço. O fruto nasce da união, não da
administração solitária de um código
ético e moral. Paulo chama isso de
servir na novidade do espírito e não na
velice da letra.
A novidade não significa que o espírito
contradiz a palavra escrita, significa
que ele escreve a vontade de Deus dentro
de nós e comunica poder para obedecer.
A letra dizia o que era bom e expunha a
nossa incapacidade. O espírito nos une
ao bom pastor e começa a formar seu
caráter em nós. O dever permanece santo,
mas agora vem acompanhado da presença
daquele que concede o que ordena.
Pense, pense no casamento. Uma esposa
fiel não ama apenas uma lista de deveres
conjugais. Ela ama uma pessoa. Os
compromissos são reais, porém respiram
dentro da aliança. Assim também a
santidade cristã é lealdade amorosa ao
Cristo vivo. Quando você abrir a Bíblia
pela manhã, não procure apenas tarefas,
procure o rosto do noivo.
Ouça os mandamentos como palavras
daquele que tomou você para si.
Deixa a obediência nascer eh do
pertencimento.
Isso também protege da frieza moralista.
É possível cumprir externamente enquanto
o coração permanece distante, mas não
existe comunhão verdadeira sem afeto,
confiança e desejo de agradar.
Cristo não quer apenas mãos ocupadas,
quer uma vida unida sua. Morremos para a
lei como instrumento de condenação e
mérito. Nem somos mais condenados, nem
adquirimos mérito. Vivemos para Deus
dentro de uma nova aliança. O mesmo
espírito que nos mostra a beleza de
Cristo produz o fruto que a lei sempre
descreveu.
Você não pertence a uma escada, pertence
a um salvador. Não vive para subir até
ele. Vive porque ele desceu, tomou você
pela graça e o fez membro do seu próprio
corpo. Mesmo a disciplina mais exigente
precisa respirar esse pertencimento.
Jejum, oração, estudo e serviço não são
moedas entregues a um Senhor relutante.
São caminhos de comunhão com aquele que
já nos recebeu. A mente renovada,
ela começa o dia com esta confissão. Não
sou um empregado tentando comprar
permanência, sou de Cristo. E toda
obediência verdadeira será fruto dessa
união, dessa comunhão.
Se vocês foram ressuscitados com Cristo,
busquem as coisas do alto. Paulo não
está ensinando desprezo pela criação.
Buscar o alto não é abandonar
responsabilidades terrestres, ignorar o
sofrimento ou viver de olhos fechados
para o próximo.
O mesmo apóstolo que manda buscar as
coisas do alto, logo fala de casamento,
filhos, trabalho, palavras, perdão e
gratidão. O alto não nos remove da
terra, reorienta a forma de viver nela.
As coisas do alto são as realidades
governadas por Cristo. São os valores do
reino dele, do reino onde ele está
sentado. São a verdade de sua vitória, a
segurança de sua presença e a esperança
de sua aparição. A mente terrena não é
simplesmente aquela que pensa em comida,
contas e horários. É aquela que pensa
nessas coisas sem referência a Deus.
Transforma o necessário em supremo. Faz
o temporário a medida final.
Você pode trabalhar com mente voltada
para o alto, pode preparar uma refeição,
organizar uma casa, estudar uma matéria
e cuidar de um corpo enfermo sob o
senhorio de Cristo.
O que torna o ato terreno ou celestial é
o trono que o governa. Buscar o alto
significa perguntar como esta realidade
é vista do lugar onde Cristo reina. O
mundo diz que servir é perder. O alto
mostra o rei servo exaltado. O mundo diz
que morrer é o fim. O alto mostra o
ressuscitado à direita do Pai. O mundo
diz que nossa aparência presente define
quem somos. O auto declara que nossa
vida está escondida com Cristo. O mundo
diz que a aprovação humana é
indispensável
para nossa saúde emocional. O alto
mostra um veredito já pronunciado no
céu. Essa busca exige intenção. Paulo
usa um verbo ativo. A mente não
permanece no alto por acidente. Ela é
puxada para baixo pelo ruído, pela
urgência e pela repetição das coisas.
visíveis. É uma gravidade.
Precisamos buscá-las como quem procura
alimento. Isso não é fuga psicológica, é
realismo cristão. As coisas invisíveis
não são menos verdadeiras por serem
invisíveis. O trono de Cristo é mais
estável do que qualquer governo que
aparece nas notícias.
A ressurreição é mais decisiva do que o
diagnóstico que hoje assusta você.
Então, buscar o alto também purifica o
nosso amor pela terra. Quando Cristo
ocupa o lugar supremo, podemos desfrutar
os dons sem transformá-los em deuses.
Podemos perder sem perder tudo. Podemos
possuir sem ser possuídos. A mente
voltada para o alto se torna mais útil
aqui embaixo, porque já não precisa usar
pessoas como fontes de identidade. Pode
amá-las, já não precisa transformar
trabalho em salvação. Pode servi-lo como
vocação.
Não abandone a terra. Traga a luz do
alto para ela. Entre no cotidiano
lembrando onde Cristo está e quem você é
nele. Por isso,
a espiritualidade do alto não produz
pessoas ausentes, produz mães presentes,
trabalhadores honestos, pastores
humildes e santos atentos ao redor. O
céu verdadeiro nunca nos torna inúteis
na terra. Buscar as coisas do alto é
viver neste mundo a partir do mundo que
virá. É permitir que o trono invisível
interprete o chão visível. E é descobrir
que justamente quem mais olha para
Cristo está mais livre para servir com
fidelidade onde Deus o colocou.
Paulo Paulo não diz apenas que Cristo
vive, diz onde ele está, sentado à
direita de Deus.
Essa posição é uma das grandes
realidades que devem governar nossa
mente todas as manhãs.
Sentado significa obra consumada. O
sacerdote da antiga aliança permanecia
de pé o tempo todo porque o sacrifício
nunca terminava. Os sacrifícios nunca
terminavam. Cristo ofereceu um único
sacrifício pelos pecados e assentou-se.
Nada falta a expiação,
nada falta a propiciação. A direita
significa honra e autoridade.
O homem rejeitado pela terra foi
entronizado no céu. A coroa de espinhos
foi seguida pela coroa de glória. O
tribunal humano pronunciou culpa. O Pai
respondeu com exaltação.
Cristo sentado é o antídoto para a mente
apressada que acredita que tudo depende
dela. O universo não está sem governo. A
igreja não está abandonada. Sua vida não
é um acidente viajando por força sem
rosto. O rei está no trono, não
caminhando nervosamente pelos corredores
do céu, não reagindo tarde às crises,
sentado, soberano com todos os inimigos
sendo colocados debaixo dos seus pés.
Isso não significa que eh entendemos
cada decreto. O trono é real mesmo
quando a providência parece confusa. A
fé não descansa em compreender todas as
rotas, mas em conhecer aquele que segura
o mapa. Cristo à direita também
intercede. Aquele que governa é o mesmo
que conhece nossa fraqueza. As mãos que
possuem autoridade universal ainda
carregam as marcas da cruz. Seu poder
não é distante de sua compaixão.
Como essa verdade reajusta amanhã?
Quando o medo disser que você enfrentará
sozinho o que vem, olhe para o trono.
Quando a culpa disser que não há mais
acesso, olhe para o sacerdote assentado.
Quando o mundo parecer governado pelo
caos, olhe para o filho exaltado, o rei.
A mente carnal vive reagindo ao que está
mais perto. Uma mensagem, uma conta, uma
crítica ou uma notícia assume dimensões
absolutas.
Já a mente do alto recoloca todas essas
coisas debaixo do senhorio de Cristo.
Não é negar a gravidade do problema, é
negar-lhe o direito de ser Deus. A
dificuldade pode ser grande, não está
acima do trono. A enfermidade pode ser
longa, não removeu Cristo da direita do
Pai.
e a um consolo ainda mais íntimo,
estando unidos a ele. A cabeça está onde
o corpo um dia estará. Sua exaltação é a
garantia de nosso futuro. O trono de
Cristo não é apenas espetáculo para
admirarmos, é segurança para os que nele
estão. Comece então não pelo caos da
agenda a cada manhã, comece pelo rei, o
rei sentado. Antes de medir suas forças,
contemple sua autoridade. Antes de ouvir
o barulho da terra, recorde a
estabilidade do céu.
