Quando o Onipotente Faz o Impossível com o Improvável – Lucas 9.51-56 | Luiz Sayão | IBNU
27/07/2026
Quando o Onipotente Faz o Impossível com o Improvável – Lucas 9.51-56 | Luiz Sayão | IBNU
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Fonte: Com IBNU
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Vamos ouvir a mensagem da palavra de Deus [música] para o nosso coração e a nossa vida neste dia. E hoje vamos pensar quando o onipotente, o Deus onipotente, [música] faz o impossível com o improvável. Abra o seu coração e ouça a mensagem de Deus e seja você também um amigo, um parceiro [música] da IBNU, uma comunidade saudável para um mundo melhor. Então, curta aí o nosso vídeo, aperte o sininho, dê o seu joinha, inscreva-se no canal e divulgue para os amigos para ser um parceiro, um amigo [música] da IBNU. Deus nos abençoe quando vamos abrir o coração e o entendimento para ouvir a palavra de Deus. E hoje nós vamos pensar sobre um tema muito especial. Quando o onipotente faz o impossível com o improvável. Quando o onipotente faz o impossível com o improvável. Então, para entender esse tema que certamente já desperta nossa curiosidade, eu quero começar lendo a palavra de Deus aqui no livro de Lucas, capítulo nove. Livro de Lu, Lucas, capítulo nove, a partir do verso 51. A Bíblia nos diz o quê? Aproximando-se o tempo em que seria elevado aos céus, Jesus partiu resolutamente em direção a Jerusalém. E enviou mensageiros à sua frente. Indo esses, entraram num povoado samaritano para lhe fazer os preparativos, mas o povo dali não o recebeu porque se notava que ele se dirigia para Jerusalém. Ao verem isso, os discípulos Tiago e João perguntaram: "Senhor, queres que façamos cair fogo do céu para destruí-los?" Mas Jesus, voltando-se, os repreendeu dizendo: "Vocês não sabem de que espécie de espírito vocês são. Pois o filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los." E foram para outro povoado. Bom, quando a gente lê um texto desse, a gente fica até, né, assim, pensativo e, assim, atingido por uma atitude tão inesperada, assim, meio radical, forte dos discípulos de Jesus. E chama atenção porque esse texto está em Lucas e só em Lucas. E a gente pergunta, né, existe uma razão para isso? Sim, porque Lucas, assim, [roncando] traz para nós uma palavra de esperança, no sentido de ser um evangelho que sempre leva em consideração, tem no seu radar as pessoas que eram consideradas, vamos dizer, marginalizadas pela sociedade. Então, Lucas dá uma atenção especial às mulheres, dá uma atenção especial a ah, publicanos, que são os cobradores de imposto para os estrangeiros, e dá atenção especial para os gentios. E também ah, para os samaritanos. Então, é interessante que tenha aparecido aí. Mas de qualquer maneira, o texto nos choca porque a gente observa um pouquinho antes e vamos ver que os discípulos, né, estão preocupados, nos versículos anteriores, em qual deles seria o maior. Quer dizer, você vê que parece que os discípulos estão assim, desconectados de uma sintonia adequada com o próprio Jesus. E na sequência vai aparecer as exigências do discipulado. Então, você vê assim, né, um momento em que os discípulos estão pensando no que é indevido, ah, e são repreendidos por Jesus e você vai ver aquilo que envolve a caminhada do discipulado, de seguir a Jesus, mas quando a gente chega aqui, o texto assim parece até nos encaminhar para um momento meio especial, sublime, quando diz que está chegando o tempo quando Jesus seria levado aos céus, né? Poderia falar outra coisa, chegou o momento dele cumprir as profecias, chegou o momento dele, ah, ir para a Páscoa em Jerusalém, mas não. Então, Jesus está indo para Jerusalém e aqui é importante entender a geografia, né? Eles poderiam ter ido pela região, eh, que vai junto ao rio