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15 COISAS QUE O SEMINÁRIO NÃO PÔDE ME ENSINAR – WILLIAN ORLANDI | PODCAST VIDA NOVA #98

15 COISAS QUE O SEMINÁRIO NÃO PÔDE ME ENSINAR – WILLIAN ORLANDI | PODCAST VIDA NOVA #98

15 COISAS QUE O SEMINÁRIO NÃO PÔDE ME ENSINAR – WILLIAN ORLANDI | PODCAST VIDA NOVA #98

🎙️ No ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!

Neste episódio, conversamos com Willian Orlandi sobre o livro 15 Coisas que o Seminário Não Pôde Me Ensinar, dos editores Collin Hansen e Jeff Robinson.

Ao longo da conversa, refletimos sobre os desafios da formação teológica e da vida ministerial, abordando questões como:

🎓 O que o seminário teológico realmente ensina e quais aprendizados só podem ser adquiridos na prática do ministério?
📚 Como equilibrar conhecimento teológico, maturidade espiritual e experiência pastoral?
⛪ Quais são os principais desafios enfrentados por quem está dando os primeiros passos no ministério pastoral?
🌱 Como desenvolver um caráter cristão e uma liderança saudável para além da sala de aula?

Uma conversa enriquecedora para seminaristas, pastores, líderes e todos aqueles que desejam compreender que a formação ministerial vai muito além do aprendizado acadêmico.

Adquira o livro: https://www.vidanova.com.br/livros/15-coisas-que-o-seminario-nao-pode-me-ensinar

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Legendas automáticas:

E aí, eu sou Saor Lucena e seja
bem-vindo ao podcast da editora Vida
Nova. Você já pensou em ir pro
seminário? Está a caminho dele? Já
começou e está nos primeiros anos ou
mesmo já se formou no seminário? Se tem
uma coisa que a gente precisa pensar é o
que é que o seminário pode nos ensinar e
o que é que ele não pode nos ensinar. No
livro 15 coisas que o seminário não pode
me ensinar, os editores Colin Hansen e
Jeff Robson trazem ali estudos, artigos
feitos por diversos autores, nos
ensinando lições preciosas que o
seminário muitas vezes não traz para
nós. E é importante que saibamos se
estamos a caminho deles ou mesmo que nós
já tenhamos terminado o seminário, é bom
que a gente reveja e pense um pouco se
nós aprendemos como aplicar essas coisas
na nossa vida. Afinal, qual é o papel da
igreja local paraa nossa caminhada? Como
é que nós podemos cuidar adequadamente
das nossas esposas, da nossa família e
ainda assim cuidarmos dos estudos no
seminário? Como é que nós podemos ter
uma vida devocional em meio a tantas
atividades, trabalhos, provas, leituras?
E o uso da IA? Isso não é uma um assunto
que vai ser tratado no livro, mas que
vai ser tratado na conversa de hoje com
o William Orlandi. Se você quer saber
mais sobre essas coisas, então adquira o
livro que eu tenho certeza que vai ser
bção na sua vida. Mas também nos
acompanhe na conversa de hoje. E se você
gosta de conversas assim, se inscreva aí
na sua plataforma de podcast preferida.
Deixe o seu like, comentário, nos dando
feedback do que é que você vai achar da
conversa. E então vamos à conversa de
hoje. William, seja muito bem-vindo ao
podcast da Vida Nova. É uma alegria ter
você aqui pela primeira vez com a gente,
meu irmão.
>> Olá, Sa. É uma alegria toda minha poder
conversar um pouquinho com você sobre um
tema tão importante que a gente vai
tratar hoje.
>> Legal. Meu irmão, antes da gente seguir
em frente, eu queria pedir que você se
apresentasse um pouco. Primeira vez que
você tá aqui com a gente, né? Espero que
seja a primeira de muitas, mas apresenta
um pouco aí do seu ministério, como é
que você tem servido.
>> Ah, meu nome é William Orlande. Eu sou a
pastor da Igreja Batista Reformada de
Indatuba. Indatuba, uma cidadezinha eh
no interior de São Paulo, do lado de
Campinas. E eu a sirvo essa igreja desde
2012, então já faz aí uns 14 anos. E a é
uma igreja ah que realmente tem gerado
muita alegria na nossa vida em poder
servi-los. E também eu sirvo no contexto
de seminário. Eh, eu sou formado em
teologia, seminário Martin Buter,
excelente seminário. Ah, tenho mestrado
em Novo Testamento, estou fazendo outras
outra outras especializações também e eu
sirvo na área de docência desde 2019 em
alguns seminários. Eh, então aqui o o
título que a gente vai tratar hoje, né,
o tema sobre a importância do seminário,
que o seminário não consegue ensinar. É
uma coisa que tanto eu quanto só estamos
vivendo aí, né, Sor? tanto com pastores
na área acadêmica também. Então,
basicamente é isso. Tenho a sou casado,
tenho três filhos, um a caminho e é isso
aí.
>> Muito bom, meu irmão. Acho que vai ser
legal essa conversa porque o livro foca
bastante no seminarista que tá ali e
precisa ter noção de certas coisas que
ele não vai aprender necessariamente no
seminário, mas ah ele fala também desse
pastor jovem que tá basicamente aí no
início da caminhada. E ainda que você
seja um pastor jovem, só que com muitos
anos de caminhada, o nosso perfil se
encaixa bem nessa conversa pra gente
trazer não apenas o que o autor trouxe
no livro, mas muito da nossa própria
experiência, né? Eu acho que que isso
vai somar bastante pra conversa. E vamos
seguir, então, vamos seguir aqui
pensando um pouco nessas questões mais
interessantes que o livro nos ajuda a
pensar. Então, primeira coisa, cara,
olhando para essa parte da nossa
experiência, né, tanto como alunos como
professores, hoje eu não estou atuando
mais como professor, mas já fui
professor em alguns seminários. Você tem
atuado ainda como professor. Então,
somando essas questões de experiência, o
que é que você acha que o seminário
consegue fazer muito bem e o que é que
ele não consegue entregar sozinho? Vamos
começar com algo mais geral, depois a
gente vai entrar nos detalhes.
>> Maravilha. Eu entendo que o ensino
teológico no Brasil ainda tá
engatinhando, então nós temos, a maioria
dos seminários são ruins, mas graças a
Deus nós temos bons seminários, né? Eh,
e esses bons seminários eles conseguem
entregar eh um bom conteúdo teológico.
Então eles ensinam a gente a fazer a
interpretação do texto bíblico, ensinam
sobre história da igreja, eh teologia
sistemática, talvez seja um dos grandes
mortes aí do seminário, né? Ah, muitos
seminários também têm matérias sobre
aconselhamento, aplicação, a prática
paraa vida cristã também. Eh, então o
seminário, os seminários bons, eles têm
essa, a esse alvo de ser o mais completo
possível, mas tudo nessa vida é
limitado. Só Deus quer ir limitado, né?
Não tem como aprover todas as coisas.
Eh, o seminário tem um começo, meio e
fim lá, 3 anos e meio, 4 anos, às vezes
um pouquinho mais, eh, não tem como
ensinar tudo. Eh, virtualmente
impossível isso. Eh, o que seminário não
nos ensina, ah, e são coisas que talvez
não são ensináveis no sentido
conteudista da coisa. Por exemplo,
caráter. Por mais que você tenha uma
material sobre ética cristã, você vai
aprender a teoria, vai estudar talvez os
10 mandamentos, ah, você vai estudar da
a cristã, as virtudes cristãs, mas ah,
não tem como o seminário acompanhar, por
exemplo, muito de perto, ainda que os
seminários tentem fazer isso, eh,
caráter cristão e olhar paraa sua vida
lá na sua casa, como você trata sua
esposa, seus filhos. Eh, então essas
questões assim bem práticas, eh, não tem
existe essa impossibilidade de o
seminário entrar, por exemplo, muito a
fundo na vida de cada aluno, né? Eh,
alguns seminários têm uma entrevista,
eles têm a prestação de contas com a
igreja local, ser maravilhoso, isso
ajuda a melhor servir os alunos nesse
sentido, né? Mas, por exemplo, um outro
ponto também, a sabedoria para questões
muito específicas do ministério ou da
vida cristã, não tem como um curso, uma
um módulo de ética de 6 meses ou um ano
abarcar todas as dificuldades da vida. E
também não ensina a gente a amar
pessoas, não no sentido de que ele negue
isso, né? Mas uma coisa é você ouvir,
você tem que amar as pessoas e outra
coisa você de fato amar,
né?
como um bom servo de Cristo. Então, acho
que essas coisas mais, digamos, pessoais
ou existenciais que realmente não tem
como ensinar, são coisas que você vai
aprendendo ao longo da vida, sofrendo na
igreja local, com outras pessoas, outros
pastores, eh, acho que essa questão mais
prática, talvez. Que que você acha?
>> Né? Eu concordo plenamente. Eh, foi
muito do que eu passei também, né? A
verdade é que se a gente retroceder um
pouco, a gente lembra até daquela ideia
de que os seminários eles surgem, eles
são bons, né? Primeira coisa, seminários
são bons, mas a eles surgem por causa de
uma deficiência das igrejas locais.
Porque se as igrejas locais tivessem
muitas pessoas capacitadas ali para
fazer realmente um bom um bom
treinamento, a ensinar, os seminários
não seriam necessários, ainda que eles
continuem sendo bons. E aí, ah, pegando
a existência deles, eles surgem como uma
ajuda para a igreja, mas não como um
substituto, né? Então eles nos ajudam
nessa parte mais conteudista de nos
passar notes teológicos, doutrinas,
entendimentos mais profundos, mas o
pastoreio da igreja local ainda é
essencial para todas essas questões, né?
E são pontos que a gente vai poder
discorrer discorrer um pouco mais aqui.
