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A fé vem pelo ouvir

Quando o Onipotente Faz o Impossível com o Improvável – Lucas 9.51-56 | Luiz Sayão | IBNU

Quando o Onipotente Faz o Impossível com o Improvável – Lucas 9.51-56 | Luiz Sayão | IBNU

Quando o Onipotente Faz o Impossível com o Improvável – Lucas 9.51-56 | Luiz Sayão | IBNU

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Legendas automáticas:

Vamos ouvir a mensagem da palavra de
Deus [música] para o nosso coração e a
nossa vida neste dia. E hoje vamos
pensar quando
o onipotente, o Deus onipotente,
[música]
faz o impossível com o improvável.
Abra o seu coração e ouça a mensagem de
Deus e seja você também um amigo, um
parceiro [música] da IBNU, uma
comunidade saudável para um mundo
melhor. Então, curta aí
o nosso vídeo, aperte o sininho, dê o
seu joinha, inscreva-se no canal e
divulgue para os amigos para ser um
parceiro, um amigo [música] da
IBNU.
Deus nos abençoe quando vamos abrir o
coração
e o entendimento para
ouvir a palavra de Deus. E hoje nós
vamos pensar sobre um tema muito
especial.
Quando
o onipotente
faz o impossível com o improvável.
Quando o onipotente faz o impossível com
o improvável.
Então, para entender esse
tema que certamente já desperta nossa
curiosidade, eu quero começar lendo a
palavra de Deus aqui no livro de Lucas,
capítulo nove.
Livro de Lu, Lucas, capítulo nove,
a partir do verso 51. A Bíblia nos diz o
quê?
Aproximando-se
o tempo em que seria elevado aos céus,
Jesus partiu resolutamente
em direção a Jerusalém.
E enviou mensageiros à sua frente. Indo
esses, entraram num povoado samaritano
para lhe fazer os preparativos, mas o
povo dali não o recebeu
porque se notava que ele se dirigia para
Jerusalém. Ao verem isso,
os discípulos Tiago e João perguntaram:
"Senhor, queres que façamos cair fogo do
céu para destruí-los?"
Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu
dizendo: "Vocês não sabem de que espécie
de espírito vocês são.
Pois o filho do homem não veio para
destruir a vida dos homens, mas para
salvá-los." E foram para
outro povoado.
Bom, quando a gente lê um texto desse, a
gente fica até, né,
assim, pensativo
e, assim, atingido por uma
atitude tão inesperada, assim, meio
radical, forte dos discípulos de Jesus.
E chama atenção porque esse texto está
em Lucas e só em Lucas. E a gente
pergunta, né,
existe uma razão para isso? Sim, porque
Lucas,
assim, [roncando]
traz para nós uma palavra de esperança,
no sentido de ser um evangelho
que sempre leva em consideração, tem no
seu radar
as pessoas que eram consideradas, vamos
dizer, marginalizadas pela sociedade.
Então, Lucas dá uma atenção
especial às mulheres, dá uma atenção
especial a
ah, publicanos, que são os cobradores de
imposto para os estrangeiros, e dá
atenção especial para os gentios.
E também
ah, para os samaritanos. Então, é
interessante que tenha aparecido aí. Mas
de qualquer maneira, o texto nos choca
porque
a gente observa um pouquinho antes e
vamos ver que os discípulos, né,
estão preocupados, nos versículos
anteriores, em qual deles seria o maior.
Quer dizer, você vê
que parece que os discípulos estão
assim, desconectados de uma sintonia
adequada com o próprio Jesus.
E na sequência vai aparecer as
exigências do discipulado. Então, você
vê assim, né, um momento em que os
discípulos estão pensando no que é
indevido,
ah, e são repreendidos por Jesus e você
vai ver aquilo que envolve a caminhada
do discipulado, de seguir a Jesus, mas
quando a gente chega aqui,
o texto assim parece até nos encaminhar
para um momento meio especial, sublime,
quando diz que está chegando o tempo
quando Jesus seria levado aos céus, né?
Poderia falar outra coisa, chegou o
momento dele
cumprir as profecias, chegou o momento
dele,
ah,
ir para a Páscoa em Jerusalém, mas não.
Então, Jesus está indo para Jerusalém e
aqui é importante entender a geografia,
né? Eles poderiam ter ido
pela região, eh, que vai junto ao rio
Jordão, pelo vale do Jordão, que é uma
viagem inclusive mais recomendada, mas
não.
Eles estão indo pela região montanhosa,
passando por aquilo que hoje é
conhecido, né, a região, ah, antiga de
Samaria, que hoje é chamada de
Cisjordânia.
E ali,
ah, os mensageiros vão à frente, né,
para poderem
preparar, né? Porque uma viagem como
essa, ela exige paradas. É uma viagem
que geralmente demora uma semana, mais
ou menos.
E eles então param ali num povoado
samaritano. E você sabe, aqui a coisa
começa a complicar, porque os
samaritanos
são um um grupo de pessoas que
curiosamente existem até hoje, né? Os
samaritanos, eles são
o desdobramento daquilo que aconteceu no
século VIII,
quando a Assíria invadiu o reino do
norte, quase conquistou o reino do sul,
né? O reino do norte, chamado reino
israelita da época,
ah, que foi conquistado no ano 722 e
como
tática de dominação,
os assírios faziam o seguinte, eles, ah,
misturavam povos diferentes
para que não houvesse unidade entre
eles, para que houvesse dificuldade
linguística e impossibilidade de
rebelião.
E os samaritanos, portanto, eram uma
mistura dos antigos israelitas com
outros povos dentro dessa proposta de
domínio assíria.
E então, eles acabaram desenvolvendo uma
tradição à parte, é como se fosse assim
uma religião sincrética
com elementos da antiga tradição
hebraica, né?
Juntamente com outras coisas que se
tornaram peculiares. Então, assim,
falando bem diretamente,
para os judeus na época, os samaritanos
era como a gente poderia chamar assim,
uma seita,
uma heresia grave, né? Eles, ah, então
tinham,
eh, até hoje a gente pode ver, né?
Existe um pentateuco samaritano feito
pelos próprios samaritanos, que muitas
vezes é comparado com outros textos do
Antigo Testamento.
E esses samaritanos desenvolveram a
ideia que Jerusalém não era importante,
mas sim,
nada de monte Sião, nada dos montes de
Jerusalém, mas os montes de Samaria,
particularmente o monte Gerizim,
que era considerado, né, referência
importante para eles.
Eles negavam a importância de Jerusalém,
negavam os livros históricos e
proféticos e poéticos da
Bíblia hebraica do Antigo Testamento
>> [roncando]
>> e também não aceitavam nada essa coisa
de
dinastia de Davi, aliança com Davi,
promessa messiânica a partir de Davi.
Então eles de fato eram completamente
diferentes, eles se vestiam de maneira
diferente
e particularmente nesse tempo tinham uma
relação conflituosa, séria com os
judeus. Então você imagina só
se alguém tá indo, né, pra Jerusalém,
passa lá e fica claro que eles estão
indo e geralmente quando se vai pra
Jerusalém é pra alguma festividade
importante, né?
Ou das três festas principais ou algum
outro evento ou pra chegar lá no shabat,
qualquer coisa desse tipo
então a resistência total.
E aí o que que acontece? Nós não temos
nenhuma esperança
para Samaria. Samaria é caso perdido.
É algo que é absolutamente impossível. E
aí a gente compreende, né? É é curioso
porque
a gente tem uma referência, né?
Sobre Tiago e João.
E o que nós vamos encontrar
que é exatamente eles é que estavam
envolvidos naquilo juntamente com a mãe
de querer ser o mais importante. E agora
eles têm um desafio tão significativo em
Samaria.
E qual é a a proposta deles pra gente
ver, né? Parece que eles não não têm
entendido nada do que Jesus tem
ensinado.
Eles pedem: "Queremos que queres,
Senhor, que façamos cair fogo do céu
para destruí-los?" Então você imagina
é uma coisa curiosa, né? Essa atitude
assim bélica que às vezes existe até
mesmo nos ambientes religiosos
diante de gente que se torna oponente ou
muito diferente,
a atitude, ela passa a ser um caminho
destrutivo e perigoso, né?
E Jesus os repreende, porque isso não
tem nada a ver com a proposta de Jesus.
Imagine só, Jesus com o seu poder,
Jesus com os seus milagres, com tanta
coisa, jamais levantou um dedo para
ferir romanos ou mesmo religiosos que se
opunham a ele, ele jamais atacou
qualquer grupo de pessoas. Que história
é essa?
Então, Jesus os repreende e diz:
"Escuta, vocês nem sabem como vocês são
problemáticos e que espírito vocês são".
E focaliza a grande missão que envolve
aqueles que são discípulos de Jesus,
porque o filho do homem não veio para
destruir a vida dos homens, mas para
salvá-los. É muito estranho
a gente ver qualquer tipo de
violência, beligerância,
de atitude hostil da parte daqueles que
se apresentam como discípulos de Jesus.
Então, quando a gente olha para isso, a
gente fala assim: "Olha,
sabe de uma coisa?
Samaria, caso perdido". Aliás, eu tenho
visto na minha vida pessoas que chegam e
dizem assim: "Olha, Saion, sabe? A gente
percebe que alguns lugares do mundo está
tão secular,
está tão hostil à fé,
está tão fechado, né, para o evangelho,
que ali é caso perdido, não há o que
fazer".
Outras pessoas dizem: "Não, é que em
certos lugares do mundo a miséria, o
sofrimento, as guerras, os problemas
socioeconômicos são tão sérios que não
tem o que fazer, ali é caso perdido".
Outros lugares dizem: "Olha, tem certas
eh regiões do mundo em que existe uma
hostilidade tão grande com a fé cristã,
perseguição intensa, causada inclusive
por outros grupos religiosos,
que ali não tem o que fazer, o
só vem diminuindo por tanto tempo e vai
acabar. Então
é tanta postura, assim dizendo, ó, que
grupo X não tem chance, o outro também
não tem chance, esse aqui
pessoal, parece que a gente não prestou
atenção
a tanta coisa extraordinária que existe
no contexto
do reino de Deus. Pois é, então nós
temos o que a gente pode chamar que
de uma missão impossível
com um grupo de pessoas que é
absolutamente improvável.
A pergunta é, o que que o Deus
onipotente pode fazer
nesse contexto de usar quem é improvável
para fazer o impossível.
Então é interessante
que a palavra Samaria
palavra samaritanos
aparece poucas vezes no Novo Testamento,
mas um autor, né, que
ah, mostra isso com mais destaque é o
próprio Lucas, tanto no livro de Lucas,
onde nós temos o termo quatro vezes e
como também
no livro de Atos. Temos lá a famosa
passagem da mulher samaritana em João
capítulo quatro, mas são, não existem
tantas referências assim. Olha que coisa
curiosa.
Será
que Samaria realmente é uma realidade
impossível?
Quando a gente vai mais para frente e
olha o que vai acontecer na história
vamos nos lembrar, né, que essa igreja
primitiva, ela se
define com o seu caminho de missão a
partir
de Atos dois no Pentecostes. O Espírito
Santo vem conforme prometido por Jesus
e ali os discípulos são cheios do
Espírito, nós vamos ver,
ah, ali muitas conversões, 3.000 recebem
a fé, depois esse número chega a 5.000 e
essa igreja começa a ficar forte. No
entanto, é curioso
que desde o começo, a proposta deixada
pelo próprio Jesus é que esse pessoal
deveria
anunciar o evangelho por toda a parte,
eles deveriam ir por todo o mundo
anunciando o evangelho.
No entanto, não fizeram isso. Aquilo que
em Atos 1:8 fala que vocês vão receber
poder
e vão ser minhas minhas testemunhas em
Jerusalém, Judeia, Samaria
e também os confins da terra,
que envolvia chegar a lugares tão
distantes como Roma e as partes mais
afastadas do império, aí o que que a
gente descobre?
Lendo Atos capítulo 8, versículo 4,
a Bíblia diz o seguinte: "Os que haviam
sido dispersos pregavam a palavra por
onde quer
que fossem.
Indo Filipe
para uma cidade de Samaria, ali lhes
anunciava o Cristo. Quando a multidão
ouviu Filipe e viu os sinais milagrosos
que ele realizava,
deu unânime atenção ao que ele dizia. Os
espíritos imundos saíam de muitos,
dando gritos e muitos paralíticos e
mancos foram curados. Assim houve
grande alegria naquela cidade".
O que impressiona
a gente é ver
o que vai acontecer com o que era
absolutamente impossível. Nós temos, né,
algo que já chama atenção muito quando a
gente lê em em 4,
Jesus e a mulher samaritana, né, que
ali, além de estar em Samaria,
falando com uma mulher com uma vida, com
um histórico muito complicado de
relacionamento, uma mulher que já tinha
vivido com cinco maridos e hoje estava
com alguém
que nem era seu marido e os discípulos
ficaram impressionados que Jesus tivesse
conversando com a mulher naquele tempo,
especialmente alguém numa posição assim
mais sagrada, rabínica, não faria isso,
né? Ainda mais com uma mulher
de perfil assim, samaritana. Então nós
vemos os caminhos assim previsíveis do
evangelho, né?
A onipotência divina com a sua
imprevisibilidade
e com o seu amor incondicional. E aqui a
gente fica pensando: como nós temos essa
rivalidade histórica,
como nós temos essa questão teológica, é
como pedir para uma pessoa de
consenso evangélico, por exemplo, de se
aproximar amorosamente da seita mais
herética que a gente poderia imaginar no
planeta, né?
Aí você entende o nível de hostilidade.
A pergunta é: quem e como será possível
fazer o impossível,
levar o evangelho, a palavra de Deus, a
Samaria?
Que que a gente poderia imaginar?
Samaria é um lugar tão complicado, tão
difícil, que precisaríamos, talvez, de
uma grande comitiva.
Provavelmente, os apóstolos mais
capazes, aqueles que talvez tivessem
feito
milagres extraordinários, talvez somente
os apóstolos mais top assim poderiam ir
lá.
Ou quem sabe não seria suficiente, era o
ideal e todo mundo, né? Os 12 apóstolos.
Ou quem sabe esperar
o apóstolo Paulo se converter e depois e
ele, juntamente com Pedro e com os
outros, chegarem lá.
Quem é que vai poder vencer
essa muralha intransponível
para a fé, chamada Samaria. O texto
bíblico nos surpreende. Olha que coisa
curiosa.
Houve
lá na igreja primitiva
uma confusão assim comum que a gente tem
em tudo quanto é ambiente, inclusive nas
comunidades cristãs de hoje.
Que que aconteceu? O pessoal tava
dividindo a ajuda, né, a ação
do benefício das
viúvas da comunidade da igreja cristã
primitiva em Jerusalém.
E de repente as que eram de fala
semítica, hebraica, aramaica e as de
fala grega, a divisão não tava boa.
Então o que que eles fizeram? Eles
fizeram um ajuste lá, uma espécie de
reorganização de tarefas, de modo que a
gente vai ver
que por causa dessa situação eles
escolheram sete homens de bom
testemunho, cheios do espírito e de
sabedoria,
que eles passaram a administrar
essa tarefa
de cuidar das viúvas que estavam sendo
esquecidas na hora da distribuição de
alimento. E aí então eles escolheram
esses
indivíduos que muitos inclusive dizem
serem os primeiros diáconos da história,
que são quem, né? Estevão,
Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas,
Nicolau,
ah, que era um convertido proveniente ao
judaísmo, proveniente de Antioquia.
E aí nós temos a referência de Filipe. E
eles passaram a fazer isso.
Que que vai acontecer? Olha a grande
surpresa da palavra divina.
A pessoa
que vai chegar em Samaria pela primeira
vez para anunciar o evangelho de Cristo
na igreja primitiva
é É o Filipe. Não foi o apóstolo Paulo,
não foi o apóstolo Pedro,
não foi nenhum apóstolo, vamos dizer,
foi uma pessoa bastante
simples e que vai fazer, né,
a obra daquilo que a gente poderia
considerar impossível. Olha que coisa
interessante, um indivíduo improvável,
usado pelo Deus onipotente, vai fazer
aquilo que a gente imaginaria que seria
impossível.
Filipe vai para lá
e a gente pensa: "Puxa, saiu, que bom,
Filipe então teve um sonho, uma visão de
Deus e ouviu o chamado, ele tinha no
coração uma experiência que o levou a
evangelizar Samaria". E ali, Filipe
pregava de noite, de dia. Pessoal, nada
disso, vocês não podem imaginar.
Sabe por que Filipe foi parar em
Samaria? Porque começou uma perseguição
terrível na igreja primitiva.
A perseguição, até por conta do aumento
dos discípulos, ela foi tão forte
e os perseguidores só não mexeram com os
apóstolos para evitar uma confusão
maior, para evitar uma retaliação
romana, porque os romanos eram donos da
região
e se tivesse qualquer situação assim
problemática do ponto de vista
social, eles podiam tomar alguma atitude
nessa direção. E é impressionante o que
a gente vai descobrir
é que por causa da perseguição, o texto
diz, né, aqui literalmente, os que
haviam sido dispersos
começaram a ir e anunciar a palavra.
Filipe então chega a Samaria
e ele passou a anunciar o Cristo.
Inclusive, o texto é muito simples, ele
nem diz assim:
"Filipe então começou a pensar como ele
haveria de pregar em Samaria, então ele,
né, chamou Não, não,
ele simplesmente começou a anunciar.
Então, olha que coisa surpreendente.
Quando ele passou a anunciar o
evangelho, anunciando Jesus, anunciando
a mensagem de Cristo,
a multidão
passou a ouvir Filipe e viu os sinais
milagrosos que ele realizava. E atenção,
deu unânime atenção ao que ele dizia.
Então, olha que coisa surpreendente. E
aqui há algo muito importante
para o coração de todos nós que somos
discípulos de Jesus. Preste atenção.
A obra de Deus não acontece
simplesmente por meio de pessoas que a
gente pode dizer
que os sujeitos sejam figurão, sejam uma
pessoa importante, uma pessoa destacada.
Pessoal,
nós somos tudo gente de carne e osso.
Uns com mais carne, outros com mais
osso.
Somos gente,
ninguém é melhor do que ninguém. Ninguém
tem
uma preponderância,
não existe unção de Jesus diferenciado.
É, é curioso, é interessante que Deus
faz a sua obra como ele quer,
usando pessoas que ele deseja da maneira
mais,
ah, assim, inesperada, inusitada. Então,
diante daquilo que a gente diria
certamente isso é impossível.
Eu conheço muitos impossíveis nos dias
de hoje. E eu conheço gente que até
analisa, avalia, vê a situação e diz:
"Não, olha,
é impossível que o indivíduo possa
entender isso e possa
abrir o coração". Não, porque nesse caso
é difícil demais, né? Eu até vejo gente
assim vaticinando
o fim
da fé em vários lugares do mundo, como
assim, ó, não tem mais o que fazer.
Calma, não é nada disso. E aqui é muito
interessante, porque
Filipes de Deus são usados para fazer
aquilo que a nossa limitação chama de
impossível. Porque o Deus onipotente,
na sua imprevisibilidade,
no seu poder, na sua graça, faz coisas
extraordinárias. Eu tenho visto na minha
vida coisas assim inimagináveis.
Conheci um teólogo estudioso, enfim,
doutor em teologia. Um dia perguntei
para ele: "Como é que você chegou à fé?"
Não, eu fui num cantinho lá, numa
igrejinha, porta de garagem, numa
periferia, e eu vi a pessoa falando com
o coração, aquilo mexeu comigo, me
tocou.
E eu
recebi o evangelho de Cristo. Conheço
pessoas de expressão que dizem: "Não,
olha, havia uma senhora que trabalhava
lá em casa, uma pessoa de muita fé,
e que era seguidora de Jesus, de uma
comunidade muito simples, e aquilo mexeu
comigo, eu passei a investigar o
evangelho e recebi a fé em Jesus".
Então, assim, são tantos testemunhos de
pessoas
que alcançaram o que era impossível, e
isso era gente improvável nas mãos
do Deus onipotente. Por isso é tão
especial a gente olhar
para a nossa vida e dizer: "Puxa,
certamente Deus pode
me usar no cumprimento da missão, mesmo
que a situação seja inusitada".
Filipe não planejou a mis- a missão,
Filipe não tinha nada organizado, ele
saiu fugindo de perseguição. E olha que
coisa interessante,
ao contrário do preconceito de muita
gente,
a gente poderia imaginar que os
samaritanos, quando viram Filipe, um
judeu, chegando lá, falaram: "Hum,
vamos ver esse indivíduo". Não. E quem
que é o cara mesmo? Ih, E pronto.
Já temos tantas experiências desde o
passado de conflito, no entanto, quando
Filipe começa a anunciar a Cristo,
anunciar o evangelho, você viu bem,
a multidão
deu unânime atenção ao que ele dizia.
E por que também? Porque o evangelho é o
poder de Deus, acompanhado pela ação do
espírito,
que muitas vezes vem marcado por
milagres, por sinais extraordinários,
por coisas inesperadas, como aconteceu
aqui,
mas muitas vezes não vem com milagres
visíveis, mas toda vez que o evangelho é
anunciado no poder do espírito de Deus,
nós estamos
a esfera do sobrenatural,
naquilo que está fora do controle
humano,
naquilo que depois a gente não consegue
explicar, porque tem a ver com a ação
do Deus todo-poderoso,
diante daquilo que parece
impossível
tantas vezes, usando
gente
improvável. E é curioso,
porque é
o texto diz para a gente
que o que acontece nessa realidade
diante da missão
não depende tanto da nossa capacidade,
do nosso
nível profundo intelectual
ou dos nossos recursos financeiros ou
principalmente das nossas estratégias,
porque existe aqui uma
batalha espiritual.
Tanto é
que quando a gente olha para o que
estava acontecendo em Samaria, achando
que a questão é
é é uma rivalidade étnica entre judeus e
samaritanos. Não, é uma
questão teológica que envolve
mentalidade, teologia ortodoxa contra
a heresia e ensino errado. Não, a gente
tem
aqui, na verdade, um conflito que
envolve séculos de desentendimento
que tem a ver com o espaço ocupado, com
terras, com lugares que um dia
pertenceram a e a b. Que que o texto
mostra para a gente? Que os espíritos
imundos
saíam de muitos, dando gritos, e muitos
paralíticos e mancos foram curados.
Portanto, a grande luta, a grande
batalha aqui era espiritual e com o
anúncio do evangelho, por alguém
improvável como Filipe,
esse poder de Deus se manifesta
e existe grande libertação. E olha que
coisa bonita, que é uma das
ênfases que a gente encontra no livro de
Atos,
é que houve grande alegria
naquela cidade.
Ou seja, Atos, além de enfatizar a
importância da missão da igreja, como a
igreja primitiva acaba indo, né,
especialmente a partir do ministério de
Paulo, para anunciar o evangelho
por toda parte,
esse
livro também enfatiza o poder do
espírito e a ação do espírito para
conduzir isso, enfatiza muito a
grande alegria que aparece enfatizada em
vários textos do livro de Atos.
A coisa foi tão surpreendente que em
Samaria havia um indivíduo que era uma
espécie de mago local, cheio de artes
mágicas, um homem chamado Simão, ele
mesmo
acabou
>> [roncando]
>> recebendo a fé
e acabou entendendo o que era o
evangelho, ainda que tenha ficado um
pouco confuso e depois tivesse até
oferecido dinheiro
numa atitude indevida nessa caminhada de
fé. Agora você fique imaginando
como a obra do evangelho, a expansão do
reino de Deus, acontece
>> [roncando]
>> pela ação do Deus onipotente, diante
daquilo que parece impossível
por meio de gente improvável, que que a
gente vai ver? Olha que coisa
surpreendente.
Os próprios apóstolos estavam querendo
saber o que que tava acontecendo, porque
isso pegou eles de surpresa. Eu acho que
eles nunca nem tinham imaginado
como e quando a gente vai falar
do Messias Jesus em Samaria.
É tão interessante isso que no versículo
14 de Atos 8, o texto diz: "Os apóstolos
em Jerusalém
ouvindo que Samaria havia aceitado a
palavra de Deus, enviaram para lá
Pedro e João".
Que coisa interessante. Por que que isso
é tão significativo? Vamos lá voltar de
novo.
Quando nós lemos o que nós começamos a
ler no início da mensagem lá em Lucas
capítulo 9,
>> [roncando]
>> quem é que tava em Samaria
quando Jesus tava indo pra lá, conforme
Lucas 9:54?
"Ao verem isso, os discípulos Tiago e
João perguntaram: Senhor, queres que
façamos cair fogo do céu pra
destruí-los?" Olha que coisa.
Nosso amigo João,
bem-vindo, João,
de volta a Samaria.
De repente, o pessoal tá lá em Jerusalém
e escuta: "Olha, lá em Samaria aconteceu
um avivamento. O povo lá abriu o
coração.
Muitas pessoas estão recebendo a fé em
Jesus". E aí o pessoal: "Como assim? Mas
a gente tá tudo aqui em Jerusalém.
Estamos bem felizes na nossa igreja
aqui, então, né? Parece que o Filipe tá
lá. Como assim o Filipe, o diácono, o
cara que ajuda a dar comida para as
viúvas?
Pera aí, né? Qual é o curso que ele tem,
né? Qual Qual é a forma [risadas] Como
assim, né?
Então vamos lá ver. Aí Pedro e João vão
para lá. Eu fico imaginando a cabeça do
João. Ô, João, João, filho do trovão.
>> [roncando]
>> João que quer pedir fogo do céu para
destruir os inimigos. João que a
modificado pelo poder de Deus.
Aí você é chamado de apóstolo de do amor
depois. É aquele que escreve filhinhos.
Aquele que se que se identifica como o
aquele a quem o Senhor Jesus amava. Olha
que coisa interessante.
Eu queria ser uma fumacinha no tempo
para ver
o rosto e o coração de João voltando
a Samaria
depois de tudo que aconteceu.
E eles chegam lá.
Olha que coisa interessante.
Diz o texto na sequência que estes, ao
chegarem, oraram para que eles
recebessem o Espírito Santo.
Pois o Espírito ainda não havia descido
sobre nenhum deles. Tinham apenas sido
batizados em nome do Senhor Jesus.
Então Pedro e João lhes impuseram as
mãos e eles receberam o Espírito Santo.
Ô, João. Ô, Pedro. Pois é. Agora sim,
eles vão receber outro fogo, que não é o
fogo para destruir,
o fogo que muitas vezes
acaba simbolizando o agir do Espírito de
Deus. Olha que coisa interessante. Isso
que me deixa assim impressionado, porque
o evangelho tão simples,
que [roncando] fala, né, sobre
a a o perdão de Deus em Cristo Jesus e a
segurança da salvação e da vida eterna,
né? Aquilo que eu
aos 12 anos de idade, numa música
infantil vim a entender plenamente, né?
Que é fácil de entender, tão claro como
a luz: em meu lugar para me salvar
Jesus morreu na cruz. É muito simples.
Mas o impressionante
é o que que o evangelho, com a sua
simplicidade e seu poder
faz para, é, vamos dizer assim
é, é, é,
trazer de volta, corrigir
aquilo que se perdeu na experiência
humana.
Você tem aqui uma rivalidade
uma intolerância,
uma diferença de
perspectiva, um enfoque religioso
contraditório
uma relação de ressentimento, de
rivalidade, até de ódio, que seriam
vamos dizer, incontornáveis. Se a gente
tá nesse ambiente do mundo
da época, você vai ver
um desprezo dos judeus religiosos para
com
o povo pagão, com as suas crendices e
atitudes estranhas e toda a sua
idolatria grosseira.
Você vai ver uma atitude de desprezo dos
romanos, né?
Diante daqueles que eram dominados,
povos escravizados e considerados
inferiores em todos os aspectos. Você
vai ver uma atitude
>> [roncando]
>> também de desprezo dos gregos, com a sua
sabedoria, com a sua formação, com a sua
cultura extraordinária, com a sua
filosofia, diante desses outros povos
que eram literalmente bárbaros, né? E
você vai ver a rivalidade entre esses
próprios povos, como você tem aqui entre
judeus e samaritanos. O que que
acontece? Chega o evangelho
a palavra de Cristo Jesus e entra nesse
mundo de opressão, de escravidão, de
rivalidade
de orgulho étnico, de oposição entre uns
e outros e começa a chamar todo mundo de
irmão.
A as barreiras, elas vão sendo
quebradas.
E uma das mais
fortes aqui, como a gente vê que parece
impossível, que anteriormente evocava
fogo dos céus da parte dos próprios
discípulos de Jesus,
agora sendo vencida pelo poder do
evangelho e para, vamos dizer assim,
carimbar triunfantemente
isso,
nós vemos o poder do Espírito Santo.
