Servindo Sobre Sólidos Fundamentos (Hélder Cardin)
14/07/2026
Servindo Sobre Sólidos Fundamentos (Hélder Cardin)
CURSO de TEOLOGIA ONLINE:
www.spurgeonline.com.br
(WhatsApp 85-8658-8274)
Fonte: Escola Charles Spurgeon
Legendas automáticas:
Você pode abrir sua Bíblia, Primeira Coríntios, capítulo 15, versículo 58. Versículo muito conhecido, bastante usado, eh, nas nossas igrejas como forma até de incentivarmos e desafiarmos pessoas ao envolvimento na obra de Deus, do ministério, mas que se faz cada vez mais relevante, especialmente numa cultura e numa mentalidade brasileira dentro do cristianismo, onde pessoas se tornam cada vez mais espectadoras daquilo que está acontecendo em suas igrejas. Elas estão lá muito mais para ver aquilo que está acontecendo do que propriamente fazerem parte daquilo que está acontecendo. A própria cultura ou mentalidade da terceirização, isso é real não apenas de uma igreja, mas isso é real da educação das crianças até a própria o próprio estudo e fundamentação bíblica. Se eu tiver um bom pastor que é teologicamente saudável, ele supre ou ele cumpre aquilo na igreja. Então, eu não preciso ter toda a qualidade teológica, porque afinal de contas eu tenho um bom pastor. Se na escola bíblica eh estão educando bom bem meus filhos biblicamente ou de forma cristã, isso tá ótimo. Eu como pai ou alguém como mãe, não precisamos talvez cumprir todo o nosso papel durante a semana, porque afinal de contas o ministério infantil da igreja é muito bom. Aquela mentalidade, estava até num podcast agora h pouco com o pastor Ari falando um pouco sobre isso, aquela mentalidade utilitarista, pragmática, do benefício de algo em que queremos tirar de um ambiente ou de uma realidade na qual estamos. Isso é uma mentalidade consumista, não é? Boa parte das pessoas hoje no cristianismo querem consumir algo. Veja, por exemplo, a quantidade de cursos, a quantidade de influencers, a quantidade de pessoas que estão de alguma forma oferecendo alguma coisa na internet em várias áreas. E não me parece que seja diferente no próprio contexto cristão. Queremos consumo rápido, imediato. Até agora pouco, antes da escola bíblica, foi lida um pequeno trecho sobre um estudo que vocês tiveram ao longo da semana dessa mentalidade do culto da perspectiva consumista, né? Viemos para receber algo, viemos para consumir algo e não tanto para prestar, celebrar ou participar diante do Senhor. Por isso, esse texto, esse verso, Primeira Coríntios 15:58, em que o apóstolo Paulo diz o seguinte: "Portanto, meus amados irmãos, sejam firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que no Senhor o trabalho de vocês não é vão." Esse, portanto, que nós temos aqui no início desse verso, ele parece ser uma consequência lógica de todo um argumento que Paulo está desenvolvendo ao longo desse capítulo 15, que é um capítulo onde ele fala sobre a importância da ressurreição de Cristo, que ela é não apenas a vitória de Cristo sobre a morte, mas a nossa própria vitória sobre a morte que nos agarra de tal forma a não conseguirmos nos ver livres dela. Essa é a certeza inequívoca que absolutamente todo ser humano tem. Mais cedo ou mais tarde a morte chega. No entanto, na perspectiva cristã, por causa justamente da ressurreição de Cristo, nós temos uma esperança ou nós temos uma certeza de que a nossa vida não termina com a morte e que, por isso a morte não é um problema para Deus e não deveria ser uma um problema para nós. Por isso que ao longo de Primeira Coríntios 15, a certeza da ressurreição de Cristo é de alguma forma o fundamento da esperança cristã. Aquele que venceu a morte tem poder e autoridade para trazer vida eterna a todos aqueles que um dia enfrentarão a morte. E ao longo então de todo esse capítulo 15, Paulo leva as mentes e os corações dos cristãos a uma realidade que só entrará em cena lá no futuro, distante quando morrermos ou quando Cristo voltar. Mas a pergunta é: e se isso levar muito tempo? E se essa morte não chegar tão rápido? Ou se Cristo não voltar tão de imediato? Que aliás 2000 anos já quase se passaram e talvez alguns aqui aí na sua juventude, seus 18, 20, 30, 50, 70 anos de vida e ainda tem muita vida adiante e Cristo ainda não voltou e nós ainda não morremos. E a pergunta é a seguinte: o que fazer ou como viver até que a morte chegue? Porque ela certamente chegará. Como eu conduzo a minha vida até aquele encontro com Cristo Jesus, onde aquilo que é mortal se será revestido de imortalidade, que é o contexto de Primeira Coríntios 15, em que aquilo que é corruptível ou sujeito ao pecado, à degradação física e moral, for absorvido ou tomado por aquilo que é incorruptível, aquilo que é eterno, aquilo que nos possibilitará desfrutar da eternidade com Deus. E até lá, como é que nós vivemos, como nós dedicamos à nossa vida? Entra justamente esse portanto, ou seja, enquanto não lá, enquanto a morte não chega, enquanto o Cristo não volta, como deveríamos conduzir nossas vidas sendo firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor. Esse assunto da obra do Senhor, ele não surge apenas no finalzinho da carta, nesse