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A fé vem pelo ouvir

Servindo Sobre Sólidos Fundamentos (Hélder Cardin)

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CURSO de TEOLOGIA ONLINE:

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Legendas automáticas:

Você pode abrir sua Bíblia, Primeira
Coríntios, capítulo 15, versículo 58.
Versículo muito conhecido, bastante
usado, eh, nas nossas igrejas como forma
até de incentivarmos e desafiarmos
pessoas ao envolvimento na obra de Deus,
do ministério, mas que se faz cada vez
mais relevante, especialmente numa
cultura e numa mentalidade brasileira
dentro do cristianismo, onde pessoas se
tornam cada vez mais espectadoras
daquilo que está acontecendo em suas
igrejas.
Elas estão lá muito mais para ver aquilo
que está acontecendo do que propriamente
fazerem parte daquilo que está
acontecendo. A própria cultura ou
mentalidade da terceirização,
isso é real não apenas de uma igreja,
mas isso é real da educação das crianças
até a própria o próprio estudo e
fundamentação bíblica. Se eu tiver um
bom pastor que é teologicamente
saudável, ele supre ou ele cumpre aquilo
na igreja. Então, eu não preciso ter
toda a qualidade teológica, porque
afinal de contas eu tenho um bom pastor.
Se na escola bíblica eh estão educando
bom bem meus filhos biblicamente ou de
forma cristã, isso tá ótimo. Eu como pai
ou alguém como mãe, não precisamos
talvez cumprir todo o nosso papel
durante a semana, porque afinal de
contas o ministério infantil da igreja é
muito bom. Aquela mentalidade, estava
até num podcast agora h pouco com o
pastor Ari falando um pouco sobre isso,
aquela mentalidade utilitarista,
pragmática, do benefício de algo em que
queremos tirar de um ambiente ou de uma
realidade na qual estamos. Isso é uma
mentalidade consumista, não é? Boa parte
das pessoas hoje no cristianismo querem
consumir algo. Veja, por exemplo, a
quantidade de cursos, a quantidade de
influencers,
a quantidade de pessoas que estão de
alguma forma oferecendo alguma coisa na
internet em várias áreas. E não me
parece que seja diferente no próprio
contexto cristão. Queremos consumo
rápido, imediato. Até agora pouco, antes
da escola bíblica, foi lida um pequeno
trecho sobre um estudo que vocês tiveram
ao longo da semana dessa mentalidade do
culto da perspectiva consumista, né?
Viemos para receber algo, viemos para
consumir algo e não tanto para prestar,
celebrar ou participar diante do Senhor.
Por isso, esse texto, esse verso,
Primeira Coríntios 15:58, em que o
apóstolo Paulo diz o seguinte:
"Portanto, meus amados irmãos, sejam
firmes, inabaláveis e sempre abundantes
na obra do Senhor, sabendo que no Senhor
o trabalho de vocês não é vão."
Esse, portanto, que nós temos aqui no
início desse verso, ele parece ser uma
consequência lógica
de todo um argumento que Paulo está
desenvolvendo ao longo desse capítulo
15, que é um capítulo onde ele fala
sobre a importância da ressurreição de
Cristo,
que ela é não apenas a vitória de Cristo
sobre a morte, mas a nossa própria
vitória sobre a morte que nos agarra de
tal forma a não conseguirmos nos ver
livres dela. Essa é a certeza inequívoca
que absolutamente todo ser humano tem.
Mais cedo ou mais tarde a morte chega.
No entanto, na perspectiva cristã, por
causa justamente da ressurreição de
Cristo, nós temos uma esperança ou nós
temos uma certeza de que a nossa vida
não termina com a morte e que, por isso
a morte não é um problema para Deus e
não deveria ser uma um problema para
nós. Por isso que ao longo de Primeira
Coríntios 15, a certeza da ressurreição
de Cristo é de alguma forma o fundamento
da esperança cristã.
Aquele que venceu a morte tem poder e
autoridade para trazer vida eterna a
todos aqueles que um dia enfrentarão a
morte. E ao longo então de todo esse
capítulo 15, Paulo leva as mentes e os
corações dos cristãos a uma realidade
que só entrará em cena lá no futuro,
distante
quando morrermos ou quando Cristo
voltar.
Mas a pergunta é: e se isso levar muito
tempo?
E se essa morte não chegar tão rápido?
Ou se Cristo não voltar tão de imediato?
Que aliás 2000 anos já quase se passaram
e talvez alguns aqui aí na sua
juventude, seus 18, 20, 30, 50, 70 anos
de vida e ainda tem muita vida adiante e
Cristo ainda não voltou e nós ainda não
morremos. E a pergunta é a seguinte: o
que fazer ou como viver até que a morte
chegue? Porque ela certamente chegará.
Como eu conduzo a minha vida até aquele
encontro com Cristo Jesus, onde aquilo
que é mortal se será revestido de
imortalidade, que é o contexto de
Primeira Coríntios 15, em que aquilo que
é corruptível ou sujeito ao pecado, à
degradação física e moral, for absorvido
ou tomado por aquilo que é
incorruptível, aquilo que é eterno,
aquilo que nos possibilitará desfrutar
da eternidade com Deus. E até lá, como é
que nós vivemos, como nós dedicamos à
nossa vida? Entra justamente esse
portanto, ou seja, enquanto não lá,
enquanto a morte não chega, enquanto o
Cristo não volta, como deveríamos
conduzir nossas vidas
sendo firmes, inabaláveis e sempre
abundantes na obra do Senhor.
Esse assunto da obra do Senhor, ele não
surge apenas no finalzinho da carta,
nesse capítulo 15. Se você voltar, por
exemplo, para o capítulo 3,
Paulo lida com uma questão muito
específica que de alguma forma é muito
séria para os coríntios, que é qual dos
apóstolos
tem mais autoridade ou maior
proeminência na vida deles? Coríntios,
Paulo, Apolo, Pedro ou tantos outros. E
Paulo vai dizer que, na verdade, na
lavoura de Deus,
todos esses e todos quantos vierem a
surgir são simples cooperadores,
ou seja, são pessoas significativas,
importantes na obra de Deus, na lavoura
de Deus, mas em última instância tudo
aquilo que está acontecendo é de Deus.
Então ele fala sobre essa obra de Deus
lá no capítulo 3, ele fala sobre essa
grande obra de Deus que Deus está
executando ou cumprindo por meio da sua
igreja no capítulo 12 até o capítulo 14,
em que Paulo trata sobre os dons
espirituais ou o pertencimento pessoal
que cada crente tem na comunidade cristã
e a capacitação que Deus dá a cada um
desses membros para o desempenho do seu
ministério.
Dois versos me chamam atenção. No
capítulo 12, verso 11.
Um só e o mesmo é o espírito que realiza
todas essas coisas, distribuindo-as,
né, essas realizações a cada um
individualmente, conforme ele quer. Isso
quer dizer que se você é membro de uma
igreja, se você é participante do corpo
de Cristo, de alguma forma o Espírito
Santo te capacitou ou te dotou com um
domicipa
ou cumpre essa grande obra de Deus que
ele está executando na igreja. E o
versículo 17 ou 27. Ora, vocês são o
corpo de Cristo individualmente membros
desse corpo. Isso quer dizer que nessa
lavoura de Deus, nessa obra do Senhor,
cada um de nós tem individualmente e ao
mesmo tempo coletivamente ou
comunitariamente participações
especiais.
É como se Paulo estivesse dizendo que,
embora tenhamos os apóstolos, embora
tenhamos aqueles que de forma distinta
fizeram parte até da fundação da igreja,
Deus salva pessoas para participarem do
corpo de Cristo. Porque justamente por
meio dessas muitas pessoas que fazem
parte do corpo de Cristo, a grande obra
de Deus seja executada. Isso quer dizer
que a obra do Senhor não é simplesmente
ministério pastoral ou missões em outro
contexto e realidade. Infelizmente,
queridos, nós temos muito a ideia de que
obra de Deus ou ministério seja algo
específico de algumas poucas pessoas
chamadas distintamente para viverem
integralmente dessa obra, pastores,
missionários, educadores, missionários e
por aí vai. Não, a obra de Deus, na
verdade, ela é muito mais extensa
do que a liderança de uma igreja ou
exercício de missões num contexto
distante.
Interessante que essa expressão obra de
Deus ou obra do Senhor aparece ao longo
das cartas de Paulo em dois contextos
muito específicos.
Primeiro deles, sobre o ministério
cristão que acontece por meio de todos
os crentes no contexto de uma igreja
local.
De alguma forma, Paulo está dizendo que
aquilo que Deus está fazendo por meio
dos seus filhos no contexto da igreja,
por aquilo que eles desempenham, segundo
os dons que o próprio Deus deu, isso é
obra de Deus. Primeira Coríntios 15:58,
como lemos, e Primeira Coríntios 16:10,
que vem na sequência, quando ele fala
sobre Timóteo, que quando ele fosse até
os Coríntios, os Coríntios deveriam
fazer de tudo para que ele não tivesse
nada a temer enquanto estivesse entre
eles, porque trabalha na obra do Senhor
como eu também. Ou seja, esse Timóteo
dedica seu tempo, seus esforços, seus
recursos, suas habilidades para o
cuidado do ministério, para o servir
ministerialmente igrejas. Então, obra de
Deus ou obra do Senhor significa aquilo
que Deus está fazendo em e através da
sua igreja.
Pessoas distintas podem ter funções ou
ministérios distintos, mas obra do
Senhor parece compreender muito mais do
que a atividade ou a função de algumas
poucas pessoas nesses contextos, a quem
chamaríamos de pastores e missionários.
Isso quer dizer, se você é membro de uma
igreja, se você participa de uma igreja,
se você se identifica com ela, é porque
Deus meticulosamente, essa é uma
expressão que Paulo usa em Primeira
Coríntios 12, meticulosamente te colocou
naquele corpo, porque a obra dele será
inclusive cumprida por seu intermédio.
Mas a expressão obra do Senhor ou obra
de Deus também acontece de uma outra
forma lá em Romanos capítulo 14 verso
20, quando Paulo diz o seguinte:
"Não destrua a obra de Deus por causa da
comida. Todas as coisas, na verdade, são
puras, mas não é bom quando alguém come
algo que causa escândalo." Qual é o
contexto de Romanos 14?
Judeus e gentios convivendo na mesma
igreja na certeza de que o Deus que
salva judeus é o Deus que salva gentios
e os faz pertencer a uma mesma
comunidade, ao mesmo povo. Isso quer
dizer que Deus atua
salvando, aperfeiçoando, santificando,
transformando judeus tanto quanto ele
faz na vida de gentios. Porque o
propósito de Deus para judeus e gentios
é exatamente o mesmo. A salvação de suas
vidas em Cristo e o aperfeiçoamento
delas na imagem de Jesus. Por exemplo,
Romanos 8 diz que fomos predestinados
para sermos conformes à imagem de
Cristo. Então, para Paulo, isso é a obra
de Deus na vida dos crentes. A obra de
Deus na vida de todos aqueles que creem
em Jesus. Ou seja, Deus está
trabalhando, Deus está operando nas
nossas vidas para que continuamente ou
progressivamente nos pareçamos mais com
Jesus.
