Davar Live – 07/08
08/08/2026
Fonte: Davar – Religião e Opinião
Legendas automáticas:
Fala, pessoal, boa noite. Bem-vindos aí a mais uma live. Eh, começo perguntando se tá tudo OK aqui com vídeo, com áudio. Se tiver algum detalhezinho que não tiver funcionando direito, por favor, deem um toque aí. E aí, como estão vocês? Gente, é o seguinte, não tivemos live semana passada e a gente também tem uma questão que não teremos na próxima semana, né? O que acontece? Eu tô com parêntes em casa e aí eu essa coisa de de ir buscar no aeroporto. Ah, semana que vem eu não vou estar aqui no eh não vou estar aqui na minha casa, vou visitar parente em outro estado. Então vai ser aquela coisa, né? Então, não tivemos semana passada e não vamos ter no próximo, no próximo sábado não teremos live de novo. O próximo sábado que é o dia 15, né? Então na próxima sexta, né? Dia 14, aliás, não teremos live de novo, tá bom? Infelizmente as coisas acontecem, né? não vou estar em casa, não vou conseguir fazer a live com vocês. Eh, e mais uma vez também por causa da correria que eu tô essa semana, né, desde do do desde o fim de semana passado também, por causa do desses meus parentes que estão em casa, então também não assisti o filme Matrix, não vamos falar sobre o Matrix, né? o Mateus que tinha mandado um recado na outra semana falando que tava na no aguardo. Não vai ser dessa vez ainda, Mateus. Não sei se até se vai ser na live depois dessa. Eu não sei como vai est o eh a minha semana antes da live para eu conseguir assistir o filme com calma e anotar algumas cenas, mas vai chegar esse dia, viu? Não, não desista, tenha fé. A gente ainda vai comentar aqui sobre o o Matrix, tá bom? O Carlos já mandou ali um áudio normal. Boa noite, Carlos. Obrigado aí. Eh, então tá bom, gente. Ó, vou começar lendo os comentários. A gente tem essa tradição, começar a live lendo alguns comentários da na semana, né? Vou eu vou ler dois comentários aqui, vou ler três, aí a gente já comenta também, né? Eh, a gente tinha comentado sobre inconsciente e tal e aí uma pessoa comentou aqui, a Vânia, né, para retribuir sua generosidade, faça uma reflexão. O que você acha que é consciência é pequena, é uma pequena parcela de algo maior que engloba o que chamamos de inconsciência e inconsciente. Nossos atos conscientes são determinados por padrões construídos por educação e nossa interpretação da vida e das relações e por nossas emoções. fato de negar sua existência e não me relacionar com eles é o que me torna escravo do inconsciente. Com esse olhar, eh, com esse olhar, reler o Novo Testamento vai fazer perceber que Jesus inaugura o nosso mundo íntimo e vai nos ensinar a ser rei desse mundo interior. E aqui o o comentário da Vânia, né? Aí ela tá comentando aqui, né, dessa perspectiva mais eh psicanalítica e tal. Tem o consciente, inconsciente, aquela imagem clássica, né, que é o é o iceberg, né, o consciente é o pedacinho que você vê fora do do oceano e embaixo tem aquele pedaço muito maior que seria o inconsciente, eh, que seria aqui a tal da primeira tópica e segunda tópica do Freud também, né, que você tem o ego, o super ego e o id, né? Então, quando fala que nossos atos conscientes são determinados por padrões construídos por educação e tal, nossa interpretação da vida e tal, por nossas emoções, eh tem uma relação entre consciente e inconsciente ou consciente, préconsciente e inconsciente e o e de ego, superego, que seria um uma outra perspectiva de uma outra parte, né, da nossa mente dentro da teoria da psicanálise, né? né, que é basicamente a gente tem o eu sempre confundo o que que é o ego e o super ego, mas o ID seria a nossa parte eh que seria, vamos dizer aqui, mais instintiva, seria aquilo que eh eu vou usar aqui um exemplo do clube da luta. Só um segundo aqui só para para falar certo aqui. O Clube da Luta, a gente tem no filme Clube da Luta, não sei quem conhece o filme, a gente tem eh duas pessoas, que na verdade é uma é uma pessoa só que você dividiu em duas, mas aí quem vê o filme vai entender. Eh, deixa eu só entender aqui o que que é. Tá, é isso mesmo. Tá, tá. Eh, o, então o ID seria aquele o o cara que é o Brad Pitt lá no clube da luta. É o seu lado mais instintivo, é o seu lado que quando você tem vontade você vai e faz, né? eh mais audacioso, instintivo, eh eh que tá ligado com o essa as coisas que você tem vontade, tá ligado também com a ideia de desejo e tal, de pôr o desejo em prática e tal. E em o oposto do ID seria o que a gente chama de superego, que é a as leis morais. É o Tyler Durden, né? O o Carlos colocou aqui, né? O o ID seria o Tyler Durden, não tava lembrando o nome. Eh, o Supergo seria o outro cara lá, o personagem do, ah, gente, me sumia o nome do do ator que fez o cara que não é o Tyler Deren, né? Que você tem o Brad Pitt e tem o Edward Norton. O o ator que é o o personagem do Eduard Norton seria o que? seria o super ego, que é aquele que é extremamente controlado, é aquele que faz tudo certinho, tudo que mandam, seria toda a moral que é passada, as leis que são passadas, as coisas que você eh coletivamente é ensinado a seguir, as regras que você é ensinado coletivamente a seguir. Então isso seria um outro aspecto da que você é você tem o ego que faz e a conversa entre os dois. Então você tem o ID e o supergo de um lado. E o ego é aquele que faz a mediação entre o ID e o supergo, né? Que não é um personagem do clube da luta, mas esses dois a gente pode colocar como dois opostos e você tem ali o ego fazendo a mediação entre os dois, né? Não vou dar spoilers, mas tem a ver com o final do filme também. Ou também quem gosta de Star Trek, né? A gente tem o capitão Kirk, que seria o ego, é o que faz a mediação entre dois lados. Um lado que seria o Spock, que é esse super ego, é o lado racional, é o lado que que tem as regras, que segue as regras. E você tem o ID, que seria o Bonis, né, o doutor Macoi, que ele é muito mais sentimental, ele é muito mais eh espontâneo, ele faz mais as coisas que vem a à vontade dele fazer. Então tem várias outras referências na cultura pop a esses elementos aí da psicanálise. Tô viajando aqui só pelo comentário que foi deixado, tá? Não é nem muito o o foco aqui do canal, mas beleza. É isso. Comentário da Vânia aí. Aí tem esse comentário da Lúcia que diz o seguinte: "Olá, obrigado pelas lives. Costumo assistir depois, mas assisto sempre. Suas reflexões são excelentes. Obrigado, Lúcia. Adoraria e de te ver no Vilela, tô na torcida. Tem tem chão para eu chegar lá. Eh, sobre seu desejo de vídeos com temas específicos, quem sabe reservar 30 minutos iniciais para leitura sistemática com comentários. Quero dizer, a cada live ler alguns versículos de de Eclesiastes, comentar um pouco. Na semana seguinte continua na sequência até estudar todo o livro. Eu ia adorar. Legal. Eh, eu gostei dessa ideia porque muitas vezes a gente não tem muitos comentários aqui para esse começo de live que ele fica sempre um pouco no ar aí, né? Então, a gente pode, e eu já reservei aqui, ler textos, eu não sei se necessariamente Eclesiastes. Eu vou começar aqui com alguns salmos, alguns provérbios, então pedaços pequenos de texto. A gente pode pegar algum texto também eh de alguma fala de Jesus. Eu gosto da ideia do sermão do monte, a gente ir comentando aqui sobre o sermão do monte. Eu acho isso muito legal. Eh, e talvez mais para frente pegar aí uma porção maior de um livro e tal. pode ser o próprio Eclesiastes mesmo. E eu já separei um textinho pra gente ler aqui hoje, tá? Um salmo, um salmo que me chama atenção e a gente pode começar a nossa conversa aqui com ele, tá bom? Eh, então é isso. Na verdade, tinha um outro comentário que acho que não precisa. De vez em quando eu recebo alguns comentários com algumas críticas em relação a à posições que eu tomo no canal, só que nem sempre são críticas muito articuladas. Então, às vezes a pessoa só chega e fala: "Não, isso daí não é isso". E aí eu não sei nem exatamente como responder, né? Porque eu tenho um vídeo inteiro argumentando em um sentido e a pessoa vem e diz que não é. Então, por exemplo, o comentário que foi deixado é uma pessoa falando em um vídeo chamado filho de Deus/ra Filho do Homem, que eu comento esses dois títulos messiânicos de Jesus. E a pessoa comentou dizendo: "Jesus Cristo não é o filho do homem". E aí, eh, eu não entendo exatamente o que ela quer dizer, mas o argumento que tem aqui no, no canal, no vídeo do canal, é justamente que o próprio Jesus se identifica como filho do homem, né? E a gente tem uma identificação do filho do homem no em Daniel capítulo 7, que seria o a identificação de do Messias glorioso, vamos chamar assim, né? e que é o que a gente entende, né? Quem é cristão entende que seria o próprio Jesus na sua segunda vinda no final dos tempos, né? o filho do homem que veio nas nuvens do céu. Eh, o que pode ser confuso é que o título filho do homem tem mais de uma conotação. Ele pode estar aqui nesse sentido messiânico falando do filho do homem como um título que ia complementar a ideia do filho de Deus, né, que aparece lá no Salmo dois, tal. No vídeo tem a gente comenta mais sobre esses dois títulos. Eh, só que uma outra aplicação pra ideia do filho do homem é também simplesmente a palavra humano. Então, ela aparece muitas vezes essa expressão no na literatura profética se referindo a pessoas. Então, quando Deus fala para Jeremias fala: "Filho do homem, faça tal coisa". Então, essa expressão ela pode ser confusa porque Jesus diz, né? se refere a si mesmo usando o título filho do homem dentro de uma dentro de uma perspectiva messiânica, mas ao mesmo tempo esse título também pode ser usado de forma genérica em outros textos se referindo a ser humano de forma geral, né? Então essas coisas acontecem na Bíblia. Nem sempre a mesma expressão tem o mesmo significado na Bíblia inteira. A gente já comentou aqui um tempo atrás que existem inclusive símbolos na Bíblia que ele pode querer dizer coisas diferentes em momentos diferentes da Bíblia, inclusive coisas meio que opostas, né? O fermento. O fermento é o que na Bíblia? O fermento é o fermento dos fariseus, representando o mal. O mal que contamina as coisas. Ou também o fermento é o reino de Deus. É o reino de Deus porque ele