15 COISAS QUE O SEMINÁRIO NÃO PÔDE ME ENSINAR – WILLIAN ORLANDI | PODCAST VIDA NOVA #98
05/08/2026
15 COISAS QUE O SEMINÁRIO NÃO PÔDE ME ENSINAR – WILLIAN ORLANDI | PODCAST VIDA NOVA #98
🎙️ No ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!
Neste episódio, conversamos com Willian Orlandi sobre o livro 15 Coisas que o Seminário Não Pôde Me Ensinar, dos editores Collin Hansen e Jeff Robinson.
Ao longo da conversa, refletimos sobre os desafios da formação teológica e da vida ministerial, abordando questões como:
🎓 O que o seminário teológico realmente ensina e quais aprendizados só podem ser adquiridos na prática do ministério?
📚 Como equilibrar conhecimento teológico, maturidade espiritual e experiência pastoral?
⛪ Quais são os principais desafios enfrentados por quem está dando os primeiros passos no ministério pastoral?
🌱 Como desenvolver um caráter cristão e uma liderança saudável para além da sala de aula?
Uma conversa enriquecedora para seminaristas, pastores, líderes e todos aqueles que desejam compreender que a formação ministerial vai muito além do aprendizado acadêmico.
Adquira o livro: https://www.vidanova.com.br/livros/15-coisas-que-o-seminario-nao-pode-me-ensinar
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
E aí, eu sou Saor Lucena e seja bem-vindo ao podcast da editora Vida Nova. Você já pensou em ir pro seminário? Está a caminho dele? Já começou e está nos primeiros anos ou mesmo já se formou no seminário? Se tem uma coisa que a gente precisa pensar é o que é que o seminário pode nos ensinar e o que é que ele não pode nos ensinar. No livro 15 coisas que o seminário não pode me ensinar, os editores Colin Hansen e Jeff Robson trazem ali estudos, artigos feitos por diversos autores, nos ensinando lições preciosas que o seminário muitas vezes não traz para nós. E é importante que saibamos se estamos a caminho deles ou mesmo que nós já tenhamos terminado o seminário, é bom que a gente reveja e pense um pouco se nós aprendemos como aplicar essas coisas na nossa vida. Afinal, qual é o papel da igreja local paraa nossa caminhada? Como é que nós podemos cuidar adequadamente das nossas esposas, da nossa família e ainda assim cuidarmos dos estudos no seminário? Como é que nós podemos ter uma vida devocional em meio a tantas atividades, trabalhos, provas, leituras? E o uso da IA? Isso não é uma um assunto que vai ser tratado no livro, mas que vai ser tratado na conversa de hoje com o William Orlandi. Se você quer saber mais sobre essas coisas, então adquira o livro que eu tenho certeza que vai ser bção na sua vida. Mas também nos acompanhe na conversa de hoje. E se você gosta de conversas assim, se inscreva aí na sua plataforma de podcast preferida. Deixe o seu like, comentário, nos dando feedback do que é que você vai achar da conversa. E então vamos à conversa de hoje. William, seja muito bem-vindo ao podcast da Vida Nova. É uma alegria ter você aqui pela primeira vez com a gente, meu irmão. >> Olá, Sa. É uma alegria toda minha poder conversar um pouquinho com você sobre um tema tão importante que a gente vai tratar hoje. >> Legal. Meu irmão, antes da gente seguir em frente, eu queria pedir que você se apresentasse um pouco. Primeira vez que você tá aqui com a gente, né? Espero que seja a primeira de muitas, mas apresenta um pouco aí do seu ministério, como é que você tem servido. >> Ah, meu nome é William Orlande. Eu sou a pastor da Igreja Batista Reformada de Indatuba. Indatuba, uma cidadezinha eh no interior de São Paulo, do lado de Campinas. E eu a sirvo essa igreja desde 2012, então já faz aí uns 14 anos. E a é uma igreja ah que realmente tem gerado muita alegria na nossa vida em poder servi-los. E também eu sirvo no contexto de seminário. Eh, eu sou formado em teologia, seminário Martin Buter, excelente seminário. Ah, tenho mestrado em Novo Testamento, estou fazendo outras outra outras especializações também e eu sirvo na área de docência desde 2019 em alguns seminários. Eh, então aqui o o título que a gente vai tratar hoje, né, o tema sobre a importância do seminário, que o seminário não consegue ensinar. É uma coisa que tanto eu quanto só estamos vivendo aí, né, Sor? tanto com pastores na área acadêmica também. Então, basicamente é isso. Tenho a sou casado, tenho três filhos, um a caminho e é isso aí. >> Muito bom, meu irmão. Acho que vai ser legal essa conversa porque o livro foca bastante no seminarista que tá ali e precisa ter noção de certas coisas que ele não vai aprender necessariamente no seminário, mas ah ele fala também desse pastor jovem que tá basicamente aí no início da caminhada. E ainda que você seja um pastor jovem, só que com muitos anos de caminhada, o nosso perfil se encaixa bem nessa conversa pra gente trazer não apenas o que o autor trouxe no livro, mas muito da nossa própria experiência, né? Eu acho que que isso vai somar bastante pra conversa. E vamos seguir, então, vamos seguir aqui pensando um pouco nessas questões mais interessantes que o livro nos ajuda a pensar. Então, primeira coisa, cara, olhando para essa parte da nossa experiência, né, tanto como alunos como professores, hoje eu não estou atuando mais como professor, mas já fui professor em alguns seminários. Você tem atuado ainda como professor. Então, somando essas questões de experiência, o que é que você acha que o seminário consegue fazer muito bem e o que é que ele não consegue entregar sozinho? Vamos começar com algo mais geral, depois a gente vai entrar nos detalhes. >> Maravilha. Eu entendo que o ensino teológico no Brasil ainda tá engatinhando, então nós temos, a maioria dos seminários são ruins, mas graças a Deus nós temos bons seminários, né? Eh, e esses bons seminários eles conseguem entregar eh um bom conteúdo teológico. Então eles ensinam a gente a fazer a interpretação do texto bíblico, ensinam sobre história da igreja, eh teologia sistemática, talvez seja um dos grandes mortes aí do seminário, né? Ah, muitos seminários também têm matérias sobre aconselhamento, aplicação, a prática paraa vida cristã também. Eh, então o seminário, os seminários bons, eles têm essa, a esse alvo de ser o mais completo possível, mas tudo nessa vida é limitado. Só Deus quer ir limitado, né? Não tem como aprover todas as coisas. Eh, o seminário tem um começo, meio e fim lá, 3 anos e meio, 4 anos, às vezes um pouquinho mais, eh, não tem como ensinar tudo. Eh, virtualmente impossível isso. Eh, o que seminário não nos ensina, ah, e são coisas que talvez não são ensináveis no sentido conteudista da coisa. Por exemplo, caráter. Por mais que você tenha uma material sobre ética cristã, você vai aprender a teoria, vai estudar talvez os 10 mandamentos, ah, você vai estudar da a cristã, as virtudes cristãs, mas ah, não tem como o seminário acompanhar, por exemplo, muito de perto, ainda que os seminários tentem fazer isso, eh, caráter cristão e olhar paraa sua vida lá na sua casa, como você trata sua esposa, seus filhos. Eh, então essas questões assim bem práticas, eh, não tem existe essa impossibilidade de o seminário entrar, por exemplo, muito a fundo na vida de cada aluno, né? Eh, alguns seminários têm uma entrevista, eles têm a prestação de contas com a igreja local, ser maravilhoso, isso ajuda a melhor servir os alunos nesse sentido, né? Mas, por exemplo, um outro ponto também, a sabedoria para questões muito específicas do ministério ou da vida cristã, não tem como um curso, uma um módulo de ética de 6 meses ou um ano abarcar todas as dificuldades da vida. E também não ensina a gente a amar pessoas, não no sentido de que ele negue isso, né? Mas uma coisa é você ouvir, você tem que amar as pessoas e outra coisa você de fato amar, né? como um bom servo de Cristo. Então, acho que essas coisas mais, digamos, pessoais ou existenciais que realmente não tem como ensinar, são coisas que você vai aprendendo ao longo da vida, sofrendo na igreja local, com outras pessoas, outros pastores, eh, acho que essa questão mais prática, talvez. Que que você acha? >> Né? Eu concordo plenamente. Eh, foi muito do que eu passei também, né? A verdade é que se a gente retroceder um pouco, a gente lembra até daquela ideia de que os seminários eles surgem, eles são bons, né? Primeira coisa, seminários são bons, mas a eles surgem por causa de uma deficiência das igrejas locais. Porque se as igrejas locais tivessem muitas pessoas capacitadas ali para fazer realmente um bom um bom treinamento, a ensinar, os seminários não seriam necessários, ainda que eles continuem sendo bons. E aí, ah, pegando a existência deles, eles surgem como uma ajuda para a igreja, mas não como um substituto, né? Então eles nos ajudam nessa parte mais conteudista de nos passar notes teológicos, doutrinas, entendimentos mais profundos, mas o pastoreio da igreja local ainda é essencial para todas essas questões, né? E são pontos que a gente vai poder discorrer discorrer um pouco mais aqui. >> Esse ano, esse ano nossa igreja nós ordenamos