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A fé vem pelo ouvir

Quando o Romance Acaba, o Amor Começa | Josemar Bessa

Quando o Romance Acaba, o Amor Começa  | Josemar Bessa

Quando o Romance Acaba, o Amor Começa | Josemar Bessa

O que acontece quando a paixão diminui, a novidade desaparece e o casamento começa a revelar as fraquezas de duas pessoas imperfeitas?

Quando o romance parece acabar, isso não significa necessariamente que o amor morreu. Pode significar que o amor verdadeiro está apenas começando.

Nesta mensagem baseada em Efésios 5, veremos que o casamento cristão não é sustentado apenas por sentimentos, atração ou compatibilidade. Ele é sustentado por uma aliança, pela obra do Espírito Santo e pelo amor de Cristo.

As primeiras emoções são importantes, mas não conseguem carregar sozinhas o peso de uma vida inteira. O sentimento muda. A aparência muda. As circunstâncias mudam. Mas a promessa cria um lugar seguro onde o amor pode amadurecer, atravessar períodos de secura e florescer novamente.

O verdadeiro casamento não é formado por duas pessoas perfeitas que nunca se frustram. É formado por duas pessoas imperfeitas que aprendem a perdoar, servir, permanecer, falar a verdade e caminhar juntas em direção a Cristo.

Nesta pregação, você entenderá:

– Por que o casamento não pode depender somente do romance;
– A diferença entre paixão, amor e aliança;
– Por que a diminuição das primeiras emoções não significa o fim;
– Como a promessa sustenta o relacionamento nos dias difíceis;
– Por que o cônjuge não pode ocupar o lugar de Cristo;
– Como preservar a amizade e a intimidade dentro do casamento;
– O perigo da infidelidade emocional;
– Como escolher alguém que caminhe para o mesmo horizonte espiritual;
– Por que marido e esposa devem ajudar um ao outro a crescer em santidade;
– Como o casamento aponta para a união entre Cristo e a Igreja.

O casamento bíblico não é uma fotografia romântica de duas pessoas que nunca se cansam, nunca discutem e nunca precisam lutar contra o próprio ego.

Há alegria, intimidade e consolo.

Mas também há conversas difíceis, decepções, renúncias, pecados expostos e momentos em que amar precisa se tornar uma decisão.

É nesse ponto que a aliança revela sua beleza.

O voto matrimonial declara:

“Eu não apenas desejo você hoje. Prometo permanecer fiel quando o desejo estiver cansado.”

“Eu não apenas gosto de sua companhia agora. Prometo procurar o seu bem quando a convivência se tornar difícil.”

“Eu não apenas sinto amor. Pela graça de Deus, escolherei agir com amor.”

O romance não precisa ser destruído pela aliança. A aliança salva o romance da tirania dos sentimentos passageiros.

O amor amadurecido não ama uma versão idealizada do cônjuge. Ele aprende a amar a pessoa real.

O casamento cristão encontra seu poder em Jesus, o Amigo perfeito, o Noivo fiel e aquele que nunca abandona sua Igreja.

Assista até o final e descubra por que, muitas vezes, quando o primeiro romance termina, um amor mais profundo finalmente começa.

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Legendas automáticas:

