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A fé vem pelo ouvir

A História de Um Herói | HF#250

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Legendas automáticas:

الله
O tempo de vocês aí, cara. Ô, meu, vou
pedir pro pessoal sentar pra frente
aqui, meu. Tem umas cadeiras aqui, ó, lá
no fundo lá, ó. Senta aqui na frente
aqui, ó.
Tom, fechou. Não vou pedir de boa, né,
meu? Se puder aí.
É.
Aí,
como é que tá as crianças, Jonathan?
Agora estão bem.
>> Agora estão bem.
Aparentemente sim.
Padrão
patrão
>> um feliz.
E aí, como é que tá o Pedro do teu lado
aí?
>> Salva de palmas pro Pedro. Pessoal,
de pé, de pé. Uma salva de palmas de pé
para ele.
>> A coisa que o cara menos quer é isso,
né?
>> Como é que é? Ô Mateus,
>> a gente não quer te expor, Pedro.
não quer chamar atenção.
>> A gente tá feliz que nós somos uma
comunidade de homens que gostam de
mulher, né? Daí o cara, hã, o cara hã,
como assim?
Seguinte, pessoal, olha, brincadeiras à
parte,
eu tô aqui,
eu quis fazer essa essa HF aqui
porque
Jesus é muito bom, sabe? Jesus é muito
bom. E algumas coisas acontecem nas
nossas vidas e a gente não sabe porquê.
Então eu ia contar tudo semana passada e
não contei. Vou só fazer uma introdução
bem rápida para vocês entenderem.
Em 2008 eu fui com a Taliteta. Nós fomos
para para
Minas Gerais, nós íamos nos mudar para
Minas. Nó, eu me casei, nós nos casamos
em 2005, tinha 3 anos de casado, nós
fomos para Minas Gerais, nós íamos fazer
seminário de teologia lá, a gente tinha
morar lá, ficar uns 4 anos morando em
Minas. Nós ficamos um mês em Minas e eu
fui em tudo que é seminário e ficou
muito claro para mim que eu não deveria,
nós não deveríamos ir para lá naquela
época.
Voltando para casa, nós voltando de
carro,
nós paramos em Atibaia
e nós fomos no PV de Atibaia, no Palavra
da Vida de Atibaia.
E chegamos lá, o meu pastor, pastor Gil,
ele olhou aquela piscina, nós estamos
com os irmãos conversando e o pastor Gil
disse assim: "Pá, tia, tu vê, né, e
pensar que aqui caiu o filho do do Zig,
né, do Z.
E ele falou aquilo e eles conversando,
né? E eu, que aconteceu, pastor? Aí ele
não é um missionário, missionário que
contrabandeava a Bíblia, contrabandeia,
amigo do irmão André, falou assim, do
irmão André, aquele contrabandista de
Deus, né? E daí eu pado com aquilo e
e daí eu disse assim: "Como assim? Da
onde que ele é?" E o e o pastor que era
aqui de Porto Alegre, né? Ele era da
Batista aqui de Porto Alegre, onde eu
congregava. Ele disse para mim assim:
"Não, é de Porto Alegre. Bad, eu
enlouqueci, né? Bá, na hora assim eu já
saí, quem me conhece, eu já saí na, ô
meu fui perturbando ele. Não, eu te dou
o telefone. Mas ele não ia voltar com a
gente de carro para Porto Alegre. Ele ia
ficar lá. Eu tava com o cunhado dele que
era que era meu pastor
e ele também era meu pastor, né? Mas ele
tava com outro carro, ele tava com uma
outra rota. Aí,
ah, meu, perturbei ele até me dar o
telefone na hora. Me lembro do do
papelzinho que ele descolou com alguém
no lá no no Palavra da Vida e anotou
assim no papel e me deu. Cara, eu
cheguei em Porto Alegre no outro dia,
um, dois dias depois, eu fui no no
orelhão. Eu me lembro até o orelhão que
eu fui ligar. Cheguei lá, pum, liguei
pro telefone assim. Daí atendeu assim
missionário Zils assim, ele atendeu e eu
disse: "Ô, ô, sou o Jackson.
Eu, o senhor foi em Cuba assim, imagina
coisa de idiota assim, né? E daí ele
fui, fui o senhor poderia contar um
testemunho?
Aí ele pá, aí contou uns dois
testemunhos lá. Ah, meu filho, eu tenho
que ir lá, não sei o que eu tá, tá bom.
Desliguei
dois dias depois era um orelhão na
frente do minimercado.
Lá tô eu de novo ligando. E pra
infelicidade dele, ele atendeu, né? Aí,
ô, aqui um o Jackson, o irmão Jackson. O
senhor tem um um testemunho para contar
que aconteceu lá em Cuba? Ele, ah, já
com menos paciência. Aí contou.
Na terceira ou na quarta vez eu liguei,
a esposa dele atendeu
e ela disse: "Meu filho, tu pode fazer
um favor para nós, não liga nunca mais
aqui para nossa casa."
E eu: "Pá, aí passei, né? Daí eu no
início eu saio da Batista, eu vou pra
Assembleia de Deus, assumo os
adolescentes e eu começo a falar de
missões com eles." E daí na hora eu
disse: "Ah, vou trazer o missionário
aqui". Liguei depois, tipo de uns seis
meses assim com uma outra voz assim, né?
Ô, tudo bom? Do mesmo orelhão. Do mesmo
orelhão.
Liguei lá para ele. Ah, nós temos um
trabalho de de adolescentes e eles estão
se despertando. O senhor poderia vir
falar para eles? E ele: "Posso, posso."
E ele foi, cara. Chegou ele lá com outro
irmão lá, ele levou uma gaitinha,
ele: "Ah, vocês não levem a mal, eu vou
pregar sentado." E ele se sentou no
púlpito assim. Eu eu tô tô tô avançado
em idade. E ele começou a contar da da
missão em Cuba, como eles ajudavam
pessoas, levavam remédio e e daí ele
falou que ele tocava a gaitinha dele,
que às vezes a tensão era muito grande
entre os guardas e às vezes o cara havia
uma um uma gaita, o cara dizer: "O
senhor toca?" Ele toca, ele tocava
aquilo, acalmava, né? O Saul ali
liberavam eles. Ele disse, ele disse na
época
que ele foi com o neto dele, não sei se
eu acho que
>> é, ele disse: "Ah, eu fui com meu neto,
não sei o quê". E daí eu, pá,
enlouquecido, pá, eu quero ir com esse
homem paraa Cuba, pá. E foi uma
choradeira, as pessoas, as os
adolescentes chorando tudo a Itália. Aí
passou, tipo, uns ito meses, eu liguei
de novo. Ah, o senhor poderia vir
pregar? Daí ele mandou o Vittor Hugo lá
da missão a fim de proclamar. Ele foi
lá, pá, foi muito bom. Enfim, passa o
tempo, do nada entra um monte de
alemãozinho na nossa igreja. Parecia o
Rilson lá dos inícios dos anos 2000. O
Rilson não, a banda é Rilson. O Rilson
era um bando de alemãozinho, tudo
tocando violão, cara. Rindo, feliz. É,
quem não pegou, quem é da antiga sabe o
que eu tô falando. Nossos violão que não
saiu é só um, entendeu?
Ah, quando veio chegar conversando ali,
o Zus, Zeus,
você conhece o missionário Zeus? Acho
que foi a Viviane, Vivo, meu vô. Eu b
cara e resumindo, nós fomos fazendo
amizade e a gente foi conhecendo essa
família maravilhosa.
E então eu tô com o Catito aqui. Eu
quero que tô com Cato, foi só 7 minutos,
tá? Com Cato, com o Rafa, o missionário
Zilson.
é o pai do catito que faleceu há duas
semanas atrás, partiu pro Senhor com 90
e
>> 92 anos. E por que que nós estamos
fazendo isso? Porque a Bíblia diz pra
gente honrar pai e mãe. E honrar pai e
mãe não é só honrar o pai que tá vivo,
é honrar o pai que partiu também. Então
eu quero que vocês conheçam um pouco
desse herói e é isso, tá? Eu tô com o
pastor Michel aqui, o Rafa também
conhece.
né? Casado com a neta, mas conhece
bastante as histórias, então a gente vai
conversar. É isso, Catito. Já falei aí,
quiser te apresentar para quem tá
visitando aí. Enfim,
>> boa noite.
A maioria já me conhece, então dispensa
muito a apresentação, né? Eu, para mim,
eu me sinto bem confortável de falar
sobre o meu pai, né?
Eh, tenho 64 anos de convivência.
E
ele tem um nome complicado, né? Sfredd.
Ele sempre brincava que quando foram
registrar ele lá, o cara fez assim no
teclado e saiu esse nome aí,
que é o monte consoante e tudo os nomes
alemão, né? Mas eh ele tinha muito dessa
desse lado de humor. Ao mesmo tempo ele
era um cara muito sério nas coisas que
precisam ser sérias, né?
E
ele nasceu em Ajuricaba, no interior do
do Rio Grande do Sul. Aqui o pai dele é
alemão, veio da Alemanha
e e veio para Porto Alegre. Eles são eh
são padeiros de casa. Eles, a profissão
do do meu vô e do meu pai sempre foram
padeiro, mas o pai nunca gostou de quem
é que vai gostar, né? De levantar 3 da
manhã para fazer pão, né? É só louco,
né? Mas era o que tinha, né? Então
ele tava sempre procurando uma
oportunidade para fazer para sair dessa
desse ramo, né? E o pai já tava
envolvido na igreja e quando
às vezes tinha reunião que nem hoje, por
exemplo, e aí daqui a pouco 3 da manhã
ele tem que levantar para fazer pão. Não
tem saída, né? Então ele sempre tava
sofrendo
com a falta de sono, né?
E depois ele ele
comprou um posto, não, ele montou um
posto de gasolina
e trocou de ramo, né? Meu vô ficou meio
frustrado porque a família sempre de
padeiro tudo, mas ele disse assim: "Bá,
agora eu consigo levantar 5 da manhã
para abrir o posto às 6 para ele foram
um baita negócio."
Mas é, tem gente que reclama por pouco,
né?
Mas é, ele ficou muito feliz de ter
saído de desse ramo aí de de padaria,
né? Mas ele nunca esqueceu
de fazer. Ele fazia sonho, cuca, tudo
com muita habilidade, né? Sempre era bom
nisso aí.
E depois dessa
eh de posto de gasolina,
ele teve vários postos de gasolina,
chegou a ter três e aí nós fomos parar
no último lá que é no centro lá que
temos até hoje, né?
>> E e como é que foi quando ele comprou
lá, Ctito? Ele não tinha nada lá, né?
Não sei que ano que foi, não tinha o
hospital ainda lá ou já tinha?
>> Não, hospital já tinha. Na verdade era
um empreendimento novo ali, foi em 68,
né, que o pai e era um edifício garagem
que tinha uma a previsão de um posto de
gasolina embaixo. E isso interessou o
pai, né? Então o pai foi para lá
pensando justamente no posto de
gasolina, nem imaginou que o
estacionamento ia ser bom, porque o
prédio era novo, né? E havia uma
concorrência
tudo coisas divinas, né? Ele concorreu
com pessoas bem poderosas na época.
Tinha duas companhias
de petróleo ali, né, na época
interessadas no naquele posto. Só que no
dia da concorrência, que era para fazer
o negócio, era feriado em esteio, onde
fica a base das companhias, nenhuma
veio.
Então, o pai participou e ganhou, né?
Eh, era ele e mais um outro cara lá que
Mas é é são coisas que Deus vai mais uma
das coisas que Deus vai fazendo, né?
Eh, ele ele depois do
eh desse posto que ele montou em eh ali
é na Plío ali descendo ali perto da
igreja Filadélfia, ali, tem um
triângulozinho ali, aquele posto,
>> aquele
>> perto perto do Gabriel ali, perto da
onde o onde onde o Gabriel morava, onde
o Rômulo morava. aquele posto ali, o pai
que construiu naquele triângulo ali. E
dali ele vendeu aquele posto ali. Nós
emigramos pros Estados Unidos, nós
moramos um ano lá eh nos Estados Unidos.
Na época a imigração ficou foi aberta
por causa da da guerra do Vietnã, faltou
mão de obra. Então a gente ficou um ano
morando nos Estados Unidos.
O pai ele era uma pessoa que não eh ele
era alemão, né? Então ele dominava o
alemão de casa, né?