Jordão, pelo vale do Jordão, que é uma viagem inclusive mais recomendada, mas não. Eles estão indo pela região montanhosa, passando por aquilo que hoje é conhecido, né, a região, ah, antiga de Samaria, que hoje é chamada de Cisjordânia. E ali, ah, os mensageiros vão à frente, né, para poderem preparar, né? Porque uma viagem como essa, ela exige paradas. É uma viagem que geralmente demora uma semana, mais ou menos. E eles então param ali num povoado samaritano. E você sabe, aqui a coisa começa a complicar, porque os samaritanos são um um grupo de pessoas que curiosamente existem até hoje, né? Os samaritanos, eles são o desdobramento daquilo que aconteceu no século VIII, quando a Assíria invadiu o reino do norte, quase conquistou o reino do sul, né? O reino do norte, chamado reino israelita da época, ah, que foi conquistado no ano 722 e como tática de dominação, os assírios faziam o seguinte, eles, ah, misturavam povos diferentes para que não houvesse unidade entre eles, para que houvesse dificuldade linguística e impossibilidade de rebelião. E os samaritanos, portanto, eram uma mistura dos antigos israelitas com outros povos dentro dessa proposta de domínio assíria. E então, eles acabaram desenvolvendo uma tradição à parte, é como se fosse assim uma religião sincrética com elementos da antiga tradição hebraica, né? Juntamente com outras coisas que se tornaram peculiares. Então, assim, falando bem diretamente, para os judeus na época, os samaritanos era como a gente poderia chamar assim, uma seita, uma heresia grave, né? Eles, ah, então tinham, eh, até hoje a gente pode ver, né? Existe um pentateuco samaritano feito pelos próprios samaritanos, que muitas vezes é comparado com outros textos do Antigo Testamento. E esses samaritanos desenvolveram a ideia que Jerusalém não era importante, mas sim, nada de monte Sião, nada dos montes de Jerusalém, mas os montes de Samaria, particularmente o monte Gerizim, que era considerado, né, referência importante para eles. Eles negavam a importância de Jerusalém, negavam os livros históricos e proféticos e poéticos da Bíblia hebraica do Antigo Testamento >> [roncando] >> e também não aceitavam nada essa coisa de dinastia de Davi, aliança com Davi, promessa messiânica a partir de Davi. Então eles de fato eram completamente diferentes, eles se vestiam de maneira diferente e particularmente nesse tempo tinham uma relação conflituosa, séria com os judeus. Então você imagina só se alguém tá indo, né, pra Jerusalém, passa lá e fica claro que eles estão indo e geralmente quando se vai pra Jerusalém é pra alguma festividade importante, né? Ou das três festas principais ou algum outro evento ou pra chegar lá no shabat, qualquer coisa desse tipo então a resistência total. E aí o que que acontece? Nós não temos nenhuma esperança para Samaria. Samaria é caso perdido. É algo que é absolutamente impossível. E aí a gente compreende, né? É é curioso porque a gente tem uma referência, né? Sobre Tiago e João. E o que nós vamos encontrar que é exatamente eles é que estavam envolvidos naquilo juntamente com a mãe de querer ser o mais importante. E agora eles têm um desafio tão significativo em Samaria. E qual é a a proposta deles pra gente ver, né? Parece que eles não não têm entendido nada do que Jesus tem ensinado. Eles pedem: "Queremos que queres, Senhor, que façamos cair fogo do céu para destruí-los?" Então você imagina é uma coisa curiosa, né? Essa atitude assim bélica que às vezes existe até mesmo nos ambientes religiosos diante de gente que se torna oponente ou muito diferente, a atitude, ela passa a ser um caminho destrutivo e perigoso, né? E Jesus os repreende, porque isso não tem nada a ver com a proposta de Jesus. Imagine só, Jesus com o seu poder, Jesus com os seus milagres, com tanta