E aí no contexto de aqui de Romanos 14
que eu li, Paulo vai dizer que quando
pessoas usam de forma errada a sua
liberdade cristã impondo aos outros
determinadas práticas ou restrições que
não são certas ou erradas, é como se
eles estivessem
destruindo, atrapalhando aquilo que Deus
está fazendo na vida de pessoas.
Então, veja que na nas cartas de Paulo,
a expressão obra do Senhor ou obra de
Deus acontece de duas formas, tanto na
vida pessoal de alguém, na
individualidade dela, no coração dela,
quanto no contexto da igreja ou no
contexto do ministério de uma igreja. É
por isso que então Paulo vai dizer que
diante de toda essa certeza da volta de
Cristo, da ressurreição futura e
enquanto não lá, todos nós deveríamos
estar individualmente e comunitariamente
dedicados à obra do Senhor. Ou seja, o
que ele está fazendo em nossas vidas e o
que ele está fazendo em nossas igrejas.
E eu percebo aqui nesse versículo 58,
três verdades que deveriam de alguma
forma fundamentar e motivar todo o nosso
envolvimento nessa grande obra de Deus.
Lembrando, obra de Deus, dois âmbitos, o
que Deus está fazendo individualmente na
vida de cada um de nós, para que nos
pareçamos cada vez mais com Jesus e
aquilo que Deus está fazendo em nossas
igrejas e através delas, por meio dos
dons que ele nos concede. Primeira
dessas verdades,
versículo 58, Paulo diz: "Portanto, meus
amados irmãos, sejam firmes inabaláveis.
Firmes, inabaláveis." São duas
expressões interessantes, elas são bem
complementares. Uma delas, vocês estão
vivendo esse exato momento, todos vocês
que estão assentados. Essa expressão
firme, traduzida aqui por firme,
significa assentado. Tanto é que era uma
palavra usada no Novo Testamento, nos
Evangelhos, para falar sobre o sinédrio.
Lembra? O Sinédrio? É aquela autoridade
religiosa dos judeus que julgava ou
lidava com todas as questões religiosas,
políticas, civis dos judeus? eram
pessoas que se assentavam para julgar.
Essa expressão firme significa
assentado. Por exemplo, para aqueles que
têm, por exemplo, abirintite, não sei se
alguém tem aqui, talvez seja uma das
piores coisas que alguém possa sentir,
especialmente quando ela levanta muito
rápido, você perde o chão. O que é que a
pessoa pede? Eu preciso me assentar. Ou
quando você tá meio zonzo, levantou
muito rápido ou não tá se sentindo bem,
você precisa o quê? Se assentar.
Qual a ideia do se assentar? Você estar
firme o suficiente para não balançar ou
variar. É exatamente esse o significado
dessa expressão firme.
Firmeza no envolvimento na obra do
Senhor significa que você não é
inconstante
ou você não tem volatilidade entre picos
e vales. Você não balança por causa de
circunstâncias. Você permanece
assentado, firme,
constante
por causa das suas convicções mais
profundas e certas do que deve ser o seu
o seu envolvimento ou dedicação na obra
do Senhor.
Quando eu volto para aquilo que eu falei
no início dessa cultura da terceirização
ou a cultura dos espectadores ou do
consumo no cristianismo,
pessoas normalmente chegam,
pessoas que chegam numa igreja com
motivações ou propósitos errados, sairão
dessas igrejas quando elas não atenderem
mais seus propósitos. Lembro de um
colega que compartilhou de um casal que
chegou na igreja
com um tipo de um checklist
perguntando ali pro pastor se a igreja
tinha isso, tinha aquilo outro, tinha o
ministério disso, o ministério daquilo,
como era as reuniões, como era as
atividades, como era isso, como era
aquilo. Porque a depender do que tivesse
ou não, em comparação a outras igrejas,
eles decidiriam em que igreja
congregariam. As pessoas que chegam por
motivações erradas sairão da igreja
quando algo não atender. Isso é falta de
firmeza, isso é volatilidade.
Eu não estou dizendo que nós não
passemos por circunstâncias difíceis na
vida, que eventualmente tenhamos uma
certa variação.
É por isso que a expressão estar firme
significa estar assentado sobre verdades
nas quais você acredita para que, apesar
da variação do humor,
variação das dificuldades, problemas,
sofrimentos ou tensões, existam verdades
das quais você parta para você ficar
firme na sua fé e na sua dedicação.
Queridos, quando a nossa fé não está
baseada em verdades muito bem assentadas
e firmes, nós seremos normalmente
pessoas inconstantes.
Seramos seremos pessoas que condicionam
a nossa dedicação à obra de Deus, o
nosso envolvimento com a igreja, o
exercício dos nossos dons, as
circunstâncias favoráveis.
Imagino que eventualmente vocês
enfrentem isso também e talvez até em
graus muito maiores do que a gente. Por
exemplo, estamos no interior de São
Paulo,
onde o máximo de frio que Araras pode
enfrentar é 10º, 9º e já estamos
entrando quase em extinção da vida.
Mas sabe o que é interessante? Fez muito
frio,
a turma foge. Choveu, a turma de açúcar
não vai.
Não, isso isso é falta de firmeza.
É como se a dedicação, o envolvimento
fosse determinada pelas circunstâncias
favoráveis. Mas a expressão firme
significa o quê? Assentado. Você está
sobidos
que, a despeito de circunstâncias
desfavoráveis,
você está firme naquilo, porque o que te
sustenta não é circunstância favorável,
mas convicções inabaláveis.
