Discipulado com Jesuscopy – BTCast 654
14/07/2026
Discipulado com Jesuscopy – BTCast 654
Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Rodrigo Bibo recebe Fábio Coelho e Douglas Gonçalves, do JesusCopy, para uma conversa sobre um dos temas mais urgentes para a Igreja: o discipulado.
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O que significa, de fato, fazer discípulos? Em um tempo em que é cada vez mais fácil consumir conteúdo cristão, mas cada vez mais difícil caminhar ao lado de pessoas, como resgatar o modelo de discipulado ensinado por Jesus? O discipulado é um programa da igreja ou um estilo de vida? Ao longo deste bate-papo, nossos convidados refletem sobre o chamado de Cristo para formar discípulos, a importância dos relacionamentos na vida cristã e os desafios de discipular em uma cultura marcada pela velocidade, pelo individualismo e pela superficialidade. Se a Grande Comissão continua sendo o mandato da Igreja, aprender a fazer discípulos não é uma tarefa opcional — é parte essencial da nossa vocação. Dê o play e participe dessa conversa!
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– BTPapo: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAIbR1ZXQYUseXslZ75CGud9
Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Começa agora o BT Cast. Teologia é nosso esporte. >> Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BT Cast de número >> 654. >> Eu sou Rodrigo Bibo e discipular não é uma opção. >> E meu nome é Douglas Gonçalves e eu tenho um sonho de ver muitas pessoas parecidas com Jesus espalhadas pela nossa nação. >> Caramba, já pensou criar um ministério chamado Jesus Copy, cópias de Jesus? Ah, desculpa. >> Genial. Genial, hein? Genial. >> [risadas] >> E meu nome é Fábio Coelho e discipulado não é uma estratégia de crescimento de igreja. >> Opa, opa. Gente, olha o time que nós reunimos aqui neste BT Cast, Douglas Gonçalves, vulgo Jesus Copy, e Fábio Coelho. Olha aí. Ô, Fábio Coelho é um nome de discipulador, né? Desculpa, eu Essa piada foi mal, ela é ruim, mas eu tinha que fazer uma piada e tal. Enfim, foi mal, foi mal. Fábio, desculpa, você é um cara tão sério, né? É muito recorrente, né? Ah, olha aí. E eu achando que tava sendo inovador, né? Olha aí, que bom. É, que que >> Para piorar, o meu nome é Fábio Pastor Coelho. Esse é meu nome. >> Sério, mano? >> Tem muitas piadas e muitas profecias envolvendo meu nome e e é isso aí. >> Mas o pastor, ele é um nome que deram ou é um sobrenome de algum de alguns familiares? >> sobrenome de origem italiana da Sicília que veio pro Brasil e então e é o sobrenome mesmo da minha família. >> Fábio Pastor Coelho. Nossa, mano. Mas eu acredito nessa história. Eu nasci no dia 30 de novembro, dia do teólogo. Olha aí. >> Olha aí. >> Como não ser Como não ser calvinista nessas horas? Não tem como, entendeu? Não tem como. >> de junho, dia de Santo Antônio. >> Pronto. Olha aí. >> [risadas] >> É, se você fosse católico, seria batizado, né? Com o nome desse santo. Gente, sensacional. Hã, fala. >> É, eu eu falo não, eu eu 12 de outubro, dia das crianças, né? Tudo faz [risadas] >> Só melhora. Só começa a melhorar. Gente, estamos aqui com esses pastores que estão já aí na nação, na internet há muito tempo falando, né, sobre vida com Deus, sobre discipulado, né, o próprio ministério de Jesuscopy que dispensa apresentação. Jesuscopy tá aí já 11 anos, Douglas? Não, né, mais? >> Cara, vamos fazer 15. >> 15 anos já, 15 anos aí já na internet. >> 2011, né, falando aí das cópias de, não, pera aí, 15 anos? Ah, tá, então, porque eu também comecei em 2011, mas eu tô com 16 anos, velho, que eu comecei em março, tu começou então >> em dezembro. >> Ah, dezembro, olha aí, dezembro. Então, ou seja, Jesuscopy é coincidência e tá aí, né, cópias de Jesus e tal. E agora a gente vai falar sobre um tema que é indispensável, indispensável para a igreja, que é o discipulado. Mas ao mesmo tempo que a igreja está falando sobre discipulado, já tem um tempo que se fala sobre discipulado, parece que há alguns ruídos ainda sobre o que é discipulado. Como a abertura que o Fábio colocou aqui, a gente vai, vou, vou começar com a abertura do Fábio, inclusive. Mas antes, é claro, os recados paroquiais. >> Uma pausa rápida aqui no podcast só para dizer para vocês o seguinte, o nosso curso Fábrica de Ídolos, Uma Teologia da Idolatria, abriu novamente as portas para você poder estudar com a gente esse tema tão sério, tão importante e que afeta todos nós. Infelizmente eu e você lidamos com ídolos, que agora não são imagens que nós adoramos, se bem que às vezes adoramos algumas imagens por aí e idolatramos pessoas ou coisas em fim. Mas os ídolos tão aqui, ó, no altar do nosso coração e é muito importante nós sabermos identificá-los para poder o quê? Colocá-los diante do altar de Deus e o Espírito Santo nos ajudar a lutar contra esse ídolo que está aqui no nosso coração. O curso Fábrica de Ídolos, Teologia da Idolatria, tem mais de 7 horas de conteúdo, tem um e-book completasso que tem ali, que você vai ter acesso também a esse e-book, que inclusive você pode baixar este e-book. O acesso às aulas você tem por um ano. O e-book você pode ficar para sempre. E olha só, precinho tá muito barato. Sério, tá muito barato. É menos que uma pizza média, tá? Menos que uma pizza média. É parcela única e você tem acesso por um ano. Mais detalhes do curso estão aqui na descrição deste BTcast, tanto no bibotalk.com, como também no YouTube, no Spotify dá para pegar um link também, mas é só você procurar aí, é, ou Acesse o site escolabibotalk é ponto com Qual que é o site? Deu um branco aqui agora. escolabibotalk.com.br. Lá embaixo vai ter o banner, ah, do Teologia da Idolatria Fábrica de Ídolos, tá bom? Mas o link tá aqui na descrição do YouTube, não tem erro, no nosso site também. Eu espero vocês nesse curso, tá bom? Só no mês de A gente tá em que mês? Junho e julho? Só no mês de julho ele tá aberto. Espero vocês no curso Teologia da Idolatria, baratinho, menos que uma pizza média. Em alguns lugares uma pizza broto. Em alguns lugares uma pizza gigante, depende de quanto que a pizza é cobrada aí na sua cidade, mas eu posso garantir para você que ele tá muito. Bibo, fala logo o valor, para. 39,90. É isso que você queria? 