coisa, jamais levantou um dedo para ferir romanos ou mesmo religiosos que se opunham a ele, ele jamais atacou qualquer grupo de pessoas. Que história é essa? Então, Jesus os repreende e diz: "Escuta, vocês nem sabem como vocês são problemáticos e que espírito vocês são". E focaliza a grande missão que envolve aqueles que são discípulos de Jesus, porque o filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los. É muito estranho a gente ver qualquer tipo de violência, beligerância, de atitude hostil da parte daqueles que se apresentam como discípulos de Jesus. Então, quando a gente olha para isso, a gente fala assim: "Olha, sabe de uma coisa? Samaria, caso perdido". Aliás, eu tenho visto na minha vida pessoas que chegam e dizem assim: "Olha, Saion, sabe? A gente percebe que alguns lugares do mundo está tão secular, está tão hostil à fé, está tão fechado, né, para o evangelho, que ali é caso perdido, não há o que fazer". Outras pessoas dizem: "Não, é que em certos lugares do mundo a miséria, o sofrimento, as guerras, os problemas socioeconômicos são tão sérios que não tem o que fazer, ali é caso perdido". Outros lugares dizem: "Olha, tem certas eh regiões do mundo em que existe uma hostilidade tão grande com a fé cristã, perseguição intensa, causada inclusive por outros grupos religiosos, que ali não tem o que fazer, o só vem diminuindo por tanto tempo e vai acabar. Então é tanta postura, assim dizendo, ó, que grupo X não tem chance, o outro também não tem chance, esse aqui pessoal, parece que a gente não prestou atenção a tanta coisa extraordinária que existe no contexto do reino de Deus. Pois é, então nós temos o que a gente pode chamar que de uma missão impossível com um grupo de pessoas que é absolutamente improvável. A pergunta é, o que que o Deus onipotente pode fazer nesse contexto de usar quem é improvável para fazer o impossível. Então é interessante que a palavra Samaria palavra samaritanos aparece poucas vezes no Novo Testamento, mas um autor, né, que ah, mostra isso com mais destaque é o próprio Lucas, tanto no livro de Lucas, onde nós temos o termo quatro vezes e como também no livro de Atos. Temos lá a famosa passagem da mulher samaritana em João capítulo quatro, mas são, não existem tantas referências assim. Olha que coisa curiosa. Será que Samaria realmente é uma realidade impossível? Quando a gente vai mais para frente e olha o que vai acontecer na história vamos nos lembrar, né, que essa igreja primitiva, ela se define com o seu caminho de missão a partir de Atos dois no Pentecostes. O Espírito Santo vem conforme prometido por Jesus e ali os discípulos são cheios do Espírito, nós vamos ver, ah, ali muitas conversões, 3.000 recebem a fé, depois esse número chega a 5.000 e essa igreja começa a ficar forte. No entanto, é curioso que desde o começo, a proposta deixada pelo próprio Jesus é que esse pessoal deveria anunciar o evangelho por toda a parte, eles deveriam ir por todo o mundo anunciando o evangelho. No entanto, não fizeram isso. Aquilo que em Atos 1:8 fala que vocês vão receber poder e vão ser minhas minhas testemunhas em Jerusalém, Judeia, Samaria e também os confins da terra, que envolvia chegar a lugares tão distantes como Roma e as partes mais afastadas do império, aí o que que a gente descobre? Lendo Atos capítulo 8, versículo 4, a Bíblia diz o seguinte: "Os que haviam sido dispersos pregavam a palavra por onde quer que fossem. Indo Filipe para uma cidade de Samaria, ali lhes anunciava o Cristo. Quando a multidão ouviu Filipe e viu os sinais milagrosos que ele realizava, deu unânime atenção ao que ele dizia. Os espíritos imundos saíam de muitos, dando gritos e muitos paralíticos e mancos foram curados. Assim houve grande alegria naquela cidade". O que impressiona a gente é ver o que vai acontecer com o que era absolutamente impossível. Nós temos, né, algo que já chama atenção muito quando a gente lê em em 4, Jesus e a mulher samaritana, né, que ali, além de estar em Samaria, falando com uma mulher com uma vida, com um histórico muito complicado de relacionamento, uma mulher que já tinha vivido com cinco maridos e hoje estava com alguém que nem era seu marido e os discípulos ficaram impressionados que Jesus tivesse conversando com a mulher naquele tempo, especialmente alguém numa posição assim mais sagrada, rabínica, não faria isso, né? Ainda mais com uma mulher de perfil assim, samaritana. Então nós vemos os caminhos assim previsíveis do evangelho, né? A onipotência divina com a sua imprevisibilidade e com o seu amor incondicional. E aqui a gente fica pensando: como nós temos essa rivalidade histórica, como nós temos essa questão teológica, é como pedir para uma pessoa de consenso evangélico, por exemplo, de se aproximar amorosamente da seita mais herética que a gente poderia imaginar no planeta, né? Aí você entende o nível de hostilidade. A pergunta é: quem e como será possível fazer o impossível, levar o evangelho, a palavra de Deus, a Samaria? Que que a gente poderia imaginar? Samaria é um lugar tão complicado, tão difícil, que precisaríamos, talvez, de uma grande comitiva. Provavelmente, os apóstolos mais capazes, aqueles que talvez tivessem feito milagres extraordinários, talvez somente os apóstolos mais top assim poderiam ir lá. Ou quem sabe não seria suficiente, era o ideal e todo mundo, né? Os 12 apóstolos. Ou quem sabe esperar o apóstolo Paulo se converter e depois e ele, juntamente com Pedro e com os outros, chegarem lá. Quem é que vai poder vencer essa muralha intransponível para a fé, chamada Samaria. O texto bíblico nos surpreende. Olha que coisa curiosa. Houve lá na igreja primitiva uma confusão assim comum que a gente tem em tudo quanto é ambiente, inclusive nas comunidades cristãs de hoje. Que que aconteceu? O pessoal tava dividindo a ajuda, né, a ação do benefício das viúvas da comunidade da igreja cristã primitiva em Jerusalém. E de repente as que eram de fala semítica, hebraica, aramaica e as de fala grega, a divisão não tava boa. Então o que que eles fizeram? Eles fizeram um ajuste lá, uma espécie de reorganização de tarefas, de modo que a gente vai ver que por causa dessa situação eles escolheram sete homens de bom testemunho, cheios do espírito e de sabedoria, que eles passaram a administrar essa tarefa de cuidar das viúvas que estavam sendo esquecidas na hora da distribuição de alimento. E aí então eles escolheram esses indivíduos que muitos inclusive dizem serem os primeiros diáconos da história, que são quem, né? Estevão, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas, Nicolau, ah, que era um convertido proveniente ao judaísmo, proveniente de Antioquia. E aí nós temos a referência de Filipe. E eles passaram a fazer isso. Que que vai acontecer? Olha a grande surpresa da palavra divina. A pessoa que vai chegar em Samaria pela primeira vez para anunciar o evangelho de Cristo na igreja primitiva é É o Filipe. Não foi o apóstolo Paulo, não foi o apóstolo Pedro, não foi nenhum apóstolo, vamos dizer, foi uma pessoa bastante simples e que vai fazer, né, a obra daquilo que a gente poderia considerar impossível. Olha que coisa interessante, um indivíduo improvável, usado pelo Deus onipotente, vai fazer aquilo que a gente imaginaria que seria impossível. Filipe vai para lá e a gente pensa: "Puxa, saiu, que bom, Filipe então teve um sonho, uma visão de Deus e ouviu o chamado, ele tinha no coração uma experiência que o levou a evangelizar Samaria". E ali, Filipe pregava de noite, de dia. Pessoal, nada disso, vocês não podem imaginar. Sabe por que Filipe foi parar em Samaria? Porque começou uma perseguição terrível na igreja primitiva. A perseguição, até por conta do aumento dos discípulos, ela foi tão forte e os perseguidores só não mexeram com os apóstolos para evitar uma confusão maior, para evitar uma retaliação romana, porque os romanos eram donos da região e se tivesse qualquer situação assim problemática do ponto de vista social, eles podiam tomar alguma atitude nessa direção. E é impressionante o que a gente vai descobrir é que por causa da perseguição, o texto diz, né, aqui literalmente, os que haviam sido dispersos começaram a ir e anunciar a palavra. Filipe então chega a Samaria e ele passou a anunciar o Cristo. Inclusive, o texto é muito simples, ele nem diz assim: "Filipe então começou a pensar como ele haveria de pregar em Samaria, então ele, né, chamou Não, não, ele simplesmente começou a anunciar. Então, olha que coisa surpreendente. Quando ele passou a anunciar o evangelho, anunciando Jesus, anunciando a mensagem de Cristo, a multidão passou a ouvir Filipe e viu os sinais milagrosos que ele realizava. E atenção, deu unânime atenção ao que ele dizia. Então, olha que coisa surpreendente. E aqui há algo muito importante para o coração de todos nós que somos discípulos de Jesus. Preste atenção. A obra de Deus não acontece simplesmente por meio de pessoas que a gente pode dizer que os sujeitos sejam figurão, sejam uma pessoa importante, uma pessoa destacada. Pessoal, nós somos tudo gente de carne e osso. Uns com mais carne, outros com mais osso. Somos gente, ninguém é melhor do que ninguém. Ninguém tem uma preponderância, não existe unção de Jesus diferenciado. É, é curioso, é interessante que Deus faz a sua obra como ele quer, usando pessoas que ele deseja da maneira mais, ah, assim, inesperada, inusitada. Então, diante daquilo que a gente diria certamente isso é impossível. Eu conheço muitos impossíveis nos dias de hoje. E eu conheço gente que até analisa, avalia, vê a situação e diz: "Não, olha, é impossível que o indivíduo possa entender isso e possa abrir o coração". Não, porque nesse caso é difícil demais, né? Eu até vejo gente assim vaticinando o fim da fé em vários lugares do mundo, como assim, ó, não tem mais o que fazer. Calma, não é nada disso. E aqui é muito interessante, porque Filipes de Deus são usados para fazer aquilo que a nossa limitação chama de impossível. Porque o Deus onipotente, na sua imprevisibilidade, no seu poder, na sua graça, faz coisas extraordinárias. Eu tenho visto na minha vida coisas assim inimagináveis. Conheci um teólogo estudioso, enfim, doutor em teologia. Um dia perguntei para ele: "Como é que você chegou à fé?" Não, eu fui num cantinho lá, numa igrejinha, porta de garagem, numa periferia, e eu vi a pessoa falando com o coração, aquilo mexeu comigo, me tocou. E eu recebi o evangelho de Cristo. Conheço pessoas de expressão que dizem: "Não, olha, havia uma senhora que trabalhava lá em casa, uma pessoa de muita fé, e que era seguidora de Jesus, de uma comunidade muito simples, e aquilo mexeu comigo, eu passei a investigar o evangelho e recebi a fé em Jesus". Então, assim, são tantos testemunhos de pessoas que alcançaram o que era impossível, e isso era gente improvável nas mãos do Deus onipotente. Por isso é tão especial a gente olhar para a nossa vida e dizer: "Puxa, certamente Deus pode me usar no cumprimento da missão, mesmo que a situação seja inusitada". Filipe não planejou a mis- a missão, Filipe não tinha nada organizado, ele saiu fugindo de perseguição. E olha que coisa interessante, ao contrário do preconceito de muita gente, a gente poderia imaginar que os samaritanos, quando viram Filipe, um judeu, chegando lá, falaram: "Hum, vamos ver esse indivíduo". Não. E quem que é o cara mesmo? Ih, E pronto. Já temos tantas experiências desde o passado de conflito, no entanto, quando Filipe começa a anunciar a Cristo, anunciar o evangelho, você viu bem, a multidão deu unânime atenção ao que ele dizia. E por que também? Porque o evangelho é o poder de Deus, acompanhado pela ação do espírito, que muitas vezes vem marcado por milagres, por sinais extraordinários, por coisas inesperadas, como aconteceu aqui, mas muitas vezes não vem com milagres visíveis, mas toda vez que o evangelho é anunciado no poder do espírito de Deus, nós estamos a esfera do sobrenatural, naquilo que está fora do controle humano, naquilo que depois a gente não consegue explicar, porque tem a ver com a ação do Deus todo-poderoso, diante daquilo que parece impossível tantas vezes, usando gente improvável. E é curioso, porque é o texto diz para a gente que o que acontece nessa realidade diante da missão não depende tanto da nossa capacidade, do nosso nível profundo intelectual ou dos nossos recursos financeiros ou principalmente das nossas estratégias, porque existe aqui uma batalha espiritual. Tanto é que quando a gente olha para o que estava acontecendo em Samaria, achando que a questão é é é uma rivalidade étnica entre judeus e samaritanos. Não, é uma questão teológica que envolve mentalidade, teologia ortodoxa contra a heresia e ensino errado. Não, a gente tem aqui, na verdade, um conflito que envolve séculos de desentendimento que tem a ver com o espaço ocupado, com terras, com lugares que um dia pertenceram a e a b. Que que o texto mostra para a gente? Que os espíritos imundos saíam de muitos, dando gritos, e muitos paralíticos e mancos foram curados. Portanto, a grande luta, a grande batalha aqui era espiritual e com o anúncio do evangelho, por alguém improvável como Filipe, esse poder de Deus se manifesta e existe grande libertação. E olha que coisa bonita, que é uma das ênfases que a gente encontra no livro de Atos, é que houve grande alegria naquela cidade. Ou seja, Atos, além de enfatizar a importância da missão da igreja, como a igreja primitiva acaba indo, né, especialmente a partir do ministério de Paulo, para anunciar o evangelho por toda parte, esse livro também enfatiza o poder do espírito e a ação do espírito para conduzir isso, enfatiza muito a grande alegria que aparece enfatizada em vários textos do livro de Atos. A coisa foi tão surpreendente que em Samaria havia um indivíduo que era uma espécie de mago local, cheio de artes mágicas, um homem chamado Simão, ele mesmo acabou >> [roncando] >> recebendo a fé e acabou entendendo o que era o evangelho, ainda que tenha ficado um pouco confuso e depois tivesse até oferecido dinheiro numa atitude indevida nessa caminhada de fé. Agora você fique imaginando como a obra do evangelho, a expansão do reino de Deus, acontece >> [roncando] >> pela ação do Deus onipotente, diante daquilo que parece impossível por meio de gente improvável, que que a gente vai ver? Olha que coisa surpreendente. Os próprios apóstolos estavam querendo saber o que que tava acontecendo, porque isso pegou eles de surpresa. Eu acho que eles nunca nem tinham imaginado como e quando a gente vai falar do Messias Jesus em Samaria. É tão interessante isso que no versículo 14 de Atos 8, o texto diz: "Os apóstolos em Jerusalém ouvindo que Samaria havia aceitado a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João". Que coisa interessante. Por que que isso é tão significativo? Vamos lá voltar de novo. Quando nós lemos o que nós começamos a ler no início da mensagem lá em Lucas capítulo 9, >> [roncando] >> quem é que tava em Samaria quando Jesus tava indo pra lá, conforme Lucas 9:54? "Ao verem isso, os discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor, queres que façamos cair fogo do céu pra destruí-los?" Olha que coisa. Nosso amigo João, bem-vindo, João, de