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A fé vem pelo ouvir

Quando a Obediência Alimenta o Monstro – Romanos 7:24–25 | Josemar Bessa

Quando a Obediência Alimenta o Monstro – Romanos 7:24–25 | Josemar Bessa

Quando a Obediência Alimenta o Monstro – Romanos 7:24–25 | Josemar Bessa

O monstro não aparece apenas quando fazemos o mal.

Às vezes, ele aparece justamente quando começamos a nos orgulhar do bem que fazemos.

Em Romanos 7, Paulo nos leva para dentro de uma das guerras mais profundas do coração humano: a luta entre o desejo de obedecer a Deus e o pecado que ainda habita em nós.

E a história de Dr. Jekyll e Mr. Hyde — conhecida como O Médico e o Monstro — oferece uma imagem perturbadora dessa realidade.

Henry Jekyll acreditava que poderia separar o homem respeitável do monstro.

Mas o problema era muito mais profundo.

Hyde não vivia apenas na perversidade de Jekyll.

Ele também podia se alimentar de sua virtude.

De sua comparação.

De sua justiça própria.

De sua sensação de superioridade.

Porque existe uma forma de pecado que quebra a lei.

E existe outra que usa a própria obediência para fugir da graça.

É por isso que Romanos 7 não termina com Paulo perguntando:

“Que método poderá me libertar?”

Ele pergunta:

“Quem me libertará?”

E então vem a resposta:

“Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!”

Neste vídeo, veremos por que disciplina, moralidade, força de vontade, religião e boas obras não podem ressuscitar o coração.

A lei é santa.

Mas a lei não é o Salvador.

A consciência pode acusar.

Mas não pode justificar.

A disciplina pode conter comportamentos.

Mas não pode criar um novo coração.

O Evangelho não veio apenas para transformar pessoas más em pessoas melhores.

Ele veio ressuscitar mortos.

Por isso, não apenas o homem mau precisa ser perdoado.

O homem bom também precisa ser convertido.

Ao longo desta mensagem, vamos passar por Romanos 7, pela história de Jekyll e Hyde, pela justiça própria de Paulo, pela estrada de Damasco, pela luta contra o pecado e, finalmente, pela única resposta capaz de vencer aquilo que a virtude nunca conseguiu matar:

Jesus Cristo.

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📖 TEXTO PRINCIPAL

Romanos 7

“Miserável homem que eu sou! Quem me libertará do corpo sujeito a esta morte? Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor!”
— Romanos 7:24–25

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🔥 TEMAS DESTA MENSAGEM

Romanos 7
Jekyll e Hyde
O Médico e o Monstro
pecado
justiça própria
depravação humana
santificação
regeneração
novo nascimento
graça de Deus
lei e Evangelho
mortificação do pecado
justificação pela fé
justiça de Cristo
teologia reformada
doutrinas da graça
Evangelho
Jesus Cristo

━━━━━━━━━━━━━━━━━━

O problema do homem não é simplesmente que algumas de suas ações são más.

O problema é que até coisas boas podem ser curvadas para servir ao próprio eu.

Podemos estudar a Bíblia para conhecer Cristo — ou para sermos admirados.

Podemos defender a verdade por amor à verdade — ou porque precisamos vencer.

Podemos servir — e secretamente desejar que todos percebam.

Podemos obedecer — e transformar nossa obediência em argumento para acreditar que Deus nos deve alguma coisa.

O pecado consegue até vestir roupas religiosas.

Por isso o Evangelho precisa fazer algo muito maior do que melhorar nosso comportamento.

Precisamos nascer de novo.

Precisamos de uma justiça que venha de fora de nós.

Precisamos de Cristo.

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#Romanos7 #TeologiaReformada #Evangelho

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Legendas automáticas:

Amém, queridos. Graça e paz. Hoje eu
quero continuar olhando para Romanos 7
24, 25, né? Miserável homem que sou,
quem me livrará do corpo dessa morte?
Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso
Senhor.
Então, eh, vamos fazer uma pequena
viagem.
O dia estava claro, o inverno havia
deixado o ar limpo sobre o regentes
parque. Os pássaros quebravam silêncio,
o sol pousava sobre o banco. E o Dr.
Henry Jackel, depois de 3 meses de
disciplina exemplar, não tomou mais a
poção, permitiu-se descansar.
Ele havia vencido.
Era isso que ele pensava. Durante
semanas, não é?
Eh, mantivera o Edward Heide trancado,
sem tomar poção. Nenhuma nova violência,
nenhum desaparecimento noturno, nenhuma
porta fechada às pressas,
nenhum vestígio das mãos pequenas e
deformadas daquele ser que saía de
dentro dele. Jackel fizera mais do que
isso. Ele abriu os bolsos, ajudou os
necessitados, aliviou sofrimentos de
pessoas, visitou pessoas, praticou
bondade.
O homem respeitável havia declarado
guerra definitiva ao monstro. E por três
meses o homem respeitável parecia
vencer. Então veio o pensamento, não uma
eh agressão, não uma blasfêmia, não uma
fantasia
criminosa,
uma comparação.
Ele vi
olhou para os outros homens e contemplou
a própria benevolência.
viu a preguiça deles, viu a frieza
deles, viu a superioridade de sua
dedicação e sorriu. Naquele instante,
uma náusea atravessou seu corpo, os
ossos se comprimiram,
a pele mudou, as mãos se tornaram
mais escuras e nodosas, a roupa ficou
grande e apareceu.
Não depois de uma noite de libertinagem,
não depois de uma decisão cruel, não por
ter tomado a poção, não depois de
abandonar a virtude. Heide apareceu no
auge da autoaprovação
de Jacob. Era como se ele estivesse
dizendo que finalmente, né, igual lá o
fariseu, ele não era como os outros
homens. O monstro não foi alimentado
somente pela maldade,
também bebeu da virtude usada para
glorificar o virtuoso. É a primeira vez
na história que o Dr. Jackel vira Hide
sem tomar a porção.
Essa é a cena que abre Romanos 7 diante
de nós, né? Não porque Paulo conte a
história de um médico e de uma poção,
mas porque ele revela algo que
Stevenson, né? que escreveu o livro
Médico e o Monstro quase alcançou. O
pecado não habita apenas nas regiões que
chamamos de perversas.
Ele pode vestir o terno do homem
decente, abrir a Bíblia, cumprir
deveres, dar esmolas, dar ofertas,
defender a verdade e ainda assim curvar
tudo para o próprio nome, fazer tudo com
a força e o propósito do próprio ego. É
um hide que transgride, que faz coisas
reprováveis.
E também há um hide que obedece. Um diz:
"Ninguém me governará". O outro diz:
"Minha obediência obrigará Deus a me
honrar. Deus me deve coisas.
Eu fiz por onde, não é? Eh, não é graça
soberana, né? Um foge da lei quebrando a
lei como Mr. Hyde, né?
O outro foge da graça usando a lei.
Ambos querem a mesma coisa, o trono. E
por isso que a simples exortação seja
melhor, não alcança nem de perto o
centro do problema humano. A virtude
pode restringir comportamentos, pode
proteger o próximo, pode organizar
cidades, pode impedir que os desejos se
transformem em crimes visíveis ou atos
deploráveis, mas não pode mudar ou
ressuscitar o coração. De um lado e de
outro, continua centrado no ego. E
quando usada como projeto de
autossalvação, a própria virtude se
torna eh alimento para o orgulho que
deveria combater.
A própria virtude, na verdade, é pecado.
Paulo não escreve Romanos 7 para ensinar
resignação diante do pecado. Ele escreve
para destruir nossa confiança nos
instrumentos errados. A lei é santa, mas
não é salvador. Ela sequer é um plano de
salvação. A lei veio para que o pecado
abundasse, para mostrar
a verdade do coração do homem.
A vontade possui decisões, mas não
possui ressurreição.
O homem faz o que quer, mas ele é a
escravidão da vontade, como Lutero
chamou. Sua vontade é escrava do pecado.
O homem sempre escolhe o que ele ama e o
homem caído ama o pecado.
Então a consciência acusa, mas não pode
fazer mais nada a não ser isso. A
disciplina pode conter,
mas não cria um novo coração para amar
Deus, a santidade e desfrutar da beleza
de Deus. Por isso, o apóstolo, depois de
olhar para dentro e encontrar uma guerra
em que sua força não podia resolver, não
diz: "Que homem desorganizado eu sou.
Preciso de um método melhor. Preciso
usar melhor meu livre arbítrio." Ele
clama: "Miserável homem que eu sou". Ele
não disse: "Miserável coisas que eu
faço, miserável homem que eu sou". E não
pergunta que técnica me libertará.
Pergunta quem?
me libertará. A resposta não é uma poção
mais forte. O Dr. Jackel achou que podia
tomar uma poção e separar o mal dele do
que é bom até descobrir que até o que
ele achava que era o lado bom era mau
também e era escravo do ego.
Não é uma versão mais determinada do Dr.
Jack é o que nós precisamos ou uma poção
melhor. Não é um conjunto mais severo de
regras e disciplina.
é uma pessoa. Graças a Deus por Jesus
Cristo, nosso Senhor.
Então, eh, esse vídeo começa naquele
banco, no momento em que o homem bom
descobre que sua bondade não matou o
monstro, fazia parte da monstruosidade
e termina diante de outro homem, um
homem sem raide, um homem que enfrentou
o tentador sem ceder, um homem que
obedeceu
perfeitamente, sem orgulho, um homem que
morreu carregando a culpa de monstros e
ressuscitou para dar-lhes uma identidade
que o pecado não pode devorar.
Entre o banco e o túmulo vazio, uma
revolução acontece. Não apenas o homem
ma precisa ser perdoado. O homem bom,
entre aspas, precisa ser convertido
finalmente.
Então, antes de lutar contra o pecado,
precisamos perder a mentira
de que apenas
os outros carregam o abismo e que há
algo bom em nós que pode pelo menos
fazer parte da nossa salvação e receber
algum crédito por causa disso.
Eh, Paulo poderia ter escondido, é, o
conflito, né? Eu não sei se o microfone
tá perto ou longe, não sei. Eh, sua
posição,
a posição de Paulo lhe oferecia razões
humanas para isso. Ele era apóstolo,
plantador de igrejas, pregador aos
gentios, autor de cartas que já
circulavam naqueles dias entre as
comunidades cristãs. Havia sofrido
prisões, açoites, rejeição e fome por
causa do evangelho. Se alguém precisava
preservar uma imagem de
invulnerabilidade,
parecia ser ele. Mas Romanos 7 não
protege a reputação apostólica.
Não entendo o que faço. O que quero
fazer, não faço. O que odeio, isso faço.
Quando quero fazer o bem, o mal está
junto a mim. Não é a linguagem de um
líder construindo uma plataforma. É a
linguagem de um santo diante da luz.
Isso perturba nossas categorias porque
gostamos de imaginar a maturidade como
distância crescente da percepção de
pecado. O iniciante confessaria muito, o
avançado confessaria pouco. É a ideia. O
cristão imaturo se sentiria miserável. O
maduro se sentiria quase impecável.
Paulo inverte a cena. Quanto mais
profunda a comunhão com Deus, mais
intolerável se torna aquilo que antes
parecia pequeno para nós. Quanto mais
clara a santidade divina, mais visível a
corrupção,
a corrupção remanescente.
Quanto mais o coração ama
e a Deus contempla a beleza da sua
santidade, ama a sua palavra, mas
dolorosa é cada desobediência. O homem
longe da luz pode achar o rosto limpo. O
homem perto da luz vê a poeira. Por isso
Paulo fala no presente. Nos versículos
anteriores, ele descrevera como o
mandamento chegara e o matara. Ele tá
falando no passado. Eu vivia, o pecado
reviveu. Tá no passado. Você vê eu
morri. Agora, porém, a gramática muda.
Eu sou, eu faço, eu não faço, eu vejo. A
batalha não pertence apenas ao passado
do fariseu, pertence ao presente do
apóstolo.
Isso não significa que nada mudou, não
é? Significa que a mudança foi tão
profunda que produziu uma guerra nova.
Antes Paulo podia pecar sobre a
cobertura da justiça própria. Agora
existe dentro dele um deleite verdadeiro
na lei de Deus. O pecado já não governa
em paz. O pecado é um usurpador.
Outra coisa está no trono. E agora o
pecado encontrou uma resistência,
encontrou um novo princípio, encontrou o
espírito.
A confissão do apóstolo não é prova de
derrota,
é evidência de vida. Cadáveres não
sentem guerra. prisioneiros satisfeitos
não eh clamam por libertação. Coraçãos
que odeiam
a lei, não amam a santidade, não
lamentam por contrariá-la.
Paulo não está dizendo: "O pecado
continua sendo meu Senhor". Ele está
dizendo: "O invasor continua dentro da
casa que agora pertence a Cristo". Essa
distinção impede impede dois erros. O
primeiro é o triunfalismo. Imaginar que
o cristão maduro ultrapassa a
necessidade de vigiar, confessar e
mortificar. O segundo é o desespero.
Concluir que a presença da luta prova a
ausência da graça. Romanos 7 não permite
nenhum dos dois. O apóstolo não esconde
o monstro, mas também não entrega a ele
a escritura
da casa.
Então, carregamos uma curva
imaginária na cabeça. Em uma extremidade
colocamos os santos extraordinários,
homens e mulheres que parecem feitos de
material superior, missionários,
mártires, reformadores, puritanos,
pessoas cujo nome termina em hospitais,
escolas ou biografias.
Na outra extremidade, colocamos eh
ditadores, assassinos, torturadores
e criminosos que julgamos pertencer à
outra espécie moral. No centro colocamos
a maioria, nós, nem santos heróicos, nem
monstros históricos, pessoas
razoavelmente boas, com defeitos, porque
ninguém é perfeito, explicáveis, né?
Defeitos explicáveis e intenções
aceitáveis. Essa curva nos oferece
conforto. Podemos admirar os melhores
sem sentir obrigação de ser como eles.
Podemos condenar os piores sem suspeitar
que a mesma raiz vive em nós.
Então, podemos permanecer no centro
protegidos pela mediocridade moral.
Então, Paulo fala: "Não criminoso
anônimo, não um homem conhecido por
escândalos, não um pagão sem escritura."
Paulo. E ele diz: "Nada bom habita em
mim, isto é, na minha carne."
A frase derruba a curva. Se o apóstolo
encontra uma profundidade de corrupção
que o faz clamar, ninguém pode construir
segurança a partir da comparação com
outro ser humano. A questão já não é
estou acima de quantas pessoas? A
questão é o que a luz de Deus revela em
mim. A Bíblia não ensina que todos
cometem os mesmos pecados em igual
medida. Não transforma diferenças reais
de caráter, freios providenciais,
educação, responsabilidade e culpa em
uma massa indistinta,
mas ensina algo mais devastador.
A raiz é a mesma. A raiz é comum. O
orgulho, o ego é que provoca
as grandes genocídios e a fofoca, a
amargura, a inveja. O desejo de ser o
centro é o problema e ele está em todos.
A resistência ao senhorio absoluto de
Deus. Você vê que mesmo na igreja dos
nossos dias, como há uma resistência ao
senhorio de Deus sobre a salvação.
Se o homem não tiver uma participação
decisiva final, as pessoas que se dizem
cristãs não.
Então, a disposição de usar dons,
pessoas, moralidade e até a religião
para exaltar o eu, o ego.
Em alguns, essa raiz produz violência.
Em alguns, por ele ter muito poder, essa
violência atinge centenas, milhões. Em
outros, ela gera o quê? Censo de
superioridade.
Em alguns, sensualidade pública,
moralidade visível. Em outros, frieza
respeitável. Em alguns desprezo pela
lei, em outros orgulho por obedecer a
lei.
Os frutos variam, a árvore é a mesma.
Essa verdade explica por homens
aparentemente comuns podem sob certas
circunstâncias praticar horrores. Muitos
homens que praticaram horrores, muitos
alemães que entregaram judeus na Segunda
Guerra Mundial, eram pessoas que achavam
que nunca fariam isso. Até sentir que
poderiam morrer,
que poderiam ser eh mal interpretados,
que sua família poderia sofrer.
Então, eh, essa verdade explica então
porque esses homens aparentemente comuns
podem sob certas circunstâncias praticar
horrores. Não é necessário importar um
monstro de fora. Basta remover os freios
ou oferecer poder, né? Alimentar
ressentimento, justificar crueldade e
dar ao coração a oportunidade de mostrar
o que sempre desejou.
Basta estar às vezes com raiva,
se sentir prejudicado.
Também explica porque homens religiosos
podem perseguir em nome da verdade.
Saulo não abandonou sua moralidade para
segurar os mantos daqueles que
apedrejavam Estevão.
Foi sua moralidade
sem novo coração que o levou até lá. Seu
zelo separado da graça tornou-se
combustível para violência santa aos
próprios olhos. Paulo não era
o centro saudável da curva.
Ele era um homem morto usando vestes
religiosas
e usando moralidade irrepreensível.
Quando a luz o alcançou, não informou de
que precisava se mover alguns pontos na
direção dos santos, porque ele já estava
bem perto deles. Derrubou no
chão, cegou seus olhos, desfez toda a
sua contabilidade ou a sua ideia de
contabilidade, mostrou que seus lucros
eram perda. A graça não ajustou sua
posição no na curva, destruiu a curva
inteira, mostrou que ela não existe.
Então, um homem um homem trabalha
durante horas, por exemplo, em uma sala
de iluminação fraca,
com pouca iluminação, antes de sair,
passa a mão pela cabeça, olha
rapidamente para um espelho pequeno e
conclui que está
OK, está apresentável. Depois entra em
uma sala de jantar brilhante. Há luzes
acima da mesa, lustres, espelhos altos,
superfícies claras e de repente ele
percebe que espalhou manchas escuras