39,90, parcela única, acesso por um ano e ainda você tem um e-book sobre Teologia da Idolatria. E o e-book você pode baixar, é seu, fica para sempre. >> Fábio, quero começar com a tua abertura, porque tu já faz uma provocação na tua abertura, que discipulado não é estratégia de crescimento de igreja. E a primeira vez que eu ouvi falar sobre, é, células, grupos pequenos e tal, que hoje eu considero uma coisa muito importante, acho muito legal as igrejas que praticam essa prática, que praticam essa prática Ficou excelente essa minha frase. >> Mas deixa, Rafa, pode deixar. É, mas a primeira vez que eu ouço falar sobre isso tá ligado a esse lance de multiplicar, entendeu? Não porque a sua célula tem que multiplicar. Se não tá multiplicando é porque tá doente, né? Porque célula saudável multiplica. Então, discipulado, da primeira vez que eu ouço a palavra discipulado, é, na minha igreja não se falava sobre isso, ainda que se fazia muito, né, mas se dava outro nome, mas, né, a minha igreja, né, sempre evangelizou e cresceu e tal, mas a gente, eu ouço falar dentro desse contexto, né, célula que multiplica e tal. Ah, gente, então, o que não é discipulado? Vamos começar com a pergunta, porque a gente, depois a gente define o que é discipulado, mas queria jogar para mesa aqui para vocês responderem, é, já que não é estratégia de crescimento, o que, quais outros equívocos, né, que a gente tem em torno desse tema discipulado? O que não é discipulado? >> Ô Fábio, começa então com esse que você puxou, não é um método, né? >> Então, legal, legal. É, para a gente aqui no ministério, é, a gente tem um, um, um princípio sobre discipulado que é o seguinte, o padrão, é, de discipulador é Jesus, então, Jesus é o padrão, ele é o discipulador e a forma como Jesus lidava com os 12, com, com aqueles que o seguiam, é o padrão de discipulado para nós. E aí o Douglas, ele, ele, ele gosta de, ele tem uma expressão que é muito interessante, que ele diz o seguinte, que tem pessoas que rejeitam temas bíblicos e fundamentais porque esses temas foram sequestrados por, é, vamos dizer, é, estruturas religiosas e falsos irmãos e, e até pessoas bem intencionadas que, na verdade, estavam fazendo coisas com outros intuitos que não eram bíblicos ou cristocêntricos. Então, por exemplo, quando tem pessoas, quando a gente fala assim, discipulado, tem gente que vai ouvir aqui e vai falar, não, eu não quero saber disso. Eu não quero saber discipulado, eu não quero, eu não quero me envolver com grupo discipulado, eu não quero ter discipulador, porque na cabeça dessa pessoa, discipulado é algo que ela experimentou e talvez ela tenha traumas com relação a isso, então, a fazendo essa abertura, é, um dos pontos que a gente coloca aqui como fundamento para nós é que discipulado não é uma estratégia de crescimento de igreja. Discipulado é um processo de formação de pessoas. >> Está, peraí Fábio, eu vou te cortar, vou te cortar, desculpa, que eu sou, eu sou, eu estou mais, hoje eu estou mais para, se você, estou mais para, qualquer um da Globo lá que interrompe os entrevistadores, esqueci agora, Faustão, estou mais para, estou mais Faustão menos Jô Soares. Não é porque eu quero, eu quero, eu quero antes de tudo começar a definir o que é discipulado no contraste com não é o método de crescimento. Eu acho que uma pergunta honesta que eu, que eu faço agora um adendo é, beleza, discipulado não é método de crescimento de igreja, mas como é que eu entendo a frase de Jesus, vão pelo mundo, façam discípulos. E a ideia não é que a gente faça mais discípulos e de alguma forma não tenha a ver com crescimento? Atos, Lucas, não faz questão de registrar o número de como a igreja ia crescendo? Então assim gente, me explica isso aí, porque não é método de crescimento, mas Jesus manda a gente ir fazer discípulo e, a gente quer que mais pessoas sejam discípulos de Jesus. Como é que, onde está a contradição? Por que que discipulado não é um método de crescimento se Jesus está mandando a gente ir fazer discípulo? >> E, a questão aqui é a motivação, é o alvo, é o objetivo. Porque por exemplo, você citou Atos, né? E vai dizer que os, que havia um crescimento da igreja, mas o que diz lá? Diz que Deus ia acrescentando aqueles que iam sendo salvos. Então, você vai ver Paulo dizendo, né? É, eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento. Então, é, nós cremos que discipulado, o objetivo do discipulado é a formação de pessoas, é o amadurecimento de pessoas. Discipulado tem a ver com relacionamentos que levam as pessoas a olhar para Jesus, imitá-lo e e serem mais parecidos com eles, mas o O desse processo não é crescer a igreja, é formar discípulos de Jesus. E eu acredito que é muitos é processos, muitos movimentos geraram muitas feridas é usando desse nome discipulado, mas que o objetivo não era pessoas mais maduras, pessoas mais parecidas com Jesus, seguidores de Jesus. Muitos desses movimentos eram é eram é tinha como objetivo recrutar pessoas para a sua missão, recrutar pessoas para o crescimento da sua estrutura. Então é isso é o que a gente chama de espírito de Ninrode, né? É alguém que construiu uma torre é buscando é para que o seu nome se tornasse grande. Então a gente precisa separar. Se você for observar como que Jesus lidava com os discípulos é me parece que a forma que Jesus lidava não era fazendo de tudo para que crescesse, mas às vezes parecia que ele queria que as pessoas fossem embora. >> [risadas] >> Discipulado dele atrapalhava o crescimento às vezes, né? >> Tipo assim, é ó e e quando as multidões começaram a deixar ele virou para os discípulos: "Ei, vocês também não vão não?" Então o objetivo de Jesus era sempre formação, amadurecimento. O objetivo era formar, como a gente crê, cópias dele. Eram pessoas semelhantes a ele. E é lógico que a maturidade, a formação gera crescimento. Mas eu eu eu acredito que nós precisamos olhar de forma sincera. A tarefa de de discipular pessoas, levar pessoas a olhar para Jesus é nossa. A tarefa de fazer crescer é dele. E por que Bibo que não é que é diferente, né? Discipulado não é crescimento de igreja. Por que pode a a a pessoa pode pensar o seguinte: "Se a igreja não tá crescendo, então a gente tá falhando no discipulado. E e a pessoa também pode pensar o seguinte: se a minha igreja é é uma mega church, então a gente tá discipulando. E a o e o ponto é que uma mega church pode não tá discipulando ninguém. No modelo bíblico, e uma igreja de 200 pessoas pode estar formando discípulos semelhantes a Jesus, porque aí Deus dá o crescimento. >> o crescimento é consequência, né, do eh sucesso que tá sendo mirado, que é formar Cristo na pessoa. Então, sim, tem crescimento na maioria das vezes, mas é uma consequência, né? O exemplo que eu daria é assim, imagina que eu chegasse pra Val e falasse: "Ó, tô casando com você, mas eu só tenho um objetivo, é pra ter filho". Entendeu? E é só pra isso. Então, seria um casamento também distorcido, né? Sendo que o casamento deveria ser pra amá-la, né, e ter um relacionamento com ela e, por consequência, teremos filhos, né? Então, é é não é o objetivo central, mas um objetivo que vem por consequência do objetivo central, que seria amar, no casamento, né? Então, eh vai ter crescimento na maioria das vezes, pessoas saudáveis multiplicam, né? Mas o objetivo tem a ver com formação de Cristo. >> Boa, boa. E e assim, na experiência de vocês, né? O Fábio colocou assim, que pessoas ao ouvirem a palavra discipulado podem já sentir um tremor, assim: "Meu Deus, não quero". Ah, vocês, como vocês têm uma igreja ali em Bragança e tal, que é a Jesus Copy, Família Jesus Copy, >> Família Jesus Copy. Eu ia já falar Jesus Copy Family, >> né? Ah, e o que que vocês já ouviram de relato, assim, de de pessoas que, tipo: "Ah, vocês trabalham com discipulado aqui? Meu Deus, não, achei que fosse uma igreja séria". Tipo, o que que vocês já pegaram de pessoas que vieram machucadas e ao ouvir uma palavra tão, né, assim, tão bíblica, tão tão presente no ministério de Jesus, de repente tem uma uma reação assim que tipo >> É, eu acredito que uma da a principal questão, e aí a gente pode entrar entrar na segunda coisa, né? Discipulado não é controle de pessoas. Discipulado não é ser dono de alguém, né? E a gente tem batido numa questão semântica que ela parece simples, mas ela é importante. É Não, Jesus fala para Pedro, por exemplo, "Tu me amas?" Depois de Pedro ter negado, né? E