mais ah três pastores. O Saor fez parte da banca examinadora, né, Saor? Foi eh foi muito bom. E aí assim, eu que o o ponto do saor é muito fundamental, porque eu treinei esses homens por ah por bastante tempo, mas assim de forma formal, por dois anos, toda semana, ensino, vivência, tudo mais. Eh, e agora a agora assim eu incentivo eles a fazerem o seminário mesmo depois de ordenados ao Ministério Pastoral. Então, o seminário ele entra como esse extra, muito bem-vindo, porque eu também não consigo ensinar todas as matérias, é impossível também. Eh, então assim, enquanto tiver essa mutualidade da igreja local, formando os pastores e o seminário como esse extra de repertório de bagagem, funciona muito bem. Agora, quando desbalanceia a coisa também fica complicado também. >> É. É. E aí as pessoas chegam com expectativas irreais pro seminário, né, que é justamente o que o livro quer também eh evitar, as pessoas se frustrarem por achar que no seminário vão aprender certas coisas que não é o foco nem ele sequer tem condições de fazer. Realmente eu lembro que no seminário que eu estudei, teve um momento que alguns alunos, um muito específico, ele ficava assim: "Não, mas o seminário a gente tem que ter um momento de devocional aqui junto". E os professores diziam: "Olha, isso é muito bom, mas aqui a gente precisa focar na parte de ensino e a gente espera que o momento de devocional vocês façam em casa com vocês, que vocês façam culto doméstico." E outra, o seminário era ainda presencial, diário, então a gente vivia em alojamentos. Era muito fácil quem quisesse chegar e ter algo mais conjunto ali. Ah, vamos fazer um trabalho juntos. Nós vamos ter um momento aqui, uma vez na semana que seja, juntos pensando na palavra. Então assim, eh, às vezes a gente quer que o seminário ele substitua a igreja nesse sentido e e traz expectativas complicadas, mas como o William colocou, esse acompanhamento no dia a dia da igreja, ele faz toda a diferença. Eu tô aqui, William, agora com a primeira pessoa que eu vou enviar para o seminário, né? Tô muito feliz com essa oportunidade de ter mais pessoas que a gente vai levar ali para serem capacitadas e poderem somar, servindo à igreja. Mas ah, já sabendo do que é que o seminário é bom para trazer e o que é que ele não vai conseguir fazer, o foco maior que eu tenho tido no acompanhamento com essa pessoa não é nem tanto em conteúdo em si, porque o seminário vai fazer isso, mas é nesse se tratar do pastoreio do caráter, conferindo se a pessoa tem um caráter ensinável, se ela tem um caráter que a gente vai conseguir então somar esse caráter com as habilidades, né? Se a gente parar para pensar até quando nós olhamos paraas escrituras e para a as características de um presbítero, a gente vê que elas são muito mais focadas nisso, né? No caráter e então na capacitação, mas primeiro o caráter que é muito mais difícil inclusive de você ensinar, né? >> Perfeito. É isso aí. Agora vamos pensar um pouco que quando esses seminaristas e a maioria deles são jovens, né? Ainda que tenham pessoas mais velhas. Eu estudei com pessoas de 40, 50, 60 anos, pessoas de diversas idades, >> mas ainda assim a maioria tá ali na casa dos 20. E eles saem muitas vezes do seminário, ou pelo menos eles entram no seminário e passam os primeiros anos ali com uma visão muito idealizada da igreja local e com a expectativa irreal do que é que vai ser o ministério, né? E aí, a gente pode até falar de exemplos de expectativas reais que a gente já ouviu, mas por que que isso acontece com tantos deles, principalmente esses jovens? >> Ah, talvez pelo próprio caráter do seminário, né? O jovem ele vai aprender a doutrina, né? Então, por exemplo, numa aula de sistemática, ele vai aprender eclesiologia. Então, tá lá, a igreja é assim, assim, assado, igreja que luta militante, a igreja triunfante na glória e tudo mais. e vai criando essa imagem no coraçãozinho do seminarista, né? E talvez, talvez o a uma questão bem prática além dessa teórica é a ele não estar muito envolvido com a igreja própria dele ou ele ter a uma aquela loucura revolucionária de que não, eu vou mudar tudo aqui na minha igreja muito facilmente. Ilusões. Exatamente. >> Eh, eu sou o reformador do século XX e tal, né? Eh, e a a realidade vai esmagar essa essas ilusões que a gente cria, né? Esses ídolos que a gente cria. Eh, e lembrar, por exemplo, Efésios 5, Paulo vai falar que Cristo está santificando a sua noiva. A igreja está num processo de santificação e é um processo lento, é um processo que tem altos e baixos, é um processo que talvez você dá um passo paraa frente, dois para trás. Eh, um processo que envolve muito choro, lágrima, sangue, né? suor eh, não é uma coisa bonita, né? É uma coisa do do viver do dia a dia. Então, ah, e eu escuto não só seminaristas, mas eu escuto de outros pastores, por exemplo, pessoas que vão para fora fazer um mestrado e um doutorado que se já espera uma certa maturidade e aí vive numa bolha, numa torre de marfim e aí volta pro Brasil, às vezes dos Estados Unidos ou da Europa e volta com aquela coisa gigantesca, querendo impor as coisas de forma muito rápida. Isso é um pouco de eh uma imaturidade e falta de sabedoria de lidar com a realidade ali, né? >> Com certeza. Mais uma vez a gente vê a importância do caminhar com a igreja local ao invés de simplesmente o envio pro seminário. Ah, eu já recebi pessoas aqui que estavam saindo de outras igrejas, igrejas complicadas teologicamente estavam conhecendo a teologia reformada e chegando e isso aqui na minha igreja e elas estavam em seminários. E aí a essa pessoa em específico, ela inclusive estava num seminário ruim, eu conversei com ela, expliquei para ela, ela disse: "Não, vou sair". E aí ela já quis entrar em um outro seminário, agora um seminário bom, mas o que eu falei para ela, calma, se você realmente tá querendo fazer essa transição, vem pra igreja, vamos caminhar com a gente, vamos eh ter aconselhamento, pastoreio, e então você vai entrar no seminário, se a gente eh todo mundo aqui notar esse perfil em você, de uma maneira muito mais adequada com os direcionamentos, com o pastoreio, né? faz todo o sentido dessa dessa forma, porque quando você vai pro seminário desconectado da igreja, aí você não tem esse dia a dia do que é que você vai viver quando se formar. Aí eu acho que vem esse problema dessa visão idealizada, o que não acontece quando você já tem anos de igreja e então vai pro seminário, você já vai sabendo o que é que a igreja necessita e como ela funciona, não é verdade? É, eu tive uma graça de Deus que quando eu cheguei aqui na nossa igreja tava muito no comecinho de plantação, não tinha pastor, não tinha não tinha nada, né? Tinha umas 10, 15 pessoas ali e por algum milagre, por alguma doideira deles, me colocaram para pregar toda semana e eu só cheguei para para aprender e ser membro, né? Aí depois de um tempo e e o processo de plantação, o Sabe muito bem disso, no começo é muito difícil, é muita luta, muito trabalho. E e foi nesse período que eu fui pro seminário, então já fui assim na na no campo de batalha para receber ali um um refrigério, né? Eh, e aí assim, isso forma uma visão mais realista e não idealista, que o idealismo ele é distorcido, né? É uma coisa que a gente inventa na nossa cabeça, né? Ainda assim, nós não estamos aqui desvalorizando o seminário. É importante a gente enfatizar mais uma vez. E ele ele tem o seu lugar. >> A culpa não é do seminário, a culpa é do seminarista, digamos assim, dessa [risadas] >> é isso aí. O pecado tá em nós, não tá no seminário, né? Na instituição, agora a gente olha pro seminário como instrumento de capacitação, conhecimento, ensino, boas leituras. Inclusive, quantas vezes nós já ah pensamos, né, eu mesmo pelo menos falo isso muito, como os livros muitas vezes nos discipulam e cuidam e pastoreiam o nosso coração. Então, a leitura e o conhecimento, ela é muito proveitosa. Ainda assim, por que é que o conhecimento acadêmico e os títulos teológicos, por si só, não garantem essa maturidade que o pastoreio exige? se eles inclusive muitas vezes apresentam livros que estão ali pastoreando a maturidade do coração. >> Maravilha. Esse ponto, o o conhecimento técnico ou teórico nunca se traduz eh necessariamente, né, como causa de maturidade. É muito importante e é muito importante fazer uma rápido eh lembrar histórico aqui, porque nós somos filhos da modernidade, né? Eh, e na modernidade que há a dicotomia ou a separação entre pensamento teórico e vida privada, vida prática, vida devocional, né? No mundo pré-moderno, desde que o mundo é mundo até século XVI, por exemplo, não havia essa dicotomia. A teologia ela era tanto teórica no sentido de estudo, de informação, quanto prática. Não ninguém fazia um divórcio disso. E os iluministas, os talos iluminados, pessoal moderno, é que criou essa dicotomia. uma não, uma coisa é a academia, outra coisa é a igreja. Eh, não existe uma conversa entre os