Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

O que sustenta um casamento quando o sentimento muda? | Josemar Bessa

O que sustenta um casamento quando o sentimento muda?  | Josemar Bessa

O que sustenta um casamento quando o sentimento muda? | Josemar Bessa

O que sustenta um casamento quando o sentimento muda?

Efésios 5 nos mostra que o amor verdadeiro não é apenas uma emoção que sentimos, mas uma aliança que assumimos diante de Deus. Sentimentos são importantes, mas não podem ocupar o trono. Eles oscilam, enfraquecem e atravessam estações. A promessa, porém, permanece e nos chama novamente à fidelidade.

Nesta mensagem, veremos por que o casamento cristão não começa apenas no altar, mas aos pés da cruz. O evangelho nos dá humildade para reconhecer nossos pecados, segurança para receber correção e força para continuar amando quando o coração está cansado.

Você entenderá:

• por que o casamento é uma aliança, e não apenas um relacionamento sentimental;
• como os votos alcançam versões futuras de nós mesmos;
• por que amar também significa agir antes de sentir;
• como o casamento revela pecados escondidos no coração;
• por que o cônjuge não pode ocupar o lugar de Cristo;
• como o amor de Cristo pela Igreja transforma nossa maneira de amar.

Nos dias prazerosos, o sentimento pode carregar nossas ações.

Nos dias difíceis, a promessa carrega o sentimento ferido.

O casamento cristão não é a história de duas pessoas fortes que conseguiram manter uma promessa perfeita. É a história de duas pessoas fracas, sustentadas, corrigidas e perdoadas pelo Deus da aliança.

Assista até o final e descubra por que, quando nosso amor treme, ainda podemos permanecer firmados naquele cujo amor nunca muda.

📖 Texto principal: Efésios 5:21–33

Compartilhe esta mensagem com alguém que precisa compreender que o verdadeiro amor é maior do que uma emoção passageira.

Inscreva-se no canal e ative as notificações para acompanhar novas mensagens sobre o evangelho, a vida cristã, casamento, família e santidade.

Capítulos:
O casamento começa aos pés da cruz
O evangelho destrona o ego
O casamento como aliança pública
Quando o sentimento muda, a palavra permanece
O voto encontra nosso futuro
Não espere sentir para começar a amar
O casamento revela as rachaduras do coração
O conflito com o pecado que existe dentro de nós
Cristo não escolheu uma noiva pronta
O verdadeiro Noivo guardou sua promessa

#CasamentoCristão #Aliança #Efésios5

Palavras-chave

quando o sentimento acaba
a promessa permanece
casamento cristão
aliança no casamento
amor e compromisso
casamento segundo a Bíblia
Efésios 5 casamento
promessa de casamento
amor bíblico
Cristo e a Igreja

—

QUERO SER MANTENEDOR DESTE MINISTÉRIO:

Pix 21 999811424
Pix [email protected]
Pix 011.737.737.62

PayPal – [email protected]

Caixa Econômica Federal
Agência 4087
Operação 013
Conta 51850-3

Banco Inter ( Beleto bancário )
Agência 0001
C/ C 60240490
CPF 011.737.737.62
Claudia Vidal Bessa

Banco do Brasil
Agência 4315-x
Conta poupança 14957-8
Operação 051
Claudia Vidal Bessa

REDES SOCIAIS:

💻 Site: http://www.josemarbessa.com/
🐦 Twitter: https://twitter.com/JosemarBessa
📷 Instagram: http://www.instagram.com/josemarbessa
💎 Facebook: https://www.facebook.com/josemarbessa
💎 Facebook Page: https://www.facebook.com/pastorjosemarbessa
💌 Email: [email protected]
🎬 Youtube – Josemar Bessa – https://www.youtube.com/user/JosemarBessa
🎬 Youtube – ReformedSound – https://www.youtube.com/user/reformedSound
🎬 Youtube – SpurgeonTv – https://www.youtube.com/user/spurgeontv

#CasamentoCristão #SermãoSobreCasamento #RelacionamentoCristão
#Casamento
#Pregação
#Efésios5
#CristoEAigreja
#FamíliaCristã
#Evangelho
#VidaCristã
#ConselhoBíblico
#RestauraçãoDoCasamento
#AmorSacrificial

Legendas automáticas:

Efésios 5:21 a 33 é grande demais para
caber em uma frase sobre deveres
conjugais.
Paulo
não nos entrega apenas uma regra para
maridos e outra para esposas. Ele abre
diante de nós uma casa inteira, mostra o
alicerce, as paredes, os cômodos, a
estrutura e a janela pela qual essa casa
recebe luz do céu. Há nesse texto pelo
menos seis grandes realidades.
Ao poder do casamento, sujeitem-se uns
aos outros por temor a Cristo. Há a
definição do casamento. O homem deixa,
une-se, apega-se, entra em aliança.
A prioridade do casamento. Pai e mãe
deixam de ocupar o primeiro lugar entre
as lealdades humanas. Ao propósito do
casamento, os dois se tornam uma só
carne. Uma comunhão de corpo, vida,
história e destino.
Há a estrutura do casamento, cabeça e
corpo, diferença sem desigualdade,
distinção sem competição, unidade sem
apagamento.
E há o mistério do casamento, Cristo e a
Igreja.
Essas seis realidades não são seis
assuntos isolados separados, são seis
janelas abertas para o mesmo edifício.
Se fecharmos uma delas, a casa ficará
escura. Se transformarmos apenas uma
delas no todo, transformaremos a beleza
do texto e abandonaremos a verdade.
É santificação, mas não uma oficina de
humilhação.
É mistério o texto, mas não é falando
sobre o casamento, né? É mistério, mas
não é um mistério desligado da rotina,
das contas, das conversas e das pequenas
renúncias. Por isso, precisamos começar
pelo começo.
Antes de perguntar o que o marido deve
fazer, o que a esposa deve fazer, como
os papéis se relacionam ou como a
unidade deve funcionar, Paulo pergunta
silenciosamente que tipo de pessoa é
capaz de viver uma aliança assim? A
resposta
está no no versículo 21. Uma pessoa que
foi tirada do centro, uma pessoa
dominada pela reverência a Cristo, uma
pessoa que recebeu do espírito uma nova
capacidade de servir. O casamento
cristão não começa no no altar, começa
aos pés da cruz, no verdadeiro altar,
né? Não começa quando duas pessoas dizem
sim uma à outra. Começa quando ambas
aprendem a dizer não ao próprio ego,
porque já disseram sim a Cristo.
Sem esse poder, o voto vira cobrança, a
prioridade vira controle, a diferença
vira disputa, a intimidade vira consumo
e o mistério vira encenação.
Mas quando Cristo ocupa o centro, cada
uma dessas realidades encontra seu
lugar. Aliança deixa de ser prisão e se
torna abrigo. O dever deixa de ser moeda
e se torna gratidão. A verdade
deixa de ser arma e se torna instrumento
de cura. Então, antes de entrarmos na
definição do casamento, precisamos ouvir
a pergunta que sustenta todas as outras.
que Cristo governa o modo
como você ama.
É o verdadeiro.
Paulo diz: "Sujeitem-se". Tá falando
para os dois, né? Os dois cônjuges. Tá,
ela tá falando pra igreja toda, né?
Sujeitem-se uns aos outros por temor a
Cristo. A palavra temor pode ser mal
incompreendida, né? Ela não descreve o
pavor de um escravo que espera o
chicote. Descreve a reverência de quem
foi tomado pela grandeza, pela santidade
e pela graça de Cristo. É o assombro de
quem viu a cruz e perdeu o direito de
continuar vivendo como se fosse o
centro, como se ele ainda fosse o
centro, ele mesmo. O salmista diz:
"Contigo está o perdão para que sejas
temido".
Que espécie de temor nasce do perdão.
Não o medo de ser destruído, mas o
tremor de descobrir que não fomos
destruídos, ainda que merecêssemos.
Não o receio de um juiz impaciente, mas
a admiração
diante de um Deus santo que abriu
caminho para culpados sem negar sua
justiça e santidade.
Então, o coração se curva porque Cristo
é belo,
porque o santo tomou o lugar do impuro,
porque o justo carregou a condenação do
injusto. Porque o noivo entregou a si
mesmo por uma noiva que ainda não era
radiante. É desse temor que nasce a
sujeição mútua,
não de baixa autoestima, não de
covardia, não de apagamento da
personalidade, não da ideia de que uma
pessoa vale menos do que outra.
Sujeitar-se é sair voluntariamente do
trono para servir ao bem de alguém. É
aprender a dizer: "Minhas preferências
não são leis universais. Meu conforto
não é a medida de todas as coisas. Minha
dor não me concede o direito de ignorar
a dor do outro.
Isso exige uma força que o ego não
possui. O ego pode ceder para comprar
paz, pode servir para receber elogio,
pode suportar para construir uma imagem
de santidade. O ego pode se sacrificar
esperando que o outro fique endividado,
mas somente o espírito produz um serviço
que não transforma o sacrifício em
recibo para ser cobrado depois. E é por
isso que o evangelho é indispensável.
Não adianta tentar aplicar o que Paulo
tá dizendo aqui em Efésios 5, esquecendo
o evangelho. É impossível. O evangelho
diz que somos mais pecadores, frágeis e
autocentrados do que realmente gostamos
de admitir. Essa verdade quebra a
arrogância. Mas o evangelho também diz
que em Cristo somos muito mais amados,
recebidos e seguros do que podíamos
ousar esperar. Essa verdade quebra o
desespero.
A primeira verdade impede que eu me
coloque acima do meu cônjuge. A segunda
impede que eu precise me alimentar de
aprovação do meu cônjuge.
A primeira me torna humilde,
a segunda me torna forte.
E somente quem é humilde e forte pode
amar de modo não egoísta.
A pessoa orgulhosa é fraca demais para
admitir culpa. A pessoa insegura é fraca
demais para receber correção.
A pessoa legalista não consegue
confessar porque qualquer falha ameaça
sua identidade.
A pessoa permissiva não quer confessar
porque transformou seus desejos em
direitos.
Mas quem descansa na justiça de Cristo
pode olhar para o próprio pecado sem
fugir. Pode dizer: "Eu errei". Sem
concluir, minha existência acabou. Pode
pedir perdão sem tentar controlar a
resposta ou exigir, né? pode ouvir a dor
do outro sem transformar a conversa
imediatamente em defesa de si mesmo.
O temor de Cristo cria essa liberdade.
Quem está prostrado diante de Cristo não
precisa obrigar o cônjuge a se prostrar
diante dele.
Deixa eu tomar meu café. Se eu pudesse,
eu tomava café o dia inteiro. Tem gente
diz que faz mal café.
Mas como por causa do horário eu tô
tomando café descafeinado,
>> não que eu prefira, né? Mas que
eh é melhor do que ficar sem tomar café,
né? Quem está cheio de graça de Cristo
não precisa sugar do casamento a
confirmação diária do seu valor. Quem
contempla o amor do noivo começa, enfim,
a aprender a a amar.
Então, há casamentos em que o principal
problema não é a ausência de informação.
Ambos conhecem os versículos. Ambos
sabem o que deveria acontecer. Ambos
conseguem descrever os erros do outro
com precisão admirável.
O que falta é liberdade para se
arrepender. O legalismo parece sério com
o pecado, mas torna um arrependimento
quase impossível.
Se minha aceitação depende da minha
performance, admitir uma falha não é
apenas confessar um ato, é perder o chão
inteiro da identidade. Então eu escondo,
minimizo,
justifico, explico, comparo e
contra-ataco. Sim, eu fiz isso, mas você
talvez eu tenha falado mal, porém você
começou. Reconheço que errei, mas não
foi tão grave quanto o que você já fez.
a confissão começa a morrer. Você vê na
mesma frase, no meio da frase, a
confissão começa a morrer. A
permissividade também impede o
arrependimento, mas por outro caminho.
Ela transforma o desejo em inocência. Se
sentir, deve ser legítimo. Se me feriu,
tudo que faço em resposta se torna
justificável.
Se preciso ser feliz, nenhuma aliança
pode limitar minha busca.
O legalista se recusa a confessar porque
teme ser condenado. O permissivo se
recusa a confessar porque não aceita ser
julgado. O evangelho destrói os dois
falsos esconderijos. Na cruz descobrimos
que o pecado é pior do que imaginávamos.
Foi necessário que o filho de Deus
morresse.
Nossa impaciência não é apenas um traço
de personalidade.
Nosso silêncio punitivo não é apenas um
modo diferente de processar emoções.
Nossa necessidade de vencer toda
conversa não é apenas firmeza.
