Culto – Manhã de Domingo 09 de Agosto de 2026 em Jardim da Luz
09/08/2026
Culto – Manhã de Domingo 09 de Agosto de 2026 em Jardim da Luz
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Fonte: Josemar Bessa
Legendas automáticas:
Eh, hoje eu queria ver com vocês com vocês um assunto sobre os reis de Israel que eu tenho falado de vez em quando. >> E quando eu tava meditando esse assunto essa semana por acaso, e eu percebi que há muitos momentos em que Deus permite que aquilo que normalmente nos dá sensação de segurança é retirado de nós. Enquanto nós temos alguma coisa para nos segurar, nós nos seguramos aquilo de uma maneira incrível. Enquanto existe uma porta aberta, nós sempre vamos correr para ela. Enquanto nós temos dinheiro, influência, experiência, força, conseguimos sempre dizer que nós confiamos em Deus. Ao mesmo tempo, nós sempre queremos ter aquela coisa garantida, guardada ali junto com a gente, para quando a gente precisar a gente pegar. Mas existem momentos em que Deus, em sua providência fecha essas portas. E quando isso acontece, descobrimos algo desconfortável sobre nós mesmos nesse tipo de situação. Muitas vezes, aquilo que chamávamos de fé era confiança em Deus somada a várias outras seguranças que nós temos no mundo. Confiamos em Deus, mas também no dinheiro. Confiávamos em Deus, como falávamos, mas também nas pessoas que estão à nossa volta. Confiávamos em Deus, mas também na nossa capacidade de resolver as situações. Então, vai chegar o dia em que o dinheiro não resolve. As pessoas não podem te ajudar e a nossa capacidade chegou ao limite. E é nesse lugar que começamos a aprender o que que significa realmente descansar somente em Deus. E é exatamente nesse momento e nessa situação que nós encontramos a história de Ezequias. Quando nós chegamos em Segunda Reis 18, Ezequias aparece como um dos grandes reis de Judá. O texto diz que ele fez o que era certo aos olhos do Senhor. O que que ele fez no tempo dele? Ele removeu os altares idólatras, destruiu os postes sagrados, quebrou a serpente de bronze porque o povo havia começado a transformar ela num objeto de culto. E mais do que isso, as escrituras dizem que Ezequias confiou no Senhor. E isso é importante porque às vezes construímos uma ideia errada de vida cristã. Pensamos que se estivermos andando com o Senhor, obedecendo o Senhor, procurando fazer o que que é certo, então grandes crises deveriam ficar longe de nós. Mas não é isso que acontece na nossa vida. Ezequias está procurando ser fiel a Deus e mesmo assim a Assíria chega em Jerusalém. Talvez precisamos aprender logo no início dessa passagem aqui que a fidelidade que nós temos não nos torna imune do cerco do inimigo. Às vezes é justamente porque caminhamos com fidelidade que encontramos momentos mais difíceis da vida. A Assíria aqui não era apenas o reino, era uma grande potência militar daquele tempo. Seu exército avançava sobre as nações e deixava a destruição por onde quer que ela passasse. Cidades fortificadas caíam, reis eram derrotados, povos eram levados pro exílio. O reino do norte, Israel já havia caído antes pros assírios. Samaria tinha sido conquistada. Agora Senaqueribe volta a sua atenção para Judá. As cidades fortificadas de Judá começaram a cair uma após a outra. E Jerusalém percebe que o inimigo está começando a chegar. Não era uma ameaça distante. As notícias vinham chegando a eles. As cidades ao redor já estavam derrotadas. O exército assírio estava avançando pouco a pouco e Jerusalém começa a ficar sozinha ali. Aqui aparece uma das primeiras grandes verdades aqui dessa história. Deus às vezes permite que seu povo seja levado a um lugar em que as possibilidades humanas começam a desaparecer. Não porque ele perdeu o controle, mas para porque ele deseja mostrar onde a nossa confiança realmente está aqui. É fácil. Muitas vezes nós dizemos: "Deus é o suficiente para mim". Quando ele não é a única coisa que nós temos. É fácil nós falarmos: "A minha esperança está no Senhor". Enquanto o nosso banco está cheio, a saúde está boa e todos os meus planos estão funcionando. A pergunta vai mudar quando Deus, se Deus continua sendo Deus, quando aquilo que nos dava segurança começa a desaparecer. Então descobrimos se Deus é realmente a nossa esperança ou parte dela. Ezequias vai aprender isso de uma maneira dolorosa. Antes da grande oração que nós podemos ver em Segunda Reis 19, existe um detalhe no capítulo 18 que nós não podemos ignorar. Quando Senaquerb invade Judá, Ezequias vai tentar resolver a situação por meio de um acordo com aquele rei. Ele manda uma mensagem ao rei da Síria e oferece pagar aquilo que Senaqueribe. Senakeribe exige ouro e prata. E o que que Ezequias faz? Ele entrega a prata que havia no templo e no tesouro real. Mais do que isso, ele retira o ouro que revestia as portas e os batentes do templo do Senhor. Pense nessa cena. O rei que confiava no Senhor começa a arrancar o ouro do templo para tentar comprar a paz com a Síria. Isso mostra que a Bíblia não transforma os seus personagens até os melhores deles, como Ezequias, em heróis reais. Ezequias é um homem de fé. Mas ele não é um homem de fé perfeita. Ele conhece Deus, mas ele sente medo. Ele confia no Senhor, mas ele ainda tenta encontrar soluções que lhe devolviam a ele uma sensação de controle da situação. Isso torna essa história aqui ainda mais próxima de nós, porque nós fazemos a mesma coisa. Quando a pressão aumenta, começamos a arrancar os ouros da porta nossa. Obviamente, não literalmente, mas começamos a sacrificar coisas importantes para