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A fé vem pelo ouvir

A Igreja e a Política – Ep.226

A Igreja e a Política – Ep.226

A Igreja e a Política – Ep.226

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Walter McAlister é Bispo Primaz da Aliança das Igrejas Cristã Nova Vida, graduado em Psicologia pela Oral Roberts University e em Estudos Bíblicos pela Eastern Pentecostal Bible College e "Mestre em Teologia pela Reformed Theological Seminary". Foi pastor das igrejas de Nova Vida do Méier, Engenho Novo, Botafogo e Catedral. É casado com Marta e possui dois filhos, Pastor John McAlister e Andrew.

História da Igreja Cristã Nova Vida:
Historicamente consciente
Somos herdeiros de mais de 2.000 anos de testemunho das gerações de cristãos que nos antecederam na fé. Embora não possamos nem devamos imitá-los em todos os aspectos, cremos que há muita riqueza a ser apreciada e resgatada na história da Igreja.
Por isso, em nosso culto a Deus observamos várias das práticas cristãs históricas que consideramos valiosas para fortalecer a fé da Igreja: a confissão do Credo dos Apóstolos (o resumo da fé cristã), a oração do Senhor (“Pai Nosso”), a celebracão semanal da Santa Ceia e a simbologia da Cruz (o símbolo chave do Cristianismo).
Protestante e Reformada
Dentre todas as vertentes históricas do Cristianismo, nos identificamos principalmente com as doutrinas da Reforma Protestante, dentre as quais: a autoridade final das Escrituras Sagradas (Sola Scriptura); a mediação suficiente e exclusiva de Jesus Cristo entre Deus e a humanidade (solus Christus); a necessidade e exclusividade da graça para salvar pecadores (sola gratia); a resposta necessária e suficiente do arrependimento e da fé em Cristo para a salvação (sola fide); a atribuição de glória exclusiva a Deus por toda a obra da Criação, Redenção e Consumação da História (Soli Deo Gloria); e o sacerdócio compartilhado de todos os cristãos na vida e no ministério da Igreja.
Pentecostal de experiência
Finalmente, somos filhos do movimento missionário Pentecostal do século 20 e fruto da obra missionária do Bp. Roberto McAlister, fundador da Igreja Cristã Nova Vida no Brasil em 1960.
Cremos no papel indispensável do Espírito Santo no cumprimento da missão da Igreja, desde a proclamação do Evangelho até a operação e o desenvolvimento da salvação na vida do crente, incluindo a geração do fruto do Espírito e a concessão dos dons espirituais para a edificação de toda a Igreja.

Nossa missão:
Ir ao mundo e fazer discípulos, proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, no poder do Espírito, e reunindo esses discípulos em igrejas, para que eles adorem o Senhor e obedeçam aos seus mandamentos, agora e na eternidade, para a glória de Deus, o Pai. [extraído de Kevin DeYoung & Greg Gilbert, Qual a Missão da Igreja?, p.82]

Nossos valores:
Adoração
A motivação principal da Igreja é render glória e honra ao Senhor, desde o culto fervoroso e reverente a Deus até o serviço no mundo, tanto coletivamente como individualmente, seja no ajuntamento dos salvos ou na devoção familiar e particular.
Proclamação
A tarefa principal da Igreja é proclamar toda a Palavra de Deus a todos os homens para o homem todo, dando testemunho do Evangelho de Jesus Cristo por meio da proclamação fiel e do ensino sistemático das Escrituras Sagradas.
Comunhão
O resultado necessário da proclamação e da rendição ao Evangelho é a vida em comunhão com a Igreja do Senhor Jesus, marcada pelo amor mútuo e pela disciplina característica dos discípulos de Cristo.
Testemunho
O testemunho da Igreja é composto do compartilhamento do Evangelho como também de uma vida condizente com este Evangelho daqueles que professam o Senhorio de Jesus Cristo.
Serviço
O testemunho da Igreja envolve também o serviço prestado por cada crente à Igreja e como Igreja, mediante a mordomia tanto das nossas palavras e do nosso tempo como dos nossos recursos e talentos.

Legendas automáticas:

Non, [canto]
domine
[canto]
Cristo [música]
se [canto]
glorta,
mas por hoje
esse processo tá sendo complicado para
mim. Eu eu passei um tempo pensando
muito, trabalhando também e a eu senti
que eu tinha que fazer esse vídeo. De
fato, dois pastores da nossa denominação
me procuraram para pedir que eu fizesse
o programa sobre o assunto de hoje, que
é a [limpando a garganta] igreja na
política.
Já tratei isso antes. É um assunto
polêmico no mínimo. E eu sei que o que
eu vou dizer vai deixar algumas pessoas
chateadas comigo. Ah, não importa que
lado da questão [limpando a garganta] eu
ficar, né? Então, mas vamos lá, porque a
luz dos desastres sociais e espirituais
que pleitos recentes causaram dentro da
igreja,
eu percebo que há uma necessidade sim de
pensar bem sobre como o cristão
e principalmente como a igreja deve se
conduzir durante o ano eleitoral e nós
estamos aí em reta final para o próximo
pleito, né? Então, como é que devemos
agir dentro e fora da igreja e
principalmente dentro da igreja? Aliás,
é meu assunto, mas é mais dentro da
igreja do que fora.
Muitos acham que entendem de política,
mas a verdade é que a maioria não sabe
do que se trata.
Atribuem aos seus representantes
virtudes que eles não têm. Defendem seus
candidatos como paladinos do da justiça
e do bem. H, e daí igualdade social,
dependendo do seu lado, né? Mas todas
essas bandeiras são pretextos para uma
única coisa, aquisição e uso do poder.
Escolheremos, portanto, quem terá poder
para reger nossas vidas de maneira
direta e indireta através do próprio
estado, onde milhares de posições são
ocupadas por indicação, não por voto
direto.
A cada dia surge uma nova lei, uma nova
portaria, um novo imposto, uma nova
regulamentação.
Cada dia que passa, o estado se apodera
mais e mais das nossas vidas, invadindo
o que deveria ser de fórum íntimo e se
apropriando no nosso salário suado.
[limpando a garganta]
A quem vamos dar esse direito? Não é uma
escolha qualquer. Ideologia
faz parte, mas é apenas uma fachada. A
verdade é que alguns usarão esse poder
para promover uma liberdade maior para a
população, segurança pública, econômica
e jurídica. Outros não compartilham
dessas prioridades, buscarão
enriquecimento pessoal, como temos visto
ao longo desses anos, desde que eu me
entendo por gente no Brasil é o caso.
Temos que entender a diferença entre uma
república [limpando a garganta] e uma
democracia. Só de leve, né? Uma
república é regida por leis. fixas que
são defendidas pelos poderes do Estado.
Uma democracia é o eh é o domínio da
maioria. Pense numa roda de quatro lobos
e três ovelhas, votando sobre o que será
servido no jantar. O resultado não vai
agradar a todos. E é assim que funciona
a democracia. A maioria ganha, pelo
menos supostamente a maioria ganha.
E para alguns
isso não será suportável.
Isso é por aí.
Agora, o voto é binário, ou seja, no fim
você escolherá um candidato com todas as
suas insuficiências, virtudes e vícios,
com todos os seus defeitos e a sua
história que é complicada.
Nenhum candidato descerá do céu com asas
de anjo. Todos são ser humanos e fizeram
coisas para chegar aonde chegaram, que
não querem que você saiba, pois o jogo é
sujo. Todos têm um esqueleto no armário.
Todos, todos, de todos os lados. Todos
têm seus fãs e os seus inimigos.
defendem um nome. Aliás, defender o nome
vai sempre lhe meter
[limpando a garganta] em apuros com
alguém que conhece o cara das antigas,
né? Mas ninguém vota com a cabeça. Essa
que é a verdade. A nossa escolha é muito
mais visceral e emotiva do que qualquer
um de nós queira admitir. Por mais que a
gente tente justificar o nosso voto, a
verdade é que a gente vota com emoção,
com coração. E é por isso mesmo que os
candidatos investem tanto em propaganda.
Propaganda não é uma via informativa de
comunicação.
Propaganda é fundamentalmente um meio de
manipulação.
Você é manipulado para comprar um tênis,
uma calça ou um carro. Baseado na imagem
que anúncios lhe passarão que prometem a
vida como você sempre quis. Se tão
somente você comprar aquilo que eles
estão vendendo.
Esta é a base de toda propaganda
política também. E propaganda não se
limita a falar dos planos, projetos e
virtudes do candidato. Também
compreendem os boatos e escândalos que,
uma vez desenterrados, são espalhados
pelos meios supostamente
hã
neutros de informação,
ou seja, os jornais que não são veículos
de informação, mas de manipulação.
E não se engane sobre isso. Nenhuma
notícia negativa sobre um candidato,
seja verdadeira ou não,
é divulgado
para nos informar melhor e sim para nos
manipular. A melhor atitude sobre todas
essas notícias devia ser, hum, será?
Isso não quer dizer que não haja reais e
boas razões para se escolher um
candidato e não o seu oponente? Ah,
existem sim, mas a maioria não se dá ao
trabalho de pesquisar, entender, eh,
procurar saber quem realmente é esse tal
candidato que se proponha ocupar um
cargo público.
Nós nos contentamos em saber em quem o
nosso vizinho vai votar, ou nosso amigo,
ou um membro da família, ah, ou um
colega de trabalho, eh, que por sua vez
também estão seguindo o exemplo de
outros. E e aí vai, né, vai assim uma
cascata, numa corrente de recomendações,
eh, seguindo dicas de alguém, eh, que
por sua vez segue a dica de alguém, que
por sua vez segue a dica de alguém.
Então, o voto
mais se parece como uma onda. Milhares
de gotas se juntam e seguem o embalo, o
suel, a direção da correnteza.
Nesse sentido, não será uma lógica que
vai ganhar a eleição, não é uma equação
que se fecha, vai ser quem tiver o
melhor embalo.
Esse embalo tem sua maior força dentro
das bolhas.
Os tão falados currais eleitorais,
alguns são controlados, muitos são
controlados por famílias, feudos e
dinastias. Outros são controlados por
sindicatos e associações agremiativas,
até por por facções. E como vimos no
documentário Brasil Evangélico,
produzido pelo próprio Brasil paralelo,
um canal excelente, por sinal, alguns
correm dentro da própria igreja, alguns
currais eleitorais estão na própria
igreja. E aqui que é o nosso problema,
né? é onde a o problema realmente
acontece para mim, [roncando] pois a
política sempre vem encapado por
sentimentos e convicções genéricas que
têm raízes profundas.
Vou falar de uma delas apenas, né? E
quero deixar claro que há muitas
orientações, muitas eh convicções que
entram em jogo aqui. Mas um dos fatores
mais óbvios no Brasil de hoje é esse
embate entre o progressismo e o
conservadorismo. Muitos não sabem o que
é isso. Deixa eu só usar o exemplo do
progressismo. O progressismo se baseia
numa visão do mundo que não se limita à
política. O progressismo é simplesmente
a convicção de que tudo que há de novo é
melhor do que o que já existe. O
progresso sempre caminha para o alto,
para o melhoramento das coisas. O
computador é melhor do que a máquina de
escrever, que é melhor do que o bloco de
papel, que é melhor do que o contador de
causas à luz de uma fogueira. Progresso.
Recentemente estamos vendo o avanço
desenfreado de inteligência artificial.
Muitos acham que esse progresso é tudo
de bom. Eh, e os anúncios são os mais
assim cheios de adrenalina, né? Aprenda
esse i a usa aquele. Mas muitos também
estão começamos a a desconfiar
desses avanços
por uma série de razões. Há pessoas
deixando de gastar tempo na internet,
pelo menos tanto tempo na internet,
estão tentando se disciplinar a ficar
menos tempo na internet. Há pessoas
deixando de usar livros eletrônicos. Eu
leio livros eletrônicos, mas eu confesso
que eu tô voltando para livros de papel.
É melhor para mim. Há pessoas fazendo
jejum de redes sociais, estão começando
a entender que esse tão celebrado
progresso
custa mais do que a gente imaginava e
talvez esse custo pese mais do que o
benefício vislumbrado.
Mas o progressismo é uma filosofia que
precisamos entender. Ele nos cerca e nos
manipula sem que percebamos.
E são poucos que dão nome aos bois nesse
particular. Há anos eu tenho dito que
não há nenhuma vantagem em viver na
crista da onda se a onda estiver indo na
direção errada. E muitas ondas de
progresso estão indo na direção errada.
Bom, na política há uma vertente que
vive pelo credo progressista. O
progresso é sempre melhor. Tudo tem que
mudar. O que existe tem que ser largado
para abraçar novos rumos, novas opções,
novas soluções, pois novos rumos são
sempre bons e os antigos são
retrógratas, são descartáveis, são
ultrapassados e são ruins. Nessa hora
ninguém se lembra que não se mexe em
time que está ganhando. Só que nenhum
time está ganhando o tempo todo, não é
verdade? Então, sempre há espaço para
melhorar, mas não necessariamente para
revisar tudo e mudar tudo. Não
precisamos quebrar o prédio se apenas
uma boa pintura num dos quartos resolve.
O problema é que o progressismo vem com
gana e trata quem quer preservar algo do
passado como um inimigo do bem. Pois
progressismo é bom e tudo mais é ruim.
Mas há progressos que não são para cima
e sim são para baixo. Entender isso não
faz parte da propaganda, pois o a
propaganda não se preocupa com uma visão
equilibrada das coisas. Propaganda só
sabe vender o peixe. Compra, compra,
compra, vota, vota, vota. Tem que mudar.
Vamos lá. E os dois lados vão usar
propaganda
que não cria convicções equilibradas.
Propaganda gera consumidores e
militantes. E é na militância que mora o
nosso problema
dentro da igreja do Senhor Jesus Cristo.
Especialmente desde o advento das redes
sociais, as diferenças têm se tornado
mais e mais acirradas e dramáticas.
O clima político não é pacífico, pelo
contrário, é um clima de confronto, de
inimizade. Quem não é do nosso lado é
tratado como um traidor, como um
alienado, como um idiota, como um
genocida. é tratado como um inimigo da
pátria e consequentemente como o nosso
inimigo. Tanto os progressistas quanto
os conservadores buscam a mesma coisa,
só que no seu íntimo não concordam com
os meios que devem ser empregados e não
concordam com os fins vislumbrados. E é
nos meios que a maioria das guerras
estão sendo travadas. Há pessoas
sinistras e de má intenção concorrendo
para uma vaga no poder. Sim, claro que
há.
Mas assim que você identifica um, você
se declara inimigo de quem o defende. Ou
se a sua convicção ou o seu oponente é
fruto
de propaganda,
você não tem nem como raciocinar direito
sobre isso. E é por isso que a guerra
não é natural, é a criação dos grandes
manipuladores de massa. E não se engane,
todo mundo faz parte da massa, de uma
massa ou de outra massa. Deixar isso
adentrar à igreja
é morte, é um veneno. Pois na igreja não
deve haver partidarismo. Paulo repete
isso vez após vez, que devemos todos ter
a mesma maneira de pensar. Ele disse
para aos Coríntios, vocês estão, um diz
que é Paulo, outro diz que é Pedro.
Vamos levar pro pro pra política. Um é
da direita, outra da esquerda, outra é
da compaixão, do amor, né?
Mas Paulo disse, temos que ter o mesmo
modo de pensar. Isso não quer dizer que
temos que pensar as mesmas coisas, nem
tampouco ter os mesmos candidatos, mas
temos que ter o mesmo modo
de pensar.
Quando falamos de política, não estamos
discordando de fatos, mas de impressões,
de convicções, de sentimentos e de
anseios. Segurança pública, por exemplo,
é uma das grandes preocupações que vão
orientar os votos este ano. Não é um
assunto qualquer, não é frio, é algo que
tira o sono. Então, o voto em alguém que
não promove segurança pública é visto
como um voto irresponsável e perigoso e
que não leva em conta a segurança dos
nossos filhos e netos. Mas não é tão
simples assim. E temos que entender que
a maioria das pessoas hoje em dia tem
muitas convicções que entre si não fazem
parte de um todo coerente.
Sofremos de de uma de uma incoerência
cognitiva, não é? De um conflito
interno. Podemos amar a vida e chorar
por cachorrinhos perdidos na rua
enquanto achamos que alguém deveria ter
o direito de tirar a vida de uma criança
ainda na no ventre da sua mãe. Olhe só.
Hum. Eh, eh, mas quando alguém grita
hipocrisia, fechamos o tempo e passamos
a tratar essa pessoa como um inimigo.
Na igreja
temos que entender que há prioridades.
Acima de tudo, a igreja deve buscar
resgatar pessoas da perdição eterna.
Essa é a primeira e mais importante
prioridade da igreja. A igreja deve
promover o discipulado e uma vida que
reflete a presença e vida no Espírito
Santo. Piedade é o nosso alvo. Viver
perante a face de Deus pacificamente e
em comunhão uns com os outros. Se o
nosso hábito de comer carne ofende
alguém, como disse Paulo, devemos nos
abster de comer carne.
Eh, como um exemplo ou de seguir dias eh
supostamente santos. Um acha que tem
dias santos, outros diz que não. Mas se
nossa convicção política, agora vamos
paraa política, ofender e quase todas
elas ofendem alguém, nós devemos ter
cuidado quando tratarmos este assunto
com irmãos na fé. Temos que pegar leve.
A última ele a anterior também deixou
sequelas na igreja.
Houve uma falta de graça entre os
membros da igreja. Alguns se feriram. e
saíram das suas igrejas e sem entrar no
mérito de quem ganhou, não ganhou. Uma
coisa é certa, a igreja perdeu. E
lamento dizer que acho que ela vai
perder de novo. E mais ainda, a igreja
se secularizou e vai se secularizar
ainda mais. Com isso, perdemos a
essência da igreja. Perdemos o que é
mais precioso, que é a liberdade
do espírito entre os irmãos, a
capacidade de olhar o nosso irmão como
um irmão, como parte de uma família. Eu
não estou dizendo que temos que manter o
nosso voto secreto somente. Não estou
dizendo que não devemos nos envolver com
a política.
Não é uma questão de posição que está em
jogo, é uma questão de tom. Como você
leva isso? tem que levar respeitosamente
as suas convicções. Agora, levar isso
para o púlpito aí não pode. Isso rebaixa
o púlpito para algo que ele não é. O
púlpito é um altar, não é um palanque. O
pastor é um pai, não um influenciador. O
pastor tem que ser o pastor de
conservadores e de progressistas com o
mesmo amor e longanimidade.
Ouça isso. Com o mesmo amor.
O pastor tem que amar os seus membros
progressistas e tem que amar os seus
membros conservatores igualmente.
Agora, certamente Jesus chamou Herodes
de raposa. Ele não escondeu sua opinião
sobre o que achava do tetrarca da
Palestina, mas ele não se engajou nos
movimentos políticos da sua era.
Ainda creio que nossa maior missão nesse
sentido
não é o voto, é oração. Temos que orar
pela nossa nação. Precisamos
urgentemente orar. Que Deus salve o
Brasil, pois Brasil precisa de salvação.
A sua alma está podre.
Nosso problema não é essencialmente
político, é espiritual. E a nossa nação
não está bem espiritualmente.
Precisamos de um mover do espírito como
nunca houve na nossa história. Para
isso, a igreja precisa dobrar os seus
joelhos e não carregar cartazes.
Para isso, a igreja precisa amar os seus
inimigos e não xingá-los.
Para isso, a igreja precisa socorrer os
necessitados e não lançar essa missão
nos hombros do estado. Para isso, a
igreja precisa se arrepender dos seus
muitos e repetidos pecados e para e
parar de apontar o dedo na direção dos
outros. Temos que tirar a trave do nosso
próprio olho. E como temos traves, meus
queridos irmãos, como temos traves nosso
olho.
É isso.
[suspirando] Antes de ir para você que
fica comigo até o fim, quero te lembrar
que a cada dia, cada um de nós que
cremos em Jesus Cristo tem Deus para
glorificar, Jesus para imitar, salvação
para desenvolver com temor e tremor, um
corpo para glorificar a Deus, pecados
para confessar, virtudes para adquirir,
o inferno para evitar, o céu para
alcançar, eternidade para não perder de
vista. Tempo para remir, vizinhos para
servir, o mundo para desfrutar, a
criação para cuidar, ofensas para
pacientemente suportar, bondades para
voluntariamente praticar, justiça para
almejar, tentações para vencer e a morte
para possivelmente sofrer. E em tudo
isso, o amor de Deus para nos sustentar.
É isto. Até a próxima.
A paz.

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