Nosso desprezo, nossa manipulação e
nossa indiferença
são pecados diante de Deus.
Mas na mesma cruz descobrimos que a
graça é maior do que imaginávamos. O
sangue de Cristo não cobre apenas falhas
aceitáveis, ele purifica pecadores
reais. A justiça de Cristo não veste
versões melhoradas de nós mesmos, veste
culpados que abandonaram toda a
pretensão de se justificar.
Por isso o cristão pode se arrepender,
não para ser salvo, porque foi alcançado
pela salvação. Não para comprar
novamente o amor de Deus, porque o amor
de Deus em Cristo o tornou seguro o
bastante para parar de mentir.
Essa é uma das maiores dádivas que
alguém pode levar para um casamento. Uma
consciência moldada pela graça. Uma
consciência assim não chama o pecado de
pequeno, mas também não transforma cada
falha em sentença final. Ela olha com
seriedade e esperança. Ela diz: "Isso
precisa morrer, mas Cristo é
suficiente".
Ela ouve a correção e pergunta: "Senhor,
o que há de verdade aqui?" Ela não exige
que o outro apresente a acusação com
perfeição antes de considerar o
conteúdo.
Ela não espera que o cônjuge confesse
primeiro. Ela começa onde a luz chegou.
Muitos casamentos
seriam diferentes se cada pessoa
tratasse sua própria autodefesa como
inimiga mais perigosa do que o tom de
voz do outro.
Aliança do Sce onde ninguém pode dizer:
"Eu pequei".
e começa a respirar novamente quando
alguém segura em Cristo deixa cair as
armas e fala a verdade.
Então, como vimos, Paulo cita Gênesis,
por essa razão, um homem deixará pai e
mãe e se unirá a sua mulher e os dois se
tornarão uma só carne. Ele não volta ao
princípio por nostalgia,
volta porque a origem determina a
natureza. Se o casamento tivesse sido
inventado apenas pela sociedade, a
sociedade poderia redefini-lo
inteiramente segundo os suas
conveniências.
Se fosse apenas um costume humano, cada
geração teria autoridade final para
desmontá-lo e remontá-lo.
Se fosse apenas uma estratégia para
organizar heranças, desejos
e filhos,
poderíamos abandoná-lo quando
encontrássemos um arranjo mais
eficiente.
Mas o casamento vem de Deus. Antes de
haver cidades, como vimos, tribunais,
universidades ou mercados, havia um
homem, uma mulher. e a palavra do
Criador, estabelecendo uma união, uma
aliança. Isso não significa que toda
forma cultural de casamento seja santa.
Culturas podem cercar o casamento com
injustiça, superstição, opressão ou
comércio. Significa que por baixo de
todas as formas históricas existe uma
realidade criada por Deus e submetida à
sua autoridade.
O casamento é uma instituição humana de
raiz divina. Seus ramos aparecem na
história, sua raiz está na revelação.
Por isso, estatísticas podem dizer
quantas pessoas se casam, quantas se
divorciam e como vivem, mas não podem
definir o que o casamento é. A
sociologia descreve comportamentos. A
palavra reserva revela o significado.
Entrar no casamento é semelhante a
entrar em uma casa que não construímos.
Podemos reorganizar móveis, pintar
paredes e desenvolver costumes próprios.
Mas não podemos retirar as colunas de
sustentação e esperar que a casa
permaneça em pé.
Deus colocou dentro do casamento certas
realidades.
Aliança, exclusividade, fidelidade,
união, serviço, verdade, prioridade,
fecundidade, amizade e sacrifício.
Quando dizemos: "Farei do casamento o
que eu quiser", não estamos demonstrando
liberdade. Estamos demonstrando que não
entendemos a estrutura em que entramos.
Um homem
pode decidir colocar qualquer líquido no
tanque de um carro. Sua liberdade física
permite isso. Mas a liberdade não muda o
motor. A máquina não obedecerá a
sinceridade da sua intenção ao colocar
qualquer líquido lá. Há uma natureza que
precisa ser respeitada. Assim também o
casamento. Podemos chamá-lo de contrato
temporário de benefícios múos. Podemos
subordiná-lo inteiramente à carreira.
Podemos afirmar que fidelidade importa
apenas enquanto o desejo permanece.
Podemos exigir que o cônjuge seja ao
mesmo tempo terapeuta, salvador, fonte
de identidade e servidor dos nossos
sonhos. Mas o casamento não foi
construído para carregar esses termos.
Ele se romperá contra eles. É como botar
qualquer líquido no motor. A primeira
humildade de quem deseja casar é esta:
Eu não sou o autor do casamento.
A primeira humildade de quem já é casado
é esta: minha experiência não tem
autoridade para reescrever o projeto de
Deus.
E a primeira esperança de quem fracassou
é esta: o pecado humano pode deformar o
dom, mas não consegue apagar a sabedoria
daquele que criou o dom. Então, a
palavra
traduzida por unir-se, apegar-se ou
deixar-se
colar, não é? carrega o peso de aliança.
Ela não ela não descreve apenas
proximidade emocional,
descreve vínculo, descreve compromisso,
obrigação assumida. Uma pessoa se prende
a outra por uma promessa pública. É por
isso que o casamento não começa apenas
quando dois corações sentem algo
intenso. Começa quando duas pessoas
diante de Deus e de testemunhas entregam
uma a outra uma palavra que poderá ser
cobrada no futuro.
Toda aliança bíblica possui elementos
reconhecíveis.
Há partes identificadas, a promessas e
deveres, a bênçãos ligadas à fidelidade
e dores ligadas à violação.
Há testemunhas, há uma ratificação
visível.
No Antigo Testamento,
certas alianças eram confirmadas com
sinais que nos parecem estranhos.
Animais eram divididos e os
participantes passavam entre as partes
dos animais. Como quem dizia, que
aconteça comigo o que aconteceu com este
animal se eu quebrar minha palavra. Não
é necessariamente repetir a forma
antiga. O sinal pode ser o que agora?
Uma assinatura, uma aliança, uma
cerimônia, um voto pronunciado.
O poder não está no metal do anel ou na
beleza do salão ou naquela forma que nós
achamos estranha de cortar animais. está
no fato de que alguém tornou pública sua
obrigação e aceitou ser responsabilizado
por ela diante de Deus. Por isso, não
existe aliança conjugal escondida no
banco traseiro de um carro. Pode existir
desejo, pode existir intimidade, pode
existir promessa privada, mas o
casamento, por sua natureza, sai das
sombras. Ele une duas vidas de modo
reconhecível diante da comunidade,
diante de Deus.
Ele diz: "Esta pessoa não é apenas
alguém com quem compartilho o prazer, é
aquela quem entreguei uma palavra."
A cultura moderna costuma ouvir a
palavra legal e imaginar frieza, mas ali
pode ser uma forma de amor. Quando
alguém promete cuidar de uma criança,
ser fiel a um cônjuge ou sustentar uma
pessoa vulnerável, a obrigação não
destrói o amor, o afeto. Pelo pai ter
obrigações para com filho, isso não
destrói o afeto, mas ele tem obrigações.
Isso protege o objeto do afeto contra a
instabilidade de quem ama.
O voto diz ao outro: "Você não ficará
inteiramente exposto às mudanças do meu
humor. Minha palavra ficará de pé quando
meus sentimentos oscilarem.
Não prometo que nunca me sentirei
cansado, ferido, confuso ou distante.
Prometo que não transformarei cada
oscilação em autorização para abandonar
você.
Aliança cria um espaço no qual duas
pessoas podem ser conhecidas de verdade.
Sem compromisso,
todos precisam manter uma saída secreta.
Todos precisam administrar a imagem.
Todos evitam mostrar fraquezas que
possam reduzir seu valor no mercado
afetivo.
Mas quando a palavra foi dada, surge a
possibilidade de dizer: "Agora você verá
quem eu sou". E ainda assim
trabalharemos diante de Deus. É por isso
que a publicidade do casamento não é
burocracia inútil, é misericórdia. O
voto coloca paredes ao redor da
intimidade para que ela não seja levada
primeiro ao vento, né? pelo primeiro
vento que que
apareça, ela seja firme a essas
oscilações.
O coração moderno possui uma religião
que é mantenha suas opções abertas. Não
se prenda cedo demais. Não limite
possibilidades. Não entregue a ninguém
poder suficiente para feri-lo.
Não permita que uma promessa de ontem
governe o desejo de amanhã.