Essa confissão precisa preceder a
análise das circunstâncias.
Quando fazemos o contrário, elevamos o
problema ao trono e tentamos encaixar
Cristo debaixo dele.
A fé restaura a ordem. A mente renovada
entra no dia como a realidade acima de
todas as outras. Jesus Cristo reina e
nada que acontecer hoje poderá
transformar o trono em ruína.
Então,
como se coloca a mente nas coisas do
alto? Não por um sentimento instantâneo,
mas por uma disciplina de verdade. A
mente precisa receber, considerar,
saborear e aplicar aquilo que Deus
revelou.
Primeiro, receba, abra a palavra antes
que o mundo entregue sua versão da
realidade.
Não como amuleto devocional, não é?
como voz autorizada que reordena o nosso
interior.
Depois considere, não corra pelo texto
apenas para terminar uma leitura.
Pergunte o que ele mostra sobre Cristo,
sobre você e sobre o dia que está
começando. Deixe uma frase permanecer
até que ela ganhe peso, glória, e em
seguida saborei. A renovação não
acontece apenas quando compreendemos uma
verdade, mas quando começamos a senti-la
como boa.
Ore para que o espírito faça a realidade
se tornar alimento.
Talvez a frase seja: "Você morreu".
Fique nela. Que pecado perde autoridade,
porque isso é verdade. Que medo vive de
uma identidade que já foi crucificada?
Que ofensa parece insuportável? Porque o
velho eu ainda exige honra? Talvez seja
sua vida está escondida com Cristo. Que
segurança
isso traz, né? E que insegurança essa
palavra confronta?
Porque você precisa que todos reconheçam
agora aquilo que Deus prometeu revelar
só no futuro. Por que você precisa
disso? Talvez seja Cristo é sua vida.
Que coisa criada você está obrigando
ou obrigado
a ocupar
esse lugar, trabalho, saúde, família,
ministério. Nenhum dom consegue
sobreviver ao peso de ser sua vida.
Então, aplique. A verdade do alto
precisa entrar no gesto terrestre. Se
Cristo assumiu a forma de servo, quem
você servirá? Se não há condenação, que
pecado você confessará sem esconder? Se
ele reina, que ansiedade será entregue?
Essa prática não deve se tornar nova
forma de mérito. Não lemos para
convencer Deus a ser gracioso. Lemos
porque ele já se aproximou e escolheu
usar sua palavra para sustentar a fé.
Haverá manhã secas. Você poderá abrir a
Bíblia sem emoção imediata. Não conclua
que nada aconteceu. A presença de Deus
não é medida pela intensidade de sua
sensação. Continue expondo a mente a
verdade. Um alimento não deixa de nutrir
porque a refeição não foi memorável.
A palavra trabalha em profundidade que a
consciência nem sempre percebe. Com o
tempo, ela cria trilhos novos,
vocabulário novo e reflexos santos.
Também ore com honestidade. Senhor,
minha mente está inclinada para mim. Eu
sei o que é verdade, mas não estou
vivendo sob seu peso. Inclina-me
novamente para Cristo. A disciplina
diária não é uma tentativa de fabricar
luz. É abrir as janelas para o sol que
já nasceu. Cristo está no alto. A
palavra está diante de você. O espírito
habita em você. Coloque a mente ali de
novo e de novo até que as coisas do alto
deixem de ser apenas assuntos religiosos
e se tornem o horizonte a partir do qual
você vive todas as coisas aqui. Paulo
diz: "A vida de vocês está escondida com
Cristo em Deus". Essa frase protege
profundamente o crente de exigir que o
presente revele tudo o que Deus já fez
nele. Há uma glória real que, por
enquanto, permanece coberta. O cristão
ainda parece comum, envelhece, cansa,
fica doente. Pode ser ignorado numa
multidão sem que ninguém perceba que
acabou de passar um filho do criador. A
adoção não aparece como uma auréula, né?