Se a nossa vida cristã e o nosso
envolvimento com a igreja não estão
baseados em verdades imutáveis, as
nossas vidas serão normalmente
inconstantes. Por isso que voltando para
Efésios 4, Paulo vai dizer que é
extremamente importante que uma igreja
doutrine muito bem os seus membros para
que eles não sejam como crianças
jogados
por todo lado
de ventos de doutrinas.
Pessoas que são, em termos das suas
convicções imaturas, normalmente são
inconstantes,
inclusive na vivência, na dedicação
à suas igrejas locais.
Por isso quando você participa de uma
escola bíblica, por isso quando você lê
uma boa literatura, vocês têm o
privilégio de ter um excelente seminário
aqui no contexto de vocês, a Charles
Espúgio. Por isso, quando você se dedica
a um estudo bíblico profundo, a um
estudo doutrinário profundo, vocês estão
se assentando sobre verdades inabaláveis
que possibilitarão a dedicação de vocês
à obra do Senhor ser igualmente
inabalável. De novo, somos inconstantes
naturalmente, por isso precisamos nos
assentar sobre verdades
constantes.
Mas Paulo também diz nessa primeira
verdade que eles deveriam ser
inabaláveis.
Pode parecer um termo até complementar
ao de firmes, mas é interessante que
esse termo inabalável significa que não
muda de direção,
não significa que não fica
ziguezagueando na vida,
mas tem uma direção clara, certa e
constante.
É diferente, por exemplo, quando você
está dirigindo seu carro e na sua frente
tem alguém que não tem firmeza no
volante, fica variando, mudando de
pista. Já viu a turma que fica
costurando no trânsito? E pior ainda,
pior ainda é quando é um agente de
Satanás e não dá seta,
sabe?
Esse termo significa exatamente isso. É
alguém que não fica mudando de direção,
não fica à procura de coisas diferentes
porque tem um propósito certo ou em
busca daquilo que está
interessante hoje a cultura evangélica
do nosso Brasil.
Primeiro, igrejas deixaram de plantar
igrejas para simplesmente abrirem
igrejas, para pegarem os vários
descontentes de outras igrejas para a
sua própria,
ou pessoas que mudam de igreja
em função daquilo que atende mais ou
melhor em outros contextos.
Sabe o que é interessante? Tem pouca
gente disposta a construir o ministério
infantil numa igreja que não tem
ministério infantil, porque prefere ir
para uma igreja onde tudo já esteja
pronto. É interessante que aqui a ideia
de inabalável significa que você tem um
propósito e você não muda nele, mesmo
que você faça a parte de construí-lo.
Ou seja, a obra do Senhor não se
apresenta pronta, porque pessoas
inabaláveis fazem parte da construção
dela. Você está disposto a manter um
foco e propósito e participar, ser
protagonista daquilo que Deus está
fazendo nesse contexto.
A mentalidade de consumo nos faz querer
chegar no lugar que nos apresente um
cardápio que nós só escolhemos o que
queremos. A mentalidade de firmes
inabaláveis são aqueles que têm um
propósito e mesmo não tendo toda a
estrutura, estão dispostas a não
variarem, não mudarem os seus rumos,
porque creem que Deus, inclusive quer
usá-los para que esse propósito seja
alcançado. É isso que faz, queridos,
com que sejamos muito mais protagonistas
do que Deus deseja executar por meio das
nossas igrejas e da das nossas vidas, do
que simplesmente consumidores que estão
prontos para receber aquilo que tem a
nos oferecer.
firmes inabaláveis significa que nós
estamos muito bem assentados sobre
verdades imutáveis e dispostos a manter
um foco, mesmo que sejamos aqueles que
terão que abrir caminho para que esse
foco e esse propósito sejam construídos.
Ou seja, seja parte daquilo que Deus
está fazendo na sua obra. Seja
participante
constantemente, de forma focada e
propositada em algo que Deus deseja
executar pela sua igreja. Segunda
verdade,
Paulo diz: "Meus amados irmãos, sejam
firmes inabaláveis e sempre abundantes
na obra do Senhor." É interessante que
abundância já significa algo que não se
mede porque extravaza, mas ele ainda
assim diz: "Sempre,
sempre abundantes." Qual a ideia aqui?
É natural que nós vivamos nessa
dificuldade de sermos constantes ou
inabaláveis, que nós tenhamos certos
picos de dedicação,
em que nós tenhamos alguns momentos mais
intensos de nos dedicarmos, de nos
envolvermos, de fazermos acontecer e que
talvez até estejamos excedendo o que
normalmente Estamos acostumados a fazer.
Esse é inclusive o significado de
abundante.
Ele excede tanto que você não tem como
medir,
você não tem como contar.
Ok?
Mas por que é que Paulo fala sempre?
É porque a gente não pode viver de
pequenos momentos em que nos dedicamos
muito. Porque na verdade o se dedicar
muito deveria ser sempre. E é
interessante que no no contexto de
Primeira Coríntios,
Paulo vai dizer que a nossa dedicação no
ministério se dá como resposta de
gratidão pela graça de Deus que nos
capacita. Isso é Primeira Coríntios,
capítulo 15 versículo 9 em diante,
quando ele diz que comparado a muitos
desses apóstolos, desses obreiros, que
os coríntios gostavam de ressaltar ou se
espelhar, Paulo disse que ele trabalhou
muito mais do que todos eles juntos. Se
você não tomar cuidado, você tenderá a
pensar que Paulo está sendo soberbo,
que Paulo está sendo arrogante,
menosprezando aqueles vários outros
obreiros e ministros, dizendo que ele
fez muito mais do que eles. Mas Paulo
diz o seguinte: "Não eu, mas a graça de
Deus comigo". Ou seja, todo e qualquer
envolvimento
excedente,
abundante que eu tive no ministério, eu
tive como resposta à graça de Deus. Essa
está a diferença, inclusive, queridos,
daqueles que se dedicam ministerialmente
com o propósito de alcançarem alguma
coisa daqueles que se dedicam
ministerialmente como resposta de
gratidão pela graça que os capacita a
esse envolvimento.