Essa lógica parece prudente, mas produz
uma geração cercada de escolhas e
faminta de pertencimento.
Aliança assusta porque exige que
escolhamos uma pessoa e ao escolhê-la
renunciemos a todas as outras
possibilidades conjugais.
Exige que transformemos liberdade
abstrata em fidelidade concreta.
Exige que paremos de nos tratar como
consumidores diante de uma prateleira
infinita de relações.
O consumidor pergunta: "Essa pessoa
ainda entrega o que eu esperava?"
A pessoa que fez uma aliança pergunta:
"Como posso ser fiel à palavra que dei
diante de Deus?" Já o consumidor
permanece enquanto o produto satisfaz.
Aliança permanece para amar, confrontar,
perdoar, servir e buscar ajuda, mesmo
quando a relação atravessa estações que
não foram anunciadas na propaganda.
Isso não significa que a aliança torne
toda situação segura ou que obrigue
alguém a permanecer exposto à violência,
sem proteção e etc. A escritura não
santifica o abuso. O pacto não entrega
ao pecador licença para destruir.
O outro Deus estabelece limites,
disciplina, justiça e caminhos sérios
para lidar com violações graves.
Mas não podemos usar essas exceuções
para dissolver a natureza do voto. O
medo da vulnerabilidade é compreensível
em um mundo de pecado. Amar alguém é
entregar a essa pessoa acesso a lugares
que um estranho jamais alcançaria.
Quanto mais profunda a união, maior a
possibilidade de dor. Por isso, muitos
preferem proximidade sem compromisso.
Querem os benefícios da intimidade sem o
risco da aliança. Querem ser conhecidos,
mas conservam uma porta aberta. querem
receber entrega, mas não aceitar a não
aceitam limitar a própria liberdade.
O problema, o problema é que um coração
protegido de toda possibilidade de se
quebrar também é protegido de toda a
possibilidade de se unir profundamente,
verdadeiramente.
Quem nunca se entrega
não fica intacto, fique isolado.
Aoproteção absoluta não preserva o
coração humano, o endurece. O casamento
bíblico diz: "Amar envolve risco, mas o
risco não é enfrentado sozinho. Deus é
testemunha. A comunidade cerca o voto, a
graça sustenta, a verdade corrige, o
perdão restaura. E Cristo oferece uma
segurança mais profunda do que a
segurança de manter todas as opções
abertas.
Porque
porque em Cristo não preciso exigir do
casamento a garantia de que nunca
sofrerei.
Já possuo a garantia de que nenhuma dor
poderá me arrancar do amor de Deus, me
separar do amor de Deus. Nenhuma
criatura,
nem o presente, nem o por via, nem o
futuro, né?
Não preciso proteger meu coração como se
ele fosse meu Salvador. Posso entregá-lo
com sabedoria porque minha vida está
escondida com Cristo.
A cultura diz: "Não se vincule para não
perder a si mesmo". O evangelho diz:
"Somente quando deixamos de viver para
preservar a nós mesmos, começamos a
descobrir quem fomos criados para ser
realmente." Ah, tem pessoas,
isso é muito comum hoje em dia, né? Que
dizem: "Não preciso de um papel para
amar".
Esse é o erro de medir o amor pelo
desejo de receber.
A frase parece romântica.
Não preciso de um papel para provar que
amo você, mas ela revela uma definição
de amor. Quando alguém diz isso,
normalmente chama de amor a intensidade
do que sente, deseja ou recebe naquela
relação. Eu amo você. para essa pessoa
significa: "Sinto afeição por você,
quero sua presença, encontro prazer em
estar perto. Percebo que você satisfaz
necessidades importantes em mim. Esses
sentimentos não são pecaminosos. O
desejo de proximidade pode ser belo.
A eh eh o problema começa quando fazemos
do sentimento a essência do amor. Porque
se amar significa principalmente desejar
receber, o amor diminuirá sempre que o
outro deixar de fornecer aquilo que
alimenta o desejo. A Bíblia mede o amor
de outra forma. Não pergunta primeiro
quanto eu quero receber de alguém.
Pergunta quanto estou disposto a dar.
para o bem dessa pessoa.
Não começa no interior do amante, mas no
bem do amado.
Não se define pela temperatura
emocional, mas pela direção da vontade,
da palavra e da ação. Jesus suando o
sangue estava indo na direção daquela
agonia, porque havia uma aliança. Por
isso, a escritura pode ordenar: "Amem os
seus inimigos. Se amor fosse apenas
afeição espontânea, esse mandamento
seria absurdo. Não somos chamados a
sentir atração por quem nos odeia. Somos
chamados a desejar o bem, recusar a
vingança, agir com justiça e
misericórdia e quando possível servir. O
amor bíblico é ativo. Ele pode gerar
sofrimento, pode ser acompanhado por
ternura intensa, mas não depende da
presença constante desses sentimentos
para existir.
A cultura moderna diz: "Enquanto eu
senti, entregarei." Aliança diz: "Porque
prometi entregar, continuarei cultivando
ações nas quais o afeto pode voltar a
florescer". Isso não transforma o
casamento em teatro. Teatro.
Teatro é fingir um sentimento
inexistente para enganar.
Aliança é agir com fidelidade, mesmo
quando o coração está cansado,
levando a própria secura
e eh eh a Deus.
e recusando transformar
uma estação emocional num veredicto
final sobre a relação. Há dias em que
amar será prazeroso. Há dias em que amar
será custoso. Mas não só no conte, né?
Há dias que amar nossos filhos será
prazeroso. Há dias que será custoso.
Nos dias prazerosos, o sentimento
carrega a ação. Nos dias custos a
promessa carrega o sentimento ferido. E
é justamente nesses dias que o amor se
torna mais semelhante ao amor de Cristo.
Jesus não nos amou porque encontrou em
nós uma beleza que o constrangeu.
Nos amou quando éramos inimigos. se
entregou quando não havia reciprocidade.
Sua ação não foi resposta à nossa
amabilidade, foi a fonte de nossa
transformação. Por isso, o casamento
cristão não diz apenas: "Estou com você
porque você ainda produz em mim o que eu
esperava".
O amor cristão diz: "Diante de Cristo,
continuarei buscando o seu bem, dizendo
a verdade, oferecendo ternura, recebendo
correção e cultivando comunhão."
O papel não cria amor, mas a promessa
pública revela que estamos falando de
algo maior do que simplesmente de uma
emoção privada variável.
Então,
ouça atentamente um voto de casamento.
Ele não é uma descrição do estado
emocional do casal naquele momento. A
gente viu isso no primeiro vídeo, né?
Não diz hoje sinto grande ternura. O
voto não diz eh eh nesse instante desejo
ser fiel. Amanhã eu não sei, né? Não diz
atualmente você me parece maravilhoso,
lindo, desejável. Tudo isso pode ser
verdadeiro, mas não constitui o voto. O
voto olha para o futuro. Prometo amar,
prometo honrar, prometo cuidar, prometo
permanecer fiel na alegria e na
tristeza, na saúde e na doença. O
casamento começa quando duas pessoas
fazem um um encontro com versões futuras
de si mesmas.
É como se cada uma
dissesse: "Daqui a 10 anos eu estarei
lá. Daqui a 20 anos minha palavra me
encontrará. Quando nossos corpos mudarem
e envelhecermos, eu estarei lá. Quando
surgirem doenças que não imaginamos
hoje, eu estarei lá. Quando a carreira
fracassar ou prosperar, eu estarei lá.
Quando descobrirmos defeitos que a
paixão não nos fez enxergar
inicialmente, minha palavra a estará lá.
Uma promessa é uma ponte construída do
presente para o futuro. Ela impede que
cada estação que muda precise reinventar
a relação do zero. Sem promessa, toda a
crise se transforma em novo plebiscito.
Ainda vale a pena? Ainda estou recebendo
bastante. Ainda escolheria você hoje? A
aliança responde antes que a crise
chegue, eu escolhi entregar-me. E essa
escolha governará a maneira como
atravessaremos o que ainda não
conhecemos. Por isso é: Prometo te amar.
Prometo.
Isso não significa
que a relação nunca precise de mudanças
profundas. Prometer permanecer não é
prometer permanecer igual. Pelo
contrário, a fidelidade frequentemente
exige arrependimento, aconselhamento,
confrontação, disciplina e transformação
de hábitos antigos. O voto não protege a
estagnação, protege o trabalho de
mudança. Porque duas pessoas não