Mesmo Espírito Santo
que desceu
cumprindo a promessa de Jesus lá em Atos
2 no Pentecostes
e que ali reuniu
judeus locais e de tudo quanto é lugar
em torno da
região de Jerusalém, desde Roma, Egito,
Líbia, Arábia,
hã, antiga Pérsia, Mesopotâmia,
região da Síria, do da antiga
Ásia
Menor, toda aquela região, toda aquela
gente veio e recebeu, mas esse poder
que alcança Jerusalém e se expande para
a Judeia, agora atravessa a primeira
fronteira impossível,
que é a Samaria. E por isso é
espetacular que
Pedro e João vão para lá
para que aconteça o Pentecostes
Samaritano.
Vai acontecer o outro, para os gentios,
logo adiante, Atos 10, Cornélio em
Cesaréia,
para incluir também aqueles que eram,
digamos, indignos
da própria presença e habitação divina e
agora alcançados pelo evangelho.
Pessoal, como a palavra de Deus é
extraordinária, como o evangelho é
lindo, como é algo assim fascinante,
espetacular, extraordinário
e a gente vê
o que acontece
na bendita história
de Filipe em Samaria. Então, diante
disso, a pergunta é: como é que a gente
fica
diante da grandiosidade,
da beleza
e do poder da palavra divina?
Eu faço a pergunta para você. Talvez
você,
na sua vida, diz: "Olha,
acontece tanta coisa na vida da gente,
vida tão bagunçada,
foge ao controle. Olha, Saion, eu
fiz a coisa de um jeito, depois deu tudo
errado, aconteceu assim". Pois é,
você tá bem demais perto daquele que
teve que pegar as coisas e sair
correndo, porque tava fugindo de
perseguição. Eu acho que a sua vida pode
estar mais estável
e mais tranquila do que essa. Segundo,
mas quem sou eu, né? Que
eu nem tenho conhecimento teológico, de
direito, eu
nem sei das coisas, tenho um monte de
dúvidas, eu
eu não sei direito, né? Acho que Deus
vai usar aquelas pessoas que pregam lá
na frente do púlpito da igreja, pessoas
que,
de alguma maneira, tem algum tipo de
destaque. Bem-vindo à realidade.
Deus usa Filipos em fuga para cumprir os
seus propósitos. Mas, Saion, olha, se
você conhecesse a minha família, a minha
cidade,
o ambiente aonde eu moro, já pensei em
fazer isso e aquilo, mas, sabe,
é, é difícil demais, né? Eu acho que não
tem jeito. Pessoal,
bem-vindo a Samaria.
E a gente pode pensar, mas olha,
na minha vida, eu tive tantas dores,
tantos conflitos que, de fato,
eu me enchi de mágoa, ressentimento.
Pois é, assim que
João reagiu diante da rivalidade
e do preconceito contra os samaritanos.
Agora, ele é convidado a estar lá
para inclusive participar da oração de
imposição de mãos que vai trazer o
Espírito Santo,
Então, eu convido você hoje
a colocar sua vida na perspectiva do
Reino de Deus. Eu conheço tantas
histórias bonitas e espetaculares
de gente que
na sua vamos dizer
loucura imprevisível decidido às vezes
até em viver num país onde não havia
perspectiva nenhuma
fazer coisas que quem olhava de longe
dizia: "Olha, isso é impossível, isso
não vai dar certo". E pessoas que eu
mesmo sou testemunho que na sua
caminhada de fé você via várias
limitações, fragilidades,
impossibilidades e eu acho tão
espetacular, sabe por quê? Porque o
Evangelho é o poder de Deus.
A grande batalha é espiritual e o
triunfo do Evangelho
é absolutamente
garantido, é pleno e é espetacular.
Portanto
eu quero que você coloque a sua vida
diante de Deus, apresente a sua vida em
oração
porque Deus usa
pessoas que a gente certamente acha que
é improvável, às vezes em funções e
atividades vitais
que a própria pessoa não imaginava.
E quando o Deus onipotente resolve mexer
na vida de um improvável
ele faz coisas absolutamente
impossíveis.
Portanto, que Deus abençoe a sua vida,
abençoe seu coração, amplie
[limpando a garganta] a sua visão
encha a sua vida de fé pelo poder do
Espírito
que ajude a gente a entender a
vislumbrar, a sentir, a desfrutar
e a participar
desse grande movimento poderoso do
espírito de Deus
no cumprimento da grande comissão, da
missão que chegará a todo povo, língua,
tribo, raça
e nação.
Deus abençoe a sua vida
e abençoe o seu coração.
Amém.
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