A união com Cristo não remove
imediatamente as marcas da queda do
corpo. A nova criação começou, mas sua
beleza plena ainda não foi exposta aos
olhos do mundo. João disse que somos
filhos de Deus agora, embora ainda não
tenha aparecido o que haveremos de ser.
A palavra agora impede que a esperança
vire fantasia futura. A expressão ainda
não impede que tratemos o presente como
plenitude. Somos realmente filhos, ainda
parecemos frágeis. Somos realmente
herdeiros, ainda gememos. Possuímos
realmente vida eterna, ainda enterramos
nossos santos. Essa tensão é parte da
fé. O mundo julga pela aparência. Deus
vê a vida escondida no filho. O mundo
mede valor por visibilidade, influência
e força. O céu mede pela união com
Cristo. Por isso, a necessidade de
reconhecimento pode ser combatida. Você
não precisa tornar pública toda a obra
que Deus realiza em secreto. Não precisa
provar constantemente que possui valor.
Sua vida está escondida em Cristo. Sua
vida está guardada num lugar onde a
opinião humana não alcança.
Escondida não significa incerta. O major
no cofre não deixa de ser preciosa
porque não está exposta. Uma semente
debaixo da terra não está morta porque
ainda não rompeu o solo. O que Deus
ocultou em Cristo está seguro para o dia
da revelação.
Isso muda a maneira de olhar para os
irmãos. A pessoa simples ao seu lado
pode ser uma glória futura formação.
A viúva esquecida, o homem enfermo e o
crente que serve sem palco são herdeiros
que um dia brilharão como sol.
Trate-o segundo o que Deus já declarou,
não apenas segundo o que os olhos
percebem.
A igreja é uma reunião de príncipes
ainda vestidos de fraqueza, de filhos
cuja herança está escondida, de santos
carregando tesouros em vasos de barro.
Essa verdade também consola quando sua
própria aparência o humilha. O corpo
pode falhar, a memória pode diminuir, o
nome pode ser esquecido. Nada disso toca
a vida depositada com Cristo em Deus. A
mente terrena diz: "Você é somente
aquilo que consegue mostrar". O
evangelho diz: "Sua verdade mais
profunda ainda não pode ser vista. Está
escondida com Cristo em Deus. Vive então
sem desespero pela invisibilidade. Deus
não esqueceu o que escondeu em Cristo.
Cristo não perderá aquilo que guarda. E
o dia virá em que o mundo descobrirá que
por trás de rostos comuns
caminhavam filhos, filhos da glória de
Deus.
A vida escondida não nos exenta jamais
da dor. Ao contrário, muitas vezes a dor
torna a diferença entre o que somos e o
que parecemos ainda mais
desconcertantes. Não é? Filhos de Deus
podem parecer abandonados. Herdeiros
podem morrer num quarto silencioso.
Paulo disse que todo toda criação geme e
nós também gememos.
Puir o espírito não elimina o gemido, o
transforma em esperança.
O gemido cristão não é prova de ausência
de vida, é fome pela plenitude
prometida.
Há momentos em que o corpo contradiz
tudo o que confessamos sobre glória. A
força diminui. A dignidade exterior é
retirada. Alguém que conduziu, ensinou e
sustentou outros pode terminar
os seus dias dependente para as tarefas
mais simples. A escritura não romantiza
isso, chama o corpo semeado de fraco,
perecível e deshonroso. A morte é
inimiga. Não há necessidade de fingir
beleza onde a queda mostra sua
violência. Mas o corpo colocado na terra
não contém toda a história. É semeado em
deshonra e ressuscitará em glória. É
semeado em fraqueza e ressuscitará em
poder. O mesmo Deus que guarda a vida
escondida guardará também o pó.
Isso reajusta nossa mente diante do
envelhecimento.
Cada nova limitação não é anúncio de que
Cristo perdeu o controle, é lembrança de
que ainda guardamos a redenção do corpo.
O evangelho não promete preservar
indefinidamente esta forma presente,
promete transformá-la e também
reajusta a maneira de acompanhar quem
sofre. Não oferecemos frases leves, não
dizemos que a dor não importa. Nos
sentamos, choramos e lembramos que o que
os olhos vem não esgota a identidade do
santo. A enfermidade pode esconder ainda
mais a glória, mas não pode destruí-la.
