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Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 18 | Pentecostalismo | Luiz Sayão

Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 18 | Pentecostalismo | Luiz Sayão

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Módulo – "Uma só fé, muitas tradições"

Aula 18: Pentecostalismo II
Luiz Sayão

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[música]
>> Olá, bem-vindos.
Boa noite ou boa tarde ou bom dia. Sejam
todos bem-vindos ao nosso curso
Macários, aqui
no nosso projeto de ensino da IBNU. Como
nós estamos aí estudando, né? Vamos
falando de
diversas tradições
ligadas a uma fé, que é a fé cristã.
E agora, então, chegou o momento de
estudarmos isso. Estamos estudando
eh desde da última aula o
pentecostalismo,
o movimento pentecostal e seus
desdobramentos. E hoje vamos falar um
pouquinho mais dessa parte
doutrinária, teológica, que envolve a
perspectiva pentecostal e a maneira de
entender
a essa realidade, né? Considerando aí
vários aspectos. Então, você pode já
mandar, eu sei que tem gente mandando aí
a sua mensagem.
Já tem gente lá em Itabuna mandando
mensagem para nós, né?
Mandando paz de Deus, amém, né? Tita
Silva.
Aí temos Isabel, Manuel Alves, Vadilene,
Feliveri Lopes, Paulo Prado, mandando
shalom, gente de São Paulo, da Bahia.
Pessoas chegando aí para a nossa aula
dessa noite. Aí encaminhe também
o link aí para os amigos, né? Para os
colegas, as pessoas interessadas em
estudar o assunto. Mas vamos lá, né? A
gente tem a nossa primeira parte, né, da
nossa aula.
Ah, e vamos aí, ó, tem gente de Goiás,
Paulo Prado também já em São Paulo, né?
E então, a expectativa milhão. Vamos lá,
pentecostalismo, Espírito Santo, dons
espirituais, como é que a gente entende
todo esse cenário
que é pertinente
a essa questão. Então, vamos aí
prosseguir, né?
Na nossa aula para entendermos mais
desse assunto aí, que é, né, realmente
empolgante, mexe com todo mundo. Então,
vamos lá.
Bom, a gente começa lembrando, bom, se
nós estamos falando do pentecostalismo,
né, nós vimos um pouco da história
e na história, claro, o pentecostalismo
tem a ver com a convicção ligada ao
pentecoste, o movimento pentecostal
que como nós vimos surge e se cristaliza
no começo do século XX, nos Estados
Unidos, a ideia fundamental é a
seguinte:
é que,
o pentecoste descrito em Atos 2, como a
gente vê aí, "chegando o dia de
pentecoste, estavam todos reunidos num
só lugar, de repente veio do céu um som
como de um vento muito forte"
"e encheu toda a casa na qual estavam
sentados e viram o que parecia línguas
de fogo que se separaram e pousaram
sobre cada um deles"
"todos ficaram cheios do Espírito Santo
e começaram a falar noutras línguas
conforme o Espírito os capacitava"
a ideia pentecostal é uma ideia
interessante porque ela tem uma um foco
escatológico, o entendimento do
movimento pentecostal na sua
cristalização teológica foi o seguinte,
o Espírito Santo foi derramado no
começo, né, aí da igreja primitiva
e esse Espírito veio com poder e agiu,
né, no começo, no crescimento e no
grande avivamento inicial da igreja
ah, e o que acontece é que eles
entenderam que quando, né, o Espírito
ah, fosse derramado de igual maneira
seria o sinal do fim dos tempos, uma
ideia ligado ao texto de Oséias que fala
da chuva
de primavera e chuva de outono, né, a
versão antiga falava temporã e serôdia,
então que a ideia é que
haveria uma grande colheita no reino de
Deus que estaria ligado ao derramamento
do Espírito e esse Espírito então
seria derramado e o movimento
pentecostal deu início a isso. Essa era
a ideia. Então, nesse sentido,
Pentecostes não é só um evento.
Pentecostes não é só uma referência. O
Pentecostes é a matriz
ah, na qual se estabelece
a base de toda uma maneira de
compreender a realidade da igreja de
Cristo,
particularmente no que se entende no fim
dos tempos. Então, olhando para isso,
onde é que a coisa se define? O
movimento pentecostal, então, aparece
como dizendo: "Olha,
a gente precisa buscar
o poder
e a ação do Espírito na nossa vida.
E o que aconteceu na história foi que
quando houve o início do movimento
pentecostal, apareceram
aí pessoas com a, né, a plena convicção
de que eles estavam tendo a mesma ou as
mesmas experiências que
nós tivemos na igreja primitiva.
Então, uma das marcas fundamentais foi
que as pessoas, ao terem a experiência
profunda com espíritos sobrenaturais,
começavam a falar em línguas,
historicamente acabou sendo chamada de
línguas estranhas, né, por causa de uma
versão antiga, né,
ah, que nós tínhamos em português. Mas
essa
situação dos dons milagrosos que aparece
no Novo Testamento gerou um
debate teológico. E que debate é esse?
Que dentro do ambiente
evangélico mais amplo, nós temos três
posições, assim,
historicamente compreensíveis na
interpretação do que nós vemos em 1
Coríntios, capítulo 13.
Ah, claro, os carismáticos, né, que são
um desdobramento do mundo movimento
pentecostal.
Eles vão afirmar os dons espirituais
milagrosos não cessaram e não só não
cessaram como eles são importantes e
fundamentais para
a igreja de hoje,
né?
Inclusive a ideia de buscar o dom de
línguas, buscar
essas manifestações, eh, poderosas, né?
Então até tem hinos, cânticos que
celebram isso desde o pentecostalismo
mais clássico até
ah, muito do recente também. Do outro
lado surgiu um grupo de pessoas dizendo:
"Não, olha, não existem mais dons
espirituais milagrosos. Os dons
espirituais milagrosos aconteceram
na igreja primitiva porque havia uma
finalidade para isso. Então eles
cessaram na era apostólica e esses
de perfil cessacionista entendem que os
fenômenos pentecostais não são legítimos
de jeito nenhum.
Não quer dizer que eles não creiam que
Deus pode responder a oração, que pode
acontecer
uma situação ou outra, assim, milagrosa,
mas que não temos a nossa disposição a
mesma referência de dons milagrosos que
havia
aí no contexto da igreja primitiva. E no
meio do caminho tem o meio termo que
envolve especialmente muitos evangélicos
históricos que vão dizer o seguinte:
"Olha,
há uma indefinição sobre o tema, no
sentido que não é
verdade de que nós precisamos
ter, eh, os dons milagrosos operando o
tempo todo. Não quer dizer que isso
é algo absolutamente indispensável para
uma igreja bíblica, mas não quer dizer
que não possa acontecer. Não quer dizer
que não dá para defender que os dons
cessaram e também não dá para pensar que
esses dons sejam obrigatórios para todas
as comunidades cristãs em qualquer lugar
do mundo.
Então, essa conversa, né, ela prossegue
e aí a gente vai ver, dá uma olhada no
texto de primeira Coríntios 13 para
saber
qual é a discussão, né? Quando o
apóstolo Paulo escreve para igreja de
Corinto, inclusive ele está tentando
ajudar a igreja na condução aí da
questão dos dons.
Ele diz o quê, né? O amor nunca perece,
mas as profecias desaparecerão, as
línguas cessarão, o conhecimento
passará.
Pois em parte conhecemos, em parte
profetizamos, quando porém vier o que é
perfeito. Essa é a frase.
O que que é esse negócio do que é
perfeito? O que é imperfeito
desaparecerá.