precisam fugir ao primeiro sinal de
feiura. Podem permanecer tempo
suficiente para que a verdade realize
sua obra.
O sentimento, ele vive no presente. A
promessa alcança o futuro. O sentimento
reage ao que existe. A promessa coopera
para construir o que ainda não existe.
O sentimento diz: "Amo quem você parece
ser". A promessa diz: "Estarei ao seu
lado enquanto Deus expõe quem ambos
realmente somos e nos conforma
paulatinamente a Cristo." É claro que
nenhum ser humano possui força para
garantir sozinho uma fidelidade de
décadas. Por isso, o voto cristão não é
uma exibição de autoconfiança, é uma
confissão de dependência. Prometemos
diante de Deus, porque precisamos de
Deus. Dizemos até que a morte nos
separe, sabendo que sem a graça nosso
coração tentará se separar muito antes.
Aliança não é o anúncio de que somos
fortes. É a descrição de buscar força
naquele que guarda sua aliança para
sempre e para a qual nossos casamentos
apontam. Toda escolha real mata outras
possibilidades.
É a essência da escolha. Escolher uma
estrada é deixar outras estradas para
trás. Escolher uma vocação é renunciar a
uma infinidade de vidas possíveis. Podia
ter sido tantas outras coisas. Escolher
uma pessoa em casamento é dizer não a
todas as demais pessoas como parceiros
conjugais. A cultura costuma chamar isso
de perda. A Bíblia chama isso de
fidelidade.
Sem limites, a intimidade não amadurece.
Ela permanece provisória, cautelosa e
sempre negociável. Cada pessoa conserva
a parte de si do lado de fora, porque
não sabe quando será necessário dar o
fora ou partir. Aliança limita escolhas
para aprofundar a presença. Ela diz:
"Não, não, não eh examinarei o mercado a
cada dificuldade.
Não compararei secretamente você com
todas as alternativas imaginárias.
Não manterei pessoas de reserva para o
caso de nossa relação atravessar um
inverno. Não alimentarei intimidades
paralelas que roubem aquilo que prometi
cultivar aqui.
Esses limites não são inimigos do amor,
são o jardim em que o amor pode crescer.
Aliança fornece forma a entrega.
É verdade que essa entrega nos torna
vulneráveis. O cônjuge conhecerá medos
que ninguém conhece.
Verá pecados que conseguimos esconder de
amigos, ouvirá palavras ditas em dias
ruins. Terá acesso ao centro da nossa
história e, portanto, poder real para
ferir. Mas a alternativa não é viver sem
feridas. A alternativa é viver sem
comunhão profunda. O coração que se
recusa a ser conhecido para não ser
machucado, acaba sofrendo outra espécie
de dor, a solidão de jamais ter sido
realmente visto. O evangelho nos permite
assumir esse risco sem transformar o
cônjuge em nossa segurança final. Cristo
conhece tudo e não foi embora. Viu a
culpa inteira e permaneceu para salvar.
Essa aliança maior nos sustenta quando a
aliança humana nos assusta.
Não garante que o cônjuge não nunca
falhará. Garante que nossa vida não será
destruída definitivamente pela falha de
nenhum ser humano, seja ele quem for.
Davi diz: "Ainda que meu pai e minha mãe
me abandonassem, então nenhuma".
Assim podemos amar com coragem e
sabedoria. Podemos falar a verdade,
podemos estabelecer limites contra o
pecado, podemos pedir ajuda, podemos
confessar fraqueza, podemos entregar
tempo, corpo, recursos e sonhos, sem
exigir que o outro seja Deus. A
liberdade moderna diz: "Sou livre
enquanto ninguém pode cobrar de mim uma
promessa".
A liberdade cristã diz: "Sou livre
porque pertenço a Cristo, portanto,
posso usar minha liberdade para servir e
manter minha palavra".
Aliança restringe certas escolhas, mas
abre uma profundidade de conhecimento
que as opções abertas jamais conseguem
sequer eh oferecer.
A escritura
não diz apenas ame seu cônjuge quando a
ternura estiver viva ela diz ame
e usa a mesma palavra quando ordena amar
o inimigo isso não significa que marido
e esposa devem tratar um ao outro como
inimigos n significa que a definição
bíblica de amor não pode depender
primeiro de afeição espontânea. Ninguém
sente calor natural por quem o persegue.
Ainda assim, Deus ordena buscar o bem,
recusar a vingança, orar, agir com
justiça e oferecer misericórdia.
O amor começa como direção da vontade
obediente. Depois, muitas vezes alcança
os sentimentos. Nós costumamos pensar
exatamente o contrário. Esperamos que o
coração produza espontaneamente o desejo
certo e somente então agimos. Quando o
desejo desaparece, suspendemos as ações
que poderiam nutri-lo,
reavivá-lo.
É como alguém que deixa de alimentar o
fogo porque a chama diminuiu e depois
usa o fogo apagado como prova de que não
havia mais nada a ser feito. O casamento
entra em ciclos. Ah, o cônjuge deixa de
oferecer aquilo que eu esperava.
Eu me retraio. Minha retração fere. Ele
se retrai também. A distância reduz a
ternura. A falta de ternura justifica
nova distância. Cada pessoa aponta para
frieza da outra como razão para
continuar fria. O ciclo não começou
necessariamente com uma grande traição.
Pode ter começado com pequenas omissões
repetidas, uma conversa adiada, um
abraço que não veio, uma gratidão não
expressa, uma correção feita com sem sem
amor, não é? Uma noite em que o celular
recebeu mais atenção do que o rosto
diante de nós. A aliança interrompe o
ciclo perguntando não apenas o que
sinto, pergunta o que prometi oferecer
diante de Cristo. Talvez eu não sinta
agora a vontade de de ouvir, mas posso
desligar o ruído e escutar a si mesmo.
Talvez a ternoura esteja baixa, mas
posso falar sem crueldade.
Talvez eu esteja ferido, mas posso dizer
a verdade sem punir por silêncio.
Talvez a confiança precise ser
reconstruída lentamente, mas posso dar o
próximo passo honesto, sem fingimento e
sem vingança. Essas ações não compram
automaticamente uma resposta do outro.
Amor cristão não é técnica de
manipulação do outro. Não servimos para
obrigar o cônjuge a mudar.
Servimos porque Cristo é Senhor e porque
desejamos o bem verdadeiro da pessoa a
quem prometemos fidelidade. Às vezes
o amor precisará ser suave, às vezes
firme, às vezes oferecer consolo, às
vezes estabelecerá limite, às vezes
permanecerá perto, às vezes buscará
ajuda externa, porque o pecado tornou
impossível resolver todas as portas
fechadas.
Mas em todos os casos, o amor age. Não
fica passivamente esperando uma emoção
cair do céu. O sentimento é uma parte
preciosa do casamento, mas é um servo
ruim quando colocado no trono. O amor da
aliança começa obedecendo a Cristo e no
caminho da obediência frequentemente
descobre que o coração pode reaprender
aquilo que havia esquecido. Não é?
H, um recém-nascido chega a casa sem
oferecer equilíbrio, não paga contas,
não pergunta como foi o dia dos pais,
não respeita horários, chora quando
deseja. É assim que os recém-nascidos
chegam, não é? Acorda quando deseja e
exige cuidado sem possuir qualquer
capacidade de retribuição consciente.
Mesmo assim, os pais servem, alimentam,
carregam, perdem sono, protegem,
repetem. tarefas cansativas e algo
acontece. À medida que entregam a vida,
o coração se liga mais profundamente
aquela criança. A ação do amor alimenta
o sentimento do amor. No casamento,
muitas vezes fazemos o movimento
exatamente o contrário. Quando o cônjuge
decepciona, reduzimos a entrega. Ele não
é mais o marido que foi. Por que serei a
esposa que fui? Ela não me oferece o que
oferecia, porque continuarei tentando. A
retração parece justiça, mas produz uma
economia de escassez. Cada pessoa espera
que o outro faça o primeiro depósito.
Ambas protegem seus recursos. Ambas
observam. Ambas contam. Enquanto contam,
a afeição morre de fome. Não devemos
comparar o cônjuge a uma criança no
sentido de infantilizá-lo ou retirar sua
responsabilidade.
Adultos precisam confessar, mudar,
cumprir deveres e carregar o próprio
peso. A comparação revela apenas um
princípio. Servir alguém pode aprofundar
nosso vínculo com essa pessoa. Onde
investimos tempo, cuidado, atenção e
