QUÃO DETERMINANTES SÃO OS FATORES BIOLÓGICOS NA DEPRESSÃO – ELENY VASSÃO
05/08/2026
QUÃO DETERMINANTES SÃO OS FATORES BIOLÓGICOS NA DEPRESSÃO – ELENY VASSÃO
A depressão envolve diferentes dimensões da vida humana. Aspectos biológicos são importantes, mas a história de cada pessoa também influencia profundamente o desenvolvimento e a forma como a doença se manifesta. Neste vídeo, Eleny Vassão explica como fatores genéticos, experiências de vida e contexto emocional podem contribuir para a compreensão da depressão, oferecendo uma visão mais ampla sobre saúde mental.
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
E quando a gente olha para questões biológicas e genéticas, quão determinantes elas são paraa depressão em si? Você começou, né, fazendo uma distinção entre as causas de depressão e você falou que existe esse aspecto também mais biológico. Como é que elas podem determinar ou influenciar a depressão? Em aconselhamento bíblico, nós não dizemos que aquela causa é determinante, mas dizemos que ela é importante no sentido assim, se você começa a aconselhar uma pessoa e você pergunta: "Alguém na sua família viveu alguma coisa semelhante ao que você está vivendo? Olha, minha mãe também era muito deprimida. Minha avó não falava nada sobre depressão, porque não existia essa esse termo naquele tempo, mas ela ficava por semanas trancada dentro do quarto e não queria conversar com ninguém. Semblante muito triste e não comia direito, dormia mal. Então assim, você consegue levantar dados importantes sobre essa genética, né? Mas o que eu nós gostamos de falar é que isso não é determinante. Existe um fator importante aí que a pessoa que tem essa herança genética pode estar mais propensa à depressão. Mas quando ela aprende a enfrentar a situação e é cada situação, ela aprende a levar diante do Senhor, aprende a conversar com amigos próximos e que são eh crentes maduros. E ela aprende a conversar consigo mesmo porque estás abatido a minha alma, porque te perturbas dentro de mim, né? Então quando tudo isso acontece, ela consegue também se livrar mais fácil de tudo isso. Então importante geneticamente falando, mas não determinante. >> Eu acho que essa é uma distinção é muito significativa, porque nós vivemos num mundo que vive querendo nos definir por a diversas questões. Às vezes pode ser a cultura onde nós fomos criados. Tá, você é cristão porque nasceu em um país cristão ou ah, essa pessoa é assim porque a classe econômica dela é mais atrelada a isso. Então, quando usamos isso como um determinante, a pessoa não tem como lutar contra isso, um determinismo cultural, biológico, que seja, nós caímos aí num fatalismo que não faz sentido. >> E a pessoa fica injetada, certeza se sente injetada dentro disso, né? É, ela ela pensa que não pode nem sair dali, né? Aquela coisa, ah, eu já sou assim, eu não tenho o que fazer para fugir disso, sou uma vítima disso. >> Eh, ela se vitimiza quando ela pode não ser essa vítima, né? Ela pode reagir contra tudo isso e ela pode identificar esses sintomas quando começam a aparecer. Uhum. Eh, e ela pode se entregar a estes ou não e pode reagir contra, pode identificar isso de maneira clara e pedir socorro, né? E eu procuro sempre conselheiros bíblicos, amigos, irmãos, pastores que são eh que têm compaixão e se dispõe a ajudar. Então isso se torna bem diferente e a pessoa consegue sair daquele buraco. Eh, eu gosto muito de trabalhar com essas pessoas também em cima de salmos. Por exemplo, o Salmo 69 mostra a pessoa que está se afundando no profundo amassal que não dá pé. E parece que quanto mais ela se mexe para tentar sair, ela mais afunda na areia movediça, né? Mas ela ela expõe os seus sentimentos, mas ela clama a Deus, ela clama por socorro. Então ela não está sozinha. E é muito lindo porque o Senhor sempre nos traz pessoas que podem nos ajudar. Eh, trabalhando lá no HC por tanto tempo nesse setor, me lembro de uma paciente andando pelo corredor de um lado pro outro, sem parar. Se deixassem, ela ficaria 24 horas fazendo isso. E ela estava com um livro de ponta cabeça, como se estivesse lendo, falando em voz alta e andando, andando, andando. E eu parei ao lado dela e pensei: "Meu Deus, como é que eu posso ajudá-la? Me ajuda a achar o meio de ajudá-la." E eu estava com um livro na mão, ã, Deus se importa com você. E eu andei com ela há algum tempo pelo corredor e falei: "Você deve estar cansada de ler esse mesmo livro. Vamos trocar? Empresta para mim e eu te empresto esse meu?" E ela topou e continuou andando e lendo pelo corredor. Mas agora as palavras faziam sentido porque eram textos bíblicos mostrando o amor de Deus pela vida dela. E no outro dia ela já estava melhor. No outro dia ela quis ouvir falar de Cristo. No outro dia ela havia conhecido a Cristo como salvador. E daí eu fui acompanhando-a diariamente e ela falou: "Olha, nesse fim de semana eu vou paraa casa. É, já faz 20 anos que eu estou indo e voltando das internações. A minha família já não tá nem aí comigo, estão cansados demais. Mas eu vou sair porque os médicos querem observar as minhas reações em casa e os meus meus familiares, meus parentes vão me avaliar também." E daí eu fui correndo para vê-la na segunda-feira e perguntei: "E aí, como foi?" Ela falou: "Olha, pela primeira vez meus familiares se colocaram junto à entrada da porta quando eu estava saindo e eles falaram: "Volte, volte logo para casa, porque você está diferente, você ajudou a cuidar das crianças, você ajudou a arrumar a o a comida de almoço, você conversou com os seus irmãos, você está diferente, volte". E aquilo foi um santro remédio para ela também, né? Ela se sentiu amada, valorizada e viu o que Deus estava fazendo na vida dela. Foi muito lindo.