>> Esse ano, esse ano nossa igreja nós
ordenamos mais ah três pastores. O Saor
fez parte da banca examinadora, né,
Saor? Foi eh foi muito bom. E aí assim,
eu que o o ponto do saor é muito
fundamental, porque eu treinei esses
homens por ah por bastante tempo, mas
assim de forma formal, por dois anos,
toda semana, ensino, vivência, tudo
mais. Eh, e agora a agora assim eu
incentivo eles a fazerem o seminário
mesmo depois de ordenados ao Ministério
Pastoral. Então, o seminário ele entra
como esse extra, muito bem-vindo, porque
eu também não consigo ensinar todas as
matérias, é impossível também. Eh, então
assim, enquanto tiver essa mutualidade
da igreja local, formando os pastores e
o seminário como esse extra de
repertório de bagagem, funciona muito
bem. Agora, quando desbalanceia a coisa
também fica complicado também.
>> É. É. E aí as pessoas chegam com
expectativas irreais pro seminário, né,
que é justamente o que o livro quer
também eh evitar, as pessoas se
frustrarem por achar que no seminário
vão aprender certas coisas que não é o
foco nem ele sequer tem condições de
fazer. Realmente eu lembro que no
seminário que eu estudei, teve um
momento que alguns alunos, um muito
específico, ele ficava assim: "Não, mas
o seminário a gente tem que ter um
momento de devocional aqui junto". E os
professores diziam: "Olha, isso é muito
bom, mas aqui a gente precisa focar na
parte de ensino e a gente espera que o
momento de devocional vocês façam em
casa com vocês, que vocês façam culto
doméstico." E outra, o seminário era
ainda presencial, diário, então a gente
vivia em alojamentos. Era muito fácil
quem quisesse chegar e ter algo mais
conjunto ali. Ah, vamos fazer um
trabalho juntos. Nós vamos ter um
momento aqui, uma vez na semana que
seja, juntos pensando na palavra. Então
assim, eh, às vezes a gente quer que o
seminário ele substitua a igreja nesse
sentido e e traz expectativas
complicadas, mas como o William colocou,
esse acompanhamento no dia a dia da
igreja, ele faz toda a diferença. Eu tô
aqui, William, agora com a primeira
pessoa que eu vou enviar para o
seminário, né? Tô muito feliz com essa
oportunidade de ter mais pessoas que a
gente vai levar ali para serem
capacitadas e poderem somar, servindo à
igreja. Mas ah, já sabendo do que é que
o seminário é bom para trazer e o que é
que ele não vai conseguir fazer, o foco
maior que eu tenho tido no
acompanhamento com essa pessoa não é nem
tanto em conteúdo em si, porque o
seminário vai fazer isso, mas é nesse se
tratar do pastoreio do caráter,
conferindo se a pessoa tem um caráter
ensinável, se ela tem um caráter que a
gente vai conseguir então somar esse
caráter com as habilidades, né? Se a
gente parar para pensar até quando nós
olhamos paraas escrituras e para a as
características de um presbítero, a
gente vê que elas são muito mais focadas
nisso, né? No caráter e então na
capacitação, mas primeiro o caráter que
é muito mais difícil inclusive de você
ensinar, né?
>> Perfeito. É isso aí. Agora vamos pensar
um pouco que quando esses seminaristas e
a maioria deles são jovens, né? Ainda
que tenham pessoas mais velhas. Eu
estudei com pessoas de 40, 50, 60 anos,
pessoas de diversas idades,
>> mas ainda assim a maioria tá ali na casa
dos 20. E eles saem muitas vezes do
seminário, ou pelo menos eles entram no
seminário e passam os primeiros anos ali
com uma visão muito idealizada da igreja
local e com a expectativa irreal do que
é que vai ser o ministério, né? E aí, a
gente pode até falar de exemplos de
expectativas reais que a gente já ouviu,
mas por que que isso acontece com tantos
deles, principalmente esses jovens?
>> Ah, talvez pelo próprio caráter do
seminário, né? O jovem ele vai aprender
a doutrina, né? Então, por exemplo, numa
aula de sistemática, ele vai aprender
eclesiologia. Então, tá lá, a igreja é
assim, assim, assado, igreja que luta
militante, a igreja triunfante na glória
e tudo mais. e vai criando essa imagem
no coraçãozinho do seminarista, né? E
talvez, talvez o a uma questão bem
prática além dessa teórica é a ele não
estar muito envolvido com a igreja
própria dele ou ele ter a uma aquela
loucura revolucionária de que não, eu
vou mudar tudo aqui na minha igreja
muito facilmente.
Ilusões. Exatamente.
>> Eh, eu sou o reformador do século XX e
tal, né? Eh, e a a realidade vai esmagar
essa essas ilusões que a gente cria, né?
Esses ídolos que a gente cria. Eh, e
lembrar, por exemplo, Efésios 5, Paulo
vai falar que Cristo está santificando a
sua noiva. A igreja está num processo de
santificação e é um processo lento, é um
processo que tem altos e baixos, é um
processo que talvez você dá um passo
paraa frente, dois para trás. Eh, um
processo que envolve muito choro,
lágrima, sangue, né? suor eh, não é uma
coisa bonita, né? É uma coisa do do
viver do dia a dia. Então, ah, e eu
escuto não só seminaristas, mas eu
escuto de outros pastores, por exemplo,
pessoas que vão para fora fazer um
mestrado e um doutorado que se já espera
uma certa maturidade e aí vive numa
bolha, numa torre de marfim e aí volta
pro Brasil, às vezes dos Estados Unidos
ou da Europa e volta com aquela coisa
gigantesca,
querendo impor as coisas de forma muito
rápida. Isso é um pouco de eh uma
imaturidade e falta de sabedoria de
lidar com a realidade ali, né?
>> Com certeza. Mais uma vez a gente vê a
importância do caminhar com a igreja
local ao invés de simplesmente o envio
pro seminário. Ah, eu já recebi pessoas
aqui que estavam saindo de outras
igrejas, igrejas complicadas
teologicamente estavam conhecendo a
teologia reformada e chegando e isso
aqui na minha igreja e elas estavam em
seminários. E aí a essa pessoa em
específico, ela inclusive estava num
seminário ruim, eu conversei com ela,
expliquei para ela, ela disse: "Não, vou
sair". E aí ela já quis entrar em um
outro seminário, agora um seminário bom,
mas o que eu falei para ela, calma, se
você realmente tá querendo fazer essa
transição, vem pra igreja, vamos
caminhar com a gente, vamos eh ter
aconselhamento, pastoreio, e então você
vai entrar no seminário, se a gente eh
todo mundo aqui notar esse perfil em
você, de uma maneira muito mais adequada
com os direcionamentos, com o pastoreio,
né? faz todo o sentido dessa dessa
forma, porque quando você vai pro
seminário desconectado da igreja, aí
você não tem esse dia a dia do que é que
você vai viver quando se formar. Aí eu
acho que vem esse problema dessa visão
idealizada, o que não acontece quando
você já tem anos de igreja e então vai
pro seminário, você já vai sabendo o que
é que a igreja necessita e como ela
funciona, não é verdade? É, eu tive uma
graça de Deus que quando eu cheguei aqui
na nossa igreja tava muito no comecinho
de plantação, não tinha pastor, não
tinha não tinha nada, né? Tinha umas 10,
15 pessoas ali e por algum milagre, por
alguma doideira deles, me colocaram para
pregar toda semana e eu só cheguei para
para aprender e ser membro, né? Aí
depois de um tempo e e o processo de
plantação, o Sabe muito bem disso, no
começo é muito difícil, é muita luta,
muito trabalho. E e foi nesse período
que eu fui pro seminário, então já fui
assim na na no campo de batalha para
receber ali um um refrigério, né? Eh, e
aí assim, isso forma uma visão mais
realista e não idealista, que o
idealismo ele é distorcido, né? É uma
coisa que a gente inventa na nossa
cabeça, né? Ainda assim, nós não estamos
aqui desvalorizando o seminário. É
importante a gente enfatizar mais uma
vez. E ele ele tem o seu lugar.
>> A culpa não é do seminário, a culpa é do
seminarista, digamos assim, dessa
[risadas]
>> é isso aí. O pecado tá em nós, não tá no
seminário, né? Na instituição,
agora a gente olha pro seminário como
instrumento de capacitação,
conhecimento, ensino, boas leituras.
Inclusive, quantas vezes nós já ah
pensamos, né, eu mesmo pelo menos falo
isso muito, como os livros muitas vezes
nos discipulam e cuidam e pastoreiam o
nosso coração. Então, a leitura e o
conhecimento, ela é muito proveitosa.
Ainda assim, por que é que o
conhecimento acadêmico e os títulos
teológicos, por si só, não garantem essa
maturidade que o pastoreio exige? se
eles inclusive muitas vezes apresentam
livros que estão ali pastoreando a
maturidade do coração.
>> Maravilha. Esse ponto, o o conhecimento
técnico ou teórico nunca se traduz eh
necessariamente, né, como causa de
maturidade. É muito importante e é muito
importante fazer uma rápido eh lembrar
histórico aqui, porque nós somos filhos
da modernidade, né? Eh, e na modernidade
que há a dicotomia ou a separação entre
pensamento teórico e vida privada, vida
prática, vida devocional, né? No mundo
pré-moderno, desde que o mundo é mundo
até século XVI, por exemplo, não havia
essa dicotomia. A teologia ela era tanto
teórica no sentido de estudo, de
informação, quanto prática. Não ninguém
fazia um divórcio disso. E os
iluministas, os talos iluminados,
pessoal moderno, é que criou essa
dicotomia. uma não, uma coisa é a
academia, outra coisa é a igreja. Eh,
não existe uma conversa entre os dois,
né? Eh, isso é muito prejudicial, tá?
Ah, então na nessa dicotomia toda nossa
aqui, ah,
o pensamento teórico, a quando ele é
divorciado da vida prática, ele não vai
causar maturidade. Na verdade, a gente
pode usar o texto bíblico, Primeiros
Coríntios 8, né? Cor 18, o pessoal
falava, um pessoal não falava que não
tinha problema comer carne, sacrificar
dos ídolos, o outros falavam que era
pecado e um tava massacrando o outro
ali. E a e Paulo fala assim, ó, se você
sabe, mas esse saber não se traduz em
amor, você ainda não sabe como convém.