pela testa. As manchas não surgiram
naquela sala iluminada. A luz apenas as
revelou. Assim acontece na vida
espiritual. Muitos interpretam
a crescente percepção de pecado como
regressão. Pensam: "Eu me sentia melhor
anos atrás. Hoje vejo orgulho em minhas
orações, egoísmo em meu servir,
impaciência em minha firmeza, vaidade em
minha generosidade. Talvez eu esteja
pior.
Talvez alguns pecados realmente tenham
crescido e precisam ser enfrentados com
urgência, né? Mas há outra possibilidade
também. Você está mais perto da luz.
Antes via apenas atos e achava que o que
você fazia estava bom. Agora percebe
motivos.
Antes você confessava explosões. Agora
percebe o ressentimento que preparou
aquelas explosões mesmo quando você não
explodiu.
Antes você lamentava palavras cruéis que
saíram dos seus lábios. Agora você vê o
desejo de dominar que escolheu aquelas
palavras.
o desejo e o orgulho que te contém.
Antes pensava que servir era suficiente,
agora percebe quanto desejava ser notado
enquanto servia ou quanto se ofendia ou
eh se ofende quando não é percebido o
quanto você serve. Então, a santidade de
Deus não cria sujeira. Ela encerra a
nossa capacidade de ignorar o que antes
ignorávamos facilmente. É por isso que
homens mais maduros frequentemente falam
de sua pecaminosidade com mais
seriedade, não menos. O iniciante
compara-se com pessoas, o maduro
compara-se com Cristo. O iniciante mede
o comportamento externo. O maduro vê a
lei descendo até os pensamentos, afetos
e desejos.
Na penumbra, a alma se absolve diante da
glória de Deus. Põe a mão na boca. Como
Jó sabe que diz?
Põe a mão na boca. Não vou falar mais
nada. Antes eu te conhecia de ouvir
falar, mas agora os meus olhos te vem e
me abomino no pó e na cinza. Isaías não
caiu porque naquele dia se tornara mais
impuro. Isaías era o que ele já era, né?
Caiu porque viu o Senhor
como nunca tinha visto antes.
Jó não se arrependeu no pó porque
recebera novas acusações humanas. Ele
arrependeu-se porque seus olhos viram
Deus. Paulo não se tornou menos santo
quando escreveu Romanos 7, tornou-se
incapaz de chamar trevas de cinza. Essa
percepção, porém, não deve ser
confundida com incredulidade. O espírito
que mostra as manchas é o mesmo espírito
que nos leva ao sangue.
A luz não entra para nos deixar
contemplando sujeira eternamente. Entra
para impedir que façamos paz com ela e
para tornar Cristo cada vez mais
precioso aos nossos olhos. O cristão
maduro não diz apenas sou pior do que
pensava, diz também: "A graça é maior do
que eu compreendia". A sala fica mais
clara, as manchas ficam mais visíveis, o
sangue fica mais glorioso.
Luis Stevon escolheu o nome com cuidado,
Hide.
Mr. Hide, um som que carrega a ideia de
esconderijo. O mal no coração não deseja
apenas agir, deseja permanecer oculto.
O culto do próximo, oculto da igreja,
oculto da família e, acima de tudo, o
culto do próprio dono.
O Dr. Jackel não sabia que ele tinha um
monstro tão grande dentro de si. Aquilo
se ocultava até dele com
racionalizações, desculpas.
Não suportamos conhecer a extensão de
nossa corrupção. Por isso construímos
explicações. Por isso o humanismo
secular é tão abraçado. Por isso, as
explicações da psicologia secular quasem
que explicam todos os pecados como se
eles não fossem pecados. Chamamos
orgulho de personalidade forte,
chamamos controle de responsabilidade.
Chamamos inveja de senso de justiça,
chamamos medo de prudência.
Chamamos ansiedade, não é, de
temor apropriado,
ou damos um nome terapêutico, chamamos
preguiça de necessidade de paz, chamamos
covardia de equilíbrio, chamamos
curieldade de ser sincero. O coração
funciona como advogado de si mesmo,
reúne circunstâncias atenuantes, produz
testemunhas favoráveis, seleciona só as
lembranças que importam, compara nossas
intenções com os atos dos outros. Com os
outros o que vale é o que ele faz. com a
gente não é o que a gente faz, é, são as
nossas intenções. E quando não consegue
negar o pecado, negocia seu nome. Foi um
erro, foi uma fase. Eu estava sob
pressão, não é? Eu eh estava com
problemas.
Ou então diz, qualquer pessoa no meu
lugar faria o mesmo.
A verdade em reconhecer circunstâncias,
somos criaturas situadas. Pressões
revelam e intensificam fraquezas que já
estavam lá. Mas nenhuma circunstância
cria do nada o desejo que encontra
dentro de nós. A ocasião abre portas. O
hóspede já estava na casa. É por isso
que a pergunta, o que aconteceu com ele?
Nem sempre alcança a raiz do mal. Algo
pode ter acontecido. Injustiças podem
ter sido reais. Feridas podem explicar
caminhos. Mas diante de Deus, a
responsabilidade não desaparece dentro
da explicação: eu fiz. Eu quis. Eu me
tornei. A cultura prefere monstros
absolutamente diferente de nós.
Assim pode observá-los com fascínio e
manter a própria inocência, entre aspas.
Queremos que o assassino tenha vindo de
um planeta moral distante.
Queremos uma causa que o transforme em
um mecanismo. Queremos uma explicação
eh
terapêutica. Queremos retirar a
categoria de culpa para não enfrentar a
possibilidade de que a mesma rebelião
possua formas menores, educadas e
socialmente aceitáveis dentro de nós.
Então, a Bíblia não nos oferece esse
abrigo. Ela diz que coração é que
procedem homicídios, adultérios,
imoralidades, roubos, falsos testemunhos
e blasfêmias. não vem da da da de algum
mal psicológico,
de de situações,
de ambientes ou de daquilo que as
pessoas fizeram a nós e por isso criaram
aquelas coisas em nós. Não vem do
coração. Homicídios, adultérios, eh,
imoralidade, roubo, falso testemunho,
blasfêmia do coração, não apenas do
ambiente, não apenas de sistemas, não
apenas de impulsos externos. Raide se
esconde porque sabe que se for visto
nossa narrativa de bondade natural
entrará em colapso.
Mas ele não pode ser mortificado
enquanto permanece sem nome. A graça
começa a libertar quando a luz nos faz
parar de dizer: "Eu jamais seria capaz
de fazer isso que a gente vê outra
pessoa fazer". E nos ensina a orar:
"Senhor, não me deixes entregues ao que
sou capaz de desejar.
Não me deixes cair em tentação, mas
livra-me do mal. Então, há coisas que
encontramos eh
melhor. Há coisa que escondemos dos
outros e conhecemos perfeitamente. Há
outras que escondemos de nós mesmos e
nem nós de tanta negação vemos mais.
Essas são mais perigosas. O pecado
oculto da sociedade ainda pode ser
confessado lá no quarto. O pecado oculto
do próprio coração precisa primeiro ser
descoberto. E essa descoberta raramente
acontece de modo confortável.
Paulo viveu anos sem conhecer Paulo.
Conhecia a sua linhagem, conhecia sua
escola, conhecia a sua disciplina,
conhecia a sua reputação, conhecia a
lei, não conhecia a cobiça que estava
usando tudo isso. Ele podia recitar
mandamentos e permanecer cego ao impulso
que os transformava em escada para a
própria glória, para a justiça própria,
para o ego. podia defender a honra de
Deus e ao mesmo tempo odiar o filho de
Deus. Podia chamar violência, de zelo,
podia perseguir a igreja e imaginar que
prestava culto a Deus. Essa é a força do
autoengano.
Ela não apenas nos permite praticar o
mal, permite praticá-lo sem consciência
eh dele e pior, permite praticá-lo com
consciência de virtude. Ainda achamos
que somos bons. O homem sensual sabe em
alguns momentos que deseja prazer
pecaminoso. O homem religioso pode
desejar supremacia e chamar isso de
fidelidade.
O tirano explícito sabe que o que ele
quer é poder. O líder piedoso pode
querer a mesma coisa e chamar de
proteção da verdade ou do rebanho ou de
Deus.
Haide aprende vocabulário santo. É por
isso que a palavra precisa penetrar até
a divisão da alma e espírito, juntas e
medulas, julgando pensamentos e
intenções. Como Hebreus diz, não basta
examinar o fruto com os olhos da
reputação. A raiz deve ser exposta pelo
Deus que sonda o coração. Quando isso
acontece, a experiência pode parecer uma
destruição.
A pessoa descobre que a generosidade
possuía fome de aplauso, que a doutrina
correta sustentava desprezo por outros,
que a disciplina espiritual e obediência
funcionava como moeda de superioridade
e de barganha e de merecimento de algo
de Deus, que a preocupação com a verdade
escondia prazer em vencer debates. Nada
disso torna a generosidade, a doutrina
ou a disciplina má em si mesmas. Mostra
que o pecado consegue parasitar coisas
boas.
O problema não está na luz, está no olho
que quer usá-la como espelho. O problema
não está na lei, está no coração que
deseja transformá-la em um pedestal para
o orgulho. Não é?
O problema não está na virtude, está no
eu que pretende ser adorado por meio da
virtude. Por isso, a verdadeira
iluminação não termina em
autocontemplação mórbida. O espírito não
abre o abismo para nos ensinar eh eh
fascínio por nós mesmos. abre para
destruir a esperança, qualquer esperança
de salvação que depositamos em nossa
melhor parte, em nossa parte
respeitável,
naquilo que nós achávamos bom em nós.
Enquanto o Dr. Jackel acredita que
Jackel salvará Jackel de Hide, a
história caminhará para o suicídio.
A liberdade começa quando ambos são eh
levados à cruz.
A cruz é para o aquilo que eu achav eu
chamava de bom em mim e aquilo que eu
chamava de mal em mim e para aquilo que
eu chamava de bom,
para aquilo que eu via como pecado e
aquilo que eu achava que era virtude,
justiça própria. A graça não melhora
nosso espelho. Ela acende uma luz que
transforma a reputação, aquilo que nós
achávamos melhor em nós em ruínas. E a
misericórdia soberana de Deus na nossa
única esperança.
Dr. Jackel precisou de uma porção, de
uma poção para ver o Hide, não é?
Inicialmente ele tomava a poção e então
ele conseguia ver o monstro que tinha
dentro dele. Paulo precisou o quê? do
mandamento. O mandamento, a lei foi a
poção para mostrar um monstro dentro de
nós. Não porque jamais tivesse ouvido a
lei. Desde menino Paulo conhecia as
palavras. A Torá moldara a sua educação.
Os mandamentos faziam parte da sua
memória, seus hábitos, sua identidade e
seu zelo. Mas a diferença entre ouvir o
mandamento e o mandamento chegar ao
coração. Durante anos, a palavra pode
permanecer diante de nós como mera
informação. Conhecemos a frase,
concordamos com a doutrina, ensinamos o
princípio, aplicamos aos outros. Então,
o espírito a faz.
A palavra atravessa a distância entre o
ouvido e o coração. Deixa de ser um
objeto que examinamos e se torna a luz
que nos examina.
Não ouvimos apenas não matarás. Ouvimos
o ódio dentro da civilidade, a raiva, o
ressentimento,
a fofoca,
a querer matar o outro com a língua, né?
Não ouvimos apenas não adulterarás.
Vemos a imaginação impura, não ouvimos
apenas não furtarás. Percebemos a mão
interior agarrando aquilo que Deus não
nos deu em inveja, em senso de
injustiça, em amargura, em falta de
contentamento.
Foi assim com Paulo, não cobiçarais. A
palavra não se limitava ao comportamento
visível, porque você vê nem é um
comportamento
cobiçar,
não é um ato eh externo. Não podia ser
satisfeita por um currículo. Entrava na
região dos desejos,
tocava o que nenhum tribunal humano
poderia medir, exigia não apenas mãos
limpas, mas um coração totalmente
satisfeito em Deus. de tal maneira que
não desejasse nada eh para ser completo
e nada junto com Deus para ser feliz,
mas apenas desejar tudo para a glória de
Deus, o que o Homem natural nenhum
jamais fez. Então, a poção funcionou,
Haide apareceu,
a posição foi a lei. Paulo viu que sua
obediência exterior não significava
pureza interior. Ele não apenas desejava
coisas, exigia delas identidade,
segurança e glória. Ele se gloriava na
criação, não é? Na seu nome, na sua
posição, como ele venceu, na sua
autoestima.
Eh, no caso dele não, mas outros na sua
família, nos seus filhos, na sua esposa,
né? Enfim, precisava estar acima,
precisava não ser como todo mundo,
precisava não ser como os outros,
precisava possuir uma justiça que
dependesse
eh eh dele mesmo, uma justiça que e
dispensasse misericórdia soberana. O
mandamento não criou a cobiça, ele
apenas a revelou,
mas fez ainda mais. A proibição tocou a
rebelião e a rebelião levantou a cabeça.
O pecado, aproveitando a oportunidade,
Paulo diz, dada pelo mandamento,
produziu em mim todo tipo de desejo
cobiçoso.
A lei é santa. O pecado é perverso. Tão
perverso que ele usa o que é santo como
ocasião para o homem ser pior ainda,
como ocasião para revolta. O limite
desperta a vontade de ultrapassá-lo.
O não desperta o desejo de ir em frente.
O não expõe o desejo de ser soberano e
de não ter ninguém que diga a última
palavra. A ordem lembra a criatura que
existe um Senhor e o coração caído
responde: "Ninguém me dirá o que fazer".
essência do pecado. A poção do
mandamento não oferece cura,
oferece diagnóstico. Ela não separa
Jackel de Heide. Ela mostra que os dois
bebem da mesma fonte e tem o mesmo
coração.
Então, os os primeiros mandamentos
podiam ser organizados
na vitrine. Paulo não se prostrava
diante de ídolos visíveis. Honrava o
nome de Deus. guardava os dias lá que
tinha que ser guardado, respeitava os
pais, honrava os pais, não assassinava,
não cometia adultério, não roubava, não
prestava falso testemunho de modo que
destruísse sua posição pública. Então,
então veio o 10o mandamento, não
cobiçaris. A última palavra abriu todos
os mandamentos anteriores. Porque a
cobiça não é apenas desejar o objeto do
vizinho, é desejar de modo desordenado.
É transformar algo criado em condição
para a felicidade.
É dizer que o criador não é suficiente
para a felicidade, que alguma coisa
criada
deve existir para minha felicidade.
Então, é transformar algo criado em
condição para felicidade. É dizer, sem
isso não posso descansar. Sem isso não
posso ter paz. Sem isso não sou ninguém.
Sem isso, a vida não vale a pena. A
cobiça faz promessas messiânicas.
Se eu possuir, você será salvo. Se eu
alcançar, você será visto. Se eu vencer,
você terá paz. Se todos reconhecerem,
você finalmente existirá e será alguém.
Você terá uma autoestima correta.
Dinheiro pode ocupar esse lugar. Amor
humano pode ocupar beleza, influência,
conforto, controle, filhos, esposo, né?
Esposa, cônjuge, ministério, ortodoxia,
até a moralidade
pode ser cobiçada.
Paulo cria justiça, isso parece nobre,
ou parecia nobre, né? Mas queria justiça
como propriedade própria, ou seja,
justiça própria, que desse crédito a
ele, título próprio, glória própria. Não
desejava apenas obedecer a Deus para a
glória de Deus. Ele queria glória para
ele. Desejava não precisar do Deus que
justifica o ímpio por misericórdia
soberana, sem dever nada ao homem.
O 10o mandamento revelou que o fariseu e
o libertino possuíam a mesma fome. O
libertino dizia: "Preciso do prazer sem
limites para ser livre". O fariseu
dizia: "Preciso da superioridade para
ser justo". Ambos diziam: "Deus não
basta".
Esse é o centro da cobiça.
Não contentar-se em Deus. Não estar
satisfeito em Deus. O coração cobiçoso
não precisa possuir pouco, pode ter
muito e vai continuar cobiçando outras
e outras coisas.
Cada conquista alimenta o buraco sem
preenchi-lo.
O reconhecimento de ontem se torna
silêncio. Hoje eu preciso de mais
reconhecimento. O sucesso obtido perde
brilho. A aprovação recebida precisa ser
renovada toda hora, todo dia, mais,
sempre mais. A cobiça é um poço sem
fundo, porque pede às criaturas aquilo
que somente o criador pode ser.
Por isso produz ira quando alguém
bloqueia o caminho do que eu acho que ia
me dar o que eu preciso.
Produz medo quando o objeto que eu acho
que me dá identidade ameaça partir.
produz inveja quando o outro recebe
aquilo que eu
desejo para ter eh todas as coisas que o
Deus me daria. Produz ansiedade quando o
futuro
parece incerto. Aquilo que eu consigo
pode ser perdido.
Produz desespero quando a perda
acontece.
Não são desejos simples, são exigências.
religiosas,
exigências espirituais que nós colocamos
em coisas criadas. O 10o mandamento não
apenas diz você quer demais, diz você
adora no lugar errado. E quando Paulo
viu isso, ele diz, eu morri. É possível
cobiçar uma vida moral.
A frase parece contraditória porque
associamos cobiça a bens proibidos. Mas
o pecado não precisa desejar uma coisa
má. Basta desejar uma coisa acima de
Deus, contra Deus ou no lugar de Deus.
Paulo cobiçava excelência espiritual,
excelência religiosa. Ele queria ser
irrepreensível, queria pertencer ao
grupo certo. Paulo queria possuir a
doutrina certa, queria superar os seus
contemporâneos,
queria ficar à frente em tudo que era
virtuoso.
Nada disso era apresentado como
rebelião. parecia devoção, mas a devoção
havia sido curvada para dentro, para o
eu, para o ego. A moralidade
irrepreensível tornou-se um meio de
escapar da graça soberana, de achar que
podia alcançar alguma justiça diante de
Deus, sem depender totalmente apenas da
justiça de Cristo, como todo homem, por
mais
impuro que ele visse. Então, a
disciplina se tornou um argumento de
cobrança. A ortodoxia se tornou um muro
de superioridade.
A lei que deveria conduzi-lo ao amor de
Deus e do próximo foi transformada em
máquina de produzir um Paulo admirável,
um Paulo que as pessoas podiam
reconhecer, um Paulo com um nome que as
pessoas respeitassem,
alguém na vida.
Isso explica sua crueldade. Quando a
identidade depende de ser o defensor
mais zeloso, qualquer pessoa que ameaça
o sistema ameaça a sua própria
existência. Estevão não era apenas um
homem com quem Paulo discordava por
supostamente deshonrar a Deus. Era um
ataque à arquitetura inteira da justiça
própria de Paulo. Se o que o Estevão
falava era verdade, então Paulo não era
nada.
daquilo em que sua própria identidade se
apoiava. Por isso ele consentiu, por
isso ele perseguiu, por isso ele
respirava ameaças. A cobiça religiosa,
né, pode ser tão violenta quanto a
cobiça sensual. Ambas pisam pessoas para
preservar algum Deus na sua vida,
algum Deus que alimenta o seu ego. A
diferença é que a religiosa escreve o
nome de Deus sobre o ídolo do eu. Em vez
de olhar para o eu, ele vai lá no eu e
bota Deus. Esse diagnóstico nos eh
alcança. Podemos desejar um ministério
frutífero porque amamos Cristo e as
almas. Amém. Mas podemos também desejar
um ministério frutífero, o mesmo
ministério, porque precisamos ser
indispensáveis,
reconhecidos.
As pessoas têm que reconhecer nossos
dons, não é? Então, podemos defender uma
doutrina porque é verdade revelada,
a honra do nome de Deus. E podemos
fazê-lo porque a vitória no debate
alimenta a nossa superioridade.
Podemos buscar santidade porque odiamos
o pecado e podemos buscar santidade para
olhar com desprezo quem ainda
não está no nosso nível.
O objeto externo não revela sozinho a
adoração interna falsa da cobiça. O
coração pode fazer incenso com qualquer
coisa, a mais santa e pura.
A lei expõe isso ao perguntar não apenas
o que você fez, mas por você fez, para
quem você fez, para a glória de quem
você fez, se era para a glória de outro
que não era você, se isso foi tirado,
por ego ficou tão afetado?
Por que você precisava disso para ter
uma identidade, para se sentir alguém,
para sentir que a vida valia a pena?
Porque você eh achou que podia
justificar a ansiedade
e todos os pecados? Quem receberia
realmente a glória do que você estava
fazendo? Diante dessas perguntas, Jacko
começa a mudar de forma. A bondade que
ele oferece ao mundo pode ser real em
seus efeitos horizontais.
O pobre realmente recebeu o pão lá do
dinheiro que ele deu. O sofrimento
realmente foi aliviado.
Deus em sua providência usa atos
imperfeitos para o benefício comum da
sociedade e para que a vida seja
possível até o plano dele chegar ao fim.
Mas diante do tribunal do coração, a
questão permanece. Quem está sentado no
centro? Se a resposta for eu, Heideo
dentro da virtude, dentro da obediência,
dentro da suposta santidade.
Paulo
saiu com cartas nas mãos, não é? Ou
autorização, reconhecimento, missão. Ele
não viajou como um fugitivo da lei,
viajava como o defensor da lei. Não
fugia da religião, Marchava em nome
dela, em nome de Deus. Cada passo na
estrada confirmava a narrativa que ele
construiu, fiel, zeloso, necessário.
Então, a luz caiu não apenas ao redor,
caiu dentro dele. Saulo, Saulo, por que
você me persegue?
O que é mais perseguido tanto no mundo
quanto na igreja visível? Não são as
doutrinas da graça que apontam Jesus
como o centro de tudo que o Pai faz em
misericórdia.
Todo o plano de salvação não é para
manifestar a glória do filho. Por que
que isso é tão ofensivo?
Saulo, Saulo, por você me persegue? A
pergunta uniu coisas que Paulo mantinha
separadas. Ele pensava servir a Deus
perseguindo cristãos. Cristo declarou
que sua devoção era perseguição ao
próprio Deus. Tudo virou. O homem que se
julgava a guia descobriu que era cego. O
forte precisou ser conduzido pela mão. O
zeloso ficou três dias sem comer nem
beber. A estrada que deveria ampliar sua
glória, não é? como ele conseguiu
realmente tornar puro as coisas de Deus
dessa dessa coisa chamada cristianismo.
Então, a estrada que deveria ampliar sua
glória, seu currículo, seu nome,
sua importância, sua autoestima,
tornou-se corredor para a morte da
justiça própria. Porque ele foi chamado
eficazmente. Ele não estava buscando
Deus, né? Então essa foi a iluminação
que Romanos 7 descreve. O mandamento
chegou. É nesse sentido, chegou ao
coração. Ele conhecia o texto desde
criança. O pecado reviveu. Ele disse: "E
então eu morri. Paulo morreu. Ele viu
que o problema não era uma pequena
inconsistência em sua excelente
carreira, em seu excelente caráter, em
sua excelente eh eh boa intenção.
O próprio projeto
era rebelião.
Sua religiosidade, sua obediência, sua
suposta virtude era apenas não apenas eh
insuficiente para salvar. Ela era um
instrumento pelo qual evitava o
Salvador.
Jesus não lhe disse: "Você tem boas
intenções, mas os teus métodos estão
errados, são excessivos." Perguntou:
"Por que você me persegue?" homem moral
ouviu que sua moralidade estava contra
Cristo, que sua suposta bondade, que sua
suposta correção, que sua vida inibada
era contra Cristo. Isso é conversão. Não
somente abandonar pecados vergonhosos,
óbvios, também abandonar a confiança em
qualquer virtude honrosa. Não apenas
pedir perdão pelo que fizemos de errado,
mas nos arrepender e renunciar ao uso do
que fizemos de certo como fundamento
diante de Deus.
como se Deus tivesse que reconhecer algo
bom em nós. Na estrada, Paulo perdeu a
capacidade de distinguir sua justiça de
sua rebelião. Tudo ele viu como a mesma
coisa, como pecado.
Tudo precisava ser recebido de outro.
Nada podia vir dele mesmo, a não ser hi
haide.
Ele precisava receber tudo de outro.
Visão, missão, nome, justiça, vida. Por
isso, a graça lhe enviou Ananias, um
cristão que Paulo teria prendido, entrou
no quarto e o chamou de irmão, irmão
Saulo. A palavra não foi conquistada.
Ele não conquistou o lugar, irmão Saulo,
foi dada. O perseguidor recebeu família
antes de apresentar
qualquer reparação ao mal que ele tinha
feito a todos eles. Recebeu batismo,
recebeu o espírito, recebeu uma nova
comissão. Aquele que vinha agarrando
pessoas para arrastá-las passou a ser
agarrado por Cristo. A luz não apenas
mostrou HD,
mostrou hiel,
mas também mostrou o Senhor.
Histórias modernas gostam de iluminações
rápidas. O personagem passa a vida
perseguindo um objeto. No final descobre
que negligenciou o que importava. Solta
o ídolo, abraça a família, sorri,
cavalga para o pôr do sol. A música
sobe, tudo está resolvido.
Mas ver o ídolo não remove
automaticamente seu poder. Reconhecer a
obsessão não produz um coração novo. A
consciência pode nomear o erro e
continuar apaixonada por ele. O homem
pode admitir que destruiu anos de sua
vida e ainda assim não possuir nenhuma
força, justiça ou pior desejo
verdadeiro, santo para começar outra.
Paulo não recebeu uma iluminação
cinematográfica que terminou em
autoconhecimento.
Ele foi eh eh decimado. Quando a luz
revelou a cubiça, ele não concluiu.
Agora que entendo meu problema, posso
administrar melhor minha vida. Ele
concluiu: "Estou morto, eu morri". A
diferença é decisiva. Autoconhecimento
sem evangelho pode produzir vergonha,
cinismo ou uma versão mais sofisticada
de autopreservação.
A pessoa aprende seus padrões e usa o
conhecimento para tornar-se um Dr.
Jackel mais habilidoso. Troca
comportamentos, reorganiza ambientes,
cria regras, mas continua sendo seu
próprio projeto de salvação. A
iluminação do espírito não termina no
espelho, conduz ao tribunal, mostra
culpa diante de Deus, mostra
incapacidade total, mostra a santidade
da lei, mostra que o problema não é
apenas minha vida não está funcionando,
mas eu me levantei contra o meu criador
a vida inteira em tudo que eu fiz, nas
melhores coisas que fiz. E então conduz
a cruz. Porque o objetivo da convicção
que o espírito produz não é apenas
destruir nossa falsa paz, é abrir espaço
para a paz comprada pelo sangue na cruz.
O espírito não revela o pecado para
fazer do pecado o centro permanente da
consciência. revela para retirar de nós
toda esperança rival e fixar os nossos
olhos no cordeiro. Paulo não saiu de
Damasco celebrando uma jornada interior
de autoconhecimento, que agora ele ia
consertar as coisas. Ele saiu pregando
Cristo, pregando a cruz, o filho de
Deus, o justo, o ressuscitado, aquele
que o amou e se entregou por ele. A
iluminação verdadeira não produz um
homem fascinado pelo próprio abismo.
Produz um homem fascinado pela graça
soberana que desceu mais fundo do que o
abismo do pecado era. O pô do sol não
basta, sabe? descobrir que alguma coisa
me afastava da minha família, eh, e
abraçar a família vai fazer da família a
mesma coisa que aquela outra coisa era.
Precisamos de uma ressurreição,
de uma ressurreição.
A lei é santa, mas o coração caído
consegue transformar até a obediência em
combustível
para o pecado.
Depois do assassinato, Jackel fez uma
resolução. Basta. Hide não sairá outra
vez. O médico se voltou para o bem com
intensidade, como vimos no início. Não
apenas evitou crimes, tornou-se
generoso, empregou recursos para aliviar
sofrimento, abriu a casa, procurou
reparar por atos e virtuosos o horror
que havia permitido. Durante trs meses,
pareceu funcionar.
Essa sequência é importante. Stevenson
não mostra Jackel caindo porque
abandonou todo o esforço. Mostra o
caindo depois de um período de um
esforço extraordinário, uma vitória
incrível que só alimentou o seu ego. A
virtude não apenas deixou de matar
Heide. Ela não só não conseguiu matar
Hide, de algum modo preparou o momento
em que ele emergiu sem precisar da