capítulo 15. Se você voltar, por exemplo, para o capítulo 3, Paulo lida com uma questão muito específica que de alguma forma é muito séria para os coríntios, que é qual dos apóstolos tem mais autoridade ou maior proeminência na vida deles? Coríntios, Paulo, Apolo, Pedro ou tantos outros. E Paulo vai dizer que, na verdade, na lavoura de Deus, todos esses e todos quantos vierem a surgir são simples cooperadores, ou seja, são pessoas significativas, importantes na obra de Deus, na lavoura de Deus, mas em última instância tudo aquilo que está acontecendo é de Deus. Então ele fala sobre essa obra de Deus lá no capítulo 3, ele fala sobre essa grande obra de Deus que Deus está executando ou cumprindo por meio da sua igreja no capítulo 12 até o capítulo 14, em que Paulo trata sobre os dons espirituais ou o pertencimento pessoal que cada crente tem na comunidade cristã e a capacitação que Deus dá a cada um desses membros para o desempenho do seu ministério. Dois versos me chamam atenção. No capítulo 12, verso 11. Um só e o mesmo é o espírito que realiza todas essas coisas, distribuindo-as, né, essas realizações a cada um individualmente, conforme ele quer. Isso quer dizer que se você é membro de uma igreja, se você é participante do corpo de Cristo, de alguma forma o Espírito Santo te capacitou ou te dotou com um domicipa ou cumpre essa grande obra de Deus que ele está executando na igreja. E o versículo 17 ou 27. Ora, vocês são o corpo de Cristo individualmente membros desse corpo. Isso quer dizer que nessa lavoura de Deus, nessa obra do Senhor, cada um de nós tem individualmente e ao mesmo tempo coletivamente ou comunitariamente participações especiais. É como se Paulo estivesse dizendo que, embora tenhamos os apóstolos, embora tenhamos aqueles que de forma distinta fizeram parte até da fundação da igreja, Deus salva pessoas para participarem do corpo de Cristo. Porque justamente por meio dessas muitas pessoas que fazem parte do corpo de Cristo, a grande obra de Deus seja executada. Isso quer dizer que a obra do Senhor não é simplesmente ministério pastoral ou missões em outro contexto e realidade. Infelizmente, queridos, nós temos muito a ideia de que obra de Deus ou ministério seja algo específico de algumas poucas pessoas chamadas distintamente para viverem integralmente dessa obra, pastores, missionários, educadores, missionários e por aí vai. Não, a obra de Deus, na verdade, ela é muito mais extensa do que a liderança de uma igreja ou exercício de missões num contexto distante. Interessante que essa expressão obra de Deus ou obra do Senhor aparece ao longo das cartas de Paulo em dois contextos muito específicos. Primeiro deles, sobre o ministério cristão que acontece por meio de todos os crentes no contexto de uma igreja local. De alguma forma, Paulo está dizendo que aquilo que Deus está fazendo por meio dos seus filhos no contexto da igreja, por aquilo que eles desempenham, segundo os dons que o próprio Deus deu, isso é obra de Deus. Primeira Coríntios 15:58, como lemos, e Primeira Coríntios 16:10, que vem na sequência, quando ele fala sobre Timóteo, que quando ele fosse até os Coríntios, os Coríntios deveriam fazer de tudo para que ele não tivesse nada a temer enquanto estivesse entre eles, porque trabalha na obra do Senhor como eu também. Ou seja, esse Timóteo dedica seu tempo, seus esforços, seus recursos, suas habilidades para o cuidado do ministério, para o servir ministerialmente igrejas. Então, obra de Deus ou obra do Senhor significa aquilo que Deus está fazendo em e através da sua igreja. Pessoas distintas podem ter funções ou ministérios distintos, mas obra do Senhor parece compreender muito mais do que a atividade ou a função de algumas poucas pessoas nesses contextos, a quem chamaríamos de pastores e missionários. Isso quer dizer, se você é membro de uma igreja, se você participa de uma igreja, se você se identifica com ela, é porque Deus meticulosamente, essa é uma expressão que Paulo usa em Primeira Coríntios 12, meticulosamente te colocou naquele corpo, porque a obra dele será inclusive cumprida por seu intermédio. Mas a expressão obra do Senhor ou obra de Deus também acontece de uma outra forma lá em Romanos capítulo 14 verso 20, quando Paulo diz o seguinte: "Não destrua a obra de Deus por causa da comida. Todas as coisas, na verdade, são puras, mas não é bom quando alguém come algo que causa escândalo." Qual é o contexto de Romanos 14? Judeus e gentios convivendo na mesma igreja na certeza de que o Deus que salva judeus é o Deus que salva gentios e os faz pertencer a uma mesma comunidade, ao mesmo povo. Isso quer dizer que Deus atua salvando, aperfeiçoando, santificando, transformando judeus tanto quanto ele faz na vida de gentios. Porque o propósito de Deus para judeus e gentios é exatamente o mesmo. A salvação de suas vidas em Cristo e o aperfeiçoamento delas na imagem de Jesus. Por exemplo, Romanos 8 diz que fomos predestinados para sermos conformes à imagem de Cristo. Então, para Paulo, isso é a obra de Deus na vida dos crentes. A obra de Deus na vida de todos aqueles que creem em Jesus. Ou seja, Deus está trabalhando, Deus está operando nas nossas vidas para que continuamente ou progressivamente nos pareçamos mais com Jesus. E aí no contexto de aqui de Romanos 14 que eu li, Paulo vai dizer que quando pessoas usam de forma errada a sua liberdade cristã impondo aos outros determinadas práticas ou restrições que não são certas ou erradas, é como se eles estivessem destruindo, atrapalhando aquilo que Deus está fazendo na vida de pessoas. Então, veja que na nas cartas de Paulo, a expressão obra do Senhor ou obra de Deus acontece de duas formas, tanto na vida pessoal de alguém, na individualidade dela, no coração dela, quanto no contexto da igreja ou no contexto do ministério de uma igreja. É por isso que então Paulo vai dizer que diante de toda essa certeza da volta de Cristo, da ressurreição futura e enquanto não lá, todos nós deveríamos estar individualmente e comunitariamente dedicados à obra do Senhor. Ou seja, o que ele está fazendo em nossas vidas e o que ele está fazendo em nossas igrejas. E eu percebo aqui nesse versículo 58, três verdades que deveriam de alguma forma fundamentar e motivar todo o nosso envolvimento nessa grande obra de Deus. Lembrando, obra de Deus, dois âmbitos, o que Deus está fazendo individualmente na vida de cada um de nós, para que nos pareçamos cada vez mais com Jesus e aquilo que Deus está fazendo em nossas igrejas e através delas, por meio dos dons que ele nos concede. Primeira dessas verdades, versículo 58, Paulo diz: "Portanto, meus amados irmãos, sejam firmes inabaláveis. Firmes, inabaláveis." São duas expressões interessantes, elas são bem complementares. Uma delas, vocês estão vivendo esse exato momento, todos vocês que estão assentados. Essa expressão firme, traduzida aqui por firme, significa assentado. Tanto é que era uma palavra usada no Novo Testamento, nos Evangelhos, para falar sobre o sinédrio. Lembra? O Sinédrio? É aquela autoridade religiosa dos judeus que julgava ou lidava com todas as questões religiosas, políticas, civis dos judeus? eram pessoas que se assentavam para julgar. Essa expressão firme significa assentado. Por exemplo, para aqueles que têm, por exemplo, abirintite, não sei se alguém tem aqui, talvez seja uma das piores coisas que alguém possa sentir, especialmente quando ela levanta muito rápido, você perde o chão. O que é que a pessoa pede? Eu preciso me assentar. Ou quando você tá meio zonzo, levantou muito rápido ou não tá se sentindo bem, você precisa o quê? Se assentar. Qual a ideia do se assentar? Você estar firme o suficiente para não balançar ou variar. É exatamente esse o significado dessa expressão firme. Firmeza no envolvimento na obra do Senhor significa que você não é inconstante ou você não tem volatilidade entre picos e vales. Você não balança por causa de circunstâncias. Você permanece assentado, firme, constante por causa das suas convicções mais profundas e certas do que deve ser o seu o seu envolvimento ou dedicação na obra do Senhor. Quando eu volto para aquilo que eu falei no início dessa cultura da terceirização ou a cultura dos espectadores ou do consumo no cristianismo, pessoas normalmente chegam, pessoas que chegam numa igreja com motivações ou propósitos errados, sairão dessas igrejas quando elas não atenderem mais seus propósitos. Lembro de um colega que compartilhou de um casal que chegou na igreja com um tipo de um checklist perguntando ali pro pastor se a igreja tinha isso, tinha aquilo outro, tinha o ministério disso, o ministério daquilo, como era as reuniões, como era as atividades, como era isso, como era aquilo. Porque a depender do que tivesse ou não, em comparação a outras igrejas, eles decidiriam em que igreja congregariam. As pessoas que chegam por motivações erradas sairão da igreja quando algo não atender. Isso é falta de firmeza, isso é volatilidade. Eu não estou dizendo que nós não passemos por circunstâncias difíceis na vida, que eventualmente tenhamos uma certa variação. É por isso que a expressão estar firme significa estar assentado sobre verdades nas quais você acredita para que, apesar da variação do humor, variação das dificuldades, problemas, sofrimentos ou tensões, existam verdades das quais você parta para você ficar firme na sua fé e na sua dedicação. Queridos, quando a nossa fé não está baseada em verdades muito bem assentadas e firmes, nós seremos normalmente pessoas inconstantes. Seramos seremos pessoas que condicionam a nossa dedicação à obra de Deus, o nosso envolvimento com a igreja, o exercício dos nossos dons, as circunstâncias favoráveis. Imagino que eventualmente vocês enfrentem isso também e talvez até em graus muito maiores do que a gente. Por exemplo, estamos no interior de São Paulo, onde o máximo de frio que Araras pode enfrentar é 10º, 9º e já estamos entrando quase em extinção da vida. Mas sabe o que é interessante? Fez muito frio, a turma foge. Choveu, a turma de açúcar não vai. Não, isso isso é falta de firmeza. É como se a dedicação, o envolvimento fosse determinada pelas circunstâncias favoráveis. Mas a expressão firme significa o quê? Assentado. Você