Então, a posição cessacionista é o
seguinte, quando vier o que é perfeito,
quer dizer, a revelação final de Deus
para nós. Quando se completou
a revelação bíblica, todo o texto do
Novo Testamento, ou seja, esses dons de
profecias e outros dons milagrosos não
seriam mais necessários. Essa é a
interpretação.
Na interpretação pentecostal e até de
muitos evangélicos históricos, não, o
que é perfeito é apenas a vinda de
Cristo. Então, enquanto Cristo não vier,
esses dons podem estar operando.
Essa é a maneira diferente de entender
os textos. Quando eu era menino, falava
como menino, pensava como menino,
raciocinava como menino. Quando me
tornei homem, deixei para as trás para
trás as coisas de menino.
Agora, pois,
vemos apenas um reflexo obscuro como
espelho.
Mas então veremos face a face. Agora
conheço em parte, então conhecerei
plenamente na mesma forma como sou
plenamente conhecido. Então, aí é que tá
a discussão, né? Por que que alguns
grupos são tão
eh,
reativos, né, à ideia pentecostal e por
que os pentecostais pensam como eles
pensam. Mas vamos lá.
Olhando para os dons espirituais, a
gente faz uma pergunta, né?
A pergunta é: os dons podem variar em
poder e importância? A resposta é sim,
porque nós temos vários dons. Temos
listas de dons, principalmente
em Romanos 12, 1ª Coríntios 12 e em
Efésios 4
como listas principais que devem ser
avaliadas. E os dons, sim, eles podem
variar em poder. Existe, imagina,
operação de milagres no Novo Testamento,
né?
Existe a ideia que certos dons são mais
edificantes do que outros. Por exemplo,
o dom de profetizar
edifica mais do que falar em línguas.
Os cristãos possuem os dons por um tempo
ou de modo permanente? Então, veja bem.
Aqui, agora, o posicionamento
nosso da IBNU. Nós não somos
cessacionistas, para dizer, olha, não
existem mais milagres, nem
dons, eh, de Deus atuando nos dias de
hoje. Isso não, não faz sentido do ponto
de vista exegético, no nosso
entendimento, mas também nós não somos
pentecostais no sentido
em que entendemos que todas pessoas
precisam falar em línguas e mostrar
dons milagrosos na sua caminhada de fé.
É.
O que acontece é que entendemos que os
dons, tudo indica, eles parecem ser
permanentes no Novo Testamento. Não há
base para a gente dizer, não, esse dom
não existe mais.
No entanto, há dons de uso permanente e
outros dons manifestacionais.
E a gente vai explicar que história é
essa de
dom manifestacional para entender bem.
Vamos lá.
1ª Coríntios 12, onde nós temos uma
lista de dons milagrosos, você vai
lembrar, tem línguas, profecias,
operação de milagres, nós temos dons de
curar, né? Nós temos uma lista de vários
dons ali são sobrenaturais. É
interessante que quando você lê o
capítulo
e ler o verso de número sete, lá tá
escrito o seguinte:
Ah, tá sendo dito naquele texto que a
manifestação
do espírito é dada a cada um.
Essa palavra manifestação, ela é muito
interessante,
porque ela nos indica, por exemplo,
que esses dons, diferente de um dom, por
exemplo, de ensino, é, um dom que a
pessoa tem de administração,
um dom de misericórdia, um dom de
contribuição, que a pessoa tem
esse dom vinculado ao que ela é
na sua trajetória de vida.
Já um dom como o dom de curar,
um dom de milagre, não é uma coisa que a
pessoa tem com ela o tempo todo, como se
ela pudesse usar na hora que ela bem
entender.
Por isso que você vai ver coisas do
tipo, por exemplo, Paulo, ele ora,
é, por pessoas doentes que são curadas,
ele curou o pai de Públio na ilha de
Malta, ele orou até o Eutico que tinha
morrido, ressuscitou. No entanto, Paulo
não cura o Trófimo, que ele deixou em
Mileto.
Ele não cura Timóteo, que tinha dores no
estômago. Então, se Paulo tem o dom de
cura na mão dele, que ele pode toda hora
botar o dedo e fazer funcionar,
por que que nem sempre parece funcionar?
Porque esses dons milagrosos são
manifestacionais,
mediante
ação soberana de Deus, o poder, o
propósito de Deus e a pessoa disponível
pode manifestar
esses dons. Então, nesse sentido,
a gente não tem uma proposta
eh sensacionalista e nem uma ideia que
alguns grupos pentecostais possam ter
eh de que você tem que ter esses dons
obrigatoriamente e eles funcionando na
hora que a gente bem entende, né?
Falando sobre isso, a gente entra na
discussão que envolve dom de línguas.
Quando você lê o dom de línguas em 1ª
Coríntios 12 e os detalhamentos que 1ª
Coríntios 14 apresenta de como se deve
usar o dom de línguas, particularmente
no contexto do culto público, o que que
a gente entende lá? Primeiro,
não tem dúvida, pessoal, o dom de
línguas no Novo Testamento é dom de
Deus,
né?
Parece que essas línguas poderiam ser
uma língua falada em êxtase, sem ser um
idioma, né, que talvez seja
a melhor maneira de entender o que está
se vendo em Corinto, ou pode ser um
idioma milagroso, como se vê em Atos 2,
né?
Agora, é claro que o Novo Testamento não
quer dizer que dom de línguas é língua
que a pessoa estudou, não é porque a
pessoa é poliglota, não, é um algo
milagroso, especial, feito pelo poder do
Espírito Santo. Só que fica claro que
esse dom não é o principal.
É uma das coisas que talvez
precisa ser repensado em alguns
ambientes pentecostais, em que as
pessoas estão valorizando demais esse
dom e buscando, né, essa experiência
acima de outras coisas. E esse dom de
línguas, a gente vê no próprio texto
bíblico,
na própria igreja de Corinto, ele não é
prova de espiritualidade, não é porque a
pessoa fala em línguas que ela está numa
condição de espiritualidade superior.
Ela pode falar em línguas e ter uma
atitude carnal.
Ah, e esse dom de Deus,
>> [roncando]
>> que existe, se é o dom mesmo, precisa
ser
autêntica essa experiência. Ele não deve
ter prioridade.
Não é útil para os descrentes. Fica
muito claro isso, inclusive igrejas
pentecostais mais, digamos assim,
equilibradas, elas não fazem, eh,
reuniões assim, com grandes
manifestações desse tipo num culto
público, que é um culto quando se deve
pregar
a palavra, quando se deve anunciar o
evangelho, expor a Bíblia, né? Porque
não, realmente não,
Paulo fala claramente para os Coríntios,
olha,
se o pessoal entrar aí, vão achar que
vocês enlouqueceram, né?
E fica claro que esse dom edifica apenas
quem fala, né? Por isso, os outros dons
que
abençoam os outros são chamados de dons
que mais edificam, né?
E, ao mesmo tempo, Paulo disse, não
proíbam o falar em línguas. Então, o dom
não deve ser proibido, de acordo com o
ensino de primeira Coríntios, mesmo para
uma igreja com dificuldades nessa área.
É interessante.
E aí, no meio desses dons, e por que é
importante isso? Porque
muitas vezes, quem conhece, né, o
ambiente pentecostal, sabe que aquela
palavra que é trazida, como se diz, em
línguas, às vezes ela recebe uma
interpretação.
E essa interpretação equivale a uma
profecia. Quando a gente lê a palavra
profecia,
às vezes a gente fica meio assim, na
dúvida do que é que o texto bíblico tá
falando.