poção.
Tomar. Romanos 7 explica exatamente o
mecanismo. A lei diz o que é bom. A
consciência reconhece. A vontade então
faz promessas e o homem começa a
trabalhar. Trabalha. Mas o pecado
aproveita a própria obediência como
ocasião.
Veja como sou disciplinado. Veja quanto
mudei. Veja como eu usei meu livre
arbítrio e outros não usaram. Veja
quanto faço pelos outros. Veja a
diferença entre mim e aquele, aquele e
aquele. A virtude deixa de ser resposta
de amor e se torna prova de
superioridade.
O pecador
não mata o eu, alimenta o eu comida
religiosa, com obediência, com oração,
não é? Isso não significa que devemos
parar de fazer o bem até que nossos
motivos sejam perfeitamente puros.
Se esperássemos pureza perfeita, jamais
serviríamos neste mundo. Deus ordena
obediência real em meio à santificação
incompleta. O próximo não deve passar
fome enquanto examinamos indefinidamente
a mistura de nossos afetos, mas
significa que o bem realizado não pode
ser usado como salvador ou como
acumulador de algum mérito. Ah, não sei
porque que Deus não está respondendo as
minhas orações. Tenho orado, tenho
obedecido, tenho feito isso, feito
aquilo. No instante em que transformamos
obediência em identidade, começamos a
protegê-la com ferocidade.
Críticas se tornam uma ameaça
existencial. A falta de reconhecimento
dos outros pelo que a gente faz parece
injustiça intolerável.
O fracasso não é apenas pecado a
confessar a Deus. É uma demolição
do Deus que construímos. Então, damos
nomes terapêuticos para os nossos
pecados
para mostrarmos que tá vendo? Eu mesmo
sou bom. Isso aí é uma doença. Isso aí é
um problema que tá vindo de fora. Isso
aí é um problema biológico. Não é o meu
eu, não é o meu coração. Então surgem
amargura, comparação e desprezo
ou autopiedade.
Jackel distribuía recursos e se
contemplava distribuindo recursos. O
pobre recebia ajuda, mas o ego recebia
culto enquanto ele ajudava. O coração
pode praticar
coisas boas e continuar curvado sobre si
mesmo. Pode servir e usar o serviço para
cobrar Deus e as pessoas. Pode
sacrificar e considerar o sacrifício uma
dívida que todos devem reconhecer. Até
Deus.
Três meses de bondade não converteram
Jackel, apenas deram ao velho Senhor uma
roupa mais respeitável e uma força tão
maior que o Haide surgiu no meio do dia
e não na noite e sem tomar a poção. O
evangelho não pergunta somente quantos
atos bons acumulamos, pergunta se
estamos tentando viver deles ou merecer
algo por causa deles ou ter méritos ou
participar
daquilo que Jesus fez sozinho.
O momento decisivo
não aconteceu
eh numa viela escura, aconteceu sob o
sol. Jack sentou-se no banco e comparou
sua ativa bondade com a negligência dos
outros. O pensamento parecia pequeno,
quase natural. Ele havia trabalhado
muito, eles não. Ele era um cara
respeitável, um doutor, porque ele
estudou muito, outros não. Ele havia
sido generoso, outros não. Eles eram
indiferentes. Então ele sorriu. Aquele
leve sorriso, quase imperceptível.
Aquele sorriso era uma coroação.
Jacko colocou a própria bondade no trono
e no mesmo instante se transformou na
luz, no meio da luz do dia, no Mr.
Heideger.
A cena revela algo que a religião sem
evangelho não consegue admitir mesmo o
cristianismo sem o verdadeiro evangelho.
A justiça própria não é o oposto do
pecado, é o próprio pecado. É uma de
suas formas mais refinadas e mais
potentes.
O libertino diz: "Não preciso obedecer".
O moralista diz: "Minha obediência me
torna eh
cooperador
da misericórdia. Não preciso de uma
misericórdia soberana e total, porque eu
faço uma parte aí." Um rejeita o rei
pela desobediência, o outro tenta
colocá-lo em dívida consigo mesmo
e vê uma diferença entre ele e os outros
na razão pela qual ele é salvo. Uma vê
uma diferença em si.
que definiu o que ele recebe de Deus.
Ambos negam a graça soberana.
A parábola do fariseu e do publicano
acontece nesse banco. O fariseu entra no
templo com fatos verdadeiros. Ele não
era ladrão, não era adúltero, ele
jejuava, ele realmente dava o dízimo. O
problema não estava na falsidade do seu
currículo. O currículo era verdadeiro,
estava na direção de seu coração. Ó
Deus, graças te dou porque não sou como
os outros. Quem? Ah, os outros homens.
Agradecia a Deus olhando para si mesmo.
O publicano não possuía currículo para
contemplar. Ele batia no peito e pedia o
quê? Propiciação. Propiciação é o
sacrifício que aplaca a ira de Deus.
Então ele saiu justificado. Jackel
ajudava os outros e se comparava. O
fariseu jejuava e se comparava. Paulo
perseguia e se comparava. Paulo era o
fariseu dos fariseus. Ele se comparou
até com os fariseus e se sentiu maior
que os fariseus. A comparação é o altar
da justiça própria. Precisamos sempre de
alguém pior para manter nossa suposta
inocência. Isso eu jamais faria. Eu
posso não ser perfeito, mas aquilo ali
eu nunca faria. Se a medida for Cristo,
nós caímos e falamos: "Morri".
Se a justiça,
se a medida da verdadeira justiça é
Cristo, então como é que Deus pode olhar
para mim e ver alguma justiça,
algum ato de justiça que não seja um
trapo imundo? Se a medida for o próximo,
ainda mais o próximo que eu escolho,
podemos continuar de pé. Por isso o
orgulho moral precisa de fracassados por
perto.
Precisamos de alguém que tem um
casamento pior, faça algo pior para que
eu possa dizer que eu sou melhor.
Precisa de pessoas para desprezar.
Precisa de igrejas menos puras. Precisa
de cristãos menos disciplinados. Precisa
de alguém que ore menos do que eu para
mim poder dizer: "Eu oro mais." Precisa
de alguém que leia menos a Bíblia do que
eu. Precisa alguém que estude menos do
que eu, que passe menos tempo de joelho.
Meu joelho tá preto de tanto oral dele
não tá. Precisa de pecadores mais
visíveis para esconder meus pecados
invisíveis. Sem eles,
o homem não sabe quem é, porque a
identidade dele não vem de outro, não
vem de Cristo, não vem do evangelho, não
vem da graça, vem da justiça própria. O
evangelho encerra essa economia. Diante
da cruz não há plataforma para
comparação com ninguém. Todos sem a cruz
tem o mesmo destino. Todos chegam de
mãos vazias. O fariseu e o publicano
precisam do mesmo sangue, da mesma
justificação, da mesma propiciação. O
disciplinado e o desorganizado precisam
da mesma justiça.
O religioso e o rebelde precisam do
mesmo ressuscitado. No banco, Jackel
pensou estar acima de Hide. A graça nos
coloca de joelhos, queridos.
Jackel, Dr. Jackel, parecia desar o bem.
Mister Hide desejava o mal abertamente.
Logo, eles pareciam inimigos absolutos,
mas havia algo em comum, o centro. Heide
queria prazer sem restrição. Jack queria
honra por restrição. Queria
reconhecimento porque conseguiu se
restringir. Heide queria se sentir
soberano, quebrando todas as regras,
todas as leis. Jack queria sentir-se
soberano cumprindo todas as regras e
todas as leis. Um buscava salvação na
transgressão. Sou livre, não sou
escravo, sou homem livre, sou capitão no
meu destino, não é? Faço o que eu
quiser. Se eu quisesse ser santo, eu
seria, mas eu você o que eu quero. O
outro era no desempenho. Os caminhos
eram opostos.
O destino era o mesmo. O eu estava no
trono, num caso e no outro, no Hide e no
Jackel. Essa é a diferença entre
religião e evangelho.
A religião pode condenar Heide, mas
nunca converter Jackel. Ensina o homem
respeitável a controlar desejos,
organizar hábitos, preservar imagem e
acumular méritos por obediências.
pode produzir ordem social, estabilidade
doméstica e comportamento admirável. Mas
se o coração permanece centrado em si
mesmo, achando que tem alguma justiça em
si mesmo e que não depende
desesperadamente de uma justiça
totalmente externa, Jacko continua sendo
uma forma de hide,
um hidez baixa, um hide bem vestido, um
hide que oferece ajuda aos outros, um
raide que se ofende quando a ajuda não é
celebrada, quando não é reconhecida.
Paulo descobriu isso quando viu que seu
zelo pela lei era hostilidade contra
Cristo. Ele não precisava apenas trocar
seus atos violentos por atos gentis.
Precisava que a mola central da sua vida
do seu coração fosse substituída.
Antes ele obedecia para ser alguém,
obedecia para merecer algo de Deus,
obedecia para eh eh ter mérito. Depois
Paulo obedecia porque já fora recebido
em Cristo, tinha a justiça de Cristo e o
amor de Cristo o constrangia.
Antes a lei funcionava como uma escada
para Paulo subir, depois como um caminho
de gratidão, de amor.
Antes Deus era o avaliador distante, que
precisava ser impressionado pela minha
obediência, bondade, oração. Depois,
Deus era o pai que o adotara pela graça,
que o chamara eficazmente, que buscou
ele quando ele nunca tinha buscado Deus.
O mesmo mandamento podia ser
exteriormente cumprido sob dois senhores
totalmente diferentes. Essa distinção
atinge cada área da vida cristã. É
possível estudar a escritura para
conhecer Deus e para se sentir
espiritual,
para vencer discussões.
É possível pregar para alimentar o
rebanho e para construir um nome. É
possível corrigir por amor a verdade e
por prazer em dominar ou por machucar
alguém dizendo que tá defendendo a
verdade ou é zeloso. É possível dar para
socorrer
e é possível dar para controlar quem
recebe. Muitas pessoas fazem isso com
pessoas e com a igreja. A pessoa dá,
então ela quer dizer como tem que ser as
coisas. Se ela dá mais, então ela tem
que fazer a vontade dela,
senão ela não dá. Muitas vezes os
motivos são misturados. A santificação
não consiste em esperar uma pureza eh eh
impossível de medir, mas em levar
continuamente cada motivo à luz,
confessar a curvatura do coração e
retornar à segurança de Cristo. Único
lugar de segurança. A pergunta não é
apenas isso é certo?
Também é estou tentando ser meu próprio
salvador por meio disso? Se estou, isso
é pecado. Então, Jack e Hide só parecem
totalmente diferentes enquanto olhamos
para as mãos. Quando olhamos para o
trono no centro do coração, reconhecemos
que são da mesma família, são a mesma
pessoa.
Paulo não culpa a lei. Isso precisa ser
repetido, porque o coração procura
transferir responsabilidade. Por isso, o
humanismo secular, a psicologia secular
é tão popular. A lei é espiritual, o
mandamento é santo, justo e bom. O
problema não está na palavra não,
no na lei, no que diz não. Está no
pecador que ouve o não como um ataque à
própria divindade imaginária que ele é
para ele mesmo. A lei revela o caráter
de Deus e mostra o amor desordenado,
não é, da criatura.
Então, eh, a lei ao exaltar Deus mostra
um amor ordenado, verdade, pureza,
justiça, fidelidade, tudo que Deus é.
Ela protege o próximo, honra o criador e
descreve a vida de uma criatura em
harmonia com a razão, com a origem,
com a razão da sua existência, mas não
possui poder para mudar o coração que
odeia essa harmonia. Um espelho pode
mostrar a sujeira, não pode lavar o
rosto. Uma radiografia pode revelar a
fratura, não pode unir o osso. Uma
sentença pode nomear o crime, não pode
ressuscitar o condenado. A lei faz
exatamente o que ela deve fazer. Expõe,
define, ordena, condena. O pecado é que
transforma revelação em ocasião para
mais rebelião. Isso explica porque
mais instrução moral não produz
necessariamente mais amor. Um homem pode
conhecer detalhes da verdade de Deus e
continuar ressentido por precisar
obedecer ou achar que tá perdendo alguma
coisa por não poder ter aquilo que
outros têm.
E de desenvolve as coisas mais
estranhas, não é? Um homem às vezes em
vez de celebrar a graça que o libertou,
ele ele fala assim: "É tão comum na
igreja, né? Ah, eu eu tomara que chova
no carnaval, tomara que porque ele não
vai." E ele de certa forma sente que
aquelas pessoas estão aproveitando algo
que ele não está, porque aquelas pessoas
fazendo aquilo ou não, estão perdidas e
precisam ser salvas. O problema não é
elas não irem lá, não é? o problema é
muito maior.
E o fato de eu não ir, não estar naquele
ambiente não é um desprazer, como se eu
tivesse perdendo alguma coisa. Então,
eh, um homem pode conhecer detalhes da
vontade de Deus e continuar ressentido
por ser obrigado a obedecer. Quando vê
alguém desobedecendo, pode memorizar
texto, ensinar princípios e usar tudo
como meio de controlar o mundo. Paulo,
antes de Cristo, conhecia a lei e a
odiava no centro, sem nem perceber. Não
odiava o seu vocabulário. Ele dizia que
amava, não odiava a sua posição como
mestre. Não odiava o prestígio de ser
zeloso à lei. Odiava a lei como
expressão de direito de Deus governá-lo
pela graça.
Obedecia para ser senhor diante de
outros. Romanos 8 torna isso claro. A
mente da carne é inimiga de Deus.
Inimiga não. É inimizade contra Deus.
Não se submete à lei, nem pode se
submeter. Isso inclui a carne religiosa,
não é? Ela pode conformar comportamento
por medo, orgulho, conveniência ou
desejo de recompensa, de nome e etc, mas
não se deleita no legislador. O
evangelho não reduz a sensibilidade da
lei para facilitar a vida do pecador.
Ela muda o pecador. Ele muda o pecador,
escreve a lei no coração, dá o espírito,
une a Cristo, transforma dever em
resposta de amor. A lei continua santa.
Agora o coração começa a dizer: "Tenho
prazer nela". Essa frase é um milagre
maior do que qualquer disciplina
exterior. Como vimos, Agostinho viu as
periras, não precisava delas, não estava
faminto, não desejava o sabor porque não
gostava, roubou porque eram proibidas.
Depois lançou elas aos porcos. O fruto
não era o centro do prazer. A
transgressão era. O coração saboreava a
sensação de ultrapassar o limite, de
agir como lei para si mesmo, de dizer
com as suas mãos: "Eu decido o bem e o
mal para mim. Eu decido."
É exatamente o que aconteceu no Éden. É
exatamente o que acontece em cada
pecado. Romanos 7 descreve essa
dinâmica. O pecado aproveita o
mandamento. O limite não cria a
rebelião,
mas a provoca a mostrar o rosto de que
você fez de você mesmo ou do ego, do eu,
o Deus, o seu Deus. Então, a palavra não
toca a fantasia de autonomia
que o homem entende, que ele é autônomo,
é livre e a vontade se ergue. Isso
aparece cedo. Diga a uma criança que um
objeto não pode ser tocado e de repente
o objeto comum adquire um brilho para
ela. O limite o torna centro da sala.
Não porque a proibição fosse má, mas
porque o coração deseja testar
soberania. Quem é soberano aqui?
A criança já quer saber isso. Então, a
mesma estrutura permanece adulta. O
proibido parece possuir uma promessa
especial. A cultura pode chamá-la de
transgressor, ousado, autêntico,
não é? com personalidade, a pessoa sente
que atravessar a fronteira provará
liberdade, mas o resultado é escravidão.
Jack bebe a poção para libertar desejos.
Descobre que os desejos eram senhores.
Descobre que o mestre mesmo era o Hide,
né? O pecador quebra o mandamento para
afirmar sua liberdade e independência,
descobre correntes. Isso também mostra
os limites de reformas baseadas apenas
em sanções. Leis civis são necessárias.
Deus as usa para conter a maldade,
proteger a vida e ordenar a sociedade
para que a vida em sociedade seja
possível até que o plano de Deus esteja
concluído. Consequências podem
restringir então os atos
e devem existir. Mas nenhuma legislação
converte cobiça em contentamento,
não é? Nenhuma lei faz o coração ficar
satisfeito, contente. Nenhuma punição
faz o coração amar a santidade. Nenhum
programa exterior atravessa sozinho a
região onde o não se transforma em
desejo e prazer. O problema não é falta
de instrução apenas.
Ah, o problema do homem não é
ignorância, é hostilidade. Por isso, o
evangelho não é uma campanha mais
persuasiva de moralização que funciona
melhor do que a lei. Ele anuncia morte e
ressurreição. Declara que o velho homem
foi crucificado com Cristo. Dá um novo
coração,
coloca dentro de nós uma nova afeição,
uma semente incorruptível, uma semente
eterna, uma semente que não pode morrer.
A proibição pode conter as mãos. Somente
a beleza de Cristo vista pode conquistar
o centro, ah, o coração. O evangelho não
entra apenas para ajudar o Dr. Jackel a
controlar melhor o Mr. Hide, entra para
destronar o Salvador respeitável.
destronar o salvador respeitável que
existe nos dois, no Jackel e no Heide.
Paulo amava a lei antes de Cristo. Ao
menos era isso que todos pensavam e ele
também. Ele a estudava, memorizava,
ensinava, defendia, explicava, puniria
quem julgasse a minha sala.
Depois da conversão, porém, diz algo que
obriga a rever o passado.
A mente não regenerada é inimizade
contra Deus e não se submete à sua lei.
Isso significa que o fariseu obediente
odiava a lei que obedecia. Como odiava?
como uma dádiva do Deus soberano.
Amava o uso que podia fazer da lei, se
sentir bem, se sentir melhor. A lei lhe
dava identidade, separava ele dos
outros, oferecia medidas de comparação
com outras pessoas, alimentava a
sensação de controle, de merecimento,
não é?
permitia ele imaginar que Deus lhe devia
algum reconhecimento.
Mas se a lei o conduzisse à dependência,
ele resistiria. Se dissesse que sua
justiça era insuficiente, ele a
reinterpretaria, rebaixaria a lei para
caber dentro da sua dignidade ou do seu
mérito. Se o colocasse ao lado do
publicano como necessitado de
misericórdia soberana, ele se ofenderia.
Ele a transformaria em uma arma contra o
o publicano, mas nunca usaria a lei para
mostrar que ele merecia só a ira e não
tinha nada de bom nele. O homem
religioso pode amar a lei como um
espelho de si e odiá-la como uma
revelação de Deus.
Essa é uma das formas mais difíceis de
pecado, porque usa a linguagem da
obediência. Não diz quero rebelar-me,
diz: "Quero ser santo, quero obedecer".
Mas no fundo quer uma justiça que
elimine a necessidade da justiça que vem
de outro
como uma dádiva soberana.
Por isso, a cruz ofende todo mundo,
ofende o moralista. Ela declara que o
melhor currículo sequer pode chegar
perto do tribunal sem receber
condenação, que a obediência mais
disciplinada
não compra perdão algum, merece a mesma
condenação, que o homem respeitável deve
entrar pela mesma porta do criminoso
arrependido. A graça fere o orgulho da
virtude.
Nada em minhas mãos, nenhuma moeda,
nenhuma distinção, nenhum direito,
apenas Cristo. Se algo bom há em mim,
foi Cristo. Eu cri, foi Cristo.
Eu vi, foi Cristo que abriu meus olhos.
Eu me arrependi. Então foi Cristo me
concedeu o arrependimento.
Cristo que comprou isso com seu sangue.
Quando Paulo foi regenerado, não
abandonou a lei, passou a amá-la de
verdade. Antes ele usava ela como
instrumento de autopromoção.
Agora era uma expressão da vontade do
seu pai que ele amava. Antes obedecia
para conquistar aceitação e ser o seu
salvador, fazendo por merecer. Agora,
porque fora aceito somente no amado, a
mudança não foi da lei para a ausência
da lei, para o antinomianismo. Foi da
lei sem Cristo para a lei escrita no
coração pelo espírito.
A religião obedece rangendo os dentes. A
graça aprende a dizer quanto eu amo a
tua lei. Nela, medito de dia e de noite,
porque ele não está mais debaixo da lei
judicialmente.
Agora, toda sua relação de obediência
está dentro dessa aliança que já
garantiu todas as coisas para ele.
Nicodemos chegou à noite, professor,
líder, homem respeitado,
conhecedor da escritura. Jesus não lhe
ofereceu aperfeiçoamento. Olha, você
precisa melhorar só um pouco, porque
realmente você é um cara incrível. É
necessário nascer de novo. A frase
atinge o Dr. Jackel. Hum. Mas o
Nicodemos achava que ela tinha que
atingir o Mr. Hide. O homem virtuoso não
precisa apenas de ajuda para manter o
hide dentro do laboratório.
Precisa de uma origem que não possui.
Precisa de uma vida que não tem. precisa
de vida do alto, precisa que o espírito
faça aquilo que nenhuma disciplina,
educação e reputação poderiam fazer.
Nascer de novo significa que o problema
não é apenas uma quantidade de bondade,
é a própria natureza.
Carne produz carne, ainda quando educada
e supostamente obediente. Pode produzir
refinamento, autocontrole e beleza
civil, mas não produz amor espiritual
por Deus. Não produz fé salvadora, não
produz deleite santo, não produz
comunhão com Cristo. O novo nascimento
não acrescenta uma ala religiosa a velha
casa, a casa antiga. Cria uma nova, uma
nova humanidade em união com o segundo
Adão. Por isso, a primeira tarefa não é
mobilizar o virtuoso contra o perverso,
é levar o virtuoso à morte. Sua justiça
própria precisa ser crucificada.
Toda o seu senso de bondade, sua
pretensão de autonomia, de liberdade,
precisa ser confessada. Sua comparação
com os outros precisa perder chão para
sempre. O evangelho não diz: "Jackel,
você é a parte boa. Vem ajudar Cristo a
vencer e salvar o Hide." Diz Jackel,
"Você também precisa ser salvo. Seus
atos de justiça te condenam". Essa
mensagem parece ofensiva a quem
construiu a vida em torno da descência
ou acha que em algum momento passou a
merecer algo de Deus por fazer coisas.
Por isso que mesmo na igreja visível há
tanta resistência à graça de Deus. O
pecador público sabe em certos momentos
que precisa de perdão. O respeitável
imagina precisar apenas de assistência,
de ajuda.
Que Cristo como reforço, não é? é
aceitável. Então ele quer Cristo como um
reforço, como conselheiro, como exemplo
ou recompensa.
Sabe, eu tenho Cristo porque eu fiz por
onde, eu me arrependi, eu fiz isso, fiz
aquilo. Então eu recebi, não como
substituto,
mas Jesus não veio completar nosso
currículo, ele veio ressuscitar mortos.
O homem virtuoso nasce de novo quando
deixa de apresentar sua virtude como
preço e recebe a justiça somente de
Cristo como presente. Então, suas boas
obras não desaparecem, mas são
libertadas, são ressuscitadas. Já não
precisam carregar o peso impossível de
justificar sua existência.
Podem finalmente ser feitas simplesmente
por amor a Deus, paraa glória de Deus. A
generosidade pode esquecer o espelho. O
serviço pode sobreviver se ninguém
reconhecer, se não tiver aplauso. A
obediência pode continuar quando ninguém
tá vendo, quando ele está sozinho. A
verdade pode ser defendida sem
transformar o adversário em um degrau
para eu parecer mais santo, eh eh nobre.
O novo nascimento não torna a virtude
desnecessária, torna ela um fruto, um
fruto do espírito. Todo pecado
oferece salvação.
Não verdadeira salvação, né?
Mas prometida. A ira promete, você vai
ficar melhor e vai restaurar sua
dignidade ao retribuir a a dignidade
ferida. A tua dignidade foi ferida.
Então você fica irado e vai lá e faz
alguma coisa, porque então você vai se
sentir livre, liberto.
A cobiça promete segurança, a impureza
promete consolo. Todo pecado promete
liberdade e salvação. O controle promete
um futuro, sem surpresa, tá tudo
dominado, né? A mentira promete o quê?
Você vai preservar sua imagem. A
preguiça promete descanso sem confiança.
Até a justiça própria promete salvação.
Faça o suficiente e você não precisará
depender só da justiça de outro. Seja
melhor e ninguém poderá acusá-lo. Será?
Construa uma vida que obrigue Deus a
responder você, a responder suas
orações. Por isso, combater pecado
apenas com força de vontade falha ali no
centro. A vontade está tentando remover
um salvador falso sem oferecer
ao coração o Salvador verdadeiro, dando
outro salvador falso. O desejo retorna
porque ainda promete algo necessário.
Paulo não pergunta apenas como posso
parar de fazer isso. Ele chega a outra
pergunta: quem me libertará?
A mudança de como? Para quem marca o fim
da autossalvação?
Enquanto o homem pergunta apenas como eu
vou vencer isso? Como eu vou conseguir
não fazer mais aquilo, como ainda
imagina que a solução final virá de
algum método que ele vai acabar
dominando,
uma técnica, uma rotina, uma disciplina,
um regime de controle. Tudo isso pode
ter lugar na disciplina cristã. fugir de
ocasiões, estabelecer limites, confessar
eh a irmãos, organizar hábitos, cortar
provisões para carne. São expressões
reais de sabedoria, mas nenhuma delas é
o libertador. O libertador é Cristo. Os
meios funcionam quando servem à
dependência dele e tornam-se novos
laboratórios de Jackel quando assumem o
lugar dele. O fim da autossalvação
acontece quando reconhecemos duas coisas
e reconhecemos essas duas coisas
simultaneamente. Não posso salvar-me
e não preciso salvar-me.
A primeira destrói o orgulho, a segunda
destrói o desespero. Cristo já entrou no
campo, já viveu a vida perfeita no meu
lugar, já recebeu a minha condenação, já
saiu do túmulo. A guerra do cristão não
é a tentativa de criar uma vitória
inexistente, é participação na vitória
de seu cabeça. O pecado diz: "Você
precisa de mim para sobreviver". A fé
responde: "Minha vida está escondida com
Cristo em Deus".
A justiça própria diz: "Você precisa
provar seu valor." A fé responde: "Fui
aceito no amado."
A autossalvação termina quando a alma
descansa em uma obra concluída.
E desse descanso se levanta para a
batalha. Paulo não diz que
circunstâncias difíceis enfrento. Diz
miserável homem que eu sou. Ele não
terceiriza a guerra. Ele não usa o
humanismo secular para explicar
aquilo que antes ele também
racionalizava. Ele não terceiriza a
guerra, não culpa a lei, o ambiente, o
passado, os outros, a fraqueza alheia. a
igreja, né, os religiosos ou a pressão
do momento ou o mundo. Ele reconhece a
presença do pecado em seus membros e a
incapacidade de libertar a si mesmo.
Essa confissão não é autodesprezo
teatral, é verdade diante de Deus. Há
uma maneira orgulhosa de falar mal de si
mesmo. A pessoa exagera a própria
miséria esperando que alguém a
contradiga. Ela diz: "Eu sou orgulhoso".
Mas se alguém falar assim: "É, você é um
pouco". Ai, ai, o cara ficou ofendido,
né? Então ele confessa para receber
elogios por humildade. Ele faz da
indignidade uma nova forma de
centralidade. Paulo não está realizando
esse espetáculo. Seu clamor nasce da
santidade da lei, do deleite real em
Deus e da dor de encontrar resistência
dentro de si.
Miserável não significa sem valor como
criatura. O homem continua portador da
imagem. O cristão é filho adotivo,
membro de Cristo, templo do espírito.
Significa incapaz de produzir a
libertação que deseja.
O corpo sujeito à morte carrega o pecado
remanescente.
Há hábitos, afetos e movimentos que
contradizem a nova lealdade. O apóstolo
sente o peso dessa presença como alguém
acorrentado a um cadáver, que é na
verdade a expressão que ele usa. Então
ele confessa, a confissão é o oposto
daquela poção que o Jackel tomava para
separar o lado bom do lado ruim dele.
que eu queria separar para preservar sua
parte honrosa, que era o Jackel, e
dizer, não tenho coisa ruim em mim, que
é o hide, mas eu também ten a coisa boa
que é o Jackel. Então Paulo traz tudo à
luz, não tenta salvar reputação, não
chama o pecado de simples incoerência,
problemas da alma. Não diz que por ser
apóstolo a luta deve ser interpretada de
modo mais favorável. Ele se coloca entre
os necessitados. Essa é a porta da
graça. Deus resiste aos soberbos e
concede graça aos humildes.
Não porque a humildade cumpre
misericórdia, mas porque mãos fechadas
não recebem. O coração que insiste em
apresentar qualquer bondade,
capacidade, ainda não deseja o
libertador completamente, porque ainda
sente que tem uma capacidadezinha de
participar da libertação. Miserável
homem que sou é a morte do discurso.
Eu consigo, pelo menos em parte. Eu
controlo alguma coisa. Eu compensarei
Deus através de algo. Eu me tornarei
mais digno? A frase termina no chão, mas
não termina sozinha. A pergunta possui
uma palavra decisiva. Quem? Não, o quê?
Não, qual método? Não, o que que eu devo
fazer para vencer isso e vencer aquilo?
Não quanto esforço, não. Qual
disciplina? Quem? Paulo passou a vida
tentando transformar a lei em resposta.
Ele descobriu que a lei podia mostrar o
caminho e condenar, mas não podia
carregar o condenado para outro lugar, a
não ser a condenação. Precisava de uma
outra pessoa que entrasse na condição
humana, cumprisse a justiça, recebesse a
maldição e rompesse o domínio da morte.
Quem será? Quem me libertará? A pergunta
olha para fora agora. Não olha para
dentro de si. não olha para sua parte
melhor, sua parte boa, né? Eh, aquilo
que ainda pode sair do homem. A pergunta
olha totalmente para fora. Esse
movimento é a fé que é o dom de Deus que
só o espírito pode produzir.
A carne curva o homem para si. Alguma
coisa na sua salvação, ele tem que
encontrar nele mesmo.
Mesmo quando deseja melhorar, procura
ainda algum recurso dentro. de si, mede
força, mede escolha, promete disciplina,
negocia prazos, vou começar tal dia,
constrói estratégias, acha que na hora
que ele quiser ele se arrepende. Como se
o arrependimento verdadeiro, afeta os
santos, fossem produzidos pela carne. Eu
vou me arrepender amanhã.
Ele constrói estratégias. Imagina que a
diferença final será produzida por ele
mesmo, pelo próprio eu. A fé abandona o
centro e procuro o libertador somente.
Isso não torna o cristão passivo. Paulo
trabalhou, lutou, disciplinou o corpo,
correu, vigiou e mortificou. Mas todas
essas ações vieram depois da resposta,
vieram como operação da graça
e não como atos eh eh de justiça dele
mesmo. Nunca foram o quem o quem
continuou sempre sendo Cristo. O
libertador é Jesus Cristo, nosso Senhor.
Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso
Senhor. Ele não envia apenas conselho do
alto, ele desce, assume carne, entra no
campo de batalha. Enfrenta tentações
reais sem possuir corrupção interna.
Obedece. Quando obedecer, conduz a fome,
a rejeição e a cruz e ao cálice da ira.
Depois recebe aquilo que não merecia. A
culpa imputada, a condenação, a
maldição, a morte, o cálice, então
ressuscita. Por isso Paulo pode
agradecer antes que a guerra termine.
Por isso ele vai poder dizer logo
depois: "Nenhuma condenação há. O corpo
ainda espera a redenção completa. O
pecado ainda combate. Mas o quem já
venceu?
O quem já apareceu? A libertação foi
inaugurada na justificação e
regeneração, continua na santificação e
será consumada inevitavelmente na
glorificação.
A pergunta não fica no ar. O túmulo
vazio respondeu a pergunta. A nova
guerra só pode ser travada porque outro
entrou no campo, venceu o inimigo e
entregou sua vitória a todos aqueles que
ele representou.
Jesus não possuía um raide interior.
Muitas pessoas às vezes dizem que Jesus
foi tentado como nós, achando que,
por exemplo, a descrição de Thago da
tentação já é o pecado concebido, porque
ela vem de dentro de nós, vem do raide
interior,
vem da corrupção,
vem do coração. Do coração saem aquelas
coisas. E a tentação externa encontra
esse rai interior. Jesus não possuía um
raide interior. Tudo que nós eh eh toda
a tentação dele escreve do diabo e do
mundo, mas nunca encontrou um coração
que achasse que qualquer coisa era
melhor do que a face do pai. Não havia
raide interior, nenhuma reserva de
egoísmo aguardava uma oportunidade para
se mostrar. Nenhuma cobiça escondida
precisava ser contida, podendo pular
para fora. Nenhuma hostilidade contra o
Pai se disfarçava de obediência. Ele era
santo, não apenas em atos, em todos os
afetos, em todos os desejos,
em todos os reflexos, nos desejos, nos
motivos, na imaginação, na vontade. Isso
não tornou sua obediência irreal. A
tentação veio de fora com violência
verdadeira. Satanás ofereceu pão sem
confiança, reino sem cruz, glória sem
sofrimento. Pessoas tentaram moldá-lo
segundo expectativas messiânicas.
Amigos o abandonaram, inimigos mentiram,
autoridades o condenaram. O corpo
conheceu fome, cansaço, dor e agonia.
Ele sentiu o peso
da obediência no mundo caído, mas nunca
desejou nada que deshonrasse o pai.
nunca desejou destronar o pai e fazer a
sua vontade. Ja tentava manter Raide
preso. Cristo não tinha monstro para
esconder,
como todos os outros filhos de Adão.
Quando o tentador entrou no deserto,
encontrou um coração inteiro, íntegro,
santo. Quando ofereceu os reinos,
encontrou um filho cujo alimento era
fazer a vontade daquele que o enviou.
Quando a cruz se aproximou, encontrou
uma vontade humana santa, que tremeu
diante do cálice, ou seja, da ira
infinita, mas se submeteu perfeitamente
à vontade do Pai. Não seja feita a minha
vontade, mas a tua. Essa integridade
importa para nossa salvação. Não
precisávamos apenas de alguém que
morresse. Precisávamos de um justo que
vivesse uma vida que pudesse ser
atribuída a nós como se nós tivéssemos
vivido aquela vida e depois morrido
aquela morte. Um segundo Adão que
obedecesse onde o primeiro caiu. Um
representante cuja vida pudesse ser
contada em favor das suas ovelhas.
Cristo não é meramente um exemplo de
como vencer Haide ou um apagador de
pecados. Ele viveu a vida justa
atribuída a nós e morreu e tomou a
maldição que nós merecíamos. Ele é o
homem que viveu a humanidade que nós
deveríamos e não vivemos.
Uma humanidade totalmente existindo para
a glória de Deus. Sua santidade não fica
distante como um espetáculo. Torna-se
nossa justiça pela fé.
O primeiro Adão foi tentado num jardim
cheio, o segundo num deserto vazio.
Um tinha todas os frutos, todo o
alimento por toda parte e tomou o único
fruto proibido, o outro. Jejou 40 dias e
recusou transformar pedras em pão fora
[roncando] da vontade do Pai. Adão
ouviu: "Você será como Deus". Cristo
ouviu, se você é filho de Deus, faça
isso, faça aquilo. A tentação atacava a
identidade.
Use poder para provar quem você é. Evite
dependência.
Controle o momento. Tome o caminho
curto. Jesus respondeu com a palavra,
não como fórmula mágica, mas como uma
expressão de um coração perfeitamente
submisso e satisfeito
no Pai, em Deus.
A escritura em seus lábios vinha
acompanhada de amor perfeito ao autor.
Ele não usava lei para se exaltar, vivia
dela porque amava o pai.
Depois o tentador levou ao pináculo.
Lance-se, faça o pai provar que te ama,
te protegendo.
Transforme confiança em espetáculo.
Force a providência. Jesus recusou. Por
fim, os reinos. Glória imediata. poder
visível, nenhum Jetsêmane, nenhum
açoite, nenhum calvário, nenhuma
humilhação, apenas uma inclinação. Ele
recusou. O diabo saiu, mas retornaria.
Por exemplo, na voz de Pedro, que
rejeitava a cruz, na multidão que queria
fazer o rei, na zombaria, desça da cruz,
sim, você tem poder. Em cada passo a
mesma oferta, preserve a si mesmo. Tome
a glória sem entrega. Use poder para
evitar a obediência. Cristo permaneceu.
Toda vez que nós dizemos: "Preciso
salvar a mim mesmo", ele disse: "Confio
no Pai". Toda vez que a cubiça exige uma
criatura como condição de vida, ele
declarou que o homem vive da palavra de
Deus. Toda vez que o orgulho pede
espetáculo, ele escolheu caminho
escondido. Essa obediência não é apenas
inspiração,
é o tesouro da aliança. O campeão venceu
no lugar daqueles que ele representa.
Israel estava diante do vale.
Visualize. Golias avançava. A armadura
brilhava, a voz humilhava o povo. Nenhum
soldado queria descer. Então Davi
entrou. Quando a pedra atingiu a testa
do gigante, a vitória não pertenceu
apenas ao jovem. Todo o exército que
minutos antes tremia
levantou-se e perseguiu os filisteu. Os
filisteus. O campeão venceu por todos.
Assim o evangelho apresenta Cristo, o
verdadeiro Davi, né? Não apenas alguém
ao nosso lado dizendo: "Façam como eu".
alguém diante de nós, dizendo:
"Permaneçam, eu lutarei por vocês". Ele
enfrentou a lei que condenava, o pecado
que escravizava, a morte que exigia e o
diabo que acusava.
Não confunda em pedra, mas com
obediência, sangue e ressurreição. Sua
vitória é representativa. Quando
confiamos nele, quando realmente a graça
soberana nos chama eficazmente Deus, não
nos trata como espectadores que
aplaudiram corretamente,
nos trata como pessoas incluídas no
campeão, como se tivéssemos feito o que
ele fez. Sua morte é nossa morte
judicial. Sua justiça é acreditada, tudo
que ele viveu naqueles 33 anos de
obediência é acreditada a nós. Toda a
nossa vida é acreditada a ele. Então ele
tem que beber o cálice. Sua ressurreição
inaugura nossa vida. Isso muda a guerra
contra o pecado. Não lutamos para
conquistar uma posição diante de Deus.
Lutamos a partir da posição de já estar
unido ao vencedor. Não tentamos nos
tornar filhos de Deus por desempenho,
por mérito,
mas mortificamos como filhos qualquer
coisa que deshonra o nosso pai. Não
buscamos comprar o espírito, combatemos
porque o espírito habita em nós e opera
em nós. O gigante ainda pode gritar a
hábitos antigos, memórias, desejos,
ocasiões. A carne tenta nos convencer de
que nada mudou, mas a cabeça foi ferida.
Eh, em breve será esmagada debaixo dos
nossos pés. O pecado remanescente não é
um campeão invicto. É um inimigo já
condenado, esperando no intervalo entre
o veredito e a execução final. A igreja
corre porque Cristo já venceu.
Combate o bom combate porque o combate
já foi vencido. Paulo passou anos
construindo justiça dentro, realizações,
disciplina, zelo. Então chamou tudo de
perda, de esterco para ganhar Cristo. Ou
seja, toda justiça que vem só de Cristo
e ser encontrado em Cristo, não tendo
justiça própria
que vem da lei, mas a que vem de Deus
mediante a fé. A justiça que salva vem
de fora de nós. Não há nada nosso que
contribui com ela. Isso humilha e
liberta. humilha porque não permite
contribuição ou fundamento, não permite
eh eh sequer comparação com quem está
perdido, como se algo que eu fiz tivesse
feito alguma diferença.
Se o que você tem você recebeu, por que
você se gloria como se não tivesse
recebido? Não podemos dizer que Cristo
forneceu a maior parte e completamos
alguma coisa, um átomo sequer. Não há
porcentagem humana
adâmica na justificação.
E liberta porque a aceitação não oscila
com o estado do nosso desempenho.
Não sou mais aceito de manhã e menos
aceito à noite, dependendo de como foi o
dia. A justiça de Cristo é perfeita, foi
concluída, então ela é estável.
Ele não precisa obedecer novamente
amanhã para manter nosso veredito. Não
pode perder o mérito que ele tem. Não
pode ser desqualificado.
Ele está à direita do pai sentado. Ele
terminou.
Então, como nosso representante está
terminado. Nenhuma condenação há. Jackel
vivia de justiça interior. Por isso,
cada queda ameaçava tudo. Por isso
precisava esconderide. Por isso, a
comparação era necessária. Se seu valor
dependia de ser um homem bom, a
revelação de qualquer mal nele
significava a morte.
O cristão pode confessar porque sua
justiça está em outro. Ele não precisa
proteger uma versão idealizada de si.
Não precisa usar o humanismo secular.
Não precisa usar a psicologia, a
psicologia secular. Não precisa usar
nada para justificar algo em si. Pode
dizer: "Peiquei". sem concluir, não
tenho esperança. Pode olhar o abismo e
dar o nome certo a ele, sem dar o nome
terapêutico, e esperar
verdadeira
eh libertação através da operação do do
espírito que nos mostra a beleza de
Cristo e nós vamos sendo transformados
de um grau de glória para outro. Ele
pode olhar o abismo sem transformá-lo em
identidade final. A imputação não torna
o pecado leve, torna a confissão
possível.
Aquele que sabe estar vestido com a
justiça de Cristo pode retirar os trapos
imundos. Aquele que descansa no veredito
que o pai já deu, pode abandonar o
tribunal da comparação para se sentir
melhor. Aquele que possui uma justiça
externa pode permitir que a luz alcance
o interior e mostre aquilo que não está
honrando Deus.
E por isso, é por isso que o evangelho
converte Jackel, tira dele o trabalho de
salvar o nome. Então o clamor muda de
direção. Miserável homem que sou.
Depois, graças a Deus por Jesus Cristo,
nosso Senhor. A guerra ainda está no
texto, mas a gratidão entra antes da
glorificação, né? Da libertação
completa. Isso é fé. Paulo não agradece
porque examinou o progresso e concluiu
estar satisfeito. Ele agradece porque o
libertador é suficiente.
A resposta não depende da sensação do
momento, mas da pessoa e obra de Cristo.
Gratidão aqui não é educação religiosa,
é arma. O pecado prospera em carência
imaginada. diz que algo essencial está
faltando, que precisamos da aprovação do
prazer, do controle ou da vingança. Faz
o coração esquecer tudo o que possui em
Cristo. A gratidão responde lembrando:
"Fui amado, fui justificado, fui eleito,
fui adotado, fui unido ao ressuscitado.
O rei me conhece, a herança está
guardada. Deus faz, fará toda justiça. A
alma deixa de tentar arrancar salvação
da criatura. Isso enfraquece a cobiça.
Paulo não diz apenas Jesus me libertará,
diz graças.
A doutrina desce ao afeto. A verdade se
torna adoração. O coração saboreia
aquilo que a mente confessa. É assim que
a luta muda. Não apenas com mais força
contra o desejo, mas com alegria
superior
em Cristo, que é o que o evangelho traz.
O pecado oferece falsas salvações.
A fé que é dom de Deus responde trazendo
ao coração a suficiência do filho que já
nos resgatou.
A frase pode ser mal compreendida.
Não tente mais.
Não significa abandonar vigilância,
disciplina ou esforço. A escritura
ordena correr, lutar, resistir, fugir,
mortificar e perseverar. Significa pare
de tentar salvar-se pelo esforço.
Há um modo de lutar que alimenta Jackel.
A pessoa cai, sente vergonha e promete
que nunca mais. Constrói um regime de
punição. Procura compensar Deus com uma
semana perfeita. Quando consegue, sente
superioridade,
acha que merece algo. Quando falha,
mergulha em desespero. O centro continua
sendo ela mesma.
O evangelho oferece outro movimento.
Reconheça a fraqueza, reconheça o
pecado. Olhe para Cristo. Agradeça pela
resposta que ele já deu à necessidade
que o pecado promete atender.
Se a tentação é buscar aprovação,
agradeça, porque o Pai declarou seu amor
no filho e você não precisa mais de
aprovação. Se é controlar, agradeça,
porque o ressuscitado governa e nenhuma
circunstância está solta. Todas as
coisas vão cooperar para o seu bem
final. Se é vingança, agradeça, porque o
juiz viu. A cruz mostra a seriedade do
mal e o tribunal final não falhará. Você
não precisa se tornar o juiz contra quem
te fez mal. Se a impureza como consolo é
o que é oferecido, agradeça, porque em
Cristo você já possui comunhão e
consolo, promessa e prazer que não se
transforma em cinzas nunca. Essa
gratidão precisa ser específica, não uma
frase decorativa, mas uma aplicação do
evangelho à promessa falsa do pecado. O
coração pergunta: "O que estou tentando
obter por meio disso? Por que perder
isso está me deixando assim?
Depois ele responde: "Como Cristo já me
deu algo melhor do que isso?"
Então ele luta, corta acesso, foge,
confessa, ora, obedece, mas faz tudo
como alguém resgatado, não como alguém
tentando produzir algum resgate, olhando
para Cristo, olhando o que ele já tem,
que aquele pecado ao oferecer em
comparação ao que ele já tem, aquilo
perdeu todo o seu apelo,
por maior que poderia aparecer antes,
como Moisés comparou os tesouros do
Egito ao opróbrio de Cristo. E na
comparação
ele achou os tesouros do Egito nada. A
acusação foi injusta, a conversa se
espalhou. Pessoas que não conhecem os
fatos formaram uma opinião a seu
respeito. Então o coração começa a
ferver.
A cubiça, por sua reputação, diz: "Você
precisa corrigir cada mente, você
precisa reagir. Você não pode descansar
enquanto todos não reconhecerem
que você não é assim.
Sem essa honra você diminui, você não é
nada, você não é ninguém. Então, surgem
fantasias de resposta. Você fica
maquinando como você vai fazer exposição
e tentativa de vingança.
Jacko pode aparecer com gentileza
estratégica. Você
será tão correto que o outro se sentirá
culpado. Fará o bem, não por amor, mas
para vencer moralmente
ou hide
mais violento. O evangelho pergunta:
"Por que a opinião dos servos possui
tanto poder quando o rei já lhe deu um
nome? Em Cristo você é conhecido. O pai
não recebeu os boatos e as fofocas sobre
você. conhece o pior e ainda assim
justificou você no filho. Sua reputação
decisiva não está na praça, mas no
tribunal eterno. Isso não proíbe
esclarecer mentira, ah, ou proteger
pessoas de calúnia, mas retira dessas
ações o peso de salvar sua identidade e
a amargura. Você pode agir sem ser
devorado. A honra do rei torna menor o
julgamento da multidão. Cristo foi
chamado blasfemo, enganador e aliado
diabo.
Não confiou sua identidade a esses
acusadores.
Entregou-se àele que julga com justiça.
A gratidão diz: "Obrigado porque meu
nome está escrito no céu." Então a ira
perde oxigênio.
Mesmo quando fomos verdadeiramente
injustiçados
horizontalmente,
todo vício possui um evangelho,
não é? Má notícia, você não tem o que
precisa. Boa notícia falsa, ou seja, um
falso evangelho, né? Este pecado vai dar
a você o que você precisa. A ansiedade
anuncia que o futuro está sem governo.
Então ela oferece controle para você
vencer a ansiedade. A inveja anuncia que
a bondade de Deus errou o endereço e deu
coisas para outra pessoa. Então a inveja
te oferece ressentimento contra a pessoa
e mesmo sem confessar contra Deus que
deu aquilo para outra pessoa. A luxúria
anuncia que o seu corpo não vai suportar
o vazio e oferece o quê? Então consumo.
A avareza, a não ser que o pai não
cuidará e oferece a você acúmulo. O
pecado não se apresenta apenas como
prazer, ele se apresenta como redentor,
como aquele que vai redimir seu nome,
não é? Seu corpo, sua honra.
Por isso, ordens isoladas parecem
fracas. Elas dizem: "Não faça enquanto o
coração ainda acredita que fazer é
necessário para viver,
para a sua própria identidade." A luta
cristã vai à promessa, desmascar um
falso salvador e anuncia Cristo. Isso
não pode dar o que promete. Isso cobrará
mais do que entrega. Isso já foi
vencido. Você possui uma vida maior. A
mortificação é profundamente teológica,
não é mera gestão de comportamento. Eu
não vou fazer, vou matar isso. É guerra
entre evangelhos, entre o anúncio da
carne, que diz que aquilo vigado, aquela
pessoa vai fazer você se sentir melhor.
É o anúncio da carne, né? O evangelho da
carne e a notícia do filho. O evangelho
do filho. Quando a gratidão por Cristo
enche o coração, o pecado perde
plausibilidade,
não desaparece sem combate, mas já não
parece a única fonte de vida, parece uma
mentira oferecendo vida. Antes de
Cristo, Paulo obedecia. Depois de
Cristo, também obedecia. A diferença
principal não podia ser apenas eh
observada por fora. Quem viu Paulo antes
viu ele um homem de bem e quem viu Paulo
depois viu um homem de bem.
Mudou a mola interior. Antes orgulho,
medo, comparação e dívida é que
impulsionava. Depois era deleite, amor,
gratidão e o Espírito Santo produzindo
seus frutos. A mesma ação pode nascer de
mundos totalmente diferentes. A mesma
ação, a mesma obediência. Dois homens
dão o seu dinheiro. Um compra aplauso ou
então controle. Eu tô dando oferta aqui,
tem que fazer como eu quero. Não vou
parar de dar oferta.
Outro responde à generosidade de Deus.
Deus me deu.
Tudo que eu tenho me deu e eu respondo a
essa generosidade.
Dois podem estar defendendo a verdade.
Um precisa vencer o debate, o outro
deseja honrar Cristo.
Dois recusam um pecado.
Um protege a imagem, se sente melhor,
melhora o currículo, fica com um
currículo mais espiritual. outro não
quer entristecer o Senhor que o amou e
se entregou por ele. A santificação
alcança essa mola não perfeita
perfeitamente nesta vida. Motivos
permanecem misturados ainda. A carne
ainda tenta sequestrar
boas obras e obediência,
mas existe um princípio novo. Em meu
íntimo tenho prazer na lei de Deus. Em
mim mesmo não habita bem algum.
Mas na minha nova natureza tenho prazer
na lei de Deus. Esse prazer é evidência
de regeneração. Não a intensidade
constante, não a emoção sempre elevada,
mas uma lealdade real que retorna,
confessa e deseja agradar ao Pai. O
Espírito não apenas coloca força ao lado
da velha vontade, ele forma uma nova
vontade. Por isso, o cristão pode cair e
não encontrar no pecado o mesmo lar.
que o pecador não regenerado ou que ele
mesmo encontrava antes. A transgressão
ainda seduz, mas deixa um gosto de
escuridão, de podridão.
O filho pródigo pode entrar no
chiqueiro, mas não consegue transformar
o chiqueiro em uma casa definitiva.
A nova mola o puxa para o pai.
Jack perdeu a poção. Chegou o momento em
que se tornou a forma automática.
Tomou o controle total. O médico
precisava beber para voltar ao rosto
respeitável. Depois os ingredientes
acabaram. A história terminou em morte.
Ele só podia se matar. Roman 7 também
termina com um corpo de morte, mas não
com suicídio, com gratidão. Porque o
cristão não depende de uma poção que
restaure temporariamente a aparência ou
salve temporariamente até que ele mesmo
consiga manter as coisas de pé. depende
do ressuscitado que transformará o
próprio corpo e glorificará todos
aqueles em que o Pai eh predestinou,
chamou, justificou e glorificou.
Hoje o pecado permanece nos membros, a
carne resiste, o cristão gemeas de
vitórias claras e dias de humilhação.
A guerra não é fingida, mas hi haide
final. Cristo é, seremos semelhantes a
ele. O corpo humilhado será
transformado. A corrupção não
atravessará
a ressurreição, ficará para sempre do
outro lado. Nenhum desejo desordenado
entrará na cidade, nenhuma duplicidade
habitará o coração glorificado. A nova
identidade, hoje combatida, será
plenamente manifestada. O velho homem
não receberá uma última poção, será
deixado no túmulo para sempre. A graça
não terminará
restaurando Jackel, terminará
conformando-nos perfeitamente
ao filho. É uma pena, mas eu tenho que
tem que terminar, senão o vídeo fica sem
fim, né? Há um espelho no fim da
história. Não o espelho fraco do
escritório, não o vidro do laboratório
de Jackel, não a superfície em que
Jackel procura sinais de hidecha que tá
melhorando.
Nós veremos face a face. Agora
conhecemos em parte. Agora a luz revela
manchas e o coração geme. Agora
confessamos que o mal está junto quando
queremos fazer o bem.
Agora a gratidão convive com a batalha,
mas a batalha possui prazo. O Cristo que
justificou também glorificará. O
espírito que iniciou a nova vida
completará a boa obra que começou. O
corpo sujeito à morte será levantado
incorruptível. Então, não haverá dois
passos no corredor, nenhuma voz
escondida, nenhum desejo competindo com
o amor de Deus, nenhuma virtude curvada
para o próprio nome, nenhuma obediência
usada como moeda. A criatura será
inteira, não autônoma, inteira em
comunhão, para sempre mergulhada no
oceano sem fim da graça de Deus em
Cristo. A lei estará plenamente escrita
no coração. Obedecer será,
não será peso, estratégia ou comparação.
Será a liberdade final
dos filhos de Deus. O amor não precisará
vencer resistência interna. A alegria
não dependerá de nenhuma criatura
ocupando qualquer tipo de trono. Jack o
quis separar duas naturezas para que
cada uma fosse livre e ficasse evidente
que ele era ele. E o era só o que era
ruim que estava nele, mas não era ele
mesmo. Cristo fez algo maior. Ele
condena o pecado
em si mesmo e perdoa o pecador pelos
quais ele ofereceu propiciação,
expiação. Mas não faz só isso. Dá um
novo coração, mortifica a carne,
ressuscita o corpo, conforma o homem
inteiro a sua imagem. Por isso, a última
palavra não é miserável nem hide, é
graças a Deus por Jesus Cristo, nosso
Senhor. A gratidão que hoje luta será
então a respiração eterna. dos
redimidos. E o espírito da glória não
encontrará manchas nunca mais.
Encontrará a imagem perfeita de Cristo
refletida em cada um do seu povo, em
cada uma das ovelhas que o Pai deu ao
Filho na eternidade.
Esse é o evangelho. Fora disso, todo
evangelho é falso. Que Deus nos abençoe,
queridos. Amém. Amém. Se tua graça é um
dom,
porque ela tem olhos.
Porque ela me olha de volta.
Eu
tratei tua graça como conceito, algo que
cabia [canto]
na minha definição.
Mas ela [música] sangra, ela chama, ela
[canto] invade, ela tem nome e rompe a
abstração.
Não é ideia, [canto] é encontro,
não é teoria, é presença.
é o infinito se curvando [música]
para habitar minha carência. [canto]
E quanto mais eu vejo, mais eu deixo de
ver a mim.
[música]
Cristo,
a forma invisível da graça em mim, o
indivisível se tornando [música]
assim.
Cristo, [música]
[canto]
não há algo que recebo de ti,
mas o próprio Deus vindo [música]
a mim. [canto]
E quando eu penso que entendi,
tua graça me desfaz outra vez.
Dá-me graça [música] para sentir o
abismo entre eu e [canto] ti. Não para
me perder nele, mas para te ver descendo
até aqui. Dá-me graça [música] para
pedir mesmo quando a voz falhar, porque
até o meu clamor precisa de ti. Para
começar, dá-me graça para colher o peso
eterno do teu amor, que desmonto
[canto][música] que eu era e me refaz,
meu criador. Quanto mais tu cresces,
[canto]
mais eu aprendo assumir
Cristo, [música]
a graça que me encontra [canto] antes de
mim,
o começo antes do
[canto] meu
ser.
>> [canto]
>> Cristo,
a resposta antes do clamor. O fim de
mim, o início do amor. [grito]
E tudo em mim que quer permanecer
[canto] é confrontado pelo teu viver. Se
até minha fome [canto]
vem de ti, [música]
então não há parte em mim que seja
livre. [canto]
[música]
de ti. [canto] Se eu peço, é graça.
Se eu recebo, [canto] é graça.
E eu respiro em ti
ainda.

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