está sobidos que, a despeito de circunstâncias desfavoráveis, você está firme naquilo, porque o que te sustenta não é circunstância favorável, mas convicções inabaláveis. Se a nossa vida cristã e o nosso envolvimento com a igreja não estão baseados em verdades imutáveis, as nossas vidas serão normalmente inconstantes. Por isso que voltando para Efésios 4, Paulo vai dizer que é extremamente importante que uma igreja doutrine muito bem os seus membros para que eles não sejam como crianças jogados por todo lado de ventos de doutrinas. Pessoas que são, em termos das suas convicções imaturas, normalmente são inconstantes, inclusive na vivência, na dedicação à suas igrejas locais. Por isso quando você participa de uma escola bíblica, por isso quando você lê uma boa literatura, vocês têm o privilégio de ter um excelente seminário aqui no contexto de vocês, a Charles Espúgio. Por isso, quando você se dedica a um estudo bíblico profundo, a um estudo doutrinário profundo, vocês estão se assentando sobre verdades inabaláveis que possibilitarão a dedicação de vocês à obra do Senhor ser igualmente inabalável. De novo, somos inconstantes naturalmente, por isso precisamos nos assentar sobre verdades constantes. Mas Paulo também diz nessa primeira verdade que eles deveriam ser inabaláveis. Pode parecer um termo até complementar ao de firmes, mas é interessante que esse termo inabalável significa que não muda de direção, não significa que não fica ziguezagueando na vida, mas tem uma direção clara, certa e constante. É diferente, por exemplo, quando você está dirigindo seu carro e na sua frente tem alguém que não tem firmeza no volante, fica variando, mudando de pista. Já viu a turma que fica costurando no trânsito? E pior ainda, pior ainda é quando é um agente de Satanás e não dá seta, sabe? Esse termo significa exatamente isso. É alguém que não fica mudando de direção, não fica à procura de coisas diferentes porque tem um propósito certo ou em busca daquilo que está interessante hoje a cultura evangélica do nosso Brasil. Primeiro, igrejas deixaram de plantar igrejas para simplesmente abrirem igrejas, para pegarem os vários descontentes de outras igrejas para a sua própria, ou pessoas que mudam de igreja em função daquilo que atende mais ou melhor em outros contextos. Sabe o que é interessante? Tem pouca gente disposta a construir o ministério infantil numa igreja que não tem ministério infantil, porque prefere ir para uma igreja onde tudo já esteja pronto. É interessante que aqui a ideia de inabalável significa que você tem um propósito e você não muda nele, mesmo que você faça a parte de construí-lo. Ou seja, a obra do Senhor não se apresenta pronta, porque pessoas inabaláveis fazem parte da construção dela. Você está disposto a manter um foco e propósito e participar, ser protagonista daquilo que Deus está fazendo nesse contexto. A mentalidade de consumo nos faz querer chegar no lugar que nos apresente um cardápio que nós só escolhemos o que queremos. A mentalidade de firmes inabaláveis são aqueles que têm um propósito e mesmo não tendo toda a estrutura, estão dispostas a não variarem, não mudarem os seus rumos, porque creem que Deus, inclusive quer usá-los para que esse propósito seja alcançado. É isso que faz, queridos, com que sejamos muito mais protagonistas do que Deus deseja executar por meio das nossas igrejas e da das nossas vidas, do que simplesmente consumidores que estão prontos para receber aquilo que tem a nos oferecer. firmes inabaláveis significa que nós estamos muito bem assentados sobre verdades imutáveis e dispostos a manter um foco, mesmo que sejamos aqueles que terão que abrir caminho para que esse foco e esse propósito sejam construídos. Ou seja, seja parte daquilo que Deus está fazendo na sua obra. Seja participante constantemente, de forma focada e propositada em algo que Deus deseja executar pela sua igreja. Segunda verdade, Paulo diz: "Meus amados irmãos, sejam firmes inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor." É interessante que abundância já significa algo que não se mede porque extravaza, mas ele ainda assim diz: "Sempre, sempre abundantes." Qual a ideia aqui? É natural que nós vivamos nessa dificuldade de sermos constantes ou inabaláveis, que nós tenhamos certos picos de dedicação, em que nós tenhamos alguns momentos mais intensos de nos dedicarmos, de nos envolvermos, de fazermos acontecer e que talvez até estejamos excedendo o que normalmente Estamos acostumados a fazer. Esse é inclusive o significado de abundante. Ele excede tanto que você não tem como medir, você não tem como contar. Ok? Mas por que é que Paulo fala sempre? É porque a gente não pode viver de pequenos momentos em que nos dedicamos muito. Porque na verdade o se dedicar muito deveria ser sempre. E é interessante que no no contexto de Primeira Coríntios, Paulo vai dizer que a nossa dedicação no ministério se dá como resposta de gratidão pela graça de Deus que nos capacita. Isso é Primeira Coríntios, capítulo 15 versículo 9 em diante, quando ele diz que comparado a muitos desses apóstolos, desses obreiros, que os coríntios gostavam de ressaltar ou se espelhar, Paulo disse que ele trabalhou muito mais do que todos eles juntos. Se você não tomar cuidado, você tenderá a pensar que Paulo está sendo soberbo, que Paulo está sendo arrogante, menosprezando aqueles vários outros obreiros e ministros, dizendo que ele fez muito mais do que eles. Mas Paulo diz o seguinte: "Não eu, mas a graça de Deus comigo". Ou seja, todo e qualquer envolvimento excedente, abundante que eu tive no ministério, eu tive como resposta à graça de Deus. Essa está a diferença, inclusive, queridos, daqueles que se dedicam ministerialmente com o propósito de alcançarem alguma coisa daqueles que se dedicam ministerialmente como resposta de gratidão pela graça que os capacita a esse envolvimento. É interessante que boa parte do cristianismo evangélico brasileiro acaba tendo um certo checklist, eu quero chamar aqui de checklist do que significa ser um bom crente. Um bom crente é aquele que lê a Bíblia, faz oração, frequenta uma igreja, eventualmente serve no ministério, oferta e até evangeliza. Então, se ele cumpriu esse checklist, ele é um bom crente. Não, você não faz isso para ser um bom crente. Isso não constrói a tua aceitação diante de Deus. Olha a mentalidade que muita gente tem. De repente está levando legal a sua vida com Deus e acontece alguma coisa ruim na sua vida. A pessoa pensa o seguinte, pensa o seguinte: "Bem agora que eu estava me dedicando ou bem agora que eu estava fazendo tudo certo, já ouviu isso? Tipo, bem agora que eu tava fazendo tudo certo, bem agora que eu comecei a servir, me acontece isso como se me dedicar a algo mais intenso em relação ao Senhor, em relação à igreja, me privaria de dificuldades e problemas." Não, você não se envolve ministerialmente na sua igreja para ganhar alguma coisa de Deus, para alcançar algo de Deus. Porque a ideia do sempre abundante significa o quê? A graça que te salvou é a mesma graça que te santifica e sustenta para que você se envolva como resposta, não como construção. >> Queridos, o nosso envolvimento ministerial não é para ganharmos, não é para construirmos, não é para conquistarmos, mas é para agradecermos que a graça que nos salvou é a mesma que nos capacita a servir. É como se Deus nos desse privilégio de, por essa dedicação sempre abundante na obra do Senhor, extravazássemos sem medida pelo serviço, a graça sem medida que nos alcançou na cruz de Jesus. Abra comigo aí, volte alguns versos. Primeira Coríntios 15 verso 9 até o versículo 11, em que Paulo diz o seguinte: "Porque eu sou o menor dos apóstolos e nem mesmo sou digno de ser chamado apóstolo, pois persegui a igreja de Deus, mas pela graça de Deus sou o que sou. E a sua graça que me foi concedida não se tornou vã". Mesma palavrinha que ele usa lá no verso 58, a palavra van. Pelo contrário, trabalhei muito mais do que todos eles. Todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo. Essa é uma é uma graça super abundante, uma graça que não mede esforços para cumprir os propósitos de Deus. E quando esse propósito de Deus é cumprido nas nossas vidas pela salvação, nós olhamos para o envolvimento na obra de Deus sem medida, com corações abertos, com mãos abertas e dispostas para o envolvimento que não fica calculando, contando, economizando no como se envolve ou no quanto faz. Então, sejam firmes, sejam inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor. Terceira verdade, antes de eu chegar alguns desafios finais, sabendo que no Senhor o trabalho de vocês não é vão. Duas expressões me chamam atenção aqui nesse verso também. obra do Senhor e sabendo que no Senhor. Interessante que de alguma forma Paulo conecta essa obra primeiramente a Deus e não primeiramente a nós. Isso quer dizer que Deus é um Deus que tem uma obra ao longo da história a qual nós fazemos parte ou na qual nós atuamos. Isso quer dizer, e eu vou chegar expor até um pouquinho mais no primeiro desafio. Isso quer dizer que antes de uma igreja ter uma obra, Deus tem uma obra e por isso ele plantou uma igreja na terra. Gosto sempre de dizer o seguinte: não é a igreja da terra que tem um Deus no céu. É o Deus do céu que plantou uma igreja na terra. Então essa obra é de Deus. E essa obra de Deus feita à maneira de Deus sempre contará com os recursos de Deus e a aprovação de Deus. Então eu preciso entender que no Senhor ou por causa do Senhor o nosso trabalho não é vão. Você não está trabalhando paraa sua igreja. Você não está se dedicando simplesmente a crianças. Você não está simplesmente arrumando cadeiras ou tocando instrumento. Você está participando de alguma coisa que Deus está fazendo na história. E quando você entende isso de que não é pro teu pastor, não é paraa liderança da tua igreja que você está fazendo, você se dedica e alcança a motivação certa, porque em última instância é por causa de Deus e para Deus que você está fazendo todas as coisas. Essa é a ideia da resposta. Você não se envolve para construir, você não trabalha para conquistar, mas por ter sido já conquistado por Cristo, pela obra dele ser graciosa e abundante na sua vida, você se envolve, se dedica para demonstrar toda a graça que você já recebeu, porque no Senhor, e por causa do Senhor, o nosso trabalho não é vão. Essa expressão vão ou vã, ela é muito importante no em Primeira Coríntios, capítulo 15. Interessante que nenhum capítulo de todo o Novo Testamento usa mais essa palavra do que o capítulo 15 de Primeira Coríntios. Por exemplo, se você voltar um pouquinho lá pro versículo 10, que já acabamos de ler, diz que a graça que Deus concedeu a Paulo não se tornou vã, ou seja, não se tornou inútil, inoperante, sem significado ou qualquer propósito. É isso que o termo significa. Algo vão é aquilo que não se sustenta por si mesmo. É inútil, é sem propósito, é vazio, é completamente sem sentido. Ter ou não ter não faz a menor diferença. Fazer ou não fazer não causa o menor impacto. Essa é a ideia de algo vão, inútil ou sem sentido. Então Paulo está dizendo que a graça de Deus na vida dele não se tornou inútil. Por quê? Porque na verdade toda a dedicação dele na obra do Senhor teve a utilidade de poder alcançar pessoas a quem Deus salvava pelo ministério de Paulo. Essa palavra também foi usada ali em segunda Coríntios, capítulo 6, versículo 1, quando Paulo diz o seguinte: "Nós, na qualidade de cooperadores com Cristo, daqui a pouco eu já voltarei essa ideia de cooperadores, também exortamos a que vocês não recebam em vão a graça de Deus". Então, a graça de Deus expressa a nós por meio da obra completa de Cristo, de alguma forma nos motiva, nos impulsiona a alguma coisa. E quando fazemos, executamos esse alguma coisa em Cristo e por causa de Cristo, tudo aquilo que fazemos não é inútil, não é vão. Eu gosto sempre de mencionar o seguinte: eu tive o privilégio de, ao longo da minha caminhada cristã estar rodeado de pessoas que dedicaram dezenas e dezenas de anos de suas vidas, seja missões, seja educação teológica, seja o ministério pastoral, seja seja lá que contexto for no ministério. Por exemplo, tive o privilégio de pastorear a igreja em que o fundador da Palavra da Vida no Brasil, Harold Doheimer, era um de seus membros. Um homem que faleceu com mais de 90 anos de idade, desses mais de 60, quase 70, dedicados a missões, educação teológica, pregação do evangelho. Tenho o privilégio também de morar muito perto do senor David Cox, fundador do seminário bíblico Palavra da Vida, que também já passou dos seus 90 anos de idade. esses 90 anos, mais de 60 deles dedicado à formação de pessoas para o campo missionário, para o ministério cristão, Brasil e mundo afora e vários outros. Pastoriei uma igreja ali em Atibaia que recebia muita gente na aposentadoria de uma obra missionária, do pastoreio de uma igreja. Então, eu tive o privilégio, a alegria de ter muita gente muito velha que dedicou a maior parte da sua vida ao ministério. Sabe uma das coisas que mais me encantava no convívio com essas pessoas ou na conversa com elas? Por mais difícil que tenha sido o ministério, por mais doloroso que às vezes tenha sido esse caminho, todas elas chegaram ao final das suas vidas plenamente satisfeitas e contentes no Senhor. Nunca vi ninguém que tendo dedicado a sua vida à obra do Senhor tenha chegado ao fim da vida frustrado. Pelo contrário, são pessoas que inspiram a cada um de nós, porque no Senhor o nosso trabalho não é vão. Agora, lembre-se que obra do Senhor tem dois significados e eu preciso te lembrar. É aquilo que Deus está fazendo em e através de uma igreja, mas também aquilo que Deus está fazendo em e através da vida individual de cada um de nós. Por quê? Porque senão nós podemos encorrer no erro de pensar que obra do Senhor significa simplesmente pastorear uma igreja ou ir para um campo missionário distante. Não. A obra do Senhor que acontece do outro lado do mundo também acontece do outro lado da rua. A obra do Senhor que acontece no meio de uma tribo, num lugar inacessível do Amazonas, também acontece na mesa ao lado da sua faculdade, do seu colégio ou do seu ambiente de trabalho. Porque Deus não apenas trabalha em ambientes, senão também em pessoas. Então, a dedicação à obra do Senhor nunca é vã. Não simplesmente porque você larga tudo e vai para um campo missionário ou você estuda num seminário para pastorear uma igreja, mas porque você faz parte daquilo que Deus está fazendo na vida de pessoas comunitariamente, mas também individualmente. E quando nós entendemos, queridos, que Deus usa pessoas na vida de pessoas e nós nos dedicamos a ser agentes ou instrumentos de Deus, firmes, inabaláveis e sempre abundantes, o nosso trabalho no Senhor nunca é em vão. Por quê? Porque a utilidade não está nos resultados que alcançamos, mas na disposição que temos de fazer parte daquilo que Deus está fazendo na história. Isso me leva então a quatro desafios, quatro implicações que eu quero pensar aqui com vocês. Primeiro, intimamente ligada com isso que eu acabei de falar sobre a obra do Senhor e aquilo que Deus está fazendo. Queridos, Deus é um Deus que está operando e atuando na história para cumprir seus propósitos. Eu preciso crer nisso. Não é a igreja da terra que tem um Deus no céu. É o