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A fé vem pelo ouvir

Desejo – A Erva Visível e a Raiz Escondida | Josemar Bessa

Desejo – A Erva Visível e a Raiz Escondida | Josemar Bessa

Desejo – A Erva Visível e a Raiz Escondida | Josemar Bessa

A cobiça não começa simplesmente quando desejamos alguma coisa. Ela começa quando deixamos de confiar na soberania, na sabedoria e na bondade de Deus.

Podemos desejar casamento, saúde, reconhecimento, estabilidade, dinheiro, oportunidades ou uma vida diferente. O problema surge quando acreditamos que não podemos viver sem aquilo que desejamos. Nesse momento, uma dádiva legítima começa a ocupar o lugar que pertence somente a Cristo.

Neste vídeo, veremos por que a raiz da cobiça é a incredulidade, como a comparação transforma o próximo em rival e por que a felicidade dos outros pode despertar ressentimento em nosso coração.

A cobiça diz:

“Deus não está sendo bom comigo.”

“Deus deu ao outro uma porção melhor.”

“Minha vida só começará quando isso mudar.”

“Preciso disso para finalmente estar bem.”

O evangelho, porém, responde que o Pai não perdeu o controle de nossa história. Aquele que não poupou o próprio Filho não está economizando amor. Em Cristo, o bem indispensável já nos foi dado.

Você também verá:

— por que a cobiça é uma forma de idolatria;

— como um desejo legítimo pode tornar-se um falso salvador;

— por que a vida do próximo não mede o amor de Deus por você;

— como a soberania divina produz contentamento;

— por que a cruz é a resposta para nossas suspeitas;

— como receber nossa porção das mãos do Pai;

— por que Cristo é suficiente mesmo quando nossos desejos não são atendidos.

Contentamento cristão não significa deixar de desejar, planejar, trabalhar ou lamentar. Significa não exigir das criaturas aquilo que somente Deus pode oferecer.

Podemos receber as dádivas com alegria.

Podemos perdê-las com lágrimas.

Mas não precisamos perecer com elas.

Quando Cristo se torna nossa porção, nenhuma ausência consegue provar que fomos abandonados por Deus.

Assista até o final e compartilhe esta mensagem com alguém que esteja lutando contra a comparação, a inveja, a ansiedade ou o descontentamento.

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#ContentamentoCristão
#Cobiça
#CristoÉSuficiente
#VidaCristã
#TeologiaReformada

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#Cobiça
#Comparação
#Contentamento

Legendas automáticas:

É muito mais fácil para nós definir a
cobiça que explicar por voltamos a ela.
Reconhecemos a comparação, percebemos a
inveja, sentimos a reclamação crescendo
em nós, vemos o dano provocado em
outros, prometemos que na próxima vez
será diferente,
então arrancamos uma erva. Por alguns
dias, o terreno parece limpo, mas logo
outro desejo aparece.
A raiz, porém, continua no mesmo lugar.
Ontem o coração cobiçava uma casa. Hoje
cobiça uma oportunidade.
Amanhã cobiçará saúde, reconhecimento,
um relacionamento, um ministério, um
corpo, uma fase diferente da vida. A
cobiça é móvel, ela não depende de um
objeto específico. Pode falar a
linguagem da ambição, pode também falar
a linguagem da necessidade. Por isso,
não basta combater o fruto, precisamos
descer até a raiz. A raiz não é
simplesmente desejar. Deus nos criou com
desejos. A escritura está cheia de
santos que desejaram.
Ana desejou um filho. Davi desejou a
presença de Deus. Paulo desejou ver
igrejas amadurecendo. Os mártires
desejaram a pátria superior. O próprio
Cristo desejou comer a Páscoa com seus
discípulos antes de sofrer. O problema
não é possuir anseios. O problema é
atribuir vida a eles.
É acreditar que a felicidade essencial
está naquilo que ainda não recebemos. É
concluir que Deus deixou de ser
suficiente porque uma dádiva foi adiada.
É imaginar que a providência cometeu um
erro porque nossa história não seguiu o
roteiro planejado por nós. Então, a
cobiça é um fruto amargo. Sua raiz é a
incredulidade. Sempre ela nasce quando o
coração diz: "Deus não está governando
bem. Deus não está sendo bom comigo.
Deus não sabe do que realmente eu
preciso. Deus me deu uma porção pequena,
uma porção inferior.
Deus me esqueceu enquanto abençoava
outros. Podemos nunca pronunciar essas
frases. Ainda assim, nossas reações
podem pregá-las.
A ansiedade pode pregá-las. A ira pode
pregá-las. A manipulação pode pregá-las.
A incapacidade de se alegrar com o
próximo pode pregá-las. O pecado
exterior revela um credo, uma crença
interior. Toda desobediência possui uma
teologia escondida.
Antes de a mão tomar, o coração deixou
de crer. Antes de a língua acusar, a
alma suspeitou de Deus.
Antes de a comparação ferir o próximo, a
fé já havia desviado os olhos do Pai.
Por isso, a solução não é apenas se
esforçar mais. A vontade precisa ser
disciplinada. Os os hábitos precisam ser
corrigidas, ocasiões de tentação
precisam ser evitadas, mas o coração
precisa voltar a crer. Precisamos
contemplar novamente quem Deus é.
Precisamos lembrar
eh o que Cristo realizou. Precisamos
interpretar a vida eh pela cruz e não
interpretar a cruz pela vida. Se
começarmos pelas faltas, Deus parecerá
pequeno. Se começarmos pelo calvário, as
faltas encontrarão o seu lugar. No
madeiro, o pai não poupou o próprio
filho. No madeiro, o filho entregou-se
por pecadores. No madeiro, o espírito
aplicou uma redenção eterna. Aquele que
nos deu Cristo não perdeu o controle da
nossa história. Aquele que nos deu
Cristo não se tornou indiferente as
nossas necessidades. Aquele que nos deu
Cristo não está economizando o amor.
A cubiça diz: "Falta-me a coisa
necessária". O evangelho responde: "Em
Cristo o indispensável já foi dado."
Então, a cobiça continuará mudando de
objeto, enquanto a incredulidade não foi
arrancada pela visão renovada do que
Deus eh nos deu eh em seu filho ou de
que ele nos deu o seu próprio filho.
A cobiça parece discreta, não deixa
marcas visíveis imediatamente. Não
precisa entrar numa casa, não precisa
falsificar uma assinatura, não precisa
derramar sangue, pode permanecer sentada
durante o culto, pode cantar os hinos,
pode ouvir a palavra, pode sorrir para o
próximo, enquanto isso constrói um altar
silencioso dentro do peito. Por essa
razão
Paulo, por exemplo, chama avareza, ou
seja, o amor ao dinheiro de idolatria.
Ele não exagera, ele identifica a
essência do pecado. O primeiro
mandamento diz: "Não terás outros deuses
diante de mim". O décimo diz: "Não
cobiçaris".
O início e o fim da lei alcança o mesmo
trono. Quando cobiçamos, não estamos
apenas querendo demais, estamos adorando
mal.
O objeto desejado recebe, começa a
receber atributos divinos, promete
segurança, promete identidade, promete
descanso, promete aceitação, promete
poder, promete futuro, promete que
finalmente estaremos bem, vamos
descansar. Nenhuma criatura pode cumprir
essas promessas. Mesmo assim,
o coração lhe confere ou lhe oferece
confiança.
Essa é a idolatria. Não exige uma
estátua. Exige apenas uma esperança
absoluta em algo. Talvez o ídolo seja
casamento.
O objeto pode ser legítimo. Você vê a
posição concedida a ele é legítima. Uma
bênção torna-se Deus quando não
conseguimos imaginar uma vida plena sem
ela. Um desejo se torna Senhor quando
sua frustração nos autoriza a pecar para
tentar resolver a frustração. Uma
expectativa se torna culto quando
organiza nossas decisões, controla o
nosso humor e define o nosso valor, a
nossa identidade.
Então, o coração dividido não abandona
necessariamente Deus. Ele apenas
acrescenta outro Salvador. Continua
dizendo, "Eu creio no Senhor". Mas
acrescenta: "Também preciso disso para
viver. Também preciso daquela pessoa
para estar seguro. Também preciso
daquele resultado para ter paz.
É uma fé com dois centros, uma adoração
com dois altares, uma confiança
distribuída entre o criador e a
criatura. É Deus e mam.
E Jesus diz que eh eh é impossível você
servir aos dois. Então, Cristo não
aceita ocupar uma prateleira. Ele não
veio ser um recurso adicional. Ele não
veio eh melhorar uma vida já governada
pelo ego, pelo eu. Veio morrer e
ressuscitar com o Senhor. Veio
reivindicar o coração inteiro. Veio nos
libertar do domínio de falsos senhores,
falsos deuses. Veio nos reconciliar com
o Pai, veio se tornar nossa justiça,
nossa paz, nossa sabedoria
e nossa redenção. Quando o coração vê
Cristo assim, os ídolos começam a
diminuir. Não porque as dádivas perdem
todo valor, mas porque deixam de
carregar qualquer peso eterno. O
casamento pode ser precioso, mas não
pode justificar. O trabalho pode ser
importante, mas não pode redimir. A
saúde pode ser cuidada, mas não pode
vencer a morte no fim
e a morte final.
A família pode ser amada, mas não pode
ocupar o lugar do cordeiro. Então, o 10o
mandamento não nos chama ao vazio, ele
nos chama a uma adoração indivisa. Não
diz apenas deseje menos, diz deseje
corretamente.
Receba as criaturas como criaturas.
Adore o criador como Deus.
Faça de Cristo seu tesouro. Deixe que o
Pai determine qual é a sua porção.
A liberdade não está em não querer nada,
está em não exigir de nada aquilo que
somente Deus pode oferecer.
Então, cobiçar é dividir o coração entre
Deus e um segundo Salvador.
Se contentar é receber toda a dádiva sem
permitir que ela ocupe o trono de Cristo
de nenhuma forma, nenhuma lealdade
dividida.
Então, a cobiça possui muitos,
muitas faces,
mas três incredulidades alimentam sua
fome. A primeira é a incredulidade
acerca de Deus. Desconfiamos
de seu governo, questionamos sua
bondade, suspeitamos de sua sabedoria,
tratamos sua demora como descaso,
interpretamos sua negação como
crueldade.
O coração diz para nós: "Se Deus fosse
soberano, isso não teria acontecido" ou
diz: "Se Deus fosse bom, teria me dado o
que pedi". Às vezes afirmamos a sua
soberania na doutrina e a negamos na
segunda-feira.
Confessamos que ele governa nações, mas
não confiamos que ele governa a nossa
agenda.
Cantamos que sua graça é suficiente, mas
vivemos como se uma oportunidade perdida
pudesse arruinar definitivamente o seu
plano. A segunda incredulidade diz
respeito ao propósito. Esquecemos porque
fomos criados. Imaginamos que o objetivo
da vida é construir a experiência mais
confortável possível.
Então, transformamos o mundo presente em
um destino final. Avaliamos o bem pela
quantidade de eh facilidade recebida.
Avaliamos o amor de Deus pela
proximidade de nossos sonhos.
Então, cobiçamos porque acreditamos que
a vida verdadeira está aqui. Se este
mundo for tudo, precisamos possuir agora
ou estamos perdendo a vida. Precisamos
experimentar agora. Precisamos ser
admirados agora. Precisamos evitar toda
perda agora. Mas fomos criados para
conhecer Deus. Fomos redimidos para
glorificá-lo. Fomos escolhidos para ser
conformados a Cristo. Fomos feitos
cidadãos de uma pátria superior.
E a terceira incredulidade envolve o
próximo. Deixamos de vê-lo como irmão ou
como próximo. Passamos a tratá-lo como
medida. Sua bênção avalia a nossa
importância. Seu sucesso ameaça nosso
lugar. Sua alegria expõe nossa falta.
Seu dom parece diminuir o nosso. Sua
história se torna argumento contra a
fidelidade de Deus conosco.
Assim, aquele que deveria ser amado vira
concorrente.
Aquele com quem deveríamos chorar vira
objeto de comparação.
Aquele com quem deveríamos nos alegrar
vira testemunha eh de nossa suposta
rejeição.
Essas três incredulidades trabalham
juntas. Desconfiamos do Pai, esquecemos
nosso chamado, usamos o próximo como
régua. Então, o desejo cresce, o
ressentimento cresce, a gratidão
desaparece, a comunidade enfraquece,
a alma se torna incapaz de descansar.
Por isso, a cura precisa ser igualmente
profunda.
Precisamos reaprender o caráter de Deus.
Precisamos reaprender nosso propósito.
Precisamos reaprender a olhar o próximo.
A doutrina não é um luxo acadêmico, é
alimento para a batalha do coração.
Saber que Deus reina muda a maneira como
recebemos a espera. Saber que Deus é bom
muda a maneira como interpretamos a
negação. Saber que fomos chamados à
semelhança de Cristo muda a definição de
progresso.
Saber que o próximo pertence ao mesmo
corpo muda sua bênção de ameaça para
alegria. A fé
não elimina imediatamente toda a dor,
não transforma perda em prazer, não
chama sofrimento de agradável, mas a fé
impede que a dor se torne acusação,
impede que a ausência se torne ídolo,
impede que a diferença se torne guerra.
Cristo une novamente aquilo que a cobiça
separa. Ele nos reconcilia com Deus. Ele
redefine nosso propósito. Ele nos coloca
dentro de um corpo. Nele, o Pai deixa de
ser suspeito. A vida deixa de ser
projeto de autopreservação. E o próximo
deixa de ser um rival.
A cobiça cresce então quando
desconfiamos de Deus, esquecemos nosso
propósito e transformamos o próximo em
medida.
O evangelho restaura essas três
relações.
Então, imagina,
imagine uma criança pedindo mais um
doce. Ela já recebeu o suficiente. A mãe
conhece seu corpo, conhece o horário,
conhece o efeito do excesso. Por isso
responde não. Depois
oferece uma fruta. A criança não enxerga
cuidado, enxerga a privação,
não percebe sabedoria na mãe, percebe
obstáculo. Não interpreta negativa pelo
amor da mãe, interpreta a mãe pelo
desejo negado. Então, chora. Algumas
gritam, acusam. Talvez diga: "Você nunca
me dá nada". A frase é absurda. Aquela
mesma mãe durante todo o tempo alimenta,
protege, veste, ensina e permanece ao
lado dela. Mas o desejo presente
estreita a memória.
Uma única negação apaga 1000
providências.
Essa cena infantil expõe nossa relação
com Deus. Frequentemente
julgamos o pai com a maturidade de uma
criança mimada ou uma criança irritada.
Pedimos uma dádiva, a dádiva é boa. O
desejo não é necessariamente pecaminoso.
Mas quando Deus diz não ou ainda não,
interpretamos sua resposta como
abandono.
A cubita, a a cubiça nasce nesse ponto.
Ela não aceita que o pai saiba melhor,
não admite que sua sabedoria veja
perigos invisíveis. Não suporta que seu
amor escolha outro caminho. Quer
transformar oração em controle. Quer
usar promessas como contratos privados.
Quer converter Deus em instrumento de
nossos planos.
Maturidade cristã
não significa perder desejo, significa
aprender a recebê-los sob o governo do
Pai. Significa pedir com liberdade e
entregar com reverência.
Significa dizer: "Senhor, eu desejo
isso, mas não conheço tudo. Não enxergo
o futuro. Não compreendo meu próprio
coração. Faça comigo o que promover sua
glória e meu verdadeiro bem". Cristo nos
ensina essa maturidade no Getsemman. Ele
não fugiu eh eh dali. Ele também não
fingiu que o cálice era leve. Sua alma
esteve profundamente angustiada. Ele
pediu que, se fosse possível, o cálice
passasse. O desejo foi real, a dor foi
real, a submissão também foi real.
Contudo, não seja feita a minha vontade,
mas a tua. Isso não foi resignação vazia
ou fria, foi confiança filial. O filho
conhecia o pai, sabia que a vontade
dolorosa não deixara de ser santa. Sabia
que o caminho da cruz não significava
perda do governo divino. Sabia que o
amor do Pai não podia ser medido pelo
conforto da hora.
Nós também precisamos aprender essa
linguagem. Nem toda porta fechada é
rejeição. Nem toda demora é
esquecimento. Nem toda dor é prova de
ausência. Nem toda diferença é
injustiça.
O pai pode oferecer a fruta quando
pedimos o doce. Pode oferecer disciplina
quando pedimos facilidade.
Pode oferecer espera quando pedimos
rapidez. Pode oferecer fraqueza quando
pedimos independência.
Pode permitir uma falta para revelar uma
suficiência maior. A providência não é
compreendida quando observamos somente o
prato. Ela é compreendida quando
conhecemos
as mãos.
A criança amadurece e um dia agradece
pela negativa.
Nem sempre teremos essa explicação aqui.
Algumas respostas pertencem à
eternidade, mas já temos algo melhor que
explicações completas. Temos o caráter
revelado do Pai em Cristo. Temos a cruz
do Filho, temos o testemunho do
Espírito, temos promessas que não podem
falhar. Então, a fé não diz: "Eu entendo
todos os caminhos". A fé diz: "Conheço
aquele que conduz".
A cubiça então interpreta Deus pelo
desejo negado. A fé interpreta o desejo
negado pelo caráter do pai revelado em
Cristo Jesus.
Você vê que nós vamos crescendo numa
definição mais profunda de cobiça e
vamos conhecendo melhor nossa nossa
própria alma.
Davi contempla a providência e perde as
palavras.
O Senhor conhece quando ele se assenta,
conhece quando se levanta, conhece seu
caminho, conhece seu repouso, conhece a
palavra antes de chegar à língua,
cerca-o por trás, cerca-o pela frente,
coloca eh sobre ele a mão. Depois Davi
afirma: "Todos os meus dias foram
escritos antes
que qualquer um deles existisse."
Isso significa que Deus não governa
apenas crises, não aparece somente nas
grandes viradas, não cuida apenas de
conversões, casamentos, funerais e
decisões extraordinárias.
Ele é o Senhor da vida comum. A
incredulidade aceita um Deus grandioso
no céu, mas o exclui da cozinha.
Confessa a sua soberania sobre impérios,
mas reclama como se o trânsito estivesse
fora de sua providência.
afirma que ele dirige a história, mas
teme que um atraso possa destruir seu
propósito.
Então, a cobiça aproveita essa divisão.
Ela aponta para o detalhe frustrante e
diz: "Deus não está aqui." Aponta para a
rotina repetitiva e diz: "Nada
importante acontece neste lugar."
aponta para espera,
a espera silenciosa, e diz: "Sua vida
está parada".
Mas nenhum dia escrito por Deus é um
intervalo sem significado. Nenhum dever
realizado diante dele é verdadeiramente
pequeno. Nenhuma obediência escondida
fica fora de seus olhos. Nenhuma lágrima
é desperdiçada. Nenhuma oração fiel
desaparece. Nenhum ato de amor em Cristo
é vão no Senhor. O contentamento cresce
quando a alma reconhece a presença
divina no cenário
que recebeu. Não precisamos de uma vida
espetacular para viver sob o olhar de
Deus. Precisamos de fé. O pai pode ser
glorificado na sala silenciosa, na
enfermaria, no escritório, na criação
dos filhos, no cuidado
de um idoso, na espera de uma resposta,
na tarefa que ninguém aplaude.
Mas a cubiça diz: "Minha vida começará
quando isto mudar".
A providência responde: "Este dia também
foi escrito por Deus."
Não estamos proibidos de buscar
mudanças, mudanças legítimas. Podemos
estudar, podemos trabalhar, podemos
pedir ajuda, podemos planejar, podemos
sair de situações perversas,
podemos buscar tratamento, podemos bater
em portas. A soberania não produz
passividade, produz liberdade da
ansiedade absoluta. Agimos sem acreditar
que o universo repousa sobre nossos
ombros. Planejamos, mas sem imaginar que
o fracasso do nosso plano é o fracasso
de Deus.
Trabalhamos com diligência, mas sem
transformar resultados
em Salvadores.
Nós descansamos porque a mão do Pai já
está no amanhã. Cristo viveu assim. Cada
hora de sua vida terrena esteve debaixo
do propósito eterno. 30 anos
de obscuridade não foram um desperdício,
não é? Como um carpinteiro. Dias comuns
em Nazaré não foram menos santos. A
caminhada até a cruz não foi acidente.
Cada passo naqueles 30 anos era em
direção à cruz. Também a ressurreição
não foi improviso.
Unidos a ele, também recebemos nossos
dias como parte de uma história
redimida.
Um dia comum, rotineiro, deixa de ser
vazio quando lembramos que foi escrito
pelo Pai e pode ser vivido paraa glória
de Cristo. E aí nenhum dia é um dia
realmente comum.
Ah, a soberania de Deus alcança os
nossos dias, alcança também nossa
salvação. Paulo não começa Efésios
celebrando a capacidade humana, começa
bendizendo o Pai. O Pai nos abençoou em
Cristo. O Pai nos escolheu em Cristo. O
Pai nos predestinou para adoção.
O Pai agiu segundo beneplácito de sua
vontade.
Tudo resulta no louvor de sua graça.
Antes de nossas obras havia propósito.
Antes de nossa busca havia eleição.
Antes de nossa resposta havia
misericórdia. Antes de amarmos, fomos
amados. A salvação não nasceu quando um
pecador inteligente tomou uma boa
decisão. Nasceu no coração eterno de
Deus.
É verdade que cremos. É verdade que nos
arrependemos.
É verdade que respondemos ao evangelho.
Mas até essa resposta é fruto da graça
vivificadora. Estávamos mortos. O morto
não inicia nenhuma ressurreição.
Estávamos cegos e o cego não produz luz.
Estávamos escravizados. O escravo não
rompe suas correntes por superioridade
moral.
Deus nos deu vida em Cristo, abriu o
coração, concedeu fé, produziu
arrependimento, nos uniu ao filho. Isso
humilha a cobiça, porque a cobiça vive
de mérito imaginário. Ela diz: "Eu
mereço mais, eu me esforcei mais. Eu fui
mais fiel. Eu deveria receber uma porção
melhor." Mas o evangelho pergunta: "O
que você possui que não recebeu?"
Se a vida eterna é graça, como podemos
transformar dádivas temporais em
salário?
Se a vida eterna é graça, a vida agora
também é. Se Deus nos adotou quando
éramos inimigos, como podemos acusá-lo
de avareza, porque não nos deu
determinado conforto?
Se Cristo se tornou nossa um eh eh nossa
justiça, porque ainda tentamos usar
conquistas para provar superioridade?
A soberania da graça não nos torna
indiferentes, nos torna agradecidos. A
pessoa perdoada não precisa viver
contabilizando vantagens.
A pessoa adotada não precisa disputar o
amor do Pai. A pessoa unida a Cristo não
precisa construir identidade com
os materiais frágeis da comparação. O
Pai não nos colocou na família porque
superamos os outros.
Não permaneceremos na família porque
conseguimos manter um desempenho
perfeito. Nossa posição repousa em
Cristo. Nosso nome está ligado ao
Senhor. Nossa herança foi comprada pelo
sangue dele. Nossa perseverança é
sustentada pela intercessão dele. Essa
segurança enfraquece a cobiça. O sucesso
do próximo não ameaça a nossa adoção. A
beleza
do próximo não apaga a justiça de Cristo
em nós. O dom ou os dons do próximo não
reduz nossa herança. A oportunidade do
próximo não esgota a providência do Pai.
A graça suficiente para formar cada
filho de maneira
singular.
A eleição também redefine nossa dor. Não
significa que compreenderemos tudo.
Significa que nada pode nos separar do
amor de Deus em Cristo. A tribulação não
desfaz a escolha. A espera não cancela a
adoção. A fraqueza não remove a herança.
A morte não encerra a comunhão. Aquele
que iniciou a boa obra não abandonará o
que começou.
Então, quando sabemos que até a nossa
salvação nasceu da graça soberana,
perdemos o direito de transformar
bênçãos em salários e diferenças em
acusações. Saber que Deus governa não
consola por si só. Um soberano absoluto
e cruel seria motivo de terror. Um poder
limitado, sem bondade, transformaria o
universo numa prisão. Por isso, a
escritura não apenas diz: "Deus reina".
Ela também diz: "Deus é bom. Seu poder
não opera separado de seu caráter. Sua
soberania é santa. Sua sabedoria é
perfeita, sua justiça é reta. Sua
misericórdia é abundante, sua fidelidade
não muda. Seu amor pelos filhos não
sofre oscilações.
Então, o mesmo Deus que determina os
dias é compassivo e gracioso, é tardio
em irar-se, é rico em amor e fidelidade,
perdoa a iniquidade, transgressão e
pecado.
Quando essas verdades são separadas, a
alma adoece.
Alguns falam da bondade de Deus como se
ele não governasse.
Possui boas intenções, mas não consegue
conduzir a história. Deseja ajudar, mas
as circunstâncias o vencem. Quer
consolar, mas não tem autoridade sobre a
dor, sobre a tristeza, sobre a
ansiedade.
Esse Deus pode despertar pena, mas não
pode sustentar fé. Outros falam da
soberania como se o coração de Deus
fosse frio. Tudo está decretado, mas
nada parece paternal. Há poder, mas não
proximidade. Há controle, mas não
ternura. Esse retrato também mutila a
revelação.
O Deus da Bíblia, o Deus da Bíblia reina
com bondade e é bom com soberania. Nada
impede de cumprir eh seu propósito. E
seu propósito para os que estão em
Cristo é verdadeiramente bom. A
dificuldade aparece porque definimos
bondade pela facilidade. Chamamos de bom
aquilo que alivia agora. Chamamos de mal
aquilo que dói agora.
Mas a sabedoria do Pai trabalha com a
eternidade diante dos olhos. Ele pode
negar um conforto para preservar a alma.
pode permitir uma perda para destruir
uma falsa segurança. Pode conduzir ao
deserto para ensinar que o homem não
vive somente de pão. Pode remover um
apoio para revelar os braços eternos.
Pode
codar um ramo vivo para produzir frutos
mais profundos. Isso não torna a dor
irreal ou pequena. não transforma
lágrimas em pecado, não nos manda
celebrar o mal como mal. José chamou a
intenção dos irmãos de má. A cruz
revelou a perversidade dos homens.
A bondade de Deus não torna boa a
crueldade.
Ela governa acima dela, limita julga e a
conduz sem ser
autor do pecado, para fins que os
perversos jamais planejaram. Por isso, a
fé pode lamentar e ainda descansar. pode
dizer: "Isso foi terrível e também, mas
meu pai não perdeu
seu propósito aqui." Pode denunciar o
opressor e também recusar o desespero.
Pode buscar justiça e também entregar a
vingança final ao Senhor. O
contentamento bíblico não é uma
anestesia,
é confiança em meio à sensibilidade.
é a capacidade de sentir a ferida sem
transformar a ferida na definição
completa
de nada, muito menos de Deus. O rei que
governa a nossa história é o pai que
contou nossos cabelos.
O pai que disciplina é o mesmo que nos
elegeu e adotou. O pai que às vezes nega
é o mesmo que entregou o filho. Então a
soberania se torna consolo apenas quando
contemplamos o trono e reconhecemos nele
o pai, cuja bondade foi revelada de
maneira definitiva em Cristo. Se não
vamos falar de soberania, ah, Deus é
soberano, mas vamos falar como que um
destino cruel estivesse se abatendo
sobre nós. Então, como a gente falou,
José conheceu violência,
conheceu inveja.
Seus irmãos olharam para sua túnica,
ouviram seus sonhos, perceberam um amor
especial do Pai e deixaram a comparação
amadurecer. Primeiro odiaram, depois
conspiraram, em seguida venderam o
próprio irmão. Levaram uma túnica
manchada a Jacó, construíram uma mentira
e permitiram que o pai durante muitos
anos chorasse.
Nada disso era pequeno, nada disso era
moralmente neutro. Os irmãos fizeram um
mal, foram responsáveis e a soberania de
Deus não os transformou em inocentes.
Mesmo assim, anos depois, José pode
dizer: "Vocês intentaram um mal contra
mim". Deus, porém, intentou as mesmas
coisas para o bem.
A frase não diz que Deus encontrou um
desastre inesperado e depois tentou
consertá-lo tentando usar e tirar algo
bom daquilo. Diz que havia uma intenção,
um propósito divino operando acima da
intenção má humana.
Os irmãos queriam silenciar sonhos. Deus
estava preservando uma família. Eles
queriam remover um rival. Deus estava
preparando um governador.
Os irmãos queriam causar morte. Deus
estava providenciando pão para salvar
vidas. A mesma ação possuía intenções
diferentes. A intenção dos homens era
perversa. A intenção de Deus era santa.
Isso permanece misterioso porque são os
mesmos fatos. Não somos convidados
a explicar na vida cada ligação secreta
da providência de Deus. Somos convidados
a adorar. A confissão antiga fala com
reverência exatamente a respeito disso.
Nada acontece por acaso. Deus governa
todas as criaturas. mesmo assim não é
autor do pecado. Seu poder e sua bondade
são tão grandes que ele ordena seus
propósitos justos, mesmo quando demônios
e homens agem injustamente.
Essa doutrina não foi entregue para
alimentar
curiosidade arrogante, foi entregue para
produzir exatamente isso, consolo. O
crente não está nas mãos do acaso, não
está sob o governo final do agressor de
inimigos. não está abandonado as
decisões eh de potestades e soberanias e
tronos.
Não está a mercê de forças impessoais. O
diabo age, mas com limites. Os homens
pecam, mas não podem destronar Deus ou
frustrar Deus. A injustiça fere, mas não
escreve o os capítulos da vida. A cubiça
também precisa ouvir isso. Quando
olhamos para a vida do próximo, podemos
supor que nossa perda arruinou para
sempre o plano de Deus. Talvez alguém
tenha tomado uma oportunidade,
talvez uma mentira tenha fechado uma
porta. Talvez uma decisão alheia tem
alterado nossa história.
Não precisamos chamar o pecado de
providência boa. Precisamos reconhecer
que a providência boa é maior que o
pecado. O Senhor pode usar a cova, pode
usar a casa de Potifar, pode usar a
prisão, pode usar anos aparentemente
esquecidos, pode transformar o caminho
voluntário no caminho
de preservação.
Não sabemos quando veremos essa conexão.
José precisou atravessar longos anos.
Talvez algumas conexões só sejam vistas
na glória, mas a cruz oferece certeza
maior. Homens perversos crucificaram
Jesus, agiram segundo sua maldade, ao
mesmo tempo cumpriram perfeitamente o
propósito determinado de Deus.
A pior ação humana se tornou o centro da
redenção. Se Deus governou o Calvário,
não pode governar nossa história.
Então, a intenção perversa dos homens
pode ferir profundamente a nós, mas
nunca possui autoridade suficiente para
cancelar a intenção santa de Deus, que
governou até mesmo a cruz de seu filho.
Existem momentos em que a providência
parece contradizer a promessa. Oramos e
a enfermidade continua. Esperamos e a
porta não abre. Servimos e somos
esquecidos. Amamos e recebemos
ingratidão. Confiamos e atravessamos
perdas. Nesses momentos, a cubiço
oferece uma interpretação rápida para
nós. Deus está retendo o bem. Deus
prefere outro. Deus não se importa. Você
precisa cuidar de si mesmo.
Essa voz é antiga, foi ouvida lá no
Éden. A serpente não começou negando a
existência de Deus, começando
questionando sua bondade. Deus havia
dado um jardim, havia concedido
abundância, havia oferecido comunhão,
havia estabelecido uma única proibição.
A serpente concentrou os olhos e toda a
energia naquilo que foi negado, na única
coisa que foi negada, na árvore negada.
Fez a abundância de repente desaparecer,
mas a abundância continuava lá.
Transformou o limite em crueldade,
apresentou a criatura como caminho de
vida. Toda a cobiça repete essa
liturgia, essa mesma liturgia. Olha para
o que falta, esquece o que foi dado,
suspeita do propósito divino, tenta
tomar vida com as próprias mãos. Por
isso, precisamos retornar à cruz. Não
apenas como doutrina inicial.
Precisamos dela todo dia
como interpretação diária da bondade de
Deus. No calvário, o pai entregou o
filho. O filho recebeu a condenação. O
justo morreu pelos injustos.
O santo tomou o lugar dos culpados. O
amado foi entregue pelos inimigos. Deus
não esperou que nos tornássemos dignos.
Cristo morreu quando ainda éramos
pecadores. Morreu por impotentes. Morreu
por ímpios, morreu por inimigos. morreu
por aqueles que nada podiam oferecer a
ele, nem naquela na naquele momento, nem
em toda a eternidade.
Aqui está a demonstração do amor. Não em
uma vida sem dificuldades, não em uma
agenda sem atrasos, não em uma família
sem lágrimas, não em um corpo sem
enfermidade, mas no sangue
do filho de Deus. Quando a dúvida te
pergunta, Deus realmente
me ama ou te faz perguntar, né? Deus
realmente me ama? A cruz responde quando
a demora eh eh pergunta, ele se
esqueceu? A cruz responde: "Qua a
comparação pergunta: "Por que não fui
tratado como outro?" A cruz responde:
"Fomos tratados com misericórdia quando
merecemos juízo. Recebemos justiça
alheia de outra pessoa quando possuímos
culpa própria em nós mesmos. Fomos
adotados quando éramos inimigos.
Recebemos herança quando não tínhamos
direito a isso. Paulo conduz a alma a
essa conclusão. Aquele que não poupou o
próprio filho antes, o entregou por
todos nós, como não nos dará com ele
todas as coisas necessárias?
A pergunta
não promete que Deus satisfará cada
desejo. Promete que não negará nenhum
bem real segundo o seu propósito, não
nossos planos.
O pai que entregou Cristo não administra
nossa vida com mesquinhez. Pode negar
aquilo que desejamos, não porque deixou
de amar, mas porque seu amor não é
governado por nossa visão limitada.
A cruz também redefine o que chamamos de
perda. Podemos perder conforto e ainda
possuir Cristo. Podemos perder posição e
ainda ser filhos. Podemos perder bens e
ainda possuir herança incorruptível.
Podemos perder saúde e ainda caminhar
para a ressurreição. Podemos perder a
própria vida e ainda dizer: "Viver é
Cristo e morrer é lucro". A cobiça diz
para nós: "Sem isso não posso viver". A
cruz diz: "Cristo morreu e ressuscitou e
sua vida está escondida nele." Então,
toda suspeita contra a bondade do pai
deve ser levada a um único lugar, ao
Calvário, onde ele não poupou o filho e
garantiu que nenhum bem eterno faltará
aos que estão
em Cristo. A cobiça não revela apenas eh
que desejamos determinada coisa. revela
o tipo de vida que acreditamos ser
necessária. Se imaginamos que o objetivo
da existência é reunir conforto,
segurança, beleza, relacionamentos
ideais e reconhecimento, qualquer
ausência parecerá uma tragédia absoluta.
O coração organizará tudo em torno da
vida perfeita aqui. Mas a escritura
começa em outro lugar. Fomos criados
para Deus. Nossa alma não foi desenhada
para descansar em dádivas separadas do
de do Deus que é o doador de tudo.
Então, o jardim era abundante. Ainda
assim, sua glória principal era a
presença divina.
Pecando contra Deus, nada mais no jardim
podia sustentar a paz, o descanso e a
alegria. O pecado rompeu essa comunhão.
Desde então, procuramos em criaturas a
vida perdida com o criador no Éden.
Bebemos em cisternas rotas, trabalhamos
pelo que não alimenta, gastamos força no
que não satisfaz.
Depois culpamos a quantidade de água
quando o problema está na fonte que nós
escolhemos.
Isaías chama os sedentos, chama os que
não possuem dinheiro, oferece vinho e
leite sem preço.
Pergunta: por que gastar naquilo que não
é pão? Por que trabalhar naquilo que não
satisfaz?
A resposta não é uma técnica de
contentamento, é um convite à comunhão.
Inclinai os ouvidos e vinde a mim. Ouvi
e a vossa alma viverá. Deus não oferece
apenas benefícios. Se você vê, oferece a
si mesmo. Vinde a mim.
Davi provou essa realidade. AF também
quem tenho eu no céu senão a ti? na
terra nada desejo além de ti. Essas
palavras
eh
não significam que ele perdeu todo afeto
humano. Significa que nenhum afeto
ocupava o centro absoluto.
Seu corpo poderia falhar, seu coração
poderia enfraquecer, Deus continuaria
sendo força e porção para sempre.
Essa é a liberdade que a cobiça odeia.
Se Deus for nossa porção, as outras
coisas podem ser amadas sem serem
adoradas, porque não são nossa porção,
nem nossa herança. O evangelho restaura
o propósito perdido. Cristo não morreu
apenas para melhorar nossas
circunstâncias, morreu para nos levar a
Deus.
Ele removeu a culpa, abriu o caminho,
concedeu o espírito, nos fez
participantes da vida do filho.
A vida eterna começa quando conhecemos o
pai por meio de Cristo.
Essa comunhão é o bem central.
Tudo mais deve girar ao redor dela. A
cubista pergunta: "O que ainda preciso
possuir?" O evangelho pergunta: Você
conhece aquele para quem foi criado?
A alma pode possuir muito e continuar
vazia, pode possuir pouco e estar cheia
de Deus. O problema mais profundo,
então não é a falta de experiências, é
distância do doador da vida.
Enquanto tratarmos este mundo como
destino e as dádivas como fonte,
viveremos sedentos. Fomos criados para
beber do próprio Deus em Cristo pelo
Espírito Santo.
E então a Bíblia diz para nós todas as
coisas cooperam para o bem. Poucas
frases são tão conhecidas, poucas frases
são tão facilmente reduzidas. O coração
ouve bem e traduz imediatamente: "Tudo
terminará como eu desejo." A enfermidade
será curada, a porta será aberta, o
relacionamento será restaurado, o
projeto dará certo.
Deus pode conceder essas coisas, mas
e muitas vezes concede, mas Paulo define
o bem no versículo seguinte: "Os que
Deus conheceu de antemão foram
predestinados para ser conformes à
imagem do seu filho." O bem supremo não
é conforto, é semelhança com Cristo.
Essa definição confronta a cobiça,
porque a cobiça afirma: "Meu bem
consiste em receber isso, aquilo e
aquilo outro". No evangelho afirma: "Seu
bem consiste em se tornar parecido com
Jesus".
Às vezes, a bênção serve a esse
propósito. Às vezes, a privação serve a
esse propósito. A abundância pode
ensinar generosidade, a escassez pode
ensinar dependência. O reconhecimento
pode criar oportunidades de serviço, mas
o anonimato pode mortificar a vaidade e
o orgulho. A força pode ser usada para
cuidar, mas a fraqueza pode ensinar a
suficiência da graça de Deus. O
casamento pode santificar a solteirice
também. A maternidade pode expor o
egoísmo. A esterilidade também pode
conduzir a confiança profunda. Não
existe uma única ferramenta para todos
os filhos.
Porque o pai trabalha pessoalmente, ele
não está produzindo conforto
padronizado,
está formando a imagem do primogênito.
E essa obra pode doer. CS LS, ele
comparou a alma a uma casa em reforma.
No início, Deus conserta vazamentos
esperados, depois começa a derrubar
paredes, abre novas alas, ergue torres,
muda a planta. Nós pensávamos que ele
faria uma casa decente apenas, ele diz,
mas ele pretende construir um palácio no
qual ele vai habitar. Então a imagem é
poderosa, disse esse liv aqui, né? Não
porque toda a dor possa ser explicada
rapidamente, mas porque nos lembra de
que o construtor conhece o projeto.
A cobiça resiste à reforma. Ela quer
escolher cada ferramenta, quer
determinar cada prazo, quer preservar os
cômodos favoritos, quer impedir qualquer
obra que ameasse sua ideia de
felicidade.
A fé aprende a dizer: "Pai, forma Cristo
em mim. Não permitas que eu ganhe o
mundo e preserve um coração pequeno. Não
me dês prosperidade que alimenta a minha
distância. Não renovas, né? Eh, eh, eh,
eh, nada que eu confunda como uma
porção,
não sendo quem tu és.
Eh, não removas uma dificuldade antes
que ela produza o fim desejado por ti.
Isso não é buscar sofrimento,
não é recusar meios legítimos de alívio,
é submeter o alívio a um propósito
maior. Cristo é o padrão. Sua humildade,
sua obediência, sua compaixão, sua
pureza, sua coragem, sua comunhão com o
Pai, seu amor até o fim.
E o espírito usa a palavra, a igreja, as
bênçãos, as correções e as provações
para desenhar os traços dele em nós.
A vida não está parada quando o nosso
desejo eh eh eh eh demora, desmorona.
A obra mais importante pode estar
avançando
eh com rapidez enquanto tudo parece
parado. Deus não prometeu usar todas as
coisas para construir a vida que nós
imaginávamos, mas para formar em nós a
beleza do filho que ele ama.
E a cobiça diz que fomos esquecidos.
A adoção diz que fomos escolhidos. A
cobiça diz que nossa vida é secundária.
A adoção diz que pertencemos à família
do rei. A cobiça mede importância por
visibilidade, recursos e oportunidades.
O evangelho mede nossa posição pela
união com Cristo. Pedro chama a igreja
de geração eleita, sacerdócio real,
nação santa, povo de propriedade
exclusiva de Deus. Não recebemos esses
nomes para alimentar o orgulho
religioso.
Recebemos para proclamar as virtudes.
Ele diz, daquele que nos chamou das
trevas para a sua maravilhosa luz. Nossa
vida possui propósito porque pertence a
Deus. Talvez ninguém conheça nosso
trabalho, o Pai conhece. Talvez não
recebamos aplauso, Cristo vê. Talvez o
serviço pareça repetitivo. O espírito
pode produzir fruto eterno. Talvez a
estação pareça pequena.
Ela está inserida na grande história da
redenção.
O mundo ensina que importância é superar
os outros. E quanto mais você supera os
outros, mais importante você é. O reino
ensino é que grandeza é servir. Em nome
de Jesus.
O mundo pergunta: "Quantos reconheceram
você?"
Cristo pergunta: "Você foi fiel?" O
mundo celebra plataformas. Cristo
celebra um copo d'água dado por causa do
seu nome. O mundo alcance, Cristo pesa
amor. Essa nova identidade muda a
comparação. Não precisamos disputar
lugar numa família que recebemos por
graça. O pai não ama seus filhos como
quem distribui uma quantidade limitada.
O amor dado a outro não diminui o amor
dado a nós. A função de outro não
cancela o nosso chamado. O dom de outro
não torna a nossa obediência inútil.
Cada membro existe para o corpo. O olho
não pode dizer a mão, não preciso de ti.
A mão não precisa dizer ser olho e nem
desejar ser olho. Cristo é a cabeça. Ele
distribui dons. Ele organiza o corpo.
Ele recebe a glória. A cubiça transforma
a diferença em hierarquia. O evangelho
transforma a diferença em serviço. Um
ensina, outro consola, um lidera, outro
oferece hospitalidade.
Um aparece, outro sustenta em secreto.
Todos dependem da mesma graça. Todos
possuem o mesmo Salvador. Todos caminham
paraa mesma glória. Nossa adoção, ela
também garante o futuro. Somos herdeiros
com Cristo. Ainda não vemos tudo. Ainda
gememos. Ainda esperamos a redenção do
corpo, mas a herança não depende do
tamanho da porção presente. O crente
mais escondido possui riquezas que reis
sem Cristo não possuem. A mulher
esquecida pelo mundo é conhecida no céu.
O homem limitado pela enfermidade pode
estar unido ao Senhor da ressurreição.
A igreja perseguida continua sendo noiva
do cordeiro.
Quando essa identidade desce ao coração,
as pequenas comparações perdem
totalmente a força. Não porque deixamos
de sentir, mas porque sabemos onde
pertencemos.
Quem foi adotado em Cristo não precisa
roubar a importância da vida, da vida
alheia, pois já recebeu lugar, nome,
missão e herança na família de Deus. A
cobiça floresce quando esquecemos onde é
a nossa casa. Se esta vida for destino
final, precisamos extrair dela tudo
agora.
Cada perda parecerá definitiva. Cada
atraso
parecerá um desperdício de vida. Cada
experiência não vivida parecerá uma
parcela irrecuperável da existência. Mas
a escritura chama os crentes de
peregrinos estrangeiros.
Nossa cidadania está nos céus. De lá
guardamos o Salvador. Ou seja, isso não
significa desprezar a criação, não
significa abandonar responsabilidades,
não significa viver sem vínculos. O
peregrino bíblico trabalha, ama,
constrói, serve, planta, chora, celebra,
mas não confunde hospedagem com pátria.
Hotel pátria. Quem vive temporariamente
em outro país organiza a vida de modo
diferente. Não carrega tudo, não investe
toda esperança no imóvel alugado que
logo será deixado para trás.
Sente saudade de casa. Aprende a viver
no lugar presente, mas sabe que não
permanecerá ali para sempre. Assim é a
igreja. Estamos realmente nesse mundo.
Nossas tarefas são reais. Nossos
relacionamentos importam. Nossas
decisões possuem consequências, mas
nossa esperança final não está na
estabilidade daqui.
A cidade que buscamos possui fundamentos
eternos. Seu arquiteto e construtor é
Deus.
Na nova criação, o tabernáculo de Deus
estará com os homens. Toda a lágrima
será enxugada. A morte não existirá, o
luto terminará. O clamor cessará, a dor
não permanecerá.
Não voltaremos simplesmente ao jardim do
Éden. Entraremos numa cidade redimida
sob a luz do cordeiro.
Essa esperança não nos torna passivos,
nos torna sóbrios. A cubiça quer
transformar a viagem num projeto de
instalação definitiva.
Acumula como se não houvesse herança.
Compara como se não houvesse eternidade.
Teme como se Cristo não fosse cumprir
sua palavra. A fé viaja leve, não por
desprezo, mas por esperança. Nos
gloriamos na esperança da glória de
Deus. Por isso, a fé viaja leve, não
somente nisso, mas também nas
tribulações.
Ela sabe que toda beleza presente é
sinal apenas, não é destino. Toda
comunhão verdadeira antecipa apenas a
ceia futura. Todo descanso legítimo
aponta apenas para o descanso final.
Toda justiça imperfeita faz desejar o
reino consumado. Cristo não apenas nos
perdoou, foi preparar lugar. ressuscitou
como primícias,
entrou no céu como precursor, voltará
para receber seu povo nessa vida,
na verdade, a nossa vida está orientada
por essa vida.
Por isso, o contentamento cristão não é
conformismo com o mal, é a liberdade de
obedecer hoje, sem exigir que hoje
contenha tudo.
A cobiça tenta transformar a hospedagem
em pátria.
A esperança em Cristo nos permite viver
plenamente aqui, sem exigir daqui o que
somente a nova criação nos dará.
E a cobiça, a cobiça não prejudica
apenas nossa relação com coisas, ela
altera a nossa relação com pessoas.
O próximo deixa de ser alguém a amar, se
torna uma medida. Olhamos para sua vida
para calcular a bondade de Deus conosco.
Se ele possui menos, nos sentimos
privilegiados.
Se possui mais, nos sentimos esquecidos.
Assim, nossa paz depende da posição
relativa.
Não basta ter. Precisamos ter tanto
quanto.
Às vezes precisamos ter mais. Esse olhar
destrói a comunhão. A alegria do irmão
vira uma ameaça. Sua conquista se torna
desconfortável.
Sua resposta de oração parece silêncio
de Deus para nós. Sua gravidez toca a
nossa espera. Seu casamento toca a nossa
solidão. Sua cura toca a nossa
enfermidade. Seu crescimento toca a
nossa aparente estagnação. Seu
ministério fluorescente toca a nossa
invisibilidade.
O problema não é sentir a própria dor. A
escritura não exige insensibilidade.
Podemos chorar enquanto outro celebra.
Podemos precisar de tempo. Podemos
confessar a luta. O pecado começa quando
o bem do próximo se torna evidência
contra Deus, contra a gratidão.
Então, já não conseguimos nos alegrar.
Talvez
diminuamos a bênção.
Talvez procuremos defeitos no outro.
Talvez espalhemos suspeitas. Ele pode
ser assim, assim, mais.
Talvez nos afastemos, talvez
transformemos silêncio em punição,
talvez tentemos espiritualizar a inveja.
Ela precisa tomar cuidado com o orgulho.
Esse crescimento não parece saudável.
Esse casamento não deve ser tão bom. A
língua tenta reduzir aquilo que o
coração não consegue celebrar.
Jesus manda amar o próximo como a nós
mesmos. Isso significa desejar seu
verdadeiro bem. Significa não tratar sua
felicidade como o roubo da nossa porção.
Na igreja, a bênção de um membro
pertence de algum modo ao corpo. Quando
um é honrado, todos podem se alegrar.
Quando um sofre, todos são chamados a
sofrer.
Não estamos competindo por vagas
limitadas do amor de Cristo. Estamos
ligados ao mesmo cabeça. Mas a cobiça
pergunta: "O que a vida dele diz sobre
mim?" O amor pergunta: "Como posso
servi-lo?"
A cobiça observa o presente do próximo.
O amor observa a pessoa. A cobiça quer
possuir o que ele possui. O amor quer
que ele floresça em Deus. A mudança
começa quando deixamos de usar pessoas
como termômetros de nossa importância.
O amor do Pai por nós foi demonstrado em
Cristo. Não precisa ser medido pela
distribuição idêntica de circunstâncias.
A cruz, a cruz é a nossa segurança. A
providência do outro é responsabilidade
do Pai. Nossa porção também
eh eh flui do Pai.
Podemos então nos aproximar sem
rivalidade, podemos perguntar com
sinceridade, podemos celebrar sem
fingimento, podemos chorar sem acusar,
podemos receber ajuda sem vergonha,
podemos oferecer dons sem superioridade.
Hã, então imagine
uma xícara, uma xícara
observando um prato. Ela pensa, o prato
é usado todos os dias, possui superfície
maior, recebe alimentos variados, eu
sirvo apenas para café. Minha vida seria
mais útil se eu fosse como o prato.
O prato observa a xícara, também se
compara. Ela possui curvas delicadas, é
usada em ocasiões mais especiais,
recebeu acabamento mais cuidadoso.
Estou eh eh riscado, gasto, eu sou usado
toda hora.
Minha vida seria mais bela se eu fosse
como ela. Então, a conversa parece
absurda, né?
Ambos foram formados pelo mesmo oleiro.
Cada peça possui propósito. O tipo de
argila foi escolhido. O fogo foi
regulado. A forma foi desenhada, o uso
foi previsto. A compração não melhora
nenhuma delas, apenas produz
descontentamento com o artesão. Assim
fazemos com Deus. A pessoa casada deseja
a liberdade da solteira. A solteira
deseja a companhia da casada. A mãe
cansada deseja silêncio. A mulher sem
filhos deseja o barulho da casa.
O jovem deseja autoridade, o idoso
deseja força, a pessoa visível deseja
descanso do olhar público. A pessoa
escondida deseja reconhecimento.
Cada uma vê o benefício do outro e
esquece o peso que acompanha a porção,
mas profundamente esquece o olheiro.
Paulo pergunta: "Pode a coisa formada
dizer ao que a formou: "Porque me
fizeste assim?"
A pergunta não proíbe lamento,
não impede crescimento, não condena toda
mudança, mas confronta a arrogância da
criatura que julga o projeto sem
conhecer o propósito.
Deus conhece nossa estrutura, conhece
tentações que nos destruiriam, conhece
graças que precisam amadurecer em nós,
conhece o tipo de fogo necessário para
nós e eh eh especificamente, né,
conhecer o limite da aprovação.
Ele conhece, conhece o serviço
preparado,
não usa ferramentas idênticas em todos
os filhos. Um recebe abundância e
precisa aprender generosidade.
Outro recebe escassez e precisa aprender
dependência. Um atravessa casamento
difícil, outro atravessa longa
solteirice.
Um serve com saúde, outro glorifica a
Cristo na fraqueza, nas enfermidades.
Não podemos copiar a história alheia.
Podemos obedecer na nossa história.
O corpo de Cristo necessita dessa
diversidade. Se todos fossem olhos, onde
estaria a audição? Se todos fossem mãos,
onde estaria o caminhar? O propósito não
é tomar
ou tornar
cada membro igual, é fazê-los cooperar
sobre a mesma cabeça. Cristo não é
glorificado quando imitamos
invejosamente o formato de outro. Ele é
glorificado quando nossa porção é
consagrada a ele. Talvez seja uma
xícara, talvez prato, talvez uma peça
usada só em segredo,
só de forma íntima. Talvez uma peça
marcada por muitas batalhas. O valor não
repousa na comparação, repousa em
pertencer ao olheiro. Somos comprados
por sangue, estamos sendo moldados pela
graça, seremos apresentados sem mancha.
A comparação discute com o olheiro. A fé
recebe a forma, o fogo e o serviço como
meios pelos quais Cristo exibirá sua
beleza em membros diferentes, eh
totalmente eh diferentes.
Então, depois de identificar a raiz,
precisamos tratá-la corretamente. Não
basta repetir: "Vou reclamar menos, vou
parar de comparar, vou ser mais
positivo."
A atitude exterior é fruto. O coração é
que precisa ser renovado. A
incredulidade precisa ser confrontada
com a verdade de Deus. Quando a cobiça
disser: "Deus perdeu o controle",
responda com a soberania do pai.
Quando disser não foi bom, responda com
a cruz do filho. Quando disser minha
vida não possui propósito, responda com
o chamado à semelhança de Cristo.
Quando disser o próximo recebeu minha
porção, responda com a sabedoria do
oleiro e a unidade do corpo. Isso você
vê não é recitar fórmula, fórmulas
mecanicamente, é levar a alma à presença
de Deus. A fé vem pela palavra.
Por isso, precisamos abrir as escrituras
antes que a comparação escreva sua
narrativa em nós. Precisamos orar com
honestidade. Pai, eu quero o que o outro
possui.
Estou interpretando tua bondade pela
ausência. Estou usando essa pessoa como
rival. Perdoa minha iniquidade, perdoa
minha incredulidade, me mostre Cristo. A
confissão arranca a cobiça do segredo.
Isso
já é metade do caminho. A gratidão
também enfraquece sua voz. Não uma
gratidão superficial que finge que não
há dor, mas a lembrança deliberada das
misericórdias recebidas.
A cubiça eh eh seleciona exatamente
aquilo que falta. A gratidão recupera
uma visão inteira. Temos o Pai, temos o
Filho, temos o Espírito, temos perdão,
temos acesso ao trono da graça, temos
uma família espiritual, temos promessas,
temos ressurreição diante de nós. Também
precisamos da igreja. A cobiça cresce no
isolamento.
Em comunhão, confessamos lutas,
recebemos correção, aprendemos a
celebrar e somos lembrados do evangelho.
A ceia anuncia que todos chegam vazios,
todos recebem o mesmo Cristo. Nenhum
compra lugar, nenhum possui mérito
superior. Comemos de um pão, pertencemos
a um corpo. A batalha será repetida.
Novas ervas aparecerão, mas o espírito
não abandona o jardim. Ele mortifica
desejos desordenados, cultiva amor,
alegria, paz, paciência e domínio
próprio. E ele colhe esses frutos.
A raiz da cobiça então é arrancada
quando a mentira é levada à palavra,
confessada diante do Pai e substituída
pela verdade de Cristo em comunhão com
seu povo. E
a pessoa
com cobiça ou a pessoa cobiçosa diz: "A
vida não é justa".
Em muitos sentidos, a frase descreve um
mundo caído. Há muitas injustiças
horizontais nesse mundo. A opressão a
perdas, a desigualdades pecaminosas,
a pessoas que ferem e prosperam, a
inocentes que sofrem, inocentes
horizontalmente. Não é? Não precisamos
negar isso. Mas diante do evangelho, o
crente aprende outra confissão. A vida
não foi justa comigo, mas a graça agiu
em meu favor.
a falando isso de situações horizontais,
né, que é a única onde nós podemos
receber injustiça. Recebemos o que
Cristo merecia.
Não merecíamos nada a não ser a ira
divina. Cristo recebeu o que nós
merecíamos. Ele só recebia eh só merecia
bem-aventurança e não ira. Nossa culpa
foi lançada sobre ele. Sua justiça foi
acreditada a nós. Ele tomou a
condenação. Nós recebemos adoção. Ele
sozinho entrou nas trevas. Recebemos
acesso ao Pai. Nada disso foi salário.
Nada disso foi algo que Deus devia.
Nada disso foi obrigação divina, foi
misericórdia soberana. Essa verdade não
diminui
a dor presente, mas retira o coração do
tribunal. Já não comparecemos diante de
Deus como credores que merecem algo eh
porque alguém está em dívida com ele.
Chegamos como filhos perdoados.
Quando Oratius Pfort atravessou uma
perda impossível de medir, não é? As
filhas no Atlântico, ficando só sua
mulher. Sua consolação não foi que a
tragédia fosse pequena, foi que Cristo
havia considerado
seu estado desesperado e derramado
sangue por sua alma. A paz não veio da
explicação completa. Por que minhas três
filhas morreram? Veio da redenção
completa.
Tal contentamento não é temperamento
natural, é fruto de certeza maior que a
circunstância.
O pior dia não pode desfazer a cruz. A
maior espera não pode apagar a adoção. A
perda mais profunda não pode nos separar
do amor de Cristo. Então, nós aprendemos
por causa disso, a dizer: "Não possuo
tudo o que desejo, mas possuo o bem
indispensável".
Não compreendo toda a providência, mas
conheço o redentor. Não vejo ainda a
cidade, mas o rei prometeu voltar. A
esse é um hino, né, de de John Newton.
entre tantos. O mundo chama isso de
pouco. A fé chama de riqueza insondável.
As riquezas insondáveis de Cristo. Todo
o resto é talvez. Cristo é necessário.
Todo o resto pode chegar ou partir.
Cristo permanece. Sem ele a alma perde
tudo eternamente. Com ele até a morte se
torna parte, não é, das bênçãos, se
torna porta para casa. Então, o coração
deixa de exigir uma vida justa segundo
seus méritos, quando percebe que na cruz
recebeu misericórdia infinita e
infinitamente maior do que poderia
reivindicar.
Talvez
você reconheça a cobiça numa área
específica. Talvez seja uma relação,
talvez saúde, talvez dinheiro, talvez
beleza,
talvez uma resposta que nunca chega,
talvez a vida do próximo tenha se
tornado um espelho de sua falta. A
pergunta fiel não é apenas como consigo
parar de desejar isso? A pergunta é:
quem ocupará o lugar desse desejo? O
coração não permanece vazio. Um ídolo
removido precisa dar lugar a uma feição
superior ou outra feição pecaminosa
voltará. Cristo é a porção.
Ele não é um método de autocontrole, não
é um argumento para aceitar pouco, não é
um detalhe religioso acrescentado à vida
desejada. Ele é o Senhor crucificado e
ressurreto. Ele é o tesouro escondido.
Ele é a pérola de grande valor. Ele é o
pão da vida. É a água para o sedento. É
a justiça do culpado, o descanso do
cansado.
É a ressurreição
do que morre. A fé não diz que criaturas
são irrelevantes, diz que não são
Cristo. Podemos recebê-las com alegria,
podemos perdê-las com eh
gratidão ainda num coração e às vezes
com lágrimas, mas não precisamos perecer
junto com elas. Nossa vida está
escondida com Cristo em Deus. Não tá
escondida em nenhuma dessas coisas.
Quando ele se manifestar, também seremos
manifestado em glória. Até lá, a batalha
continua. Guardaremos o coração,
recusaremos qualquer comparação,
confessaremos a incredulidade.
Vamos agradecer pelas misericórdias.
Buscaremos o bem do próximo.
Esperaremos com paciência. Agiremos com
responsabilidade e voltaremos
repetidamente para fazer isso todo dia.
Voltaremos repetidamente diariamente ao
Calvário. Ali vemos o preço de nossa
adoção. Ali vemos a bondade do Pai. Ali
vemos o fim da nossa condenação. Ali
vemos que o universo não gira ao redor
de nossos desejos, mas ao redor da
glória do cordeiro.
E a cubiça pergunta: "O que falta para
eu viver?" Cristo responde: "Eu sou sua
vida". A cubiça pergunta: "Como posso
garantir meu futuro?" Cristo responde:
"Eu ressuscitei."
A cubiça pergunta: "Quem provará que sou
amado?" Cristo mostra as feridas.
Por isso,
filho de Deus, receba sua porção das
mãos do Pai.
Peça com liberdade, espere com
esperança, trabalhe com fidelidade.
Chore sem vergonha quando for momento de
chorar, mas não entregue o trono à
criatura alguma.
O indispensável já foi dado. Nada mais é
indispensável em nossa vida.
Quando Cristo se torna nossa porção,
ainda podemos desejar e sofrer. Mas
nenhuma ausência possui poder para
declarar que nossa vida está vazia ou
abandonada
por Deus. Esse é apenas o primeiro passo
para a derrota da cobiça que tenta
manter é sua cabeça levantada em nossa
vida. como fez no Éden. Então, vamos
voltar, vamos voltar a essa,
a essa grande inimiga, o 10o mandamento.
Não cobiçaris. Só Deus pode levar o
coração por esse caminho. Nós certamente
nos perderíamos nele. Amém, queridos.
Amém. Santo Deus, [canto] eu me aproximo
sem defesa, sem razão.
Tu me vês nos detalhes, [canto]
no segredo do coração,
nos pequenos [música]
pensamentos, [canto]
nas palavras que eu soltei.
Teu espírito me [música][canto] chama,
confessa.
E eu confessei,
não escondo minha [música] culpa,
não maquio [canto]
minha dor.
Contra [música] ti eu pequei,
contra o [canto] teu santo amor.
Mas que [música] atos minha raiz,
um querer [canto]
desalinhado.
Eu [música] preciso de limpeza. Eu
preciso ser
lavado.
Cordeiro, minha justiça, [música][canto]
fim do meu tribunal.
Eu largo a autojustiça, [canto][música]
me rendo ao teu final.
Jesus, [canto][música]
tem misericórdia.
Jesus, [música]
vem [canto] me purificar.
Teu sangue fala mais alto que o meu
[canto] pecado é gritar.
[grito]
Minha única defesa
é a cruz, é o teu [música] favor. Eu
adoro a tua graça.
[música]
Eu descanso no teu amor.
>> Tua [música] misericórdia [canto] é
melhor.
Tua [música] misericórdia [canto]
é meu lar.
>> Rei dos reis, eu me prostro. [música]
Tu és luz [canto] e eu sou pó.
Quando eu [música] tento ser dono, eu
não terco em mim só.
Autonomia [música]
é mentira, [canto]
autossuficiência
[música] também.
Tu és fonte, tu és vida.
[música] Sem ti nada me sustém.
Eu [música] não venho [canto] com rico,
venho com mãos sem ter. Não confio
[canto]
no meu choro, nem o meu vou vencer.
[música]
Eu confio na firmeza [canto]
do teu pacto, ó Senhor. [música]
Tua aliança [canto] é selada no [música]
cordeiro
redentor.
Restaura [música] minha alegria, [canto]
tua salvação em mim.
Sustenta-me [música] com espírito
[canto]
pronto até o fim.
[música] Jesus
tem misericórdia. [canto]
Jesus [música]
vem me purificar.
Teu sangue ful mais alto que o meu
pecado a gritar.
A minha única defesa [música][canto]
é a cruz, é o teu favor. Eu [música]
adoro a tua graça.
Eu [música][canto] descanso no teu amor.
Inclina [música][canto] o meu coração.
Ensina-me a obedecer.
Dá-me um espírito [música] pronto,
[canto] mais doce do meu querer.
Guarda-me na tentação, [música]
na rotina e na aflição. [canto]
[música]
Tua graça me carrega,
[canto]
tua mão me põe de pé [música]
no chão. Yeah.

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