A História de Um Herói | HF#250
29/08/2026
A História de Um Herói | HF#250
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Fonte: Igreja Vintage
Legendas automáticas:
الله O tempo de vocês aí, cara. Ô, meu, vou pedir pro pessoal sentar pra frente aqui, meu. Tem umas cadeiras aqui, ó, lá no fundo lá, ó. Senta aqui na frente aqui, ó. Tom, fechou. Não vou pedir de boa, né, meu? Se puder aí. É. Aí, como é que tá as crianças, Jonathan? Agora estão bem. >> Agora estão bem. Aparentemente sim. Padrão patrão >> um feliz. E aí, como é que tá o Pedro do teu lado aí? >> Salva de palmas pro Pedro. Pessoal, de pé, de pé. Uma salva de palmas de pé para ele. >> A coisa que o cara menos quer é isso, né? >> Como é que é? Ô Mateus, >> a gente não quer te expor, Pedro. não quer chamar atenção. >> A gente tá feliz que nós somos uma comunidade de homens que gostam de mulher, né? Daí o cara, hã, o cara hã, como assim? Seguinte, pessoal, olha, brincadeiras à parte, eu tô aqui, eu quis fazer essa essa HF aqui porque Jesus é muito bom, sabe? Jesus é muito bom. E algumas coisas acontecem nas nossas vidas e a gente não sabe porquê. Então eu ia contar tudo semana passada e não contei. Vou só fazer uma introdução bem rápida para vocês entenderem. Em 2008 eu fui com a Taliteta. Nós fomos para para Minas Gerais, nós íamos nos mudar para Minas. Nó, eu me casei, nós nos casamos em 2005, tinha 3 anos de casado, nós fomos para Minas Gerais, nós íamos fazer seminário de teologia lá, a gente tinha morar lá, ficar uns 4 anos morando em Minas. Nós ficamos um mês em Minas e eu fui em tudo que é seminário e ficou muito claro para mim que eu não deveria, nós não deveríamos ir para lá naquela época. Voltando para casa, nós voltando de carro, nós paramos em Atibaia e nós fomos no PV de Atibaia, no Palavra da Vida de Atibaia. E chegamos lá, o meu pastor, pastor Gil, ele olhou aquela piscina, nós estamos com os irmãos conversando e o pastor Gil disse assim: "Pá, tia, tu vê, né, e pensar que aqui caiu o filho do do Zig, né, do Z. E ele falou aquilo e eles conversando, né? E eu, que aconteceu, pastor? Aí ele não é um missionário, missionário que contrabandeava a Bíblia, contrabandeia, amigo do irmão André, falou assim, do irmão André, aquele contrabandista de Deus, né? E daí eu pado com aquilo e e daí eu disse assim: "Como assim? Da onde que ele é?" E o e o pastor que era aqui de Porto Alegre, né? Ele era da Batista aqui de Porto Alegre, onde eu congregava. Ele disse para mim assim: "Não, é de Porto Alegre. Bad, eu enlouqueci, né? Bá, na hora assim eu já saí, quem me conhece, eu já saí na, ô meu fui perturbando ele. Não, eu te dou o telefone. Mas ele não ia voltar com a gente de carro para Porto Alegre. Ele ia ficar lá. Eu tava com o cunhado dele que era que era meu pastor e ele também era meu pastor, né? Mas ele tava com outro carro, ele tava com uma outra rota. Aí, ah, meu, perturbei ele até me dar o telefone na hora. Me lembro do do papelzinho que ele descolou com alguém no lá no no Palavra da Vida e anotou assim no papel e me deu. Cara, eu cheguei em Porto Alegre no outro dia, um, dois dias depois, eu fui no no orelhão. Eu me lembro até o orelhão que eu fui ligar. Cheguei lá, pum, liguei pro telefone assim. Daí atendeu assim missionário Zils assim, ele atendeu e eu disse: "Ô, ô, sou o Jackson. Eu, o senhor foi em Cuba assim, imagina coisa de idiota assim, né? E daí ele fui, fui o senhor poderia contar um testemunho? Aí ele pá, aí contou uns dois testemunhos lá. Ah, meu filho, eu tenho que ir lá, não sei o que eu tá, tá bom. Desliguei dois dias depois era um orelhão na frente do minimercado. Lá tô eu de novo ligando. E pra infelicidade dele, ele atendeu, né? Aí, ô, aqui um o Jackson, o irmão Jackson. O senhor tem um um testemunho para contar que aconteceu lá em Cuba? Ele, ah, já com menos paciência. Aí contou. Na terceira ou na quarta vez eu liguei, a esposa dele atendeu e ela disse: "Meu filho, tu pode fazer um favor para nós, não liga nunca mais aqui para nossa casa." E eu: "Pá, aí passei, né? Daí eu no início eu saio da Batista, eu vou pra Assembleia de Deus, assumo os adolescentes e eu começo a falar de missões com eles." E daí na hora eu disse: "Ah, vou trazer o missionário aqui". Liguei depois, tipo de uns seis meses assim com uma outra voz assim, né? Ô, tudo bom? Do mesmo orelhão. Do mesmo orelhão. Liguei lá para ele. Ah, nós temos um trabalho de de adolescentes e eles estão se despertando. O senhor poderia vir falar para eles? E ele: "Posso, posso." E ele foi, cara. Chegou ele lá com outro irmão lá, ele levou uma gaitinha, ele: "Ah, vocês não levem a mal, eu vou pregar sentado." E ele se sentou no púlpito assim. Eu eu tô tô tô avançado em idade. E ele começou a contar da da missão em Cuba, como eles ajudavam pessoas, levavam remédio e e daí ele falou que ele tocava a gaitinha dele, que às vezes a tensão era muito grande entre os guardas e às vezes o cara havia uma um uma gaita, o cara dizer: "O senhor toca?" Ele toca, ele tocava aquilo, acalmava, né? O Saul ali liberavam eles. Ele disse, ele disse na época que ele foi com o neto dele, não sei se eu acho que >> é, ele disse: "Ah, eu fui com meu neto, não sei o quê". E daí eu, pá, enlouquecido, pá, eu quero ir com esse homem paraa Cuba, pá. E foi uma choradeira, as pessoas, as os adolescentes chorando tudo a Itália. Aí passou, tipo, uns ito meses, eu liguei de novo. Ah, o senhor poderia vir pregar? Daí ele mandou o Vittor Hugo lá da missão a fim de proclamar. Ele foi lá, pá, foi muito bom. Enfim, passa o tempo, do nada entra um monte de alemãozinho na nossa igreja. Parecia o Rilson lá dos inícios dos anos 2000. O Rilson não, a banda é Rilson. O Rilson era um bando de alemãozinho, tudo tocando violão, cara. Rindo, feliz. É, quem não pegou, quem é da antiga sabe o que eu tô falando. Nossos violão que não saiu é só um, entendeu? Ah, quando veio chegar conversando ali, o Zus, Zeus, você conhece o missionário Zeus? Acho que foi a Viviane, Vivo, meu vô. Eu b cara e resumindo, nós fomos fazendo amizade e a gente foi conhecendo essa família maravilhosa. E então eu tô com o Catito aqui. Eu quero que tô com Cato, foi só 7 minutos, tá? Com Cato, com o Rafa, o missionário Zilson. é o pai do catito que faleceu há duas semanas atrás, partiu pro Senhor com 90 e >> 92 anos. E por que que nós estamos fazendo isso? Porque a Bíblia diz pra gente honrar pai e mãe. E honrar pai e mãe não é só honrar o pai que tá vivo, é honrar o pai que partiu também. Então eu quero que vocês conheçam um pouco desse herói e é isso, tá? Eu tô com o pastor Michel aqui, o Rafa também conhece. né? Casado com a neta, mas conhece bastante as histórias, então a gente vai conversar. É isso, Catito. Já falei aí, quiser te apresentar para quem tá visitando aí. Enfim, >> boa noite. A maioria já me conhece, então dispensa muito a apresentação, né? Eu, para mim, eu me sinto bem confortável de falar sobre o meu pai, né? Eh, tenho 64 anos de convivência. E ele tem um nome complicado, né? Sfredd. Ele sempre brincava que quando foram registrar ele lá, o cara fez assim no teclado e saiu esse nome aí, que é o monte consoante e tudo os nomes alemão, né? Mas eh ele tinha muito dessa desse lado de humor. Ao mesmo tempo ele era um cara muito sério nas coisas que precisam ser sérias, né? E ele nasceu em Ajuricaba, no interior do do Rio Grande do Sul. Aqui o pai dele é alemão, veio da Alemanha e e veio para Porto Alegre. Eles são eh são padeiros de casa. Eles, a profissão do do meu vô e do meu pai sempre foram padeiro, mas o pai nunca gostou de quem é que vai gostar, né? De levantar 3 da manhã para fazer pão, né? É só louco, né? Mas era o que tinha, né? Então ele tava sempre procurando uma oportunidade para fazer para sair dessa desse ramo, né? E o pai já tava envolvido na igreja e quando às vezes tinha reunião que nem hoje, por exemplo, e aí daqui a pouco 3 da manhã ele tem que levantar para fazer pão. Não tem saída, né? Então ele sempre tava sofrendo com a falta de sono, né? E depois ele ele comprou um posto, não, ele montou um posto de gasolina e trocou de ramo, né? Meu vô ficou meio frustrado porque a família sempre de padeiro tudo, mas ele disse assim: "Bá, agora eu consigo levantar 5 da manhã para abrir o posto às 6 para ele foram um baita negócio." Mas é, tem gente que reclama por pouco, né? Mas é, ele ficou muito feliz de ter saído de desse ramo aí de de padaria, né? Mas ele nunca esqueceu de fazer. Ele fazia sonho, cuca, tudo com muita habilidade, né? Sempre era bom nisso aí. E depois dessa eh de posto de gasolina, ele teve vários postos de gasolina, chegou a ter três e aí nós fomos parar no último lá que é no centro lá que temos até hoje, né? >> E e como é que foi quando ele comprou lá, Ctito? Ele não tinha nada lá, né? Não sei que ano que foi, não tinha o hospital ainda lá ou já tinha? >> Não, hospital já tinha. Na verdade era um empreendimento novo ali, foi em 68, né, que o pai e era um edifício garagem que tinha uma a previsão de um posto de gasolina embaixo. E isso interessou o pai, né? Então o pai foi para lá pensando justamente no posto de gasolina, nem imaginou que o estacionamento ia ser bom, porque o prédio era novo, né? E havia uma concorrência tudo coisas divinas, né? Ele concorreu com pessoas bem poderosas na época. Tinha duas companhias de petróleo ali, né, na época interessadas no naquele posto. Só que no dia da concorrência, que era para fazer o negócio, era feriado em esteio, onde fica a base das companhias, nenhuma veio. Então, o pai participou e ganhou, né? Eh, era ele e mais um outro cara lá que Mas é é são coisas que Deus vai mais uma das coisas que Deus vai fazendo, né? Eh, ele ele depois do eh desse posto que ele montou em eh ali é na Plío ali descendo ali perto da igreja Filadélfia, ali, tem um triângulozinho ali, aquele posto, >> aquele >> perto perto do Gabriel ali, perto da onde o onde onde o Gabriel morava, onde o Rômulo morava. aquele posto ali, o pai que construiu naquele triângulo ali. E dali ele vendeu aquele posto ali. Nós emigramos pros Estados Unidos, nós moramos um ano lá eh nos Estados Unidos. Na época a imigração ficou foi aberta por causa da da guerra do Vietnã, faltou mão de obra. Então a gente ficou um ano morando nos Estados Unidos. O pai ele era uma pessoa que não eh ele era alemão, né? Então ele dominava o alemão de casa, né? Mas ele fez o curso do Yazige e depois que ele emigrou paraos Estados Unidos, ele fortaleceu o inglês dele. Ele ficou bom no inglês também e no alemão. Então isso aí abriu muitas portas para ele, assim, principalmente em missão. Ele teve eh uma penetração grande assim, onde ele ia ele dificilmente ele se apertava, né? por causa do dessa