dois, né? Eh, isso é muito prejudicial, tá? Ah, então na nessa dicotomia toda nossa aqui, ah, o pensamento teórico, a quando ele é divorciado da vida prática, ele não vai causar maturidade. Na verdade, a gente pode usar o texto bíblico, Primeiros Coríntios 8, né? Cor 18, o pessoal falava, um pessoal não falava que não tinha problema comer carne, sacrificar dos ídolos, o outros falavam que era pecado e um tava massacrando o outro ali. E a e Paulo fala assim, ó, se você sabe, mas esse saber não se traduz em amor, você ainda não sabe como convém. Ou seja, o conhecimento que não se traduz em amor a Deus e amor ao próximo, um amor sacrificial, né, um amor de serviço, ele não eh ele não é um conhecimento de fato, é apenas informações, frases, proposições. Eh, e aí a gente cria aquela, o Jonas Madure sempre fala, né, aquela cabeça grande, um corpinho pequeno, atrofeado, a gente não consegue manter o equilíbrio, né? Então, ah, muita informação sem uma vida prática, sem servir a igreja, eh, sem chorar com os que choram, se alegar com se alegram, eh, apenas a informação em si, ela vai inchar, inflar a pessoa, causar orgulho. Isso é muito prejudicial mesmo, né? Então, nunca confundem conhecimento teórico hoje em dia, infelizmente, com maturidade. Pessoa pode ter um doutorado em teologia, saber grego, hebraico, por exemplo, e não saber perdoar a esposa, não saber educar os filhos, eh não saber tratar com pessoas de faixa etada diferente na igreja, enfim, tem muita coisa, né? >> Com certeza. Paulo, inclusive vai falar em Primeira Coríntios, né, sobre como o saber sem o amor ele ensoberbece, né, ele não contribui como deveria. E é por isso que inclusive nós vemos por aí tantas pessoas desde conhecimento, mas com uma vida que contraria o seu ensino. Aliás, os fariseus eram um exemplo disso em muitos sentidos. Por mais que eles tivessem também certos conhecimentos, essa frase não é boa porque certos conhecimentos errados, mas a conhecimentos específicos que não estavam corretos, ainda assim eles eram conhecedores de muita coisa, mas com ações que faltavam o amor, que faltavam o amor a Deus e ao próximo, como Cristo inclusive vai nos ensinar que nós precisamos ter, né? Perfeito. >> Então daí a gente vê que o conhecimento ele é ótimo. Nós temos que crescer no conhecimento da vontade de Deus, como a palavra repetidamente nos ensina a fazer. Mas a gente precisa somar isso a ações práticas de amor, como você trouxe aí, de serviço. E a igreja local mais uma vez faz toda a diferença para esse dia a dia. Agora, como é que a gente pode, ou melhor, é possível, é possível, acho que essa é a pergunta, é possível o seminário ajudar um seminarista a pensar em questões práticas da vida? Por exemplo, você citou aí, né? Ah, ele sabe grego e hebraico, mas não sabe perdoar a esposa. Então, vamos pensar, família, casamento, vida doméstica, o seminário consegue ajudar um seminarista de alguma maneira a lidar melhor com essas questões práticas e essenciais da vida dele, eh, sem ser apenas uma, transformando isso em uma disciplina teórica? Tem alguns seminários que ele vai ter uma uma pessoa ali para servir de capelão, para servir as questões mais práticas dos alunos, né? Eh, na minha prática pessoal, eu também sou coordenador de um curso de teologia de um seminário. Eh, eu sempre procuro a estar com os alunos, por mais que seja um curso à distância, eh, ah, o aluno, pô, vai ter o primeiro filho dele agora, eh, vai casar agora, né? Eu sempre e eles me procuram sempre tento fazer falar o máximo possível que eu posso para eles dessas informações, né? Eh, mas de fato isso é muito difícil o seminário conseguir fazer essas coisas, né? São extras, digamos assim, né? O ideal é a igreja local ensinar essas coisas e muit das vezes, na maioria das vezes, a igreja local talvez não tenha o suporte para isso, né? Então, incentivo os seminaristas a procurarem os seus professores. O professor também não tem uma bola de cristal, né? eh a procurar a professor eh cara, eu não eu não tenho alguém na igreja, por exemplo, estou plantando uma igreja, eu sou um jovem líder nessa igreja, por exemplo, enfim, outros contextos. Eh, eu estou passando por uma dificuldade, meu casamento grande, tal. Essa dificuldade, eh, o senhor poderia me aconselhar? Então eu acho que eh tanto o seminário procurar o aluno, quanto o aluno procurar o seminário eh no conjunto, idealmente falando, né, no contato com a igreja local, seria uma forma de ensinar assim melhor, porque é muita coisa, são muitos conteúdos que o senor precisa dar conta, né, e não tem uma matéria, digamos assim, família cristã, vai ter ética e dentro da ética você trata alguns pontos ali, talvez da família, né? >> Sim, sim. Eu acho interessante esse ponto que você falou da conexão do seminário com a igreja. você falou dessa dessa ação conjunta, porque realmente a vamos pensar no seminário presencial e diário, como foi o caso, por exemplo, do que eu fiz, você acaba passando muito mais tempo ali convivendo com os professores e de alguma maneira diante ali do diretor, do capelão, enfim, de alguma forma, do que necessariamente com a sua igreja local, que muitas vezes vão vai ficar resumida ali a aos cultos [roncando] dominicais e a uma outra atividade semanal e você ter alguém ali que tá de olho não apenas nas suas notas, mas na maneira que você fala, na maneira que você reage quando é contrariado, né? Ah, procura saber aqui ali como é que tá a sua própria vida, sua vida pessoal. Isso é muito interessante, mas em conexão com a igreja para também trazer pro pastor que tá cuidando, que enviou aquele seminarista, que é assim, deveria ser o ideal, né? O seminarista deveria ter ali um tutor na sua própria igreja que cuida dele. E infelizmente isso é raro. Eu conheci pouquíssimos seminaristas que realmente tinham um pastor que os acompanhava na própria igreja e cuidava deles. Mas quando há essa combinação de olha, o seminário tá de olho, passa aqui pro pastor, o pastor tá de olho, tá tá interessado, tá querendo realmente entender o dia a dia do seminário e se ajudar, aí sim essas questões a funcionam da melhor maneira, não é verdade? Exatamente. Perfeito. >> É isso aí. Agora o livro vai trazer, né, 15 coisas que o seminário não pode me ensinar. E a gente já falou um pouco dessa de uma das primeiras, que é essa questão do conhecimento ah teológico ali, os títulos acadêmicos, enfim, que não são suficientes. Mas tem outros pontos. Um outro ponto que ele fala é quando o seminarista ele precisa aprender a lidar com diversidades que ele vai encontrar na sua igreja, na sua congregação local, mas o seminário acaba não tratando tanto disso. Como é que o pastor pode vencer seus próprios preconceitos e preferências pessoais para pastorear com amor pessoas que são diferentes dele, né? Eh, você já lidou com isso aí na igreja, eu imagino. O que é que você traria de conselhos? Assim, >> uma coisa importante é o pastor a buscar que a igreja seja parecida com Cristo e não com ele mesmo. Eh, então, por exemplo, João Batista, João Batista ele falou assim: "Ah, a pessoa fala o seu primo digo assim, né? Tá batizando pessoas, né? Eh, aí fala: "Vão lá vocês também". Então, assim, o ponto não era o pessoal seguir João Batista, o ponto do João Batista é: "Vamos seguir a Jesus", né? Eh, então assim, um pastor que talvez tenha tendências mais ah tirânicas ou centralizadoras, ele vai querer que tudo seja feito conforme a vontade dele, né? E a liderança bíblica é o contrário. A liderança bíblica, nós servimos a igreja para que a igreja floresça os seus dons que Deus dá para cada um servir a igreja. Efésios 4 fala isso, né? Deus deu pastores para a igreja para que os santos eh sirvam uns aos outros e cresçam no conhecimento de Cristo, né? Eh, então, ah, nós nos mortificarmos, morrermos, eh, sabemos que a é o nome e a glória de Cristo e não o nosso nome que tem que ser eh, exaltado. Esse é um ponto importante da Essa é uma base teológica grande para se pensar diversidade. Um outro ponto é saber fazer um livro que a edições da Nova tem, né, eh, do é fazer saber fazer hierarquias de doutrinas e de prioridades, né? Então, OK, tem coisas centrais que nós não podemos abrir mão, né? Só que tem coisas secundárias que não tem problema nós termos e e na verdade é bom nós termos uma multiforme entendimento daquele ponto, por exemplo, tá? Então eu sempre na minha igreja, olha, ah, meu entendimento nessa ponto bem específico da doutrina é assim, mas não tem problema um membro ou pastores da igreja terem uma uma opinião diversa. Eh, por exemplo, milênio, por exemplo, né? Ah, não, todo mundo tem que seguir a minha visão sobre o milênio, né? Então, ter essa diversidade, ela é boa, ela é saudável, não é fácil de se lidar, mas eh é o que vai mostrar aí a unidade da igreja em meio à nossa diversidade e não estampar a cara do pastor em cada indivíduo ali, né? respeitar que são filhos de Deus. Ah, são a pessoas, são capazes, são inteligentes e a tem