Então, nós temos, basicamente, a ideia
de que o profeta é aquele que fala em
nome de Deus. Então, é verdade que um
pregador, alguém que
ah, proclama, prega e até ensina a
Bíblia, também tá profetizando no
sentido de anunciar a palavra de Deus.
Inclusive, às vezes mesmo, faz isso com
a direção do Espírito. Mas, existe
ah, uma profecia que é, por exemplo, a
profecia que você vê em Ágabo, lá em
Atos, né? 21, quando ele chega
ali e, ah,
encontrando Paulo, né? E lá em Cesaréia,
com Filipe,
ah, ele diz, né? Olha, o dono desse
cinto vai ser preso em Jerusalém, vai
passar por isso. Então, essa profecia
não é uma pregação, é uma palavra da
parte de Deus
que era trazida por alguém que, vamos
dizer, entrava nessa sintonia com o
poder do Espírito. É uma profecia em
êxtase, por isso que a gente chama ela
de extática.
Então, Saion, existe profecia? Sim, sim,
pode existir. Não quer dizer que não
exista pessoas que possam receber
uma palavra da parte de Deus, uma
palavra poderosa, alguma coisa assim.
Mas, é bom tomar muito cuidado, porque
nesse meio pode ser que uma coisa seja
de Deus, pode ser que uma coisa
seja invenção de alguém, pode ser que a
coisa, ah, seja como o próprio
pentecostal diz, profecia da carne, né?
E pode ser, até mesmo, existem coisas
assim que nem vem de Deus, né? Então, o
que que a gente tem que entender? Ainda
que seja, sim, possível
que alguém tenha alguma direção de Deus
por palavra,
por sonho, por visão, por qualquer coisa
sobrenatural, atenção,
não se dirige a vida por profecia
mántica,
por profecia. Sabe aquele negócio? Tem
gente que é assim,
que a pessoa tem lá um irmão, uma irmã
de oração e que tudo que ele vai fazer
ele vai perguntar pra pessoa: "Ah, posso
viajar pra tal lugar?" Né?
Então esse tipo de coisa é meio
estranho. Você não tem isso como uma
maneira de conduzir a vida cristã no
Novo Testamento. Então,
se Deus quer trazer alguma coisa para,
eh, o seu próprio povo, para o
benefício, isso tem que ser alguma coisa
ligada ao reino, não coisas meramente
ligadas a,
a, os desejos egoístas de alguém, né?
E que isso fique claro e se confirme,
né? E também não se entende que isso é
uma coisa pra você
lidar com a sua vida no dia a dia.
Que que eu faço pra lidar com a minha
vida no dia a dia?
Usar os princípios de Deus na sua
palavra como norma da vida. Então, como
é que eu vou
comprar algo que tá à minha disposição?
Não preciso de uma revelação. Preciso
ver se eu tenho um recurso, porque o
princípio bíblico fala pra eu não
assumir
assumir dívida, porque isso não é um
caminho promissor.
Então, olhando para a realidade, né? Que
que a gente vê
no que aparece no, na questão do
Espírito Santo no Pentecostes? A
profecia de Joel, capítulo dois, que nos
últimos dias Deus haveria de derramar
o seu espírito sobre todos os povos.
Filhos e filhas profetizariam, os jovens
teriam visões,
os velhos teriam sonhos, os servos e as
servas
iriam experimentar o derramamento do
espírito e haveriam de profetizar.
Então, essa profecia que se cumpre, que
aparece no Pentecostes,
é aí o que a gente vê em Joel, né? Joel
fala da grande benção que chegaria no
futuro, que não seria só
uma benção de, né,
conseguir
benefícios
materiais, benção de alimentação,
agricultura, não, nós teremos uma benção
realmente de
derramamento do espírito sobre todos. E
aí nós vamos ver a questão do espírito e
a missão. Então, dê uma olhada nesse
quadro, vou só pegar uma coisinha aqui e
volto em
10 segundos.
>> [roncando]
>> Então, veja só a maneira como o livro de
Atos se organiza. Atos todo tá
preocupado com
o Espírito Santo e a missão. Então, a
divisão de Atos é muito interessante. É
Pedro
falando aos judeus
com o foco em Jerusalém.
E Atos 1 a 5, depois de 9 e a 12. Filipe
falando com os samaritanos, o foco em
Samaria, Atos de 6 a 8.
E Paulo para os gentios, indo até os
confins da terra, Atos 13 a 28. Então,
observe
o enfoque, né, do espírito. Isso é
importante, porque o espírito tá agindo
em sintonia com a proposta da missão.
Então, vamos entender o Pentecostes.
Qual que é a ideia teológica? Olha lá.
Nós temos a era presente transcorrendo
e
havia experiência com o Espírito Santo
desde o Antigo Testamento. O Espírito
Santo é citado até
na criação.
E vários momentos, o espírito caía sobre
os profetas. Temos muita coisa,
mas eram experiências com o espírito num
certo patamar na Antiga Aliança. Quando
nós temos a vinda de Jesus e o
Pentecostes,
nós temos a inauguração dessa era
vindoura. E aí nós temos essa
experiência com o Espírito na nova
aliança que ganha uma nova dimensão.
Isso vai até a volta de Cristo, conforme
a gente
pode observar aí no quadro.
Na sequência, então, agora a gente vai
entender
qual que é
doutrinária e teologicamente
a o enfoque pentecostal de como se
entende essa questão da ação do Espírito
que é diferente da maioria das igrejas
históricas.
Então, o que que o enfoque pentecostal
ensina? Ensina a necessidade da segunda
benção.
A segunda benção é chamada de
batismo do Espírito Santo. Então, a uma
igreja pentecostal padrão, ela vai dizer
o seguinte, ó, você se converteu, OK,
você aceitou Jesus, você tá no caminho
certo, você tá na igreja de Deus e agora
você precisa buscar
a experiência com o Espírito Santo. Aí,
dependendo
da
denominação, do grupo, vão chamar
por exemplo, buscar promessa, vão chamar
de buscar o batismo do Espírito ou
batismo com Espírito, batismo no
Espírito, né?
E e de qualquer maneira, se entende como
uma experiência de poder para viver a
vida cristã.
E na verdade, é interessante, não só os
pentecostais pensaram assim. Antigos
hã avivalistas do passado de diversos
grupos diferentes pensavam nisso, só que
eles entendiam diferente. Alguns
achavam, por exemplo,
que essa experiência com o Espírito, ela
tinha, especialmente, poder para a
pessoa viver uma vida santificada.
Hã os metodistas antigos pensavam sobre
isso, né? Como é que você vai viver uma
vida santa? Outras pessoas pensavam que
era
uma vida em que você manifestava o poder
de Deus na sua vida.
E mais, eh, vamos dizer, no contexto
pentecostal, essa experiência também
permitia manifestação de dons
milagrosos. E a grande questão
é que no pentecostalismo mais
tradicional, o sinal do batismo com o
Espírito Santo é
o falar em línguas. Inclusive, até se
fazia separação. Uma coisa era o sinal
e outra coisa era o dom. Às vezes a
pessoa tinha, ah, vamos dizer, a
experiência, falava em línguas, não
falava mais, não tinha recebido aquele
dom.
Só que isso cria um dilema na
comunidade, onde os cristãos são
divididos. Cristãos batizados no
Espírito que manifestam
esse sinal de línguas e os cristãos
comuns.
Eu tive muita gente amiga
e irmã de coração em várias comunidades
e eu via gente, por exemplo, que não
conseguia ter experiência. Ele sempre se
sentia
um cristão de segunda classe,
né? E às vezes você via pessoas com
aquele sinal de experiência e que não
parecia o cristão mais amadurecido da
comunidade, né?