aí Pedro fala, "Sim, senhor, eu te amo." Ele fala, "Então cuida das minhas ovelhas." Então quando eu estou discipulando alguém não é minha ovelha. >> Hum. >> Eu estou cuidando da ovelha de Cristo. Quando eu estou discipulando alguém não é meu discípulo. Eu estou cuidando e formando um discípulo para Cristo, de Cristo, né? Então é, não é controle de pessoas e talvez esse seja uma das principais questões. Alguém veio na intenção de me discipular e começou na verdade a me manipular, a controlar minha vida e querendo decidir quem eu vou casar, que faculdade eu vou fazer, quanto dinheiro eu tenho que dar, se eu troco de carro e tal e era na verdade um controle de muitas vezes líderes que tem uma fome de poder que acabaram utilizando dali para controlar pessoas, manipular pessoas, às vezes até tirar dinheiro de pessoas e tal. Então é, essa é uma das principais questões assim, né? Fábio pode completar aí. >> E aí tem uma coisa interessante, Bibo, não sei se você já percebeu, mas no contexto da igreja da nova aliança, a única pessoa que chamou outra pessoa de meu discípulo foi Jesus, né? >> É. >> não tem essa linguagem, né? Paulo quando fala, né? Paulo quando chama, por exemplo, Paulo sempre se refere aos meus colaboradores, né? Colaboradores comigo, na verdade, né? Outros colaboradores. Até quando ele chama, por exemplo, Timóteo de filhinho, é muito é é é cara, é mas é um filho na fé, mas é um tratamento também de de de de de carinho, né? Não é um tratamento de controle, né? Ou seja, ele é o meu filho e eu sou o pai e ele me obedece, porque até a teologia da paternidade espiritual, que se apropria muitas vezes dessa fala de Paulo a Timóteo, é, distorce essa fala de, de Paulo, né? Distorce, não é um controle. Não, Paulo via em Timóteo um colaborador. Ou seja, como ele, assim como Evódia e Síntique e tantos outros homens e mulheres que eram colaboradores, a, a, a própria questão de títulos, né, no Novo Testamento. Paulo não fica falando, tipo, quando Paulo fala, é, é presbíteros e tal, mas não é, o, o, o importante é irmão, irmã, é colaborador, né? Esse título é mais para organiza, né, para organização. Tem a questão da autoridade também, da liderança, mas é uma autoridade completamente derivada do pregar a palavra, não porque ela é alguma coisa e está acima. >> E ele sempre completava com servo, né? Escravo de Cristo, então é, eu sou apóstolo, é, é para quê? Para servir mais gente ainda, né? >> Exatamente, exatamente. E esse controle, e, e é muito triste, né? Eu, eu costumo falar que a religião é muito perigosa, porque as pessoas, elas, elas vêm tocadas, né? Então elas estão ali completamente fragilizadas e diante de um líder lobo, né, de um falso mestre, um falso profeta, como vocês até já escreveram sobre, é, é uma presa fácil, é uma presa fácil e aí o discipulado vira controle mesmo, porque a gente ouve várias histórias assim, né, mano, de controle da vida da pessoa. Tipo, eu tenho que, eu tenho que pedir para o meu discipulador para fazer determinada coisa, tipo, isso realmente, você não, não amadurece ninguém assim, né? Você só se >> Não, infantiliza, né? >> Você infantiliza, infantiliza. O que mais, galera? >> Uma outra coisa que não é, e aí vamos entrar em outros mais leves, é, não é sala de aula, né? E aqui é, é sutil, né? Porque, porque apesar de ser >> para, para a gente caminhar junto ali, tipo? >> Pode, pode ter uma apostila, pode ter livros, nós todos nós aqui estamos cheios de livro atrás, né? Eh, mas o discipulado não é só um passar de informação, mas é uma formação. Eu gosto muito do que escreveu o John Mark Comer, ele colocou assim no livro dele "Praticando o Caminho". Eh, "discipulado parece mais com ensinar jiu-jitsu do que com ensinar física quântica". Né? Então, eu consigo numa sala de aula ensinar física quântica de ler livros sobre física quântica, mas não dá para ficar lendo livro de jiu-jitsu, talvez até exista, né? E ficar dando aula. Nós vamos ter que praticar junto, nós vamos ter que fazer e errar e tal. E por isso que Jesus fala um siga-me e não um matricule-se, né? >> [risadas] >> Entendeu? >> Porque é cara, é muito bom isso, eu vou botar na thumb da vez assim, ó, "matricule-se". >> [risadas] >> Porque é isso, né? É, vamos andar junto, porque tem muito mais, é, é, olha como é sutil, né? É, vão, façam discípulos de todas as nações, batizem em nome do pai, do filho e do Espírito Santo e ensinem a obedecer. Então, é diferente de ensinem os meus mandamentos, é ensine a obedecer meus mandamentos. Ensinar os mandamentos dá para fazer uma aula, ensinar a obedecer. Então, por exemplo, eh, "ame sua esposa como Cristo ama a igreja". Então, isso é um mandamento, beleza? Tá ali. Agora, ensinar a pessoa a amar a esposa como Cristo ama a igreja, você vai ter que conviver comigo, eu vou ter que demonstrar para você, eu vou, eu vou errar, você vai errar e nós vamos se corrigir e tal. Então, eh, não é um transmitir de informações somente, né? Então, muitas vezes na igreja a gente fala assim, "ah, vem para a aula de discipulado". Ó, "eu vou ter discipulado agora terça-feira" e era uma aula somente. É importante informação, tem doutrina, a gente tem que conhecer a palavra, mas tem a ver com aplicar da palavra na vida, no dia a dia, né? >> Um outro ponto, pegando o gancho aí, é que discipulado também não é terapia, né? >> Hum. E aqui é um ponto sensível, porque hoje a gente vê uma uma epidemia de doenças emocionais e é enfermidades de todo tipo é nas emoções e me parece que as pessoas estão é é associando discipulado com terapia e o discipulado como foi dito tem a ver com a formação de pessoas à semelhança de Jesus e não apenas para que essa pessoa tenha um lugar para se sentir melhor e para desabafar tem um teve um um papo que o Douglas teve com o Arlindo é esses dias aqui no no podcast que foi muito o Arlindo falou um negócio muito interessante e ele falou o seguinte que às vezes as pessoas falam assim ah mas eu não sou pastoreado eu não sou pastoreado eu estou na igreja ninguém me pastoreia e aqui o que a pessoa está dizendo não é ninguém está ninguém está me ajudando a me me tornar parecido com Jesus o que a pessoa está falando é ninguém está me ouvindo então as pessoas acham que discipulado e pastoreamento é um lugar para desabafar entendeu é um lugar para para eu poder vomitar minhas emoções falar das minhas dores dos meus traumas que são legítimos que de fato isso é uma realidade as pessoas estão chegando com traumas e de todos os tipos inclusive traumas com o sistema religioso evangélico com conceitos evangélicos sim as pessoas estão chegando são traumas reais a gente não está diminuindo os traumas familiares é mas o objetivo do discipulado é ajudar pessoas a se tornarem mais semelhantes a Jesus ao contemplá-lo e não a se sentirem melhor e às vezes uma reunião um encontro de discipulado vai vai fazer com que a pessoa se sinta pior >> pior >> [risadas] >> porque vai vai falar da sua condição de pecado vai falar da da necessidade de arrependimento talvez vai apontar que parte que a maneira como essa pessoa lida com os traumas dela também está equivocada ela precisa de arrependimento Então, não é diminuir, ignorar a dor, por exemplo, quando Jesus tá lidando com aquele momento de Pedro, que Dó citou, é um momento difícil. Imagina, Pedro tinha negado Jesus e tinha voltado a pescar. Pedro, tipo assim, Jesus tinha tirado ele da onde, né? Da pesca. Quando ele vê que ele nega Jesus e Jesus, né, é, é, que ele ele vê que ele, vamos dizer, falhou com Jesus, entre aspas, é, ele volta a pescar. Então, que que mensagem que ele tá dando? Eu tô voltando atrás, eu tô voltando pra minha vida, eu eu eu eu falhei. Jesus vai lá lidar com aquele momento e ele fala: "Pedro, você me ama?" Só que olha o ponto, "Apacenta as minhas ovelhas". Jesus não tá ignorando aquele momento, não tá ignorando as emoções de Pedro, mas o mas o o aquele encontro de discipulado tá levando ele a amadurecer como discípulo e e e ser reconectado à missão. Então, o objetivo daquele encontro não era apenas lidar com a dor emocional de Pedro, mas era desenvolver ele como discípulo. Faz Isso faz sentido? >> Faz. Eu eu só queria entender um pouco mais, assim, é igual, eu acho que aqui vocês me corrijam, por gentileza, mas quando vocês falam que é discipulado não é sala de aula, né, não é aula, mas ao mesmo tempo o ensino é importante, né? Obviamente que informação não muda comportamento, né, assim como ler um menu não mata fome. >> Exatamente isso. >> Né? Mas a informação é importante, eu preciso saber o que tem nesse menu, o que que eu vou pedir ou assim como eu preciso conhecer as doutrinas da Bíblia e saber defender a minha fé também. É, então, e pra isso eu preciso realmente aprender as doutrinas. Então, discipulado não é sala de aula, mas o ensino faz parte da do discipulado. Aí, discipulado não é terapia, mas ele pode ser terapêutico. >> Sim. >> Ou seja, >> Isso. >> momento de abrir também o coração, de ter uma semana, eu tive uma semana difícil e ali eu abri meu, tipo, não é proibido fazer isso, né? Abrir o coração para quem tá caminhando contigo, não é isso que você tá falando, né? É isso que vocês tão falando, ok? >> Não, e e aí, é, por que que a gente tá falando disso? Porque, é, muita gente tá falando, eu vou, vamos fazer discipulado e aí é somente ler um livro junto, entendeu? Então, não é, então a gente tá querendo tirar as suas desse lugar. É, outras pessoas tão falando, vamos fazer discipulado, ai, fui lá e desabafei com a minha discipuladora, ai, falei tudo. E aí todas as semanas é só um desabafar e um confessar de pecados e quase que um falar mal do marido, falar mal do chefe, falar mal do, né? E e fica só ali. Então, é, >> dores legítimas, né? >> São dores legítimas, mas o discipulado tem um objetivo, não é só lidar com as questões internas da pessoa, mas formar Cristo nela através de um padrão. Então, o que que vai diferir, vai ser diferente da terapia? Terapia vai ficar lidando com o ser da pessoa, sua humanidade, e tal. O, no, no discipulado, nós temos um um manual de regra. Então, não é para a pessoa ser mais feliz, é para que ela seja santa, né? E aí que vai, vai ser diferente. Mas aí, é isso que você, mas essa é a ideia. Tem informação, mas não é o fim passar informação. Tem ouvir e lidar com trauma, mas não é o fim. Então, é só para a gente pegar o cerne do que é que Jesus mandou a gente fazer. >> Vai ter crescimento? Sim, mas esse não é o, vai ter pastoreamento? Sim, mas isso não, não tem a ver com domínio e controle de pessoas. Então, eu acho que a gente tem que colocar o foco no lugar certo e olhar para Jesus como o padrão. Como que Jesus lidava com os discípulos? Ele é o padrão. >> Ok, então, aí essa é a pergunta, né? Porque discipulado não é terapia, não é sala de aula, não é estratégia [limpando a garganta] de crescimento e não é controle de pessoas, é o que então? >> [risadas] >> Eu acho que a, que a, que a, uma, uma frase que define muito isso é quando Paulo disse: "Sede meus imitadores como eu sou de Cristo". >> Essa frase Paulo é um problemão para nós, é? Porque a gente a gente sempre usando, né? Não, não olha para mim não, mano, olha para Jesus. Eu não, eu sou falho, miserável, pecador. E é mesmo, né? Mas tipo assim, não, não olha para mim, olha para Jesus. Aí Paulo vem e me solta uma dessa, né? >> Então, mas olha o que Paulo tá falando, né? Paulo não tá dizendo, eh, "Me imitem em eh me imitem como essência", né? Ele tá dizendo: "Imitem minha maneira de viver, minha maneira de viver em mim tá Cristo". >> Uhum. >> Então, eh, tudo o que eu faço tem a ver com contemplar a Jesus e se tornar mais parecido com ele todos os dias. Então, vocês olhem para mim e sejam e e e e sigam esse procedimento. E eu acho que é uma maneira da gente definir, o Douglas pode completar, eh, discipulado é um processo que é relacional, >> Uhum. >> que vai levar alguém a se tornar mais parecido com Jesus. >> Então, é, a gente tem falado assim, é um relacionamento, né? Que, eh, vai contribuir em a pessoa, eh, ser mais parecido com Jesus por estar seguindo a ele, né? Então, discipulado é contribuir para que outra pessoa siga Jesus ainda mais de perto e ao contemplá-lo, ao amá-lo, seja cada vez mais parecido com ele e, lógico, possa ajudar outros nesse mesmo processo. É por isso que tem crescimento. Porque, eh, discipulado é obedecer Jesus e ele terminou com uma ordem. Então, obedecer os mandamentos de Jesus inclui a última, né? 28, Mateus 28:18. "Vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os e ensinando-os". E a gente tem falado uma coisa, Bibo, muito forte que é o seguinte, é, se a gente pega a missão da igreja e a gente vai dando um zoom, um zoom, um zoom para chegar no no cerne da missão da igreja seria discipulado, né? E eu acho que é uma coisa muito importante da gente pensar aqui, porque por exemplo, nós três aqui estamos em movimentos ministeriais. Então, por exemplo, gravar esse podcast faz parte da missão da igreja? Faz e é muito legal. A conferência que eu vou ter sábado é faz parte da missão da igreja? Faz. O culto e tal faz tudo parte da missão da igreja, mas eu acho que se a gente desse um zoom, né? E ficasse, cara, qual que é assim, acertar no meinho? Seria discipulado. E é muito louco isso aí, porque assim, todas, vamos lá. Eh, como eu falei, né? Eu vim de um movimento onde a gente não usava essa palavra discipulado, mas é uma igreja que crescia muito. A Assembleia de Deus é uma igreja, enfim, posso até falar o nome aqui, onde tiver Correio e e Caixa Econômica e Bradesco, tem, não, a Caixa Econômica ou o Banco do Brasil vai ter uma Assembleia de Deus, entendeu? Coca-Cola, Correio e Assembleia de Deus tem no Brasil inteiro. Então, e mas não se usa muito essa palavra e tal. Mas era isso, qual é a diferença do ganhar alma para Jesus e do discipulado, assim? Porque na mentalidade, talvez até ou como era, né? Para ser justo, assim, como era lá atrás, não era ganhar almas para Jesus. Depois até na minha igreja começou a se falar de discipulado e tal, um pouco essa ideia do discipulado, aí criou-se até um um um roteiro, uma ideia assim, mas o que movia era isso, a gente precisa ganhar almas para Jesus. E onde está a diferença aí, na na opinião de vocês? É, eu eu acredito que, eh, usando uma ilustração seria, eh, o parto, ter o filho e educá-lo, né? Eh, o o o ter o filho, né? E aí é aquele momento de compartilhar o evangelho, a pessoa crer e nascer de novo, é até o termo que Jesus vai usar, é algo instantâneo, que acontece, a fé vem e e e dependendo da sua teologia de cada um vai explicar o processo de uma forma, mas de fato é algo que acontece. Agora, discipulado tem a ver com santificação. Então eu fui