cresce, ele contamina, ele se espalha. Então, o fermento é usado na ideia daquilo que se espalha e faz crescer. Eh, o mal tem um aspecto desse, tem o fermento dos fariseus, o o eh a hipocrisia religiosa e tal, tem esse aspecto, mas por outro lado também tem esse aspecto no próprio reino de Deus. Então, existem expressões na Bíblia que podem querer dizer mais de uma coisa, dependendo do contexto. Sempre, isso aqui é a regra de interpretação bíblica. Sempre a coisa mais imediata para dar o sentido da expressão é o contexto imediato. Ou seja, e se você tá lendo ali um sei lá, um salmo onde aparece uma expressão, a primeira coisa para você entender essa expressão é como essa expressão tá colocada naquele contexto daquele salmo que você tá lendo. Porque pode ser que essa expressão queira dizer outras coisas em outros textos, mas naquele texto específico ela pode estar sendo colocada de uma maneira que tem um significado que você vai perceber ali no de acordo com o o contexto lá do aonde ela tá inserida, entendeu? Então, por isso que nem sempre é uma expressão quer dizer a mesma coisa sempre, né? Eh, às vezes aí sempre a expressão tá primeiramente submetida ao contexto imediato. Você tá lendo ali onde ela tá inserida o que que ela quer dizer naquele contexto, né? E depois ela pode estar querer dizer outras coisas, o contexto mais amplo às vezes daquele livro ou às vezes o próprio contexto bíblico, às vezes um contexto histórico, você precisa achar para entender melhor o que que uma expressão quer dizer e tal, mas é sempre o contexto imediato que tá acima de tudo. Bom, o Eduardo colocou aqui um título dado a Jesus que eu não entendo bem, é filho de Davi. Logo embaixo aqui o Daniel comenta aqui o livro de Daniel cita o Filho do Homem lá no capítulo 7, nos versos 13 e 14, né? Isso. Isso é que a gente tá se referindo, né? Eh, Johnny coloca aqui, né? Shabat shalalom leculam. Ah, a bom sábado a todos, né? A pessoa que te falou isso não leu nada de Oscar Cullman, principalmente na sua obra A Cristologia do Novo Testamento. Eu não conheço esse esse livro não, Johnny, mas provavelmente ele tá nesse sentido aí que a gente tá comentando, né? Eh, então, como o Daniel colocou ali, o Daniel Algo verde colocou no livro de Daniel, tem a expressão no capítulo 7 verso 13 e 14, quando fala na sequência de reinos da terra, no final você tem um como filho do homem que vem das nuvens dos céus e traz o reino de Deus, um reino que jamais passará, um reino eterno, etc e tal, né? Então tem essa ideia, né? Daniel coloca aqui também, né? para o judeu é o Messias celestial, rei. A ideia do filho do homem, né? Vamos comentar um pouco aqui que o Eduardo colocou, um título dado a Jesus que não entendo bem, é o filho de Davi. O que que a gente tem em relação a a Davi? Eh, Davi, ele é um s o próprio Davi é um símbolo messiânico, né? O que que eu quero dizer com isso? Eh, vamos começar pela própria palavra Messias. Que que a palavra Messias quer dizer? A palavra Messias, eh, ou maia no hebraico é aquele que é ungido. E o que que é, quem é ungido? O que que quer dizer isso? Por que ungido? O que significa unção? A unção era uma cerimônia que acontecia no antigo Israel, eh, para trazer a ideia de que alguém foi eleito. Quando essa pessoa é eleita, ela é ungida. O óleo é colocado sobre a cabeça. Unção é a cerimônia de colocar o óleo sobre a cabeça e esse óleo se se esparramar, né? Eh, existiam duas principais eleições. Eh, e eleições, quando eu falo eleições, não é eleição igual tem aqui que as pessoas votam, não. É Deus que elege essas pessoas, eh, que para dois cargos que são muito importantes no antigo Israel, que seria o sacerdote e o rei. Tanto o sacerdote quanto o rei são chamados no texto bíblico como o ungido. Então, o sacerdote é chamado de ungido e o rei também é chamado de ungido. Embora são duas funções diferentes cada uma, mas ambas tem a cerimônia de unção que tem a ideia de uma eleição divina. Eh, então a, por exemplo, lá no Salmo 133, eh, quão bom e agradável viver unidos os irmãos, né? Eh, é como o óleo bom que escorre da cabeça de de Arão e escorre para as vestes e tal. E depois vai falar dos montes, o o orvalho que escorre do monte Hermon e fala que dali Deus eh derrama suas bênçãos a vida para sempre. Então, eh ele vai comparar o óleo escorrendo na cabeça de Arão como o monte Hermão, o monte Hermon e a Jerusalém, a cidade de Deus, né? Então são símbolos de ações divinas. Então, a ideia de um óleo escorrendo pelas barbas e pelas vestes eh de Arão é uma ideia de algo muito bom. Então, a ideia do salmo é quão bom é agrad e agradável a viverem unidos os irmãos. Quão bom, ele vai dar umas imagens. É tão bom quanto o óleo escorrendo na cabeça de Arão. É tão bom quanto o orvalho escorrendo no monte Hermon. Eh, a bênção que vem de de Jerusalém, que é a vida para sempre e tal. Então, a ideia é que esse olho escorrendo na cabeça de Arão é uma coisa excelente, é uma coisa muito boa, porque justamente porque significa que Deus elegeu um sacerdote para seu povo. E também vocês vão lembrar que eh o rei de Israel quando ele era escolhido por Deus, né, quando ele era eleito, quando ele ia tomar o e o quando ele ia assumir o trono, ele também era ungido. O óleo era derramado sobre a cabeça dele. Lembram lá Samuel, que era um ungido, ungiu Davi como o rei, né, quando faz os filhos de Jessé passarem na frente dele e tal, né? Vocês lembram da história? Então, duas dois cargos diferentes eh são chamados de eh machia. O que é interessante, inclusive é que esses cargos eles não são eles não devem se confundir. Eh, quem oferece sacrifícios, por exemplo, é o sacerdote. O rei não é para o rei oferecer sacrifícios. Então, pior do que, quando vocês lembram da história de Saul, pior do que ele se consultar com a a feiticeira que vivia, né, em Endor, eh, o que fez ele de fato ser rasgado do reino. E essa a imagem que Samuel vai dizer, é quando ele oferece sacrifícios no lugar do sacerdote. E aí quando Samuel aparece, ele já tinha oferecido sacrifícios porque não quis esperar Samuel, né? E Samuel fala: "Não, olha o seguinte, você foi rejeitado como rei de Israel". Ele vira as costas e Saul tenta segurar nas vestes de Samuel. Falou: "Não, não faça isso". E aí ele rasga a roupa de de Samuel. Aí Samuel para, olha para trás, fala: "Olha, assim como essa esse pedaço de pano foi rasgado, eh, você também agora foi rasgado do reino de Israel. Você não faz mais parte do reino, você não é mais rei, né?" E aí, um pouco mais tarde lá, Saul perde a guerra e ele se lança sobre a sua própria espada e morre, né? Então, era uma coisa abominável um rei, que é um Messias, assumir funções do outro Messias, que é o sacerdote. Eh, na Bíblia só existe uma uma figura que ocupa as duas funções, que seria o Messias, o grande Messias, o grande ungido. E ele recebe esse título, essa essa expressão de Masia, justamente porque ele tem todas essas funções. Ele é o grande sacerdote e ele é o grande rei. Eh, então a gente tá falando de porque o título filho de Davi é dado para Jesus. Então, é dado porque Jesus é é, digamos assim, ele é o ungido perfeito e Davi é um símbolo para esse esse ungido perfeito. Embora Davi tem um monte de problemas, né? Todo mundo conhece aí os erros de Davi. Eh, ele simbolizava a Jesus. Então, eh, um texto que vai ser, vai deixar isso bem claro é quando Davi tá lá em cima do palácio dele, olhando pro reino dele. Eh, inclusive é quando ele tá em cima do palácio olhando pro reino que acontecem alguns problemas, como a questão lá da da de Batseba, né? Eh, ele tava lá em cima do palácio dele olhando pro reino e aí ele olhou, tava olhando para pra tenda do tabernáculo, que é basicamente a mesma tenda que eh Moisés tinha estabelecido, né? E ele começa a pensar e falar: "Eh, poxa, olha só, eu tenho um palácio, mas Deus mora numa barraca, numa tenda. Isso não tá certo. Eu vou construir um santuário para Deus. Então ele consulta a Deus falando: "Olha, eu vou construir uma casa para você, para você, ó Deus, né?" E aí tem toda aquela questão que Deus fala: "Olha, quem vai construir vai ser Salomão, suas mãos estão sujas de sangue e tal". Mas eh ele Davi não é rejeitado. O que Deus fala é: "Você queria construir uma casa para mim, mas sou eu que vou construir uma casa para você". E aqui tem um jogo de palavras, né? Enquanto eh Davi queria construir uma casa no sentido de um um palácio, um lugar de morada de Deus, Deus vai construir uma casa no sentido de uma uma descendência para Davi. Então, o o nome Davi vai ser o um nome de uma de uma linhagem, uma linhagem, uma descendência. Eu vou construir uma casa para você. Eh, e aí é reforçada a promessa do Messias. Então, o Messias desde o começo tá ligado à descendência ali pela casa de Judá. Vocês lembram lá em Gênesis 49, quando Jacó faz a as bênçãos poros seus filhos, quando ele vai fazer a bênção sobre Judá, ele fala do leão. O cétulo jamais se apartará de Judá, né? Judá é como um leão e tal. Eh, a ele todas as nações curvarão seus os seus irmãos o adorarão e tal. Então, a ideia é que o reino vem através de Judá e essas profecias concretizam em Davi. Então, quando se fala em Davi ou ungido, eh, essa expressão já tem um caráter messiânico em si, sabe? Existem profecias, por exemplo, existe uma profecia no livro de Oséias, se eu não me engano, é Oséias capítulo 11, não é Oséias ou deve ser capítulo 6, que ele fala que os filhos de Israel ficaram muito dias sem estola sacerdotal, sem santuário e tal, mas no final dos tempos eles se voltarão a a Davi, o seu rei, né? Se voltarão a mim, a Davi, o seu rei, e tal. Mas assim, já na época de Oséas, Davi já estava morto há muito tempo. Então, falar que os filhos do Israel iriam se voltar a a Davi, o seu rei, tem mais a conotação de que eles iam se voltar ao Messias. Aí alguns interpretam como sendo as pessoas se voltando a Jesus no final dos tempos ou até os descendentes de Abraão, os próprios judeus, uma conversão dos judeus no final dos tempos e tal. Só uma profecia que tá lá em Oséias. Deixa eu encontrar aqui porque eu acho que é interessante quando a gente comenta esses textos que que tem muitas implicações. Acho que é legal a gente ser mais preciso um pouco. Tenho quase certeza que aqui no capítulo seis eh