Mas ele fez o curso do Yazige e depois
que ele emigrou paraos Estados Unidos,
ele fortaleceu o inglês dele. Ele ficou
bom no inglês também e no alemão. Então
isso aí abriu muitas portas para ele,
assim, principalmente em missão. Ele
teve eh uma penetração grande assim,
onde ele ia ele dificilmente ele se
apertava, né? por causa do dessa
facilidade, ele nunca conseguia, ele não
teve oportunidade de seguir nos estudo.
Ele fez o colégio militar
e até o segundo grau, mas como ele tinha
que trabalhar muito e coisa, ele não
conseguiu avançar.
Então ele tinha uma uma preocupação que
eu fizesse uma faculdade. Sempre foi
isso aí, né? Mas tu tem que fazer porque
que é importante.
Eu vá que gostava de estudar que nem
louco, né? Aí
aí nós ficamos brigando isso aí anos,
né? Nós ficamos empurrando, mas eh eu
acabei me formando assim, pude dar essa
alegria para ele.
>> Como é que foi que ele disse para ti?
Senhor, que que eu vou fazer com isso
aqui?
>> Não é que isso aí tem muita muita treta
no meio. Teve um momento que eu eu
pensei em desistir, né? Tava no meio do
curso, rapaz, eu não vou fazer mais. Aí
ele não vai fazer mais
não, não vou fazer mais. Tá, então não
vou te incomodar mais. Pá, mas aquilo
ali não incomodou ele, mas me incomodou
eu, né? Eu fiquei, pô, mas eu vou vou
fazer isso aí pro pai, né? Ah, vou lá,
me matriculei. Terminei o curso.
Aí eu, mas nessas tretas que nós fazia,
digo: "Mas vou fazer o que com esse
diploma, né? Pois vamos, dá para mim".
Então era os argumentos do pai, né?
Realmente até hoje ele deve est com deve
ter na casa dele em algum lugar lá, mas
eh era uma um desafio que ele que ele
queria para entre outros, né? Para mim.
ele, esse domínio do do inglês e do
alemão, assim, facilitou ele, por
exemplo, na
noutra área de missões, principalmente,
com pessoas assim de outros países,
missões estrangeiras assim, e nas
viagens que ele fazia, tudo isso abriu,
abriu muitas portas para ele, né?
Claro que
o pai casou cedo, né, assim, e nós teve
quatro filhos, né, e
a a irmã mais velha, Elizabeth, depois
tem a Cristiane, depois tem eu e tem o
Kiko. O Kiko é da história que vocês
ouviram, né, que na verdade o Kiko tá há
mais tempo numa cama do que muitos de
vocês têm de vida, né?
E ele tá uns 50 anos, mais ou menos
assim na nessa situação.
Ele perdeu a locomoção e perdeu a a
fala, né? Ele tem ele, mas ele tá
lúcido, né? Então
eu me admiro cada vez que eu vou lá
assim porque
a gente ter limitações assim, né? Às
vezes a gente reclama da dos problemas
que a gente tem, né? Aí tu chega eu
chego lá para visitar eles lá.
Aí eu vejo, não, mas eu não tenho
problema, né? É verdade. Quem tem
problema, na verdade são eles, né? Ele
tem. Eu fico,
mas Deus tem, de certa forma, como ele é
cristão, ele ele Deus tem dado uma graça
formidável para ele assim, né? A pessoa
sempre alegre, sempre
eh assim de bem. Isso, esse acidente do
Kiko, assim freiou muito o pai, né, no
sentido geral. O pai era um cara
arrojado nos negócios. Tanto é que nós
tínhamos, ele queria ter uma rede de
postos, ele já tá com três com
o acidente fez ele
baixar um pouco o ritmo e ele acabou
ficando só com centro lá.
Aí ele resolveu cuidar da família,
cuidar da do Kiko e cuidar da mãe, né,
também que às vezes são pessoas que
nesse aspecto assim, ele sempre se
preocupou, né,
eh, com os filhos, com a com a mãe, nem
sempre com a pessoa que nem o Kiko, né?
Claro que el se preocupava com o Kiko,
mas às vezes as pessoas que estão
orbitando ali às vezes estão sofrendo
tanto, tanto quanto, né? E e pode ser
uma coisa silenciosa, né? E o pai se
preocupava com isso também.
>> Caito, tu pode falar como é que foi o se
tu se tu quiser, tá? Como é que foi o
que aconteceu lá em Atibaiia?
Eh, nós nós estávamos, eu tinha 16 anos,
ele tinha oito, né? E nós fomos na
Palavra da Vida, na estância Palavra da
Vida de férias era.
E era o horário do almoço. É uma, até
hoje eu não sei como é que ele foi parar
dentro da piscina, para falar a verdade,
porque a piscina era toda gradeada, toda
fechada, cercada.
E nós estava ali depois do almoço ali
jogando pingpong, não sei o que e tal.
Aí eu vi um gritedo na piscina ali. Aí
fui lá olhar, né?
Aí me estiquei ali, olhei, mas nem tava
muito preocupado assim porque jamais
imaginava que Mas meu irmão tinha um
calção cor de laranja. Bem, cheguei
assim, aqueles cor de laranja, eu olhei
no fundo da piscina, pá, aquele calção
ali,
aí fui olhar, aí já um mergulhou lá, foi
buscar, ele tava bem no fundo.
Aí eles, alguém mergulhou lá, aí já
fizeram toda aquela operação e e tal. E
ele ficou entre a vida e a morte assim
bastante tempo, assim, ele ficou na UTI
um mês ali, ele ficou em Atibai. Otibáia
o hospital hoje já não é grande coisa,
mas naquela época então e
e mas a gente ficou ali na preso ali na
naquela situação porque o pai não
voltava para trabalhar porque tava ali
envolvido com aquilo ali. Então a gente
ficou bastante tempo. Eu sei que na
época assim só em oxigênio nós gastamos
mais de 100.000.
É uma coisa, um valor assim que hoje já
é xarope, né? Imagina naquela época, né?
Então são coisas assim que
foi eh fazia parte, não que isso seja
importante, mas é que era a gravidade da
situação, né?
Mas de certa certo modo
eh na minha vida pessoal esse acidente
teve uma repercussão muito grande, né?
Tá, cara, com 16 anos assim, tu tá eh
numa adolescência,
né, cheio de disposição, cheio de coisa,
e daqui a pouco acontece aquilo. Aquilo
me aproximou de Deus, assim num momento
crucial. Eu acredito que eh
é difícil agradecer a Deus por uma coisa
dessas, mas eu acredito que eh Deus
pensou em mim também nesse nesse
aspecto. Eh,
depois dessa dessa questão do Kiko ali,
claro, afetou todo mundo, né? Aí o o
cuidado assim
dele em casa teu todo um praticamente
montamos um um quarto hospitalar para
ele e Deus efetuou vários milagres assim
em relação ao Kiko, sabe? Ele ele não
enxergava, por exemplo. E a gente
começava a orar tudo. Aí ele passou a
enxergar.
Ele se alimentava só por sonda, depois
passou a se alimentar normal e assim foi
indo. São pequenos milagres que foi nos
dando uma nova, um novo ânimo, né, em
Deus, né?
>> Como é que foi dentro da tua casa?
Assim, tu contou para mim já que esse
evento pactou a tua vida, mas a a
família de você se uniu, né? Não, não se
desuniu, né? Foi uma coisa que
fortaleceu vocês, né? Bom, muito, muito,
muito. A gente
>> entre vocês e no Senhor, né?
>> Nós buscamos por Deus, assim, nós
jejuamos como família, fizemos várias
coisas, nos aproximamos de pessoas assim
ou contrário, né? Pessoas, Deus trouxe
pessoas assim fantásticas que nós nem
imaginávamos que existia, né, no meio
cristão, pessoas
eh de Deus, assim. Então a gente foi
conhecendo pessoas fantásticas que
alimentaram nossa fé, nos ajudaram a
atravessar esses momentos, né?
Mas nem é sobre o que que nós estava
falando, era para ser o pai, né? Mas
tudo bem, o pai tá no meio aí, né?
>> Mas assim, esse evento ele e não tem
como falar de vocês, não falar desse
evento, acredito.
>> É, na verdade isso aí afetou um
avivamento, uma vida de Deus.
deu um deu um ânimo no na vida cristã
assim do no geral, né? Porque no fato de
tu buscar o Senhor eh que aconteceu, a
gente foi muito cheio do Espírito Santo
nesses nesses momentos posteriores,
assim, nós que era de uma igreja
tradicional,
da Batista, né? Então esse essa busca
por Deus assim nos levou a ser cheios do
Espírito Santo, a ter experiências
maiores. E o que aconteceu?
A Igreja Batista nos convidou a a sair,
né?
Porque tava não tava muito de acordo com
a teoria deles lá, mas a gente ama muito
eles lá. A gente até hoje tem bastante
gente da família lá, né?
Que ano era isso mais ou menos que esse
avivamento começou a acontecer?
>> Pergunta uma coisa mais fácil.
>> Eu sou bem ruim em data porque por isso
que eu casei com a Simone, porque a
Simone sabe todas as datas, né? Isso aí
anos 80
ou anos 90. Isso sabe mais ou menos.
>> É, eu ia falar por cima da porque a
gente sabe que isso desembocou na
comunidade, né? Então
>> é por isso que parece que eu lembro da
minha porque a minha família passou por
isso, né? Então eu acho que é início dos
anos 80, se eu não estou enganado, ou
final dos anos 70 ali.
>> E meio que isso acompanha um calendário
do espírito na cidade de Porto Alegre,
né? Porque várias igrejas começaram a se
ajudar,
>> porque não foi só Batista, né?
Metodista, enfim, outras congregações.
>> Assembleia de Deus, quem era da
Assembleia de Deus, por mais que eles
cressem nos dons, dizem que foi um
período muito, muito poderoso lá também.
E o, e o teu pai começou a fazer cultos
em casa. Como é que foi aquele título?
É, na verdade o o pai tá quando saiu,
ele ele começou a orar para
ser direcionado por Deus para onde ele
iria congregar.
Mas nesse meio tempo, né, como era uma
era uma pessoa bem conhecida assim, né,
um líder da igreja,
ele volta e meia pessoas eh eh
iam conversar com ele para
aconselhamento, para coisas. E até
aconteceu, eu vou entrar num lado
evangelístico do pai, né? Teve um casal
lá que tava se separando porque o cara
tinha traído a mulher.
E aí antes de de realmente efetuar a
separação toda, o alguém disse: "Não,
vai lá o pro cara ir falar com o pai,
né?" Aí o pai conversou com ele tudo,
levou ele para Jesus. Ele, né, era um
cara incrédulo, ele tava totalmente
perdido, né? Aí depois chamou a esposa
dele, levou ela para Jesus também e eles
tiveram um casamento novo, depois
tiveram filhos
e e aí ela tinha uma irmã gêmea, casada
também. E aí ela trouxe a irmã, todo
mundo empolgado com Jesus, né? Aí a se
converteu a irmã e o marido, aí a mãe
dela e o e o pai também. E aí os amigos
e começou a ver, resumindo, tínhamos 40
pessoas na casa do pai lá que se foram
se convertendo, né? cada quarta-feira
que que ele marcava para pra reunião com
esse pessoal ali. E aí as pessoas
traziam as pessoas que
queriam que conhecesse o evangelho.
Então o pai cada quarta-feira pregava o
evangelho para aqueles que ainda não
conheciam.
E
e assim foi várias quartas-feiras e o
grupo crescendo cada vez mais, né? E o
pessoal ali ficava todo mundo ouvindo o
pai pregar o evangelho e na torcida, né?
Porque
tudo crente novo, né? E as pessoas
fazendo pergunta e e o pessoal pensava
que o pai ia se apertar nas respostas,
né? Mas o pai tinha assim no evangelismo
pessoal, eu não conheço ninguém
particularmente
tão eficiente no evangelismo pessoal
como meu pai. Por que que ele era tão
eficiente? Tu acha, Tito?
O que que despertou ele para o
evangelismo pessoal?
>> É, o pai começou ser um evangelista
eh quando ele era novo, quando ele tava
no quartel,
ele ele tinha o melhor amigo dele lá no
quartel, né? Eles estavam tirando
serviço na noite e esse amigo dele se
matou
com com a FAL.
Aí ele pensou: "Pô, mas eu não falei de
Jesus para esse cara, né?" Aí o pai
disse: "Ó, a partir de agora não vou
perder nenhuma chance mais".
E aquilo ali se se tornou um um marco
para ele e a partir dali ele se tornou
um evangelista dele.