salvo, justificado na cruz, mas agora eu tô num processo de ser salvo. De ser santificado. E aí o Senhor coloca pessoas para nos ajudar. Então você vai na Assembleia de Deus, também vim desse contexto. Era um contexto geralmente de igrejas menores, né? Então era uma igreja muito grande, mas de muitas congregações de bairros aonde todo mundo se conhecia. E aí era até uma reclamação de um xeretando na vida do outro. Né? O que às vezes era discipulado, porque alguém chegava para mim e falava: "Cara, que que é isso que você tá fazendo? Pô, cara, você tá viciado em futebol, hein? Chega um pouco, vamos para o culto" e tal. "E você não veio na oração. Cadê você na oração?" E tal. Era um discipulado, tipo: "Cara, seguir Jesus tem a ver com isso daqui, tem a ver com abandonar aquilo ali". Então um dia você levantou a mão lá na igreja, foi para a frente, chorou, se arrependeu dos seus pecados, mas agora, meu amigo, é uma jornada de aprender a ser filho de Deus e comandar como filho de Deus. E aí isso tem a ver com discipulado. Tanto que eu acredito que como igreja brasileira esse é um dos grandes temas para nós. Por quê? Porque de fato, cara, nós tivemos uma onda muito grande de evangelismo. De fato nós aprendemos a evangelizar como igreja brasileira. Tanto que os nossos prédios estão cheios. Né? Agora nós precisamos nos debruçar sobre esse tema para formar Cristo nessa galera, né? >> Agora tem um ponto interessante, Bibo, é que a gente precisa lembrar que Jesus começou a discipular os 12 antes deles converterem, né? >> [risadas] [suspirando] >> Então o discipulado >> usa essa métrica, assim, para dizer essa frase? Tu usa o quê como >> Porque pensa, o que que Jesus falou para Pedro? Quando você se converter Então ele tava dizendo que você vocês estão se convertendo. >> Uhum. >> Então Jesus chama eles para seguir e no processo eles começam a ser nesse processo de seguir a Jesus eles começam a ter a revelação que ele é o Messias. Então eles se convertem, aí Jesus ressuscita só para subir ele o seu espírito e depois ele ainda fica 40 dias discipulando eles aqui. Então é, eu acredito que o evangelismo é um é uma ênfase é brutal. É, porque tem a ver com a pregação do evangelho. Só que eu acredito que o discipulado tem a ver com esse processo contínuo, que também é baseado no evangelho. >> Uhum. >> E e Jesus disse o que que ele fala? Fala vão e façam discípulos ensinando a obedecer a as palavras que eu ordenei. E do que que do que que ele tá falando? Do evangelho. Então sim, o evangelho ele é o poder de Deus para salvar, mas o evangelho também é o conteúdo do discipulado contínuo. Então o evangelho não é apenas uma mensagem para os novos convertidos, não é apenas a mensagem para a classe dos novos membros. Então é porque senão a gente vai encher as igrejas do Brasil e das nações de de bebês e que vão ficar bebês para sempre. E em muitos contextos, infelizmente, a gente vai ver que isso é uma realidade. São pessoas que parece que são neófitos para sempre. >> Uhum. >> Então eu acredito que a gente precisa voltar para olhar para Jesus é como esse padrão que de fato ele pregou o evangelho ensinou o evangelho e desenvolveu os discípulos é por meio de um relacionamento de amizade é levando eles à santificação por causa do evangelho. Então esse é um ponto. Agora tem um outro ponto que eu quero pegar um gancho do que o Douglas disse, que ele usou a palavra relacionamento. E aí é é um ponto que talvez seja um pouco polêmico, porque quando as pessoas falam sobre discipulado, o que vem na cabeça da pessoa é um a um. >> Uhum. >> Muitas pessoas. Não, eu não tenho discipulador. O que ela tá falando é que eu não tenho discipulado na igreja que eu congrego. O que é que ela tá dizendo é que, eu não tenho uma pessoa que toma um café comigo por semana, por isso eu não tenho discipulado. E e a gente vai olhar o seguinte, que Jesus quando ele discipula os 12, ele chama os 12 para um discipulado que é pessoal, mas que é corporativo e coletivo. Então Jesus não chama 12 pessoas para terem relacionamentos individuais com esses 12. >> Isso é bom. >> O discipulado ele funciona a partir da comunidade, da comunidade. >> é que o pessoal quer ser Pedro, João, Tiago, entendeu? Que 12, eu quero ser um do grupo seleto. >> Eu quero ser dos três. Eu quero ser dos três, entendeu? >> Jesus tinha momentos com com solitários, com algum, com outro, isso isso isso é parte. >> preferidos, né? Deus tem seus preferidos. >> Íntimos, tá tudo bem? >> O Deus que destrói sonhos tem seus filhos preferidos. >> Tem seus [risadas] preferidos. >> Olha aí, olha aí. >> Mas mas o discipulado e ele funciona na na vida de Jesus de forma corporativa, mesmo que Jesus tinha abordagens pessoais. Então eu acredito que nós precisamos arrancar um pouco desse conceito que as pessoas são reféns de um discipulado que é um a um. Então nós cremos aqui na família de discipulado. >> não é um problema também, pode ser uma coisa muito boa, mas às vezes não tem como, né? Não tem estrutura. >> Ouve, mas olha como é útil, por exemplo, quem escreve que Jesus falou para trás de mim, Satanás, para Pedro? É Mateus. Então é muito provável que Mateus, os caras ouviram. Então é é muito doido, porque é uma repreensão para Pedro, mas que Mateus tá ali dizendo o quê? Eu não vou errar nisso aí não. >> [risadas] >> Entendeu? E aí ele tá ali com eles curando, cara, tá todo mundo assistindo, tá todo mundo vendo. Então mesmo em discipular um, tem o outro sendo discipulado em como discipular, entendeu? Então o erro desse Então é é muito interessante esse movimento de, de estarmos juntos e também, é, eu creio que não fica de uma via só. Porque, por exemplo, eu tô, eu, o Fábio Coelho, aí tem o Fábio Bravo, o Marcos, tem o Maicon, que vai, que é o nosso presbítero aqui, por exemplo. Então, nós somos sempre juntos. Então, no momento em que a gente tá aconselhando o Coelho, tá todo mundo ouvindo. E o momento, e o Bravo pode contribuir, cara, eu já passei por isso e tal. Então, eu não sou o discipulador do Coelho, entendeu? Mas esse grupo pode expressar Cristo na vida do Coelho, assim como eles me pastoreiam, por exemplo, né? >> É, quando quando você tem muito essa liderança personalista, é a pergunta, né? E quem discipula, né? O discipulador, né? É Cristo? Uau, como ele é, ele é discipulado pelo próprio Cristo. >> E aí, pra gente ser mais prático pra quem tá ouvindo, é, então, o que que vamos falar de novo? Discipulado é um processo que é relacional, que leva pessoas a se tornar mais semelhantes a Jesus ao contemplá-lo. Então, o que que a gente crê? Que um culto de domingo, se tem, se alguém tá no púlpito pregando o evangelho de Jesus Cristo, então, essa reunião tá acontecendo discipulado. Então, se a gente tá cantando uma música que é cristocêntrica e tá cantando sobre o evangelho, então, isso também é uma forma de discipulado. Agora, se, é, tem uma reunião de ensino dos, sobre os princípios do evangelho, tá acontecendo discipulado. Na igreja caseira ou na célula ou no grupo pequeno, o nome que você quiser dar aí, que onde você tem, onde tem um grupo de 15 pessoas numa reunião, onde estamos abrindo o coração, falando de Jesus e compartilhando vida, então, pode tá, pode ter discipulado. E quando duas pessoas tão sentadas numa mesa almoçando ou tomando café, se a vida de Cristo tá sendo compartilhada ali, então, também