Então, como é que funciona ela lá? O
enfoque pentecostal. Os discípulos de
Jesus eram crentes e foram orientados a
esperar o batismo no Espírito.
O batismo foi evidenciado com falar em
línguas, de acordo com a interpretação
pentecostal.
Os cristãos, hoje assim como os
apóstolos, devem pedir a Jesus um
batismo no Espírito Santo. Essa é
a maneira de entender as coisas na
tradição pentecostal.
Então, vamos olhar como é que isso deve
ser entendido da nossa perspectiva
agora, né?
Batismo e plenitude do Espírito são a
mesma coisa? Será que existe mesmo o
batismo no Espírito Santo após da
conversão?
Batismo do Espírito é o mesmo que ser
cheio do Espírito Santo? Então, vamos
analisar isso para ver se podemos
entender esse cenário diante das
diversas perspectivas. Então, preste
atenção.
Quando a expressão batismo com o
espírito ou no espírito do espírito, o
grego é uma expressão só, aparece nos
evangelhos, aí você tem o caso de Mateus
3:11.
Ele, Jesus, vai dizer, vai vai ouvir,
né, o que João Batista está dizendo o
seguinte: "Eu lhes batizo com água para
arrependimento, mas aquele que vem
depois de mim é mais poderoso do que eu,
cujas sandálias não sou digno de levar.
Ele os batizará com o Espírito Santo e
com fogo".
Olhando para esse texto, ele não está
falando
exatamente do que acontece no
Pentecostes, ele não está falando de uma
experiência
de poder espiritual, dizendo que o reino
de Deus chegou e ele chega pela ação do
espírito. Então,
quando esse reino chega, você tem que
tomar uma decisão, porque não tem mais
como você ficar no meio do caminho. Você
precisa de arrependimento e de fé.
E aqueles que se arrependerem creem,
eles serão batizados com o espírito ou
pelo espírito ou
vocês vão receber o fogo, porque a
sequência de Mateus fala de juízo, fala
do fogo que
a gente tem a palha separada do grão na
eira. Então, o sentido aí não é
exatamente uma
ideia de busca de poder ou de avivamento
quando a frase é usada princípio no Novo
Testamento. Por isso é que quando você
lê o livro de Atos, logo no começo, ele
vai falar, na verdade,
é de eles foram cheios do espírito
quando isso acontece.
E é interessante, por exemplo, quando
você lê primeira Coríntios 12 e 13,
que é um texto que diz o seguinte:
"Que todos nós fomos batizados pelo
espírito num só corpo". Já que a ideia
de batizar é colocar dentro,
é emergir, é afundar,
então a ideia é que quando a pessoa se
converte, ela é colocada,
né, pelo
ah, espírito no corpo de Cristo.
Mas ao mesmo tempo que isso está claro,
nós temos as diversas experiências com o
Espírito Santo que aparecem em Atos 2,
no Pentecostes, Atos 8 em Samaria, 10 e
11 com Cornélio e 19 com os discípulos
de João Batista. E aí, como é que a
gente entende isso? Vamos dar uma olhada
nessas experiências. Olha lá.
Atos 2,
Pedro e os 120, Pentecostes, só tem
judeus.
O espírito age,
inicia-se ali a igreja, né, o povo de
Deus e eles têm poder para anunciar as
grandezas de Deus. Em Atos 8 são os
samaritanos, Pedro e João,
eles vão incluir na igreja os não judeus
agora, os samaritanos, e promovem a
unidade na igreja. Em Atos 10,
que é Cornélio e os seus parentes e
amigos,
Pedro e os irmãos que estão lá em Jope,
eles vão incluir agora todas as nações,
gentios, e promovem a unidade da igreja.
Em Atos 19 é interessante, nós temos
esses 12 discípulos ligados a João
Batista.
Eles são incluídos na igreja porque eles
são crentes da antiga aliança, eles nem
entenderam nada que aconteceu com a obra
de Jesus, nunca nem tinham ouvido falar
do Espírito Santo. Só eram discípulos de
João. E mais uma vez se promove a
unidade da igreja. Então, quando a gente
olha essa situação,
a gente então começa a entender
que esses textos em Atos, eles têm uma
clara ideia de que aquilo que aconteceu
no Pentecostes judaico, acontece no
samaritano, no gentílico e inclui os
da antiga aliança, todo o tipo de pessoa
é alcançado pelo poder do Espírito. Mas
ao mesmo tempo, fica claro o quê? Que
toda pessoa verdadeiramente convertida
tem o Espírito Santo. Não é verdade que
uma pessoa se converteu
e não tem o Espírito. Por quê?
Todos nós fomos batizados em um único
Espírito, quer judeus, quer gregos,
escravos, livres, todos nós foi dado
beber de um único Espírito. Romanos 8:9
vai dizer: "Se alguém não tem o Espírito
de Cristo, esse não pertence a Cristo".
Efésios 1:13 fala que nós fomos
selados com o Espírito Santo da
promessa,
que é a garantia da nossa herança, o
penhor da nossa herança. Então, nesse
sentido, o Espírito Santo habita todo
crente verdadeiramente convertido. Só
que, que que acontece?
Apesar de toda pessoa que creu em Jesus
ter o Espírito Santo, e isso também era
realidade no contexto da igreja
primitiva, o que que chama atenção?
Que as pessoas em Atos não tiveram só
uma experiência
que a gente poderia chamar de batismo do
Espírito Santo. Quer ver? Olha só os
próprios discípulos. Eles acabaram em
Atos 2
de passar pelo grande momento
do Pentecostes, quando o Espírito veio.
Mas quando você lê Atos 4,
um pouquinho depois,
depois de orarem, tremeu o lugar em que
estavam reunidos e todos ficaram cheios
do Espírito Santo e anunciavam
corajosamente
a palavra de Deus. Você percebe?
Então, parece
que, olhando para o Novo Testamento, e
isso chama a nossa atenção,
você não encontra em nenhuma carta de
Paulo ou de outro apóstolo dizendo:
"Pessoal, vocês precisam buscar a
segunda benção. Vocês precisam
ter uma experiência poderosa com o
Espírito Santo". Isso não aparece.
Mas em Atos aparecem essas pessoas tendo
várias experiências com o Espírito.
E quando eles têm, é isso é um
enchimento que acontece numa única
ocasião.
Então, parece, no nosso entendimento,
que nem as igrejas históricas mais
fechadas estão com toda a verdade, nem
as igrejas pentecostais. Possivelmente,
a maneira pentecostal de exigir um
batismo no Espírito com dom de línguas,
talvez não seja tão
fácil de defender nas escrituras. E, ao
mesmo tempo, a posição mais fechada, que
não aceita nada,
não vá, é, compreender que pessoas na
sua caminhada têm profundas experiências
não de batismo, mas de enchimento do
Espírito, que Deus usa conforme o seu
poder e a sua ação soberana.
Enquanto a gente observa isso,
olha só o conselho de Efésios. Efésios
é o único texto explícito que nos dá uma
orientação do que que se deve fazer com
relação ao Espírito Santo. Ele diz:
"Portanto, não sejam insensatos, mas
procurem compreender qual é a vontade do
Senhor".
Como é que é o mundo pagão? As pessoas
querem fugir da vida e ter alegria, elas
se embriagam.
Então, Paulo diz: "Não se embriaguem com
vinho, que isso leva à libertinagem".
Mas o quê?
Literalmente, no grego diz: "Deixem-se
encher pelo espírito". Ou deixem-se
ser enchidos pelo espírito. Ou seja,
a ideia é dar lugar ao espírito na vida.
E isso está ligado com o quê?
