Conversas Difíceis sobre a Igreja l Lançamento Igreja Sob Medida em São Paulo
06/08/2026
Conversas Difíceis sobre a Igreja l Lançamento Igreja Sob Medida em São Paulo
Muito bem, muito bem, muito bem! Neste episódio, Rodrigo Bibo e Luiz Henrique encaram um tema delicado, mas necessário: os problemas da igreja e as marcas que ela pode deixar na vida das pessoas.
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Como lidar quando a comunidade que deveria acolher se torna motivo de dor? Toda decepção com a igreja é um trauma? Existe diferença entre uma igreja imperfeita e uma igreja adoecida? E, depois de experiências difíceis com líderes, estruturas e relacionamentos, ainda é possível amar a igreja que Cristo ama?
Ao longo da conversa, Bibo e Luiz refletem sobre as feridas provocadas por abusos, legalismos, manipulações e expectativas frustradas, sem cair na armadilha de abandonar a importância da comunidade cristã. Em vez de simplificar um assunto tão complexo, eles propõem um caminho de discernimento, arrependimento, cura e esperança, lembrando que a igreja continua sendo formada por pecadores alcançados pela graça.
Um episódio para quem já pensou em desistir da igreja, para quem caminha ao lado de pessoas feridas e para quem deseja contribuir para comunidades mais saudáveis, humildes e parecidas com Cristo.
Dê o play e venha participar dessa conversa.
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
[música] Gente, boa noite. Obrigado por terem vindo aqui ao lançamento do nosso livro Greer Sob Medida. Muito obrigado. Tem uma galera aqui que sempre vem nos nossos eventos aqui e a gente tá muito feliz de receber vocês. E estão aqui com o Luiz, né, que é o autor do livro. Não sou David Leonardo. Essa piada ela é velha, mas é uma piada que é sempre bom porque sempre tem um >> Dido ali que só ouve a minha voz e fala: "Nossa, mas é o Dave Leonardo". >> É que agora tu não parece mais o Dave, né? Porque o Dave ele tá mais ele tá mais diferentão assim, >> é, sei lá o que ele tá fazendo lá na >> Ele tá mais malhado, né? >> Ele tá mais malhado e tal, ele tem mais dinheiro. >> É, é isso >> aí. Tem >> até >> esse livro virar uma cena. Exatamente. Então, por favor, me deixem como David Leonard. >> Exato. Mas, gente, vamos lá. Lançamos o livro Igreja sobre Medida. Eh, acho que quem tá aqui talvez conhece um pouco, né, o nosso trabalho e sabe mais ou menos a nossa pegada. Mas a gente quer começar a conversar um pouquinho desse lançamento para falar de algo muito recente que aconteceu, que nós tivemos uma influência que fez um vídeo, a Eloía, e alguns comentários no vídeo que ela fez justificam o nosso livro. Ah, pode parecer uma coisa meio óbvia nós falarmos, né, de igreja saudável. A gente começa o nosso livro, inclusive com duas obviedades, entre aspas, né? Ou seja, a gente explica o que é igreja e a gente explica o que é evangelho. E pode parecer assunto batido, mas como é importante nós falarmos o óbvio, porque eh as pessoas esquecem do óbvio. E num mundo cada vez mais individualista, obviamente que o conceito de igreja também vai sendo eh vai sendo pulverizado, vai sendo pasteorizado e a gente vai perdendo essa dimensão. E alguns comentários chamam muito atenção. O vídeo dela é basicamente falando da importância de se congregar numa igreja, que é um do dos temas principais do nosso livro, né? O nosso livro ele nasce justamente dessa pergunta, né? Eh, eu amo a igreja, mas a igreja que eu tô agora não tá legal. O que que eu faço? Como é que eu escolho, né, uma boa igreja? Ah, isso eu recebo muito na minha caixinha do Instagram. o Luiz, que é o nosso monitor na EBT, tem algo parecido, acho que pode falar um pouquinho sobre isso. >> Eu acabo recebendo muitas perguntas e acompanhei inclusive muitos casos de alunos que estavam ah sempre final de ano, que é um momento bem chave assim na vida das pessoas, de transição de comunidades de fé. E a grande o grande estopim foi principalmente no ano de 2024, finalzinho de 2024, que as pessoas começaram a realmente a fazer muitas perguntas. Era um, era um período que o meu WhatsApp ele não parava, ele não parava. Temos não temos tantos alunos assim da IBT. Inclusive se vocês quiserem se tornar alunos da EBT, vocês podem, tá, gente? Ajuda eu virar o David Leonardo. Mas [risadas] >> mas eh o meu WhatsApp ele não parava e as pessoas contavam eh casos e casos e infelizmente eh casos eh um mais pior do que o outro. Eh, eh, assim, a, a, ou pelo menos a vivência em uma comunidade de fé que não é saudável, parece ser algo do senso comum da igreja evangélica como um todo. E e aí foi uma pausa, pausa, né? Até uma pausa, ela fala de princípios bem basilares do que é uma igreja e o que precisa ter numa igreja. Ela pega alguns alguns das nossas medidas aqui e ela põe no vídeo. Ela não põe todas, né? Pelo que lembro, >> ela coloca três. >> Ela coloca três, ou seja, coisas básicas, prestação de contas e tal, enfim. E aí alguns comentários, por exemplo, ah, a igreja que você quer não existe, né? Se a gente for levar isso aí ao pé da letra, a gente não congrega em lugar nenhum. >> Exato. Então isso >> só três. Isso >> só três. Imagina seis. Aliás, um disclaimer aqui. A gente deixa muito claro no livro que você não vai encontrar uma igreja em que as seis dimensões estão ali plenas a todo vapor e nossa, meu Deus. Não, toda igreja ela tem um calcanhar de aquiles. Toda igreja ela pode melhorar algum aspecto, melhorar alguma dimensão. Na nossa concepção, se a gente fosse resumir o que é uma igreja saudável, é basicamente uma igreja que encara o pecado de frente, que encara o problema de frente e tenta resolvê-lo e resolve em comunidade. Então, é bas, ou seja, uma igreja saudável não é uma igreja que não tem eh problemas, não. É uma igreja que os enfrentadores, né? Mas eu acho que é a predisposição em tentar criar uma igreja ideal, >> sabe? Eu eu sei que o ideal muitas vezes ele é visto dentro das nossas vivências comunitárias como algo ruim e de fato pode ser levado para um lugar ruim a partir do momento em que eu deposito uma esperança maior sobre a igreja, eh, que ultrapassa a própria natureza da igreja. Então, por isso que nós falamos no começo do livro o que é a igreja de fato. Mas, ah, se nós temos as escrituras que balizam tudo aquilo que deve ser a comunidade daquele que ressuscitou, do Cristo morto e ressurreto, então em alguma medida ou em seis medidas, aí a propaganda, né, uma, né, mas em alguma medida a gente precisa observar aquilo que deveria ser ideal. E o que que é o ideal? Então, a gente olha pra Bíblia e começa a expor questões basilares e meios e propor meios para que aquilo possa ser eh construído dentro das próprias comunidades. >> Quer ver um exemplo básico? Ah, se você olha paraa sua vida em relação à Bíblia Sagrada, você olha pra sua vida, você tá devendo em última análise, né? Você e como eu sempre digo, não existem pessoas boas diante de uma Bíblia aberta. Sempre que eu olho pra Bíblia, eu olho pro sermão do monte. Não precisa olhar pra Bíblia inteira. Vamos olhar pro sermão do monte. Eu vou encontrar deficiências em mim. Eu vou encontrar, eu preciso melhorar nisso. A nossa vida é um constante, eu preciso melhorar nisso. Acontece com a igreja, a mesma coisa, né? A gente, nós estamos como indivíduos tentando crescer a estatura do varão perfeito para usar uma almeida revista corrigida, né? A gente tá tentando crescer a estatura do, né, do do homem perfeito que é Cristo. A igreja também tá nessa corrida. Então é nesse sentido, né, nosso, a gente deixa bem claro já na introdução do livro, nosso objetivo não é que você seja um somelier de igreja, né? Não é que você olhe o livro, ah, tudo errado aqui na minha igreja, que é uma coisa que quem ouve bibotal que já tá meio cansado até de ouvir, mas eu vou repetir. Ah, infelizmente a internet trouxe isso, né, para pra arena. Muitas pessoas ao começarem a consumir conteúdos na internet se depararam com ops, a minha igreja ela tem problemas. E é onde a idealização de uma comunidade digital, ela nos pega e nos coloca em uma armadilha. >> Exato. É, então a pessoa porque tem muita gente que às vezes sai de comunidade boa porque quer que a comunidade dele seja igual ao determinado pastor famoso da internet, o que é um problema também, né? Mas é fato que tem muitas igrejas ruins, muitas. Tanto que é uma frase muito emblemática do Igor Miguel num dos betequests eh do Igreja Centrada, que é esse lance assim que a gente não pesca em Aquário, né? A gente pesca às vezes no lodo, né? na na valeta do esgoto. Ele ter é muita igreja que tá muito fora do evangelho, sabe? Tá muito fora da medida do evangelho. E igreja sob medida, né? Para deixar bem claro, não é uma igreja sobida para você, mas é uma igreja medida do evangelho. E como tal, ela sempre vai ter esse desafio de estar alinhada, né, pela régua do evangelho. Mas a gente defende a igreja, apesar de todos os problemas dela. Todo mundo que vive igreja já teve um problema com igreja. Eh, quem aqui? >> Nossa, já vivemos vários problemas. >> É, por exemplo, eu já troquei de igreja, meu. Acho que eu já troquei três vezes. É, é muito ruim isso, cara. Na moral, é muito ruim trocar de igreja. >> Acho que eu tô na mesma média que ti. >> Deixa eu ver. Kiti. >> Kit não, Kit. >> Kit é só o Eu não sei se eu troquei. Deixa eu ver. >> Supletivo. Formado em letras ainda. Eh, mas quem sou eu para falar, né? Eu. Nossa, dá para ver que eu não uso GPT porque eu deixo cada erro nos meus stories quando eu escrevo. Eh, eu já mudei. É. P p pá p pa pa pá. Mano, já eu já mudei para qu já mudei, já fiz quatro mudanças, >> quatro mudanças de >> em em não sei quantos anos que eu tenho de crente útima foi agora pra Meuque, né? Para >> Isso. Eu tô há um ano e meio numa nova comunidade. É, enfim, é ruim mudar de quem é que já mudou de igreja? Levanta a mão. >> Nossa, todo mundo baixa todo mundo. Alguém aqui nasceu e desde que nasceu tá na mesma igreja? >> Não, ela não conta, né? Ela tem 12 anos. >> Não, mas a mãe manda. Mas a mãe, ela conta ela não conta. >> Mas que legal. Mas vocês são os pastores da igreja, não? Ah, tá. >> Ah, então tá. Às vezes é isso, né? A gente é o casal pastoral e tal, tá só a nossa família, mas a gente nunca mudou, mano. Um parêntese. >> O primeiro falando, [risadas] eu já se >> não é que, mano, tem uma história que eu conheço bem de perto que é uma família que assim, pessoal é bem estranho e eles são uma igreja, é a família, da igreja, né? É tipo assim e só vai eles na igreja e um amigo outro que assim é uma igreja e eles fazem culto, horário, saudação, mas é só o marido saudando a esposa, os três filhos. Juro para vocês, porque nenhuma igreja presta só a deles que não vai ninguém e vai um amigo lá mais maluco que todos eles. Então às vezes podia ser o >> provavelmente deve estar apaixonado por algum alguma filha, alguma coisa do tipo, para entrar na família, entendeu? >> Não, não, para aí não, não tem nada não. Para, para, para. Mas é, não, eles, eles são bem legais. dela inclusive vai ser uma grande teóloga. A Eloí vai ser uma grande teóloga. Mas ou seja, então tirando essa família aqui que tão eu nem vou perguntar o nome da igreja de vocês para senão vai ter uma migração pra igreja de qual é a igreja de vocês? Deus >> é vocês estão na Assembleia de Deus. Nossa, mano, que que Olha, mas vocês estão de calça, vocês estão errados, vocês sabem, né? >> E a irmã tem cara que, né, mexe no cabelo e tal, tá de maquiagem, a Assembleia de Deus mais turbinada e tal, entendeu? Porque na minha não podia essas coisas >> de É, a minha era do Belém também, não? A minha lá >> é sede. É sede, >> é sede. A sede é a Babilônia. [risadas] A sede é a Babilônia. É assim que chamavam lá na em Joinville. Pessoal da sede é desviado, não fala em línguas, não tem demônio. Pode ver, gente, na sede não tem demônio. Demônio vai tudo pros bairros. É, é verdade. É uma constatação empírica aqui de quem já foi por 14 anos da Assembleia de Deus, tá? Eh, é, eu eu saí da assembleia em 2014 porque eu não podia usar barba, por exemplo, e, enfim, entre outras coisas. Aí o que acontece, voltando pro nosso assunto, que senão e eu tomei o meu liberd, mas vamos lá. Voltando pro nosso assunto. >> Você tomou ou não tomou? >> Tomei, tomei. Eu tomei de casa. >> Tomou. >> Ah, ela fala de assuntos básicos da igreja. Aí um dos comentários que nos chama atenção de vários, tem vários comentários assustadores na postagem dela. O primeiro: "Já errou feio." Vai na ideia desse vídeo, gente, que vocês vão se lascar. O primeiro erro é dizer igrejas no plural. Não existem igrejas. Existe só uma e ela é a de Jesus. Fora isso, o resto é seita prostituta cultual gospel, né? Eh, por que tu cortou o nome? Eu queria até ler o nome desse indivíduo aqui. >> Não, não, cara. Tem que preservar a vida dessa pessoa. >> Rapaz, é público. >> Precisa de graça, cara. >> Tá bom. É. Amém. Que Deus a preserve. Que Deus é que Deus é como é que é? Que Deus te esqueça. >> Que Deus te elimine, né? Que Deus te esqueça. >> Que Deus te elimine. >> Tá gravando, né? Ainda bem que é que o sistema não, ó, o sistema não passa de instituição humana denominada e com CNPJ. Igreja são todas as pessoas que ouviram o evangelho e se arrependeram e lavaram suas vestes no sangue do cordeiro e hoje vivem segundo o evangelho da graça de Jesus. A definição de igreja dele tá certo >> em última análise, >> tá? Mas é uma definição de igreja que não encontra contato com a nossa realidade, com a nossa sociedade, >> não é? Com nenhuma realidade. É, com nenhuma realidade. É que ele tá, ele ou ela, não dá para ver a foto aqui, não. E o cara tem, ele tem família, tadinho desse pessoal que é da família dele. >> Aí o que acontece? E quando você fala sobre dízimo e outras obras da lei de Moisés, como batismo nas águas, Santa Ceia e cousas do tipo, é da assembleia, já foi da assembleia. E cousas do tipo, ah, cadê, me perdi. E cousas do tipo, procura coisas do tipo aqui. E cousas do tipo que fogem do sentido da igreja mesmo e entra no judaísmo. Eu nem vou ler porque isso aqui é tantasneira nesse comentário dele. Mas o que que ele pega? Igreja não tem CNPJ, porque igreja são as pessoas lavadas e remidas no sangue de Jesus. Gente, isso aqui é uma é uma é uma besteira tão grande, porque primeiro que a igreja já existe no Novo Testamento. No Novo Testamento já existe uma organização de pessoas ao redor do nome de Jesus. No Novo Testamento, Paulo já escreve para organizar a igreja. Em Atos dos Apóstolos já há uma organização. Ó, galera, não estamos distribuindo a cesta básica, correto? Aqui vamos trazer mais diácono para cuidar também das mulheres gentias que não estão sendo atendidas. já há uma organização. É que naquela época não se exigia CNPJ para ser uma organização social, porque se tiver, aliás, eles vão se organizar conforme os padrões da época em última análise, em alguns outros, em outros não, mas, ou seja, eles também se molavam as questões culturais do seu tempo. E se hoje nós temos uma organização que tem que ter eh o alvará da prefeitura, tem que ter um CNPJ, é normal que isso não quer dizer que isso deixa de ser igreja. A igreja é sim, ela é um organismo vivo, mas aí essa essa visão dele aqui de achar que se tem CNPJ é prostituta, ah, que só existe uma igreja, a igreja de Jesus. É claro, meu amigo, só que existe a igreja de Jesus que é de Corinto, que tem uma série de questões que não tem na igreja de Éfeso, que tem uma série de questões que não tem na igreja de Antioquia, que tem uma série de questões que não tem na igreja de Jerusalém, entende? As sete igrejas do apocalipse apresentam não apenas coisas positivas, mas coisas negativas a serem arrumadas, a serem consertadas. Então, o parâmetro e >> com teologas, eu sei que é complicado quando a gente fala isso, mas nós temos até algumas teologas distintas em algumas igrejas >> para resolver problemas distintos. Exato. >> Então assim, quando ele faz esse tipo de comentário, é um comentário que não sobrevive à realidade. Ele é utópico. Provavelmente ele, esse tipo de gente nem vive igreja porque eh eh ah v ah, por exemplo, tem um movimento de igreja nas casas. Eu acho muito legal, ela é bacana. Eu acho que é um movimento, só que chega uma hora que precisa se organizar às vezes até para poder enviar >> e porque é uma forma até de preservar. Quando a coisa começa a crescer, precisa ter prestação de contas, começa a envolver dinheiro das pessoas. Tem que se organizar. E se organizar hoje em dia significa fazer uma instituição. >> Mas Bibo, eu vou ser o advogado do diabo aqui, tá? >> É porque essa pessoa aqui é muito diabo. [risadas] >> É, não diabo no sentido de que afasta muito do centro, né? Diabolos, né? Tipo, >> nossa, mas agora utilizou ex >> gastei o grego. Agora gastei o grego total, né? Vai muito no sentido de a gente não sabe as vivências que essa pessoa também teve no contexto de igreja. Nós não poderíamos diminuir também a esse nível, porque >> eu diminuiria, porque isso aqui não viveu nada de igreja. Eu eu já iria para um outro lado. Graças a Deus eu sou monitor da IBTP. P >> ninguém ia querer um cara desse. [risadas] >> Mas é de fato a esse tipo de rancor ou esse tipo de raiva, esse tipo de ódio, ele é querendo ou não, baseado em um ressentimento por meio de uma má vivência em uma alguma comunidade local. Certeza. Em primeiro lugar porque a linguagem ela é muito evangelical da crítica e almeidez. >> Não, ele cita grego tudo aqui, né? Ele cita grego tudo. É incrível. Eh, e em segundo lugar, a gente tá levando em consideração alguém que faz a crítica a institucionalização da igreja e não necessariamente a igreja em si. Então, de alguma forma, ainda tem nesse, por mais que se falte o bom senso que falta na boa parte da Igreja Cristã evangélica como um todo, é só você postar qualquer coisa de teologia que você vai ver isso. Eh, falta o bom senso, mas ainda assim existe um aspecto ali a ser aproveitado, que é us pelo que deveria ser a igreja. Mas quando essa pessoa ela não consegue desvincular e observar que ela também faz parte da crítica, hum, >> isso se torna um o o o lugar do ressentimento. E por quê? Mais uma vez, você pega lá aquela família que se reúne na sua própria casa, que dá a paz a do Senhor somente aos seus filhos, somente a sua esposa e tudo mais, porque nenhuma outra igreja presta. É porque essa pessoa não conseguiu internalizar de que ela também e uma comunidade que esteja instituída por uma outra pessoa, por uma outra liderança, pode se envolver paraa construção de, paraa edificação de. Ela não é uma pessoa que é só vítima. Nenhuma pessoa, nenhuma, nenhuma pessoa em vivência comunitária é só vítima, segundo a aquilo que nós temos de de mais colocado, de mais bem colocado na teologia. E por quê? Porque todo crente individualmente ele tem as escrituras. E se ele tem as escrituras, ele tem a responsabilidade de observar a a comunidade, aquilo que o cerca, as escrituras, fazer a leitura e construir aquilo que deveria construir. [roncando] Agora, eu tô fazendo o advogado do diabo aqui porque nem todas as pessoas conseguem lidar tão bem com a própria dor. >> Existe uma crítica instituir falar essa palavra essa coisa aí. Sim, a gente pode, de fato, muitas igrejas se institucionalizaram de tal maneira que o Espírito Santo nem precisa mais agir, OK? >> Né? De fato, pode ser um problema. Igrejas que só viram gerentes de tradição. Acontece, eu estudei num seminário luterano e a gente tinha esse tipo de conversa lá de igrejas, isso aqui não sou eu falando mal da igreja luterana. Os próprios alunos luteranos falavam isso lá na comunidade. >> Pos fal aqui, eu posso falar? Eu sou da IPB. >> Da IPB, da Presbiteria, não seja de igreja. A igreja burocrática. Exato. Tá assim que se institucionalizar de tal maneira que o Espírito Santo não age e é ali é só na letra, na dureza da letra da da e é isso. Há uma pode haver uma crítica à institucionalização da igreja, só que assim, essa crítica, achar que esse tipo de comentário é a solução, é inocente, é não sobrevive à realidade, >> é doído, é ressentido de doído, né? Aí vem com esse ataque, é como se fosse um, toda reja com CNPJ fosse o mal da humanidade. Não é, não é. E tem a maioria das igrejas com CNPJ são igrejas saudáveis ou que precisam só de um, né, de uma organização e de uma Você sabe o que cura esse tipo de ressentimento? A vivência em uma comunidade de fé que por sua vez leva a sério as escrituras e leva a sério a burocracia. burocracia para vida e não a a vida da igreja para burocracia. >> Exato. Ó, um outro comentário também nessa direção e aqui, ó, do, não vou falar o nome dele, mas é um homem também. Pelo amor de Deus, igreja >> é a reunião entre irmãos em Cristo Jesus. Templos e denominações são apenas burocracias pseudoteológicas fadadas ao fracasso. Assim, é difícil, gente, é difícil porque eu entendo a crítica da pessoa, só que isso aqui não sobrevive à realidade. Isso aqui é fugir do problema, na verdade é não querer, é o que você tava falando, né, nas palavras ali, é não querer encarar o problema. É muito mais fácil eu achar que isso aqui é do demônio, que isso aqui é só teologia falsa, do que viver igreja e encarar o problema. Todo mundo que se envolve com igreja tem hora que pensa em abandonar, né, e tirar um sabático. Todo mundo tem, todo pastor já pensa assim: "Mano, acho que domingo eu não volto, né? Todo pastor tem crise, todo mundo envolvido com igreja, em algum momento pensa: "Acho que não volto domingo que vem". Porque tem hora que cansa mesmo, tem hora que você, por exemplo, nós não somos pastores de igreja, mas somos envolvidos com igreja local e trabalhamos com produção de conteúdo na internet. E o André Hein que acabou de postar, por exemplo, né, que ele não aguenta mais explicar o barzil lá, não sei o que. Tem hora que, e outra, e você vê eh um monte de gente com centenas de milhares de seguidores ensinando a teologia da Xuxa. Inclusive ontem eu vi literalmente uma mulher fazendo teologia com a música da Xuxa. >> Seu livro não vendeu tanto assim? >> O meu livro não vendeu tanto assim, não chegou nela, né? E aí ela, inclusive, ela distrai, ela faz, ela ensina neurociência com a Bíblia, alguma coisa assim, é reprogramação, isso aí, não sei o que bíblica, ou seja, uma coisa maluca. Então assim, o mais fácil para mim é desistir disso. Não vou escrever o Deus que destrói sonhos volume dois, né? Aliás, eu vou escrever uma ampliação, vou citar essa mulher, não vou desistir. É que tem hora que dá vontade de desistir. Porque, mano, é todo pastor, toda conversa entre pastores, de vez em quando tem essa conversa assim, meu mano, a gente prega, prega, prega e aí é o pessoal parece que, né, entra no ouvido e sai pelo outro. Sim. É, é. Imagina Jesus, Jesus, né? fez milagre, expulsou demônio, coisa arada e a galera vaza, a galera. Você imagina o apóstolo Paulo que já eh lida com contexto de igreja, Jesus sofreu mais que Paulo assim, só pra gente não, né? Não, né? >> Paulo é legal, Paulo é bacana, mas tu imagina Paulo não fez muito milagre. Jesus fez milagre, expulsou demônio e coisa arada e os caras tipo, mano, é, será mesmo? Entendeu? Morreu. >> O Paulo, ele já observa o nascimento da igreja, lida já com igrejas já instituídas. Então, nesse contexto, >> realmente, mano, >> tá difícil, mano. Difícil. O microfone te odeia, Satanás. >> Qual pode ser o problema dele? Em nome do Senhor Jesus. >> Qual pode ser o problema dele? Um trancabite, mano. Que é isso? Tu tá dizimando, mano? >> Tá dizimando >> na vila. Eu ten pastor da vila aí, cara. >> Ali à esquerda, tá? É o Lucas Pet ali. >> Quem é o Lucas? >> Ali, ó. Levanta a mão ali, ó. >> Ah, oi, Lucas. Tudo bem? >> Como é que é a transparência financeira lá na vila? >> Maravilhoso. Todo mundo tem. >> Tu sabe quanto o botelho ganha? Não, [limpando a garganta] isso eu não sei. >> É uma informação. >> Quanto que o botelho ganha Pet? Não, brincadeira. >> Hum. >> Eu vou ficar igreja que não revela quanto o pastor presidente, >> não. Mas eu posso perguntar. É o modos operante da presbiteriana com bom. Bom, >> tá bom. Então, a parte, voltando aqui na ideia do próprio Paulo, pastor, >> ele vai lidar com o contexto das igrejas. Fala para mim que eu falo Paulo vai lidar com >> Espírito Santo. É o Espírito Santo. Tá vendo, >> mano? É impressionante. Troca de microfone. Começa da >> Eu vou agora com essa mão aqui. Pera aí. >> Isso. Isso. Vamos lá, ó. Vamos. É imperson tá entolhando meus poços. É, mas o que o Luiz tá tentando dizer, gente, que o próprio apóstolo Paulo, ele tá lidando com a comunidade e ele tem muitos problemas com a comunidade e ele não desiste das comunidades. Inclusive, ele fala: "Olha, gente, eu até queria poder ir filiar aos filipenses, né?" "Pô, gente, eu até olha aqui, morrer é bom, morrer é legal, tô legal. Tá com Cristo deve ser massa, né? Já é maravilhoso estar com Cristo." Mas >> as últimas cartas do apóstolo Paulo são cartas para nova liderança. Isso só mostra o quão ele confiava na igreja. Ele acreditava na igreja. Ele fala para Timóteo assumir o trabalho ao qual ele levou nas costas durante muito tempo e compartilhou com Timóteo. E não apenas isso, ele fala para que o o próprio Timóteo também eh instituíssem novos líderes. >> Exato. Transmitia a doutrina e tal. Timóti >> acreditava na igreja, né? >> E é muito louco. Se a gente pega por Corinto, né? A igreja de Corinto era muito problemática. >> Ah, essa daí >> muito problemática e extremamente carismática, né? extremamente carismática e muito problemática, mas ele escreve várias cartas para essa igreja, não desistiu da igreja. Aliás, se a gente vai ler Crisóstomo depois, que escreve também para Corinto, dá um desespero, né? >> Clemente, >> Clemente, Clemente escreve pra igreja de Corinto e dá um desespero que parece que ele tá só copiando a carta de Paulo porque a igreja continua com os mesmos problemas, né? Mas, ou seja, Deus não desiste das comunidades organizadas com presbíteros, pastores, com liderança. >> E as nossas comunidades hoje, a qual fazemos parte são frutos dessas comunidades. Eu acho que é importante a gente levar em consideração isso. >> As nossas comunidades da qual nós fazemos parte hoje são frutos dessas comunidades problemáticas. >> Exato. Exato. Exato. >> A igreja de Corinto plantou, a igreja de Éfeso plantou com seus problemas. >> É, é. Porque não é que tem pessoas, instituições ou denominações que realmente são sinagogas de Satanás que a gente vai jogar tudo fora, né? Não é porque tem igrejas que de fato tem abuso de liderança, abuso financeiro e tudo quanto é tipo de coisa que agora a igreja não pode ser assim, que a igreja tá errado ela ter CNPJ, tá errado ela ter isso ou aquilo, essa institucionalização, não. O ela não pode deixar de ser um movimento. Isso é o que o Keller fala muito na igreja centrada. Ela não pode deixar de ser um movimento do espírito, mas ela ela é uma uma movimento e esqueci agora. É instituição, não, mas tem movimento e é outra palavra com M. Esqueci agora. Deu um branco. >> É igreja. Ih, deu um branco agora aqui. Mas enfim, ela não pode deixar de ser um movimento do espírito. Ela não pode deixar de ser esse movimento, mas ela vai se, ela vai ter, ela vai ter regras, ela vai ter, ela pode ter um caderno lá, como é que é, uma ata para as reuniões, ela ela tem que se organizar. E inclusive isso denota eh amor pela membresia. Quando ela se organiza, quando ela tem reuniões, que tem ata, que que há uma preocupação em proteger, né, o patrimônio, o dinheiro da igreja, faz parte, entende? Porque esses ferramentais servem à igreja. E aí, >> ah, não é organismo e organização que eu queria fazer o contraponto, né? Ela sempre vai ser uma, ela vai ser uma organização no mundo que a gente vive. Pede isso, organização, mas ela não pode deixar de ser um organismo vivo, entende? E a organização não pode matar o organismo. É, é, esse é o lance l. Então, porque serve, essas ferramentas são muito importantes e elas querendo ou não, não acredito. Não, pera aí. balizadas. Elas são balizadas. Vou colocar aqui, ó. Pronto. >> Quem mandou ser advogado, irmão? Matou [risadas] chorarada, viu? >> Então, elas são balizadas pelas escrituras. Então, as escrituras elas têm dão fundamento para essas ações. Eh, e por esse caminho. A gente precisa realmente voltar a ir por esse caminho e observar isso com mais carinho mesmo, sabe? É isso. Sou igrejada, apesar de concordar com você de que alguns pontos e prédios não deveriam existir. Faz parte da contradição. As sardes e laudiceias coexistem com as esmirnas. As sete igrejas eh eh as sete igrejas dá bem o tom do tanto de contradições que podemos encontrar, mas nunca houve uma ordem para acabar com as igrejas e sim para que se arrependam. Tá? Aí essa pessoa ela continua, tá? Mas para qual igreja foi o o Etípe, né? Ou seja, para qual igreja esse cara foi, né? [risadas] Ah, mas se tem uma tradição, né, Cia? Que esse cara abriu ele a toda a igreja da Etiópia, né? A igreja etíp começou provavelmente com esse cara, entende? Então assim, é essa romantização muitas vezes, né, de que, ah, eu não preciso de igreja, eu sou igreja, né? né? Um movimento que cresce muito, que é inclusive até eh depois da pandemia se teve muito isso. Qual até o termo, esqueci o termo que a Cristiane Today ela colocou, né? Dessa galera que depois da pandemia não voltou pra igreja, né? Ou seja, continua amando Jesus, continua amando a palavra, mas sente uma extrema dificuldade de congregar. E a gente sabe disso, que tem muitas pessoas que têm dificuldade de de congregar justamente por aquilo que o Luiz falou no início do nosso lançamento, porque teve uma experiência muito traumática com a igreja. Mas a cura para uma experiência traumática com a igreja é viver igreja numa igreja saudável, né? Não se cura uma experiência traumática com a igreja fugindo da igreja, >> entende? Porque é é isso, o mandamento bíblico de nós nos reunirmos, de nós sermos um com o outro, uns. O sentido da fé cristã só faz sentido na vida com o outro, né? os dons, o fruto do espírito, tudo isso só faz sentido na relação eh com aqueles. E se você vai ler Paulo, se você vai ler, fica mais evidente em Paulo, obviamente, ainda que Jesus cite a palavra igreja, né, no evangelho, já se tem uma ideia de um povo, de um de um novo povo de Deus e tal, mas se você lê Paulo é isso, tem hora que é desesperador mesmo. E não a tua Paulo fala, é, é basicamente o que Paulo tá dizendo o seguinte, galera. A unidade já foi dada para nós, só não vamos estragar. >> Exato. Ex. >> A unidade já foi dada. Quem dá unidade pra igreja é Jesus. >> Esforcem-se para eh eh manter o >> manter o vínculo da paz. Exato. Ele quando ele fala na né, na carta aos Efésios, esforç para se manter esse vínculo porque a unidade já foi dada. E sim, nós vivemos num turbilhão de denominações. Nós vivemos com muitas denominações, doutrinas diferentes. Eu sei que às vezes, e também é um é um dilema que a gente pega na internet, né, cara, é tanta coisa que eu não sei qual que é o certo, né? Tanta gente falando tanta coisa. Olha, o Nunes responde de um jeito, tu responde do outro, o Iago de outro e não sei o quê. Meu Deus do céu, para onde que eu vou? Vai para uma igreja local, entende o ponto? Vai para uma igreja local que seja saudável. E é óbvio que a sua igreja local, talvez ela tenha um ponto de vista diferente do John Piper. E tá tudo bem. O John Piper não é Deus. Nicodemos não é Deus. Teologia é um negócio que a gente perdeu muito com a teologia na internet, porque teologia é algo que é o nosso esporte, >> mas é algo que se constrói em comunidade, tá? Ah, quando nós observamos um John Piper pregando e falando sobre o calvinismo, falando sobre as doutrinas da graça, ele está dentro de uma tradição. Quando nós vemos Víctor Fontana falando a respeito da Bíblia, ele está dentro de uma tradição. Quando nós falamos alguns Nicodemos, dentro de uma tradição. Gutierre Siqueira dentro de uma tradição. Estes homens e mulheres, Ctia Muniz aqui que tá aqui presente inclusive, né, está dentro de uma tradição. Esses homens e mulheres, quando eles falam de teologia na internet, você, a gente precisa voltar a fazer o exercício de que essas pessoas são amparadas por uma comunidade ao qual aquilo que elas desenvolvem encontra contato com a realidade das suas próprias comunidades locais. Então, a leitura da Bíblia, a espiritualidade, aquilo que nós vivemos por meio da boa notícia de que Jesus foi morto e crucificado e ele está, ele foi eh ressu >> ressurreto, né? Ressurreto pelo ressuscitado, no caso, né? pelo poder do espírito. Eh, tudo isso só vai ganhar sentido dentro de uma comunidade para a qual nós olhamos, vemos na encarnação do outro e a partir da encarnação do outro construímos as nossas próprias respostas teológicas. A internet ela é somente a ponta do iceberg, ela só é a parte visível do iceberg. O que está por embaixo, o que está escondido, é o que dá subsistência para determinadas afises. Então, ah, John Piper fala alguma coisa, o Guties fala outra, Bibo fala outra, Nunes fala outra. Meu bem, vá para sua comunidade local e observe que tipo de resposta teológica você pode ver eh e desenvolver a partir da Bíblia e dos problemas, a partir da Bíblia e da minha relação com o outro. E a partir disso, esse tesouro local ganha um aspecto de tesouro para todo o evangelho, para o reino de Deus, para a construção da comunidade escatológica. que anuncia o reino de Deus, o reinado de Jesus de Nazaré, que será consumado na sua segunda volta. Esse é o maior exercício que nós podemos fazer diante dessa barulheira que nós temos na internet. Bênção. Bênção. Muitas pessoas inclusive estão aqui, estão aqui por conta desse exercício de teologia na internet, de facilitar a teologia na internet, de democratizar esse tipo de ensino. E se você está, por sua vez, confuso do que você acredita ou não, do que você desenvolve com resposta ou não, então é a hora de encarnalizar, encarnar melhor termo, né? encarnar a teologia pra vida comum, pro tete a tete, pro pegar no braço, pro olhar no olho, pro tomar um cafezinho, pro por ver as os dilemas e ver se a sua teologia consegue esconder esses tipos de dilemas. >> É isso, gente. E como todos os relacionamentos humanos, igreja dá trabalho, tem hora que dá vontade de sair correndo, mas a gente não pode desistir, né? Se Jesus não desistiu, né? como até o Alcino falou, inclusive aqui nesse púlpito, nesse púlpito aqui ele falou, né, Jesus mesmo, Jesus andava no meio das igrejas do, né, ali da da das igrejas do apocalipse, né, ele não desistiu delas. Então, a gente, apesar de ser às vezes dá aquela dificuldade, a gente não não é o caminho dizer assim: "Ah, igreja não é templo. Igreja". E claro que igreja não é templo, gente. E e é e é interessante, né? Outro ponto, a Eloía também não fala que a igreja é o templo. Ela não, a gente, a gente não afirma isso também no livro, entende? A igreja somos nós. É óbvio que a igreja somos nós, que nos reunimos num templo, numa casa, né? O templo somos nós, né? Jesus, eh, é o verdadeiro templo, né? Nós temos corpo dele, né? O jardineiro é Jesus, né? E as árvores nós. Exato. Então, e não é esse caminho também você achar que isso não é igreja. É claro que igreja somos nós, mas nós que nos organizamos e como organização prestamos contas, temos organização e tá tudo bem. Esse não é o grande mal. Mas é lutar por isso. E aquela coisa, pessoal, eh tem igreja que, como é que a gente fala ali? Tem a igreja eh doente, >> a igreja do a igreja verdadeira. >> Verdadeira, >> a igreja saudável, né? >> Eh, a igreja doente e a igreja falsa. >> Saavel falsa. >> A igreja saudável nós só continuamos e ajudamos a construir cada vez mais. >> Exato. >> A igreja doente, nós ajudamos a reabilitar, mas a falsa >> a gente vaza. E esse livro, obviamente, que ajuda a gente a identificar alguns pontos e tal. O lance da igreja doente pega um pouco também, por quê? Se a liderança não se atentar para essa doença, as mudanças elas praticamente às vezes não acontecem, né? >> Posso dar um exemplo aqui? Lá na IBT, eh, eu ouço muito, meu irmão Luiz, eu tô com uma dificuldade na minha igreja local que é o seguinte, ó. Nós temos aqui a a liderança e a liderança tomou tais decisões. Aí tem um grupo de pessoas aqui que foram contra, mas a liderança decidiu bater o pé e isso tá acabando com a igreja. E o que que eu faço? Aí a minha primeira eh pergunta para eles é: você faz parte da liderança? Ah, não, não faço. CNPJ sempre terão mais poder do que CPFs. E aí, ah, não adianta você continuar em uma comunidade de fé pelo qual você não será ouvido e por sua vez tem, eh, a máquina tenderá a te esmagar. Então, essa é a minha principal eh dica, cara. Não lute contra um sistema se você não faz parte da liderança e você não constrói esse sistema, se você não constrói essa cultura, que é uma coisa que bastante no livro, >> porque às vezes é uma uma questão muito arraigada, assim, tem pontos e pontos, né? Por exemplo, ah, eu vivi isso em Joinvila e Santa Catarina. Você tem igrejas carismáticas, eh, que saíram da Assembleia de Deus, por exemplo. Então, lá em Joinville tem pelo menos algumas igrejas que saíram da Assembleia de Deus e elas saem com boa parte da teologia pentecostal, assembleiana e por aí vai. Aí só o que acontece do nada um dos líderes da comunidade, ou seja, líderes, ele abraça a teologia reformada. E aí, qual é o problema disso? O problema não é a teologia reformada, é uma boa teologia. O problema é quando ele quer mexer numa igreja pentecostal, sendo que a teologia pentecostal é uma boa teologia. Você não precisa reformar uma igreja pentecostal saudável. Você não precisa. Uma igreja pentecostal boa, ela tem uma boa doutrina, ela tem uma boa teologia. Você não precisa de Calvino numa igreja onde se tem uma boa doutrina até soteriológica, por exemplo. Você não precisa. E aí onde começa a entrar uma disputa que não é saudável. Por quê? Por mais que para alguns reformados, né, os mais bem chatos, o pentecostalismo é um câncer na igreja de Jesus, né? Mas isso é ridículo você pensar isso. >> Tem tem uma piada entre os seminaristas presbiterianos. Eu vou contar aqui porque é piada que todo mundo conhece. A IPB conhece >> a IPB tem que orar muito para que os pentecostais eh continuem evangelizando, senão a IPB morre. É só isso que eu queria dizer. Só. Tá bom. >> É, mas isso é isso é horrível essa fala, né? É muito horrível porque já, >> mas mostra muito da nossa missionalidade, tá? >> Ah, entendi, entendi. É, mas esse é o lance, assim, é claro que, gente, no pentecostalismo tem coisas bem complicadas e tal, enfim, claro que tem, só que se você vai olhar os teólogos pentecostais, eles também estão criticando essas coisas complicadas, entende? Eu sei porque eu fui, eu estudei muito teologia pentecostal e até o próprio Gutierres, né, que é um baloarte aí, né, é um cara tão jovem, mas desde 2000, sei lá, 7, 2008, 2009, né, o blog Teologia Pentecostal já sacudia a teologia pentecostal no Brasil. >> Paulo Romeiro. >> Paulo Romeiro. Exatamente. Então, assim, é isso que eu tô dizendo. Às vezes se tem algumas confusões na igreja, porque a pessoa quer trocar um sistema teológico por outro, sendo que não precisa. Entende? Você muda aquilo que é heresia, você muda aquilo que é mal, aquilo que é contrário à escritura. Às vezes você não precisa mudar a posição teológica da comunidade, entende? E eu não quero citar nomes aqui, mas eu também acompanhei em Joinville igreja sem muita identidade, que e por quê? Porque é uma igreja onde a liderança tá meio que na mão de uma única pessoa. E aí se essa pessoa começa a gostar de vermelho, é meu, a igreja começa a ir para um lado vermelho. Não, isso vermelho é ruim porque o pessoal já, eu não tô falando de política. Você >> não é política, gente. É, é só cor. É só cor, gente. Não, eu só pensei em cor mesmo. Eu juro, juro, juro. >> Gosta de jabuticaba, sei lá. Não, vamos começar. Não, então, digamos, o líder começa a gostar eh de movimento em células, aí a igreja começa a ir pro movimento em células e e é tudo na igreja. De repente o líder vi um vídeo no YouTube que não é bom o movimento em célula, aí ele começa a ir paraa teologia reformada e aí começa a mudar a igreja e de repente a teologia reformada já não contempla mais algumas coisas porque não pode ter dança no culto, aí vamos mudar já não entende como isso também é um pouco complicado, sabe? Então assim, é por isso que a igreja é uma questão comunitária. A gente fala muito isso no livro também, sabe? Então assim, você muda aquilo que se você tá na liderança, tem que ser ser conversado. Se a lideran, o que que vocês querem mudar, o que que tá contrário a escritura, se não tá, se é só um desejo teológico, vamos fazer essa curva, mas tem que fazer todo mundo junto. Porque, gente, fazer a curva de uma igreja não é como virar a curva de um carro, é um transatlântico, porque se faz muito rápido, capota, a galera não entende, mano. Inclusive, é isso. Eu eu eu tava numa igreja, meu, lembrei disso agora. Não tem como fazer cavalinho de pau em um transatlântico, né? >> Não tem como fazer um cavalinho de pau. Até tem, eu já vi um vídeo, mas é bem devagar, né? Eh, o cara vai, o cara fez, é, foi bem bonito, mas ele demorou quase 30 minutos para fazer. É isso, é uma coisa demorada, mas eu tava, fui pregar numa igreja recentemente em que a liderança começou um movimento de mudança, ou seja, a liderança como um todo da comunidade, ou seja, eles pensaram e, ou seja, a liderança como um todo, legal, mas muitos irmãos sentiram a mudança. Então, assim, tem que ser feito com calma, tem que ser feito, sabe, eh, com muito cuidado. E às vezes é isso, às vezes a mudança que você quer, ela não é essencial pra igreja. E talvez você tenha que aceitar que a igreja não mudou. E é isso. Agora, se aquilo que você tá propondo mudança é realmente um pecado que está na instituição e aquilo e você falou, você eh conversou e você não foi ouvido, não adianta lutar contra, entende? Aí o melhor caminho é sair. Porque, por exemplo, eu também já fui pregar em outra igreja que nitidamente a pessoa que era o meu sombra, sombra é a pessoa que te pega no aeroporto, te leva para comer, enfim, fica com você, né? Nitidamente aquela pessoa não estava na mesma página da igreja da qual ela fazia parte. E chegou uma hora que começou a ficar um pouco desconfortável, porque ele começou a falar mal da igreja para mim, da qual eu ia pregar daqui a uma hora, entendeu? Então assim, isso é muito desconfortável. Aí uma hora eu falei para ele, mano, acho que o teu caminho é sair mesmo. Aí onde esbarra, é, mas daí eu vou, né, pagar o meu boleto como? Cara, então assim, ou tu cria coragem e sai, ou tu aceita, porque também fazendo o que tu tá fazendo não é legal. Gente, o boleto é o o menor dos problemas, por mais que a gente ache que seja o mais central e é importante, mas boleto é o menor dos problemas em relação a isso. >> Então assim, mudanças na igreja, elas são mais complicadas e às vezes elas não são possíveis, mas a gente continua lutando, a gente continua, o importante é a conversa, gente. O importante é realmente nós sentarmos juntos e que é o que a igreja em Atos faz. A igreja resolve problemas conversando. A igreja resolve problemas tendo uma base que não é a opinião de um líder, que não é a opinião de um membro rico da comunidade, que isso acontece também. Tem muitas igrejas que é pautada pelo dinheiro de alguns irmãos. Se esses irmãos querem ir para um lado, o pastor acaba cedendo também, porque é dali que vem boa parte do dinheiro dele. Não, a nossa medida é o evangelho de Jesus Cristo. A nossa medida é o Novo Testamento, por assim dizer, e obviamente o Antigo Testamento, a luz do Novo, mas a nossa medida é a palavra de Deus. E para isso a liderança precisa estar cada vez mais centrada também no evangelho. A liderança precisa ser cada vez mais humilde também, né, para aceitar eh uma conversa sincera e honesta. É isso, gente. Acima de qualquer coisa, orem eh pela igreja de vocês, sabe? Examinem o qual é o problema, porque às vezes não é um problema, é só uma opinião teológica que você passou a ter diferente, entende? É muito comum, por exemplo, pessoas que passam a ter uma soterologia calvinista, mas continuam numa assembleia de Deus, por exemplo. >> Super comum o contrário também. >> E sobre e eu é é o comum o contrário também. Eu eu já não conheço tanto essa realidade. >> Eu já conheço muito. Por exemplo, eu fiz parte de uma igreja em que um dos presbíteros, de uma igreja presbiteriana era arminiano, confe. Arminiano. >> Mas ele tá contra a confissão da própria igreja, né? Aí ele assinou lá que concorda, mas não concorda. Ex. Então ele não assina. Presbíteros. intealmente a confissão, mas ele era um presbítero que servia a comunidade local e acreditava naquilo. E assim, mais uma vez, é um é uma vivência, mas a ideia de olhar para olhar para a igreja não é olhar a aparência ou a forma que se dá por meio das estruturas confessionais. É olhar para a natureza. >> Boa. >> O que a igreja deve ser? O que a igreja de Cristo deve ser além da placa, denominação e tudo, o que ela deve ser, tá em conformidade com as escrituras? Então, ou trabalha ou dependendo da inconformidade, >> porque de fato na essência toda é uma só igreja. Na essência é uma só igreja, um só batismo lá do rapaz. Exato. >> Exato. É uma só igreja, um só batismo, mas tem roupas diferentes, calçados diferentes, né? Pente diferentes. Agora deu comigo, ó. É porque tá acabando mesmo, gente. As seis dimensões que nós, ó, agora, viu? Acabou mesmo. Acabou. Acabou mesmo. Acabou. É como a gente começa definindo o que é, o que é evangelho, o que é igreja. A gente faz as definições básicas. Depois, comunhão, a dimensão relacional, imitação, a dimensão do discipulado, serviço, a dimensão diaconal, administração, a dimensão da transparência. E essa absurdamente é a mais urgente, né? Tipo assim, é incrível como as pessoas relatam para nós problemas administrativos em sua igreja. E aí, aí, claro, por isso que às vezes tem esse pessoal que é contra a instituição, porque de certo passa por este, >> telão de LED, né? Eh, a gente gravou inclusive um podcast bem legal sobre a administração, revelação, a dimensão das escrituras e a missão a dimensão evangelística. Cara, não tinha que ser dimensão evangelística. >> Tá bom. >> Evangelista. Isso, isso aqui foi um erro que passou. >> Eu acho que é dimensão evangelística. Alguém, que que vocês acham? Dimensão evangelista ou dimensão evangelística? >> É, eu acho que dá pro pros dois. É, e fica nesse. >> Aliás, uma curiosidade, >> eu acho que a gente pensou nisso, inclusive >> a gente conversou sobre isso, né? A gente teve essa conversa, >> gente, é incrível. É não, gente, por favor, não se sintam maus em mandar uma DM para nós. Olha, achei um erro na página tal. Desculpa, gente. Obrigado por mandarem os erros. Isso ajuda a gente para caramba. >> Porque em uma reimpressão nós encaminhamos, >> a gente ajuda a a corrigir esses erros. Aliás, alguém mandou para mim semana passada e eu não anotei. Sempre tem gente, ó. Livro que não tem erro é igreja sobreedida. >> Não, não, do como se tornar uma cristão inútil. Livro que não tem erro é livro que não tá sendo lido. Todo livro tem um errinho de digitação e tal. uma coisinha que passa, um errinho na diagramação, às vezes todos eles passam. Então, a gente trabalha essas seis dimensões, a gente explora linguagem simples, acessível. Eu acho que é um livro que vai ser muito legal para vocês lerem em comunidade, estudos bíblicos, grupos pequenos, tá? Tem perguntas, né? Tem três perguntas no final de cada capítulo tem um mapa conceitual que a gente tem que abre o capítulo. Eu acho que ajuda também a fazer um bom resumo do capítulo. É isso, gente. Espero que vocês gostem desse livro, que ele edifique eh a vida de vocês e a vida de quem congrega com vocês. O objetivo de vocês lerem, o objetivo de vocês estudarem, o objetivo de vocês ouvirem o nosso podcast, de vocês estarem aqui num sábado à noite, é vocês poderem ser uma igreja melhor, né? É vocês serem a melhor igreja que vocês podem. >> Vocês que faltaram no culto de jovens. A >> moça que gravou com nós >> é a Débora. Débora Bizarria. >> É Débora. Esqueci nome Débora. Eu sou horrível com o nome. Desculpa. Débora.Então vocês que faltaram no culto de jovens, faltaram na programação da igreja local. Manda um abraço pro pastor para vocês. Tá bom. Traga esse livro para eles. >> É, por exemplo, tomem cuidado ao dar de presente esse livro, entendeu? >> Ah, não. Ah, não, >> não, não. Calma, calma. >> Eu não fiz esse livro para as pessoas tomarem con É que tem um jeito de dar. Dá só o dá, não fala nada. >> Dá no meio de dois dois. Pronto. Três assim. Não, porque assim, às vezes o pessoal fala assim, ó, mano, joguei esse podcast lá no grupo da comunidade e saí. Tipo, não vai adiantar fazer esse tipo de coisa, joga a bomba e sai correndo. >> Você só nos atrapalha. >> É, as pessoas não recebem bem quando vem em tom de gente, olha a sapatada aqui que a gente precisa levar, não, entendeu? Tenta fazer uma coisa mais tipo briga de casal, sabe? Constrói uma questão, >> compra o kit, Rodrigo Bibo de Aquino. >> Ah, o compra o kit é você tem o Deus que destrói sonhos. Mano, é tudo muito ruim, né? O Deus que destrói sonhos, como se tornar um cristão inútil e o igreja sobre medida só lapada, só >> é fica meio complicado, mas é tipo assim, é tipo, ó pastor, eu queria até te dar um livro e tal, que eu li me abençoou muito, pronto, tá bom, entendeu? E entrega para Deus, sabe? Não fala assim, ó: "Pastor, um livro aqui que eu acho que a nossa igreja tá precisando." Pronto, esse pastor vai jogar no lixo, entendeu? Pastor, tá aqui um livro que a nossa igreja tá precisando. Acabou. Esse cara não vai >> cavalo de Troia. Assistam Odisseia. >> É tipo [risadas] assim, pastor, tá aqui um livro. Olha, me abençoa demais, pastor. Queria abençoar a comunidade e tal. Queria dar um livro pro senhor, um pro presbítero Antônio, entendeu? É isso. Faz assim, entendeu? Acho que e pode ajudar mesmo. Leva pro grupo pequeno. >> Não, aproveitar que tem pouca gente, já compra uns três, quatro, cinco e já deixa de estoque para dar pessoal em casa. >> Gente, vamos lá. É, acabou aqui a nossa exposição sobre o livro, mas alguém quer fazer alguma pergunta para nós? Alguém quer fazer alguma colocação? Gente, alguém quer fazer alguma pergunta? Alguém quer fazer alguma colocação breve? Se alguém quiser fazer, quiser fazer algum comentário. Não, >> lá no rapaz levantou a mão. >> Não, ele levantou a mão. >> Sério? Quem é o rapaz? Acho que ele não, acho que ele só vai coçar o sovaco, mano. Não, >> agora você vai fazer pergunta. Agora >> não. Tadinho, gente. Não faz. Ele vai traumatizar o guri. >> Oi. >> Ah, não é uma guria? É, eu não li o livro. >> Sou a Kathle. >> Kat, ó, Kathle é um nome difícil de fazer outra >> barulhos. >> Katlyn é um nome difícil porque >> é do teu PG. Legal. >> Então, eu não li o livro, né? Mas eu tô vendo aqui que administração, eu até fiquei foliando e aí eu vi que vocês colocam aqui em pontos até de um pastoreio narcisista e tudo mais. Eu queria saber no livro vocês vão tratar do assunto de abuso espiritual nessa parte de controle e tudo mais, porque eu vejo que é uma falta literatura um pouco disso também, né, em português, porque eu fui procurar e é mais em inglês, não temos muitas coisas sobre a questão de abuso espiritual, mas nesse sentido não de nesse sentido mais velado, mais sutil, de controle, >> a gente não fala tanto, né? A gente aborda o problema de uma de uma de uma liderança única, né? ou seja, focada numa só pessoa, que é centralizadora, é uma liderança centralizadora que ela é uma porta aberta para o abuso espiritual, mas a gente não comenta, não explora tanto a ideia do abuso espiritual, o que é e é e as suas, né, as suas garras, mas tem bibliografia, mas a tem um livro que agora que é do Michael Krueger, né, abuso espiritual, que é da Thomas, é, tem o The Gro, pastor narcisista, tem o abuso espiritual do Michael Kruger e tem os dois, a dobradinha, né, o Pivot e o do da mundo cristão. E a Live Press, a Live Press tem vários, ela deve ter uns cinco nessa temática. >> Cara, um pastor narcisista que tem o abuso espiritual velado, pode ser as duas, é só a convivência. Porque às vezes o pastor narcisista e o pastor centralizador, ele vem dessa escola e e não e é uma escola onde a igreja sempre aceitou isso de bom grado também. É o homem de Deus. Ah, a gente conviveu, enfim, né? Enfim, eh, eu não quero falar em tempo, em tempo e espaço, mas eh a gente viu assim, eh, uma liderança centralizadora e pessoas defenderem, não, ele é o homem de Deus, então é centralizador, mas ele é o homem de Deus. Então, ele comete abusos espirituais nesse sentido de liderança sufocante, de liderança que cobra, mas é tudo em nome do reino de Deus. Então é uma coisa um pouco mais sutil e a igreja como um todo aceita. >> Comunidade de crente, >> é a comunidade era gente crente que tava falando isso, entendeu? Então pode ser uma uma doença ali por conta de uma má interpretação da natureza da liderança, >> da autoridade, >> da autoridade, que é exatamente isso. E ah ou pode ser uma igreja falsa ao qual a cultura só aceita esse tipo de liderança, porque quando a cultura só aceita esse tipo de liderança, a f dá no pé. ou às vezes não é nem que ela aceita, é o tipo de igreja que ela acha que é ela, que ela cresceu nesse tipo de coisa e ela não consegue ver algo diferente. É, é, é o é doente. Ou, por exemplo, são pessoas que viveram em situação de abuso por muito tempo e elas não sabem o que é não sofrer abuso. Então, ela condicionou a vida dela a pensar desse jeito. É muito complicado. Então, ou seja, às vezes é falsa mesmo, às vezes é doente. E aí, como tal, é onde se vem, né, a igreja, por exemplo, eu vi um esse processo também de se deixar de ser uma liderança centralizadora para uma liderança mais presbiteral ou cara, chama do que você quiser, de presbitério, de conselho, de diretoria, mas é um processo que tem que nascer no coração da liderança e principalmente do líder que tá ali, que é o e geralmente é o líder fundador, né? é o líder, o líder fundador ou é o líder, é, ou é o filho do fundador, geralmente começa muito nisso, então é o sior e tal, então ela tá ali entre doente e falsa. É mais difícil mesmo. Mas o abuso espiritual tem a Live Press, tem vários livros e tal, tem o Igreja, o o Tv, né? Uma igreja chamada TOV, o Pivot, a o abuso, como é que é o do The Grow? Eu não lembro. Narcisismo invade >> quando o narcisismo invade a igreja também é um bom livro que é da da plenitude, é da plenitude. Então no nosso capítulo a gente não fala tanto disso, mas a gente aponta que esse é um problema, mas a gente não esmiuça o problema. Mas na nota de rodapé tem outros livros que na no capítulo da administração a gente fala muito sobre como a administração é algo importante, espiritual, como deve acontecer e se não acontece os perigos que podem vir disso. >> A bua espiritual. Eh, e caso ah, não vou conseguir ler de imediato. Então, o Bibotal tem podcast sobre todos esses livros que nós citamos. >> Exato. Tem, tem, tem todos esses. Então você pode procurar lá. Se quiser procurar abuso espiritual, vai aparecer pelo menos alguns ali para vocês. >> Mais alguma pergunta, pessoal? Mais alguma colocação? o irmão ali. >> Boa noite. Meu nome é Thales, eu sou lá de Roraima e >> nossa, mas tu não veio pro lançamento, né? Só >> não, eu tô fazendo seminário, não sei se conhece Palavra da vida, eu tô fazendo SBPV >> e aí eu vim para para poder conhecer vocês. Mas eh eu queria saber o quão importante seria e ou quão prejudicial seria uma igreja que não foque em missões, sabe? Uma igreja que tem muita estrutura, muita teologia boa, mas o foco em missão é quase nulo. Tipo assim, é uma igreja que tá apodrecendo, já tá quase morta, uma igreja, pô, uma igreja que dá para fazer algo, sabe? >> Eu vou começar dizendo o seguinte, é que às vezes você tem que entender o que que essa igreja entende por missão. Então, tem igrejas que são muito focadas e ela entende missão como plantação de outras denominações daquela igreja. E aí você vai conversar com a liderança, não, a gente faz missão, a gente tá plantando a nossa igreja na cidade tal, na cidade tal, na cidade tal. Ele entende missão assim, o que não tá de todo errado em última análise. Mas essas igrejas muitas vezes elas pecam no sentido da missão cultural. E aí é um problema, porque nós não seríamos evangélicos se não fosse a missão transcultural. E aí também nós negligenciamos o que Jesus fala do evangelho ser pregado para que ele venha. Então sim, eu acho que uma igreja que não abre os olhos para a missão transcultural, ela é isso. Ela pode ser uma igreja saudável, mas ela pode tá capenga nessa dimensão, entende? Sim. A missão é uma igreja que vai, é o que eu falo do como se tornar um cristão inútil, né? A igreja tem que preparar o crente pra missão do outro lado do mundo e do outro lado do muro. É essa questão, né? Então, ah, sim. Então, plantar igrejas, eh, num contexto mesmo do Brasil, você plantar igrejas saudáveis é um ato missionário. É um ato missionário você ter igrejas saudáveis. Ah, não vou. Claro, quando você pensa num centro como São Paulo, talvez é too much, né? Você tem muita igreja saudável aqui em São Paulo, né? Mas não é que é precisar, precisa. É, é. Não sei se precisa, tem muita igreja boa já aqui. Ah, mas é longe. Ah, mano, pega carro, metrô, ônibus, avião, enfim. Tá? Mas assim, eh, plantar igrejas saudáveis é um ato missionário, porque a gente tem, né, muitas igrejas que são falsas, muitas igrejas que são congregações de Satanás. Então, isso é missional, isso é missionário. Agora, uma igreja não pode negligenciar o outro lado do mundo, porque foi isso que fez ele ser igreja. Essa igreja só existe porque alguma agência missionária, alguma denominação mandou gente pro outro lado, né? Ou seja, alguma, você pega o movimento pentecostal, que é o meu grande exemplo, eh, é isso. São pessoas tocadas pelo espírito que a gente vai viajar o mundo e pregar o evangelho. Por isso que onde você for, vai ter Correio, Coca-Cola e Assembleia de Deus. Por quê? Porque cada assembleiano é um missionário. É impressionante. O cara, ele, ele lá, ele é um desembargador, ele é um, sei lá, ele é um funcionário público. Aí ele foi transferido para outra cidade, chegou lá, não tem assembleia, ele começa uma assembleia de Deus na garagem dele. Por quê? Porque ele não vai para outra igreja, não. Porque a minha igreja é a certa. Tem um pouco esse, né, esse preciosismo que a minha igreja é a certa. E aí, mas o que que acontece? Também tem essa veia missionária. Vamos começar uma igreja aqui agora. E aí daqui a pouco tem 5, 10, 15 pessoas, a igreja manda alguém para lá, né? Então assim, a igreja precisa ter essa ideia de plantação de igreja, mas ela não pode negligenciar a missão transcultural. E alguns amigos meus envolvidos em agência missionária estão falando de um sumiço de jovens missionários para a missão transcultural. Aliás, a gente tá tendo uma crise meio dupla, né? Eh, poucos jovens estão querendo pastorado, tá tendo uma diminuição absurda nos seminários e na, né, entendeu? E nas agências missionárias, cada vez menos pessoas. >> Eu não carrego essa culpa de jovem querer ser pastor, tal, porque não tem. Eh, mas vamos lá. Eu acho que só uma coisa que eu colocaria é que além do senso de que missão pode ser plantação de igreja, missão também pode ser a própria atuação vocacionada dos crentes. E se a liderança da igreja como um todo capacita os crentes a serem missionários no seu trabalho, nas suas vocações, na construção daquilo que eles fazem de segunda a sexta-feira. Então, é essa é esse é um detalhe a ser percebido se é uma igreja eh saudável ou não, porque é uma compreensão até mesmo muito sofisticada e recente do que a missão de Deus é. A missão de Deus nada mais é do que anunciar que rei eh que Jesus é rei, rei sobre esse mundo caído, que ele está consertando esse mundo, recuperando esse mundo por meio da agência desse ah desse reinado. Deus está recuperando o mundo por meio do Messias, Jesus de Nazaré. Ponto. Como ele faz isso? Ele faz isso de diversas formas e uma delas é a igreja. E se os crentes, por sua vez, eles estão nas suas vocações como um bom desembargador, realizando a justiça, como uma fachineira e realizando a colocando em ordem um lugar que antes estava em caos, como nas mais nas múltiplas vocações que nós temos espalhadas na nossa sociedade, construindo um baloarte de beleza, ele também está sendo missionário onde ele está. E tudo isso por quê? é moldado por uma imaginação vocacional batizada. É, é, é um conceito que o CS livros vai falar, né? A imaginação batizada passa por isso. Eu enxergo ou construo beleza, verdade e justiça, porque euou vi beleza, verdade e justiça no evangelho de Cristo Jesus. Então essa é uma das outras formas. Agora, se não faz isso, se não tem uma junta de missões, se não sustenta seminaristas, se não forma eh novos pastores, pastoras, se não capacita professores GBD, se não tem o mínimo de cuidado ah para enviar missionários no contexto local, do outro lado da do rua, né, do outro lado do mundo, não do outro lado do muro, mas também do outro lado do mundo. ele não tem o mínimo desse tipo de cuidado. Então, o que o a liderança tá fazendo é só gerindo o problema de uma comunidade que vai morrer. E aí a tendência é que essa igreja ela dure uma geração, 40 anos, na melhor das hipóteses. Porque se ela não está eh fazendo discípulos para Cristo, fazendo discípulos para Jesus, ela está falhando com o processo de vitalidade do próprio espírito na manutenção da igreja como um todo, do reino de Deus. Então, é importante observar a missão não apenas com a formação de missionários. Tu que é um seminarista, tu é um missionário, né? Um um querendo, eu espero que seja um apóstolo no sentido de plantar igrejas, de comunicar o evangelho para pessoas. Eu realmente espero isso. Eh, então, eh, se a igreja local ela não faz isso e ela não envia e ela não prepara e ela não chama mais pessoas para serem discípulos de Cristo, que é o nosso maior eh fator de existência, o do para que ela serve? para ser degrau para político, para ser um clube de afinidades, para ser um clube de até mesmo fofoca ou eh microespaços de gerência de poder. Ah, porque eu sou a superintendente da cantina da igreja, superintendente da escola dominical, superintendente de determinados lugares. Não, o objetivo ainda assim tem um um objetivo final, é um telos, que é o fazer discípulos para Cristo, fazer discípulos de Cristo. Deixa eu falar o o o meu teologuê que eu aprendo com o Igor Miguel, eu tenho que sempre fazer esses negócios, cara, para para valorizar o meu passe. Então, eh, então a igreja ela tem esse aspecto. Então, é importante observar qual é a como ele enxerga a natureza da missão, qual é a forma. E aí, se você concorda ou não, você pode trabalhar para, ó, talvez a missão possa ganhar um outro braço. Construamos então juntos um novo braço. Ah, hum, já tentamos. Aí o pastor vira, já tentamos. É, então tudo bem, de boa. Vamos continuar então com aquilo que está sendo construindo aqui agora. Mas a ausência desses aspectos, a igreja vai morrer. A igreja vai morrer. Amém. [risadas] >> A igreja vai morrer. Amém. >> Amém. A igreja vai morrer para nascer no céu, né? Nova céu, nova terra. Acabou. Acabou, gente. Alguém tem alguma alguma, alguma pergunta? Mais uma. Uma saidideira? >> Não, gente, é o seguinte, eh, vamos lá. Obrigado por terem vindo, de verdade, tá? Vamos finalizar o vídeo, gente. Você que viu o vídeo, muito obrigado. Deus abençoe. Valeu.