A Igreja e a Política – Ep.226
08/08/2026
A Igreja e a Política – Ep.226
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Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.
História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.
Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]
Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.
Fonte: Bp Walter McAlister
Legendas automáticas:
Non, [canto] domine [canto] Cristo [música] se [canto] glorta, mas por hoje esse processo tá sendo complicado para mim. Eu eu passei um tempo pensando muito, trabalhando também e a eu senti que eu tinha que fazer esse vídeo. De fato, dois pastores da nossa denominação me procuraram para pedir que eu fizesse o programa sobre o assunto de hoje, que é a [limpando a garganta] igreja na política. Já tratei isso antes. É um assunto polêmico no mínimo. E eu sei que o que eu vou dizer vai deixar algumas pessoas chateadas comigo. Ah, não importa que lado da questão [limpando a garganta] eu ficar, né? Então, mas vamos lá, porque a luz dos desastres sociais e espirituais que pleitos recentes causaram dentro da igreja, eu percebo que há uma necessidade sim de pensar bem sobre como o cristão e principalmente como a igreja deve se conduzir durante o ano eleitoral e nós estamos aí em reta final para o próximo pleito, né? Então, como é que devemos agir dentro e fora da igreja e principalmente dentro da igreja? Aliás, é meu assunto, mas é mais dentro da igreja do que fora. Muitos acham que entendem de política, mas a verdade é que a maioria não sabe do que se trata. Atribuem aos seus representantes virtudes que eles não têm. Defendem seus candidatos como paladinos do da justiça e do bem. H, e daí igualdade social, dependendo do seu lado, né? Mas todas essas bandeiras são pretextos para uma única coisa, aquisição e uso do poder. Escolheremos, portanto, quem terá poder para reger nossas vidas de maneira direta e indireta através do próprio estado, onde milhares de posições são ocupadas por indicação, não por voto direto. A cada dia surge uma nova lei, uma nova portaria, um novo imposto, uma nova regulamentação. Cada dia que passa, o estado se apodera mais e mais das nossas vidas, invadindo o que deveria ser de fórum íntimo e se apropriando no nosso salário suado. [limpando a garganta] A quem vamos dar esse direito? Não é uma escolha qualquer. Ideologia faz parte, mas é apenas uma fachada. A verdade é que alguns usarão esse poder para promover uma liberdade maior para a população, segurança pública, econômica e jurídica. Outros não compartilham dessas prioridades, buscarão enriquecimento pessoal, como temos visto ao longo desses anos, desde que eu me entendo por gente no Brasil é o caso. Temos que entender a diferença entre uma república [limpando a garganta] e uma democracia. Só de leve, né? Uma república é regida por leis. fixas que são defendidas pelos poderes do Estado. Uma democracia é o eh é o domínio da maioria. Pense numa roda de quatro lobos e três ovelhas, votando sobre o que será servido no jantar. O resultado não vai agradar a todos. E é assim que funciona a democracia. A maioria ganha, pelo menos supostamente a maioria ganha. E para alguns isso não será suportável. Isso é por aí. Agora, o voto é binário, ou seja, no fim você escolherá um candidato com todas as suas insuficiências, virtudes e vícios, com todos os seus defeitos e a sua história que é complicada. Nenhum candidato descerá do céu com asas de anjo. Todos são ser humanos e fizeram coisas para chegar aonde chegaram, que não querem que você saiba, pois o jogo é sujo. Todos têm um esqueleto no armário. Todos, todos, de todos os lados. Todos têm seus fãs e os seus inimigos. defendem um nome. Aliás, defender o nome vai sempre lhe meter [limpando a garganta] em apuros com alguém que conhece o cara das antigas, né? Mas ninguém vota com a cabeça. Essa que é a verdade. A nossa escolha é muito mais visceral e emotiva do que qualquer um de nós queira admitir. Por mais que a gente tente justificar o nosso voto, a verdade é que a gente vota com