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A fé vem pelo ouvir

🔴AULIVE, GUSTAVO MACHADO E HERIBALDO MAIA ABRINDO CAMINHO PARA UM DEBATE FUNDAMENTAL

🔴AULIVE, GUSTAVO MACHADO E HERIBALDO MAIA ABRINDO CAMINHO PARA UM DEBATE FUNDAMENTAL

🔴AULIVE, GUSTAVO MACHADO E HERIBALDO MAIA ABRINDO CAMINHO PARA UM DEBATE FUNDAMENTAL

pix: bruno@reikdal.net

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Legendas automáticas:

[música]
Minha gente, tudo bem com vocês? Como é
que vocês estão? [música]
Excelente dia.
>> Totalmente excelente.
[música] Bom dia. Bom dia. Bom dia.
Baixar um pouquinho aqui. Começa aquele
susto e baixa o volume. Tudo bom? Como é
que você som? Tá bom? Som tá bom. Bora
lá para mais conteúdo totalmente
excelente aqui no nosso canalzinho. Seja
muito bem-vindo, muito bem-vinda, muito
bem-vindo. Se você não é inscrito, não
esqueça de curtir esse vídeo aqui,
comentar para engajar, espalhar a
palavra por aí, considerar ser membro,
membro, membro, membresia aqui do nosso
canal, porque é isso que sustenta o
nosso trabalhinho aqui. Nós somos um
grupo pequeno, mas fiel e resistente de
uma comunidade muito gentil e engajada
que tem facilitado aí as possibilidades
da gente desenvolver um tipo de conteúdo
que articula discussões acadêmicas com
certa qualidade e um pouco de
entretenimento com humor completamente
quebrado e um pouco sem noção ou com
graça para poucos. Mas o que importa não
é humor, o que importa é conteúdo e
teoria. Então, minha gente, chega aí com
a gente, tudo bem? Se você se torna
membro, membra, membre, membrezinha aqui
do canal, você ainda pode participar do
nosso grupo do Zap. Sim, é um grupo
exclusivo para todas as pessoas que são
membros aqui do canal, então exclusivo
para você e para todas as outras,
obviamente. Você pode ter acesso quando
se torna membro ou membro, membro,
membresia aqui do nosso canal, além do
grupo do Zap, você pode também ver os
cursos que a gente tem ofertado, Marx e
Religião, evangélico e política no
Brasil, como fazer seu projeto de
pesquisa, eh, ética da libertação. A
gente tem bastante coisa interessante
aí. Então chega com a gente além de
outros conteúdos, vídeos, discussões,
reflexões, a nossa rádio crític crente,
é coisa para caramba. Então vale a pena
e custa aí um café expresso de
qualidade. Beleza? Chega com a gente
porque é isso que nos mantém de pé nessa
brincadeira. Tamo junto. Valeu. Eu acho
que eu não esqueci nada. Então não
esquece de curtir esse vídeo aqui,
espalhar pro pessoal compartilhar, etc,
etc, etc, porque nos ajuda. Beleza? Além
de participar aqui no chat, é um chat
gentil, um chat agradável, que goste de
trocar ideia. sempre muito respeitoso e
a gente se ajuda, se facilita no nosso
canalzinho pequenino, irrelevante, mas
fiel e resistente. Bom dia, minha gente.
Tudo bem com vocês? Estou animado hoje.
Estou animado. Estou animado. Coisas
aconteceram. Bom dia, querido William.
Tudo bem? Você estava aguardando, mas
não está mais. Seja bem-vindo.
Começamos. Bom dia, meu bom.
>> [risadas]
>> Bom dia, querido Borduna, que também
estava ali preparando o seu acampamento,
eh, pra gente poder começar a live.
Começamos, começamos. E desborduna. Aê
a au. Bom dia, bom dia, querida Jéssica.
Tudo bem com você? Espero e desejo que
sim. Que bom que você tá aqui com a
gente mais uma vez. E bom dia, nosso
querido templário.
Primeiro templário comunista
radicalizado que nós temos aqui. Nosso
templário disse: "Bom dia, bom Bruno
Radical".
Ouço o Charlie Brown e ando de skate
radical.
Bom dia, meu bom.
Piquer do Borduradamente manda bom dia,
boa tarde, boa noite por enquanto, né?
Porque pode ser uma pessoa esteja
assistido posteriormente. Você tem toda
a razão, mas nós não. Nós nos
encontramos às quartas-feiras de
madrugada aqui, né? E diz: "Querida
Jéssica, Espanha só no Toc toc ou tic
taca mandou França para casa". É, eu
estava pessoalmente torcendo pra Espanha
para ela ir pra final
para nós para termos aí finalmente a
finalíssima que foi cancelado, né? por
motivos geopolíticos,
né, recentemente. E aí a gente não teve
a disputa entre o melhor europeu contra
o melhor latino-americano, de acordo com
os campeões de suas respectivas copas,
né, Copa América, Copa Europeia. E aí eu
espero que nós tenhamos a finalíssima,
né? Então tô torcendo aí que tenhamos
Espanha e Argentina na final. A Espanha
ganha na final, o Messi bate todos os
recordes possíveis da história da terra.
Todo mundo fica feliz.
É o cenário, o cenário da paz mundial
seria esse
diz querido fazer o bom dia meus
materialistas. Materiais com ideias
idealistas. É aqui nós estamos nesse
pique. Bom dia, querido. E diz bom dia,
querido Gabriel que diz bom dia pós
Eureca. Exatamente.
A luzinha finalmente pôde ser acesa.
Ontem eu consegui no dia 14 de julho do
ano da graça de 2026
formalizar a minha teoria social com
método próprio.
8 anos de trabalho se foram e
conseguimos.
Conseguimos.
Vitória, vitória, vitória. Mas é isso, é
isso, é isso.
Ai, ai, que bom. Pergunta fazer o watch,
não é Gabriela Silva? Ah, eu já não sei
mais. Eu já não sei mais. Existem muitas
possibilidades fazer o watch. Existem
muita possibilidades. Fazer o quê? que é
sempre fazer o what que disse parabéns
por muito obrigado. Eu agradeço.
[risadas]
Diz templário Messi faz 47, mas Lamini
faz 48 gols no último minuto da
prorrogação. É, não. Espero que quebrem
todos os recordes da história [música]
da Terra. Ia ser legal. Bom dia, querido
Felipe. Felipe, primeira pessoa
beatificada em vida aqui pro nosso
canalzinho, pra nossa igreja barista.
Seja muito bem-vindo, querido Felipe.
Obrigado por sempre estar conosco, nos
apoiando. E diz Gabriela Silva, é Gabri
Silva, ou seja, tem um L sobrando no
nome dele. Nem L tem, mas é Gabriel. A
gente sempre chama de Gabriel, mas é
Gabriel.
[risadas]
Pergunta que do Templário. Gente, é o G,
não é? Não é a Gabriela Silva, é o G.
Exatamente. Para quem não sabe, é G. É o
G, porque é o apelido carinhoso que
Gabriel tem em nosso grupo do WhatsApp,
exclusivo para membresia do canal. Então
é ele mesmo, é o G. Exato. G.
Ah, minha gente,
hoje temos temas interessantes, temas
quentes, temas bons, debates bons,
conversas boas.
Gabri Gabri La Silva. Exatamente. É
Grabi. Lalala Silva. É o nome dele. É
que não cabia o lalá, né? Aí nisso
ai ai. O papo vai ser bom hoje, viu? Tô
animado, tô feliz.
Ah, e vamos para o um papo bacana. Tô
animado, tô feliz. Nós vamos aqui
colocar autores contra autores,
intelectuais contra intelectuais,
youtubers contra youtubers e seremos
felizes.
Exatamente. Diz querido Felipe com dois
L que poderiam chamar de Fedipe. Meu
nome roubou o L do do Gabri. Exatamente.
Temos então agora o Gabri e o Fedipe,
né? São, é, exatamente, são nomes finos.
Nomes finos. Gabri parece o nome de
queijo, né? Um um queijo Gabri.
Sou sofisticado.
[risadas]
[suspirando]
Ai, ai, ai. Um queijo Gabri.
Ah, vamos lá, vamos lá, vamos lá.
Hoje a gente tem vídeo para ver, tem
coisa para bagunçar, tem treta para
arranjar, mas obviamente que as nossas
tretas aqui nunca são desagradáveis, nem
sem educação. Somos gentis e buscamos
aqui fazer pontes, pontes das
inimizades, mas pontes.
Deixa eu só ajeitar aqui esse trem aqui
que eu tô apanhando.
Pergunta, querido Gorduna. Hoje tem
rinha de autores. Boa, Bruno Bet. Tá
pago bem. Vejam as ordes de pau de
fisher, né? Não. E não é só isso. Hoje
nós vamos colocar as mãos
em uma colmeia
que tem um mel gostoso, mas abelhas
totalmente violentas e agressivas.
Nós vamos
discutir
com Gustavo Machado,
o que não é uma novidade, né? Eu, aliás,
eu tenho que fazer isso. Pera aí, pera
aí, eu vou Ai, eu sou muito cabeção
mesmo. Deixa eu pegar um trem aqui,
mostrar para vocês.
Porque tem tem algumas pessoas não
acreditam que a o mundo, eu tenho uma
história, uma reflexão para contar para
vocês. O mundo, o mundo ele é ele é um
ovo. Ele é um ovo. Ovo é um ovo, é
pequeno, né? O mundo é um ovo, é
pequeno. O mundo é um ovo e muito mal
frequentado. Então eu vou provar para
vocês que o mundo é um ovo e muito mal
frequentado, pessimamente frequentado. A
gente se organiza muito mal nessa vida e
aí acontecem umas coisas que você fala:
"Não, não é possível". É possível. Acho
que é possível.
Mostrar um trem para vocês aqui.
Ah,
o mundo é um ovo e mal frequentado.
Então, nesse mundo que é um ovo e mal
frequentado, né, muito pequeno, muito
pequeno,
não dá. O mundo é um ovo muito mal
frequentado, muito pequenininho. Todo
mundo acaba se trombando, se conhecendo
nessa vida, de repente, quando você faz
um esforço, é por isso que a tática
mineira de reconhecimento de pessoas é
tão funcional, né? Não sei se vocês
conhecem a tática mineira de
reconhecimento de pessoas, como um
mineiro
eh naturalizado que sou que acontece em
Minas, se você vai em Minas, vai visitar
alguém
e aí a pessoa te diz assim: "Eh, ah,
você vai lá encontrar alguém, visitar
alguém." Aí a pessoa te apresenta pro
vizinho,
chega, te apresenta pro vizinho.
Esse aqui é o o Bruno veio visitar a
gente. Esse aqui é o Bruno. Ele veio
visitar a gente. Aí o que que o mineiro
faz? Você é filho de quem? Aí você fala
o nome do seu pai, da sua mãe, né? De
PR. Ele não conhece nem reconhece essas
pessoas. Mas você tá onde? E mas é primo
não sei quem. Ah, ele vai começar a
buscar sua árvore genealógica até
encontrar alguém que seja parente de
alguma maneira encontre uma conexão
afetiva ou próxima e fala: "Nós é
primo". Em última instância vai ser
isso. O mineiro, ele sempre você é filho
de quem? E começa a caçar qual é a sua
genealogia para poder te entender dentro
de uma estrutura em que você seja primo
de alguma maneira dessa pessoa, o que é
incrível. Eu acho incrível. Então
funciona esse método porque o mundo é um
ovo muito mal frequentado. Então de
alguma maneira as pessoas se conhecem,
elas se trombam, elas existem
entre umas e outras, tá? Então é isso.
Deixa eu ajeitar o trem aqui. Bom dia,
querido Ryan Augusto ou Rana Augusto ou
Riana Augusto. Riana Augusto. Riana
Augusto. Um nome legal, hein? Nome de
artista. Bom dia. Tudo bem, cara? Como é
que você tá aí? De boa,
Ryan, querido Templário diz:
"Construindo pontes ponteosas com cheiro
e gosto de ponte". Exato, são pontes
pontíferas,
querido Ravi Oliveira. Ravi Oliveira,
Ravi Oliva, como é que tá? Ravi, tudo
bem, cara? Espero e desejo que sim,
cara. Ravio, Ravi também é um nome
legal. Raviot com o Gabri, com o Fedipe.
Já somos três aqui com nomes
sofisticados.
Quido fazer watch? Não seja que nem o
Pedro Ivo, The Breer Burner. [risadas]
São táticas diferentes, né? Métodos
diferentes de trabalhar. O dele é mais
eficaz, né? O canal dele tá tá tá paga
as contas. O meu não paga. Descida
Jéssica, acho interessante que o Mineiro
brigando parece que estão conversando
normal. Agora o carioca brigando parece
que tá no FC. Não, o carioca dando bom
dia, né? Ele ele você pergunta como é
que tá o dia, você já começa a ser
ofendido gratuitamente. O mineiro não. O
mineiro ele te assalta com carinho. O
almoço, você pode passar sua carteira,
por favor. Aí você fala: "Claro, como é
que você vai negar?" Entrega a carteira
pra pessoa. "Moço senso, você pode
passar o seu celular para mim?" Aí
pronto, agradecido, tá tudo certo. Aí
você pá e você assaltado agradecendo a
pessoa que te assaltou.
Borduna está olhando alguém. Bom, mas é
o seguinte, o mundo ele é pequeno, é um
ovo, né? O mundo é pequeno e mal
frequentado. Aí o pessoal vai falar
aqui: "Ah, você está querendo surfar no
hype do Gustavo Machado de orientação
marxista? Porque vocês aí, youtubers
vivem de treta.
vocês youtubers, né? vocês aí que ficam
fazendo essas coisas de YouTube.
Ah, pelo menos uns 10 ou 11 anos,
isto aconteceu na história.
Reconhecem
estas pessoas?
Este aqui eu não faço ideia quem seja,
mas esse aqui é o Gustavo Machado. Esse
é o Machado. Gustavo Machado sem cabelos
brancos, com entradas já, né? já tá aqui
com M forte, um M considerável,
mas cabelos ainda não grisalhos
e magrinho. Eu magrinho também, quer
dizer, essa pessoa aqui magrinha também
com esse cabelo de Lego, né, de
Playmobil que você consegue retirar e
colocar novamente,
tá? Este encontro aconteceu
num lugar interessantíssimo, conhecido
como fora da internet.
fora da internet. Estamos completamente
fora da internet. Isso é um encontro
fortuito num debate na Universidade
Federal de Minas Gerais, no encontro de
pós-graduação em filosofia. Eu estava
apresentando meu trabalho e o Gustavo
foi convidado especialmente pelo nosso
querido Luiz que está aqui, Luís,
incrível Luiz,
convidado para ser o debatedor. E aí ele
era o meu debatedor e eu apresentando o
trabalho e aqui nós nos conhecemos.
Então aqui estamos num papo amistoso e
gentil.
É, meus amigos,
[risadas]
diz que do Ravi, do lado do homem eu não
conseguiria conter emoção. Aí a gente
tem duas dúvidas, de qual dos três
homens que ele tá falando e a segunda
que caso seja do Gustavo, nem canal ele
tinha nessa época, nem eu, né? O meu
canal é mais novo, é recente. O do
Gustavo já tem o canal há há um
tempinho, mas aqui não existia esse
negócio. A gente nem estava nesse mundo
aí, né? Não, não estávamos nesse
universo ainda. Não estávamos nesse
universo. V de Vegeta.
>> [risadas]
>> Dou de Vegeta. É, é. Coitado do Machado.
[risadas]
Nossa, Vegeta
diz que fazer. Como assim fora da
internet? Sim, sim, existe vida fora da
internet. Talvez as pessoas não saibam
disso. Templário comenta: "Não sei onde
é esse fora da internet". É, ela ela
roubou um pouco o mundo, né?
Rav é, eu já li do Ravi quer Guiden.
Guiden ou Guaden Guaden Guaden parece
até uma palavra aí em holandês.
Guardaden, mas é olha aí incubadora de
comunistas. Você ver, né? A universidade
tá cheia de comunistas. Exatido Borduna
no mundo analógico dos antigos ititas.
Exatamente.
Ai, mas lá estávamos. Não lembro que ano
foi isso aqui.
Eu acho que foi 2016,
2015, 2016, sei lá. Mas foi legal. Eu
acho que foi 2016, porque foi no mesmo
ano que eu fui, que eu encontrei o
Dussell,
o Henrique Del. Depois a gente teve um
papo interessantíssimo
no almoço. Mas é, é isso aí, é isso
[música] aí, é isso aí. Você vê, né?
Você vê como o mundo é. Nós somos
amiguinhos. Diz querido Cléber Lauer.
Bom dia. Bom dia, Cléber. Chegou. Que p
acabei de mostrar aqui uma uma foto que
comprova
que existe mundo fora da internet. Vocês
ver, né?
Ah, Bruno, você quer surfar no hype do
Não, mano. Nós já tem um papo faz um
tempo. Você estão chegando atrasado aí,
descobriram, Gustavo. Ontem a gente já
tava debatendo.
[risadas]
Ai ai. Mas o Gustavo é muito muito bom,
cara. Foi muito legal que o
eu lembro quando a gente foi quando teve
esse debate, né? Eu mandei o trabalho lá
pra UFMG
para esse evento que ia ter. E aí o o
e aí eu vi que tipo, ah, eles tinham
escolhido o debatedor e me informaram
pra gente, o debatedor e tal, eu falei,
mas quem não conhece esse mano, mano lá
de Minas, pá, Gustavo Machado. Aí eu fui
fuçar o, né? Quem que é esse mano? Aí,
aí eu comecei a ler os textos, falei:
"Caraca, que trampo [ __ ] ele bom para
caramba, né? Já tinha muito artigo
publicado, muito conteúdo,
muita coisa do do Gustavo, mas não em
vídeo, né? Ainda não tinha o canal". Eu
falei, achei bom para caramba, falei,
"Pô, vai ser um debate massa." E a gente
teve uma troca legal de ideia legal. Só
que o o o Gustavo foi convidado para
papear porque ninguém era leitor de
Dussel, ninguém conhecia o Dúciel. E o
meu trabalho lá que tinha apresentado
tava fortemente baseado numa teoria
doceliana, porque ainda tava no
mestrado, tal. e aproveitei uma parte da
minha pesquisa e ele tinha lido o Dúciel
porque eu le conheceu a teoria do Dúciel
como intérprete de Marx, né, como
marxólogo.
E aí tem uma galera lá em Minas que
estuda Marx de maneira adequada e lia o
Dúciel como marxólogo, né, da de uma
outra vez que eu fui lá para para esse
encontro, né, teve umas eu fui mais umas
duas vezes para esse encontro de po lá
em Minas. Aí tive uma outra vez que eu
fui convidado como debatedor, daí ao
contrário, né? Tava então como
debatedor, não lembro quando foi. E aí
eu ia apresentar trabalho no dia, ia ser
debatedor numa mesa no outro dia. Então
acabamos uma ligação muito legal, assim,
eu gosto muito desse evento que eles,
não sei se ainda tem esse evento, mas se
tiver, o modelo era muito legal, dois
trabalhos por mesa e um ou dois
debatedores convidados para discutir com
as pessoas que estavam nessas mesas.
Então você não aprovava tudo quanto é
trabalho que o pessoal manda, né? Tinha
um critério legal, bem bom. Eu achava
muito bom esse modelo, modelo de ter um
debatedor. E aí, beleza. E aí uma outra
vez eu fui e fiquei e aí os caras me
convidaram para ser debatedor, então ia
ficar mais do que um dia lá em Minas. E
aí os caras falou: "Pô, a gente, você
teria crise de ficar na casa de alguém,
pá? A gente arranja aqui um um uma
estadia para você na casa de alguém e
tal". Falei: "Não, bora, pô, bora". Aí
foi para CA de um ano que era do mesmo
núcleo que o Gustavo, do núcleo do PSTU,
que estudava Marx na na OFMG também e
também tinha ali do Dúel como marxólogo.
Então a gente acabou trocando uma ideia
muito massa. Foi muito legal, muito
legal. Gostei para caramba. Gostava
desse evento. Então a gente tem uma
galera lá que estudava e conhecia Dúcio
como marxólogo e por isso Gustavo estava
como debatedor pra gente poder discutir
Henrique Dusel. E foi bem legal, foi bem
legal, bem legal, bem legal. Foi, foi
muito massa, muito massa. Aí teve uma
outra oportunidade que teve um debate na
durante a pandemia, nesse nesse mesmo
evento, só que era online, só que eu não
consegui participar direito desse
debate, né? Tem tava eu e o Gustavo, por
minha filha tinha acabado de nascer
fazia não muito tempo, tava de manhã,
minha criança chorando, eu querendo
acudir minha companheira, o evento
rolando, a minha cabeça ficava dividida
em três, quatro coisas ao mesmo tempo.
Aí queria pegar aquelesqui, queria
ajeitar lá, queria debater, queria fazer
tudo ao mesmo tempo, não dava certo a
minha cabeça, não ficou legal, não foi
tão bom, não foi tão produtivo, mas
rolou bastante vezes. Então encontrei o
Gustavo mais outra vez também. E é isso,
mas cá estamos, né? Diz que do Ravi, os
três homens. O Luiz também parece legal.
O Luiz é incrível. Luiz que organizava o
evento. Luiz é um cara muito organizado
e um trabalho muito bom.
Templário é a água parada de comunistas.
Daí vai ser um maniada. É perigoso, né?
Não pode deixar água parada não.
Da dengue X ping.
Que bosta, né? Que piada dis querido
bom dia todos os baristas e não barista.
Bom dia, querido Thago. Tudo bem com
você? Espero dese que sim. Diz que
Borduna. Aliás, Machado fez um vídeo
descascando ponto a ponto o livro do
Braguinha, desmontando a bibliografia.
Nós vamos comentar sobre isso. Vamos
comentar. Não será esse o tema que nós
vamos discutir com Gustavo, mas nós
vamos comentar isso.
Bom dia, querido Juan. Igor Juan diz:
"Bom dia. Pegue seu bombojaco e sua
touca".
Só faltou a touca, mas o bombojaco tá
aqui.
A a
tive que botar um cachicolzinho e eu
estou ao lado da estrada de Tapsirica,
que hoje pela manhã já está agora saindo
a neblina, mas de madrugada tava com
neblina. A neblina desce aqui mesmo,
velho. No inverno, doideira, doideira.
Então, bom dia. Pega seu bombojaco
e vem aqui prestar Tapicirica. Cola aqui
em casa pegar passar um frio.
[risadas]
Ai ai. Gabriel Silva diz: "Não fale da
loirinha chinesa". Ô, respeito ao deng,
eu tenho aqui, olha, eu ainda tenho que
estudar mais, mas eu acho que o pessoal
é muito sacana com nosso querido dengue.
Mas também o cara te chama dengue é
complicado, né? Não pega bem. Quando
você for escolher um nome, escolhe um
nome melhor.
Mas ó, vamos lá. Seguinte,
eu acho que eu vou deixar o Gustavo
paraqui a pouquinho. Ou vou primeiro no
Gustavo? Hum, não, acho que eu vou
primeiro.
É, não sei.
Talvez sim, talvez não.
Não, vou deixar o Gustavo para daqui a
pouco. Vamos deixar o Gustavo para daqui
uns minutinhos. Antes de Gustavo, antes
de Gustavo, mas já mostramos o Gustavo
aqui conosco. Vou comentar rapidinho
sobre um outro trem, nosso querido
Eribaldo. Vou juntar os dois papos em um
só.
querido Enibal do Baia, que mencionou o
nosso canalzinho recentemente. Mencionou
o nosso canalzinho recentemente. Eu acho
que vou começar pelo Eli e depois vou
para Gustavo. E aí quando a gente for
falar sobre Gustavo, a gente vai falar
sobre esse vídeo que ele fez sobre
Thiago Braga, mas o nosso foco é sobre o
vídeo dele da metafísica. Não sei quem
assistiu, mas
da metafísica. Da metafísica. E por que
que a gente vai falar sobre a
metafísica?
Porque ali tem um probleminha de método
que eu quero discutir com vocês,
que o tema da nossa live é parece
loucura, mas é método. E aí não é uma
zoeira. Não tô querendo ofender o
Gustavo, nem o o Eribaldo. Eu vou querer
discutir um pouco método. Método mesmo.
Filosofia para mim é método. Eu sou
muito influenciado pelos pragmáticos.
E o elemento fundamental da filosofia ou
de uma filosofia é o método e de própria
organização do pensamento, né? O método
é algo que a gente às vezes não não
considera como deveria. A gente valoriza
mais os conceitos e não o processo de
produção de conceitos.
Então, eu valorizo mais os processos de
produção de conceitos e acho que faz
mais sentido discutir isso, entender
como um pensamento funciona, uma
interpretação de mundo, uma teoria em
seu conjunto.
E aí eu vou primeiro discutir o método
com Eri e depois eu vou discutir o
método com Gustavo.
Deixa eu pausar aqui e já colocar que
acontece. Eribaldo, nosso querido
Eribaldo Maia, fez um um vídeo
intitulado Destruir a natureza. Ponto de
interrogação, a provocação de Mark
Fisher sobre comunismo de luxo e e crise
climática. E ele fez um vídeo
interessante para poder discutir com a
galera que faz críticas ao Mark Fischer,
ao aceleracionismo de esquerda e ao tal
do comunismo luxurioso, não sei o quê,
não sei o quê, não sei o quê. É um nome
muito grande, eu nunca decoro e eu
discuto esse trem faz um tempo já, mas
tudo bem. E aí foi legal. Por quê?
Porque eu eu vi a tamb e falei: "Pô,
interessante, porque esse é um tema que
eu estou discutindo, eu tenho discutido
esse tema eh fora da internet, né? Eu
novamente, fora da internet existe vida
e eu respeito muito a vida fora da
internet. E aí, fora do âmbito da
internet, eu tenho discutido com
especialmente com uma professora que é
muito amiga minha, a gente se tornou
amigo, que é a professora Suzi Pisa.
E a gente tem discutido por quê? Porque
ela leu o Mark Fisher. tem lido Mark
Fisher, tem discutido e tem se
interessado por muitos pontos que
realmente são provocações importantes,
são relevantes, né, e que são fruto do
nosso tempo e das contradições do nosso
tempo, né, antecipam uma série de
problemas, inclusive. E aí eu tenho
discutido muito com a com a SU esse
lance do Mark Fisher, porque eu falo:
"Ó, eu acho massa como diagnóstico, acho
problemático como prognóstico e efeitos
desse movimento no qual ele tá inserido
são bem complicados também, bem
complicados, especialmente esté do
aceleracionismo, essa parada toda, e o
comunismo luxuriante, luxurioso,
luxuriado." E aí o e eu tenho discutido
bastante com ela, então assim, tá
presente esse debate já há um tempo que
a gente tem carregado fora do âmbito da
internet. E aí foi massa porque o via
daí que apareceu para mim esse vídeo do
Mark Fisher que na verdade o Eri
comentando, Eribaldo comentando Mark
Fisher. E aí eu falei: "Pô, massa, vou
ver no que eu tô vendo, o cara citou o
nosso canalzinho logo no início, citou o
nosso canalzinho
indicando aqueles que estão fazendo
alguma discussão, alguma crítica ao Mark
Fisher, ao aceleracionismo de esquerda,
essa coisa toda. E fomos aí citados,
mencionados
como quem tem feito isso, que me deixou
muito satisfeito. Fiquei feliz porque
então podemos aí continuar esse tipo de
debate. Parece que tá sendo salutar.
Então vamos ver aqui, vou compartilhar
com vocês não o vídeo inteiro do Eri,
mas a nossa participação, ou seja, a
nossa menção, menção honrosa. Por quê?
Porque daí a gente vai discutir um outro
trem. Pá, cola aí.
Abriu então, querido Herribal do Maia,
deixa eu ajeitar aqui para que tá muito
grande.
Aqui 1 2 3 Valendo. Eu acho que vale a
pena a gente
mergulhar para talvez, né, se deu tanto
ruído assim, ou talvez tivessem sido só
discordâncias e tá tudo bem também,
enfim, sem problema nenhum. É, é sobre
isso os debates.
Caba uma melhor articulação num vídeo
das ideias que eu tava colocando ali
também.
Mas aí, ó, o seguinte, ele não tá
falando do nosso vídeo nesse momento, tá
falando que ele em algum lugar, eu acho
que foi no Farol Brasil ou em algum
outro lugar, já não lembro, ele trouxe o
tema e rolou o debate. Rolou o debate
por quê? Porque a galera que tá
preocupado com a crise climática fala:
"Por que que a gente vai acelerar os
bagulhos? Vai dar ruim, né?" Me parece
um pouco sensato. Então, não dá para
sair acelerado, vai destruir as coisas,
o planeta é finito, etc, etc, etc. E aí
ele falou: "Ó, a partir desse debate,
né? Então vou tentar esclarecer algumas
ideias que eu estava trazendo. Massa.
Então vamos continuar essas ideias. O
Bruno Requidal, que é um cara que tenho
acompanhado o trabalho dele, conheci
recentemente e gosto muito. Acho que ele
tem uma honestidade intelectual muito
grande.
>> Aí ó, vou vamos ouvir de novo, porque
raro a gente ser elogiado. Então quando
a gente é elogiado, tem que aproveitar.
>> Falho dele. Conheci recentemente.
Caba uma melhor articulação num vídeo
das ideias que eu tava colocando ali
também. O Bruno Requdal, que é um cara
que tenho acompanhado o trabalho dele,
conheci recentemente e gosto muito. Acho
que ele tem uma honestidade intelectual
muito grande, bom humor para colocar
suas críticas muito boas
>> aí, ó. Bom humor para colocar as
críticas. É humor bom, não, mas ele é um
bom humor, que é diferente. Se você tem
bom humor, significa que você é uma
pessoa leve, uma pessoa, né, que tenta
levar as coisas numa boa. Se você tem um
humor bom, significa que você é
engraçado. Eu não sou engraçado, eu
tenho um humor leve.
e que colocou num dos seus conteúdos um
debate sobre esse elemento do
aceleracionismo, do comunismo de luxo e
o quanto ele seria problemático, porque
existe um limite da produção humana que
tá dado pela própria crise ambiental e
assim por diante. Ou seja, a ideia de
ficha de que um comunismo de luxo, ele
esbarraria necessariamente, seria uma
ideia suicida, por assim dizer, porque
esbarraria de certa maneira numa lógica
de que olha, o mundo é finito, não dá
pra gente sair produzindo tudo toda
hora, a qualquer momento. E, portanto,
essa ideia de luxo generalizado é um
problema absurdo.
>> É, então assim, obrigado. O Eri
conseguiu resumir de maneira muito
clara, então me parece que já está
resolvido, né? Já está resolvido o
problema. Acho que não tem mais o que
discutir, mas tem sim. Vou deixar rolar
mais um pouquinho.
>> Eu considero essa uma crítica muito
interessante, porém não é exatamente
isso que Fer tá falando. E é isso que a
gente vai falar aqui para tentar
entender melhor o que Ficher compreende
nesse debate sobre os desejos, sobre o
comunismo de luxo, sobre o que é
aceleracionismo e sobre o que ele pensa
em relação a tudo isso e a crise
ambiental. Então, antes de mais nada,
curte, comenta, compartilha, se
inscreve, ativa o sininho, chegue junto,
né, nas membresias que estão meio
paradas, então chegue junto, por favor,
vai ajudar demais. E vamos bora pro
vídeo. Sem mais delongas, solta a
vinheta.
>> Excelente. Vamos fazer a mesma coisa.
Então, vocês façam isso que o Iri
comentou. Curte, comenta, clica no
sininho, se torne membro que tá parado a
membresia, ajuda a gente. E não temos
vinheta, mas a gente tem música. Deixa
eu colocar o áudio de fundo aqui. Não,
deus entra. Mas é o seguinte, vamos lá,
vamos lá, vamos lá, vamos lá, que o papo
é bom. Que acontece, não vou aqui
colocar todo o conteúdo porque o vídeo
do do Eri tem 41 minutos e aí vai me
quebrar inteiro. Não tenho todo esse
tempo. Se eu tivesse, eu faria. Faria
minuto a minuto, tempo a tempo. Então,
não vai rolar fazer como eu gostaria o
vídeo todo. Mas eu vou resumir um pouco
a argumentação do Eli. Se eu tiver
incorreto, o debate segue depois. Ou se
eu esqueci alguma coisa.
Assim funciona uma conversa, né? Tem tem
um trocadilho que eu gosto
como crente, né? Como religioso que sou,
tem um um trocadilho que eu gosto muito
de um padre chamado Carlos Mests, né? Um
frei que ele fala: "O que é conversão se
não uma conversa longa? Ele é gringo e
aí ele veio pro Brasil e aprendeu esse
trocadilho brasileiro, conversão,
a conversa comprida. uma conversa
grande. Então vamos para essa conversão
aqui, né? Uma conversa grande que eu
imagino que vai alterar um pouco o
debate ou vai melhorar aqui algumas
discussões, tensionar um pouco mais. Mas
o ponto seguinte, se deu para sacar, né,
o que que o o Eri comentou? falou: "Ó,
interessante essa crítica aí ao
aceleracionismo, ao Mark Fisher, ao
comunismo luxurioso, luxuriante,
luxuriado, eh, de trabalhar com os
desejos e de que a galera poder consumir
o que quer, ou melhor, ter acessos, né,
melhores a condições de vida, os desejos
da imaginação para além do capitalismo,
umas coisas assim. Já já a gente fala
com cuidado desses pontos. O, a ideia é,
mas qual o problema? Diz críticas,
inclusive a do Bruno, que seria eu no
caso, sobre os limites, né? Você não
consegue sair produzindo infinito, você
não consegue fazer as paradas sem sem
pausa, sem Se você for desenvolvendo,
desenvolvendo, desenvolvendo,
produzindo, produzindo, produzindo, você
bate num limite que é destruir as
condições de reprodução da vida. Aí ele
comentou: "É um suicídio, né? Um
suicídio coletivo, intencional ou não
intencional. Você destrói as condições
de reprodução do dia seguinte.
Ele fala: "Ó, muito boa essa crítica.
Interessante, porque é assim que a gente
começa quando a gente vai humilhar o
coleguinha no momento seguinte. Você,
né, passa um pano, dá um abraço, oferece
[risadas] chocolates e flores e depois
lasca. E aí o seguinte,
tá legal, mas não é isso que Fisher diz.
E aí vem o ponto. Aí vem o meu ponto. Aí
vem o meu ponto. Que que o Eri vai fazer
nesse vídeo? Ele vai tentar destrinchar
elementos da teoria do Fisher.
E aí ele vai começar a apresentar e
discutir o que Fisher quis dizer, ou
melhor, o que Fisher disse de maneira
mais precisa, com respeito aos desejos,
com respeito ao que seria você trabalhar
nesse desenvolvimento de acumulação
paraa superação do capitalismo, que não
é dentro da lógica capitalista, mas
imaginar para além do capitalismo e tal,
ele vai ele vai fazer uma defesa
não
aos efeitos, né? não não ao implicação
prática e política de determinadas
ideias. Ele vai fazer uma defesa do que
Fisher disse.
E tudo bem. Aí eu acho interessante
porque aí o debate, na verdade, ele vai
ficar na precisão conceitual ou
terminológica. Eu acho que ele tá
fazendo isso, mas com o outro debate que
ele comentou, né, que ele participou,
que eu não vi esse outro debate. Então
assim, fico aqui na a cegas e apenas
supondo que ele que lá ele deve ter
proposto, alguém rebateu, ele tentou
explicar o que que Fisher quis dizer e
deve ter, né, saído do controle, todo
mundo saído na mão e no soco teórico
e tal. Então ele veio aqui precisar e
apresentar de maneira mais articulada a
teoria do Fisher. Então, uma defesa de
autor e aí ele vai para um método,
famoso, método, né, mais hermenêutico e
exegético de você apresentar o que o
autor disse. E essa seria a solução, não
é uma discussão daí sobre os efeitos
práticos
e resultados potenciais da discussão ou
do conteúdo ou das ideias que estão
contidas numa ideia de aceleracionismo,
de desenvolvimento tecnológico, etc,
etc, etc. é precisar o que o autor quis
dizer para entregar pra gente um
conteúdo que seja mais acurado e
adequado de acordo com o autor e sua
teoria. Eu acho válido, interessante e
importante que o façamos, especialmente
quando a gente quer defender a teoria de
alguém ou trabalhar apresentando de
maneira adequada a teoria de alguém. Mas
não é esse o âmbito no qual me interessa
a discussão com Fisher, com
aceleracionismo ou com comunismo
luxuriante, luxurioso, luxuriado.
Não é bem o que o autor quis dizer, não
é bem o que seria um desejo ou não
desejo, o que seria um desejo que você
vai tentar expandi-lo para além do
capitalismo e a gente começar a desejar
uma imagina a partir de uma imaginação
alternativa que supere as condições do
capis. Não, não. Para mim isso,
inclusive fica um debate muito abstrato,
muito distante, válido, diagnóstico bom,
prognóstico horrível,
porque o que me interessa é olhar os
efeitos práticos, como uma teoria
prática, ver os efeitos nas condições de
produção e reprodução da vida dos seres
humanos. E aí os efeitos são bem bem
tranquilos da gente conversar. Por
exemplo, ó, a gente precisa desejar, né?
Não não dá pra gente parar no tempo e
voltar para trás no desenvolvimento das
forças produtivas. Não dá para parar a
tecnologia. Não dá para voltar para
trás, vamos seguir adiante. Beleza?
Então a gente tem que automatizar ainda
mais o trabalho para diminuir o esforço
do trabalho humano,
OK? Nós temos que desejar ter um uma
acumulação de riqueza que seja coletiva,
não individual e privada, como o
capitalismo nos impõe.
Pode ser coletiva, pode ser individual,
pouco importa para mim. Por quê? Porque
recursos são finitos.
>> [risadas]
>> Porque freios precisam ser puxados por
uma questão de inevitabilidade de
material. E aí é você olhar, por
exemplo, ah, vamos desenvolver
tecnologia pra gente diminuir o nosso
trabalho, robótica, não sei o quê, não
sei o quê, não sei o quê. Bora, estamos
junto. [ __ ] ideia, né? Ótimo. Quando
você desenvolve, e prestem atenção, tá?
Importante quando você desenvolve uma
nova tecnologia que aumenta sua
produtividade, que torna obsoleta uma
tecnologia anterior, o que que você faz
com a tecnologia anterior?
Que que você faz com ela?
Você descarta
para onde?
Todo o trabalho socialmente acumulado,
desenvolvido,
gasto, consumido pro desenvolvimento de
uma tecnologia X, Y, Z.
que vai ser colocada numa fábrica, ela
vai ter que substituir todo o aparato
produtivo da fábrica
que utilizava outro, né? O anterior.
Você faz o quê? Com todo toda a
estrutura maquinário, esse bagulho todo
da,
digamos assim, antiquadro? Você põe ele
onde?
Você joga ele para onde?
Entendeu?
você vai ter que substituir tudo, cara.
Então,
é um problema de limitação mesmo. Você
não não tem como sair acelerando, porque
toda a produção e desenvolvimento
tecnológico, desenvolvimento de forças
produtivas, ele implica na substituição
de toda a força produtiva anterior do
ponto de vista do capital, como é que
fala? capital fixo.
Toda a fábrica, todo maquinário, tudo
que você tem, ele vai ter que ser, vai
ter que ser substituído. E você faz o
que contigo? Você bota onde?
Joga fora, descarta,
aonde você descarta. [risadas]
Então assim,
é uma questão de de de quando a gente
coloca esse essa questão do limite, né?
E eu nem sou propriamente um
ecossocialista, sei lá, como é que o
pessoal chama disso, eu sou uma pessoa
só calculando o seguinte: "Cara, os
recursos são finitos, a gente não tem
como ir para além disso. A gente tem que
aceitar essa finitude, tem que entender
que os processos de planejamento tem que
considerar essa limitação,
mesmo pro desenvolvimento de forças
produtivas, mesmo pro desenvolvimento aí
de uma tecnologia mais avançada. Eu
tenho que ver quão viável ela é.
viável no ponto de vista, não só de, ah,
vamos diminuir o trabalho, não, diminuir
o trabalho, já dá para fazer isso com a
tecnologia que a gente tem, as coisas
que a gente já dá. Então, uma hora tem
que perceber que o problema não é
desenvolver mais as forças produtivas,
desenvolver a tecnologia, mudar nosso
sistema de acumulação para uma
acumulação coletiva que não seja
individual. Não, não. A gente tem um
problema sério, sério, de que a
manutenção desse modo de produção
destrói as condições de reprodução da
vida. Um outro modo de produção que
mantém a dinâmica de aceleração do
desenvolvimento tecnológico também
destrói as condições de produção,
reprodução da vida.
Então eu tenho que ter esse critério
material para esse tipo de limite,
velho. Entendeu?
Esse tipo de limite ele é importante.
Então, eh qualquer ideia próxima de
aceleracionismo ou do comunismo
luxuriante, luxurioso, não sei o que, eu
falo: "Não, para, para, para, para, ouve
o que você tá falando". Porque isso
fazia sentido quando você desliga da
ideia desse sistema de um, como diz o a,
a frase do Franz, eu acho ela muito
explícita, assim, nós descobrimos que a
Terra é redonda mesmo. Ela é um globo
fechado, um sistema fechado. Você não
tem para onde jogar fora as coisas. O
que você jogar fora vai volta para você.
Fumaça não respeita a fronteira. Essa aí
já é minha. Ou eu vi em algum lugar e
achei que é minha. Fumaça não respeita a
fronteira.
Desenvolvimento tecnológico implica em
obsolescência de outra tecnologia que
você tinha até então. Essa
obsolescência, você faz o que com esse
maquinário? Você faz o que com esse
investimento social que durou anos,
recurso até umas horas? Você descarta,
bota onde? No espaço,
[risadas]
tá ligado? Assisti o desenho do OL, tá
ligado?
É melhor a gente sair do planeta.
Desculpo, Thiago, já trabalhei em uma
indústria multinacional. As linhas de
produção que foram desativadas só
ficavam lá, coisa de 10 anos paradas. E
a questão era justamente essa, o que
fazer com tudo aquele maquinário? Não
tem o que fazer.
Você vai exportar para um país ou para
um território mais empobrecido que vai
tentar utilizar aquele maquinário já
gasto. Não vai, velho.
E tinha muita máquina parada, mas muita
mesmo. É exatamente isso. Você faz o que
com isso, pô?
Por isso as ideias de crescimento de de
crescimento negativo, né, que o pessoal
fala hoje em dia, o decrescimento, né,
você não ter de um desenvolvimento que
não considere a necessidade de você ir
ampliando a acumulação, mas reordenando
ela, são interessantes. Não é que eles
são realizáveis amanhã, eles dependem de
muita coisa que não vai ser simples, mas
porém contudo, todavia indicam pontos
importantes pra gente fazer esse tipo de
reflexão. É um uma reflexão séria. Que
que você faz com um maquinário novo?
com maquinário velho, depois dele ser
substituído por uma nova tecnologia,
você descarta ele onde?
O recurso gasto para isso, o grau de
investimento,
[ __ ] velho. Não,
não,
não, não, não, não.
Diz que doido Ryan Mark Fisher tem um
artigo legal em que ele fala sobre o
sample no rap. De resto eu não gosto
muito. Eu acho que faz bom diagnósticos.
Gosto mesmo. Diagnóstico, está correto.
A frase é mais fácil imaginar o fim do
mundo do que o fim do capitalismo. Ela é
um diagnóstico explícito, muito bom,
muito bom. Prognósticos terríveis,
porque ele vai trabalhar com imaginário,
com desejos,
com coisas que nos são impossibilitadas
pela realidade material. E aí eu já vou
falar sobre esse ponto daqui a pouco.
Bom dia, querida Jeseli. Tudo bem com
você? Espero e desejo que sim. Um bom
dia, minha querida. Bom dia. Bom dia.
Bom dia. Que bom que você está aqui com
a gente mais uma vez, querido Igor Juan.
Reikidalismo bem humorado. Eu fui, eu
tava. [risadas]
A gente faz aqui um um humor quebrado.
Diz que doido Ravi. O que sabe sobre a
ideia de sociedade moderadamente
próspera na China? Parece relevante para
o assunto. Eu não sou capaz de opinar.
Não sou capaz de opinar, mas estou
lentamente caminhando em meus estudos de
China para quem sabe daqui uns 10 anos
seja capaz de opinar.
[risadas]
Bom dia, querido Gabriel Marxismos, que
nos diz: "Ao longo do tempo, ela vai
sendo descartada, superada". Exatamente.
A tecnologia vai sendo destroçada. "Bom
dia, querido esquerdos autorais, como
você está?" E ele diz: "Bom dia, emos".
Bom dia, meu querido emo. Como você
está, meu eminho? Bom dia, querido
Kevin. Kevin, como é que você tá, meu
bom? Tudo bem? Bom dia. E Kevin diz:
"Bom dia, irmanos. Afinal, hoje é dia de
Messi contra a Inglaterra. Argentina não
tem um time, a Argentina tem Messi. E
diz que do Vinícius, bom dia. Bom dia,
Vinícius, tudo bem com você? Espero
desejo que sim. E Ryan diz, mas essa é
uma questão que é difícil analisar em
abstrato, porque seria preciso delimitar
qual tecnologia seria desenvolvida além
da finalidade específica que ela teria
que atender. Exatamente. E é por isso
que eu gosto do trabalho do Fran junto
com Juan com Henry Moura Jimenez,
que é
assim na economia para la vida.
Lá eles fazem um um modelo inicial,
porque eu acho que ele ainda tem que ser
aperfeiçoado e criticado, mas um modelo
inicial interessantíssimo
para estabelecer critérios paraa tomada
de decisão no desenvolvimento das forças
produtivas.
É muito bom. É muito bom. Uma vez eu
trouxe ele aqui no canal, esse esse
modelo. Eu vou ver se eu acho aqui
enquanto a gente vai desenvolvendo. Só
não vou prometer por causa do tempo. Eu
vou ver se eu acho aqui e se vai dar
tempo da gente apresentar ele. Mas é um
modelo interessantíssimo porque você
começa a ter critérios e fazer um
cálculo sobre onde aportar o recurso e
esse desenvolvimento.
Ele não resolve o problema de imediato,
obviamente, porque teria que ser
aplicado, teria que não sei o que lá,
mas auxilia a gente a entender a
viabilidade de você limitar o acelerado
desenvolvimento de forças produtivas e
do planejamento econômico daí, portanto,
né,
que é interessante. E aí tem um outro
autor que é o Wind Dirksens, que eu acho
que deve se deve ser lido com moderação,
né, especialmente porque ele cai
constantemente quando faz análises muito
grandes em teorias da conspiração. Mas
quando ele faz análises econômicas é
interessante. Então assim, leia mas com
a moderação, porque ele corre um risco
de teoria da conspiração. Mas o do ponto
de vista de economista é muito bom.
Eh, ele
tem uma proposta de de de
planejamento econômico, é de
revitalização da economia. E o que ele
chama de revitalização da economia
implica num planejamento de
decrescimento com desenvolvimento. E é
muito interessante também, muito
interessante, muito, muito, muito
interessante. E todos esses autores que
eu tô comentando são aqueles que tomaram
um choque de realidade de que o mundo
acaba, né, que as coisas são
destroçáveis, de que a gente não
consegue salvar o planeta. E aí cada
dizinho que passa, que eu vejo que as
pessoas não se dão conta disso e a gente
continua fingindo que tá tudo bem e
vamos discutir desejos e não limitação
das condições materiais, como Mark Mark
Mark Mark Mark Mark Mark Fisher faz, né?
Eh, que a solução pro Fisher vai est no
âmbito do desejo, da imaginação, de você
conseguir imaginar e produzir desejos
para além do capitalismo, que para mim
não tem qualquer sentido, mas eu não vou
discutir esse elemento agora, mas a ao
invés de cair nesse nesse ponto, né,
materialmente falando, cada vez que a
gente fica discutindo desejo em abstrato
e não vai paraas relações de produção,
não vem para essas dinâmicas de
planejamento da organização das forças
produtivas, da coordenação da divisão
social, do trabalho, um superinho surge,
né? Então, tô passando um frio
desgraçado agora. Chuva em tudo canto é
canto, temporal que vai bater em tudo,
em vários cantos aqui no Brasil, só
falando do Brasil. Daqui a pouco começa
o período de queimadas, tá? Vai vir um
calor do inferno, vai botar fogo aqui no
interior de São Paulo, no Centro-Oeste,
o norte do país. E a gente, mas é uma
questão do imaginário, do Não, não é do
imaginário do desejo, não, meus amigos.
[risadas]
Não mesmo. A questão de coordenação da
divisão social do trabalho. E o que a
gente tem que se dar conta não é o que a
gente deseja, é o que a gente necessita.
A necessidade, ela tem que ser o o crio
fundamental, a necessidade,
esse elemento aí que tem que ajudar a
gente, criar consciência sobre a
necessidade. Isso é muito importante. E
aí esse trabalho do Win, né, do Win
Dirks, sobre a revitalização da
economia, muito interessante. O próprio
Franco que eu comentei, o Henry Moura
Jimenez.
E tem mais a galera aí que daria pra
gente puxar para poder fazer esse papo,
mas eu não vou pegar esses modelos nesse
momento. Mas você tem toda a razão no no
apontamento, Ran, que é, pô, como é que
eu vou ter critério para saber qual é a
tecnologia que tem tem que ser
desenvolvida? Dá para ter aí que tá, dá
para ter, entendeu? Dá para ter
critério, dá para ter modelo, dá hoje,
inclusive tem que ser um tipo de
planejamento que freia esse
desenvolvimento acelerado de forças
produtivas, assim, freia mesmo,
independentemente de quem seja, seja o
chinês, seja o o centro do mundo, né,
com com imperialista, tanto tanto faz.
tem que frear o processo de acelerar
desenvolvimento de forças produtivas.
Inclusive, porque assim, para você
produzir hoje uma tecnologia nova, você
faz um gasto bizarro de recursos durante
um longo período para obter um novo
aspecto da produção.
Então, você tem um gasto muito grande
pro desenvolvimento de uma força, de uma
tecnologia nova, um gasto muito grande e
é um gasto social, lembra, lembremos
disso, é gasto socialmente. Gasto
social, trabalho social, combinado,
gasto,
eh, para desenvolver alguma coisa nova
numa tecnologia, gasto bizarro. E ao
alcançar esse novo aparato tecnológico,
mesmo seja um detalhe, que aumenta a
produtividade, ele torna obsoleto toda a
produção anterior.
Então você tem esse gasto bizarro e
agora você tem o gastos que é o capital
morto, que tá ali crustrado e fixado em
em tecnologia, que você vai ter que
jogar ele fora. Você não tem o que fazer
com ele. Você teve dois gastos bizarros.
Esse cálculo ele tem que estar no jogo.
Por isso que não dá para trocar ideia
sobre eh alteração do desejo, alteração
do imag. Cara, o momento é puxar o
freio. É a famosa frase de puxar o o
freio do trem.
Não tem como. Puxa o freio do trem. Esse
trem tem que parar. Se ele não para,
independentemente qual seja o nosso
desejo, nosso sonho, nossa alternativa
de sociedade, se você não parar esse
trem, seremos falecidos, né? É
basicamente isso. É um terror mesmo.
Diz que templário. Já falei que os
britânicos vão invocar a Tier para fazer
frente contra o Argentino Messi. É, vai
ter que invocar bastante coisa para
fazer frente ao Argentino Messi. O bicho
é maluco, né, mano? Mas é isso, mas é
isso, minha gente. Então, assim, esse é
o ponto que eu gostaria de discutir
metodologicamente com o nosso querido
Eri, né, falando aqui não do do não
propriamente do que Fisher quis dizer,
qual o conceito do desejo, qual o
conceito de luxo, que o luxo não seria
eh individual, capitalista, mas
coletivo, pô, massa, mas pouco importa
nesse momento [risadas] da realidade,
assim, pouco importa, pouco importa
mesmo. E aí vem um último pontinho,
esqueci, já tava, já tava falhando como
que a gente produz, que essa é uma
grande questão, né? Como você produz
novas imaginações de mundo, né? Como que
você produz um mundo que se perceba
coletivo, comunitário, não
individualista? Como você produz eh um
desejo, imaginação que supere as
relações impostas pelo capitalismo,
tendo experiências alternativas? Só
assim?
E aí eu vou me apegar num debate muito
massa que eu não vou desenvolver aqui,
que eu acho que recuperar o o pensamento
epistemologia moderna é importante para
compreender. Gente, só dá para pensar
aquilo que a gente tá vivendo, tá? A
experiência do sensível, ela limita
consideravelmente as possibilidades do
imaginável.
o sensível limita consideravelmente.
Então, dito isso, dito isso,
tem que ter o investimento não no nos
desejos e na imaginação alternativa, mas
em experiências comunitárias ou
coletivas que te viabilizem
modos de vida, de organização de vida
que superem relações individualistas e
etc, etc. Então, a destru, inclusive
algo que Marx comenta que é muito
bacana, né? Na verdade não é nem que ele
comenta, a gente dos escritos de Marx,
especialmente os escritos
antropológicos, o seguinte:
o capitalismo só avança destruindo os
laços comunitários.
Ele avança. Para o avanço do
capitalismo, você precisa destruir os
laços comunitários, as organizações, as
formas de vida tradicionais. E aí
tradicional, não tô falando só sobre
povo originário, quilombola, não sei o
quê, não. Formas de vida tradicional de
organizações comunitárias, elas têm que
ser destroçadas, tem que ser destruídas.
E aí é uma não é uma destruição no
imaginário, é uma destruição prática,
né? Então é o camarada que trabalhava no
campo, numa no seu lotezinho familiar lá
na produção. E aí por causa do
desenvolvimento da tecnologia do campo e
do avanço do capitalismo na
modernização, ele é expulso
progressivamente, porque o cara tem
quatro filhos, manda o primeiro para ir
pra cidade para ver se consegue uma
grana trabalhar. Ele Então o cara
trabalha na cidade, manda uma grana pros
pais, daqui a pouco tem que mandar mais
outros dois filhos. Então, cada um vai
voltar pra cidade em vez de morar no
mesmo terreno, o mesmo próximo,
trabalhando junto. Cada um trabalha numa
firma diferente. Cada um corre atrás de
seu próprio trampo com a pastinha
debaixo do braço, manda o dinheiro à
distância pr familiares, daqui a pouco
vem a família toda pra cidade, cada um
mora numa casa, cada um tá fazendo o seu
processo, cada um tá fazendo sua
correria, não se encontra. Você destruiu
uma organização que era familiar para
ter indivíduos que correm cada um atrás
do seu. Isso não é uma ideia, isso não é
um valor abstrato, isso é na prática.
prática, a vida urbana, a vida urbana
ela separa a gente uns dos outros,
porque nesse mundo liberal, capitalista,
você tem que correr atrás do seu. É
individualmente você vendendo sua força
de trabalho. Então, toda a mediação da
vida tá te separando dos demais.
Então não é, e aí o seu imaginário vai
se limitando, obviamente, porque é
incapaz, você nasce no mundo assim, você
é incapaz de pensar ou de viver outra
coisa que não seja isso.
Então é difícil até de você resistir
porque você não teve essa outra
experiência. é um mundo desconhecido.
Então, a necessidade de construir
relações comunitárias, coletivas
efetivas, que não tem a ver com desejos
ou construção de desejo, tem a ver com
vida, vida mesmo comunitária, coletiva,
organizada, de laço de fraternidade e de
solidariedade, porque você não vai criar
laço de fraternidade, solidariedade
separado dos outros. Tem que tá comendo
junto, tem que tá na mesma mesa.
E não é tá junto no mesmo ambiente, né?
Você entra num buzão aqui, cada um bota
seu fone, cada um bot, pega seu livro,
seu celular, ninguém tem vida ali. Ali a
vida tá todo mundo acumulado, mas cada
um no seu canto. Ninguém tá vivendo
comunitariamente nada.
Então é coisas aí a se discutir. Diz
querido Vinícius. Bruno, como você vê a
postura neoludista em relação às e
generativas? Concordo com o freio de
desenvolvimento das produtivas, mas as
discussões têm caído em moralismo
individual. Concordo com o problema de
individualismo,
com moralismo individual. Tô plenamente
de acordo. O que eu sou capaz de falar
com posturas neoludistas em relação à
eerativas? Não sou capaz de opinar. Não
sou capaz de opinar. O que eu sou capaz
de discutir é em relações estruturais,
mas é isso. E largas, né? Então
é isso. Não sou capaz de virar diz que
fazer o ótimo. O Bruno usa e bastante.
Uso mesmo. Não para fazer pesquisa, é
para fazer tamb de vídeo. Uso e músicas
alternativas de zoeira para membresia do
canal.
[risadas]
Diz Gabriel. Diz Gabriel. Peço desculpas
imediatamente. Perdão. Perdão por usar.
>> [roncando]
>> diz que Jéssica, a galera devia estar
focada em regulamentar as IAS, não em
quem usa isso sim, regulamentar IA,
planejar o uso de A, eu também. Aí eu
acho que faz sentido, mas aí em qualquer
coisa, né? A internet tinha que ser
regulamentada, tinha que ser limitada. O
o acesso à internet tinha que ser
limitado. Sou a favor disso, assim,
plenamente. Nossa. Ai, consumiu mais de
1 hora e meia de seguida, bloqueado.
Você você não tem mais acesso à
internet. Agora você vai usar só daqui a
x horas. Sou muito a favor disso. Nossa,
desborduna. Isso quando comunitário não
cai como uma ideia suspeita. É, pode
cair, mas a ideia não é criar seita, né?
Criar comunidade, fraternidade. Outra
coisa. [risadas]
Diz que do Gaian. Sua torcida vai para
quem hoje? Argentina do Dúciel ou a
Inglaterra do Fisher? Ah, bom ponto,
querido. Mas é Argentina, obviamente,
né? Eu sou messiânico, eu sou um
aficcionado em Messi, velho.
Eu não dá. Eu sou um fã muito enveterado
do Messi, totalmente messiânico. Então,
inclusive, a conversa que eu tive com o
Henrique Dúciel, eu conto essa história
aqui, a conversa que eu tive com o
Henrique Dúciel eh, em
2016, que a gente foi almoçar
e essa parada toda, nossa conversa era
se Messi ou Maradona, quem era melhor. E
eu defendi que era Messi e o Dussel
também. Só que as outras pessoas que
estavam na nossa mesa defenderam que era
o Maradona. E aí eu falei: "Aí ó, eu e
Dúcio estamos do mesmo lado da
trincheira. Messi é maior, Messi é
melhor. E é isso que a história nos
provou corretos."
Diz querido Gabriel, o fator mor dessa
treta é a questão de qual sociedade
avançada, acelerada ou conscientiza
essa, abre aspas destruição para
garantir avanços tecnológicos.
Acelera ou conscientiza. Ah, boa, boa,
boa. Isso. Ou acelera ou conscientiza.
Agora entendi. Perdão.
Diz querido Gabriel. Gosto do Messi, mas
V Argentina não tá dando. Ih, aí ó. Ó a
teoria da conspiração. Ó as antenas Harp
atuando. [risadas]
Tá dando não. Tô torcendo para Harry
Kane. Potter. É furacão Kane. O furacão
Kane.
Provou. Quem provou? Não sei o que. Quem
provou? Quem provou o quê? O que que tá
acontecendo?
Mas é isso, vamos pro Gustavo. Vamos pro
Gustavo Machado.
Meu tempo tá encurtando.
Vamos pro nosso querido Gustavo, né?
Depois aqui de fazer esse pequeno
comentariozinho sobre Fisher Eri.
Limitação das do desenvolvimento das
forças produtivas. Sim, temos que
limitar, não há o que fazer. Bem-vindos
à realidade.
Vamos aqui pro Gu, Gu, Gugu, Gustavo,
Gustavinho,
Machadinho. Vamos aqui conversar com
Gustavo Machado. Que acontece, gente?
Vocês viram o vídeo?
Não sei se vocês viram, são, o Gustavo
faz vídeos muito longos, né? Então a
gente não dá.
Eh, pera aí, pera aí, pera aí, pera aí.
Pegar aqui só.
Pronto. O Gustavo fez um vídeo sobre
metafísica. Vocês viram esse vídeo?
Vocês viram? Não sei se vocês viram o
vídeo do Gustavo sobre metafísica.
Ei, Metafísica, como você está?
Vocês viram o vídeo dele sobre
metafísica?
E Gustavo que vai torcer pra Argentina
também. Estamos juntos, Gustavo. Torça,
torça paraa Argentina também. Hoje, hoje
vocês viram o vídeo do Gustavo sobre
metafísica? Ele gerou um certo bafafá
zom z zum zum nos meios filosóficos da
internet, o que significa que ninguém
leu, né? Ninguém assistiu. Um grupo de
sete pessoas, talvez que se interessam
por isso. [risadas]
Sete pessoas e Gabriel foi uma delas,
né, Gabriel? Gabriel dizer, eu vi, achei
bom. Então é, entre as sete pessoas
estou eu e o Gabriel, faltam cinco. Se a
gente encontrar mais cinco pessoas, a
gente descobriu.
[risadas]
Falta só cinco pessoas pra gente achar.
Mas tá. Não, obviamente que não, né? Mas
o Eu também achei bom. Achei muito legal
o vídeo, muito legal o vídeo. Achei ele
muito um conteúdo excelente. Eu concordo
com o conteúdo do Gustavo. Concordo com
a análise que ele fez das condições para
o surgimento da metafísica. Concordo com
o resultado que ele chega de que Marx
superou a metafísica e não sobrou pedra
sobre pedra. Concordo plenamente com
esses pontos.
Mas infelizmente o vídeo não é sobre o
que é metafísica,
não é?
[risadas]
E é isso que eu queria discutir. Tem um
problema metodológico ali no vídeo.
Primeiro que não é o que é metafísica. O
Gustavo ele não apresentou o que é
metafísica. Ele não discutiu que é
metafísica.
O vídeo é literalmente o que é
metafísica.
Mas ele não, o vídeo não trata disso, o
conteúdo do vídeo não é esse,
não é, não é. Então assim, eu gosto, eu
concordo com o processo de análise, eu
concordo com o resultado, mas o vídeo
não tá tratando disso.
Ele não discutiu o que é metafísica, ele
não falou sobre o que é metafísica.
Definitivamente
não. E isso é o interessante. Essa é a
parada interessante que eu quero
discutir. Diz o querido Gabriel. Vi.
Então, ó, já foi o outro Gabriel. Esse
Gabriel somos dois e três comigo e o
Ravit me assistiu. Eu assisti tudo.
Pronto, faltam três pessoas, já somos
quatro, mas três pessoas que assistiram.
A gente tá todo mundo aqui reunido, por
isso que a gente tá aqui hoje. [risadas]
Então, já somos quatro, né? E já era, já
era. Diz o querido Gabriel, eh, estamos
a quem e não além. Não sobrou nada pra
metafiziquinha. Eu também. Então, essa,
aquela que o Gustavo discutiu ali.
[roncando] Diz que do Borduna. Vou
esperar para sair e a animação. É
importante esperar a animação. Vai sair
infográficos que explicam o que tava
acontecendo. Os infográficos talvez
ajudem a gente a ver. Diz Ryan, eu perdi
a parte final do vídeo dele. É a melhor
parte, os 15 minutos finais, que é o que
ele queria dizer, né? Que que eu vou vou
falar já já. Diz que doido Drumira.
Fala, Drumera, como é que você tá?
Drumera.
Eu adoro essa discussão da metafísica.
Li a tese de doutorado do Gustavo sobre
o capital como crítica metafísica.
Exato. Pronto. Vamos começar daí. Então,
primeiro,
o Gustavo não discutiu o que é
metafísica no vídeo. Não, já vamos falar
isso aí. Não, não, não discutiu. Não
discutiu.
Ele apresentou algo fundamental de sua
tese do capital como crítica da
metafísica. O que eu estou em
plenamente, eu estou de acordo,
plenamente de acordo, plenamente de
acordo com Gustavo,
plenamente de acordo com Gustavo.
Na tese, estou plenamente de acordo com
o conteúdo do vídeo. Estou em desacordo
sobre o que ele propõe,
porque o descompasso tá aí. O título do
vídeo era o que é metafísica.
Só que na hora de discutir e de
apresentar o conteúdo, ele não discutiu
o que é metafísica.
Não era isso que ele tava fazendo. Não
era.
Ele discutiu outra coisa. O problema
trabalhado era outro. E esse foi o
descompasso que fez com que boa parte
das pessoas que assistiram o vídeo se
interessam, ou seja, as outras três que
não estão aqui, que se interessam pelo
conteúdo, falar: "Ei, esse cara não
manja do que é metafísica" ou ele
simplesmente está negando a história da
filosofia. Ele está negando o que é
metafísica e começa um debate sobre a
insuficiência da discussão sobre
metafísica. Porque ele não estava
falando sobre o que é metafísica. Não
era esse o problema do Gustavo. Havia um
desacordo entre como o problema foi
posto na tamb do vídeo, e eu não sei se
isso foi proposital ou não, e o que é
discutido como conteúdo do vídeo. Há um
desacordo aí, há um descompasso, ele não
está articulado ou adequado.
O que me faz agora querer discutir,
portanto, uma questão de método. Método
não porque está errado o conteúdo e a
articulação do Gustavo, já falei, não,
eu estou de acordo com ela. Erro de
método. E a gente aplicar o critério que
o Gustavo utiliza
para discutir um tema na historiografia,
ao que ele tá fazendo na filosofia. E eu
vou mostrar porque Gustavo, eu vou usar
o Gustavo para dizer para o Gustavo o
que que o Gustavo fez no vídeo da
metafísica. Então, Gustavo, diga para
Machado
o que Machado fez [roncando]
na metafísica. Beleza? Vocês entenderam
o que eu vou fazer? Eu vou pegar uma
coisa que o Gustavo disse, pelo que o
Gustavo disse para que o Gustavo avise o
Machado
que Machado cometeu um equivo
metodológico em sua apresentação. Então
o Gustavo vai nos ajudar a discutir com
o Machado.
Então vamos lá, Gustavo.
Diga pro Machado o que que aconteceu.
Vai lá, querido Gustavo,
>> que é a história com método da teoria da
conspiração, que é o mesmo da ufologia,
tá?
>> Então, pronto. É isso que o o Machado
acabou fazendo na hora de apresentar o
que é metafísica. Uma história com
método. [risadas]
Este. Apresentação que é o mesmo da
ufologia.
É exatamente isso. Vai lá. Mesmo da
ufologia, que é, eu tenho uma narrativa
pronta e acabada. E agora eu vou o, por
meio de viéses de confirmação, eu vou
extrair todos os as fontes que eu
consegui que confirmam essa essa essa
narrativa que já tá pronta, né? E logo
eu vou selecionar só essas informações e
eu ainda vou interpretar as informações
em sentido contrário, de modo a
invalidá-la de algum modo. É exatamente
isso que daí o o o Machado fez ao
apresentar a metafísica. Ele tinha uma
narrativa pronta que ia chegar no
resultado que ele queria e essa
narrativa confirma o resultado que já
estava dado no início. E todas as fontes
selecionadas foram funcionais para para
que aquela narrativa que já estava
pronta reforçasse o resultado e o
resultado desse conta na hora que ele
você olha para trás. Então assim, o
resultado já tava pronto, o resultado já
tava dado, mesmo método [risadas]
da ufologia, de uma teoria de
conspiração ali, porque eu já tenho a
narrativa pronta e tudo vai se encaixar
para que essa narrativa esteja
estruturada e o resultado final seja
colocado. Por que que eu tô dizendo
isso? Porque o que o Gustavo fez ao
apresentar o que seria a metafísica? Ele
não diz o que é metafísica, ele
apresentou
a teoria que devém de Marx em sua
crítica ao pensamento metafísico.
Por isso que eu tô de acordo com o
Gustavo, aliás, com o Machado. Estou de
acordo com o Gustavo. Eu tô tô
plenamente de acordo com o Machado. Marx
superou a metafísica. Metafísica surge
daqueles processos históricos, tudo
certinho. Mas esses processos
históricos, essa apresentação e tudo
mais, é o que ocorre da própria teoria
de Marx.
Não é o que é metafísica.
Aquela narrativa de como surge a
metafísica, as condições para um tipo de
pensamento metafísico, não sei o que,
não sei o quê, não sei o quê, é o que
Marx disse. E obviamente o resultado que
vai chegar é que Marx superou essa
metafísica que ele tá apresentando.
É um pensamento fechado, circular, que
se autoexplica e que impossibilita,
portanto, discussão do que é metafísica,
do que seria metafísica para além desse
escopo.
O que ele tá discutindo não é o que é
metafísica,
tá? discutindo a teoria de Marx sobre a
metafísica, apresentando a teoria de
Marx sobre a metafísica.
E aí você nega toda a outra história da
metafísica, todos os outros pensamentos
alternativos, todos os outros autores,
todos os outros processos, não sei o
quê, porque tá fechado ali. É exatamente
isso que Machado fez. E Gustavo tá aqui
alertando o Machado que ele fez isso,
pô.
Tá? Então, eu vou falar até um pouquinho
sobre isso aí no num vídeo à parte, que
não é nem sobre o método
historiográfico, nem daria para fazer em
um vídeo, é sobre esse método
conspirativo que domina essa
historiografia eh totalitária, né,
americana que passou.
É o seguinte, o cara
o chefe. Ah, já vou para chefe apareceu.
Deixa
sacou. Bom, então vamos esperar aí o
próximo vídeo do Gustavo, que ele vai
trazer provavelmente um tema a respeito
disso, que eu acho que vai ser
interessante e a gente pode seguir esse
papo. Mas dito isso, que que acontece?
Aquele ali é um trechinho que eu peguei
da live que o Gustavio fez ontem,
comentando a crítica que ele fez
necessária e fundamental ao trabalho
porco do Thiago Braga, né, do pilantra
do Thiago Braga. Então o que que ele
faz? Fal, ó, o Thiago o Thiago Braga,
ele pilantra, né, pilantramente.
Ele pegou uma teoria específica, que a
teoria que o Gustavo Chamou ali,
denominou como totalitária, que é essa
galera que lê a União Soviética como se
fosse já sobre essa teoria. esse marco
totalitário que tem uma tese pronta e
fechada,
que pinça os elementos que reforçam essa
própria tese e que resulta propriamente
naquilo que já foi construído e
pressuposto anteriormente, correto? E aí
ele desmonta toda estrutura fechada,
dogmática e cabaça do pro trabalho do
Thiago Braga. Qual o problema? No vídeo
sobre a metafísica? O Gustavo fez
exatamente a mesma coisa, só que com
Marx.
A mesma coisa, só que com Marx. E eu
concordo com o Gustavo, porque eu tô
desse lado. Eu acho que Marcos superou a
metafísica. As condições para surgimento
do tipo de pensamento metafísico que
hegemoniza estão ali dadas do jeito que
ele apresentou, na na estrutura que ele
apresentou, nas teses que estão
colocadas ali. Mas isso é o quê? É uma
história que vem da conclusão que ele
quer apresentar. Porque o que que
importa naquele vídeo? Os últimos 15
minutos, que é a tese de Mar, que Mark
supera a metafísica. Mas Marcos supera a
metafísica no sentido colocado em toda a
história narrada anteriormente. E essa
história narrada anteriormente só é
visível a partir daquilo que Marx
colocou. Ou seja, é um circuito fechado
que impede que você tenha qualquer outro
papo, fonte, estrutura para além dele.
Ele [roncando] não tá falando sobre
metafísica.
Ele não explicou o que é metafísica.
Ele não tá discutindo a disciplina da
metafísica. Ele não tá discutindo a
entidade metafísica, ele não tá
discutindo esse tema metafísico. O que
ele tá discutindo é
um tipo de pensamento hegemônico, um
modo de pensar hegemônico que se
estabelece
no Ocidente, que aí a gente pode chamar
de um pensamento metafísico que Marx
supera esse pensamento metafíico, mas
supera sim, não deixa pedra sobre pedra,
eu estou de acordo, mas isso não é o que
é metafísica, não é esse o problema
proposto. E na hora que ele apresenta o
que seria a metafísica sobre esses
marcos, ele faz esse pensamento
circular. Só dá para arredondar que
marcos supera metafísica e que o
metafísica não serve para nada e que
essa disciplina, essa coisa tá inútil.
E aí, por isso vai dar um problema
danado. E aí, por isso que eu tô
dizendo, é um problema metodológico.
E sem querer dá para utilizar, pô, a
estrutura da crítica que o Gustavo fez
ao Thiago Braga sobre a historiografia
nessa crítica dele apresentando a a
metafísica,
entendeu?
Eita,
já a gente volta aí. Gabriel diz: "Para
mim, ele é o marxista que mais entendeu
a tese de Marx. Para mim, o Gustavo é um
referência em marxismo. Assim,
referência a referência. Ele é muito
embaçado.
Ao menos eh ao menos é que o livro dele
apresenta Marx filosofia.
Ele é muito bom mesmo. Diz Gabriel: "O
pessoal da filosofia da mente vai querer
refutar o que o Machado disse, pois para
eles o entendimento do conceito é muito
diferente. Acho que captei o que você
está dizendo sobre o método." Não, cara,
eu nem vou discutir sobre esse ponto
porque acho que esse é um ponto que cai
talvez numa discussão muito abstrata. Eu
só quero discutir a metodologia mesmo de
apresentação da própria da do próprio
tema, porque o problema ali tá como ele
apresenta o que é metafísica. Ele não
apresentou o que é metafísica. Ele não
discutiu a disciplina, não discutiu os
autores, não discutiu a estrutura. Ele
apresentou um modo de operar o
pensamento, um modo de operar o
pensamento que se hegemoniza no Ocidente
e que é denominado, especialmente a
partir do da crítica de Marx como um
pensamento metafísico.
E Marx supera esse pensamento
metafísico, supera mesmo, mas ele não tá
discutindo o que é a metafísica. Não tá
discutindo a disciplina metafísica, a
autoria dos metafísicos, o que eles
discutem, quais são os seus tópicos.
Não, não é nada, não tem nada disso ali.
É as condições são dadas historicamente
pro surgimento de um tipo de organização
do pensamento, de um método de resolução
de problemas, que é um método de
resolução de problemas metafísicos, né,
que opera de uma determinada maneira as
condições para esse modo de organizar e
que as formas sociais, organização
social, modo de produção condiciona,
determina, estrutura essa possibilidade
de pensamento e que Marx, ao perceber
isso, demole essa esse pensamento
hegemonizado. e agora coloca novas bases
paraa própria epistemologia,
racionalidade, resolução de problemas,
interpretação de mundo, esse bagulho
todo. Verdade.
Só que aí isso não é o que é metafísica
de maneira nenhuma. E esse descompasso
que faz com que haja esse problema. E
aí, na verdade, o que o Gustavo queria
não era discutir o que é metafísica, é
apresentar a teoria de Marx. Aquele
vídeo é uma apresentação da teoria de
Marx.
fazer o com certeza nós nos marxistas de
internet, Gustavo foi o que mais leu em
quantidade e qualidade as obras de Marx
e comentadores, tá? Gustavo tem uma
bibliografia auxiliar bizarra, bizarra,
muito boa. Drobira diz: "Ele podia ter
desfeito a confusão meta de metafísica
como sendo algo transcendente e como
sendo a própria estrutura fundamental da
realidade." Mas ele, eu acho que ele até
fez isso nos 15 minutos finais, quando
ele apresenta como Marco supera
metafísica. Ele faz, ele faz. Só que aí
o que tá, não é o que é metafísica, não
é disciplina da metafísica, não é o tema
da metafísica, não é se metafísica
existe ou não tem nada disso ali. Ali é
uma outra discussão. Ele tá resolvendo
outro problema.
Oi chat. Oi Lis, tudo bem com você?
Espero desejo que sim. Diz Gabriel. Só
que a materialidade antecede a
consciência. O próprio Gustavo vai
discutir isso, tá? No próprio vídeo, que
é um ponto que eu acho legal do vídeo do
Gustavo nos últimos 15 minutos, né? Que
eu acho que o conteúdo bom da assim,
qual que é o que que o Gustavo queria
fazer? Gustavo, queria apresentar o que
tem nos últimos 15 minutos do vídeo.
Todos uma hora e lavai pedrada que tem
antes
é toda uma construção narrativa,
metodológica, que é resultado daquilo
que tá nesses 15 minutos. Então ela é
circular e autoexplicativa. Toda a parte
anterior é simplesmente para justificar
a tese que ele quer apresentar nos 15
minutos finais. Por isso que é um
pensamento circular. Ele tá apresentando
a tese de Marx. Ele não tá discutindo o
que é metafísica para mostrar que Marx
superou a metafísica.
Não, acho que não. Então o problema tá
aí. E aí, nesses 15 minutos finais, o
Gustavo diz assim, ó, é até bobagem o
que alguns marxistas falam, que o
pensamento ele vem da materialidade, não
tem como você separar essas coisas. O
que Marx faz é só tem o pensamento, é um
atributo. Essa a expressão do do Gustavo
é um atributo do humano. Ele nem fala
humano, ele fala homem. É um atributo do
homem.
Problemas de linguagem. Mas o ele fala é
um atributo que eu utilizaria a
expressão, a racionalidade, o modo de
pensar, que a gente pode chamar de
metafísica, consciência, o nome que você
consciência, mente, sei lá o que, sei
lá, o nome que você quiser dar para essa
birosca. Isso aqui é um um recurso
da do modo de realidade do vivente
humano, do ser humano, do modo de
realidade desse vivente, desse ser, que
tem como recurso, né, como como
ferramenta, um tipo de operação que ela
não é separada da realidade, ela não é
separada da materialidade, ela é
constitutiva, constituinte e própria,
ela tá em continuidade com o mundo. E
esse é o ponto que o Gustavo quer chamar
atenção. Então essa própria frase, a
materialidade antecede a consciência,
apesar dela ter todo sentido, inclusive
até eco em Marx, Marx quer superar essa
própria ideia de dualismo, de separação.
O que nós chamamos de racionalidade, de
mente, de consciência, ela é própria do
modo de realidade do ser humano. E modo
de realidade é uma expressão do Xavier
Zubir, apropriada pelo Dussel e que tá
em linha e adaptada ao Marx nesse
momento. Então, só para explicar as
fontes dessa breve frase.
diz que do Gabriel, a metafísica vem
depois, não antes. Aí sim o modo de
pensar, que aí não é metafísica, um modo
de resolução de problemas
separa o mundo em dois âmbitos, que isso
é o modo de resolução de problemas, é o
modo de resolver, o modo de pensar. Isso
vem depois, depois do quê? Do processo
histórico,
da forma social, da organização da vida,
de o problemas que foram sendo
resolvidos e que vão estabelecendo novos
modos de pensar, que vão se tornando
paradigmáticos. esse seoniza, que é o
pensamento metafísico criticado pelo
Marx e superado por ele. Mas e aí você e
aí faz sentido, tem condições históricas
verificáveis e processos específicos que
viabilizam esse modo de resolver
problemas. Então, nesse sentido, eu olho
os problemas, a forma social, a
organização da vida, o desenvolvimento
da história humana para poder ver como
esse pensamento vai alterando e mudando,
como essas condições vão fazendo,
criando novas possibilidades de
organizar a racionalidade e resolver
problemas. Correto? Tô com Gustavo
nessa, tô com Marx nessa.
Mas aí a discussão não é o que é
metafísica. Percebe?
Diz que do Ran. Eita,
[risadas]
eita.
Faltou crítica imanente. Faltou crítica
com certeza.
Diz que do Borduna o chefe tá fazendo
uns cortes. Espero que seja poupado.
Que chefe, que cortes? Que poupado, sei
lá. E desculpem, e o que é metafísica?
Ah, eu já vou chegar aí. Pera aí que eu
já vou chegar aí.
do fabricante de vagões. Espero que os
vagões que você tem feito sejam
adequados pra gente poder puxar o freio
e o trem não descarrilhar. Então tem que
ser um vagão aí bem adequado pra gente
poder puxar o freio e ele não
descarrilhar. Ele discutiu a metafísica
em Marx? Sim, ele discutiu como Marx
supera a metafísica ou o pensamento
metafísico hegemonizado. Concordo com
ele. E eu concordo com ele.
Diz que do Gabriel joga Lucax no lixo
também. Aí bastante gente faz isso, né?
Mas aí tudo bem. E bom, é da preferência
do gosto de cada um. [risadas]
De escrito de escrito esquerdos atrais.
O pensamento é o atributo do homem, mas
não. [risadas]
Você é um canalha. Mas é, então o
problema do de você não ajustar a
linguagem é isso, né? Quando e o acho
engraçado Gustavo Reforces, né? É um
atributo do homem, então mas não é,
creio eu, obviamente, não é de
sacanagem, não é esse bagulho todo,
obviamente que não, mas é um ponto legal
da gente ajustar, né? Eu acho
importante, acho importante, não por
frescura para não dar esse tipo de de
bobagem, né? Modo de realidade do ser
humano é importante. Drumeira diz:
"Todos deveriam valorizar a exposição
dos pressupostos como você". É cada
debate que a esquerda fica aceitando
premissa proposta de maluco, ao invés de
fazer o que você p fez com aquele debate
louco lá. Mas é, cara, mas é aí que tá,
cara. É aí que tá. É aí que tá.
Por que que eu acho que eu eu me
preocupo com isso, com esse ponto do dos
pressupostos e tal? Nem nem sei se é do
pressuposto, saca? Eu acho que o ponto
que eu que me encana
eh
as começou a sair o sol aqui, deu uma
esquentada. tirar esse cachcol.
O ponto que me encana
não é nem esse lance de qual
pressuposto, mas o método de organização
do pensamento, né? Ô, caraca, eu me
preocupo muito em como você organiza o
seu pensamento, como você eh
analisa o que você tá fazendo, né, de
maneira minimamente articulada para
resolver um determinado problema. E isso
eu sou muito pragmático no sentido de
que eu fui influenciado pelo
pragmatismo. Filosofia é método, método
de resolução de problemas. Então, me
interessa o caminho que as que os
autores, que as autoras, que as pessoas
fazem para resolver os problemas. Qual o
caminho? Qual a organização mental, né?
Qual a organização das ideias? Qual Qual
é a estruturação dos recursos para
resolução de problemas? É isso que me
interessa. Então eu vou sempre
buscar
qual é o a metodologia que essa pessoa
tá utilizando para resolver o problema e
se ela é coerente,
se ela é minimamente consistente e ela
atinge o objetivo que ela quer fazer.
Por que que eu percebi que o Gustavo
tava equivocado no vídeo? não tá
equivocado em conteúdo. O conteúdo tá
correto.
A inadequação está quando ele coloca:
"Vou discutir o que é metafísica".
Então, para você discutir o que é
metafísica. Deixa eu ajeitar aqui. Para
você discutir o que é metafísica, né?
Então, vou discutir o que é metafísica.
Para você poder fazer isso, você vai ter
que
entender que você vai dar uma identidade
para esse conceito. Então, eu vou
discutir o que é metafísica. Então,
quais são os elementos fundamentais da
metafísica? Qual a história dessa
disciplina? Quais são os diferentes
autores que definem ela de diferentes
maneiras que se estabelecem? E você vai
fazer recortes e critérios para dizer o
que é metafísica.
Então, quando o cara me diz o que é
metafísica, eu vou esperar que ele me
explique o que é metafísica. Vou lá
direto pra explicação. Então, o método
que vai ser descritivo e precisa
descrever para mim.
pressuponho que ele precisa me
descrever, ele precisa apresentar os
elementos fundamentais, ele precisa se
ele tá discutindo metafísica como uma
disciplina, se ele tá discutindo
metafísica como um mundo transcendente,
né, para além da realidade material, se
ele tá, o que que ele tá chamando de
metafísica? É a famosa história, por que
que surgiu o tema metafísico, né,
pelágil disk, não sei se é verdade,
disk, né, método mineiro de de
apresentação de fofoca. diz que fala,
fala que que metafísica surgiu depois
que Aristóteles foi organizando seus
volumes ou alguém for organizar os
volumes do Aristóteles, é política,
economia, ética,
física, o que tá para além da física.
Disk, disque, disc. Mas mesmo que
utilizasse essa esse adágio, essa
anedota, isso é uma explicação do que
ele vai chamar de metaf, vai dar o
cabide geral para poder discutir o tema,
a disciplina,
algo assim. E ele não faz isso. Ele não,
ele na hora que eu achei até
interessante o que é metafísica. Eu
falei: "Caraca, vou ver esse vídeo, né?
Depois de você
o Ed, culpa é do Ed, tudo culpa do Ed.
Senhor Ed Cipriano é o a pessoa errada
aqui que fala: "Bruno, vai reagir ao
Gustavo". Não vou porque eu tô fugindo
desse vídeo, mas vou ver um vídeo que é
metafísica. Bora ver o que é metafísica.
Aí ele não fala o que é metafísica.
Aí eu falei: "Pô, tem um problema aqui".
Aí eu comecei a avaliar o que ele tá
fazendo e o que ele tava fazendo,
apresentando dados históricos,
arqueologia e não sei o quê e teoria do
não sei o quê para dizer as condições
para o surgimento de um tipo de
pensamento denominado como metafísico,
que é dualista, que separa dois âmbitos
e tal. Isso não é o que é metafísica.
E aí eu já sabia onde ele ia chegar. Na
hora que ele começou a fazer todo aquele
processo, falei: "Já sei onde ele vai
chegar". Ele vai dizer no final que Marx
superou a metafísica e vai apresentar
teoria de Marx. Era isso que ele queria
e não queria discutir o que é
metafísica.
Mas mas aí eu botei na velocidade 2.0 e
fui acompanhando. Falei: "Era isso". Aí
chegou os últimos 15 minutos, eu falei:
"Ah, então era isso mesmo. É aqui que
ele queria chegar
porque o método não tava adequado com o
problema que ele colocou". Então, para
mim a questão é um método, não é bem o
pressuposto, tá ligado? Ah, para mim é
um método. Você colocou um problema,
como você resolve ele? Então, aquele
debate maluco lá dos, acho que você deve
estar se referindo a isso, né, Dromeira?
O debate maluco lá dos relativistas e
universalistas, que nomes idiotas que
relativistas e universalistas e não sei
o quê. Eh,
aquele debate, ele tinha um problema
metodológico. Eles não conseguiam
organizar as ideias minimamente, de
maneira minimamente coerente,
consistente para resolver os problemas
que eles colocavam.
Eles botavam o problema. Eu falou: "Para
resolver esse problema, você precisa
estruturar um método mínimo, coerente,
consistente para resolver ele. Se você
não tem esse método, você fica quieto. É
um discute o tema". E aí eles não
conseguiam estruturar um método
minimamente organizado, minimamente
assim, minimamente estruturado. Fala:
"Ah, é aqui, esse é o caminho que eu
tomo para resolver problema". Não era? E
e aí os problemas que eles colocavam
para resolver eram inadequados. Mas,
digamos que um diz: "Não, o meu método é
relativizar tudo, seja lá o que isso
significa".
É uma autocontradição, mas tudo bem. Meu
método é relativizar tudo. O problema
colocado não resolvia isso. Aí o outro
universalista, não, meu método é que eu
fixo em valores que tem que ser
compartilhados e não sei o quê. Aí os
problemas que eles colocavam não
resolvia por isso. Eu falei: "Porra,
velho, aí você não me ajuda?" Então, o
que me interessa é isso. Como é que você
resolve o problema? Qual o método que tá
participando aí na resolução de
problemas? O caminho que você toma para
resolver problema. É isso. É isso. Bom
dia, querido Jones Miguel. Tudo bem com
você? Dizl. Polêmica, hein? Não sei qual
a polêmica, mas peço perdão caso eu
tenha cometido uma que seja criminosa.
Desdromeira. Alguém faz uma proposta
merda, expõe o cara.
Então, pessoal, meu oponente parte
daqui, dali, mas não, mas dá para ir por
aqui. Ele está ignorando isso por aqui.
É exatamente isso. A própria exposição
encerraria vários debates. Exato. Aí
você tem plena plena razão.
É você acompanhar o movimento do maluco,
ele tá errado. Para mim, por exemplo,
uma pessoa extremamente difícil de
debater, não porque seja inteligente,
mas exatamente por ser uma metralhadora
aleatória, um cara tipo miurim.
Por que que é difícil conversar com o
maluco? Porque ele,
meu amigo, meu irmão, ele é uma frase
insana, né? Ele vai metendo frases
rebuscadas sem nenhuma organização. E aí
parece que ele tá falando alguma coisa,
mas não tá falando nada. E ó, fisiologia
da fisionomia fisiocrata dos biólogos
interlocutores da analogia crítica
franciscana.
Nada, um grande nada.
>> [risadas]
>> E aí é isso. O cara tem um um
dicionário, né? É o aquela é aquela
aquela redação que foi rejeitada na
Fest. É isso. É o o cara decorou o
dicionário, mas assim, você tem um
vocabulário, não te faz organizando
pensamento, né? [risadas]
Diz que do Gabriel ignorou o objeto da
própria pesquisa. Basicamente isso é
exatamente isso, cara. você ignora o
objeto e não organiza o método adequado,
que é um problema inclusive que eu tenho
com a o modo como a ciências humanas e
sociais, né, ciências sociais adotou a
estrutura de pesquisa das ciências
chamadas, podemos chamar de empíricas,
vamos dizer, né, que diminui
consideravelmente o grau interpretativo
eh paraa pesquisa na acadêmica. Então
você começa apresentando seu método. Eu
acho isso errado, completamente errado.
Você pode ver estrutura de projeto de
pesquisa, introdução, objetivos gerais,
objetivos específicos, metodologia e aí
você vai pro teu tema delimitação do
objeto e problema. Tá errado. Tá errado.
Tá errado. Tá errado. Você é responsável
pela padronização das ciências sociais.
Você é um humano incompetente por não
estar entendendo isso aqui. Você tem que
começar apresentando o seu objeto. O
objeto que eu quero discutir é este.
Este objeto tem determinadas
características que aparecem como
contraditórias e problemáticas e eu
preciso resolvê-las.
O método adequado para isso me parece
ser tal, mas eu vou testar. Aí você
testa método, método adequado paraa
resolução daquele problema.
Mas a gente faz o contrário, como se o
método fosse anterior. Ai, é muita
burrice. Ai, desculpa, eu fico com
raiva. O objeto me diz o método adequado
para resolver o problema, velho.
Ai, que ótimo. Rubens diz: "No fim das
contas, se você realmente quer expor seu
pensamento de forma correta, é preciso
colocar quais axiomas você está
seguindo." Mais ou menos isso.
E exibir os passos lógicos para a
conclusão. Quais são os é quais são os
problemas aqui? Resolve aqui,
especialmente um problema lógico, né? de
organização discursiva e argumentativa.
Sim, se for no âmbito discursivo e
argumentativo, diz que fazer watch, todo
mal converge ao ED. Aí eu não sei, mas
tem bastante mal no ED.
Brincadeira
sacanagem.
Gabriel Bruno dando aula de MPC de forma
indireta. O que é MPC?
Metodologia, pesquisa científica.
Perdão. É isso mesmo. Olha como eu sou
[ __ ]
Desculpa. Metodologia de pesquisa
científica MPC. É óbvio que é isso. Ai,
[ __ ] Dromer diz drumera
ou Dromer. A Dromer A é um nome legal.
Você organiza e expõe muito bem os
pensamentos, os pressupostos. Fala isso.
Falta isso, muito isso pra galera de
esquerda da internet. Falta. Falta.
Falta porque eles não pensam em método,
eles pensam em resultados. Porque na
internet o pessoal só quer expor o
conteúdo, né? Nem só na internet, na
verdade, várias vezes as pessoas só
querem defender autor, expor o conteúdo,
explicar como fulano de tal diz. Ah,
mano, é legal, mas eu quero resolver
problema. Quero resolver meus bo.
Pensar e resolver problema, mano. Não
tem como. Me vocês me desculpem, mas é
isso. É isso. É que como o trabalho da
internet muitas vezes é de divulgação,
acontece isso. Eu tô fazer até aqui já
um mercã.
Eu [roncando] tô
finalizando um artigo que a gente vai
publicar na revista Zelota sobre eh
eleições em 2026, né, os evangélicos e
as eleições em 2026.
2018, eu publiquei um artigo chamado
Fascismo como Religião e eleições em
2018, com hipóteses de pesquisa e de
trabalho, que foi plageado, inclusive
pessoas que me plageiaram, eu sei que
vocês me plagiaram, eu encontrei semana
passada o Plágio
e eu vi que vocês publicaram como
editora grande o Plágio.
Aguardem.
Eh, então em 2018 eu publiquei uma um
artigo com algumas hipóteses de pesquisa
em 2022. Aí eu publiquei um novo artigo
pela revista Zelota,
eleições, eh, fascismo como religião e
eleições em 2022. entre um e outro, a
gente publicou fascismo como religião,
que é o livro com alguns artigos que tem
uma hipótese de pesquisa minha lá no
último capítulo, capítulo 13, é uma
hipótese de pesquisa, que é um apêndice
quase, que eu vale a pena depois dar uma
olhada, porque ele tá dentro desse
escopo de trabalho. E aí em 2022 escrevi
esse daí antes das eleições. E aí pós
eleições, eu retomo o que eu discuti
nesse artigo 2022, que é uma ampliação
das hipóteses de 2021 e de 2018. em
2022, com um artigo intitulado No Vale
de Lágrimas entre a política e a
religião, em que retomando que eu tinha
discutido anteriormente, eu apresento
agora pós-eleição com a vitória do Lula,
pegando os dados eleitorais e fazendo
uma análise do processo. Pronto,
2026, ou seja, nós aí já estamos há
alguns anos nesse papo, vou publicar
agora fascismo como religião e eleições
em 2026, retomando, ampliando e agora de
maneira bem organizada e estruturada
aquilo que eu tô desenvolvendo ali desde
2018.
Tudo isso para dizer, para eu apresentar
a o balanço e um prognóstico das
eleições dos evangélicos em 2026, num
artigo que agora deve estar com 10
páginas de Word aqui no usando padrão
ABNT,
tá longo, portanto, eh, agora, depois de
10 páginas, eu cheguei no tema, porque
as nove páginas anteriores é
apresentando pressupostos, conceitos, o
movimento analítico, do processo
histórico que eu tô utilizando para que
a o prognóstico que eu vou colocar ali
tenha sentido.
Para que você entenda o que eu quero
falar, eu tenho que ter toda uma
discussão anterior metodológica, de
pressupostos, de exposição de quais são
os elementos que nós estamos
mobilizando, quais são as categorias,
qual é o processo, qual é o movimento a
ser considerado. Tudo isso para chegar,
ó, dado isso aqui, dá pra gente falar
isso aqui. [risadas]
Isso é um artigo. E por que que que é
importante fazer isso? Porque eu poderia
simplesmente chegar e falar: "Gente, é o
seguinte, ó. Em 2026, apesar de ter uma
crise, pera aí, deixa eu colocar 2026,
apesar de ter uma crise na representação
política do movimento bolsonarista, isso
não recrudeceu ou converte votos à
esquerda. Ao contrário, isso faz com que
sejam fortalecidos movimentos de
lideranças locais ou próximos às
comunidades já organizadas e mobilizadas
dentro dos evangélicos no processo
histórico analisado com a divisão de
classes estabelecidas e a composição de
reprodução social que nós discutimos no
elemento anterior. Dado isso, há um
consenso hegemonizado dentro dos
evangélicos de um conservadorismo ou
mesmo reacionarismo que se manterá, não
será alterado e reproduzirá a mesma
dinâmica de 2018, de 2022 e de 2026. sem
grandes alterações, fazendo com que não
haja um grande apoio necessário a uma
única candidatura conservadora para o
cargo de presidência, mas que não
converte em votos à esquerda, muito
menos num voto que seja menos
conservador para o parlamento. Ao
contrário, a tendência é que ele seja
mais recrudecido e que vote mais forte
em lideranças locais e próximas que vão
se fortalecer nessas dinâmicas e vão
então reforçar o parlamento com um
movimento mais radicalizado.
Tendencialmente nós teremos um
parlamento mais conservador do ponto de
vista do voto evangélico. Ponto. Poderia
falar isso, poderia chegar nesse
resultado, mas ele só tem sentido porque
eu tenho que apresentar o que que eu fiz
antes. Pô, eu não sou uma indiná,
tem ciência social, pôra.
[risadas] Tem trabalho que tem trabalho.
Então assim, é, é isso.
Poderia chegar e meter resultado, sair
falando que eu acho que vai acontecer.
Aí parece que eu tirei do do da orelha,
né? Não, pô. tem processo, tem análise,
tem estudo, tem referência, tem
pesquisadores auxiliares, tem
metodologia. Para poder chegar nesse
resultado, as pessoas têm que entender
como operar o pensamento para poder
fazer isso, para entender o fenômeno,
entender o objeto, entender o que tá
acontecendo.
Método.
Método. Foquem no método. Método
significa caminho.
O método são os amigos que nós fazemos
pelo caminho.
Dias esquerdos, dias esquerdos atrás.
Metralhadora
tr. [risadas]
Perdão. Diz fazer o what? Três oitão.
Metralha analógica maluca também. Esse
aí é do outro doido. Outro doido que não
lé e o cré ali não conversa. Mas aí só
você dá de maluco que você fica famoso
na internet.
Ah, agora eu entendi. Metralhador.
Entendi. Agora entendi. Agora entendi.
Agora entendi. Gabriel diz: "Se você não
entendeu, ele te chama de símilo." É,
pode chamar. Sou aparente. Dislo,
gerador de lerolero na velocidade
máxima. Tem muito por aí. Tem. Para mim
é o o esse camarada aí é o o Malafa.
Se o Malafa tivesse engolido um uma
máquina de cortar grrama, acontece isso.
Drumeira diz: "Tem cara que não dá para
expor
3 oitão, monarque, marçal e companhia".
Essa galera tá para além do razoável. É
exatamente isso. Exatamente isso. Diz:
"Querido Eitor, bom dia, querido Eitor.
Como é que você tá?" Tudo bem, Eitor? Um
prazer que você esteja aqui conosco. Meu
sonho se realizou esse diálogo com Eri.
Espero que você tenha curtido e espero
que Eri passe bate o papo também, que a
gente possa seguir esse papo. Eu achei
massa ele ele tá acompanhando nós, a
gente troca a ideia.
Descrído esquerdo atrais. Vixe, eu
comecei minha dissertação expondo o
método. Vacilei, mas eu também, né? Mas
aí diz, mas é a obrigatoriedade da
academia, né? A universidade nos obriga
a fazer isso. Mas dito isso, dito isso,
nós somos obrigados a fazer isso. Como
diria Marcos, o método da método da
exposição é diferente do método de
pesquisa. Então, o que que eu faço? E
isso está no nosso curso de de de de
facio o projeto de pesquisa, tá? No
nosso curso de Fácil Projeto de Pesquisa
para quem é membro do canal.
Quando você for fazer a pesquisa,
lembre-se que o método vai ser deduzido
pelo objeto. Então, não comece
preocupado na hora de escrever o projeto
pelo método. Começa entendendo seu
objeto, seu problema de pesquisa, o
objeto delimitado. Encontrou o problema,
delimitou o objeto, agora você vai
pensar no método. Mas na hora de colocar
no projeto, você vai inverter, você vai
apresentar o método antes. O método de
investigação, diria Marx, é diferente do
método de exposição, diria Marx. Método
de investigação é diferente do método de
de exposição. Então, já que os caras
obrigam a gente a expor dessa maneira,
aí eu
uso isso como minha muleta.
Desquido, Gabriel, o objeto que
determina o método. Exatamente.
Descido, esquerdos autorais. Fui
orientado a tirar a parte que tava e
colocar na abertura. É, a gente é
obrigado a fazer isso. Minha professora
sempre falou isso, diz Gabriel. Sua
professora é uma pessoa adequada,
correta. Diz Ryan Augusto. Bruno, mas
você fala que o método tava errado no
sentido da pesquisa ou da exposição da
argumentação. Não sei se entendi. Do
Gustavo tava no sentido dele não ser
adequado para resolver o problema que a
TAMB promete.
A TAMB diz o que é metafísica. O método
utilizado não apresenta o que é
metafísica, apresenta a tese de Marx
sobre a metafísica o pensamento
hegemonizado na metafísica e como Marx
supera.
Isso não é o problema que tá colocado.
Então assim, se a gente fosse colocar de
maneira adequada, não seria o que é
metafísica, mas como Marcos supera o
pensamento metafísico hegemonizado, que
é esse o objetivo do vídeo, né? Não é
metafísico, esse modo de pensar
metafísico, né? É isso.
É só porque uma coisa tá inadequada com
a outra. Eu concordo, concordo com
conteúdo, eu concordo com o método de
disposição, eu concordo com a
argumentação, eu concordo com o
resultado, concordo com tudo. A ina
adequação tá na promessa da TAMP e o
caminho utilizado para resolver o
problema. Porque não resolve?
[risadas] É simples assim. Fazer o
denúncia. Sim, fiz uma denúncia. Eu eu
de verdade eu fiquei bem chateado.
Semana passada que eu encontrei esse
plágio, eu fiquei triste.
Drumeira, a maioria dos debates esquerda
versus direita, mesmo sabendo que o cara
de esquerda ganhou nos argumentos, é a
sensação de que o cara de direita venceu
o debate. A gente aceita entrar no jogo
e não expõe bem. É porque não é bem um
debate. É, a gente uma vez discutiu isso
aqui no canal, né? Eu tenho problema com
isso aí, mas não vou me esticar muito
porque eu tenho que terminar esse trem
aqui logo logo. Perdão aí por quem está
acompanhando.
Esquerdos autorais diz: "Esse comentário
sobre o método é muito bom. A obra
Metamorfoses da dialética de Monique.
Caraca, como é que fala esse nome,
velho?
Monique
Dickout.
Dixout. Monique
diout.
Caraca, que nome difícil, velho. Parece
um jogo que eu tenho aqui, o Dixshit,
né? Monique Dixit.
Já começa apresentando como a dialética
platônica vai assumindo novos métodos a
depender do objeto. Pronto. Olha que
interessante. Vivendo e aprendendo. Não
sabia disso.
Dis que Durrumeira, teve um debate com
um redill que uma menina ignorou ele
completamente, leu ele, as armas dele,
acabou com o maluco, com o debate, só
expondo o que ele é. Cara, ficou
perdido. Depois procura esse vídeo. Vou
procurar da menina que debateu completa,
ignorou completamente o seu
interlocutor. Vou vou ver.
[risadas]
O Gustavo faz isso várias vezes, né? E
eu gosto do Gustavo em debate por causa
disso. Ele respira, mantém aquela paz e
serenidade, porque ele já sabe que isso
daqui não vai chegar em lugar nenhum.
Ele ignora completamente o que o outro
disse e apresenta a tese dele sobre e tá
tranquilo, tá em paz.
e de com pensamento organizado, né? Ah,
apresentar uma ideia com pensamento
organizado é outra coisa. É outra coisa.
É diferente. É diferente. Mas tá, tudo
isso, minha gente, todo esse processo de
discussão de método calhou inclusive.
Por quê? E por que que eu encontrei
inclusive esse plágio ao meu ao meu
minha hipótese inicial em 2018?
Porque eu consegui formalizar a minha
teoria social. Ontem eu finalizei esse
trem, 8 anos trabalhando para conseguir
conseguir organizar uma teoria social
com método próprio e eu finalizei
vitória do trabalhador intelectual que
não ganha nada com isso, né? Porque
assim, não vou ganhar absolutamente nada
com isso. Não sei nem como divulgar
isso, não sei ainda como organizar a
publicação disso, não sei o que eu vou
fazer com isso. Praticamente por
enquanto é um trabalho de mim para mim
mesmo, né? Ninguém sabe o que eu tô
fazendo. E isso já tá presente nessa
análise sobre os evangélicos. Aí o que
acontece, já vou comentar aqui, né? Não
vou apresentar o método, mas e nem a
teoria, mas o que acontece, todo esse
desenvolvimento dessa teoria, ela surge
e ela se organiza tendo como objeto o
estudo dos evangélicos, né?
Então, tô aí há um tempo estudando os
evangélicos,
botando minhas teses pro jogo,
discutindo em diferentes ambientes, né?
Eh,
e aí, tipo, já o conteúdo, pá,
discuto com a galera na universidade,
fora da universidade, dando meus cursos.
Inclusive em breve essa tese que eu tô
apresentando será internacionalmente
exposta mais uma vez depois de eu ter
apresentado em alguns países,
um na Ásia [risadas]
e alguns na América Latina. Este ano
vamos para a Europa em breve, se nada
der errado, vai apresentar essa mesma
tese sobre essa análise dos evangélicos,
mas agora de maneira mais organizada e
sofisticada, muito mais consistente.
E agora eu consegui formalizar. Eu
utilizei os evangélicos como um dado da
realidade social para trabalhar esse
elemento, trabalhar esse dado, trabalhar
esse esse fenômeno, né, como objeto e ir
estruturando o meu modo, o meu método de
trabalhar esse fenômeno e começar a
avaliar se ele é aplicável em outros
ambientes da realidade social.
Então, a Igreja Evangélica virou meu
grande objeto de pesquisa e eu ia
trabalhando lá de diferentes maneiras
para poder ver se fazia sentido o que eu
tava organizando. Então, eu tinha
hipóteses iniciais, fui aperfeiçoando
essas hipóteses, tive, fui fazendo a
pesquisa com bibliografia alternativa e
análise de dados, né? análise de dados
nas eleições, em pesquisas sobre
evangélicos, pesquisas de opinião sobre
evangélico, periri pororó, ver os dados
quantitativos.
E aí no meio desse caminho eu pude fazer
uma pesquisa quali com evangélicos que
foi publicada pelo o GC, no livro do GC
Souza, né, o pobre de direita, eh, que é
a pesquisa com os evangélicos Quali que
eu pude fazer, fazendo entrevistas com a
pancada de gente sobre esse tema, o que
foi muito legal. porque aprendi muita
coisa e vi como a pesquisa que eu já
tava fazendo no Quant, né, e com e com
bibliografia auxiliar, né, sempre
utilizando service de outro, essa coisa
toda. Na hora que eu ia pro quali, esses
dados eles ganhavam subjetividade e se
encaixavam muito bem com elementos da
teoria que eu tava desenvolvendo e
faziam eu corrigir alguns erros que eu
tava cometendo, né? E aí teve
interlocuções, né, discutindo com a
galera ali na Zelota, com a galera em
outros ambientes que também falam sobre
o tema e a galera conservadora que
discute, etc, etc, etc, etc.
E aí, minha gente, foi muito massa, foi
muito massa, foi muito massa, porque
fazendo os processos e sem contar que eu
já tinha certa familiaridade por ser
crente. Então, me ajuda um pouquinho,
apesar de, né, ter que tomar cuidados
nesse processo para porque você sujeito
implicado
na pesquisa é complicado, mas se você
fala: "Ah, mas você é evangélico
estudando evangélico?" Sim, você é
trabalhador estudando classe
trabalhadora. Beleza, ótimo. OK.
[ __ ] Ou você deixa de ser trabalhador
quando faz a pesquisa.
>> [risadas]
>> Ah, vou fazer a pesquisa. Eu parei de
ser trabalhador. Eu aí nesse momento eu
sou só um observador. Falei: "Caralho,
mas tudo bem". Aí tá. Enquanto tava
fazendo a pesquisa sobre os evangélicos,
eu fui estruturando metodologicamente o
caminho que eu pegava. Opa, eu faço
isso, eu analiso isso, eu formalizo
dessa maneira, pô, esse caminho aqui tá
errado. E e fui, né, pá, pá, puxando o
trem, puxando o trem aqui, p tal tal tal
tal tal tal tal.
E beleza. Ontem, ontem, enquanto eu
tava, enquanto eu tô finalizando o
artigo sobre eh fascismo como religião e
eleições 2026, eu consegui formalizar
estruturadamente essa teoria que eu tô
trabalhando há um tempo. E eu tô muito
feliz com isso, muito feliz. Questão de
método. Organizei um método. Ah, uma
teoria inovadora, porque você criou
novos conceitos. Não, eu tô nem aí para
conceito. O que organização do
pensamento é o método, como você dispõe
o uso de categorias e dispõe o uso de
conceitos e os referenciais. E aí eu tô
muito satisfeito. Eu consegui criar e eu
quero apresentar em breve, mas eu não
sei como ainda, mas eu acho que eu vou
vou me divertir bastante. Então é uma
questão de método,
quem sabe aí. E agora o desafio dois
agora é aplicar essa teoria a outros
objetos da realidade social que não
sejam a igreja evangélica ou a religião
evangélica e ver o que acontece para ver
se ela se sustenta, quais são seus
limites, se ela se reduz a uma discussão
sobre religião ou se ela vai para além.
E agora é o meu novo desafio, ampliar o
meu programa de pesquisa. E bora ver o
que acontece. Tô feliz para caramba,
velho. Tô feliz para caramba nesse
processo. Mas é isso. T questão de
Parece loucura, mas uma questão de
método. Parece loucura, mas é uma
questão de método.
Diz querido Eitor. Feliz demais de
estar. Feliz demais de estar aqui. Bom
dia, Bruno. Bom dia, Heitor. Bom dia,
baristas. Bom dia, baristas. Geralmente
vejo as lives gravadas, mas sempre tô
por aqui. Agora como membro também. Seja
bem-vindo,
membro Eitor.
Espero que você curta o papo, cara, e
que o conteúdo ajude de alguma maneira
também.
Diz Ban, parabéns. Muito obrigado.
Palmas. Palmas.
Tquido Rubens. Qual o n dessa amostra
aí?
Cara, é engraçado. Tem uma parada que é
que é legal que vem dessas pesquisas
tipo Bier, essa galera toda, que é
interessante porque assim, os servies e
os e as pesquisas de massa, né, de que
você vai fazendo os dados objetivos,
eh, é menos quali mais quant, ela já a
gente já tem muito sobre os evangélicos,
mas muito mesmo assim, muito, muito,
muito, muito, muito. Você é fácil de
encontrar, tem muita pesquisa
interessante. Qual que é o, qual que é o
mais difícil que eu acho que é o
trabalho que o GC faz muito bem, que,
por exemplo, analisar os dados da
população, pega lá o IBGE e dá al dar
cara, voz, subjetividade, figuras, né,
para essas pessoas é outra coisa. E é da
hora porque o GC já trabalha fazendo
essas pesquisas, essa parada há muito
tempo. Se vocês pegarem, por exemplo,
os batalhadores brasileiros, os
batalhadores do Brasil, é um texto que o
que nem é dos melhores do Gessé do ponto
de vista de conteúdo de pesquisa e de
impacto público, mas esse texto dos dos
batalhadores já tem ali umas três
sessões sobre os evangélicos, sobre a
religião dos batalhadores, né? A
religião dos batalhadores brasileiros. E
aí ali já tava presente a questão dos
evangélicos, do pentecostalismo, essa
galera toda. Então já tinha esse serve
pronto, já tinha um as uma porrada de
pesquisa já tava constituída, você já
tem um monte de pesquisa qu espalhada e
quanti espalhada por aí, uma [ __ ] de
coisa. Faltava um tipo de entrevista
dirigida para resolver os problemas que
a gente queria discutir. Então aí é você
dar cara e dar voz para essa galera. Aí
você começa a entrevistar uma porrada de
gente, mas o objetivo não é ter uma
quantidade bizarra, é você ter uma
qualidade interessante das pesquisas.
que e em boa parte essas as respostas
das pessoas refletir aquilo que já tá
nas pesquisas quântic que tem por aí,
seja da Folha, seja Datafolha, seja
IBGE, seja qualquer outra, CEST, não sei
mais o quê. Você vai ver as respostas
das entrevistas, elas estão alinhadas
com aquilo que você já sabe, se a
maioria dos evangélicos é a favor de
arma ou não, se a maioria dos
evangélicos é a favor de dos direitos
LGBTQ, APN+ ou não, se isso já tá no na
nos dados, você vai ver, bate, mas o que
que não tem? A argumentação, a como a
pessoa se apresenta, como ela organiza
as ideias para dar essa resposta
objetiva, que essa é a parte legal, essa
é a parte que eu gosto para caramba de
de ver. E aí você traz uma certa
subjetividade para esses dados,
entendeu? Essa essa parte é muito legal.
É muito legal. Muito legal de fazer.
Gosto para caramba. [ __ ] que coisa
legal. É divertido. É entrar na casa da
pessoa. Isso é muito legal também. Ah,
eu vou entrevistar um cara, entrevistar
uma mina. Vai até a casa da pessoa, você
entra na casa, você vê a disposição dos
móveis, você vê o que tem e o que não
tem em relação ao padrão de classe média
brasileira.
Você vê o a dificuldade de chegar na
casa da pessoa, a facilidade ou
dificuldade, né? É fácil, é acessível,
não é acessível? Quando eu chego aqui,
que que tem? Que que tem no bairro? O
que que tem aqui na casa? É, você entra
na casa do maluco e tem uma Bíblia
aberta ali na na porta da casa ou tem
uma estantezinha com alguns livros. Aí
você tá ali antes de conversar, passa,
dar uma olhadinha nos livros. Aí você vê
que tem uns 15 livros, 14 crente e um
livro de autoajuda ou 10 livro crente e
cinco de autoajuda. Então você começa,
você vê uma outra parada, isso te te
ajuda muito assim a interpretar as
coisas de um outro jeito. É legal. Eu
gosto desse tipo de pesquisa. É massa,
pô.
Gabriel, tem uma galera aí que diz que o
método não vale nada. Vale. É. Aí é você
pode estar errado, é seu direito. A
pessoa pode tá errado. Diz querido
Rubens, dá uma luz ao abre aspasos por
escondido na pesquisa quantitativa.
Curto também. Exato. Exato. Exato. E aí
você tem que adequar o que a pessoa tá
falando, né? que essa é a parte que eu
acho que talvez eu consiga contribuir de
alguma maneira na minha pesquisa, no meu
método, ao que a pessoa tá falando
com as dinâmicas estruturais, que eu
acho que essa é a grande dificuldade,
né? você não ficar nem preso ao âmbito
objetivo explícito, nem ao subjetivo do
ah, então veja que é que tá. Se olha um
dado frio, um dado bruto, por exemplo,
70% dos evangélicos votam na extrema
direita ou na direita extrema direita,
70%.
Aí aparece e aí o pessoal fala: "Ah, o
voto evangélico vai paraa extrema
direita". Tá aí aparece a galera
progressista, crente progressista ou que
estuda evangélicos e não seja
progressista, mas que quer fazer uma
sofisticação. Veja, mas nem todo
evangélico tem complexidades ou tem a
palavra que eu odeio, tem nuances.
OK? OK. Esse âmbito subjetivo te dá essa
complexidade, essas nuances, só que aí
você não pode se perder nela, né? fica
tipo, ah, então nem todo, nem todo, nem
todo e aí você não aceita a realidade de
que existe um dado massificado de que
70% das pessoas evangélicas votam na
direita cima direita. Eu tenho que
explicar isso. Não adianta dizer que
complexidades e nuances não me dá causa
explicativa. Eu preciso de explicação,
né? Então eu tenho que articular essas
duas coisas. É o que eu tô tentando
fazer.
Diz querido gato com cirose, eu adoro
seu nome. Adoro seu nome. Fala que você
tem que se tratar adequadamente. Ó, tem
um gatinho aqui, ó. Um gatinho aqui. Mas
essa daqui não tem cirrose não. Ela tem
outros problemas de saúde, mas não
cirrose, né, Lionela?
Eh, Lionela, inclusive, essa aqui é
Leonela. Deixa eu ver se consigo pegar
aqui para vocês. Essa aqui é a Lionela.
Dá uma olhada aqui. Lionela, você
consegue olhar para cá? Não, não vai
olhar para cá. A Lionela, ela tem o nome
dado em homenagem ao Messi, porque ela
chegou aqui em casa com 10 dias de vida,
resgatada de uma caixa na rua. E ela era
Lionel, né? Chegou, a gente chamou ela
de Lionel em homenagem ao Messi, mas no
dia seguinte a gente descobriu que ela
era fêmea, então virou Lionela. Então é
Lionela.
O gato Concose pergunta: "Bom dia,
Bruno. Conhece a obra Red Theology do
Roland Bower?" Se sim, o que acha? Acho
excelente. É uma das grandes referências
que eu tenho, esse camaradinha chamado
Roland Bower, que inclusive tem uma,
como é que é o nome da editora?
esqueci o nome da editora.
Tudo bem. O Bower tem cinco volumes on
marks and Angels Theology. São cinco
volumes dessa lapa. Cinco volumes. On
marks ands theology. Cinco volumes que é
uma coletânia da Brill. Brill. Brill.
Brill. B R I L L L L L. Brill.
Cinco volumes publicados pela Brill On
Marks and Angel Theology, que são
sensais,
sensacionais,
[roncando] diga-se de passagem. O Boer é
uma referência que eu tenho, eu acho bom
para caramba. Ela, ele me ajuda a não
ficar preso nas amarras dos caras que
estudam teologia da libertação aqui na
América Latina,
porque eles criam um fetiche da América
Latina, como se só tivesse eh esquerda e
religioso progressista ou religioso
comunista aqui, né? O Boer mostra que
não. Isso é um mito, o fetiche da da
teologia da libertação.
Prazer, Lionela. É, é Lionela. É
Lionela. Ah, é isso aí.
Ah, não. Tiro o prazer. Não sei o que
que tira o prazer, mas perdão se eu
tirei o prazer de alguém. Não era a
minha intenção. Mas é isso, minha gente.
Beleza? Hoje foi foi um papo intenso.
Hoje a gente nem fez react de vídeo, nem
de texto. Foi praticamente acompanhar
comentários e fazer aí uma conversa com
youtubers bacanas, camaradas, youtubers.
Um beijo para Elibaldo, um beijo para
Gustavo. Espero que a gente consiga
debater adequadamente futuramente, tá
bom? Mas nós tem que trabalhar, né?
Então, minha gente, acho que foi isso.
Acho que foi isso. Foi um prazer em
breve, quem sabe eu consiga descobrir
como tornar minha pesquisa mais viável,
meu método mais interessante. Mas dito
isso,
praticamente semana encerrada,
quarta-feira de madrugada, seguimos aqui
animados para o jogo Argentina e
Inglaterra,
reproduzindo uma batalha simbólica
[música] das malvilhas que não traz
ajuda em absolutamente nada no jogo, nem
na história, nem absolutamente nada de
nada. Mas Lionel Messi [música] contra
Inglaterra hoje. Já vou cravar aqui,
hein? Vou cravar. Jogo duro, jogo
difícil, jogo complicado. [música] Eu
acho que a Inglaterra ganha, mas eu vou
apostar todo o dinheiro que eu não tenho
em Lionel Messi.
3 a 2 Argentina no sufoco. Gol de Messi.
A gente vai seguir aqui. Seguimos
animados, infelizmente vendo a Copa
acabar, mas felizmente [música] vendo a
Copa acabar sem o Brasil ser campeão.
Bom, assim, pelo menos a gente vai parar
de sofrer imaginando que nós poderíamos
ter ganhado. E a gente segue por aqui.
Seguimos cinos [música]
por aqui. Seguimos trazendo a boa nova.
Todo dia útil.
>> Todo dia útil.
>> A vitória final. [música]
>> Seguimos trazendo boa nova todo dia útil
>> até vitória final.
>> É isso, minha gente.
E seguimos aqui, né? Estamos aí. Em
breve novas novidades surgirão. [música]
E se são novas e novidades
é porque não estavam aqui até.
Co? [música]

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