pode ter discipulado. Porque se cria um padrão. Discipulado é duas pessoas tomando no E aí, tem um versículo bíblico, é uma provocação, que é que me mostra que nem todo encontro, onde tem uma refeição, tá tendo real discipulado. Que é aquele momento que Jetro, quando Moisés, ele ele ele liberta o povo, né, por meio da ação do Espírito Santo, ele lidera o povo, tal, ele sai do Egito, eles estão no deserto, Jetro aparece para encontrar com Moisés. E aí diz o texto que eles se se encontram e e diz que Moisés contou tudo que Deus tinha feito, e Jetro se alegrou. Isso é maravilhoso. Aí diz que no outro dia, Moisés foi julgar o povo e Jetro foi ver como Moisés estava exercendo o ministério dele. No final do dia, Jetro chega para Moisés e vai discipular Moisés. Olha que doideira, hein? E fala assim: "Ó, Moisés, você tá fazendo errado. >> Você vai morrer. >> Você vai morrer e o povo vai morrer. Você tem que mudar". E ele exorta exorta Moisés e Moisés ouve. Agora, olha que interessante. Se Jetro tivesse ficado apenas com a reunião anterior, "E aí, Moisés, como é que tá?" "Tá tudo bem, tá tudo bem". >> Top, avivamento. >> Hã? Tá tudo tranquilo, avivamento. E detalhe, Moisés não tava mentindo para Jetro. Ele não tava omitindo algo de forma eh proposital. Ele tava falando da sua perspectiva. Então, qual foi a maneira qual foi a única maneira que Jetro tinha para ver algo que Moisés precisava consertar? Foi olhando a vida dele, olhando como ele tava vivendo, participando da vida. Então, eh eu acredito que eh sem essa relação comunitária, não vai ter discipulado e também cremos que o discipulado não é apenas uma pessoa que vai discipular outra pessoa, mas é essa esse essa coletividade, essa comunhão, mesmo que tenham líderes, tanto líderes pastores que vão pregar no domingo, como líderes de um grupo menor ou alguém que que é responsável por mentorear alguém mais novo e eu acredito que todos esses processos tem a ver com discipulado. Mas fez sentido? Fala aí Douglas. >> Ah entendi. Não, é isso aí. É esse processo e aí assim, o que que a gente não pode, né? A pregação a contribuir no discipulado, a canção contribui no discipulado, mas eu tenho que ter pessoas que tenha a liberdade de ver a minha vida e de me exortar. Esse é o desafio. Pessoas tão próximas do meu casamento fala: "Ô cara, esse jeito que você tá falando com a sua mulher, cara, isso é pecado". Pô, esse jeito que você tá lidando com seus filhos, pô, você tá ficando muito fora, seus filhos tão largado, seu filho tá mal educado e tal. Tem que ter essas pessoas e a pergunta para quem tá nos ouvindo aqui é: você tem essas pessoas que falam a verdade para você? >> Ó, para a gente até começar a a caminhar para o final do nosso papo aqui e aí o pessoal fala: "Ah, mas vamos lá, gente". >> Eu consegui ouvir a gente. >> É, a gente já entendeu o que não é discipulado. Estamos entendendo o que é discipulado, que acontece no ambiente, né, da comunidade, da vida em comunidade e tudo que a comunidade faz deve então é transmitir essa ideia da formação do caráter de Cristo na nas pessoas. O conteúdo do discipulado é o evangelho, o né, o evangelho do reino, que ou seja, o que Jesus ensinou e encenou, o negócio de trazer o Van Rossem para a conversa. Encenação, né? Jesus ele não só ensinava como ele encenava, né, a vida com Deus e tal. É, então beleza, tô entendendo tudo isso. Agora eu tô aqui, o Cleiton mora em Osasco, né, pastor de uma comunidade. O que que Cara, como é que eu organizo isso? Porque pô, tudo que vocês tão falando é muito orgânico e tal, mas não tá funcionando lá, eu como é que eu como é que eu mudo aqui os ventos da minha igreja para que a gente de forma orgânica, mas direcionada a gente consiga, né? Como é que eu organizo isso na minha comunidade? Como é que eu faço o discipulado? A gente é, a gente ama Jesus e tal, mas a gente tá meio perdido porque a gente achou que era isso, era fazer grupo pequeno, um discipula o outro, que discipula o outro, pegamos esse esse livro aqui do do John Stott, né? E porque por muito tempo eu fiz isso, tá galera? Pô, me dá um livro para discipulado aí. Mano, como ser cristão do John Stott, maravilhoso, pega aí, vamos estudando junto que é sensacional esse livro. E tipo assim, né, enfim, mas como é que a gente organiza? O Clayton agora lá, obreiro em Osasco, tá lá com a sua comunidade de 113 pessoas e mano, pô, legal esse papo, entendi o que é discipulado, entendi o que não é, Deus me livre fazer isso errado. Como é que eu faço então? Como é que eu começo a organizar isso aqui na minha igreja? >> Ó Bibo, uma se você me permite, né? A gente até recebe muito essa pergunta e aí eu e o Fábio decidimos até escrever sobre isso, porque como diz a Scopi, é 15 anos que nós estamos olhando para isso, né? Então, quando a gente fala seja uma cópia de Jesus, tem a ver com isso, com o discipulado, né, basicamente. E eu e o Fábio escrevemos esse livro chamado Vão e façam discípulos, o manual bíblico de como discipular pessoas, tá? >> Capa bonita, hein, mano? Parabéns pelo livro. >> Mostra aí as ovelhas de Jesus, aí. E Vão e façam discípulos, a gente decidiu pegar o tema mais óbvio, porque é a ordem de Jesus, vão e façam discípulos. E escrever um manual bíblico de como discipular pessoas. Logicamente não é o primeiro livro sobre esse tema, tem vários, mas a gente entendeu que estava escrevendo um livro primeiro recente, né, das dores da igreja hoje e brasileiro, né? A partir da nossa realidade, perspectiva, mas tudo bíblico. Então a gente se debruçou alguns meses para organizar o que nós temos perseguido há décadas, né? E e aí, o que acontece? >> Como é que é o nome do livro mesmo, Douglas? >> Vão Vão e façam discípulos. >> Aí, ó, pronto. Não precisa nem inventar, já tá lá. Já tá lá. Sensacional. >> é, a gente fez questão de pôr esse, porque acho que a primeira coisa, Cleiton, é Cleiton, não é o nome dele? >> Isso, Cleiton. Tá lá com a sua, com a sua igreja em Osasco. >> É, a primeira coisa é >> 113 membros, é. >> 100, é ensino, tá? A primeira coisa vai ser ensino. As pessoas precisam entender que discipulado não é para um supercrente, não é para o pastor, não é só para o líder. Discipular, discipular pessoas é obedecer a Jesus e todos precisam estar envolvidos com isso. Sabe, a igreja, o livro, nós estamos passando um momento muito difícil, por quê? De um lado, você tem pastor muito bem intencionado entrando em burnout. E do outro lado, uma multidão que não tá sendo cuidada. Por quê? Porque não fecha a matemática de ter 1.000 pessoas aqui nesse prédio e e 10 trabalhando, não tem como. É impossível a gente fazer isso. Então, se o cara tentar fazer de verdade, ele vai entrar num burnout. Entendeu? E não vai conseguir. Então, qual é a solução disso? É um despertamento da igreja de que todos precisam obedecer à ordem de Jesus: "Vão e façam discípulos". Então, é, a gente até fala no livro, né? É uma ordem. Então, por que que você tá, você você ficaria muito mal se você desobedecesse à ordem "Não adulterarás"? E você não fica mal de desobedecer à ordem "Vão e façam discípulos"? Né? Então, a gente teria, primeiro, encarar como uma ordem. Ele tá mandando a gente, ele olhou pros discípulos, que agora somos nós, os vivos. >> Botou mais um ali, botou mais um pecado na minha lista agora, Douglas. E na lista de um monte de gente aqui, porque, cara, é genial isso aí que você falou. Quando a gente comete um pecado que a gente, pô, adultere, roubei, né? É, assassinei. Pelo amor de Deus, se você assassinou alguém, pelo amor de Deus, se entrega [risadas] a polícia, pelo amor de Deus. Mas enfim, nitidamente eu fiz uma parada assim que eu sei que é errado fazer. Poxa, eu vacilei nisso aqui. A gente, né, enfim, é confrontado, a gente, né, o o Espírito Santo nos convence, né, do pecado, da justiça, do juízo. Mano, mas é uma ordem de Jesus, né? A gente não se sente mal por não fazer discípulos, né? >> E e, cara, eu vou até mais longe, meu, porque >> Caramba, mais um mais um na sua lista aí, galera, aí, ó. >> Olha a forma que ele decidiu introduzir a ordem. Eu falei: "Deixa eu falar um negócio antes da ordem". Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto, >> [risadas] >> Só que, pera aí, você precisou dessa introdução, então quer dizer que era algo extremamente importante. >> Exato, mano, exato. >> sabe que nós três estamos aqui porque alguém obedeceu essa ordem. E só há continuidade se a gente obedecer. Então, Clayton, você precisa passar para sua igreja. Cara, é para todos nós obedecermos. Só que aí, na sequência, desmistificar, porque aí parece que é coisa só para o mega teólogo e tal. E não, é uma coisa para o discípulo. Você precisa saber o evangelho, você precisa estar até assim, como é que quem pode discipular? Quem é discípulo de Jesus está seguindo a ele pode contribuir para outro ser discípulo de Jesus e seguir a ele. É, então, agora, uma outra coisa muito importante, em qualquer estabele em estabelecer uma cultura, é ensinar, inspirar, mas demonstrar, né? Você falou, né? Ensinar e encenar. Então, Clayton, você precisa estar cuidando de pessoas para que essas pessoas aprendam como é que é o discipulado, para que elas discipulem pessoas, que essas aprendam o que é o discipulado. Então, eu começaria cuidando, principalmente do que é a sua liderança principal ali, para que eles possam cuidar do que são, por exemplo, os líderes dos pequenos grupos, para que eles possam cuidar de quem estão estamos pequenos grupos. É é você demonstrar para eles, né? >> É, tem uma tem uma frase que o diabo inventou, que vários pastores e líderes repetem isso em muito no Brasil e fora, que é pastor e líder não tem amigo. >> Hum. >> Eu já ouvi isso várias vezes. >> Tem uma que eu ouvi recentemente. É, tem uma que eu ouvi também recentemente que é, é, como é que é? Pastor é só é discipulado por pastor, não, como é que é? É, é, eu ouvi recentemente agora, não, que é, tipo, só fala, é, é, só pastor pode repreender pastor. >> Isso, ele também disse isso também. >> É da mesma, da mesma caixa de demônio. >> É da, da, é, do mesmo baralho de cartas de mentira do capeta aí, né, de liderança, ok? >> Não, é tipo assim, não, pastor não pode ter amigo. Tipo assim, não, eu sou seu líder, não sou seu amigo, entende? >> Uhum, uhum. >> só que, cara, de novo, vamos olhar para Jesus, cara. Jesus, discípulos 12, "Eu não chamo vocês mais de servos, eu chamo vocês de amigos, porque o amigo conhece as minhas palavras". Então, discipulado, de forma bem prática, pro Cleito, é Cleito, né? >> [risadas] >> Osasco, Osasco. >> Osasco, é, é. O, o discipulado, ele começa com amizades reais. >> Boa. >> Amizades que a gente chama de amizades espirituais. Não tem a ver com afinidade, gente, de, de, de ideologia, de música, de, de, de cultura. Nós estamos falando de, é, nós fomos unidos pelo espírito de Cristo, por causa do sangue. Nós todos estávamos longe e fomos aproximados pelo sangue, agora estamos sendo edificados uma, uma família, um corpo, um santuário. Então, discipulado requer relacionamento. Requer amizade. Então, essas amizades vão formar pessoas. É sempre alguém, um irmão mais maduro, que tá desenvolvendo uma amizade com um irmão menos maduro, que vai levar esse irmão a olhar para Jesus e não para ele, e vai levar esse irmão a obedecer as palavras de Jesus e não as dele. Então, então eu acho que que esse é o centro. E aí tem um ponto que já foi falado aqui, o Bibo citou, o Douglas citou, que que é a questão do pequeno grupo. E e eu já vi gente falando assim: "Ah, porque é impossível uma uma igreja grande ter comunhão". Gente, se é impossível uma igreja grande comunhão, me explica o livro de Atos. >> É. >> O culto começou com 120 e terminou com 3.120. >> [risadas] >> A pergunta é: quem que discipulou 3.000 pessoas? Gente, como é que eu não sei, eu ia talvez cortar meus pulsos, sei lá, ou ou ficar doido. [limpando a garganta] Você imagina, você tem um culto que começa com 120 e termina com 3.000 3.000 pessoas entraram. O que que você faz? Cara, quem pensa, Jesus preparou aquelas pessoas, mano. E e aquelas pessoas estavam prontas para discipular os 3.000. E só que vai dizer lá: "E eles se reuniam no templo e de casa em de no templo e de casa". Então, o que que Então, havia reuniões maiores, mas também haviam reuniões menores, onde tinha a proximidade, um conhecia a vida do outro. Então, essa que essa palavra-chave do discipulado é relacionamento. >> É. >> Amizade. É compartilhar a vida. É é é eu exortar a vida do meu irmão e o meu o meu irmão exortar a minha vida. Eu compartilhar do Cristo que está em mim e eu posso me alimentar do Cristo que está nele. E esse papo de não, é só um pastor pode exortar outro pastor e a gente pega, é, Mateus 18 e rasga, mano. Então, é é Mas aí eu já estou entrando em partes polêmicas. >> [risadas] [suspirando] >> Mas mas eu acredito que que esse é um ponto. É, relacionamento de amizades espirituais, onde irmãos mais velhos vão ajudar irmãos mais novos a se tornarem mais semelhantes a Jesus. E o hoje eu posso estar ajudando um um irmão, talvez daqui a um ano, esse irmão vai, vai estar em outra comunidade, eu vou estar ajudando outro irmão, não é uma relação de controle, não é uma paternidade, [limpando a garganta] é um, é um, um, um, uma ligação é humana entre duas pessoas, não, eu tô promovendo uma ligação desse irmão com Jesus, mano. >> Muito bom. E assim, né, Bibo, agora aprofundando com o Clayton, né, indo pro coração, é, cara, eu diria, você vai ter que ter a coragem de abandonar o projeto de criar o seu império pra se dedicar ao reino. Por quê? Porque o discipulado, cara, é você formar pessoas que você tem um desejo que elas sejam mais maduras, que amem mais Jesus e que vão mais longe que você. E o problema é esse, é que muitas vezes nós, como líderes, temos medo de compartilhar liderança, porque há esse medo de vão tomar, vão passar a perna em mim, vão, não sei, e, cara, temos que acabar com isso e, e, e entender a igreja não é nossa, a igreja é de Jesus, aquelas ovelhas são de Jesus e nós queremos mais e mais pessoas empoderadas do espírito pra cumprir o ministério ao nosso lado, né? Tanto que, por exemplo, quando você olha pra Efésios, capítulo número quatro, né, é os cinco ministérios, cara, é muito doido, é, ele separou para os apóstolos, mestres, profetas, pastores, evangelistas e tal, e aí ele fala: "Para equipar os santos pra cumprir o ministério". Ou seja, não é nem pra eles cumprirem o ministério. >> Exato. >> para equipar pessoas pra fazer o negócio, né? >> A gente volta lá pro início, talvez, do nosso papo, se eu tô lembrando bem, mas é a motivação, né? Qual é a motivação do você ter um, tá, estar numa igreja, né? É, hoje em dia muitas igrejas começam já com os propósitos errados, né? Já começam com, com uma, começam com uma motivação mais de mercado do que de, de fato, né, ser uma, uma, um, uma igreja ou um povo de Deus ali naquele lugar. Então, quando a gente tem a, a motivação do porquê a gente está ali, não tem controle. O controle existe quando, opa, isso aqui está fugindo do meu projeto de poder, do meu projeto de fazer um nome para mim. >> Hum. >> Então, ou seja, é quando eu estou mais com o espírito de Babel do que com o espírito do espírito. >> É. >> Que em Atos 2 vem e, e, ou seja, unifica a linguagem e vamos alcançar todo o mundo agora, né? Mas muita gente ainda está com o espírito de Babel, é um nome para si, é o nosso ministério, é o nosso jeito, né? Isso não reflete Cristo. É por isso que tem, é essa ideia de largar o projeto. Não, eu estou aqui para servir a Cristo. E, e uma coisa acho que deve frustrar muito um líder, e eu acho que todo líder bíblico tem que estar preparado para isso, é, pô, mano, eu adubei, eu reguei, o cara foi frutificar lá, mano. Tipo, pô, né? Acontece, irmão. >> Mas você sabe que, mas aí que é um teste para o nosso coração, né, Bibo? E a gente é humano e a gente vai ficar frustrado com isso, tal, mas é um teste no nosso coração, porque eu deveria ficar triste se o cara saiu do reino. É. O cara está apóstata, o cara está abraçando o diabo. Agora o cara está em um outro lugar frutificando e, cara, pregando o evangelho, mas não é na minha estrutura. Cara, eu consigo me alegrar. >> Exato. >> E, e, e, e, você está entendendo? Então, é, e é muito doido, né? Porque chegam para Jesus e para o próprio Paulo, né? Ah, lá, Jesus, tem uns outros batizando lá, mas não é dos nossos, né? Jesus fala, para com isso, gente. Se eles >> Essa é uma das passagens mais maluca, uma, uma das, né? Porque, mano, Jesus não, o Jesus não estava, cara, a gente não sabe o que esse pessoal estava pregando, entendeu? Olha, quem comigo não ajunta, espalha, mas o que Jesus fala, ó, deixa eles lá, entendeu? Os caras estão fazendo a obra, entendeu? >> O Espírito Santo que se vire lá com eles. >> Exato. [limpando a garganta] Não, o próprio livro de Atos tem uma galera que estava pregando Jesus, mas só tinha o evangelho lá de João, que não, ainda não tinha o espírito. >> é, fez, é. >> E, né? Tem, tem, tem umas paradas que a gente não tem controle, sabe? E o controle não é nosso mesmo, né? O Espírito Santo sopra onde quer e tal. Não é para não quer dizer que seja bagunça, baderna, não sou contra é concílio, credos, não, eu sou da sistemática, sou gosto de uma fé bem organizada, mas às vezes, mano, tem umas paradas aí do espírito que a gente, mano, isso aí eu não tô entendendo, mas vamos no flow aqui, tipo, porque Deus tá nesse negócio, sabe? >> mas assim, eu eu diria que tem que entrar no nosso coração um desejo, a gente falou muito aqui, né, de tomar um cuidado com a questão do do do paternidade espiritual, mas tem que entrar no nosso coração um desejo, um coração paterno nesse sentido, e é o o pai saudável, né? Então, eu sou pai da Luísa, do Davi, né? O o o com ele é o pai Daniel, da Débora, não um pai saudável tá olhando para os seus filhos e tem um desejo, eu quero que eles vá mais longe do que eu. >> Exato, e a gente queria para o mundo, né? Em última análise, a gente queria para >> Eu ninguém tá pai saudável não está criando com filhos saudáveis, não está criando com o desejo que eles fiquem em casa e que eles façam a minha casa enriquecer, não, cara, você quer entregar tudo, né? E a gente tem uma frase aqui, né? O bom pai não é quem formou um bom filho, o bom pai é quem formou um bom pai. Então, talvez a métrica de sucesso deveria ser, Bibo, ele ir embora, né? O casamento de um filho é sucesso para um pai, né? Tá lá na celebração, ele tá indo mudar para casa dele. Olha que doido, eu tô celebrando meu filho ir embora, mas por quê? Porque toda a parada era essa, então, talvez discipular tinha a ver com isso, sabe? Tinha a ver com terminar com vão >> [risadas] >> e agora faz discípulos vocês, né? E às vezes em outros lugares, em outras estruturas, em outras formas. >> Sensacional. >> E aí, pegando só um um gancho, qual que é a métrica é de de sucesso nessa nessa nesse amadurecimento, né? Se esse irmão com o qual a gente tá investindo, ele tá crescendo em devoção a Deus, se ele tá crescendo em santificação, ou seja, ele, quanto mais ele cresce em devoção, mais ele se aproxima de Deus, mais ele odeia aquilo que Deus odeia. Se ele tá crescendo em devoção, se ele tá crescendo em santificação, se ele tá crescendo em comunhão >> Uhum. >> com o corpo de Cristo e se ele tá crescendo na missão. >> Em amor à missão de Deus, né? >> Então, o discipulado vai levar isso na vida do irmão. Devoção, santificação, comunhão e a missão. E aí vai cair nesse lugar, né? Ao ponto da gente, a gente usa essa frase aqui na, muito tempo, eu tenho até um livro também do Bíblia, eu acho, né? Que é do, do líder inútil, né? >> Uhum. >> você vai servir >> o cristão inútil. >> É, como ser um cristão inútil, mas serve pra líder também. Aí é o, é o, é o Eugene Peterson, né? O pastor desnecessário, né? >> Então, é assim, você vai servir tanto aquela pessoa que um dia ela não vai mais depender de você, não vai precisar de você. >> Uhum. >> E ela vai poder voar em Deus e fazer. Então, eu acho que essa seria a métrica, se a gente puder, é, colocar aqui, né? Devoção, santificação, comunhão e missão. >> Ô, Clayton, então, tá aqui, ó. >> Zé Zezão. >> aí pra te ajudar como uma ferramenta, um manual. E a gente tem incentivado a galera a ler em grupos, porque é uma coisa tão desafiadora, de tanta mudança de mentalidade que a gente precisa, que é muito legal você tá com um grupo ali pensando junto e desafiando um ao outro pra ler isso aqui. >> Uhum. Muito bom, gente, vão e façam discípulos. E cara, parabéns, é escrito por vocês dois, né? >> Foi, Fábio. >> Douglas e Gonçalves, vão e façam discípulos, parabéns, capa bonita, aí, ó, pintura trilateral, capa dura, coisa linda, hein? >> Investiram, hein? >> é, esse tamanho é bonito também, esse tamanho aí de livro eu acho bem legal. Abre ele, deixa eu ver, Douglas, como é que tá dentro aí. Que eu não recebi a minha cópia ainda, né? >> Não, vou mandar >> bonitão. >> Aí ele fez duas cores, deixa eu ver aqui, ó. >> Ah, sensacional, sensacional. Olha só, bonitão, parabéns aí pelo design gráfico e com certeza, são, é, 10, é, 15 anos de, de experiência aí nessa, nessa área, isso aí é bom. >> mais do que eu, viu? >> Exato, exato, exato. Vocês são 50 [limpando a garganta] anos de ministério. >> Eu sou do ministério. >> Eu sou o velhinho aqui do, do, do. >> É, é, o velhinho, o velhinho, tu é o maior velhinho. Gente, parabéns pelo livro. E galera, o link tá aqui na descrição deste episódio, tanto no Spotify, quanto no nosso site, quanto também no YouTube. Obrigado, Douglas, pela tua presença aqui em mais um BT Cast. Valeu mesmo, tá? Tamo junto. >> Obrigado, foi uma honra, meu amigo. Deus abençoe. >> Igualmente. Fábio, é a primeira vez que grava podcast com ele? >> primeira vez. >> É, tamo junto, tamo junto. Deus abençoe, então. Até uma próxima, Fábio, quem sabe, tá bom? Gente, ficamos por aqui. Voltamos a semana que vem com mais BT Casts. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. E vão e façam discípulos. Yeah.