A demência pode apagar lembranças na
mente natural, não apaga o nome
conhecido por Cristo. A fraqueza pode
reduzir a voz a um sussurro.
não silencia a intercessão do filho. Nem
mesmo a percepção enfraquecida do crente
altera a percepção perfeita do Salvador.
Podemos perder a capacidade de nos
agarrar conscientemente a muitas
verdades. Cristo não perde a capacidade
de nos agarrar. A vida escondida está
além do alcance da doença. Está com
Cristo em Deus.
Essa é uma das fortalezas mais profundas
da perseverança. Aquilo que precisa
chegar ao fim não está guardado em
última análise por nossas mãos. Talvez
você tema o modo como morrerá. A fé não
promete uma cena heróica. Pode haver
confusão, dependência e perda de
controle, mas sua segurança não repousa
na beleza da sua última hora, repousa na
fidelidade daquele que atravessou a
morte primeiro.
Então, renove a mente com a verdade
inteira. O corpo é frágil, a morte é
real, a vida está escondida, a
ressurreição virá. A dor não consegue
revelar plenamente quem você é. Somente
Cristo fará isso. Até lá, gememos. sem
negar a tristeza e esperamos sem
entregar a esperança. Porque o que hoje
é semeado em fraqueza será levantado
pelo poder do Deus que ressuscitou Jesus
Cristo dentre os mortos.
Então, há há um perigo em falar sobre
vida escondida, porque podemos
transformá-la em desculpa para
negligenciar a santidade visível. Paulo
não faz isso. Logo depois de declarar
nossa segurança em Cristo, manda matar o
pecado e se revestir do novo homem. A
glória está escondida, os frutos não
devem estar. O mundo talvez não consiga
ver nossa adoção, mas deve encontrar
sinais da vida do filho em nossa maneira
de amar, perdoar, falar e servir. Não
somos salvos pela aparência da
transformação, mas a vida verdadeira
procura expressão. A seiva invisível
produz fruto visível. O fogo escondido
aquece.
A fonte subterrânea procura uma saída.
Por isso, a identidade em Cristo não é
apenas consolo, é chamado. Se sua vida
está com ele, as práticas que pertencem
a antiga terra não combinam mais com
você. A mentira, a impureza, a cobiça e
a ira pertencem ao homem que morreu. A
mente renovada aprende a perguntar:
"Este pensamento combina com a vida que
está escondida em Deus? Esta conversa
revela o Cristo que é minha vida. Essa
escolha me prepara para a glória em que
aparecerei com ele. A esperança futura
purifica o presente. João diz que todo
aquele que espera ser semelhante a
Cristo purifica-se como ele é puro. Não
compra a futura semelhança. Começa e eh
a viver segundo ela. Isso é muito
diferente de construir uma imagem
religiosa.
A imagem quer ser vista pelos homens. O
fruto cresce diante de Deus. A imagem
protege a reputação. O fruto nasce de
comunhão. A imagem teme ser descoberta.
O fruto confessa e procura cura. A vida
escondida também nos liberta para uma
santidade sem espetáculo. Podemos
obedecer quando ninguém aplaude. Podemos
servir quem não saberá agradecer.
Podemos recusar um pecado secreto porque
a realidade de Deus é mais importante do
que a visibilidade humana. O pai vê em
secreto. Cristo conhece os seus. O
espírito trabalha nas profundezas. Isto
basta para sustentar uma fidelidade que
não depende de palco. Ainda assim, não
despreze os pequenos sinais da graça.
Uma resposta mais mansa, uma confissão
mais rápida, uma disposição nova para
ouvir, uma tentação enfrentada com a
palavra. São frestas pelas quais a vida
escondida começa a aparecer.
Não transforme esses frutos em
fundamento da aceitação. A raiz continua
sendo Cristo, mas agradeça por eles como
evidência de que a ressurreição já
começou em você.
Estamos entre o segredo e a revelação.
Já possuímos vida, ainda guardamos
glória. E nesse intervalo, o chamado é
permitir que a vida do alto molde cada
passo na Terra. Não procure uma
transformação teatral. A graça costuma
amadurecer como fruto silenciosamente
por estações, sob podas que ninguém
celebra.