manter a nossa sensação de controle, tentando manipular as circunstâncias, perdemos o nosso sono, criamos estratégias e mais estratégias porque acreditamos realmente que se encontrarmos a combinação perfeita, talvez conseguimos impedir aquilo que nós tememos. Ezequias paga para isso, mas Senakeribe continua vindo. E isso é impressionante. Ele entregou ouro e a Assíria não foi embora. Aquilo que Ezequias tentou confiar não salvou ele. E aqui existe uma misericórdia escondida, porque às vezes uma das coisas mais graciosas que Deus pode fazer conosco é permitir que nossos falsos salvadores fracassem na nossa frente. Nós não pensamos assim normalmente. Quando alguma coisa que nós colocávamos, a nossa esperança desmorona, pensamos imediatamente o quê? Deus me abandonou. Mas talvez seja exatamente o que Deus está fazendo ali. É o contrário. Ele está te ensinando algo. Talvez esteja libertando você da ilusão de que aquilo poderia te salvar. Às vezes Deus não eh Deus eh nesses momentos Deus não está querendo fortalecer a nossa as nossas seguranças que nós temos nas coisas do mundo. E ele deixa elas caírem, não é para nos destruir, mas para nos mostrar que nunca fomos realmente sustentados por ela. O ouro não pode salvar Jerusalém. A diplomacia não vai salvar Jerusalém. O Egito não pode salvar Jerusalém. E agora Ezequias precisa aprender aquilo que todo o povo de Deus precisa aprender. Quando a nossa força termina, a de Deus não termina. E é nesse ponto que Rabsak aparece. Senakerib envia seus representantes até Jerusalém e Rabsak começa a falar diante dos homens de Ezequias e diante do próprio povo sobre os muros. E é interessante perceber como que ele vai atacar o povo nesse momento. Ele não começa tentando derrubar as muralhas e começando a guerra logo de início. Ele tenta primeiro derrubar a confiança daquelas pessoas. Essa é a verdadeira batalha. Rabsak olha para Jerusalém e pergunta em essência assim: "Em quem vocês estão confiando?" É uma pergunta profundamente espiritual que ele tá falando. Porque você não precisa destruir uma uma cidade eh se primeiro você destruir a esperança daquelas pessoas que estão lá dentro? Então ele começa a desmontar todas as possibilidades humanas que Judá pode se agarrar. Se vocês estão confiando no Egito, ele diz, o Egito é como uma cana quebrada. E ele está certo, o Egito não pode salvar Judá. Então ele ora paraa capacidade militar do povo e praticamente vai ridicularizar Jerusalém. Mesmo que a Síria, ele fala, oferecesse milhares de cavalos para vocês, vocês não vão ter cavaleiros o suficiente. Mais uma vez, o argumento é forte para as pessoas que estão amedrontadas dentro dos muros da cidade. Judá é pequeno. A Assíria que está ali fora, é enorme. O exército de Jerusalém é limitado. O exército de Senaqueribe já derrotou nações inteiras. como Judá vai conseguir se manter de pé. Mas então o discurso dele muda um pouco. Rabsak deixa de ridicularizar a capacidade de Judá e começa a ridicularizar o Deus de Judá. E aí percebemos que essa história é maior do que apenas uma política internacional que eu estou aplicando. É maior do que uma guerra, é maior do que Senakeribe contra Ezequias. A pergunta diante daqueles muros é: o Senhor realmente é capaz de cumprir a sua palavra? E Rabsak começa a mencionar as outras nações. Onde estão os deuses delas? Onde estão os deuses das cidades destruídas pela Síria? Nenhuma delas conseguiu salvar o seu povo. Então ele coloca o Senhor no mesmo nível desses deuses. Vocês realmente acreditam que o Deus de Jerusalém será diferente? Esse é o coração de toda tentação que nós temos. E perceba como ela funciona. Rabsak usa uns os fatos verdadeiros para chegar em uma conclusão completamente falsa. Era a verdade que Judá era fraco. Era a verdade que a Assíria era poderosa. Era a verdade que as outras nações haviam caído diante dela. Era verdade que os recursos de Ezequias eram insuficientes naquela situação. Tudo isso é verdade. A mentira estava na conclusão que ele chegava. Portanto, o Deus de vocês não pode salvar vocês. Essa é uma das formas mais perigosas de incredulidade. A incredulidade nem sempre vai negar os fatos. Ela vai falar muitas vezes coisas verdadeiras. Muitas vezes ela conhece muito bem os fatos que aconteceram. O problema é que calcula todos os fatos visíveis e deixa Deus fora da equação. É exatamente isso que nós fazemos. Nós olhamos paraa situação e dizemos: "Não temos saída". Talvez humanamente não haja mesmo. Olhamos para o diagnóstico e dizemos: "Isso é sério". E talvez realmente seja sério. Olhamos para a nossa família, para os nossos filhos, para o nosso futuro, reconhecemos problemas reais que nós temos. A fé não significa fingir que esses problemas simplesmente não existem. Ezequias não precisava olhar para o exército assírio e dizer: "Eu não estou vendo soldados". Isso não seria fé, seria um estado de negação que Ezequias ia estar. Fé não é negar o tamanho que a Assíria tem. Fé recusar-se medir Deus pelo tamanho da Síria. A incredulidade olha para Deus através das circunstâncias. A fé olha para as circunstâncias através de Deus. E Rabsakc está dizendo assim: "Olha para tudo que aconteceu. Olha para tudo que nós já destruímos. Agora digam como o Deus de vocês pode salvar vocês." Mas a pergunta da fé é outra. Que que ela fala? Quem é esse exército diante de Deus que criou os céus e a terra? É por isso que a batalha ali naquele local, naquele muro, começa no coração. Antes de qualquer flecha seja lançada, existe uma guerra pela interpretação da realidade. Quem vai definir o que é real? Os que os nossos olhos estão vendo ou aquilo que Deus falou? Então acontece algo simples aqui, mas poderoso. Ezequias ouve, ele recebe as palavras, ele rasga suas vestes e veste um pano de saco e vai pro templo do Senhor. E isso, se você vê, é muito diferente do que ele fez anteriormente. Antes, o que que ele procurou? Ele procurou o tesouro, agora ele procura o templo do Senhor. Antes ele tirou o ouro das portas, agora ele vai se apresentar diante de Deus. E não se engane, a crise não mudou. Eu diria, ela se agravou, na verdade, mas Ezequias está mudando. Talvez seja justamente isso que Deus estivesse fazendo desde o início aqui. Nós pensamos que a grande obra de Deus é sempre mudar as nossas circunstâncias. Mas muitas vezes, antes de mudar as nossas circunstâncias, Deus muda o lugar onde nós apoiamos o nosso coração. Há coisas que só aprendemos quando nós ficamos de mão vazias. Enquanto nós conseguimos carregar de algum modo a situação, dificilmente vamos entregar a situação a Deus. Enquanto achamos que nós podemos resolver, dificilmente nós vamos descansar. Enquanto temos algum controle, eu vou manter esse controle. Então, Deus nos leva até o fim da nossa força, não porque tenha prazer em ver a nossa fraqueza, mas porque deseja a nos mostrar uma força maior que a nossa. A verdadeira fé começa a aparecer quando percebemos que não conseguimos salvar a nós mesmos. Isso não significa que nós vamos ficar em passividade. Também não significa que nós nunca devemos agir, planejar. A Bíblia não nos ensina a ser responsáveis. O problema não é nós usarmos o meio que nós temos. O problema é transformar os nossos meios em nossos salvadores. Existe uma diferença entre usar uma ferramenta que Deus colocou nas nossas mãos e descansar naquela ferramenta como se Deus não existisse. Então chega uma segunda mensagem de Senaqueribe e a ameaça vai continuando. O rei da Síria envia uma carta dizendo em essência: "Não deixe o Deus de vocês enganar vocês. Jerusalém não vai ser salva. E segunda Reis e 19 nos mostra uma das cenas mais bonitas dessa história. Ezequias recebe a carta e lê ela. E o que ele faz? Ele sobe ao templo, estende a carta diante do Senhor e só isso já é uma pregação enorme para cada um de nós. Ele coloca a carta diante de Deus. Não porque Deus não soubesse o que estava escrito nela. Deus não precisava ser informado do que estava acontecendo. Ezequias é que ali precisava reconhecer que diante de quem aquela carta deveria estar. Há um tipo de oração que não é simplesmente falar com Deus sobre o problema, é colocar o problema diante de Deus e dizer assim: "Senhor, eu não consigo carregar isso". E talvez exista alguma carta que você esteja carregando atualmente. Obviamente não em uma folha de papel. Talvez seja uma notícia que chegou para você, uma preocupação que você está tendo, uma situação que repassa na sua mente durante a madrugada. Você deita, mas a mente continua a conversar com o problema. Talvez uma das perguntas dessa passagem seja: por que você ainda está segurando aquilo que você deveria ter estendido ao Senhor? Ezequias abre aquela carta, então ele ora. Mas nós devemos perceber o como ele vai orar aqui. Ele não começa falando de Senaqueribe, ele começa falando de Deus. Ele reconhece que Deus é o Senhor de Israel entronizado acima dos querubins. Ele confessa que somente o Senhor é Deus sobre os reinos da terra e que ele fez os céus e a terra. E isso muda tudo. A perspectiva de Ezequias mudou completamente, porque o coração não é apenas levar Deus para dentro dos nossos problemas. A oração é colocar novamente os nossos problemas dentro da realidade de quem Deus é. Quando não oramos, nossos problemas começam a ocupar todo o nosso horizonte. Eles parecem enormes porque não existe nada ao redor deles. Mas quando olhamos e oramos biblicamente, não estamos diminuindo artificialmente aquele problema, estamos devolvendo ele a proporção correta que ele tem. Sim, Senakeribe é poderoso, mais poderoso que a gente, mas ele não criou os céus à terra. Sim, a Assíria derrotou vários reis, mas nenhum rei estava sendo eh levado sobre o trono do universo. Sim, Jerusalém está completamente cercada, mas o nosso Deus não está. Deus não está cercado pela Síria. O povo de Deus pode estar, a igreja pode estar pressionada por algo. Uma família pode passar por momentos difíceis, um crente pode chegar à profunda fraqueza, mas Deus nunca entra em pânico. Deus nunca recebe uma notícia inesperada. Deus nunca olha para uma circunstância e pensa: "Eu não previ isso". Ezequias começa a oração lembrando quem Deus é depois ele apresenta o problema. E o mais interessante é que ele não nega o sucesso da Síria. Ele reconhece que o rei que os reis assírios realmente devastaram muitas nações. Reconhece que lançaram os deuses daquele povo no fogo. Mas então ele faz uma distinção fundamental. Aqueles deuses não era Deus. Eles eram de madeira e de pedra. A assíria havia destruído ídolos, mas agora ela cometeu um erro fatal. Imaginou que o Deus de Israel era apenas mais um deus entre muitos. Senakeribe tinha uma teologia baseada em seu histórico militar. Ele havia vencido outras nações, portanto ele ia vencer Jerusalém. Mas existe uma diferença infinita entre destruir um ídolo feito por mãos humanas e desafiar o Deus que criou as mãos humanas. Ezequias pede livramento, mas repare no objetivo da sua oração. Ele deseja que todos os reinos saibam que somente o Senhor é Deus. Agora a crise está no lugar correto. Antes o grande problema parecia ser: Ezequias vai sobreviver. Agora a pergunta é: o nome de Deus vai ser gloriado no final? Isso é o crescimento espiritual. Quando a nossa oração começa conosco e termina em Deus. Quando ainda sentimos dor, ainda nós vemos o perigo, ainda desejamos o livramento, mas existe uma coisa maior do que simplesmente o nosso conforto. Senhor, glorifica o teu nome. E é nesse contexto que Deus vai responder. E a resposta vem por meio do profeta Isaías. Deus mostra que ouviu a oração de Ezequias e mais do que isso, responde diretamente à arrogância de Sanaqueribe. O rei assírio acreditava que a sua força havia produzido as suas conquistas. Olhava para tudo que havia feito e dizia: "Eu fiz, eu conquistei, eu destruí". Mas Deus mostra uma realidade que Senaqueribe nunca havia considerado. Ele não era o Senhor da história, era uma criatura debaixo do governo do Senhor da história. E isso é a providência de Deus. E aqui precisamos pensar com cuidado. A a soberania de Deus não significa que os homens deixam de ser responsáveis pelos seus atos. Senakeribe é arrogante, ele é cruel e ele é culpado, mas ao mesmo tempo suas ações nunca escaparam do governo de Deus. E essa é uma das verdades mais profundas das escrituras. Os homens fazem escolhas reais, agem segundo os seus desejos, são moralmente responsáveis por aquilo e ainda assim, mesmo fazendo tudo isso, nunca conseguem colocar o universo fora do controle de Deus. A Bíblia não nos oferece um Deus que apenas reage ao que os homens fazem. Ela nos oferece um Deus que reina. E isso significa que até mesmo aquilo que parece caótico para nós continua debaixo da providência de Deus. O mal não se torna bom, a dor não deixa de doer, o pecado não deixa de ser pecado, mas nada consegue frustrar o propósito final de Deus. Então, chegamos a uma das, eu diria, frases centrais dessa passagem. Deus declara que vai defender Jerusalém e salvar por amor a si mesmo, por amor a Davi, o seu servo. Pare nessa resposta por um momento. Por que que Jerusalém vai ser salva? Porque seu exército é poderoso? Não. Porque Ezequias tomou sempre as decisões perfeitas, políticas para resolver os problemas. Nós já vimos que isso também não aconteceu, porque o povo de Jerusalém é moralmente superior também não é. Deus aponta para si mesmo por amor a mim e aponta paraa sua promessa. E isso muda a forma como nós entendemos a segurança do povo de Deus. Jerusalém não está sendo sustentada, em última análise pela capacidade de Jerusalém. está sustentando, sendo sustentada pelo compromisso de Deus com o seu próprio nome e com a sua própria aliança. E aqui começamos a enxergar o coração da eleição soberana de Deus. Algumas pessoas ouvem a palavra eleição e imediatamente começam a pensar numa discussão fria, um debate teológico, perguntas difíceis, mas veja onde essa verdade aparece. Ela aparece numa cidade cercada. Aparece quando o povo não tem força. Aparece quando não existe uma saída visível. Aparece quando a pergunta é: "Quem vai nos guardar? E é nesse contexto que a soberania de Deus se torna um consolo para nós. A eleição biblicamente entendida significa a causa final da graça, que a que significa que a causa a causa final da graça de Deus não está em nós, nem no que nós fazemos. está nele, assim como Jerusalém só tinha ele. Deus não olha paraa humanidade caída e encontra algumas pessoas naturalmente mais sábias ou mais espirituais. A escritura apresenta todos nós como dependentes da graça de Deus. Efésios 1 diz que Deus nos escolheu em Cristo antes da fundação do mundo, segundo o propósito da sua vontade. A fonte toda está nele, não em nós. E isso humilha profundamente o orgulho humano, porque significa eh que ninguém vai chegar aos céus e poder dizer: "Eu percebi o que os outros não perceberam." Ninguém vai poder dizer: "Eu era espiritualmente melhor do que os outros". Se fomos salvos, fomos salvos pela graça, do começo ao fim. Mas essa verdade, ela destrói o nosso orgulho, ela também destrói o nosso desespero. Porque se a causa decisiva da salvação estivesse em cada um de nós, a nossa segurança dependeria da nossa estabilidade. Se a salvação começasse, porque eu fui bom o suficiente, então eu ia precisar continuar bom o suficiente. Se começasse porque minha fé foi forte o suficiente, então eu teria que mantê-la sempre forte o suficiente. Mas se a salvação começa na graça soberana de Deus, existe uma esperança muito mais profunda para nós. O Deus que inicia a obra é também o Deus que conduz ela até o fim. Isso não significa que o cristão se torna alguém passivo. Não significa que a perseverança nossa não importa. não significa que nós podemos conviver tranquilamente com o pecado. A Bíblia chama o povo de Deus a santidade, a fé, a obediência e a perseverança. Mas essa perseverança acontece porque Deus continua operando no seu povo. Nós perseveramos porque é porque nós somos, no final das contas, preservados por ele. Essas duas verdade caminham juntas. Deus guarda os seus. E justamente por isso os seus continuam crendo. Romanos 8 apresenta essa segurança de uma maneira impressionante. Paulo mostra eh uma corrente que começa no propósito de Deus e termina na glorificação do seu povo. A força está em perceber que a mesma mão está presente do início ao fim. Deus não inicia a salvação e depois entrega o restante do caminho. Vai lá, começa, faz o restante. Ele não diz: "Eu fiz minha parte, agora veremos se vocês serão capazes de chegar no fim". Não. A graça que escolhe é a graça que chama. A graça que chama é a graça que justifica. E a graça que justifica é a graça que persevera. E é isso que transforma a eleição em um consolo. Quando Jerusalém olha para si mesma, ela devia sentir medo. Quando ela olha pra Síria, ela deve sentir medo. Mas quando ela olha pra promessa de Deus, ela encontra o descanso. E isso não é presunção. Resunção seria Jerusalém dizer assim: "Somos fortes demais para cair." A fé diz: "Nós somos fracos, mas Deus é fiel". Essas duas frases pertencem a mundos completamente diferentes. O orgulho vai dizer assim: "Eu não vou cair porque eu sou forte". A fé diz: "Eu não tenho força o suficiente, mas pertence, pertenço a um Deus que não abandona o seu propósito. E é por isso que a eleição jamais devia produzir arrogância, como as pessoas pensam que poderia produzir. Se a nossa compreensão da eleição nos faz olhar para as outras pessoas com superioridade, nós não entendemos o que que ela é. A eleição nos coloca no chão, tira das nossas mãos qualquer motivo de orgulho que nós possamos ter, faz cada um de nós perguntar: "Por que eu?" E a resposta final não pode ser: "Porque havia alguma coisa especial em mim". A resposta é a graça livre, soberana e imerecida. E essa mesma graça que nos leva ao chão diante do Deus. eh ali diante de Deus e nos permite levantar a cabeça diante do inimigo. Porque a nossa segurança não depende do que nós encontramos em nós, depende de quem Deus é. Segunda Reis 19 traz ainda uma imagem muito bonita ali. Deus fala sobre os remanescentes de Judá, criando raízes para baixo e produzindo frutos para cima. Pense nessa figura que Deus está falando. Assíria olhava para Judá e via uma árvore quase quebrada, cidades destruídas, território perdida, Jerusalém sitiada. Aos olhos humanos, tudo parecia prestes a acabar, mas Deus via raízes ali. Essa é uma imagem maravilhosa da perseverança. Há momentos em que nós olhamos para a nossa própria vida e o que que nós pensamos? Minha fé está fraca. Estou cansado. Eu não sei como vou continuar. É claro, não devemos romantizar a nossa fraqueza. Precisamos buscar Deus. ouvir a palavra de Deus, orar e permanecer na comunhão da igreja. Mas nunca devemos concluir que porque nossa força está pequena, o poder de Deus também está. A árvore pode parecer pequena, mas existe raízes e Deus sabe preservar aquilo que ele plantou. O povo de Deus já passou por momentos em que parecia impossível que aquela promessa que ele havia feito continuasse. Israel esteve diante do mar com o exército de faraó vindo atrás. A família da promessa esteve escravizada no Egito e agora Jerusalém está cercada pela Síria. E em cada momento existe a mesma verdade. A promessa de Deus não é sustentada pela força humana. Deus preserva aquilo que ele decidiu cumprir. E isso também evita outro erro nosso. Eleição não significa eh que os meios deixam de empotar. Ezequias ora, Isaías profetiza, o povo precisava ali e precisa ouvir. A fé ali é exercida. Mas por trás de todos esses meios eh que estão ali, existe um Deus soberano conduzindo o seu propósito. A soberania de Deus não torna a nossa ação inútil, ela dá o fundamento à nossa ação. Nós oramos porque o nosso Deus reina, pregamos porque o nosso Deus salva, perseveramos porque o nosso Deus guarda, descansamos porque o resultado final não está suspenso na fragilidade da nossa mão. Então, chega a noite, o exército assírio está todo ao redor. Humanamente a gente pode dizer, a matemática continua a favor de Senakeribe. Nada indica que Judá descobriu uma nova arma para agir ali. Nenhum grande aliado pode aparecer agora. Nenhuma estratégia militar brilhante é apresentada para eles fazerem. E então Deus age. O texto diz que o anjo do Senhor sai e atinge 185.000 1 homens no acampamento assírio. Quando o povo se levanta pela manhã, a ameaça do dia anterior acabou. Existe algo profundamente eh intencional na forma como essa vitória acontece. Judá não pode tomar crédito nenhum do que aconteceu. Ezequias não pode falar da sua genialidade militar. Os soldados não podem voltar e dizer: "Nós vencemos porque lutamos melhor". A batalha que eles não podiam vencer foi vencida numa noite por Deus. Enquanto Jerusalém dormia, Deus estava agindo. E quando o sol nasce, a única explicação possível é: "O Senhor fez isso". E isso é graça do Senhor. Graça não é Deus ajudando pessoas fortes a ficarem um pouco mais fortes. Graça é Deus fazendo pessoas imp para pessoas impotentes aquilo que elas jamais poderiam fazer por si mesmas. E aqui nós começamos a perceber que essa história aponta para algo muito maior, porque por mais terrível que a Síria fosse, ela não era o nosso maior inimigo. Por mais ameaçador que Senakeribe fosse, existe uma promessa, uma eh ameaça muito mais profunda sobre cada um de nós. Nós não nascemos apenas em um mundo perigoso, nascemos debaixo da realidade do pecado. O pecado não é apenas um conjunto de comportamentos ruins. É a condição do nosso coração. É a nossa rebelião contra Deus. É a tendência de colocar a criatura no lugar do Criador e buscar uma vida longe daquele que é a fonte da vida. É por causa do que o pecado existe, que a nossa culpa é real diante do Deus santo. Se não entendermos a gravidade do problema, jamais poderemos entender a grandeza da nossa salvação. O evangelho não diz que éramos pessoas basicamente boas, precisando de uma certa orientação. Diz que precisávamos de vida. Não precisávamos apenas de um professor, precisávamos de salvador. Não precisávamos apenas de um exemplo, precisávamos de um substituto completo. Jerusalém tinha sequerib diante dos seus muros. Nós temos o pecado, a culpa e a morte. E não havia tributo que pudéssemos pagar. Nenhuma quantidade de boas obras que nós poderíamos fazer. poderia comprar a nossa paz com Deus. Nenhuma religião poderia apagar a nossa culpa. Nenhuma moralidade que nós tivéssemos poderia produzir uma justiça perfeita que Deus exige. Talvez pudéssem eh pudéssemos nos comparar às outras pessoas e assim nos sentimos um pouquinho melhores. Mas a pergunta nunca foi em momento nenhum se somos melhores que as outras pessoas. A pergunta é se somos santos diante de um Deus perfeitamente santo? E aí todos ficamos em silêncio, todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus. Esse é o cerco universal de toda a humanidade. Nós não conseguimos salvar a nós mesmos. Talvez agora consigamos enxergar porque a história de Ezequias é tão poderosa. Deus precisava fazer por Jerusalém aquilo que Jerusalém não podia fazer por si mesma. E foi exatamente isso que Deus fez eh por nós em Cristo. Mas exige algo muito mais profundo aqui. Naquela noite em Jerusalém, o juízo de Deus caiu sobre os inimigos do povo. No calvário acontece algo surpreendente. O juízo também fora ali dos muros de Jerusalém deveria cair, que deveria cair sobre pecadores culpados. cai sobre Cristo em favor do seu povo. Essa é a diferença que transforma tudo. Jesus não aparece apenas como um rei mais forte que Ezequias. Ele é o rei perfeito. Ezequias falhou. Jesus não falhou. Ezequias teve momentos em que procurou outras soluções. Jesus confiou perfeitamente no seu pai. Ezequias precisou ser salvo. Jesus veio salvar. Ezequias entrou no templo com uma carta nas mãos. Jesus entrou na história carregando sobre si a culpa do seu povo. E quando chegou à cruz, enfrentou inimigos que nenhum de nós poderia derrotar. Ele derrotou o pecado, a morte e a condenação. Ele não fugiu ali. Ele não negociou ali. Ele não procurou outra saída. Ele entregou-se voluntariamente. Na cruz, Jesus recebeu a punição que o seu povo merecia. O servo foi traspassado por nossas transgressões e esmagado pelas nossas iniquidades. Então, chegamos ao coração do evangelho. A mesma soberania de Deus que preserva Jerusalém por causa da sua promessa, aparece de maneira infinitamente mais gloriosa no plano da redenção. A cruz não foi um acidente, não foi Deus tentando consertar um plano que saiu do controle. Antes da fundação do mundo, Deus já tinha estabelecido o seu propósito redentor em Cristo. E no tempo determinado, o filho veio, viveu a vida que nós deveríamos viver, obedeceu onde nós desobedecemos, cumpriu a justiça que não poderíamos cumprir e morreu a morte que nós merecíamos. Isso significa que a segurança do povo de Deus não está baseada numa sensação interna que nós temos. Ela está baseada num acontecimento objetivo. A cruz aconteceu, Cristo morreu, o preço foi pago e o túmulo ficou vazio. E se a nossa salvação está ancorada numa obra realizada por Cristo, então a nossa esperança não precisaar, oscilar na mesma medida que os nossos sentimentos estão oscilando. Existem dias e vão existir que sentimos a nossa fé forte e existem outros que também vão existir que quase não conseguimos levantar a nossa cabeça. Existem dias que nós conseguimos orar com confiança e outros que a oração, que as orações parecem pequenas, mas Cristo não morreu apenas nos dias em que nós sentimos mais fortes. A obra dele permanece o tempo inteiro. Isso não significa que os nossos sentimentos não importam. significa que eles não podem nunca ser o nosso fundamento. O nosso fundamento é Cristo. E agora entendemos ainda melhor o consolo da eleição. Se o Pai escolheu um povo em Cristo, se o Filho deu a sua vida para esse povo, se o espírito aplica a obra de Cristo no coração, então a salvação é do início ao fim a obra da graça de Deus. E isso não nos transforma em meros espectadores do que tá acontecendo, transforma cada um de nós em adoradores. Porque começamos a enxergar assim que até a nossa resposta a Deus é fruto da misericórdia dele operando em nós. Isso significa que no último dia não haverá um único redimido no trono diante do trono de Deus, podendo dizer: "Uma parte dessa glória pertence a mim. Toda a glória pertencerá a ele." Essa doutrina muda a maneira como enfrentamos o cerco da nossa vida. Talvez alguém possa dizer: "Mas eu ainda tenho medo". Ezequias também teve. A questão não é se você nunca sentirá medo. A questão é para onde você vai levar esse medo. Você vai arrancar o ouro das portas novamente ou vai levar a carta diante de Deus? Essa é uma diferença decisiva para cada um de nós. A fé não é ausência de temor. A fé é saber para onde correr quando estamos tremendo. Talvez Deus esteja usando algum cerco na nosso, na sua vida para ensinar exatamente isso aqui. Talvez você tenha pedido, Senhor, tira essa situação talvez de Deus tire. Ele é poderoso para fazer isso. Mas talvez antes de retirar da situação, Deus esteja retirando dela o poder dela governar o seu coração. Talvez você pensasse que a sua segurança dependia de uma determinada resposta. Então, Deus está ensinando que a sua segurança depende de algo muito maior, não de você saber como a história termina. mas de saber quem governa a história. Cristãos não são pessoas que sempre sabem o que Deus está fazendo. Cristãos são pessoas que aprendem pela palavra quem Deus é. Há uma diferença. Nós nem sempre recebemos uma explicação detalhada do por estamos sofrendo. Ezequias recebeu uma palavra específica por meio de Isaías. Nós temos algo que ainda que ele não tinha na sua plenitude. Nós temos a cruz. E a cruz responde a pergunta mais profunda que o sofrimento tenta colocar em nosso coração. Deus realmente é por mim? Olhe pro Calvário. Olhe pra cruz. Deus abandonará aquilo que pertence a Cristo. Olhe pro Calvário. Posso confiar nele mesmo quando eu não entendo? A resposta é: olhe pro Calvário. Paulo chega exatamente a essa conclusão em Romanos 8. Se Deus não poupou o seu próprio filho, mas o entregou por nós, como não nos dará justamente ele aquilo que é necessário para cumprir o seu propósito? Consegue perceber a lógica que Paulo tá botando aqui? Paulo não diz que nós sabemos e saberemos explicar tudo. Ele diz que existe uma coisa que já sabemos. Deus entregou seu filho. Então, aquilo que nós não entendemos precisa ser interpretado à luz daquilo que Deus já revelou de uma maneira definitiva. O Rabsaquec queria que Jerusalém interpretasse Deus à luz do exército imenso da Síria que estava em volta de Jerusalém. O evangelho nos ensina a interpretar o nosso eh os nossos exércitos à luz da cruz de Cristo. O mundo pode dizer assim: "Olhe para as circunstâncias e conclua quem Deus é". Mas a nossa fé diz: "Olhe para Cristo e a partir dele enfrente as circunstâncias". E isso cria uma estabilidade que o mundo nunca vai conduzir, conseguir produzir para nós. Não é a estabilidade de quem sabe que tudo dará certo exatamente da maneira que nós desejamos, porque aí a nossa estabilidade está no que acontecer. é algo maior. É a estabilidade de quem sabe que Deus não perderá nenhum daqueles que pertence a Cristo. Jesus diz que as suas ovelhas ouvem a sua voz. Ele as conhece e elas o seguem e afirma que lhes dá a vida eterna e ninguém pode arrancar elas da sua mão. Que imagem é essa para nós? Nós normalmente pensamos na segurança cristã perguntando assim: "Será que vou eh conseguir continuar segurando a mão de Cristo?" Mas Jesus nos leva à outra pergunta: quem pode me arrancar da mão dele? Isso não enfraquece a nossa perseverança, ela fortalece ela. Porque agora eu continuo não para tentar me tornar alguém que finalmente vai merecer ser guardado. Eu continuo porque eu pertenço àele que me guarda. Obedeço não para comprar o amor dele. Obedeço porque eu fui amado por ele. lutro contra o pecado, não para convencer Deus que vale a pena me adotar. Luto como um filho dele. Procuro a santidade não para criar uma eleição e para eu merecer uma eleição. Procuro santidade porque a graça que salva também transforma. E assim a eleição e a preservação não produzem indiferença, produzem, na verdade no fim humildade. Produzem uma gratidão em nós, produz uma adoração, produz um verdadeiro descanso em Deus. Talvez essa seja uma das coisas mais que nós mais precisamos aprender. Descansar em Deus não é cruzar os braços e não fazer nada. É parar de tentar ocupar o lugar que pertence somente a ele. Existe uma exaustão que vem não do excesso de trabalho, mas do excesso de uma soberania imaginária que você tem. Tentamos controlar aquilo que não nos foi dado a ser controlado. Tentamos prever tudo, tentamos garantir tudo, tentamos proteger tudo. E quando percebemos que não conseguimos, a ansiedade chegou. Mas nunca recebemos esse trono. Deus não pediu que você governasse o universo. Ele chamou você a confiar naquilo que que ele governa. E isso existe de nó exige de nós a rendição a essa situação. Porque nós dizemos que queremos paz, mas muitas vezes a paz que você tá dizendo que você quer, na verdade, é outra palavra. é controle. Queremos saber exatamente o que vai acontecer, quando vai acontecer, como vai acontecer. Queremos garantias visíveis diante de nós. E Deus muitas vezes nos responde não dando todas as informações, mas dando a si mesmo, falando: "Eu estarei com você". Para a fé verdadeira, isso precisa ser suficiente. Não porque as perguntas desaparecem, mas porque a presença de Deus se torna maior do que qualquer pergunta que nós temos. Agora volte um instante para Jerusalém naquela noite. Imagine aqueles muros, as famílias dentro da cidade, os soldados nos portões olhando as tochas do exército assírio do lado de fora. Eles provavelmente não sabiam exatamente como Deus os salvaria. Não tinham como imaginar o que aconteceria à noite, mas a promessa havia sido dada. Eu defenderei essa cidade. Então, precisamos atravessar a noite sustentados por uma palavra. É assim que grande parte da vida cristã acontece. Essa é a promessa. E amanhã ainda vemos as luzes do acampamento, ainda ouvimos alguns sons, ainda sentimos o nosso coração acelerar só de pensar no que vai acontecer. Mas o nosso Deus falou, existe uma manhã chegando para o cristão. Essa manhã final não é apenas a solução de uma crise temporária, é a ressurreição. Porque até mesmo quando o último inimigo, a morte chegar, ela não tem a capacidade de dar a palavra final. Cristo ressuscitou e porque ele vive, aquele que estão unidos a ele também vão viver. Essa é a preservação levada até a sua conclusão mais gloriosa. Deus não promete simplesmente preservar a nossa vida confortável. Ele promete preservar cada um de nós para a glória. Talvez percamos coisas aqui. Os apóstolos perderam, os mártires perderam, cristãos fiéis atravessaram sofrimentos terríveis. A preservação dos santos não significa que Deus vai impedir as dores desse mundo. Significa algo maior. Nenhuma dor que você sentir poderá destruir o propósito redentor de Deus para aqueles que estão em Cristo. Nem tribulação, nem perseguição, nem perigo. Nada poderá separar o povo de Deus do amor de Deus que está em Cristo Jesus. Essa é a segurança, não a segurança das circunstâncias, a segurança da aliança. Não a promessa de que nunca entraremos no vale. A promessa de que nenhum vale vai poder nos separar do nosso pastor. E tudo isso nos leva de volta à frase central dessa passagem. A verdadeira fé nasce quando Deus leva o homem ao fim da sua própria força. Talvez eh é é ali naquela situação, porque quando as nossas forças terminam, descobrimos que a força de Deus eh nunca esteve dependendo da nossa. Ezequias podia dormir porque Deus não dorme. Jerusalém podia ser fraca porque o Deus dela não era. As muralhas poderiam parecer pequenas porque a promessa de Deus era grande. E nós podemos descansar não porque somos espiritualmente impressionantes, mas porque Cristo é o nosso salvador perfeito. Esse é o evangelho. O evangelho não diz: "Seja forte o suficiente para Deus aceitá-lo." Ele diz Cristo foi forte por você. Ele não diz construa uma justiça suficiente para apresentar-se diante de Deus. Diz que Cristo é a nossa justiça. Não diz derrote a morte. diz que Cristo entrou na morte e venceu. Talvez você esteja diante de uma Síria agora. Talvez a sua pergunta tenha sido: Talvez exista uma pergunta interior em você. Onde a minha confiança está descansando? Talvez Deus resolva a situação que você espera. Talvez não. Mas se você pertence a Cristo, existe uma coisa que o cerco que está ao redor da sua vida não pode fazer. Ele não pode desfazer o propósito eterno de Deus. Não pode apagar o sangue do filho de Deus. Não pode quebrar o selo do espírito. Não pode revogar as promessas de Deus. Não pode arrancar você das mãos de Cristo. Então, descanse. Não porque a Síria seja pequena, mas porque Deus é grande. Não porque você seja forte, mas porque Cristo é o suficiente. E quando o inimigo perguntar em quem você tá baseando essa sua confiança? A nossa resposta final não será na minha capacidade, também não vai ser na minha fé perfeita, nem na minha história de obediência. Nossa resposta será Cristo. Jerusalém acordou naquela manhã e descobriu que Deus havia vencido a batalha, que ela não poderia ter vencido. O cristão olha pro túmulo vazio e descobre a mesma verdade em proporções eternas. A batalha que nós não poderíamos vencer foi vencida. A dívida que nós não poderíamos pagar foi paga. A justiça que não poderíamos produzir foi providenciada. A morte que não poderíamos derrotar foi derrotada. E tudo isso não porque somos dignos, mas porque o nosso Deus é gracioso. Essa é a eleição soberana. Não uma doutrina para inflar as cabeças, uma verdade para dobrar os nossos joelhos e botar a nossa carta diante dele. Não uma doutrina para produzir orgulho, uma verdade para matar o orgulho. Não uma doutrina para tornar a igreja fria, uma verdade pra igreja fazer ela adorar, porque no final de tudo, a história da nossa salvação não será a história de como nós seguramos a mão de Deus com força suficiente. Será a história de como Deus em Cristo segurou pecadores fracos e não abandonou eles. Talvez seja por isso que Deus, de tempos em tempos, permita que as nossas mãos fiquem vazias, porque enquanto estão cheias de pequenas seguranças, não percebemos quem realmente está nos segurando. Mas quando o nosso ouro acaba, quando o Egito não responde, quando os muros parecem pequenos e quando a voz do inimigo fica alta, Deus nos chama de volta para a pergunta antiga. E ali, quem está no trono? E ele nos responde: "Eu sou Deus". Então, coloque a sua carta diante dele. Para de fingir que você consegue carregar aquilo que somente Deus pode carregar. Ore, confie, obedeça aquilo que você já sabe. Descanse naquilo que somente Deus pode fazer. Porque a segurança do povo de Deus nunca esteve nas forças das muralhas, sempre esteve na fidelidade de Deus a sua promessa. E agora essa promessa tem um rosto, tem Cristo na cruz, lá no Calvário. Deus mostrou até onde iria para salvar o seu povo. O filho recebeu a nossa culpa, carregou nossa condenação, experimentou a morte e ressuscitou. Por isso, quando todas as nossas esperanças terminarem, a esperança verdadeira ainda está em nós. Quando a nossa força acabar, ainda haverá uma força. Quando a nossa fidelidade fidelidade parecer pequena, haverá uma fidelidade perfeita, a do nosso Deus. E é por isso que o povo de Deus pode atravessar a noite, pode haver um exército lá de fora, pode haver lágrimas dentro da cidade, pode haver perguntas sem resposta, mas existe uma cruz atrás de nós. Existe um trono acima de nós, existe um salvador intercedendo por nós, existe uma ressurreição diante de nós. Então, a fé finalmente aprende a dizer: "Eu não sei como Deus vai fazer. Eu não tenho ideia de quando ele vai fazer. Eu não sei por quais caminhos Deus vai conduzir, mas eu sei quem Deus é nele eu posso descansar. E às vezes isso é tudo que teremos. Mas para aquele que conhece o Deus soberano, fiel e gracioso, revelado em Jesus Cristo, isso é mais do que o suficiente. Porque quando a fé chega ao fim de si mesma, ela descobre aquilo que deveria ter saber desde o início. Nossa esperança nunca esteve em nós, nunca esteve nas muralhas, nunca esteve no ouro, nunca esteve nos reis. Nossa esperança estava e está e sempre esteve somente em Deus. E esse Deus mostrou a sua fidelidade de maneira definitiva no Calvário. Ali o rei venceu o inimigo que jamais venceríamos. Ali a graça triunfou sobre a nossa culpa. Ali Cristo garantiu a redenção do seu povo. E porque ele morreu e ressuscitou, todos aqueles que pertencem a ele estão seguros até o fim. Não porque sejam fortes, não porque eles possam fazer qualquer coisa, mas porque o Salvador deles é forte. Não porque sejam dignos, mas porque ele é gracioso. Não porque consigam guardar a si mesmos, mas porque aquele que os chamou é fiel e ele os guardará até