facilidade, ele nunca conseguia, ele não teve oportunidade de seguir nos estudo. Ele fez o colégio militar e até o segundo grau, mas como ele tinha que trabalhar muito e coisa, ele não conseguiu avançar. Então ele tinha uma uma preocupação que eu fizesse uma faculdade. Sempre foi isso aí, né? Mas tu tem que fazer porque que é importante. Eu vá que gostava de estudar que nem louco, né? Aí aí nós ficamos brigando isso aí anos, né? Nós ficamos empurrando, mas eh eu acabei me formando assim, pude dar essa alegria para ele. >> Como é que foi que ele disse para ti? Senhor, que que eu vou fazer com isso aqui? >> Não é que isso aí tem muita muita treta no meio. Teve um momento que eu eu pensei em desistir, né? Tava no meio do curso, rapaz, eu não vou fazer mais. Aí ele não vai fazer mais não, não vou fazer mais. Tá, então não vou te incomodar mais. Pá, mas aquilo ali não incomodou ele, mas me incomodou eu, né? Eu fiquei, pô, mas eu vou vou fazer isso aí pro pai, né? Ah, vou lá, me matriculei. Terminei o curso. Aí eu, mas nessas tretas que nós fazia, digo: "Mas vou fazer o que com esse diploma, né? Pois vamos, dá para mim". Então era os argumentos do pai, né? Realmente até hoje ele deve est com deve ter na casa dele em algum lugar lá, mas eh era uma um desafio que ele que ele queria para entre outros, né? Para mim. ele, esse domínio do do inglês e do alemão, assim, facilitou ele, por exemplo, na noutra área de missões, principalmente, com pessoas assim de outros países, missões estrangeiras assim, e nas viagens que ele fazia, tudo isso abriu, abriu muitas portas para ele, né? Claro que o pai casou cedo, né, assim, e nós teve quatro filhos, né, e a a irmã mais velha, Elizabeth, depois tem a Cristiane, depois tem eu e tem o Kiko. O Kiko é da história que vocês ouviram, né, que na verdade o Kiko tá há mais tempo numa cama do que muitos de vocês têm de vida, né? E ele tá uns 50 anos, mais ou menos assim na nessa situação. Ele perdeu a locomoção e perdeu a a fala, né? Ele tem ele, mas ele tá lúcido, né? Então eu me admiro cada vez que eu vou lá assim porque a gente ter limitações assim, né? Às vezes a gente reclama da dos problemas que a gente tem, né? Aí tu chega eu chego lá para visitar eles lá. Aí eu vejo, não, mas eu não tenho problema, né? É verdade. Quem tem problema, na verdade são eles, né? Ele tem. Eu fico, mas Deus tem, de certa forma, como ele é cristão, ele ele Deus tem dado uma graça formidável para ele assim, né? A pessoa sempre alegre, sempre eh assim de bem. Isso, esse acidente do Kiko, assim freiou muito o pai, né, no sentido geral. O pai era um cara arrojado nos negócios. Tanto é que nós tínhamos, ele queria ter uma rede de postos, ele já tá com três com o acidente fez ele baixar um pouco o ritmo e ele acabou ficando só com centro lá. Aí ele resolveu cuidar da família, cuidar da do Kiko e cuidar da mãe, né, também que às vezes são pessoas que nesse aspecto assim, ele sempre se preocupou, né, eh, com os filhos, com a com a mãe, nem sempre com a pessoa que nem o Kiko, né? Claro que el se preocupava com o Kiko, mas às vezes as pessoas que estão orbitando ali às vezes estão sofrendo tanto, tanto quanto, né? E e pode ser uma coisa silenciosa, né? E o pai se preocupava com isso também. >> Caito, tu pode falar como é que foi o se tu se tu quiser, tá? Como é que foi o que aconteceu lá em Atibaiia? Eh, nós nós estávamos, eu tinha 16 anos, ele tinha oito, né? E nós fomos na Palavra da Vida, na estância Palavra da Vida de férias era. E era o horário do almoço. É uma, até hoje eu não sei como é que ele foi parar dentro da piscina, para falar a verdade, porque a piscina era toda gradeada, toda fechada, cercada. E nós estava ali depois do almoço ali jogando pingpong, não sei o que e tal. Aí eu vi um gritedo na piscina ali. Aí fui lá olhar, né? Aí me estiquei ali, olhei, mas nem tava muito preocupado assim porque jamais imaginava que Mas meu irmão tinha um calção cor de laranja. Bem, cheguei assim, aqueles cor de laranja, eu olhei no fundo da piscina, pá, aquele calção ali, aí fui olhar, aí já um mergulhou lá, foi buscar, ele tava bem no fundo. Aí eles, alguém mergulhou lá, aí já fizeram toda aquela operação e e tal. E ele ficou entre a vida e a morte assim bastante tempo, assim, ele ficou na UTI um mês ali, ele ficou em Atibai. Otibáia o hospital hoje já não é grande coisa, mas naquela época então e e mas a gente ficou ali na preso ali na naquela situação porque o pai não voltava para trabalhar porque tava ali envolvido com aquilo ali. Então a gente ficou bastante tempo. Eu sei que na época assim só em oxigênio nós gastamos mais de 100.000. É uma coisa, um valor assim que hoje já é xarope, né? Imagina naquela época, né? Então são coisas assim que foi eh fazia parte, não que isso seja importante, mas é que era a gravidade da situação, né? Mas de certa certo modo eh na minha vida pessoal esse acidente teve uma repercussão muito grande, né? Tá, cara, com 16 anos assim, tu tá eh numa adolescência, né, cheio de disposição, cheio de coisa, e daqui a pouco acontece aquilo. Aquilo me aproximou de Deus, assim num momento crucial. Eu acredito que eh é difícil agradecer a Deus por uma coisa dessas, mas eu acredito que eh Deus pensou em mim também nesse nesse aspecto. Eh, depois dessa dessa questão do Kiko ali, claro, afetou todo mundo, né? Aí o o cuidado assim dele em casa teu todo um praticamente montamos um um quarto hospitalar para ele e Deus efetuou vários milagres assim em relação ao Kiko, sabe? Ele ele não enxergava, por exemplo. E a gente começava a orar tudo. Aí ele passou a enxergar. Ele se alimentava só por sonda, depois passou a se alimentar normal e assim foi indo. São pequenos milagres que foi nos dando uma nova, um novo ânimo, né, em Deus, né? >> Como é que foi dentro da tua casa? Assim, tu contou para mim já que esse evento pactou a tua vida, mas a a família de você se uniu, né? Não, não se desuniu, né? Foi uma coisa que fortaleceu vocês, né? Bom, muito, muito, muito. A gente >> entre vocês e no Senhor, né? >> Nós buscamos por Deus, assim, nós jejuamos como família, fizemos várias coisas, nos aproximamos de pessoas assim ou contrário, né? Pessoas, Deus trouxe pessoas assim fantásticas que nós nem imaginávamos que existia, né, no meio cristão, pessoas eh de Deus, assim. Então a gente foi conhecendo pessoas fantásticas que alimentaram nossa fé, nos ajudaram a atravessar esses momentos, né? Mas nem é sobre o que que nós estava falando, era para ser o pai, né? Mas tudo bem, o pai tá no meio aí, né? >> Mas assim, esse evento ele e não tem como falar de vocês, não falar desse evento, acredito. >> É, na verdade isso aí afetou um avivamento, uma vida de Deus. deu um deu um ânimo no na vida cristã assim do no geral, né? Porque no fato de tu buscar o Senhor eh que aconteceu, a gente foi muito cheio do Espírito Santo nesses nesses momentos posteriores, assim, nós que era de uma igreja tradicional, da Batista, né? Então esse essa busca por Deus assim nos levou a ser cheios do Espírito Santo, a ter experiências maiores. E o que aconteceu? A Igreja Batista nos convidou a a sair, né? Porque tava não tava muito de acordo com a teoria deles lá, mas a gente ama muito eles lá. A gente até hoje tem bastante gente da família lá, né? Que ano era isso mais ou menos que esse avivamento começou a acontecer? >> Pergunta uma coisa mais fácil. >> Eu sou bem ruim em data porque por isso que eu casei com a Simone, porque a Simone sabe todas as datas, né? Isso aí anos 80 ou anos 90. Isso sabe mais ou menos. >> É, eu ia falar por cima da porque a gente sabe que isso desembocou na comunidade, né? Então >> é por isso que parece que eu lembro da minha porque a minha família passou por isso, né? Então eu acho que é início dos anos 80, se eu não estou enganado, ou final dos anos 70 ali. >> E meio que isso acompanha um calendário do espírito na cidade de Porto Alegre, né? Porque várias igrejas começaram a se ajudar, >> porque não foi só Batista, né? Metodista, enfim, outras congregações. >> Assembleia de Deus, quem era da Assembleia de Deus, por mais que eles cressem nos dons, dizem que foi um período muito, muito poderoso lá também. E o, e o teu pai começou a fazer cultos em casa. Como é que foi aquele título? É, na verdade o o pai tá quando saiu, ele ele começou a orar para ser direcionado por Deus para onde ele iria congregar. Mas nesse meio tempo, né, como era uma era uma pessoa bem conhecida assim, né, um líder da igreja, ele volta e meia pessoas eh eh iam conversar com ele para aconselhamento, para coisas. E até aconteceu, eu vou entrar num lado evangelístico do pai, né? Teve um casal lá que tava se separando porque o cara tinha traído a mulher. E aí antes de de realmente efetuar a separação toda, o alguém disse: "Não, vai lá o pro cara ir falar com o pai, né?" Aí o pai conversou com ele tudo, levou ele para Jesus. Ele, né, era um cara incrédulo, ele tava totalmente perdido, né? Aí depois chamou a esposa dele, levou ela para Jesus também e eles tiveram um casamento novo, depois tiveram filhos e e aí ela tinha uma irmã gêmea, casada também. E aí ela trouxe a irmã, todo mundo empolgado com Jesus, né? Aí a se converteu a irmã e o marido, aí a mãe dela e o e o pai também. E aí os amigos e começou a ver, resumindo, tínhamos 40 pessoas na casa do pai lá que se foram se convertendo, né? cada quarta-feira que que ele marcava para pra reunião com esse pessoal ali. E aí as pessoas traziam as pessoas que queriam que conhecesse o evangelho. Então o pai cada quarta-feira pregava o evangelho para aqueles que ainda não conheciam. E e assim foi várias quartas-feiras e o grupo crescendo cada vez mais, né? E o pessoal ali ficava todo mundo ouvindo o pai pregar o evangelho e na torcida, né? Porque tudo crente novo, né? E as pessoas fazendo pergunta e e o pessoal pensava que o pai ia se apertar nas respostas, né? Mas o pai tinha assim no evangelismo pessoal, eu não conheço ninguém particularmente tão eficiente no evangelismo pessoal como meu pai. Por que que ele era tão eficiente? Tu acha, Tito? O que que despertou ele para o evangelismo pessoal? >> É, o pai começou ser um evangelista eh quando ele era novo, quando ele tava no quartel, ele ele tinha o melhor amigo dele lá no quartel, né? Eles estavam tirando serviço na noite e esse amigo dele se matou com com a FAL. Aí ele pensou: "Pô, mas eu não falei de Jesus para esse cara, né?" Aí o pai disse: "Ó, a partir de agora não vou perder nenhuma chance mais". E aquilo ali se se tornou um um marco para ele e a partir dali ele se tornou um evangelista dele. E tem várias experiências dele assim, né? Mas essa foi uma delas assim que levou ele a isso no início, né? Então, esse grupo