Ou seja, o conhecimento que não se
traduz em amor a Deus e amor ao próximo,
um amor sacrificial, né, um amor de
serviço, ele não eh ele não é um
conhecimento de fato, é apenas
informações, frases, proposições. Eh, e
aí a gente cria aquela, o Jonas Madure
sempre fala, né, aquela cabeça grande,
um corpinho pequeno, atrofeado, a gente
não consegue manter o equilíbrio, né?
Então, ah, muita informação sem uma vida
prática, sem servir a igreja, eh, sem
chorar com os que choram, se alegar com
se alegram, eh, apenas a informação em
si, ela vai inchar, inflar a pessoa,
causar orgulho. Isso é muito prejudicial
mesmo, né? Então, nunca confundem
conhecimento teórico hoje em dia,
infelizmente, com maturidade. Pessoa
pode ter um doutorado em teologia, saber
grego, hebraico, por exemplo, e não
saber perdoar a esposa, não saber educar
os filhos, eh não saber tratar com
pessoas de faixa etada diferente na
igreja, enfim, tem muita coisa, né?
>> Com certeza. Paulo, inclusive vai falar
em Primeira Coríntios, né, sobre como o
saber sem o amor ele ensoberbece, né,
ele não contribui como deveria. E é por
isso que inclusive nós vemos por aí
tantas pessoas desde conhecimento, mas
com uma vida que contraria o seu ensino.
Aliás, os fariseus eram um exemplo disso
em muitos sentidos. Por mais que eles
tivessem também certos conhecimentos,
essa frase não é boa porque certos
conhecimentos errados, mas a
conhecimentos específicos que não
estavam corretos, ainda assim eles eram
conhecedores de muita coisa, mas com
ações que faltavam o amor, que faltavam
o amor a Deus e ao próximo, como Cristo
inclusive vai nos ensinar que nós
precisamos ter, né? Perfeito.
>> Então daí a gente vê que o conhecimento
ele é ótimo. Nós temos que crescer no
conhecimento da vontade de Deus, como a
palavra repetidamente nos ensina a
fazer. Mas a gente precisa somar isso a
ações práticas de amor, como você trouxe
aí, de serviço. E a igreja local mais
uma vez faz toda a diferença para esse
dia a dia. Agora, como é que a gente
pode, ou melhor, é possível, é possível,
acho que essa é a pergunta, é possível o
seminário ajudar um seminarista a pensar
em questões práticas da vida? Por
exemplo, você citou aí, né? Ah, ele sabe
grego e hebraico, mas não sabe perdoar a
esposa. Então, vamos pensar, família,
casamento, vida doméstica, o seminário
consegue ajudar um seminarista de alguma
maneira a lidar melhor com essas
questões práticas e essenciais da vida
dele, eh, sem ser apenas uma,
transformando isso em uma disciplina
teórica? Tem alguns seminários que ele
vai ter uma uma pessoa ali para servir
de capelão, para servir as questões mais
práticas dos alunos, né? Eh, na minha
prática pessoal, eu também sou
coordenador de um curso de teologia de
um seminário. Eh, eu sempre procuro a
estar com os alunos, por mais que seja
um curso à distância, eh, ah, o aluno,
pô, vai ter o primeiro filho dele agora,
eh, vai casar agora, né? Eu sempre e
eles me procuram sempre tento fazer
falar o máximo possível que eu posso
para eles dessas informações, né? Eh,
mas de fato isso é muito difícil o
seminário conseguir fazer essas coisas,
né? São extras, digamos assim, né? O
ideal é a igreja local ensinar essas
coisas e muit das vezes, na maioria das
vezes, a igreja local talvez não tenha o
suporte para isso, né? Então, incentivo
os seminaristas a procurarem os seus
professores. O professor também não tem
uma bola de cristal, né? eh a procurar a
professor eh cara, eu não eu não tenho
alguém na igreja, por exemplo, estou
plantando uma igreja, eu sou um jovem
líder nessa igreja, por exemplo, enfim,
outros contextos. Eh, eu estou passando
por uma dificuldade, meu casamento
grande, tal. Essa dificuldade, eh, o
senhor poderia me aconselhar? Então eu
acho que eh tanto o seminário procurar o
aluno, quanto o aluno procurar o
seminário eh
no conjunto, idealmente falando, né, no
contato com a igreja local, seria uma
forma de ensinar assim melhor, porque é
muita coisa, são muitos conteúdos que o
senor precisa dar conta, né, e não tem
uma matéria, digamos assim, família
cristã, vai ter ética e dentro da ética
você trata alguns pontos ali, talvez da
família, né?
>> Sim, sim. Eu acho interessante esse
ponto que você falou da conexão do
seminário com a igreja. você falou dessa
dessa ação conjunta, porque realmente a
vamos pensar no seminário presencial e
diário, como foi o caso, por exemplo, do
que eu fiz, você acaba passando muito
mais tempo ali convivendo com os
professores e de alguma maneira diante
ali do diretor, do capelão, enfim, de
alguma forma, do que necessariamente com
a sua igreja local, que muitas vezes vão
vai ficar resumida ali a aos cultos
[roncando] dominicais e a uma outra
atividade
semanal e você ter alguém ali que tá de
olho não apenas nas suas notas, mas na
maneira que você fala, na maneira que
você reage quando é contrariado, né? Ah,
procura saber aqui ali como é que tá a
sua própria vida, sua vida pessoal. Isso
é muito interessante, mas em conexão com
a igreja para também trazer pro pastor
que tá cuidando, que enviou aquele
seminarista, que é assim, deveria ser o
ideal, né? O seminarista deveria ter ali
um tutor na sua própria igreja que cuida
dele. E infelizmente isso é raro. Eu
conheci pouquíssimos seminaristas que
realmente tinham um pastor que os
acompanhava na própria igreja e cuidava
deles. Mas quando há essa combinação de
olha, o seminário tá de olho, passa aqui
pro pastor, o pastor tá de olho, tá tá
interessado, tá querendo realmente
entender o dia a dia do seminário e se
ajudar, aí sim essas questões a
funcionam da melhor maneira, não é
verdade?
Exatamente. Perfeito.
>> É isso aí. Agora o livro vai trazer, né,
15 coisas que o seminário não pode me
ensinar. E a gente já falou um pouco
dessa de uma das primeiras, que é essa
questão do conhecimento ah teológico
ali, os títulos acadêmicos, enfim, que
não são suficientes. Mas tem outros
pontos. Um outro ponto que ele fala é
quando o seminarista ele precisa
aprender a lidar com diversidades que
ele vai encontrar na sua igreja, na sua
congregação local, mas o seminário acaba
não tratando tanto disso. Como é que o
pastor pode vencer seus próprios
preconceitos e preferências pessoais
para pastorear com amor pessoas que são
diferentes dele, né? Eh, você já lidou
com isso aí na igreja, eu imagino. O que
é que você traria de conselhos? Assim,
>> uma coisa importante é o pastor a buscar
que a igreja seja parecida com Cristo e
não com ele mesmo. Eh, então, por
exemplo, João Batista, João Batista ele
falou assim: "Ah, a pessoa fala o seu
primo digo assim, né? Tá batizando
pessoas, né? Eh, aí fala: "Vão lá vocês
também". Então, assim, o ponto não era o
pessoal seguir João Batista, o ponto do
João Batista é: "Vamos seguir a Jesus",
né? Eh, então assim, um pastor que
talvez tenha tendências mais ah
tirânicas ou centralizadoras, ele vai
querer que tudo seja feito conforme a
vontade dele, né? E a liderança bíblica
é o contrário. A liderança bíblica, nós
servimos a igreja para que a igreja
floresça os seus dons que Deus dá para
cada um servir a igreja. Efésios 4 fala
isso, né? Deus deu pastores para a
igreja para que os santos eh sirvam uns
aos outros e cresçam no conhecimento de
Cristo, né? Eh, então, ah, nós nos
mortificarmos, morrermos, eh, sabemos
que a é o nome e a glória de Cristo e
não o nosso nome que tem que ser eh,
exaltado. Esse é um ponto importante da
Essa é uma base teológica grande para se
pensar diversidade. Um outro ponto é
saber fazer um livro que a edições da
Nova tem, né, eh, do é fazer saber fazer
hierarquias de doutrinas e de
prioridades, né? Então, OK, tem coisas
centrais que nós não podemos abrir mão,
né? Só que tem coisas secundárias que
não tem problema nós termos e e na
verdade é bom nós termos uma multiforme
entendimento daquele ponto, por exemplo,
tá? Então eu sempre na minha igreja,
olha, ah, meu entendimento nessa ponto
bem específico da doutrina é assim, mas
não tem problema um membro ou pastores
da igreja terem uma uma opinião diversa.
Eh, por exemplo, milênio, por exemplo,
né? Ah, não, todo mundo tem que seguir a
minha visão sobre o milênio, né? Então,
ter essa diversidade, ela é boa, ela é
saudável, não é fácil de se lidar, mas
eh é o que vai mostrar aí a unidade da
igreja em meio à nossa diversidade e não
estampar a cara do pastor em cada
indivíduo ali, né? respeitar que são
filhos de Deus. Ah, são a pessoas, são
capazes, são inteligentes e a tem acesso
a Deus sem você, tem acesso à palavra de
Deus sem você e você tem ali para
servi-los, [roncando] né, da melhor
forma possível ali.
>> Sim, sim. Ah, eu vou pegar até um
exemplo meu também, por exemplo, eu sou
uma pessoa mais extrovertida
e mais enérgica, né? Aquele cara meio
colérico assim e eu tenho que tomar
muito cuidado com as minhas, os meus
defeitos. que vem, mas também até mesmo
as minhas qualidades podem se
transformar em um problema se eu não
souber usá-las a principalmente nesse
aspecto de reconhecer que nem todo mundo
é que nem eu, né? Então, às vezes eu
posso chegar e chamar [roncando] as
pessoas a certo nível de disciplina ou
dedicação aqui em algo que muitas vezes
se torna mais um uma preferência pessoal
minha, né? Uma preferência minha do que
um uma coisa que a Bíblia realmente
ensina. Então, saber distinguir isso que
você falou, né? Não só de doutrinas,
pesos de doutrinas, mas também eu acho
que a questão de um o que é um princípio
bíblico e que, portanto, deve ser
seguido, mas diferentes maneiras de
aplicá-lo no dia a dia, né? Então, eh,
ah, a Bíblia nos chama a crescer no
conhecimento da vontade de Deus, OK? Mas
esse é o princípio que tem que ser
seguido, a gente não pode negar. Agora,
todo mundo tem que fazer plano de
leitura, eh, de terminar Bíblia uma vez
no ano, seguindo essa ordem desse jeito,
porque o pastor faz assim, não
necessariamente.
>> O que importa é princípio de crescer em
conhecimento deve acontecer. O pastor
ele serve como modelo ali, ele dá
instruções, ele aconselha por achar que
é um bom exemplo, um bom, um bom
caminho, mas ele não pode achar que todo
mundo tem que seguir aquilo, porque tem
pessoas diferentes que vão estar ali com
ele, né? Eu, por exemplo, vejo muita
diferença entre coisas que eu consigo
fazer ou ensinar outros a fazer e quando
eu olho para uma mulher que está grávida
na igreja ou que é mãe de criança
pequena, eu não tenho como a trabalhar
com todos da mesma forma, né? Você já
viu isso aí também? Perfeito. Todo
mundo, todo pastor passa por isso, né?
Precisa eh orar muito a Deus, né? E ter
essa perspectiva mais panorâmica também,
né?
>> Sim. Exatamente. Agora, ainda dentro
desse contexto do pastoreio, a gente
percebe que é muito comum no seminário.
No seminário você tem diversos pastores,
você tem diversas linhas, ainda que tem
uma uniformização
do ensino do seminário, mesmo naqueles
que são confessionais, enfim, a gente
vai ver linhas que podem acabar
ensinando algo diferente do que o pastor
principal da igreja ou o corpo de
pastores ali da igreja está ensinando. E
o seminarista, ele está ali, ele está
aprendendo o seminário e ele acaba se
convencendo
de algo que foi ensinado por um
professor específico, né? E aí ele chega
como um seminarista ou mesmo ele se
torna um pastor auxiliar ali, um líder
de algum ministério.
E vem aquele desafio, como é que alguém
numa situação dessa pode manter a
lealdade e a submissão ao pastor
titular, eh, mas ao mesmo tempo não
entrar numa briga ali com ele por
questões de divergências teológicas. É
claro que quando for uma heresia é uma
coisa, né? Mas a gente tá falando de
distinções, como você falou, por
exemplo, as posições sobre o milênio,
né? Como é que pode, como é que a gente
aconselharia alguém numa situação dessa?
>> Deixa eu dar só um exemplo pro pessoal.
Esses dias eu tava estudando a escola
bíblica na nossa igreja sobre a gente tá
vendo sobre eclesiologia o ano todo. Aí
foi uma aula sobre dízimos e ofertas,
né? Aí eu fiz uma teologia bíblica
inteira do tema de Gênesis até o Novo
Testamento e tal e foi argumentando a
posição da nossa igreja, né? E tinha uma
família inteira de uma outra
denominação, de uma uma denominação boa
também, né, de uma outra cidade que
assim eles concordavam com o que eu
falei, só que a igreja deles era o a
visão oposta, questão de dízimo, né? Aí
eu fui almoçar com eles depois que eles
eram visitantes, né? Eu falei: "Ó, pelo
amor de Deus, vocês não vão sair daqui e
todo o ensinamento que eu dei causar
desvisão. Você precisa submeter ao
ensinamento da igreja de vocês, né? Eh,
mas quando a gente tá tratando de
seminarista, por exemplo, e futuros
líderes da igreja, eh, eu acho que é
muito importante os pastores que já são
ordenados ou pastor principal assim, ter
uma boa capacitação,
eh, paciência e a estar aberto ao
diálogo e por parte dos seminaristas ser
aberto à instrução, tá? Porque pode ser
que numa longa conversa ou em várias
conversas e vários estudar junto o tema,
haja uma um nivelamento daquilo, mas se
não houver, precisa saber aquela questão
de novo da hierarquia, das doutrinas.
Eh, esse é um ponto, por exemplo, vamos
supor que a gente é pastor da mesma
igreja, a gente discorda do milênio, né?
Ah, a gente só vai lidar com isso,
talvez, quando a gente pregar
Apocalipse. Ah, chegou o dia da gente
pregar Apocalipse todo na igreja, né?
Série em Apocalipse.
>> É série em Apocalipse, graças a Deus já
foi, já fiz aqui na na minha igreja,
então tô tranquilo. Eu acho que o ensino
contínuo na igreja também precisa passar
por essa maturidade da igreja, a igreja
entender. Olha, irmãos, eu vou expor
aqui, esse é um ponto menor, é uma
passagem pequena, a gente pode ter uma
diversidade aqui. Eu vou expor com
confiança aquilo que eu acredito ser a
melhor leitura, né? Mas não tem problema
nós termos uma diversidade nesse ponto.
Algumas vezes já fiz isso aqui na nossa
igreja. no sermão. Isso não diminui a a
confiabilidade da pregação, nem do
pregador, se a igreja ela está sendo
nutrida com a palavra de Deus de forma
madura e saber que nem todo texto é
fácil de se entender e tem
boas outras perspectivas, né? Eh, mas de
via de regra, o seminarista ele precisa
também, isso é muito difícil pro
seminarista, [risadas]
falando isso como nós já fomos
seminaristas, né? Eh, quanto menos
conhecimento, mais orgulho, digamos,
mais a gente acha que sabe, né? Eh, mas
ter o a sabedoria de aer
uma coisa, você abraçou aquela coisa,
né? Talvez ou talvez esteja errado. Eu
preciso estudar por muitos anos e eu vou
aqui comunicando o meu pastor ao longo
desses anos. Eu sei que eu tô estudando,
então precisa ter essa virtude da
humildade e da paciência, acho que de
ambos os lados, da igreja, do pastor, do
seminarista, e não sair assim chutando o
balde com cada coisa nova que aprende,
né?
>> Exato. Ah, pegar um exemplo aqui da
pregação e não a pregação num texto em
si, mas formas de pregar, né? O cara vai
para um seminário e ele aprende alguma
forma e aí ele se apaixona por aquele
formato homilético e ele diz: "Não,
temos que pregar assim". E é o perigo
que você
>> é exato. E é o perigo que você disse
daquela coisa do pouco conhecimento que
você só ouviu um método. Então agora
você acha que só tem esse método, que
quem não prega nesse método não prega
corretamente.
>> Você ainda nem ouviu que tem outros bons
métodos que outros bons pregadores
seguem. OK? você se apaixonou por aquilo
e o seu pastor principal não prega
naquele método, ele segue um formato
diferente e aí você já fica com aquela
coisa, né? O seminarista fica ali e
agora meu pastor não prega do jeito
certo, né? Então eu acho que é tomar
cuidado com essas visões, como você
disse, ir lá conversar, pastor, aprendi
desse jeito no seminário, o que que o
senhor acha desse método e tal,
conversar. Muitas vezes o diálogo vai
solucionar. O pastor pode chegar e
explicar, olha, esse método também é
bom, mas tem esse aqui que eu sigo por
causa disso, fulano segue assim. Então
essas conversas agora eu vou pegar um
exemplo extremo, certo? Um exemplo mais
extremo, melhor
>> e não é uma questão simplesmente de ah,
é pouco conhecimento ou muito
conhecimento, mas são linhas mesmo
distintas que pessoas de piedosas, de
tradições diferentes seguem. Então eu eu
fui formado num seminário presbiteriano,
>> sim,
>> hoje estou aqui numa igreja batista
reformada. OK? Mas imagine quanto eu
estava lá no seminário presbiteriano,
né? Eu estava lá ouvindo no seminário
certo a ensino sobre o batismo infantil
e eu tenho todo o respeito pelos meus
irmãos pregerianos que entendem que
aquela é a interpretação correta da da
palavra de Deus, por mais que eu
discorde, mas eu tava ali eh trabalhando
numa igreja presbiteriana como
seminarista presbiteriano e tendo que
dar aulas para a adolescentes, jovens,
aulas de catecúmenos, pregar e eu não
podia pregar diferente.
nesse ponto que é tão importante para
eles, por mais que eu discordasse.
Então, como é que faz, né? Primeiro,
isso era algo que eu conversava com o
pastor, que eu tinha essas dúvidas.
Segundo, que você pode muito bem chegar
e nesses momentos dizer: "Olha, a igreja
ensina assim, a nossa a o símbolo de fé
da igreja ensina dessa forma." Era assim
que eu fazia. Eu ia dar uma aula sobre o
catecismo ou sobre algum ponto, eu
dizia: "Olha, a confissão de fé de
Westminster, o catecismo maior, eles
ensinam assim, eu não dizia, eu penso
diferente", né? Não era meu foco ali,
porque eu não queria causar as divisões.
>> Sim. assim, eh, você tem um respeito que
não causa divisões. E se é algo, como
por exemplo, foi no meu, que não vai
desfazer a irmandade, mas que é bom você
ter o espaço de cada um, pessoas sai no
momento adequado e então cada um segue o
seu caminho como irmãos, mas com aquela
aquele ponto diferente, né? Eu falo
isso, eu não quero dizer que eu fui o
seminarista ideal, que sempre foi fácil
lidar, não. Não fui. Hoje como pastor,
eu vejo quantas vezes eu fui um
seminarista difícil de lidar pro pastor
que que eu estava ali, né? Ah, mas mas
esse é um ponto que, pelo menos nesse
aspecto, eu tentei acertar e que eu acho
que é é um bom conselho para trazer. Com
certeza.