volta a Samaria. De repente, o pessoal tá lá em Jerusalém e escuta: "Olha, lá em Samaria aconteceu um avivamento. O povo lá abriu o coração. Muitas pessoas estão recebendo a fé em Jesus". E aí o pessoal: "Como assim? Mas a gente tá tudo aqui em Jerusalém. Estamos bem felizes na nossa igreja aqui, então, né? Parece que o Filipe tá lá. Como assim o Filipe, o diácono, o cara que ajuda a dar comida para as viúvas? Pera aí, né? Qual é o curso que ele tem, né? Qual Qual é a forma [risadas] Como assim, né? Então vamos lá ver. Aí Pedro e João vão para lá. Eu fico imaginando a cabeça do João. Ô, João, João, filho do trovão. >> [roncando] >> João que quer pedir fogo do céu para destruir os inimigos. João que a modificado pelo poder de Deus. Aí você é chamado de apóstolo de do amor depois. É aquele que escreve filhinhos. Aquele que se que se identifica como o aquele a quem o Senhor Jesus amava. Olha que coisa interessante. Eu queria ser uma fumacinha no tempo para ver o rosto e o coração de João voltando a Samaria depois de tudo que aconteceu. E eles chegam lá. Olha que coisa interessante. Diz o texto na sequência que estes, ao chegarem, oraram para que eles recebessem o Espírito Santo. Pois o Espírito ainda não havia descido sobre nenhum deles. Tinham apenas sido batizados em nome do Senhor Jesus. Então Pedro e João lhes impuseram as mãos e eles receberam o Espírito Santo. Ô, João. Ô, Pedro. Pois é. Agora sim, eles vão receber outro fogo, que não é o fogo para destruir, o fogo que muitas vezes acaba simbolizando o agir do Espírito de Deus. Olha que coisa interessante. Isso que me deixa assim impressionado, porque o evangelho tão simples, que [roncando] fala, né, sobre a a o perdão de Deus em Cristo Jesus e a segurança da salvação e da vida eterna, né? Aquilo que eu aos 12 anos de idade, numa música infantil vim a entender plenamente, né? Que é fácil de entender, tão claro como a luz: em meu lugar para me salvar Jesus morreu na cruz. É muito simples. Mas o impressionante é o que que o evangelho, com a sua simplicidade e seu poder faz para, é, vamos dizer assim é, é, é, trazer de volta, corrigir aquilo que se perdeu na experiência humana. Você tem aqui uma rivalidade uma intolerância, uma diferença de perspectiva, um enfoque religioso contraditório uma relação de ressentimento, de rivalidade, até de ódio, que seriam vamos dizer, incontornáveis. Se a gente tá nesse ambiente do mundo da época, você vai ver um desprezo dos judeus religiosos para com o povo pagão, com as suas crendices e atitudes estranhas e toda a sua idolatria grosseira. Você vai ver uma atitude de desprezo dos romanos, né? Diante daqueles que eram dominados, povos escravizados e considerados inferiores em todos os aspectos. Você vai ver uma atitude >> [roncando] >> também de desprezo dos gregos, com a sua sabedoria, com a sua formação, com a sua cultura extraordinária, com a sua filosofia, diante desses outros povos que eram literalmente bárbaros, né? E você vai ver a rivalidade entre esses próprios povos, como você tem aqui entre judeus e samaritanos. O que que acontece? Chega o evangelho a palavra de Cristo Jesus e entra nesse mundo de opressão, de escravidão, de rivalidade de orgulho étnico, de oposição entre uns e outros e começa a chamar todo mundo de irmão. A as barreiras, elas vão sendo quebradas. E uma das mais fortes aqui, como a gente vê que parece impossível, que anteriormente evocava fogo dos céus da parte dos próprios discípulos de Jesus, agora sendo vencida pelo poder do evangelho e para, vamos dizer assim, carimbar triunfantemente isso, nós vemos o poder do Espírito Santo. Mesmo Espírito Santo que desceu cumprindo a promessa de Jesus lá em Atos 2 no Pentecostes e que ali reuniu judeus locais e de tudo quanto é lugar em torno da região de Jerusalém, desde Roma, Egito, Líbia, Arábia, hã, antiga Pérsia, Mesopotâmia, região da Síria, do da antiga Ásia Menor, toda aquela região, toda aquela gente veio e recebeu, mas esse poder que alcança Jerusalém e se expande para a Judeia, agora atravessa a primeira fronteira impossível, que é a Samaria. E por isso é espetacular que Pedro e João vão para lá para que aconteça o Pentecostes Samaritano. Vai acontecer o outro, para os gentios, logo adiante, Atos 10, Cornélio em Cesaréia, para incluir também aqueles que eram, digamos, indignos da própria presença e habitação divina e agora alcançados pelo evangelho. Pessoal, como a palavra de Deus é extraordinária, como o evangelho é lindo, como é algo assim fascinante, espetacular, extraordinário e a gente vê o que acontece na bendita história de Filipe em Samaria. Então, diante disso, a pergunta é: como é que a gente fica diante da grandiosidade, da beleza e do poder da palavra divina? Eu faço a pergunta para você. Talvez você, na sua vida, diz: "Olha, acontece tanta coisa na vida da gente, vida tão bagunçada, foge ao controle. Olha, Saion, eu fiz a coisa de um jeito, depois deu tudo errado, aconteceu assim". Pois é, você tá bem demais perto daquele que teve que pegar as coisas e sair correndo, porque tava fugindo de perseguição. Eu acho que a sua vida pode estar mais estável e mais tranquila do que essa. Segundo, mas quem sou eu, né? Que eu nem tenho conhecimento teológico, de direito, eu nem sei das coisas, tenho um monte de dúvidas, eu eu não sei direito, né? Acho que Deus vai usar aquelas pessoas que pregam lá na frente do púlpito da igreja, pessoas que, de alguma maneira, tem algum tipo de destaque. Bem-vindo à realidade. Deus usa Filipos em fuga para cumprir os seus propósitos. Mas, Saion, olha, se você conhecesse a minha família, a minha cidade, o ambiente aonde eu moro, já pensei em fazer isso e aquilo, mas, sabe, é, é difícil demais, né? Eu acho que não tem jeito. Pessoal, bem-vindo a Samaria. E a gente pode pensar, mas olha, na minha vida, eu tive tantas dores, tantos conflitos que, de fato, eu me enchi de mágoa, ressentimento. Pois é, assim que João reagiu diante da rivalidade e do preconceito contra os samaritanos. Agora, ele é convidado a estar lá para inclusive participar da oração de imposição de mãos que vai trazer o Espírito Santo, Então, eu convido você hoje a colocar sua vida na perspectiva do Reino de Deus. Eu conheço tantas histórias bonitas e espetaculares de gente que na sua vamos dizer loucura imprevisível decidido às vezes até em viver num país onde não havia perspectiva nenhuma fazer coisas que quem olhava de longe dizia: "Olha, isso é impossível, isso não vai dar certo". E pessoas que eu mesmo sou testemunho que na sua caminhada de fé você via várias limitações, fragilidades, impossibilidades e eu acho tão espetacular, sabe por quê? Porque o Evangelho é o poder de Deus. A grande batalha é espiritual e o triunfo do Evangelho é absolutamente garantido, é pleno e é espetacular. Portanto eu quero que você coloque a sua vida diante de Deus, apresente a sua vida em oração porque Deus usa pessoas que a gente certamente acha que é improvável, às vezes em funções e atividades vitais que a própria pessoa não imaginava. E quando o Deus onipotente resolve mexer na vida de um improvável ele faz coisas absolutamente impossíveis. Portanto, que Deus abençoe a sua vida, abençoe seu coração, amplie [limpando a garganta] a sua visão encha a sua vida de fé pelo poder do Espírito que ajude a gente a entender a vislumbrar, a sentir, a desfrutar e a participar desse grande movimento poderoso do espírito de Deus no cumprimento da grande comissão, da missão que chegará a todo povo, língua, tribo, raça e nação. Deus abençoe a sua vida e abençoe o seu coração. Amém. >> [música]