Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Semana Jovem – No Horizonte de Alguém – Marina

Semana Jovem – No Horizonte de Alguém – Marina

Semana Jovem – No Horizonte de Alguém – Marina

Legendas automáticas:

Oi, oi, oi. Boa noite para vocês
que estão aí assistindo.
Quem está no chat agora ao vivo, dá um
like nesse vídeo. É,
comentem, compartilha.
Débora, feliz sábado para você também
comentou aqui no chat.
Vocês que estão chegando vão comentando
e vamos fazer uma um uma dinâmica aqui
agora rapidão. Eh, comentem no chat.
Maranata.
Tá bom? E a pessoa que for comentar
depois do Maranata tem que responder: "O
senhor logo vem". Combinado?
Entenderam?
Vocês vão seguindo. Feliz sábado, Edson.
Fernanda,
David Nunes. Deixa eu ver quem tá mais
aqui. Adrielee.
Nossa, o Tito tá aqui também. Beijo,
Tito. Manda um beijo pra Tita e paraas
suas titinhas também.
Feliz sábado, galera. Comentem,
Maranata, comentem o seu logo vem e a
gente vai comentando durante todo toda a
programação, combinado? Quanto mais
comentários, mais curtidas.
Compartilha. Ah, a Marina vai me matar,
mas tudo bem. Clica na setinha de
compartilhar,
manda pros seus amigos, compartilha nos
seus stories, enfim, compartilha esse
vídeo e marca assim: vem ver a Marina
pregar.
Não me mata, má, te amo, viu? Mas com
certeza ela vai ser usada pelo Espírito
Santo. Tá bem? Convido vocês agora vamos
fazer uma oração para começar.
Antes de orarmos, eu quero dar um recado
para vocês. Amanhã a equipe jovem,
nosso Teams da Vila, estará preparando
uma programação muito especial na parte
da tarde, às 4 horas e todos vocês estão
convidados, tá bom? Vamos orar. Fecha os
seus olhos. Como eu faço com a minha
filha? posição para oração.
Querido Jesus, muito obrigado por esse
dia. Muito obrigado por essa semana
incrível que o Senhor nos deu. Obrigada
porque o Senhor nos trouxe até aqui, nos
sustentou, nos guardou, nos protegeu e
nos abençoou.
Abençoe, Pai, cada um que está
assistindo essa live neste momento.
Abençoe que eles possam sentir o seu
amor e cuidado por nós. Abençoe a Marina
que vai trazer a mensagem, que ela possa
ser usada pelo teu espírito, que ela
seja um canal de bênçãos para as pessoas
que estão aqui assistindo, que elas
estão preparadas para isso. Abençoa,
Senhor, também a Marina para que ela não
venha falar dela, que não seja da cabeça
dela, mas que seja pelo poder do teu
espírito. Pai, fale aos nossos corações,
abra a nossa mente para que o seu
espírito
eh encha nosso coração e nossa mente com
as tuas com a tua verdade,
nos acompanhe hoje e sempre, nos abençoe
em teu nome. Pedimos em tu em
em teu nome pedimos e te agradecemos.
Amém.
Neste momento vamos
[limpando a garganta]
louvar, vamos cantar nossa música tema
dessa semana, tá bom? Beijo, tchau,
tchau. Daqui a pouco vocês fiquem com a
Marina.
[música]
Fui [música] alcançado
por teu [canto] amor.
Sou testemunha [música]
por onde for. [canto]
Em cada [música] rua,
cada nação,
levo tua [canto] graça,
tua salvação. [música]
Oh, oh, oh,
oh, oh, [canto] oh,
oh, oh, oh.
Onde houver trevas, [música]
quero chegar
com a palavra
para libertar. Onde houver ódio,
leve amor,
[música][canto] sempre
para ti, Senhor. O meu lugar no mundo
[música] é te anunciar.
É ser o sal da terra, teu [canto] nome
exaltar. Tu és a minha vida, [música]
a minha inspiração.
Te revelar ao mundo [música] é minha
missão. [canto] Oh, oh, oh,
oh, oh, oh,
oh, oh, [música][canto] oh.
Fui alcançado
por teu amor.
Sou testemunha [música]
por onde for,
em cada rua. [música]
cada nação
levo tua graça, [música][canto]
tua salvação.
[música]
Onde
[canto] vai ser? Quero chegar, quero
chegar a palavra, palavra para libertar
[música][canto]
libertar o veró de um veró. Que eu leve
amor, que eu leve amor vivendo sempre
para ti, [música] Senhor. O meu lugar no
mundo é te anunciar, [música][canto]
é ser o sal da terra, teu nome exaltar.
Tu és a minha [música] vida, minha
inspiração.
Te revelar ao mundo é minha missão.
[canto][música]
Maranada,
maranada. [música]
Muito em Jesus [canto] voltará.
Teu lugar no mundo [música] é te
anunciar.
Excel o da terra teu nome exaltar. Tu és
a minha vida, [música]
minha inspiração.
Te revelar ao mundo é minha missão. O
meu [música] lugar do mundo é te
anunciar. [canto]
É ser o [música] sal da terra, teu nome
exaltar. Tu és [música][canto] a minha
vida, minha inspiração.
Te revelar [canto] ao mundo é minha
missão. [música] Oh, oh, oh,
oh, oh, [canto] oh,
oh, oh, oh, [música] oh, oh, oh.
[canto]
Boa noite.