Com o espírito de louvor e de gratidão
na vida da pessoa. Por isso ele diz:
"Falando entre si com salmos, hinos e
cânticos espirituais",
que promove a unidade da igreja,
"cantando e louvando de coração ao
Senhor, dando graças constantemente a
Deus Pai por todas as coisas em nome do
Senhor Jesus Cristo".
E aí é interessante, ele prossegue e
diz: "Sujeitem-se uns aos outros por
temor a Cristo". Mostrando para a gente
uma coisa muito interessante.
O enchimento do espírito
é diferente. Você é batizado pelo
espírito no corpo quando
se converte, você tem o Espírito Santo.
E você pode desenvolver dons espirituais
por causa disso.
Mas na sua caminhada você é chamado a
dar lugar para o espírito para que ele
controle a sua vida e Deus pode
providenciar experiências
poderosas com o espírito
diferentes e variadas de pessoa para
pessoa. Nem todo o mundo vai falar em
línguas, nem todo o mundo vai
profetizar, nem todo o mundo
vai manifestar dom de cura, nem todo o
mundo vai ter discernimento espiritual,
nem todo o mundo vai ter
condições de lidar com pessoas
possessas, nem todo o mundo vai ter,
então os dons serão variáveis. E é muito
importante no reino de Deus. Mas
o que é
muito importante e significativo
é entender
que
aquilo que o espírito traz na vida de
uma pessoa é um espírito de
Agora não sei se vocês vão querer ouvir,
submissão.
Por isso ele diz: "Submetam-se uns aos
outros, sujeitem-se uns aos outros". E
aí
você vai ver a continuação, né? Marido e
mulher, mulher e marido.
A gente vê pais e filhos, filhos e pais,
senhores e servos. Por quê?
Porque essa atitude submissa é
semelhante à de Jesus. Se o espírito age
na nossa vida,
essa atitude é a marca da presença do
espírito de Cristo em nós.
Então, o enchimento do espírito envolve
dar lugar ao espírito de Deus, preenche
o coração mais do que qualquer coisa do
que o vinho
e é a vontade do Senhor. Daí, o que que
a gente entende, então?
Que
ah, o Espírito Santo é vital na nossa
vida.
Que o movimento pentecostal tem muita
gente sincera, gente querida da parte de
Deus, gente que foi movida por Deus.
Muita coisa tem acontecido realmente por
intervenção de vida, mas nem tudo é
autêntico. As próprias pessoas de
contexto pentecostal sabem disso, que
tem muita coisa que não tem
consistência. Segundo,
uma busca de espiritualidade
e de
profundidade na na vida com Deus não nos
afasta de conhecer e de estudar a
palavra e de ter uma vida equilibrada,
né?
Terceiro, Deus sim pode usar pessoas com
dons sobrenaturais. Nós não temos como
dizer para Deus o que que ele pode ou
não pode fazer, onde ele deve ou não
atuar.
Eu já vi coisas extraordinárias na minha
vida que eu não tenho explicação
racional.
Então, isso acontece.
Nós dificilmente poderemos concordar com
a doutrina pentecostal de batismo do
espírito, segundo a peça, em que a
pessoa precisa ter aquela experiência
com
a necessidade de falar em línguas. Não
achamos que seja assim. O que não quer
dizer
que muitas pessoas venham a ter
experiências profundas com Espírito
Santo na sua vida
e que elas tenham
manifestações, perfis e situações
específicas e particulares da pessoa
com Deus na sua caminhada de fé. E
finalmente
ninguém tem, aí sim, ninguém tem
a condições de acumular
reserva espiritual, de modo que essa
pessoa não precise depender de Deus a
cada dia.
Um dos perigos da mentalidade de que
você achar que você
é cheio do Espírito, que você tem poder,
que você tem dom, que você acha que você
tem, né?
Uma condição de caminhar, eu já enchi o
tanque, então eu posso caminhar
bastante, isso não existe.
A gente tem que sempre
voltar e dizer o pão nosso de cada dia
nos dá hoje, mas a gente não pode tirar
o joelho do chão.
A gente depende da graça de Deus.
Ninguém é forte
e capaz suficiente de prosseguir sozinho
na sua caminhada com base numa
espiritualidade acumulada.
E não dá para a gente dividir as pessoas
num grupo, né? Que é o problema das
igrejas históricas, que parecem querer
dividir entre os que parecem mais
sábios, né? E estudados e os mais
eh simples.
E no outro ambiente você tem os mais
carismáticos, mais cheios de dom, né? E
de
expressão externa e os mais simples, não
funciona assim. Todo o corpo
é importante. Todo um depende do outro e
sem um não tem o outro. Uma coisa
que é proeminente, nem sempre é algo
que realmente é o mais importante. E que
Deus então nos ajude, nos abençoe a
caminhar na direção certa, no
entendimento da doutrina do Espírito
Santo, quando a gente olha a distinção
entre uma visão pentecostal
e uma visão histórica e até uma visão
cessacionista. OK?
Então, vamos aí prosseguir e acho que
agora a professora Suzi tá chegando aí
com a gente para
a continuar e vamos ver, Suzi, temos aí
perguntas. Agora chegou o momento do
pessoal
apresentar as suas dúvidas, perguntas e
questões sobre o tema.
>> Vamos lá, que eu não encontrei nenhuma
aqui
ainda. Podem fazer suas perguntas.
Se não tiver, a gente termina mais cedo,
né, Saulo?
>> [risadas]
>> É isso aí, pessoal. Vamos lá. Se você
tem perguntas ou respostas, ou dúvidas,
é agora.
>> Pê mandou aqui.
Para ser submissa, tenho que ser humilde
e obedecer igual Jesus?
>> Então, a ideia de submissão é quando
você tem uma visão real
da sua, do seu lugar
no mundo, diante de Deus e dos outros. A
gente é chamado para ser o quê, pessoal?
Servo, né? Já deu para entender tudo.
Se o foco de Deus na sua vida é fazer
você servir no reino, então você tá
nessa posição, né? Por isso que Jesus
falou: "Deixa eu lavar os pés de vocês".
Esse é o foco.
Então, o que que é? A submissão é quando
você se coloca no lugar do outro para
entender o outro e servir o outro. Esse
que é o desafio.
Por isso que, por exemplo, a a a a
mulher, quando diz que ela deve ser
submissa ao marido, é que ela deve ouvir
e acatar o que o marido tem a dizer e o
marido deve amar como Cristo amou a
igreja, que é uma maneira de ele se
submeter à realidade da esposa.
Como é que o filho obedece,
é, como é que o filho, ah, ama e se
submete aos pais? Ouvindo, atendendo,
obedecendo. E como é que os pais fazem?
E não causando ira e atitudes injustas
contra os seus filhos. É a mesma coisa.
Então, essa atitude serviu, amorosa,
benigna, ela é o o caminho de Cristo.
Então, é muito mais do que obediência,
né? É uma atitude que é semelhante à
própria atitude de Jesus quando ele
mostrou a nós como viver na caminhada
ministerial.
>> Saiam. Ah, ontem nós, ah, semana, ah,
terça-feira, né? Aula passada nós já
falamos um pouco, mas você já teve
alguma experiência em expulsar demônios?
Se sim, como foi?
>> Ah, sim, várias, muitas delas.
Inclusive, eh, assim, se a gente for
contar aqui, acaba a aula, né? Mas eu
vou contar talvez só uma mais
problemática e difícil. Tínhamos,
estávamos num lugar,
num ambiente, alguém disse: "Olha lá,
naquela casa tem uma pessoa que tá muito
mal, né? Que ela tá enlouquecida e tal.
E parece que ninguém consegue lidar com
ela". Eu tava com algumas pessoas
comigo, né?
E aí, vamos lá, eh, pra ver a situação.
E nós entramos, né, na casa. A a senhora
tava ali.
E quando ela nos viu, né, imediatamente
ela começou a urrar feito uma fera, né?
E dizer, né? Ah, o que vocês estão
fazendo aqui? Odeio vocês. Vão embora
desse lugar.
E tal, né?
E aí eu fiquei,
hum, me deu um um frio na na espinha na
ocasião, né? E aí tinha um rapaz que
tava próximo, quando eu olhei, ele tinha
subido, que ele ficou muito assustado,
porque ela
estava totalmente descontrolada e ela
veio, se aproximou de mim, me atacou.
Quando ela atacou, ela pegou aqui na na
camisa e puxou e rasgou, inclusive, né?
Cortou, saiu, quebraram os botões.
E aí, na hora, eu tive, né,
misericórdia de Deus, a condição de
dizer: "Você Você lembra da da vitória
do Senhor na cruz, como ele morreu,
venceu e ressuscitou e o seu nome está
acima de todo o nome?" Aí, ela virou o
pescoço assim, de lado, e urrou,
gritando: "Não fala isso, eu não posso
ouvir isso".
E aí, a gente orou
e tal, né?
E ficamos ali durante um tempo em
oração, ela foi
se contorcendo, urrando e tal e eu
falei: "Bom,
nós temos fé e cremos que, pelo poder do
Espírito de Deus, ele
>> [roncando]
>> eh será vencedor na vida dela. Então,
vamos embora, porque ela vai ser
libertada". A gente saiu. Quando a gente
saiu, demos dois passos, a pessoa falou:
"Opa,
a mulher tá chamando lá".
A gente voltou. Quando a gente voltou,
impressionante, ela parou assim, olhou,
falou: "Oi, gente,
quem são vocês? Que que vocês estão
fazendo aqui?" Ela me viu com a camisa
rasgada, inclusive, até molhado aqui.
E ela olhou e falou:
"Oh, pessoal, desculpa qualquer coisa
aí, que às vezes acontece umas coisas
comigo que eu não entendo, né?
Então, eu peço desculpa por qualquer
situação". E ela, assim,
totalmente outra coisa.
E a gente trabalhou na vida dela e ela,
finalmente, ficou liberta daquelas
coisas. Mas eu tive muitas ocasiões, não
só
comigo, né, e com pessoas junto, orando
por gente assim, como outras
experiências que eu contemplei e vi de
perto.
>> Pois é, muito
importante a gente
saber, né?
Eh Daniela pergunta: "Os sinais seguirão
aos que creem". Isso se refere a esses
dons?
>> Então, esse texto é importante, é o
texto de Marcos 16, né? E aí, que sinais
que aparecem lá? Diz que
os, né, os
discípulos de Jesus, eles falariam novas
línguas, eles pegariam em serpentes,
eles beberiam veneno e não lhes faria
mal nenhum. Qual é o problema de
interpretar esse texto errado? É
imaginar
que aquele texto tá prometendo a cada
cristão na história humana que eles
precisam falar em línguas, beber veneno
e pegar em serpente.
A, o sentido daquele versículo não é
individual. Ele tá falando de que essas
realidades vão marcar a história da
igreja. E tanto que marca
que Paulo pega em serpente. A gente tem,
inclusive, muitas histórias de pessoas
que foram envenenadas e o veneno não fez
efeito.
Mas não quer dizer que cada pessoa
precisa fazer isso. Teve um grupo maluco
nos Estados Unidos
que eles encheram uma igreja de cobra
venenosa e todo mundo era obrigado lá a
pegar nas cobras, inclusive o líder
morreu por uma picada de serpente. A
polícia interveio e tirou as crianças de
lá, né? Então,
o o texto não diz cada um de vocês faça
isso, ele diz que os sinais seguiriam a
igreja de Jesus, estariam presente na na
realidade do avanço do reino, e não como
uma coisa
individual de cada um. E por isso é que
causa tanta confusão, entendimento
errado do tema.
>> Tem aqui a Fê mandando: "Mandei só um
para não perder o costume". O Rodolfo
fala: "A aula foi tão completa que ficou
até ruim de fazer pergunta".
Mas temos [limpando a garganta] aqui,
vai sair um. Na maioria de suas
pregações, você se emociona.
Esse choro vem da sua erudição por
conhecer profundamente o texto
>> [risadas]
>> ou devido a unção, o senhor seria um
pentecostal reformado?
>> [risadas]
>> Então Marcos, olha eu eu não acho que eu
sou nem pentecostal e nem que eu sou
reformado, né? Eu acho que eu sou uma
pessoa que a a graça de Deus abençoou.
Sabe, eu eu não sei porque é assim, a
gente não programa nenhum choro, né? A
gente não pensa nisso.
E e eu não sei se dá para separar,
porque às vezes a compreensão de certas
coisas tem às vezes você vai estudar o
texto com profundidade
e de repente você acha uma pérola ali,
um negócio assim inimaginável, né?
Então na minha experiência de estudo de
e de entendimento da Bíblia,
às vezes eu descobri cada coisa, eu
falei: "Meu, não é possível, olha que
coisa". E aquilo é muito forte. Mas às
vezes é um negócio daquele momento, uma
coisa que é visita de Deus e eu não sei,
não dá para
para
assim, né,
monitorar esse negócio. Às vezes eu
tenho uma situação assim que eu diria
que tá tão favorável para eu estar
fortemente emocionado e não acontece. E
às vezes de uma maneira inesperada tem
uma coisa assim de Deus, eu
realmente
há há uma uma coisa assim que tá fora do
controle da gente, tá? Então essa
pergunta eu fico devendo, eu também não
sei.
>> [risadas][suspirando]
>> Tem outra pergunta: você acredita que
existem objetos amaldiçoados? Acredita
em maldição hereditária, que é muito
difundida aí no meio neopentecostal?
>> Então, essa é uma pergunta mais
complexa. A gente tem até vídeo, né,
sobre maldição hereditária. Então, do
jeito que as pessoas falam de maldição
hereditária, é com certeza não é um
ensinamento bíblico, né? O que que o
pessoal diz?
Ah, não, se o sujeito é muito nervoso,
ele costuma bater nos amigos, é porque
tem uma maldição, né?
Na família dele, aí ele faz isso. É,
então porque tem um espírito mau que tá
dominando a vida dele, então você tem
que expulsar o espírito, ele não bate
mais em ninguém. Mas aí quando a polícia
chega, o espírito fica mais calmo, então
a coisa não não funciona desse jeito.
Agora, ao mesmo tempo, é verdade que nós
temos um monte de problema na nossa vida
que é de origem hereditária, né?
Por quê? Porque o ser humano é
imperfeito, porque a raça humana é
caída, então eu tenho problemas na minha
vida,
sejam eles de natureza às vezes
psiquiátrica, orgânica, física, que é de
origem hereditária, né? E e essas coisas
o pessoal não costuma querer tirar. O
cara tem tendência diabética porque o
pai dele, o avô dele tinha.
Então num certo sentido existe sim males
que atravessam gerações, mas não é
verdade
que comportamentos morais, que coisas
que precisam de arrependimento e perdão
precisem
de libertação de maldição hereditária.
Porque se fosse esse o caso, se deveria
explicar,
esperar que Paulo tivesse fazendo isso
com as pessoas que se converteu no
ambiente do Novo Testamento pagão.
Paulo diz: "Olha, pessoal, vocês aí tão
com problema
aí de
de manifestações carnais, OK, então
vocês procure aí na árvore, em algum
lugar deve ter algum objeto enterrado".
Ele não fala nada disso.
Então é muito difícil acreditar. Agora,
existe objetos enfeitiçados?
Sim e não.
Não em que sentido?
No sentido que se uma pessoa é
servo de Jesus, seguidor de Jesus e ele
tem o Espírito Santo, esses elementos
não terão poder sobre ele, porque maior
é o que está em nós do que
o que tá fora. Então tem um pessoal
neurótico, por exemplo, que nunca leu o
que Paulo escreveu para os Coríntios. Ó,
"Comam de tudo que se vende no mercado
sem perguntar por causa da consciência".
Ou seja, se tudo eu achar, olha, aquele
negócio tem algum símbolo do mal, olha,
não, esse ônibus aqui eu vi que a roda
dele parece meio Nova Era, eu não vou
entrar nele, né?
Esse tipo de atitude neurótica não faz o
mínimo sentido, né?
Ah, agora, pessoas espiritualmente
desprotegidas, pessoas com envolvimento
com coisas do mal, essas pessoas recebem
alguma coisa que tem um vínculo com uma
atuação espiritual do mal, pode atingir
essas pessoas?
Podem.
E aí sim, você tem uma outra realidade
que precisa ser considerada. Então eu,
por exemplo, eu lidei com uma pessoa
possessa uma vez que ela tinha uma série
de objetos
que ela tinha estabelecidos de
ah,
né?
Conexões com determinados poderes
espirituais que estavam aprisionando a
vida dela. Que que ela fez? Ela deu fim
a esses objetos.
E aí ela teve uma libertação mais
ah, clara e nítida. Então aqueles
objetos, por exemplo, para mim não
influenciavam em absolutamente nada, mas
na vida dela estavam trazendo
dificuldades espirituais muito sérias.
>> Tem outra pergunta aqui do Eduardo. Ah,
então os irmãos que estavam em
Pentecostes eram judeus que habitavam
naquelas nações. Mas quando a Pedro
pregou, ele pregou em hebraico ou grego?
>> Então, é interessante, né? Porque o
texto não dá detalhes para a gente.
Esses esses irmãos são judeus.
Mas você vê que eles são judeus que vêm
de diversos lugares, de toda a região em
torno, né, de Jerusalém
e da terra de Israel. Vem gente da
Pérsia, vem gente de Roma, de Grécia, da
Grécia, do Egito, da região da Anatólia.
E aí, a gente não sabe, né? Pode ser,
pode ser que Pedro tenha pregado, tenha
falado em aramaico.
Que aramaico era
a língua corrente, mais comum.
Mas talvez não, porque se veio gente de
Roma e da Grécia,
muitos desses judeus da diáspora não
eram fluentes em hebraico e grego, né?
Hebraico e aramaico. Então, é possível
que ele tenha falado em grego mesmo.
>> Bom.
Eh.
Aqui.
Deixa eu só perguntar, aqui a outra
pergunta.
Eh, obrigada pela aula. Pode comentar um
pouco sobre o fenômeno da convergência
entre pentecostalismo e a teologia
reformada?
>> Então, isso é interessante, né? Porque
assim, eh, é curioso porque
a, a tradição reformada, ela é muito, às
vezes, enfatizada por
algumas pessoas do ponto de vista mais
da teologia.
Mas existe toda uma tradição forte
de espiritualidade profunda, né,
envolvendo pessoas como Jonathan Edwards
ou como George Whitefield, né? Você tem
assim, muitas
figuras, né, que eram dedicadas, assim,
a uma busca profunda
da relação com Deus, né? Inclusive, uma
das figuras importantes na tradição
reformada
é o próprio Martyn Lloyd Jones.
E o Martyn Lloyd Jones, se você for ler
o,
os escritos dele, inclusive ligados à
questão do Espírito Santo, Ele
acreditava num tipo de batismo do
Espírito.
E se você for ler o próprio diário do
Simonton, né? Eu acho Bel Green
Simonton, que começou
que fundou, né, a Igreja Presbiteriana
do Brasil na metade do século XIX,
também ele tinha uma perspectiva
aberta para essa busca do Espírito.
Então,
a a pergunta é, né? Como é que fica
isso? Então, aqueles da tradição
reformada que buscaram
um pouco mais dessa intensidade de
espiritualidade e conexão com Deus,
abriram um caminho.
E esse caminho, eles não não se
tornaram, porque a maior parte das
igrejas pentecostais herdaram
uma eh tradição teológica
mais arminiana e muito
dispensacionalista, o que não
sintoniza muito com
a tradição reformada. Mas o que que
acontece? O pessoal passou a prestar
atenção nessas experiências
e abriram um caminho. Então, existe
hoje, sim, né?
Ah, gente de perfil reformado e que é
não é sensacionista, aberto para os dons
e até mesmo
dons carismáticos. Eu acho que isso teve
muito impacto depois que o pessoal
descobriu que o Gordon Fee,
que era professor, né, lá no Gordon
Conwell,
é que ele era de perfil carismático, né?
E o pessoal não
imaginava, né, que uma pessoa assim,
de perfil erudito e de teologia
essencialmente reformada, fosse
aberto para essas experiências. Então,
isso existe no Brasil, claro que é bem
eh limitado, né? Geralmente, esses
ambientes estão meio distanciados, mas é
uma realidade.
Tá sem som, Suzi. Eu não tô
>> Pergunta aqui de Las Banas.
É, professor, é correto no culto cantar
hinos dizendo "Vem Espírito Santo",
sendo que ele já habita em nós?
>> Então, veja.
Não, não é que, é, quando a gente tá num
culto, a gente
invoca, né? Porque Deus já está conosco,
então faz sentido a gente orar, "Ó Pai,
venha nos abençoar aqui, né?"
Então, é o seguinte, não existe no Novo
Testamento muito uma
ah,
uma ideia de uma oração ao Espírito
Santo.
Mas, ah, o consenso teológico de toda a
tradição cristã
é,
é, é de apresentar hinos trinitarianos,
né? Quando se faz um hino numa estrofe
falando do Pai, inclusive uma invocação,
né, do Pai,
do Filho e do Espírito Santo.
Então, não é um problema. Eu acho que o
problema não poderia ser se a gente
tivesse uma ênfase exagerada nisso. A
própria tradição, por exemplo,
das igrejas batistas, o famoso hino 116
do Cantor Cristão, dizia o quê, né? "Vem
Espírito Divino, terno ensinador,
vem descobre as nossas almas Cristo
Salvador". Então, assim, não vejo nenhum
problema nisso. Isso
você não vai reduzir a ação do Espírito
a uma limitação lógica dizendo, "O
Espírito já tá comigo, então, né?"
O Pai também está com você. Cristo Jesus
também está conosco, então
essa invocação não é uma contradição em
relação à presença dele
na nossa vida e
no
seio da comunidade da fé.
>> É, tem outra pergunta aqui do Daniel.
É,
se é possível resistir à graça, como
ensinam os arminianos, então o Espírito
Santo não foi capaz de convencer homem
do pecado, justiça e juízo?
>> Então, aí a gente já começa a mudar de
assunto e entrar de novo, né, na nossa
problemática ocidental limitadora de
colocar a soberania de Deus em choque
com
a, a responsabilidade humana, né? Então,
assim, é muito, muito básico você dizer
"resistir ao Espírito Santo". Que tipo
de resistência? Significa que você
não pode fazer absolutamente nada, então
você vira um robô completo diante da
ação do Espírito?