acesso a Deus sem você, tem acesso à palavra de Deus sem você e você tem ali para servi-los, [roncando] né, da melhor forma possível ali. >> Sim, sim. Ah, eu vou pegar até um exemplo meu também, por exemplo, eu sou uma pessoa mais extrovertida e mais enérgica, né? Aquele cara meio colérico assim e eu tenho que tomar muito cuidado com as minhas, os meus defeitos. que vem, mas também até mesmo as minhas qualidades podem se transformar em um problema se eu não souber usá-las a principalmente nesse aspecto de reconhecer que nem todo mundo é que nem eu, né? Então, às vezes eu posso chegar e chamar [roncando] as pessoas a certo nível de disciplina ou dedicação aqui em algo que muitas vezes se torna mais um uma preferência pessoal minha, né? Uma preferência minha do que um uma coisa que a Bíblia realmente ensina. Então, saber distinguir isso que você falou, né? Não só de doutrinas, pesos de doutrinas, mas também eu acho que a questão de um o que é um princípio bíblico e que, portanto, deve ser seguido, mas diferentes maneiras de aplicá-lo no dia a dia, né? Então, eh, ah, a Bíblia nos chama a crescer no conhecimento da vontade de Deus, OK? Mas esse é o princípio que tem que ser seguido, a gente não pode negar. Agora, todo mundo tem que fazer plano de leitura, eh, de terminar Bíblia uma vez no ano, seguindo essa ordem desse jeito, porque o pastor faz assim, não necessariamente. >> O que importa é princípio de crescer em conhecimento deve acontecer. O pastor ele serve como modelo ali, ele dá instruções, ele aconselha por achar que é um bom exemplo, um bom, um bom caminho, mas ele não pode achar que todo mundo tem que seguir aquilo, porque tem pessoas diferentes que vão estar ali com ele, né? Eu, por exemplo, vejo muita diferença entre coisas que eu consigo fazer ou ensinar outros a fazer e quando eu olho para uma mulher que está grávida na igreja ou que é mãe de criança pequena, eu não tenho como a trabalhar com todos da mesma forma, né? Você já viu isso aí também? Perfeito. Todo mundo, todo pastor passa por isso, né? Precisa eh orar muito a Deus, né? E ter essa perspectiva mais panorâmica também, né? >> Sim. Exatamente. Agora, ainda dentro desse contexto do pastoreio, a gente percebe que é muito comum no seminário. No seminário você tem diversos pastores, você tem diversas linhas, ainda que tem uma uniformização do ensino do seminário, mesmo naqueles que são confessionais, enfim, a gente vai ver linhas que podem acabar ensinando algo diferente do que o pastor principal da igreja ou o corpo de pastores ali da igreja está ensinando. E o seminarista, ele está ali, ele está aprendendo o seminário e ele acaba se convencendo de algo que foi ensinado por um professor específico, né? E aí ele chega como um seminarista ou mesmo ele se torna um pastor auxiliar ali, um líder de algum ministério. E vem aquele desafio, como é que alguém numa situação dessa pode manter a lealdade e a submissão ao pastor titular, eh, mas ao mesmo tempo não entrar numa briga ali com ele por questões de divergências teológicas. É claro que quando for uma heresia é uma coisa, né? Mas a gente tá falando de distinções, como você falou, por exemplo, as posições sobre o milênio, né? Como é que pode, como é que a gente aconselharia alguém numa situação dessa? >> Deixa eu dar só um exemplo pro pessoal. Esses dias eu tava estudando a escola bíblica na nossa igreja sobre a gente tá vendo sobre eclesiologia o ano todo. Aí foi uma aula sobre dízimos e ofertas, né? Aí eu fiz uma teologia bíblica inteira do tema de Gênesis até o Novo Testamento e tal e foi argumentando a posição da nossa igreja, né? E tinha uma família inteira de uma outra denominação, de uma uma denominação boa também, né, de uma outra cidade que assim eles concordavam com o que eu falei, só que a igreja deles era o a visão oposta, questão de dízimo, né? Aí eu fui almoçar com eles depois que eles eram visitantes, né? Eu falei: "Ó, pelo amor de Deus, vocês não vão sair daqui e todo o ensinamento que eu dei causar desvisão. Você precisa submeter ao ensinamento da igreja de vocês, né? Eh, mas quando a gente tá tratando de seminarista, por exemplo, e futuros líderes da igreja, eh, eu acho que é muito importante os pastores que já são ordenados ou pastor principal assim, ter uma boa capacitação, eh, paciência e a estar aberto ao diálogo e por parte dos seminaristas ser aberto à instrução, tá? Porque pode ser que numa longa conversa ou em várias conversas e vários estudar junto o tema, haja uma um nivelamento daquilo, mas se não houver, precisa saber aquela questão de novo da hierarquia, das doutrinas. Eh, esse é um ponto, por exemplo, vamos supor que a gente é pastor da mesma igreja, a gente discorda do milênio, né? Ah, a gente só vai lidar com isso, talvez, quando a gente pregar Apocalipse. Ah, chegou o dia da gente pregar Apocalipse todo na igreja, né? Série em Apocalipse. >> É série em Apocalipse, graças a Deus já foi, já fiz aqui na na minha igreja, então tô tranquilo. Eu acho que o ensino contínuo na igreja também precisa passar por essa maturidade da igreja, a igreja entender. Olha, irmãos, eu vou expor aqui, esse é um ponto menor, é uma passagem pequena, a gente pode ter uma diversidade aqui. Eu vou expor com confiança aquilo que eu acredito ser a melhor leitura, né? Mas não tem problema nós termos uma diversidade nesse ponto. Algumas vezes já fiz isso aqui na nossa igreja. no sermão. Isso não diminui a a confiabilidade da pregação, nem do pregador, se a igreja ela está sendo nutrida com a palavra de Deus de forma madura e saber que nem todo texto é fácil de se entender e tem boas outras perspectivas, né? Eh, mas de via de regra, o seminarista ele precisa também, isso é muito difícil pro seminarista, [risadas] falando isso como nós já fomos seminaristas, né? Eh, quanto menos conhecimento, mais orgulho, digamos, mais a gente acha que sabe, né? Eh, mas ter o a sabedoria de aer uma coisa, você abraçou aquela coisa, né? Talvez ou talvez esteja errado. Eu preciso estudar por muitos anos e eu vou aqui comunicando o meu pastor ao longo desses anos. Eu sei que eu tô estudando, então precisa ter essa virtude da humildade e da paciência, acho que de ambos os lados, da igreja, do pastor, do seminarista, e não sair assim chutando o balde com cada coisa nova que aprende, né? >> Exato. Ah, pegar um exemplo aqui da pregação e não a pregação num texto em si, mas formas de pregar, né? O cara vai para um seminário e ele aprende alguma forma e aí ele se apaixona por aquele formato homilético e ele diz: "Não, temos que pregar assim". E é o perigo que você >> é exato. E é o perigo que você disse daquela coisa do pouco conhecimento que você só ouviu um método. Então agora você acha que só tem esse método, que quem não prega nesse método não prega corretamente. >> Você ainda nem ouviu que tem outros bons métodos que outros bons pregadores seguem. OK? você se apaixonou por aquilo e o seu pastor principal não prega naquele método, ele segue um formato diferente e aí você já fica com aquela coisa, né? O seminarista fica ali e agora meu pastor não prega do jeito certo, né? Então eu acho que é tomar cuidado com essas visões, como você disse, ir lá conversar, pastor, aprendi desse jeito no seminário, o que que o senhor acha desse método e tal, conversar. Muitas vezes o diálogo vai solucionar. O pastor pode chegar e explicar, olha, esse método também é bom, mas tem esse aqui que eu sigo por causa disso, fulano segue assim. Então essas conversas agora eu vou pegar um exemplo extremo, certo? Um exemplo mais extremo, melhor >> e não é uma questão simplesmente de ah, é pouco conhecimento ou muito conhecimento, mas são linhas mesmo distintas que pessoas de piedosas, de tradições diferentes seguem. Então eu eu fui formado num seminário presbiteriano, >> sim, >> hoje estou aqui numa igreja batista reformada. OK? Mas imagine quanto eu estava lá no seminário presbiteriano, né? Eu estava lá ouvindo no seminário certo a ensino sobre o batismo infantil e eu tenho todo o respeito pelos meus irmãos pregerianos que entendem que aquela é a interpretação correta da da palavra de Deus, por mais que eu discorde, mas eu tava ali eh trabalhando numa igreja presbiteriana como seminarista presbiteriano e tendo que dar aulas para a adolescentes, jovens, aulas de catecúmenos, pregar e eu não podia pregar diferente. nesse ponto que é tão importante para eles, por mais que eu discordasse. Então, como é que faz, né? Primeiro, isso era algo que eu conversava com o pastor, que eu tinha essas dúvidas. Segundo, que você pode muito bem chegar e nesses momentos dizer: "Olha, a igreja ensina assim, a nossa a o símbolo de fé da igreja ensina dessa forma." Era assim que eu fazia. Eu ia dar uma aula sobre o catecismo ou sobre algum ponto, eu dizia: "Olha, a confissão de fé de Westminster, o catecismo maior, eles ensinam assim, eu não dizia, eu penso diferente", né? Não era meu foco ali, porque eu não queria causar as