eu coloquei uma tradução diferente aqui. Vamos lá. Na. Bom, já eh no capítulo seis é interessante que é é o é o onde tem misericórdia, quero e não sacrifícios, né? Ali no verso 6, Oséias 6 verso 6. Jesus fala muito sobre esse esse verso. Eh, tem um verso bem interessante aqui que, bom, para quem é cristão é uma referência a à ressurreição de Jesus, né? Eh, lendo versão. Venhamos e voltamos para o Senhor, porque ele nos despedaçou, mas vai nos curar. Ele nos feriu, mas vai nos atar as feridas. Eh, depois de dois dias nos dará vida e ao terceiro nos ressuscitará e viveremos diante dele, né? existe uma referência à ressurreição no terceiro dia. Então, eh, é bem interessante esse daqui, né? Mas deixa eu só perguntar aqui aonde que fica esse verso. Onde estáas 3, capítulo 3. Então não era nem o 6 e nem o 11. Oias capítulo 3. Eu vou ler o verso 4 e5. Porque os filhos de Israel ficarão por muito tempo sem reis, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem estola sacerdotal ou ídolos do lar. Depois os filhos de Israel voltarão e buscarão o Senhor, seu Deus, e Davi, o seu rei. E nos últimos dias, tremendo de paixão, de paixão, eh, aliás, nos últimos dias tremendo, se aproximarão do Senhor e da sua bondade. Eh, então tem aqui uma profecia interessante. Então, quando ele tá falando aqui Davi, o seu rei, a gente entende que ele tá se referindo ao Messias, porque Davi já tava morto aqui já na época de Oséias, ele tá falando sobre uma profecia de algo que aconteceria no futuro, né? Então, Davi, ele continua como um símbolo na história de Israel, simbolizando a ideia do ungido em si. Então, Davi era o ungido como rei, mas ele tá representando a ideia do ungido, o Messias. Eh, aqui eu respondi, acho que só em parte aqui, Eduardo, porque o filho de Davi seria um título dado a Jesus. Então, o filho de Davi seria aquele que é o o descendente de Davi, que carrega as profecias que foram voltadas a Davi, entendeu? Eh, então o filho não é, o filho no caso não quer dizer aquele que é o o que nasceu diretamente de Davi, mas a palavra filho no hebraico, né, ela tem essa conotação de descendência. Então, seria o descendente de Davi, que seria o que carregaria essas profecias messiânicas, né? Então, seria mais nesse sentido. Johnny tava comentando o livro que ele disse, né, que do Oscar Kman aqui. Esse livro aborda exatamente isso, os nomes dos do Messias. Eh, o detetive perguntou, será que Jesus falava grego? Será que ele usou o grego para conversar com o centurião romano? Eh, nem sei se a live tem pauta. Se tiver, se estiver fora a pergunta, pode ignorar. Não, a gente responde aqui. Eu já volto nela. Só ver se tem mais alguma coisa no que a gente tá falando, né? Eh, o Carlos colocou: "Por conta da leniência de Saul, os familiares de Agag fugiram e deram descendência a Amã. Por causa dele conhecemos a história de Ester." Eh, Amã é chamado de o Agajita, que é o descendente de Agag, né? É interessante essa história aí, Carlos. Eh, aí o Daniel coloca: "Ierarquia estabelecida por Deus ao povo hebreu no passado, rei, profeta e sacerdote, será unificado por Jesus no futuro próximo." Aleluia. Exato, né? Jesus com um rei, filho de Davi, como profeta, a palavra de Deus e como sacerdote, o mediador. É bem isso mesmo. É bem isso mesmo. Então, digamos assim, que o filho de Davi é um título messiânico que enfatiza a perspectiva da realeza do Messias. Eu acho que essa frase resume bem, eh, porque o Messias tem várias facetas, digamos assim. Ele tem uma faceta real de realeza, que é o filho de Davi. Ele tem uma faceta de sacerdote. Eh, e não tem um título necessariamente se referindo a isso, mas ele tem esse aspecto e ele tem eh também o aspecto de eh profeta, como foi falado, né? E ainda existe o Messias, filho de Davi, versus o Messias, filho de José, que é uma questão interessante aí também, né? Acho que a gente comentou um tempo atrás aqui que dentro do pensamento judaico, alguns tratados do Talmold, tratar do Shabata, se eu não me engano, que ele vai comentar de um outro, tem dois Messias, tem dois ungidos no final dos tempos. O Messias é esse que vai vir estabelecer o reino messiânico, eh, que é é grande, é poderoso e tal, né? Seria mais ou menos um líder bélico dentro da perspectiva judaica, só que tem um outro Messias que vem e sofre, que seria esse Messias, filho de José. E aí algumas algumas profecias estariam se referindo a essa figura que é um Messias que pode vir ou ou não, dependendo do que vai acontecer, né, no pensamento judaico, eh, que seria um Messias sofredor, inclusive ele vem para morrer uma morte sacrificial. Eh, inclusive ele vai dizer que aquela profecia que diz: "Que feridas são essas nas suas mãos?" são, ah, são feridas que que com as quais fui transpassado na casa de um de amigos meus. Eu não lembro exatamente onde é essa profecia, mas eh algumas eh partes da tradição judaica vão fazer uma referência dessa profecia a esse Messias, filho de José, o segundo Messias, que dentro da tradição cristã, tanto o filho de José quanto o filho de Davi seriam Jesus. filho de José. Aqui, só para deixar claro, não seria o José pai de Jesus, né, dentro da tradição judaica, mas seria o José, eh, o José, o filho de Jacó, né, porque ele seria um Messias que sofre, assim como José sofre, é vendido e tal, né? Então, seria mais ou menos nesse sentido. Bom, então é isso. Esse é o Messias, filho de Davi. As feridas aqui, Zacarias 13 verso 6. Obrigado, Carlos. Carlos tá sempre aqui ajudando com esses textos. Eh, então é isso. A pergunta do detetive, eh, será que Jesus falava grego? Será que ele usou o grego para conversar com o centurião romano? Olha, a gente não tem evidências de que Jesus, que eu me lembre agora, não, de que Jesus falava grego. Eh, provavelmente o centurião romano que servia ali naquela região da Judeia, ele falava o aramaico, que era a língua corrente. A gente sabe que Jesus com muita segurança ele falava o aramaico, que era a língua corrente, a língua do dia a dia, e ele falava hebraico, que era a língua religiosa, digamos assim. Então, aramaico era mais a língua falado no dia a dia, ali no na região da Judeia, no período do segundo templo, né, a época em que Jesus viveu lá no primeiro século. E a língua hebraica era usada nas eh nos rituais do tempo, nos rituais da sinagoga, né? Porque o o por exemplo, Jesus lê o texto de Isaías, né, que fala eh vem estabelecer o ano favorável do Senhor e tal. Eh, tem o nos Evangelhos se refere essa leitura do do texto de Isaías no santuário. Essa leitura foi feita em hebraico. Então, ele não só sabia hebraico, como sabia ler também em hebraico, né? Então, ele leu o texto em hebraico. A gente tem certeza. oamaico era usado no dia a dia. Eh, e o grego era uma língua que provavelmente Jesus conhecia, era uma língua conhecida também, mas era mais usada para eh o digamos assim, o Novo Testamento foi escrito em grego porque ele tinha pretensões de alcançar o mundo. Então era mais, digamos assim, uma língua internacional, entre aspas, né, entre várias aspas, o grego. Eu não lembro agora se tem alguma referência direta nos Evangelhos de Jesus falando grego, mas e eu não há não não tenho certeza de que ele falando com o centurião é uma evidência de que ele falava grego, né? Muito provavelmente ali o eh o centurião falava o aramaico, a língua ali da região das pessoas. Eh, fora isso também a gente tinha o latim, né, que era a língua do império, era a língua dos romanos, né, o latim. Então, mais uma complicação aí. Eu acho que não tem o latim, eu acho que não tem nenhuma sugestão nos evangelhos que Jesus falava eh latim. Paulo é que falava latim, né? Ele vai se defender. Uma das vezes ele fala em latim. Aí todo mundo começa a prestar atenção no que ele tá falando, porque ele fala: "Então vocês estão querendo me prender, eu sou o cidadão, um cidadão romano, né? Então tem um outro, tem um, uma outra legislação para quem era cidadão romano e tal, né?" Aí o detetive coloca: "Entendi com o Pilatos, então ele deve ter usado o intérprete, né?" Eu acho que o Pilatos provavelmente falava aramaico, porque para lidar com as questões do dia a dia ali da Judeia, você precisava falar a língua que o povo falava ali, né? Agora, não tenho certeza. Eu sei que existe um debate entre os historiadores em relação a isso, a isso, né? Eh, existe até um debate em relação ah, eu sei que tem um historiador chamado, eh, David Fluer, que ele diz, ele afirma, né, ali na escola dele, digamos assim, que Jesus quando ele pregava, ele pregava em hebraico. Então ele afirma que o sermão do monte provavelmente foi pregado originalmente em hebraico. Eh, porque o hebraico não era só a língua restrita à sinagoga e à leitura da Torá, mas também era a língua, digamos assim, religiosa. Então aí ele vai trazer os argumentos dele de outros exemplos de pessoas que na hora de que fazer uma exposição pública sobre um tema religioso usava a língua eh a língua hebraica e tal. Então eu sei que tem essa discussão. Agora sobre o grego, eu não tenho aqui uma informação de primeira mão para vocês. Posso até dar uma olhada. Acho que seria interessante, né? O grego era a língua franca da época, mesmo no domínio romano. Em João 17, Jesus conversa com judeus gregos. Diz aqui o Carlos. Ah, interessante, Carlos. Interessante. Eh, eu não sei também se isso significa que Jesus falou em grego com eles, né? Não, não fica claro, né? Porque existiam judeus gregos que falavam hebraico e existiam judeus gregos que não falavam hebraico, né? Tanto que a gente tem ali depois o Pentecostes, justamente porque os judeus da diáspora estão em Jerusalém por causa da da festa de Sucot, né? A festa dos tabernáculos, festa das semanas. Não, eh, não, por causa de Chavot, a festa das semanas, que é conhecida como a festa dos, eh, do Pentecostes, né, pros judeus da diáspora. E muitos não falavam ali a língua. E por isso que tem aquela história de cada um entendeu em sua própria língua. Então, a gente tem judeus da diáspora, judeus gregos, no caso, que falavam hebraico e tinham judeus gregos que não falavam, né? Então, eu não sei até que ponto é claro isso dentro do texto bíblico. Algum livro do Novo Testamento foi escrito no original em hebraico ou aramaico? Então, Daniel, o que acontece é o