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A fé vem pelo ouvir

ESTAMOS PERDENDO A BELEZA NAS IGREJAS?

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Legendas automáticas:

Teólogos do Twitter, você sabe como é
que é isso? A gente reage ao que está
viralizando sobre Deus na internet.
Vocês mandaram lá em Osólogos do
Twitter. Meu time separou para mim e eu
entro aqui e dou minha primeira reação
ao que está acontecendo sobre Deus na
internet. Se é sua primeira vez aqui. Eu
sou pastor Iago Martins, doutorando em
teologia, pastor Martin aqui no Ceará e
é nós. Entra aqui no grupo do Telegram e
vamos ver o que que tem para hoje. Esse
aqui eu vi que um monte de gente mandou
isso aqui. Um monte.
>> Os vitrais foram trocados pelos telões
de LED. Isso é o projeto da morte da
beleza entrando pras nossas igrejas.
>> Não, não tem uma coisa só, entendeu?
Vamos, vamos, convenhamos, não tem uma
coisa só. Eu acho que isso é muito mais
relacionado às estruturas modernas de
mercado, que afetou muito do modo como a
gente organiza nossas cidades do que com
um projeto de morte da beleza. Muito
tempo eu acredito entendendo nessa
conversa, né, de que havia um projeto de
morte da beleza. E você pega aqueles
malucos do mundo universitário, ah,
porque o do Champ e assina lá o
mictório. E, cara, na minha opinião, eu
acho não é isso não, entendeu? Por mais
que haja esse projeto, há um projeto de
fato de morte da beleza, é a maluquice
dos DCE universitários, que se a gente
levar isso a à seriedade, a gente vai
ficar, ninguém leva, entendeu? É muito
mais resultado de uma relação de mercado
que agora tudo é muito caro, existe a
participação, o dinheiro é mais escasso
nesse sentido e as pessoas não conseguem
pagar por recursos tão tão caros. As
pessoas preferem eficiência a beleza,
certo? a gente tá na nossa sociedade que
prefere eficiência. Beleza. Então, os
prédios são construídos em nome de
eficiência, não em nome de beleza
necessariamente. E a beleza agora se
adapta a processo de eficiência. Então,
a troca por telões, trocar o vitral pelo
telão é porque houve um projeto de
mostra da beleza? Não. O telão ele vem
como recurso tecnológico que tenta
embelezar, não é? O telão já é uma busca
por beleza. É uma busca tecnológica e
muito moderna por beleza, mas ainda é
uma busca por beleza. Os telões tem lá
uma imagem bonitinha que fica no fundo,
tal, tal, tal. Há um esforço de beleza
por meio do telão, que não é o mesmo
esforço de beleza do vitral, não é? Só
que eu consigo pegar uma grana e comprar
um telão. Quem é que faz vitral? Você
conhece quem faz vitral? Ou tá aqui no
Google aqui. Fábrica de vitral
Fortaleza. Tem tem alguém falando que
faz vitral? Tá aqui. Alumínio sob
medida. Aqui ó, vitral Fortaleza. Tem
uma empresa aqui de vitral. Eles não
estão fazendo vitral de igreja. É só uma
vidraçaria de casa aqui, ó. É uns vidro
quadrado daquelas casas que tem cara de
loja. Hum. Gente, o vitral de igreja não
é uma parada fácil de achar, entendeu?
De quem de quem faz. E meu irmão, é um
negócio tão difícil que se você achar,
meu patrão, pode ter certeza que isso
aqui não vai ser barato não, viu? Um
orçamento de um vitral. Achei uma
empresa que faz vitral, ó. Cliquei aqui.
Olha iss aqui faz vitral mesmo de de
igreja, ó. Ô, bonito, hein? Tem uns
vitralzinho bonito aqui, hein? Mas é
feito com IA. Eu não sei se não tem uma
foto de um vital de verdade aqui. É só
foto de Iá aqui que o cara tá colocando
no canal dele aqui. Tô procurando aqui
se tem alguma foto real de vitral. Não
tem. Ele tá divulgando que ele vende
vitral, mas só tem foto feito com i. Não
tem uma foto de um vitral de verdade.
Será que ele faz vitral mesmo? As fotos
de verdade é só cor de loja aqui. Aí, aí
é duro. Não é fácil achar quem faça
vitral nesse sentido. Eu preferia ter um
vitral do que uma janela branca, uma
janela normal da minha igreja. Mas quem
é que tem esse dinheiro mano? Quem é que
tem esse dinheiro para isso? É difícil.