divisões. >> Sim. assim, eh, você tem um respeito que não causa divisões. E se é algo, como por exemplo, foi no meu, que não vai desfazer a irmandade, mas que é bom você ter o espaço de cada um, pessoas sai no momento adequado e então cada um segue o seu caminho como irmãos, mas com aquela aquele ponto diferente, né? Eu falo isso, eu não quero dizer que eu fui o seminarista ideal, que sempre foi fácil lidar, não. Não fui. Hoje como pastor, eu vejo quantas vezes eu fui um seminarista difícil de lidar pro pastor que que eu estava ali, né? Ah, mas mas esse é um ponto que, pelo menos nesse aspecto, eu tentei acertar e que eu acho que é é um bom conselho para trazer. Com certeza. >> Concorda? >> Certeza? Concordo totalmente. Eh, o Artlong de um livro sobre eh pesar as doutrinas, né? Ele vai falar assim: "Olha, as doutrinas terciárias a gente mantém unidade, por exemplo, milênio. Agora, as doutrinas secundárias elas são importantes e elas podem legitimamente nos dividir em termos de congregação. Então o batismo é um uma doutrina importante, mas ela é de segundo peso no sentido da administração do batismo. E é legítimo eu chegar na minha igreja hoje falar assim: "Olha, eu comecei a acreditar no pedobismo, eh, e eu estou indo para uma igreja presbiteriana. eh, e a gente mantém a irmandade, a amizade, o amor e tudo mais. Eh, isso é muito muito legítimo. Isso é uma um dos benefícios de nós termos muitas denominações, né, essa diversidade eh apropriada aí no pro povo de Deus, né? Inclusive, a maioria dos seminários, os seminários codual são todos seminários reformados e nós temos muitos alunos pentecostais, né? Os alunos pentecostais até agora são muito respeitosos. Eles tem, eles estão sendo muito respeitosos e o professor tem que entender que também precisa respeitar essa outra tradição, né, e dialogar. Não, aqui a gente não vai concordar, mas tá tudo bem. Depois a gente dá um abraço aí, toma um café junto e e não brigar, né? A briga é sempre pecaminosa. >> É isso aí. É isso aí. Verdade. Eh, nesse sentido, meu irmão, o que eu noto é que assim, você de novo pensar no seminário e no seminarista, não só numa questão de capacidade e de conhecimento teológico, né, de quanto que ele sabe, mas de maturidade e caráter, aí sim é muito mais fácil lidar, né? Porque você manda para um seminário um cara que ele é inteligente, ele sabe muito, ele quer aprender mais, mas ele não tem um caráter que é humilde, que é paciente, para criar confusão na igreja ou mesmo no seminário é muito mais fácil. Agora, você manda um cara pro seminário que talvez ainda não tenha muito conhecimento teológico, não aprenda tão fácil, mas é um cara esforçado e acima de tudo é um cara com caráter piedoso. O cara é humilde, o cara tá disposto a aprender, ele é paciente e aí é muito mais fácil as coisas lidarem. Então eu acho que aqui cabe um conselho de um passo lá atrás, né, que antes de enviar pro seminário a gente verifica essas coisas. Muitas igrejas na intenção de querer capacitar mais eh líderes de ensino e tudo mais, qualquer pessoa que tá com vontade pro seminário, vá, né? Eu já passei por uma igreja que era uma igreja excelente, muitas coisas, mas nisso eu acho, eu vejo hoje alguma dificuldade que é todo mundo que chegava lá mal chegou na igreja, pouco tempo de convertido, quer pro seminário, vá. E isso pode criar divisões, né? Isso pode criar complicações. Você tem que analisar esse caráter antes. Só pegando, não pode, pode falar. Eu já tive momentos aqui que eu precisei falar, não. No hoje eu posso mudar de ideia amanhã, mas hoje a gente entende que você não tem o chamado pro ministério pastoral por causa disso, disso, disso, disso e aí não conselho ir pro seminário, por exemplo. Então a gente o Spur ele tinha uma técnica muito interessante que era assim desanimar o cara o máximo possível porque se ele fosse chamado mesmo, ele ia permanecer, né? Então é é desincentivar, porque o cara que é chamado mesmo, não, ele vai ficar firme. Em vez de incentivar todo mundo, você vai cometer muito mais erros aí, digamos assim, né? >> Exato. Eu eu concordo, cara. Eu concordo. Eu acho que a gente não pode ser uma barreira para quando há realmente o chamado, mas dificultar um pouco, ao invés de só facilitar, acaba filtrando melhor isso, né? >> E é bom pra própria pessoa, né? Exato. É bom pra pessoa, pra igreja, pro seminário. Eu eu faço isso em alguma medida, inclusive com a própria membresia da igreja, né? Um parênteses aqui, mas tem alguma relação, que é invés de dizer assim, ó, todo mundo quer entrar na membrasia, venha, venha, é muito bom, vai tá tudo bom, vai ser maravilhoso. Não, não, não. Ó, aqui e você tem que servir, você tem essa dificuldade, a gente vai ter essa responsabilidade, vai ser assim, assim, assim, você tá disposto a tudo isso? Porque isso é sem membro, né? Exato. E então se a pessoa segue firme e tem o caráter convertido e tal, aí a gente caminha. Outra coisa. >> Perfeito. >> Agora um parênteses aqui pro pessoal, a gente falou do Ortland. Ah, tem um podcast inteiro sobre o livro dele. Aqui eu conversei com o Lucas Sabatê, se eu não me engano. Agora eu não me lembro o título do livro exato. Você lembra? Eh, em inglês é teológico, eh, eh, seria aquele termo médico, né, de a separar assim. Mas em português é doutrinas pelas quais vale a pena lutar. >> Exato. Exatamente. Exatamente. Pronto. Então o pessoal pode pesquisar aí esse título no no nosso canal no YouTube que vai achar a conversa. E foi uma conversa bem legal que aí foca nesses pontos que a gente trouxe aqui. A ideia da triagem, né, da medicina, né? É >> isso. Exatamente. Exatamente. Ah, então quem ficou com alguma dúvida depois, não agora, não meio da nossa conversa, mas depois que terminar a nossa conversa, vá lá dá uma pesquisada. Vai ser uma boa conversa com >> são livros que conversam muito bem esses dois livros, né? >> Com toda certeza não os tratam nesse aspecto da humildade de gente crescer, né? Agora pensa aí, né? Vamos para um outro aspecto. Eu e você, jovens. Qual é tua idade, William? >> 34. >> 34. Você ainda é mais velho do que eu, viu? Eu tô aqui com meus 32. Sou novinho, >> mas nós dois temos 70 de alma, digamos assim, né? >> É isso. É verdade. Isso é uma verdade, meu irmão. [risadas] É isso aí. Mas somos novos de idade e isso muitas vezes pesa em alguns momentos, né? Ah, como é que um pastor, um seminarista acabou de se formar e como eu falei, a maioria dos seminaristas é jovem, se forma jovem, chega para uma igreja, como é que um seminarista ou um pastor jovem que seja, ele pode eh conseguir um pouco mais de respeito à autoridade das pessoas para lidar com membros, especialmente, né, com membros que são bem mais velhos, experientes ou até mesmo mais influentes. no sentido de ouvidos pela igreja do que ele. Eu não sei se você passou por alguma dificuldade assim aí. É, então conta aí pra gente e fala o que é que você acha que é um bom conselho para alguém que tá numa situação dessa. >> Perfeito. Num contexto de uma igreja em plantação, que é da onde a gente veio, né? Quando eu cheguei em nossa igreja, só tinha eu de jovem, eram 10 ou 15 pessoas mais velhas de tudo de cabelo branco. Eh, eu cheguei e falei assim: "Nossa, maravilha, eu só vou aprender aqui, só vou me alimentar", né? Só que a realidade era oposta, era um, infelizmente, a maioria se desviou. Então, assim, eram falsos discípulos de Cristo, digamos assim, e, portanto, deram muito trabalho, era muito orgulho. Ah, a postura que a graça de Deus me deu, não veio de mim, era uma postura de trabalhar um dia de cada vez, pregar o evangelho, porque a o evangelho que vai purificar a igreja, que vai fazer a igreja florescer e e frutificar, né? eh a engolir sapos enormes, digamos assim, né? Enquanto a a igreja vai instruindo, porque a eles que me chamaram para tomar a frente, né? Ah, liderar, pastorear, pregar e tudo mais. Ah, mesmo nesse contexto foi muito difícil. Ah, mas Paulo fala para Timóteo, né? Ninguém despreza a sua mocidade e tudo mais. Por outro lado, uma igreja, por exemplo, hoje em dia na nossa igreja, nós temos jovens com seus 15, 16, 17, 18 anos que já expressam desejo de servir e talvez até ir para um seminário futuramente, né? Eh, agora que a gente tem mais calma para treinar melhor eles, para ter mais tempo para treinar eles. Então, acho que esses dois contextos são diferentes. Mas o que vai realmente formar essa confiança dos mais velhos para os mais novos é o caráter e a dedicação do pastor, né? Então, quando a igreja vê, não, ele é jovem, mas ele é muito dedicado. Ele, a graça de Deus você tem trabalhado um caráter maduro nele. Ele é recém-casado, mas ele trata esposa biblicamente. Ele acabou de ter filho, o cara lá tem 10 filhos, mas o cara ele vê que ele tá tratando o filho dele biblicamente. Então o a questão do caráter ela realmente numa igreja bíblica, né? Uma igreja bíblica tem comunidades que vão priorizar a retórica, a personalidade, né? mais uma igreja bíblica é