Venho apresentar para vocês hoje aqui a
pregadora da noite, Marina, minha filha,
16 anos, está no melhor lugar no do
mundo agora, aos pés de Jesus. Que Deus
te abençoe, minha filha, que você fale
através do Espírito Santo.
>> Então, gente, há poucos dias eu acho que
todos nós estávamos voltados para telas,
televisões, vendo a final da Copa do
Mundo. Independente para qual time você
tava torcendo,
todo mundo tava compartilhando de um
mesmo sentimento, aquela expectativa de
ver uma final de Copa do Mundo. Durante
os 90 minutos, a gente viu aqueles 22
jogadores jogando com tudo que eles
tinham, porque passaram anos treinando,
renunciando muitas coisas e sonhando com
aquele momento. Alguns estavam
carregando o sonho de uma nação toda e
outros sabiam que aquela ia ser a última
chance deles de jogar aquela Copa.
Quando o árbitro apitou o final do jogo,
a gente viu muitas cenas diferentes. A
gente viu de um lado vários jogadores
chorando de alegria, abraçando suas
famílias, levantando aquela taça, com
aquela felicidade, sendo fotografados
pelo mundo todo. Só que, por outro lado,
a gente viu outro tipo de reação. A
gente viu atletas caídos no gramado,
frustrados, tentando entender como que
aquele sonho escapou das mãos deles por
tão pouco. Enquanto eu estava assistindo
esse essa final, uma pergunta veio no
meu coração. Por que que esses momentos
mexem tanto com a gente?
Além da expectativa, claro, de ver uma
final de Copa do Mundo, tem aquela
deixa a gente triste quando a gente vê a
reação de todos eles. E depois que eu
parei um pouco para refletir, eu percebi
que a resposta é muito simples, porque
todos nós queremos encontrar o nosso
lugar no mundo. E naquele momento
aqueles jogadores espanhóis, eles se
viam devidamente recompensados por todo
o esforço que eles tiveram, sentindo que
eles encontraram o lugar no mundo deles.
Enquanto os argentinos, eles se viam
perdendo o lugar que eles acreditavam já
ser deles. Talvez nem eu nem você nunca
jogue uma final de Copa do Mundo. Talvez
o nosso nome nem seja conhecido. Mas no
fundo, no fundo, a gente também carrega
essa pergunta de qual é o meu lugar? E
muitas muitos acreditam que o nosso, a
gente encontra o nosso lugar quando a
gente descobre uma profissão, quando a
gente se casa, quando a gente compra uma
casa ou conquista independência
financeira ou é reconhecido por algo que
a gente faz.
E os jovens, principalmente da minha
geração, mas eu acredito que todos vocês
passaram por essa esse momento da vida,
em que essas perguntas rodeiam a gente o
tempo todo. Que faculdade eu tenho que
fazer? Que carreira eu tenho que seguir?
Será que Deus tem um propósito para mim?
Será que um dia eu vou fazer diferença?
Eu e você, nós vivemos numa geração que
busca propósito. A gente sempre buscou e
a gente sempre estava nessa busca. Só
que normalmente na natureza humana a
gente acaba procurando esse propósito
nos lugares errados. a gente mede nosso
valor por seguidores, por diplomas, por
conquistas, pelo que as pessoas pensam
da gente. E parece que o mundo todo dia
só ensina pra gente que só tem valor
quem chega no topo, quem é visto, quem é
aplaudido. Só que quando a gente abre a
Bíblia, quando a gente se volta pra
palavra de Deus, a gente descobre que
Jesus redefiniu completamente o
significado de sucesso. Ele mostra pra
gente que o lugar mais importante nem
sempre é no palco, nem sempre é no
centro das atenções, onde todo mundo tá
olhando, onde todo mundo tá aplaudindo a
gente. Às vezes o lugar mais importante
do mundo é na beira da estrada, onde
ninguém quer parar. E é exatamente isso
que eu vou contar para vocês e que nós
vamos ler em Lucas 10. Convido vocês a
abrirem a Bíblia em Lucas 10:25.
E eu vou contar aqui por cima, mas
fiquem à vontade para ler a história e
entender um pouco mais para quem não
conhece.
Jesus estava rodeado por uma multidão
onde ele tava ensinando, como sempre
fazia durante os 33 anos aqui da Terra
que ele ficou, ele era rodeado por
multidões, passando os ensinamentos
dele, falando sobre a palavra de Cristo
Jesus. E nesse dia em específico, ele
estava rodeado por uma multidão. E um
mestre da lei se levanta, se aproxima
dele e pergunta: "Mestre, o que que eu
tenho que fazer para herdar a vida
eterna?"
E Jesus, como ele fazia várias e várias
vezes, como a gente lê a Bíblia e acaba
percebendo que é meio que um padrão
dele, ele devolve com uma pergunta pro
mestre da lei. O que que tá escrito na
lei? Como que você interpreta a lei de
Moisés? Aquele homem, ele tava,
ele pensou um pouquinho e respondeu:
"Eh, amarás o Senhor de todo o teu
coração, de toda a tua alma, de todas as
tuas forças e todo o teu entendimento, e
amarás o teu próximo como a ti mesmo". E
Jesus disse para ele, você respondeu
corretamente, faça isso e viverá. A
conversa, ela podia ter terminado por
ali, só que a gente percebe que Lucas
conta uma história muito interessante
para pra gente, apresenta o que Jesus
falou pra gente de uma forma muito
interessante. O texto diz que aquele
mestre da lei, querendo meio que
se justificar, vocês já vão entender o
que eu quero dizer com isso, ele
pergunta para Jesus: "Tá, e quem é o meu
próximo?" Essa pergunta de primeira a
gente pensa que não é tão profunda, mas
ela revela muito mais do que parece,
porque ele não tava buscando conhecer
melhor a vontade de Deus. Ele tava meio
que procurando um limite, queria saber
até onde a obrigação dele. Ele queria
saber, ele é como se ele perguntasse:
"Jesus, quem realmente merece o meu
amor? Quem é que entra na lista de
pessoas que merecem esse meu amor? Tem
alguém que eu posso ignorar sem me
sentir tão culpado?
E apesar da gente às vezes julgar muito
esses personagens da Bíblia,
a gente tem que sentar e olhar para nós
mesmos e perceber que essa pergunta,
apesar de ser feita, ter sido feita há
séculos e séculos atrás, continua
extremamente atual. Porque a gente
também faz isso, nem sempre com essas
mesmas palavras, mas a gente sempre se
pergunta, tá? Até onde eu preciso
ajudar? Até onde essa responsabilidade é
minha? Será que essa pessoa não tá
sofrendo dessa maneira porque fez as
escolhas erradas? Será que ela merece
mesmo a minha ajuda? E aí Jesus, quando
ouve aquele mestre da lei perguntando
para ele, percebe que aquele homem não
precisava de uma definição, ele
precisava de uma transformação do que
ele acreditava. Então Jesus conta uma
das histórias mais conhecidas de toda a
Bíblia, só que uma das menos praticadas.
Jesus começa dizendo que um homem tava
descendo de Jerusalém para Jericó. Quem
ouviu aquela, quem tava ouvindo essa
história naquela multidão já sabe
exatamente do que, já sabia exatamente
do que Jesus estava falando. Porque
Jerusalém, curiosidade aí, tá gente?
Descobri estudando, achei ma legal.
A gente vê que Jerusalém ficava
aproximadamente 850
800 m acima do nível do mar, enquanto
Jericó estava cerca de 250 m abaixo do
nível do mar. Ou seja, era uma descida
de quase 30 km por um caminho estreito,
cheio de pedras. uma estrada terrível. E
aquela estrada
pelo povo de Jerusalém, o povo que tava
ouvindo aquela história, já sabia que
aquela estrada era conhecida por todos
como um lugar extremamente perigoso. Ou
seja, não era raro encontrar lá dois
escondidos esperando para roubar quem
passava por ali. E Jesus, ele não
escolhe esse cenário por acaso, como
muitas vezes a gente pensa.
Ele escolheu aquele cenário em
específico porque qualquer um que
passasse por ali podia se tornar uma
vítima. E foi exatamente isso que a
gente vê durante a história. O texto diz
que aquele homem que estava descendo de
Jerusalém para Jericó caiu nas mãos de
bandidos que roubaram tudo que ele
tinha, bateram nele, arrancaram as
roupas dele, deixaram ele sozinho, sem
força, sem condições de ajudar, ou seja,
dependendo da misericórdia de quem
passasse por ali. Então Jesus apresenta
o primeiro personagem da nossa história,
além desse homem. Ah, então não é
segundo, desculpa, o segundo personagem
da nossa história, um sacerdote. Naquele
momento, todo mundo que tava ouvindo
aquilo pensou: "Nossa, agora esse homem
tá salvo". Porque se existe alguém
preparado para ajudar numa situação como
aquela, era o sacerdote. Conhecia as
escrituras, alguém que falava de Jesus,
que cuidava do templo, respeitado pelo
pelo povo. Só que Jesus surpreende quem
tava ouvindo, porque ele fala que o
sacerdote vê aquele homem caído,
machucado, sozinho e passa, ignora,
continua sua viagem.
Ele já começou a criar um climinha de
indignação ali naquela multidão. Vamos,
vamos continuar. Logo depois dele
apresentar o sacerdote, ele fala que
passou um levita, outro homem ligado ao
templo, outro conhecedor das escrituras,
outro líder religioso.
E ele diz que esse levita também vê, mas
também passa, ignora aquele homem caído
na estrada.
A gente percebe que os dois viram a
situação que tava passando por ali, só
que o problema em si foi que ver aquela
situação não produziu compaixão no
coração deles. Talvez eles estivessem
pressa, talvez eles estavam com medo de
uma emboscada, ou talvez eles até
pensassem que tocar naquele homem
tornaria eles ritualmente impuros. Só
que ou talvez eles só acreditassem que
aquilo não era o problema deles. A gente
nunca vai saber. Porque Jesus, ele não
apresenta desculpas pelo para justificar
a falta de compaixão daqueles homens. E
isso é genial. Por quê? Lembra que eu
falei que essa história continua
extremamente atual, as dúvidas, as
perguntas continuam extremamente atuais
e de novo essa situação continua
extremamente atual. Jesus não apresenta
desculpas porque ele sabia que nós ao
estudarmos essa história, nós estaríamos
numa sociedade, num momento da nossa
vida, em que a gente sempre encontra
desculpas diferentes também. Ou eu não
tenho tempo, eu não quero, eu não posso
ajudar, eu não sei o que eu tenho que
fazer, não quero me envolver, ou a
responsabilidade não é minha. E a
verdade é que a desculpa sempre muda.
Em séculos e séculos, as desculpas
sempre, sempre mudou. Só que a minha e a
sua indiferença perante essas situações
continua igualzinha a do sacerdote do
Levita, que passaram por ali. E até
aquele momento a história tava parecendo
um pouco previsível. Afinal, dois duas
pessoas que deveriam refletir o caráter
de Deus eh haviam ignorado aquele homem,
aquela situação toda. Então Jesus
percebeu que ele já tinha criado um
clima de indignação entre aquelas
pessoas que estavam ouvindo. Afinal,
ninguém esperava que um sacerdote, um
levita agiriam daquela maneira. Mas o
que acontece depois, o que Jesus conta
depois surpreende ainda mais.
Porque Jesus continua dizendo, Lucas
10:33, certo samaritano que seguia seu
caminho passou-lhe perto e vendo
compadeceu-se dele. Talvez a gente não
sinta o impacto dessa frase como os
ouvintes de Jesus sentiram naquele dia.
Porque eu e você, acredito que todos nós
já ouvimos a história do bom samaritano.
A gente já conhece a expressão bom
samaritano. Então é naturalmente a gente
já liga o samaritanos a pessoas
bondosas. Só que naquele tempo de Jesus,
essas duas palavras nem podiam estar
juntas, eram quase opostas, porque os
judeus eles desprezavam profundamente os
samaritanos. A rivalidade deles vinham
de séculos. É tipo assim, tipo um
torcedor do Corinthians e do Palmeiras
não não conseguem conviver no mesmo
espaço.
Porque depois da divisão do reino de
Israel e da invasão a Síria, outra
curiosidade, gente, muito legal.
Descobri muita coisa fazendo esse
sermão. Depois da divisão do reino de
Israel e da invasão assíria, muitos
habitantes do norte, os samaritanos, se
misturaram com outros povos. Então, pros
judeus, o povo samaritano era um povo
impuro, era um povo que tinha muitas
diferenças religiosas, culturais, não
frequentava o mesmo tempo, não
compartilhava da das mesmos princípios.
Então eles,
nossa, se odiavam. Eles nem conversavam
com outros. Se um samaritano tivesse
desse lado da rua e um judeu passasse
por ali, ele atravessaria. Porque não,
ele era impuro, não era digno de estar
no mesmo lugar que eu. Então, para um
judeu, um samaritano era alguém que
vocês podia esperar qualquer coisa,
absolutamente qualquer coisa, menos
compaixão. E foi por isso que Jesus
escolheu justamente um samaritano para
ser o herói dessa história toda.
Enquanto aqueles que deveriam ser
considerados dignos de admiração,
refletores do caráter de Deus, o
sacerdote, o levita, ignoraram aquele
homem caído, o mais improvável deles
decidiu parar. E aí aqui existe uma uma
essa palavra muda toda a narrativa.
Quando a gente vê pelo lado do
samaritano, o texto diz que o samaritano
viu, que o sacerdote também viu, que o
levita também viu. Só que existe uma
diferença enorme entre ver e enxergar. E
só um dos três enxergou realmente.
Enquanto os dois primeiros olharam o
problema,
o samaritano enxergou uma pessoa.
Enquanto os dois primeiros viram um
atraso na agenda, o samaritano viu uma
uma vida que precisava ser salva.
Enquanto os dois primeiros pensaram em
si mesmo, o samaritano pensou no outro.
E o texto diz que ele não apenas viu.
Lucas descreve que ele foi descrevido,
que ele foi movido por uma íntima
compaixão. E essa expressão poucas vezes
é usado nos evangelhos. E muitas dessas
vezes ela descreve as próprias ações e o
próprio caráter de Jesus. Quando Jesus
vê a multidão e é movido pela compaixão.
Quando Jesus encontra a viúva de Naim
chorando pela morte do filho e é movido
pela compaixão. Isso significa que
aquele homem tava refletindo o próprio
caráter de Deus.
E aí a gente começa a entender algo um
pouco mais profundo de que a
espiritualidade verdadeira não começa
nas mãos, ela começa no nosso coração,
já que o coração só vai fazer aquilo ou
as mãos só vão fazer aquilo que o
coração acredita ser certo.
E muitas vezes, me incluo nesse nesse
grupo de pessoas, a gente pede que Deus
use nossas mãos, pede que ele coloque
pessoas no nosso caminho para que a
gente seja as mãos dele aqui na terra,
mas a gente esquece de pedir para que
ele transforme o nosso coração, para que
ele transforme o nosso coração de uma
maneira de quando a gente se deparar com
essas situações, a compaixão seja
produzida nele.
E aí a gente entende também a diferença
entre compaixão e pena, já que a
compaixão demonstrada pelo samaritano
não
era pena. Pena olha de longe enquanto a
compaixão ela se aproxima. Enquanto a
pena diz que situação triste a compaixão
pergunta tá, o que que eu posso fazer
para mudar essa situação?
E o texto continua mostrando que o
samaritano não ficou apenas emocionado,
ele agiu. E Lucas descreve a a cada
atitude daquele homem com muitos
detalhes. Primeiro, ele se aproxima, o
que pode parecer um detalhe bem
pequenininho, mas é justamente aí que a
gente começa a ver a misericórdia, já
que é impossível cuidar de alguém
permanecendo distante.
A gente vive numa geração extremamente
conectada. Nossa, tudo tem que ser
online, tudo tem que ser postado, tudo
tem que ser mostrado. Quando a gente não
tá conectado, é desesperador. Inclu
nisso também, porque, né, gente, 16 anos
é é a geração jovem. Só que a gente
também tá na geração que mais tem
dificuldade em perceber a dor de quem tá
do nosso lado. A gente sabe da de tudo
da vida do outro pelas redes sociais,
mas quase nada sobre a dor e das
dificuldades que eles carregam e passam
no dia a dia. A gente curte fotos,
comenta em stories, manda mensagem uns
pros outros, manda vídeo engraçado, mas
poucas vezes a gente realmente se
aproxima
de verdade.
Então é irônico dizer que na nossa
geração é abundante a quantidade de
pessoas que sorri em fotos, só que
quando desliga a câmera chora sozinho no
quarto. É abundante que, pelo menos na
comunidade adventista de que tenham
jovens que participem da da programação
inteira todo sábado, só que quando volta
para casa se sente completamente
invisível. E a pergunta que tem que
incomodar gente que fica aqui é quem vai
se aproximar deles? Porque o bom
samaritano fez exatamente isso. E
voltando pro texto, a gente vê que ele
atravessa a estrada, ele diminui a
distância, ele rompe rompe a barreira
que aqueles outros dois que ignoraram a
situação haviam construído. Depois
disso, Jesus diz que aquele homem começa
a tratar a ferida daquele da do homem
caído, derrama vinho para limpar, usa
azeite para aliviador, começa a enfachar
ele e então pega o judeu ferido e coloca
sobre o próprio animal. Isso significa
que o samaritano agora ia fazer o resto
da viagem caminhando, ou seja, ele abriu
mão do próprio conforto para aliviar o
sofrimento do outro e ele não para por
aí não. Ele leva o homem até uma
hospedaria, passa a noite cuidando dele
e no dia seguinte ele entrega dinheiro
ao hospedeiro e diz: "Cuide dele quando
eu voltar, eu pagarei tudo que você
gastar além disso." A gente percebe, a
gente começa a perceber como a
misericórdia custa alguma coisa.
sempre custa alguma coisa. E como custou
nessa história? Custou dinheiro, tempo,
energia, segurança e conforto? Porque
amar de verdade nunca é conveniente.
Eu e você, nossa geração, nossa
sociedade vive numa ilusão de que o amor
ideal não exige renúncia. Ele se adapta
só, mas não, eu não vou renunciar a
isso, porque se ele me ama, ele vai me
aceitar do jeito que eu sou. Só que o
amor real, quando a gente entende ele
lendo a Bíblia, a gente vê que é
completamente diferente, sempre envolve
[limpando a garganta] sacrifício, já que
foi exatamente isso que Cristo fez por
nós. Talvez você, enquanto eu conto essa
história para vocês, você esteja
pensando: "Nossa, Marina, mas eu não
tenho condições de de arrumar tudo no
mundo. Não consigo resolver o problema
de todo mundo." Isso é verdade. Não não
tô dizendo que isso não é verdade. Só
que eu tô dizendo que Jesus nunca pediu
isso pra gente.
O bom samaritano não salvou todos os
viajantes daquela estrada, ele ajudou
aquele, o único, que Deus colocou diante
dele. E esse detalhe muda tudo, porque
às vezes a gente
pensa o que que a gente precisa mudar no
mundo inteiro. Nossa, eu sou uma pessoa
desesperada. Vou falar para vocês, se eu
vejo uma coisa errada acontecendo, eu
quero mudar tudo. É uma revolução. Eu
quero resolver agora. Só que Deus, na
verdade, só tá perguntando para você:
você tá disposto a mudar o mundo de uma
pessoa? Porque talvez você não consiga
acabar com a fome do mundo, mas você
consegue alimentar uma pessoa. Talvez
você não consiga acabar com a depressão
de alguém, mas você pode caminhar do
lado da pessoa que tá lutando contra
ela. Às vezes a gente espera oportun
oportunidades extraordinárias para
servir a Deus. Enquanto isso, a gente
perde os pequenos milagres que Deus
coloca diante de nós todos os dias. A
grande maioria das pessoas que Jesus
alcançou não estava nos templos, tava
nas estradas, tava nas casas, nos
barcos, nas ruas. Isso ensina uma
verdade muito importante que eu espero
que você reconheça hoje enquanto eu falo
e que você leve no seu coração depois
desse sermão de que o nosso lugar
dificilmente vai ser encontrado quando a
gente tá procurando destaque. O nosso
lugar, o meu, o seu lugar só vai ser
encontrado quando a gente começar a
procurar pessoas. E é exatamente nesse
momento que Jesus faz uma pergunta que
muda o rumo da conversa e faz uma
pergunta que também tem que mudar hoje a
nossa maneira de enxergar a vida. Depois
de contar essa parábola, Jesus vira pro
homem e ele não responde a pergunta que
o intérprete da lei tinha feito. Ele
responde com outra pergunta. Ele olha
pro homem e diz: "Qual desses três foi o
próximo do homem que caiu nas mãos dos
bandidos?"
De primeira, a gente acha que é a mesma
pergunta, que é uma pergunta rasa, leve,
que é tipo uma lição de moral. Mas na
verdade a gente percebe que enquanto o
especialista da lei tava tentando
descobrir quem ele deveria amar, o grupo
específico que ele deveria amar, Jesus
devolve a pergunta perguntando quem
decidiu amar.
Então, o intérprete da lei procurava um
grupo limitado de pessoas enquanto
Cristo estava preocupado com o tipo de
pessoa que ele tava se tornando. E isso
muda tudo,
porque a pergunta que incomodava o
mestre da lei, que nos incomoda também
é: "Quem eu devo amar? Ou quem merece a
minha ajuda?" Mas verdadeiramente a
pergunta que deveria nos incomodar todos
os dias é: Eu tenho me tornado alguém
que ama assim como Deus ama?
O mais interessante é que quando Jesus
termina essa história toda, o intérprete
da lei mal consegue pronunciar a palavra
samaritana. Ele responde: "Aquele que
usou de misericórdia para com ele." Já
que era muito difícil pro mestre da lei
admitir que aquele quem ele aprendeu a
desprezar a vida toda havia sido o
exemplo que Deus queria que ele segue.
Então Jesus encerra a conversa dizendo
cinco palavras: "Vá e faço o mesmo". Não
foi um conselho, não foi uma sugestão,
foi uma ordem direta e reta. Jesus não
tava dizendo pra gente admirar o
samaritano ou dizendo pro mestre da lei
admirar o samaritano e reconhecer que
ele tinha feito uma coisa boa. Não, de
Jesus estava dizendo pra gente imitar o
samaritano, que aquele mestre da lei
deveria imitar aquele samaritano. E é
exatamente aqui que a gente chega no
tema do sermão, porque durante a vida
toda a gente continua com a mesma
pergunta sobre qual é o meu lugar no
mundo. Talvez
eh alguém tenha pensado em ministério,
pensado em sucesso em algum
relacionamento. Mas Jesus responde essa
pergunta de uma forma que ninguém tava
esperando.
Jesus responde que o meu lugar no mundo
não é onde eu recebo mais aplausos. Não
é no palco, não é onde tá todo mundo me
vendo.
Jesus mostra que o meu lugar no mundo é
onde Deus pode usar as minhas mãos para
alcançar alguém. Talvez nem eu nem você
vamos pregar para milhares de pessoas.
Talvez a gente nunca grave um álbum e
fique famoso. Ou talvez a gente nunca
viaje o mundo todo como missionário. Ou
talvez nem o meu, nem o seu nome seja
conhecido.
Mas existe uma coisa que todos nós
podemos fazer. Todos nós podemos ser o
próximo de alguém. E é ali que a gente
entende que Deus preparou o nosso lugar.
A gente entende que o meu lugar no mundo
e o seu lugar do mundo tem que ser no
horizonte de alguém. Eu gosto muito
dessa expressão que eu acabei conhecendo
enquanto eu estudava para fazer esse
sermão sobre estar no horizonte de
alguém.
Já que quando a gente olha pro
horizonte, a gente vê coisas tão
grandes, pequenas, a gente vê algo que
tá muito distante ainda. A gente vê
pessoas caminhando pela vida sem
imaginar que Deus já preparou alguém
para encontrar elas. E talvez hoje Deus
esteja preparando você para encontrar
alguém. Porque enquanto você tá aí
preocupado, tentando descobrir qual seu
chamado, Deus tá colocando pessoas no
seu caminho.
No no seu caminho. Enquanto você
pergunta: Deus, qual é o meu propósito?
Deus responde: "Olha pro seu lado."
Porque o propósito
eh o nosso propósito não tá escondido no
futuro. Talvez ele esteja sentado do seu
lado na escola ou talvez dentro da sua
casa, dentro da igreja. Todos os
sábados, aquele amigo que você percebeu
que começou a se afastar, ou aquela
menina que você sabe que ela sorri, mas
ela parece carregar algo muito pesado
dentro de si. Ou aquele garoto que faz
piadas o tempo todo só para esconder uma
ansiedade, uma insegurança. Ou talvez
aquelas pessoas que a gente nem percebe.
E é aí que Deus tá virando para você e
falando: "É aqui que eu quero te usar".
Tá? O nosso desejo não tem que ser os
holofotes ou aquele lugar que todo mundo
vai reconhecer o quão bom a gente é.
Deve ser que essa pessoa que precisa ser
encontrada, que ela olhe pra frente, que
ela olhe pro horizonte e veja você como
um instrumento da graça de Deus. A gente
vive numa geração obsecada por
identidade. Todo mundo quer descobrir o
que que eu sou no sucesso, o que você é
no na aparência, o que você é nos
relacionamentos ou até na opinião dos
outros.
Só que quando a gente abre a Bíblia, a
gente vê que a nossa identidade não é
revelada quando a gente tá em ascensão.
A nossa identidade é revelada quando a
gente vê alguém caído na estrada.
Porque foi muito fácil descobrir quem
era o sacerdote quando ele tava dentro
do templo. Mas a verdadeira identidade
dele só apareceu quando ele encontrou
alguém necessitado. Foi muito fácil
admirar o levita enquanto ele trabalhava
no culto. Só que a verdadeira identidade
dele só foi revelada quando ele quando
ninguém tava olhando. Foi muito fácil.
É muito fácil a gente ser aquela pessoa
na igreja super sorridente, feliz, só
que quando a gente sai dali, a gente não
reflete o caráter de Deus.
E da mesma forma, o samaritano não
precisou dizer quem ele era. As atitudes
dele falaram por ele. Isso me lembra
quando Thago escreve sobre a fé. Se não
tiver obras, é morta.
E a gente começa a entender que a
misericórdia não é um complemento da fé.
Ela é uma evidência. Uma pessoa que foi
alcançado pelo amor de Cristo,
inevitavelmente vai começar a amar as
pessoas de uma maneira mais profunda.
Quem experimentou a misericórdia aprende
a oferecer misericórdia, porque e talvez
um dos maiores problemas da nossa
geração seja essa solidão, porque a
gente tá tão conectado, mas a gente tá
tão igualmente sozinhos, a gente tá
sempre rodeado de pessoas, mas a gente
nunca se sente pertencente ali. E é só
aí que a gente entende que o verdadeiro
pertencimento só acontece quando a gente
começa a amar como Cristo ama.
Porque é impossível caminhar ao lado das
pessoas amando dessa maneira e continuar
vivendo sozinho. Quanto mais a gente se
parece com Cristo, menos a gente vive
para nós mesmos. Quanto mais a gente se
amadurece espiritualmente, menos a nossa
vida gira em torno dos nossos próprios
problemas. E vamos perceber uma coisa.
Quando a gente lê a parábola do pão
samaritano, a gente consegue entender
que o sacerdote, ele provavelmente tinha
compromissos muito importantes. O levita
certamente tinha algumas
responsabilidades
que eram um pouco mais importantes do
que aquela situação para ele, mas o
samaritano encontrou tempo para alguém.
Isso significa que o amor real ele não
aparece quando sobra tempo. O amor real
cria tempo. E é aqui que eu chego no
último eixo da nossa mensagem.
E eu faço uma, eu vou fazer uma pergunta
para vocês que muitas vezes eu me fiz
durante
pera aí, me perdi. [risadas]
Eh, eu vou fazer uma pergunta para vocês
que muitas vezes eu me fiz durante o meu
tempo na igreja e eu acredito que todo
mundo faça essa pergunta para si mesmo
em algum momento. Qual que é a missão da
igreja? Às vezes, quando a gente ouve
essa pergunta, a gente ou a gente pensa
direto em evangelizar.
E sim, evangelizar é essencial. Não tô
tirando a importância disso. Só que
a gente começa a entender que o
evangelho ele nunca foi só anunciado. O
evangelho também foi demonstrado. E eu
eu pego exatamente o exemplo de Jesus,
porque enquanto ele pregava, ele também
tocava em leprosos. Enquanto ele
anunciava o reino, ele também enxugava
lágrimas. E
talvez a maior pregação que alguns dos
seus amigos, que as pessoas à sua volta
vão ouvir, nunca vai sair da sua boca.
Ela vai ser vista nas suas atitudes, na
maneira como você trata alguém que tá
excluído, como você acolhe quem tá
sozinho, como na paciência que você
demonstra quando todo mundo já desistiu,
na coragem de atravessar a rua quando tá
todo mundo andando na mesma direção,
porque no final das contas foi
exatamente isso que Jesus fez com a
gente. E existe um detalhe nessa
parábola, nessa parábola que por muitos
anos passou despercebido por mim. Eu
sempre ouvi essa história e fiquei
pensando que eu deveria ser o bom
samaritano. Isso é verdade, óbvio. Mas,
mas na antes da gente ser chamado para
agir como samaritano, a gente precisa
reconhecer quem nós somos nessa
história. E antes da gente ser o
samaritano, a gente era o homem caído na
estrada. E a Bíblia diz que o pecado nos
deixou assim, exatamente como os
assaltantes deixaram aquele homem, sem
forças, incapazes de salvar nós mesmos.
e precisando depender da dependendo da
misericórdia de quem vissa situação. E
assim como aquele homem, nós somos
roubados. O pecado roubou a nossa
comunhão com Deus, roubou nossa
identidade. E mesmo que a gente tente
levantar sozinho, preencher esse vazio
com tudo que o mundo oferece pra gente,
a gente nunca consegue. Então aconteceu
algo extraordinário. Jesus atravessou a
estrada. Na verdade, ele atravessou uma
distância muito maior. Ele atravessou,
ele deixou a glória do céu, se vestiu
com a nossa humanidade, entrou na nossa,
na minha e na sua história. Enquanto
todos diziam que não havia esperança,
Cristo se aproximou. Ele não ficou
observando a nossa dor de longe. Ele
entrou nela. E Isaías diz que ele tomou
sobre si as nossas dores, carregou
nossas enfermidades, foi moído pelas
nossas iniquidades. E nas feridas dele
nós somos sarados.
E existe um detalhe mais bonito ainda
nessa parábola. O samaritano diz pro
hospedeiro: "Quando eu voltar?"
Porque ele aponta para uma promessa. O
samaritano prometeu voltar para pagar as
dívidas daquele homem. E Jesus também
prometeu. Antes dele subir aos céus, ele
disse: "Voltarei e vos receberei para
mim mesmo". E a e a história ainda não
terminou. O nosso Salvador ainda vai
voltar. E quando ele voltar, toda a dor
vai ter fim. E essa parábola fica mais
profunda, ela toca mais no nosso coração
quando a gente percebe que ela não fala
apenas de um homem bondoso. Ela não tá
ali para responder a pergunta só daquele
mestre da lei. Ela aponta para um
salvador extraordinário.
E depois da gente ser alcançado por essa
misericórdia, Jesus olha pra gente e
repete as mesmas palavras que ele disse
para aquele intérprete da lei. Vai e
faça a mesma coisa. Primeiro a gente
recebeu a misericórdia dele e agora a
gente deve oferecer essa misericórdia. A
gente não tem que ajudar porque a gente
quer ser salvo. A gente tem que ajudar
porque nós fomos salvos.
E sabe qual é uma das maiores evidências
da nossa maturidade espiritual? Não é o
quanto de Bíblia você conhece, não é
quão rápido você consegue achar o livro
da Bíblia ou quantos cargos você tem na
igreja ou eh quanto
quanto você consegue eh falar de Jesus,
mas é o quanto o seu coração se parece
com o de Cristo. No início desta
mensagem, a gente falou da final da Copa
do Mundo, onde milhões de pessoas
estavam sonhando em levantar aquela
aquela taça. E não tem nada errado em
sonhar, até porque Deus nos dá sonho,
nos concede talento e nos chama
excelência. Mas existe uma conquista
muito maior do que levantar essa taça. É
levantar uma pessoa. Existe um troféu
muito maior do que o reconhecido, esse o
reconhecimento do mundo. Eu ouvi um dia
Jesus dizer: "Muito bem, servo bom e
fiel, porque no fim da vida Deus não vai
nos perguntar quantos seguidores a gente
teve, não vai perguntar quanto dinheiro
a gente ganhou, quantos títulos,
diplomas a gente tem na nossa parede."
Ele vai olhar pras marcas que a gente
deixou na vida das pessoas. Ele vai
olhar para aqueles que encontraram a
gente, que encontraram a gente,
encontraram a esperança que Deus
apresentou para nós, porque Deus usou
nossas mãos na vida daquela pessoa. Ele
vai olhar para aqueles que permaneceram
firmes porque alguém decidiu parar no
caminho. E é por isso que hoje eu quero
que você nunca mais esqueça dessa frase:
"O meu lugar e o seu lugar é no
horizonte de alguém".
>> [limpando a garganta]
>> Talvez a gente nunca seja reconhecido
pelo mundo todo, mas se uma única pessoa
olhar para trás e disser: "Foi naquele
momento que Deus usou você para mudar a
minha vida". Então você encontrou
exatamente o lugar ao qual você foi
criado por Deus para estar. Nessa noite
eu não quero fazer um apelo para pessoas
perfeitas, eu quero fazer um apelo para
pessoas disponíveis.
Eu quero
que você hoje
sinta o Espírito Santo tocar no seu
coração.
Talvez Deus tenha mostrado um rosto na
sua mente durante essa mensagem. Eu eu
enquanto você ouvia essa parábola, uma
pessoa não saía do seu pensamento.
Talvez seja alguém da sua escola, da sua
família, do seu trabalho, da sua igreja.
Ou talvez Deus tenha mostrado que o
homem caído na beira da estrada hoje é
você.
E Deus tá dizendo hoje, eu atravessei a
distância do céu e da terra por amor a
você.
E se você deseja agradecer essa
misericórdia, você deve dizer: "Senhor,
usa a minha vida. Eu quero atravessar a
rua. Eu quero estar no horizonte de
alguém. Eu quero que o meu lugar no
mundo seja exatamente onde o Senhor pode
me usar. Eu quero convidar você a
abandonar a indiferença que foi
apresentado nas atitudes do sacerdote,
do levita. Eu quero que hoje você
reconheça que você tem que atravessar a
rua. Eu quero que hoje você diga:
"Senhor, meu lugar no mundo não é viver
para mim mesmo, mas sim viver paraa tua
glória, sendo suas mãos e seus pés aqui
na terra". Eu espero que essa mensagem
tenha tocado o mais profundo do seu
coração. Eu espero que hoje você entenda
o que é o verdadeiro amor, o que é estar
no horizonte de alguém.
E
eu espero que se você pensou em alguém,
se você pensou numa pessoa, se alguém
veio à sua mente enquanto você ouviu
essa mensagem, que você enche o seu
coração da gratidão pelo sacrifício de
Jesus Cristo e atravesse a rua que você
busque essa pessoa. E talvez, se você
não conseguiu pensar em ninguém, talvez
a pessoa na beira da estrada seja você.
E eu quero que hoje você reconheça que
você precisa de Cristo e que muitas
pessoas mundo aa precisam conhecer ele,
precisam conhecer esse amor, precisam
conhecer o sacrifício que ele fez. E eu
sei que é difícil, muito difícil.
Inclusive é muito difícil estar aqui
falando isso para vocês agora, porque
exige coragem, exige eh,
não só coragem, exige você se preparar.
Só que Deus tá tocando no seu coração
agora. Deus tá
te mostrando que ao ouvir você ouvir eu
falando isso para você, ele já te
preparou. Ele só quer que você fala:
Deus, transforma o meu coração e me usa
agora para transformar a vida de alguém
e que hoje o seu desejo não seja
levantar um diploma ou uma taça da da
final da Copa do Mundo, mas que seja
levantar alguém, que seja ensinar o amor
de Cristo para alguém, ensinar o que ele
fez por todos nós.
Vamos orar.
Senhor Deus, muito obrigado por ter me
dado a coragem de estar aqui hoje, Pai,
e obrigado por me dar a chance de
espalhar essa mensagem tão importante,
Senhor. Obrigado por cada um que está
aqui me ouvindo. O Senhor conhece o
coração deles, as dificuldades deles. E,
por favor, faça com que eles sintam no
coração que eles têm que atravessar essa
estrada, que eles têm que ajudar quem
está caído ali ou que eles têm que
reconhecer que eles são os o homem caído
na estrada.
E por favor, cuide de cada um aqui.
Façam com que amanhã o culto dos
adolescentes e o culto da manhã do
sábado seja cheio da sua presença. Pai,
por favor, me use como você me usou
hoje. Eu que peço, por favor, que me use
amanhã dessa mesma maneira.
Abençoe todos que estão me ouvindo e
faça com que eles criem essa coragem,
Senhor, e que eles sejam enchidos pelo
Espírito Santo e busquem pessoas em nome
de Jesus. Amém. Muito obrigada, gente.
Boa noite,

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