seguinte. Todos os livros do Novo Testamento, as cópias mais antigas que a gente tem são em grego. Eh, e mais uma coisa, né? Todos os livros do Novo Testamento, quando eles vão fazer uma referência a um texto bíblico do Antigo Testamento, eles fazem uma referência em uma versão do Antigo Testamento que é Septouaginta, que era bem conhecida. Então, o que significa que provavelmente eles foram escritos em grego, todos os livros do Novo Testamento. Eh, existe um livro que é o Evangelho de Mateus, que eh se não me engano é Papias que diz isso. É um dos pais da igreja, um dos cristãos ali do cristianismo primitivo, que vai dizer que ele foi escrito originalmente em hebraico. Então, existe um escrito ali da do segundo século, se eu não me engano, falando que o Evangelho de Mateus foi escrito em hebraico originalmente. Hoje os tem muitos, acho que a grande maioria dos estudiosos rejeita essa hipótese, embora tenha essa declaração que é antiga, que é que é importante, eles rejeitam essa hipótese e provavelmente alguma confusão que aconteceu, porque pelo menos todas as cópias que a gente tem eh parecem muito mais ter vindo diretamente do grego do que de uma tradução do hebraico. Então mesmo o Evangelho de Mateus que você tem, digamos assim, essa evidência que teria sido escrito em em hebraico originalmente, a gente não tem nenhuma evidência arqueológica de que ele foi escrito em hebraico e o próprio texto dá indicações de que ele foi escrito em grego, né? Por exemplo, essas referências quando é citação de texto do Antigo Testamento, é uma citação direta da Septoaginta, que era uma tradução do do Antigo Testamento pro grego, que era bem corrente na época, né? O Carlos vai até colocar que é possível que sim, o público do alvo de Mateus eram os judeus, né? Eh, então faz sentido, é possível, mas que eu saiba, eu não não conheço hoje algum estudioso, algum historiador que assim defende, não realmente foi escrito em hebraico, né? O o Evangelho de Mateus foi escrito em hebraico e a e a gente falta de tem carece de evidências arqueológicas, mas evidências arqueológica também pode surgir a qualquer momento. Aí de de vez em quando aparece uma evidência arqueológica de alguma coisa que muda as coisas, né? ia ser uma grande descoberta, inclusive algum fragmento do Evangelho de Mateus em hebraico que fosse, sei lá, do do segundo século que seja, a gente só ia ouvir falar disso durante anos, porque essa é uma imensa de uma descoberta, né? Mas não temos a repetição do 14 três vezes é algo que só os judeus entenderiam. A guematria. É, eu acho que vão ter esses argumentos. Vão ter esses argumentos. Eu também eh 14 gerações, três vezes dita na genealogia. Ah, tá, entendi. É, eu entendo isso. A a a eu imagino que devem ter contraargumentos no sentido de quando ele fala aqui, gente, guematria é uma é parte da tradição judaica, você usar os números como símbolos de coisas, né? Então, a guematria em si é uma faz parte da da interpretação cabalística, né, de encontrar o significado oculto por trás do texto. Então você atribui a cada letra um valor, um valor numérico, né? Então cada palavra, quando quando você soma o valor das letras, você tem um valor daquela palavra, né? Então através disso, você estabelece relações entre palavras e tal, né? E aí você vai criando uma interpretação baseada na numerologia, entre aspas, das palavras. Isso seria a guematria. Então essa referência a números específicos, a repetições específicas em um número certo de vezes, tal, seria essa, estaria relacionado com essa maneira de interpretar o texto bíblico mais mística, numerológica, que é bem típica da Cabala, né, da Cabalá. Mas a minha dúvida seria no sentido de se na época de Jesus esse tipo de pensamento já era bem estabelecido. Entende Carlos? Porque a gente tem uma questão que existe o pensamento judaico hoje e Jesus era judeu. Então existem os judeus hoje e Jesus era judeu. Isso não significa que Jesus ele tá conectado culturalmente diretamente aos judeus de hoje, no sentido de que Jesus era um judeu do primeiro século. Entende? No primeiro século, muitas das tradições que fazem um judeu hoje ser um judeu não existiam ainda. Então essa é uma questão interessante, né? E Jesus era judeu, o que não significa que ele andava de terno preto e com aqueles peotes, né? Com aquelas aquelas cachinhos na cabeça e um chapelão preto. E porque esses são hábitos judaicos que vieram bem depois. Entende que eu quero dizer? Claro que ninguém imagina que Jesus andava assim, mas só pra gente ter essa ideia. Então, ele era judeu, mas ele era um judeu palestino do primeiro século, o que é uma tradição judaica bem específica, entende? Eh, então a gente tem hoje uma ideia de que, por exemplo, sempre quando você alguém falar para vocês assim: "Ah, o judaísmo acredita em tal coisa". Sempre cabe uma pergunta aí, é qual judaísmo? Entende de qual judaísmo? Porque se a gente pegar só o judaísmo contemporâneo, a gente tem assim, tipo, milhares de tradições diferentes. Então, existem algumas tradições que são mais predominantes e existem outras tradições que já são minoritárias, né? E eu digo tradição para tudo, desde a interpretação do texto bíblico, quanto para os hábitos do dia a dia. Eh, se a gente pensar só no judaísmo de hoje, que tá vivo hoje, quando a gente a gente estende isso pra perspectiva do tempo, essa multiplicidade se torna infinita, entendeu? Então, a gente tem milhares de pensamentos diferentes, de tradições diferentes no decorrer da história. Se hoje já tem milhares de tradições, no decorrer da história você tem infinitas traduções diferentes, pensamentos diferentes e tal, né? Então, é muito difícil eh fazer a separação do do que que o judaísmo pensa hoje e de o que Jesus teria pensado sendo um judeu, né? Então, a gente tem que sempre questionar, tá? Pera aí. Essa tradição que é judaica, mas ela é de que período e de que lugar? Será que no na região da Palestina, na época de Jesus, essa tradição existia da forma como a gente conhece hoje? Então, cabe essas coisas. Eh, por outro lado, a gente percebe que o próprio texto bíblico tem uma certa numerologia. A tradição da guematria que a gente tava comentando, ela não surge do nada, né? Ela surge do própria do próprio texto bíblico, tem uma ênfase em em questões numéricas aí, né? Então, de fato, essa essa tradução já existia. Então, tem todas essas questões, entende? Eh, a questão é complexa, ela não é fácil, não. O FH Batista vai falar aqui, Papias se refere ao evangelho aos Hebreus, que é praticamente o Evangelho de Mateus. curioso que ele corrige algumas coisas de Mateus, como eh para se confirmar o que foi dito pelo profeta Jeremias, tá? Eh, quando foi Jeremias, mas para Zacarias, o texto do Evangelho aos Hebreus para o que foi dito pelo profeta no caso de comprar um campo com o dinheiro da traição. Tá, entendi. Então, eh, é o Papias que vai fazer essas correções. Então, é isso. Eh, interessante. Bem interessante. Eh, deixa eu só tirar o som aqui do meu celular que ele tava tocando aqui, mas entendi. É, então ele ele ele nem cita nominalmente. A gente tem também uma questão, né? Hoje a gente tem os nomes dos evangelhos. Evangelho tem um título, né? Eh, Mateus, Marcos, Lucas e João. Esses nomes não estão abertos a debate. Por exemplo, dentro de uma igreja no Brasil, o que que tá sendo chamado de Evangelho de Lucas? É o mesmo livro, é o mesmo texto que, sei lá, na na Coreia do Sul, numa igreja se diz quando tá falando do evangelho de Lucas. É o é o mesmo nome para todos. É, isso não existia na na lá no começo quando esses textos começaram a se popularizar, o que torna tudo muito confuso. Então, provavelmente aqui, acho que é o que o FH Batista tá falando, que o Papias vai se referente ao evangelho dos Hebreus sem usar o nome o Evangelho de Mateus, entendeu? Eh, mas muito provavelmente a esse evangelho que ele tava se referindo, porque eh a gente também pensa hoje no nos Evangelhos como um pedaço que tá dentro da nossa Bíblia, que tá lá dentro de um de um livro com páginas e tal, mas originalmente e por muitos séculos o os textos bíblicos eram pergaminhos e cada texto, cada livro que a gente conhece da Bíblia era um pergaminho diferente, né? E muito provavelmente aqui essas os evangelhos também, as cartas de Paulo, eh, que eram copiadas e tal, para não se perder. Então, até ela assumir esse formato de livro e ter um título que acaba sendo universalizado para todo mundo saber de qual livro a gente tá falando, isso demorou um tempo, entendeu? Eh, então não existe no Evangelho originalmente o título dele lá, só tem o corpo do texto, entende? É um pergaminho que você abre e tá ali o texto escrito. Não tem lá, sei lá, na na parte de fora do pergaminho escrito: "Olha, esse daqui é o Evangelho de Mateus", né? Isso talvez tenha acontecido em algum período, em algum lugar, mas não é o o que se tem aí na grande parte dos pergaminhos lá de antigamente. Então é tudo muito confuso nessa época, né? O Johnny coloca aqui dentro da academia não tem ninguém que crava como sendo escrito em hebraico. É essa a discussão que a gente tava falando, né? Eh, é isso. O detetive colocou aqui, onde tem dois judeus tem três ou mais opiniões. É, e quatro partidos políticos, dizem, né? De onde vai pôr? Filho de Davi, o rei escatológico, era frequentemente considerado como um descendente de Davi, o herdeiro legítimo de Davi, original, que libertou Israel de seus inimigos e trouxe a paz e prosperidade. Isso. Tem mais um outro aspecto aqui, aliás, deixa eu terminar de ler aqui. Essa esperança é classicamente expressa nos Salmos de Salomão 17, 21 a 32, escritos por volta do ano 50, antes da era comum, né, antes de Cristo. logo após Roma tomar posse da Judeia. Eh, isso. Então, mais um aspecto aqui também do eh do herdeiro legítimo de Davi, né? a gente tinha falado, eu não sei se eu deixei tão claro também quando tava falando sobre isso. E tem a ideia de que alguém vai carregar essas profecias dentro da linhagem de Davi, né, que vai ser esse tal do descendente de Davi. Então, quando Deus fala que vai construir uma casa para Davi, ele vai construir uma linhagem deixando implícita a ideia de que há há um herdeiro futuro de Davi que vai cumprir uma série de profecias, né? Então, por isso também quando se fala que Jesus é o filho de Davi, você tá reconhecendo ele como portador da do cumprimento de todas essas profecias que estão relacionadas ao ao ungido, ao rei, a Davi. Daniel Hugo Verde coloca: "Mulher com fluxo de sangue tocou as vestes de Jesus". Marcos 5:28. Tradução do grego não seria mais correto. Tocou os fios do Talit. Acho que a tradução do grego não expressa a cultura judaica da época. É interessante isso, Daniel. Eh, porque volta, isso volta um pouco no que a gente tinha falado antes. Hoje o judaísmo tem um e na época de Jesus também, em algumas regiões, na região onde Jesus morava, eh o judaísmo tem um um dá um peso à língua, a língua hebraica como sendo eh um dos fundamentos da tradição do judaísmo. Esses eram os judeus da região da Palestina, como a gente falou, né? Eh, e não, eu acho que a gente já comentou aqui, quando eu falo da região da Palestina, não tem nenhuma conotação política de nada. Essa é a a expressão que é usada correntemente, porque a gente tem registros já antigos de chamar toda aquela região como Palestina. Então, a gente tem dentro da história do do período do primeiro templo, ali a gente tem dois judaísmos que a gente vai chamar do judaísmo palestino e do judaísmo alexandrino. Então, o judaísmo palestino seria o judaísmo daquela região, a região onde Jesus viveu, da região de Jerusalém, eh, Galileia, Judeia, Jerusalém e tal, é o judaísmo palestino. Então, é um polo do judaísmo na época de Jesus. que usava o aramaico, que também é uma língua bíblica e muito próxima do hebraico, e usava o hebraico eh na suas cerimônias religiosas. Ao mesmo tempo, existia um outro polo de judeus da chamada diáspora, que estavam lá na cidade de Alexandria. Então, existiam muitos judeus na Alexandria. Esses judeus eles não usavam o hebraico, eles usavam grego. Inclusive nos textos sagrados deles, eles usavam grego. Tanto que a gente tá tava falando aqui da Septoaginta, é uma uma tradução do texto do da Torá do hebraico pro grego. E eles usavam o texto grego. O que pode soar muito esquisito pra percepção judaica de hoje. Porque até hoje, por exemplo, você for procurar, sei lá, uma tradução de alguma na sinagoga costuma-se usar, mais dependendo da sinagoga que você vai, o texto hebraico em si do que alguma tradução do texto, entendeu? Eh, porque dentro da tradição judaica, o que é sagrado é o texto original hebraico. Uma tradução é só uma referência para para o texto que é sagrado, que é o original. Mas pros judeus alexandrinos, eles não tinham exatamente essa ideia. Tanto que a versão Septinta era usada correntemente. E eles tinham outras tradições também, inclusive os livros, aí a gente vai juntando as as figurinhas, né? os livros que a gente chama de de Deutorocanônicos, os livros que tí católica, mas não tem na Bíblia protestante, elas estão na Bíblia católica porque esses livros eram usados meio que faziam parte de um canon não oficial dos judeus alexandrinos, entende? Então, eh, a tradução pro pro grego não necessariamente uma coisa não judaica, entende? Por exemplo, quando se encontra os manuscritos do Mar Morto, você vai ter alguns textos em hebraico e você vai ter também um monte de texto ali em grego. Então, pros pros judeus da região ali do Mar Morto que que mantiveram esses textos, né, o muito provavelmente, acho que hoje nem tem mais discussão em relação a isso, eh você tem textos sagrados conservados em grego também. Pode só estranho para judeus modernos, mas para eles naquela época eles faziam isso porque era um outro judaísmo, entendeu? Eh, e aí vem toda aquela questão que a gente falou também, judeus da diáspora, alexandrinos falavam grego e quando vinham para Jerusalém cumpria a mitsvá, a a a ordenança de tá aqui nas três grandes prestas, eles vinham, mas eles nem falavam hebraico, nem aramaico, eles falavam grego, entende? Então, é uma salada. Isso daqui é uma salada. A percepção judaica moderna é de que a língua religiosa de Israel é o hebraico. Também era a percepção dos judeus na região de Jesus, mas existiam outros judeus que tinham outras percepções diferentes das coisas, entende? Então é tudo muito confuso mesmo. Não é estranho Marcos ser anterior a Mateus, uma vez que Mateus foi testemunho ocular e geralmente o menor texto que copia o maior, eh, eu acho que, ó, a esse menor texto que copia o maior, eu acho que na verdade é o contrário. Você considera que o texto mais sucinto é uma tendência que se tem, nem sempre isso tá certo, né? Mas é uma tendência que de que se tem para datação é que o texto mais sucinto é o texto mais antigo. Quando o texto tem muitas coisas incrementadas, considera-se que esse texto é posterior. Eu não sei se é esse o critério que usam para dizer que Marcos é anterior. Não sei exatamente qual é o critério que se usa, mas se faz uma um cruzamento das citações, né? E e por isso que vão acabar considerando que Marcos é a fonte de Mateus e Lucas, né? E não o contrário. Marcos e tal e talvez outras fontes que eles juntam lá como uma fonte hipotética que existia, né? aqui tá, não foi encontrado. Então vem que também Mateus e Lucas também estão usando uma outra fonte em comum quando você cruza os textos, né, que que falam do mesmo evento, mas que não chegou pra gente até hoje. Não sei, talvez seja até uma fonte oral, não sei dizer, né? Eh, mas isso não seria um problema. O o texto menor pode ser normalmente considerado mais antigo mesmo, né? Somente Lucas era grego no Novo Testamento, outros eram judeus. Estranha a tradução do Novo Testamento ser escrita no grego. Talvez não querer judaizar o Novo Testamento. É, Daniel, mas aí que tá. Aí tem essa questão que eu que eu tava falando. É estranho para uma perspectiva, para uma sensibilidade judaica moderna, mas na época de Jesus, lembrando de novo, né, os essênios ali da região do Mar Morto, tinha um monte de texto em hebraico, um monte de texto em grego, isso não era problema nenhum para eles, entende? Eh, inclusive o Novo Testamento, ele é escrito com uma pretensão de alcançar pessoas que não eram judias, né? e que falavam principalmente a a língua grega. Então, eu acho que é bem natural que o o Novo Testamento tenha sido registrado em grego, né? Embora concordo com você, são judeus que tão escrevendo, mas são judeus que já fazem parte de uma comunidade mista, quando o texto do Novo Testamento começa a ser escrito de uma comunidade mista e o de uma comunidade que tá se espalhando paraa Ásia Menor, para regiões da Europa, eh, que tem e cuja língua que unificaria essas pessoas seria o grego. A língua internacional depo seria o grego. é meio que como se eu quisesse lançar um livro, eh, que eu quero que seja um livro lido pelo mundo inteiro, eu não vou escrever em português, eu vou escrever em inglês, que é a língua hoje mais corrente. Então, eu acho que é mais nesse sentido, eu não acho estranho não ele ele ter essa essa questão, né? O detetive vai colocar Marcos suponha se acompanhar Pedro. Isso. Ele pode ter ouvido de Pedro e redigido. Mateus tem o alvo os judeus, principalmente tem eh gente que levanta a hipótese da fonte Q, além de Marcos. Isso. Essa essa é a tal da fonte Q que eu tava comentando, né? Que seria uma fonte hipotética. A gente não tem aí um um uma evidência arqueológica da fonte Q. Então eles vão usar, né, os his pesquisadores e tal, vão usar essa esse título fonte que para se referir a uma fonte que a gente não tem acesso, não tem mais, mas que parece ser uma fonte que influenciou tanto Mateus quanto Lucas, né? eh, que seria esta tal da fonte que o detetive eh detive os é detetive os ele colocou aqui pra gente. Então, tem essa discussão toda, né? O Bros Honorato, ter irmão como você é como ter um bote salvavidas no oceano pro céu. Ah, imagina, brother. Eu é um bot salvavidas que também às vezes precisa de de salvavidas, né? >> [risadas] >> A gente a gente vai a gente vai crescendo junto aqui, né? A gente vai crescendo junto aqui, gente. Eu, Será que eu esqueci alguma alguma algum comentário aqui? Que eu tô com a impressão que eu tinha um comentário que eu ia falar depois e esqueci, mas acho que não. Acho que não. Acho que é, é isso. Eh, tá. É, o que eu ia comentar é uma coisa que o Daniel Agard colocou que é justamente é, por exemplo, eh, que ele falou aqui sobre tocar os fios do talite e não tocar na nas borlas da nas orlas orlas ou borlas da das vestes, né? Usar um uma expressão eh grega para se referir a uma indumentária judaica. Então, mas acontece isso, né? Eh, o nome grego era mais comum fora da Judeia. Então, provavelmente foi registrado nesse com esses expressões gregas mesmo, como por exemplo, quando se refere à festa das semanas, a Chavuot, lá em Atos 2, os discípulos estavam reunidos na ocasião do Xavuot, vai se usar a expressão Pentecostes, né? Por que que é a festa das semanas, né? Pra gente entender aqui sobre o Pentecostes. Pentecostes era uma festa judaica. Não é uma invenção cristã o Pentecostes, né? O que vai acontecer depois é uma tradição cristã de algo que aconteceu na festa judaica dos do Pentecostes. A festa das semanas é uma festa que acontecia hoje aí que tá as tem as tradições vão mudando. Hoje a a Xavuota acontece sanas depois de Pessar. Eh, ou seja, a festa das semanas acontece s semanas depois da Páscoa. No texto bíblico se diz sete semanas depois da primeira cega de um de da primeira colheita de um fruto. Eh, como Psar é uma festa da colheita, a tradução judaica, para deixar isso mais preciso, para todo mundo comemorar junto, o Shavuot já falou: "Olha, esse texto tá se referindo a Pessar". Então, vamos todo mundo comemorar quando começa pessar e não cada um conta quando começa a a a colher o seu fruto da aí da terra. Então, eh, só pra gente entender como funciona a tradição judaica, né? É, o que não é uma coisa ruim, né? É bom. Ele já estabelece uma jurisprudência aqui pra leitura desse texto para todo mundo ter uma tradição que engloba todos os judeus do mundo inteiro, né? Então tem essa festa que acontece agora usando essa essa tradução judeca, eh, sete semanas depois da Páscoa. Então você conta 7 semanas, ou seja, 49 dias e no quº dia você tem uma uma eh você vai ter os sacrifícios que vão ser feitos e tal, tá lá estabelecido em Levítico capítulo 26, se