Agora vai achar que as pessoas não
preferem um prédio bonito a um prédio
feio? Claro que as pessoas preferem. Ai
um projeto toda a igreja de um projeto
de morte do belo. Não, irmão, as igrejas
não tem dinheiro para poder fazer uma
parada que não é mais tão comum. Ah, mas
igrejas antigas, católicas eram tão
bonitas. Eram, era a arquitetura da
época, era tudo feito com dinheiro do
estado, entendeu? Era o dinheiro do
estado construindo as igrejas, muita
grana estatal vindo de pilhagem de
outros países e um monte de trabalho
escravo. Um monte de trabalho escravo
naquele tempo. Meu patrão, aí você vai
comparar aquilo com a as igrejas do dos
bairros aqui que juntam um monte de
pregado normal juntando uma grana para
poder construir um galpão, entendeu? É
muito difícil você achar que a gente vai
conseguir bater frente com essa com
esses prédios mais históricos, né?
>> É McDonald's e cinza é casa aparecendo
clínica odontológica e o mundo vai
ficando cada vez mais feio. E a pergunta
fica: por que que Deus se importa com a
beleza? Então, essa essa questão do dos
McDonald's que antes eram mais
bonitinhos e agora são mais assim, vem
também de uma estrutura de mercado. Não
é de novo um projeto de morte da beleza,
é um projeto de aumento do lucro. Porque
se o McDonald's aluga a minha loja e
depois o McDonald's vai embora e agora
quem vai alugar a minha loja, o meu
espaço físico é uma concessionária, eu
preciso de um prédio que seja versátil
bastante para empresas diferentes ali. E
muitas vezes os prédios que são alugados
por igreja são prédios como esses. Os
prédios comerciais hoje são prédios
extremamente padronizados. versáteis,
justamente para poder receber, certo, o
maior nível possível de tipos de
empreendimentos ali. Isso deixa o mundo
mais feio? Deixa. Isso é ruim? É ruim.
Isso faz parte de uma adaptação de
mercado, faz. Não é? Não acho que é um
projeto necessariamente. Ainda dá para
você comprar, sabe, móveis bonitos. Eu,
eu tô construindo minha casa nova e tô
tentando botar móveis bonitos lá. Me
irmão, é uma fortuna. É caro você
comprar um móvel que é feito de madeiras
que nem são permitidos mais que você
use. Hoje é tudo uns MDF velho horrível.
Un MDF velho mal feito. Você vai tentar
comprar uma poltrona, um sofá, uma
parada que é feito bonito. Vamos lá,
vamos agir contra a morte da beleza.
Seja rico. Seja rico. Se você for rico,
você consegue embelezar as coisas. Se
você pegar um item caríssimo e comparar
com um item barato, é claro que o item
caríssimo vai ser bonito. A questão não
é um projeto de morte da beleza, é
pobreza. As pessoas não tm dinheiro para
comprar coisas bonitas, porque para
ficar bonito é caro. Para ficar bonito
há muita mão de obra envolvida. E quem é
que vai pagar? Eu tô vendo aqui o rapaz
tá falando nada contra o rapaz, tá? Não
tô querendo discordar dele, dele não.
Mas as coisas são um pouco mais
complexas do que parecem. Ó, a
prateleira aqui na na no quarto dele é
feia, entendeu? Tem um L, primeiro, tem
uma mão francesa aqui aparecendo aqui
embaixo. É horrível isso aqui. Feio
demais. Preto comprado, sei lá, sei lá
onde. Por que que a prateleira dele é
mais bonita? Porque que ele não mandou
projetar uma prateleira que não tem SL,
que seja enfiada na parede, entendeu?
Por quê? Porque é mais caro, meu irmão.
Certamente é um dinheiro relevante. Ser
mais caro, por que que ele não tem um
instante zona bonita, sabe? Corneada,
aquele negócio todo feito com Porque é
uma fortuna. O negócio desse é
caríssimo. Por que que ele não tem? Já
que ele tá reclamando da morte da
beleza, é porque ele não tem dinheiro ou
não quis gastar dinheiro com isso. Assim
como tem muitas coisas belíssimas que eu
adoraria ter na minha casa que eu não
tenho porque eu não tenho dinheiro para
ter. Por que que as casas parece
clínica, né? Porque faz parte de um
processo construtivo que às vezes é
muito mais barato, entendeu? faz sentido
dentro de um determinado ambiente. Às
vezes, claro, existe um padrão e uma
escolha arquitetônica que vai tomando,
vai ficando moda, vai tomando o
imaginário das pessoas e acaba para
tendo, a casa de rico é assim. E aí,
claro, existe o projeto de mostra da
beleza que vai se expressando de forma
mais subrepetícia na sociedade, né? Que
os arquitetos se reuniram e agora todas
as nossas casas vão aparecer clínicas e
lojas. Então, houve um houve há uma
contaminação social por determinado
padrão estético que muitos acham pior,
outros acham melhor. Os ricos por algum
motivo, acham que essas casas
quadradonas são mais bonitas. Eu não
acho. Comprei uma casa com cara de casa,
com telhadinho aparente e tal, muito.
Sou muito mais feliz com isso, mas eu
não acho que é um projeto, entendeu, de
mostra da beleza. Eu acho que muitas
essas coisas fazem parte dos ditames de
uma sociedade de mercado que não é a
mesma sociedade dos séculos passados,
que tinha mão de obra diferente,
recursos diferentes, estruturas sociais
diferentes, acessos a materiais
diferentes, muitas vezes até uma lógica
de consumo diferente, né? Você comprava
um item para durar a vida inteira, né?
Você quer ter a mesma poltrona a vida
inteira, você quer ter o mesmo sofá a
vida inteira, você quer ter o mesmo
estante a vida inteira, nem é o que as
pessoas querem mais. Você prefere pagar
muito mais barato para um negócio que
você pode trocar daqui a 5 anos do que
pagar muito mais caro por uma coisa que
vai durar a vida inteira, que você pode
enjoar ou você vai mudar de casa. Você
não mora mais numa casa a que é sua, a
casa agora ela é alugada e aí as coisas
passam por diversas mudanças e acabam
quebrando. Existe uma obsolescência
programada nas coisas. Então assim, há
há muito mais fatores em torno da nossa
estética urbana do que simplesmente o
projeto da bosta da beleza, entendeu? Em
tese, eu concordo com ele, tá? Eu
concordo, existe esse projeto, mas a
gente tem que complexificar esse assunto
pra gente não virar também um monte de
bobalhão.
Morte da beleza verdade não é isso?
Beleza. Pois então, cadê a tua beleza?
Cadê a beleza da tua casa? Cadê tu tuas
coisas belas? Entendeu? É um projeto de
most beleza porque cadê as coisas super
belas da sua casa? Não tem porque a
gente não tem dinheiro para comprar
essas coisas e no antiquário comprar
umas paradas de 10.000 conto quando tem
a versão quadradinha feinha de R$ 300 na
Amazon, entendeu?
>> Isso tem coisa muito mais importante
para se preocupar. Mas é o que você
esquece, meu companheiro, é que a gente
tem a tríade aristotélica que define a
característica de um bem supremo como
sendo verdade, bondade e beleza, sendo
inseparáveis. E pra gente que é crente,
a gente sabe que esse bem supremo
existe, tem um nome claro e tem essas
características sendo observáveis
durante toda a escritura.
>> Então, mais ou menos, tá? Ele corrigiu
aqui como platônico, nem sempre o
verdadeiro é belo. Às vezes a verdade
vai ser feia e às vezes a mentira vai
ser bela. Não foi Paulo que disse que
Satanás se disfa até de anjo de luz.
Satanás se disfarça de anjo de luz. É
beleza, é a mentira bonita. Quando a
gente olha muitas vezes para lindas
catedrais de religiões que não são a
nossa. A gente olha pro império que se
deu dentro dos mundos árabes. Existe
muita beleza sem verdade. O fato de algo
ser belo, por si só não representa
verdade nem bondade. Há muita maldade
bonita quando jovens se apaixonam e
entram naquele belíssimo romance e tem a
a primeira vez deles antes do casamento,
mas é um casal que se ama e tudo mais.
Dá para você fazer um uma história, um
romance muito belo, uma história
agradável, parece muito bom, parece bom
demais e é falso, é mentiroso, é maldade
travestida. Eu acho muito problemático
essa relação que a gente faz entre o que
é o belo e o que é o bom e o que é
verdadeiro. Esse discurso tem levado
gente pro catolicismo. Esse discurso tem
levado gente pro islamismo, certo? Tem
gente virando católica e virando
islâmica pelo mesmo motivo, por um tipo
de argumento estético separado da
verdade. Por que que eu vou para essa
religião? Porque parece bonito, o ritual
é bonito, o prédio é bonito, não porque
é verdadeiro. Tem um vídeo que a gente
fala sobre isso, é uma teologia da
estrada que eu gravei em Paris, de
frente e dentro da catedral de
Notreddame, onde eu argumento sobre como
é que a gente lida com o belo, né, de
outras religiões, mesmo quando o belo
não tá próximo da verdade.
>> Mas aí veio umismo, separou as três
virtudes e agora a beleza não é mais
propriedade objetiva do bem supremo, ela
é uma resposta subjetiva do sujeito. Ou
seja, a beleza agora tá nos olhos de
quem vê,
>> tá bem? Também tá, né? Existem aspectos
objetivos e aspectos subjetivos da
beleza, certo? A estética é tanto
objetiva quanto subjetiva. Se a gente
joga estética integralmente no
subjetivo, a gente tem um problema. Se a
gente joga estética integralmente no
objetivo, a gente tem outro problema. A
estética é tanto objetiva quanto
subjetiva. Eu não acho que compreender
isso seja virar iluminista, não.
>> Sem Deus não precisa mais ser bela. E
aí, para desmoronar tudo de vez, a
teoria da arte moderna que
progressivamente trocou a beleza por
ruptura e e provocação.
>> Isso existe mesmo, tá dentro do, mas de
novo, isso tá dentro do mundo do dessas
maluquías, entendeu? Você acha que se
não tivesse verba pública existiria
essas apresentações de arte disruptiva,
não sei o quê. Não existe. Ninguém paga
para assistir essas coisas, entendeu?
Por quê? Porque ninguém compra essas
ideias de verdade. A gente quer ver
beleza, a gente quer ver arte, a gente
quer ver o bom, a gente quer se
emocionar com o que é bem feito. Isso é
natural do ser humano. Esse mundo da
disrupção é coisa de DC, de universidade
e de gente que mama nas treta do estado.
Não tem nada a ver com o que realmente é
da natureza humana com relação ao belo,
não. Que Marca vai até falar que a arte
moderna é a consequência de uma
cosmovisão que perdeu Deus como
fundamento objetivo da beleza. E aí a
gente consegue ver o reflexo disso nas
paredes dos museus e até nas igrejas
modernas. Por quê? Cara, eu eu adoro
museu. Eu quando viajo com minha esposa,
eu vou muito em museus. Eu vou dizer,
tá? Sempre é uma perda de dinheiro em
museu de arte moderna. Já teve museu que
a gente foi que foi de graça e foi caro
demais. Não tem um museu de arte moderna
que preste. Eu lembro de duas vezes na
minha vida que eu vi arte moderna que
foi legal assim. Eu acho que romek é
arte moderna. Romek. Homek é arte
moderna. Eu acho que é. Não, não. Ele
não é considerado um artista de arte
moderna. Ele é um dos principais nomes
da arte contemporânea e estilo conhecido
como iper realitat. Então nem o Romek,
dá rom ele tava no museu de arte moderna
para tá pelo menos eu quando eu vi Romek
foi no Museu de Arte Moderna, mas é
muito bom cara colocar aí na tela aí
alguns alguns das da do que o do que o
Homewek faz, ele faz esculturas a hiper
realistas. Incrível, incrível. Fui com
minha esposa quando a gente estava recém
casado e vê pessoalmente as esculturas
do Homek. É um negócio incrível. Aquela
cabeçona deitada é famosa aquela obra,
aquela cabeçona deitada assim. Eu vi
pessoalmente aquela obra lá é muito
massa Hw, mas também não é arte moderna.
Ach, acho contemporânea. Eu vi no museu
de arte moderna, então eu vou manter meu
argumento, [risadas]
por mais que ele esteja errado.
>> Deus valoriza tanto belo, porque o meio
também faz parte da mensagem. Por isso
que Deus se fez homem para redimir a
humanidade. Pelo amor de Deus, eu não tô
falando que ser moderno é pecado, que
deixa Deus triste, até porque as
primeiras igrejas eram assim, mas é
muito estranho. A igreja moderna com
tanto recurso tá sendo um sintoma de um
sistema mundano e não um antídoto para
ele.
>> Tá aí. Isso é um argumento de verdade.
Agora eu não sei, cara, se eu consigo
chegar tão longe, sabe? Eu entendo o
argumento, valorizo a qualidade do
argumento, mas eu não sei se as
estruturas atuais das igrejas
representam necessariamente o sistema
mundano. As igrejas estão tentando
conscientemente ou as igrejas são
reflexo de uma cultura de disrupção
estética. É isso que as igrejas tão
tentando fazer, uma disrupção estética.
Ele me conta todo mundo tenta enfeitar
sua igrejinha, entendeu? Bota lá as
coisas bonitinha, o telãozinho lá com a
arte, pessoal fazendo as artezinhas
bonitinha, as camiseta, entendeu? o a
logo da igreja, o ar condicionadozinho,
até onde me consta, as pessoas estão
tentando beleza, as pessoas estão se
esforçando pela beleza, mas dentro de um
de um contexto social e econômico, não
é, que e cultural até que muitas vezes
existe uma limitação, né? Ele falou uma
coisa que é interessante, as primeiras
igrejas eram assim, né? Mostrei tudo,
ele mostrou, né? As igrejas eram em
cavernas, as igrejas não tinham esse
poder. A igreja não começou como uma
igreja preocupada com essas estruturas
estéticas. Isso começou a acontecer
quando a igreja teve poder de império. A
igreja com poder de império foi uma
igreja mais preocupada com esses
aspectos estéticos. O catolicismo tem
isso, porque o catolicismo ainda é um
império, né? O catolicismo é um estado,
tem um estado católico, é é um é uma
religião que tem um presidente, né? Tem
um líder civil, né? Sobre um país. Você
encontra isso no islamismo porque é
império, não é? O protestantismo, o
cristianismo bíblico, né? ele não tem
poder de império. Então, sem poder de
império, será que a gente consegue
reproduzir padrões disruptivos no
sentido positivo a esses modelos
artísticos e estéticos mais
contemporâneos? Eu acho muito difícil,
muito difícil. Ainda mais quando, por
exemplo, a gente pensa nos custos da
construção dessas grandes catedrais.
Você pega essas grandes catedrais,
gente, é dinheiro que vem de vários
países, dinheiro do estado e anos, às
vezes várias décadas, às vezes mais de
100 anos para construir uma igreja
dessa. Então você tem o estado com
dinheiro do estado demorando 100 anos
para construir uma igreja. E aí tu vai
comparar com a galera do bairro que se
juntou ali, que precisa de um espaço
para congregar e que comprou um telão,
entendeu? Eu acho muito difícil, muito
difícil. Ó, quanto tempo demorou para
reformar, reformar Notridame? Notridame
demorou
5 anos, 5 anos para ser reformada,
recebendo dinheiro público de vários
países, entendeu? Para reformar
Notridam. Cadê aquela catedral que foi
feita agora? É, quanto tempo demorou a
construção da Catedral de Colônia? Cadê
aqui? Catedral de Colôia demorou 632
anos para ser construída. El ficou
paralisado por 300 anos, né, também.
Mas, mas assim, olha ol olha olha ol ol
olha do que que a gente tá falando, né?
Qual foi aquela que construíram agora,
hein? Foi a Sagrada Família. foi que
pronto, a Basílica da Sagrada Família em
Barcelona terminaram finalmente, mas
ainda vai ter algumas partes internas de
construção. Demorou 144 anos para
construir. Então, quando a gente olha
para essas grandes catedrais, a gente
fica: "Ah, porque é que a igreja do meu
bairro não é assim? Porque que a igreja
dos protestantes não é assim?" Gente, é
isso mesmo. A gente quer pegar dinheiro
público, pegar doações do mundo inteiro
e construir um prédio por 200 anos, por
150 anos e dizer que é isso, entendeu?
Vamos colocar as coisas em perspectiva,
porque se a gente não colocar em
perspectiva, a gente não não vai pra
frente, tá? De novo, o esforço do belo é
uma coisa muito boa. Ir em busca do que
é belo, ir em busca da beleza, é Deus
acha a beleza uma coisa boa. Deus gosta
do que é belo, Deus trata beleza como
uma qualidade. Tá tudo bem. Belezar
nossas casas, se a gente consegue, é
excelente. Belezar nossas igrejas é um
esforço muito bom. Faça isso. É uma
coisa boa. Uma coisa boa. Eu acho que os
discursos sobre isso, geralmente são,
sabe? Falta falta um pouco mais de
substância na minha opinião. Ou tô
ficando maluco. Comenta embaixo aí. você
que é que você acha sobre esse debate
todo também, tá? Mas Deus gosta do belo,
sim, beleza. Faça sua maquiagem,
entendeu? Use sua roupinha, use sua
roupinha bonitinha, use, come seu
suplemento, entendeu? Para você ficar
mais bonitinho. Se você tá ficando
careca e acha que tá feio, ó, mete
manual na sua cabeça, ó, e vem pro lado
cabeludo da força. Por que que você tem
que ficar com a autoestima baixa? Se
você pode melhorar aí, ó, aquilo que
deixa incomodado. Você tá chateado com
as entradas aí crescendo, com a
carequinha do padre aparecendo aqui
atrás? Manual é a mais respeitada
plataforma de tratamento capilar para
homens que nós temos no Brasil. Tudo
feito na sua casa. A manual não é um um
clube de assinatura, não, não é
tratamento médico. Você entra no site da
manual, você vai preencher um
questionário e um médico de verdade vai
avaliar o seu caso e vai prescrever se
prescrever, porque às vezes ele nem
prescreve, porque diz que você não
precisa, mas se precisa, ele vai
prescrever o tratamento exato pro seu
tipo de calvice. Tudo no conforto do
celular. Você recebe em casa, ó, uma
caixa discreta para ninguém saber o que
é que você anda passando na cabeça. E o
pessoal vai perguntar: "Rapaz, tá
diferente, tá mais bonito, mais jovem? O
que que aconteceu?" E claro, você vai
poder dizer: "É manual". Tudo isso não
só com frete grátis, mas com 40% de
desconto usando o cupom teologia indo no
QRcode que tá aí na tela ou no link que
tá aí na descrição. Tá em dúvida se
deixa sua autoestima se abalar ou se
trata essa calvice do jeito certo? Vem
para manual para você se sentir muito
melhor com você mesmo. Cuidar da
aparência é o primeiro passo para
recuperar aquela autoconfiança no dia a
dia, seja no seu relacionamento, no seu
trabalho, onde for. Lembrando que se
você começar e não curtir o tratamento,
você pode chamar o suporte clínico e
parar na hora que você quiser. Faz tua
avaliação gratuita, link na descrição e
vem pro lado manual da força. Usa o
cupom teologia e aproveita. Posso pesar
o clima? Fala: "Meu Deus, o que será que
vem aí?"
>> Posso pesar o clima? Acreditar em Deus e
não obedecer?
É a mesma coisa que Satanás faz ou você
acha que ele é teu?
Pada
seca.
What a brutal hit. Fatality.
A brutal hit. Pancada. Pancada. Até o
diabo crê em Deus. Ele só não obedece em
Deus. Ele só não confia em Deus. Mas
acreditar que ele existe. Ah, meu filho,
você crê como igual ao diabo? Essa é a
pergunta. Você crê igual ao diabo? É,
meu querido. Tá na Bíblia, tá? O livro
de Tiago fala isso, né? Que até até os
demônios crêem. Os demônios creem que se
tremem. É, eles acreditam. O diabo sabe
de teologia. O diabo é melhor teólogo
que nós, certo? Mas o diabo não tem fé.
O diabo não tem fé. Ele não acredita de
verdade. Ele não obedece. Se nós dizemos
que cremos em Deus e vivemos como
queremos, nós vamos simplesmente pro
caminho do diabo. Jesus disse: "Aquele
que me ama guarda os mandamentos. Aquele
que me ama guarda meus mandamentos.
Aquele que me ama guarda os meus
mandamentos. A pergunta é: você ama a
Deus? Você prova isso pela cruz que você
carrega nas costas obedecendo a ele.
Menininha aqui mandou bem demais. Parece
uma menininha. Acho que parece não
parece a menor de idade, mas parece uma
pessoa pequeninha. Sou mal. Sou mau.
Beleza. Eu disse aqui ficou
engraçadinho. Só, né? Tô, tô medo de
falar alguma coisa. Sou a mal sem
querer. Só quero sua mal querendo.
>> Por que que hoje em dia tem crente em
todo lugar? Eu vou te explicar.
>> Glória a Deus. Que bom. Graças a Deus.
>> De uma forma mais resumida possível. Tem
uma passagem bíblica, gente, que diz que
o ser humano foi feito por Deus para
crescer, multiplicar e dominar a terra.
Dominar. Presta atenção nessa palavra.
Algumas décadas atrás, uma galera
evangélica lá nos Estados Unidos começou
a interpretar essa passagem da seguinte
maneira. Eles diziam assim: "Olha, a
gente tem que dominar a sociedade de uma
forma ampla, não só na religião, mas nos
chamados sete montes: governo, família,
educação, mídia, religião, economia e
artes."
>> Não só, tá? A teologia dos sete montes
não é a única interpretação bíblica que
nós temos. nem a majoritária acerca do
engajamento cultural, tem vários outras
correntes de engajamento cultural. Você
vai ter dos mais radicais a teonomia,
você vai ter o neocalvinismo holandês,
você vai ter outros caminhos de
engajamento que não são só a teologia
dos sete montes, tá? E aí diferentes
tradições evangélicas vão se unir nessa
mobilização. Isso era para combater esse
movimento de secularização dos últimos
anos. Ou seja, o avanço do feminismo, do
direito dos gays, na época nem se falava
em movimento LGBT, do ensino laico nas
escolas, essa coisa toda. E aí isso vai
ganhar força em torno de um cristianismo
que vai ser um cristianismo de direita,
conservador, em defesa dos bons
costumes. Lembrem que o movimento
político bem importante que antecedeu o
golpe militar, a ditadura aqui no Brasil
em 64 foi a marcha da família com Deus
pela liberdade. E aí, já no final da
ditadura, aqui no Brasil, ainda lá nos
anos 80, pastores como Manuel de Melo da
Igreja Brasil para Cristo vão defender a
ordem e o progresso dos militares. O
jornal Mensageiro da Paz da Assembleia
de Deus vai exaltar os valores como a
submissão dos civis e a autoridade dos
militares como uma base bíblica. E já
faz muitos anos, a gente vê aqui no
Brasil também pastores como Silas
Malafa, Marco Feliciano, Edir Macedo
ocupando TV, jornais, rádio, enfim,
vários espaços nesse projeto de
dominação. Agora eu vou dizer o
seguinte, essa questão da subserviência
na ditadura é realmente uma mancha negra
na história de algumas denominações,
fica o registro, mas do de resto aqui eu
acho que ele tá fazendo descrição, ele
tá só descrevendo com muita integridade
aqui, tá? Ah, por mais que eu acho, não
sei, me parece que ele seja um crítico,
né, dessas coisas, desses movimentos, é
uma descrição muito correta do que
realmente acontece, do que realmente do
que realmente somos, não é? como igreja,
queremos nos desenvolver na sociedade,
queremos servir a sociedade. Existe um
projeto relacionado a isso. Esse projeto
tem certas características dentro dos
círculos neopentecostais, mas não é o
único projeto que existe. Existe, mas
também é um projeto conservador,
obviamente, de engajamento social.
>> Vejam então que a gente importou dos
Estados Unidos isso que vários
pesquisadores vão falar e vão chamar de
uma teologia do domínio. Não é toa que
as igrejas mais modernas, mais
descoladas, mais jovens agora se chamam
church.
>> Então agora ele ele me perdeu, me perdeu
aqui com dois erros, tá? Um é achar que
as igrejas chamarem church faz parte de
algum tipo de de importar uma teologia
do domínio americano. Não é. É só
marketing, é só marketing com jovem. Só
isso. A galera usa os nomes em inglês,
bota church porque é legal. Só isso
mesmo. Tem nada a ver com teologia do
domínio americana. Segundo, teologia do
domínio é o termo técnico na teologia
para falar de movimentos mais
teonomistas, né? Movimentos que
acreditam em um tipo de domínio
político, não de influência política,
mas de domínio político. Por outras
vezes. Teologia do domínio e teologia do
Sete Montes, por exemplo, são teologias
diferentes, né? Não são a mesma coisa.
né? Existe um uma falha conceitual aqui
por desconhecimento teológico. Existem
teologias do domínio no sentido mais
amplo, dá para usar assim, se quiser,
mas não parece o jeito que ele tá
usando. Ele tá usando como uso teologia
do domínio até entre aspas, né? E usa no
singular, né? Então ele tá seria uma
referência a um tipo de movimento
diferente do dos sete montes. Não tem
nada a ver com as igrejas mais modernas,
Churchs, elas não são igrejas
teonomistas normalmente,
>> né? Esse domínio ele de fato aconteceu,
ele tá acontecendo. A gente tem desde
novelas bíblicas a sex shops evangélicos
que não tem nada com tem nada a ver
comologia do domínio nesse sentido, né?
Tem a ver com a participação de
evangélicos na sociedade. Os evangélicos
fazem parte da sociedade e por serem
parte da sociedade eles têm influência
social também. O que aconteceu, eu acho
que seria uma visão muito mais madura da
mudança social relacionada aos
evangélicos, foi um crescimento
evangélico muito forte, o que gera um um
um susto na sociedade. O Brasil tem a
maior história de crescimento evangélico
do mundo, até onde me consta. A gente
virou mais de 1/4, quase 1/ça, muito
rápido, o que faz com que aquilo que
antigamente era dominado para um
ambiente católico barra laico, agora
também tem uma participação evangélica
muito grande. E o evangélico no Brasil,
ele não é tão pietista como em outros em
outros contextos. A gente saiu de um
ambiente muito pietista para um ambiente
mais integrado na sociedade. O que vai
gerar, não é, essa participação civil de
evangélicos na sociedade, sem ser parte
de um projeto de poder necessariamente.
Pelo contrário, faz parte de um tipo de
expressão pública da própria fé do
indivíduo protestante. Eu acho que a
leitura dele é é verdade, só até a
página dois, é verdade sobre ambientes
muito específicos, lugares muito
específicos, não é o que explica o a
pergunta que foi colocada aqui. Por que
é que hoje em dia tem crente em todo
lugar? A resposta é muito simples. É
porque tem mais crente no Brasil. É só
isso mesmo. A gente faz parte da
sociedade.
>> É importante a gente entender que nada
disso é natural, espontâneo, orgânico.
Isso tudo é um projeto que tem
interesses profundamente ideológicos por
trás.
>> Aí é teoria da conspiração, né? Teoria
da conspiração.
>> Justamente eles que se dizem lutar tanto
contra ideologias. Já tinham parado para
pensar nisso?
>> Já par, já pensei muito nisso. Eu acho
que você tá errado. Imposto na Alemanha.
Como é que é isso?
>> Você sabia que aqui na Alemanha o seu
dízimo ou Kenoia é debitado na sua folha
de pagamento como imposto oficial? Se
você é um membro registrado na Igreja
Católica ou na Igreja Evangélica, essa
taxa ela varia em torno de 8 a 9%,
dependendo da região. Essa taxa ela é
cobrada não em cima do valor bruto ou
neto do seu salário, mas em cima do
valor que você paga de imposto pro país.
Ao se registrar como morador aqui na
Alemanha, você se declara católico ou
evangélico, automaticamente essa taxa,
ela vai passar a ser cobrada na sua
folha de pagamento. Caso você se declare
ateu, [música]
isso não vai acontecer. Se você é de
religiões ortodóxicas ou islã, [música]
essa taxa também não vai ser cobrada
para você. É só para quem é evangélico
ou católico. Caso você não queira mais
pagar esse imposto, não é simplesmente
não vou mais pra igreja e tá resolvido,
não. Você precisa ir num cartório, pagar
uma taxa e abrir um processo de saída, o
que pode fazer com que você perca o
direito de batizar, ser padrinho, casar
na igreja. Coisas como essa podem
acontecer. [música] E aí, você sabia
disso?
>> É, é, é muito comum isso aí. hã, em
países que o estado não é laico, que o
estado é confessional e que existem
igrejas estatais, de alguma forma você
paga o seu dízimo por meio do estado.
Muito comum. E tem pessoas que nem são
eh cristãs que pagam o esse tipo de de
dízimo, né, justamente para por causa do
papel humanitário das igrejas e tal. Eu
tinha eu tinha ouvido falar nisso já,
bem interessante. Não gosto, mas bem
interessante porque faz parte dessa
ligação muito íntima entre igreja e
estado que é muito comum em muitos
países na Europa. Mandaram aqui falando
do Luís Gonzaga. Agora eu fiquei curioso
>> porque quando eu chego lá no no
interior, o camarada não quer ouvir
falar de Jesus, mas ele quer ouvir a
Sofona tocando, né? Porque quando ele
escuta a Sofona tocando, tem uma uma
música que foi inclusive até feito em
junto com o pastor Colom
assim, ó. É uma resposta questionamento
Luiz Gonzaga, né? Luiz Gonzaga fala:
"Quando olhei a terra dente na fogueira
de São João, eu perguntei a Deus por
tamanha [música] judia san ele tem, né?
Famosa branca, né?
Aí o pastor C fez uma resposta, né? e
fala assim: "É por causa do pecado
de um povo muito ingrato, [canto]
que rejeitou
o amor [música] de Deus quando mandou
seu filho amado. Rejeitou [música] o
amor de Deus quando mandou seu filho
amado.
Se o povo arrependesse [canto]
[música]
e a Deus pedir perdão,
ele restaura
a tua sorte [música]
e manda chuva
pro meu sertão. Ele restaura a [música]
tua sorte e manda chuva pro sertão.
[música]
Então imagina, eu chego no sertão. Meu
nome é Luís Henrique Silva da Penha.
para eu chegar junto do pessoal, o
pessoal perguntou: "Como é teu nome?" Eu
digo: "É Luiz". Falou: "Oxe, Luiz é o
Gonzaga". Aí eu disse: "Oxe, queria eu".
Ela falou: "Cab inteligente, sabia
daquele". Aí eu vou e toco asa branca
ali, né? Aí tocas branca. Aí quem aí eu
pergunto quem foi que respondeu a ele
essa pergunta? Por que que acontece
isso? Você faz aí mesmo. Então assim, o
sertanejo ele gosta de conversar.
>> Cara, que legal, que bonito. Evangelismo
com muita inteligência. Só não sei se
ele dá para prometer chuva pro sertão,
né? Assim, se o pessoal se arrepender,
vai ter chuva no sertão. Dava para dizer
que era chuva pro coração, né? Alguma
coisa assim. Mas aí já sou eu querendo,
né? Pegar aqui, ficar de picuinha com
com bobagem que eu não vou também pr
assim, se fosse um caba sentado no
escritório falando isso aqui, eu ia
ficar corrigindo. É o caba que tá indo
pro sertão cantar pro sertanejo tocando
sanfona.
Vai passar por cima. Eu vou, eu vou,
entendeu? Passar pano. S di: "Ah, eu
quero passar pano". Eu ten coisa, tem
coisa que tem que passar pano mesmo, pô.
O cara tá lá porque tem uma coisinha que
eu acho que é uma imprecisãozinha
teológica no no serviço que ele tá
fazendo de evangelismo pros sertanejos.
Vou nada, vou nada. Deus abençoe, Deus
use. Toca bonito, viu o seu Luís aqui.
Que legal. Gostei, gostei muito. Achei
muito bonito. Tô muito feliz de ter
visto isso hoje. E já que tivemos um
vídeo bom, vou encerrar no vídeo bom
para manter nossa alma lavada e feliz,
tá bom? Se você gosta desse tipo de
vídeo, se inscreve no canal e acina as
notificações para ficar sabendo pr novo
aí na manual. uso cupom teologia para
você trazer beleza pra sua cabeça. E
lembre, tem vídeo aqui todos os dias.
Então sempre volta aí que eu quero ser o
seu companheiro de almoço. Um cheiro
[música]
no seu cangote e até a próxima.

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