POR QUE AS PESSOAS EM CORINTO COMPETIAM CONTRA OS MESTRES? – JOÃO PAULO
15/07/2026
POR QUE AS PESSOAS EM CORINTO COMPETIAM CONTRA OS MESTRES? – JOÃO PAULO
A igreja de Corinto foi profundamente influenciada pelos valores da sociedade em que vivia, formando vários partidos e transformando líderes cristãos em motivo de disputa e prestígio. Neste vídeo, João Paulo explica como a cultura pagã moldava o comportamento dos coríntios e quais lições esse cenário oferece para a igreja dos nossos dias.
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
Uma que me chama atenção já no início da epístola aos Coríntios, eh, é que nós vemos aqui a como era a competitividade entre os mestres e os seus seguidores e como é que isso afeta a igreja. Eh, e que tipo de competitividade é essa que nós encontramos e como é que ela afeta a igreja? >> Legal. Eh, antes, eu gostaria de de avisar, né, os nossos ouvintes e quem tá assistindo que esse livro é baseado numa pesquisa maravilhosa, né? O autor aprofundou muito nas obras da época, na arqueologia da época, em todos os detalhes da época para a fim de que ele consiga ler o texto bíblico realmente à luz do que estava acontecendo lá naquela época, na Corinto Romana daquela época, né? Ah, e uma das características daquela época, daquela sociedade, eram os mestres, os filósofos, que na verdade na época eram chamados de sofistas. Sofistas ali na época não tinha um um significado ruim, mas eram esses mestres que viviam de conseguir alunos ou discípulos. esses discípulos morariam com os seus mestres, ah, seriam ensinados pelos seus mestres, não só o conteúdo, mas também como comunicar o conteúdo. Então, havia uma grande competição entre esses mestres para que eles conseguissem os alunos mais abastados, os alunos das melhores famílias, melhores no conceito deles, né? melhores em em matéria de quanto eles poderiam ganhar de influência e de dinheiro a partir daqueles filhos das famílias nobres. E aí então esses mestres iam paraa praça pública e começavam a discutir entre si a e menusprezar uns aos outros. A grande tentativa era humilhar o mestre oposto de tal maneira que eu consiga mostrar que eu ganhei dele no debate, que a minha retórica, o meu meu jeito de me expressar é melhor e assim eu conseguiria os melhores os melhores alunos. E aí a como uma um dos princípios básicos desse discipulado, veja, a gente tá falando de discipulado pagão, o discipulado que os mestres filosóficos exerciam, que é o mesmo conceito do discipulado cristão, é o conteúdo que varia. E esses alunos, eles tinham como objetivo a imitação do seu mestre. Se o mestre tem como objetivo a humilhação dos outros mestres, então o aluno também tem como objetivo humilhar os outros mestres e os seus alunos. e os seus discípulos. A igreja de Corinto vive nesse contexto. Então, quando Paulo primeiro planta a igreja e aí depois que Paulo sai, vem Apolo e fica como o pastor da igreja por um tempo. E Apolo, ao que tudo indica, era um homem mais eloquente do que o apóstolo Paulo. Ele tinha uma presença física mais bela, mais forte do que o apóstolo Paulo. Então, a igreja se divide entre aqueles que continuam fiéis ao apóstolo Paulo e aqueles que passam a desprezar o apóstolo Paulo em prol de Apolo. É até possível que tenha desenvolvido também outros dois partidos, que é o partido de Pedro, né? O partido de Cefas e o partido que queria ser mais espiritual e dizia: "Não, nós só seguimos a Cristo, nós não seguimos mestres humanos". Só que o problema é que isso, >> até hoje tem essa história, viu? >> Ah, tem, >> eu não sou nem isso, nem sou aquilo. Eu sou de Jesus. Eu sou de Cristo. É quem tenta ser melhor do que todos os outros, né? talvez seja o pior grupo, na verdade. Então, a a partir do momento que esses grupos se fazem na igreja, eles dividem a igreja e começam a humilhar uns aos outros, começam a fazer disputas públicas para ver, ó, qual é o grupo melhor, qual é o grupo que tem a melhor teologia, qual é o grupo que tem a melhor eloquência, qual é o grupo que tem a melhor capacidade. Coisa que às vezes acontece no nosso meio quando a gente discute a minúcias da teologia e a gente então declara o outro do outro lado como se fosse nosso inimigo, né? E declara que os nossos mestres são os melhores, os nossos da nossa linha são são muito mais eloquentes e muito mais competentes e tem muito mais títulos. Então, quer dizer, não é uma coisa tão diferente daquilo que tem nas nas nossas igrejas. Só que ali na época acontecia numa igreja local. Talvez essa seja a principal diferença, né? Que isso que entre nós às vezes acontece tristemente entre denominações e tradições religiosas diferentes, tradições evangélicas diferentes, lá acontecia dentro da igreja local.