eu não me engano. Então a gente tem e essa festa, a festa das semanas, que é a festa dos das sete semanas e o quinquº dia é o dia que se comemora lá e uma parte especial da festa das semanas. O quinquagésimo em grego é o do do de cinco, né? é o penta e o quagéso seria o Pentecostes. Então o Pentecostes é a festa das semanas, é o nome grego pra festa das semanas, que era um nome muito corrente pros judeus da diáspora, os judeus alexandrinos, os judeus estrangeiros e até os judeus da própria Judeia acabaram acabavam se referindo a esse dia como Pentecostes, quando eles tinham a a intenção de escrever alguma coisa que fosse lida para além da Judeia, entende? Então, as referências a coisas judaicas em grego no Novo Testamento fazem sentido dentro do contexto do judaísmo daquela época, entendeu? Então é é esse o ponto. Eh, detetive coloca aqui, na minha opinião, a fonte que deve ser uma pessoa. Antigamente as pessoas tinham boa memória. Talvez se explique as semelhanças. É possível. Eu acho que é possível, sim. Acho que é bem possível. Talvez até um dos próprios discípulos ali, né? Eh, devia ser uma fonte próxima a Jesus. Eu não sei se talvez seja uma fonte só oral, porque a a questão é justamente do é mais escrita, né? Quando você pega dois textos escritos, que eles estão escritos mais ou menos do mesmo jeito, embora você veja que cada texto colocou as o seu toque particular, então eles parecem ter copiado de um outro texto escrito, né? Eh, muito provavelmente não de uma fonte que repetia palavra por palavra, exatamente do mesmo jeito, mas talvez possa ser também dentro de uma tradição oral que se tinha naquela época. Então, não sei dizer. Eu não sei dizer, mas digamos assim, eu intuitivamente prefiro a hipótese de uma fonte escrita, eh, a ao invés de uma pessoa, mas eu acho que é muito possível que possa ser uma pessoa também, né? Eu não sei as discussões que tem sobre fonte, que faz muito tempo que eu não leio sobre esse assunto, né? Que seria alguém que escreveu sobre Jesus ou que conheceu Jesus, né? E que ajudou Mateus e Lucas a escreverem os evangelhos deles, né? O FH Batista põe aqui em seu estudo sobre Jó, você falou sobre coisas no texto que se perdem na tradução, [tosse] [limpando a garganta] coisas do texto que só fazem sentido no hebraico. Poderia fazer uma live com esse tema? Acho que teria bastante coisa. Pode ser, pode ser. Eu teria que dar uma pensadinha aí. Eh, isso daí provavelmente você tá falando do lá no no livro de Jó, a gente tá falando da do Goel, o resgatador, né? A gente pode fazer uma live sobre o Goel em si, como um símbolo disso daí. Aí a gente fala desses outros textos também. Boa, boa. Podemos falar sobre isso, sim. Recomendo a todos aqui uma aula do pastor do Dr. Wilson Parossk com o título Qual a melhor tradução da Bíblia que trata de todos esses temas em dúvidas aí? Super recomendo. Ah, não, legal. Não vi esse vídeo dele, não. Dá uma olhada. dá uma olhada, né? O Paros que é um é um teólogo adventista aí, mas que também é referência aí na eh na o livro mais importante dele é acho que é a origem e transmissão do do Novo Testamento, né? Então ele é uma referência aí nessa área do Novo Testamento, né? É bem interessante, gente. O que que eu ia fazer hoje quando tava lendo ali os comentários no começo da live, que a gente ia pegar uma, eu tava falando de ler um texto no começo de cada live para engatar essa discussão que a gente tá fazendo aqui, né? É sempre bom ter alguma coisa para começar essa discussão, mas a discussão já andou, né? Então eu vou deixar para lá. Eu ia ler o Salmo 137. eh, que é um salmo. Bom, a gente eh eu vou ler ele aqui, vai. Vamos pro Salmo 137. Eu acho que os outros assuntos já estão aqui, eh, já estão mais ou menos esgotados, né? Eh, a gente lê isso daqui só para ir pro para esse finalzinho da live aqui, né? O Daniel colocou aqui: "Comente qualquer dia sobre alguns livros apócrifos". A gente comentou outro dia sobre o os Macabeus. E um tempo atrás a gente comentou sobre o livro de Enoque, né? A gente estava comentando sobre inclusive o conteúdo do livro de Enoque. Inclusive o o a gente comentou aqui que aquele filme de Noé do Aronovski, né? Aquele filme tem muitas referências no livro de Enoque, inclusive o nome lá das criaturas e tal, né? Acho que foi aqui que a gente comentou sobre isso. Eu tava falando sobre isso outro dia com alguém, não lembro quem. FH Batista Goel, não manjo de hebraico, mas vi algo como davar significar palavra e também coisa, algo. O que no português não tem relação, mas no hebraico Deus fala e aparece algo. Seria nesse sentido. É, então Goel é a palavra resgatador. Quer dizer, Goel é uma palavra que não existe uma palavra em português para ela. a gente normalmente traduz no texto bíblico resgatador, mas para você explicar o significado da palavra, você precisa explicar um monte de coisa, porque é uma palavra que se refere a um texto, é um termo técnico jurídico do antigo Israel, Goel. Então, Goel era uma função jurídica de alguém que ia resgatar uma propriedade para alguém ou resgatar alguém da eh da da escravidão ou pagar a dívida de alguém. Então assim, Goel era uma pessoa da sua família que é eleita para fazer algo por você, uma espécie de procurador no teu nome, mas que ele poderia resgatar uma propriedade antiga da sua família que tá na mão de outra pessoa. Então tem várias funções jurídicas para esse goel, alguém que é escolhido como a pessoa que vai cumprir essa função, né? A Bíblia traduz como resgatador, mas a palavra em português resgatador não traz toda essa dimensão de perspectivas. de Goel. A gente pode fazer aqui um dia, ler os textos, né, do Antigo Testamento que falam sobre o Goel, pra gente entender como esse essa palavra tem várias perspectivas. Então, de vez em quando aparece no texto bíblico a palavra goel. Deus é o meu goel. Aí você fala: "Ah, Deus é meu resgatador." Ah, legal. Só que o texto quer dizer muito mais do que isso. Não é só resgatador. Deus é o seu vingador de sangue, é aquele que veio que veio eh trazer a justiça muito tempo esquecida na sua família. Então, tipo, tem uma série de de perspectivas, de ideias, né, eh, relacionadas a a a essa palavra, que se você não parar para explicar o que que o termo significa em hebraico, não não vai, porque o que acontece, né? ter uma questão linguística aqui interessante. Eu acho que eu vou até terminar com ela do Salmo 137 a gente deixa por outro dia. Tradução é uma coisa que não existe do jeito que a gente acha. Um texto não nunca tem uma tradução para ele. Um texto só faz sentido mesmo, aquele sentido estrito na língua original dele. Se você quer entender o que o texto quer dizer, você tem que aprender a língua original e entender ele. Eh, mas dá para traduzir? Dá. Quando você traduz, você pega uma língua e você tenta achar uma outra palavra que faça referência aos mesmos significados dessa palavra aqui, mas nunca você vai achar uma palavra que substitua totalmente uma palavra, entende? Até porque o próprio som da palavra carrega já um uma uma sensação que se você usar uma outra palavra não substitui, entendeu? Por isso que tem aquele ditado diz que traduzir é trair. Então, sempre quando você traduz uma coisa, você dá uma mudadinha para quem não fala aquela língua conseguir mais ou menos entender o significado. Então, não quer dizer, por exemplo, que todo mundo que estuda a Bíblia precisa estudar as línguas originais, senão você não vai entender nada da Bíblia. Não, você consegue entender muita coisa. O mais importante você entende numa boa tradução. Se você quer se aprofundar no texto bíblico, aprender algumas nuances, entender as sensações que o texto traz eh eh mais precisamente, aí você precisa aprender as línguas originais, entendeu? Então é mais nesse sentido, sabe? Eh, por isso que a palavra goel não tem um significado. A palavra davar não tem um significado, porque pode querer dizer palavra, pode palavra até até um bom termo para substituir o termo davar no hebraico. Mas o termo davar tem outras conotações e palavra também em português tem outras conotações que não estão relacionados, entendeu? Então, por exemplo, eh, o eu tava lendo outro comentário aqui, me perdi um pouco, mas eu eu já volto lá. Eh, então, por exemplo, a como você tava comentando aqui, o FH, né? Eh, a palavra davar, que é traduzida como palavra, também significa coisa, também pode significar um decreto. A gente usa em português a palavra decreto para se referir ao decreto, mas em hebraico você pode usar a palavra davar também para se referir a um decreto, né? Então, quando você fala da palavra de Deus, da vara Elohim, você não tá falando só de uma palavra no sentido que a gente quer dizer em português. Pode ter outros sentidos que a gente não tem ligados à palavra palavra. E a palavra palavra em português também pode ter significados que não é o que o texto original queria dizer, entende? Então, não é só uma questão de uma língua ser rica, outra língua ser pobre. é a questão de campos semânticos, né? O que que é um campo semântico? Quando eu uso uma palavra, uma palavra casa, por exemplo, que que significa casa? Casa é uma construção. Eh, mas a casa também tem outro. Por exemplo, quando falar a casa do saber, a casa do saber, se você vê algum lugar escrito, a casa do saber, você sabe, ah, é um lugar onde se ensina coisas. Então, casa também tem esse esse significado de onde a coisa reside, né? Então, não é só a construção em si, mas também quer dizer uma ideia de residência de algo, de alguma ideia, entendeu? Eh, então, e assim por diante, né? Então, a a casa, a palavra casa, vamos dizer, se a gente colocasse aqui um mapa de ideias, a palavra casa ia aparecer uma teia aqui, onde a palavra casa ela toca em vários significados ao mesmo tempo. Tuf. Aqui aparece a palavra casa. Então, esse é o campo semântico da palavra casa. Então, a palavra casa tem não é uma uma relação linear. casa é igual a Aí tem lá o desenho da casinha. Não é uma não é linear, ele é mais assim, imagina um um mapa em 3D. Então, o que que é casa? Ele tem um formato porque ele tá alcançando vários significados ao mesmo tempo. Em português, a palavra casa tem todos esses significados. Se eu pego a a palavra house em inglês, é uma boa