>> Concorda?
>> Certeza? Concordo totalmente. Eh, o
Artlong de um livro sobre eh pesar as
doutrinas, né? Ele vai falar assim:
"Olha, as doutrinas terciárias a gente
mantém unidade, por exemplo, milênio.
Agora, as doutrinas secundárias elas são
importantes e elas podem legitimamente
nos dividir em termos de congregação.
Então o batismo é um uma doutrina
importante, mas ela é de segundo peso no
sentido da administração do batismo. E é
legítimo eu chegar na minha igreja hoje
falar assim: "Olha, eu comecei a
acreditar no pedobismo, eh, e eu estou
indo para uma igreja presbiteriana. eh,
e a gente mantém a irmandade, a amizade,
o amor e tudo mais. Eh, isso é muito
muito legítimo. Isso é uma um dos
benefícios de nós termos muitas
denominações, né, essa diversidade eh
apropriada aí no pro povo de Deus, né?
Inclusive, a maioria dos seminários, os
seminários codual são todos seminários
reformados e nós temos muitos alunos
pentecostais, né? Os alunos pentecostais
até agora são muito respeitosos. Eles
tem, eles estão sendo muito respeitosos
e o professor tem que entender que
também precisa respeitar essa outra
tradição, né, e dialogar. Não, aqui a
gente não vai concordar, mas tá tudo
bem. Depois a gente dá um abraço aí,
toma um café junto e e não brigar, né? A
briga é sempre pecaminosa.
>> É isso aí. É isso aí. Verdade. Eh, nesse
sentido, meu irmão, o que eu noto é que
assim, você de novo pensar no seminário
e no seminarista, não só numa questão de
capacidade e de conhecimento teológico,
né, de quanto que ele sabe, mas de
maturidade e caráter, aí sim é muito
mais fácil lidar, né? Porque você manda
para um seminário um cara que ele é
inteligente, ele sabe muito, ele quer
aprender mais, mas ele não tem um
caráter que é humilde, que é paciente,
para criar confusão na igreja ou mesmo
no seminário é muito mais fácil. Agora,
você manda um cara pro seminário que
talvez ainda não tenha muito
conhecimento teológico, não aprenda tão
fácil, mas é um cara esforçado e acima
de tudo é um cara com caráter piedoso. O
cara é humilde, o cara tá disposto a
aprender, ele é paciente e aí é muito
mais fácil as coisas lidarem. Então eu
acho que aqui cabe um conselho de um
passo lá atrás, né, que antes de enviar
pro seminário a gente verifica essas
coisas. Muitas igrejas na intenção de
querer capacitar mais eh líderes de
ensino e tudo mais, qualquer pessoa que
tá com vontade pro seminário, vá, né? Eu
já passei por uma igreja que era uma
igreja excelente, muitas coisas, mas
nisso eu acho, eu vejo hoje alguma
dificuldade que é todo mundo que chegava
lá mal chegou na igreja, pouco tempo de
convertido, quer pro seminário, vá. E
isso pode criar divisões, né? Isso pode
criar complicações. Você tem que
analisar esse caráter antes. Só pegando,
não pode, pode falar. Eu já tive
momentos aqui que eu precisei falar,
não.
No hoje eu posso mudar de ideia amanhã,
mas hoje a gente entende que você não
tem o chamado pro ministério pastoral
por causa disso, disso, disso, disso e
aí não conselho ir pro seminário, por
exemplo. Então a gente o Spur ele tinha
uma técnica muito interessante que era
assim desanimar o cara o máximo possível
porque se ele fosse chamado mesmo, ele
ia permanecer, né? Então é é
desincentivar, porque o cara que é
chamado mesmo, não, ele vai ficar firme.
Em vez de incentivar todo mundo, você
vai cometer muito mais erros aí, digamos
assim, né?
>> Exato. Eu eu concordo, cara. Eu
concordo. Eu acho que a gente não pode
ser uma barreira para quando há
realmente o chamado, mas dificultar um
pouco, ao invés de só facilitar, acaba
filtrando melhor isso, né?
>> E é bom pra própria pessoa, né?
Exato. É bom pra pessoa, pra igreja, pro
seminário. Eu eu faço isso em alguma
medida, inclusive com a própria
membresia da igreja, né? Um parênteses
aqui, mas tem alguma relação, que é
invés de dizer assim, ó, todo mundo quer
entrar na membrasia, venha, venha, é
muito bom, vai tá tudo bom, vai ser
maravilhoso. Não, não, não. Ó, aqui e
você tem que servir, você tem essa
dificuldade, a gente vai ter essa
responsabilidade, vai ser assim, assim,
assim, você tá disposto a tudo isso?
Porque isso é sem membro, né? Exato. E
então se a pessoa segue firme e tem o
caráter convertido e tal, aí a gente
caminha. Outra coisa.
>> Perfeito.
>> Agora um parênteses aqui pro pessoal, a
gente falou do Ortland. Ah, tem um
podcast inteiro sobre o livro dele. Aqui
eu conversei com o Lucas Sabatê, se eu
não me engano. Agora eu não me lembro o
título do livro exato. Você lembra? Eh,
em inglês é teológico, eh, eh, seria
aquele termo médico, né, de a separar
assim. Mas em português é doutrinas
pelas quais vale a pena lutar.
>> Exato. Exatamente. Exatamente. Pronto.
Então o pessoal pode pesquisar aí esse
título no no nosso canal no YouTube que
vai achar a conversa. E foi uma conversa
bem legal que aí foca nesses pontos que
a gente trouxe aqui. A ideia da triagem,
né, da medicina, né? É
>> isso. Exatamente. Exatamente. Ah, então
quem ficou com alguma dúvida depois, não
agora, não meio da nossa conversa, mas
depois que terminar a nossa conversa, vá
lá dá uma pesquisada. Vai ser uma boa
conversa com
>> são livros que conversam muito bem esses
dois livros, né?
>> Com toda certeza não os tratam nesse
aspecto da humildade de gente crescer,
né? Agora pensa aí, né? Vamos para um
outro aspecto. Eu e você, jovens. Qual é
tua idade, William?
>> 34.
>> 34. Você ainda é mais velho do que eu,
viu? Eu tô aqui com meus 32. Sou
novinho,
>> mas nós dois temos 70 de alma, digamos
assim, né?
>> É isso. É verdade. Isso é uma verdade,
meu irmão. [risadas]
É isso aí.
Mas somos novos de idade e isso muitas
vezes pesa em alguns momentos, né? Ah,
como é que um pastor, um seminarista
acabou de se formar e como eu falei, a
maioria dos seminaristas é jovem, se
forma jovem, chega para uma igreja, como
é que um seminarista ou um pastor jovem
que seja, ele pode eh conseguir um pouco
mais de respeito à autoridade das
pessoas para lidar com membros,
especialmente, né, com membros que são
bem mais velhos, experientes ou até
mesmo mais influentes.
no sentido de ouvidos pela igreja do que
ele. Eu não sei se você passou por
alguma dificuldade assim aí. É, então
conta aí pra gente e fala o que é que
você acha que é um bom conselho para
alguém que tá numa situação dessa.
>> Perfeito. Num contexto de uma igreja em
plantação, que é da onde a gente veio,
né? Quando eu cheguei em nossa igreja,
só tinha eu de jovem, eram 10 ou 15
pessoas mais velhas de tudo de cabelo
branco. Eh, eu cheguei e falei assim:
"Nossa, maravilha, eu só vou aprender
aqui, só vou me alimentar", né? Só que a
realidade era oposta, era um,
infelizmente, a maioria se desviou.
Então, assim, eram falsos discípulos de
Cristo, digamos assim, e, portanto,
deram muito trabalho, era muito orgulho.
Ah, a postura que a graça de Deus me
deu, não veio de mim, era uma postura de
trabalhar um dia de cada vez, pregar o
evangelho, porque a o evangelho que vai
purificar a igreja, que vai fazer a
igreja florescer e e frutificar, né? eh
a engolir sapos enormes, digamos assim,
né? Enquanto a a igreja vai instruindo,
porque a eles que me chamaram para tomar
a frente, né? Ah, liderar, pastorear,
pregar e tudo mais. Ah, mesmo nesse
contexto foi muito difícil. Ah, mas
Paulo fala para Timóteo, né? Ninguém
despreza a sua mocidade e tudo mais. Por
outro lado, uma igreja, por exemplo,
hoje em dia na nossa igreja, nós temos
jovens com seus 15, 16, 17, 18 anos que
já expressam desejo de servir e talvez
até ir para um seminário futuramente,
né? Eh, agora que a gente tem mais calma
para treinar melhor eles, para ter mais
tempo para treinar eles. Então, acho que
esses dois contextos são diferentes. Mas
o que vai realmente
formar essa confiança dos mais velhos
para os mais novos é o caráter e a
dedicação do pastor, né? Então, quando a
igreja vê, não, ele é jovem, mas ele é
muito dedicado. Ele, a graça de Deus
você tem trabalhado um caráter maduro
nele. Ele é recém-casado, mas ele trata
esposa biblicamente. Ele acabou de ter
filho, o cara lá tem 10 filhos, mas o
cara ele vê que ele tá tratando o filho
dele biblicamente. Então o a questão do
caráter ela realmente numa igreja
bíblica, né? Uma igreja bíblica tem
comunidades que vão priorizar a
retórica, a personalidade, né? mais uma
igreja bíblica é realmente o caráter e
saber que aquela pessoa está sendo ah
Deus tá separando ela para servir a
igreja no ministério, né? Então, por
exemplo, ah, se o meu filho, meu filho
hoje tem 3 anos, né? Se o meu filho com
18 anos expressar o desejo, né, de ir
pro ministério, de servir no ministério
pastoral e eu ser ovelha, vamos supor,
eu não, eu eu aposento eu vir um pastor
junto com o meu filho, eu vou ter a
maior alegria de ser pastoreado para meu
filho, por eu sei como que foi a
formação dele desde do ventre, né? Eh, o
caráter dele. Então, mesmo muito novo,
por exemplo, né? Eh, eu sei, ah, eu sei
que o filho daquela pessoa ali eh, desde
meninho é dedicadíssimo a à leitura
bíblica, oração, estudo. Então, eu mais
velho, já projetando pro futuro, por
exemplo, né? Porque tem na nossa família
o caso de o pai ser membro e um dos
pastores ser o pastor dele, né? Então
isso pode acontecer. Ah, então é
realmente a a igreja prezar pelas
características bíblicas de caráter e
ensino que aquela pessoa tem e não
desprezar a mocidade que Paulo fala, né?