E tem várias experiências dele assim,
né? Mas essa foi uma delas assim que
levou ele a isso no início, né?
Então, esse grupo todo que ele pegou,
levou para Jesus, batizou lá, nós tinha
piscina em casa, batizou todo mundo.
Dali dois se tornaram pastores ali
naquele grupo ali, né? E acabaram,
né? E e muitos deles estavam lá no no
velório lá, né? Junto conosco ali depois
de sei lá, muitos anos de caminhada, né?
E muitos não conseguiram nem é porque
foi muito rápido e muito, não deu tempo
nem das pessoas se deslocar, né? Quem
tava fora assim, mas mas fora de Porto
Alegre não conseguiu tá presente nele.
>> AF era amigo dele também, tem um amigo
também, obviamente, né?
>> É, é o AF
ele teve em Cuba com um pai também. E na
época que nós saímos da Batista, nós
começamos a a congregar ali na
comunidade, eu conheci o Azaf, ele não
era famoso, era só o AAF, né? Então aí
ele começou
comecei a me envolver com a música ali,
né? Comecei a cantar com ele lá numa
gravar uns, na época era disco, né?
Aí gravamos disco tudo. E aí nesse numa
dessas gravações de disco ali,
eu eu ia casar, né?
Aí o casamento tava marcado pro sábado
ali, mas ela não tinha terminado o
disco. Lá tinha faltava minha voz,
faltava.
Aí eu disse para fou, vou de lua de mel
aí agora e já era, né? Ah não, pá, nós
temos que ir pro estúdio lá e vamos
matar isso aí, né?
Aí nós passamos a sexta-feira assim, a
madrugada toda fazendo
fazendo a voz lá tudo lá gravando para
poder finalizar o o meu disco. Mas uma
das coisas interessantes do meu
casamento, né, que tem várias, né, mas
no dia do casamento,
o pai fez uma poesia para pro meu
casamento, né, e ele pegou e disse pro
AF fazer uma música para essa poesia.
E aí o Azaf cantou essa essa música no
meu casamento, né?
>> Ah,
>> é bem é bem bacana assim. Cito,
>> tenho. Claro.
>> Não tem ela na
>> tá no Spotify. Eu te quero, filho amado.
>> Sério, cara?
>> Tá no CD do Azaf que ele fez sobre
criação de fí.
>> Ô, ô, ô. Pode cair a live se a gente
botar agora aqui, mas joga lá no grupo
da igreja ali, faz favor.
E o pai tinha, ele fez o casamento, né,
junto com os outros pastores da
comunidade, mas o pai também participou
do do meu casamento
e
e o pai tinha uma preocupação muito
grande assim com os com a família em
geral, né? Eu lembro que no dia do meu
casamento eu tava eu tava me arrumando,
né?
Aí o pai chegou para mim e disse: "Vem
cá, tu ama mesmo essa a Simone?"
Digo, "Não, porque qualquer coisa tu
deixa comigo. Tu não precisa te envolver
com nada, eu resolvo tudo, sabe?"
Aí eu disse: "Não, pai, pô, eu amo ela,
não, fica tranquilo, né?" Eh, mas a
preocupação dele da gente não errar, né?
O pai sempre dizia assim: "É melhor um
final com escândalo do que um escândalo
sem final".
Então se é para se é para arrumar um
pepino, vamos arrumar logo, né? Vamos
resolver de uma vez. Mas ele era um cara
assim arrojado, sem medo.
>> Pera aí, como é que é? Deixa eu, eu
tenho que tem que lembrar disso aí. É
melhor
>> um final com escândalo do que um
escândalo sem final.
E
mas ele, eu eu entendia a a intenção
dele, é claro, que de de querer que eu
não errasse, né, que ninguém errasse,
né, na família assim. E hoje realmente
nós, né, minhas irmãs estão casadas até
há mais tempo que eu. Vou fazer 42 anos
de casados, né? Então são casamentos
longos e bem-sucedidos, né? Graças a
Deus,
cheio de de netos e aí um aí também, ó.
Gênos também, né? Cristãos também. Isso
aí é bom.
>> Você falou que chegou os alemãozinhos na
igreja. Eu pensei, pô, chegou,
>> chegou, chegou os alemãozinhos,
>> chegou os bugrinho também
>> e um mexicano.
>> Ô Catito,
>> e os dois gênios são gremistas, né? Não
podia pedir mais para Deus, né?
>> Ô Catito, uma coisa assim, ó, tá? Esse
evento ele marca a vida do teu pai, né?
E o que que tu poderia contar? Algum
algum algumas uns testemunhos que
aconteceu?
tu junto com ele, quando tu viu ele
evangelizando assim, por exemplo, coisas
que não foram marcadas, coisas que, pô,
bate pronto, tá trabalhando, evangelismo
no trabalho, evangelismo, enfim,
>> é,
>> tu lembra de algum?
Tem tem várias ocasiões assim que que
claro o pai não tinha um método
específico para evangelizar ele. A
situação é que dizia como é que ele ia
fazer, né?
Tinha pessoas que chegavam ali e falavam
para ele, ele falava de Jesus pro cara
ali. O cara não, mas eu sou um cara que
não não faço mal para ninguém. Eu não
roubo, não fumo, não, não trai minha
mulher.
Aí o pai diz assim: "Isso aí tudo é
muito bom para tu ficar fora da cadeia,
mas tu vai pro inferno igual
já já derrubava o cara na hora, né?"
É. E então
ele sempre tinha, ele sempre tinha boas
respostas para e
tem a outra ocasião aquela que o nosso
escritório assim era minúsculo assim,
tinha uma mesa dele e uma minha, né? Aí
entrou um cara, né? Um altão assim com
uma aquelas guias de umbanda assim.
Aí o pai olhou para ele assim: "Cá, tu
vai pro inferno por, né?"
Aí eu aí eu pensei, b agora nós vamos
apanhar, eu ia, né? Porque
aí o cara não não vou pro inferno. Não,
mas isso aí no teu pescoço aí. Isso aí é
minha proteção. Tá, mas tu sabe quem é
que tá te protegendo?
Aí ele começou a apertar, falar para ele
que essa proteção não vem de de Deus,
né?
E aí foi e assim ele tinha várias várias
formas de de falar, de se posicionar,
né? Eu tava me lembrando hoje que eu
claro, se se a pessoa aleatória não
escapava, imagina tu ter, nós tinha lá
15 funcionários, todos eles ouviam o
evangelho não sei quantas vezes, né? Eu
tinha um funcionário que trabalhou 47
anos conosco lá. Ele levou 25 anos para
aceitar Jesus.
Aí ele acabou se convertendo. Hoje eu
tava me lembrando de dessa situação.
>> Só fazer uma pausa aqui, ó. Nós estamos
saindo do enterro do teu pai. Aí o
Lucas, ah, meu, ah, o que eu quero pra
minha vida é um enterro assim. Eu disse:
"Tá, não quer mais nada, né?
Faz alguma coisa então aí, né?
>> É barbada.
Foi muito engraçado.
>> Faz teu nome aí. Eu
tava esperando vocês lá na frente da tua
casa, né? Aí vocês chegaram lá, aí o
Lucas desceu do carro, olhou assim: "Ô,
meu,
>> que velório."
>> Não, mas foi mesmo assim, ó. Eu vou
dizer quem tá de fora assim, né?
ficou. Eu falei pro quando nós estamos
saindo, eu Lucas disse: "Ô Lucas, o fino
do fino
é o encerramento de um homem de Deus, da
vida de um homem de Deus, assim, tipo a
família, os filhos, os netos, os
bisnetos, os irmãos, gente do mundo todo
mandando mensagem, a esposa,
todo mundo assim e cara e uma
tranquilidade, uma tristeza por por se
despedir dele, mas uma junto uma alegria
assim, não era umas risadas de de
bobagem assim, era as pessoas estavam
cheias do Espírito Santo mesmo assim,
sabe? E eu vi, olha, eu já fui, pastor,
vai muito enterro, eu já fui muito
enterro e ah, foi poucos assim que eu vi
nesse nível assim, eu já vi graça de
Deus enterro assim, mas poucos assim,
sabe? Eu me lembro talvez da mãe da Cid
e mais dois ou três assim nesse nível
assim, sabe? Muito
>> é estranho sair de um velório com a
sensação de que terminou muito rápido,
né? Aham.
>> É, e terminou assim e foi e todo mundo
queria falar sobre ele, né? Muito
carinho assim, né? Muito ah, muito
poderoso assim. Catio, eu eu queria eu
queria te fazer pergunta assim, se
quiser falar o que tu quiser falar,
fala. Mas eu tenho algumas dúvidas
assim, Ctito, ã como é que foi? E tudo
bem, a gente sabe ele como missionário,
né? Eh, eu queria que tu falasse um
pouquinho de como é que foi as as
viagens dele para Cuba, mas eu queria
saber dele como teu pai, assim, não como
pai dos outros, teu pai. Vocês fizeram
viagem sozinho? Acho que vocês fizeram,
né, antes de tu casar, né? Viajaram só
vocês dois? Como é que eram esses
momentos assim?
>> Então, na verdade, o pai assim em casa,
ele era uma pessoa eh bem rigoroso. O
alemão é rigoroso, né, por si só, né? E
o pai ele não falhava nisso, né? Ele ele
tinha
não vou dizer que era um quartel, mas
era parecido, né?
>> Como é que tinha que sentar na cadeira?
>> Ah, eu sentava na ponta da cadeira e
diz: "Ó, tu senta na ponta da cadeira
aqui tu ouvir qualquer coisa que precisa
na E alguém disser: "Pá, mas faltou uma
colher aqui, tu tem que ser o primeiro a
pular",
né? Então isso ali criou até uma, até
hoje eu tenho meio que uma neurose disso
aí, porque eu hoje que eu podia mandar
os outros buscar, eu acabo não não me
contendo, né? A gente fica com aquilo
dentro da gente, né? De Mas era uma era
uma uma das coisas outra coisa que o pai
mandava eu fazer, eu tinha que fazer
arrumar minha cama todos os dias de
manhã, né? Aí um dia eu saí lá, não
arrumei, né? na cama, fui embora,
acordei à tarde.
Quando eu voltei pro almoço, assim,
minha coberta tinha uns 15 nó coberta.
O o pai não falou nada não, nem
precisou, né?
A a partir daquele momento, a a lógica
foi o seguinte: é mais fácil fazer a
cama do que desatar 15 nó, né?
O resumo é esse. Mas o pai tinha esse
esses métodos assim bem peculiares de
ensinar assim, né, que que valia a pena.
Então ele tinha o sempre tinha um certo
humor no meio, mas eh ele fazia fazia a
coisa funcionar, né? E nunca faltou
amor, né? Havia disciplina, por exemplo.
Pá, eu apanhava que nem doido, né? Mas é
que,
mas é que eu merecia, não tinha saída,
né? Eu fazia por merecer. Então o pai
tinha um relho, um relho de
você,
>> ô Cati, é para honrar o teu pai. Mas é,
é por isso.
>> Calma que vai piorar.
>> É por isso mesmo. Ele tinha um relo
assim que cada vez que eu apanhava, ele
botava a data no relo. Já já não tinha
os dois lados cheio de data, né?
o relo novo. Mas claro, hoje tu vendo
depois assim quando tu vai crescendo, tu
vai,
>> mas que que tu fazia que a titar tu
devia ser muito desgraçado.
>> Nem vamos entrar, né? Vamos.
Mas a
mas assim, eu tô vendo assim a
importância disso aí com e isso aí nem
pelo contrário, nunca diminuiu meu amor.
Meu pai, né? Nos aproximou demais, né?
Porque tu vai vendo a importância e tu
vai vendo que aquilo ali que tá na
Bíblia mesmo, né?
>> E o e o Cito, e como é que era para tu
jogar futebol?
>> Disse que tu jogava bem, né? Joga aí,
tem a passada. Como é que como é que
era?
>> Se tu falar com a minha mãe, eu ela vai
te dizer, se eu jogar metade ou um terço
do que minha mãe falava, aí eu tava,
mas eu gostava muito de jogar bola, né?
Então,
>> jogava muito, jogava muito.
>> Aí o o pai chegava assim, o pai nós
tinha mais uma regra que nós tinha, né?
Eu tinha que decorar um versículo por
dia.
Então, por exemplo, toda quinta-feira,
se eu saía para jogar a bola ali, por
exemplo, eu tinha que dizer sete
versículos de corna
e na outra semana 14, na outra 21, na
outra e assim.