Deus do céu que plantou uma igreja na terra. Antes de uma igreja ter um ministério, Deus tem uma igreja por meio da qual ele cumpre o seu ministério. Não é Deus que faz parte daquilo que estamos fazendo. Somos nós que fazemos parte daquilo que Deus está fazendo. E Deus está fazendo não apenas na Igreja Batista do Calvário, sino também no seu ambiente de trabalho, na universidade onde você estuda ou nos vizinhos em volta dos quais você mora. O Deus, que é o Deus em missão, que está atuando e cumprindo seus propósitos da história, não está preso às quatro paredes de uma igreja. É por isso que desde Gênesis Deus atua por meio de pessoas para por meio delas cumprir os seus desígnios e propósitos, desde o cuidado de um jardim até um rei como Davi, quando Paulo fala em Atos 13:36 de que Davi cumpriu os propósitos de Deus na sua geração. Ou seja, Davi entendeu muito bem que participação singular era a dele nessa nesse grande propósito de Deus que ele cumpriria no contexto de Israel. E Davi participa disso, dos propósitos de Deus para sua geração. De Efésios, capítulo 3, verso 10, quando Paulo diz que para para que pela igreja a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida todo, inclusive diante de principados e potestades. Ou seja, Deus é um Deus que sempre trabalhou mediatoriamente por meio de pessoas. Eu acho isso sensacional. Por quê? Porque o Deus, isso me leva ao segundo desafio, o Deus que poderia fazer tudo sozinho e da forma mais perfeita, decidiu confiar ao seu povo o trabalho na sua obra. Por isso, segundo desafio, coopere com Deus e a obra de Deus. Primeiro desafio, Deus é um Deus que está atuando ao longo da história. E qualquer coisa que eu e você tenhamos de propósito no mundo, qualquer missão que a nossa igreja tenha no mundo, é por causa de um Deus que está atuando na história. Mas segundo o desafio, se envolva, coopere com Deus e com a sua obra. Primeira Coríntios, capítulo 3, verso 9. Já mencionei esse texto, agora eu quero lê-lo. Quando Paulo diz o seguinte: "Porque nós somos cooperadores de Deus e vocês são lavoura de Deus e edifício de Deus, cooperadores de Deus". O mesmo termo que ele usa ali em Segunda Coríntios, capítulo 6, verso 1, cooperadores de Deus. Sabe qual a ideia de cooperador? É alguém que trabalha junto ou soma esforços. Isso não quer dizer que Deus está de mãos amarradas e se eu não fizer algo, Deus não vai fazer. Por isso do primeiro desafio, Deus é um Deus que está atuando na história. Ele não deixará de atuar na história se eu não me envolver na obra dele. Mas eu terei um tremendo de um privilégio e serei parte do que Deus está fazendo na história se eu for um de seus cooperadores. Queridos, isso é um privilégio. Isso é uma tremenda de uma oportunidade poder fazer parte daquilo que Deus definitivamente vai cumprir. E não existe a menor chance de ele não cumprir. Mas de alguma forma sermos partes de tudo isso. É muito legal em Primeira Coríntios que Paulo diz o seguinte lá no capítulo 4ro, ainda que muitos podem ter sido os mestres ou os professores de vocês, um só é pai espiritual de vocês, eu, Paulo. Olha o privilégio. Ele vai falar para os Coríntios em segunda Coríntios 3, do mesmo jeito que ele fala para os Tessalonicenses e para os filipenses que a glória do ministério deles, a alegria do ministério deles era poder ver aquelas pessoas salvas em Cristo e edificadas em Jesus. Isso é ser cooperador de Deus. Aquilo que Deus certamente fará e não tem a menor chance de ele não fazer. contar também com a minha e a tua ajuda, a minha e a tua cooperação, para que por nosso intermédio os propósitos de Deus sejam cumpridos. Segunda Coríntios, capítulo 5, Paulo diz que Deus nos deu o ministério da reconciliação, como se por intermédio Deus estivesse reconciliando pessoas por meio de Cristo. No versículo 20 de segunda Coríntios 5, Paulo diz: "Somos embaixadores em nome de Cristo, como se Deus exortasse por intermédio de nós." Queridos, esse é o privilégio que nós temos de cooperar com Deus e sua obra. De novo, não tem a menor chance da obra de Deus não acontecer, mas ser cooperador dela é um tremendo privilégio e responsabilidade. Por isso, coopere com Deus e a sua obra. Terceiro desafio, comprometa-se formalmente com a sua igreja local. Se você é membro aqui, Igreja Batista do Calvário, comprometa-se, envolva-se, dedique-se, não simplesmente fazendo algo para a igreja. Até porque quando você volta para Primeira Coríntios, capítulo 12 ao 14, em que Paulo fala sobre dons espirituais, preste atenção. Dons espirituais, antes de ser alguma coisa que você faz na igreja, eles demonstram o pertencimento que você tem a uma igreja. Dons antes de fazer significa pertencer. Porque do jeito que não tem nenhum membro do corpo humano que esteja sobrando e que possa ser cortado porque não tem nenhuma utilidade, significa pelos textos que já lemos de Primeira Coríntios 12, versículo 11 e 27, se você pertence ao corpo, Deus te capacitou para servir no corpo. Por isso, você deveria se comprometer formalmente, ministerialmente com a sua igreja. Para vocês que são do marketing, das