É interessante que boa parte do
cristianismo evangélico brasileiro acaba
tendo um certo checklist, eu quero
chamar aqui de checklist do que
significa ser um bom crente. Um bom
crente é aquele que lê a Bíblia, faz
oração, frequenta uma igreja,
eventualmente serve no ministério,
oferta e até evangeliza. Então, se ele
cumpriu esse checklist, ele é um bom
crente.
Não, você não faz isso para ser um bom
crente. Isso não constrói a tua
aceitação diante de Deus. Olha a
mentalidade que muita gente tem. De
repente está levando legal a sua vida
com Deus e acontece alguma coisa ruim na
sua vida. A pessoa pensa o seguinte,
pensa o seguinte: "Bem agora que eu
estava me dedicando ou bem agora que eu
estava fazendo tudo certo, já ouviu
isso? Tipo, bem agora que eu tava
fazendo tudo certo, bem agora que eu
comecei a servir, me acontece isso como
se me dedicar a algo mais intenso em
relação ao Senhor, em relação à igreja,
me privaria de dificuldades e
problemas." Não, você não se envolve
ministerialmente na sua igreja para
ganhar alguma coisa de Deus, para
alcançar algo de Deus. Porque a ideia do
sempre abundante significa o quê? A
graça que te salvou é a mesma graça que
te santifica e sustenta para que você se
envolva como resposta, não como
construção.
>> Queridos, o nosso envolvimento
ministerial não é para ganharmos, não é
para construirmos, não é para
conquistarmos, mas é para agradecermos
que a graça que nos salvou é a mesma que
nos capacita a servir.
É como se Deus nos desse privilégio
de, por essa dedicação sempre abundante
na obra do Senhor, extravazássemos
sem medida pelo serviço, a graça sem
medida que nos alcançou na cruz de
Jesus.
Abra comigo aí, volte alguns versos.
Primeira Coríntios 15 verso 9 até o
versículo 11, em que Paulo diz o
seguinte: "Porque eu sou o menor dos
apóstolos e nem mesmo sou digno de ser
chamado apóstolo, pois persegui a igreja
de Deus, mas pela graça de Deus sou o
que sou. E a sua graça que me foi
concedida não se tornou vã". Mesma
palavrinha que ele usa lá no verso 58, a
palavra van. Pelo contrário, trabalhei
muito mais do que todos eles. Todavia,
não eu, mas a graça de Deus comigo. Essa
é uma é uma graça super abundante,
uma graça que não mede esforços para
cumprir os propósitos de Deus. E quando
esse propósito de Deus é cumprido nas
nossas vidas pela salvação, nós olhamos
para o envolvimento na obra de Deus sem
medida,
com corações abertos, com mãos abertas e
dispostas para o envolvimento que não
fica calculando, contando, economizando
no como se envolve ou no quanto faz.
Então, sejam firmes, sejam inabaláveis e
sempre abundantes na obra do Senhor.
Terceira verdade, antes de eu chegar
alguns desafios finais, sabendo que no
Senhor o trabalho de vocês não é vão.
Duas expressões me chamam atenção aqui
nesse verso também. obra do Senhor e
sabendo que no Senhor. Interessante que
de alguma forma Paulo conecta essa obra
primeiramente a Deus e não primeiramente
a nós. Isso quer dizer que Deus é um
Deus que tem uma obra ao longo da
história a qual
nós fazemos parte ou na qual nós
atuamos. Isso quer dizer, e eu vou
chegar expor até um pouquinho mais no
primeiro desafio. Isso quer dizer que
antes de uma igreja ter uma obra, Deus
tem uma obra e por isso ele plantou uma
igreja na terra.
Gosto sempre de dizer o seguinte: não é
a igreja da terra que tem um Deus no
céu. É o Deus do céu que plantou uma
igreja na terra. Então essa obra é de
Deus. E essa obra de Deus feita à
maneira de Deus sempre contará com os
recursos de Deus e a aprovação de Deus.
Então eu preciso entender que no Senhor
ou por causa do Senhor o nosso trabalho
não é vão. Você não está trabalhando
paraa sua igreja. Você não está se
dedicando simplesmente a crianças. Você
não está simplesmente arrumando cadeiras
ou tocando instrumento. Você está
participando de alguma coisa que Deus
está fazendo na história. E quando você
entende isso de que não é pro teu
pastor, não é paraa liderança da tua
igreja que você está fazendo, você se
dedica e alcança a motivação certa,
porque em última instância é por causa
de Deus e para Deus que você está
fazendo todas as coisas. Essa é a ideia
da resposta. Você não se envolve para
construir, você não trabalha para
conquistar, mas por ter sido já
conquistado por Cristo, pela obra dele
ser graciosa e abundante na sua vida,
você se envolve, se dedica para
demonstrar toda a graça que você já
recebeu, porque no Senhor, e por causa
do Senhor, o nosso trabalho não é vão.
Essa expressão vão ou vã, ela é muito
importante no em Primeira Coríntios,
capítulo 15. Interessante que nenhum
capítulo de todo o Novo Testamento usa
mais essa palavra do que o capítulo 15
de Primeira Coríntios. Por exemplo, se
você voltar um pouquinho lá pro
versículo 10, que já acabamos de ler,
diz que a graça que Deus concedeu a
Paulo não se tornou vã, ou seja, não se
tornou inútil, inoperante, sem
significado ou qualquer propósito. É
isso que o termo significa.
Algo vão é aquilo que não se sustenta
por si mesmo. É inútil, é sem propósito,
é vazio, é completamente sem sentido.
Ter ou não ter não faz a menor
diferença. Fazer ou não fazer não causa
o menor impacto. Essa é a ideia de algo
vão, inútil ou sem sentido. Então Paulo
está dizendo que a graça de Deus na vida
dele não se tornou inútil. Por quê?
Porque na verdade toda a dedicação dele
na obra do Senhor teve a utilidade de
poder alcançar pessoas a quem Deus
salvava pelo ministério de Paulo.
Essa palavra também foi usada
ali em segunda Coríntios, capítulo 6,
versículo 1, quando Paulo diz o
seguinte: "Nós, na qualidade de
cooperadores com Cristo, daqui a pouco
eu já voltarei essa ideia de
cooperadores, também exortamos a que
vocês não recebam em vão a graça de
Deus".
Então, a graça de Deus
expressa a nós por meio da obra completa
de Cristo, de alguma forma nos motiva,
nos impulsiona a alguma coisa.
E quando fazemos, executamos esse alguma
coisa em Cristo e por causa de Cristo,
tudo aquilo que fazemos não é inútil,
não é vão.
Eu gosto sempre de mencionar o seguinte:
eu tive o privilégio de, ao longo da
minha caminhada cristã
estar rodeado de pessoas
que dedicaram dezenas e dezenas de anos
de suas vidas,
seja missões, seja educação teológica,
seja o ministério pastoral, seja seja lá
que contexto for no ministério. Por
exemplo, tive o privilégio de pastorear
a igreja em que o fundador da Palavra da
Vida no Brasil, Harold Doheimer, era um
de seus membros. Um homem que faleceu
com mais de 90 anos de idade, desses
mais de 60, quase 70, dedicados
a missões, educação teológica, pregação
do evangelho. Tenho o privilégio também
de morar muito perto do senor David Cox,
fundador do seminário bíblico Palavra da
Vida, que também já passou dos seus 90
anos de idade. esses 90 anos, mais de 60
deles dedicado à formação de pessoas
para o campo missionário, para o
ministério cristão, Brasil e mundo afora
e vários outros. Pastoriei uma igreja
ali em Atibaia que recebia muita gente
na aposentadoria
de uma obra missionária, do pastoreio de
uma igreja. Então, eu tive o privilégio,
a alegria de ter muita gente muito velha
que dedicou a maior parte da sua vida ao
ministério. Sabe uma das coisas que mais
me encantava no convívio com essas
pessoas ou na conversa com elas?
Por mais difícil que tenha sido o
ministério, por mais doloroso que às
vezes tenha sido esse caminho,
todas elas chegaram ao final das suas
vidas plenamente satisfeitas e contentes
no Senhor. Nunca vi ninguém que tendo
dedicado a sua vida à obra do Senhor
tenha chegado ao fim da vida frustrado.
Pelo contrário, são pessoas que inspiram
a cada um de nós, porque no Senhor o
nosso trabalho não é vão. Agora,
lembre-se que obra do Senhor tem dois
significados e eu preciso te lembrar.
É aquilo que Deus está fazendo em e
através de uma igreja, mas também aquilo
que Deus está fazendo em e através da
vida individual de cada um de nós. Por
quê?
Porque senão nós podemos encorrer no
erro de pensar que obra do Senhor
significa simplesmente pastorear uma
igreja ou ir para um campo missionário
distante. Não. A obra do Senhor que
acontece do outro lado do mundo também
acontece do outro lado da rua.
A obra do Senhor que acontece
no meio de uma tribo, num lugar
inacessível do Amazonas, também acontece
na mesa ao lado da sua faculdade, do seu
colégio ou do seu ambiente de trabalho.
Porque Deus não apenas trabalha em
ambientes, senão também em pessoas.
Então, a dedicação à obra do Senhor
nunca é vã. Não simplesmente porque você
larga tudo e vai para um campo
missionário ou você estuda num seminário
para pastorear uma igreja, mas porque
você faz parte daquilo que Deus está
fazendo na vida de pessoas
comunitariamente,
mas também individualmente.
E quando nós entendemos, queridos, que
Deus usa pessoas na vida de pessoas e
nós nos dedicamos a ser agentes ou
instrumentos de Deus, firmes,
inabaláveis e sempre abundantes, o nosso
trabalho no Senhor nunca é em vão. Por
quê? Porque a utilidade não está nos
resultados que alcançamos, mas na
disposição que temos de fazer parte
daquilo que Deus está fazendo na
história. Isso me leva então a quatro
desafios, quatro implicações que eu
quero pensar aqui com vocês. Primeiro,
intimamente ligada
com isso que eu acabei de falar sobre a
obra do Senhor e aquilo que Deus está
fazendo. Queridos, Deus é um Deus que
está operando e atuando na história para
cumprir seus propósitos. Eu preciso crer
nisso. Não é a igreja da terra que tem
um Deus no céu. É o Deus do céu que
plantou uma igreja na terra. Antes de
uma igreja ter um ministério, Deus tem
uma igreja por meio da qual ele cumpre o
seu ministério.
Não é Deus que faz parte daquilo que
estamos fazendo. Somos nós que fazemos
parte daquilo que Deus está fazendo. E
Deus está fazendo não apenas na Igreja
Batista do Calvário, sino também no seu
ambiente de trabalho, na universidade
onde você estuda ou nos vizinhos em
volta dos quais você mora.
O Deus, que é o Deus em missão, que está
atuando e cumprindo seus propósitos da
história, não está preso às quatro
paredes de uma igreja.
É por isso que desde Gênesis
Deus atua por meio de pessoas para por
meio delas cumprir os seus desígnios e
propósitos, desde o cuidado de um jardim
até um rei como Davi, quando Paulo fala
em Atos 13:36 de que Davi cumpriu os
propósitos de Deus na sua geração.
Ou seja, Davi entendeu muito bem que
participação singular era a dele nessa
nesse grande propósito de Deus que ele
cumpriria no contexto de Israel. E Davi
participa disso, dos propósitos de Deus
para sua geração.
De Efésios, capítulo 3, verso 10, quando
Paulo diz que para para que pela igreja
a multiforme sabedoria de Deus seja
conhecida
todo, inclusive diante de principados e
potestades. Ou seja, Deus é um Deus que
sempre trabalhou mediatoriamente por
meio de pessoas. Eu acho isso
sensacional.
Por quê?
Porque o Deus, isso me leva ao segundo
desafio, o Deus que poderia fazer tudo
sozinho e da forma mais perfeita,
decidiu confiar ao seu povo
o trabalho na sua obra.
Por isso, segundo desafio, coopere com
Deus e a obra de Deus. Primeiro desafio,
Deus é um Deus que está atuando ao longo
da história. E qualquer coisa que eu e
você tenhamos de propósito no mundo,
qualquer missão que a nossa igreja tenha
no mundo, é por causa de um Deus que
está atuando na história. Mas segundo o
desafio, se envolva, coopere com Deus e
com a sua obra. Primeira Coríntios,
capítulo 3, verso 9. Já mencionei esse
texto, agora eu quero lê-lo.
Quando Paulo diz o seguinte: "Porque nós
somos cooperadores de Deus e vocês são
lavoura de Deus e edifício de Deus,
cooperadores
de Deus".
O mesmo termo que ele usa ali em Segunda
Coríntios, capítulo 6, verso 1,
cooperadores de Deus. Sabe qual a ideia
de cooperador? É alguém que trabalha
junto ou soma esforços. Isso não quer
dizer que Deus está de mãos amarradas e
se eu não fizer algo, Deus não vai
fazer. Por isso do primeiro desafio,
Deus é um Deus que está atuando na
história. Ele não deixará de atuar na
história se eu não me envolver na obra
dele. Mas eu terei um tremendo de um
privilégio e serei parte do que Deus
está fazendo na história se eu for um de
seus cooperadores.
Queridos, isso é um privilégio. Isso é
uma tremenda de uma oportunidade
poder fazer parte daquilo que Deus
definitivamente vai cumprir. E não
existe a menor chance de ele não
cumprir. Mas de alguma forma sermos
partes de tudo isso. É muito legal em
Primeira Coríntios que Paulo diz o
seguinte lá no capítulo 4ro, ainda que
muitos podem ter sido os mestres ou os
professores de vocês, um só é pai
espiritual de vocês, eu, Paulo. Olha o
privilégio. Ele vai falar para os
Coríntios em segunda Coríntios 3, do
mesmo jeito que ele fala para os
Tessalonicenses e para os filipenses que
a glória do ministério deles, a alegria
do ministério deles era poder ver
aquelas pessoas salvas em Cristo e
edificadas em Jesus.
Isso é ser cooperador de Deus. Aquilo
que Deus certamente fará e não tem a
menor chance de ele não fazer.
contar também com a minha e a tua ajuda,
a minha e a tua cooperação, para que por
nosso intermédio os propósitos de Deus
sejam cumpridos.
Segunda Coríntios, capítulo 5, Paulo diz
que Deus nos deu o ministério da
reconciliação,
como se por intermédio Deus estivesse
reconciliando pessoas por meio de
Cristo. No versículo 20 de segunda
Coríntios 5, Paulo diz: "Somos
embaixadores em nome de Cristo, como se
Deus exortasse por intermédio de nós."
Queridos, esse é o privilégio que nós
temos de cooperar com Deus e sua obra.
De novo, não tem a menor chance da obra
de Deus não acontecer, mas ser
cooperador dela é um tremendo privilégio
e responsabilidade. Por isso, coopere
com Deus e a sua obra. Terceiro desafio,
comprometa-se formalmente com a sua
igreja local.
Se você é membro aqui, Igreja Batista do
Calvário, comprometa-se, envolva-se,
dedique-se,
não simplesmente fazendo algo para a
igreja.
Até porque quando você volta para
Primeira Coríntios,
capítulo 12 ao 14, em que Paulo fala
sobre dons espirituais, preste atenção.
Dons espirituais, antes de ser alguma
coisa que você faz na igreja, eles
demonstram o pertencimento que você tem
a uma igreja. Dons antes de fazer
significa pertencer.
Porque do jeito que não tem nenhum
membro do corpo humano que esteja
sobrando e que possa ser cortado porque
não tem nenhuma utilidade, significa
pelos textos que já lemos de Primeira
Coríntios 12, versículo 11 e 27, se você
pertence ao corpo, Deus te capacitou
para servir no corpo.
Por isso, você deveria se comprometer
formalmente, ministerialmente com a sua
igreja.
Para vocês que são do marketing, das
vendas, da produção e tudo mais, devem
se lembrar do famoso princípio de
Pareto. Que que é o princípio de Pareto?
Na verdade, é um princípio da matemática
que foi batizado em nome de Vilfredo
Pareto, que significa mais ou menos o
seguinte, mais ou menos, tá bom? 20% das
causas
geram 80% dos resultados. É por isso que
você tem numa livraria os livros que
mais vendem logo na entrada, mas ainda
assim você tem tantos outros nas
prateleiras e alguns até escondidos.
É porque é por isso que às vezes você
tem uma montadora de carro que tem
carros populares que vendem muito, mas
você tem aqueles que, embora vendendo
pouco, são necessários para alcançar um
determinado público, bem como eles
também geram alguma receita. Mas a maior
receita às vezes é daqueles 20%.
Tá? Talvez alguns de vocês conheçam aí o
princípio de Pareto. Na minha
experiência de quase 30 anos de
ministério pastoral, eu diria que,
lamentavelmente a igreja demonstra
perfeitamente o princípio de Pareto.
Talvez perto aí de 1/3 1/3 dos membros
da igreja, não mais que 25, 30%, esteja
fazendo 80% do trabalho.
Isso é real. Lamentavelmente,
nossa igreja tá perto aí de 750 membros.
Do dia nós pegamos para contar quem são
as pessoas que estão ministerialmente
envolvidas.
Não chega a 200 pessoas.
Mas eu falo: "Não, mas 200 pessoas é
muita gente", sim, mas são mais de 700.
Isso quer dizer que essas 200 estão
fazendo o trabalho de todas as outras. E
sabe qual é o o pior?
Elas não estão envolvidas só no
ministério, elas estão envolvidas em
vários.
Isso quer dizer que pouca gente tá
fazendo muito.
Por isso que até faz parte essencial da
nossa filosofia. Até esse cooper que eu
mencionei agora a pouco é um dos
elementos centrais da nossa filosofia.
Se você pertence à igreja e não coopera,
talvez a nossa igreja não seja para
você. Porque nós não cremos em membros
encostados. Porque se um membro faz
parte do corpo, é porque ele tem
utilidade e função nele, porque ele
pertence ao corpo. Comprometa-se
formalmente, ministerialmente,
intencionalmente com a sua igreja.
Eu tenho problema num dos meus joelhos,
joelho esquerdo, não tenho uma membrana
que amortece ali o atrito. A cartilagem,
cartilagem já tá toda destruída.
E por causa disso é natural que eu tente
compensar com o outro lado
o peso e a mobilidade. Sabe qual é o
problema? O outro joelho está começando
a ficar com problema. E é isso aí que
acontece às vezes no contexto de uma
igreja.
A sobrecarga de um pode resolver
temporariamente um problema, mas a
sobrecarga é um problema.
Por isso que o não envolvimento com
firmeza, de forma inabalável e sempre
abundante na obra do Senhor pode ser um
problema para uma igreja. Porque aquilo
que deveria estar acontecendo por meio
de todos os membros acaba
sobrecarregando alguns poucos onde os
outros estão muito mais assistindo e
consumindo do que participando e
cooperando. Por isso, terceiro desafio,
comprometa-se formalmente e
ministerialmente com a sua igreja.
local. Quarto e último.
Sirva a Deus na certeza de que é ele
quem efetiva e frutifica a sua própria
obra. Sirva a Deus na certeza de que é
ele quem efetiva e frutifica este
serviço da obra dele. Primeira Coríntios
15. A graça capacitadora é que fez com
que Paulo fizesse aquilo que ele fez.
Não me parece que sejamos menos
dependentes da graça. A mesma graça que
atuou em Paulo atua nas nossas vidas. A
mesma graça que capacitou Paulo para o
ministério é a graça que me capacita e
te capacita. A graça que capacita teu
pastor ou teus líderes é a mesma graça
que te capacita. Até falei ontem aqui no
curso de Primeira Coríntios.
No cristianismo nós não cremos em
castas, tá bom?
Pastores missionários não estão num
degrau acima do cristianismo.
A mesma graça que os capacita para o
ministério está acessível a mim e a você
em Cristo Jesus. Sabe por quê? Porque a
obra de Deus feita a maneira de Deus
conta com os recursos de Deus. Maior
interessado que tudo isso aconteça e bem
é Deus. Por isso, ele nos deu a sua
graça.
O resultado daquilo que fazemos não se
dá simplesmente pela efetividade dos
nossos esforços.
mas por meio de uma graça que cumpre o
propósito de edificar nossas igrejas e
continuar salvando pessoas em Jesus.
Então, sirva na obra do Senhor, na
certeza de quem te capacita e faz tudo
isso dar certo é o próprio Deus. E ele
chama isso de graça. Amém. Queridos,
podemos orar? Deus, muito obrigado
porque o Senhor nos salvou em Jesus.
mas também nos deu privilégio de poder
fazer parte dessa sua grande obra que o
Senhor está fazendo na vida de pessoas e
por meio da sua igreja.
Deus, eu peço ao Senhor pelos irmãos
aqui, Igreja Batista do Calvário, para
que sejam pessoas firmes, inabaláveis e
sempre abundantes na dedicação das suas
vidas, do seu tempo, dos seus esforços e
recursos à obra do Senhor, contando com
toda a tua graça, bondade e capacitação
na certeza de que no Senhor e pelo
Senhor, a sua dedicação, o seu
ministério, o seu trabalho não serão em
vão, porque o Senhor transformará toda
essa dedicação e esforço em efetividade
no ministério, por meio do teu espírito,
por meio da tua graça. Pois é em Jesus
que nós oramos. Amém.

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