Aí tinha algumas semanas lá que eu não
decorei,
não vai jogar, né? Não tem jogo, não tem
saída.
>> E o teu time como é que ficava daí?
>> Aí não. Aí meus amigos chegavam no dia
anterior, vem cá, tu decorou, não
decorou?
Se meus amigos preocupar, não, eu
decorei. Pode ser.
>> E tu começou a decorar um aqui, um lá,
depois tu te ligou, né? Como é que foi?
É que o cara vai decorando assim
versículo salteado, aí tu tem que
lembrar a referência, complica muito,
né? Então é melhor tu pegar um capítulo
inteiro.
Isso aí a experiência vai
>> hackou o pai, né?
>> É, né?
>> A gente foi, a gente foi, não a gente
foi decorando o
>> Sim. Eu eu peguei para Efésios 1, 2, 3,
depois peguei Colossenses 1, 2, 3, e
assim fui indo, né? Salmos inteiros
assim, né? Então,
eh, e isso também é uma coisa que,
claro, capaz que a pessoa vai gostar,
né? Era gurigo e não gostava de decorar.
Quem é que gosta de Era uma coisa meio
obrigada, né? Mas a gente não imagina o
quão poderoso é. Eu lembro que eu eu
decorava assim, né? Aí dizia pro pai
versículos, aí pegava minha pastinha
para jogar a bola, entrava no ônibus e
ficava lembrando dos versículos assim,
né? E ficava aquele, porque aí tu começa
a meditar, né? E realmente aquilo ali é
poderoso. A gente, né?
Eh, faz na sem muita vontade, mas a
palavra de Deus ela não adianta, ela é
poderosa por si só, né? E então assim, o
pai, claro, eu, o Kiko não, não podia
fazer nada, né? Mas então o quem tinha
que fazer as tarefas pesadas, as coisas
indicadas era eu, né? Aí foi uma coisa
da até foi uma das coisas tristes,
porque a minha irmã mais velha casou,
depois casou a outra e eu fui o terceiro
que casou e ficar só o pai, a mãe e o
Kiko. Isso me pesou um pouco porque a
gente ajudava bastante na assim com
eles, né?
Mas eh mesmo assim, né? Deus eh
deu graça para eles assim, né? Arrumou
pessoas e começou a se cercar de gente,
né? Hoje nós temos, por exemplo, a Isa,
né? Uma pessoa que que Deus colocou lá,
já tá acho que quase 40 anos com nós,
ajudando o pai lá.
Uma pessoa
impressionante, né? que Deus vai ter um
galardão especial para pessoas assim que
abdicaram de suas vidas em favor de de
trabalhar para outros, sabe? Isso aí é é
uma coisa, eu nem sei, você até me
emociona,
>> CT. E as como é que começou as viagens
missionárias?
O pai, ele ele sempre teve uma uma
tendência assim a a missões assim,
sempre gostou, né? Ele
ele começou assim o início assim, quando
ele tava na Batista Alemã ali ele tinha
um programa de rádio,
um programa de rádio que ele fazia
domingo de tarde. Então aí um dia ele
recebeu uma carta
de no interior de Camacô, Santa Alta.
Aí o pai pegou um ônibus, né? Foi lá em
Santa Alta lá falar com aquela família
lá.
E eles se interessaram, na época era
carta, né? Tudo era demorado. Aquela
carta para responder, para até tu
chegava lá, combinar.
Santa Alta é hoje não é nada, imagina
assim, 60 anos atrás. Masí o pai foi lá,
conseguiu conhecer a família lá e uma
família tinha 12 filhos, né? E ele levou
aquela família para Jesus, né?
E daquela família de 12 filhos, quatro
são pastores.
É, eu recebi mensagens, eh,
porque um é pastor na Bahia, outro
nenhum poôde vir, né? outro é de
Camaquã, outra recebi mensagens dele e
quando eles fizeram uma igreja ali em
Camaquã, depois ali, então quando ela
fez 50 anos, a igreja ali homenageou o
pai, né? Porque o pai foi que eu que deu
o start em tudo isso ali, né? Ô Catro, a
impressão que dá é que me corrige, o teu
pai fazia a coisa parecer fácil.
Parece que tu olhar por tu vai
evangelizar não é tão é uma unção. É uma
unção de Deus, né? É tipo, é uma
capacitação, né? Porque tem pessoas que
vão, elas têm que continuar
evangelizando tudo, mas não tem tanto
fruto assim como como Deus deu pro teu
pai, né?
>> É, no evangelismo eu acredito que o pai
tinha uma uma graça especial, né? Porque
parece que as coisas davam mais certa
para eles do que para para outras
pessoas, né?
Eh,
tem várias eh
situações assim que aconteceram. O pai,
por exemplo, ele sempre tinha um
folheto,
um folheto evangelístico que sempre
guardava. É, um dia ele tava no
aeroporto ali esperando uma pessoa que
ia chegar. Ele tava limpando o carro ali
assim, tinha um folheto amassado, ele
pegou, botou fora. Aí ele pensou: "Pô,
mas é um folheto, né?"
Aí pegou de volta, pegou e desamassou no
joelho,
pegou e botou no para-brisa de um táxi
aí e sempre nos folhetos dele tinha o
telefone dele de casa, né? Aí um ou dois
dias depois esse esse cara do táxi ligou
para ele.
Ah, eu esse tinha um folheto no meu no
meu carro assim no ouvido assim, eu li
ele assim, aquilo me chamou atenção,
tal. pai dizer, onde é que tu tá?
Pai, era assim, né? Não tinha muito, né?
Aí
aí ou ele vinha ali ou o pai ia no
encontro dele, né?
Então ele ele tinha isso, essa dentro
dele, né? Até tem umas histórias
interessante. Nós morava até hoje a casa
do pai, né? Tem uma praça na frente e
tem o 11º batalhão ali perto, né? E tava
o batalhão fazendo manobra no na praça
ali, né? E o pai, o escritório do pai
fica de frente praça. O pai olhando
aquilo ali. Aí o pai saiu do escritório
ali, chegou lá, quem é que tá no comando
aqui? Aí todo mundo,
né, pelotão sentido, tal. Aí vai se
apresentou lá o o sargento ou tenente
tal lá.
Aí ele disse: "Não, sou eu que tô no
comando aí". Aí o pai disse: "Não, é que
eu sou, eu moro nessa casa aqui, sou
pastor aí, admiro muito o trabalho da
polícia que eu queria orar por vocês."
Aí
sentido todo mundo ali, aí o pai orou
por eles, tal e depois disse: "Olha,
minha casa é aqui, se alguém quiser
conversar comigo aqui, eu tô disponível,
né?
qualquer momento.
Então ele eh
ele provocava situações também assim eh
não esperava as coisas acontecerem, né?
Ele tinha muito dessa
dessa
atitude positiva, né?
>> E ele era assim, não só na missão, mas
também na vida, nos negócios geral. Ah,
nos negócios nem se fala, né? Ele não
ficou mais rico que não, não vou dizer
que não quis, mas ele por opção, ele
resolveu baixar a bola e fazer ficar
naquilo que ele achava importante no que
era cuidar de missões. Ele ele sempre
teve missões, nunca se usou do dinheiro
da missão, porque o pai sempre se
sustentou. Ele era missionário por conta
dele mesmo. Pelo contrário, deve ter
gastado um dinheirão com com pessoas,
com missionários.
Eh, seguindo ali, o pai era diretor de
portas abertas ali, tava contando pro
Cauê até agora a pouco. E ele ele levava
Bíblias para pra União Soviética, para
esses países comunistas
e Cuba e eventual também aqui na na
América do Sul. E aí ele
ele indo para Cuba ali, ele chegou para
portas abertas os cara lá em Cuba lá não
precisam tanto Bíblia, eles precisam de
roupa, de remédio, de comida, de coisa.
Mas a missão porta dizer é, mas a gente
não contempla isso aí e tal. Aí o pai
disse: "Então eu vou eu vou criar uma
missão ali, vou vou suprir essa
necessidade deles". Então ele criou a
missão dele que tem até hoje
e aí começou a fim de proclamar
>> a fim de proclamar, né? Ele começou a
levar
eh
todas as necessidades que eles precisam
lá. E aí é interessante porque ah ele
chegava portas abertas diá que eu vou
fazer essa viagem, vocês me dão as
Bíblias que eu já levo, que, né, já popa
uma viagem para todo mundo, né? Então
eles tinham esse relacionamento
bem estreito com eles. É um trabalho
conjunto assim, né? Suprindo melhor
assim a a igreja de Cuba lá, né?
>> Eu me lembro que quando ele foi lá na
nossa igreja,
ele nós, a Talita e eu, era só nós, eu
tinha um golzinho, um golzinho 90. Nós
saímos por Porto Alegre porque eles
estavam precisando de a o a fim de
proclamar tava precisando na época eles
estavam com a viagem pronta e tava
faltando absorvente
e creme dental, pasta de dente. Então
nós enchemos o a traseira do Gol assim e
nós fomos levar lá na comunidade que era
era na do não sei se era Partenon ali,
era perto de Ipiranga ali, né?
>> Sim. Nós fomos levar lá na época lá, me
lembro desse. E ele contou para nós que
um guarda em Cuba
foi a numa das várias vezes que deu
problema assim, né? Aí quando ele tava
sendo levado para dar um interrogatório
lá, o um morador de Cuba disse: "Ó,
vocês se levar ele preso, tem que levar
eu e meu pai". Porque mais de 30 anos
esse homem traz,
o diabético usa
>> insulina. Ele traz insulina do Brasil
pro meu pai e se não fosse ele, meu pai
tava morto e vocês não vão prender ele.
E daí o o guarda pegou, olhou assim num
gesto de humanidade. Não, tudo bem,
deixa assim.
E enfim,
>> é, esses livramentos teve dezenas ou
centenas de vezes que que aconteceu
incidentes assim divinos assim que
evitaram problemas assim na alfândega,
né? E
>> ele queria pregar pro Fidel, né? Caito,
como é que foi, como é que foi isso aí?
>> É, é só ter oportunidade, né? Que o pai
ele sempre foi cara dura, né? Ele sempre
foi, se tiver que falar, ele falar, não
interessa a incomodação. Depois ele ele
vai ver o que que vai dar, mas ele se tá
na frente dele, ele vai ouvir, né? Então
isso aí não.
E mas é que é é o acesso é muito
difícil, né?
>> Mas eles organizaram uma uma cruzada,
parece. Foi, não sei se não me lembro
quem eu falei, se foi contigo, foi com a
tua mãe, organizaram uma cruzada e tava
quase tudo certo e parece que o Fidel
estaria nessa cruzada e de última hora
parece que não deu, né? Uma coisa assim,
não sei se tu lembra.
>> É,
é se teve, teve uma, eles liberaram pros
católicos fazer lá um um evento, aí os
evangélicos apertaram, pô, se fizeram
pros católicos, nós queremos fazer um
evento também.
Então eles liberaram, só que o Fidel na
não naquele evento ele não pôde, não
teve ou não quis, sei lá. Eu
>> Como é que foi a tua ida para Cuba com
ele? Olha,
foi interessante até a vez que eu fui
com o pai
na no dia anterior tinha dado um furacão
ali, devastou a Havana, tudo. Aí quando
nós tava
nós tava chegando assim, até foi
interessante, nós olhamos pela janela do
avião, tava
horrível de ver assim um negócio preto
assim. Aí o avião que a Cuba é uma tripa
assim, né? Nós fomos lá para outra ponta
lá
de de Cuba lá esperar o furacão passar.
Aí quando nós chegamos lá na nessa outra
ponta lá, p não tinha nada o que fazer
lá, né? Porque não tinha ninguém
conhecido, não tinha nada.
Mas eh quando eu passei pela alfânica
ali, naquele lugar ali, eles me
recolheram todas as Bíblias
aí. E eles não recolhem assim, vão
botando aqui que eles vão botando uma em
cima da outra assim para escandalizar
mesmo, sabe? Porque para chamar atenção,
né? Eu tinha acho que uma umas 20
bíblias na mala assim. E também não tem
como esconder 20 bíblias, né? Quer botar
umas roupinhas pela por cima é bobagem,
né? O cara vai achar você vai esconder
como, né? Só por Deus, né? Então,
>> e aí nessa
>> eles recolheram aí nós fomos pro hotel
tudo. Bom, perdi, né? Aí no outro dia,
depois que passou o furacão lá, que nós
ia retomar o voo, eu tava esperando
embarque assim, aí começaram a chamar
meu nome no altofalante, né?
>> E eu pensei: "Ó, vou me fazer de salame,
eu vou fazer que nem sei quem é, né?"
É, digo, "Pô, aí aí começou a chamar e o
pai, não, acho que é melhor melhor é tu
dar tu ir lá, né?
Aí fui lá, o cara me devolveu as 20
bíblias, botei na mala e fui embora.
Na verdade, ele eu não podia entrar ali
e depois o voo e o outro voo era
interno, né? Não tinha mais alfâega.
Então,
então Deus tem sempre uma forma de
livramento, né?
Aquilo foi terrível, aquele voo da
porque aquele aeroporto que nós paramos
ali era um aeroporto bem xinfim, né?
Bom, todos são ruim, né? Mas aquele ali
então nem se fala.
>> É assim, mas a Vana pelo menos é uma
cidade turística, né? Então vai ter um,
entre aspas, eles vão, eu digo assim,
nunca fui, né? Mas deve ter um alguma
coisinha pro turista. Do outro lado da
ilha não deve ter nada. É o mundo real
de Cuba, né? É menos ruim, né? Menos
ruim. Mas o esse voo ali nós fomos tudo,
entramos naquele topó leve lá, né? Aí
todo mundo, ó, todo mundo vai pro fundo
do avião que é para fazer peso, né?
Aí tu já fica naquela pressão, né?
será que esse troço vai subir mesmo?
Aí o cara embala, a pista não é muito
comprida assim, mas eles queriam, ele é
muito narigudo, o tupolé, então as asas
bem para trás, né? Mas aí se fos todo
mundo pro fundo lá, né?
Mas chegamos em Havana, né? Mas é tudo é
uma emoção, né? Mais uma ou menos uma
também, né? Tu tá ali naquela pressão
mesmo. E mas é, hoje a gente ri tudo
isso aí, né? Mas na hora assim, não é
para qualquer um, não.
>> É a secretária dele lá, ela no na
cerimônia lá fúnebre, ela disse que acho
que foi a primeira ida para Cuba, ela
tava muito nervosa. Tu tu tu tu lembra
que ela falou? Quer falar aí?
>> Eu lembro, ela comentou que ela tava
extremamente nervosa, né? e com medo
assim. E dis que o o Zils, né, ele tinha
o costume de cantar uma música quando
ele estava pro embarque e estavam
fazendo ali aquela aquela função toda
ali padrão. E ela e ele notou que ela
tava atribulada assim. Então, se eu não
se eu me recordo bem, ele disse que ela
disse que ele botou assim a puxou a mão
dela no rosto dele, né, algo assim e
tranquilizou ela e tal. E mas o firmão
com ela,
>> sendo firme, como C diz, olha, para para
fazer missões, tu vai ter que aprender a
controlar
>> o teu medo,
>> o teu medo.
>> E que a partir dali ela, né, viajou e aí
a irmã toca a missão até hoje. Isso ó,
tu vai ter que decidir o que tu vai
fazer daqui pra frente. Se tu quer fazer
missões transculturais, tu vai ter que
cont e tu vai ter que continuar. Ele
falou assim,
>> isso, exato.
>> Tu vai, tu vai sentir medo,
>> mas tu não vai poder parar. Vai ter que
continuar com o medo, controlando o
medo.
>> Exatamente.
>> Usa fraldão, né?
É, não é complicado, não é fácil não. Já
já passei por o pai já foi deportado, já
foi
pego no hotel ali de na noite assim
interrogado até de manhã,
interrogatório.
Aquelas coisas de filme parece que não
existe, mas eh já fez.
E ele nunca desistiu. O pai foi, pai
tinha essa característica assim de ele
era um cara arrojado nas coisas que ele
fazia assim, sabe? Eu ficava todo
assombrada e ele
ele já era mais bem mais assim
>> as coisas que ele comentava, né, de
tipo, tu vê uma ah não pode entrar em
tal lugar, ele não caminha em linha reta
olhando pra frente que ninguém vai te
parar. E a gente ficava falando isso
para as pessoas assim. E ele então assim
notava que ele era um homem extremamente
corajoso. É um cara que não assim não
tinha medo das coisas, né?
>> Verdade. Ô Ctito, fala para nós aí. E
quando só só abre um parêntese aqui, tá?
Agora que a gente tá em período de
eleição, não quero manchar o momento,
mas uma vez tu me contou teus colegas na
faculdade elogiando Cuba, como é que era
isso aí?
É, faculdade é um reduto meio
meio xarope assim, né? E eu vi os caras
falando de na sala de aula lá falando
sobre
sobre Cuba e tal, né?
Aí eu me levantei, perguntei bem cas,
alguém de vocês aqui já teve em Cuba,
né?
Mas ninguém ninguém se manifestou ali
depois eu já tive
aí, pá, já o pessoal já ficou meio
assim, né? Eu já tive, meu pai já foi há
mais de 20 anos, ele vai duas vezes por
ano a Cuba, entendeu?
E vocês estão falando de Cuba, vocês não
sabem o que que é Cuba, vocês estão
falando de teoria, né? Eu sei o que que
é culpa e sei o que que esse regime tá
fazendo por
Então,
dá essas tretas, né, de que acontece,
mas eh gerou um respeito interessante no
na minha sala de aula. Muitos dos
colegas vieram falar comigo depois
e e puderam eh ouvir de fato o que
acontece, né? Mas é interessante o
seguinte, no voo que eu fui para
eh para da na minha vez que eu fui para
Cuba ali com o pai, tava cheio de de
pessoal da esquerda, né, visitando lá,
né? Só que eles não sabiam que quem nós
era, não sabia nada. Então
eles ficaram apavorado com Cuba na
volta. Então eles falando entre si
assim, né? Claro, eles aqui eles não vão
dizer, mas entre si eles falavam: "Bá,
tu tá louco?" Bá, os cara ele vendo a
realidade, né? Do que que é mesmo, da
situação que há.
Eh, então era bem interessante de de ver
também, né? E nós, eles achavam porque
nós estava com violão, uns três, quatro
violão, cada um tinha um instrumento, um
monte de coisa. Acharam que nós era uma
banda, hoje não sei lá o que que eles
imaginaram.
E que eles perguntaram, vocês vocês
tocam, vocês fazem, pô, ninguém tocava
nada lá. Acho que o pai não sabe tocar
nada, né? Só gast,
né? Era tudo presente para pras igrejas,
né? Até era interessante porque em Cuba
eh tem uma um pastor que até faleceu já,
pastor Alejrando, até ele
ele ele tinha ele cuidava de 400
pastores na ilha toda.
Então o pai, o meu pai conheceu ele
e era uma pessoa assim de de referência
assim que ele dizia e o pai alugava um
carro, pegava bola errando. Agora nós
vamos nessa direção, vamos visitar
30 igrejas para cá, né? No outro dia nós
ia 30 igrejas pro outro lado e e
deixando sempre
o pai sempre fazia uns kitzinho assim de
uma camisa pro pastor,
eh coisas de higiene pessoal,
roupa feminina pra esposa do pastor, pra
criança,
sapato, essas coisas. estudo e um
instrumento musical,
bíblia, se precisasse também a gente
levava.
Bom, nós já levamos de tudo, até motor
de poço nós levamos uma vez, eh, peça
para carro, então aí os caras pediam lá
porque os carros lá não tem loja de
nada, né? Estragou, se eles não
engembram para, né?
Então, às vezes os caras pediam lá uma
correia de um carro tal e assim nós se
virava aqui para conseguir
e levava para eles lá. Então,
>> uma pergunta.
Qual foi o momento que tu notou assim,
eu acho que eu sei, mas que tu notou que
o teu pai tava envelhecendo assim? Tu
notou assim que, ah, já não é o homem, é
o mesmo homem, mas não não tem ainda
mais tanto aquele vigor assim. Qual foi
o momento?
>> Na verdade, pelo pai não tinha parado
nunca, né? nós que meio que demos uma
freada nele, porque
na verdade
ele
ele já tava assim mais limitado
fisicamente, por exemplo, ele já não
conseguia levar cinco malas no aeroporto
que cada um levava, né? Então aí tu tem
que e assim alguns sintomas foram vindo
aos poucos assim, né? Mas na cabeça dele
não tinha ruim, né? Ele ele ele ia até o
fim, né? É que nem com o carro, né? Nós
estava comentando há pouco, o pai ele,
claro, ele começa a dar umas barbelhada
de leve e tal e o pai, eu disse: "Pai,
não, se tu não precisa de carro mais e
quase não saía muito assim, né? Quando
saía, pega um um táxi, né?
Então para para dar sossego para todo
mundo, né? Para nós ficar tranquilo
também. Mas quando quando a questão do
carro diz que ele ficou meio chateado
num período.
>> Ah, ficou
>> ele era bem ciumento com o carro, mas
>> eu comprei o carro, o carro dele, né? Aí
disse para ele: "Ó, mas agora tu
tu fica tranquilo ali que eu vou cuidar
do carro, né?" Aí ele ficava ol, cada
vez que eu vinha, ele via lá, olhava o
carro ali. Mas tu tá cuidando mesmo? Tá,
tô, tô cuidando. Deixa comigo.
>> Com amigos assim, para que inimigos? Ele
sempre falava no almoço quando lembrava
do cara.
>> É. E, ô Caito, e me diz uma coisa,
assim, ã,
como é que tu
como é que tu tu depois, porque assim,
uma hora quando tu tá junto ali, né, tu
é novo, tu é adolescente, passa muito
rápido a vida, né? Eu tô com 43 e, pô,
passou rápido, mas garanto que tu tá com
60 e poucos e tu pensa: "Bom, passou
rápido também, né?" Mas assim, coisas
que tu não que tu não entendia no
primeiro momento, pô, por que que ele tá
agindo assim? Por que isso? Porque tu vê
os frutos hoje disso, né?
O que que tu pensa sobre isso assim?
Tipo, tu vê os teus netos assim, como
que é fruto do teu pai assim, né? Como é
que tu vê isso?
>> É, é que esse toda a vida dele assim foi
pautada na palavra de Deus, né? Não
adianta tudo que e isso não tem como dar
errado, não tem. A gente vê assim pelo
pela vida dele. Nós nossa família, por
exemplo, ela,
sei lá, nós somos acho que umas 50
pessoas,
tirando as crianças de de colo ali,
todos são cristãos, entendeu?
E o país sempre fazia questão de
de a gente se reunir sempre
e junto, seja para almoçar, seja para
tudo. O nosso Natal assim nós tinha que
fazer lá pelo dia 19, 15 de dezembro
para poder estar todo mundo, senão
não tinha não tinha data mais. E ele
fazia questão, né? Todo mundo junto,
tudo.
>> Eu preguei no Dia dos Pais, falei sobre
patriarca, né, que é essa figura
unificadora que o o Ismael falou isso
para mim, isso nunca mais esqueci isso.
E é bem essa figura do teu pai, né?
>> É, ele ele fazia questão, né? e insistia
da gente estar junto e tudo
e e a como a família toda cristã e bem e
bem musical também, então o louvor
sempre era bacana também. A gente
cantava cantava em alemão também, muitas
músicas em alemão e e todo mundo tocava,
as crianças menores apresentavam tudo,
então tudo era bem bem bonito assim, né?
sempre foi. Então era essa
essa constância na nas coisas de Deus
assim, né? Elas não têm não tem como dar
errado, né? Assim, aí eu vejo pela minha
vida, né? Isso se reflete
para pras minhas irmãs, né? Eu lembro
que o pai quando nós estava em casa
assim, ele tinha
um dia para sair com cada filho,
entendeu? que aí
aquele dia ele vai sair, vai fazer algum
programa qualquer comigo e vai conversar
comigo. A gente saía, conversava
e assim ele saía com a minha irmã, com a
outra irmã
e gastava um tempo,
todo mundo era especial para ele, né, de
certa forma. Então eu lembro que eu
aprendi a dirigir com ele, então eu
saía. Aí nós ia para um lugar lá, ele
começava, né, o pai tinha uma combi,
é horrível de dirigir, mas era aquilo
que tinha, né? Então, mas é para nós
tudo era emocionante, né? E aí ali a
gente abriu o coração, a gente
conversava tudo. E eu lembro até o pai,
o pai eu nunca fumei, né, na minha vida,
né, mas o pai chegou para mim e disse
assim: "Tu nunca sentiu vontade de
fumar?" Eu
eu disse: "Não, até agora não." Digo
não, mas o dia que tu sentir vontade de
fumar, tu me fala que nós vamos comprar
um cigarro, nós vamos fumar junto.