sacrifício, nosso coração tende a
seguir.
Jesus disse: "Onde tiver o seu tesouro,
aí também estará o seu coração." Às
vezes esperamos que o coração vá
primeiro para então investir o tesouro.
Cristo mostra que o tesouro também
conduz o coração. Quando entregamos
presença real, palavras de graça,
atenção, oração e trabalho pelo bem do
cônjuge, não estamos apenas cumprindo
tarefas externas, estamos cavando canais
pelos quais a afeição pode voltar a
correr fluentemente.
É claro que isso precisa ser feito no
evangelho. Sem o evangelho, o serviço
facilmente se transforma em martírio
ressentido. E sem o evangelho. Na
verdade, estudar Efésios 5 não faz
nenhum sentido.
Eu foco tudo nessa casa. Eu faço tudo
nessa casa. Eu sempre cedo. Depois de
tudo o que sacrifiquei, você me deve.
Esse serviço não é dom, é empréstimo com
juros. O serviço cristão nasce de outra
fonte. Cristo já me deu mais do que meu
cônjuge poderia devolver. Minha
identidade não depende de receber
pagamento emocional imediato.
Posso servir sem transformar cada gesto
em instrumento de cobrança. Isso não
elimina conversar sobre reciprocidade.
O casamento exige responsabilidade
mútua, mas muda o espírito da conversa.
Em vez de dizer: "Você me deve porque eu
mereço". Posso dizer, nossa aliança está
adoecendo. Precisamos aprender novamente
a nos entregarmos.
Muitos casais esperam recuperar primeiro
o sentimento para depois reconstruir os
hábitos. Talvez precisem inverter a
ordem. Comecem a agir com verdade.
Comecem a orar. Comecem a ouvir, comecem
a servir. Comecem a honrar a palavra
dada. A afeição não é uma máquina que
controlamos, mas a fidelidade prepara o
terreno em que ela pode florescer
outra vez.
Então,
a há dias em que amar é fácil, a
conversa flui, a admiração está viva, o
toque é desejado, as diferenças parecem
interessantes.
Servir não pesa porque o coração corre
na mesma direção. Nesses dias devemos
agradecer. Que bom.
Mas esses não são necessariamente os
dias em que o amor mostra sua
profundidade maior. Há outros dias, dias
em que a fadiga toma casa, dias em que a
ferida fala mais alto do que a
admiração, dias em que a pessoa ao nosso
lado parece distante, repetitiva ou
difícil.
Dias
em que servir exige uma decisão
consciente e o coração não oferece
música, trilha sonora para acompanha
acompanhar.
É nesses dias que a aliança pergunta: "O
que significa amar como Cristo amou a
igreja?" Na cruz, Cristo não olhou para
uma noiva radiante, maravilhosa, olhou
para pecadores culpados. Não encontrou
em nós uma beleza moral que tornasse o
sacrifício inevitável.
encontrou rebelião.
Não morreu porque éramos amáveis, morreu
para tornar santa uma noiva impura. Isso
não significa que o sofrimento de Cristo
tenha sido destituído de amor afetivo.
Seu coração estava cheio de amor,
significa que seu amor não dependia da
nossa atratividade.
Resposta ou mérito. Era aliança, era uma
aliança eterna. era escolha, graça e
entrega. O marido é chamado a amar como
Cristo amou a igreja e se entregou por
ela. A esposa é chamada a responder ao
marido sobre o governo do Senhor. Ambos
vivem de uma graça que age antes de
receber.
Isso transforma os dias sem calor em
oportunidades de fidelidade profunda.
Não para glorificar uma convivência
morta, não para proibir a busca de
ajuda. Não para fingir que feridas
desapareceram, mas para recusar a
mentira de que somente aquilo que
fazemos com entusiasmo possui valor. A
mãe que se levanta de madrugada sem
vontade real de sair da cama ainda ama o
filho. O amigo que permanece ao lado do
enfermo, apesar do cansaço, ainda ama. O
cristão que ora em meio a ser cura, não
é necessariamente hipócrita, pode estar
demonstrando que Deus vale mais do que a
sensação de proximidade.
Assim também no casamento, preparar uma
refeição, perguntar com sinceridade,
cumprir uma responsabilidade, oferecer
um gesto de cuidado, recusar uma palavra
venenosa e buscar reconciliação podem
ser atos de amor reais, mesmo quando a
emoção ainda está ferida.
E frequentemente a emoção os acompanha
depois, não porque tenhamos manipulado o
coração, porque fomos criados de modo
que a prática molda os afetos.
O casamento não é sustentado apenas por
grandes momentos românticos, é
sustentado por milhares de pequenas
fidelidades que ninguém fotografa ou
fotografaria e colocaria no nas redes
sociais. Quando essas fidelidades são
oferecidas por reverência a Cristo, a
casa começa a contar uma história. A
história de um amor que não pergunta
apenas: "O que você desperta em mim? Mas
como posso hoje refletir algo daquele
que me amou quando eu tinha para
oferecer?"
Então, imagine uma ponte aparentemente
firme. A pintura está perfeita, a
estrutura aparece segura.
Quem passa a pé não percebe qualquer
problema. Então, um caminhão pesado
entra e passa pela ponte. Sob a pressão,
pequenas rachaduras aparecem, partes
escondidas rangem, fraquezas que já
existiam se tornam visíveis. O caminhão
não criou as fissuras, as revelou.
O casamento faz algo semelhante.
Antes de casar, outras pessoas talvez
tenham apontado nosso orgulho, nossa
ansiedade, nosso silêncio punitivo ou
nossa necessidade de controle. Pais
falaram, amigos perceberam, colegas
sofreram, mas sempre havia distância
suficiente para fugir do diagnóstico.
Podíamos voltar para casa, podíamos
mudar de assunto, diminuir a
convivência, procurar amigos que
confirmassem nossa versão. No casamento,
a proximidade é contínua. O cônjuge vê
como reagimos quando estamos cansados.
Vê o modo como usamos dinheiro. Vê o que
fazemos com frustração. Vê a distância
entre a pessoa pública e a pessoa
doméstica. Vê o medo por trás da
agressividade, a insegurança por trás do
controle e o ego por trás
de certas exigências de justiça.
Essa exposição pode ser dolorosa e a
primeira reação costuma ser culpar o
peso. Eu não era assim antes de casar.
Não era.
Essa pessoa tira o pior de mim. Se eu
estivesse com alguém diferente, seria
mais paciente. Talvez o cônjuge
realmente aja de maneiras pecaminosas.
Não devemos negar. Mas a reação que sai
de nós também revela o que já estava
dentro. Jesus disse que do coração
procedem maus pensamentos, palavras e
ações. As circunstâncias apertam. O
coração responde com o material que já
possui. O casamento não injeta egoísmo
em nós, apenas coloca duas pessoas perto
bastante para que o egoísmo de ambas não
possa permanecer abstrato.
Isso é ameaça para quem deseja parecer
santo, mas é misericórdia para quem
deseja tornar-se santo. Deus poderia
permitir que vivêsemos cercados apenas
de pessoas que nunca tocassem nossas
áreas frágeis.
Poderíamos atravessar décadas
confundindo a ausência de pressão com
maturidade. Como aquela ponte poderia
achar que era muito forte porque nenhum
caminão passava nela. Mas o casamento
leva o coração ao laboratório da rotina.
Nele, as teorias são realmente testadas.
Sou paciente, encontro uma pessoa que
repete o mesmo erro. Ah, eu sou
generoso. Encontra despesas que não
escolhi. Ah, eu sei perdoar. encontra
uma ferida dentro da própria casa. Ah,
eu confio em Deus. Encontra decisões que
não controlo sozinho. A ponte não deve
odiar o peso por revelar a rachadura.
Ela precisa de reparo. Da mesma forma, o
objetivo não é vencer o cônjuge que
apontou a falha, é levar a falha à luz
de Cristo. Ah, é realmente está
interessado nisso. Quando surge
conflito, nossa percepção se estreita.
Vemos uma pessoa diante de nós, ouvimos
um tom que nos irrita, lembramos uma
palavra antiga e concluímos: "Meu
problema está ali. Se ele mudasse, eu
teria paz. Se ela entendesse, eu seria
diferente. Se o outro reconhecesse sua
culpa, tudo se resolveria. Mas o
casamento nos coloca em conflito, não
apenas com o cônjuge,
nos coloca em conflito conosco mesmos.
Ele segura a nossa nuca, nosso pescoço e
nos conduz até o espelho e diz: "Veja o
que existe aqui. Veja como você reage