tradução para casa, porque ela vai se referir a maior parte desses significados de casa. Mas house também pode em inglês ter uma conotação um pouquinho diferente. Se referir a outras coisas. Quando você fala house, você pode não dar a mesma sensação de falar casa, entende? Então, nunca é exatamente igual o campo semântico de uma palavra numa língua a uma palavra correspondente em outra língua. E existem palavras que é mais difícil ainda. Por exemplo, shalom. A gente traduz como paz porque é, sei lá, é o jeito mais fácil, mas não é paz, entende? Shalom tem é uma palavra com um campo semântico muito própria dentro do do hebraico. Não tem uma palavra em português correspondente a ela. E a gente acaba usando a palavra paz na falta de uma palavra melhor, entende? Então, muitas palavras são assim e aí as coisas se tornam mais difíceis, né? A palavra davar significa a palavra, mas o campo semântico dela não é o mesmo campo semântico de palavra. né? Eu não sei se eu viajei muito, se ficou claro aqui o que eu quis dizer com isso, mas sempre tem essa questão quando você vai traduzir um texto de uma língua para outra. Aí tem palavras que são muito específicas, como por exemplo, a palavra saudade. Eh, você consegue explicar, fazer uma frase em outras línguas que tragam essa ideia, né? A imício em inglês, né? Eu sinto falta de você. Eh, mas a palavra saudade em si não tem uma palavra correspondente. Não quer dizer que esse sentimento não exista entre as pessoas que falam outras línguas, mas ela é expressa com uma palavra específica em português que não tem outras. Então é igual em português tem umas tem um monte de palavra aqui assim que é muito é muito própria, né? Então, eh, eu tava vendo um pessoal gringo comentando da palavra cafuné. palavra cafuné é uma palavra que eu deve ver do african de alguma língua africana, eh, não do africano, de alguma língua africana, que é um continente, né? Aliás, é um continente riquíssimo em línguas, tem uma infinidades de línguas de famílias diferentes, inclusive, né? A palavra cafuné é uma palavra tão específica de você dar uma enroladinha no cabelo atrás da orelha em alguém que você não tem outras palavras correspondentes em outras línguas que também tenham um o mesmo campo semântico, entende? Eh, então, apesar de nenhuma palavra vai ser totalmente correspondente em outra língua, existem palavras específicas que são muito características, que é mais difícil ainda você traduzir. Então, você pode traduzir cafuné como um carinho, mas não é exatamente o cafuné, entende? E não soua igual cafuné. Quando você fala cafuné, o próprio o próprio som da palavra, ela traz uma sensação que a palavra carinho não traz. palavra carinho também quer se refere a outras coisas que cafoné também não se refere. Então é sempre difícil essa questão de línguas, entende? Para você passar a impressão que o texto quer dizer, é sempre difícil traduzir, é sempre difícil, né? Para terminar aqui, eu vou comentar aqui sobre o método pardes aqui que o Daniel Algo Verde tá comentando. Eh, eu vou até colocar aqui porque eh eu lembro que esse pardes é o último nível de interpretação dos quatro níveis de interpretação de acordo com a Cabalá, né? Então, eh, níveis de interpretação da Cabala, Cabalá são [roncando] os quatro, né? Eh, aliás, o pardes, na verdade, é é um acróstico com os quatro níveis de interpretação, né? Eu falei que era o último nível de interpretação. Então você tem, só para explicar, gente, eu não sou professor de cabalá. Eh, inclusive eu tenho aqui no no canal tem uma entrevista com um rabino que é professor de Cabalá, né? eh, tá em algum lugar aí uma conversa com um rabino, gente boníssima inclusive, eh que eh ele com certeza vai saber explicar melhor, mas aqui assim uma ideia geral que isso aqui tem a ver com a Cabalá, né? Que que seria a Cabalá? acaba lá originalmente, eu sei que hoje ela vai mais do que isso, mas originalmente seria a ideia de você ler o texto bíblico indo além do do significado normal dele. Então, parte do pressuposto que existe um um significado oculto por trás do texto, um significado escondido no texto. Tem a ver com o que a gente tava falando aqui da gematria e a gente vai voltar lá, né? Então ela vai partir do seguinte pressuposto. Existem quatro níveis de interpretação do texto bíblico. Gente, eu não sou da Cabalá, viu? Eu não concordo. Eu não parto desses pressupostos. Só para deixar claro, embora eu acho isso interessantíssimo, mas ele vai dizer e depois eu explico por que eu particularmente não vou para essa linha de interpretação, né? [limpando a garganta] Então tem quatro níveis. o liv o o o nível pechat, que seria o o o primeiro nível de interpretação, ou seja, é o texto na sua interpretação mais literal, mais clara, mais superficial, digamos assim, né? Eh, tá focado ali no que que o texto tá querendo dizer na numa maneira mais simples das palavras, né? Aí você tem o segundo nível, que é o nível eh remets, que seria já um nível alegórico, um um um nível ali mais simbólico ali do do texto, né? Então, quando ele tá contando a história de Abraão, é mais do que a história de Abraão se refere ao povo de Israel. Abraão significa tal coisa, Sara significa tal coisa, significa, sei lá, a mulher judia e tal. Então, eu não tô inventando, eu tô inventando aqui, não sei se existe essa interpretação, tá bom? Mas seria algo nesse sentido, né? Então, quando Abraão fala tal coisa para Sara, isso daqui é uma alegoria para tal coisa, né? Aí depois você tem o o nível de interpretação, o drash, que é de onde vem a palavra deraá, que seria a explanação, uma espécie de sermão, né, que tem no judaísmo, que seria o nível já interpretativo, omilético, vamos dizer assim, né, que é o o que faz já faz uma interpretação paraa sua vida do texto e tal. E e até aqui, beleza, eu tô de acordo e tem minhas ressalvas aqui com o o esse nível remets, que é o o nível alegórico. A gente já vai para lá, né? E o nível mais profundo é o nível SOD, que é o nível oculto. Então você vai ler o texto, eh você vai ver mais do que uma alegoria, mais do que, ou seja, você vai ler o texto e vai perceber a camada de interpretação básica, que é o o o pechat. você vai entender uma camada de interpretação alegórica, que é o remets. Você vai entender uma camada de interpretação eh que é paraa sua vida, uma aplicação paraa sua vida, vamos dizer assim, que é o nível drast. E aí você tem o nível SOD, que é o nível profundo, que é o o nível místico de interpretação do texto, né? Então essa eh quando você pega essas quatro palavras, né, o pechat, remets, drash e sod, você tem a palavra pardes, que é a palavra paraíso, ou seja, com o quando você tem isso é é um jeito didático, né, que é feito. Você você cada letra vai formar uma outra palavra que tá se referindo essa ideia dos níveis de interpretação, que é o pardes, né? Pares, inclusive, se eu não me engano, nem é uma palavra originalmente hebraica, é uma palavra persa que significa paraíso. Se eu não engano, a nossa palavra paraíso em português é derivada da palavra pardes, que é uma palavra persa que aparece no texto bíblico, inclusive no livro de Eclesiastes, tem uma referência ao pardes no capítulo dois, quando ele fala: "Construí para mim paraísos e tal". é a palavra pardes que tá lá. Eh, então seria isso. O que que é então a interpretação pares? O método pardes é considerar que você tem esses quatro níveis de interpretação no texto, né? Eh, e a a cabalá seria o recebimento desse nível mais profundo místico que tá no texto. Aí você cria todo uma uma teoria, todo um um corpo teórico de como interpretar da forma mística o texto, da forma profunda o texto do nível SOD aqui, né? Eh, e aí quando você entende isso, você entende os mistérios da criação e da da divindade, né? Eh, seria mais ou menos essa ideia, né? Bom, e aí por que quais são as minhas ressalvas pessoais em relação a isso? Eh, e assim, eu tento ser uma pessoa mente aberta. Eu gosto disso. Inclusive, eu tenho dois livros aqui sobre Kabalá, mas não não são livro não são exatamente livros da Cabalá, são livros do Guerchon Scholam, que é um é um ele é um acadêmico, ele estuda a cabalá, mas não do no sentido eh, digamos assim, cabalístico em si, mas ele é um acadêmico que fala sobre o fenômeno da interpretação mística do texto bíblico, né? Então ele tá fal, ele estuda o misticismo judaico como um fenômeno cultural, né, digamos assim, cultural, religioso, né? Eu gosto muito dessas coisas, né? Inclusive um livro que eu tava tinha falado um tempo atrás, que é o o sagrado e o profano do Mirs Eliad, ele vai falar muito sobre o pensamento místico do da humanidade em si em diversas eh manifestações religiosas diferentes. Eu acho isso muito legal, muito bacana. E qual a minha ressalva sobre esse método pardes da interpretação do texto bíblico? o nível pechat que a gente tinha falado que é o nível o nível básico, que é você entender o a história que o texto tá contando. A pessoa saiu daqui e foi para lá e o nível d que fazer uma aplicação paraa sua vida, [limpando a garganta] eu acho os mais legítimos possíveis, né? E eu meio que a minha forma de ler o o texto bíblico tal fica nesses dois níveis só. Qual o problema do do nível Ramets e do nível Sod? Ou seja, do da de você ler o texto de forma alegórica e de você ler o texto de forma mística, profunda, cabalística, digamos assim. Na minha interpretação pessoal, viu, gente? Eh, quando você lê o texto bíblico de forma alegórica, você pode, na verdade, que a forma alegórica de ler o texto bíblico não tem regras estritas, o que faz com que você possa encontrar qualquer coisa que você quiser no texto, entende? Eh, eu tô falando de forma geral, é claro que vai ter tradições específicas que vão ter regras específicas para você ler o texto de uma forma alegorizada. Mas a própria alegoria do texto para mim já é difícil, porque se o autor não disse aquilo que ele tá querendo dizer, não dá para você tentar imputar uma outra coisa que ele quis dizer, que não tá claramente no texto. Para mim, a minha forma de interpretar, eu tô falando isso aqui já 15 vezes, né? Todo mundo já entendeu que é a minha forma pessoal, mas eh, por exemplo, isso que é uma coisa que eu acho interessante, o livro de Cantares, o que que é qual é a do livro de Cantares? O livro o cântico dos cânticos, né, de Salomão, o Shirrim. Eh, quando você lê o texto bíblico, que é um texto bíblico, é um texto que tem eh muitas explanações morais sobre sexualidade, de repente você se depara com uma poesia erótica no meio do texto bíblico e isso é incômodo e você não sabe direito o que fazer com esse texto, né? Eh, e aí o que que você, o que que normalmente as pessoas fazem? Ah, já que eu não consigo lidar bem com esse texto, porque ele é esquisito e incômodo, eu vou alegorizar ele. Então, o texto aqui não está falando de um amor físico de um homem com uma mulher, dos dois falando do desejo que um tem pelo corpo do outro. Não é isso que o texto tá falando. Embora o texto esteja falando isso explicitamente. Mas então a gente vai alegorizar, alegorizar e vai dizer que não, o noivo é Deus e a noiva é o povo de Deus. Então, tá falando da relação entre Deus e seu povo. Eh, então esquece esse livro aí, não precisa falar sobre ele, entende? É isso que acaba acontecendo normalmente. A alegoria acaba sendo uma fuga para para pro texto quando o texto é difícil para você, quando o texto não encaixa bem, você fala: "Nossa, esse texto tá esquisito, não gostei dele". Ah, então vamos alegorizar porque ele fica mais fácil. Então, a alegoria acaba sendo uma fuga. Por um lado, a alegoria acaba sendo uma projeção, uma projeção das suas próprias ideias no texto, ao invés de tentar entender o que o próprio texto tá querendo dizer. E a projeção acaba muitas vezes sendo uma coisa sem critério. Eu tiro coisas que não tem nada a ver do texto, porque eu alegorizei. Ah, não, Abraão, na verdade, Abraão é o, sei lá, significa o patriarcado. E e sei lá, Sara significa ou sei lá, as mulheres, tá? Luta do patriarcado. Posso só alegorizar e querer dizer qualquer coisa, tirar qualquer coisa do texto que não tem nada a ver com o que o texto tava querendo dizer em si, entende? Então, essa é a minha questão com a alegoria e é mais ou menos a minha a minha crítica a ideia de um significado místico por trás do texto, como se o texto em si não fosse o suficiente no que ele tá dizendo explicitamente. Então, a minha relação com o texto bíblico é com o que ele está dizendo com as palavras explícitas. achar um outro significado oculto. Eu tenho as minhas ressalvas justamente porque você vai você pode ter um outro significado que às vezes pode ser até conflituoso com o que o que o texto tá falando abertamente, né, de uma outra coisa que é difícil você tá dando, na verdade um eh uma legitimidade através do texto bíblico a uma outra teoria de outras ideias. É o que acontece, por exemplo, com o código da Bíblia, que é uma coisa que um tempo atrás era era muito moda, eu não sei se alguém lembra disso, que é uma espécie de guimatria, ou seja, você transformava o texto bíblico todo ele em códigos para você encontrar palavras ocultas e significados ocultos no texto bíblico. E aí você colocava tudo num computador e e através de um de uma espécie de um de sei lá, de um de um código, você achava essas esses significados ocultos e as pessoas diziam que conseguiam prever. Olha, o 11 de setembro tava previsto aqui quando você mistura as palavras aqui nesse sentido e coloca um o valor tal e tal. Então você é uma piração que eu não eu não acredito, eu não tenho fé nisso, entendeu? Você precisa ter fé nisso. Eu tenho já fé no texto bíblico como uma revelação divina, assim, no nível básico de interpretação do que as palavras estão querendo dizer. Eu precisaria de um outro tipo de fé para acreditar que existe um significado oculto no texto que a gente não consegue entender, entende? Então essa é a minha opinião de forma geral sobre alegorização e sobre uma leitura mística do texto bíblico. Eu gosto do texto bíblico do jeito que ele tá escrito e eu não eu não sinto necessidade em encontrar uma camada oculta no texto. O texto para mim ele é uma fonte de vida nessa camada superficial mesmo, ou seja, na camada pechat e na camada eh d, né? na e na camada aplicação daquilo na sua vida, né? Eu acho que, por exemplo, sermão do monte, ele não precisa ter nada oculto atrás de dele, é aquilo lá mesmo, entende? Eh, para mim é muito mais intuitivo o a leitura do texto bíblico nesse sentido. Eu achava que a Cabala tinha relação com o ocultismo, já ouvi falar que o David Boy e o Alister Crawley estudavam isso, mas sou leigo total nisso. Pois é, Eduardo. Porque a Cabala vai ter toda uma teoria de como eh existem princípios, os cefirot são eh eu não sei exatamente qual palavra usar para me referir ao ao sefiroto, mas você tem eh pilares da criação do mundo. Então, vamos dizer assim que emanações divinas específicas que foram usadas para criar o mundo. Então, em tese, se você aprendesse essas emanações místicas, você conseguiria fazer coisas miraculosas também, como assim como Deus criou o mundo. A gente já comentou aqui, por exemplo, eh, da lenda do golem, do golem de praga, do rabino Maharal, né? Então, eh, é uma lenda que é baseada na na ideia da Cabalá, que esse rabino ele usa a Cabalá para criar um ser formado através do barro que e deu vida através desse ser, usando palavras específicas e juntando elas de uma forma mística, eh, dominando aqui o sefirot, essa essas essas estruturas da criação do mundo e tal pra você colocar vida em um ser inanimado. E esse será uma espécie de um guardião ali da comunidade judaica que estava sendo perseguida e tal. Então, tem a ver com ocultismo nesse sentido. Eh, não é ocultismo no sentido de, sei lá, de de satanismo, essas coisas, né? Então, ocultismo no sentido de que é um significado oculto do texto e que se você dominasse essas emanações divinas, as energias e tal, energias acho que não é a palavra certa, né? Mas essas os cefirotas, emanações divinas, você consegue também fazer coisas miraculosas através dela. Inclusive tem uma tradição que diz que Jesus, na verdade eh que não aceita Jesus como Messias, né? Que Jesus, na verdade ele dominou o nome divino e ele usava o nome divino, que eh a gente não sabe a pronúncia do nome divino, porque se você souber a pronúncia correta e dominar ela, você consegue fazer milagres e é o que Jesus fez, né? como se os milagres de Jesus fossem uma uma coisa ilegítima, porque ele aprendeu um truque cabalístico para fazer milagres, digamos assim, né? Então, existem essas coisas dentro da da da das tradições judaicas, das diversas tradições judaicas, né? Eh, para terminar, eu discordo do princípio por trás dessas coisas, do eh eu discordo completamente da ideia de que Deus usou uma mecânica eh mística para criar o mundo. Eu discordo dessa ideia. eh como eh como se Deus ele tivesse submetido a leis místicas pro mundo ser criado. Eu vou explicar o que eu quero dizer com isso e aí eu termino porque isso daqui é um pouco longo. O pensamento bíblico, ele vem trazer uma inovação em relação ao pensamento pagão. dentro do pensamento pagão, eh, a divindade, as divindades, elas não estão, digamos assim, na, na ponta mais alta de uma hierarquia do universo. Existe algo acima dos próprios deuses, que é uma coisa que existe um teórico, um teórico e teólogo também chamadoesk, que é o Calfman. Ele vai chamar de um reino meta divino. O que, o que que é isso? Quando você olha pros mitos eh pagãos, os deuses eles usam uma forma de magia, de manipulação de uma de uma força do universo na qual eles mesmos estão submetidos. Ou seja, existem regras que os próprios deuses estão submetidos, mas se eles souberem manipular a mecânica do a mecânica mística do universo, eles ganham poder. O poder dos deuses estão ligados a esse reino metadivino, essa fonte de energia, essa mecânica impessoal, eh, e poderosíssima que tá acima deles. Inclusive o dentro do pensamento pagão, o mundo é gerado a partir desse reino metadivino, dessa mecânica que tá acima dos deuses. Então, por exemplo, eh, a Odisseia, que tá muito tá muito aí na na moda, né, por causa do filme do Nolan. Eh, dentro do pensamento grego existe algo que tá acima dos deuses e que os deuses não podem fazer nada em relação a isso, que é uma coisa chamada destino. O destino ao reino meta divino dentro do da mitologia grega. Tudo é gerado a partir das regras do destino e todos estão submetidos ao destino, inclusive os deuses. Então os deuses, na verdade, eles são uma certa forma só de personificação de fenômenos naturais. Quando você vê a tempestade, você fala: "Olha lá, a tempestade é Baal". É isso lá pro pro pessoal do Oriente Médio, Baal ou pro pros gregos, no caso que a gente tá falando, né? É Zeus. Zeus que lança os raios com as suas mãos. Então, a tempestade é Zeus enfurecido, né? Ou no mar é Poseidon, né? Então, os fenômenos naturais são manifestações dos deuses. Então, os deuses, eles estão meio misturados com a natureza, porque tanto os deuses quanto a natureza, a a natureza é uma emanação, aliás, emanação é a palavra certa pro sefiroto, se eu não me engano, é uma emanação do reino meta divino, ou seja, dessa mecânica universal e mística que precede o próprio universo. O universo tá gerado a partir dele e os deuses são gerados a partir dele. estão submetidos à regra dele, entende? Eh, isso vai acontecer em cada em cada em cada mitologia, você vai ter uma um uma um uma forma diferente de de entender o que seria esse reino meta divino, mas a inovação do texto bíblico é justamente que Deus não tá submetido a nenhuma regra, entende? Eh, tudo é expressão da vontade divina. Deus quer que o universo passe a existir, ele só olha pro nada e fala: "Haja a luz! A luz passa a existir, né? E ele cria o universo, né? E ele faz o universo passar a existir e todas as coisas passaram a existir de acordo com a vontade dele. E se ele não gostar desse universo, ele desfaz e faz outro. E se as regras desse universo que ele criou, ele não gostou, ele muda as regras, que seria o que seria um uma uma explicação para para o o os milagres, né? A vontade de Deus, de certa forma, entrou em conflito com as regras do universo que ele mesmo criou, mas é uma vontade específica dele entrou em conflito com essas regras do universo. Então ele torce essas regras, ele muda essas regras naquela ocasião. Ele cria um milagre, ele faz algo que tá fora das regras do universo que ele criou. