O temor que Deus exige // Alex Daher
20/07/2026
O temor que Deus exige // Alex Daher
Existe um temor que é admirável e exigido de nós perante Deus. Ouça esse trecho da mensagem de Alex Daher.
Trecho retirado da palestra "Hebreus 4 – Descansem!", de Alex Daher na Conferência Fiel Pastores 2023
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Fonte: Ministério Fiel
Legendas automáticas:
A carta aos hebreus é uma exortação a perseverança e a estratégia do autor para nos fazer perseverar se chama Jesus Cristo. Se vocês me permitem resumir a mensagem de hebreus em uma frase, eu diria que a mensagem de hebreus é: "Não abandonem Jesus, porque Jesus é melhor". Não abandonem Jesus, porque Jesus é melhor. Persevere em porque Jesus é melhor. Ele é melhor do que os anjos, capítulo um e dois. Ele é melhor do que Moisés, capítulo três. Ele é melhor que Josué, capítulo quatro. Ele é melhor que Arão, capítulo cinco. Ele é melhor que todos os sacerdotes e todos os sacrifícios, capítulo seis, sete, oito, nove, 10. Jesus é melhor. Mas calma, a lista é maior. Jesus é melhor que dinheiro, Jesus é melhor que sexo, [risadas] Jesus é melhor que poder, Jesus é melhor que fama, Jesus é melhor que saúde, Jesus é melhor que a vida. Jesus é melhor. Mas o sofrimento causa desânimo no nosso coração e dúvida. As provações sempre foram tentações para fazerem o povo de Deus parar de perseverar. É o que está acontecendo com os hebreus e é o que continua acontecendo conosco. A tentação é como uma força empurrando o nosso coração para a direção errada, para a gente se afastar de Deus. Pastor John Flavel, século 17, disse com sabedoria: "A maior dificuldade na conversão é entregar o coração a Deus e o maior conflito depois da conversão é guardar o coração em Deus e os cristãos hebreus parecem estar perdendo esse conflito. Eles estão sendo tentados a olhar para trás para esse mundo que vai passar e parar de olhar para frente para Cristo. [risadas] No capítulo 4 o chamado a nós perseverarmos se manifesta na ideia de entrarmos no descanso de Deus. Hebreus 4 é o capítulo que mais fala sobre descanso em toda a Bíblia mas ele não está simplesmente descrevendo o descanso. Ele está nos chamando a experimentarmos esse descanso. Na linguagem do capítulo a entrarmos nesse descanso. Olha como a passagem começa. Versículo 1 fala: "Portanto, visto que nos foi deixada a promessa de entrar no descanso de Deus temamos, tenhamos cuidado para não parecer que algum de vocês deixou de alcançá-la". No versículo 11 já indo para o final ele repete essa convocação santa. "Portanto, esforcemo-nos por entrar naquele descanso". Esse é o assunto de Hebreus 4. Entrem no descanso de Deus, descansem. E ele distribui esse chamado em quatro experiências espirituais. Então o que eu quero fazer com vocês agora, vamos caminhar por Hebreus 4 e vermos como essas quatro experiências espirituais movimentam a nossa alma em direção a Deus. Quatro experiências espirituais. A primeira é o temor. A primeira é o temor. Entrem no descanso de Deus com temor. Olha o versículo um. Portanto, visto que nos foi deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, tenhamos cuidado ou temamos para não parecer que algum de vocês deixou de alcançá-la. Esse portanto no começo do versículo é como um laço que amarra o capítulo três, que a gente acabou de ouvir de forma maravilhosa, ele amarra o capítulo três com o capítulo quatro. O capítulo três é: Deus julgou aquela nação incrédula e desobediente. Capítulo quatro, portanto, temamos. Existe um tipo de temor que é saudável, é desejável, é louvável. É o temor do Senhor. O que o autor tá fazendo aqui é olhando nos olhos dos hebreus e nos nossos olhos com a seriedade santa e dizendo: Olha o que aconteceu com eles, aqueles rebeldes. Deus disse, Deus chamou eles: Venham, eu vou dar a terra para vocês, eu estou com vocês, eu amo vocês, confiem em mim. Mas eles não confiaram. E olha o que aconteceu. Deus julgou, eles caíram mortos no deserto. Não imitem a eles. Não imitem eles, portanto, temam. É isso que ele tá fazendo. Esse é o temor do Senhor. Eu quero usar um um diálogo que uma criança teve com dois animais para tentar ilustrar o que o que que é esse temor do Senhor. No livro Leão, Feiticeira e o Guarda-Roupa, Crônicas de de C. S. Lewis, você tem Lúcia, aquela criança que tá prestes a conhecer Aslan, [limpando a garganta] o grande leão, o rei de Nárnia, e ela vai ter uma conversa, então, com o senhor e a senhora Castor. E a Lúcia pergunta pro senhor e pra senhora Castor: "E ele é perigoso? Vou ficar muito nervosa ao ser apresentada a um leão". E a senhora Castor responde: "Certamente você ficará, minha querida, disso não há dúvida. Se alguém, se existe alguém que consegue estar diante de Aslan sem seus joelhos tremendo, ou ele é o mais valente de todos, ou é simplesmente um tolo". E Lúcia pergunta de novo: "Então, ele é perigoso?" E o senhor Castor fala: "Se ele é perigoso? Você não ouviu o que a senhora Castor lhe disse? Quem falou que ele não é perigoso? É claro que ele é perigoso! Mas ele é bom. Ele é o rei, isso eu digo a você". E logo depois na história, Lúcia, com os seus irmãos, chegam até onde Aslan tá. E aquele leão enorme sai da tenda e na hora que ele sai da tenda, todo mundo para de falar, todo mundo se prostra. E quando Aslan fala, todo mundo ouve. E quando Aslan manda, todo mundo obedece. Estar na presença do rei não é casual, não é algo leve. Existe um ar de majestade, reverência, peso, temor, admiração. Eles estão aterrorizados e maravilhados ao mesmo tempo, porque Aslan é perigoso e bom ao mesmo tempo. Não é esse o nosso desejo, que esse tipo de temor esteja nas nossas igrejas? Não é esse o nosso desejo? Que os nossos cultos tenham uma atmosfera da presença, da majestade divina. Esse ar de reverência alegre, que faz os nossos corações se prostrarem diante de Deus, um Deus que é perigoso, mas que é também um Deus bom. O temor do Senhor não faz a gente fugir de Deus. O temor do Senhor faz a gente correr para Deus. Não é isso que é o evangelho? Você corre até Deus, a misericórdia dele que flui da cruz de Cristo, para que você seja salvo da ira dele contra o nosso pecado. >> [limpando a garganta] >> Isso é o evangelho.