quando não recebe admiração. Veja como
controla quando sente medo. Veja como
você se fecha para obrigar o outro a
procurá-lo.
Veja como usa verdades teológicas para
evitar
na
vulnerabilidade, não é? e eh para
controlar, fingindo que está interessado
em verdades teológicas.
Veja como você transforma a lembrança de
sofrimento em autorização para não
servir.
A presença do pecado do outro não
elimina o nosso. Duas coisas podem ser
verdade ao mesmo tempo. Fui ferido e
respondi pecaminosamente.
Meu cônjuge falhou e meu coração revelou
idolatria. Preciso estabelecer um limite
e preciso fazê-lo sem ódio. O evangelho
nos dá capacidade para sustentar essas
verdades juntas. Sem o evangelho, eu
preciso escolher uma narrativa que me
preserve
inteiramente inocente.
Se sou vítima, não posso ser pecador. Se
o outro errou primeiro, minha reação se
torna automaticamente justa ou
justificável.
Se minha dor é grande, minha crueldade
então parece pequena. Mas a cruz permite
dizer: "O mal feito contra mim é real e
preciso ser tratado. O mal que saiu de
mim também é real e precisa ser
confessado."
Essa clareza muda a pergunta. Em vez de
perguntar apenas: "Como farei meu
cônjuge reconhecer o que fez?"
Começo a perguntar: "Senhor, o que este
conflito revelou sobre o que adoro, temo
e exijo? Talvez
eu tenha feito da tranquilidade um Deus
e qualquer interrupção me parece
intolerável.
Talvez eu tenha feito da aprovação um
Deus. E qualquer crítica me parece
destruição. Talvez eu tenha feito do
controle um Deus e qualquer decisão
compartilhada
me pareça ameaça. Talvez tenha feito do
casamento um Deus e quando ele não me
salva, eu castigue a pessoa que não
conseguiu ocupar o lugar de Jesus
Cristo.
O conflito se torna então uma porta para
arrependimento. Não porque toda
discordância seja culpa igual dos dois.
Não porque justiça não importe, mas
porque nenhuma situação humana torna
desnecessária a santificação do nosso
próprio coração.
A pergunta mais libertadora de uma
discussão pode ser: mesmo que eu esteja
correto sobre parte do assunto, de que
maneira estou pecando enquanto tento
estar correto? Cristo não nos chama
apenas a ganhar argumentos, nos chama a
ganhar o irmão ou a irmã. E muitas vezes
o primeiro inimigo que precisa ser
vencido não está do outro lado da mesa,
está dentro
de nós.
Relacionamentos sem aliança possuem uma
saída fácil. Quando a convivência começa
a revelar partes desagradáveis, podemos
reduzir o contato. Quando alguém nos
confronta, procuramos outra pessoa que
nos admire. Quando nossa imagem
enfraquece, mudamos de ambiente e
reconstruímos a personagem.
Aliança dificulta a fuga,
não torna a fuga fisicamente impossível,
mas coloca diante dela o peso de uma
palavra, de uma história, de uma
comunidade e da presença de Deus.
Essa
relativa permanência é uma das maneiras
pelas quais o casamento pode servir a
santificação. Ficamos perto bastante
para ver padrões. Ficamos tempo
suficiente para que desculpas antigas
percam a força. O cônjuge observa que a
explosão não foi um acidente isolado,
que o silêncio não é apenas necessidade
de espaço, mas instrumento de punição.
que generosidade pública convive com
avareza doméstica, que a espiritualidade
apresentada na igreja não governa a
maneira como lidamos com contrariedade
em casa. Então, a palavra entra na casa.
Paulo fala de Cristo santificando a
igreja, purificando-a pelo lavar da água
mediante a palavra. A imagem não é de um
rebanho decorativo, é limpeza real. E
limpeza real pode arder. Água sobre uma
ferida aberta dói. Sabão em pele
machucada queima. A verdade aplicada, o
orgulho provoca resistência. Mas o
objetivo não é envergonhar.
É apresentar a noiva santa. No
casamento, marido e esposa não ocupam o
lugar de Cristo como salvadores um do
outro. E um cônjuge possui poder de
regenerar. Mas ambos podem se tornar
instrumentos da palavra, ajudando o
outro a enxergar, confessar e crescer.
Isso exige enorme cuidado.
O amor eh eh, desculpa, a a verdade
sem amor vira agressão.
O amor sem verdade vira cumplicidade.
Aliança precisa dos dois. Não apontamos
defeitos para obter superioridade. Não
guardamos um catálogo de falhas para
usar na próxima guerra. Não corrigimos
no momento em que estamos dominados pela
raiva e chamamos descarga emocional de
sinceridade.
Falamos porque desejamos ver o outro
florescer diante de Deus e recebemos a
fala do outro lembrando que até uma
acusação imperfeita pode conter luz.
Esse processo é impossível sem segurança
no evangelho. Se minha identidade
depende de parecer bom, toda correção é
um ataque. Se minha identidade está em
Cristo, posso examinar o espelho sem
concluir que o espelho é meu inimigo.
Aliança mantém duas pessoas perto da
verdade. E sob a graça, aquilo que
parecia apenas confronto pode se tornar
cura.
O casamento não nos salva, mas pode nos
levar repetidamente ao Salvador. O
casamento não remove o pecado por si
mesmo, mas impede que certos pecados
continuem confortavelmente
escondidos.
O casamento não promete uma vida sem
dor, mas pode transformar a dor da
exposição em um caminho de eh santidade.
Então Paulo Paulo diz: "Maridos, amem
suas mulheres, assim como Cristo amou a
igreja e se entregou por ela para
santificá-la".
A ordem é decisiva. Cristo amou, Cristo
se entregou. Cristo santifica, Cristo
purifica, Cristo apresentará a igreja
radiante
gloriosa. Ele não esperou que a noiva se
tornasse bela para então amá-la.
Amou-a em sua culpa para levá-la à
beleza da santidade. Isso não significa
que Cristo chame o pecado de Belo.
Significa que seu amor é poderoso demais
para abandonar a noiva. A feiura
que ele encontrou. na feiura que ele a
encontrou.
O amor do mundo procura alguém já
atraente e pergunta: "O que essa pessoa
acrescentará a minha vida?" O amor de
Cristo encontra pecadores e pergunta,
por assim dizer, né? O que entregarei
para conduzi-los à vida?
Ele não consome a noiva, dá a si mesmo
por ela, não explora sua fraqueza, cobre
sua vergonha, não mantém suas manchas
expostas para preservar sua
superioridade.
Purifica pela palavra, não promete
fidelidade apenas enquanto recebe
prazer. Ele vai até a cruz. Essa é a
fonte do amor conjugal cristão.
Nenhum marido imita Cristo se tornando
redentor da esposa. Nenhuma esposa
encontra a santidade final no marido. O
paralelo não apaga a diferença infinita,
é óbvio, entre o Salvador e os cônjuges
pecadores. Mas o padrão permanece. Amar
é buscar o bem santo da pessoa a quem
nos entregamos.
Isso corr eh corrige duas distorções. A
primeira é o amor indulgente, que chama
de aceitação a recusa de confrontar o
pecado. Cristo recebe pecadores, mas não
faz paz com aquilo que os destrói. A
segunda é o amor crítico que vive
apontando manchas sem entregar-se para
ajudar na cura. Cristo não ficou à
distância descrevendo a sujeira da
igreja. Ele entrou na história, carregou
culpa.
enviou sua palavra e seu espírito e
assumiu o custo da purificação. No
casamento é fácil ver rugas,
difícil é entregar-se. É fácil dizer que
o outro aquilo que o outro deveria ser.
Difícil é perguntar como nossa presença
pode favorecer essa mudança ou esse
crescimento. É fácil exigir santidade.
Difícil é criar um ambiente de graça em
que a confissão não seja recebida com
desprezo. Cristo não ama de modo
passivo. Seu amor possui um propósito,
apresentar a noiva radiante. Por isso, o
casamento não existe apenas para tornar
duas pessoas confortáveis, existe também
para torná-las santas.
Mas se fizermos deles o fim supremo,
odiaremos qualquer processo que exponha
e trate nosso pecado.
[tosse]
Quando Cristo é o fim, entendemos que
até a aliança conjugal deve servir ao
dia em que estaremos diante dele sem
mancha. Não por nosso mérito, mas pela
obra do noivo, não é? Então, Paulo
Paulo reúne as linhas do casamento em
uma frase: "Este é um mistério profundo.
Refiro-me, porém, a Cristo e à igreja".
