Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Davar Live – 07/08

Davar Live – 07/08

Davar Live – 07/08

Legendas automáticas:

Fala, pessoal, boa noite. Bem-vindos aí
a mais uma live.
Eh, começo perguntando se tá tudo OK
aqui com vídeo, com áudio. Se tiver
algum detalhezinho que não tiver
funcionando direito, por favor, deem um
toque aí. E aí, como estão vocês? Gente,
é o seguinte, não tivemos live semana
passada
e a gente também tem uma questão que não
teremos na próxima semana, né? O que
acontece? Eu tô com parêntes em casa e
aí eu
essa coisa de de ir buscar no aeroporto.
Ah, semana que vem eu não vou estar aqui
no eh não vou estar aqui na minha casa,
vou visitar parente em outro estado.
Então vai ser aquela coisa, né? Então,
não tivemos semana passada e não vamos
ter no próximo, no próximo sábado não
teremos
live de novo. O próximo sábado que é o
dia 15, né? Então na próxima sexta, né?
Dia 14, aliás, não teremos live de novo,
tá bom? Infelizmente
as coisas acontecem, né? não vou estar
em casa, não vou conseguir fazer a live
com vocês.
Eh, e mais uma vez também por causa da
correria que eu tô essa semana, né,
desde do do desde o fim de semana
passado também, por causa do desses meus
parentes que estão em casa, então também
não assisti o filme Matrix, não vamos
falar sobre o Matrix, né? o Mateus que
tinha mandado um recado na outra semana
falando que tava na no aguardo. Não vai
ser dessa vez ainda, Mateus. Não sei se
até se vai ser na live depois dessa. Eu
não sei como vai est o
eh a minha semana antes da live para eu
conseguir assistir o filme com calma e
anotar algumas cenas, mas vai chegar
esse dia, viu? Não, não desista, tenha
fé. A gente ainda vai comentar aqui
sobre o o Matrix, tá bom? O Carlos já
mandou ali um áudio normal. Boa noite,
Carlos. Obrigado aí.
Eh, então tá bom, gente. Ó, vou começar
lendo os comentários.
A gente tem essa tradição, começar a
live lendo alguns comentários da na
semana, né? Vou eu vou ler dois
comentários aqui, vou ler três, aí a
gente já comenta também, né? Eh, a gente
tinha comentado sobre inconsciente e tal
e aí uma pessoa comentou aqui,
a Vânia, né, para retribuir sua
generosidade, faça uma reflexão. O que
você acha que é consciência é pequena, é
uma pequena parcela de algo maior que
engloba o que chamamos de inconsciência
e inconsciente.
Nossos atos conscientes são determinados
por padrões construídos por educação e
nossa interpretação da vida e das
relações e por nossas emoções. fato de
negar sua existência e não me relacionar
com eles é o que me torna escravo do
inconsciente. Com esse olhar, eh, com
esse olhar, reler o Novo Testamento vai
fazer perceber que Jesus inaugura o
nosso mundo íntimo e vai nos ensinar a
ser rei desse mundo interior. E aqui o o
comentário da Vânia, né? Aí ela tá
comentando aqui, né, dessa perspectiva
mais eh psicanalítica e tal. Tem o
consciente, inconsciente, aquela imagem
clássica, né, que é o é o iceberg, né, o
consciente é o pedacinho que você vê
fora do do oceano e embaixo tem aquele
pedaço muito maior que seria o
inconsciente,
eh, que seria aqui a tal da primeira
tópica e segunda tópica do Freud também,
né, que você tem o ego, o super ego e o
id, né? Então, quando fala que nossos
atos conscientes são determinados por
padrões construídos por educação e tal,
nossa interpretação da vida e tal, por
nossas emoções, eh tem uma relação entre
consciente e inconsciente ou consciente,
préconsciente e inconsciente e o e de
ego, superego, que seria
um uma outra perspectiva de uma outra
parte, né, da nossa mente dentro da
teoria da psicanálise, né? né, que é
basicamente a gente tem o
eu sempre confundo o que que é o ego e o
super ego, mas o ID seria a nossa parte
eh que seria, vamos dizer aqui, mais
instintiva,
seria aquilo que eh
eu vou usar aqui um exemplo do clube da
luta.
Só um segundo aqui só para para falar
certo aqui.
O Clube da Luta, a gente tem no filme
Clube da Luta, não sei quem conhece o
filme,
a gente tem eh
duas pessoas,
que na verdade é uma é uma pessoa só que
você dividiu em duas, mas aí quem vê o
filme vai entender.
Eh,
deixa eu só entender aqui o que que é.
Tá, é isso mesmo. Tá,
tá. Eh, o, então o ID seria aquele
o
o cara que é o Brad Pitt lá no clube da
luta. É o seu lado mais instintivo, é o
seu lado que quando você tem vontade
você vai e faz, né? eh mais audacioso,
instintivo, eh eh
que tá ligado com o essa
as coisas que você tem vontade, tá
ligado também com a ideia de desejo e
tal, de pôr o desejo em prática e tal.
E em o oposto do ID seria o que a gente
chama de superego, que é a as leis
morais. É o Tyler Durden, né? O o Carlos
colocou aqui, né? O o ID seria o Tyler
Durden, não tava lembrando o nome. Eh, o
Supergo seria o outro cara lá, o
personagem do,
ah, gente, me sumia o nome do do ator
que fez o cara que não é o Tyler Deren,
né? Que você tem o Brad Pitt e tem o
Edward Norton. O
o ator que é o o personagem do Eduard
Norton seria o que? seria o super ego,
que é aquele que é extremamente
controlado, é aquele que faz tudo
certinho, tudo que mandam, seria toda a
moral que é passada, as leis que são
passadas, as coisas que você eh
coletivamente é ensinado a seguir, as
regras que você é ensinado coletivamente
a seguir. Então isso seria um outro
aspecto da que você é você tem o ego que
faz e a conversa entre os dois. Então
você tem o ID e o supergo de um lado. E
o ego é aquele que faz a mediação entre
o ID e o supergo, né? Que não é um
personagem do clube da luta, mas esses
dois a gente pode colocar como dois
opostos e você tem ali o ego fazendo a
mediação entre os dois, né? Não vou dar
spoilers, mas tem a ver com o final do
filme também. Ou também quem gosta de
Star Trek, né? A gente tem
o capitão Kirk,
que seria o ego, é o que faz a mediação
entre dois lados. Um lado que seria o
Spock, que é esse super ego, é o lado
racional, é o lado que que tem as
regras, que segue as regras. E você tem
o ID, que seria o Bonis, né, o doutor
Macoi, que ele é muito mais sentimental,
ele é muito mais eh espontâneo, ele faz
mais as coisas que vem a à vontade dele
fazer. Então tem várias outras
referências na cultura pop a esses
elementos aí da psicanálise. Tô viajando
aqui só pelo comentário que foi deixado,
tá? Não é nem muito o
o foco aqui do canal, mas beleza. É
isso.
Comentário da Vânia aí. Aí tem esse
comentário da Lúcia que diz o seguinte:
"Olá, obrigado pelas lives. Costumo
assistir depois, mas assisto sempre.
Suas reflexões são excelentes. Obrigado,
Lúcia. Adoraria e de te ver no Vilela,
tô na torcida. Tem tem chão para eu
chegar lá. Eh, sobre seu desejo de
vídeos com temas específicos, quem sabe
reservar 30 minutos iniciais para
leitura sistemática com comentários.
Quero dizer, a cada live ler alguns
versículos de de Eclesiastes, comentar
um pouco. Na semana seguinte continua na
sequência até estudar todo o livro. Eu
ia adorar. Legal. Eh, eu gostei dessa
ideia porque muitas vezes a gente não
tem muitos comentários aqui para esse
começo de live que ele fica sempre um
pouco no ar aí, né? Então, a gente pode,
e eu já reservei aqui, ler textos, eu
não sei se necessariamente Eclesiastes.
Eu vou começar aqui com alguns salmos,
alguns provérbios, então pedaços
pequenos de texto. A gente pode pegar
algum texto também eh de alguma fala de
Jesus. Eu gosto da ideia do sermão do
monte, a gente ir comentando aqui sobre
o sermão do monte. Eu acho isso muito
legal. Eh, e talvez mais para frente
pegar aí uma porção maior de um livro e
tal. pode ser o próprio Eclesiastes
mesmo. E eu já separei um textinho pra
gente ler aqui hoje, tá? Um salmo, um
salmo que me chama atenção
e a gente pode começar a nossa conversa
aqui com ele, tá bom? Eh,
então é isso. Na verdade, tinha um outro
comentário que acho que não precisa. De
vez em quando eu recebo alguns
comentários com algumas críticas em
relação a à posições que eu tomo no
canal, só que nem sempre são críticas
muito articuladas.
Então, às vezes a pessoa só chega e
fala: "Não, isso daí não é isso". E aí
eu não sei nem exatamente como
responder, né? Porque eu tenho um vídeo
inteiro argumentando em um sentido e a
pessoa vem e diz que não é. Então, por
exemplo, o comentário que foi deixado é
uma pessoa falando em um vídeo chamado
filho de Deus/ra Filho do Homem, que eu
comento esses dois títulos messiânicos
de Jesus.
E a pessoa comentou dizendo: "Jesus
Cristo não é o filho do homem".
E aí, eh, eu não entendo exatamente o
que ela quer dizer, mas o argumento que
tem aqui no, no canal, no vídeo do
canal, é justamente que o próprio Jesus
se identifica como filho do homem, né? E
a gente tem uma identificação do filho
do homem no em Daniel capítulo 7, que
seria o a identificação de do Messias
glorioso, vamos chamar assim, né? e que
é o que a gente entende, né? Quem é
cristão entende que seria o próprio
Jesus na sua segunda vinda no final dos
tempos, né? o filho do homem que veio
nas nuvens do céu. Eh,
o que pode ser confuso é que o título
filho do homem tem mais de uma
conotação.
Ele pode estar aqui nesse sentido
messiânico falando do filho do homem
como um título que ia complementar a
ideia do filho de Deus, né, que aparece
lá no Salmo dois, tal. No vídeo tem a
gente comenta mais sobre esses dois
títulos. Eh, só que uma outra aplicação
pra ideia do filho do homem é também
simplesmente a palavra humano. Então,
ela aparece muitas vezes essa expressão
no na literatura profética se referindo
a pessoas. Então, quando Deus fala para
Jeremias fala: "Filho do homem, faça tal
coisa". Então, essa expressão ela pode
ser confusa porque Jesus diz, né?
se refere a si mesmo usando o título
filho do homem dentro de uma dentro de
uma perspectiva messiânica, mas ao mesmo
tempo esse título também pode ser usado
de forma genérica em outros textos se
referindo a ser humano de forma geral,
né? Então essas coisas acontecem na
Bíblia. Nem sempre a mesma expressão tem
o mesmo significado na Bíblia inteira.
A gente já comentou aqui um tempo atrás
que existem inclusive símbolos na Bíblia
que ele pode querer dizer coisas
diferentes em momentos diferentes da
Bíblia, inclusive coisas meio que
opostas, né? O fermento. O fermento é o
que na Bíblia? O fermento é o fermento
dos fariseus, representando o mal. O mal
que contamina as coisas. Ou também o
fermento é o reino de Deus. É o reino de
Deus porque ele cresce, ele contamina,
ele se espalha. Então,
o fermento é usado na ideia daquilo que
se espalha e faz crescer. Eh, o mal tem
um aspecto desse, tem o fermento dos
fariseus, o o eh a hipocrisia religiosa
e tal, tem esse aspecto, mas por outro
lado também tem esse aspecto no próprio
reino de Deus. Então, existem expressões
na Bíblia que podem querer dizer mais de
uma coisa, dependendo do contexto.
Sempre, isso aqui é a regra de
interpretação bíblica. Sempre
a coisa mais imediata para dar o sentido
da expressão é o contexto imediato. Ou
seja, e se você tá lendo ali um sei lá,
um salmo onde aparece uma expressão, a
primeira coisa para você entender essa
expressão é como essa expressão tá
colocada naquele contexto daquele salmo
que você tá lendo.