Mas onde existe vida, alguma doçura
começa a aparecer. O mundo não verá tudo
agora, mas deve encontrar alguma coisa.
Uma humildade que não consegue explicar,
uma esperança que sobrevive à perda, um
amor que carrega a forma do crucificado.
A vida está escondida, o caráter começa
a revelá-la e cada fruto verdadeiro
anuncia em pequena escala o dia em que
Cristo mostrará ao universo inteiro
aquilo que sua graça realizou em nós, em
nossas vidas.
Paulo não diz apenas que Cristo nos dá
vida, diz Cristo que é a vida de vocês
frase confronta todos os substitutos que
tentamos transformar em fonte,
identidade e futuro. Cristo não é um
acessório para tornar uma vida já
autônoma, mais suportável. Não é apenas
ajuda para nossos planos. Não vê ocupar
uma prateleira religiosa dentro de uma
casa cujo proprietário continua sendo o
eu, o ego. Ele é a vida, a origem, o
centro, a força, o sentido e o destino.
Tudo o que chamamos de vida, tudo que
chamamos de vida cristã flui de nossa
união com ele. Quando dizemos que
trabalho é nossa vida, ficamos a mercê
de resultados. Quando família é nossa
vida, exigimos que pessoas frágeis
sustentem nossa alma. Quando saúde é
nossa vida, cada sintoma se torna uma
ameaça absoluta. Até o ministério pode
ocupar o lugar de Cristo. O servo começa
a viver do efeito que produz, da atenção
que recebe e da sensação de utilidade.
Então, uma porta fechada para morte,
porque o trabalho tomou o lugar da vida.
Cristo liberta os dons de serem deuses.
O trabalho pode ser amado sem se tornar
Senhor. A família pode ser recebida com
gratidão, sem ser obrigada a salvar, a
nos salvar. A saúde pode ser cuidada sem
se tornar fundamento da nossa esperança.
Dizer Cristo é minha vida não é repetir
um slogan, é aprender a recorrer a ele
quando o coração precisa existir. Quando
a tristeza aperta, não apenas pedir que
mude as circunstâncias, mas se
aproximar-se do próprio Cristo.
Quando o sucesso chega, não beber dele
como identidade, mas oferecê-lo ao
Senhor. Cristo é nossa vida. Porque sua
justiça é nossa posição diante do Pai.
Seu Espírito é o poder que opera em nós.
Sua comunhão é o bem para o qual fomos
criados. Sua ressurreição é a garantia
de nosso futuro. E ele é uma vida que
não pode ser retirada. Tudo que
possuímos na terra pode ser perdido e
vai ser perdido. Cristo não pode ser
arrancado de quem está unido a ele. A
morte que separa tantas coisas apenas
nos conduz à presença mais plena daquele
que já é a nossa a nossa vida. Essa
realidade precisa reajustar desejos.
Talvez você esteja pedindo a Cristo que
preserve algo sem o qual não eh eh
imagina não conseguir viver.
Ouça a promessa escondida no medo. Mesmo
se esse dom for retirado, a vida
permanece. Isso não elimina o luto.
Jesus chorou, não é? Mas impede que a
perda se torne aniquilação. O cristão
pode dizer: "Fui ferido profundamente,
porém não fui separado da fonte do meu
ser.
Põe a mente nesta verdade. Cristo não
está apenas ao lado de sua vida. Não é
somente o autor de sua vida passada ou
guardião da sua vida futura. Ele é a sua
vida agora.
Respire a partir dele. Obedeça a partir
dele. Sofra a partir dele. Sirva a
partir dele e deixe cada substituto
ouvir a palavra que o recoloca em seu
lugar. Você é dom.
Somente Cristo é minha vida.
Agora a nossa vida está escondida. Mas
Paulo aponta para um dia em que Cristo
aparecerá. A história caminha para uma
revelação, não para um apagamento.
O rei invisível aos olhos do mundo, será
visto em sua glória. A primeira vinda
ocorreu em humildade. Muitos olharam
para Jesus e viram apenas o filho do
carpinteiro. Sua divindade estava velada
sob a verdadeira humanidade.
A glória apareceu em sinais, mas não
esmagou toda incredulidade.
Na segunda vinda, o ocultamento
terminará.
Aquele que foi julgado voltará como
juiz. Aquele que carregou a coroa de
espinhos será visto com autoridade
incontestável. Nenhuma criatura
perguntará se ele realmente reina. E
Paulo acrescenta: vocês também
aparecerão com ele em glória. A
revelação de Cristo será também a
revelação de todo o seu povo.
Aquilo que agora está guardado nele será
tornado público. O mundo saberá que os
desprezados eram filhos, que os
perseguidos eram herdeiros. que os
corpos semeados em fraqueza pertenciam à
família da ressurreição, que a
fidelidade secreta não foi esquecida.
Isso não significa que receberemos uma
glória independente.
Apareceremos com ele. Nossa beleza será
um reflexo. Nossa exaltação proclamará a
eficácia da sua graça. O universo verá
não o que conseguimos produzir sozinhos,
mas o que Cristo fez sozinho com
pecadores unidos a ele. A esperança
desse dia cura nossa pressa por
reconhecimento.
Nem toda injustiça será corrigida agora,
nem toda fidelidade será compreendida.
Nem todo serviço receberá agradecimento.
Há coisas que Deus escolheu revelar
apenas quando o filho aparecer. Espere.
Não entregue sua consciência ao tribunal
da opinião pública. Não venda a
fidelidade para antecipar uma glória que
Deus prometeu no tempo certo. A
revelação virá.
Essa esperança também dá coragem diante
da morte. Não caminhamos para
desaparecer, caminhamos para aparecer. O
túmulo não é o lugar onde nossa
identidade se perde, é o lugar de onde o
corpo será chamado para a manifestação
final dos filhos de Deus. Pense no
contraste. Hoje, talvez ninguém perceba
a sua luta para viver de maneira fiel.
Naquele dia, a graça que o sustentou
agora será parte do louvor público ao
cordeiro. Hoje seu corpo carrega marcas
de cansaço. Naquele dia será conforme ao
corpo glorioso de Cristo. A mente
terrena diz: "Torne-se visível agora ou
sua vida não valeu." A mente do alto
responde: "Meu tempo está nas mãos
daquele que revelará tudo sem erro".
Quando Cristo aparecer, não haverá
confusão sobre quem ele é e não haverá
confusão sobre quem pertence a ele.
Portanto, viva hoje à luz daquele dia.
Escolha o que permanecerá quando o
oculto for aberto. Busque a aprovação
que será confirmada diante do universo
inteiro. A glória não é uma fantasia
para consolar derrotados. é o futuro
comprado pela ressurreição. Cristo
aparecerá e aqueles cuja vida
está e está nele aparecerão juntamente
eh com ele. Então, a renovação diária da
mente não é um projeto curto. Ela nos
acompanha até o dia em que não haverá
mais necessidade de reajuste. Enquanto
houver pecado habitando em nós, haverá
inclinações a corrigir, mentiras a
confrontar e amores a reordenar.
Hoje precisamos dizer à mente: "Busque o
alto". Na glória, o alto estará diante
de nossos olhos. Hoje cremos no Cristo
invisível. Naquele dia veremos sua face.
Hoje lutamos para sentir o peso da
verdade. Naquele dia, a verdade nos
cercará como luz sem sombra.
Até lá,
cada manhã é pequena antecipação da
ressurreição. Abrimos os olhos ainda
dentro de um corpo frágil e escolhemos
viver a partir da vida que está
escondida em Cristo.
Talvez a mente acorde escurecida, não
aceite a escuridão como profecia. Talvez
acorde dispersa não confunda dispersão
com o destino. Talvez acorde acusada não
permita que o acusador reescreva o
veredito da cruz.
Volte às grandes realidades. Você morreu
com Cristo, foi ressuscitado com Cristo.
Sua vida está escondida com Cristo.
Cristo é sua vida. Ele aparecerá. você
aparecerá com ele. Essas verdades não
são seis enfeites doutrinários, são
colunas para sustentar a alma. A morte
com Cristo enfrenta o pecado. A
ressurreição enfrenta a impotência.