realmente o caráter e saber que aquela pessoa está sendo ah Deus tá separando ela para servir a igreja no ministério, né? Então, por exemplo, ah, se o meu filho, meu filho hoje tem 3 anos, né? Se o meu filho com 18 anos expressar o desejo, né, de ir pro ministério, de servir no ministério pastoral e eu ser ovelha, vamos supor, eu não, eu eu aposento eu vir um pastor junto com o meu filho, eu vou ter a maior alegria de ser pastoreado para meu filho, por eu sei como que foi a formação dele desde do ventre, né? Eh, o caráter dele. Então, mesmo muito novo, por exemplo, né? Eh, eu sei, ah, eu sei que o filho daquela pessoa ali eh, desde meninho é dedicadíssimo a à leitura bíblica, oração, estudo. Então, eu mais velho, já projetando pro futuro, por exemplo, né? Porque tem na nossa família o caso de o pai ser membro e um dos pastores ser o pastor dele, né? Então isso pode acontecer. Ah, então é realmente a a igreja prezar pelas características bíblicas de caráter e ensino que aquela pessoa tem e não desprezar a mocidade que Paulo fala, né? >> Exato. Aqui na igreja eu tenho algumas pessoas ali na casa dos 70 e bocadinho de anos, sabe? >> Ok. Ok. Ah, é, eu tenho tenho algumas na casa 60, 50, enfim, tem todas as as décadas ali tem gente, inclusive até adolescente também já tá alguns que entraram na membresia com muito cuidado. A gente tem, né, mas >> também tem. >> Então, a gente tem diversas idades, tanto os mais novos que eu, quanto os mais velhos. Hoje eu não sei quantificar se a maioria é mais velha ou mais novo. Acho que deve est no meio do caminho ali. >> OK. [roncando] Mas enfim, eh, eu já recebi perguntas de alguns no início ali da caminhada, mas eh nem eram pessoas muito mais velhas que eu, sei lá, 6 anos, 8 anos mais velhas que eu, mas chegavam assim, dizia: "Como assim o meu pastor vai ter essa idade?" Na época eh chegou aqui na plantação e eu tava com menos de 30. >> Aham. >> E a pessoa: "Não, como assim? Meu pastor não tem nem 30 anos e tal". Digo aí eu eu falava: "É é, então meu irmão, mas é o que a Bíblia fala sobre Timóteo, né? Não menosprezar e tal". Aí quando eu fiz 30, eu digo: "Óps acabou que Jesus começou o ministério com 30 anos." Então >> tá valendo, [risadas] >> tá valendo. [suspirando] O que não chega aos pés dos pés? Mas aí pelo menos eu di essa brincadeira, né? >> E aí? Aí, mas é o que você falou, é a caminhada, é o perceber o cuidado, a capacitação, a maturidade, o desejo de aprender, né? Ah, também eu acho que é ouvir a perceber na pessoa se ela caminha com outras pessoas mais experientes. É, é algo que eu tento fazer aqui. Eu sou um pastor novo, eu sou novo, mas eu tento caminhar e consultar outros pastores muito mais velhos ou com muito mais tempo de ministério. E eu acho que isso, em muitos sentidos, supera essa dificuldade da idade em si, >> né? Eh, a idade não def deveria definir tudo. Inclusive, antigamente, né, na época que a escritura está sendo escrita, ela pesava muito mais do que hoje, porque era comum que os mais velhos, os presbíteros, os anciãos, né, daí o significado, eles fossem realmente os mais sábios geralmente. Mas hoje, infelizmente, a idade não quer dizer muita coisa. Tem gente que tá aí com 40, 50, 60, 70 anos e que tem menos sabedoria do que alguns mais novos, né? Então isso tudo pega. Agora eu confesso, William, que uma coisa que eu senti bastante falta na minha caminhada é um pouquinho mais de barba, que eu só tenho esses garranch aqui e a barba ajuda na autoridade, né? Faltando. >> Ajuda. A minha é horrorosa. Mesmo assim eu deixo para não ficar sem nada, né? >> Exato. Ainda mais reformado, né? Reformado tem que ter barba, né? Assim que funciona. >> Pois é. Pois é. >> Então pega, eu eu falo pro pessoal aqui que o que me salva um pouco é a altura, né? Eu tô aqui quase no 90. Você tem mais de 1,90, né, Will? >> Sim. É por aí. Exato. Então isso ajuda um pouco na autoridade, não ajuda? Não >> ajuda. Tem um pouquinho mais de peso. Tô vendo que também brincadeiras. >> Exato. [risadas] >> Exato. Mas brincadeiras à parte, eu acho que o caminho é esse. É é buscar crescer, servir e também não buscar, eu diria não buscar também demais ganhar as pessoas. >> Faz o que tem que fazer. >> Perfeito. >> Seja fiel. Cresça no relacionamento do Senhor. Pregue com profundidade, fidelidade. Se se você fizer isso, as pessoas, o Senhor vai trabalhando no coração das pessoas, as pessoas vão vendo isso, né? Mas eu acho, eu acho que é pertinente a gente trazer esse ponto, principalmente sendo nós dois aqui novos, conversando sobre isso. Agora você, inclusive, Willam, só pra gente terminar um pouco esse ponto, você começou a pastorear com quantos anos? >> Então, informalmente, quando eu cheguei na igreja, eu tinha 20. >> Aham. Ah, então assim, eu não era pastor, eu não era ordenado, mas eu meio que já fazia tudo que um pastor fazia, digamos assim, por e aí eu eu sofri muito. Eu queria muito ter tido um não ter feito isso, que eu queria chegar e ter um pastor, mas a gente se coloca à disposição da igreja, né? >> Sim, sim, sim. E você foi ordenado quantos anos? >> Ah, foi em 2019, eu não lembro quantos anos eu tinha, então demorou. 2012 a 2019 eu servi a igreja na normalmente e ninguém tava com pressa. Eu eu não tava com pressa. >> E aí foi muito naturalmente. É por aí uns 27 anos, eu acho. >> Sim, sim. É, mas muito bom. Só pra gente falar pro pessoal também, né? Que não é: "Ah, mas vocês têm 30, eu tenho 20." Não, você começou aí a pastorear, ainda que não ordenado oficialmente, mas pastorear com 20 anos, né? É um bom pessoal também ouvir. E quais os critérios e sinais espirituais ajudam o pastor a discernir o momento certo de aceitar um um novo chamado ou de encerrar com sabedoria o seu ciclo em uma igreja, né? Pensa aí, a pessoa tá lá eh servindo há muitos anos a igreja. Você está aí, por exemplo, há muitos anos. Não que eu esteja dizendo que está na hora de terminar, mas como é que a pessoa distingue e percebe sinais? Porque há simos em que é hora de você ir lá, talvez plantar uma nova igreja ou aceitar um convite para servir uma outra igreja. O que que você diria sobre isso? >> Bom, ah, eu sou uma pessoa muito caseira e muito local. Então assim, eu sou nascido e criado na mesma cidade. Eu moro na mesma casa desde os 5 anos de idade que meus pais vieram, compraram, construíram uma casinha aqui. Aí eu fiz 18 anos, minha mãe foi morar com padrasto, meu pai com madraça. E eu tô aqui, eu sou muito enraizado, digamos assim, >> caramba. e tem até uma uma certa resistência de mudança. E eu entendo que isso, pela graça de Deus é talvez tem é benéfico para igreja nós termos essa visão de um ministério longo ou eh antigamente, por exemplo, Agostinho de Ipona, você sabia que Agostinho foi pastor lá em Ipona, no norte da África e e ele era pastor de lá. É claro que vai ter momentos que a gente vai, a providência de Deus vai direcionar a gente. O que eu posso, talvez a gente pode conversar é o o que não pode nos motivar de jeito nenhum. Por exemplo, salário. Salário, tamanho da igreja, fama. Naquela igreja ali é mais na capital do meu estado, eu vou ficar mais conhecido e tal. E são todos motivos pecaminosos que todo mundo é pecador, todo mundo tem tentação e todo pastor ele pode estar suscetível essa tentação de ol ah estar num momento muito difícil na igreja dele e querer simplesmente escapar. Esse escapismo, ele eh também não é um termômetro para se medir a questão de sair da igreja, né? Eh, agora vai ter momentos extremos que realmente a igreja tá ali matando o pastor no sentido, né, ruim da coisa, porque se tem pastores abusivos, tem igrejas abusivas também. Ah, e o pastor ele vai, Provérbios 15:22, talvez, né, na multidão de conselhos à sabedoria. Então, eh, orar, consultar primeiro a esposa, né? Eh, outros pastores, ter outros ângulos, né? Talvez você queira mudar, talvez vai ter pastor, fala assim: "Ó, não, ó, ore, permaneça fir mais um pouco." Talvez você não queira mudar e os outros pastores falam: "Não, olha, talvez seria melhor você pensar em em aceitar um outro ministério". Então, tudo tem que ser feito com calma, debaixo de oração, debaixo de conselho, eh sondando o nosso coração também, né? E cada contexto é é muito específico, né, nesse caso aí. >> Verdade. Verdade. Ô William, agora eu noto que uma outra dificuldade muito comum na vida do seminarista, por mais que quem tá de fora não saiba disso, mas é o manter uma vida devocional, >> manter um relacionamento com Deus, porque se torna muito fácil todo o contato que a gente tem com a Bíblia ou com livro de teologia serem focados em atividades acadêmicas, nota e enfim. Então isso é uma coisa que o seminário normalmente não se foca em ensinar. Como que conselhos você daria para para um seminarista para que ele consiga ser um bom aluno, um bom estudante, mas ele também priorize a sua vida relacional com Deus, seu relacionamento com Deus por meio das práticas devocionais e, enfim, né? Você teve alguma dificuldade com isso quando tava no seminário? >> Ah, todo mundo tem, eu acho, né? Que quem não tem a tira primeira pedra. Mas é uma tentação, não só do seminarista, mas de todo pastor, né? A gente profissionalizar a coisa, né? Pai, pai perte aquele livro, né? Não somos profissionais, irmãos, né? Somos pastores. É. >> Então, acredito que sempre ter a mente renovada, Romanos 12, eh, sempre estar diante de Deus, ah, ser um cristão antes de ser um pastor, né? Eu sou membro da igreja, sou filho de Deus, eu preciso estar em comunhão com Deus. Pessoalmente, eu não faço uma diferença entre meu estudo acadêmico e a uma coisa que eu faço só paraa minha vida pessoal, porque às vezes eu choro lendo uma tese de doutorado. Loucura isso aí, né? Mas a tese de doutorado me deu um insight bíblico ali maravilhoso que eu não vou ter em outros lugares, né? E às vezes um livro mais leve eu também leio com com dedicação de vou vou aprender aqui alguma coisa. Eh, então não dicotomizar muitas coisas, né? eh a realmente estar envolvido com a igreja, mas realmente saber que a a lá no seminário que eu me formei, tem a prática de fazer a o que é chamado a história da igreja de lecto divina, né? Uma leitura de divina ou teológica de criaturas, né? Isso >> orante. É uma leitura orante ali, né? Isso. Então, todo começo de aula de fazia isso eu levo paraa vida toda, que é ler o texto bíblico, orar, meditar, eh contemplar a graça de Deus naquele texto bíblico ali. Eh, e talvez até o o sermão ser essa lect divina expandida, né, de primeiro eu estar ruminando o texto ali, né, e o texto falando comigo, Deus falando comigo através do texto para depois eu então entregar aquilo pra igreja. Eh, mas realmente é ter essa, ah, passou por um momento ali, algum algum período de trevas ou de tentação ou de frieza, eh, sempre, né, eh, com a graça de Deus se arrepender e voltar e voltar a vida de oração, a leitura bíblica. E Deus é gracioso com a gente, né? Eh, eu eu vejo que é uma questão de foco, ainda que você possa sim pegar um conteúdo mais acadêmico e ser abençoado num crescimento de um relacionamento com Deus ali por aquele material, mas você ter um foco meditativo, um foco na busca pelo relacionamento com Deus, é algo que a gente não pode deixar de lado. Se a gente vai separar um momento exclusivo para isso, eu confesso que eu prefiro essa ideia. Eu entendo que nem sempre é o obrigatório, né? Mas eu prefiro essa ideia de você separar um momento exclusivo do devocional e um momento mais acadêmico. Para mim geralmente a minha mente funciona melhor. É, mas eu entendo, eu conheci outras pessoas, inclusive grandes nomes da teologia que a gente que a gente acompanha, eu já ouvi dizerem isso, >> que prefere que seguem tudo junto ali, não tem um momento devocional exclusivo, >> não. Um parêntes aqui, eu tenho movimento devocional, é que quando eu leio o acadêmico, eu também >> me alimento devocionalmente daquilo, digamos assim, só para >> legal. [risadas] Então o William tem devocional, pessoal. >> Isso, exatamente. Eu e a Bíblia ali e tal. [risadas] >> Bom demais. Mas o que eu falo dessa questão de distinção de material e tal, >> ah, eu acho que é importante você ter esse foco. Eu quero ser alimentado, eu quero crescer num relacionamento, eu não quero só decorar matéria aqui, teses e premissas, conceitos. Eu quero que meu relacionamento com Deus seja desenvolvido. E é o que você falou até do sermão para um seminarista, para um pastor, tá preparando o sermão, pera aí. Antes de como isso se aplica a vida dos outros, como isso se aplica a nós. >> Uhum. É, o último sermão, inclusive, eu tava pregando e eu pensando: "Meu Deus, olha só uma coisa óbvia que eu tinha esquecido aqui de aplicar a minha vida, >> né? Aquela coisa você já sabe, >> você já aplicou durante tempo, mas talvez recentemente você deixou ir e isso foi um alimento para mim, né? Então, importante, importante. >> A diferença do pastor pra igreja é de uma semana, porque o pastor ele é amassado pelo texto na semana que tá preparando e aí ele entrega o sermão, a igreja vai ficar meditando aquilo depois, né? Então só é só essa diferença, só de uma semaninha aí >> que o texto vai esmagar, né? >> Esse esse é o ideal. Exatamente. Esse é o ideal, William. Numa época de redes sociais, busca por projeção, todo mundo quer ser influenciador, né? Com canais no YouTube, podcasts e Instagram e não sei o quê, todas as redes aí. Como é que a gente pode retroceder um pouco ao invés de assumir esse papel de eu quero ser o guru da teologia aqui? A gente pensar nesse aspecto da humildade, do desejo de aprender e muitas vezes até do anonimato da fé, né? De pera aí, eu não preciso eu não preciso aparecer para servir a Deus ou para ter um relacionamento com Deus. O que é que você aconselharia a um seminarista que tá se tornando seminarista numa época não só de rede social, mas de inteligência artificial, outras coisas tantas. >> Misericórdia, são as citações da nossa época, né? >> É. >> Ah, eu encaro essa questão da fama da mesma forma de a liderança. Qual que é o ponto de comparação? Eh, todo mundo que é líder não aconselha ou talvez não encoraje a pessoa virar líder, porque quem é líder sabe do peso, quem é um líder bíblico, né? Sabe do peso que é você servir a igreja. Paulo fala: "Nossa, sobre mim está o peso e a preocupação em todas as igrejas". Eh, quem não é líder não tem essa dimensão de quem é não é líder olha talvez o pastor, ah, o pastor prega, o pastor tá visível ali, todo mundo está ao redor do pastor, ele não sabe o peso do ministério pastoral, ele não sabe o peso eh da liderança, digamos assim, né? Então, quando eu olho para uma pessoa que tá ávida para ser pastor, ávida para ser líder e talvez tá mascarando ali uma uma um pecado de aparecer, né? Eh, eu fal, essa pessoa não sabe o que tá falando, né? Uma coisa não tem nada a ver com a outra, não compensa outra. Agora, a fama, ela é só isso expandido, né? Então, se a gente pensar nos grandes nomes da teologia brasileira, vamos pegar Augusto Nicodemos, por exemplo, né? Eles não estão nem aí paraa fama, digamos assim. Eles estão servindo e eles sabem o peso que é eh eles serem eles e darem uma palavra que vai mudar a vida de uma pessoa, vai direcionar uma pessoa, né? Eh, por exemplo, quando alguém tá lá pregando na conferência tal para aquela pessoa que tá ali, ele está servindo a com a palavra de Deus, com a pregação, com uma com o ensino, né? Eh, e aí quem tá olhando fala: "Nossa, a pessoa tá pregando na conferência tal, né? como eu queria estar ali pregando, né? Isso é falta de noção, né? Falta de senso. Então, ah, é realmente entender que nós devemos servir. E quem serve? João Batista de novo. Que eu diminua e que ele cre Jesus cresça. Quem a gente v desaparecer. O Jorge Whitfield falou, né? Que o meu nome seja esquecido quando eu morrer, que somente o nome de Cristo seja lembrado e proclamado, né? Então, realmente, ah, legitimamente quem tem mais a influência e é bíblico é Deus que deu uma voz para aquela pessoa. Então, Deus deu uma voz pro Augusto Nicodemos. Eu não tenho como usurpar, eu não tenho como forçar e eu querer estar lá. Isso é até ridículo, digamos assim, né? É um pecado feio, né? Destrutivo. A pessoa vai viver a vida inteira e Deus ou e aí essa pessoa que ela quer a fama, ela vai ser frustrada porque Deus não vai dar. Ou talvez Deus dê isso como uma forma de punição, né? Isso que Deus faz, né? Ele entrega a gente aos nossos próprios pecados. Então, aquela pessoa quer tanto fama, e isso se aplica a qualquer outro pecado, que às vezes a fama vem de um num sentido pecaminoso, vem por polêmica, vem por briga. Eh, e isso realmente não deve haver, deve ser disciplinado uma pessoa assim dentro do povo de Deus, dentro de uma igreja bíblica, né? Eh, isso é um assunto sério, né? né, que a gente precisa vigiar o nosso coração, vigiar o nosso cora o o nossos irmãos também que estão debaixo do nosso pastoreio, de tomar cuidado com essa o anseio pela visibilidade em si mesmo, tá? Visibilidade em si mesmo, de novo, não é pecado, você está anunciando a palavra de Deus ali, alcançando mais pessoas, mas é Deus que tá dando essa voz aí, né? >> Eu acho aqui que a nossa busca por fama deveria ser igual a nossa busca por dinheiro, né? Por riqueza. Ela não deveria acontecer, não. A gente não deveria ter esse desejo de buscar. Estou fazendo as coisas porque meu objetivo é a riqueza. Estou fazendo as coisas porque meu objetivo é a fama. A gente tem que priorizar a vontade de Deus, o seu reino e a sua justiça, e o resto o Senhor fará de acordo com a vontade dele para a glória dele. Então, em relação ao dinheiro, eu não trabalho para ter dinheiro, eu trabalho para servir ao Senhor e ao próximo. Se Deus mandar dinheiro enquanto eu faço meu trabalho por esse objetivo importante, vou usar também esses recursos paraa glória dele. Eu não prego, eu não produzo conteúdo, eu não faço o que até esse termo produzir conteúdo, ele já tá meio nichado, né? Mas vamos dizer assim, não escrevo uma aula, enfim, o que seja, um livro pensando na fama. Eu eu faço porque eu penso que aquilo vai glorificar a Deus e edificar os meus irmãos. Seja um, dois, 10 desses irmãos ou 10.000, 1000, 10 milhões, enfim, eu faço porque isso é uma maneira de eu servir ao Senhor com aquilo que ele me capacitou e servir ao próximo. Se Deus fizer com que eu tenha alcance e influência, usarei essa influência paraa glória dele. Mas não é o meu alvo. Eu acho que essa é a maneira que a gente deveria agir. Eh, vou fazer o meu melhor paraa glória de Deus e o bem do próximo. Se vier a riqueza, se vier a influência, não é minha, é do Senhor também, redirecionado para o Senhor e pro próximo. E é assim que vai. Agora, quando você faz, eu quero ficar famoso, eu quero ficar rico, aí é onde o coração é dominado e e já era. Meu >> ídolo vence que nem hoje, por exemplo, vai ter reunião de oração na na igreja com pastoreio. E eu normalmente passo o dia todo preparando o estudo ali, né? Eh, para entregar, às vezes vai mais pessoas, às vezes vai menos, às vees vai meia dúz de pessoas, né? Eh, e a gente faz com a mesma alegria. Não, eu vou entregar o melhor que eu consigo aqui para edificar essas pessoas. E o que eu falar que vai morrer aqui, digamos assim, no sentido de eu não vou fazer um um livro ou um podcast disso, alguma coisa assim, mas vai ficar ali a sementinha no coração dessas pessoas. E é isso que importa, né? Nós a sermos conhecidos de Deus que Paulo vai falar, né? Eh, não necessariamente dos homens, digamos assim, né? Perfeito. É isso aí, meu amigo. A gente tava falando na pergunta anterior, né, sobre a essa época de seminário e de estudos sobre a fama em redes sociais. Eu citei a Ia e isso instalou aqui em mim uma pergunta que a princípio não tava separado para fazer você, mas eu acho que a gente não pode passar esse podcast sem falar sobre isso, porque o livro foi escrito numa época em que a IA ainda não tinha bombado como é hoje, faz parte do dia a dia de da maioria das pessoas. >> Agora você tá dando aula numa época que as pessoas usam IA. >> Uhum. >> Que o seminarista pode usar a IA para fazer um trabalho, para tantas coisas. William, qual conselho você daria para um seminarista para que ele entenda que há coisas que a IA não pode ensinar e que qual o uso, né, que você que você acharia adequado ou inadequado da IA no seminário, por exemplo? É, eu não sou expert, mas assim é muito óbvio que a IA, como qualquer outra coisa, precisa ser sempre um instrumento e não um substituto. Então, OK, ela vai me ajudar a pesquisar livros, vai me ajudar talvez a resumir algum conteúdo, mas assim, se ela tá fazendo, pensando por mim, tá, o processo tá pensando, né? Eh, pronto, não sou eu que vou saber, é a IA que gerou ali e eu vou saber de uma forma muito superficial, né? Eh, então tem, por exemplo, na último, na última aula que eu ministrei no semestre passado, nesse primeiro semestre aqui, né, eu fiz uma uma brincadeira, né? Eu falei, gente, eh, Efésios 2, tava exegés e Paulina, Efésios 2 tem como eu subestrutura narrativa, né, um termo técnico de teologia, um texto do Antigo Testamento. Joguem em todas as easjam se elas chegam perto do texto, né? Aí jogaram todas, todas as e as pagas tops assim, nenhuma chegou nem perto. Nenhuma chegou perto de saber qual que é o texto que está ah estruturando Efésios 2 ali, né? Falei: "Gente, isso aqui é um cara que fez um trabalho de doutorado, ele passou 5 anos dele estudando, ele ele chegou nesse texto aqui." Então assim, a espiritualmente e teologicamente vai, não tem como. A teologia ela demanda tempo, esforço, diálogo com todo mundo aí que tá estudando. E aí, ela ela só consegue fazer isso, pegar informação, resumir ou transformar aquela informação. Ela não pode nunca substituir o nosso estudo, nossa leitura. eh fazer as coisas pela gente, por exemplo. É muito engraçado o sermão eu eu assim eu eu faço assim, eu preparo o meu sermão, né? E às vezes eu falo para Iá fazer um sermão só para eu ver sempre é horrível. É horrível assim, não tem pessoalidade, sempre a mesma mesma coisa, a mesma estrutura ali, às vezes erra numa numa exegese e as ias bem alimentadas, digamos assim, né? Então falei: "Nossa, se eu dependesse de iá, a igreja morria, né? Porque o sermão não tem como aí preparar um sermão, por exemplo, né? Eh, isso é não deve acontecer. É o hoje, hoje eu diria não. Hoje eu acho que ela realmente não consegue. Eu já, pelo menos a gente que tem um pouco mais de treinamento teológico, a gente vai estudar, >> a gente consegue fazer perceber os erros, né? É, >> agora você passa paraa igreja assim um teste, a maioria não vai conseguir distinguir o que é que foi um sermão feito pela IA e um sermão feito pessoalmente. Deixa eu deixar, deixa eu ser bem enfático aqui. Eu não uso a IA para preparar sermão. Minha, o meu uso do, da inteligência artificial é muito mais para algo que, tipo, eu delegaria isso para uma secretária, então é sóar. Perfeito. >> Eh, agora pesquisa, pesquisa, pesquisa é top, pesquisa é bom, não substitui uma pesquisa às vezes mais detalhada ali em alguma coisa outra, mas é muito bom usar aí, >> dá um start bom assim, né? >> Exato, né? Pesquisa em fontes confiáveis, por exemplo, a pesquisa no logos, uma coisa assim, legal. Ah, mas a minha questão com a IA, ela não é só de capacidade dela, porque E aí, William? Eu eu enfatizo isso. Atualmente ela não prepara um sermão assim, mas sei lá, coloca aí 5, 10 anos ou não sei quanto tempo vai ser necessário. Ela vai preparar um sermão que a gente vai dizer: "Nossa, Nicodemos ou J Carlson que fez esse sermão?" Eu não duvido, cara. Eu não duvido no que diz respeito ao conteúdo, certo? Ainda que ainda que eh o ponto não seja o conteúdo em si, porque ela pode preparar o sermão melhor do que o J Carle. Ainda assim isso não deveria substituir o meu trabalho, porque convenhamos, se for por capacitação, então então tem sermão do Hernandes e do Nicodemos disponível. Aí eu não vou mais criar meus escrever o meu sermão, eu vou pregar o deles. Não, pera aí. Que que Deus conduziu no meu coração, na realidade da minha igreja, no dia a dia ali para eu pregar. >> Senão a gente teria um sermão de uma pessoa pregada em todos os locais e pronto. >> Isso mesmo. >> Não é assim? Então acho que esse é um ponto importante pra gente falar. Aí ela tem limitações agora, ela vai sempre ter algum nível de limitação, mas ela vai se capacitar cada vez mais. Mas não é pela capacidade que a gente evita certos usos em certas coisas. É por uma questão de entender como é que Deus quer que a gente faça as coisas, questões éticas inclusive, porque cadê, não vai trabalhar? O pastor ele tem que se esforçar, se debruçar, inclusive ele vai deixar de ser ali edificado pelo estudo sem isso, né? Então, quer usar IA para corrigir o português do seu sermão depois. OK. Uma coisa, agora tome cuidado. Eu acho que é um aviso muito importante. William, a gente já chegou aqui é um bom tempo de conversa, tem ainda outras coisas que a gente poderia falar, mas por causa do nosso tempo, eu acho que vale a pena a gente encerrar por hoje. Eu queria agradecer pela pelo seu tempo aqui com a gente, pela conversa, foi muito boa. Eu espero que a gente consiga marcar outras conversas aí. Já vai vendo aí os livros da vida nova. Você que tá engolindo livros, né? Quantos livros já esse esse semestre? >> Alguns. Alguns. Mas a alegria toda minha. Eu agradeço demais o convite, é uma privilégio poder servir os nossos ouvintes aqui com nossas conversas aqui. >> Muito bom. Que Deus abençoe você e continue te usando. Então, meu irmão, maravilha, né? Igualmente. >> Você aí de casa que nos ouviu, gostou dessa conversa, ficou interessado em ir pro seminário, converse com o seu pastor, converse com a sua igreja. Já está no seminário, ou melhor, antes disso, você está presto a entrar no seminário, leia esse livro, 15 coisas que o seminário não pode me ensinar. Com certeza vai ser bção paraa sua vida. Se você conhece pessoas que estão prestes a entrar, manda para elas tanto esse livro quanto a essa essa conversa aqui de hoje. Inclusive, recentemente vieram me perguntar, né, porque vou enviar, vamos enviar aqui na igreja um seminarista e aí vieram perguntar o que é que dá para ele e tal. Ó, já passamos aqui uma receita de de um livro adequado. E se você já tá no seminário, não é tarde mais, leia esse livro. Se você já saiu do seminário, ainda tem coisa útil que você pode aprender com ele. Então, vá atrás desse livro, ele vai ser bção. E se você gostou dessa conversa, se inscreva aí na sua plataforma de podcast preferida, deixe o seu like, seu comentário, dê uma olhada nas dezenas de episódios que nós já temos gravados. Nós inclusive estamos chegando agora no centésimo episódio do podcast Vida Nova. Então, já tem muita coisa boa aí pela para trás para você assistir e outras vindo também a seguir. Que Deus abençoe, até a próxima. Valeu, [música]