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QUÃO DETERMINANTES SÃO OS FATORES BIOLÓGICOS NA DEPRESSÃO – ELENY VASSÃO

QUÃO DETERMINANTES SÃO OS FATORES BIOLÓGICOS NA DEPRESSÃO – ELENY VASSÃO

QUÃO DETERMINANTES SÃO OS FATORES BIOLÓGICOS NA DEPRESSÃO – ELENY VASSÃO

A depressão envolve diferentes dimensões da vida humana. Aspectos biológicos são importantes, mas a história de cada pessoa também influencia profundamente o desenvolvimento e a forma como a doença se manifesta. Neste vídeo, Eleny Vassão explica como fatores genéticos, experiências de vida e contexto emocional podem contribuir para a compreensão da depressão, oferecendo uma visão mais ampla sobre saúde mental.

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Legendas automáticas:

E quando a gente olha para questões
biológicas e genéticas, quão
determinantes elas são paraa depressão
em si? Você começou, né, fazendo uma
distinção entre as causas de depressão e
você falou que existe esse aspecto
também mais biológico. Como é que elas
podem determinar ou influenciar a
depressão? Em aconselhamento bíblico,
nós não dizemos que aquela causa é
determinante, mas dizemos que ela é
importante no sentido assim, se você
começa a aconselhar uma pessoa e você
pergunta: "Alguém na sua família viveu
alguma coisa semelhante ao que você está
vivendo? Olha, minha mãe também era
muito deprimida. Minha avó não falava
nada sobre depressão, porque não existia
essa esse termo naquele tempo, mas ela
ficava por semanas trancada dentro do
quarto e não queria conversar com
ninguém. Semblante muito triste e não
comia direito, dormia mal. Então assim,
você consegue levantar dados importantes
sobre essa genética, né? Mas o que eu
nós gostamos de falar é que isso não é
determinante.
Existe um fator importante aí que a
pessoa que tem essa herança genética
pode estar mais propensa à depressão.
Mas quando ela aprende a enfrentar a
situação e é cada situação, ela aprende
a levar diante do Senhor, aprende a
conversar com amigos próximos e que são
eh crentes maduros. E ela aprende a
conversar consigo mesmo porque estás
abatido a minha alma, porque te
perturbas dentro de mim, né? Então
quando tudo isso acontece, ela consegue
também se livrar mais fácil de tudo
isso. Então importante geneticamente
falando, mas não determinante.
>> Eu acho que essa é uma distinção é muito
significativa, porque nós vivemos num
mundo que vive querendo nos definir por
a diversas questões. Às vezes pode ser a
cultura onde nós fomos criados. Tá, você
é cristão porque nasceu em um país
cristão ou ah, essa pessoa é assim
porque a
classe econômica dela é mais atrelada a
isso. Então, quando usamos isso como um
determinante, a pessoa não tem como
lutar contra isso, um determinismo
cultural, biológico, que seja, nós
caímos aí num fatalismo que não faz
sentido.
>> E a pessoa fica injetada, certeza
se sente injetada dentro disso, né?
É, ela ela pensa que não pode nem sair
dali, né? Aquela coisa, ah, eu já sou
assim, eu não tenho o que fazer para
fugir disso, sou uma vítima disso.
>> Eh, ela se vitimiza quando ela pode não
ser essa vítima, né? Ela pode reagir
contra tudo isso e ela pode identificar
esses sintomas quando começam a
aparecer. Uhum. Eh, e ela pode se
entregar a estes ou não e pode reagir
contra, pode identificar isso de maneira
clara e pedir socorro, né? E eu procuro
sempre conselheiros bíblicos, amigos,
irmãos, pastores que são eh que têm
compaixão e se dispõe a ajudar. Então
isso se torna bem diferente e a pessoa
consegue sair daquele buraco. Eh, eu
gosto muito de trabalhar com essas
pessoas também em cima de salmos. Por
exemplo, o Salmo 69
mostra a pessoa que está se afundando no
profundo amassal que não dá pé. E parece
que quanto mais ela se mexe para tentar
sair, ela mais afunda na areia movediça,
né? Mas ela ela expõe os seus
sentimentos, mas ela clama a Deus, ela
clama por socorro. Então ela não está
sozinha. E é muito lindo porque o Senhor
sempre nos traz pessoas que podem nos
ajudar. Eh, trabalhando lá no HC por
tanto tempo nesse setor, me lembro de
uma paciente andando pelo corredor de um
lado pro outro, sem parar. Se deixassem,
ela ficaria 24 horas fazendo isso. E ela
estava com um livro de ponta cabeça,
como se estivesse lendo, falando em voz
alta e andando, andando, andando. E eu
parei ao lado dela e pensei: "Meu Deus,
como é que eu posso ajudá-la? Me ajuda a
achar o meio de ajudá-la." E eu estava
com um livro na mão, ã, Deus se importa
com você. E eu andei com ela há algum
tempo pelo corredor e falei: "Você deve
estar cansada de ler esse mesmo livro.
Vamos trocar? Empresta para mim e eu te
empresto esse meu?"
E ela topou e continuou andando e lendo
pelo corredor. Mas agora as palavras
faziam sentido porque eram textos
bíblicos mostrando o amor de Deus pela
vida dela. E no outro dia ela já estava
melhor. No outro dia ela quis ouvir
falar de Cristo. No outro dia ela havia
conhecido a Cristo como salvador. E daí
eu fui acompanhando-a diariamente e ela
falou: "Olha, nesse fim de semana eu vou
paraa casa. É, já faz 20 anos que eu
estou indo e voltando das internações. A
minha família já não tá nem aí comigo,
estão cansados demais. Mas eu vou sair
porque os médicos querem observar as
minhas reações em casa e os meus meus
familiares, meus parentes vão me avaliar
também."
E daí eu fui correndo para vê-la na
segunda-feira e perguntei: "E aí, como
foi?" Ela falou: "Olha, pela primeira
vez meus familiares se colocaram junto à
entrada da porta quando eu estava saindo
e eles falaram: "Volte, volte logo para
casa, porque você está diferente, você
ajudou a cuidar das crianças, você
ajudou a arrumar a o a comida de almoço,
você conversou com os seus irmãos, você
está diferente, volte". E aquilo foi um
santro remédio para ela também, né? Ela
se sentiu amada, valorizada e viu o que
Deus estava fazendo na vida dela. Foi
muito lindo.

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