Graça e paz, queridos. Estamos de volta,
né? Estamos olhando o casamento em
Efésios 5. Então, sempre que começamos,
já que esse é o quarto vídeo, então
sempre a gente dá uma relembradazinha
para eh darmos sequência.
Efésios 5 não descreve o casamento como
uma sucessão de sentimentos agradáveis.
Paulo
não oferece uma fotografia açucarada de
duas pessoas que jamais se frustram,
jamais se cansam e jamais precisam lutar
contra si mesmas.
O casamento bíblico é glorioso, mas não
é superficialmente doce. Há alegria, a
consolo, a intimidade, há noites em que
duas pessoas se olham e agradecem a Deus
por terem sido conduzidas uma à outra.
Mas há também sangue, suor e lágrimas.
Há conversas que custam, há derrotas que
humilham. Há pecados que aparecem
justamente porque ninguém chegou tão
perto de nós antes.
Há dias eh em que o casal se deita e a
única frase de Efésios 5 que parece
perfeitamente compreensível é esta: este
é o mistério profundo.
A Bíblia não idealiza o casamento porque
a Bíblia conhece o coração humano. Ela
sabe que duas pessoas não e levam apenas
sonhos para dentro de uma casa. levam
história, medo, orgulho, hábitos,
expectativas, feridas, pecados e
maneiras muito diferentes de interpretar
o amor. Por isso, antes de falar sobre
marido e esposa, o apóstolo fala sobre o
espírito. Antes de ordenar amor e
respeito, fala de sujeição mútua. Antes
de explicar a estrutura da aliança,
aponta para o poder que pode
sustentá-la. Sujeitem-se uns aos outros
por temor a Cristo. Esta é a é a base,
né? A gente viu. O casamento não pode
ser mantido apenas pela energia
produzida pelo próprio casamento. O
cônjuge não possui dentro de si eh
recursos infinitos para nos abastecer.
A afeção romântica oscila, o corpo
envelhece, as circunstâncias mudam, as
pressões aumentam.
A pessoa que parecia simples se revela
complexa, porque
todo ser humano é mais profundo e mais
contraditório do que parecia durante o
namoro. Se o casal depende apenas da
espontaneidade,
eh, a relação se tornará refém do humor
de cada dia.
Se depende apenas da compatibilidade,
cada diferença aparecerá um defeito de
fabricação.
Se depende apenas da atração, toda
estação de secura seria interpretada
como prova de que o amor morreu. Mas
Paulo coloca Cristo antes de tudo. O
temor de Cristo não é um terror serviu,
né? É assombro, é maravilha diante do
filho de Deus que se entregou por nós.
Quando essa entrega ocupa o centro do
coração, começamos a aprender a nos
entregar.
Quando o seu perdão
se torna real, eh, nos tornamos capazes
de perdoar. Quando sua paciência nos
humilha, deixamos de tratar a lentidão
do outro como ofensa imperdoável. Então,
o casamento cristão não é grande porque
nele não existem lágrimas. é grande,
porque em meio às lágrimas, Cristo
continua formando duas pessoas que
aprendem a amar como foram amadas nele e
por ele. Então, o realismo bíblico
também nos impede de usar a dificuldade
como prova automática de fracasso.
Há sofrimentos produzidos por pecado que
precisam de arrependimento. e há
sofrimentos produzidos simplesmente pelo
processo de duas pessoas aprenderem a
viver como uma só. Nem toda tensão
significa que a aliança está errada.
Muitas vezes significa que ela está
trabalhando, trazendo a superfície
aquilo que a distância conseguia eh
esconder, não é?
Então, a gente até falou, né, uma uma
máquina pode possuir todas as peças
corretas e ainda se destruir se não
houver óleo entre elas, lubrificante.
Por quê? Porque há movimento, há
contato, há pressão. Mas o atrito cresce
até o calor consumir aquilo que deveria
funcionar em harmonia.
Assim acontece em muitos casamentos.
Existem compromissos assumidos, existem
tarefas divididas, existem contas pagas,
filhos cuidados, reuniões familiares e
até hábitos religiosos. Contudo, falta o
óleo de um coração servo. Cada diferença
produz fumaça. Cada eh pedido sua como
acusação, cada correção é recebida como
ataque, cada renúncia é contabilizada
como perda. Paulo começa com técnicas de
comunicação, começa com a obra do
espírito, porque o problema principal
não é falta de método, é o excesso de
ego. O coração servo
aparece de maneira muito concreta. Ele
consegue receber uma crítica sem ser
destruído, consegue fazer uma crítica
sem destruir e consegue perdoar sem
conservar uma conta secreta, né? Uma
contabilidade secreta.
Então, receber uma crítica sem ser
destruído não significa considerar toda
eh eh crítica justa. Às vezes não é.
Significa que nossa identidade não
depende de parecer impecável. Quem
descansa em Cristo pode perguntar:
"Existe verdade no que estou ouvindo?"
Não precisa interromper imediatamente.
Não precisa apresentar uma lista de
falhas do outro para compensar.
Não precisa transformar a conversa num
tribunal para salvar a própria imagem.
Fazer uma crítica sem destruir significa
lembrar como Cristo nos trata.
Ele conhece toda a nossa corrupção, mas
não nos eh santifica por desprezo.
Sua verdade é firme, porém suas mãos eh
não são cruéis.
Ele expõe apenas para curar. Ele
confronta para restaurar. Ele não usa
nosso pecado como instrumento de
humilhação pessoal.
Perdoar sem conservar a dívida significa
abandonar o prazer sombrio de manter o
outro debaixo da culpa, mesmo dizendo
que perdoou. Muitos dizem: "Eu perdoei".
mas guardam o erro como uma arma para a
próxima vez ou paraa próxima discussão
ou o próximo desentendimento.
A dívida não foi cancelada, apenas foi
arquivada até o momento certo. O
evangelho, porém,
nos ensina outro caminho. Fomos
perdoados por uma graça que não negou a
seriedade do pecado. O filho pagou o
preço com sangue. Por isso, o perdão
cristão não é chamar o mal de pequeno,
nunca. é recusar se tornar cobrador de
uma vingança que pertence a Deus. Essas
três capacidades
não nascem naturalmente no coração
humano. Nosso impulso é proteger o eu,
justificar o eu e fazer o outro pagar
pelo que fez ao eu. Mas o espírito nos
leva a Cristo e diante de Cristo, eh, o
deixa de ser o centro sagrado da casa.
Então o atrito não desaparece, mas já
não precisa incendiar tudo. Há óleo
entre as peças, há graça na conversa, há
um senhor maior que a necessidade
[tosse]
de vencer.
Esse coração servo também sabe que ceder
não é sempre concordar. Às vezes,
às vezes servir exige resistir ao
pecado, estabelecer limites e pedir
ajuda.
A sujeção cristã nunca transforma
passividade em virtude. O servo de
Cristo busca o bem verdadeiro do outro.
E o bem verdadeiro pode exigir uma
palavra firme, mas a diferença é que
essa firmeza não nasce do desejo de
dominar, mas da disposição de amar com
verdade.
Então, todo coração vive diante de algum
tribunal. Existe sempre uma voz cuja
aprovação parece decidir se somos
valiosos ou desprezíveis.
Pode ser a voz dos pais, pode ser a voz
dos amigos, pode ser a voz do chefe, da
cultura, do espelho, né, da da aparência
ou do próprio cônjuge. Quando essa voz
ocupa o trono, qualquer desaprovação se
torna uma sentença de morte.
Como eu disse, uma eh eh
alguém ainda na sua juventude pode eh eh
conversar com o pastor e dizer: "Pastor,
eu sei que Cristo se entregou por mim.
Eu sei que ele me ama, mas eh no entanto
eu não não o romance que eu queria não
deu certo. Como se realmente eh
pertencer
e receber o amor de Cristo eh fosse
comparável, né? A pessoa tá dizendo, "Eu
sei que ele me ama, mas e como eu disse,
isso na verdade a pessoa está dizendo o
seguinte: para mim não ter essa pessoa é
mais real do que o amor de Cristo."
Então, se ninguém a considera desejável,
sente que tudo aquilo é pequeno.
Ou seja, ela não rejeita a doutrina
do amor de Cristo ou da expiação ou da
apropriação com os lábios, mas outra
glória venceu
Cristo em seu coração. Outra coisa é
mais glorioso para ela, né, ou para ele.
É mais eh tem mais peso, tem mais
glória. O mesmo ocorre no casamento, né?
Sabemos que somos justificados
gratuitamente. Sabemos que não há
condenação para os que estão em Cristo.
Ainda assim, quando cônjuge demonstra
frustração, reagimos como se Deus
tivesse revogado a sua graça. Ou
atacamos, ou nos fechamos, ou nos
tornamos servos ansiosos, fazendo tudo
eh eh eh recuperar imediatamente a
aprovação. E eh
fazemos tudo para recuperar aquela
aprovação que a gente acha que perdeu.
Então, ser cheio do espírito
é ser trazido de volta à realidade. É
perceber que a opinião de Cristo é mais
pesada que todas as outras opiniões
reunidas.
A gente viu que ele é nosso sacerdote,
nosso irmão, nosso advogado, nosso rei,
que conhece o pior de nós e ainda assim
nos une a si por uma aliança que seu
sangue selou. E essa verdade precisa
descer além da memória, precisa ter um
peso maior do que tudo na vida, né?
Porque é mais pesado mesmo, não é porque
precisa, é porque essa é a glória final.
Precisa se tornar extinto.
Há autores, a gente viu que a gente lê
tantas vezes que a gente começa a
reconhecer não apenas suas frases, mas
seu modo de pensar. E diante de uma
questão nova, sabemos que o o que o o
que eles diriam, como eles reagiriam,
porque a sua mente se tornou bem
familiar para nós.
Quanto mais deveria acontecer com
Cristo, precisamos
habitar suas promessas, ouvir seus
mandamentos, meditar em seu evangelho,
repetir a nós mesmos o que ele diz
quando nossa emoção afirma outra coisa,
está contando outra história e pouco a
pouco começamos a olhar para nós por
meio dos olhos dele. Então, uma crítica
deixa de ser o fim do mundo. Uma falha
não precisa ser eh escondida para que
continuemos amados. Uma conversa difícil
já não ameaça destruir toda a nossa
identidade.
A segurança em Cristo cria um berço para
a vulnerabilidade. Podemos ouvir porque
já fomos ouvidos. Podemos confessar
porque já fomos recebidos. Podemos
servir porque não dependemos da
recompensa imediata do outro.
Este é o poder do casamento cristão. Não
duas pessoas que encontram segurança
perfeita uma na outra, mas duas pessoas
cuja segurança em Cristo as liberta para
oferecerem uma a outra, se oferecerem,
né? Então essa
formação interior exige tempo. Não basta
lembrar do evangelho apenas durante a
crise, apenas os momentos mais
complexos. O coração precisa ser
alimentado antes da conversa difícil. A
segurança que sustentará uma noite de
conflito é cultivada nas manhãs comuns,
quando ninguém nos está acusando de
nada.
Quem diariamente recebe de Cristo seu
nome, sua justiça e sua esperança, vai
ter recursos, terá recursos para não
exigir que o cônjuge lhe dê em cada
momento a sensação de que sua vida eh
vale a pena.
Então, o casamento não é definido pelo
sentimento que existe no momento da
cerimônia. A gente também viu, é
definido pela promessa pronunciada
naquele momento. A afeição é importante.
A atração possui seu lugar. A alegria de
desejar a presença do outro é uma
dádiva. Mas nenhuma dessas coisas é
suficientemente estável para constituir
a essência de uma aliança para toda a
vida.
Então, o verbo, o verbo bíblico unir-se,
a ideia é aderir, colar-se, ligar-se de
modo eh pactual. Duas pessoas fazem um
compromisso público exclusivo e
permanente de compartilhar a vida.
público, porque não é uma decisão
escondida
na intimidade lá de um quarto. A
comunidade testemunha e pode cobrar
fidelidade, exclusivo porque essa
entrega conjugal não pode ser eh
distribuída entre vários parceiros,
permanente, porque a promessa não é
renovada apenas enquanto as condições
forem agradáveis.
Hã, e é abrangente porque os dois não
compartilham apenas alguns aspectos
convenientes da existência. Compartilham
corpo, tempo, dinheiro, decisões,
fragilidades,
futuro e nome.
E a gente viu como a cultura
gosta de perguntar, né, por que
precisamos de um papel para provar que
amamos? A resposta é que biblicamente o
compromisso não é um acréscimo
burocrático ao amor, é uma das suas
expressões mais profundas.
Quem diz: "Eu amo você, mas não quero me
vincular a você", pode sentir muita
coisa, mas ainda protege a própria
autonomia acima do bem do outro.
O voto diz algo diferente. Eu não apenas
desejo você hoje. Eu prometo ser fiel
quando o desejo estiver cansado.
Eu não apenas gosto da sua companhia
agora. Eu me comprometo a procurar seu
bem quando a conveniência revelar a a a
a convivência entre nós, revelar
dificuldades.
Eu não apenas sinto ternura, eu prometo
agir com ternura. Por isso,
o amor bíblico é ação antes de ser mera
emoção. Não porque as emoções sejam
desprezadas, mas porque precisam de
raízes firmes. E a promessa cria o solo,
onde os sentimentos podem eh
morrer, descansar e florescer outra vez,
como uma semente. Sem aliança, toda
estação seca provoca pânico. Com
aliança, a secura pode ser atravessada,
não é o inverno. O casal não precisa
fingir que sente e que não sente,
precisa lembrar quem prometeu ser. E
muitas vezes, quando a ação amorosa
volta, a afeição acompanha. O coração
segue o tesouro. Quando investimos
tempo, atenção, oração, serviço e
paciência em alguém, o coração é
amarrado àquilo que recebeu
eh nosso tesouro. E a promessa não
mata, né? Não assassina o romance. Ela o
salva da tirania da espontaneidade.
Uma promessa também protege o amor
contra a constante
renegociação do próprio relacionamento.
Se tudo depende da satisfação atual,
cada frustração reabre a pergunta:
"Ainda vale a pena ficar?"
Aliança fecha essa porta para que o
casal possa trabalhar nas outras. Ela
oferece estabilidade suficiente para que
a verdade seja dita. Porque ambos sabem
que a conversa não acontece à beira de
um abismo criado a cada desentendimento,
a cada eh pedra no caminho.
E muitas pessoas eh imaginam que
encontrar a pessoa certa significa nunca
experimentar declínio emocional.
Se for a pessoa certa, elas pensam: "Não
haverá dias de estranheza, não haverá
dúvidas, nunca olharão para outro e
sentirão distância, nunca atravessarão
uma estação em que a presença que antes
produzia entusiasmo pareça comum. Mas
isso não é maturidade romântica, isso é
fantasia.
As primeiras emoções possuem grande
força porque contém descoberta, novidade
e a sensação de sermos escolhidos.
Alguém que admiramos também nos admira.
Alguém que desejamos também nos deseja.
Isso produz uma espécie de exaltação do
ego. Não significa que seja falso,
significa que ainda é incompleto.
Chega o momento em que a novidade
diminui. O outro deixa de ser uma tela
sobre a qual projetamos sonhos e se
torna uma pessoa real, não é? E não um
amontoado de expectativas.
possui hábitos irritantes, carrega
limites, não entende tudo imediatamente,
traz pecados que não apareceram no
primeiro eh encontro e nos primeiros
momentos.
É nesse ponto que muitos concluem:
"Cometi um erro, o amor acabou, mas
talvez o amor verdadeiro esteja apenas
começando."
As primeiras
as primeiras emoções precisam perder o
governo para que a aliança assuma seu
lugar.
Há uma morte necessária.
Morre a ideia de que o outro existe para
manter continuamente nossa exaltação.
Morre a crença de que todo dia deve
trazer o mesmo entusiasmo do início.
Morre a expectativa de que amar é nunca
precisar escolher amar.
Depois dessa morte pode nascer uma
alegria mais quieta, mais firme e mais
livre. O casal descobre o prazer de ser
conhecido sem performance, a segurança
de não precisar impressionar todos os
dias, a beleza de uma ternura que foi
provada pela dificuldade.
Os sentimentos não desaparecem para
sempre, eles amadurecem e frequentemente
retornam com maior profundidade, porque
agora não repousam apenas no que
imaginávamos
sobre o outro, mas no que aprendemos
ao servi-lo em todas as situações.
Então, quem tenta viver de emoções
intensas como eh dieta permanente
terminará entediado. O coração precisa
de novidade cada vez maior para produzir
o mesmo efeito anterior.
Mas quem aceita atravessar o período em
que o entusiasmo diminui, pode descobrir
um mundo de novas alegrias. A intimidade
construída, a memória compartilhada, o
perdão recebido, a fidelidade
comprovada,
o riso que nasceu depois das lágrimas, o
casamento.
O casamento não exige que o casal adore
a sensação de estar apaixonado.
Exige que adore a Cristo e por causa
dele transforme o amor em verbo, em
ação.
Então,
há, portanto, um tipo de romance que só
pode nascer depois que o primeiro
romance morreu.
É o encanto de perceber que alguém
conhece nossas limitações e ainda
permanece.
É a beleza de mãos que já seguraram as
nossas em hospital, funeral, fracasso e
arrependimento.
A juventude possui sua glória, mas a
fidelidade acumulada possui outra, mais
silenciosa e mais pesada.
O amor amadurecido não é menos
apaixonado,
é apaixonado pela pessoa real e não
pelas imaginações e expectativas que eu
mesmo criei.
Então, o casamento é uma aliança que
reorganiza todas as demais lealdades
humanas. Por essa razão, Paulo diz: "O
homem deixará pai e mãe e se unirá a sua
mulher".
A relação entre pais e filhos é uma das
mais profundas da vida. Ela molda
linguagem, hábito, medo, expectativas
e maneiras de receber amor. Ainda assim,
quando a aliança conjugal é formada, uma
nova prioridade humana nasce. O cônjuge
se torna a primeira relação terrena.
Isso precisa ser mais do que uma
afirmação abstrata, precisa ser
experimentado pelos dois. Às vezes
alguém diz: "Eu coloco o nosso casamento
em primeiro lugar", enquanto outro
responde: "Não é assim que me sinto."
Nesse caso, não basta insistir. Você
está errado. Eu sei mais e e e
do que isso, não é? Eu sei quais são
minhas prioridades.
Se um cônjuge percebe continuamente que
trabalho, amigos, pais, filhos,
ministério ou entretenimento recebem a
melhor, o melhor eh da energia ou a
melhor energia do outro, existe um
problema real. Talvez haja ciúme
desordenado muitas vezes, né? Porque há,
talvez haja expectativas irracionais.
Esses casos precisam ser discernidos,
mas não devem servir como desculpa para
ignorar toda a queixa.
Se uma pessoa diz que há um problema de
comunicação e a outra diz que não há, já
existe um problema de comunicação.
Se uma pessoa sente que a aliança foi
rebaixada, o casal precisa parar e
escutar.
A prioridade conjugal aparece no tempo,
na atenção, na criatividade, na
disposição de proteger conversas.
na forma como as decisões são tomadas,
na maneira como o casal enfrenta
pressões externas como uma unidade, não
é?
Colocar o casamento em primeiro lugar
não significa abandonar
responsabilidades, idolatrar o cônjuge
ou obedecer as exigências pecaminosas do
cônjuge. Significa reconhecer como Deus
construiu a aliança. Se alguém coloca
a carreira acima da saúde, pode terminar
sem carreira e sem saúde. Da mesma
forma, quem usa continuamente o
casamento como recurso secundário pode
perder a força que sustenta todas as
outras áreas.
Os filhos também não podem ocupar o
lugar do cônjuge. Eles são recebidos
para ser criados e depois enviados.
O objetivo da paternidade não é tornar
os filhos fontes permanentes de nutrição
emocional para os pais solitários.
Quando a criança se torna substituta do
cônjuge, carrega um peso que não foi
criada para suportar.
E o mesmo vale para amizades e
ministério. Nenhuma pessoa deve receber
mais intimidade, investimento e abertura
do que aquela com quem a aliança foi
formada.
Deus
não estabelece essa prioridade para
empobrecer nossa vida.
Ele a estabelece porque sabe que uma
aliança dividida não consegue se tornar
uma só carne.
O teste dessa prioridade
aparece especialmente quando os
interesses entram em conflito. É fácil
dizer que o casamento vem primeiro
quando todas as agendas cooperam. A
verdade surge quando uma promoção exige
ausência constante, quando os pais
pressionam por lealdade. Quando um filho
domina toda a casa ou quando um hobby
recebe a energia que a conversa conjugal
nunca recebe. Prioridade.
Prioridade é aquilo que protegemos
quando algo precisa ser sacrificado.
Se uma coisa sempre é sacrificada, então
aquilo não é prioridade.
Então, depois de falar sobre o poder, a
definição e a prioridade do casamento,
Paulo chega ao seu propósito. Os dois se
tornarão uma só carne.
Essa frase não descreve apenas união
física, como parece que as pessoas se
ligam nisso, não é? Na linguagem
bíblica, carne pode significar a pessoa
inteira. Quando Deus promete derramar
seu espírito sobre toda a carne, não
quer dizer apenas sobre corpos, quer
dizer sobre pessoas.
Portanto,
se tornar uma só carne é se tornar uma
nova unidade de vida. Não é simplesmente
sobre carne, corpo, sexo.
Duas histórias começam a ser
entrelaçadas. Duas agendas precisam
encontrar ritmo comum. Duas economias se
tornam uma administração compartilhada.
Duas famílias de origem dão lugar a uma
nova casa.
Duas pessoas continuam distintas, mas
passam a agir como um novo nós.
Propósito dessa união é amizade,
companheirismo e comunhão profunda. O
cônjuge deve se tornar o melhor amigo.
Quando a gente fala isso, n isso pode
suar menos romântico que falar apenas de
paixão, mas é muito mais bíblico e muito
mais eh grandioso.
A paixão,
a paixão olha para o outro e diz: "Você
me atrai". A amizade olha para o outro e
diz: "Quero caminhar com você".
A paixão pode começar rapidamente. A
amizade é construída por presença,
verdade, serviço e um horizonte
compartilhado.
Muitos relacionamentos começam na ordem
inversa. Uma pessoa entra em um
ambiente, elimina mentalmente todos eh
eh eh que não correspondem ao tipo
físico desejado e se concentram em quem
produz imediata atração.
Só depois pergunta se eh algum desses
poderia talvez se tornar amigo.
A escritura nos convida a pensar de
outra maneira. A atração não é
irrelevante, mas ela não deve nos cegar
para a pergunta principal. Esta é uma
pessoa com quem posso caminhar
para Deus pela vida?
Ela consegue compreender o centro da
minha alma? Possuímos uma visão comum da
verdade, da santidade, do serviço e do
futuro? Podemos abrir o coração sem que
um despreze aquilo que é sagrado para o
outro.
O casamento não é apenas duas pessoas
olhando uma para a outra, ele é duas
pessoas lado a lado olhando para a mesma
direção.
A união física é sinal dessa união
total.
A nudez do corpo foi criada para
acompanhar a nudez da alma, da economia,
não é? da do dinheiro, da história e do
futuro. Por isso, a amizade não é um
acessório do casamento, é o tecido de
sua
[tosse]
intimidade. Sem ela, o casal pode
dividir uma cama e permanecer separado
no coração.
Com ela, mesmas diferenças se tornam
matéria para uma comunhão mais rica.
Essa nova unidade não apaga a
individualidade, se torna uma só carne,
não é?
E tornar-se uma só carne não significa
que um absorve o outro ou que ambos
precisam gostar de tudo igualmente. A
unidade bíblica não é uniformidade,
é uma comunhão tão profunda que as
diferenças deixam de ser territórios
independentes e passam a servir ao bem
comum.
Como é isso?
Eh, cada um continua sendo uma pessoa
diante de Deus, mas aprende a dizer o
que acontece com você acontece também
comigo.
A amizade profunda, ela pode ser eh
descrita assim: uma unidade que nasce de
uma jornada comum em direção ao mesmo
horizonte.
O amor romântico costuma ser imaginado
como duas pessoas face a face absorvidas
uma pela outra.
A amizade é melhor representada por duas
pessoas ombro a ombro olhando para algo
que ambas amam.
Elas não se unem apenas porque gostam
uma da outra, se unem porque
compartilham uma visão.
Um grupo de homens muito diferentes pode
se tornar inseparável quando atravessa
uma batalha comum.
No início se estranham. Um é culto,
outro é rude, um é cauteloso, outro é
impulsivo. Mas existe uma colina a
conquistar, uma vida a proteger, uma
missão maior que suas preferências. ao
longo do caminho se salvam mutuamente,
carregam peso um do outro, aprendem a
confiar e a jornada transforma diferença
em amizade.
No casamento cristão, qual é o
horizonte? Não é apenas comprar uma
casa, não é apenas criar filhos, não é
apenas alcançar estabilidade financeira,
viajar ou envelhecer com companhia. Tudo
isso pode possuir valor, mas não é
suficientemente grande para sustentar a
alma.
O horizonte é o trono de Deus. O destino
é a semelhança de Cristo.
A missão é chegar diante dele e
apresentar um ao outro amadurecido pela
graça.
Então, Paulo disse que Cristo amou a
igreja e se entregou por ela para
santificá-la, tendo-a purificado pelo
lavar da água mediante a palavra, e
apresentá-la a si mesmo como igreja
gloriosa, sem mancha nem ruga, ou coisa
semelhante, mas santa e inculpável.
Essa obra pertence supremamente a
Cristo. Nenhum marido salva sua esposa,
nenhuma esposa redime seu marido. Mas o
casamento pode se tornar instrumento
dessa santificação.
O casal caminha para o mesmo rei, ora
pela mesma transformação, combate o
pecado, né, ou combate pecados que
ameaçam a jornada juntos. Lembra
promessas quando um dos dois está fraco,
confronta desvios.
celebra crescimento, carrega o outro
quando a fé parece cansada. É desse
horizonte comum que nasce uma unidade
que vai além da compatibilidade natural.
Os temperamentos podem ser diferentes,
os gostos podem divergir, as habilidades
podem ser complementares,
mas ambos dizem: "Queremos ver Cristo,
queremos ser como Cristo, queremos que
esta casa pertença a Cristo." Quando
esse horizonte desaparece, o casamento
começa a girar ao redor de si mesmo.
Isso foca.
Quando ele permanece, até a rotina se
torna a peregrinação.
O horizonte comum também
também dá sentido
ao sofrimento conjugal. Se a meta é
apenas conforto, toda dor parece inútil.
Se a meta é santidade, até certas
dificuldades podem se tornar
instrumentos nas mãos de Deus. Isso não
torna um pecado aceitável, mas impede
que a aflição seja vazia.
A graça pode usar a paciência exigida,
a verdade recebida e o orgulho ferido
para formar em nós algo que a facilidade
nunca eh produziria. Realmente,
muitas pessoas eh [roncando]
procuram um cônjuge como quem procura
uma
estátua terminada.
Desej alguém pronto, sem rachaduras, sem
conflitos internos, sem limitações que
exijam paciência? Querem admirar uma
obra concluída e desfrutar de sua beleza
sem participar do processo?
Mas ninguém, ninguém se casa como a
estátua. Casamos com um bloco de mármore
no qual a graça ainda está trabalhando
e nós também somos blocos inacabados.
A pergunta não é apenas quem está eh eh
eh ou quem é esta pessoa
agora?
É também o que Deus está formando nela.
A fé
aprende a olhar para a lagarta e
discernir a promessa da borboleta.
Isso não significa ignorar pecados
graves, falta de caráter ou sinais de
perigo. Não significa imaginar potencial
onde não existe arrependimento,
fé ou disposição para crescer. A
esperança cristã não é cegueira
romântica. Ela olha com verdade e com
graça. Vê fraquezas reais, mas vê sinais
de imortalidade.
Percebe momentos em que a paciência de
Cristo começa a aparecer. Vê coragem
nascendo onde havia medo. Vê ternura
onde antes havia dureza.
E então diz: "Quero participar pela
graça daquilo que Deus está fazendo em
você".
O dia do casamento aponta para outro
dia. O casal está vestido diante das
testemunhas, mas aquelas roupas são
quase uma brincadeira infantil
comparadas à glória futura.
Um dia, depois de milhões de anos, os
redimidos estarão diante do trono
revestidos da justiça de Cristo, sem
mancha e sem culpa. Naquele dia, marido
e esposa poderão olhar para a história
compartilhada e reconhecer como Deus
usou a aliança, as orações feitas em
lágrimas, as correções recebidas com
dificuldade, os abraços depois da
confissão,
as noites em que um sustentou a fé do
outro, as renúncias que pareciam
pequenas, mas foram instrumentos de
santificação.
O casamento não produz essa glória por
mérito próprio. Cristo a produz.
Mas ele usa meios e uma aliança fiel
pode ser um desses meios. Por isso, o
propósito não é apenas fazer o outro
feliz no sentido imediato, é desejar seu
bem eterno.
Às vezes amar será consolar, às vezes
será confrontar, às vezes será esperar,
às vezes amar será recusar participar de
uma mentira que parece confortável.
O amor conjugal olha além da fotografia
presente. Ele vê pela fé aquilo que
Cristo prometeu fazer com seus santos e
trabalha, ora e serve para que o outro
avance em direção àquela beleza.
Ver a a futura obra de Deus no outro
exige humildade, porque o cônjuge também
está chamado a olhar para nós dessa
maneira.
Não somos apenas escultores, somos
mármore também. Não somos apenas
ajudadores, somos necessitados.
O casamento se torna cruel quando uma
pessoa assume o lugar de especialista e
trata a outra como projeto. A
santificação é mútua. Ambos se ajoelham
diante do mesmo Senhor e dizem: "Termina
em nós aquilo que tu mesmo eh
começaste".
Então, a maneira como escolhemos alguém
revela o que pensamos que o casamento eh
é.
Café esfriou. Eu adoro café, mas odeio
café frio.
Então,
se casamento é principalmente atração,
começaremos pela aparência.
Se é principalmente status, começaremos
pela reputação, pela carreira. Se é
principalmente segurança, começaremos
pela renda, estabilidade e posição. Mas
se casamento é amizade espiritual, a
pergunta inicial muda. Não se trata de
desprezar a beleza física. Deus criou o
corpo, a atração e o prazer. São eh
obras de Deus, são dons de Deus. O
problema surge quando a embalagem
elimina pessoas antes que tenhamos visto
a pessoa em si. Muitos entram em um
ambiente e já descartam silenciosamente
quase todos.
Alguém é alto demais, alguém é baixo
demais, alguém é magro demais, alguém é
gordo demais, alguém não possui o estilo
certo, não lembra o rosto que foi
imaginado durante anos. Restam poucos
que produzem impacto imediato. Então,
começamos a investigar se algum deles
poderia talvez tornar-se amigo. É
possível que nesse processo tenhamos
descartado justamente aqueles com quem
poderíamos compartilhar a jornada mais
profunda.
A pergunta bíblica,
a pergunta bíblica é: esta pessoa olha
para o mesmo horizonte, ela ama Cristo,
é ensinável, possui coragem para falar a
verdade, consegue receber verdade, trata
os fracos com dignidade,
é constante quando não há recompensa?
Posso imaginar abrir o centro da minha
alma sem que aquilo que é mais santo
para mim seja recebido como tédio.
Então, a amizade conjugal exige
compreensão mútua.
Não significa identidade completa de
temperamento, não é, ou interesses. As
pessoas diferentes eh enriquecem
profundamente uma à outra, mas precisa
haver comunhão no centro. Dos viajantes
podem gostar de músicas diferentes e
ainda caminhar para a mesma cidade. O
problema é quando seguem para destinos
opostos.
Também
é necessário discernir se a amizade pode
receber atração conjugal. Não se trata
de casar com qualquer amigo, mas amizade
é terreno muito mais seguro para o amor
do que uma paixão que nunca aprendeu a
conversar.
O cônjuge não será apenas alguém que
veremos de perto, será alguém com quem
enfrentaremos doença, perda,
envelhecimento, decisões,
arrependimentos e morte. Quando a beleza
externa mudar, a alma continuará na
sala.
Quando a novidade terminar, a conversa
permanecerá. Quando as circunstâncias
aportarem, o caráter aparecerá.
Portanto,
escolha alguém com quem você possa
buscar a Deus.
Alguém que não apenas desperte seus
sentidos, mas fortaleça sua
peregrinação.
Também é sábio observar como a pessoa
vive antes que o romance a coloque sob
luz especial. Como trata quem não pode
beneficiá-la, como reage a uma
contrariedade, como fala dos amigos
antigos da família. e da igreja.
Ah,
esse momento, né, eh eh de namoro pode
produzir uma versão cuidadosamente
apresentada. O caráter aparece na
rotina, no serviço escondido e na
maneira como alguém lida com limites.
Então, não procure apenas o que a pessoa
promete ser com você. Veja quem ela já é
diante e de Deus.
Porque a amizade entre homem e mulher
pode ser uma dádiva.
Ela pode revelar afinidade, ensinar
respeito e ajudar duas pessoas a
discernir se existe possibilidade de
casamento.
Mas justamente por sua profundidade
precisa ser tratada com honestidade. Há
um tipo de amizade que já começou a
ultrapassar a amizade casual. Duas
pessoas compartilham segredos, conversam
diariamente, se procuram primeiro quando
algo acontece, se sentem compreendidas
de modo singular,
abrem feridas que não mostram a quase
ninguém, contam sonhos, medos e desejos.
Talvez nunca tenham jantado a luz de
velas. Talvez insistam, nós não estamos
namorando. Contudo, em muitos aspectos
estão percorrendo a primeira etapa da
aproximação conjugal. O nome dado à
relação não altera sua realidade
emocional. Quando existe uma amizade
profunda entre um homem e uma mulher,
algo especial acontece por causa da
complementaridade
criada por Deus. Adão possui a comunhão
perfeita com o Criador e ainda assim
ouviu: "Não é bom que o homem esteja
só". A presença de Eva trouxe uma
correspondência
que nenhum animal e nenhum outro aspecto
da criação podia oferecer.
Ela era semelhante e diferente, familiar
e ao mesmo tempo era outra.
Por isso, ser conhecido profundamente
por alguém de outro sexo pode carregar
uma força de completude que precisa ser
respeitada. Se uma pessoa recebe de
outra intimidade, consolo, abertura e
presença comparáveis aos de um namoro,
mas recusa qualquer responsabilidade ou
definição, pode estar só usando-a.
Talvez não haja intenção maliciosa,
talvez ambos digam estar confortáveis.
Ainda assim, é necessário conversar o
que estas amizade significa. Existe
expectativa de um lado? Estamos
cultivando uma intimidade que deveria
caminhar para compromisso? Estamos
impedindo um ao outro de construir
outras relações?
A honestidade protege. A ambiguidade
prolongada costuma favorecer quem recebe
os benefícios sem assumir os riscos.
A amizade bíblica não brinca com o
coração do outro. Ela não diz: "Quero
tudo que você oferece emocionalmente,
mas não quero que você peça clareza.
Se existe possibilidade de aliança, ela
deve ser discernida com maturidade. Se
não existe, limites, talvez sejam
necessários."
O objetivo não é transformar toda
amizade em romance, é recusar uma
intimidade irresponsável que imita o
casamento sem caminhar para o
compromisso.
Quando a definição é necessária, a
coragem de falar é uma forma de
respeito. Algumas amizades permanecem em
anos em uma espécie de neblina, porque
ambos temem perder o conforto que
possuem, mas a verdade pode libertar os
dois. Talvez exista caminho para
compromisso. Talvez seja necessário
recuar. Em ambos os casos, uma decisão
honesta é mais amorosa que uma
proximidade indefinida que mantém
esperança
sem responsabilidade.
Então, a amizade precisa de abertura,
mas também precisa de ordem.
Antes do casamento, limites preservam
liberdade e verdade. Depois do
casamento, limites preservam a
exclusividade da aliança.
Uma pessoa solteira não deve oferecer a
alguém uma experiência de intimidade
conjugal, enquanto ambos evitam qualquer
compromisso. Uma pessoa casada não deve
oferecer a outro, homem ou mulher aquilo
que pertence prioritariamente ao
cônjuge.
A infidelidade nem sempre começa no
corpo. Muitas vezes, começa na conversa,
alguém fora da aliança passa a ser a
primeira pessoa procurada. E com ela,
né? É com ela que se compartilham
frustrações conjugais.
É ela quem conhece os sonhos mais
íntimos. É dela que vem a compreensão,
[tosse]
o elogio, o consolo e a sensação de ser
eh visto.
O cônjuge permanece responsável pelas
contas e pela rotina, enquanto a outra
pessoa recebe o coração.
Tal relação pode não ter contato físico
e ainda assim frustrar profundamente o
propósito do casamento. Aliança foi
criada para uma nudez crescente.
Se o melhor da intimidade é levado para
fora, o casamento fica com os restos.
Isso não significa que pessoas casadas
não possam possuir amigos. A amizade é
boa.
A comunidade cristã é necessária. Nenhum
cônjuge consegue suprir todas as
necessidades relacionais,
mas deve existir clareza sobre o lugar
singular da aliança.
Não esconda conversas. Não cultive uma
clicidade que o cônjuge precisaria
temer. Não use dificuldades do casamento
como justificativa para buscar fora a
doçura que você deveria trabalhar para
reconstruir dentro. Não transforme a
atenção de outra pessoa em anestesia
para dor que precisa ser enfrentada em
casa.
Também
não estabeleça limites apenas por medo
de escândalo externo. O coração deve ser
guardado porque deseja fidelidade diante
de Cristo. Há conversas que talvez sejam
legítimas em grupo, mas imprudentes em
segredo. Há confidências que deveriam
ser levadas a um conselheiro maduro, não
é, do mesmo sexo, e não alguém que se
torna emocionalmente indispensável.
Há admirações que precisam ser
confessadas cedo antes que sejam
alimentadas. O limite
não é inimigo da amizade, é uma forma de
amor. Ele diz ao ao solteiro: "Não
usarei sua vulnerabilidade".
Ele diz ao cônjuge: "Seu coração é minha
primeira responsabilidade humana." E diz
a Cristo: "Quero honrar a aliança que
reflete sua fidelidade à igreja".
Os limites também devem proteger a honra
de todos os envolvidos.
Uma amizade secreta raramente permanece
neutra. O próprio segredo já cria uma
aliança paralela. Quando começamos a
apagar mensagens, minimizar encontros ou
preparar explicações antes que alguém
pergunte, o coração provavelmente já
sabe que atravessou uma fronteira.
A luz é uma proteção. Aquilo que pode
ser trazido com paz diante de Deus, do
cônjuge e da comunidade possui outra
qualidade e é a que nós precisamos.
O primeiro sinal
da amizade bíblica é a constância. O
amigo ama em todos os momentos e na
adversidade nasce o irmão. O amigo não é
apenas alguém com quem compartilhamos
prazer, é alguém cuja presença possui
disciplina.
Ele está lá não sempre da maneira
desejada, porque nem um ser humano é
onipresente, né? Mas existe
confiabilidade. A pessoa não aparece
apenas quando a relação adverte. Não
desaparece sempre que o outro se torna
pesado. Não mede cada gesto para saber
se recebeu retorno equivalente. No
casamento, essa constância é selada por
voto na alegria e na tristeza, na saúde
e na doença, na riqueza e na pobreza.
Essas palavras não são ornamentação
tradicional, né? São uma descrição da
amizade pactual.
O casal promete presença antes de
conhecer todas as formas de ausência que
a vida tentará produzir. A doença pode
mudar a rotina, a tristeza pode tomar a
comunicação lenta.
A perda pode fazer alguém parecer
distante, a velice pode exigir cuidados
que não oferecer eh eh não oferecem
nenhuma excitação romântica.
A constância diz: "Eu continuarei aqui".
Isso não significa tolerar violência ou
chamar abuso de fidelidade.
Há situações em que proteção, disciplina
e separação são necessárias. Aliança não
autoriza destruição. Mas fora dessas
violações graves, muitos abandonam
emocionalmente a relação apenas porque o
outro atravessa uma situação difícil.
continuam na mesma casa, porém retiram o
coração.
Cumprem deveres, mas negam presença. A
consciência cristã é mais que
permanência física, né?
Ela produz essa constância. E a
constância cristã é mais do que simples
permanência. É continuar procurando o
bem do outro. É perguntar outra vez. É
ouvir uma história repetida porque a dor
ainda não terminou. É orar quando não
sabemos o que dizer. É manter aberta a
porta da reconciliação.
Cristo é a fonte dessa constância.
Ele não nos amou apenas quando éramos
agradáveis.
Não aguardou nossa melhora para se
aproximar.
Deus demonstra seu amor por nós. Cristo
morreu em nosso favor quando ainda
éramos pecadores. Seu amor não dependeu
do nosso brilho.
Ele nos encontrou na ruína.
Quando essa fidelidade entra no coração,
nos torna capazes de permanecer sem
transformar permanência em
superioridade. Não dizemos: "Veja como
sou nobre por suportar você". dizemos:
"Estou aqui porque Cristo esteve aqui
por mim".
A constância é provada nas pequenas
repetições, não apenas eh eh nas grandes
crises.
Preparar café, cumprir uma palavra,
chegar quando prometeu, perguntar com
atenção e voltar a uma conversa
interrompida. são formas
eh silenciosas de amizade.
Grandes declarações não compensam uma
vida imprevisível.
A confiança cresce quando o outro
descobre que nossa palavra pode ser
habitada, que não precisa adivinhar
todos os dias qual versão de nós
encontrará. Nós fomos dormir de um jeito
e acordamos
de outro jeito. O segundo sinal da
amizade é a honestidade.
Mas a honestidade bíblica possui duas
direções.
É honestidade sobre o outro e
honestidade sobre si mesma. Porque
muitas pessoas dizem: "É, sou muito
honesto, mas eu sou honesto sobre os
outros, não é?"
Algumas pessoas são especialistas em
analisar, percebem falhas, nomeam
padrões, apontam pecados com precisão.
Contudo, nunca se revelam. Falam muito
sobre você, mas pouco com você. Essa
relação pode ter utilidade, mas ainda
não é amizade profunda. Um amigo não
apenas aponta para dentro do nosso
coração, ele também abre o próprio
coração.
Por isso, a honestidade conduz à