>> Exato. Aqui na igreja eu tenho algumas
pessoas ali na casa dos 70 e bocadinho
de anos, sabe?
>> Ok. Ok. Ah, é, eu tenho tenho algumas na
casa 60, 50, enfim, tem todas as as
décadas ali tem gente, inclusive até
adolescente também já tá alguns que
entraram na membresia com muito cuidado.
A gente tem, né, mas
>> também tem.
>> Então, a gente tem diversas idades,
tanto os mais novos que eu, quanto os
mais velhos. Hoje eu não sei quantificar
se a maioria é mais velha ou mais novo.
Acho que deve est no meio do caminho
ali.
>> OK. [roncando] Mas enfim, eh, eu já
recebi perguntas de alguns no início ali
da caminhada, mas eh nem eram pessoas
muito mais velhas que eu, sei lá, 6
anos, 8 anos mais velhas que eu, mas
chegavam assim, dizia: "Como assim o meu
pastor vai ter essa idade?" Na época eh
chegou aqui na plantação e eu tava com
menos de 30.
>> Aham.
>> E a pessoa: "Não, como assim? Meu pastor
não tem nem 30 anos e tal". Digo aí eu
eu falava: "É é, então meu irmão, mas é
o que a Bíblia fala sobre Timóteo, né?
Não menosprezar e tal". Aí quando eu fiz
30, eu digo: "Óps acabou que Jesus
começou o ministério com 30 anos." Então
>> tá valendo, [risadas]
>> tá valendo. [suspirando]
O que não chega aos pés dos pés? Mas aí
pelo menos eu di essa brincadeira, né?
>> E aí? Aí, mas é o que você falou, é a
caminhada, é o perceber o cuidado, a
capacitação, a maturidade, o desejo de
aprender, né?
Ah, também eu acho que é ouvir a
perceber na pessoa se ela caminha com
outras pessoas mais experientes. É, é
algo que eu tento fazer aqui. Eu sou um
pastor novo, eu sou novo, mas eu tento
caminhar e consultar outros pastores
muito mais velhos ou com muito mais
tempo de ministério. E eu acho que isso,
em muitos sentidos, supera essa
dificuldade da idade em si,
>> né? Eh, a idade não def deveria definir
tudo. Inclusive, antigamente, né, na
época que a escritura está sendo
escrita, ela pesava muito mais do que
hoje, porque era comum que os mais
velhos, os presbíteros, os anciãos, né,
daí o significado, eles fossem realmente
os mais sábios geralmente. Mas hoje,
infelizmente, a idade não quer dizer
muita coisa. Tem gente que tá aí com 40,
50, 60, 70 anos e que tem menos
sabedoria do que alguns mais novos, né?
Então isso tudo pega. Agora eu confesso,
William, que uma coisa que eu senti
bastante falta na minha caminhada é um
pouquinho mais de barba, que eu só tenho
esses garranch aqui e a barba ajuda na
autoridade, né? Faltando.
>> Ajuda. A minha é horrorosa. Mesmo assim
eu deixo para não ficar sem nada, né?
>> Exato. Ainda mais reformado, né?
Reformado tem que ter barba, né? Assim
que funciona.
>> Pois é. Pois é.
>> Então pega, eu eu falo pro pessoal aqui
que o que me salva um pouco é a altura,
né? Eu tô aqui quase no 90. Você tem
mais de 1,90, né, Will?
>> Sim. É por aí. Exato. Então isso ajuda
um pouco na autoridade, não ajuda? Não
>> ajuda. Tem um pouquinho mais de peso. Tô
vendo que também brincadeiras.
>> Exato. [risadas]
>> Exato. Mas brincadeiras à parte, eu acho
que o caminho é esse. É é buscar
crescer, servir e também não buscar, eu
diria não buscar também demais ganhar as
pessoas.
>> Faz o que tem que fazer.
>> Perfeito.
>> Seja fiel. Cresça no relacionamento do
Senhor. Pregue com profundidade,
fidelidade.
Se se você fizer isso, as pessoas, o
Senhor vai trabalhando no coração das
pessoas, as pessoas vão vendo isso, né?
Mas eu acho, eu acho que é pertinente a
gente trazer esse ponto, principalmente
sendo nós dois aqui novos, conversando
sobre isso. Agora você, inclusive,
Willam, só pra gente terminar um pouco
esse ponto, você começou a pastorear com
quantos anos?
>> Então, informalmente, quando eu cheguei
na igreja, eu tinha 20.
>> Aham. Ah, então assim, eu não era
pastor, eu não era ordenado, mas eu meio
que já fazia tudo que um pastor fazia,
digamos assim, por e aí eu eu sofri
muito. Eu queria muito ter tido um não
ter feito isso, que eu queria chegar e
ter um pastor, mas a gente se coloca à
disposição da igreja, né?
>> Sim, sim, sim. E você foi ordenado
quantos anos?
>> Ah, foi em 2019, eu não lembro quantos
anos eu tinha, então demorou. 2012 a
2019 eu servi a igreja na normalmente e
ninguém tava com pressa. Eu eu não tava
com pressa.
>> E aí foi muito naturalmente. É por aí
uns 27 anos, eu acho.
>> Sim, sim. É, mas muito bom. Só pra gente
falar pro pessoal também, né? Que não é:
"Ah, mas vocês têm 30, eu tenho 20."
Não, você começou aí a pastorear, ainda
que não ordenado oficialmente, mas
pastorear com 20 anos, né? É um bom
pessoal também ouvir. E quais os
critérios e sinais espirituais ajudam o
pastor a discernir o momento certo de
aceitar um um novo chamado ou de
encerrar com sabedoria o seu ciclo em
uma igreja, né? Pensa aí, a pessoa tá lá
eh servindo há muitos anos a igreja.
Você está aí, por exemplo, há muitos
anos. Não que eu esteja dizendo que está
na hora de terminar, mas como é que a
pessoa distingue e percebe sinais?
Porque há simos em que é hora de você ir
lá, talvez plantar uma nova igreja ou
aceitar um convite para servir uma outra
igreja. O que que você diria sobre isso?
>> Bom, ah, eu sou uma pessoa muito caseira
e muito local. Então assim, eu sou
nascido e criado na mesma cidade. Eu
moro na mesma casa desde os 5 anos de
idade que meus pais vieram, compraram,
construíram uma casinha aqui. Aí eu fiz
18 anos, minha mãe foi morar com
padrasto, meu pai com madraça. E eu tô
aqui, eu sou muito enraizado, digamos
assim,
>> caramba. e tem até uma uma certa
resistência de mudança. E eu entendo que
isso, pela graça de Deus é talvez tem é
benéfico para igreja nós termos essa
visão de um ministério longo ou eh
antigamente, por exemplo, Agostinho de
Ipona, você sabia que Agostinho foi
pastor lá em Ipona, no norte da África e
e ele era pastor de lá. É claro que vai
ter momentos que a gente vai, a
providência de Deus vai direcionar a
gente. O que eu posso, talvez a gente
pode conversar é o o que não pode nos
motivar de jeito nenhum. Por exemplo,
salário. Salário, tamanho da igreja,
fama. Naquela igreja ali é mais na
capital do meu estado, eu vou ficar mais
conhecido e tal. E são todos motivos
pecaminosos que todo mundo é pecador,
todo mundo tem tentação e todo pastor
ele pode estar suscetível essa tentação
de ol ah estar num momento muito difícil
na igreja dele e querer simplesmente
escapar. Esse escapismo, ele eh também
não é um termômetro para se medir a
questão de sair da igreja, né? Eh, agora
vai ter momentos extremos que realmente
a igreja tá ali matando o pastor no
sentido, né, ruim da coisa, porque se
tem pastores abusivos, tem igrejas
abusivas também. Ah, e o pastor ele vai,
Provérbios 15:22, talvez, né, na
multidão de conselhos à sabedoria.
Então, eh, orar, consultar primeiro a
esposa, né? Eh, outros pastores, ter
outros ângulos, né? Talvez você queira
mudar, talvez vai ter pastor, fala
assim: "Ó, não, ó, ore, permaneça fir
mais um pouco." Talvez você não queira
mudar e os outros pastores falam: "Não,
olha, talvez seria melhor você pensar em
em aceitar um outro ministério". Então,
tudo tem que ser feito com calma,
debaixo de oração, debaixo de conselho,
eh
sondando o nosso coração também, né? E
cada contexto é é muito específico, né,
nesse caso aí.
>> Verdade. Verdade. Ô William, agora eu
noto que uma outra dificuldade muito
comum na vida do seminarista, por mais
que quem tá de fora não saiba disso, mas
é o manter uma vida devocional,
>> manter um relacionamento com Deus,
porque se torna muito fácil todo o
contato que a gente tem com a Bíblia ou
com livro de teologia serem focados em
atividades acadêmicas, nota e enfim.
Então isso é uma coisa que o seminário
normalmente não se foca em ensinar. Como
que conselhos você daria para para um
seminarista para que ele consiga ser um
bom aluno, um bom estudante, mas ele
também priorize a sua vida relacional
com Deus, seu relacionamento com Deus
por meio das práticas devocionais e,
enfim, né? Você teve alguma dificuldade
com isso quando tava no seminário?
>> Ah, todo mundo tem, eu acho, né? Que
quem não tem a tira primeira pedra. Mas
é uma tentação, não só do seminarista,
mas de todo pastor, né? A gente
profissionalizar a coisa, né? Pai, pai
perte aquele livro, né? Não somos
profissionais, irmãos, né? Somos
pastores. É.