vendas, da produção e tudo mais, devem se lembrar do famoso princípio de Pareto. Que que é o princípio de Pareto? Na verdade, é um princípio da matemática que foi batizado em nome de Vilfredo Pareto, que significa mais ou menos o seguinte, mais ou menos, tá bom? 20% das causas geram 80% dos resultados. É por isso que você tem numa livraria os livros que mais vendem logo na entrada, mas ainda assim você tem tantos outros nas prateleiras e alguns até escondidos. É porque é por isso que às vezes você tem uma montadora de carro que tem carros populares que vendem muito, mas você tem aqueles que, embora vendendo pouco, são necessários para alcançar um determinado público, bem como eles também geram alguma receita. Mas a maior receita às vezes é daqueles 20%. Tá? Talvez alguns de vocês conheçam aí o princípio de Pareto. Na minha experiência de quase 30 anos de ministério pastoral, eu diria que, lamentavelmente a igreja demonstra perfeitamente o princípio de Pareto. Talvez perto aí de 1/3 1/3 dos membros da igreja, não mais que 25, 30%, esteja fazendo 80% do trabalho. Isso é real. Lamentavelmente, nossa igreja tá perto aí de 750 membros. Do dia nós pegamos para contar quem são as pessoas que estão ministerialmente envolvidas. Não chega a 200 pessoas. Mas eu falo: "Não, mas 200 pessoas é muita gente", sim, mas são mais de 700. Isso quer dizer que essas 200 estão fazendo o trabalho de todas as outras. E sabe qual é o o pior? Elas não estão envolvidas só no ministério, elas estão envolvidas em vários. Isso quer dizer que pouca gente tá fazendo muito. Por isso que até faz parte essencial da nossa filosofia. Até esse cooper que eu mencionei agora a pouco é um dos elementos centrais da nossa filosofia. Se você pertence à igreja e não coopera, talvez a nossa igreja não seja para você. Porque nós não cremos em membros encostados. Porque se um membro faz parte do corpo, é porque ele tem utilidade e função nele, porque ele pertence ao corpo. Comprometa-se formalmente, ministerialmente, intencionalmente com a sua igreja. Eu tenho problema num dos meus joelhos, joelho esquerdo, não tenho uma membrana que amortece ali o atrito. A cartilagem, cartilagem já tá toda destruída. E por causa disso é natural que eu tente compensar com o outro lado o peso e a mobilidade. Sabe qual é o problema? O outro joelho está começando a ficar com problema. E é isso aí que acontece às vezes no contexto de uma igreja. A sobrecarga de um pode resolver temporariamente um problema, mas a sobrecarga é um problema. Por isso que o não envolvimento com firmeza, de forma inabalável e sempre abundante na obra do Senhor pode ser um problema para uma igreja. Porque aquilo que deveria estar acontecendo por meio de todos os membros acaba sobrecarregando alguns poucos onde os outros estão muito mais assistindo e consumindo do que participando e cooperando. Por isso, terceiro desafio, comprometa-se formalmente e ministerialmente com a sua igreja. local. Quarto e último. Sirva a Deus na certeza de que é ele quem efetiva e frutifica a sua própria obra. Sirva a Deus na certeza de que é ele quem efetiva e frutifica este serviço da obra dele. Primeira Coríntios 15. A graça capacitadora é que fez com que Paulo fizesse aquilo que ele fez. Não me parece que sejamos menos dependentes da graça. A mesma graça que atuou em Paulo atua nas nossas vidas. A mesma graça que capacitou Paulo para o ministério é a graça que me capacita e te capacita. A graça que capacita teu pastor ou teus líderes é a mesma graça que te capacita. Até falei ontem aqui no curso de Primeira Coríntios. No cristianismo nós não cremos em castas, tá bom? Pastores missionários não estão num degrau acima do cristianismo. A mesma graça que os capacita para o ministério está acessível a mim e a você em Cristo Jesus. Sabe por quê? Porque a obra de Deus feita a maneira de Deus conta com os recursos de Deus. Maior interessado que tudo isso aconteça e bem é Deus. Por isso, ele nos deu a sua graça. O resultado daquilo que fazemos não se dá simplesmente pela efetividade dos nossos esforços. mas por meio de uma graça que cumpre o propósito de edificar nossas igrejas e continuar salvando pessoas em Jesus. Então, sirva na obra do Senhor, na certeza de quem te capacita e faz tudo isso dar certo é o próprio Deus. E ele chama isso de graça. Amém. Queridos, podemos orar? Deus, muito obrigado porque o Senhor nos salvou em Jesus. mas também nos deu privilégio de poder fazer parte dessa sua grande obra que o Senhor está fazendo na vida de pessoas e por meio da sua igreja. Deus, eu peço ao Senhor pelos irmãos aqui, Igreja Batista do Calvário, para que sejam pessoas firmes, inabaláveis e sempre abundantes na dedicação das suas vidas, do seu tempo, dos seus esforços e recursos à obra do Senhor, contando com toda a tua graça, bondade e capacitação na certeza de que no Senhor e pelo Senhor, a sua dedicação, o seu ministério, o seu trabalho não serão em vão, porque o Senhor transformará toda essa dedicação e esforço em efetividade no ministério, por meio do teu espírito, por meio da tua graça. Pois é em Jesus que nós oramos. Amém.