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A fé vem pelo ouvir

CORRA! — Há Pecados Que Você Não Deve Enfrentar | Josemar Bessa

CORRA! — Há Pecados Que Você Não Deve Enfrentar  | Josemar Bessa

CORRA! — Há Pecados Que Você Não Deve Enfrentar | Josemar Bessa

Não fique para descobrir o quanto você aguenta.

José estava longe de casa.
A casa estava vazia.
A oportunidade estava diante dele.
A mulher de Potifar o agarrou.

E José correu.

Ele não permaneceu para provar que era forte. Não tentou descobrir até onde poderia chegar sem pecar. Não transformou a tentação em uma oportunidade para demonstrar domínio próprio.

Ele deixou o manto e fugiu.

Gênesis 39 nos apresenta uma das mais poderosas lições bíblicas sobre tentação, santidade, vigilância e temor de Deus.

José havia prosperado na casa de Potifar. Recebera confiança, autoridade e responsabilidade. Mas justamente no lugar de sua prosperidade surgiu uma nova batalha. A bênção não eliminou a necessidade de vigilância. Pelo contrário: novas oportunidades também trouxeram novas tentações.

Quando a mulher de Potifar o tentou, José respondeu:

“Como eu faria tamanha maldade e pecaria contra Deus?”

Essa pergunta revela o centro de sua resistência.

José não estava simplesmente preocupado em proteger sua reputação. Ele sabia que, acima de Potifar, acima daquela mulher e acima das circunstâncias, estava Deus.

E isso muda tudo.

O pecado tenta diminuir a si mesmo:

“É só uma conversa.”
“É só olhar.”
“É só curiosidade.”
“É só uma vez.”
“Eu consigo controlar.”

José faz exatamente o contrário.

Ele chama o pecado pelo nome.

Ele reconhece sua gravidade.

E então procura a saída.

A tentação também não veio apenas uma vez. A Bíblia mostra uma pressão repetida — dia após dia. Antes da fuga dramática houve uma longa sequência de pequenas recusas. José não aprendeu a fugir apenas no momento decisivo; ele vinha treinando seu coração para não negociar com aquilo que poderia destruí-lo.

Então a casa ficou vazia.

Ela o agarrou.

E José não iniciou uma discussão.

Não tentou demonstrar maturidade.

Não permaneceu para descobrir o limite de sua resistência.

Ele fugiu.

Há momentos em que a decisão mais espiritual que podemos tomar é profundamente prática:

sair.

fechar.

desligar.

bloquear.

mudar o caminho.

ir embora.

Porque a fé também possui pernas.

Esta mensagem é sobre José, mas também é sobre nós.

Sobre os pecados dos quais tentamos permanecer próximos.

Sobre ocasiões de queda que insistimos em administrar.

Sobre a falsa confiança de imaginar que maturidade espiritual significa poder permanecer perto de qualquer tentação sem ser vencido.

Fugir do pecado não é necessariamente covardia.

Às vezes, fugir é exatamente como a fé luta.

José preferiu perder o manto a perder a pureza. Depois perderia sua posição, sua reputação e sua liberdade. Sua obediência não tornou sua vida imediatamente mais fácil — mas preservou sua consciência diante de Deus.

Neste vídeo, veremos:

— por que a tentação pode chegar justamente depois da prosperidade;
— como o temor de Deus transforma nossa maneira de enxergar o pecado;
— por que pequenas concessões treinam o coração para grandes quedas;
— como a repetição da tentação produz cansaço espiritual;
— por que José não ficou para testar sua força;
— a diferença entre resistência e fuga;
— quando fugir é sabedoria e quando permanecer é dever;
— a diferença entre fé e presunção;
— e por que verdadeira santidade continua existindo quando ninguém está olhando.

“Ele deixou o manto nas mãos dela, fugiu e saiu da casa.” — Gênesis 39:12

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#José #Tentação #Santidade #Gênesis39 #VidaCristã

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Legendas automáticas:

Ele deixou o manto nas mãos dela, fugiu
e saiu da casa.
Gênesis 39:12.
José
José conhecia o fundo do poço antes de
conhecer
os corredores da casa de Potifar.
Ele foi traído pelos próprios irmãos,
vendido como mercadoria,
levado para uma terra que não era sua e
colocado debaixo da autoridade de homens
que não o conheciam.
Seu futuro parecia ter sido arrancado
dele
pela violência de outros.
Então a providência de Deus começou a
abrir espaço dentro da própria
escravidão.
Potifar percebeu que havia algo
diferente naquele jovem
hebreu.
O trabalho prosperava em suas mãos. A
confiança cresceu.
Responsabilidades foram entregues. Pouco
a pouco o escravo tornou-se
administrador e foi precisamente ali que
a tentação chegou.
Isso importa?
Nem sempre.
Nem sempre o perigo aparece quando tudo
está desabando.
Às vezes ele chega quando finalmente
começamos a respirar, quando uma porta
se abre,
quando uma benção chega, quando somos
reconhecidos,
quando a vida parece menos hostil,
quando começamos a sentir que
conseguimos nos mover com segurança
naquele ambiente.
A prosperidade pode trazer alívio e ao
mesmo tempo afrouxar
vigilância.
José era jovem, tinha autoridade
suficiente para circular pela casa,
tinha a confiança do senhor e de repente
aquilo que parecia apenas promoção
tornou-se cenário de uma guerra moral.
A mulher de Potifar lançou os olhos
sobre ele.
A tentação a
tentação surgiu no olhar dela e logo
veio a proposta
clara e direta,
sem a névoa de
ambiguidade.
Não havia necessidade de José
interpretar sinais.
Não precisava perguntar a si mesmo se
estava imaginando coisas.
O pecado foi colocado diante dele com
palavras.
E havia um agravante.
Ela não era uma mulher qualquer dentro
daquela casa.
Era sua senhora.
Recusar não significava apenas frustrar
um desejo, poderia produzir hostilidade.
Poderia destruir sua posição, poderia
tornar insuportável o lugar
em que ele trabalhava.
Poderia transformar a mulher que o
desejava na pessoa que o acusaria.
Por isso,
Gênesis 39 não é a história de um homem
enfrentando uma sugestão inconveniente.
É a história de alguém cercado por
desejo, oportunidade, pressão,
autoridade
e risco.
A santidade de José não nasce da
ausência de pressão.
Ela aparece porque quando a pressão
chega,
há alguma coisa dentro dele que pesa
mais do que a ocasião.
E a pergunta começa a se
formar.
Quando o pecado deixa de ser apenas uma
possibilidade distante e começa a
respirar
perto do rosto, o que governa
nossos passos?
Há ainda uma ironia providencial que não
deve ser perdida.
A casa de Potifar era ao mesmo tempo
lugar de benção e lugar de prova.
Deus fez prosperar o trabalho de José
ali.
Isso não significava que cada
circunstância
daquele ambiente fosse segura.
A mesma casa em que a providência abriu
portas continha uma porta que José
precisava fechar.
Isso nos livra de outro engano.
Imaginar que porque Deus nos colocou em
determinada posição, tudo o que ali
aparece deve ser recebido como parte
legítima da benção.
Uma promoção pode trazer novas
tentações.
Maior liberdade pode trazer novos
riscos.
Mais dinheiro pode ampliar
possibilidades de cobiça.
Mais influência pode
despertar vaidade.
Mais privacidade pode retirar controles
A benção de Deus não cancela a
necessidade de vigilância, às vezes
aumenta.
José não confunde prosperidade com
permissão.
Ele sabe receber responsabilidade sem
transformar oportunidade em licença.
E talvez seja
precisamente quando a vida melhora que
precisamos perguntar com mais
cuidado
que tentações ficaram possíveis agora
que antes não estavam ao meu alcance.
José
não responde a mulher de Potifar como
quem está tentando descobrir até onde
pode ir sem ultrapassar uma linha.
Ele não transforma a proposta em
negociação.
Não pergunta quais partes poderiam ser
mantidas sem chegar ao ato final.
Não tenta conservar a proximidade, a
atenção, o flerte, o ambiente e apenas
remover aquilo que seria claramente
condenável.
Sua resposta começa com uma lembrança.
Meu senhor confiou tudo a mim.
A casa está em minhas mãos.
Nada me foi negado exceto você, porque
você é mulher dele.
José sabe que o pecado não seria apenas
uma satisfação privada.
Seria traição contra o homem que
depositou confiança nele.
Mas ele
não para ali.
A razão mais profunda vem depois.
Como eu faria tamanha a
e pecaria contra Deus.
É isso que a tentação tenta apagar.
O pecado gosta de reduzir o universo ao
que está imediatamente diante de nós.
O corpo, o desejo, a oportunidade, o
medo de perder algo, o prazer prometido
e a pressão do momento.
José recusa
essa redução.
Há uma mulher
diante dele.
Há um senhor humano acima dele, mas
acima de ambos há Deus.
A santidade começa quando Deus volta a
ter peso na hora concreta da decisão.
Não apenas no culto
ou numa confissão doutrinária,
mas quando ninguém mais parece capaz de
nos impedir.
A pergunta de José não é o que
acontecerá se descobrirem,
mas como eu faria isso diante de Deus?
Como eu cometeria tal maldade diante de
Deus?
Essa diferença muda tudo dentro da
tentação.
O medo da descoberta humana pode
produzir cautela enquanto houver
câmeras, testemunhas, reputação ou risco
social.
O temor de Deus alcança o quarto
fechado,
alcança a tela privada, alcança a
madrugada, alcança o pensamento que
nunca será contado.
Alcança o desejo antes de adquirir forma
pública.
José entende ainda outra coisa. Pecado
não é pequeno simplesmente porque
aparece como oportunidade agradável.
Ele o chama de grande maldade.
A tentação sempre trabalha para diminuir
o nome do pecado. É só uma conversa, é
só curiosidade, é só olhar, é só ficar
mais um pouco. É só uma vez.
Você saberá parar.
José fez o movimento contrário.
Ele chama o pecado pelo tamanho que ele
possui diante de Deus.
Isso prepara a ação que virá depois.
Quem enxerga o pecado como um grande
mal, não sente necessidade de ter que
estar a distância mínima segura. Procura
a saída.
Observe também que
José
não reduz pecado a ofensa contra si
mesmo.
Ele não pergunta se aquilo lhe faria
bem, se seria emocionalmente agradável
ou se poderia ser administrado sem dano
pessoal. Sua linguagem é teocêntrica.
Pecado é pecado contra Deus. Essa
consciência impede que o desejo se torne
juiz do próprio caso.
Quando o coração é o tribunal final,
tudo pode ser reinterpretado segundo
conveniência.
Mas quando Deus
é reconhecido como Senhor, a pergunta
muda de eixo.
Não é mais
o que eu quero, mas o que ele chama de
mal.
Essa
é uma das razões pelas quais a palavra
precisa habitar em nós antes da hora da
pressão.
No instante da pressão, José não
consulta uma opinião
recém formada. Responde a partir de uma
convicção já assentada.
A hora da tentação raramente é o melhor
momento para descobrir do zero uma
teologia do pecado. É hora de obedecer a
verdade que já aprendemos a amar.
Então a mulher de Potifar não tentou
José uma única vez. O texto insiste que
ela falava com ele dia após dia.
Há tentações que vem como relâmpago. Há
outras que funcionam como água sobre
pedra.
Não dependem de um ataque
extraordinário, apostam na repetição.
Hoje uma palavra, amanhã outra, depois
uma brincadeira, depois uma aproximação
que antes pareceria inadequada,
depois uma situação em que a consciência
já não reage com a mesma força.
O pecado sabe trabalhar
com o cansaço, sabe explorar
familiaridade, sabe transformar o que
inicialmente assustava em parte da
paisagem.
É por isso que
a perseverança de José é tão importante
quanto sua fuga final.
Antes do momento dramático em que ele
deixa a capa nas mãos dela, existe uma
história silenciosa de recusas.
Dia após dia ele não ouve.
Dia após dia ele não se é é deita com
ela. Dia após dia ele não procura
permanecer perto dela.
A vitória pública do versículo 12 foi
preparada por uma disciplina repetida
antes do versículo 12.
Ninguém aprende a fugir no momento
máximo da tentação
se passou somente treinando a alma
permanecer perto da tentação.
Essa é uma das ilusões mais perigosas do
coração. Imaginamos que podemos cultivar
proximidade e quando chegar o instante
decisivo acionaremos subitamente uma
força moral extraordinária.
Mas hábitos são ensaios, proximidades
são treinamentos, concessões pequenas
educam a vontade.
Toda vez que alguém permanece
desnecessariamente diante daquilo que
inflama sua corrupção, está ensinando a
si mesmo alguma coisa.
Talvez diga: "Não fiz nada, mas ficou".
Talvez diga: "Não atravessei a linha,
mas aprendi a gostar da beirada".
Talvez diga: "Eu consigo controlar",
mas está acostumando o coração à
presença daquilo que deveria temer.
José não apenas recusa o ato.
O texto diz que ele não quis nem estar
com ela.
A estratégia não é demonstrar força, é
reduzir exposição.
Isso pode parecer pouco heroico para uma
cultura que admira a autoconfiança.
Mas biblicamente é sabedoria.
Há pecados que vencemos resistindo. Há
ocasiões que vencemos saindo.
Confundir as duas coisas pode custar
caro.
O jovem que imagina que maturidade
significa poder sentar-se tranquilamente
ao lado de toda tentação ainda não
entendeu sua própria carne.
José não mede santidade pela quantidade
de perigo que consegue suportar.
Ele mede fidelidade pela prontidão em
obedecer.
E por isso quando chega o dia em que a
tentação o agarra pela roupa, ele já
sabe em qual direção seus pés devem
correr.
A repetição também revela outra
estratégia.
A tentação tenta transformar resistência
em cansaço.
Depois de muitas recusas surge a voz
interior: "Você já provou que é forte.
Talvez agora possa relaxar".
É exatamente aí que a vigilância precisa
continuar.
Perseverança não é apenas sobreviver a
um grande dia.
É recusar-se a negociar quando a luta se
torna
tediosa.
Muitos não caem apenas, é,
não caem porque mudaram de convicção,
mas porque se cansaram de mantê-la.
O coração começa a tratar fidelidade
como desgaste e concessão como descanso.
José mostra o contrário. Ele não chama
de exagero aquilo que precisa repetir
diariamente.
Enquanto o perigo permanece, a cautela
permanece.
Isso vale para qualquer pecado
insistente. Se a tentação volta, a
resposta piedosa também precisa voltar.
Não há vergonha em usar a mesma porta de
fuga muitas vezes.
A sabedoria em não reinventar uma saída
quando Deus já mostrou qual saída
funciona.
Chega o momento em que o cenário muda.
Os outros homens da casa não estão
presentes. A oportunidade de segredo se
abre. A tentação que antes vinha
acompanhada do risco de ser vista agora
oferece algo
novo. Anonimato. Ninguém saberá.
Essa frase nunca aparece literalmente no
relato, mas toda a arquitetura do
momento grita sua possibilidade. A casa
está vazia. A mulher está decidida. José
está perto e é exatamente nessa hora que
se revela o tipo de santidade que existe
nele.
Há pessoas que parecem puras enquanto o
ambiente as contém.
A estrutura ajuda, a família está perto,
a igreja observa, o cônjuge pode
descobrir, os amigos conhecem a
reputação. O telefone está
desbloqueado para alguém. O histórico
pode ser visto.
Mas retire os olhos humanos e uma
pergunta mais profunda aparece. Quem
somos quando a oportunidade promete
segredo total?
José não precisa
de testemunhas humanas para continuar
temendo a Deus. Sua consciência não
depende de plateia.
O mesmo Deus contra quem ele se recusava
a pecar quando havia gente por perto
continua sendo o Deus quando a casa está
vazia.
Então a mulher o agarra. Nesse ponto
José não faz discurso. Não oferece uma
segunda explicação. Não inicia um
debate. Não tenta persuadi-la a
respeitar suas convicções.
Não permanece para demonstrar domínio
próprio. Ele foge.
E deixa a capa.
Isso é importante porque a capa se torna
um símbolo de uma prioridade.
Há coisas que podemos perder para não
perder algo maior.
José
José perde uma peça de roupa. Depois
perderá a reputação.
Perderá a posição, perderá a liberdade.
Será acusado
justamente por aquilo que recusou fazer.
A fuga não o protegerá da aflição
imediata, mas preservará sua consciência
diante de Deus.
Santidade não é uma técnica para
garantir que nada doloroso aconteça
conosco.
Às vezes obedecer custa caro.
A alternativa, porém, custaria mais.
José prefere ser preso inocente a
permanecer livre como traidor.
Prefere perder a capa a perder a pureza.
Prefere sair da casa sem explicações a
ficar dentro dela tentando controlar um
incêndio que já alcançou sua roupa.
Há momentos
em que a decisão mais espiritual é
surpreendentemente
física. Levantar, fechar, desligar, ir
embora, bloquear, cancelar, mudar o
caminho, sair.
A fé possui pernas.
E algumas das orações mais sinceras
contra a tentação terminam
com os pés correndo para longe dela.
E note o paradoxo. A ausência de
testemunhas humanas não reduz a
responsabilidade.
Apenas revela qual testemunha realmente
importa para nós. Há pecados que nossa
reputação consegue conter, mas o temor
de Deus vai muito mais fundo.
Se nossa obediência desaparece quando
desaparecem os olhos das pessoas, talvez
não estivéssemos obedecendo a Deus, mas
administrando nossa imagem.
O segredo possui essa função reveladora.
Ali a fé deixa de ser performance social
e religiosa e se torna consciência
diante do Deus que vê.
José,
longe de casa, sem pai, sem irmãos
piedosos ao redor, sem comunidade
hebraica observando, continua sendo o
mesmo homem.
Isso torna a sua fuga ainda mais bela.
Ele não precisa da memória de Jacó
funcionando como câmera.
A presença de Deus basta.
A santidade madura chega ao ponto de
preferir ser mal interpretado por homens
a ser infiel
diante
do Senhor.
Há uma ideia
de coragem que pode nos tornar
imprudentes. Ela diz que o forte é
aquele que permanece perto do perigo e
demonstra que não
não será vencido.
Em algumas guerras isso pode parecer
bravura. Na guerra contra o pecado
muitas vezes é presunção.
José foge como alguém fugiria de um
assassino
porque moralmente era isso que estava
diante dele.
O pecado prometia prazer, mas carregava
a morte. Prometia segredo, mas
produziria culpa. Prometia um momento,
mas queria uma vida inteira de
consequências.
Quem enxerga apenas a superfície acha
exagerado correr.
Quem enxerga o que o pecado é entende a
pressa.
Se uma casa estivesse em chamas, ninguém
elogiaria o homem que permanecesse na
sala para provar que suporta o calor.
Se o animal feroz estivesse solto, é
não chamaríamos de maturidade a
aproximação dele para testar nosso
controle emocional.
Se uma ponte estivesse desabando,
não seria sabedoria caminhar até a
rachadura só para descobrir o ponto
exato em que o chão deixa de aguentar.
Por que tratamos a tentação de maneira
diferente?
Por que não acreditamos plenamente
naquilo que dizemos sobre o pecado?
Chamamos de perigoso, mas queremos
proximidade.
Chamamos de mortal, mas negociamos
distância.
Chamamos de inimigo, mas perguntamos
quanto tempo podemos permanecer ao lado
dele sem que nada aconteça.
José não precisa provar nada a si mesmo.
Ele não diz: "Sou homem de Deus, consigo
ficar aqui".
Sua percepção de fraqueza não é
incredulidade,
é parte da sua sabedoria.
Há uma falsa espiritualidade que
confunde confiança em Deus com confiança
no próprio coração.
Mas o Deus que promete socorro também
ordena vigilância.
O Deus que dá graça também manda fugir
das paixões.
O Deus que sustenta seus filhos não os
convida a transformar sua fidelidade em
desculpa para brincar com ocasião de
queda.
Fugir pode ser um ato de fé
porque reconhece duas coisas ao mesmo
tempo: Deus é santo, eu sou fraco.
Essa combinação produz distância,
não porque a criação seja má,
não porque todo ambiente seja proibido,
não porque santidade seja medo
supersticioso de qualquer prazer,
mas porque existem situações concretas
em que sabemos que nossa carne encontra
combustível.
E quando sabemos disso, permanecer não é
neutralidade,
é exposição voluntária.
A pergunta não é apenas: "Isto é
pecado?"
Às vezes, a pergunta anterior é mais
sábia: "Por que eu quero ficar tão perto
daquilo que tantas vezes me leva ao
pecado?"
A fuga, portanto, não é ausência de
resistência, é uma forma de resistência.
Tiago diz
para resistirmos ao diabo. Paulo diz
para fugirmos da imoralidade. As duas
ordens não competem.
Há tentações diante das quais
resistimos, precisamente recusando
permanecer no alcance delas.
Um soldado não é covarde porque sai de
uma posição em que o inimigo o cercou
para continuar a batalha em terreno mais
seguro.
Covardia seria entregar-se.
José não abandona a santidade, abandona
o espaço em que a santidade estava sendo
atacada.
Esse princípio ajuda a desmontar a
fantasia
de que disciplina espiritual precisa
aparecer heroica.
Às vezes ela parece simplesmente chata.
Não ir, não responder, não olhar, não
permanecer, não abrir.
O reino frequentemente é protegido por
por decisões que ninguém aplaude.
Mas o céu não mede coragem pela
teatralidade do gesto.
Mede fidelidade.
Então é possível transformar qualquer
princípio verdadeiro em caricatura.
Por isso é necessário acrescentar uma
distinção.
Nem toda exposição à tentação pode ser
evitada. Há situações em que o próprio
dever nos leva para lugares difíceis.
Paulo sabia que prisões e aflições o
aguardavam em Jerusalém e ainda assim
avançou porque obedecer exigia aquele
caminho.
Neemias se recusou a fugir quando a fuga
significaria abandonar a
responsabilidade que Deus havia colocado
sobre ele.
Os apóstolos entraram em cidades hostis
sabendo que o evangelho provocaria
oposição.
Um cristão pode trabalhar num ambiente
moralmente difícil. Pode precisar cuidar
de alguém que constantemente testa sua
paciência.
Pode ocupar uma função em que dinheiro,
autoridade, prestígio ou oposição
aumentam tentações específicas.
Pode ser chamado a permanecer onde seria
mais confortável sair.
Nesses casos, a pergunta não é
simplesmente há tentação aqui. A
pergunta é: Deus me que a estar aqui?
Isso a natureza da exposição. Há uma
diferença entre entrar num campo de
batalha porque seu rei o enviou
e passear entre os tiros porque você
gosta da sensação de perigo.
Há uma diferença entre enfrentar uma
tentação no caminho da obediência
e fabricar uma tentação no caminho da
curiosidade.
Quando o dever nos coloca numa situação
difícil, podemos pedir com confiança o
auxílio necessário para permanecer
fiéis.
A segurança não está
na facilidade do ambiente, está na
obediência.
Mas quando não há chamado, obrigação,
responsabilidade ou necessidade real, a
exposição voluntária assume outro
caráter.
Não podemos invocar a proteção de Deus
para justificar a imprudência que nós
escolhemos.
Não é fé dizer: "Deus me guardará"
enquanto ignoramos deliberadamente as
saídas que sua sabedoria já colocou
diante de nós.
Jesus
recusou transformar confiança no pai em
espetáculo no pináculo do templo.
A promessa de cuidado não autoriza a
lançar-se desnecessariamente do alto.
Da mesma forma, dizer: "Deus é fiel"
enquanto escolhemos permanecer num
ambiente que sabemos ser ocasião
recorrente de queda pode ser uma forma
religiosa
de presunção.
A distinção, portanto, é simples
e exigente. Quando a obediência exige
permanência, permaneça
confiando.
Quando a obediência permite fuga, não
faça da permanência uma demonstração de
força.
José tinha trabalho naquela casa, mas no
instante em que está naquela sala,
deixou de ser serviço e se tornou
ocasião direta de pecado, ele saiu.
A fidelidade sabe permanecer e a
fidelidade sabe correr.
Essa distinção também impede que fugir
da tentação se transforme em desculpa
para fugir de responsabilidades
difíceis.
O homem iracundo não pode abandonar toda
a convivência humana e chamar isso de
santidade.
Um pai não pode fugir de conflitos
inevitáveis com os filhos. O pastor não
pode evitar pessoas difíceis para
preservar a própria paz.
Uma pessoa cobiçosa não pode
simplesmente parar de lidar com dinheiro
se sua vocação exige administração.
O chamado é fugir do que é ocasião
desnecessária, não do dever.
A sabedoria pergunta: "Estou aqui porque
obedecer exige
ou porque meu desejo gosta de risco ou
minha ambição me faz ficar?" Essa
pergunta separa coragem de presunção.
José não abandonou o trabalho enquanto
trabalhar significava servir. Saiu do
trabalho quando permanecer naquele
instante significava oferecer à tentação
uma vantagem
que o dever
não exigia.
É dessa sabedoria
que nós precisamos.
E então
devemos correr
quando necessário.
Amém, querido.
Amém.
>> Cristo é o canal
por [música] onde flui a graça.
O óleo da misericórdia
[canto][música]
derrama-nos, abraça.
>> [música]
>> Cristo é tudo em tudo,
tesouro celestial. [canto]
>> [música]
>> Riquezas espirituais,
nele é bem [música]
total.
Ele [música] dissipa nossos medos,
[canto] remove nossos fardos.
>> [música]
>> Supre nossas necessidades,
[canto]
seu amor é raro.
Cristo é o maior [canto] bem,
nada se compara [canto] a Ele.
Quem tem [música] a Cristo
não precisa de mais.
Ele é o mar imenso. [canto]
Não precisamos [música]
de cisternas.
Em Cristo [canto][música] toda
plenitude.
Em Cristo [música][canto] tudo está.
Cristo é beleza que adorna,
ouro que enriquece. [canto]
>> [música]
>> Bálsamo [música][canto] que cura, pão
que fortalece. [música]
Ele é o vinho que consola, [canto]
salvação
que coroa.
Cristo adoça nossas bênçãos, [canto]
seu amor nos abençoa.
Cristo é o maior bem,
nada se [canto] compara
a Ele.
Quem tem a Cristo
não precisa de mais.
>> [música]
>> Cristo santifica [música][canto]
cruzes,
remédio para a alma,
>> [música]
[canto]
>> trabalha o pecado fora.
A graça [canto]
traz [música] calma, calma
no fogo da aflição,
nada [música] perdemos, só impurezas.
[canto]
Cristo é joia rara, [canto] poucos tem
essa riqueza.
>> [música]
>> Sem Cristo [canto] nada é bom, saúde
vira tentação,
riquezas são armadilhas, [canto]
[música]
sem Cristo perdição. Um,
Cristo é o maior bem, [canto] nada se
compara a ele, quem tem a Cristo
[música][canto]
não precisa de mais. Cristo é tudo nos
[canto] afetos,
>> [música]
>> nada mais devemos desejar.
>> [música]
>> Cristo é [canto] o bem supremo,
nossa
alma deve amar.
Amor é a joia mais rica [música][canto]
que podemos
entregar.
>> [música]
>> Cristo merece todo o [canto] amor que
podemos
ofertar.
Cristo é o vice do Senhor, [canto]
a estrela da manhã.

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