Ou significa a capacidade de, eh,
colocar longe de você toda e qualquer
atuação do Espírito? Essa resistência é
uma coisa só? É um ponto mais amplo? Tem
variações sobre ela? Então, assim,
esse é o tipo de coisa que a gente não
chega em lugar nenhum porque não é uma
questão
é que se resolva numa limitação lógica.
A mesma coisa, bom, se Jesus é
totalmente divino, ele criou o universo,
então não é possível que ele vá caber
num corpo humano, muito menos que ele vá
nascer num bebê,
eh,
lá em Belém. Não cabe uma coisa com
outra. Pessoas que não acreditam num
Jesus divino e humano vão dizer isso.
"Ah, se Jesus é totalmente humano, não é
possível que ele criou o universo".
Então,
"se Deus é um, não pode ser três. Se ele
é três, não pode ser um". Então, esses
exercícios lógicos simplistas não entram
na equação que podem explicar
a, a realidade paralela de que a
soberania divina acontece junto com a
responsabilidade humana.
>> Certo.
Eh, interessante a forma como o seu
exemplo, né, da libertação da irmã em
questão,
eh, foi uma forma respeitosa. É um pouco
diferente do que a gente já vê por aí,
né?
Eh, existe, não existe uma regra, certo?
>> Olha, ah, existem parâmetros, né? É,
então, por exemplo, você vê
Jesus, de modo geral,
ah, ele expulsava os espíritos maus por
meio da sua palavra. Às vezes ele tocava
na pessoa,
às vezes impunha as mãos, né?
Então, claro, que não tem, não tem uma
fórmula que você fala, faz passo um,
dois, três e todo o demônio vai sair.
Geralmente, a pessoa quando faz isso,
ela também vai ter o que a gente pode
chamar de uma direção do espírito, um
discernimento naquele momento, naquela
situação.
Mas assim, o que que a gente precisa
entender? Primeiro,
lidar com pessoas possessas nunca é
promover espetáculo.
Então, por exemplo, é o que pode
acontecer em algumas comunidades, né? A
pessoa vai lá, então, manda o
o o espírito sentar, ficar de pé, né?
Então, não se faz isso, né?
Segundo, tem que ter misericórdia e
procurar o bem-estar da pessoa, o
livramento da pessoa acima de tudo.
Ah, terceiro, a gente precisa,
é, ter toda a a sabedoria de não
permitir que esses espíritos
sorrateiramente acabem dominando a
situação, como, por exemplo,
pessoas começam a conversar com o
espírito mau.
E aí o espírito diz, né? Ah, não, olha,
se você não fizer tal coisa, eu não vou
sair. E a pessoa, ih, é verdade, né? Eu
me lembro de um grupo que chegou para
orar por um indivíduo, uma pessoa que
estava possessa,
e aí a pessoa falou, ah, mas eu não vou
sair não, porque ele ali esqueceu de
jejuar. O cara falou, é verdade, eu
esqueci, eu saí de casa e tomei café. Aí
eles largaram a pessoa lá e foram
embora, né?
Então, ah, tem pessoas que fazem rituais
que são orientação do espírito. O
espírito mau fala: "Olha, eu vou sair só
se você for no cemitério e desenterrar
não sei o quê que tá lá, senão eu não
saio". E o cara vai lá e obedece, né?
Então, você não pode, né,
dar espaço,
você não pode ser manipulado, você não
pode humilhar pessoa, você tem que
procurar o bem-estar da pessoa e não
pode transformar isso em espetáculo.
>> Bom.
Eh,
vou
pegar só essa aqui,
ó.
Eh, alguns irmãos clamam ao Espírito
Santo
durante a oração. Isso é correto?
>> Então, não é o padrão. A gente, assim,
se a pessoa clama: "Ó Espírito,
abençoa", é uma coisa que, vamos dizer,
é aceitável, mas o padrão a gente sempre
orar ao Pai em nome de Jesus pelo poder
do Espírito.
Você não tem, né, o orar
ao Espírito em nome do Pai e por meio de
Jesus. Não tem essa ordem. Então, é
importante eh tá sintonizado com esse
com essa referência que aparece nas
escrituras. Tem uma pergunta aí, Susy,
que eu achei interessante,
que é essa aqui, os homens que diziam
que os apóstolos estavam embriagados no
Pentecostes seriam eles galileus, não
entenderam aquelas línguas, conhecendo
que os apóstolos eram galileus?
Então, a questão
é é é é o que tava acontecendo com eles.
Não é só porque eles estão falando em
línguas, mas aquela alegria esfuziante,
né, do poder do Espírito neles. Então,
eles olham e falam: "Nossa, o pessoal tá
alegre demais. Mas que que esse pessoal
tá tão alegre aí
desse jeito a essa hora? Não é
possível". Por isso que a resposta,
olha, escuta, essa hora da manhã não deu
pro pessoal ter tomado nada e ter ficado
fora de si, né?
E aí que que ela acontece? Galileu é uma
espécie de de
termo de menosprezo, né? Porque você tá
em Jerusalém, você tá no lugar do centro
cultural e o Galileu, assim, na época
tipo um bicho do mato, né?
Então, você fala, e é o Galileu, lembra?
Ele tem um sotaque. Lembra que Pedro,
né?
Eh, quando negou Jesus, foi dito lá pela
a serva lá, falou: "Olha, o
o sotaque dele é Galileu, né?" E ele,
então, sabia que Jesus andava
seguido de pescadores Galileus. Então,
quer dizer, esse pessoal não é Galileu,
né? Então, se evidencia
e se mostra uma atitude de menosprezo,
né? Pelo o que eles estão demonstrando
ali.
>> Saion, eh, o o Fred pede um uma
indicação de livro para se aprofundar
nesse conteúdo. Você tem alguma coisa
para indicar?
>> Olha, tem um
um artigo, né? Que eu escrevi, eh,
que talvez você ache, acho que na
própria revista da Pioneira ou em algum
lugar na internet, que é Os Pentecostais
e Neopentecostais, uma análise
histórica, que você deve encontrar em
algum contexto aí, né?
Ah, existe um livro muito bom que,
infelizmente, eu acho que você não
encontra mais, que chama Teologia do
Espírito Santo, Frederick Dale Bruner,
Frederick Bruner, Bruner com dois Ns,
que foi publicado pela,
ah,
editora Vida Nova alguns anos atrás, mas
o livro saiu de circulação, né? É um
material muito bom, né?
E, e assim, a gente também tem no nosso
canal, né? Exposição completa de de
Efésios, tem
uma série de de materiais assim que que
favorecem e ajudam a entender esse
cenário.
>> Bom, Saion, eu acho que eu pedi para
para a gente ir fechando aqui, né?
É, você quer dar uma última palavra aí
falando sobre essa, esse tema?
>> Bom, a gente agradece, né, a
participação de todos no curso Macários,
não se esqueçam aí, né,
ah,
que
de
se inscrever no canal, né, de,
eh,
divulgar para os amigos e de prosseguir
no curso, né? A gente até reforça, aí
alguém perguntou se tem alguma forma
específica de orar, não, a oração Deus
vai ouvir pela
sinceridade do seu coração e em nome de
Jesus, a posição nem sempre
precisa ser do mesmo jeito. E a gente
convida você, né, a caminhar nisso
com a gente aqui e buscar, de fato, um
espaço na sua vida para o espírito de
Deus abençoar isso, que sempre vai
acontecer, o que acontecer, você vai ser
canal de bênção e vai ser usado para o
benefício da expansão do reino e da
missão.
Boa noite a todos.
>> Deus abençoe.
>> Boa noite, Deus.
>> Deus abençoe. Amém.

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