emoção, com coração. E é por isso mesmo que os candidatos investem tanto em propaganda. Propaganda não é uma via informativa de comunicação. Propaganda é fundamentalmente um meio de manipulação. Você é manipulado para comprar um tênis, uma calça ou um carro. Baseado na imagem que anúncios lhe passarão que prometem a vida como você sempre quis. Se tão somente você comprar aquilo que eles estão vendendo. Esta é a base de toda propaganda política também. E propaganda não se limita a falar dos planos, projetos e virtudes do candidato. Também compreendem os boatos e escândalos que, uma vez desenterrados, são espalhados pelos meios supostamente hã neutros de informação, ou seja, os jornais que não são veículos de informação, mas de manipulação. E não se engane sobre isso. Nenhuma notícia negativa sobre um candidato, seja verdadeira ou não, é divulgado para nos informar melhor e sim para nos manipular. A melhor atitude sobre todas essas notícias devia ser, hum, será? Isso não quer dizer que não haja reais e boas razões para se escolher um candidato e não o seu oponente? Ah, existem sim, mas a maioria não se dá ao trabalho de pesquisar, entender, eh, procurar saber quem realmente é esse tal candidato que se proponha ocupar um cargo público. Nós nos contentamos em saber em quem o nosso vizinho vai votar, ou nosso amigo, ou um membro da família, ah, ou um colega de trabalho, eh, que por sua vez também estão seguindo o exemplo de outros. E e aí vai, né, vai assim uma cascata, numa corrente de recomendações, eh, seguindo dicas de alguém, eh, que por sua vez segue a dica de alguém, que por sua vez segue a dica de alguém. Então, o voto mais se parece como uma onda. Milhares de gotas se juntam e seguem o embalo, o suel, a direção da correnteza. Nesse sentido, não será uma lógica que vai ganhar a eleição, não é uma equação que se fecha, vai ser quem tiver o melhor embalo. Esse embalo tem sua maior força dentro das bolhas. Os tão falados currais eleitorais, alguns são controlados, muitos são controlados por famílias, feudos e dinastias. Outros são controlados por sindicatos e associações agremiativas, até por por facções. E como vimos no documentário Brasil Evangélico, produzido pelo próprio Brasil paralelo, um canal excelente, por sinal, alguns correm dentro da própria igreja, alguns currais eleitorais estão na própria igreja. E aqui que é o nosso problema, né? é onde a o problema realmente acontece para mim, [roncando] pois a política sempre vem encapado por sentimentos e convicções genéricas que têm raízes profundas. Vou falar de uma delas apenas, né? E quero deixar claro que há muitas orientações, muitas eh convicções que entram em jogo aqui. Mas um dos fatores mais óbvios no Brasil de hoje é esse embate entre o progressismo e o conservadorismo. Muitos não sabem o que é isso. Deixa eu só usar o exemplo do progressismo. O progressismo se baseia numa visão do mundo que não se limita à política. O progressismo é simplesmente a convicção de que tudo que há de novo é melhor do que o que já existe. O progresso sempre caminha para o alto, para o melhoramento das coisas. O computador é melhor do que a máquina de escrever, que é melhor do que o bloco de papel, que é melhor do que o contador de causas à luz de uma fogueira. Progresso. Recentemente estamos vendo o avanço desenfreado de inteligência artificial. Muitos acham que esse progresso é tudo de bom. Eh, e os anúncios são os mais assim cheios de adrenalina, né? Aprenda esse i a usa aquele. Mas muitos também estão começamos a a desconfiar desses avanços por uma série de razões. Há pessoas deixando de gastar tempo na internet, pelo menos tanto tempo na internet, estão tentando se disciplinar a ficar menos tempo na internet. Há pessoas deixando de usar livros eletrônicos. Eu leio livros eletrônicos, mas eu confesso que eu tô voltando para livros de papel. É melhor para mim. Há pessoas fazendo jejum de redes sociais, estão começando a entender que esse tão celebrado progresso custa mais do que a gente imaginava e talvez esse custo pese mais do que o benefício vislumbrado. Mas o progressismo é uma filosofia que precisamos entender. Ele nos cerca e nos manipula sem que percebamos. E são poucos que dão nome aos bois nesse particular. Há anos eu tenho dito que não há nenhuma vantagem em viver na crista da onda se a onda estiver indo na direção errada. E muitas ondas de progresso estão indo na direção errada. Bom, na política há uma vertente que vive pelo credo progressista. O progresso é sempre melhor. Tudo tem que mudar. O que existe tem que ser largado para abraçar novos rumos, novas opções, novas soluções, pois novos rumos são sempre bons e os antigos são retrógratas, são descartáveis, são ultrapassados e são ruins. Nessa hora ninguém se lembra que não se mexe em time que está ganhando. Só que nenhum time está ganhando o tempo todo, não é verdade? Então, sempre há espaço para melhorar, mas não necessariamente para revisar tudo e mudar tudo. Não precisamos quebrar o prédio se apenas uma boa pintura num dos quartos resolve. O problema é que o progressismo vem com gana e trata quem quer preservar algo do passado como um inimigo do bem. Pois progressismo é bom e tudo mais é ruim. Mas há progressos que não são para cima e sim são para baixo. Entender isso não faz parte da propaganda, pois o a propaganda não se preocupa com uma visão equilibrada das coisas. Propaganda só sabe vender o peixe. Compra, compra, compra, vota, vota, vota. Tem que mudar. Vamos lá. E os dois lados vão usar propaganda que não cria convicções equilibradas. Propaganda gera consumidores e militantes. E é na militância que mora o nosso problema dentro da igreja do Senhor Jesus Cristo. Especialmente desde o advento das redes sociais, as diferenças têm se tornado mais e mais acirradas e dramáticas. O clima político não é pacífico, pelo contrário, é um clima de confronto, de inimizade. Quem não é do nosso lado é tratado como um traidor, como um alienado, como um idiota, como um genocida. é tratado como um inimigo da pátria e consequentemente como o nosso inimigo. Tanto os progressistas quanto os conservadores buscam a mesma coisa, só que no seu íntimo não concordam com os meios que devem ser empregados e não concordam com os fins vislumbrados. E é nos meios que a maioria das guerras estão sendo travadas. Há pessoas sinistras e de má intenção concorrendo para uma vaga no poder. Sim, claro que há. Mas assim que você identifica um, você se declara inimigo de quem o defende. Ou se a sua convicção ou o seu oponente é fruto de propaganda, você não tem nem como raciocinar direito sobre isso. E é por isso que a guerra não é natural, é a criação dos grandes manipuladores de massa. E não se engane, todo mundo faz parte da massa, de uma massa ou de outra massa. Deixar isso adentrar à igreja é morte, é um veneno. Pois na igreja não deve haver partidarismo. Paulo repete isso vez após vez, que devemos todos ter a mesma maneira de pensar. Ele disse para aos Coríntios, vocês estão, um diz que é Paulo, outro diz que é Pedro. Vamos levar pro pro pra política. Um é da direita, outra da esquerda, outra é da compaixão, do amor, né? Mas Paulo disse, temos que ter o mesmo modo de pensar. Isso não quer dizer que temos que pensar as mesmas coisas, nem tampouco ter os mesmos candidatos, mas temos que ter o mesmo modo de pensar. Quando falamos de política, não estamos discordando de fatos, mas de impressões, de convicções, de sentimentos e de anseios. Segurança pública, por exemplo, é uma das grandes preocupações que vão orientar os votos este ano. Não é um assunto qualquer, não é frio, é algo que tira o sono. Então, o voto em alguém que não promove segurança pública é visto como um voto irresponsável e perigoso e que não leva em conta a segurança dos nossos filhos e netos. Mas não é tão simples assim. E temos que entender que a maioria das pessoas hoje em dia tem muitas convicções que entre si não fazem parte de um todo coerente. Sofremos de de uma de uma incoerência cognitiva, não é? De um conflito interno. Podemos amar a vida e chorar por cachorrinhos perdidos na rua enquanto achamos que alguém deveria ter o direito de tirar a vida de uma criança ainda na no ventre da sua mãe. Olhe só. Hum. Eh, eh, mas quando alguém grita hipocrisia, fechamos o tempo e passamos a tratar essa pessoa como um inimigo. Na igreja temos que entender que há prioridades. Acima de tudo, a igreja deve buscar resgatar pessoas da perdição eterna. Essa é a primeira e mais importante prioridade da igreja. A igreja deve promover o discipulado e uma vida que reflete a presença e vida no Espírito Santo. Piedade é o nosso alvo. Viver perante a face de Deus pacificamente e em comunhão uns com os outros. Se o nosso hábito de comer carne ofende alguém, como disse Paulo, devemos nos abster de comer carne. Eh, como um exemplo ou de seguir dias eh supostamente santos. Um acha que tem dias santos, outros diz que não. Mas se nossa convicção política, agora vamos paraa política, ofender e quase todas elas ofendem alguém, nós devemos ter cuidado quando tratarmos este assunto com irmãos na fé. Temos que pegar leve. A última ele a anterior também deixou sequelas na igreja. Houve uma falta de graça entre os membros da igreja. Alguns se feriram. e saíram das suas igrejas e sem entrar no mérito de quem ganhou, não ganhou. Uma coisa é certa, a igreja perdeu. E lamento dizer que acho que ela vai perder de novo. E mais ainda, a igreja se secularizou e vai se secularizar ainda mais. Com isso, perdemos a essência da igreja. Perdemos o que é mais precioso, que é a liberdade do espírito entre os irmãos, a capacidade de olhar o nosso irmão como um irmão, como parte de uma família. Eu não estou dizendo que temos que manter o nosso voto secreto somente. Não estou dizendo que não devemos nos envolver com a política. Não é uma questão de posição que está em jogo, é uma questão de tom. Como você leva isso? tem que levar respeitosamente as suas convicções. Agora, levar isso para o púlpito aí não pode. Isso rebaixa o púlpito para algo que ele não é. O púlpito é um altar, não é um palanque. O pastor é um pai, não um influenciador. O pastor tem que ser o pastor de conservadores e de progressistas com o mesmo amor e longanimidade. Ouça isso. Com o mesmo amor. O pastor tem que amar os seus membros progressistas e tem que amar os seus membros conservatores igualmente. Agora, certamente Jesus chamou Herodes de raposa. Ele não escondeu sua opinião sobre o que achava do tetrarca da Palestina, mas ele não se engajou nos movimentos políticos da sua era. Ainda creio que nossa maior missão nesse sentido não é o voto, é oração. Temos que orar pela nossa nação. Precisamos urgentemente orar. Que Deus salve o Brasil, pois Brasil precisa de salvação. A sua alma está podre. Nosso problema não é essencialmente político, é espiritual. E a nossa nação não está bem espiritualmente. Precisamos de um mover do espírito como nunca houve na nossa história. Para isso, a igreja precisa dobrar os seus joelhos e não carregar cartazes. Para isso, a igreja precisa amar os seus inimigos e não xingá-los. Para isso, a igreja precisa socorrer os necessitados e não lançar essa missão nos hombros do estado. Para isso, a igreja precisa se arrepender dos seus muitos e repetidos pecados e para e parar de apontar o dedo na direção dos outros. Temos que tirar a trave do nosso próprio olho. E como temos traves, meus queridos irmãos, como temos traves nosso olho. É isso. [suspirando] Antes de ir para você que fica comigo até o fim, quero te lembrar que a cada dia, cada um de nós que cremos em Jesus Cristo tem Deus para glorificar, Jesus para imitar, salvação para desenvolver com temor e tremor, um corpo para glorificar a Deus, pecados para confessar, virtudes para adquirir, o inferno para evitar, o céu para alcançar, eternidade para não perder de vista. Tempo para remir, vizinhos para servir, o mundo para desfrutar, a criação para cuidar, ofensas para pacientemente suportar, bondades para voluntariamente praticar, justiça para almejar, tentações para vencer e a morte para possivelmente sofrer. E em tudo isso, o amor de Deus para nos sustentar. É isto. Até a próxima. A paz.