Porque pode ser que essa expressão
queira dizer outras coisas em outros
textos, mas naquele texto específico ela
pode estar sendo colocada de uma maneira
que tem um significado que você vai
perceber
ali no de acordo com o o
contexto lá do aonde ela tá inserida,
entendeu? Então, por isso que nem sempre
é uma expressão quer dizer a mesma coisa
sempre, né? Eh, às vezes aí sempre a
expressão tá primeiramente submetida ao
contexto imediato. Você tá lendo ali
onde ela tá inserida o que que ela quer
dizer naquele contexto, né? E depois ela
pode estar querer dizer outras coisas, o
contexto mais amplo às vezes daquele
livro ou às vezes o próprio contexto
bíblico, às vezes um contexto histórico,
você precisa achar para entender melhor
o que que uma expressão quer dizer e
tal, mas é sempre o contexto imediato
que tá acima de tudo.
Bom, o Eduardo colocou aqui um título
dado a Jesus que eu não entendo bem, é
filho de Davi.
Logo embaixo aqui o Daniel comenta aqui
o livro de Daniel cita o Filho do Homem
lá no capítulo 7, nos versos 13 e 14,
né? Isso. Isso é que a gente tá se
referindo, né? Eh,
Johnny coloca aqui, né? Shabat shalalom
leculam. Ah, a bom sábado a todos, né? A
pessoa que te falou isso não leu nada de
Oscar Cullman,
principalmente na sua obra A Cristologia
do Novo Testamento. Eu não conheço esse
esse livro não, Johnny, mas
provavelmente ele tá nesse sentido aí
que a gente tá comentando, né?
Eh, então, como o Daniel colocou ali, o
Daniel Algo verde colocou no livro de
Daniel, tem a expressão no capítulo 7
verso 13 e 14, quando fala na sequência
de reinos da terra, no final você tem um
como filho do homem que vem das nuvens
dos céus e traz o reino de Deus, um
reino que jamais passará, um reino
eterno, etc e tal, né? Então tem essa
ideia, né? Daniel coloca aqui também,
né? para o judeu é o Messias celestial,
rei. A ideia do filho do homem, né?
Vamos comentar um pouco aqui que o
Eduardo colocou, um título dado a Jesus
que não entendo bem, é o filho de Davi.
O que que a gente tem em relação a a
Davi? Eh, Davi, ele é um s o próprio
Davi é um símbolo messiânico, né? O que
que eu quero dizer com isso?
Eh, vamos começar pela própria palavra
Messias. Que que a palavra Messias quer
dizer? A palavra Messias, eh, ou maia no
hebraico é aquele que é ungido.
E o que que é, quem é ungido? O que que
quer dizer isso? Por que ungido? O que
significa unção?
A unção era uma cerimônia que acontecia
no antigo Israel, eh, para
trazer a ideia de que alguém foi eleito.
Quando essa pessoa é eleita, ela é
ungida. O óleo é colocado sobre a
cabeça. Unção é a cerimônia de colocar o
óleo sobre a cabeça e esse óleo se se
esparramar, né? Eh,
existiam duas principais eleições.
Eh, e eleições, quando eu falo eleições,
não é eleição igual tem aqui que as
pessoas votam, não. É Deus que elege
essas pessoas, eh, que para dois cargos
que são muito importantes no antigo
Israel, que seria o sacerdote e o rei.
Tanto o sacerdote quanto o rei são
chamados no texto bíblico como o ungido.
Então, o sacerdote é chamado de ungido e
o rei também é chamado de ungido. Embora
são duas funções diferentes cada uma,
mas ambas tem a cerimônia de unção que
tem a ideia de uma eleição divina. Eh,
então a, por exemplo, lá no Salmo 133,
eh, quão bom e agradável viver unidos os
irmãos, né? Eh, é como o óleo bom que
escorre da cabeça de de Arão e escorre
para as vestes e tal. E depois vai falar
dos montes, o o orvalho que escorre do
monte Hermon e fala que dali Deus eh
derrama suas bênçãos a vida para sempre.
Então, eh ele vai comparar o óleo
escorrendo na cabeça de Arão como o
monte Hermão, o monte Hermon e a
Jerusalém, a cidade de Deus, né? Então
são símbolos de ações divinas. Então, a
ideia de um óleo escorrendo pelas barbas
e pelas vestes eh de Arão é uma ideia de
algo muito bom. Então, a ideia do salmo
é quão bom é agrad e agradável a viverem
unidos os irmãos. Quão bom, ele vai dar
umas imagens. É tão bom quanto o óleo
escorrendo na cabeça de Arão. É tão bom
quanto o orvalho escorrendo no monte
Hermon. Eh, a bênção que vem de de
Jerusalém, que é a vida para sempre e
tal. Então, a ideia é que esse olho
escorrendo na cabeça de Arão é uma coisa
excelente, é uma coisa muito boa,
porque justamente porque significa que
Deus elegeu um sacerdote para seu povo.
E também vocês vão lembrar que eh
o rei de Israel quando ele era escolhido
por Deus, né, quando ele era eleito,
quando ele ia tomar o e o quando ele ia
assumir o trono,
ele também era ungido. O óleo era
derramado sobre a cabeça dele. Lembram
lá Samuel, que era um ungido, ungiu Davi
como o rei, né, quando faz os filhos de
Jessé passarem na frente dele e tal, né?
Vocês lembram da história? Então, duas
dois cargos diferentes eh são chamados
de eh machia.
O que é interessante, inclusive é que
esses cargos eles não são eles não devem
se confundir.
Eh, quem oferece sacrifícios, por
exemplo, é o sacerdote. O rei não é para
o rei oferecer sacrifícios. Então,
pior do que, quando vocês lembram da
história de Saul, pior do que ele se
consultar com a a feiticeira que vivia,
né, em Endor, eh, o que fez ele de fato
ser rasgado do reino. E essa a imagem
que Samuel vai dizer, é quando ele
oferece sacrifícios no lugar do
sacerdote.
E aí quando Samuel aparece, ele já tinha
oferecido sacrifícios porque não quis
esperar Samuel, né? E Samuel fala: "Não,
olha o seguinte, você foi rejeitado como
rei de Israel". Ele vira as costas e
Saul tenta segurar nas vestes de Samuel.
Falou: "Não, não faça isso". E aí ele
rasga a roupa de de Samuel. Aí Samuel
para, olha para trás, fala: "Olha, assim
como essa esse pedaço de pano foi
rasgado,
eh, você também agora foi rasgado do
reino de Israel. Você não faz mais parte
do reino, você não é mais rei, né?" E
aí, um pouco mais tarde lá, Saul perde a
guerra e ele se lança sobre a sua
própria espada e morre, né?
Então, era uma coisa abominável um rei,
que é um Messias,
assumir funções do outro Messias, que é
o sacerdote.
Eh, na Bíblia só existe uma uma figura
que ocupa as duas funções, que seria o
Messias, o grande Messias, o grande
ungido. E ele recebe esse título, essa
essa expressão de Masia, justamente
porque ele tem todas essas funções. Ele
é o grande sacerdote e ele é o grande
rei.
Eh, então a gente tá falando de porque o
título filho de Davi é dado para Jesus.
Então, é dado porque Jesus é é, digamos
assim, ele é o ungido perfeito
e Davi é um símbolo para esse esse
ungido perfeito. Embora Davi tem um
monte de problemas, né? Todo mundo
conhece aí os erros de Davi. Eh, ele
simbolizava a Jesus. Então, eh, um texto
que vai ser, vai deixar isso bem claro é
quando Davi tá lá em cima do palácio
dele, olhando pro reino dele.
Eh, inclusive é quando ele tá em cima do
palácio olhando pro reino que acontecem
alguns problemas, como a questão lá da
da de Batseba, né? Eh, ele tava lá em
cima do palácio dele olhando pro reino e
aí ele olhou, tava olhando para pra
tenda do tabernáculo,
que é basicamente a mesma tenda que
eh Moisés tinha estabelecido, né? E ele
começa a pensar e falar: "Eh,
poxa, olha só, eu tenho um palácio,
mas Deus mora numa barraca, numa tenda.
Isso não tá certo. Eu vou construir um
santuário para Deus. Então ele consulta
a Deus falando: "Olha, eu vou construir
uma casa para você, para você, ó Deus,
né?" E aí tem toda aquela questão que
Deus fala: "Olha, quem vai construir vai
ser Salomão, suas mãos estão sujas de
sangue e tal". Mas eh ele Davi não é
rejeitado. O que Deus fala é: "Você
queria construir uma casa para mim, mas
sou eu que vou construir uma casa para
você".
E aqui tem um jogo de palavras, né?
Enquanto eh Davi queria construir uma
casa no sentido de um um palácio, um
lugar de morada de Deus, Deus vai
construir uma casa no sentido de uma uma
descendência para Davi. Então, o o nome
Davi vai ser o um nome de uma de uma
linhagem, uma linhagem, uma
descendência. Eu vou construir uma casa
para você. Eh, e aí é reforçada a
promessa do Messias. Então, o Messias
desde o começo tá ligado à descendência
ali pela casa de Judá. Vocês lembram lá
em Gênesis 49, quando Jacó faz a as
bênçãos poros seus filhos, quando ele
vai fazer a bênção sobre Judá, ele fala
do leão. O cétulo jamais se apartará de
Judá, né? Judá é como um leão e tal. Eh,
a ele todas as nações curvarão seus os
seus irmãos o adorarão e tal. Então,
a ideia é que o reino vem através de
Judá e essas profecias concretizam em
Davi. Então, quando se fala em Davi
ou ungido,
eh, essa expressão já tem um caráter
messiânico em si, sabe? Existem
profecias, por exemplo, existe uma
profecia no livro de Oséias, se eu não
me engano, é Oséias capítulo 11, não é
Oséias ou deve ser capítulo 6, que ele
fala que os filhos de Israel ficaram
muito dias sem estola sacerdotal, sem
santuário e tal, mas no final dos tempos
eles se voltarão a a Davi, o seu rei,
né? Se voltarão a mim, a Davi, o seu
rei, e tal. Mas assim, já na época de
Oséas, Davi já estava morto há muito
tempo. Então, falar que os filhos do
Israel iriam se voltar a a Davi, o seu
rei, tem mais a conotação de que eles
iam se voltar ao Messias. Aí alguns
interpretam como sendo as pessoas se
voltando a Jesus no final dos tempos ou
até os descendentes de Abraão, os
próprios judeus, uma conversão dos
judeus no final dos tempos e tal. Só uma
profecia que tá lá em Oséias. Deixa eu
encontrar aqui porque eu acho que é
interessante quando a gente comenta
esses textos que que tem muitas
implicações. Acho que é legal a gente
ser mais preciso um pouco. Tenho quase
certeza que aqui no capítulo seis eh eu
coloquei uma tradução
diferente aqui. Vamos lá. Na.
Bom, já eh
no capítulo seis é interessante que
é é o é o onde tem misericórdia, quero e
não sacrifícios, né? Ali no
verso 6, Oséias 6 verso 6. Jesus fala
muito sobre esse esse verso.
Eh, tem um verso bem interessante aqui
que, bom, para quem é cristão é uma
referência
a à ressurreição de Jesus, né? Eh,
lendo versão. Venhamos e voltamos para o
Senhor, porque ele nos despedaçou, mas
vai nos curar. Ele nos feriu, mas vai
nos atar as feridas. Eh, depois de dois
dias nos dará vida e ao terceiro nos
ressuscitará e viveremos diante dele,
né? existe uma referência à ressurreição
no terceiro dia. Então, eh, é bem
interessante esse daqui, né? Mas deixa
eu só perguntar aqui aonde que fica esse
verso.
Onde estáas
3,
capítulo 3. Então não era nem o 6 e nem
o 11. Oias capítulo 3.
Eu vou ler o verso 4 e5. Porque os
filhos de Israel ficarão por muito tempo
sem reis, sem príncipe, sem sacrifício,
sem coluna, sem estola sacerdotal ou
ídolos do lar. Depois os filhos de
Israel voltarão e buscarão o Senhor, seu
Deus, e Davi, o seu rei. E nos últimos
dias, tremendo de paixão, de paixão, eh,
aliás, nos últimos dias tremendo, se
aproximarão do Senhor e da sua bondade.
Eh, então tem aqui uma profecia
interessante. Então, quando ele tá
falando aqui Davi, o seu rei, a gente
entende que ele tá se referindo ao
Messias, porque Davi já tava morto aqui
já na época de Oséias, ele tá falando
sobre uma profecia de algo que
aconteceria no futuro, né? Então, Davi,
ele continua como um símbolo na história
de Israel, simbolizando a ideia do
ungido em si. Então, Davi era o ungido
como rei, mas ele tá representando a
ideia do ungido, o Messias. Eh, aqui eu
respondi, acho que só em parte aqui,
Eduardo,
porque o filho de Davi seria um título
dado a Jesus. Então, o filho de Davi
seria aquele que é o o descendente de
Davi, que carrega as profecias que foram
voltadas a Davi, entendeu? Eh, então o
filho não é, o filho no caso não quer
dizer aquele que é o o que nasceu
diretamente de Davi, mas a palavra filho
no hebraico, né, ela tem essa conotação
de descendência. Então, seria o
descendente de Davi, que seria o que
carregaria essas profecias messiânicas,
né? Então, seria mais nesse sentido.
Johnny tava comentando o livro que ele
disse, né, que do Oscar Kman aqui. Esse
livro aborda exatamente isso, os nomes
dos do Messias.
Eh, o detetive perguntou, será que Jesus
falava grego? Será que ele usou o grego
para conversar com o centurião romano?
Eh,
nem sei se a live tem pauta. Se tiver,
se estiver fora a pergunta, pode
ignorar. Não, a gente responde aqui. Eu
já volto nela. Só ver se tem mais alguma
coisa no que a gente tá falando, né? Eh,
o Carlos colocou: "Por conta da
leniência de Saul, os familiares de Agag
fugiram e deram descendência a Amã. Por
causa dele conhecemos a história de
Ester." Eh, Amã é chamado de o Agajita,
que é o descendente de Agag, né? É
interessante essa história aí, Carlos.
Eh,
aí o Daniel coloca: "Ierarquia
estabelecida por Deus ao povo hebreu no
passado, rei, profeta e sacerdote, será
unificado por Jesus no futuro próximo."
Aleluia. Exato, né? Jesus com um rei,
filho de Davi, como profeta, a palavra
de Deus e como sacerdote, o mediador. É
bem isso mesmo. É bem isso mesmo. Então,
digamos assim, que o filho de Davi é um
título messiânico
que enfatiza a perspectiva da realeza do
Messias. Eu acho que essa frase resume
bem, eh, porque o Messias tem várias
facetas, digamos assim. Ele tem uma
faceta real de realeza, que é o filho de
Davi. Ele tem uma faceta de sacerdote.
Eh, e não tem um título necessariamente
se referindo a isso, mas ele tem esse
aspecto e ele tem eh também o aspecto de
eh profeta, como foi falado, né?
E ainda existe o Messias, filho de Davi,
versus o Messias, filho de José, que é
uma questão interessante aí também, né?
Acho que a gente comentou um tempo atrás
aqui que dentro do pensamento judaico,
alguns tratados do Talmold,
tratar do Shabata, se eu não me engano,
que ele vai comentar de um outro, tem
dois Messias, tem dois ungidos no final
dos tempos. O Messias é esse que vai vir
estabelecer o reino messiânico, eh, que
é é grande, é poderoso e tal, né?
Seria mais ou menos um líder bélico
dentro da perspectiva judaica, só que
tem um outro Messias que vem e sofre,
que seria esse Messias, filho de José. E
aí algumas
algumas profecias estariam se referindo
a essa figura que é um Messias que pode
vir ou ou não, dependendo do que vai
acontecer, né, no pensamento judaico,
eh, que seria um Messias sofredor,
inclusive ele vem para morrer uma morte
sacrificial.
Eh, inclusive ele vai dizer que aquela
profecia que diz: "Que feridas são essas
nas suas mãos?" são, ah, são feridas que
que com as quais fui transpassado na
casa de um de amigos meus. Eu não lembro
exatamente onde é essa profecia, mas eh
algumas eh partes da tradição judaica
vão fazer uma referência dessa profecia
a esse Messias, filho de José, o segundo
Messias, que dentro da tradição cristã,
tanto o filho de José quanto o filho de
Davi seriam Jesus. filho de José. Aqui,
só para deixar claro, não seria o José
pai de Jesus, né, dentro da tradição
judaica, mas seria o José, eh, o José, o
filho de Jacó,
né, porque ele seria um Messias que
sofre, assim como José sofre, é vendido
e tal, né? Então, seria mais ou menos
nesse sentido.
Bom, então é isso. Esse é o Messias,
filho de Davi. As feridas aqui, Zacarias
13 verso 6. Obrigado, Carlos. Carlos tá
sempre aqui ajudando com esses textos.
Eh,
então é isso. A pergunta do detetive,
eh, será que Jesus falava grego? Será
que ele usou o grego para conversar com
o centurião romano? Olha, a gente não
tem evidências
de que Jesus, que eu me lembre agora,
não, de que Jesus falava grego. Eh,
provavelmente o centurião romano que
servia ali naquela região da Judeia, ele
falava o aramaico, que era a língua
corrente. A gente sabe que Jesus com
muita segurança ele falava o aramaico,
que era a língua corrente, a língua do
dia a dia, e ele falava hebraico, que
era a língua religiosa, digamos assim.
Então, aramaico era mais a língua falado
no dia a dia, ali no na região da
Judeia, no período do segundo templo,
né, a época em que Jesus viveu lá no
primeiro século.
E a língua hebraica era usada nas eh
nos rituais do tempo, nos rituais da
sinagoga, né? Porque o o por exemplo,
Jesus lê o texto de Isaías, né, que fala
eh vem estabelecer o ano favorável do
Senhor e tal. Eh, tem o nos Evangelhos
se refere essa leitura do do texto de
Isaías no santuário. Essa leitura foi
feita em hebraico. Então, ele não só
sabia hebraico, como sabia ler também em
hebraico, né? Então, ele leu o texto em
hebraico. A gente tem certeza. oamaico
era usado no dia a dia. Eh, e o grego
era uma língua que provavelmente Jesus
conhecia, era uma língua conhecida
também,
mas era mais usada para eh
o digamos assim, o Novo Testamento foi
escrito em grego porque ele tinha
pretensões de alcançar o mundo. Então
era mais, digamos assim, uma língua
internacional, entre aspas, né, entre
várias aspas, o grego. Eu não lembro
agora se tem alguma referência direta
nos Evangelhos de Jesus falando grego,
mas e eu não há não não tenho certeza de
que ele falando com o centurião é uma
evidência de que ele falava grego, né?
Muito provavelmente ali o
eh o centurião falava o aramaico, a
língua ali da região das pessoas.
Eh, fora isso também a gente tinha o
latim, né, que era a língua do império,
era a língua dos romanos, né, o latim.
Então, mais uma complicação aí. Eu acho
que não tem o latim, eu acho que não tem
nenhuma sugestão nos evangelhos que
Jesus falava eh latim. Paulo é que
falava latim, né? Ele vai se defender.
Uma das vezes ele fala em latim. Aí todo
mundo começa a prestar atenção no que
ele tá falando, porque ele fala: "Então
vocês estão querendo me prender, eu sou
o cidadão, um cidadão romano, né? Então
tem um outro, tem um, uma outra
legislação para quem era cidadão romano
e tal, né?"
Aí o detetive coloca: "Entendi com o
Pilatos, então ele deve ter usado o
intérprete, né?" Eu acho que o Pilatos
provavelmente falava aramaico,
porque para lidar com as questões do dia
a dia ali da Judeia, você precisava
falar a língua que o povo falava ali,
né? Agora, não tenho certeza. Eu sei que
existe um debate entre os historiadores
em relação a isso, a isso, né? Eh,
existe até um debate em relação ah, eu
sei que tem um historiador chamado, eh,
David Fluer,
que ele diz, ele afirma, né, ali na
escola dele, digamos assim, que Jesus
quando ele pregava, ele pregava em
hebraico.
Então ele afirma que o sermão do monte
provavelmente foi pregado originalmente
em hebraico. Eh, porque o hebraico não
era só a língua restrita à sinagoga e à
leitura da Torá, mas também era a
língua, digamos assim, religiosa. Então
aí ele vai trazer os argumentos dele de
outros exemplos de pessoas que na hora
de que fazer uma exposição pública sobre
um tema religioso usava a língua eh a
língua hebraica e tal.
Então eu sei que tem essa discussão.
Agora sobre o grego, eu não tenho aqui
uma informação de primeira mão para
vocês. Posso até dar uma olhada. Acho
que seria interessante, né? O grego era
a língua franca da época, mesmo no
domínio romano. Em João 17, Jesus
conversa com judeus gregos. Diz aqui o
Carlos. Ah, interessante, Carlos.
Interessante. Eh, eu não sei também se
isso significa que Jesus falou em grego
com eles,
né?
Não, não fica claro, né? Porque existiam
judeus gregos que falavam hebraico e
existiam judeus gregos que não falavam
hebraico, né? Tanto que a gente tem ali
depois o Pentecostes, justamente porque
os judeus da diáspora estão
em Jerusalém por causa da da festa de
Sucot, né? A festa dos tabernáculos,
festa das semanas.
Não, eh, não, por causa de Chavot, a
festa das semanas, que é conhecida como
a festa dos, eh, do Pentecostes, né,
pros judeus da diáspora. E muitos não
falavam ali a língua. E por isso que tem
aquela história de cada um entendeu em
sua própria língua. Então, a gente tem
judeus da diáspora, judeus gregos, no
caso, que falavam hebraico e tinham
judeus gregos que não falavam, né?
Então, eu não sei até que ponto é claro
isso dentro do texto bíblico.
Algum livro do Novo Testamento foi
escrito no original em hebraico ou
aramaico? Então, Daniel, o que acontece
é o seguinte.
Todos os livros do Novo Testamento,
as cópias mais antigas que a gente tem
são em grego.
Eh, e mais uma coisa, né? Todos os
livros do Novo Testamento, quando eles
vão fazer uma referência a um texto
bíblico do Antigo Testamento, eles fazem
uma referência em uma versão do Antigo
Testamento que é Septouaginta,
que era bem conhecida. Então, o que
significa que provavelmente eles foram
escritos em grego, todos os livros do
Novo Testamento.
Eh, existe um livro que é o Evangelho de
Mateus,
que eh se não me engano é Papias que diz
isso. É um dos pais da igreja, um dos
cristãos ali do cristianismo primitivo,
que vai dizer que ele foi escrito
originalmente em hebraico.
Então, existe um escrito ali da do
segundo século, se eu não me engano,
falando que o Evangelho de Mateus foi
escrito em hebraico originalmente.
Hoje os tem muitos, acho que a grande
maioria dos estudiosos rejeita essa
hipótese, embora tenha essa declaração
que é antiga, que é que é importante,
eles rejeitam essa hipótese e
provavelmente alguma confusão que
aconteceu, porque pelo menos todas as
cópias que a gente tem eh parecem muito
mais ter vindo diretamente do grego do
que de uma tradução do hebraico.
Então mesmo o Evangelho de Mateus que
você tem, digamos assim, essa evidência
que teria sido escrito em em hebraico
originalmente, a gente não tem nenhuma
evidência arqueológica de que ele foi
escrito em hebraico e o próprio texto dá
indicações de que ele foi escrito em
grego, né? Por exemplo, essas
referências quando é citação de texto do
Antigo Testamento, é uma citação direta
da Septoaginta, que era uma tradução do
do Antigo Testamento pro grego, que era
bem corrente na época, né?
O Carlos vai até colocar que é possível
que sim, o público do alvo de Mateus
eram os judeus, né? Eh, então
faz sentido, é possível, mas que eu
saiba, eu não não conheço hoje algum
estudioso, algum historiador que assim
defende, não realmente foi escrito em
hebraico, né? O o Evangelho de Mateus
foi escrito em hebraico e a e a gente
falta de tem carece de evidências
arqueológicas, mas evidências
arqueológica também pode surgir a
qualquer momento. Aí de de vez em quando
aparece uma evidência arqueológica de
alguma coisa que muda as coisas, né? ia
ser uma grande descoberta, inclusive
algum fragmento do Evangelho de Mateus
em hebraico que fosse, sei lá, do do
segundo século que seja, a gente só ia
ouvir falar disso durante anos, porque
essa é uma imensa de uma descoberta, né?
Mas não temos
a repetição do 14
três vezes é algo que só os judeus
entenderiam. A guematria.
É, eu acho que vão ter esses argumentos.
Vão ter esses argumentos. Eu também eh
14 gerações, três vezes dita na
genealogia. Ah, tá, entendi. É, eu
entendo isso. A a a eu imagino que devem
ter contraargumentos no sentido de
quando ele fala aqui, gente, guematria é
uma é parte da tradição judaica, você
usar os números como símbolos de coisas,
né? Então, a guematria em si é uma faz
parte da da interpretação cabalística,
né, de encontrar o significado oculto
por trás do texto. Então você atribui a
cada letra um valor, um valor numérico,
né? Então cada palavra, quando quando
você soma o valor das letras, você tem
um valor daquela palavra, né? Então
através disso, você estabelece relações
entre palavras e tal, né? E aí você vai
criando uma interpretação baseada na
numerologia, entre aspas, das palavras.
Isso seria a guematria.
Então essa referência a números
específicos, a repetições específicas em
um número certo de vezes, tal, seria
essa, estaria relacionado com essa
maneira de interpretar o texto bíblico
mais mística, numerológica, que é bem
típica da Cabala, né, da Cabalá.
Mas a minha dúvida seria no sentido de
se na época de Jesus esse tipo de
pensamento já era bem estabelecido.
Entende Carlos? Porque a gente tem uma
questão que existe o pensamento judaico
hoje
e Jesus era judeu.
Então existem os judeus hoje e Jesus era
judeu. Isso não significa que Jesus
ele tá conectado culturalmente
diretamente aos judeus de hoje, no
sentido de que Jesus era um judeu do
primeiro século. Entende? No primeiro
século, muitas das tradições que fazem
um judeu hoje ser um judeu não existiam
ainda. Então essa é uma questão
interessante, né? E Jesus era judeu, o
que não significa que ele andava de
terno preto e com aqueles peotes, né?
Com aquelas aquelas cachinhos na cabeça
e um chapelão preto. E porque esses são
hábitos judaicos que vieram bem depois.
Entende que eu quero dizer? Claro que
ninguém imagina que Jesus andava assim,
mas só pra gente ter essa ideia. Então,
ele era judeu, mas ele era um judeu
palestino do primeiro século, o que é
uma tradição judaica bem específica,
entende? Eh, então
a gente tem hoje
uma ideia de que, por exemplo, sempre
quando você alguém falar para vocês
assim: "Ah, o judaísmo acredita em tal
coisa". Sempre cabe uma pergunta aí, é
qual judaísmo?
Entende de qual judaísmo? Porque se a
gente pegar só o judaísmo contemporâneo,
a gente tem assim, tipo, milhares de
tradições diferentes.
Então, existem algumas tradições que são
mais predominantes e existem outras
tradições que já são minoritárias, né? E
eu digo tradição para tudo, desde a
interpretação do texto bíblico, quanto
para os hábitos do dia a dia.
Eh, se a gente pensar só no judaísmo de
hoje, que tá vivo hoje, quando a gente
a gente estende isso pra perspectiva do
tempo,
essa multiplicidade se torna infinita,
entendeu? Então, a gente tem milhares de
pensamentos diferentes, de tradições
diferentes no decorrer da história. Se
hoje já tem milhares de tradições, no
decorrer da história você tem infinitas
traduções diferentes, pensamentos
diferentes e tal, né? Então, é muito
difícil
eh fazer a separação do do que que o
judaísmo pensa hoje e de o que Jesus
teria pensado sendo um judeu, né? Então,
a gente tem que sempre questionar, tá?
Pera aí. Essa tradição que é judaica,
mas ela é de que período e de que lugar?
Será que no na região da Palestina,
na época de Jesus, essa tradição existia
da forma como a gente conhece hoje?
Então, cabe essas coisas. Eh, por outro
lado,
a gente percebe que o próprio texto
bíblico tem uma certa numerologia. A
tradição da guematria que a gente tava
comentando, ela não surge do nada, né?
Ela surge do própria do próprio texto
bíblico, tem uma ênfase em em questões
numéricas aí, né? Então, de fato, essa
essa tradução já existia. Então, tem
todas essas questões, entende? Eh, a
questão é complexa, ela não é fácil,
não.
O FH Batista vai falar aqui, Papias se
refere ao evangelho aos Hebreus, que é
praticamente o Evangelho de Mateus.
curioso que ele corrige algumas coisas
de Mateus, como eh para se confirmar o
que foi dito pelo profeta Jeremias,
tá?
Eh, quando foi Jeremias, mas para
Zacarias, o texto do Evangelho aos
Hebreus para o que foi dito pelo profeta
no caso de comprar um campo com o
dinheiro da traição. Tá, entendi. Então,
eh, é o Papias que vai fazer essas
correções. Então, é isso. Eh,
interessante. Bem interessante.
Eh,
deixa eu só tirar o som aqui do meu
celular que ele tava tocando aqui, mas
entendi. É, então ele ele
ele nem cita nominalmente. A gente tem
também uma questão, né? Hoje a gente tem
os nomes dos evangelhos.
Evangelho tem um título, né? Eh, Mateus,
Marcos, Lucas e João. Esses nomes não
estão abertos a debate. Por exemplo,
dentro de uma igreja no Brasil, o que
que tá sendo chamado de Evangelho de
Lucas? É o mesmo livro, é o mesmo texto
que, sei lá, na na Coreia do Sul, numa
igreja se diz quando tá falando do
evangelho de Lucas. É o é o mesmo nome
para todos.
É, isso não existia na na lá no começo
quando esses textos começaram a se
popularizar, o que torna tudo muito
confuso. Então, provavelmente aqui, acho
que é o que o FH Batista tá falando, que
o Papias vai se referente ao evangelho
dos Hebreus
sem usar o nome o Evangelho de Mateus,
entendeu?
Eh, mas muito provavelmente a esse
evangelho que ele tava se referindo,
porque eh a gente também pensa hoje no
nos Evangelhos como um pedaço que tá
dentro da nossa Bíblia, que tá lá dentro
de um de um livro com páginas e tal, mas
originalmente e por muitos séculos
o os textos bíblicos eram pergaminhos e
cada texto, cada livro que a gente
conhece da Bíblia era um pergaminho
diferente, né? E muito provavelmente
aqui essas os evangelhos também, as
cartas de Paulo, eh, que eram copiadas e
tal, para não se perder. Então, até ela
assumir esse formato de livro e ter um
título que acaba sendo universalizado
para todo mundo saber de qual livro a
gente tá falando, isso demorou um tempo,
entendeu? Eh, então
não existe no Evangelho originalmente o
título dele lá, só tem o corpo do texto,
entende? É um pergaminho que você abre e
tá ali o texto escrito. Não tem lá, sei
lá, na na parte de fora do pergaminho
escrito: "Olha, esse daqui é o Evangelho
de Mateus", né? Isso talvez tenha
acontecido em algum período, em algum
lugar, mas não é o o que se tem aí na
grande parte dos pergaminhos lá de
antigamente. Então é tudo muito confuso
nessa época, né?
O Johnny coloca aqui dentro da academia
não tem ninguém que crava como sendo
escrito em hebraico. É essa a discussão
que a gente tava falando, né? Eh,
é isso. O detetive colocou aqui, onde
tem dois judeus tem três ou mais
opiniões. É, e quatro partidos
políticos, dizem, né?
De onde vai pôr? Filho de Davi, o rei
escatológico, era frequentemente
considerado como um descendente de Davi,
o herdeiro legítimo de Davi, original,
que libertou Israel de seus inimigos e
trouxe a paz e prosperidade. Isso. Tem
mais um outro aspecto aqui, aliás, deixa
eu terminar de ler aqui. Essa esperança
é classicamente expressa nos Salmos de
Salomão 17, 21 a 32, escritos por volta
do ano 50,
antes da era comum, né, antes de Cristo.
logo após Roma tomar posse da Judeia.
Eh, isso. Então, mais um aspecto aqui
também do eh do herdeiro legítimo de
Davi, né? a gente tinha falado, eu não
sei se eu deixei tão claro também quando
tava falando sobre isso.
E tem a ideia de que alguém vai carregar
essas profecias dentro da linhagem de
Davi, né, que vai ser esse tal do
descendente de Davi. Então, quando Deus
fala que vai construir uma casa para
Davi, ele vai construir uma linhagem
deixando implícita a ideia de que há há
um herdeiro futuro de Davi que vai
cumprir uma série de profecias, né?
Então, por isso também quando se fala
que Jesus é o filho de Davi, você tá
reconhecendo ele como portador da do
cumprimento de todas essas profecias que
estão relacionadas ao ao ungido, ao rei,
a Davi.
Daniel Hugo Verde coloca: "Mulher com
fluxo de sangue tocou as vestes de
Jesus". Marcos 5:28. Tradução do grego
não seria mais correto. Tocou os fios do
Talit. Acho que a tradução do grego não
expressa a cultura judaica da época. É
interessante isso, Daniel.
Eh,
porque volta, isso volta um pouco no que
a gente tinha falado antes.
Hoje o judaísmo tem um e na época de
Jesus também, em algumas regiões, na
região onde Jesus morava, eh o judaísmo
tem um um dá um peso à língua, a língua
hebraica como sendo eh um dos
fundamentos da tradição do judaísmo.
Esses eram os judeus da região da
Palestina, como a gente falou, né? Eh, e
não, eu acho que a gente já comentou
aqui, quando eu falo da região da
Palestina, não tem nenhuma conotação
política de nada. Essa é a a expressão
que é usada correntemente, porque a
gente tem registros já antigos de chamar
toda aquela região como Palestina.
Então, a gente tem dentro da história do
do período do primeiro templo, ali a
gente tem dois judaísmos
que a gente vai chamar do judaísmo
palestino e do judaísmo alexandrino.
Então, o judaísmo palestino seria o
judaísmo daquela região, a região onde
Jesus viveu, da região de Jerusalém, eh,
Galileia, Judeia, Jerusalém e tal, é o
judaísmo palestino.
Então, é um polo do judaísmo na época de
Jesus.
que usava o aramaico, que também é uma
língua bíblica e muito próxima do
hebraico, e usava o hebraico eh na suas
cerimônias religiosas. Ao mesmo tempo,
existia um outro polo de judeus da
chamada diáspora, que estavam lá na
cidade de Alexandria. Então, existiam
muitos judeus na Alexandria. Esses
judeus eles não usavam o hebraico, eles
usavam grego. Inclusive nos textos
sagrados deles, eles usavam grego. Tanto
que a gente tá tava falando aqui da
Septoaginta, é uma uma tradução do texto
do da Torá do hebraico pro grego. E eles
usavam o texto grego.
O que pode soar muito esquisito pra
percepção judaica de hoje. Porque até
hoje, por exemplo, você for procurar,
sei lá, uma tradução de alguma na
sinagoga costuma-se usar, mais
dependendo da sinagoga que você vai, o
texto hebraico em si do que alguma
tradução do texto, entendeu? Eh, porque
dentro da tradição judaica, o que é
sagrado é o texto original hebraico. Uma
tradução é só uma referência para para o
texto que é sagrado, que é o original.
Mas pros judeus alexandrinos, eles não
tinham exatamente essa ideia. Tanto que
a versão Septinta era usada
correntemente.
E eles tinham outras tradições também,
inclusive os livros, aí a gente vai
juntando as as figurinhas, né? os livros
que a gente chama de de
Deutorocanônicos, os livros que tí
católica, mas não tem na Bíblia
protestante, elas estão na Bíblia
católica porque esses livros eram usados
meio que faziam parte de um canon não
oficial dos judeus alexandrinos,
entende? Então,
eh,
a tradução pro pro grego não
necessariamente uma coisa não judaica,
entende? Por exemplo, quando se encontra
os manuscritos do Mar Morto, você vai
ter alguns textos em hebraico e você vai
ter também um monte de texto ali em
grego.
Então, pros pros judeus da região ali do
Mar Morto que que mantiveram esses
textos, né, o muito provavelmente, acho
que hoje nem tem mais discussão em
relação a isso, eh
você tem textos sagrados conservados em
grego também.
Pode só estranho para judeus modernos,
mas para eles naquela época eles faziam
isso porque era um outro judaísmo,
entendeu? Eh, e aí vem toda aquela
questão que a gente falou também, judeus
da diáspora, alexandrinos falavam grego
e quando vinham para Jerusalém cumpria a
mitsvá, a a a ordenança de tá aqui nas
três grandes prestas, eles vinham, mas
eles nem falavam hebraico, nem aramaico,
eles falavam grego,
entende? Então, é uma salada. Isso daqui
é uma salada. A percepção judaica
moderna é de que a língua religiosa de
Israel é o hebraico. Também era a
percepção dos judeus na região de Jesus,
mas existiam outros judeus que tinham
outras percepções diferentes das coisas,
entende? Então é tudo muito confuso
mesmo.
Não é estranho Marcos ser anterior a
Mateus, uma vez que Mateus foi
testemunho ocular e geralmente o menor
texto que copia o maior,
eh,
eu acho que, ó, a esse menor texto que
copia o maior, eu acho que na verdade é
o contrário. Você considera que o texto
mais sucinto é uma tendência que se tem,
nem sempre isso tá certo, né? Mas é uma
tendência que de que se tem para datação
é que o texto mais sucinto é o texto
mais antigo.
Quando o texto tem muitas coisas
incrementadas, considera-se que esse
texto é posterior. Eu não sei se é esse
o critério que usam para dizer que
Marcos é anterior. Não sei exatamente
qual é o critério que se usa, mas se faz
uma um cruzamento das citações,
né? E e por isso que vão acabar
considerando que Marcos é a fonte de
Mateus e Lucas, né? E não o contrário.
Marcos e tal e talvez outras fontes que
eles juntam lá como uma fonte hipotética
que existia, né?
aqui tá, não foi encontrado. Então vem
que também Mateus e Lucas também estão
usando uma outra fonte em comum quando
você cruza os textos, né, que que falam
do mesmo evento, mas que não chegou pra
gente até hoje. Não sei, talvez seja até
uma fonte oral, não sei dizer,
né? Eh, mas isso não seria um problema.
O o texto menor pode ser normalmente
considerado mais antigo mesmo, né?
Somente Lucas era grego no Novo
Testamento, outros eram judeus. Estranha
a tradução do Novo Testamento ser
escrita no grego. Talvez não querer
judaizar o Novo Testamento. É, Daniel,
mas aí que tá. Aí tem essa questão que
eu que eu tava falando. É estranho para
uma perspectiva, para uma sensibilidade
judaica moderna, mas na época de Jesus,
lembrando de novo, né, os essênios ali
da região do Mar Morto, tinha um monte
de texto em hebraico, um monte de texto
em grego, isso não era problema nenhum
para eles, entende? Eh, inclusive o Novo
Testamento, ele é escrito
com uma pretensão de alcançar pessoas
que não eram judias, né? e que falavam
principalmente a a língua grega. Então,
eu acho que é bem natural que o o Novo
Testamento tenha sido registrado em
grego, né? Embora concordo com você, são
judeus que tão escrevendo, mas são
judeus que já fazem parte de uma
comunidade mista, quando o texto do Novo
Testamento começa a ser escrito de uma
comunidade mista e o de uma comunidade
que tá se espalhando paraa Ásia Menor,
para regiões da Europa, eh, que tem e
cuja língua que unificaria essas pessoas
seria o grego. A língua internacional
depo seria o grego. é meio que como se
eu quisesse lançar um livro, eh, que eu
quero que seja um livro lido pelo mundo
inteiro, eu não vou escrever em
português, eu vou escrever em inglês,
que é a língua hoje mais corrente.
Então, eu acho que é mais nesse sentido,
eu não acho estranho não ele ele ter
essa essa questão, né?
O detetive vai colocar Marcos suponha se
acompanhar Pedro.
Isso. Ele pode ter ouvido de Pedro e
redigido. Mateus tem o alvo os judeus,
principalmente tem eh gente que levanta
a hipótese da fonte Q, além de Marcos.
Isso. Essa essa é a tal da fonte Q que
eu tava comentando, né? Que seria uma
fonte hipotética.
A gente não tem aí um um uma evidência
arqueológica da fonte Q. Então eles vão
usar, né, os his pesquisadores e tal,
vão usar essa esse título fonte que para
se referir a uma fonte que a gente não
tem acesso, não tem mais, mas que parece
ser uma fonte que influenciou tanto
Mateus quanto Lucas, né? eh, que seria
esta tal da fonte que o detetive eh
detive
os é detetive os
ele colocou aqui pra gente. Então, tem
essa discussão toda, né?
O Bros Honorato, ter irmão como você é
como ter um bote salvavidas no oceano
pro céu. Ah, imagina, brother. Eu é um
bot salvavidas que também às vezes
precisa de de salvavidas,
né?
>> [risadas]
>> A gente a gente vai a gente vai
crescendo junto aqui, né? A gente vai
crescendo junto aqui, gente. Eu, Será
que eu esqueci alguma alguma algum
comentário aqui? Que eu tô com a
impressão que eu tinha um comentário que
eu ia falar depois e esqueci, mas acho
que não.
Acho que não. Acho que é, é isso. Eh,
tá. É, o que eu ia comentar é uma coisa
que o Daniel Agard colocou que é
justamente é, por exemplo, eh, que ele
falou aqui sobre tocar os fios do talite
e não tocar na nas borlas da nas orlas
orlas ou borlas da das vestes, né? Usar
um uma expressão eh grega para se
referir a uma indumentária judaica.
Então, mas acontece isso, né? Eh, o nome
grego era mais comum fora da Judeia.
Então, provavelmente foi registrado
nesse com esses expressões gregas mesmo,
como por exemplo, quando se refere à
festa das semanas, a Chavuot,
lá em Atos 2, os discípulos estavam
reunidos na ocasião do Xavuot, vai se
usar a expressão Pentecostes,
né? Por que que é a festa das semanas,
né? Pra gente entender aqui sobre o
Pentecostes. Pentecostes era uma festa
judaica.
Não é uma invenção cristã o Pentecostes,
né? O que vai acontecer depois é uma
tradição cristã de algo que aconteceu na
festa judaica dos do Pentecostes.
A festa das semanas é uma festa que
acontecia
hoje aí que tá as tem as tradições vão
mudando. Hoje a a Xavuota acontece sanas
depois de Pessar. Eh, ou seja, a festa
das semanas acontece s semanas depois da
Páscoa. No texto bíblico se diz sete
semanas depois da primeira cega de um de
da primeira colheita de um fruto. Eh,
como Psar é uma festa da colheita, a
tradução judaica, para deixar isso mais
preciso, para todo mundo comemorar
junto, o Shavuot já falou: "Olha, esse
texto tá se referindo a Pessar". Então,
vamos todo mundo comemorar quando começa
pessar e não cada um conta quando começa
a a a colher o seu fruto da aí da terra.
Então, eh, só pra gente entender como
funciona a tradição judaica, né? É, o
que não é uma coisa ruim, né? É bom. Ele
já estabelece uma jurisprudência aqui
pra leitura desse texto para todo mundo
ter uma tradição que engloba todos os
judeus do mundo inteiro, né? Então tem
essa festa que acontece agora usando
essa essa tradução judeca, eh, sete
semanas depois da Páscoa. Então você
conta 7 semanas,
ou seja, 49 dias e no quº dia você tem
uma uma eh você vai ter os sacrifícios
que vão ser feitos e tal, tá lá
estabelecido em Levítico capítulo 26, se
eu não me engano.
Então a gente tem e essa festa, a festa
das semanas,
que é a festa dos das sete semanas e o
quinquº dia é o dia que se comemora lá e
uma parte especial da festa das semanas.
O quinquagésimo em grego é o do do de
cinco, né? é o penta e o quagéso seria o
Pentecostes.
Então o Pentecostes é a festa das
semanas, é o nome grego pra festa das
semanas, que era um nome muito corrente
pros judeus da diáspora, os judeus
alexandrinos, os judeus estrangeiros e
até os judeus da própria Judeia acabaram
acabavam se referindo a esse dia como
Pentecostes, quando eles tinham a a
intenção de escrever alguma coisa que
fosse lida para além da Judeia, entende?
Então, as referências a coisas judaicas
em grego no Novo Testamento fazem
sentido dentro do contexto do judaísmo
daquela época, entendeu? Então é é esse
o ponto.
Eh, detetive coloca aqui, na minha
opinião, a fonte que deve ser uma
pessoa. Antigamente as pessoas tinham
boa memória. Talvez se explique as
semelhanças. É possível. Eu acho que é
possível, sim. Acho que é bem possível.
Talvez até um dos próprios discípulos
ali, né? Eh, devia ser uma fonte próxima
a Jesus.
Eu não sei se talvez seja uma fonte só
oral,
porque a a questão é justamente do é
mais escrita, né? Quando você pega dois
textos escritos, que eles estão escritos
mais ou menos do mesmo jeito, embora
você veja que cada texto colocou as o
seu toque particular, então eles parecem
ter copiado de um outro texto escrito,
né? Eh, muito provavelmente não de uma
fonte que repetia palavra por palavra,
exatamente do mesmo jeito, mas talvez
possa ser também dentro de uma tradição
oral que se tinha naquela época. Então,
não sei dizer. Eu não sei dizer, mas
digamos assim, eu intuitivamente prefiro
a hipótese de uma fonte escrita, eh, a
ao invés de uma pessoa, mas eu acho que
é muito possível que possa ser uma
pessoa também, né? Eu não sei as
discussões que tem sobre fonte, que faz
muito tempo que eu não leio sobre esse
assunto, né? Que seria alguém que
escreveu sobre Jesus ou que conheceu
Jesus, né? E que ajudou Mateus e Lucas a
escreverem os evangelhos deles, né?
O FH Batista põe aqui em seu estudo
sobre Jó, você falou sobre coisas no
texto que se perdem na tradução, [tosse]
[limpando a garganta] coisas do texto
que só fazem sentido no hebraico.
Poderia fazer uma live com esse tema?
Acho que teria bastante coisa. Pode ser,
pode ser. Eu teria que dar uma
pensadinha aí. Eh, isso daí
provavelmente você tá falando do lá no
no livro de Jó, a gente tá falando da do
Goel, o resgatador, né?
A gente pode fazer uma live sobre o Goel
em si, como um símbolo disso daí. Aí a
gente fala desses outros textos também.
Boa, boa. Podemos falar sobre isso, sim.
Recomendo a todos aqui uma aula do
pastor do Dr. Wilson Parossk com o
título Qual a melhor tradução da Bíblia
que trata de todos esses temas em
dúvidas aí? Super recomendo. Ah, não,
legal. Não vi esse vídeo dele, não. Dá
uma olhada.
dá uma olhada, né? O Paros que é um é um
teólogo adventista aí, mas que também é
referência aí na
eh na
o livro mais importante dele é acho que
é a origem e transmissão do do Novo
Testamento, né? Então ele é uma
referência aí nessa área do Novo
Testamento, né? É bem interessante,
gente. O que que eu ia fazer hoje
quando tava lendo ali os comentários no
começo da live, que a gente ia pegar
uma,
eu tava falando de ler um texto no
começo de cada live para engatar essa
discussão que a gente tá fazendo aqui,
né? É sempre bom ter alguma coisa para
começar essa discussão, mas a discussão
já andou, né? Então eu vou deixar para
lá. Eu ia ler o Salmo 137.
eh,
que é um salmo. Bom, a gente
eh eu vou ler ele aqui, vai. Vamos pro
Salmo 137.
Eu acho que os outros assuntos já estão
aqui,
eh, já estão mais ou menos esgotados,
né? Eh, a gente lê isso daqui só para ir
pro para esse finalzinho da live aqui,
né? O Daniel colocou aqui: "Comente
qualquer dia sobre alguns livros
apócrifos". A gente comentou outro dia
sobre
o os Macabeus.
E um tempo atrás a gente comentou sobre
o livro de Enoque, né?
A gente estava comentando sobre
inclusive o conteúdo do livro de Enoque.
Inclusive o o
a gente comentou aqui que aquele filme
de Noé do Aronovski, né? Aquele filme
tem muitas referências no livro de
Enoque, inclusive o nome lá das
criaturas e tal, né? Acho que foi aqui
que a gente comentou sobre isso. Eu tava
falando sobre isso outro dia com alguém,
não lembro quem.
FH Batista Goel, não manjo de hebraico,
mas vi algo como davar significar
palavra e também coisa, algo. O que no
português não tem relação, mas no
hebraico Deus fala e aparece algo. Seria
nesse sentido. É, então Goel é a palavra
resgatador.
Quer dizer, Goel é uma palavra que não
existe uma palavra em português para
ela. a gente normalmente traduz no texto
bíblico resgatador, mas para você
explicar o significado da palavra,
você precisa explicar um monte de coisa,
porque é uma palavra que se refere a um
texto, é um termo técnico jurídico do
antigo Israel, Goel. Então, Goel era uma
função jurídica de alguém que ia
resgatar uma propriedade para alguém ou
resgatar alguém da
eh da da escravidão ou pagar a dívida de
alguém. Então assim, Goel era uma pessoa
da sua família que é eleita para fazer
algo por você, uma espécie de procurador
no teu nome, mas que ele poderia
resgatar uma propriedade antiga da sua
família que tá na mão de outra pessoa.
Então tem várias funções jurídicas para
esse goel, alguém que é escolhido como a
pessoa que vai cumprir essa função, né?
A Bíblia traduz como resgatador, mas a
palavra em português resgatador não traz
toda essa dimensão de perspectivas. de
Goel. A gente pode fazer aqui um dia,
ler os textos, né, do Antigo Testamento
que falam sobre o Goel, pra gente
entender como esse essa palavra tem
várias perspectivas. Então, de vez em
quando aparece no texto bíblico a
palavra goel. Deus é o meu goel. Aí você
fala: "Ah, Deus é meu resgatador." Ah,
legal. Só que o texto quer dizer muito
mais do que isso. Não é só resgatador.
Deus é o seu vingador de sangue, é
aquele que veio que veio eh trazer a
justiça muito tempo esquecida na sua
família. Então, tipo, tem uma série de
de
perspectivas, de ideias, né, eh,
relacionadas a a a essa palavra, que se
você não parar para explicar o que que o
termo significa em hebraico, não não
vai, porque o que acontece, né? ter uma
questão linguística aqui interessante.
Eu acho que eu vou até terminar com ela
do Salmo 137 a gente deixa por outro
dia.
Tradução é uma coisa que não existe do
jeito que a gente acha.
Um texto não nunca tem uma tradução para
ele. Um texto só faz sentido mesmo,
aquele sentido estrito na língua
original dele. Se você quer entender o
que o texto quer dizer, você tem que
aprender a língua original e entender
ele. Eh, mas dá para traduzir? Dá.
Quando você traduz, você pega uma língua
e você tenta achar uma outra palavra
que faça referência aos mesmos
significados dessa palavra aqui, mas
nunca você vai achar uma palavra que
substitua totalmente uma palavra,
entende?
Até porque o próprio som da palavra
carrega já um uma uma sensação
que se você usar uma outra palavra não
substitui, entendeu?
Por isso que tem aquele ditado diz que
traduzir é trair.
Então, sempre quando você traduz uma
coisa, você dá uma mudadinha para quem
não fala aquela língua conseguir mais ou
menos entender o significado. Então, não
quer dizer, por exemplo, que todo mundo
que estuda a Bíblia precisa estudar as
línguas originais, senão você não vai
entender nada da Bíblia. Não, você
consegue entender muita coisa. O mais
importante você entende numa boa
tradução.
Se você quer se aprofundar no texto
bíblico, aprender algumas nuances,
entender as sensações que o texto traz
eh eh mais precisamente, aí você precisa
aprender as línguas originais, entendeu?
Então é mais nesse sentido, sabe? Eh,
por isso que a palavra goel não tem um
significado. A palavra davar não tem um
significado, porque pode querer dizer
palavra, pode palavra até até um bom
termo para substituir o termo davar no
hebraico. Mas o termo davar tem outras
conotações e palavra também em português
tem outras conotações que não estão
relacionados, entendeu? Então, por
exemplo, eh,
o
eu tava lendo outro comentário aqui, me
perdi um pouco, mas eu eu já volto lá.
Eh, então, por exemplo, a como você tava
comentando aqui, o FH, né? Eh, a palavra
davar, que é traduzida como palavra,
também significa coisa, também pode
significar um decreto.
A gente usa em português a palavra
decreto para se referir ao decreto, mas
em hebraico você pode usar a palavra
davar também para se referir a um
decreto, né? Então, quando você fala da
palavra de Deus, da vara Elohim,
você não tá falando só de uma palavra no
sentido que a gente quer dizer em
português. Pode ter outros sentidos que
a gente não tem ligados à palavra
palavra.
E a palavra palavra em português também
pode ter significados que não é o que o
texto original queria dizer, entende?
Então, não é só uma questão de uma
língua ser rica, outra língua ser pobre.
é a questão de campos semânticos, né? O
que que é um campo semântico?
Quando eu uso uma palavra,
uma palavra casa, por exemplo, que que
significa casa? Casa é uma construção.
Eh, mas a casa também tem outro. Por
exemplo, quando falar a casa do saber,
a casa do saber, se você vê algum lugar
escrito, a casa do saber, você sabe, ah,
é um lugar onde se ensina coisas. Então,
casa também tem esse esse significado de
onde a coisa reside, né? Então, não é só
a construção em si, mas também quer
dizer uma ideia de residência de algo,
de alguma ideia, entendeu? Eh, então, e
assim por diante, né? Então, a a casa,
a palavra casa,
vamos dizer, se a gente colocasse aqui
um mapa de ideias, a palavra casa ia
aparecer uma teia aqui, onde a palavra
casa ela toca em vários significados ao
mesmo tempo. Tuf. Aqui aparece a palavra
casa. Então, esse é o campo semântico da
palavra casa. Então, a palavra casa tem
não é uma uma relação linear. casa é
igual a Aí tem lá o desenho da casinha.
Não é uma não é linear, ele é mais
assim, imagina um um mapa em 3D. Então,
o que que é casa? Ele tem um formato
porque ele tá alcançando vários
significados ao mesmo tempo. Em
português, a palavra casa tem todos
esses significados. Se eu pego a a
palavra house em inglês,
é uma boa tradução para casa, porque ela
vai se referir a maior parte desses
significados de casa. Mas house também
pode em inglês ter uma conotação um
pouquinho diferente. Se referir a outras
coisas. Quando você fala house,
você pode não dar a mesma sensação de
falar casa, entende? Então, nunca é
exatamente igual o campo semântico de
uma palavra numa língua a uma palavra
correspondente em outra língua. E
existem palavras que é mais difícil
ainda. Por exemplo, shalom.
A gente traduz como paz porque é, sei
lá, é o jeito mais fácil, mas não é paz,
entende? Shalom tem é uma palavra com um
campo semântico muito própria dentro do
do hebraico. Não tem uma palavra em
português correspondente a ela. E a
gente acaba usando a palavra paz na
falta de uma palavra melhor, entende?
Então, muitas palavras são assim
e aí as coisas se tornam mais difíceis,
né? A palavra davar significa a palavra,
mas o campo semântico dela não é o mesmo
campo semântico de palavra. né? Eu não
sei se eu viajei muito, se ficou claro
aqui o que eu quis dizer com isso, mas
sempre tem essa questão quando você vai
traduzir um texto de uma língua para
outra.
Aí tem palavras que são muito
específicas, como por exemplo, a palavra
saudade. Eh, você consegue explicar,
fazer uma frase em outras línguas que
tragam essa ideia, né? A imício em
inglês, né? Eu sinto falta de você. Eh,
mas a palavra saudade em si não tem uma
palavra correspondente. Não quer dizer
que esse sentimento não exista entre as
pessoas que falam outras línguas, mas
ela é expressa com uma palavra
específica em português que não tem
outras. Então é igual em português tem
umas tem um monte de palavra aqui assim
que é muito é muito própria, né? Então,
eh, eu tava vendo um pessoal gringo
comentando da palavra cafuné.
palavra cafuné é uma palavra que eu deve
ver do african de alguma língua
africana, eh, não do africano, de alguma
língua africana, que é um continente,
né? Aliás, é um continente riquíssimo em
línguas, tem uma infinidades de línguas
de famílias diferentes, inclusive, né? A
palavra cafuné é uma palavra tão
específica
de você dar uma enroladinha no cabelo
atrás da orelha em alguém
que você
não tem outras palavras correspondentes
em outras línguas que também tenham um o
mesmo campo semântico, entende? Eh,
então, apesar de nenhuma palavra vai ser
totalmente correspondente em outra
língua, existem palavras específicas que
são muito características, que é mais
difícil ainda você traduzir. Então, você
pode traduzir cafuné como um carinho,
mas não é exatamente o cafuné, entende?
E não soua igual cafuné. Quando você
fala cafuné, o próprio o próprio som da
palavra, ela traz uma sensação que a
palavra carinho não traz. palavra
carinho também quer se refere a outras
coisas que cafoné também não se refere.
Então é sempre difícil essa questão de
línguas, entende? Para você passar a
impressão que o texto quer dizer, é
sempre difícil traduzir, é sempre
difícil, né?
Para terminar aqui, eu vou comentar aqui
sobre o método pardes aqui que o Daniel
Algo Verde tá comentando.
Eh, eu vou até colocar aqui porque eh eu
lembro que esse pardes é o último nível
de interpretação dos quatro níveis de
interpretação de acordo com a Cabalá,
né? Então, eh, níveis de interpretação
da Cabala,
Cabalá
são [roncando] os quatro, né? Eh, aliás,
o pardes, na verdade, é é
um acróstico com os quatro níveis de
interpretação, né? Eu falei que era o
último nível de interpretação. Então
você tem,
só para explicar, gente, eu não sou
professor de cabalá. Eh, inclusive eu
tenho aqui no no canal tem uma
entrevista com um rabino que é professor
de Cabalá, né? eh, tá em algum lugar aí
uma conversa com um rabino,
gente boníssima inclusive, eh que eh ele
com certeza vai saber explicar melhor,
mas aqui assim uma ideia geral que isso
aqui tem a ver com a Cabalá, né? Que que
seria a Cabalá? acaba lá originalmente,
eu sei que hoje ela vai mais do que
isso, mas originalmente seria a ideia de
você ler o texto bíblico
indo além do do significado normal dele.
Então, parte do pressuposto que existe
um um significado oculto por trás do
texto, um significado escondido no
texto. Tem a ver com o que a gente tava
falando aqui da gematria e a gente vai
voltar lá, né? Então ela vai partir do
seguinte pressuposto. Existem quatro
níveis de interpretação do texto
bíblico. Gente, eu não sou da Cabalá,
viu? Eu não concordo. Eu não parto
desses pressupostos.
Só para deixar claro, embora eu acho
isso interessantíssimo,
mas ele vai dizer e depois eu explico
por que eu particularmente não vou para
essa linha de interpretação, né?
[limpando a garganta]
Então tem quatro níveis. o liv o o o
nível pechat, que seria o o o primeiro
nível de interpretação, ou seja, é o
texto na sua interpretação mais literal,
mais clara, mais superficial, digamos
assim, né? Eh, tá focado ali no que que
o texto tá querendo dizer na numa
maneira mais simples das palavras, né?
Aí você tem o segundo nível, que é o
nível eh remets, que seria já um nível
alegórico, um um um
nível ali mais simbólico ali do do
texto, né? Então, quando ele tá contando
a história de Abraão, é mais do que a
história de Abraão se refere ao povo de
Israel. Abraão significa tal coisa, Sara
significa tal coisa, significa, sei lá,
a mulher judia e tal. Então, eu não tô
inventando, eu tô inventando aqui, não
sei se existe essa interpretação, tá
bom? Mas seria algo nesse sentido, né?
Então, quando Abraão fala tal coisa para
Sara, isso daqui é uma alegoria para tal
coisa, né?
Aí depois você tem o
o nível de interpretação, o drash, que é
de onde vem a palavra deraá, que seria a
explanação,
uma espécie de sermão, né, que tem no
judaísmo, que seria o nível já
interpretativo, omilético, vamos dizer
assim, né, que é o o que faz já faz uma
interpretação paraa sua vida do texto e
tal. E e até aqui, beleza, eu tô de
acordo e tem minhas ressalvas aqui com o
o esse nível remets, que é o o nível
alegórico. A gente já vai para lá, né? E
o nível mais profundo é o nível SOD,
que é o nível oculto. Então você vai ler
o texto, eh você vai ver mais do que uma
alegoria, mais do que, ou seja, você vai
ler o texto e vai perceber a camada de
interpretação básica, que é o o o
pechat.
você vai entender uma camada de
interpretação alegórica, que é o remets.
Você vai entender uma camada de
interpretação
eh que é paraa sua vida, uma aplicação
paraa sua vida, vamos dizer assim, que é
o nível drast. E aí você tem o nível
SOD, que é o nível profundo, que é o o
nível místico de interpretação do texto,
né?
Então essa eh quando você pega essas
quatro palavras, né, o pechat, remets,
drash e sod, você tem a palavra pardes,
que é a palavra paraíso, ou seja, com o
quando você tem
isso é é um jeito didático, né, que é
feito. Você você cada letra vai formar
uma outra palavra que tá se referindo
essa ideia dos níveis de interpretação,
que é o pardes, né?
Pares, inclusive, se eu não me engano,
nem é uma palavra originalmente
hebraica, é uma palavra persa que
significa paraíso. Se eu não engano, a
nossa palavra paraíso em português é
derivada da palavra pardes, que é uma
palavra persa que aparece no texto
bíblico, inclusive no livro de
Eclesiastes, tem uma referência ao
pardes
no capítulo dois, quando ele fala:
"Construí para mim paraísos e tal". é a
palavra pardes que tá lá. Eh, então
seria isso. O que que é então a
interpretação pares? O método pardes é
considerar que você tem esses quatro
níveis de interpretação no texto, né?
Eh, e a a cabalá seria o recebimento
desse nível mais profundo místico que tá
no texto. Aí você cria todo uma uma
teoria, todo um um corpo teórico de como
interpretar da forma mística o texto, da
forma profunda o texto do nível SOD
aqui, né?
Eh, e aí quando você entende isso, você
entende os mistérios da criação e da da
divindade, né? Eh, seria mais ou menos
essa ideia, né?
Bom, e aí por que quais são as minhas
ressalvas pessoais em relação a isso?
Eh, e assim, eu tento ser uma pessoa
mente aberta. Eu gosto disso. Inclusive,
eu tenho dois livros aqui sobre Kabalá,
mas não não são livro
não são exatamente livros da Cabalá, são
livros do Guerchon Scholam, que é um é
um
ele é um acadêmico, ele estuda a cabalá,
mas não do no sentido eh, digamos assim,
cabalístico em si, mas ele é um
acadêmico que fala sobre o fenômeno da
interpretação mística do texto bíblico,
né? Então ele tá fal, ele estuda o
misticismo judaico como um fenômeno
cultural, né, digamos assim, cultural,
religioso, né? Eu gosto muito dessas
coisas, né? Inclusive um livro que eu
tava tinha falado um tempo atrás, que é
o o sagrado e o profano do Mirs Eliad,
ele vai falar muito sobre
o pensamento místico do da humanidade em
si em diversas eh manifestações
religiosas diferentes. Eu acho isso
muito legal, muito bacana. E qual a
minha ressalva sobre esse método pardes
da interpretação do texto bíblico?
o nível pechat que a gente tinha falado
que é o nível o nível básico, que é você
entender o a história que o texto tá
contando. A pessoa saiu daqui e foi para
lá e o nível d que fazer uma aplicação
paraa sua vida, [limpando a garganta]
eu acho os mais legítimos possíveis, né?
E eu meio que a minha forma de ler o o
texto bíblico tal fica nesses dois
níveis só.
Qual o problema do do
nível Ramets e do nível Sod? Ou seja, do
da de você ler o texto de forma
alegórica e de você ler o texto de forma
mística, profunda, cabalística, digamos
assim. Na minha interpretação pessoal,
viu, gente?
Eh, quando você lê o texto bíblico de
forma alegórica,
você pode, na verdade,
que a forma alegórica de ler o texto
bíblico não tem regras estritas,
o que faz com que você possa encontrar
qualquer coisa que você quiser no texto,
entende? Eh, eu tô falando de forma
geral,
é claro que vai ter tradições
específicas que vão ter regras
específicas para você ler o texto de uma
forma alegorizada.
Mas a própria alegoria do texto para mim
já é difícil, porque se o autor não
disse aquilo que ele tá querendo dizer,
não dá para você tentar imputar uma
outra coisa que ele quis dizer, que não
tá claramente no texto. Para mim, a
minha forma de interpretar, eu tô
falando isso aqui já 15 vezes, né? Todo
mundo já entendeu que é a minha forma
pessoal, mas eh, por exemplo, isso que é
uma coisa que eu acho interessante,
o livro de Cantares,
o que que é qual é a do livro de
Cantares? O livro o cântico dos
cânticos, né, de Salomão, o Shirrim.
Eh,
quando você lê o texto bíblico, que é um
texto bíblico, é um texto que tem eh
muitas explanações morais sobre
sexualidade, de repente você se depara
com uma poesia erótica no meio do texto
bíblico
e isso é incômodo e você não sabe
direito o que fazer com esse texto, né?
Eh, e aí o que que você, o que que
normalmente as pessoas fazem? Ah, já que
eu não consigo lidar bem com esse texto,
porque ele é esquisito e incômodo, eu
vou alegorizar ele. Então,
o texto aqui não está falando de um amor
físico de um homem com uma mulher, dos
dois falando do desejo que um tem pelo
corpo do outro. Não é isso que o texto
tá falando. Embora o texto esteja
falando isso explicitamente.
Mas então a gente vai alegorizar,
alegorizar e vai dizer que não, o noivo
é Deus e a noiva é o povo de Deus.
Então, tá falando da relação entre Deus
e seu povo.
Eh, então esquece esse livro aí, não
precisa falar sobre ele,
entende? É isso que acaba acontecendo
normalmente. A alegoria acaba sendo uma
fuga para para pro texto quando o texto
é difícil para você, quando o texto não
encaixa bem, você fala: "Nossa, esse
texto tá esquisito, não gostei dele".
Ah, então vamos alegorizar porque ele
fica mais fácil. Então, a alegoria acaba
sendo uma fuga. Por um lado, a alegoria
acaba sendo uma projeção, uma projeção
das suas próprias ideias no texto, ao
invés de tentar entender o que o próprio
texto tá querendo dizer.
E a projeção acaba muitas vezes sendo
uma coisa sem critério. Eu tiro coisas
que não tem nada a ver do texto, porque
eu alegorizei. Ah, não, Abraão, na
verdade, Abraão é o, sei lá, significa o
patriarcado.
E e sei lá, Sara significa ou sei lá, as
mulheres, tá? Luta do patriarcado. Posso
só alegorizar e querer dizer qualquer
coisa, tirar qualquer coisa do texto que
não tem nada a ver com o que o texto
tava querendo dizer em si, entende?
Então, essa é a minha questão com a
alegoria e é mais ou menos a minha a
minha crítica a ideia de um significado
místico por trás do texto, como se o
texto em si não fosse o suficiente no
que ele tá dizendo explicitamente.
Então, a minha relação com o texto
bíblico é com o que ele está dizendo com
as palavras explícitas.
achar um outro significado oculto. Eu
tenho as minhas ressalvas justamente
porque você vai você pode ter um outro
significado que às vezes pode ser até
conflituoso com o que o que o texto tá
falando abertamente, né, de uma outra
coisa que é difícil você tá dando, na
verdade um eh uma legitimidade através
do texto bíblico a uma outra teoria de
outras ideias.
É o que acontece, por exemplo, com o
código da Bíblia, que é uma coisa que um
tempo atrás era
era muito moda, eu não sei se alguém
lembra disso, que é uma espécie de
guimatria, ou seja, você transformava o
texto bíblico todo ele em códigos
para você encontrar palavras ocultas e
significados ocultos no texto bíblico. E
aí você colocava tudo num computador e e
através de um de uma espécie de um de
sei lá, de um de um código, você achava
essas esses significados ocultos e as
pessoas diziam que conseguiam prever.
Olha, o 11 de setembro tava previsto
aqui quando você mistura as palavras
aqui nesse sentido e coloca um o valor
tal e tal. Então você é uma piração que
eu não eu não acredito, eu não tenho fé
nisso, entendeu? Você precisa ter fé
nisso. Eu tenho já fé no texto bíblico
como uma revelação divina, assim, no
nível básico de interpretação do que as
palavras estão querendo dizer. Eu
precisaria de um outro tipo de fé para
acreditar que existe um significado
oculto no texto que a gente não consegue
entender, entende?
Então essa é a minha opinião de forma
geral sobre alegorização
e sobre uma leitura mística do texto
bíblico. Eu gosto do texto bíblico do
jeito que ele tá escrito e eu não eu não
sinto necessidade em encontrar uma
camada oculta no texto. O texto para mim
ele é uma fonte de vida nessa camada
superficial mesmo, ou seja, na camada
pechat e na camada eh d, né? na e na
camada aplicação daquilo na sua vida,
né? Eu acho que, por exemplo, sermão do
monte, ele não precisa ter nada oculto
atrás de dele, é aquilo lá mesmo,
entende? Eh, para mim é muito mais
intuitivo o a leitura do texto bíblico
nesse sentido.
Eu achava que a Cabala tinha relação com
o ocultismo, já ouvi falar que o David
Boy e o Alister Crawley estudavam isso,
mas sou leigo total nisso. Pois é,
Eduardo. Porque a Cabala vai ter toda
uma teoria de como eh existem
princípios, os cefirot são
eh eu não sei exatamente qual palavra
usar para me referir ao ao sefiroto, mas
você tem eh pilares da criação do mundo.
Então, vamos dizer assim que emanações
divinas
específicas que foram usadas para criar
o mundo. Então, em tese, se você
aprendesse essas emanações místicas,
você conseguiria fazer coisas
miraculosas também, como assim como Deus
criou o mundo. A gente já comentou aqui,
por exemplo, eh, da lenda do golem,
do golem de praga, do rabino Maharal,
né? Então,
eh, é uma lenda que é baseada na na
ideia da Cabalá, que esse rabino ele usa
a Cabalá para criar um
ser
formado através do barro que e deu vida
através desse ser, usando palavras
específicas e juntando elas de uma forma
mística, eh,
dominando aqui o sefirot, essa essas
essas estruturas da criação do mundo e
tal pra você colocar vida em um ser
inanimado. E esse será uma espécie de um
guardião ali da comunidade judaica que
estava sendo perseguida e tal. Então,
tem a ver com ocultismo nesse sentido.
Eh, não é ocultismo no sentido de, sei
lá, de de satanismo, essas coisas, né?
Então, ocultismo no sentido de que é um
significado oculto do texto e que se
você dominasse essas emanações divinas,
as energias e tal, energias acho que não
é a palavra certa, né? Mas essas os
cefirotas, emanações divinas, você
consegue também fazer coisas miraculosas
através dela. Inclusive tem uma tradição
que diz que Jesus, na verdade eh
que não aceita Jesus como Messias, né?
Que Jesus, na verdade ele dominou o nome
divino
e ele usava o nome divino, que eh a
gente não sabe a pronúncia do nome
divino, porque se você souber a
pronúncia correta e dominar ela, você
consegue fazer milagres e é o que Jesus
fez, né? como se os milagres de Jesus
fossem uma uma coisa ilegítima, porque
ele aprendeu um truque cabalístico para
fazer milagres, digamos assim, né?
Então, existem essas coisas dentro da da
da das tradições judaicas, das diversas
tradições judaicas, né? Eh,
para terminar,
eu discordo do princípio por trás dessas
coisas, do eh eu discordo completamente
da ideia de que Deus usou uma mecânica
eh mística para criar o mundo. Eu
discordo dessa ideia. eh como eh como se
Deus
ele tivesse submetido a leis místicas
pro mundo ser criado. Eu vou explicar o
que eu quero dizer com isso
e aí eu termino porque isso daqui é um
pouco longo.
O pensamento bíblico, ele vem trazer uma
inovação em relação ao pensamento pagão.
dentro do pensamento pagão,
eh, a divindade, as divindades, elas não
estão, digamos assim, na, na ponta mais
alta de uma hierarquia do universo.
Existe algo acima dos próprios deuses,
que é uma coisa que existe um teórico,
um teórico e teólogo também chamadoesk,
que é o Calfman. Ele vai chamar de um
reino meta divino. O que, o que que é
isso?
Quando você olha pros mitos eh pagãos,
os deuses eles usam uma forma de magia,
de manipulação de uma de uma força do
universo
na qual eles mesmos estão submetidos.
Ou seja, existem regras que os próprios
deuses estão submetidos, mas se eles
souberem manipular a mecânica do a
mecânica mística do universo, eles
ganham poder. O poder dos deuses estão
ligados a esse reino metadivino, essa
fonte de energia, essa mecânica
impessoal, eh, e poderosíssima que tá
acima deles. Inclusive o
dentro do pensamento pagão,
o mundo é gerado a partir desse reino
metadivino, dessa mecânica que tá acima
dos deuses. Então, por exemplo, eh, a
Odisseia, que tá muito
tá muito aí na na moda, né, por causa do
filme do Nolan. Eh, dentro do pensamento
grego
existe algo que tá acima dos deuses e
que os deuses não podem fazer nada em
relação a isso, que é uma coisa chamada
destino.
O destino ao reino meta divino dentro do
da mitologia grega. Tudo é gerado a
partir das regras do destino
e todos estão submetidos ao destino,
inclusive os deuses. Então os deuses, na
verdade, eles são uma certa forma só de
personificação de fenômenos naturais.
Quando você vê a tempestade, você fala:
"Olha lá, a tempestade é Baal". É isso
lá pro pro pessoal do Oriente Médio,
Baal ou pro pros gregos, no caso que a
gente tá falando, né? É Zeus. Zeus que
lança os raios com as suas mãos. Então,
a tempestade é Zeus enfurecido, né? Ou
no mar é Poseidon, né?
Então, os fenômenos naturais são
manifestações dos deuses. Então, os
deuses, eles estão meio misturados com a
natureza, porque tanto os deuses quanto
a natureza, a a natureza é uma emanação,
aliás, emanação é a palavra certa pro
sefiroto, se eu não me engano, é uma
emanação do reino meta divino, ou seja,
dessa mecânica universal e mística que
precede o próprio universo. O universo
tá gerado a partir dele e os deuses são
gerados a partir dele. estão submetidos
à regra dele, entende? Eh, isso vai
acontecer em cada em cada
em cada mitologia, você vai ter uma um
uma um uma forma diferente de de
entender o que seria esse reino meta
divino, mas a inovação do texto bíblico
é justamente que Deus não tá submetido a
nenhuma regra, entende? Eh, tudo é
expressão da vontade divina. Deus quer
que o universo passe a existir, ele só
olha pro nada e fala: "Haja a luz! A luz
passa a existir, né? E ele cria o
universo, né? E ele faz o universo
passar a existir e todas as coisas
passaram a existir de acordo com a
vontade dele. E se ele não gostar desse
universo, ele desfaz e faz outro. E se
as regras desse universo que ele criou,
ele não gostou, ele muda as regras, que
seria o que seria um uma uma explicação
para para o o os milagres, né?
A vontade de Deus, de certa forma,
entrou em conflito com as regras do
universo que ele mesmo criou, mas é uma
vontade específica dele entrou em
conflito com essas regras do universo.
Então ele torce essas regras, ele muda
essas regras naquela ocasião. Ele cria
um milagre, ele faz algo que tá fora das
regras do universo que ele criou. Então
ele não tá submetido a regras. Não
existe um reino metadivino dentro do
pensamento bíblico. Não existe uma
hierarquia onde lá em cima existe uma
mecânica universal e mística e que Deus
tá submetido a ela. Não. Deus é a última
instância da hierarquia universal dentro
do pensamento eh bíblico. Entende o que
eu quero dizer?
Então, voltando a toda aquela ideia do
misticismo, o que eu não gosto é
justamente que quando você explica a
criação de Deus através dessa mecânica
das emanações divinas, dos sefirotes, da
Cabalá, você tá colocando uma mecânica
que em que Deus se utiliza de uma
mecânica como se ela fosse pré-existente
ao próprio Deus ou se a vontade dele
estivesse submetida a essa mecânica,
entende? sendo que Deus não precisa de
um de uma mecânica, eu tô usando muita
palavra mecânica, mas não é exatamente
isso, eh, de um de um reino metadivino e
místico que tá acima dele. Ele faz o que
ele quiser. Ele é absolutamente
soberano.
Então, eu não gosto dessa inversão que a
Cabalá faz, que ela acaba trazendo
dessa desse jeito um uma um princípio
pagão
eh para o pensamento bíblico. Ou seja, o
pensamento bíblico é uma inovação dentro
dessa dessa lógica pagã. É uma é uma
exceção dentro dessa lógica pagã e acaba
lá traz ela ele de volta para esse
pensamento pagão, entendeu? Eh, ou seja,
faz de novo. Deus tá submetido a essas
regras universais,
né? Em ponto para mim, a ideia é
justamente um Deus soberano,
absolutamente soberano, e sem limite
nenhum. Não existe limites pro Deus
bíblico, não existe regras pro Deus
bíblico. As regras foram foi ele são
manifestações da vontade dele e não ele
tá submetido a regras, entende? Então, a
criação do mundo e as regras do mundo
são manifestações da vontade de Deus.
Vamos lá então.
Sefiroto, uma espécie de emanação,
canalização de É isso. É isso daqui.
Exatamente. É isso que eu lembrei no
final. Emanação. Uma emanação ou
canalização do divino. Eh, José do Egito
seria uma alegoria da pessoa de Jesus.
Então, Daniel, aí alegoria
seria eh não uma forma de explicar a
história de José de do Egito eh para um
outro significado que não é o que a
história tá querendo dizer, mas que
o jeito que José viveu a vida dele
ecoa na vida de Jesus. Então, seria mais
ou menos o que que a gente vai usar na
na teologia mais cristã como o ai, como
que é?
É, é um um uma,
ah, me fugiu totalmente aqui,
que é o o espécie de um símbolo e depois
desse símbolo, como ele é aplicado
depois. Então, não quer dizer que José
não existiu e que a vida dele não tem um
significado em si próprio. Tem e tem
lições que a gente tira da própria
história de José, mas essa história vai
ecoar depois na na história de Jesus.
lembrei agora a palavra, o tipo e o
antítipo. Então,
eh, José era um tipo de Cristo, ou seja,
ele ele ecoa, ele ele tem coisas
parecidas com Cristo. Então, pra gente
olhar para Cristo, quando a gente olha
para José, a gente vê aspectos de
Cristo. Então, Cristo é um antítipo, é é
a digamos assim, é a a
é a é a
formalização
dessa ideia em uma pessoa, entende?
Seria mais ou menos isso.
Eh, se quiser entrar no Rival Trio, vai
estudar cabalá e zorrar. Vai ter que
tomar de balde, diz aqui Johnny. Golem
foi inspiração para o The Think do
Quarteto Fantástico. Stan era judeu. É,
então existem várias, cara. Se você joga
RPG, pode ser até MMO, qualquer jogo
hoje em dia vai ter alguma referência ao
golem.
Coisas que são básicas, vai aparecer em
algum algum momento em um RPG que é
muito grande. Golem, Leviatan e Beemot.
Sempre vai ter a contribuição bíblica
pros RPGs modernos. Recomendo começar
sobre o que ela trata dos anjos.
A Cabalá zorrar, né? Dizem que quando eh
Jesus curou o cego com a saliva e a
terra, ele teria usado um truque da
Cabalá. Exato. Eh, porque é que tá
quando Jesus faz isso, ele faz isso
dentro de uma tradição judaica que já é
os primórdios para o que vai se
desenvolver depois como uma acabalá,
que é um é uma simbólico Jesus cuspir e
fazer um barro e passar no olho do cego,
porque é o barro do qual o homem foi
criado. Então, Cristo cria aquele barro
e a partir dele ele completa uma
criação, uma criação que foi
desvirtuada, uma pessoa que perdeu a
visão, né? Então, eh, tem esse
significado, entendeu?
Dizem que o Golem deu origem ao
Frankstein também. Putz, Frankstein é
uma coisa que eu acho muito legal. Eu
gostei muito inclusive do do filme eh do
eh a
Guilhermo Deltono. Gente, eu tô já tá
fugindo das palavras já tá já deu a hora
aqui. Minha cabeça já foi, né?
Tabernáculo também não seria uma
alegoria, uma sombra de Jesus? É,
Daniel, a palavra certa não seria uma
alegoria, seria um tipo.
Uma alegoria seria quando eu conto uma
história que o que eu tô contando não é
exatamente o que eu tô contando.
O tabernáculo, no caso, ele não é uma
alegoria, porque ele tá contando uma
coisa que de fato aconteceu.
Uma parábola é uma alegoria. É uma
história aqui, não, ela não aconteceu. É
uma alegoria para uma outra ideia,
entende?
Eh, então seria aqui a gente aplicaria
mais esse conceito de tipo e antítipo.
Então o tabernáculo tava lá, ele era
real e tal, mas ele tem um um aspecto,
uma perspectiva dele que tá relacionada
com Jesus. Então ele era o tipo de Jesus
e Jesus era um antítipo do santuário,
né? Ou seja, meio que se cumpre
eh em Jesus eh ideias que são propostas
com o santuário, né? Mas não é
exatamente uma alegoria.
Gosto muito desse assunto, né? A o outro
que tá falando de tipologia, né? Eh,
Apocalipse 21 verso 3. Que que ser que
que seria isso daqui, Daniel? Deixa eu
ver.
Eh,
então vi uma voz forte do trono e dizer:
"Eis o tabernáculo de Deus com seres
humanos. Ele habitará com eles. Eles
serão o povo de Deus e Deus mais estará
com eles. Está o Deus deles." É, então
aqui no caso
essa expressão aqui, eh, ele tá pegando
o tipo e o antítipo e tá fazendo uma
mistura dos dois, né? Cristo, ele é o
próprio tabernáculo de Deus entre os
homens, né? Então, quer dizer que Jesus
ele ele tinha uma forma de tenda? Não,
mas existem aspectos da vida de Cristo
que que são parecidas com aspectos do
santuário. Tem aspectos do santuário que
apontam para Cristo, né? Então, eh, essa
tipologia, né?
Então, tá, gente, eu acho que é isso
hoje. Acho que é isso. A gente fala
sobre bastante coisa hoje, né?
Mas é isso. Tendo alguma ideia
interessante, alguma coisa mais, eu
trago aqui. Deixa eu ver que que é que a
gente tinha comentado que se diz que a
gente podia falar. Ah, não, quando a
gente tá falando sobre as palavras, né?
Eh,
falar aqui sobre palavras que eh
não mor de hebraico, mas veio algo como
da bar sempre que a palavra que o
português não tem relação hebraico, mas
eles falam que parece algo nesse
sentido.
Ah, tá. Era palavras como o goel lá,
palavras que você precisa entender um
pouco mais no hebraico para entender o
que elas significam. Isso pode ser um
tema que a gente pode falar no próximo.
Então, lembrem, gente, na próxima semana
eu não vou estar também. Sinto muito, me
desculpem. Eu tô com a minha família tá
me visitando aqui. Eh, então, semana que
vem eu vou estar viajando com eles. Eh,
na outra semana acho que a gente já
normaliza tudo, mas a gente se vê então,
não próxima, sexta, mas na outra. Pode
ser.
Obrigado aí por vocês terem acompanhado,
tá? com a gente aí até esse até essa
hora. Minha voz tá indo embora, minha
memória já foi também, mas [risadas]
então a gente se vê na próxima sexta, na
não próxima sexta, na outra.
Eh, e a gente pode falar de Matrix que
eu estou devendo e de
eh começou com um tema e terminou com
outro totalmente diferente. É isso é o
que acontece nessa live aqui. A gente
pode falar sobre Matrix e sobre eh
palavras hebraicas que exigem um um uma
compreensão a mais para entender o que
que elas querem dizer. Eu acho que é uma
boa. Tá bom, gente? Então, valeu. Bom
sábado para vocês aí. Bom finalzinho de
sexta-feira.
Boa noite, uma boa semana, boas duas
semanas pra gente se ver ali na outra
sexta. Valeu, até mais, gente. Obrigado
aí por acompanhar. Ja.

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