>> Então, acredito que sempre ter a mente
renovada, Romanos 12, eh, sempre estar
diante de Deus, ah, ser um cristão antes
de ser um pastor, né? Eu sou membro da
igreja, sou filho de Deus, eu preciso
estar em comunhão com Deus.
Pessoalmente, eu não faço uma diferença
entre meu estudo acadêmico e a uma coisa
que eu faço só paraa minha vida pessoal,
porque às vezes eu choro lendo uma tese
de doutorado. Loucura isso aí, né? Mas a
tese de doutorado me deu um insight
bíblico ali maravilhoso que eu não vou
ter em outros lugares, né? E às vezes um
livro mais leve eu também leio com com
dedicação de vou vou aprender aqui
alguma coisa. Eh, então não dicotomizar
muitas coisas, né? eh a realmente estar
envolvido com a igreja, mas realmente
saber que a a lá no seminário que eu me
formei, tem a prática de fazer a o que é
chamado a história da igreja de lecto
divina, né? Uma leitura de divina ou
teológica de criaturas, né? Isso
>> orante. É uma leitura orante ali, né?
Isso. Então, todo começo de aula de
fazia isso eu levo paraa vida toda, que
é ler o texto bíblico, orar, meditar, eh
contemplar a graça de Deus naquele texto
bíblico ali. Eh, e talvez até o o sermão
ser essa lect divina expandida, né, de
primeiro eu estar ruminando o texto ali,
né, e o texto falando comigo, Deus
falando comigo através do texto para
depois eu então entregar aquilo pra
igreja. Eh, mas realmente é ter essa,
ah, passou por um momento ali, algum
algum período de trevas ou de tentação
ou de frieza, eh, sempre, né, eh, com a
graça de Deus se arrepender e voltar e
voltar a vida de oração, a leitura
bíblica. E Deus é gracioso com a gente,
né?
Eh, eu eu vejo que é uma questão de
foco, ainda que você possa sim pegar um
conteúdo mais acadêmico e ser abençoado
num crescimento de um relacionamento com
Deus ali por aquele material, mas você
ter um foco meditativo, um foco na busca
pelo relacionamento com Deus, é algo que
a gente não pode deixar de lado. Se a
gente vai separar um momento exclusivo
para isso, eu confesso que eu prefiro
essa ideia. Eu entendo que nem sempre é
o obrigatório, né? Mas eu prefiro essa
ideia de você separar um momento
exclusivo do devocional e um momento
mais acadêmico. Para mim geralmente a
minha mente funciona melhor. É, mas eu
entendo, eu conheci outras pessoas,
inclusive grandes nomes da teologia que
a gente que a gente acompanha, eu já
ouvi dizerem isso,
>> que prefere que seguem tudo junto ali,
não tem um momento devocional exclusivo,
>> não. Um parêntes aqui, eu tenho
movimento devocional, é que quando eu
leio o acadêmico, eu também
>> me alimento devocionalmente daquilo,
digamos assim, só para
>> legal. [risadas] Então o William tem
devocional, pessoal.
>> Isso, exatamente. Eu e a Bíblia ali e
tal. [risadas]
>> Bom demais. Mas o que eu falo dessa
questão de distinção de material e tal,
>> ah, eu acho que é importante você ter
esse foco. Eu quero ser alimentado, eu
quero crescer num relacionamento, eu não
quero só decorar matéria aqui, teses e
premissas, conceitos. Eu quero que meu
relacionamento com Deus seja
desenvolvido. E é o que você falou até
do sermão para um seminarista, para um
pastor, tá preparando o sermão, pera aí.
Antes de como isso se aplica a vida dos
outros, como isso se aplica a nós.
>> Uhum. É, o último sermão, inclusive, eu
tava pregando e eu pensando: "Meu Deus,
olha só uma coisa óbvia que eu tinha
esquecido aqui de aplicar a minha vida,
>> né? Aquela coisa você já sabe,
>> você já aplicou durante tempo, mas
talvez recentemente você deixou ir e
isso foi um alimento para mim, né?
Então, importante, importante.
>> A diferença do pastor pra igreja é de
uma semana, porque o pastor ele é
amassado pelo texto na semana que tá
preparando e aí ele entrega o sermão, a
igreja vai ficar meditando aquilo
depois, né? Então só é só essa
diferença, só de uma semaninha aí
>> que o texto vai esmagar, né?
>> Esse esse é o ideal. Exatamente. Esse é
o ideal, William. Numa época de redes
sociais, busca por projeção, todo mundo
quer ser influenciador, né? Com canais
no YouTube, podcasts e Instagram e não
sei o quê, todas as redes aí. Como é que
a gente pode retroceder um pouco ao
invés de assumir esse papel de eu quero
ser o guru da teologia aqui? A gente
pensar nesse aspecto da humildade, do
desejo de aprender e muitas vezes até do
anonimato da fé, né? De pera aí, eu não
preciso eu não preciso aparecer para
servir a Deus ou para ter um
relacionamento com Deus. O que é que
você aconselharia a um seminarista que
tá se tornando seminarista numa época
não só de rede social, mas de
inteligência artificial, outras coisas
tantas.
>> Misericórdia, são as citações da nossa
época, né?
>> É.
>> Ah, eu encaro essa questão da fama da
mesma forma de a liderança. Qual que é o
ponto de comparação? Eh, todo mundo que
é líder não aconselha ou talvez não
encoraje a pessoa virar líder, porque
quem é líder sabe do peso, quem é um
líder bíblico, né? Sabe do peso que é
você servir a igreja. Paulo fala:
"Nossa, sobre mim está o peso e a
preocupação em todas as igrejas". Eh,
quem não é líder não tem essa dimensão
de quem é não é líder olha talvez o
pastor, ah, o pastor prega, o pastor tá
visível ali, todo mundo está ao redor do
pastor, ele não sabe o peso do
ministério pastoral, ele não sabe o peso
eh da liderança, digamos assim, né?
Então, quando eu olho para uma pessoa
que tá ávida para ser pastor, ávida para
ser líder e talvez tá mascarando ali uma
uma um pecado de aparecer, né?
Eh, eu fal, essa pessoa não sabe o que
tá falando, né? Uma coisa não tem nada a
ver com a outra, não compensa outra.
Agora, a fama, ela é só isso expandido,
né? Então, se a gente pensar nos grandes
nomes da teologia brasileira, vamos
pegar Augusto Nicodemos, por exemplo,
né? Eles não estão nem aí paraa fama,
digamos assim. Eles estão servindo e
eles sabem o peso que é eh eles serem
eles e darem uma palavra que vai mudar a
vida de uma pessoa, vai direcionar uma
pessoa, né? Eh, por exemplo, quando
alguém tá lá pregando na conferência tal
para aquela pessoa que tá ali, ele está
servindo
a com a palavra de Deus, com a pregação,
com uma com o ensino, né? Eh, e aí quem
tá olhando fala: "Nossa, a pessoa tá
pregando na conferência tal, né?
como eu queria estar ali pregando, né?
Isso é falta de noção, né? Falta de
senso. Então, ah, é realmente entender
que nós devemos servir. E quem serve?
João Batista de novo. Que eu diminua e
que ele cre Jesus cresça. Quem a gente v
desaparecer. O Jorge Whitfield falou,
né? Que o meu nome seja esquecido quando
eu morrer, que somente o nome de Cristo
seja lembrado e proclamado, né? Então,
realmente, ah,
legitimamente quem tem mais a influência
e é bíblico é Deus que deu uma voz para
aquela pessoa. Então, Deus deu uma voz
pro Augusto Nicodemos. Eu não tenho como
usurpar, eu não tenho como forçar e eu
querer estar lá. Isso é até ridículo,
digamos assim, né? É um pecado feio, né?
Destrutivo. A pessoa vai viver a vida
inteira e Deus ou e aí essa pessoa que
ela quer a fama, ela vai ser frustrada
porque Deus não vai dar. Ou talvez Deus
dê isso como uma forma de punição, né?
Isso que Deus faz, né? Ele entrega a
gente aos nossos próprios pecados.
Então, aquela pessoa quer tanto fama, e
isso se aplica a qualquer outro pecado,
que às vezes a fama vem de um num
sentido pecaminoso, vem por polêmica,
vem por briga. Eh, e isso realmente não
deve haver, deve ser disciplinado uma
pessoa assim dentro do povo de Deus,
dentro de uma igreja bíblica, né? Eh,
isso é um assunto sério, né? né, que a
gente precisa vigiar o nosso coração,
vigiar o nosso cora o o nossos irmãos
também que estão debaixo do nosso
pastoreio, de tomar cuidado com essa o
anseio pela visibilidade em si mesmo,
tá? Visibilidade em si mesmo, de novo,
não é pecado, você está anunciando a
palavra de Deus ali, alcançando mais
pessoas, mas é Deus que tá dando essa
voz aí, né?
>> Eu acho aqui que a nossa busca por fama
deveria ser igual a nossa busca por
dinheiro, né? Por riqueza. Ela não
deveria acontecer, não. A gente não
deveria ter esse desejo de buscar. Estou
fazendo as coisas porque meu objetivo é
a riqueza. Estou fazendo as coisas
porque meu objetivo é a fama. A gente
tem que priorizar a vontade de Deus, o
seu reino e a sua justiça, e o resto o
Senhor fará de acordo com a vontade dele
para a glória dele. Então, em relação ao
dinheiro, eu não trabalho para ter
dinheiro, eu trabalho para servir ao
Senhor e ao próximo. Se Deus mandar
dinheiro enquanto eu faço meu trabalho
por esse objetivo importante, vou usar
também esses recursos paraa glória dele.
Eu não prego, eu não produzo conteúdo,
eu não faço o que até esse termo
produzir conteúdo, ele já tá meio
nichado, né? Mas vamos dizer assim, não
escrevo uma aula, enfim, o que seja, um
livro pensando na fama. Eu eu faço
porque eu penso que aquilo vai
glorificar a Deus e edificar os meus
irmãos. Seja um, dois, 10 desses irmãos
ou 10.000, 1000, 10 milhões, enfim, eu
faço porque isso é uma maneira de eu
servir ao Senhor com aquilo que ele me
capacitou e servir ao próximo. Se Deus
fizer com que eu tenha alcance e
influência, usarei essa influência paraa
glória dele. Mas não é o meu alvo. Eu
acho que essa é a maneira que a gente
deveria agir. Eh, vou fazer o meu melhor
paraa glória de Deus e o bem do próximo.
Se vier a riqueza, se vier a influência,
não é minha, é do Senhor também,
redirecionado para o Senhor e pro
próximo. E é assim que vai. Agora,
quando você faz, eu quero ficar famoso,
eu quero ficar rico, aí é onde o coração
é dominado e e já era. Meu
>> ídolo vence que nem hoje, por exemplo,
vai ter reunião de oração na na igreja
com pastoreio. E eu normalmente passo o
dia todo preparando o estudo ali, né?
Eh, para entregar, às vezes vai mais
pessoas, às vezes vai menos, às vees vai
meia dúz de pessoas, né? Eh, e a gente
faz com a mesma alegria. Não, eu vou
entregar o melhor que eu consigo aqui
para edificar essas pessoas. E o que eu
falar que vai morrer aqui, digamos
assim, no sentido de eu não vou fazer um
um livro ou um podcast disso, alguma
coisa assim, mas vai ficar ali a
sementinha no coração dessas pessoas. E
é isso que importa, né? Nós a sermos
conhecidos de Deus que Paulo vai falar,
né? Eh, não necessariamente dos homens,
digamos assim, né?
Perfeito. É isso aí, meu amigo. A gente
tava falando na pergunta anterior, né,
sobre a essa época de seminário e de
estudos
sobre a fama em redes sociais. Eu citei
a Ia e isso instalou aqui em mim uma
pergunta que a princípio não tava
separado para fazer você, mas eu acho
que a gente não pode passar esse podcast
sem falar sobre isso, porque o livro foi
escrito numa época em que a IA ainda não
tinha bombado como é hoje, faz parte do
dia a dia de da maioria das pessoas.
>> Agora você tá dando aula numa época que
as pessoas usam IA.
>> Uhum.
>> Que o seminarista pode usar a IA para
fazer um trabalho, para tantas coisas.
William, qual conselho você daria para
um seminarista para que ele entenda que
há coisas que a IA não pode ensinar e
que qual o uso, né, que você que você
acharia adequado ou inadequado da IA no
seminário, por exemplo? É, eu não sou
expert, mas assim é muito óbvio que a
IA, como qualquer outra coisa, precisa
ser sempre um instrumento e não um
substituto.
Então, OK, ela vai me ajudar a pesquisar
livros, vai me ajudar talvez a resumir
algum conteúdo, mas assim, se ela tá
fazendo, pensando por mim, tá, o
processo tá pensando, né? Eh, pronto,
não sou eu que vou saber, é a IA que
gerou ali e eu vou saber de uma forma
muito superficial, né? Eh, então tem,
por exemplo, na último, na última aula
que eu ministrei no semestre passado,
nesse primeiro semestre aqui, né, eu fiz
uma uma brincadeira, né? Eu falei,
gente, eh, Efésios 2, tava exegés e
Paulina, Efésios 2 tem como eu
subestrutura narrativa, né, um termo
técnico de teologia, um texto do Antigo
Testamento. Joguem em todas as easjam
se elas chegam perto do texto, né? Aí
jogaram todas, todas as e as pagas tops
assim, nenhuma chegou nem perto. Nenhuma
chegou perto de saber qual que é o texto
que está ah estruturando Efésios 2 ali,
né? Falei: "Gente, isso aqui é um cara
que fez um trabalho de doutorado, ele
passou 5 anos dele estudando, ele ele
chegou nesse texto aqui." Então assim, a
espiritualmente e teologicamente vai,
não tem como. A teologia ela demanda
tempo, esforço, diálogo com todo mundo
aí que tá estudando. E aí, ela ela só
consegue fazer isso, pegar informação,
resumir ou transformar aquela
informação. Ela não pode nunca
substituir o nosso estudo, nossa
leitura. eh fazer as coisas pela gente,
por exemplo. É muito engraçado o sermão
eu eu assim eu eu faço assim, eu preparo
o meu sermão, né? E às vezes eu falo
para Iá fazer um sermão só para eu ver
sempre é horrível. É horrível assim, não
tem pessoalidade, sempre a mesma mesma
coisa, a mesma estrutura ali, às vezes
erra numa numa exegese e as ias bem
alimentadas, digamos assim, né? Então
falei: "Nossa, se eu dependesse de iá, a
igreja morria, né? Porque o sermão não
tem como aí preparar um sermão, por
exemplo, né? Eh, isso é não deve
acontecer. É o hoje, hoje eu diria não.
Hoje eu acho que ela realmente não
consegue. Eu já, pelo menos a gente que
tem um pouco mais de treinamento
teológico, a gente vai estudar,
>> a gente consegue fazer perceber os
erros, né? É,
>> agora você passa paraa igreja assim um
teste, a maioria não vai conseguir
distinguir o que é que foi um sermão
feito pela IA e um sermão feito
pessoalmente. Deixa eu deixar, deixa eu
ser bem enfático aqui. Eu não uso a IA
para preparar sermão. Minha, o meu uso
do, da inteligência artificial é muito
mais para algo que, tipo, eu delegaria
isso para uma secretária, então é sóar.
Perfeito.
>> Eh, agora pesquisa, pesquisa, pesquisa é
top, pesquisa é bom, não substitui uma
pesquisa às vezes mais detalhada ali em
alguma coisa outra, mas é muito bom usar
aí,
>> dá um start bom assim, né?
>> Exato, né? Pesquisa em fontes
confiáveis, por exemplo, a pesquisa no
logos, uma coisa assim, legal. Ah, mas a
minha questão com a IA, ela não é só de
capacidade dela, porque E aí, William?
Eu eu enfatizo isso. Atualmente ela não
prepara um sermão assim, mas sei lá,
coloca aí 5, 10 anos ou não sei quanto
tempo vai ser necessário. Ela vai
preparar um sermão que a gente vai
dizer: "Nossa, Nicodemos ou J Carlson
que fez esse sermão?" Eu não duvido,
cara. Eu não duvido no que diz respeito
ao conteúdo, certo? Ainda que ainda que
eh o ponto não seja o conteúdo em si,
porque ela pode preparar o sermão melhor
do que o J Carle. Ainda assim isso não
deveria substituir o meu trabalho,
porque convenhamos, se for por
capacitação, então então tem sermão do
Hernandes e do Nicodemos disponível. Aí
eu não vou mais criar meus escrever o
meu sermão, eu vou pregar o deles. Não,
pera aí. Que que Deus conduziu no meu
coração, na realidade da minha igreja,
no dia a dia ali para eu pregar.
>> Senão a gente teria um sermão de uma
pessoa pregada em todos os locais e
pronto.
>> Isso mesmo.
>> Não é assim? Então acho que esse é um
ponto importante pra gente falar. Aí ela
tem limitações agora, ela vai sempre ter
algum nível de limitação, mas ela vai se
capacitar cada vez mais. Mas não é pela
capacidade que a gente evita certos usos
em certas coisas. É por uma questão de
entender como é que Deus quer que a
gente faça as coisas, questões éticas
inclusive, porque cadê, não vai
trabalhar? O pastor ele tem que se
esforçar, se debruçar, inclusive ele vai
deixar de ser ali edificado pelo estudo
sem isso, né? Então, quer usar IA para
corrigir o português do seu sermão
depois. OK. Uma coisa, agora tome
cuidado. Eu acho que é um aviso muito
importante. William, a gente já chegou
aqui é um bom tempo de conversa, tem
ainda outras coisas que a gente poderia
falar, mas por causa do nosso tempo, eu
acho que vale a pena a gente encerrar
por hoje. Eu queria agradecer pela pelo
seu tempo aqui com a gente, pela
conversa, foi muito boa. Eu espero que a
gente consiga marcar outras conversas
aí. Já vai vendo aí os livros da vida
nova. Você que tá engolindo livros, né?
Quantos livros já esse esse semestre?
>> Alguns. Alguns. Mas a alegria toda
minha. Eu agradeço demais o convite, é
uma privilégio poder servir os nossos
ouvintes aqui com nossas conversas aqui.
>> Muito bom. Que Deus abençoe você e
continue te usando. Então, meu irmão,
maravilha, né? Igualmente.
>> Você aí de casa que nos ouviu, gostou
dessa conversa, ficou interessado em ir
pro seminário, converse com o seu
pastor, converse com a sua igreja. Já
está no seminário, ou melhor, antes
disso, você está presto a entrar no
seminário, leia esse livro, 15 coisas
que o seminário não pode me ensinar. Com
certeza vai ser bção paraa sua vida. Se
você conhece pessoas que estão prestes a
entrar, manda para elas tanto esse livro
quanto a essa essa conversa aqui de
hoje. Inclusive, recentemente vieram me
perguntar, né, porque vou enviar, vamos
enviar aqui na igreja um seminarista e
aí vieram perguntar o que é que dá para
ele e tal. Ó, já passamos aqui uma
receita de de um livro adequado. E se
você já tá no seminário, não é tarde
mais, leia esse livro. Se você já saiu
do seminário, ainda tem coisa útil que
você pode aprender com ele. Então, vá
atrás desse livro, ele vai ser bção. E
se você gostou dessa conversa, se
inscreva aí na sua plataforma de podcast
preferida, deixe o seu like, seu
comentário, dê uma olhada nas dezenas de
episódios que nós já temos gravados. Nós
inclusive estamos chegando agora no
centésimo episódio do podcast Vida Nova.
Então, já tem muita coisa boa aí pela
para trás para você assistir e outras
vindo também a seguir. Que Deus abençoe,
até a próxima. Valeu,
[música]

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