Obra: O Gigante Egoísta | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa
02/07/2026
Obra: O Gigante Egoísta | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa
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Olha, não tem contador, [música] já começou. Oi, เฮ [música] เฮ [música] >> [música] [música] >> Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais uma live. Hoje nós vamos falar de um conto muito interessante, eh, o gigante egoísta. Então, não vamos ser egoístas para e vamos compartilhar com vocês essa história que é muito interessante do Oscar Wind. Eh, tem muitas lições aí pra gente aprender. No final eu digo o que eu achei, Rina. Então, vamos lá. Tudo bem, Rina? Oi, Belzinha, tudo bem? Oi, querido leitor, você que tá aí conosco em mais essa live do Ler para Crer, o Clube do livro da IBNU. Sejam todos muito bem-vindos. E como a Bel disse, né, esse conto do Ócar Wá, o gigante egoísta é um conto muito precioso e surpreendente, porque como ele se apresenta ali eh numa literatura que a gente chama de infanto juvenil, né, as pessoas categorizam dessa forma. Por quê? Porque lida com mitologia, né? A a figura do ogro, que é do folclore europeu, porque lida com crianças brincando no jardim? Porque tem alegorias? Porque tem antropomorfismos? O que que significa isso? É quando eu confiro a um ser inanimado como um vento, por exemplo, ou ajeada ou a neve, como a gente vai ver, atributos que são humanos, né? Eu pessoal essas coisas. Então, por todas essas razões, esse conto que é tão curtinho, você vai encontrá-lo sempre em edições muito coloridas, muito ilustradas, como é um conto que já tá em domínio público, porque o Oscar Wide morreu em 1900, né? O domínio público dura 70 anos aí após a morte do autor. Já tem muito tempo que tá em domínio público e tem várias várias várias várias edições, todas muito coloridas, como eu acabei de falar, por essas razões. Agora, apesar disso, a gente começa lendo esse texto assim de uma maneira mais displicente, né, para não dizer arrogante, [risadas] e você se surpreende muito. Tanto que normalmente aqui no ler para crer, nós eh antecipamos os eventos do texto. Eh, tem spoiler, a gente avisa que vai ter spoiler, a gente não lê, né, por uma questão de tempo, que na maioria das vezes os textos são bem maiores. Eh, e outras vezes por uma questão de de estrutura do texto, né? O que que acontece? Esse quanto por ser curto, a gente consegue ler pelo tamanho, mas também pela estrutura. Eu acho importante a gente ler porque tem uma coisa que se chama catarse. Catarse é aquele ápice onde o leitor eh sente ali uma depuração das suas emoções. As suas emoções transbordam, são depuradas. Então é o pico da obra. Você tem catar-se também eh no cinema, no teatro e na literatura. O Ó Oscar Wide consegue fazer aqui uma uma construção para chegar nessa cate. Por isso vale a pena a gente ler. Eh, em terceiro lugar, porque é um conto que fala sobre aquilo que está acontecendo de mais importante no mundo neste momento. Tô me referindo às guerras geopolíticas, as disputas econômicas, as catástrofes naturais, embora tudo isso seja bastante relevante, mas aquilo que tá acontecendo neste momento de mais importante no mundo é a redenção. E esse é um conto sobre redenção. Vamos lá. Me acompanhe, por favor. Esse conto foi publicado em 1888, né, e 12 anos antes do Oscar morrer. Para quem conhece o autor, sabe que o autor tem uma biografia conturbada, eh, mas extremamente rica. Eu não não penso que a biografia dele seja muito diferente das personagens bíblicas, né, no sentido de que todos foram muito imperfeitos e Deus os usou a si mesmo, porque ele usa as coisas loucas do mundo para envergonhar as sábias, né? Então, eh, um homem que escreveu coisas muito preciosas, como o retrato de Doran Grey, também excelente, não é um conto, né? Ah, mas eh é excelente, um romance excelente, um romance, uma novela, tem uma discussões na categorização, mas enfim, não é um conto. Então, vamos lá. Esse conto, gigante egoísta, começa assim. Todas as tardes, quando voltavam da escola, as crianças costumavam ir brincar no jardim do gigante. Era um jardim lindo, grande, com grama verde, macia. E aqui, ali, sobre a grama, apareciam flores tão bonitas como estrelas. E havia 12 persegueiros que na primavera se enchiam de delicadas flores rosas e peroladas e no outono davam frutos fartos. Os pássaros pousavam nas árvores e cantavam tão docemente que as crianças paravam de brincar para ouvi-los. Elas exclamavam umas às outras: "Como somos felizes aqui!" Um dia, o gigante voltou para esse jardim. Ora, onde ele estava? Ele tava fora. Havia 7 anos que ele tinha ido visitar o seu amigo, um ogro da cornoalha e com quem ele ficou lá conversando. Mas e a aqui, olha que interessante, a cornoha, né, ela fica na Inglaterra. Operar Wide, ele é irlandês. Há uma tensão histórica entre os irlandeses e os ingleses. E acho curioso que ele tenha colocado esse ogro como sendo da cor noha e com quem ele acrescenta depois o seguinte: ele ficou lá 7 anos e depois que tinha tinha dito tudo que tinha para dizer, pois sua conversa era limitada, não só do ogro, mas a do próprio gigante, ele deu decidiu retornar ao seu próprio castelo. Quando ele chega no castelo, depois de 7 anos, ele vê as crianças brincando no jardim e ele dá um grito: "O que que vocês estão fazendo aqui? Meu jardim é meu jardim". Qualquer um pode entender isso, até vocês que são crianças. E não permitirei que ninguém brinque nele além de mim mesmo. Ou seja, quer brincar sozinho. Então, que que ele fez? Ele construiu um muro muito alto para que as para que as crianças não acessassem mais o jardim dele, pois ele era um gigante muito egoísta e colocou uma placa com este aviso: "Os invasores serão processados". As crianças que eram pobres agora não tinham onde brincar. Elas tentaram brincar na rua, mas a rua era muito empoerada, cheia de pedras duras. Então elas passaram só quando saíram da escola a rodear o muro assim e se lembrar de como elas foram felizes ali, como elas eram felizes ali. O tempo passa até que um dia chegou a primavera e por todo o país havia pequenas flores e passarinhos em todo canto, só no jardim do gigante egoísta que ainda era inverno. Os pássaros não se davam trabalho de cantar ali, pois não haviam crianças e as árvores se esqueceram de florescer. Certa vez, uma flor espontou na grama, mas ao ver a placa de aviso os invasores serão processados, ficou com tanta pena das crianças que voltou pra terra. E os únicos que ficaram contentes com a ausência das crianças ali foram a neve e a geada. A neve cobriu a grama com seu grande manto branco. A geada pintou todas as árvores de prata. Então a neve a geada convidar o vento norte para ficar com eles e o vento norte veio. Ele disse: "Este é um lugar encantador. Então devemos convidar também o granizo, a neve geada, né? o vento norte, a ventania, agora o granizo e o granizo também veio. E todos os dias, durante 3 horas, granizo caía batendo com forte no telhado do castelo até danificar as telhas, né? Então, o lugar que outrora era cheio de crianças, de flores, de pássaros, de árvores verdejantes, né, de calor, não só eh atmosférico, não só da temperatura, mas calor afetivo, né, calor humano, ele de repente se torna esse lugar onde só tem neve, vento, granizo e geada. O gigante fica olhando para aquilo tudo, esperando a primavera chegar, ela não chega e ele fala assim: "Eu não consigo entender porque que a primavera está demorando tanto", disse o gigante sentado à janela, olhando pro seu jardim frio e branco. Espero que o tempo mude. Hum. Às vezes não é o tempo que tem que mudar, né? Às vezes é a gente. Às vezes a mudança ela não é externa, não é de circunstância, às vezes ela é interna, somos nós. A gente vai ficar esperando o tempo mudar ou a gente a gente mesmo pode promover a mudança em nós que é necessária. Mas a primavera nunca chegou, nem o verão. O outono trouxe frutos dourados a todos os jardins, menos ao jardim do gigante. disse: "Não, o gigante é muito egoísta". Então ali no jardim do gigante era sempre inverno. E o que dançava entre as árvores era o geado e a neve. Certa manhã, o gigante estava deitado acordado na cama quando ouviu uma música encantadora. parecia tão agradável aos seus ouvidos que ele pensou que devia ser os músculos do rei passando por ali. De tão primorosa que era essa canção, mas na verdade era apenas um pequeno pintail cantando do lado de fora da janela, mas fazia tanto tempo que ele não ouviu um pássaro cantar em seu jardim, que ele parecia a música mais bela do mundo, né? a gente eh vai perdendo a sensibilidade, a capacidade de reconhecer algumas coisas quando nós não somos mais expostos a elas, né? E por outro lado também há uma perda da sensibilidade, que a gente chama de dessensibilização, ao que é ruim quando você tem uma exposição excessiva ao que é ruim. No caso é que o gigante, como tinha meses e meses que ele não via nenhum passarinho, que ele não tinha contato com o belo, quando o belo o atravessa, ele não consegue nem reconhecer o belo mais e confunde isso. Mas aí [limpando a garganta] ele pula da cama, né, porque ele tá pensando assim, acho que finalmente a primavera chegou, então ele pula da cama e olha para fora. O que que ele vê pela janela? Ele vê uma cena maravilhosa. Por um pequeno buraco do muro, as crianças tinham conseguido entrar. Estavam sentadas nos galhos das árvores de novo. Em cada árvore que ele podia ver, havia uma criança. E as árvores estavam felizes com o retorno das crianças que se cobriam, cobriram de flores, cobriam de flores e agitavam seus galhos suavemente sobre as cabeças delas. Os pássaros voavam, gorgeavam de alegria. As flores olhavam por entre a grama verde sorrindo. Era uma cena encantadora, exceto por um canto onde ainda era inverno. Então esse gigante que quando volta lá depois de 7 anos, vê as crianças brincando, né, grita com elas, manda fazer muro, agora percebe essas crianças de uma outra forma e fica muito feliz com o que vê, exceto por esse canto onde ainda era inverno, era o canto mais distante do jardim. E lá estava um menininho. Ele era tão pequeno que não conseguia alcançar os galhos da árvore e andava ao redor da árvore chorando muito o sentido. A pobre árvore ainda estava completamente coberta de geado e neve e ela disse curvando seus galhos ao máximo que pôde pro menininho subir. Sobe menino disse a árvore, mas o menino era muito pequeno. E o coração do gigante que tá lá na janela olhando is ele se derreteu ao ver essa cena. Como foi egoísta, disse ele. Agora sei porque a primavera não chegava aqui. Vou colocar aquele menininho em cima da árvore. Depois vou derrubar o muro e meu jardim será o lugar onde as crianças poderão brincar para sempre. Ele estava realmente muito arrependido do que havia feito. Porque ao construir o muro na tentativa na na intenção de privar as crianças da satisfação, ele também foi privado. E ao perceber isso, ele quer jogar o muro por terra. Então ele desceu as escadas na ponta dos pés, abriu a porta da frente bem devagar e saiu para o jardim. Por que que ele tem esse cuidado? Lá no primeiro momento, ele não tem esse cuidado. Ele aborda as crianças de maneira muito violenta. Dessa vez não. Ele toma todo cuidado na abordagem, mas quando as crianças o viram, ficaram tão assustadas que todas fugiram. Ora, ele já havia deixado uma marca, né, negativa. Então, quando a gente também deixa uma marca negativa numa primeira experiência com alguém, é claro que ah ela também vai ficar ressabiada conosco depois, né? Leva um longo caminho para você fazer isso. Então as crianças todas fugiram e no que elas fogem, o jardim inteiro volta a ser inverno. Só o menininho não correu. Por quê? Porque os seus olhos estavam tão cheios de lágrimas que ele não viu o gigante se aproximando. E o gigante se aproximou com cuidada por trás dele para que ele não visse, não fugisse. Pegou o menineu delicadamente na mão e o colocou no alto da árvore que ele estava tentando subir e não conseguia. E a árvore imediatamente se encheu de flores. E os pássaros vieram, cantaram nela. E o menininho estendeu os braços e os passou em volta do pescoço do gigante e o beijou. E as outras crianças, quando viram que o gigante não era mais malvado, voltaram correndo e com elas veio a primavera. O menininho tão agradecido, né, em cima do galho da árvore ali, na altura do pescoço do gigante, o abraço e o beijo em sinal de gratidão. O gigante, então, muito feliz, pega o machado de ruma o muro e diz o seguinte: "Este jardim agora é de vocês, crianças". E assim foi, as pessoas estavam indo ao mercado, né, no meio-dia, encontravam um gigante brincando com as crianças assim no jardim. Um jardim tava mais lindo do que ele jamais fora visto antes. As crianças brincavam lá o dia todo e à noite elas iam até o gigante para se despedir dele, cada um retornar paraa sua casa. O gigante então perguntou: "Onde está o seu amiguinho?" Aquele menininho que eu coloquei na árvore, o gigante? o amava, amava este menininho mais do que a qualquer outro, porque foi pelo menininho que ele havia sido beijado. Não sabemos responder às crianças. Ele foi embora. Então o gigante disse: "Vocês devem dizer a ele para vir aqui amanhã". Mas as crianças não sabiam onde ele morava, nunca o tinham visto antes, então não tiveram como ajudar o gigante com isso. O gigante ficou muito triste. Todas as tardes, quando a escola terminava, as crianças iam brincar com o gigante. Mas o menino, por quem o gigante tinha esse amor, nunca mais foi visto. O gigante era muito gentil com todas as crianças, mas sentia muita falta do seu primeiro amiguinho e frequentemente falava dele. Como eu gostaria de vê-lo, como eu gostaria de vê-lo anos se passaram e o gigante ficou muito velho e fraco. Ele não conseguia mais brincar. Então sentou-se uma enorme poltrona e observava as crianças brincando e admirando o seu jardim. Ele sentava nessa poltrona, ficava olhando a beleza do seu jardim e as crianças brincando nele. Então ele disse: "Eu tenho muitas flores bonitas, mas as crianças são as flores mais bonitas de todas." Numa manhã de inverno, enquanto se vestia, o gigante olhou pela janela. já não odiava o inverno, pois sabia que era apenas a primavera adormecida e que as flores estavam em repouso. Ele sabia que a primavera chegaria, né, que ela despertaria. De repente, ele esfregou os olhos maravilhado e olhou, olhou, era sem dúvida, uma visão maravilhosa. No canto mais afastado do jardim, de novo, o canto mais afastado do jardim, havia uma árvore completamente coberta de lindas flores brancas. Seus galhos eram todos dourados, carregados de frutos prateados. E debaixo desses galhos estava o menininho que o gigante amava. O gigante desceu as escadas correndo cheio de alegria e saiu para o jardim. Ele atravessou a relva apressadamente, aproximou-se da criança e quando chegou bem perto, seu rosto ficou vermelho de raiva. E ele disse, o gigante ficou vermelho de raiva e disse para menininho: "Quem se atreveu a te ferir?" O gigante perguntou isso porque nas palmas das mãos da criança havia marcas de dois pregos e as marcas de dois pregos também estavam nos seus pezinhos. "Quem se atreveu a te ferir?", gritou o gigante. "Diga-me para que eu possa pegar minha grande espada e matá-lo". O menininho respondeu: "Não, não, pois estas são as feridas do amor." "Quem estou?", perguntou o gigante. E um estranho temoro dominou. Então, o gigante se ajoelhou diante da criança e a criança sorriu para o gigante, dizendo-lhe: "Tu me deixaste brincar uma vez no teu jardim". Hoje virás comigo ao meu que é o paraíso. Mais tarde, quando as outras crianças entraram correndo naquela tarde, né, porque isso foi de manhã, encontraram o gigante morto debaixo da árvore, todo coberto de flores brancas. Quanta coisa tem nesse conto, né? E como é surpreendente o fim dele. A primeira vez que eu li esse conto, eu me comovi profundamente. Na hora encaminhei para um amigo meu, que também é leitor assído, também já tinha lido retrato de Doran Grey do Oscar Wide. E ele quando terminou de ler, ele falou a mesma coisa. Eu falei, eu chorei no final dele. Eu falei: "Cara, eu também". Porque isso é de uma sensibilidade espiritual muito grande. E se você ainda conhece um pouquinho da obra da biografia do óspero você entende com que ele tava se debatendo aqui, né? e que como esse amor puro o alcançou e o redimiu com tanta beleza. Vamos pensar um pouquinho antes desse nesses detalhezinhos que o conto tem e que parece que é por acaso, mas olha, para começar ali no início tem 12 pessegueiros. A gente sabe que na escritura 12 é um número das 12 tribos, 12 é o número dos dos apóstolos, né? São 12 apóstolos. Então assim, alguma, eu eu não creio que oscurag tem escolhido esse número a esmo, porque este conto é um conto cheio de referências cristãs. Aliás, há uma deturpação dele em algumas adaptações infantis muito triste. Alguns desenhos, eh, falam que esse menininho, quando a o gigante pergunta: "Quem é você?" Aí o menininho responde: "Eu sou a sua criança interior". é uma deturpação completa da obra, porque isso não consta no texto. E essa é uma abordagem psicologizada da obra, né, falando sobre o trauma, sobre resgatar a criança interior, o que é verdadeiro, tem sua validade, mas não é a intenção da autora aqui, né? Então, essas adaptações que escapam aí do que tem no na origem do texto e na intenção do autor, elas são tristes, na minha opinião, né? Porque as pessoas querem remover a referência cristã porque de repente elas não professam a fé. Então você eh elabore um conto de acordo com a sua fé ou se você quer um conto laico, vamos dizer, para alcançar toda a confissão de fé, toda a expressão de fé, então tem contos assim também. O que não dá para fazer você pegar a obra do autor e deturpar dessa maneira. Na minha opinião, eu acho isso bem complicado, até me colocando também no lugar do autor. Poxa, o cara escreve isso das suas entranhas a partir de uma experiência muito íntima e muito linda que ele tem com Deus. E alguém vem e faz esse apagamento, complicado. Mas aí, eh, o gigante fala: "Eu quero brincar sozinho". Eu acho curioso aqui também o seguinte, né? Porque o amigo dele era um ogro. Você sabe que etimologicamente essa palavra vem de orcos, do latim orcos, que significa o senhor das profundezas, né? Então, a uma das interpretações possíveis aqui é que esse gigante tinha um amigo que era um amigo com espírito ruim, né? E aí, olha que curioso, quando você passa muito exposto a pessoas que te rebaixam e não te elevam, quando você se depara com aquilo que te eleva, que é o que? A pureza da criança, a alegria da criança, a inocência da criança, o desinteresse da criança, você não consegue reconhecer. Mesmo se tiver ali na tua cara, criança brincando no jardim, você não consegue reconhecer. Por quê? Porque você passou muito tempo exposto aquilo que te rebaixa. Então quando te eleva se põ diante de você, você não consegue reconhecer. Isso vale, gente, pra rede social hoje em dia e para uma série de outras coisas. Tome cuidado a com aquilo ao que você está se expondo, né? Outra coisa interessante é assim, quando ele fala: "Ah, eu quero, vou brincar sozinha, ninguém vai brincar além de mim". Eh, a vida fica mais pobre, né? Quando a gente brinca sozinho, é sempre mais interessante quando você brinca com alguém. Por quê? Porque a satisfação ela é sempre mais interessante quando ela é dividida. alegria sempre mais interessante quando ela é partilhada, aí lá depois quando o gigante tá olhando lá o jardim sem entender, né, o que que aconteceu, porque que esse jardim tá frio e tá branco. Eu achei curioso como eh falta uma autocrítica. Ele não percebe o que ele fez. Porque se você for atrelar só o tempo que ele estava fora, ele ficou 7 anos fora. Ah, não, mas é porque ficou 7 anos fora. Ele pensou que talvez o inverno, o primavera não chegasse mais ali, mas a primavera chega em toda a sua vizinhança. E aí ele fica esperando tempo mudar, né? Ele não faz um autor crítico. Poxa, será que eu tenho alguma participação nisso? Nessa estação de sequidão, de aridez, eh, de frio, né? Será que eu tenho alguma participação nisso? A gente precisa se questionar, porque às vezes pode ser que seja só uma questão de da estação mudar, pode ser, mas às vezes a estação não vai mudar, as coisas não vão mudar e aí quem precisa mudar somos nós. Quando a primavera chega, ah, não sei quê, primavera chega não, né? rachador isso. As crianças entram lá pelo um buraquinho no muro. É muito curioso isso, porque se a luz entra por uma rachadura, o que enche a vida de sentido também pode entrar por uma rachadura ou por um buraco. Às vezes a gente olha pra rachadura como se ela fosse só um problema, pro buraco como se ele fosse só um problema. Às vezes é por ali que a luz vai entrar. Às vezes é por ali que um ar fresco vai entrar. Então as frestas, as rachaduras, os buracos, eles são importantes também. Tudo depende como a gente vai olhar para eles, né? Foi através do buraco do muro dele que essas crianças entraram novamente e trouxeram essa alegria. É curioso também como o autor destaca a simbiose entre as crianças e a natureza. Quem tem pet em casa sabe, né, que pet uma relação com bebê, com criança pequenininha, que não consegue se proteger, se defender. Uma relação de guarda é gato defende criança ferozmente, né? Cachorro defende criança ferozmente. Há uma simbiose entre eles que é muito interessante, um reconhecimento da pureza, né? O animal reconhece um humano puro. É bem curioso isso. E aí, eh, outra coisa curiosa que o autor faz é no canto mais distante do jardim, mais estava o menininho, né? É, é sempre nesse canto mais distante, nunca é no centro da coisa, debaixo do holofote, né? Deus é muito discreto. Eu acho que esse holofote ele guardou ali paraa sua segunda vinda, né, pro segundo advento, porque o primeiro foi a sua encarnação. Ah, e ali sim ele será retornará glorificado e no centro ali. Mas quando Deus enviou seu filho para habitar entre nós, foi lá na pequena Belém, não foi na metrópole, Jerusalém, né? Então, essa descrição de Deus de se colocar ali no canto para observar, de buscar aquele que é esquecido, de se importar com quem tá escanteado, né, com quem é o menos aplaudido. Tá todo mundo entretido lá, maravilhado com as belezas e eh esse menininho tá lá com essa arvorezinha escanteada, né? Não, achei curioso isso, que ele tenha escolhido a última arvorezinha para tentar subir nela. Eh, uma coisa que comove o derrete, né, o coração do gigante é o quê? Quando ele olha para fora e vê o desamparo dessa criança, sabe, queridos, tem alguma coisa muito errada conosco, porque nós estamos perdendo a a capacidade de sentir consternação diante de uma criança desamparada. Nós estamos muito quebrados, né? Ah, o efeito da queda sobre nós é uma coisa devastadora e a tendência, quanto mais esses efeitos vão se acumulando, é também a situação só se agravar. É por isso que no final dos tempos o amor de muitos esfriará. Ã, como pode, né? Tem gente que olha hoje para uma criança desamparada, em vez de tentar ajudar a criança, se eu mente completamente ou pior, né? age de maneira totalmente perversa em relação a ela. Esse gigante tinha um coração que ainda se consternava diante do desamparo de uma criança. Graças a Deus por isso, né? E aí ele tenta se aproximar da criança com essa delicadeza que é necessário com que você se aproxime de uma criança. Você não se aproxima de uma criança com aquela grosseria inicial, gritando e afastando. É igual gato. Gato você se aproxima com muita prudência, com muito cuidado. Não é assim, né? Porque senão ele acha que é uma garra e ele vai te ele pode se defender ou ele vai correr ou ele vai te atacar. É por baixo, você faz isso aqui, deixa ele sentir o cheiro. Então assim, eu eu acho curioso demais como é que gato e criança são muito parecidos na forma como você deve abordar, né? E aí o menininho estende os braços para ele, o abraça e e o gigante vai derrubar o muro. Nessa nesse trecho aqui, eu lembrei daquele versículo de Efésios 2, que fala: "Cristo é a nossa paz. de dois povos fez um sol derrubando em sua carne o muro da inimizade que o separava. Eh, quando nós erguemos muros achando que nós estamos só nos beneficiando disso, é importante você lembrar que isso também pode trazer para você algum prejuízo, né? Por isso que Cristo vem para derrubar muros, os muros da inimizade que ele vai falar. E por isso que talvez seja mais interessante a gente se preocupar em construir pontes do que muros, né? Aliás, nesse aspecto aqui, deixa eu fazer uma uma colocação para vocês. Tem gente nas pesquisas que eu fiz, tem gente que aborda esse conto do ponto de vista, ah, que isso é comunismo, tá dizendo que você tem que entregar a propriedade privada. O gigante só é salvo quando ele entrega propriedade para as crianças. Gente, eu respeito quem tem essa leitura, mas eu eu percebo totalmente diferente, porque no início do conto a propriedade do jardim é do gigante. No final do conto, a propriedade do jardim continua sendo dele. Nenhum momento a retirada da propriedade sequer da posse do gigante, né? O que ele faz é ele abre a sua propriedade para que outras pessoas possam desfrutar delas. Então, eh, o que ele aprende é administrar as suas posses, administrar os seus bens, administrar a sua propriedade de maneira que abençoe também o seu entorno. Mas pra gente fazer isso, a gente não precisa renunciar àquilo que é nosso, tá? Então, eh, eu entendo diferente porque eu quando eu escutei isso aqui, falei, gente, mas será que eu li, né? Será que isso me escapou? Fui reler o texto mais duas vezes eu falei: "Não, início, meio e fim, o jardim do gigante, o gigante no seu jardim e o gigante, né?" Então, quando ele falar: "Ah, criança, esse jardim vai ser de vocês para sempre, para elas brincarem, vai ser o local local de vocês se divertirem." Tanto que no final do dia cada um volta paraa sua casa, quem continua dormindo lá é ele, né? Quem continua morando nos jardinanos, depois até ficar velhinho, fraquinho, é ele. Então eu penso que eh esse conto não é uma proposta para você, ele não tá sugerindo que a salvação, vendo o desfazimento da sua propriedade, não, mas que ele tá falando que existe uma forma melhor de você usar o que você tem e você precisa descobrir qual é. Normalmente isso passa por abençoar outra pessoa também, né? Ampliando a fruição do que você tem, eh, dividindo a fruição do que você tem com outras pessoas, mas não entregando propriedade. Não é isso que o texto tá falando adiante, né? Eh, quando diante, o gigante vai falar, você tem esse jardim tem muitas flores bonitas, mas as crianças são as mais bonitas de todas, né? O mais precioso não é passível de posse, né? As flores eram deles, dele, as crianças não eram. Então é na vida normalmente o que é mais bonito, mais belo da vida, não é passivo de posse, né? E o gigante vai percebendo isso aí quando chega o inverno e ele já não odeia mais o inverno, porque ele sabe, olha que lindo isso, já não odiava o inverno, pois sabia que era apenas a primavera adormecida e que as flores estavam em repouso. Lembra de Jó 14? Se envelhecer na terra a sua raiz e no chão morrer o seu tronco, ao cheiro das águas brotará e derá ramos como a planta nova. Quando nós passamos pelos invernos da nossa vida, a gente não precisa olhar para aquilo do ponto de vista só da repulsa. Eu fico impressionada como hoje nós estamos eh com uma percepção muito muito distorcida das dificuldades da vida, como se elas fossem só um problema e como se fosse o fim do mundo e a gente tivesse se livrado daquilo rápido. Não, as dificuldades da vida elas têm flores adormecidas ali. Existem pérolas [limpando a garganta] para ser encontradas nesse mar. Existem tesouros para ser escavados aí nesse terreno da dificuldade do inverno. Então a gente não precisa se apegar ao inverno, falar: "Ah, que delícia, eu quero ficar aqui no inverno para sempre". Não, mas a gente não precisa não quero, não quero, mas por quê? Por quê? Né? E ficar ali sem conseguir observar o contexto, se observar dentro dele e extrair dali riqueza, né? Não vos enganeis, no mundo tereis aflições, mas tem bom ânimo, porque eu venci o mundo. Então, primeiro, se você tá vivendo numa estação difícil, ela não é permanente. Ela é uma estação, como diz o Eclesiaste 3, tudo tem o seu tempo determinado e para todo todo propósito debaixo do céu há um tempo certo, né? Então isso vai passar. Enquanto não passa, que pérola você pode extrair daí? Que flor você pode ver adormecida no meio desses dias, né? Pense sobre isso. Talvez você vai se relacionar com as suas dificuldades de uma outra maneira. você vai aprender com elas eh coisas ali que você não aprenderia em nenhum outro contexto. E é exatamente por isso que Deus permite que a gente passe por algumas coisas, porque ele sabe que nos conhecendo melhor do que nós mesmos nos conhecemos, ele sabe que nós só aprenderemos tal coisa em tal situação. Ã, aí olha só, né? Quando o menininho sobe na árvore, olha que interessante, os frutos são prateados, né? Os galhos eram todos dourados. Por quê, gente? Porque onde Jesus tá, os frutos são diferentes. Onde o Espírito de Deus habita, os frutos são diferentes. O autor deixa isso aqui marcado, né? E aí quando ele chega perto da criança, esse gigante, olha como é que é a questão do temperamento aqui, que é interessante, porque assim, nós vamos ser profundamente transformados eh na maneira como nós manejamos o nosso temperamento. Mas temperamento é uma coisa que Deus nos deu, nós nascemos com ele. Então você pega um Pedro, um Paulo, né, um João, cada um tem um temperamento ali, um Jeremias, um Isaías, um Jacó, mas o cad um temperamento, tem um temperamento. E a conversão não promove o apagamento do temperamento, não. Por quê? Porque se Deus nos fez assim, porque ele tem um lugar para nós no reino dele. Tem um propósito para nós com esse temperamento dentro do reino dele. Certas coisas só quem tem temperamento a pode fazer, consegue fazer, quer fazer, se alegra fazendo certas coisas. Só quem tem um temperamento B. Por isso que o evangelho, a conversão, ela não promove a pagar em temperamento. O que ela faz é promover o ajuste, o manejo, né? ajuda a gente nos ensina assim a a relação com Deus, a presença do Espírito de Deus, você focar em Cristo, você aprende a calibrar todas as coisas na sua vida, tendo Cristo como referência, inclusive o seu temperamento. Mas é uma calibragem, não é um apagamento. Aí esse gigante, porque anos se passaram, ele tá velho e tá fraco. E ele que era super irracível, lembra? começa lá gritando, tal, afastando todo mundo e quebrando tudo e fazendo muro, construindo muro, né? Lá quebrando, passando lá por algumas partes do jardim, construindo muro. Esse gigante que depois durante o o conto se torna dócil, lembra o autor vai dizer, ele era gentil com todas as crianças, que ele se torna dócil, ó o temperamento dele subindo de novo, né? Ele volta vermelho de raiva e ele não pergunta assim: "O que que aconteceu?" Eh, só quer saber quem é que te feriu, porque na palma da criança e no pezinho da criança tinha as marcas ali dos pregos, né? H, veja aqui, por mais que esse temperamento tenha subido, é muito curioso, porque antes esse temperamento apareceu lá no início, essa ira apareceu no início para atacar as crianças. a que essa ira sobe para defender uma criança. O que eu quero dizer é que isso que você tá vendo aí como ai é um defeito e você eh passa a nem gostar de você porque você acha que isso é só um defeito. Talvez isso seja só uma característica e depende do que você vai fazer com ela. Pode ser ruim ou bom, pode ser saudável ou insalubre, né? Então veja, se for uma uma resposta irracível para atacar uma criança, é um grande problema. For uma respostaível para defender uma criança pode ser uma grande solução. Será que diante de uma criança com sinais de tortura a resposta não tenha que ser essa mesmo, essa ira, né? Ele poderia chegar e falar o que que aconteceu. Poderia também, mas eh vou vou usar um exemplo bem concreto aqui. Você tem filho, né? Teu filho chega com marcas de tortura em casa. Você quer saber quem fez? Primeira pergunta que você vai fazer é essa mesmo. Você quer saber quem fez? Porque experimentando esse amor tão profundo com cada fibra do seu corpo, você quer saber quem fez, você quer justiça. Então, ã, é muito curioso que o autor faça. Resposta será sívil para atacar uma criança no início, uma resposta será sí para defender essa criança. acontece que exatamente neste caso, né, em que o gigante quer matar quem feriu essa criança, essa criança diz não, pois essas são, pois estas são as feridas do amor, desse amor sacrificial abnegado. Lembra quando Cristo fala assim: "A minha vida ninguém tira de mim, eu mesmo a dou". Então, é desse amor que se entrega para que o outro seja salvo. E aí há uma grande confusão, né? Porque as pessoas acham que eh esse amor é só você então permitir abusos e excesso dos outros. Não é por aí. A gente não tem tempo aqui para falar sobre isso, nem é o alvo dessa live. Mas para entender o amor de Cristo, você precisa olhar pra Bíblia toda. Esse amor também traz marca de justiça, traz marca de limite, claro, limites claros. Jesus olha, olha o jovem rico e deixa aí o pai que não vai atrás do filho pródigo, né? Então assim, tem limites claros, tá? A gente não tá falando de você ficar numa posição passiva ali nutrindo o abuso do outro, né? nutrindo a perversidade do outro. O amor abnegado de Cristo não é para nutrir a maldade no outro. Exatamente o contrário. É para redimi-lo dela. Se o seu amor não promove, se a sua obnegação não promove, seu amor abnegado não promove redenção da maldade que há no outro, pelo contrário, só a nutre tá escapando do que é o amor crístico. No fim, eh, o que fica como grande lição pra gente aqui nesse conto, esse final é muito lindo. Tu me deixaste brincar uma vez no teu jardim, onde viraste comigo ao meu, que é o paraíso. Hum. Sempre que você abre a sua casa, o seu jardim, tomara que teu coração seja um jardim onde você deixe Deus habitar e e brincar e ter prazer e contentamento no seu coração, porque ninguém tem mais para dar, mais para abençoar do que o próprio Jesus, né? tudo que você dá para ele e curioso como a recompensa. Mesmo que você não faça isso, esse intuito, né? Vou dar para ganhar, não. Eu dou exatamente porque eu já ganhei. É curioso como ainda assim ele vem e te recompensa com aquilo que nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou no coração do homem aquilo que Deus tem preparado para aqueles que o amam, sabe? Eh, leitor querido, leitora querida, a sua maior necessidade não é de uma casa com jardim. Ter casa é muito importante, ter moradia é muito importante, ter condição de se locomover, carro, bicicleta, acesso a metrô é muito importante ter vestimenta é muito importante. Então, ter as coisas que conferem a você a dignidade, né, para uma sobrevivência mínima, eh, isso é muito importante. Ter um mínimo para uma sobrevivência digna, isso é muito importante. Mas a maior maior necessidade do coração humano é de redenção. Por isso que isto é a coisa mais importante que tá acontecendo no mundo neste momento. Se não fosse assim, gente que mora em mansão, tem 10 carros milionários na garagem, não tentava contra a própria vida, não experimentava tanto sofrimento existencial, tanto transtorno, né? A gente sabe de novo, não, a gente não tá eh sublimando a importância de você ter dignidade, moradia, dignidade, não é isso. A gente só tá dizendo que isso é muito importante, mas existe algo que é mais importante do que isso, que é a redenção do coração humano pelo amor salvífico de Cristo. Esse gigante experimenta essa redenção quando ele recebe uma resposta amorosa, quando o menino beija, por que que ele fica tão apegado à aquela criança? Será que foi o primeiro beijo que esse gigante recebeu? Será que foi a primeira resposta amorosa que ele experimentou? né? A experiência amorosa, ela é a via da redenção do coração. Ninguém se converte a Jesus porque lê um artigo científico, teológico, ou porque participou lá de um debate que não sei o quê, né? ou porque o fulano eh falou, cantou bonito e ensinou bonito. A redenção do coração do homem vem pela experiência amorosa com Jesus Cristo de Nazaré. E isso é que a gente precisa muito mais antes de qualquer outra coisa. A gente vai escutar agora a Belia dela com conto também. Eu só quero finalizar dizendo para você que eh eu desejo para você uma casa com jardim, mas antes disso eu desejo para você um coração que seja um jardim onde Cristo possa habitar e onde ele encontre uma grande satisfação para passar muito tempo com você. Porque se você tiver um coração que é um jardim, pode ser que você não chegue a ter uma casa com jardim, mas isso não te impedirá de ver uma vida plena, cheia de propósito, de sentido, experimentando muita satisfação onde for que você estiver, casa, apartamento, próprio, alugado, né? Eu acho que um coração que seja jardim para Cristo vai te trazer muito mais benefício do que passar vida inteira correndo atrás de uma casa com jardim. De novo, se a casa com jardim vier, maravilha. Mas se não vier e você tiver um coração que é um jardim, suspeita que ela não vai te fazer falta. Deus te abençoe. >> Amém. >> Diga, Belzinha, como é que foi sua experiência com esse esse canto? foi demais, porque é um conto curtinho e que fala demais, né? Transmite várias lições, né, profundas, né, humanas, espirituais, né? Então, foi muito legal. Na minha opinião, a principal é o que que o egoísmo endurece o coração, né? Impede a alegria enquanto amor, a generosidade, eu tô lendo, tá, gente, que eu escrevi tudo isso. [suspirando] E o acolhimento trazem vida e transformação, né? Enquanto o gigante expulsa as crianças e mantém seu jardim só para si, a primavera nunca chega, né? Apenas o inverno permanece. Quando ele se arrepende, derruba o muro e abre o jardim para as crianças. A primavera volta imediatamente. É assim na nossa vida, não é? O verdadeiro arrependimento produz mudanças de atitude. O gigante não apenas reconhece seu erro, mas age de forma diferente. Também é assim na nossa vida, né? Quando a gente é transformado, né? pelo amor de Cristo. As crianças eram inocentes, né? E mas elas traziam alegria, né? Vida para aquele gigante, né? Para aquele jardim, né? E o gigante percebe que elas eram as flores mais belas do jardim. Eh, outra coisa é que o menino, né, com as marcas nas mãos e nos pés estava representando Jesus, né? as feridas da crucificação. Ele convida o gigante para o jardim dele, né? Que o gigante um dia deixou o menino ir naquele jardim, né? Isso mostra quanta misericórdia, né? Amor e o que o e que a que a transformação conduz, né? O a vida eterna, né? O que faz com o coração. Então, a uma há uma há mais felicidade em dar do que em receber, né? Quem não ama permanece na morte. Jesus falou, né? deixe vir as minhas criancinhas, né? Então, em resumo, né, o que um coração fechado pelo egoísmo vive em um inverno espiritual, um coração aberto ao amor, ao arrependimento e o amor ao próximo experimenta a verdadeira primavera e a graça de Deus, né? Então é isso, eu foi uma um conto que me emocionou muito, né, e que fala de amizade também, né, aquela amizade entre uma criança e aquele homem, né, como a Rina mencionou, que será que foi o primeiro beijo que ele recebeu ou o único beijo que ele recebeu e quanta sinceridade, né, e quanta pureza há nisso, né, de como o que o que pode transformar. Eu penso também que o seu bom dia, a sua gentileza, a sua generosidade pode transformar a vida de uma pessoa. Nossa. Amém, Bel. Pode sim, né? E quanto mais espontâneo isso, mais desinteressado, porque o menininho passa os bracinhos no pescoço dele, o beija ali, né, de uma maneira totalmente espontânea e e só para agradecer mesmo que o gigante colocou em cima da árvore, de maneira desinteressada, sem prospectar nada, né, puro mesmo. Eh, Abel falou uma coisa interessante também, que ele se arrependeu verdadeiramente e isso se prova pelas ações, >> porque ele experimenta o arrependimento e ele vai derrubar o muro que separava >> ele das pessoas, né? O arrependimento verdadeiro não é algo que é só discursado, ele é algo que é praticado mesmo. e a sua sensibilidade ao conto, Bel? Eu acho, eu acho que esse conto, vou dizer uma coisa aqui que talvez alguém discorde de mim, mas eu vou falar. Eu acho que esse conto é um dos indicadores assim da espiritualidade de uma pessoa, porque ah, tem gente que lê esse conto e não tá não não sei como é que tá a espiritualidade dela, o momento dela que ela não isso não a não a alcança, não a toca, porque é eu não quero falar, eu eu falei que eu não ia falar isso assim, deixa eu tentar me organizar porque esse conto mexeu muito. muito comigo essa emoção que você tá tendo aí e você já leu, já releu, leu de novo. E esse conto nos comove porque eh tudo que você ama você quer cuidar. >> Uhum. >> E para você saber se alguém te ama mesmo, observe quanto de cuidado ele dedica a você. Não tem como você ler esse conto no final e não ser revolvido, revirado por um desejo de cuidar de Cristo, de cuidar da Ah, mas Deus não precisa de cuidado. Eu sei que não, mas eu não tô falando da necessidade de Deus, eu tô falando do desejo de cuidar dele como expressão de um amor verdadeiro e muito profundo por ele. Exatamente. Tem que ser assim mesmo, porque por isso que Jesus quando vai falar com Pedro, Pedro, tu me amas, né? Então Jesus fala: "Cuida das minhas ovelhas. Você não vai poder cuidar de mim, Pedro, porque eu tenho tudo. Eu sou tudo. Sou eu que cuido de você. Mas se você tem esse desejo, é natural que você o tenha, porque quem tem amor pelo outro se dedica a cuidar do outro. Como é que você vai cuidar de mim? Então, cuidando das minhas ovelhas. Vá apacentar as minhas ovelhas. Vá servir na igreja. Uma forma de cuidar de Deus, gente, é cuidando dos dele. Observe uma pessoa, o carro que ela ama, ela cuida, ela lava, ela faz polimento. Ó, mulher, a bolsa que ela ama, ela guarda lá no saquinho, né? Ela nos joga de qualquer jeito. Isso vale paraa coisa quanto mais vale pra gente. Por que que mães e pais são enlouquecidos com seus filhos pequenos, né? Porque a aquela criança depende do cuidado, totalmente do cuidado. Casais, amor conjugal, você nota que casais que tem uma conjugalidade muito forte são casais onde um cuida do outro. nos mínimos detalhe detalhes com muita atenção, né? Então, eh eh esse conto assim quando eu terminei de lê-lo, é que esse sentimento de querer cuidar de Deus, ele me visita tem muitos desde que eu me converti. Acho que é por isso que a gente serve, né, Bel? Na igreja a gente tá >> a gente quer cuidar de Deus, né? E o que que a gente faz? Deus não estando aqui em carne oso como esteve Jesus esteve, porque quem foi contemporâneo de Cristo pôde cuidar dele. Que coisa linda, né? Pôde ungir os pés dele, como a a Maria fez, ele poôde providenciar lá o jumentinho que ele precisou, poôde oferecer a ceia, né? Mas nós não podemos fazer isso porque fisicamente no corpo humano ele não está mais conosco, mas os dele estão. Então a gente pode cuidar dele. E aí esse conto ele ele encostou nesse lugar de novo, que para mim é um lugar muito eh sagrado, em que eu realmente sinto eh quando eu li, eu falei: "Meu coração quebrou >> quando eu terminei de ler esse conto." Meu coração tava partido em mil pedaços, porque a minha vontade mais profunda era de pegar essa criança e botar no colo e e e berjar essas marcas que ela traz na mão e que ela traz no pé e cuidar dela. Então, eh, a minha oração é para que você seja visitado por Deus, como Abel foi, né, na na experiência dela. >> Eh, eu, pela graça de Deus, também fui meu amigo também. É porque, ah, é mulher, mulher que no meu amigo é um homem, é homem experimentado, treinado, já que lida com a capelania, sabe, com a finitude da vida todos os dias. Ele falou: "Eu chorei lendo esse conto". Então, que Deus te visite dessa maneira graciosa e misericordiosa também, a fim de te revelar quais são os muros que você precisa derrubar, né? para que você faça do seu coraç do seu coração, um jardim onde ele possa habitar e vocês possam desfrutar um do outro. Muito obrigada, viu, Bel, pela sua companhia. >> Muito obrigada, pessoal. Muito bom. Guardamos vocês aqui novamente no final do mês. Sempre um prazer estar aqui, compartilhar esses momentos de aprendizado. Boa leitura para vocês, >> queridos leitores. Muito obrigada. Um grande abraço a todos. Deus os abençoe. Obrigada, Bel. Um beijo.