todo que ele pegou, levou para Jesus, batizou lá, nós tinha piscina em casa, batizou todo mundo. Dali dois se tornaram pastores ali naquele grupo ali, né? E acabaram, né? E e muitos deles estavam lá no no velório lá, né? Junto conosco ali depois de sei lá, muitos anos de caminhada, né? E muitos não conseguiram nem é porque foi muito rápido e muito, não deu tempo nem das pessoas se deslocar, né? Quem tava fora assim, mas mas fora de Porto Alegre não conseguiu tá presente nele. >> AF era amigo dele também, tem um amigo também, obviamente, né? >> É, é o AF ele teve em Cuba com um pai também. E na época que nós saímos da Batista, nós começamos a a congregar ali na comunidade, eu conheci o Azaf, ele não era famoso, era só o AAF, né? Então aí ele começou comecei a me envolver com a música ali, né? Comecei a cantar com ele lá numa gravar uns, na época era disco, né? Aí gravamos disco tudo. E aí nesse numa dessas gravações de disco ali, eu eu ia casar, né? Aí o casamento tava marcado pro sábado ali, mas ela não tinha terminado o disco. Lá tinha faltava minha voz, faltava. Aí eu disse para fou, vou de lua de mel aí agora e já era, né? Ah não, pá, nós temos que ir pro estúdio lá e vamos matar isso aí, né? Aí nós passamos a sexta-feira assim, a madrugada toda fazendo fazendo a voz lá tudo lá gravando para poder finalizar o o meu disco. Mas uma das coisas interessantes do meu casamento, né, que tem várias, né, mas no dia do casamento, o pai fez uma poesia para pro meu casamento, né, e ele pegou e disse pro AF fazer uma música para essa poesia. E aí o Azaf cantou essa essa música no meu casamento, né? >> Ah, >> é bem é bem bacana assim. Cito, >> tenho. Claro. >> Não tem ela na >> tá no Spotify. Eu te quero, filho amado. >> Sério, cara? >> Tá no CD do Azaf que ele fez sobre criação de fí. >> Ô, ô, ô. Pode cair a live se a gente botar agora aqui, mas joga lá no grupo da igreja ali, faz favor. E o pai tinha, ele fez o casamento, né, junto com os outros pastores da comunidade, mas o pai também participou do do meu casamento e e o pai tinha uma preocupação muito grande assim com os com a família em geral, né? Eu lembro que no dia do meu casamento eu tava eu tava me arrumando, né? Aí o pai chegou para mim e disse: "Vem cá, tu ama mesmo essa a Simone?" Digo, "Não, porque qualquer coisa tu deixa comigo. Tu não precisa te envolver com nada, eu resolvo tudo, sabe?" Aí eu disse: "Não, pai, pô, eu amo ela, não, fica tranquilo, né?" Eh, mas a preocupação dele da gente não errar, né? O pai sempre dizia assim: "É melhor um final com escândalo do que um escândalo sem final". Então se é para se é para arrumar um pepino, vamos arrumar logo, né? Vamos resolver de uma vez. Mas ele era um cara assim arrojado, sem medo. >> Pera aí, como é que é? Deixa eu, eu tenho que tem que lembrar disso aí. É melhor >> um final com escândalo do que um escândalo sem final. E mas ele, eu eu entendia a a intenção dele, é claro, que de de querer que eu não errasse, né, que ninguém errasse, né, na família assim. E hoje realmente nós, né, minhas irmãs estão casadas até há mais tempo que eu. Vou fazer 42 anos de casados, né? Então são casamentos longos e bem-sucedidos, né? Graças a Deus, cheio de de netos e aí um aí também, ó. Gênos também, né? Cristãos também. Isso aí é bom. >> Você falou que chegou os alemãozinhos na igreja. Eu pensei, pô, chegou, >> chegou, chegou os alemãozinhos, >> chegou os bugrinho também >> e um mexicano. >> Ô Catito, >> e os dois gênios são gremistas, né? Não podia pedir mais para Deus, né? >> Ô Catito, uma coisa assim, ó, tá? Esse evento ele marca a vida do teu pai, né? E o que que tu poderia contar? Algum algum algumas uns testemunhos que aconteceu? tu junto com ele, quando tu viu ele evangelizando assim, por exemplo, coisas que não foram marcadas, coisas que, pô, bate pronto, tá trabalhando, evangelismo no trabalho, evangelismo, enfim, >> é, >> tu lembra de algum? Tem tem várias ocasiões assim que que claro o pai não tinha um método específico para evangelizar ele. A situação é que dizia como é que ele ia fazer, né? Tinha pessoas que chegavam ali e falavam para ele, ele falava de Jesus pro cara ali. O cara não, mas eu sou um cara que não não faço mal para ninguém. Eu não roubo, não fumo, não, não trai minha mulher. Aí o pai diz assim: "Isso aí tudo é muito bom para tu ficar fora da cadeia, mas tu vai pro inferno igual já já derrubava o cara na hora, né?" É. E então ele sempre tinha, ele sempre tinha boas respostas para e tem a outra ocasião aquela que o nosso escritório assim era minúsculo assim, tinha uma mesa dele e uma minha, né? Aí entrou um cara, né? Um altão assim com uma aquelas guias de umbanda assim. Aí o pai olhou para ele assim: "Cá, tu vai pro inferno por, né?" Aí eu aí eu pensei, b agora nós vamos apanhar, eu ia, né? Porque aí o cara não não vou pro inferno. Não, mas isso aí no teu pescoço aí. Isso aí é minha proteção. Tá, mas tu sabe quem é que tá te protegendo? Aí ele começou a apertar, falar para ele que essa proteção não vem de de Deus, né? E aí foi e assim ele tinha várias várias formas de de falar, de se posicionar, né? Eu tava me lembrando hoje que eu claro, se se a pessoa aleatória não escapava, imagina tu ter, nós tinha lá 15 funcionários, todos eles ouviam o evangelho não sei quantas vezes, né? Eu tinha um funcionário que trabalhou 47 anos conosco lá. Ele levou 25 anos para aceitar Jesus. Aí ele acabou se convertendo. Hoje eu tava me lembrando de dessa situação. >> Só fazer uma pausa aqui, ó. Nós estamos saindo do enterro do teu pai. Aí o Lucas, ah, meu, ah, o que eu quero pra minha vida é um enterro assim. Eu disse: "Tá, não quer mais nada, né? Faz alguma coisa então aí, né? >> É barbada. Foi muito engraçado. >> Faz teu nome aí. Eu tava esperando vocês lá na frente da tua casa, né? Aí vocês chegaram lá, aí o Lucas desceu do carro, olhou assim: "Ô, meu, >> que velório." >> Não, mas foi mesmo assim, ó. Eu vou dizer quem tá de fora assim, né? ficou. Eu falei pro quando nós estamos saindo, eu Lucas disse: "Ô Lucas, o fino do fino é o encerramento de um homem de Deus, da vida de um homem de Deus, assim, tipo a família, os filhos, os netos, os bisnetos, os irmãos, gente do mundo todo mandando mensagem, a esposa, todo mundo assim e cara e uma tranquilidade, uma tristeza por por se despedir dele, mas uma junto uma alegria assim, não era umas risadas de de bobagem assim, era as pessoas estavam cheias do Espírito Santo mesmo assim, sabe? E eu vi, olha, eu já fui, pastor, vai muito enterro, eu já fui muito enterro e ah, foi poucos assim que eu vi nesse nível assim, eu já vi graça de Deus enterro assim, mas poucos assim, sabe? Eu me lembro talvez da mãe da Cid e mais dois ou três assim nesse nível assim, sabe? Muito >> é estranho sair de um velório com a sensação de que terminou muito rápido, né? Aham. >> É, e terminou assim e foi e todo mundo queria falar sobre ele, né? Muito carinho assim, né? Muito ah, muito poderoso assim. Catio, eu eu queria eu queria te fazer pergunta assim, se quiser falar o que tu quiser falar, fala. Mas eu tenho algumas dúvidas assim, Ctito, ã como é que foi? E tudo bem, a gente sabe ele como missionário, né? Eh, eu queria que tu falasse um pouquinho de como é que foi as as viagens dele para Cuba, mas eu queria saber dele como teu pai, assim, não como pai dos outros, teu pai. Vocês fizeram viagem sozinho? Acho que vocês fizeram, né, antes de tu casar, né? Viajaram só vocês dois? Como é que eram esses momentos assim? >> Então, na verdade, o pai assim em casa, ele era uma pessoa eh bem rigoroso. O alemão é rigoroso, né, por si só, né? E o pai ele não falhava nisso, né? Ele ele tinha não vou dizer que era um quartel, mas era parecido, né? >> Como é que tinha que sentar na cadeira? >> Ah, eu sentava na ponta da cadeira e diz: "Ó, tu senta na ponta da cadeira aqui tu ouvir qualquer coisa que precisa na E alguém disser: "Pá, mas faltou uma colher aqui, tu tem que ser o primeiro a pular", né? Então isso ali criou até uma, até hoje eu tenho meio que uma neurose disso aí, porque eu hoje que eu podia mandar os outros buscar, eu acabo não não me contendo, né? A gente fica com aquilo dentro da gente, né? De Mas era uma era uma uma das coisas outra coisa que o pai mandava eu fazer, eu tinha que fazer arrumar minha cama todos os dias de manhã, né? Aí um dia eu saí lá, não arrumei, né? na cama, fui embora, acordei à tarde. Quando eu voltei pro almoço, assim, minha coberta tinha uns 15 nó coberta. O o pai não falou nada não, nem precisou, né? A a partir daquele momento, a a lógica foi o seguinte: é mais fácil fazer a cama do que desatar 15 nó, né? O resumo é esse. Mas o pai tinha esse esses métodos assim bem peculiares de ensinar assim, né, que que valia a pena. Então ele tinha o sempre tinha um certo humor no meio, mas eh ele fazia fazia a coisa funcionar, né? E nunca faltou amor, né? Havia disciplina, por exemplo. Pá, eu apanhava que nem doido, né? Mas é que, mas é que eu merecia, não tinha saída, né? Eu fazia por merecer. Então o pai tinha um relho, um relho de você, >> ô Cati, é para honrar o teu pai. Mas é, é por isso. >> Calma que vai piorar. >> É por isso mesmo. Ele tinha um relo assim que cada vez que eu apanhava, ele botava a data no relo. Já já não tinha os dois lados cheio de data, né? o relo novo. Mas claro, hoje tu vendo depois assim quando tu vai crescendo, tu vai, >> mas que que tu fazia que a titar tu devia ser muito desgraçado. >> Nem vamos entrar, né? Vamos. Mas a mas assim, eu tô vendo assim a importância disso aí com e isso aí nem pelo contrário, nunca diminuiu meu amor. Meu pai, né? Nos aproximou demais, né? Porque tu vai vendo a importância e tu vai vendo que aquilo ali que tá na Bíblia mesmo, né? >> E o e o Cito, e como é que era para tu jogar futebol? >> Disse que tu jogava bem, né? Joga aí, tem a passada. Como é que como é que era? >> Se tu falar com a minha mãe, eu ela vai te dizer, se eu jogar metade ou um terço do que minha mãe falava, aí eu tava, mas eu gostava muito de jogar bola, né? Então, >> jogava muito, jogava muito. >> Aí o o pai chegava assim, o pai nós tinha mais uma regra que nós tinha, né? Eu tinha que decorar um versículo por dia. Então, por exemplo, toda quinta-feira, se eu saía para jogar a bola ali, por exemplo, eu tinha que dizer sete versículos de corna e na outra semana 14, na outra 21, na outra e assim. Aí tinha algumas semanas lá que eu não decorei, não vai jogar, né? Não tem jogo, não tem saída. >> E o teu time como é que ficava daí? >> Aí não. Aí meus amigos chegavam no dia anterior, vem cá, tu decorou, não decorou? Se meus amigos preocupar, não, eu decorei. Pode ser. >> E tu começou a decorar um aqui, um lá, depois tu te