vulnerabilidade.
Ser vulnerável
é se permitir ser visto sem a armadura
da imagem controlada. É dizer, aqui está
meu medo, aqui está a inveja que me
envergonha, aqui está a lembrança que
ainda governa algumas das minhas
reações. Aqui está o desejo que não sei
ordenar. No casamento, essa nudez deve
alcançar todas as áreas. A nudez física
foi criada para acompanhar a nudez
emocional, espiritual, social e
econômica.
Duas pessoas podem dividir o corpo e
esconder o coração. Podem conhecer a
pele uma da outra e permanecer estranhas
quanto as esperanças mais profundas.
Podem morar juntas e proteger contas,
conversas, lembranças e medos em quartos
secretos. Isso é uma contradição de ser
uma só carne.
A amizade conjugal pergunta: "Existe
alguma parte central de mim que
considero impossível mostrar a você?
Existem assuntos sobre os quais esperam
apenas riso, tédio ou desprezo.
Há pecados que escondo porque acredito
que sua graça não absorveria a verdade.
Então, se abrir não significa despejar
tudo sem sabedoria.
A vulnerabilidade também precisa de
amor, tempo e discernimento.
Mas se esconder permanentemente impede a
intimidade que a aliança foi criada para
abrigar.
Aqui o evangelho volta a ser essencial.
Só conseguimos ser verdadeiros quando
não dependemos da fantasia de parecer
perfeitos. Cristo já viu tudo. Ele não
descobriu nossas sombras depois de nos
chamar. nos conheceu completamente e se
entregou por nós a si mesmo. Essa graça
não torna um pecado leve,
torna a confissão possível. E quando o
marido e esposa recebem um ao outro a
sombra da cruz, a verdade deixa de ser
inimiga da relação, se torna caminho
para uma comunhão mais profunda.
A vulnerabilidade precisa ser recebida
com reverência. Quando alguém nos
entrega uma parte frágil de si mesmo,
não recebemos munição, recebemos uma
responsabilidade.
Usar uma confissão na discussão seguinte
é ensinar ao outro a nunca mais
confessar. A amizade segura não é aquela
em que nada dói, mas aquela em que a
verdade não será transformada em
espetáculo, chantagem ou desprezo.
O amor cobre no sentido de proteger,
mesmo enquanto trabalha para eh trazer
cura.
A amizade não consiste apenas em
permanecer e falar a verdade. Ela também
ela também abençoa.
Na Bíblia, abençoar não é oferecer
elogio vazio.
Quando os patriarcas chamavam filhos e
netos, não apenas diziam palavras
agradáveis,
discerniam identidade, futuro, fraqueza,
chamado e promessa. A bênção olha
profundamente e fala
e eh eh e
vida de acordo com a verdade Deus.
Um amigo conhece
defeitos que o público não conhece,
vê contradições, percebe medos, sabe
onde nossas justificativas são frágeis.
Ainda assim consegue dizer: "Vejo a
graça de Deus trabalhando em você. Vejo
coragem que você ainda não reconheceu.
Vejo um chamado que seu desânimo está
escondendo.
Eu o amo não porque desconheço essa
falha, mas apesar dela e desejo ajudá-lo
a não permanecer nela. Isso é abençoar o
outro. Essa bênção é mais profunda que
uma afirmação superficial.
Não declara que tudo em nós é belo,
declara que a graça pode tornar belo
aquilo que ainda está desordenado.
No casamento, marido e esposa devem se
tornar os principais intérpretes da obra
de Deus um no outro. Isso exige exige
atenção.
Muitos conhecem melhor as fraquezas do
cônjuge do que seus progressos.
Sabem recitar o que falta, mas não
percebem o que mudou.
A correção se torna frequente e a
gratidão se torna rara.
A casa então vira um lugar onde cada um
se sente continuamente avaliado, mas
nunca verdadeiramente visto. Então,
abençoar é aprender a nomear o bem. Eu
vi como você respondeu, com paciência.
Percebi sua fidelidade quando ninguém
aplaudiu. Sou grato pela maneira como
você cuidou de nossa família.
Vejo que Cristo o está tornando mais
manso.
Há pessoas que sentem profundamente, mas
têm medo de parecer sentimentais.
Dizem: "Até logo quando desejavam dizer:
"Sentirei sua falta". Fazem uma piada
quando queriam dizer: "Eu amo você". A
amizade madura aprende a falar. Não
presume que o outro sabe, que o outro
interprete, que o outro eh veja nas
entrelinhas. Não trata a ternura como
fraqueza.
A bênção
também corrige, porque deseja o
florescimento do outro. Mas a correção
vem de alguém que já deixou claro:
"Estou a seu favor".
Então, o casamento precisa dessa
atmosfera, não apenas um lugar onde o
pecado eh onde pecados são revelados,
mas um lugar onde a graça é celebrada.
Não apenas uma oficina
onde há reparos, mas um jardim onde o
crescimento também é percebido e
agradecido.
Então, a bênção conjugal deve ser
específica. Palavras genéricas podem
soar gentis, mas meramente alcançam o
coração. Dizer: "Você é ótimo". É
diferente de dizer: "Observei sua
paciência com o nosso filho quando você
estava cansado".
A especificidade prova que estamos
prestando atenção.
Ela diz: "Sua vida não passa
despercebida diante de mim". Em uma
cultura de comparação e crítica, o lar
deveria ser um lugar onde a graça
concreta de Deus recebe nome. Então,
devemos aprender a abençoar realmente o
outro, não é?
E se
se o propósito do casamento é uma
amizade que caminha para o mesmo
horizonte, a fé não pode ser um detalhe
periférico.
Um cristão não deve se casar com alguém
que não pertence a Cristo. Ah, mas eu já
estou casado. Isso a gente vai conversar
em outros momentos, né, aqui e em outros
vídeos.
Ou seja, isso não significa que todo não
cristão seja incapaz de gentileza,
lealdade ou afeto. Também não significa
que casamento entre pessoas sem fé não
possam demonstrar virtudes comuns. A
questão é mais profunda. Qual é o centro
da alma? Se Cristo ocupa o centro da
vida de uma pessoa, ele molda a sua
identidade, sua esperança, seu
arrependimento, seu uso do dinheiro, sua
compreensão do corpo,
seu propósito e sua visão da morte.
Como alguém poderá conhecer essa pessoa
profundamente enquanto permanece
indiferente ao seu centro?
Então, imagine um cônjuge dizendo: "Acho
ótimo que você seja religioso. Vá,
igreja, apenas não espere que isso
envolva nossa vida. Para preservar a
paz, o cristão terá de empurrar Cristo
para os subúrbios da alma.
Talvez ore em silêncio, talvez esconda
desejos espirituais, talvez deixe de
falar sobre aquilo que mais ama, porque
a conversa sempre termina em tédio ou
irritação. Nesse caso, a pessoa que
divide a cama não compartilha o
horizonte. O casamento pode possuir
carinho, organização e respeito, mas o
centro permanece solitário. E se Cristo
não é o centro da vida do cristão, há um
problema ainda mais grave que a escolha.
conjugal.
A fé foi reduzida a adereço. A escritura
proíbe o julgo desigual, não por
desprezo aos incrédulos, mas por amor à
verdade da aliança. Duas pessoas unidas
para se tornarem uma precisam concordar
sobre quem é o Senhor dessa nova pessoa.
precisam poder orar juntas, confessar
pecados diante do mesmo evangelho, criar
filhos sobre a mesma palavra, enfrentar
sofrimento com com com a mesma
esperança, olhar para a morte esperando
a mesma ressurreição.
A amizade conjugal diz: "Eu vejo o que
você mais ama e amo caminhar com você em
direção a isso. Se uma ama a Cristo e o
outro não, essa frase não pode ser
plenamente verdadeira.
Por isso, os solteiros não devem tratar
a fé como item negociável depois de
todos os outros critérios.
Ela não é uma característica entre
muitas, é o horizonte que dá sentido a
todas as outras. Essa unidade espiritual
também influencia as decisões mais
práticas. O que faremos com o domingo?
Como ensinaremos os filhos? Como
lidaremos com generosidade, sexualidade,
vocação, sofrimento e culpa?
Essas não são questões periféricas. Elas
surgirão na mesa, no quarto, no
orçamento e no hospital.
A comunhão em Cristo não elimina todas
as divergências, mas oferece uma
autoridade comum, a qual ambos podem se
curvar quando sua suas preferências
entram em choque, entram em eh conflito.
Tudo
tudo que procuramos na amizade encontra
a sua forma perfeita em Jesus Cristo.
Ele é constante. Eu estarei sempre com
vocês até o fim dos tempos. Sua presença
não depende de nossa capacidade de
mantê-lo interessado.
Quando todos os discípulos fugiram, ele
não abandonou sua missão. Quando Pedro