Pense capaz que eu ia fumar com o pai,
né? Tá louco.
Eu nunca vi o pai fumando jamais. Mas eu
também não.
>> Mas a ideia dele é muito boa, né?
>> Mas é que ele dis é não. Fuma escondido,
entendeu? É, não é para ser uma coisa tá
tem quer experimentar, tá com vontade,
então tudo vamos fumar junto.
Então o pai tinha essa maneira de de
lidar assim com as coisas e
e eu
curtia assim, né? O pai, por exemplo,
não era do esporte, né? O pai nunca vi o
pai chutar uma bola nunca, né? Não sei
como é que eu fui ficar tão louco por
futebol também, mas acho que mas é
é assim, ele
ele era uma pessoa assim super alegre na
na maneira de ser assim, né, de
>> Cito, como é que ele pedia dinheiro
quando ele ia na missão para levantar
recurso paraa missão? Como é que ele
fazia com fora em outro em outros países
assim?
>> E nós nós fazia jantares assim, né?
E o pai dava uma palestra sobre missões
e tudo assim, né, com várias pessoas
assim num jantar.
Aí o pai chegava assim: "Ah, se vocês
acham que nós viemos aqui para para
pegar o dinheiro de vocês, vocês estão
muito certos."
Mas na verdade ele tinha, diz assim:
"Mas a maneira como nós vamos fazer vai
ser diferente". Ele falava
na mesa tem um uma caneta e um papel. Eu
quero que tu anote ali o valor que tu
gostaria de dar de oferta se Deus
colocasse na tua mão.
E aí nós vamos orar por esse valor aí
que tu vai botar ali no papel, né? E se
Deus te der aí tu tu pode.
Então era um era um ato de fé que a que
a gente fazia, né? para criando que
Deus, a obra é de Deus, né?
>> Vocês colocaram eh
furaram, fizeram poços também na África
também, né? Agora pouco, uns acho que um
ano e pouco atrás, me lembro que a gente
conversou sobre isso.
>> É, na verdade o o trabalho na África
começou ih, sei lá, quantos anos atrás,
20, 30 anos atrás. Aí que aconteceu,
tinha uma uns uns conhecidos do pai aqui
de cristãos em ação aqui em Canoas.
E aí o o um casal ali fez um um ano de
seminário ali, eles queriam ser
missionários. Ele era
tipo um carpinteiro ali e ela era
técnica de enfermagem.
Aí o pai pegou um avião, foi na África
com eles lá. alugou um carro e foi pro
interior. Aí passou por uma aldeia,
depois passou para outra, chegou numa
outra aldeia lá, digo,
é aqui que vocês vão ficar aqui, ó. Esse
é o lugar aqui que vocês vão, entendeu?
E ajudou eles, tinha dinheiro, né? Aí
eles tinham lá uma, eles compraram lá um
terreno, um início assim de para começar
e eles começaram.
Claro que todo o início é complicado, é
bem difícil, mas resumindo assim de uma
forma rápida, ele era um cara muito
habilidoso assim, né, de construir. Ele
construiu a casa dele,
construiu uma escola para 150 alunos. as
cadeiras, as carteiras, tudo construída
por ele
e ela era técnica de enfermagem. Então,
lá em na África assim, é aquele negócio
quem na terra de cego, quem tem o olho é
rei, né?
Então aquilo ali, mesmo que ela era
limitada assim num lugar tão carente,
ela
ela foi muito importante assim na
questão da saúde. Então a escola serviu
de evangelismo para as crianças, então o
trabalho é um trabalho lento, né? Então,
aí o que aconteceu, o Jorge, que era o
missionário, ele não só ensinou
habilidades pros pras crianças, pros
jovens, que eles aprenderam a trabalhar
com madeira, fazer cadeira, fazer as
coisas, trabalhar com mecânica, eles
tinha, ele tinha moto também, aprendeu
essas coisas e alfabetizou essas
crianças que na região lá não
era não tinha e também o índice de
mortalidade caiu muito, né? Praticamente
zerou. Então
o despertou assim de o interesse de
outras aldeias.
É isso aí.
>> Quando resolve a questão da água também,
tu resolve muito problema, né?
>> É isso. Eu ia chegar na água porque
aconteceu ali, tu tinha que caminhar até
lá um um açúdio lá, tal, para pegar
água. E a água ela de péssima qualidade,
né? Mas esse o o a pessoa que se
converteu no primeiro primeira aldeia
ali, que era o o rapaz assim mais velho,
se tornou o primeiro missionário da
próxima aldeia, né? A aldeia seguinte
ali, os líderes da aldeia, quando o pai
foi lá, eles disseram: "Olha, o que tu
fez aí, nós queremos aqui na nossa
também. Aí nós te damos isso, te damos
casa, te damos tudo, deram tudo pro
Aí o pai chamou o o missionário, esse
guri disse aqui, olha, tu vai ser o
próximo missionário ali, mas tu só pode
ir para lá se tu for casado.
Aí dis para ele. Aí ele
ele casou, né, com uma até com uma guri
que era de Canoas aqui e e foi ser
missionário lá. Então ele já arrancou
com uma série de vantagens porque ele
falava os cinco idiomas
eh locais lá, né, Balanta e
aquelas línguas todas ali, né? Então ele
por evangelismo ele e nesse lugar
seguinte ali eles nós fizemos o posto
artesiano, acho que custou uns 100.000
para fazer um posto artesiano ali. Então
enquanto as mulheres iam pessoal iam
buscar água longe ali, eles tinham água
ali.
>> E água, água de posto tezena é boa, né?
>> Água limpa. E e era um local onde eles
vinham na missão ali, né?
e ouvi um evangelho, porque eles tinham
que ficar na fila esperando a sua vez na
água ali. Já já era um
uma forma de de também conhecer. Eles
poderiam, eles tinham um horário, né,
tipo das 9 da manhã às 5: da tarde, pode
pegar água à vontade.
Então,
>> fez alguma anotação que tu quer contar
alguma coisa para nós aqui antes da
gente orar?
Tu lembra aí, pessoal? Alguém quer fazer
uma pergunta? A gente não vai ter o
tempo para não cansar vocês,
mas se alguém quiser fazer uma pergunta,
chega aí, Geran. Chegue aí. Primeiro de
tudo, ó, eu quero a opinião de você
sobre o o bigode do Jerônimo.
Cara, eu achei muito fera. Eu falando
sério mesmo, achei muito bom mesmo,
cara.
>> Hã,
>> fala aí.
>> Os caras estão chamando de Thiago
Escobar.
>> Boa noite a todos. vai falar na co? Não,
não errar aqui.
Bom, a minha pergunta é a seguinte, o
Cati e toda tua família, a gente vê que
vocês são muito,
tem uma personalidade tranquila assim
para falar e tudo, né? Tem pessoas que
são mais, o Jack é mais fala mais
rápido, tem tem mais ímpetos sem falar,
ã, assim como outras pessoas. O teu pai,
como é que ele era assim quando ele ia
palestrar, quando ele ia falar, ele era
uma pessoa assim mais fervorosa ou era
mais tranquilo assim para a
personalidade dele, assim, como como ele
era assim, tipo, se se percebia que não
era algo realmente, não se fosse com
mais ímpeto, não fosse, mas ele falava
de forma mais tranquila e tu via que era
uma ação do espírito, né, ou não. ele
ele tinha uma forma de falar ali que eh
convencia e tal.
O pai ele sempre detestou falar em
público. Ele tinha muita dificuldade de
falar em público. Assim, ele não
gostava, para falar a verdade, mas ele
como tudo, ele ele encarava sem medo.
Ele falava, ele sabia da limitação dele,
mas eh ele nunca deixou de de encarar os
medos dele, né? sempre foi, mas ele
ele era mais eficiente no pessoal, né,
assim, o público normal assim,
>> é normal assim, né, pequenos grupos,
coisas assim, ele tinha muito mais,
ele era mais ele, né, assim, o
>> ele era ordenado ou alguma coisa? Não,
>> mas porque não quis também ser ordenado,
né, Dev? É, ele nunca nem deu tempo, não
tinha tempo para nada, né? Muito menos
fazer um curso, né? Entendeu? E ele não
nunca imaginou que ele ia fazer o que o
que fez, né? Então ele talvez se ele se
preparasse diferente, mas talvez a vida
dele nem seria igual, né? Se ele se
preparasse diferente, né? Então,
>> mais alguma pergunta aí, pessoal,
enquanto Catito? Eu tenho uma pergunta
para Caito. Ô Caito, eh, hoje a gente
vive assim, tipo, principalmente quem é
pai aqui, a gente vive com aquela ideia
de pá, como o tempo é corrido, a gente
não tem tempo para nada e tal. E o
senhor falando sobre o os feitos do seu
pai, profissionais, a missão na casa e
vê que ele era ralado em tudo isso, ele
era bom em tudo isso, né? Eu pergunto
assim, como que era o dia a dia, como
que era a organização dele, a questão do
tempo dele, assim, sabe que a gente
parece que tá esgotadaço e não fez 1% do
que o seu pai fez assim, sabe? Como é
que era o dia a dia de vocês assim?
>> Olha, por incrível que pareça, era um
dia a dia normal. O pai sempre foi
madrugador, né? O pai sempre levantou
cedo. Ele tinha,
fazia todos os devocionais tudo cedo de
manhã, né? e
depois ia trabalhar o dia inteiro. A
gente tinha uma época que nós almoçava
em casa,
mas não era sempre que isso acontecia,
né? Então
era o dia a dia normal, as programações
na igreja era normal, quase todas as os
dias tinha coisas, né?
O pai sempre teve envolvido com muito
desde o tempo da da batista, ele era
líder de jovens.
Então ele sempre teve envolvimento, né,
no Tu
>> foi trabalhar com ele com quantos anos
que titos?
>> Eu comecei de sócio com ele em 82, mas
eh eu ia eu ia trabalhar com ele lá para
encher o saco, né? Na verdade, há
bastante tempo, né? Eu
eu lembro que o pai às vezes levava nós,
me levava junto, nós o pai tinha um
posto lá, o patinho feio, o nome era na
Ipiranga lá, lá da PUC, era o posto do
pai lá. Então nós pegava um ônibus da
Farraps, ia até o centro, depois do
centro pegava um ônibus até Ipiranga lá,
né? E
aí lá tinha que abrir às 6, né? Então
tinha que levantar 5 horas aí.
Mas por pai nunca foi problema levantar
cedo. Ele sempre tava animado cedo, né?
>> E pelo que eu entendi assim, então o seu
pai ele colocava o convívio com os
filhos, com a família na própria rotina
do dia, assim, os filhos sempre por
perto, principalmente senhor por ser
homem ali, tá acompanhando ele no
trabalho. Tu
>> foi privilegiado nisso, né, Cati? Tu
ficava sempre junto, né? sempre junto,
sempre
acompanhando tudo.
Ah, a vida ele ele tinha ele impunha
algumas coisas quando a gente era mais
novo, né? Regras e tudo, né? Depois que
eu casei, por exemplo, já
tinha outra outra filosofia, né? Claro,
ele já sabia que eu tava, eu tinha a
minha vida, então ele fazia questão de,
por exemplo, no sábado eu era o dia que
eu almoçava na casa dele. Eu assim,
então ele marcava já. Aí minha meus
cunhados lá, pô, por que que ele tem que
almoçar e nós não e tudo? O pai, o pai
disse: "Não, vocês podem vir também".
Então aí eles às vezes chegavam pro
cafezinho, ficavam lá, então ele sempre
fazia
a questão da gente estar junto, né?
Mesmo depois de casado, né?
Quer falar alguma coisa daqui?
>> Foi. O pessoal quer alguma pergunta?
Não.
Chega aí, chega aí,
>> chega aí. Pode perguntar aí. É o John. É
o John.
Não, não reconheci com esse chapéu aí.
>> Tá bonito. Vai deixar o bigode também.
60 anos vai.
>> Boa noite, pessoal.
>> Boa noite, irmão. Muito bom te ouvir.
Ah,
i te perguntar algo assim.
Toda
mudança geracional,
ela é construída em cima de rupturas e
continuidades.
E querendo ou não, assim, nesse momento,
a gente tá bem nesse ponto, né, de olhar
essa transição, isso é
é muito rico, tá?
E pensando paraa tua família, pro
testemunho e o legado que de certa forma
tu tá carregando hoje eh com o nome do
teu pai, o que que tu olha e o que que
tu avalia
ah em termos de transmissão desse
legado? Como é que tu vê te te vê como
portador e transmissor desse legado? E e
o que que tu vê que tu está passando
adiante? dentro da tua casa, mas também
dentro dos lugares onde tu tem alguma
influência.
>> Que baita pergunta essa. Gostei porque
na verdade nós estamos, eu tô bem nesse
momento de pensar sobre isso. Foi bem
pertinente isso aí, até porque a régua
tá lá em cima, né? É difícil. Tu imagina
tu,
o pai é uma pessoa que fez coisas que
e quem sou eu, né? F. Então é que agora
é o seguinte, o bastão caiu na minha mão
agora, né? Tá tudo comigo, eu te viro
agora, vai correr, né? É mais ou menos
assim que eu me sinto. Então,
eh,
claro, ele ele deixou,
digamos, uma estrutura familiar montada,
diretrizes, estrutura, tudo.
Dificilmente a gente vai sair fora
daquela daquele alinhamento, né?
e a preocupação, né, com
com a vida espiritual de todos, assim,
tudo. E a missão, por exemplo, continua.
A gente tá envolvido também, né? Meu meu
cunhado é o é o presidente, eu sou
vice-presidente da missão. A gente hoje
tá com
um trabalho
ampliado assim, né? E nós temos
missionário em Cuba, tem missionário em
três pontos de da África, tem
missionário na Colômbia, tem missionário
no Japão,
tudo sustentado pela missão, né? A gente
tá
e que continuar esse trabalho e
já nem é uma coisa assim, tu pega o
carro andando, né? Tu tem que aprender a
lidar com as coisas pra frente, né? E
cada pessoa é diferente, né?
Exemplo, eu não, eu tenho
características diferente
eh dele, as minhas irmãs também, meus
cunhados e a família. Então, cada um vai
ter que descobrir
aquilo que Deus quer para para nós, né?
Ô Gatito, pra gente encerrar assim uma
coisa que o João perguntou aqui, né,
nessa questão de de transição, de
transmissão assim, e tu respondeu, tu
disse uma coisa assim, a questão da
estrutura, né, a gente nós fal nós
falamos muito sobre ah, a questão da fé,
tudo, mas um homem de Deus ele não
transmite. Claro, se ele transmitir a
fé, amém, né? Glória. Tá ótimo. Mas eu
noto que o homem de Deus, ele se
preocupa com muitas coisas, né? E ele
ele cria como se fosse uma plataforma,
né? Tem, se dá pra gente usar esse
termo, né? É, é como se fosse uma
plataforma,
como se fosse eh uma estrutura mesmo,
assim, uma base que tu não começa do
zero, né? Eu não sei. Ele é filho de
cristão,
>> o pai é.
E daí o teu avô era filho de cristão,
tito, ou não?
Aí é demais, né? Que ele veio da
Alemanha, né? Eu
imagino que sim, que seja de família
cristã também.
>> É isso. Isso assim, a questão do legado
é como se fosse uma corrente, né? São os
elos, né? E talvez alguém tá ouvindo
aqui e pode meio que desanimar e pensar
assim: "Ah, mas eu não tive isso, mas
pode ser o primeiro elo da corrente, né?
Ah, tem que começar, né? alguém começou
e também assim eu vejo eh as pessoas que
vêm do lar cristão que nem eu, por
exemplo, assim, é uma uma baita de uma
vantagem, né, na verdade assim, em
termos de tu ter já desde o início, né,
poder
eh começar, certo, errar menos, né, mas
eh tem muita gente que se perde, mesmo
nascendo num lar cristão, né, consegue
se se complicar, né, e
acaba em algum momento sofrendo pênalti.
Não tem saída, né? Isso aí é tu foge do
do caminho,
alguma coisa vai ter de arrependimento
paraa frente.
>> E acho que só contribuindo
>> Uhum.
>> Porque claro, acredito que o Cacho tá
sendo assim bastante comedido e humilde
em falar sobre a própria família em si,
mas eu que tenho uma visão de quem veio
de fora, né? E eu vim de lá era cristão.
Então, mas eh assim, o legado dele hoje
ele já é extremamente perceptível, eh
pois tu nota que toda a família e
partindo dos filhos, os genros, os
netos, os binetés, eh a sensação que dá
que parece que é impossível para eles
não estarem próximos de Deus, no sentido
de, né, o o catito toca a o a fim de
proclamar com o cunhado dele, né, Jenro
dos. Eh, eu lembro de o Jen Rodrio do
Zilson tem trabalho, né, a fase para
Cristo, por exemplo, o trabalho
evangelístico dentro da fase, né, ele é
um dos diretores lá, se eu não me
engano, a irmã do Caito trabalhou com as
eh no presídio feminino também, com eh o
quase todos os netos, assim são líderes
dentro da igreja que frequentam. Eh,
então tu nota
o marido das netas, alguns foram
consagrados pastores no Rio de Janeiro,
aquela coisa toda assim. Então tu nota
que assim desde já, então cada um vai
ter a sua, vai descobrir para onde, né,
o Senhor vai levar, mas tu nota que
assim a graça do Senhor já vem sendo
transmitida ao longo das gerações e não
só mantendo todos firmes, mas mantendo
uma família ainda frutífera no reino de
Deus, entende? E eu que vim de fora
assim e pude presenciar isso sempre foi
algo muito chocante para mim de ver é
como o Senhor é como Deus é um Deus
geracional de fato, né? vai abençoando
as gerações, né?
>> Deus é um Deus geracional e e tipo
assim, tu veio de família cristã e para
ti já foi impactante, né?
>> Exato. Para mim já foi impactante eh
poder experimentar eh só não quer não
quero me alongar demais.
>> Pode falar, pode falar,
>> mas só tomando. Eu lembro no meu meu, eu
acredito que logo que eu casei com com a
Letícia, eh, o, o, o Zils, ele já tava
com mais sintomas de velíice, assim, né?
Então eu experimentei pouco tempo assim
com ele, infelizmente gostaria de ter
tido muito mais tempo, mas eh eu noto
logo ali na nossa chegada na vintage e
tal, aquela coisa, eu me reencontrando
com o senhor assim e e eu na época eu
via na ótica de quem tá recém casado, um
moleque cheio de problema, todo errado,
e hoje pai, pai de meninas, por exemplo,
né? E como como a vida de um homem de
Deus ela eh eu lembro de muitas vezes eu
parar o carro assim, a gente tá me
olhando assim, ah, que tá estranho e
tal. E eu assim, olha, eu não consigo
descrever a graça que é sobre a minha
vida, poder entrar nessa casa agora e
poder experimentar a vida de uma família
no sentido de eu sequer sou merecedor
disso. Eu não me sentia merecedor
daquilo na, né? E como aquilo me
impactou ao longo do meu casamento para
tentar ser um homem mais santo, tentar
buscar mais a Deus, eh, sem
necessariamente ter aquela coisa assim
do, ah, o cara durão, né? Os nunca veio
com uma arma, ah, cuido da minha neta,
embora ele tenha feito mais ou menos
isso, ele costumava fazer isso com os
caras assim, mas é como um testemunho
vivo, vai meio que levando já todo mundo
mais para perto de Deus, só pelo legado
que ele já carregava, né, em vida.
Enfim, enfim. Ô,
>> ô, ô, Rafa, o que tu tá falando assim,
tipo, é bem isso é uma coisa muito
ignorada nos nossos dias, as pessoas
não, por exemplo, quando tu casa e tu
olha pra vida do, ah, quatro filhos, tu
não tem noção.
E daí quando tu tem, tipo assim, quatro
filhos, né, tu tem mais ou e também dois
gurias e duas gurias. Aí tu tem mais ou
menos a noção assim, fazer tudo isso
aía, servir na missão, fazer não sei o
quê, fazer negócio. Aí tu vê assim o
peso da coisa, né? Ô Jonatan, o cara
hoje aí o Pedro casando. Quantos dias?
Quantos dias envolvendo com hospital?
Duas foram 27. Mas tu só,
>> olha só, quando tu conheceu a Júlia, tu
imaginava que vocês iam passar tudo que
vocês passaram, a questão do primeiro
bebê, tudo que aconteceu, as vitórias,
as as tristezas. E daí aí o cara tá
começa a namorar agora. É, tudo é fácil
para ele, né? Tudo é fácil, né, Ctito?
Então, tipo, até eu vou te interromper
aqui, porque na verdade
eu coloquei uma regra, por exemplo, para
as minhas filhas, né, que elas só
poderiam começar a namorar depois de
formada na faculdade, né? E
então,
claro, isso aí já deu, já elas vêm lá
me rasgar para mudar a regra e tudo, né?
Mas
até até foi interessante assim porque aí
ela chegou, uma delas chegou para mim lá
que não vou dizer que é Viviane aí
aí ela disse: "Papa, não dá para mudar
isso aí e tal?" "Não dá, claro que dá,
mas não vou,
que a regra é minha".
Mas a preocupação dela talvez seja que
ah, talvez eu o cara vai se
desinteressar, vai se perder de se ele
se ele te se desinteressar e perdeu, tu
te livrou de um canal, entendeu? Pô,
ótimo, entendeu? Então, se ele ficar até
o fim, porque ele te ama, entendeu? Se
ele te esperar, entendeu?
Então, confia que vai dar certo e baixa
a cabeça e termina logo, né?
Quanto mais rápido terminar.
Eh, então
são coisas assim que tu tem coisas
particulares, né? Não vou dizer que é
uma regra, né? Cada um faz, né? Quando
tu tiver teus filhos, faz tuas regras,
né? Mas eu eu achei positivo algumas
coisas assim para focar, né? Focar numa
profissão, focar talvez. As e as gurias
tinham que tirar carteira, né? Uma vez
tu falou isso aí para mim, né, Cati?
>> Não, tem que tirar, tem que saber
dirigir, não tem saída, tem que tirar a
carteira, né, que é importante, né? Ter
que tá motorizada tudo. Então, essas
coisas, né? Eu quando eu convivia com o
pai, o pai trabalhava com o pai, né? O
pai chegava para mim, às vezes,
a minha irmã lá, pai, ela tá tá sem
plano de saúde, ela tá precisando. Que
que tu acha se nós pegar e ajudar ela
lá?
Aí eu, pai perguntar para mim isso aí,
eu digo, vai ser que ele tá me testando,
né? O que que ele tá fazendo isso aí?
Porque digo: "Claro, vamos ajudar, né?
Imagina nossa família, né? Vamos ajudar,
vamos fazer".
Aí o pai ia lá ajudava. Eu nunca soube
de verdade, soube de verdade se ele se
ele perguntava para mim para mim saber
que que eu pensava ou se eu Mas capaz
que eu não ia ajudar, né? Minha família,
né? Ô, ô, Ctido, como é que ele fez a
vez do negócio no chão no trabalho?
>> É que eu queria essa é muito boa.
>> É, o, é, o pai tinha uma psicologia
pessoal ali de lidar com os
funcionários, com tudo, né? Então ele
chegava ali tinha um um papel no chão
ali, né? Então ele chamava um
funcionário, tá vendo aquele papel no
chão ali? Tá. Não a junta, só fica
olhando aí a pessoa que juntar ali, eu
vou dar R$ 100 para ele, tá? Só me avisa
quem quem juntar, né? Fica só olhando
aí. Pá, todo mundo passando por cima
ali, ninguém juntando nada. Daqui a
pouco alguém junta ali. Foi o fulano
ali. Aí ele chamava: "Ó, tu juntou o
papel ali, ó, R$ 100 para ti. Parabéns."
E aquilo ali, por exemplo, para quem
ficou olhando e, né? E ficou olhando,
serviu de lição pro resto da vida. Nunca
mais ele deixou de deixou de juntar um
papel no chão, né? E e quem recebeu
também,
>> ô Gatito, como é?
>> Ele tinha também um um dadinho que ele
sempre tinha no bolso, então ele chegava
assim, por exemplo, ah, tinha que varrer
aqui, né? Então ele chegava aqui, ó,
chamava os quatro funcionários, ó, o
seguinte, ó, vamos jogar o dado aqui,
quem tirar seis vai varrer e ele junto,
né, pá, cinco, pá. Dava, às vezes dava
ele seis, ele ia lá, pegava vassoura e
varria. Mas era uma forma de não de
tornar o serviço assim mais leve, né?
>> Como é que ele fez uma assim? Ah, se tu
te chama tal, como é que é aí?
Aí são promoções que ele fazia no posto.
