Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Obra: O Gigante Egoísta | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa

Obra: O Gigante Egoísta | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa

Obra: O Gigante Egoísta | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa

Comunidade Saudável. Cidade melhor!

Contribua para os projetos IBNU:
Chave PIX (CNPJ): 08.802.770/0001-60
Banco Bradesco
Ag. 1445-1
CC. 35400-7

Contribua

Conheça mais:
contato@ibnu.com.br

Home

Siga-nos:
/ ibnusaopaulo
/ ibnusp

Legendas automáticas:

Olha,
não tem contador, [música] já começou.
Oi, เฮ
[música]
เฮ
[música]
>> [música]
[música]
>> Olá, sejam todos muito bem-vindos a mais
uma live. Hoje nós vamos falar de um
conto muito interessante, eh, o gigante
egoísta. Então, não vamos ser egoístas
para e vamos compartilhar com vocês essa
história que é muito interessante do
Oscar Wind.
Eh, tem muitas lições aí pra gente
aprender. No final eu digo o que eu
achei, Rina. Então, vamos lá. Tudo bem,
Rina?
Oi, Belzinha, tudo bem? Oi, querido
leitor, você que tá aí conosco em mais
essa live do Ler para Crer, o Clube do
livro da IBNU. Sejam todos muito
bem-vindos.
E como a Bel disse, né, esse conto do
Ócar Wá, o gigante egoísta é um conto
muito precioso e surpreendente,
porque como ele se apresenta ali eh numa
literatura que a gente chama de infanto
juvenil, né, as pessoas categorizam
dessa forma. Por quê? Porque lida com
mitologia, né? A a figura do ogro, que é
do folclore europeu, porque lida com
crianças brincando no jardim? Porque tem
alegorias? Porque tem antropomorfismos?
O que que significa isso? É quando eu
confiro a um ser inanimado como um
vento, por exemplo, ou ajeada ou a neve,
como a gente vai ver, atributos que são
humanos, né? Eu pessoal essas coisas.
Então, por todas essas razões, esse
conto que é tão curtinho, você vai
encontrá-lo sempre em edições muito
coloridas, muito ilustradas, como é um
conto que já tá em domínio público,
porque o Oscar Wide morreu em 1900, né?
O domínio público dura 70 anos aí após a
morte do autor. Já tem muito tempo que
tá em domínio público e tem várias
várias várias várias edições, todas
muito coloridas, como eu acabei de
falar, por essas razões. Agora, apesar
disso, a gente começa lendo esse texto
assim de uma maneira mais
displicente, né, para não dizer
arrogante, [risadas]
e você se surpreende muito.
Tanto que normalmente aqui no ler para
crer, nós eh antecipamos os eventos do
texto. Eh, tem spoiler, a gente avisa
que vai ter spoiler, a gente não lê, né,
por uma questão de tempo, que na maioria
das vezes os textos são bem maiores. Eh,
e outras vezes por uma questão de de
estrutura do texto, né? O que que
acontece? Esse quanto por ser curto, a
gente consegue ler pelo tamanho, mas
também pela estrutura. Eu acho
importante a gente ler porque tem uma
coisa que se chama catarse. Catarse é
aquele ápice
onde o leitor eh sente ali uma depuração
das suas emoções. As suas emoções
transbordam, são depuradas. Então é o
pico da obra. Você tem catar-se também
eh no cinema, no teatro e na literatura.
O Ó Oscar Wide consegue fazer aqui uma
uma construção para chegar nessa cate.
Por isso vale a pena a gente ler. Eh, em
terceiro lugar, porque é um conto que
fala sobre aquilo
que está acontecendo de mais importante
no mundo neste momento.
Tô me referindo às guerras geopolíticas,
as disputas econômicas,
as catástrofes naturais, embora tudo
isso seja bastante relevante, mas aquilo
que tá acontecendo neste momento de mais
importante no mundo é a redenção.
E esse é um conto sobre redenção.
Vamos lá. Me acompanhe, por favor. Esse
conto foi publicado em 1888,
né, e 12 anos antes do Oscar morrer.
Para quem conhece o autor, sabe que o
autor tem uma biografia conturbada,
eh, mas extremamente rica. Eu não não
penso que a biografia dele
seja muito diferente
das personagens bíblicas, né, no sentido
de que todos foram muito imperfeitos e
Deus os usou a si mesmo, porque ele usa
as coisas loucas do mundo para
envergonhar as sábias, né? Então, eh, um
homem que escreveu coisas muito
preciosas, como o retrato de Doran Grey,
também excelente, não é um conto, né?
Ah, mas eh é excelente, um romance
excelente, um romance, uma novela, tem
uma discussões na categorização, mas
enfim, não é um conto. Então, vamos lá.
Esse conto, gigante egoísta, começa
assim. Todas as tardes,
quando voltavam da escola, as crianças
costumavam ir brincar no jardim do
gigante. Era um jardim lindo, grande,
com grama verde, macia. E aqui, ali,
sobre a grama, apareciam flores tão
bonitas como estrelas. E havia 12
persegueiros que na primavera se enchiam
de delicadas flores rosas e peroladas e
no outono davam frutos fartos. Os
pássaros pousavam nas árvores e cantavam
tão docemente que as crianças paravam de
brincar para ouvi-los. Elas exclamavam
umas às outras: "Como somos felizes
aqui!"
Um dia,
o gigante voltou para esse jardim. Ora,
onde ele estava? Ele tava fora. Havia 7
anos que ele tinha ido visitar o seu
amigo, um ogro da cornoalha e com quem
ele ficou lá conversando. Mas e a aqui,
olha que interessante, a cornoha, né,
ela fica na Inglaterra. Operar Wide, ele
é irlandês. Há uma tensão histórica
entre os irlandeses e os ingleses. E
acho curioso que ele tenha colocado esse
ogro como sendo da cor noha e com quem
ele acrescenta depois o seguinte: ele
ficou lá 7 anos e depois que tinha tinha
dito tudo que tinha para dizer, pois sua
conversa era limitada, não só do ogro,
mas a do próprio gigante, ele deu
decidiu retornar ao seu próprio castelo.
Quando ele chega no castelo, depois de 7
anos, ele vê as crianças brincando no
jardim e ele dá um grito: "O que que
vocês estão fazendo aqui? Meu jardim é
meu jardim". Qualquer um pode entender
isso, até vocês que são crianças. E não
permitirei que ninguém
brinque nele além de mim mesmo. Ou seja,
quer brincar sozinho.
Então, que que ele fez? Ele construiu um
muro muito alto para que as para que as
crianças não acessassem mais o jardim
dele, pois ele era um gigante muito
egoísta e colocou uma placa com este
aviso: "Os invasores serão processados".
As crianças que eram pobres agora não
tinham onde brincar. Elas tentaram
brincar na rua, mas a rua era muito
empoerada, cheia de pedras duras.
Então elas passaram só quando saíram da
escola a rodear o muro assim e se
lembrar de como elas foram felizes ali,
como elas eram felizes ali. O tempo
passa até que um dia chegou a primavera
e por todo o país havia pequenas flores
e passarinhos em todo canto, só no
jardim do gigante egoísta que ainda era
inverno. Os pássaros não se davam
trabalho de cantar ali, pois não haviam
crianças e as árvores se esqueceram de
florescer.
Certa vez, uma flor espontou na grama,
mas ao ver a placa de aviso os invasores
serão processados, ficou com tanta pena
das crianças que voltou pra terra. E os
únicos que ficaram contentes com a
ausência das crianças ali foram a neve e
a geada.
A neve cobriu a grama com seu grande
manto branco. A geada pintou todas as
árvores de prata. Então a neve a geada
convidar o vento norte para ficar com
eles e o vento norte veio. Ele disse:
"Este é um lugar encantador. Então
devemos convidar também o granizo, a
neve geada, né? o vento norte, a
ventania, agora o granizo e o granizo
também veio. E todos os dias, durante 3
horas, granizo caía batendo com forte no
telhado do castelo até danificar as
telhas, né? Então, o lugar que outrora
era cheio de crianças, de flores, de
pássaros, de árvores verdejantes, né, de
calor, não só eh atmosférico, não só da
temperatura, mas calor afetivo, né,
calor humano, ele de repente se torna
esse lugar onde só tem neve, vento,
granizo e geada.
O gigante fica olhando para aquilo tudo,
esperando a primavera chegar, ela não
chega e ele fala assim: "Eu não consigo
entender porque que a primavera está
demorando tanto", disse o gigante
sentado à janela, olhando pro seu jardim
frio e branco. Espero que o tempo mude.
Hum. Às vezes não é o tempo que tem que
mudar, né? Às vezes é a gente. Às vezes
a mudança ela não é externa, não é de
circunstância, às vezes ela é interna,
somos nós. A gente vai ficar esperando o
tempo mudar ou a gente a gente mesmo
pode promover a mudança em nós que é
necessária. Mas a primavera nunca
chegou, nem o verão. O outono trouxe
frutos dourados a todos os jardins,
menos ao jardim do gigante.
disse: "Não, o gigante é muito egoísta".
Então ali no jardim do gigante era
sempre inverno. E o que dançava entre as
árvores era o geado e a neve. Certa
manhã, o gigante estava deitado acordado
na cama quando ouviu uma música
encantadora.
parecia tão agradável aos seus ouvidos
que ele pensou que devia ser os músculos
do rei passando por ali. De tão
primorosa que era essa canção, mas na
verdade era apenas um pequeno pintail
cantando do lado de fora da janela, mas
fazia tanto tempo que ele não ouviu um
pássaro cantar em seu jardim, que ele
parecia a música mais bela do mundo, né?
a gente eh vai perdendo
a sensibilidade, a capacidade de
reconhecer algumas coisas quando nós não
somos mais expostos a elas, né? E por
outro lado também há uma
perda da sensibilidade, que a gente
chama de dessensibilização,
ao que é ruim quando você tem uma
exposição excessiva ao que é ruim. No
caso é que o gigante, como tinha meses e
meses que ele não via nenhum passarinho,
que ele não tinha contato com o belo,
quando o belo o atravessa, ele não
consegue nem reconhecer o belo mais e
confunde isso. Mas aí
[limpando a garganta]
ele pula da cama, né, porque ele tá
pensando assim, acho que finalmente a
primavera chegou, então ele pula da cama
e olha para fora. O que que ele vê pela
janela? Ele vê uma cena maravilhosa.
Por um pequeno buraco do muro, as
crianças tinham conseguido entrar.
Estavam sentadas nos galhos das árvores
de novo. Em cada árvore que ele podia
ver, havia uma criança. E as árvores
estavam felizes com o retorno das
crianças que se cobriam, cobriram de
flores, cobriam de flores e agitavam
seus galhos suavemente sobre as cabeças
delas. Os pássaros voavam, gorgeavam de
alegria. As flores olhavam por entre a
grama verde sorrindo. Era uma cena
encantadora, exceto
por um canto onde ainda era inverno.
Então esse gigante
que quando volta lá depois de 7 anos, vê
as crianças brincando, né, grita com
elas, manda fazer muro, agora percebe
essas crianças de uma outra forma e fica
muito feliz com o que vê, exceto por
esse canto onde ainda era inverno, era o
canto mais distante do jardim. E lá
estava um menininho.
Ele era tão pequeno que não conseguia
alcançar os galhos da árvore e andava ao
redor da árvore chorando muito o
sentido. A pobre árvore ainda estava
completamente coberta de geado e neve e
ela disse curvando seus galhos ao máximo
que pôde pro menininho subir. Sobe
menino disse a árvore, mas o menino era
muito pequeno. E o coração do gigante
que tá lá na janela olhando is ele se
derreteu
ao ver essa cena. Como foi egoísta,
disse ele. Agora sei porque a primavera
não chegava aqui. Vou colocar aquele
menininho em cima da árvore. Depois vou
derrubar o muro e meu jardim será o
lugar onde as crianças poderão brincar
para sempre.
Ele estava realmente muito arrependido
do que havia feito.
Porque ao construir o muro na tentativa
na na
intenção de privar as crianças da
satisfação,
ele também foi privado. E ao perceber
isso, ele quer jogar o muro por terra.
Então ele desceu as escadas na ponta dos
pés, abriu a porta da frente bem devagar
e saiu para o jardim. Por que que ele
tem esse cuidado? Lá no primeiro
momento, ele não tem esse cuidado. Ele
aborda as crianças de maneira muito
violenta. Dessa vez não. Ele toma todo
cuidado na abordagem, mas quando as
crianças o viram, ficaram tão assustadas
que todas fugiram. Ora, ele já havia
deixado uma marca,
né, negativa. Então, quando a gente
também deixa uma marca negativa numa
primeira experiência com alguém, é claro
que ah ela também vai ficar ressabiada
conosco depois, né? Leva um longo
caminho para você fazer isso.
Então as crianças todas fugiram e no que
elas fogem, o jardim inteiro volta a ser
inverno. Só o menininho não correu. Por
quê? Porque os seus olhos estavam tão
cheios de lágrimas que ele não viu o
gigante se aproximando.
E o gigante se aproximou com cuidada por
trás dele para que ele não visse, não
fugisse. Pegou o menineu delicadamente
na mão e o colocou no alto da árvore que
ele estava tentando subir e não
conseguia. E a árvore imediatamente se
encheu de flores. E os pássaros vieram,
cantaram nela. E o menininho estendeu os
braços e os passou em volta do pescoço
do gigante e o beijou.
E as outras crianças, quando viram que o
gigante não era mais malvado, voltaram
correndo e com elas veio a primavera. O
menininho tão agradecido, né, em cima do
galho da árvore ali, na altura do
pescoço do gigante, o abraço e o beijo
em sinal de gratidão. O gigante, então,
muito feliz,
pega o machado de ruma o muro e diz o
seguinte: "Este jardim agora é de vocês,
crianças".
E assim foi, as pessoas estavam indo ao
mercado, né, no meio-dia, encontravam um
gigante brincando com as crianças assim
no jardim. Um jardim tava mais lindo do
que ele jamais fora visto antes. As
crianças brincavam lá o dia todo e à
noite elas iam até o gigante para se
despedir dele, cada um retornar paraa
sua casa.
O gigante então perguntou: "Onde está o
seu amiguinho?" Aquele menininho que eu
coloquei na árvore, o gigante? o amava,
amava este menininho mais do que a
qualquer outro, porque foi pelo
menininho que ele havia sido beijado.
Não sabemos responder às crianças. Ele
foi embora.
Então o gigante disse: "Vocês devem
dizer a ele para vir aqui amanhã".
Mas as crianças não sabiam onde ele
morava, nunca o tinham visto antes,
então não tiveram como ajudar o gigante
com isso. O gigante ficou muito triste.
Todas as tardes, quando a escola
terminava, as crianças iam brincar com o
gigante. Mas o menino, por quem o
gigante tinha esse amor, nunca mais foi
visto.
O gigante era muito gentil com todas as
crianças, mas sentia muita falta do seu
primeiro amiguinho e frequentemente
falava dele. Como eu gostaria de vê-lo,
como eu gostaria de vê-lo anos se
passaram e o gigante ficou muito velho e
fraco. Ele não conseguia mais brincar.
Então sentou-se uma enorme poltrona e
observava as crianças brincando e
admirando o seu jardim.
Ele sentava nessa poltrona, ficava
olhando a beleza do seu jardim e as
crianças brincando nele. Então ele
disse: "Eu tenho muitas flores bonitas,
mas as crianças são as flores mais
bonitas de todas."
Numa manhã de inverno, enquanto se
vestia, o gigante olhou pela janela. já
não odiava o inverno, pois sabia que era
apenas a primavera adormecida e que as
flores estavam em repouso.
Ele sabia que a primavera chegaria, né,
que ela despertaria.
De repente, ele esfregou os olhos
maravilhado e olhou, olhou, era sem
dúvida, uma visão maravilhosa. No canto
mais afastado do jardim, de novo, o
canto mais afastado do jardim, havia uma
árvore completamente coberta de lindas
flores brancas. Seus galhos eram todos
dourados, carregados de frutos
prateados. E debaixo desses galhos
estava o menininho que o gigante amava.
O gigante desceu as escadas correndo
cheio de alegria e saiu para o jardim.
Ele atravessou a relva apressadamente,
aproximou-se da criança e quando chegou
bem perto, seu rosto ficou vermelho de
raiva. E ele disse, o gigante ficou
vermelho de raiva e disse para
menininho:
"Quem se atreveu a te ferir?"
O gigante perguntou isso porque nas
palmas das mãos da criança havia marcas
de dois pregos e as marcas de dois
pregos também estavam nos seus pezinhos.
"Quem se atreveu a te ferir?", gritou o
gigante. "Diga-me para que eu possa
pegar minha grande espada e matá-lo".
O menininho respondeu: "Não, não,
pois estas são as feridas do amor."
"Quem estou?", perguntou o gigante. E um
estranho temoro dominou.
Então, o gigante se ajoelhou diante da
criança
e a criança sorriu para o gigante,
dizendo-lhe:
"Tu me deixaste brincar uma vez no teu
jardim".
Hoje virás comigo ao meu que é o
paraíso.
Mais tarde, quando as outras crianças
entraram correndo naquela tarde, né,
porque isso foi de manhã, encontraram o
gigante morto debaixo da árvore, todo
coberto de flores brancas.
Quanta coisa tem nesse conto, né? E como
é
surpreendente o fim dele. A primeira vez
que eu li esse conto, eu me comovi
profundamente.
Na hora encaminhei para um amigo meu,
que também é leitor assído, também já
tinha lido retrato de Doran Grey do
Oscar Wide. E ele quando terminou de
ler, ele falou a mesma coisa. Eu falei,
eu chorei no final dele. Eu falei:
"Cara, eu também".
Porque isso é de uma
sensibilidade espiritual muito grande. E
se você ainda conhece um pouquinho da
obra da biografia do óspero você entende
com que ele tava se debatendo aqui, né?
e que como esse amor puro
o alcançou e o redimiu
com tanta beleza. Vamos pensar um
pouquinho antes desse nesses
detalhezinhos que o conto tem e que
parece que é por acaso, mas olha, para
começar ali no início tem 12
pessegueiros.
A gente sabe que na escritura 12 é um
número das 12 tribos, 12 é o número dos
dos
apóstolos, né? São 12 apóstolos. Então
assim, alguma, eu eu não creio que
oscurag tem escolhido esse número a
esmo, porque este conto é um conto cheio
de referências cristãs. Aliás, há uma
deturpação dele em algumas adaptações
infantis muito triste. Alguns desenhos,
eh, falam que esse menininho, quando a o
gigante pergunta: "Quem é você?" Aí o
menininho responde: "Eu sou a sua
criança interior". é uma deturpação
completa da obra, porque isso não consta
no texto. E essa é uma abordagem
psicologizada da obra, né, falando sobre
o trauma, sobre resgatar a criança
interior, o que é verdadeiro, tem sua
validade, mas não é a intenção da autora
aqui, né? Então, essas adaptações que
escapam aí do que tem no na origem do
texto e na intenção do autor, elas são
tristes, na minha opinião, né? Porque as
pessoas querem remover a referência
cristã porque de repente elas não
professam a fé. Então você eh elabore um
conto de acordo com a sua fé ou se você
quer um conto laico, vamos dizer, para
alcançar toda a confissão de fé, toda a
expressão de fé, então tem contos assim
também. O que não dá para fazer você
pegar a obra do autor e deturpar dessa
maneira. Na minha opinião, eu acho isso
bem complicado, até me colocando também
no lugar do autor. Poxa, o cara escreve
isso das suas entranhas a partir de uma
experiência muito íntima e muito linda
que ele tem com Deus. E alguém vem e faz
esse apagamento, complicado. Mas aí, eh,
o gigante fala: "Eu quero brincar
sozinho". Eu acho curioso aqui também o
seguinte, né? Porque o amigo dele era um
ogro. Você sabe que etimologicamente
essa palavra vem de orcos, do latim
orcos, que significa o senhor das
profundezas, né? Então, a uma das
interpretações possíveis aqui é que esse
gigante tinha um amigo que era um amigo
com espírito ruim, né?
E aí, olha que curioso, quando você
passa muito exposto a pessoas que te
rebaixam e não te elevam, quando você se
depara com aquilo que te eleva, que é o
que? A pureza da criança, a alegria da
criança, a inocência da criança, o
desinteresse da criança, você não
consegue reconhecer.
Mesmo se tiver ali na tua cara, criança
brincando no jardim, você não consegue
reconhecer. Por quê? Porque você passou
muito tempo exposto aquilo que te
rebaixa. Então quando te eleva se põ
diante de você, você não consegue
reconhecer. Isso vale, gente, pra rede
social hoje em dia e para uma série de
outras coisas. Tome cuidado a com aquilo
ao que você está se expondo, né? Outra
coisa interessante é assim, quando ele
fala: "Ah, eu quero, vou brincar
sozinha, ninguém vai brincar além de
mim". Eh, a vida fica mais pobre, né?
Quando a gente brinca sozinho, é sempre
mais interessante quando você brinca com
alguém. Por quê? Porque a satisfação ela
é sempre mais interessante quando ela é
dividida. alegria sempre mais
interessante quando ela é partilhada,
aí lá depois quando o gigante tá olhando
lá o jardim sem entender, né, o que que
aconteceu, porque que esse jardim tá
frio e tá branco. Eu achei curioso como
eh falta uma autocrítica.
Ele não percebe o que ele fez. Porque se
você for atrelar só o tempo que ele
estava fora, ele ficou 7 anos fora. Ah,
não, mas é porque ficou 7 anos fora. Ele
pensou que talvez o inverno, o primavera
não chegasse mais ali, mas a primavera
chega em toda a sua vizinhança. E aí ele
fica esperando tempo mudar, né? Ele não
faz um autor crítico. Poxa, será que eu
tenho alguma participação nisso? Nessa
estação de sequidão, de aridez, eh, de
frio, né?
Será que eu tenho alguma participação
nisso? A gente precisa
se questionar, porque às vezes pode ser
que seja só uma questão de da estação
mudar, pode ser, mas às vezes a estação
não vai mudar, as coisas não vão mudar e
aí quem precisa mudar somos nós.
Quando a primavera chega,
ah, não sei quê, primavera chega não,
né?
rachador isso. As crianças entram lá
pelo um buraquinho no muro. É muito
curioso isso, porque
se a luz entra
por uma rachadura, o que enche a vida de
sentido também pode entrar por uma
rachadura ou por um buraco. Às vezes a
gente olha pra rachadura como se ela
fosse só um problema, pro buraco como se
ele fosse só um problema. Às vezes é por
ali que a luz vai entrar. Às vezes é por
ali que um ar fresco vai entrar. Então
as frestas, as rachaduras, os buracos,
eles são importantes também. Tudo
depende como a gente vai olhar para
eles, né? Foi através do buraco do muro
dele que essas crianças entraram
novamente e trouxeram essa alegria. É
curioso também como o autor destaca a
simbiose entre as crianças e a natureza.
Quem tem pet em casa sabe, né, que pet
uma relação com bebê, com criança
pequenininha, que não consegue se
proteger, se defender. Uma relação de
guarda é gato defende criança
ferozmente, né? Cachorro defende criança
ferozmente. Há uma simbiose
entre eles que é muito interessante, um
reconhecimento da pureza, né? O animal
reconhece um humano puro. É bem curioso
isso. E aí,
eh, outra coisa curiosa que o autor faz
é no canto mais distante do jardim, mais
estava o menininho, né? É, é sempre
nesse canto mais distante,
nunca é no centro da coisa, debaixo do
holofote, né? Deus é muito discreto.
Eu acho que esse holofote ele guardou
ali paraa sua segunda vinda, né, pro
segundo advento,
porque o primeiro foi a sua encarnação.
Ah, e ali sim ele será retornará
glorificado e no centro ali. Mas quando
Deus enviou seu filho para habitar entre
nós,
foi lá na pequena Belém, não foi na
metrópole, Jerusalém, né? Então, essa
descrição de Deus de se colocar ali no
canto para observar, de buscar aquele
que é esquecido,
de se importar com quem tá escanteado,
né, com quem é o menos aplaudido. Tá
todo mundo entretido lá, maravilhado
com as belezas e eh esse menininho tá lá
com essa arvorezinha escanteada,
né? Não, achei curioso isso, que ele
tenha escolhido a última arvorezinha
para tentar subir nela. Eh, uma coisa
que comove o derrete, né, o coração do
gigante é o quê? Quando ele olha para
fora e vê o desamparo dessa criança,
sabe, queridos, tem alguma coisa muito
errada conosco,
porque nós estamos perdendo a a
capacidade
de
sentir consternação diante de uma
criança desamparada.
Nós estamos muito quebrados,
né? Ah, o efeito da queda sobre nós é
uma coisa devastadora e a tendência,
quanto mais esses efeitos vão se
acumulando, é também a situação só se
agravar. É por isso que no final dos
tempos o amor de muitos esfriará.
Ã, como pode, né? Tem gente que olha
hoje para uma criança desamparada, em
vez de tentar ajudar a criança,
se eu mente completamente ou pior,
né? age de maneira totalmente perversa
em relação a ela. Esse gigante
tinha um coração que ainda se
consternava diante do desamparo de uma
criança. Graças a Deus por isso, né? E
aí ele tenta se aproximar da criança com
essa delicadeza que é necessário com que
você se aproxime de uma criança. Você
não se aproxima de uma criança com
aquela grosseria inicial, gritando e
afastando. É igual gato. Gato você se
aproxima com muita prudência, com muito
cuidado. Não é assim, né? Porque senão
ele acha que é uma garra e ele vai te
ele pode se defender ou ele vai correr
ou ele vai te atacar. É por baixo, você
faz isso aqui, deixa ele sentir o
cheiro. Então assim, eu eu acho curioso
demais como é que gato e criança são
muito parecidos na forma como você deve
abordar,
né? E aí o menininho estende os braços
para ele, o abraça e e o gigante vai
derrubar o muro. Nessa nesse trecho
aqui, eu lembrei daquele versículo de
Efésios 2, que fala: "Cristo é a nossa
paz.
de dois povos fez um sol derrubando em
sua carne o muro da inimizade que o
separava.
Eh, quando nós erguemos muros achando
que nós estamos só
nos beneficiando disso, é importante
você lembrar que isso também pode trazer
para você algum prejuízo,
né? Por isso que Cristo vem para
derrubar muros, os muros da inimizade
que ele vai falar. E por isso que talvez
seja mais interessante a gente se
preocupar em construir pontes do que
muros, né? Aliás, nesse aspecto aqui,
deixa eu fazer uma uma colocação para
vocês. Tem gente
nas pesquisas que eu fiz, tem gente que
aborda esse conto do ponto de vista, ah,
que isso é comunismo, tá dizendo que
você tem que entregar a propriedade
privada. O gigante só é salvo quando ele
entrega propriedade para as crianças.
Gente, eu respeito quem tem essa
leitura, mas eu eu percebo totalmente
diferente, porque
no início do conto a propriedade do
jardim é do gigante. No final do conto,
a propriedade do jardim continua sendo
dele.
Nenhum momento a retirada da propriedade
sequer da posse do gigante, né? O que
ele faz é ele abre a sua propriedade
para que outras pessoas possam desfrutar
delas. Então, eh, o que ele aprende é
administrar as suas posses, administrar
os seus bens, administrar a sua
propriedade de maneira que abençoe
também o seu entorno. Mas pra gente
fazer isso, a gente não precisa
renunciar àquilo que é nosso, tá? Então,
eh, eu entendo diferente porque eu
quando eu escutei isso aqui, falei,
gente, mas será que eu li, né? Será que
isso me escapou? Fui reler o texto mais
duas vezes eu falei: "Não, início, meio
e fim, o jardim do gigante, o gigante no
seu jardim e o gigante, né?" Então,
quando ele falar: "Ah,
criança, esse jardim vai ser de vocês
para sempre, para elas brincarem, vai
ser o local local de vocês se
divertirem." Tanto que no final do dia
cada um volta paraa sua casa, quem
continua dormindo lá é ele, né? Quem
continua morando nos jardinanos, depois
até ficar velhinho, fraquinho, é ele.
Então eu penso que eh esse conto não é
uma proposta para você, ele não tá
sugerindo que a salvação,
vendo o desfazimento da sua propriedade,
não, mas que ele tá falando que existe
uma forma melhor de você usar o que você
tem e você precisa descobrir qual é.
Normalmente isso passa por abençoar
outra pessoa também, né? Ampliando a
fruição do que você tem, eh, dividindo a
fruição do que você tem com outras
pessoas, mas não entregando propriedade.
Não é isso que o texto tá falando
adiante, né? Eh, quando diante, o
gigante vai falar, você tem esse jardim
tem muitas flores bonitas, mas as
crianças são as mais bonitas de todas,
né? O mais precioso não é passível de
posse, né? As flores eram deles, dele,
as crianças não eram. Então é na vida
normalmente o que é mais
bonito, mais belo da vida, não é passivo
de posse, né? E o gigante vai percebendo
isso aí quando chega o inverno e ele já
não odeia mais o inverno, porque ele
sabe, olha que lindo isso, já não odiava
o inverno, pois sabia que era apenas a
primavera adormecida e que as flores
estavam em repouso. Lembra de Jó 14? Se
envelhecer na terra a sua raiz e no chão
morrer o seu tronco, ao cheiro das águas
brotará e derá ramos como a planta nova.
Quando nós passamos pelos invernos da
nossa vida, a gente não precisa
olhar para aquilo
do ponto de vista só da repulsa. Eu fico
impressionada como hoje nós estamos eh
com uma percepção muito muito distorcida
das dificuldades da vida, como se elas
fossem só um problema e como se fosse o
fim do mundo e a gente tivesse se
livrado daquilo rápido. Não, as
dificuldades da vida elas têm flores
adormecidas ali. Existem pérolas
[limpando a garganta] para ser
encontradas nesse mar. Existem tesouros
para ser escavados aí nesse terreno da
dificuldade do inverno. Então a gente
não precisa se apegar ao inverno, falar:
"Ah, que delícia, eu quero ficar aqui no
inverno para sempre". Não, mas a gente
não precisa não quero, não quero, mas
por quê? Por quê? Né? E ficar ali sem
conseguir observar
o contexto, se observar dentro dele e
extrair dali riqueza,
né? Não vos enganeis, no mundo tereis
aflições, mas tem bom ânimo, porque eu
venci o mundo. Então, primeiro, se você
tá vivendo numa estação difícil, ela não
é permanente.
Ela é uma estação, como diz o Eclesiaste
3, tudo tem o seu tempo determinado e
para todo todo
propósito debaixo do céu há um tempo
certo, né? Então isso vai passar.
Enquanto não passa, que pérola você pode
extrair daí? Que flor você pode ver
adormecida no meio desses dias, né?
Pense sobre isso. Talvez você vai se
relacionar com as suas dificuldades de
uma outra maneira. você vai aprender com
elas eh coisas ali que você não
aprenderia em nenhum outro contexto. E é
exatamente por isso que Deus permite que
a gente passe por algumas coisas, porque
ele sabe que nos conhecendo melhor do
que nós mesmos nos conhecemos, ele sabe
que nós só aprenderemos tal coisa em tal
situação.
Ã, aí olha só, né? Quando o menininho
sobe na árvore, olha que interessante,
os frutos são prateados, né? Os galhos
eram todos dourados. Por quê, gente?
Porque onde Jesus tá, os frutos são
diferentes.
Onde o Espírito de Deus habita, os
frutos são diferentes. O autor deixa
isso aqui marcado, né?
E aí
quando ele chega perto da criança, esse
gigante, olha como é que é a questão do
temperamento aqui, que é interessante,
porque assim, nós vamos ser
profundamente transformados
eh na maneira como nós manejamos o nosso
temperamento. Mas temperamento é uma
coisa que Deus nos deu, nós nascemos com
ele. Então você pega um Pedro, um Paulo,
né, um João, cada um tem um temperamento
ali, um Jeremias, um Isaías, um Jacó,
mas o cad um temperamento, tem um
temperamento. E a conversão não promove
o apagamento do temperamento, não. Por
quê? Porque se Deus nos fez assim,
porque ele tem um lugar para nós no
reino dele. Tem um propósito para nós
com esse temperamento dentro do reino
dele. Certas coisas só quem tem
temperamento a pode fazer, consegue
fazer, quer fazer, se alegra fazendo
certas coisas. Só quem tem um
temperamento B. Por isso que o
evangelho, a conversão, ela não promove
a pagar em temperamento. O que ela faz é
promover o ajuste,
o manejo,
né? ajuda a gente nos ensina assim a a
relação com Deus, a presença do Espírito
de Deus, você focar em Cristo, você
aprende a calibrar
todas as coisas na sua vida, tendo
Cristo como referência, inclusive o seu
temperamento. Mas é uma calibragem, não
é um apagamento. Aí esse gigante, porque
anos se passaram, ele tá velho e tá
fraco. E ele que era super irracível,
lembra? começa lá gritando, tal,
afastando todo mundo e quebrando tudo e
fazendo muro, construindo muro, né? Lá
quebrando, passando lá por algumas
partes do jardim, construindo muro. Esse
gigante que depois durante o o conto se
torna dócil,
lembra o autor vai dizer, ele era gentil
com todas as crianças, que ele se torna
dócil, ó o temperamento dele subindo de
novo, né? Ele volta vermelho de raiva e
ele não pergunta assim: "O que que
aconteceu?" Eh, só quer saber quem é que
te feriu,
porque na palma da criança e no pezinho
da criança tinha as marcas ali dos
pregos, né?
H,
veja aqui, por mais que esse
temperamento tenha subido,
é muito curioso, porque antes esse
temperamento apareceu lá no início, essa
ira apareceu no início para atacar as
crianças.
a que essa ira sobe para defender uma
criança.
O que eu quero dizer é que isso que você
tá vendo aí como ai é um defeito e você
eh passa a nem gostar de você porque
você acha que isso é só um defeito.
Talvez isso seja só uma característica
e depende do que você vai fazer com ela.
Pode ser ruim ou bom, pode ser saudável
ou insalubre, né? Então veja, se for uma
uma resposta irracível para atacar uma
criança, é um grande problema. For uma
respostaível para defender uma criança
pode ser uma grande solução. Será que
diante de uma criança com sinais de
tortura
a resposta não tenha que ser essa mesmo,
essa ira, né? Ele poderia chegar e falar
o que que aconteceu. Poderia também, mas
eh vou vou usar um exemplo bem concreto
aqui. Você tem filho, né? Teu filho
chega com marcas de tortura em casa.
Você quer saber quem fez? Primeira
pergunta que você vai fazer é essa
mesmo. Você quer saber quem fez?
Porque experimentando esse amor tão
profundo com cada fibra do seu corpo,
você quer saber quem fez, você quer
justiça. Então, ã, é muito curioso que o
autor faça. Resposta será sívil para
atacar uma criança no início, uma
resposta será sí para defender essa
criança. acontece que exatamente neste
caso, né, em que o gigante quer matar
quem feriu essa criança,
essa criança diz não,
pois essas são, pois estas são as
feridas do amor, desse amor sacrificial
abnegado. Lembra quando Cristo fala
assim: "A minha vida ninguém tira de
mim, eu mesmo a dou".
Então, é desse amor que se entrega para
que o outro seja salvo. E aí há uma
grande confusão, né? Porque as pessoas
acham que eh esse amor é só você então
permitir abusos e excesso dos outros.
Não é por aí. A gente não tem tempo aqui
para falar sobre isso, nem é o alvo
dessa live.
Mas para entender o amor de Cristo, você
precisa olhar pra Bíblia toda. Esse amor
também traz marca de justiça, traz marca
de limite, claro, limites claros. Jesus
olha, olha o jovem rico e deixa aí o pai
que não vai atrás do filho pródigo, né?
Então assim, tem limites claros, tá? A
gente não tá falando de você ficar numa
posição passiva ali nutrindo o abuso do
outro, né? nutrindo a perversidade do
outro. O amor abnegado de Cristo não é
para nutrir a maldade no outro.
Exatamente o contrário. É para redimi-lo
dela. Se o seu amor não promove, se a
sua obnegação não promove, seu amor
abnegado não promove redenção da maldade
que há no outro, pelo contrário, só a
nutre
tá escapando do que é o amor crístico.
No fim,
eh, o que fica como grande lição pra
gente aqui nesse conto, esse final é
muito lindo. Tu me deixaste brincar uma
vez no teu jardim, onde viraste comigo
ao meu, que é o paraíso. Hum.
Sempre que você abre a sua casa, o seu
jardim, tomara que teu coração seja um
jardim onde você
deixe Deus habitar e e brincar e ter
prazer e contentamento no seu coração,
porque ninguém
tem mais para dar, mais para abençoar do
que o próprio Jesus, né? tudo que você
dá para ele e curioso como a recompensa.
Mesmo que você não faça isso, esse
intuito, né? Vou dar para ganhar, não.
Eu dou exatamente porque eu já ganhei. É
curioso como ainda assim ele vem e te
recompensa com aquilo que nem olhos
viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais
penetrou no coração do homem aquilo que
Deus tem preparado para aqueles que o
amam, sabe? Eh, leitor querido, leitora
querida, a sua maior necessidade não é
de uma casa com jardim.
Ter casa é muito importante, ter moradia
é muito importante, ter condição de se
locomover, carro, bicicleta,
acesso a metrô é muito importante ter
vestimenta é muito importante. Então,
ter as coisas que conferem a você a
dignidade,
né, para uma sobrevivência mínima,
eh, isso é muito importante. Ter um
mínimo para uma sobrevivência digna,
isso é muito importante. Mas a maior
maior necessidade do coração humano é de
redenção.
Por isso que isto é a coisa mais
importante que tá acontecendo no mundo
neste momento. Se não fosse assim, gente
que mora em mansão, tem 10 carros
milionários na garagem, não tentava
contra a própria vida, não experimentava
tanto sofrimento existencial, tanto
transtorno, né? A gente sabe de novo,
não, a gente não tá eh sublimando a
importância de você ter dignidade,
moradia, dignidade, não é isso. A gente
só tá dizendo que isso é muito
importante, mas existe algo que é mais
importante do que isso, que é a redenção
do coração humano pelo amor salvífico de
Cristo. Esse gigante experimenta essa
redenção
quando ele recebe uma resposta amorosa,
quando o menino beija,
por que que ele fica tão apegado à
aquela criança? Será que foi o primeiro
beijo que esse gigante recebeu? Será que
foi a primeira resposta amorosa que ele
experimentou?
né? A experiência amorosa, ela é a via
da redenção do coração. Ninguém se
converte a Jesus porque lê um artigo
científico, teológico,
ou porque participou lá de um debate que
não sei o quê, né? ou porque o fulano eh
falou, cantou bonito e ensinou bonito.
A redenção do coração do homem vem pela
experiência amorosa com Jesus Cristo de
Nazaré. E isso é que a gente precisa
muito
mais antes de qualquer outra coisa. A
gente vai escutar agora a Belia dela com
conto também. Eu só quero finalizar
dizendo para você que eh eu desejo para
você uma casa com jardim, mas antes
disso eu desejo para você um coração que
seja um jardim onde Cristo possa habitar
e onde ele encontre uma grande
satisfação para passar muito tempo com
você. Porque se você tiver um coração
que é um jardim, pode ser que você não
chegue a ter uma casa com jardim, mas
isso não te impedirá de ver uma vida
plena, cheia de propósito, de sentido,
experimentando muita satisfação
onde for que você estiver, casa,
apartamento,
próprio, alugado, né? Eu acho que um
coração que seja jardim para Cristo vai
te trazer muito mais benefício do que
passar vida inteira correndo atrás de
uma casa com jardim. De novo, se a casa
com jardim vier, maravilha. Mas se não
vier e você tiver um coração que é um
jardim,
suspeita que ela não vai te fazer falta.
Deus te abençoe.
>> Amém.
>> Diga, Belzinha, como é que foi sua
experiência com esse esse canto?
foi demais, porque é um conto curtinho e
que fala demais, né? Transmite várias
lições, né, profundas, né, humanas,
espirituais, né? Então, foi muito legal.
Na minha opinião, a principal é o que
que o egoísmo endurece o coração, né?
Impede a alegria enquanto amor, a
generosidade, eu tô lendo, tá, gente,
que eu escrevi tudo isso. [suspirando]
E o acolhimento trazem vida e
transformação, né?
Enquanto o gigante expulsa as crianças e
mantém seu jardim só para si, a
primavera nunca chega, né? Apenas o
inverno permanece. Quando ele se
arrepende, derruba o muro e abre o
jardim para as crianças. A primavera
volta imediatamente. É assim na nossa
vida, não é? O verdadeiro arrependimento
produz mudanças de atitude. O gigante
não apenas reconhece seu erro, mas age
de forma diferente. Também é assim na
nossa vida, né? Quando a gente é
transformado, né? pelo amor de Cristo.
As crianças eram inocentes, né? E mas
elas traziam alegria, né? Vida para
aquele gigante, né? Para aquele jardim,
né? E o gigante percebe que elas eram as
flores mais belas do jardim.
Eh, outra coisa é que o menino, né, com
as marcas nas mãos e nos pés estava
representando Jesus, né?
as feridas da crucificação.
Ele convida o gigante para o jardim
dele, né? Que o gigante um dia deixou o
menino ir naquele jardim, né? Isso
mostra quanta misericórdia, né? Amor e o
que o e que a que a transformação
conduz, né? O a vida eterna, né? O que
faz com o coração. Então, a uma há uma
há mais felicidade em dar do que em
receber, né? Quem não ama permanece na
morte. Jesus falou, né? deixe vir as
minhas criancinhas, né? Então, em
resumo, né, o que um coração fechado
pelo egoísmo vive em um inverno
espiritual, um coração aberto ao amor,
ao arrependimento e o amor ao próximo
experimenta a verdadeira primavera e a
graça de Deus, né? Então é isso, eu foi
uma um conto que me emocionou muito, né,
e que fala de amizade também, né, aquela
amizade entre uma criança e aquele
homem, né, como a Rina mencionou, que
será que foi o primeiro beijo que ele
recebeu ou o único beijo que ele recebeu
e quanta sinceridade, né, e quanta
pureza há nisso, né, de como o que o que
pode transformar. Eu penso também que o
seu bom dia, a sua gentileza, a sua
generosidade pode transformar a vida de
uma pessoa.
Nossa. Amém, Bel. Pode sim, né? E quanto
mais espontâneo isso, mais
desinteressado, porque o menininho passa
os bracinhos no pescoço dele, o beija
ali, né, de uma maneira totalmente
espontânea e e só para agradecer mesmo
que o gigante colocou em cima da árvore,
de maneira desinteressada, sem
prospectar nada, né, puro mesmo.
Eh, Abel falou uma coisa interessante
também, que
ele se arrependeu verdadeiramente e isso
se prova pelas ações,
>> porque ele experimenta o arrependimento
e ele vai derrubar o muro que separava
>> ele das pessoas, né? O arrependimento
verdadeiro não é algo que é só
discursado, ele é algo que é praticado
mesmo. e a sua sensibilidade ao conto,
Bel? Eu acho, eu acho que esse conto,
vou dizer uma coisa aqui que talvez
alguém discorde de mim, mas eu vou
falar. Eu acho que esse conto é um dos
indicadores assim da espiritualidade de
uma pessoa,
porque ah, tem gente que lê esse conto e
não tá não não sei como é que tá a
espiritualidade dela, o momento dela que
ela não isso não a não a alcança, não a
toca, porque é eu não quero falar, eu eu
falei que eu não ia falar isso assim,
deixa eu tentar me organizar porque esse
conto mexeu muito. muito comigo essa
emoção que você tá tendo aí e você já
leu, já releu, leu de novo. E esse conto
nos comove porque eh tudo que você ama
você quer cuidar.
>> Uhum.
>> E para você saber se alguém te ama
mesmo, observe quanto de cuidado ele
dedica a você.
Não tem como você ler esse conto no
final e não ser revolvido, revirado
por um desejo de cuidar de Cristo, de
cuidar da Ah, mas Deus não precisa de
cuidado. Eu sei que não, mas eu não tô
falando da necessidade de Deus, eu tô
falando do desejo de cuidar dele
como expressão de um amor verdadeiro e
muito profundo por ele.
Exatamente. Tem que ser assim mesmo,
porque por isso que Jesus quando vai
falar com Pedro, Pedro, tu me amas, né?
Então Jesus fala: "Cuida das minhas
ovelhas.
Você não vai poder cuidar de mim, Pedro,
porque eu
tenho tudo. Eu sou tudo. Sou eu que
cuido de você. Mas se você tem esse
desejo, é natural que você o tenha,
porque quem tem amor pelo outro se
dedica a cuidar do outro.
Como é que você vai cuidar de mim?
Então, cuidando das minhas ovelhas.
Vá apacentar as minhas ovelhas. Vá
servir na igreja. Uma forma de cuidar de
Deus, gente, é cuidando dos dele.
Observe uma pessoa, o carro que ela ama,
ela cuida, ela lava, ela faz polimento.
Ó, mulher, a bolsa que ela ama, ela
guarda lá no saquinho, né? Ela nos joga
de qualquer jeito. Isso vale paraa coisa
quanto mais vale pra gente. Por que que
mães e pais são enlouquecidos com seus
filhos pequenos, né? Porque a aquela
criança depende do cuidado, totalmente
do cuidado. Casais, amor conjugal, você
nota que casais que tem uma
conjugalidade muito forte são casais
onde um cuida do outro.
nos mínimos detalhe detalhes com muita
atenção, né? Então, eh eh esse conto
assim quando eu terminei de lê-lo, é que
esse sentimento de querer cuidar de
Deus, ele me visita tem muitos desde que
eu me converti. Acho que é por isso que
a gente serve, né, Bel? Na igreja a
gente tá
>> a gente quer cuidar de Deus, né? E o que
que a gente faz? Deus não estando aqui
em carne oso como esteve Jesus esteve,
porque quem foi contemporâneo de Cristo
pôde cuidar dele. Que coisa linda, né?
Pôde ungir os pés dele, como a a Maria
fez, ele poôde providenciar lá o
jumentinho que ele precisou, poôde
oferecer a ceia, né? Mas nós não podemos
fazer isso porque fisicamente no corpo
humano ele não está mais conosco,
mas os dele estão. Então a gente pode
cuidar dele. E aí esse conto ele ele
encostou nesse lugar de novo, que para
mim é um lugar muito eh sagrado, em que
eu realmente sinto eh quando eu li, eu
falei: "Meu coração quebrou
>> quando eu terminei de ler esse conto."
Meu coração tava partido em mil pedaços,
porque a minha vontade mais profunda era
de pegar essa criança e botar no colo e
e e berjar essas marcas que ela traz na
mão e que ela traz no pé e cuidar dela.
Então, eh,
a minha oração é para que você seja
visitado por Deus, como Abel foi, né, na
na experiência dela.
>> Eh, eu, pela graça de Deus, também fui
meu amigo também. É porque, ah, é
mulher, mulher que no meu amigo é um
homem, é homem experimentado, treinado,
já que lida com a capelania, sabe, com a
finitude da vida todos os dias. Ele
falou: "Eu chorei lendo esse conto".
Então, que Deus te visite dessa maneira
graciosa e misericordiosa também, a fim
de te revelar quais são os muros que
você precisa derrubar, né? para que você
faça do seu coraç
do seu coração, um jardim onde ele possa
habitar e vocês possam desfrutar um do
outro. Muito obrigada, viu, Bel, pela
sua companhia.
>> Muito obrigada, pessoal. Muito bom.
Guardamos vocês aqui novamente no final
do mês. Sempre um prazer estar aqui,
compartilhar esses momentos de
aprendizado. Boa leitura para vocês,
>> queridos leitores. Muito obrigada. Um
grande abraço a todos. Deus os abençoe.
Obrigada, Bel. Um beijo.

Tags: