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POR QUE AS PESSOAS EM CORINTO COMPETIAM CONTRA OS MESTRES? – JOÃO PAULO

POR QUE AS PESSOAS EM CORINTO COMPETIAM CONTRA OS MESTRES? – JOÃO PAULO

POR QUE AS PESSOAS EM CORINTO COMPETIAM CONTRA OS MESTRES? – JOÃO PAULO

A igreja de Corinto foi profundamente influenciada pelos valores da sociedade em que vivia, formando vários partidos e transformando líderes cristãos em motivo de disputa e prestígio. Neste vídeo, João Paulo explica como a cultura pagã moldava o comportamento dos coríntios e quais lições esse cenário oferece para a igreja dos nossos dias.

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Legendas automáticas:

Uma que me chama atenção já no início da
epístola aos Coríntios, eh, é que nós
vemos aqui a como era a competitividade
entre os mestres e os seus seguidores e
como é que isso afeta a igreja. Eh, e
que tipo de competitividade é essa que
nós encontramos e como é que ela afeta a
igreja?
>> Legal. Eh, antes, eu gostaria de de
avisar, né, os nossos ouvintes e quem tá
assistindo que esse livro é baseado numa
pesquisa maravilhosa, né? O autor
aprofundou muito nas obras da época, na
arqueologia da época, em todos os
detalhes da época para a fim de que ele
consiga ler o texto bíblico realmente à
luz do que estava acontecendo lá naquela
época, na Corinto Romana daquela época,
né?
Ah, e uma das características daquela
época, daquela sociedade,
eram os mestres, os filósofos, que na
verdade na época eram chamados de
sofistas. Sofistas ali na época não
tinha um um significado ruim, mas eram
esses mestres que viviam de conseguir
alunos ou discípulos. esses discípulos
morariam com os seus mestres, ah, seriam
ensinados pelos seus mestres, não só o
conteúdo, mas também como comunicar o
conteúdo. Então, havia uma grande
competição entre esses mestres para que
eles conseguissem os alunos mais
abastados, os alunos das melhores
famílias, melhores no conceito deles,
né? melhores em em matéria de quanto
eles poderiam ganhar de influência e de
dinheiro a partir daqueles filhos das
famílias nobres. E aí então esses
mestres iam paraa praça pública e
começavam a discutir entre si a e
menusprezar uns aos outros. A grande
tentativa era humilhar o mestre oposto
de tal maneira que eu consiga mostrar
que eu ganhei dele no debate, que a
minha retórica, o meu meu jeito de me
expressar é melhor e assim eu
conseguiria os melhores os melhores
alunos. E aí a como uma um dos
princípios básicos desse discipulado,
veja, a gente tá falando de discipulado
pagão, o discipulado que os mestres
filosóficos exerciam, que é o mesmo
conceito do discipulado cristão, é o
conteúdo que varia. E esses alunos, eles
tinham como objetivo a imitação do seu
mestre. Se o mestre tem como objetivo a
humilhação dos outros mestres, então o
aluno também tem como objetivo humilhar
os outros mestres e os seus alunos. e os
seus discípulos. A igreja de Corinto
vive nesse contexto. Então, quando Paulo
primeiro planta a igreja e aí depois que
Paulo sai, vem Apolo e fica como o
pastor da igreja por um tempo. E Apolo,
ao que tudo indica, era um homem mais
eloquente do que o apóstolo Paulo. Ele
tinha uma presença física mais bela,
mais forte do que o apóstolo Paulo.
Então, a igreja se divide entre aqueles
que continuam fiéis ao apóstolo Paulo e
aqueles que passam a desprezar o
apóstolo Paulo em prol de Apolo. É até
possível que tenha desenvolvido também
outros dois partidos, que é o partido de
Pedro, né? O partido de Cefas e o
partido que queria ser mais espiritual e
dizia: "Não, nós só seguimos a Cristo,
nós não seguimos mestres humanos". Só
que o problema é que isso,
>> até hoje tem essa história, viu?
>> Ah, tem,
>> eu não sou nem isso, nem sou aquilo. Eu
sou de Jesus. Eu sou de Cristo. É quem
tenta ser melhor do que todos os outros,
né? talvez seja o pior grupo, na
verdade. Então, a a partir do momento
que esses grupos se fazem na igreja,
eles dividem a igreja e começam a
humilhar uns aos outros, começam a fazer
disputas públicas para ver, ó, qual é o
grupo melhor, qual é o grupo que tem a
melhor teologia, qual é o grupo que tem
a melhor eloquência, qual é o grupo que
tem a melhor capacidade. Coisa que às
vezes acontece no nosso meio quando a
gente discute a minúcias da teologia e a
gente então declara o outro do outro
lado como se fosse nosso inimigo, né? E
declara que os nossos mestres são os
melhores, os nossos da nossa linha são
são muito mais eloquentes e muito mais
competentes e tem muito mais títulos.
Então, quer dizer, não é uma coisa tão
diferente daquilo que tem nas nas nossas
igrejas. Só que ali na época acontecia
numa igreja local. Talvez essa seja a
principal diferença, né? Que isso que
entre nós às vezes acontece tristemente
entre denominações e tradições
religiosas diferentes, tradições
evangélicas diferentes, lá acontecia
dentro da igreja local.

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