negou, ele o procurou na praia. Quando
somos infiéis, ele permanece fiel, pois
não pode negar a si mesmo. Não é o que
ele diz. Ele é honesto. Jesus nunca nos
bajula.
Não chama escravidão de liberdade, não
chama orgulho de personalidade forte,
não chama incredulidade de prudência.
Sua palavra penetra, discerne
pensamentos e intenções e nos mostra
aquilo que preferíamos não ver ou
preferíamos ocultar.
Mas sua verdade não é crueldade. É a
verdade do médico que abre a ferida para
retirar a morte dela.
Ele é vulnerável de modo santo e
incomparável.
O filho eterno tomou carne, entrou em
nossa fraqueza, sentiu fome, sede,
cansaço e tristeza. Chorou diante de um
túmulo no Getsemmane, abriu a angústia
diante dos discípulos, não escondido na
cruz, não apenas mostrou o coração,
permitiu que o seu corpo fosse rasgado.
Ele não nos amou de uma distância
segura. Ele se entregou e ele nos
abençoa,
nos conhece melhor do que nós mesmos. Vê
cada pecado, cada motivação misturada e
cada fuga secreta. Ainda assim, chama os
seus de amigos. declara sobre pecadores
unidos a ele, não há condenação.
Nos veste com sua justiça, intercede por
nós, olha para a obra ainda incompleta e
promete terminá-la e nos trata como se
fôssemos perfeitos nele. O casamento
cristão aprende amizade nessa escola.
Marido e esposa não inventam constância,
recebem ela de Cristo. Não descobrem
sozinhos como falar a verdade com graça
ou a verdade em amor. Observam como o
Salvador faz isso. Não encontram coragem
para ser vulneráveis apenas na força da
personalidade. Descansam naquele que já
os conhece inteiramente.
Não abençoam para manipular. abençoam
porque foram abençoados com todas as
bênçãos espirituais.
Jesus não é apenas um exemplo externo, é
o noivo que dá o espírito. É a fonte do
amor que ordena. É o amigo que entra na
aliança para que duas pessoas falhas
possam se arrepender e ser amigos uma da
outra.
E porque ele é o amigo perfeito,
Jesus também nos livra de exigir
perfeição do cônjuge. Nenhum marido
conseguirá ser sempre constante. Nenhuma
esposa falará sempre a verdade com
graça. Nenhuma relação humana suportaria
a expectativa de de satisfazer toda a
solidão.
Quando Cristo ocupa seu lugar, podemos
receber o cônjuge como presente, sem
transformá-lo em Messias.
A amizade conjugal floresce
quando já não precisa carregar o peso de
ser eh a salvação, não é? Então, quando
quando Adão viu Eva, não falou primeiro
sobre aparência, disse: "Esta sim é osso
dos meus ossos e carne da minha carne".
Era uma exclamação de reconhecimento.
Finalmente, alguém que corresponde a
mim.
Na presença dela, compreendo melhor quem
sou.
Essa é uma das maravilhas da amizade
conjugal. Uma pessoa diferente de nós se
aproxima, nos conhece e por meio de sua
diferença nos ajuda a enxergar aspectos
de nós mesmos que nunca perceberíamos
sozinhos.
Ela expõe pecados, né? Essa relação
confirma dons, questiona hábitos
recebidos sem reflexão, celebra graças
que tratávamos como insignificantes.
Então, o casamento pode derrubar e
reconstruir, não porque o cônjuge seja
redentor, mas porque o verdadeiro
redentor usa a proximidade da aliança
para trabalhar a santificação. Aqueles
que ainda não são casados não precisam
esperar a cerimônia para aprender essas
coisas. O amor como ação, a constância,
a honestidade, a vulnerabilidade
responsável e a bênção pertencem a todas
as relações cristãs. Quem não aprende a
servir amigos, irmãos e familiares,
dificilmente se tornará servo apenas
porque colocou uma aliança no dedo.
Pratique agora, né, os solteiros.
Aprenda a ouvir, aprenda a confessar,
aprenda a permanecer, aprenda a dizer
palavras que edificam. E aqueles que são
casados precisam fazer da amizade uma
prioridade deliberada.
Talvez seja necessário admitir,
dividimos tarefas, mas não dividimos
mais o coração. Conhecemos a agenda um
do outro, mas não os sonhos.
Dormimos perto, mas temos segredos. Essa
confissão eh não precisa ser o fim, pode
ser o começo de uma reconstrução.
Conversem, orem, procurem ajuda madura e
retirem da relação aquilo que roubou sua
primeira intimidade.
Eh, se pagam preços altos para recuperar
saúde física. Às vezes se gasta uma
fortuna para recuperar a a saúde do
corpo. Quanto mais devemos estar
dispostos a investir na amizade que Deus
colocou no centro da casa,
mas
não transformem a amizade conjugal em
céu. Mesmo a melhor união será episódica
em sua plenitude. Haverá momentos de
compreensão, né, de incompreensão.
Nenhum cônjuge consegue olhar
completamente até o fundo da alma do
outro. A amizade perfeita está ainda
adiante. Um dia veremos Cristo face a
face. Seremos plenamente conhecidos e
plenamente amados. Não haverá segredo,
medo, vergonha ou distância. O casamento
aponta para essa comunhão e depois
entrega seu sinal à realidade maior. Por
isso Paulo diz: "Este é um mistério
profundo. Refiro-me, porém, a Cristo e à
igreja".
Aliança conjugal canta quando deixa de
girar ao redor de si mesma e começa a
anunciar um verdadeiro noivo. O melhor
amigo humano aponta para o amigo que
nunca falha.
A jornada compartilhada aponta para o
trono e a frase: "Uma só carne se torna
uma pequena janela para a união eterna
dos redimidos com Cristo."
No fim, o casamento não é medido apenas
por quantos conflitos foram evitados,
mas por quanto ambos aprenderam a amar
Cristo e a se tornar semelhantes, mais
semelhantes a ele. Uma casa pode ser
silenciosa porque ninguém mais ousa
falar.
Outra pode atravessar conversas difíceis
e ainda assim crescer em paz verdadeira.
O alvo não é uma aparência impecável,
mas uma comunhão redimida, onde a
verdade e a graça realmente se encontram
repetidamente
aos pés da cruz até o fim da jornada.
E nossa jornada de hoje termina aqui.
Ainda vamos voltar ao assunto, não sei
eh, quantas vezes, mas ainda mais
algumas vezes. Que Deus abençoe, que ele
nos guie, que ele nos dê sabedoria e nos
faça desfrutar junto de Cristo. Amém,
queridos. Amém. Santo Deus, eu me
aproximo sem defesa, sem razão.
Tu me vês nos detalhes, no segredo do
coração,
[música] nos pequenos pensamentos,
[canto]
nas palavras que eu soltei.
Teu [música] espírito me chama,
confessa.
E eu confessei,
não escondo minha culpa, [canto][música]
não maquio minha dor.
Contra ti [música][canto] eu pequei
contra o teu santo amor.
Mas que [canto] atos minha raiz,
um querer desalinhado.
Eu preciso [música][canto]
de limpeza. Eu preciso ser
lavado.
Cordeiro, minha justiça, [música]
[canto]
fim do meu tribunal.
Eu largo a autojustiça, [canto]
me rendo ao teu final.
Jesus [canto]
[música]
tem misericórdia.
Jesus, [música]
vem me purificar.
[canto][música]
Teu sangue fala mais alto que o meu
pecado a gritar. [grito]
Minha [música] única defesa
é a cruz, é o teu favor. Eu adoro a tua
graça.
Eu descanso [canto] no teu amor.
[música]
>> Tua misericórdia [canto] é melhor.
Tua misericórdia [música][canto]
é meu lar.
>> Rei dos reis, eu me prostro. [música]
Tu és luz [canto] e eu sou pó.
Quando eu tento ser meu dono,
[música][canto] eu no terco em mim só.
Autonomia [canto] é mentira, [música]
autossuficiência
também.
Tu [música] és fonte, tu és vida.
Sem ti nada me sustém.
Eu
não venho [música][canto] com currículo,
venho com mãos sem [música][canto] ter.
Não confio no meu choro, nem o meu
[canto] vou vencer. [música]
Eu confio na firmeza do teu pacto,
[canto][música]
ó Senhor.
Tua aliança é selada no cordeiro
[música]
[canto]
redentor.
Restaura [música][canto] minha alegria,
tua salvação em mim. [música]
Sustenta-me com espírito
pronto até o fim. [música]
Jesus
tem [canto] misericórdia.
Jesus
vem me [música] purificar.
Teu sangue fula mais alto [música] que o
meu pecado a gritar.
A minha única defesa [música][canto]
é a cruz é o teu favor. Eu adoro
[música][canto] a tua graça.
Eu descanso [canto][música]
no teu amor.
[música] Inclina [canto] o meu coração,
ensina-me a obedecer.
Dá-me um espírito pronto, [música]
mais doce do meu querer. Guarda-me
[canto] na tentação, [música]
na rotina e na aflição.
Tua graça me carrega,
[canto]
tua mão me põe [música]
de pé
no chão. Oh.

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