A vida escondida enfrenta a necessidade
de aprovação. A aparição futura enfrenta
o medo da morte.
Renovar a mente é deixar cada coluna
carregar o peso que Deus lhe deu. Não
apenas repetir palavras, mas colocá-las
contra a mentira concreta do dia. A
verdade precisa encontrar o lugar da
ferida. Se o orgulho fala, contemple a
mente de Cristo que desceu. Se a culpa
fala, contemple o pecado condenado na
carne do substituto. Se a ansiedade
fala, contemple o rei sentado à direita
de Deus. Se a fraqueza fala, contemple o
corpo que será levantado em poder.
Faça isso na palavra, faça em oração.
Faça em comunhão com irmãos que podem
lembrá-lo quando sua própria voz estiver
fraca.
Deus não nos chamou para reajustar a
mente em isolamento orgulhoso
e não despreze a repetição. A alma
esquece, não porque a verdade seja
pequena, mas porque a guerra é contínua.
O pão de ontem não alimenta o corpo de
hoje. A lembrança de uma antiga comunhão
não substitui a presença buscada agora.
Um dia, porém, a guerra terminará. A
mente não se inclinará novamente para a
carne. Nenhuma mentira encontrará
entrada, nenhum medo distorcerá a
providência. Amaremos a Deus sem divisão
e veremos Cristo sem véu. Até esse dia,
volte todos os dias, não para
reconquistar a salvação, mas porque foi
salvo. Não para produzir sozinho uma
mente nova, mas porque o espírito já
iniciou a renovação.
Coloque a mente nas coisas do alto.
Deixe o trono interpretar o amanhã.
Deixe a cruz silenciar a condenação.
Deixe a ressurreição ampliar o futuro e
caminhe. Humilde em Cristo, corajoso em
Cristo, útil ao povo de Cristo, sem medo
de que a morte possua a última palavra.
A última palavra será aparição, será
glória, será Cristo, nossa vida diante
de nós. E então a mente finalmente
descansará para sempre no lugar para o
qual, pela graça, ela foi reajustada
todos os dias que vivemos aqui, nesses
dias da nossa peregrinação.
Coloquem as minha mente todo tempo, todo
dia, cada manhã nas coisas que são do
alto. Amém, queridos. Amém.
>> Se tua graça é um dom,
porque ela tem olhos.
Porque ela me olha de volta.
Ah,
[música] eu tratei tua graça [canto]
como conceito, algo que cabia na minha
definição. [música]
Mas ela sangra, ela chama, ela invade,
ela tem nome e rompe a abstração.
Não é ideia, é [canto][música] encontro,
não é teoria, é presença.
é o infinito se curvando
para habitar minha [música] carência.
E quanto mais eu vejo, mais eu deixo de
ver a mim.
Cristo,
a forma invisível da graça em mim,
[canto]
o indivisível se tornando
[música]
assim.
>> [música]
>> Cristo,
não há algo que recebo de ti,
mas o próprio Deus vindo
a mim. [canto]
E quando penso que [música] entendi,
tua graça me desfaz [canto] outra vez.
Dá-me graça para sentir o abismo entre
eu e ti. Não para me perder nele, mas
para te ver descendo até aqui. Dá-me
graça para pedir mesmo quando a voz
falhar, porque até o meu clamor precisa
de ti. Para começar, dá-me graça
[música] para colher o peso eterno do
[canto] teu amor que desmonto que eu era
e me refaz, meu criador. Quanto mais
[canto][música] tu cresces, mais eu
aprendo assumir
Cristo, [música][canto]
a graça que me encontra antes de mim,
o começo [canto] antes do [música]
meu
ser
[canto] Cristo.
A resposta antes do clamor. O fim de
mim, o início do amor. [grito]
E tudo em mim que quer permanecer
[canto]
é confrontado [música]
pelo teu viver.
Se até minha fome [canto] vem de ti,
então não hte em mim que seja livre
[música]
de ti. [canto]
Se eu peço, é graça.
Se eu recebo, [canto] é graça.
Se eu respiro em ti,
ainda é graça.
Quando penso que [música] uso tua graça,
sou eu sendo [canto] usado por ela,
Cristo.

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