Ele botava uma placa na frente lá. O seu
nome é é João, entre você. Hoje é nosso
convidado. Aí o pai sempre fazia sonho,
fazia no nos postos de gasolina. O cara
entrava lá, tomava uma Coca, ganhava um
sonho e tal. Aí tinha um cara lá que
vinha todos os dias lá de meu nome, meu
nome, tá? Mas como é que é teu nome, né?
Ebigeraldo.
 esse nome não vai sair nunca, né?
Mas aí um dia aí aí um dia o pai fez uma
placa especial para ele, só para ele
entrar no posto lá para ele só ele que
teve.
Ô cantito para terminar, mas assim, ele
quis se livrar da como é que ele fazia
duas coisas
lá no no PV quando ele vocês moraram lá
noá vocês moraram em Atibaia também, né?
Moramos um ano, um ano lá moramos.
>> E como é que ele ele fazia pão lá
também, né? Ele fazia sonho. Tu disse
que ele o pessoal tava brincando, os
jovens ali, ele ele jogava coisa já no
fogo para levantar o cheiro, para fazer
como é que era assim, Ctito, tipo, ele
já era um homem casado assim, mas mesmo
assim ele serviu o pessoal, né? Sim. ele
sempre se envolveu nessa parte de ele
foi administrar
eh a parte
e financeira tudo do da estância ali da
da parte que tava meio bagunçado, tinha
muito missionário e pouca organização.
Então eles pegaram uma pessoa de fora,
aí pegaram o cara certo, né, que o pai
botou todo mundo nos trilhos lá e
funcionou direitinho. Não era Aroldo o
nome do
>> diretor geral era Aroldo.
>> Eu tinha um livro dele. Devo ter
cutucando.
>> Pode ser
>> coisa, pode ser. Pode ser. É bom, né,
meu?
Pode ser.
Não é que lançaram um livro, o que a
igreja proíbe
e a Bíblia permite. Aí ele fez o
contrário. O que a Bíblia eh proíbe e as
igrejas permitem. Aí tava lá ele, a capa
do livro, ele com dedinho assim, ó, tipo
cutucando assim. Muito bom. Conheceu o
Aroldo? Então conheci.
>> E outra cita, como é que ele ele tentou
se livrar do pão, mas não se livrou
então porque ele tinha o posto e ele
acabava vendendo pão.
>> É que como todo negócio assim, às vezes
eles entram em fases complicadas, né?
Então o pai cansou de de fazia sonho,
por exemplo. Aí o cara tava ali
abastecendo, ele pegava um pratinho,
pega, dava um sonho de cortesia pro cara
e aí o cara levava meia dúzia e aí
dava dinheiro, sonho sempre deu, né?
Então o país sempre fazia um negócio
eh paralelo assim, né? Então
e o e o sonho do pai era bom, não é?
Porque, mas e eu até perguntei pro pai
de pegou, tu não pegou,
>> por que que eu por que que o teu sonho é
tão bom e os outros não são tão bom, né?
Assim são. Ele falou assim, ó, os
segredos é ingredientes nobres. Foi,
falou. Eu digo, tá, então fechou. Então,
porque na verdade é o seguinte,
resumindo, os caras querem economizar,
né? Aí faz uns troços meio chumbrega,
né? Se fizer uma coisa boa, vai ser
claro e acertando a receita, né? Mas no
fundo, o segredo é esse mesmo, né?
>> E e tu aprendeu a fazer sonho?
>> Eu não faço nada, não sei nada. Só
comer, né? Comer.
Mas nós temos a receita.
>> Tem receita.
O Levi é capaz de fazer.
>> Não, não. Faz aí para nós. Semana que
vem o sonho. Então, hã.
Tá. Bora então. Então tá. Teu sonho.
Nosso sonho comer esse sonho aí, meu.
Eu tenho, eu tô com eu tô com
>> Não, nós vamos nós vamos treinar em casa
ver se
>> Não, mas me chama. Eu moro ali do lado
ali. Eu quero ajudar vocês.
>> Que que não ficar bom, nós atiramos lá
na praça.
Seguinte, vamos orar. Eu queria que a
Tito orasse por nós, caras, a gente
conversa tudo. Quero que vocês
durante a semana, as outras semanas,
Chandito, conversa com ele. Tem tem
muito mais história, as coisas. A Bíblia
diz que a vida de um homem de Deus é
confirmado, os passos do homem de Deus é
confirmado pelo Senhor. Hoje tu tá aqui,
só que isso aqui vai passar muito
rápido. Depois tenus filhos. Eu queria
contar,
>> eu queria contar só mais um um episódio
que me aconteceu.
>> Eu tinha um primo eh um ano a mais que
eu, assim, e era muito meu amigo, né? E
nós congregava junto na Batista ali
e
e ele meio que se desviou assim, né? E
um dia tinha terminado
a reunião assim, ele apareceu do nada
ali, né? E eu conversei com ele, pô, mas
tu tem que voltar pra igreja. Falei para
ele, tem que começar a vir de novo, tal.
Aí ele chegou para mim e disse: "Pô,
para que p daqui 50 anos ser igual
aquele ali, aquele outro ali?"
Aí eu olhei: "Nem, pô, nem eu queria ser
igual aqueles cara pensando comigo, né?
Mas não falei nada, né?
Aí
aquilo ali me chocou. Pensei, não, eu
tenho que tem que ser diferente mesmo. E
aquilo ali me deu uma coisa, né? Todo
mundo é uma referência, seja positiva ou
seja negativa, né? Tu vê as crianças
estão te olhando, mas o que que elas
estão dizendo de ti? tu é uma pessoa que
eles querem no futuro ser igual a ti ou
ou tão
ou talvez seja um um
uma desculpa para cair fora, entendeu?
Para não já que
Então aquilo ali me incomodou bastante,
né? Esse meu primo, ele teve leucemia
e ele, o médico, deu se meses de vida
para ele e cravadinho, seis meses ele
morreu. E nesse período
ele sabia que ia morrer, né? Adivinha
quem é que ele chamou, né? Ele ele
chamou o meu pai umas três vezes pelo
menos, porque batia o horror nele, né?
Ele queria ter certeza que ele eh ia pro
céu, né? Então o pai foi lá, orou com
ele e tudo. E aí no bem no finalmente
que ele tava bem no fim, ele escreveu
uma carta paraa igreja pedindo perdão
pelo comportamento dele, pela vida dele
e tudo e e me acabou falecendo, né?
É o último aral mais forte isso.
Vamos fala, fala.
>> Vem cá, vem cá. Mas fala no mic para pro
pessoal.
>> Boa noite, caras.
>> Boa noite, irmãos.
>> O Israel pediu para fazer uma pergunta
aqui. Vou fazer por ele tá em casa
cuidando das crianças.
Qual a característica na vida do Senhor
Zils como homem de antigamente que nós
homens de hoje precisamos ter? Mais?
Pergunta aí do Israel.
Eu
vou eu vou responder que foi algo que me
chocou bastante. Fois vai responder
melhor, mas eh ele era um cara, ele era
um homem extremamente atento. Ele tava
sempre atento. Então entrava uma pessoa
nova no recinto. Eh eu lembro dele puxar
um caderninho assim, ele tinha um
caderninho, uma caneta e ele chegava e
te perguntava: "Quem é aquele ali? Ele é
casado com quem? Que que ele faz?" E
enfim, e perguntava alguma coisa assim.
Eu acho que o não sei se o Guilherme tá
aqui hoje. Guilherme tá ali, né? O
Guilherme comentou no no lá no dia do do
funeral lá conosco que numa das
primeiras vezes que o Guilherme teve
aqui e tal, ele foi lá, perguntou pro
Guilherme: "Como é que seu nome? Com
quem você é casado?"
E e depois a a a dona Irma, né, sempre
comentava que ele puxava aquele aquelas
anotações e orava o Senhor para aquela
pessoa com base nas características que
ele tinha anotado ali. Ele sabia que ele
não ia lembrar mais de cabeça. E isso
sempre me chamou atenção assim, p esse
cara tá sempre atento assim, é todo
mundo que tá que tá ao redor, o que que
tá acontecendo, se aquela pessoa tá
passando por alguma coisa.
>> É o que a Bíblia diz, né? Sede sóbrios,
vigilantes. O sobre a sobriedade ali,
meu, do texto é exatamente isso. Eh, tu
tá ligado, conectado com o mundo real,
com o que tá acontecendo, né?
Tu quer falar, Cito?
>> Eu tava pensando, mas eu acredito que
a
o principal mesmo é que ele ele pegou a
palavra de Deus e resolveu viver ela,
entendeu? Viver ela.
Então,
eh isso em todas as áreas, né?
Isso me serviu de lição para mim, para
minha vida, porque quando eu casei, eu
disse para, a gente conversou e Simone
antes de casar, eu disse para ela, nós
podemos podemos discutir sobre qualquer
coisa, mas aquilo que tá na Bíblia nós
não vamos discutir.
Então, sabe, sobra bem pouca coisa. a
gente acaba na vida vendo que poucas
coisas
eh eh estão fora da palavra de Deus
assim, né, que que vale a pena discutir,
né?
>> Exato.
Uma coisa, talvez vocês vão tá
encerrando, mas só para dizer aqui,
uma vez a Simone estava ouvindo
congregarí, né? Depois de um tempo a
gente, nós tinha saído junto, a gente
tinha ido algum shopping junto. E daí a
Simone falou assim: "Jackson, tu
lembra um pouco o meu pai assim? Meu pai
era corpulento. Eu: "Pô, Simão, teu pai
tá dizendo teu pai era gordo, né?" Eu
falei assim, né? E
e daí o ela falou, né? O seu Artur, né?
E é o mesmo nome do meu avô, do pai do
meu pai. E eu me lembro que quando ela
falou dele, daí tu tu falou que teu que
era o único homem ou um dos únicos
homens que o teu pai elogiava assim, né?
Teu pai admirava ele, né? E eu falo há
muitos anos isso paraa Talita. Falo
assim: "Bah, eu tinha uma vontade de
fazer um uma homens fortes entrevistando
a Simone, nunca teve uma mulher numa
reunião nossa, mas a gente fazer em
honra a um homem, entendeu? Tipo, honrar
um homem de Deus assim. E quem sabe numa
numa outra posição assim, as histórias
que a gente escuta eram muito poderosas
assim, né? Eu queria que eu quero que a
geração mais nova, tem gente, tem
criança aqui, tem gente nova, gente que
os filhos pode falar bem mesmo, é o
filho do Artur ali, é meu cunhado.
>> Seria bom, seria demais, né?
O ele é mais velho que esse monte. Mais
novo
>> não, mais novo, mas ele sabe bastante,
né, da história do pai dele.
>> É que na verdade o Edson,
>> quando teu pai faleceu, tu tinha
>> se meses,
>> seis meses. Eh, minha sogra ficou viúva,
tinha seis filhos e o o Edson tinha 6
meses, a Simone 4 anos e o mais velho
tinha 12. As histórias que a Simone me
contou são muito fera. Uma hora quem
sabe a gente
>> Isso seria demais. Cati
>> é o homem.
>> Só que daí no dia ninguém vai fumar
ninguém no dia aqui, né? Em respeito a
dona Simone, tá? Vamos orar. Ora por
nós, Tito.
>> Amém.
>> Senhor Deus e Pai, nós te damos graças.
Graças, Senhor, por
pela vida de Jesus em nós, Pai. Isso faz
toda a diferença, Senhor. Pedimos que o
Teu Espírito Santo esteja agindo em cada
um,
em cada família, em cada relacionamento,
em cada situação da da vida de dos meus
irmãos aqui. Pedimos, Senhor, que que
esse exemplo de vida sirva para que os
meus irmãos se anim a buscar o Senhor,
enquadrar sua vida, Senhor, na palavra
de Deus e sabendo que o sucesso é
garantido em nome de Jesus, Pai.
>> Amém.
>> E aí, cara, você que viu essa live até
aqui, você que acompanhou o sermão, eu
tenho uma mensagem para você. Não
desliga isso aqui. Na comunidade Homens
fortes, nós temos mais de 400 horas. 400
horas.
>> 400 horas.
>> 400 horas de conteúdo. Nós temos cursos,
temos livros, tudo que envolve o
universo masculino à luz da Bíblia. Você
que quer ser homem, você que talvez não
teve um pai ou teve um pai cruel, ruim,
você que quer crescer na caminhada com o
Senhor Jesus, quer entender mais de
masculinidade bíblica, junte-se a nós. O
link está aqui embaixo. Se inscreve e eu
vejo você do outro lado. Valeu,

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