ligou, né? Como é que foi? É que o cara vai decorando assim versículo salteado, aí tu tem que lembrar a referência, complica muito, né? Então é melhor tu pegar um capítulo inteiro. Isso aí a experiência vai >> hackou o pai, né? >> É, né? >> A gente foi, a gente foi, não a gente foi decorando o >> Sim. Eu eu peguei para Efésios 1, 2, 3, depois peguei Colossenses 1, 2, 3, e assim fui indo, né? Salmos inteiros assim, né? Então, eh, e isso também é uma coisa que, claro, capaz que a pessoa vai gostar, né? Era gurigo e não gostava de decorar. Quem é que gosta de Era uma coisa meio obrigada, né? Mas a gente não imagina o quão poderoso é. Eu lembro que eu eu decorava assim, né? Aí dizia pro pai versículos, aí pegava minha pastinha para jogar a bola, entrava no ônibus e ficava lembrando dos versículos assim, né? E ficava aquele, porque aí tu começa a meditar, né? E realmente aquilo ali é poderoso. A gente, né? Eh, faz na sem muita vontade, mas a palavra de Deus ela não adianta, ela é poderosa por si só, né? E então assim, o pai, claro, eu, o Kiko não, não podia fazer nada, né? Mas então o quem tinha que fazer as tarefas pesadas, as coisas indicadas era eu, né? Aí foi uma coisa da até foi uma das coisas tristes, porque a minha irmã mais velha casou, depois casou a outra e eu fui o terceiro que casou e ficar só o pai, a mãe e o Kiko. Isso me pesou um pouco porque a gente ajudava bastante na assim com eles, né? Mas eh mesmo assim, né? Deus eh deu graça para eles assim, né? Arrumou pessoas e começou a se cercar de gente, né? Hoje nós temos, por exemplo, a Isa, né? Uma pessoa que que Deus colocou lá, já tá acho que quase 40 anos com nós, ajudando o pai lá. Uma pessoa impressionante, né? que Deus vai ter um galardão especial para pessoas assim que abdicaram de suas vidas em favor de de trabalhar para outros, sabe? Isso aí é é uma coisa, eu nem sei, você até me emociona, >> CT. E as como é que começou as viagens missionárias? O pai, ele ele sempre teve uma uma tendência assim a a missões assim, sempre gostou, né? Ele ele começou assim o início assim, quando ele tava na Batista Alemã ali ele tinha um programa de rádio, um programa de rádio que ele fazia domingo de tarde. Então aí um dia ele recebeu uma carta de no interior de Camacô, Santa Alta. Aí o pai pegou um ônibus, né? Foi lá em Santa Alta lá falar com aquela família lá. E eles se interessaram, na época era carta, né? Tudo era demorado. Aquela carta para responder, para até tu chegava lá, combinar. Santa Alta é hoje não é nada, imagina assim, 60 anos atrás. Masí o pai foi lá, conseguiu conhecer a família lá e uma família tinha 12 filhos, né? E ele levou aquela família para Jesus, né? E daquela família de 12 filhos, quatro são pastores. É, eu recebi mensagens, eh, porque um é pastor na Bahia, outro nenhum poôde vir, né? outro é de Camaquã, outra recebi mensagens dele e quando eles fizeram uma igreja ali em Camaquã, depois ali, então quando ela fez 50 anos, a igreja ali homenageou o pai, né? Porque o pai foi que eu que deu o start em tudo isso ali, né? Ô Catro, a impressão que dá é que me corrige, o teu pai fazia a coisa parecer fácil. Parece que tu olhar por tu vai evangelizar não é tão é uma unção. É uma unção de Deus, né? É tipo, é uma capacitação, né? Porque tem pessoas que vão, elas têm que continuar evangelizando tudo, mas não tem tanto fruto assim como como Deus deu pro teu pai, né? >> É, no evangelismo eu acredito que o pai tinha uma uma graça especial, né? Porque parece que as coisas davam mais certa para eles do que para para outras pessoas, né? Eh, tem várias eh situações assim que aconteceram. O pai, por exemplo, ele sempre tinha um folheto, um folheto evangelístico que sempre guardava. É, um dia ele tava no aeroporto ali esperando uma pessoa que ia chegar. Ele tava limpando o carro ali assim, tinha um folheto amassado, ele pegou, botou fora. Aí ele pensou: "Pô, mas é um folheto, né?" Aí pegou de volta, pegou e desamassou no joelho, pegou e botou no para-brisa de um táxi aí e sempre nos folhetos dele tinha o telefone dele de casa, né? Aí um ou dois dias depois esse esse cara do táxi ligou para ele. Ah, eu esse tinha um folheto no meu no meu carro assim no ouvido assim, eu li ele assim, aquilo me chamou atenção, tal. pai dizer, onde é que tu tá? Pai, era assim, né? Não tinha muito, né? Aí aí ou ele vinha ali ou o pai ia no encontro dele, né? Então ele ele tinha isso, essa dentro dele, né? Até tem umas histórias interessante. Nós morava até hoje a casa do pai, né? Tem uma praça na frente e tem o 11º batalhão ali perto, né? E tava o batalhão fazendo manobra no na praça ali, né? E o pai, o escritório do pai fica de frente praça. O pai olhando aquilo ali. Aí o pai saiu do escritório ali, chegou lá, quem é que tá no comando aqui? Aí todo mundo, né, pelotão sentido, tal. Aí vai se apresentou lá o o sargento ou tenente tal lá. Aí ele disse: "Não, sou eu que tô no comando aí". Aí o pai disse: "Não, é que eu sou, eu moro nessa casa aqui, sou pastor aí, admiro muito o trabalho da polícia que eu queria orar por vocês." Aí sentido todo mundo ali, aí o pai orou por eles, tal e depois disse: "Olha, minha casa é aqui, se alguém quiser conversar comigo aqui, eu tô disponível, né? qualquer momento. Então ele eh ele provocava situações também assim eh não esperava as coisas acontecerem, né? Ele tinha muito dessa dessa atitude positiva, né? >> E ele era assim, não só na missão, mas também na vida, nos negócios geral. Ah, nos negócios nem se fala, né? Ele não ficou mais rico que não, não vou dizer que não quis, mas ele por opção, ele resolveu baixar a bola e fazer ficar naquilo que ele achava importante no que era cuidar de missões. Ele ele sempre teve missões, nunca se usou do dinheiro da missão, porque o pai sempre se sustentou. Ele era missionário por conta dele mesmo. Pelo contrário, deve ter gastado um dinheirão com com pessoas, com missionários. Eh, seguindo ali, o pai era diretor de portas abertas ali, tava contando pro Cauê até agora a pouco. E ele ele levava Bíblias para pra União Soviética, para esses países comunistas e Cuba e eventual também aqui na na América do Sul. E aí ele ele indo para Cuba ali, ele chegou para portas abertas os cara lá em Cuba lá não precisam tanto Bíblia, eles precisam de roupa, de remédio, de comida, de coisa. Mas a missão porta dizer é, mas a gente não contempla isso aí e tal. Aí o pai disse: "Então eu vou eu vou criar uma missão ali, vou vou suprir essa necessidade deles". Então ele criou a missão dele que tem até hoje e aí começou a fim de proclamar >> a fim de proclamar, né? Ele começou a levar eh todas as necessidades que eles precisam lá. E aí é interessante porque ah ele chegava portas abertas diá que eu vou fazer essa viagem, vocês me dão as Bíblias que eu já levo, que, né, já popa uma viagem para todo mundo, né? Então eles tinham esse relacionamento bem estreito com eles. É um trabalho conjunto assim, né? Suprindo melhor assim a a igreja de Cuba lá, né? >> Eu me lembro que quando ele foi lá na nossa igreja, ele nós, a Talita e eu, era só nós, eu tinha um golzinho, um golzinho 90. Nós saímos por Porto Alegre porque eles estavam precisando de a o a fim de proclamar tava precisando na época eles estavam com a viagem pronta e tava faltando absorvente e creme dental, pasta de dente. Então nós enchemos o a traseira do Gol assim e nós fomos levar lá na comunidade que era era na do não sei se era Partenon ali, era perto de Ipiranga ali, né? >> Sim. Nós fomos levar lá na época lá, me lembro desse. E ele contou para nós que um guarda em Cuba foi a numa das várias vezes que deu problema assim, né? Aí quando ele tava sendo levado para dar um interrogatório lá, o um morador de Cuba disse: "Ó, vocês se levar ele preso, tem que levar eu e meu pai". Porque mais de 30 anos esse homem traz, o diabético usa >> insulina. Ele traz insulina do Brasil pro meu pai e se não fosse ele, meu pai tava morto e vocês não vão prender ele. E daí o o guarda pegou, olhou assim num gesto de humanidade. Não, tudo bem, deixa assim. E enfim, >> é, esses livramentos teve dezenas ou centenas de vezes que que aconteceu incidentes assim divinos assim que evitaram problemas assim na alfândega, né? E >> ele queria pregar pro Fidel, né? Caito, como é que foi, como é que foi isso aí? >> É, é só ter oportunidade, né? Que o pai ele sempre foi cara dura, né? Ele sempre foi, se tiver que falar, ele falar, não interessa a incomodação. Depois ele ele vai ver o que que vai dar, mas ele se tá na frente dele, ele vai ouvir, né? Então isso aí não. E mas é que é é o acesso é muito difícil, né? >> Mas eles organizaram uma uma cruzada, parece. Foi, não sei se não me lembro quem eu falei, se foi contigo, foi com a tua mãe, organizaram uma cruzada e tava quase tudo certo e parece que o Fidel estaria nessa cruzada e de última hora parece que não deu, né? Uma coisa assim, não sei se tu lembra. >> É, é se teve, teve uma, eles liberaram pros católicos fazer lá um um evento, aí os evangélicos apertaram, pô, se fizeram pros católicos, nós queremos fazer um evento também. Então eles liberaram, só que o Fidel na não naquele evento ele não pôde, não teve ou não quis, sei lá. Eu >> Como é que foi a tua ida para Cuba com ele? Olha, foi interessante até a vez que eu fui com o pai na no dia anterior tinha dado um furacão ali, devastou a Havana, tudo. Aí quando nós tava nós tava chegando assim, até foi interessante, nós olhamos pela janela do avião, tava horrível de ver assim um negócio preto assim. Aí o avião que a Cuba é uma tripa assim, né? Nós fomos lá para outra ponta lá de de Cuba lá esperar o furacão passar. Aí quando nós chegamos lá na nessa outra ponta lá, p não tinha nada o que fazer lá, né? Porque não tinha ninguém conhecido, não tinha nada. Mas eh quando eu passei pela alfânica ali, naquele lugar ali, eles me recolheram todas as Bíblias aí. E eles não recolhem assim, vão botando aqui que eles vão botando uma em cima da outra assim para escandalizar mesmo, sabe? Porque para chamar atenção, né? Eu tinha acho que uma umas 20 bíblias na mala assim. E também não tem como esconder 20 bíblias, né? Quer botar umas roupinhas pela por cima é bobagem, né? O cara vai achar você vai esconder como, né? Só por Deus, né? Então, >> e aí nessa >> eles recolheram aí nós fomos pro hotel tudo. Bom, perdi, né? Aí no outro dia, depois que passou o furacão lá, que nós ia retomar o voo, eu tava esperando embarque assim, aí começaram a chamar meu nome no altofalante, né? >> E eu pensei: "Ó, vou me fazer de salame, eu vou fazer que nem sei quem é, né?" É, digo, "Pô, aí aí começou a chamar e o pai, não, acho que é melhor melhor é tu dar tu ir lá, né? Aí fui lá, o cara me devolveu as 20 bíblias, botei na mala e fui embora. Na verdade, ele eu não podia entrar ali e depois o voo e o outro voo era interno, né? Não tinha mais alfâega. Então, então Deus tem sempre uma forma de livramento, né? Aquilo foi terrível, aquele voo da porque aquele aeroporto que nós paramos ali era um aeroporto bem xinfim, né? Bom, todos são ruim, né? Mas aquele ali então nem se fala. >> É assim, mas a Vana pelo menos é uma cidade turística, né? Então vai ter um, entre aspas, eles vão, eu digo assim, nunca fui, né? Mas deve ter um alguma coisinha pro turista. Do outro lado da ilha não deve ter nada. É o mundo real de Cuba, né? É menos ruim, né? Menos ruim. Mas o esse voo ali nós fomos tudo, entramos naquele topó leve lá, né? Aí todo mundo, ó, todo mundo vai pro fundo do avião que é para fazer peso, né? Aí tu já fica naquela pressão, né? será que esse troço vai subir mesmo? Aí o cara embala, a pista não é muito comprida assim, mas eles queriam, ele é muito narigudo, o tupolé, então as asas bem para trás, né? Mas aí se fos todo mundo pro fundo lá, né? Mas chegamos em Havana, né? Mas é tudo é uma emoção, né? Mais uma ou menos uma também, né? Tu tá ali naquela pressão mesmo. E mas é, hoje a gente ri tudo isso aí, né? Mas na hora assim, não é para qualquer um, não. >> É a secretária dele lá, ela no na cerimônia lá fúnebre, ela disse que acho que foi a primeira ida para Cuba, ela tava muito nervosa. Tu tu tu tu lembra que ela falou? Quer falar aí? >> Eu lembro, ela comentou que ela tava extremamente nervosa, né? e com medo assim. E dis que o o Zils, né, ele tinha o costume de cantar uma música quando ele estava pro embarque e estavam fazendo ali aquela aquela função toda ali padrão. E ela e ele notou que ela tava atribulada assim. Então, se eu não se eu me recordo bem, ele disse que ela disse que ele botou assim a puxou a mão dela no rosto dele, né, algo assim e tranquilizou ela e tal. E mas o firmão com ela, >> sendo firme, como C diz, olha, para para fazer missões, tu vai ter que aprender a controlar >> o teu medo, >> o teu medo. >> E que a partir dali ela, né, viajou e aí a irmã toca a missão até hoje. Isso ó, tu vai ter que decidir o que tu vai fazer daqui pra frente. Se tu quer fazer missões transculturais, tu vai ter que cont e tu vai ter que continuar. Ele falou assim, >> isso, exato. >> Tu vai, tu vai sentir medo, >> mas tu não vai poder parar. Vai ter que continuar com o medo, controlando o medo. >> Exatamente. >> Usa fraldão, né? É, não é complicado, não é fácil não. Já já passei por o pai já foi deportado, já foi pego no hotel ali de na noite assim interrogado até de manhã, interrogatório. Aquelas coisas de filme parece que não existe, mas eh já fez. E ele nunca desistiu. O pai foi, pai tinha essa característica assim de ele era um cara arrojado nas coisas que ele fazia assim, sabe? Eu ficava todo assombrada e ele ele já era mais bem mais assim >> as coisas que ele comentava, né, de tipo, tu vê uma ah não pode entrar em tal lugar, ele não caminha em linha reta olhando pra frente que ninguém vai te parar. E a gente ficava falando isso para as pessoas assim. E ele então assim notava que ele era um homem extremamente corajoso. É um cara que não assim não tinha medo das coisas, né? >> Verdade. Ô Ctito, fala para nós aí. E quando só só abre um parêntese aqui, tá? Agora que a gente tá em período de eleição, não quero manchar o momento, mas uma vez tu me contou teus colegas na faculdade elogiando Cuba, como é que era isso aí? É, faculdade é um reduto meio meio xarope assim, né? E eu vi os caras falando de na sala de aula lá falando sobre sobre Cuba e tal, né? Aí eu me levantei, perguntei bem cas, alguém de vocês aqui já teve em Cuba, né? Mas ninguém ninguém se manifestou ali depois eu já tive aí, pá, já o pessoal já ficou meio assim, né? Eu já tive, meu pai já foi há mais de 20 anos, ele vai duas vezes por ano a Cuba, entendeu? E vocês estão falando de Cuba, vocês não sabem o que que é Cuba, vocês estão falando de teoria, né? Eu sei o que que é culpa e sei o que que esse regime tá fazendo por Então, dá essas tretas, né, de que acontece, mas eh gerou um respeito interessante no na minha sala de aula. Muitos dos colegas vieram falar comigo depois e e puderam eh ouvir de fato o que acontece, né? Mas é interessante o seguinte, no voo que eu fui para eh para da na minha vez que eu fui para Cuba ali com o pai, tava cheio de de pessoal da esquerda, né, visitando lá, né? Só que eles não sabiam que quem nós era, não sabia nada. Então eles ficaram apavorado com Cuba na volta. Então eles falando entre si assim, né? Claro, eles aqui eles não vão dizer, mas entre si eles falavam: "Bá, tu tá louco?" Bá, os cara ele vendo a realidade, né? Do que que é mesmo, da situação que há. Eh, então era bem interessante de de ver também, né? E nós, eles achavam porque nós estava com violão, uns três, quatro violão, cada um tinha um instrumento, um monte de coisa. Acharam que nós era uma banda, hoje não sei lá o que que eles imaginaram. E que eles perguntaram, vocês vocês tocam, vocês fazem, pô, ninguém tocava nada lá. Acho que o pai não sabe tocar nada, né? Só gast, né? Era tudo presente para pras igrejas, né? Até era interessante porque em Cuba eh tem uma um pastor que até faleceu já, pastor Alejrando, até ele ele ele tinha ele cuidava de 400 pastores na ilha toda. Então o pai, o meu pai conheceu ele e era uma pessoa assim de de referência assim que ele dizia e o pai alugava um carro, pegava bola errando. Agora nós vamos nessa direção, vamos visitar 30 igrejas para cá, né? No outro dia nós ia 30 igrejas pro outro lado e e deixando sempre o pai sempre fazia uns kitzinho assim de uma camisa pro pastor, eh coisas de higiene pessoal, roupa feminina pra esposa do pastor, pra criança, sapato, essas coisas. estudo e um instrumento musical, bíblia, se precisasse também a gente levava. Bom, nós já levamos de tudo, até motor de poço nós levamos uma vez, eh, peça para carro, então aí os caras pediam lá porque os carros lá não tem loja de nada, né? Estragou, se eles não engembram para, né? Então, às vezes os caras pediam lá uma correia de um carro tal e assim nós se virava aqui para conseguir e levava para eles lá. Então, >> uma pergunta. Qual foi o momento que tu notou assim, eu acho que eu sei, mas que tu notou que o teu pai tava envelhecendo assim? Tu notou assim que, ah, já não é o homem, é o mesmo homem, mas não não tem ainda mais tanto aquele vigor assim. Qual foi o momento? >> Na verdade, pelo pai não tinha parado nunca, né? nós que meio que demos uma freada nele, porque na verdade ele ele já tava assim mais limitado fisicamente, por exemplo, ele já não conseguia levar cinco malas no aeroporto que cada um levava, né? Então aí tu tem que e assim alguns sintomas foram vindo aos poucos assim, né? Mas na cabeça dele não tinha ruim, né? Ele ele ele ia até o fim, né? É que nem com o carro, né? Nós estava comentando há pouco, o pai ele, claro, ele começa a dar umas barbelhada de leve e tal e o pai, eu disse: "Pai, não, se tu não precisa de carro mais e quase não saía muito assim, né? Quando saía, pega um um táxi, né? Então para para dar sossego para todo mundo, né? Para nós ficar tranquilo também. Mas quando quando a questão do carro diz que ele ficou meio chateado num período. >> Ah, ficou >> ele era bem ciumento com o carro, mas >> eu comprei o carro, o carro dele, né? Aí disse para ele: "Ó, mas agora tu tu fica tranquilo ali que eu vou cuidar do carro, né?" Aí ele ficava ol, cada vez que eu vinha, ele via lá, olhava o carro ali. Mas tu tá cuidando mesmo? Tá, tô, tô cuidando. Deixa comigo. >> Com amigos assim, para que inimigos? Ele sempre falava no almoço quando lembrava do cara. >> É. E, ô Caito, e me diz uma coisa, assim, ã, como é que tu como é que tu tu depois, porque assim, uma hora quando tu tá junto ali, né, tu é novo, tu é adolescente, passa muito rápido a vida, né? Eu tô com 43 e, pô, passou rápido, mas garanto que tu tá com 60 e poucos e tu pensa: "Bom, passou rápido também, né?" Mas assim, coisas que tu não que tu não entendia no primeiro momento, pô, por que que ele tá agindo assim? Por que isso? Porque tu vê os frutos hoje disso, né? O que que tu pensa sobre isso assim? Tipo, tu vê os teus netos assim, como que é fruto do teu pai assim, né? Como é que tu vê isso? >> É, é que esse toda a vida dele assim foi pautada na palavra de Deus, né? Não adianta tudo que e isso não tem como dar errado, não tem. A gente vê assim pelo pela vida dele. Nós nossa família, por exemplo, ela, sei lá, nós somos acho que umas 50 pessoas, tirando as crianças de de colo ali, todos são cristãos, entendeu? E o país sempre fazia questão de de a gente se reunir sempre e junto, seja para almoçar, seja para tudo. O nosso Natal assim nós tinha que fazer lá pelo dia 19, 15 de dezembro para poder estar todo mundo, senão não tinha não tinha data mais. E ele fazia questão, né? Todo mundo junto, tudo. >> Eu preguei no Dia dos Pais, falei sobre patriarca, né, que é essa figura unificadora que o o Ismael falou isso para mim, isso nunca mais esqueci isso. E é bem essa figura do teu pai, né? >> É, ele ele fazia questão, né? e insistia da gente estar junto e tudo e e a como a família toda cristã e bem e bem musical também, então o louvor sempre era bacana também. A gente cantava cantava em alemão também, muitas músicas em alemão e e todo mundo tocava, as crianças menores apresentavam tudo, então tudo era bem bem bonito assim, né? sempre foi. Então era essa essa constância na nas coisas de Deus assim, né? Elas não têm não tem como dar errado, né? Assim, aí eu vejo pela minha vida, né? Isso se reflete para pras minhas irmãs, né? Eu lembro que o pai quando nós estava em casa assim, ele tinha um dia para sair com cada filho, entendeu? que aí aquele dia ele vai sair, vai fazer algum programa qualquer comigo e vai conversar comigo. A gente saía, conversava e assim ele saía com a minha irmã, com a outra irmã e gastava um tempo, todo mundo era especial para ele, né, de certa forma. Então eu lembro que eu aprendi a dirigir com ele, então eu saía. Aí nós ia para um lugar lá, ele começava, né, o pai tinha uma combi, é horrível de dirigir, mas era aquilo que tinha, né? Então, mas é para nós tudo era emocionante, né? E aí ali a gente abriu o coração, a gente conversava tudo. E eu lembro até o pai, o pai eu nunca fumei, né, na minha vida, né, mas o pai chegou para mim e disse assim: "Tu nunca sentiu vontade de fumar?" Eu eu disse: "Não, até agora não." Digo não, mas o dia que tu sentir vontade de fumar, tu me fala que nós vamos comprar um cigarro, nós vamos fumar junto. Pense capaz que eu ia fumar com o pai, né? Tá louco. Eu nunca vi o pai fumando jamais. Mas eu também não. >> Mas a ideia dele é muito boa, né? >> Mas é que ele dis é não. Fuma escondido, entendeu? É, não é para ser uma coisa tá tem quer experimentar, tá com vontade, então tudo vamos fumar junto. Então o pai tinha essa maneira de de lidar assim com as coisas e e eu curtia assim, né? O pai, por exemplo, não era do esporte, né? O pai nunca vi o pai chutar uma bola nunca, né? Não sei como é que eu fui ficar tão louco por futebol também, mas acho que mas é é assim, ele ele era uma pessoa assim super alegre na na maneira de ser assim, né, de >> Cito, como é que ele pedia dinheiro quando ele ia na missão para levantar recurso paraa missão? Como é que ele fazia com fora em outro em outros países assim? >> E nós nós fazia jantares assim, né? E o pai dava uma palestra sobre missões e tudo assim, né, com várias pessoas assim num jantar. Aí o pai chegava assim: "Ah, se vocês acham que nós viemos aqui para para pegar o dinheiro de vocês, vocês estão muito certos." Mas na verdade ele tinha, diz assim: "Mas a maneira como nós vamos fazer vai ser diferente". Ele falava na mesa tem um uma caneta e um papel. Eu quero que tu anote ali o valor que tu gostaria de dar de oferta se Deus colocasse na tua mão. E aí nós vamos orar por esse valor aí que tu vai botar ali no papel, né? E se Deus te der aí tu tu pode. Então era um era um ato de fé que a que a gente fazia, né? para criando que Deus, a obra é de Deus, né? >> Vocês colocaram eh furaram, fizeram poços também na África também, né? Agora pouco, uns acho que um ano e pouco atrás, me lembro que a gente conversou sobre isso. >> É, na verdade o o trabalho na África começou ih, sei lá, quantos anos atrás, 20, 30 anos atrás. Aí que aconteceu, tinha uma uns uns conhecidos do pai aqui de cristãos em ação aqui em Canoas. E aí o o um casal ali fez um um ano de seminário ali, eles queriam ser missionários. Ele era tipo um carpinteiro ali e ela era técnica de enfermagem. Aí o pai pegou um avião, foi na África com eles lá. alugou um carro e foi pro interior. Aí passou por uma aldeia, depois passou para outra, chegou numa outra aldeia lá, digo, é aqui que vocês vão ficar aqui, ó. Esse é o lugar aqui que vocês vão, entendeu? E ajudou eles, tinha dinheiro, né? Aí eles tinham lá uma, eles compraram lá um terreno, um início assim de para começar e eles começaram. Claro que todo o início é complicado, é bem difícil, mas resumindo assim de uma forma rápida, ele era um cara muito habilidoso assim, né, de construir. Ele construiu a casa dele, construiu uma escola para 150 alunos. as cadeiras, as carteiras, tudo construída por ele e ela era técnica de enfermagem. Então, lá em na África assim, é aquele negócio quem na terra de cego, quem tem o olho é rei, né? Então aquilo ali, mesmo que ela era limitada assim num lugar tão carente, ela ela foi muito importante assim na questão da saúde. Então a escola serviu de evangelismo para as crianças, então o trabalho é um trabalho lento, né? Então, aí o que aconteceu, o Jorge, que era o missionário, ele não só ensinou habilidades pros pras crianças, pros jovens, que eles aprenderam a trabalhar com madeira, fazer cadeira, fazer as coisas, trabalhar com mecânica, eles tinha, ele tinha moto também, aprendeu essas coisas e alfabetizou essas crianças que na região lá não era não tinha e também o índice de mortalidade caiu muito, né? Praticamente zerou. Então o despertou assim de o interesse de outras aldeias. É isso aí. >> Quando resolve a questão da água também, tu resolve muito problema, né? >> É isso. Eu ia chegar na água porque aconteceu ali, tu tinha que caminhar até lá um um açúdio lá, tal, para pegar água. E a água ela de péssima qualidade, né? Mas esse o o a pessoa que se converteu no primeiro primeira aldeia ali, que era o o rapaz assim mais velho, se tornou o primeiro missionário da próxima aldeia, né? A aldeia seguinte ali, os líderes da aldeia, quando o pai foi lá, eles disseram: "Olha, o que tu fez aí, nós queremos aqui na nossa também. Aí nós te damos isso, te damos casa, te damos tudo, deram tudo pro Aí o pai chamou o o missionário, esse guri disse aqui, olha, tu vai ser o próximo missionário ali, mas tu só pode ir para lá se tu for casado. Aí dis para ele. Aí ele ele casou, né, com uma até com uma guri que era de Canoas aqui e e foi ser missionário lá. Então ele já arrancou com uma série de vantagens porque ele falava os cinco idiomas eh locais lá, né, Balanta e aquelas línguas todas ali, né? Então ele por evangelismo ele e nesse lugar seguinte ali eles nós fizemos o posto artesiano, acho que custou uns 100.000 para fazer um posto artesiano ali. Então enquanto as mulheres iam pessoal iam buscar água longe ali, eles tinham água ali. >> E água, água de posto tezena é boa, né? >> Água limpa. E e era um local onde eles vinham na missão ali, né? e ouvi um evangelho, porque eles tinham que ficar na fila esperando a sua vez na água ali. Já já era um uma forma de de também conhecer. Eles poderiam, eles tinham um horário, né, tipo das 9 da manhã às 5: da tarde, pode pegar água à vontade. Então, >> fez alguma anotação que tu quer contar alguma coisa para nós aqui antes da gente orar? Tu lembra aí, pessoal? Alguém quer fazer uma pergunta? A gente não vai ter o tempo para não cansar vocês, mas se alguém quiser fazer uma pergunta, chega aí, Geran. Chegue aí. Primeiro de tudo, ó, eu quero a opinião de você sobre o o bigode do Jerônimo. Cara, eu achei muito fera. Eu falando sério mesmo, achei muito bom mesmo, cara. >> Hã, >> fala aí. >> Os caras estão chamando de Thiago Escobar. >> Boa noite a todos. vai falar na co? Não, não errar aqui. Bom, a minha pergunta é a seguinte, o Cati e toda tua família, a gente vê que vocês são muito, tem uma personalidade tranquila assim para falar e tudo, né? Tem pessoas que são mais, o Jack é mais fala mais rápido, tem tem mais ímpetos sem falar, ã, assim como outras pessoas. O teu pai, como é que ele era assim quando ele ia palestrar, quando ele ia falar, ele era uma pessoa assim mais fervorosa ou era mais tranquilo assim para a personalidade dele, assim, como como ele era assim, tipo, se se percebia que não era algo realmente, não se fosse com mais ímpeto, não fosse, mas ele falava de forma mais tranquila e tu via que era uma ação do espírito, né, ou não. ele ele tinha uma forma de falar ali que eh convencia e tal. O pai ele sempre detestou falar em público. Ele tinha muita dificuldade de falar em público. Assim, ele não gostava, para falar a verdade, mas ele como tudo, ele ele encarava sem medo. Ele falava, ele sabia da limitação dele, mas eh ele nunca deixou de de encarar os medos dele, né? sempre foi, mas ele ele era mais eficiente no pessoal, né, assim, o público normal assim, >> é normal assim, né, pequenos grupos, coisas assim, ele tinha muito mais, ele era mais ele, né, assim, o >> ele era ordenado ou alguma coisa? Não, >> mas porque não quis também ser ordenado, né, Dev? É, ele nunca nem deu tempo, não tinha tempo para nada, né? Muito menos fazer um curso, né? Entendeu? E ele não nunca imaginou que ele ia fazer o que o que fez, né? Então ele talvez se ele se preparasse diferente, mas talvez a vida dele nem seria igual, né? Se ele se preparasse diferente, né? Então, >> mais alguma pergunta aí, pessoal, enquanto Catito? Eu tenho uma pergunta para Caito. Ô Caito, eh, hoje a gente vive assim, tipo, principalmente quem é pai aqui, a gente vive com aquela ideia de pá, como o tempo é corrido, a gente não tem tempo para nada e tal. E o senhor falando sobre o os feitos do seu pai, profissionais, a missão na casa e vê que ele era ralado em tudo isso, ele era bom em tudo isso, né? Eu pergunto assim, como que era o dia a dia, como que era a organização dele, a questão do tempo dele, assim, sabe que a gente parece que tá esgotadaço e não fez 1% do que o seu pai fez assim, sabe? Como é que era o dia a dia de vocês assim? >> Olha, por incrível que pareça, era um dia a dia normal. O pai sempre foi madrugador, né? O pai sempre levantou cedo. Ele tinha, fazia todos os devocionais tudo cedo de manhã, né? e depois ia trabalhar o dia inteiro. A gente tinha uma época que nós almoçava em casa, mas não era sempre que isso acontecia, né? Então era o dia a dia normal, as programações na igreja era normal, quase todas as os dias tinha coisas, né? O pai sempre teve envolvido com muito desde o tempo da da batista, ele era líder de jovens. Então ele sempre teve envolvimento, né, no Tu >> foi trabalhar com ele com quantos anos que titos? >> Eu comecei de sócio com ele em 82, mas eh eu ia eu ia trabalhar com ele lá para encher o saco, né? Na verdade, há bastante tempo, né? Eu eu lembro que o pai às vezes levava nós, me levava junto, nós o pai tinha um posto lá, o patinho feio, o nome era na Ipiranga lá, lá da PUC, era o posto do pai lá. Então nós pegava um ônibus da Farraps, ia até o centro, depois do centro pegava um ônibus até Ipiranga lá, né? E aí lá tinha que abrir às 6, né? Então tinha que levantar 5 horas aí. Mas por pai nunca foi problema levantar cedo. Ele sempre tava animado cedo, né? >> E pelo que eu entendi assim, então o seu pai ele colocava o convívio com os filhos, com a família na própria rotina do dia, assim, os filhos sempre por perto, principalmente senhor por ser homem ali, tá acompanhando ele no trabalho. Tu >> foi privilegiado nisso, né, Cati? Tu ficava sempre junto, né? sempre junto, sempre acompanhando tudo. Ah, a vida ele ele tinha ele impunha algumas coisas quando a gente era mais novo, né? Regras e tudo, né? Depois que eu casei, por exemplo, já tinha outra outra filosofia, né? Claro, ele já sabia que eu tava, eu tinha a minha vida, então ele fazia questão de, por exemplo, no sábado eu era o dia que eu almoçava na casa dele. Eu assim, então ele marcava já. Aí minha meus cunhados lá, pô, por que que ele tem que almoçar e nós não e tudo? O pai, o pai disse: "Não, vocês podem vir também". Então aí eles às vezes chegavam pro cafezinho, ficavam lá, então ele sempre fazia a questão da gente estar junto, né? Mesmo depois de casado, né? Quer falar alguma coisa daqui? >> Foi. O pessoal quer alguma pergunta? Não. Chega aí, chega aí, >> chega aí. Pode perguntar aí. É o John. É o John. Não, não reconheci com esse chapéu aí. >> Tá bonito. Vai deixar o bigode também. 60 anos vai. >> Boa noite, pessoal. >> Boa noite, irmão. Muito bom te ouvir. Ah, i te perguntar algo assim. Toda mudança geracional, ela é construída em cima de rupturas e continuidades. E querendo ou não, assim, nesse momento, a gente tá bem nesse ponto, né, de olhar essa transição, isso é é muito rico, tá? E pensando paraa tua família, pro testemunho e o legado que de certa forma tu tá carregando hoje eh com o nome do teu pai, o que que tu olha e o que que tu avalia ah em termos de transmissão desse legado? Como é que tu vê te te vê como portador e transmissor desse legado? E e o que que tu vê que tu está passando adiante? dentro da tua casa, mas também dentro dos lugares onde tu tem alguma influência. >> Que baita pergunta essa. Gostei porque na verdade nós estamos, eu tô bem nesse momento de pensar sobre isso. Foi bem pertinente isso aí, até porque a régua tá lá em cima, né? É difícil. Tu imagina tu, o pai é uma pessoa que fez coisas que e quem sou eu, né? F. Então é que agora é o seguinte, o bastão caiu na minha mão agora, né? Tá tudo comigo, eu te viro agora, vai correr, né? É mais ou menos assim que eu me sinto. Então, eh, claro, ele ele deixou, digamos, uma estrutura familiar montada, diretrizes, estrutura, tudo. Dificilmente a gente vai sair fora daquela daquele alinhamento, né? e a preocupação, né, com com a vida espiritual de todos, assim, tudo. E a missão, por exemplo, continua. A gente tá envolvido também, né? Meu meu cunhado é o é o presidente, eu sou vice-presidente da missão. A gente hoje tá com um trabalho ampliado assim, né? E nós temos missionário em Cuba, tem missionário em três pontos de da África, tem missionário na Colômbia, tem missionário no Japão, tudo sustentado pela missão, né? A gente tá e que continuar esse trabalho e já nem é uma coisa assim, tu pega o carro andando, né? Tu tem que aprender a lidar com as coisas pra frente, né? E cada pessoa é diferente, né? Exemplo, eu não, eu tenho características diferente eh dele, as minhas irmãs também, meus cunhados e a família. Então, cada um vai ter que descobrir aquilo que Deus quer para para nós, né? Ô Gatito, pra gente encerrar assim uma coisa que o João perguntou aqui, né, nessa questão de de transição, de transmissão assim, e tu respondeu, tu disse uma coisa assim, a questão da estrutura, né, a gente nós fal nós falamos muito sobre ah, a questão da fé, tudo, mas um homem de Deus ele não transmite. Claro, se ele transmitir a fé, amém, né? Glória. Tá ótimo. Mas eu noto que o homem de Deus, ele se preocupa com muitas coisas, né? E ele ele cria como se fosse uma plataforma, né? Tem, se dá pra gente usar esse termo, né? É, é como se fosse uma plataforma, como se fosse eh uma estrutura mesmo, assim, uma base que tu não começa do zero, né? Eu não sei. Ele é filho de cristão, >> o pai é. E daí o teu avô era filho de cristão, tito, ou não? Aí é demais, né? Que ele veio da Alemanha, né? Eu imagino que sim, que seja de família cristã também. >> É isso. Isso assim, a questão do legado é como se fosse uma corrente, né? São os elos, né? E talvez alguém tá ouvindo aqui e pode meio que desanimar e pensar assim: "Ah, mas eu não tive isso, mas pode ser o primeiro elo da corrente, né? Ah, tem que começar, né? alguém começou e também assim eu vejo eh as pessoas que vêm do lar cristão que nem eu, por exemplo, assim, é uma uma baita de uma vantagem, né, na verdade assim, em termos de tu ter já desde o início, né, poder eh começar, certo, errar menos, né, mas eh tem muita gente que se perde, mesmo nascendo num lar cristão, né, consegue se se complicar, né, e acaba em algum momento sofrendo pênalti. Não tem saída, né? Isso aí é tu foge do do caminho, alguma coisa vai ter de arrependimento paraa frente. >> E acho que só contribuindo >> Uhum. >> Porque claro, acredito que o Cacho tá sendo assim bastante comedido e humilde em falar sobre a própria família em si, mas eu que tenho uma visão de quem veio de fora, né? E eu vim de lá era cristão. Então, mas eh assim, o legado dele hoje ele já é extremamente perceptível, eh pois tu nota que toda a família e partindo dos filhos, os genros, os netos, os binetés, eh a sensação que dá que parece que é impossível para eles não estarem próximos de Deus, no sentido de, né, o o catito toca a o a fim de proclamar com o cunhado dele, né, Jenro dos. Eh, eu lembro de o Jen Rodrio do Zilson tem trabalho, né, a fase para Cristo, por exemplo, o trabalho evangelístico dentro da fase, né, ele é um dos diretores lá, se eu não me engano, a irmã do Caito trabalhou com as eh no presídio feminino também, com eh o quase todos os netos, assim são líderes dentro da igreja que frequentam. Eh, então tu nota o marido das netas, alguns foram consagrados pastores no Rio de Janeiro, aquela coisa toda assim. Então tu nota que assim desde já, então cada um vai ter a sua, vai descobrir para onde, né, o Senhor vai levar, mas tu nota que assim a graça do Senhor já vem sendo transmitida ao longo das gerações e não só mantendo todos firmes, mas mantendo uma família ainda frutífera no reino de Deus, entende? E eu que vim de fora assim e pude presenciar isso sempre foi algo muito chocante para mim de ver é como o Senhor é como Deus é um Deus geracional de fato, né? vai abençoando as gerações, né? >> Deus é um Deus geracional e e tipo assim, tu veio de família cristã e para ti já foi impactante, né? >> Exato. Para mim já foi impactante eh poder experimentar eh só não quer não quero me alongar demais. >> Pode falar, pode falar, >> mas só tomando. Eu lembro no meu meu, eu acredito que logo que eu casei com com a Letícia, eh, o, o, o Zils, ele já tava com mais sintomas de velíice, assim, né? Então eu experimentei pouco tempo assim com ele, infelizmente gostaria de ter tido muito mais tempo, mas eh eu noto logo ali na nossa chegada na vintage e tal, aquela coisa, eu me reencontrando com o senhor assim e e eu na época eu via na ótica de quem tá recém casado, um moleque cheio de problema, todo errado, e hoje pai, pai de meninas, por exemplo, né? E como como a vida de um homem de Deus ela eh eu lembro de muitas vezes eu parar o carro assim, a gente tá me olhando assim, ah, que tá estranho e tal. E eu assim, olha, eu não consigo descrever a graça que é sobre a minha vida, poder entrar nessa casa agora e poder experimentar a vida de uma família no sentido de eu sequer sou merecedor disso. Eu não me sentia merecedor daquilo na, né? E como aquilo me impactou ao longo do meu casamento para tentar ser um homem mais santo, tentar buscar mais a Deus, eh, sem necessariamente ter aquela coisa assim do, ah, o cara durão, né? Os nunca veio com uma arma, ah, cuido da minha neta, embora ele tenha feito mais ou menos isso, ele costumava fazer isso com os caras assim, mas é como um testemunho vivo, vai meio que levando já todo mundo mais para perto de Deus, só pelo legado que ele já carregava, né, em vida. Enfim, enfim. Ô, >> ô, ô, Rafa, o que tu tá falando assim, tipo, é bem isso é uma coisa muito ignorada nos nossos dias, as pessoas não, por exemplo, quando tu casa e tu olha pra vida do, ah, quatro filhos, tu não tem noção. E daí quando tu tem, tipo assim, quatro filhos, né, tu tem mais ou e também dois gurias e duas gurias. Aí tu tem mais ou menos a noção assim, fazer tudo isso aía, servir na missão, fazer não sei o quê, fazer negócio. Aí tu vê assim o peso da coisa, né? Ô Jonatan, o cara hoje aí o Pedro casando. Quantos dias? Quantos dias envolvendo com hospital? Duas foram 27. Mas tu só, >> olha só, quando tu conheceu a Júlia, tu imaginava que vocês iam passar tudo que vocês passaram, a questão do primeiro bebê, tudo que aconteceu, as vitórias, as as tristezas. E daí aí o cara tá começa a namorar agora. É, tudo é fácil para ele, né? Tudo é fácil, né, Ctito? Então, tipo, até eu vou te interromper aqui, porque na verdade eu coloquei uma regra, por exemplo, para as minhas filhas, né, que elas só poderiam começar a namorar depois de formada na faculdade, né? E então, claro, isso aí já deu, já elas vêm lá me rasgar para mudar a regra e tudo, né? Mas até até foi interessante assim porque aí ela chegou, uma delas chegou para mim lá que não vou dizer que é Viviane aí aí ela disse: "Papa, não dá para mudar isso aí e tal?" "Não dá, claro que dá, mas não vou, que a regra é minha". Mas a preocupação dela talvez seja que ah, talvez eu o cara vai se desinteressar, vai se perder de se ele se ele te se desinteressar e perdeu, tu te livrou de um canal, entendeu? Pô, ótimo, entendeu? Então, se ele ficar até o fim, porque ele te ama, entendeu? Se ele te esperar, entendeu? Então, confia que vai dar certo e baixa a cabeça e termina logo, né? Quanto mais rápido terminar. Eh, então são coisas assim que tu tem coisas particulares, né? Não vou dizer que é uma regra, né? Cada um faz, né? Quando tu tiver teus filhos, faz tuas regras, né? Mas eu eu achei positivo algumas coisas assim para focar, né? Focar numa profissão, focar talvez. As e as gurias tinham que tirar carteira, né? Uma vez tu falou isso aí para mim, né, Cati? >> Não, tem que tirar, tem que saber dirigir, não tem saída, tem que tirar a carteira, né, que é importante, né? Ter que tá motorizada tudo. Então, essas coisas, né? Eu quando eu convivia com o pai, o pai trabalhava com o pai, né? O pai chegava para mim, às vezes, a minha irmã lá, pai, ela tá tá sem plano de saúde, ela tá precisando. Que que tu acha se nós pegar e ajudar ela lá? Aí eu, pai perguntar para mim isso aí, eu digo, vai ser que ele tá me testando, né? O que que ele tá fazendo isso aí? Porque digo: "Claro, vamos ajudar, né? Imagina nossa família, né? Vamos ajudar, vamos fazer". Aí o pai ia lá ajudava. Eu nunca soube de verdade, soube de verdade se ele se ele perguntava para mim para mim saber que que eu pensava ou se eu Mas capaz que eu não ia ajudar, né? Minha família, né? Ô, ô, Ctido, como é que ele fez a vez do negócio no chão no trabalho? >> É que eu queria essa é muito boa. >> É, o, é, o pai tinha uma psicologia pessoal ali de lidar com os funcionários, com tudo, né? Então ele chegava ali tinha um um papel no chão ali, né? Então ele chamava um funcionário, tá vendo aquele papel no chão ali? Tá. Não a junta, só fica olhando aí a pessoa que juntar ali, eu vou dar R$ 100 para ele, tá? Só me avisa quem quem juntar, né? Fica só olhando aí. Pá, todo mundo passando por cima ali, ninguém juntando nada. Daqui a pouco alguém junta ali. Foi o fulano ali. Aí ele chamava: "Ó, tu juntou o papel ali, ó, R$ 100 para ti. Parabéns." E aquilo ali, por exemplo, para quem ficou olhando e, né? E ficou olhando, serviu de lição pro resto da vida. Nunca mais ele deixou de deixou de juntar um papel no chão, né? E e quem recebeu também, >> ô Gatito, como é? >> Ele tinha também um um dadinho que ele sempre tinha no bolso, então ele chegava assim, por exemplo, ah, tinha que varrer aqui, né? Então ele chegava aqui, ó, chamava os quatro funcionários, ó, o seguinte, ó, vamos jogar o dado aqui, quem tirar seis vai varrer e ele junto, né, pá, cinco, pá. Dava, às vezes dava ele seis, ele ia lá, pegava vassoura e varria. Mas era uma forma de não de tornar o serviço assim mais leve, né? >> Como é que ele fez uma assim? Ah, se tu te chama tal, como é que é aí? Aí são promoções que ele fazia no posto. Ele botava uma placa na frente lá. O seu nome é é João, entre você. Hoje é nosso convidado. Aí o pai sempre fazia sonho, fazia no nos postos de gasolina. O cara entrava lá, tomava uma Coca, ganhava um sonho e tal. Aí tinha um cara lá que vinha todos os dias lá de meu nome, meu nome, tá? Mas como é que é teu nome, né? Ebigeraldo. esse nome não vai sair nunca, né? Mas aí um dia aí aí um dia o pai fez uma placa especial para ele, só para ele entrar no posto lá para ele só ele que teve. Ô cantito para terminar, mas assim, ele quis se livrar da como é que ele fazia duas coisas lá no no PV quando ele vocês moraram lá noá vocês moraram em Atibaia também, né? Moramos um ano, um ano lá moramos. >> E como é que ele ele fazia pão lá também, né? Ele fazia sonho. Tu disse que ele o pessoal tava brincando, os jovens ali, ele ele jogava coisa já no fogo para levantar o cheiro, para fazer como é que era assim, Ctito, tipo, ele já era um homem casado assim, mas mesmo assim ele serviu o pessoal, né? Sim. ele sempre se envolveu nessa parte de ele foi administrar eh a parte e financeira tudo do da estância ali da da parte que tava meio bagunçado, tinha muito missionário e pouca organização. Então eles pegaram uma pessoa de fora, aí pegaram o cara certo, né, que o pai botou todo mundo nos trilhos lá e funcionou direitinho. Não era Aroldo o nome do >> diretor geral era Aroldo. >> Eu tinha um livro dele. Devo ter cutucando. >> Pode ser >> coisa, pode ser. Pode ser. É bom, né, meu? Pode ser. Não é que lançaram um livro, o que a igreja proíbe e a Bíblia permite. Aí ele fez o contrário. O que a Bíblia eh proíbe e as igrejas permitem. Aí tava lá ele, a capa do livro, ele com dedinho assim, ó, tipo cutucando assim. Muito bom. Conheceu o Aroldo? Então conheci. >> E outra cita, como é que ele ele tentou se livrar do pão, mas não se livrou então porque ele tinha o posto e ele acabava vendendo pão. >> É que como todo negócio assim, às vezes eles entram em fases complicadas, né? Então o pai cansou de de fazia sonho, por exemplo. Aí o cara tava ali abastecendo, ele pegava um pratinho, pega, dava um sonho de cortesia pro cara e aí o cara levava meia dúzia e aí dava dinheiro, sonho sempre deu, né? Então o país sempre fazia um negócio eh paralelo assim, né? Então e o e o sonho do pai era bom, não é? Porque, mas e eu até perguntei pro pai de pegou, tu não pegou, >> por que que eu por que que o teu sonho é tão bom e os outros não são tão bom, né? Assim são. Ele falou assim, ó, os segredos é ingredientes nobres. Foi, falou. Eu digo, tá, então fechou. Então, porque na verdade é o seguinte, resumindo, os caras querem economizar, né? Aí faz uns troços meio chumbrega, né? Se fizer uma coisa boa, vai ser claro e acertando a receita, né? Mas no fundo, o segredo é esse mesmo, né? >> E e tu aprendeu a fazer sonho? >> Eu não faço nada, não sei nada. Só comer, né? Comer. Mas nós temos a receita. >> Tem receita. O Levi é capaz de fazer. >> Não, não. Faz aí para nós. Semana que vem o sonho. Então, hã. Tá. Bora então. Então tá. Teu sonho. Nosso sonho comer esse sonho aí, meu. Eu tenho, eu tô com eu tô com >> Não, nós vamos nós vamos treinar em casa ver se >> Não, mas me chama. Eu moro ali do lado ali. Eu quero ajudar vocês. >> Que que não ficar bom, nós atiramos lá na praça. Seguinte, vamos orar. Eu queria que a Tito orasse por nós, caras, a gente conversa tudo. Quero que vocês durante a semana, as outras semanas, Chandito, conversa com ele. Tem tem muito mais história, as coisas. A Bíblia diz que a vida de um homem de Deus é confirmado, os passos do homem de Deus é confirmado pelo Senhor. Hoje tu tá aqui, só que isso aqui vai passar muito rápido. Depois tenus filhos. Eu queria contar, >> eu queria contar só mais um um episódio que me aconteceu. >> Eu tinha um primo eh um ano a mais que eu, assim, e era muito meu amigo, né? E nós congregava junto na Batista ali e e ele meio que se desviou assim, né? E um dia tinha terminado a reunião assim, ele apareceu do nada ali, né? E eu conversei com ele, pô, mas tu tem que voltar pra igreja. Falei para ele, tem que começar a vir de novo, tal. Aí ele chegou para mim e disse: "Pô, para que p daqui 50 anos ser igual aquele ali, aquele outro ali?" Aí eu olhei: "Nem, pô, nem eu queria ser igual aqueles cara pensando comigo, né? Mas não falei nada, né? Aí aquilo ali me chocou. Pensei, não, eu tenho que tem que ser diferente mesmo. E aquilo ali me deu uma coisa, né? Todo mundo é uma referência, seja positiva ou seja negativa, né? Tu vê as crianças estão te olhando, mas o que que elas estão dizendo de ti? tu é uma pessoa que eles querem no futuro ser igual a ti ou ou tão ou talvez seja um um uma desculpa para cair fora, entendeu? Para não já que Então aquilo ali me incomodou bastante, né? Esse meu primo, ele teve leucemia e ele, o médico, deu se meses de vida para ele e cravadinho, seis meses ele morreu. E nesse período ele sabia que ia morrer, né? Adivinha quem é que ele chamou, né? Ele ele chamou o meu pai umas três vezes pelo menos, porque batia o horror nele, né? Ele queria ter certeza que ele eh ia pro céu, né? Então o pai foi lá, orou com ele e tudo. E aí no bem no finalmente que ele tava bem no fim, ele escreveu uma carta paraa igreja pedindo perdão pelo comportamento dele, pela vida dele e tudo e e me acabou falecendo, né? É o último aral mais forte isso. Vamos fala, fala. >> Vem cá, vem cá. Mas fala no mic para pro pessoal. >> Boa noite, caras. >> Boa noite, irmãos. >> O Israel pediu para fazer uma pergunta aqui. Vou fazer por ele tá em casa cuidando das crianças. Qual a característica na vida do Senhor Zils como homem de antigamente que nós homens de hoje precisamos ter? Mais? Pergunta aí do Israel. Eu vou eu vou responder que foi algo que me chocou bastante. Fois vai responder melhor, mas eh ele era um cara, ele era um homem extremamente atento. Ele tava sempre atento. Então entrava uma pessoa nova no recinto. Eh eu lembro dele puxar um caderninho assim, ele tinha um caderninho, uma caneta e ele chegava e te perguntava: "Quem é aquele ali? Ele é casado com quem? Que que ele faz?" E enfim, e perguntava alguma coisa assim. Eu acho que o não sei se o Guilherme tá aqui hoje. Guilherme tá ali, né? O Guilherme comentou no no lá no dia do do funeral lá conosco que numa das primeiras vezes que o Guilherme teve aqui e tal, ele foi lá, perguntou pro Guilherme: "Como é que seu nome? Com quem você é casado?" E e depois a a a dona Irma, né, sempre comentava que ele puxava aquele aquelas anotações e orava o Senhor para aquela pessoa com base nas características que ele tinha anotado ali. Ele sabia que ele não ia lembrar mais de cabeça. E isso sempre me chamou atenção assim, p esse cara tá sempre atento assim, é todo mundo que tá que tá ao redor, o que que tá acontecendo, se aquela pessoa tá passando por alguma coisa. >> É o que a Bíblia diz, né? Sede sóbrios, vigilantes. O sobre a sobriedade ali, meu, do texto é exatamente isso. Eh, tu tá ligado, conectado com o mundo real, com o que tá acontecendo, né? Tu quer falar, Cito? >> Eu tava pensando, mas eu acredito que a o principal mesmo é que ele ele pegou a palavra de Deus e resolveu viver ela, entendeu? Viver ela. Então, eh isso em todas as áreas, né? Isso me serviu de lição para mim, para minha vida, porque quando eu casei, eu disse para, a gente conversou e Simone antes de casar, eu disse para ela, nós podemos podemos discutir sobre qualquer coisa, mas aquilo que tá na Bíblia nós não vamos discutir. Então, sabe, sobra bem pouca coisa. a gente acaba na vida vendo que poucas coisas eh eh estão fora da palavra de Deus assim, né, que que vale a pena discutir, né? >> Exato. Uma coisa, talvez vocês vão tá encerrando, mas só para dizer aqui, uma vez a Simone estava ouvindo congregarí, né? Depois de um tempo a gente, nós tinha saído junto, a gente tinha ido algum shopping junto. E daí a Simone falou assim: "Jackson, tu lembra um pouco o meu pai assim? Meu pai era corpulento. Eu: "Pô, Simão, teu pai tá dizendo teu pai era gordo, né?" Eu falei assim, né? E e daí o ela falou, né? O seu Artur, né? E é o mesmo nome do meu avô, do pai do meu pai. E eu me lembro que quando ela falou dele, daí tu tu falou que teu que era o único homem ou um dos únicos homens que o teu pai elogiava assim, né? Teu pai admirava ele, né? E eu falo há muitos anos isso paraa Talita. Falo assim: "Bah, eu tinha uma vontade de fazer um uma homens fortes entrevistando a Simone, nunca teve uma mulher numa reunião nossa, mas a gente fazer em honra a um homem, entendeu? Tipo, honrar um homem de Deus assim. E quem sabe numa numa outra posição assim, as histórias que a gente escuta eram muito poderosas assim, né? Eu queria que eu quero que a geração mais nova, tem gente, tem criança aqui, tem gente nova, gente que os filhos pode falar bem mesmo, é o filho do Artur ali, é meu cunhado. >> Seria bom, seria demais, né? O ele é mais velho que esse monte. Mais novo >> não, mais novo, mas ele sabe bastante, né, da história do pai dele. >> É que na verdade o Edson, >> quando teu pai faleceu, tu tinha >> se meses, >> seis meses. Eh, minha sogra ficou viúva, tinha seis filhos e o o Edson tinha 6 meses, a Simone 4 anos e o mais velho tinha 12. As histórias que a Simone me contou são muito fera. Uma hora quem sabe a gente >> Isso seria demais. Cati >> é o homem. >> Só que daí no dia ninguém vai fumar ninguém no dia aqui, né? Em respeito a dona Simone, tá? Vamos orar. Ora por nós, Tito. >> Amém. >> Senhor Deus e Pai, nós te damos graças. Graças, Senhor, por pela vida de Jesus em nós, Pai. Isso faz toda a diferença, Senhor. Pedimos que o Teu Espírito Santo esteja agindo em cada um, em cada família, em cada relacionamento, em cada situação da da vida de dos meus irmãos aqui. Pedimos, Senhor, que que esse exemplo de vida sirva para que os meus irmãos se anim a buscar o Senhor, enquadrar sua vida, Senhor, na palavra de Deus e sabendo que o sucesso é garantido em nome de Jesus, Pai. >> Amém. >> E aí, cara, você que viu essa live até aqui, você que acompanhou o sermão, eu tenho uma mensagem para você. Não desliga isso aqui. Na comunidade Homens fortes, nós temos mais de 400 horas. 400 horas. >> 400 horas. >> 400 horas de conteúdo. Nós temos cursos, temos livros, tudo que envolve o universo masculino à luz da Bíblia. Você que quer ser homem, você que talvez não teve um pai ou teve um pai cruel, ruim, você que quer crescer na caminhada com o Senhor Jesus, quer entender mais de masculinidade bíblica, junte-se a nós. O link está aqui embaixo. Se inscreve e eu vejo você do outro lado. Valeu,