O casamento não aponta apenas para o
próprio casamento. É sinal, é uma
janela, é uma parábola viva.
O poder para viver a aliança vem do
temor de Cristo. A definição de aliança
reflete a fidelidade de Cristo. A
prioridade do casamento é com uma
lealdade que reorganiza
a vida.
O propósito eh de uma só carne aponta
para união e comunhão. A estrutura de
cabeça e corpo encontra seu padrão no
serviço sacrificial do noivo e na
resposta da igreja.
O mistério dá sentido a tudo. Sem
Cristo, a estrutura pode tornar-se poder
sem cruz. A prioridade pode tornar-se
isolamento. A aliança pode se tornar
legalismo frio. A unidade pode se tornar
fusão sufocante. A santificação pode se
tornar projeto de controlar o outro. Na
minha cobrança dele de santidade. Eu não
tô interessado na santidade dele.
Eu tô interessado em controlar, né? Mas
Cristo purifica cada elemento. Ele
mostra que liderança é entrega, não
privilégio para ser servido. Mostra que
resposta e respeito não são servidão,
mas participação consciente numa ordem
governada pelo Senhor.
Mostra que aliança não é simples
coersão externa, porque sua própria
fidelidade nasce de amor eterno. Mostra
que unidade não destrói distinção.
Cristo e a igreja estão unidos sem se
confundirem. Mostra que com santificação
não é humilhação, mas preparação paraa
glória. O casamento se torna então uma
pequena dramatização do evangelho.
Casais, casais confundem os papéis,
ferem a amizade, negligenciam a
prioridade e quebram a beleza do sinal.
Mas o sinal continua apontando além de
si mesmo. Quando o marido se arrepende
de usar a autoridade para servir ao seu
próprio ego, aos seus interesses, ele
aponta para Cristo. Quando uma esposa
responde ao Senhor com fé e sabedoria,
ela aponta para a igreja redimida.
Quando ambos preservam a palavra eh no
no sofrimento,
apontam para a fidelidade da aliança.
Quando perdoam porque foram perdoados, o
evangelho entra na sala. Quando falam a
verdade para santificar, não para
esmagar
ou para ferir, a água da palavra corre
dentro da casa. Quando permanecem amigos
e fazem no casamento uma lealdade humana
central, oferecem ao mundo sinal de
pertencimento.
Isso, isso também explica
porque o casamento jamais pode ser nosso
salvador. Um sinal não pode substituir
aquilo para o qual ele aponta. Se
exigirmos que o casamento nos dê a
plenitude da união com Deus, ele
desabará sobre o peso. O melhor cônjuge
é apenas criatura.
A melhor intimidade ainda é parcial. A
melhor casa ainda conhece lágrimas. Mas
o sinal pode despertar saudade. Pode nos
ensinar algo sobre ser conhecido e
recebido. Pode oferecer pequena mostra
da alegria de pertencer. Pode fazer o
coração olhar para o dia em que o
verdadeiro noivo receberá a sua igreja e
nenhuma aliança será novamente eh
ferida.
Então,
depois,
depois de ouvir sobre aliança, alguém
pode sentir esperança, outro pode sentir
medo. Talvez você esteja solteiro e
pense: "Como poderia prometer algo tão
grande?" Talvez esteja casado e enxergue
o quanto sua aliança se afastou dessa
beleza. Talvez tenha quebrado uma
promessa e carregue culpa. Talvez tenha
sido traído e ouça a palavra aliança
como quem tá com uma ferida. Talvez seu
casamento exista publicamente, mas a
amizade seja quase morta. Talvez você
tenha aprendido a conviver sem se
entregar. A resposta final não está em
acreditar mais intensamente na força
humana. Nenhuma palestra sobre casamento
deve terminar dizendo apenas: "Tentem
com mais empenho". Nossa esperança está
no Deus que guarda aliança.
Nós prometemos e falhamos. Ele prometeu
e veio. Nós oscilamos, ele permanece
fiel. Nós escondemos nossa feiura, ele
pegou nossa feiura e levou ela à cruz.
Nós usamos o amor para receber. Ele se
entregou completamente
na noite em que foi traído. Cristo não
abandonou sua aliança. Tomou o pão,
tomou o cálice, anunciou uma nova
aliança em seu sangue. O noivo sabia o
preço, não entrou enganado, não
descobriu depois que a noiva era mais
pecadora do que ele imaginava. Ele
conhecia tudo e disse: "Está consumado".
Essa fidelidade é julgamento sobre nossa
superficialidade
e fonte da nossa esperança.
Ela julga o coração que trata promessas
como acessórios enquanto são
convenientes.
Julga a frieza que chama egoísmo de
autenticidade. Julga o romantismo que
adora sentimentos e despreza deveres.
Julga a religião que exige sacrifício do
outro, mas foge da própria cruz.
Mas a mesma fidelidade recebe pecadores
arrependidos.
Há perdão para quem feriu, a consolo
para quem foi ferido. Há sabedoria para
quem precisa estabelecer limites santos.
A força para o próximo ato de amor. A
graça para pedir ajuda. A verdade para
desmontar ciclos antigos de enganos.
Há um noivo que não se cansa de
purificar sua igreja.
Então, não saia apenas com uma teoria
mais elevada de casamento. Saia olhando
para Cristo. Se você é solteiro, não
procure alguém para ocupar o lugar do
noivo. Aprenda primeiro a pertencer a
ele. E então pense no casamento não como
consumo,
mas como chamado para aliança e serviço.
Se você é casado, não espere que o
cônjuge lhe dê a segurança que somente
Cristo pode dar.
Receba essa segurança no evangelho e
leve-a para dentro de sua promessa. Se
você pecou, confesse sem se esconder. Se
precisa perdoar, não chame de perdão a
negação da verdade. Leve a verdade, não
é? Ao sangue que pagou nossa dívida. Se
a casa está fria, comece pelo próximo
passo fiel diante de Deus.
Comece pelo próximo passo. O casamento
cristão não é a história de duas pessoas
fortes que conseguiram manter uma
promessa perfeita. é a história de duas
pessoas fracas, sustentadas, corrigidas
e perdoadas pelo Deus da aliança. No
fim, a esperança não é que nosso amor
nunca tremerá, é que quando tremer,
estaremos firmados naquele cujo amor não
muda. [tosse]
Deixa eu tomar alguma coisa aqui.
Ou seja,
estaremos firmados naquele cujo amor não
muda. O verdadeiro noivo guardou sua
palavra. E toda aliança humana que
encontra cura, fidelidade e beleza está
apenas refletindo um raio dessa
fidelidade eterna.
A gente vai voltar, essa é a segunda vez
que estamos falando sobre isso, mas
vamos voltar outras vezes ainda para
sempre. em todos os assuntos, olharmos
de maneira fixa para o autor e
consumador da nossa fé. Amém, queridos.
[roncando] Amém. Fiquem com Deus.
>> Se tua graça é um dom, [música]
porque ela tem olhos.
Porque ela me olha de volta.
Eu
tratei tua graça como [música][canto]
conceito, algo que cabia na minha
definição.
Mas ela sangra, ela chama, ela
[música][canto] invade, ela tem nome e
rompe a abstração.
Não é ideia, [canto] é encontro,
[música]
não é teoria, é presença.
é o infinito se curvando
para habitar [canto] minha carência.
[música]
E quanto mais eu vejo, mais eu deixo de
ver [canto] a mim.
Cristo,
a forma invisível da graça em mim, o
indivisível se tornando
assim.
>> [música]
>> Cristo,
[canto] não há algo que recebo de ti,
mas o próprio Deus vindo [música]
a mim. [canto]
[música] E quando penso que entendi,
tua graça me desfaz outra vez.
>> [música]
>> Dá-me graça para sentir o abismo entre
eu e [canto] ti. Não para me perder
nele, mas para te ver descendo até aqui.
Dá-me graça para pedir mesmo quando a
voz falhar, porque até o meu clamor
precisa de ti. Para começar, dá-me graça
para [música] colher o peso eterno do
[canto] teu amor, que desmonto que eu
era e me refaz, meu [música] criador.
Quanto mais tu cresces, mais eu aprendo
assumir
Cristo,
a graça que me encontra [canto] antes de
mim,
o começo antes do [música][canto]
meu
ser
[canto] Cristo.
A resposta antes do clamor. O fim de
mim, o início do amor.
E tudo em mim que quer [música]
permanecer [canto] é confrontado pelo
teu viver.
>> [música]
>> Se até minha fome [canto]
vem de ti, então não hte em mim que seja
livre
de [canto]
ti.
Se eu peço, é graça.
Se eu recebo, é graça.
Se eu respiro em ti
ainda é graça.
Quando penso que uso tua graça,

Tags: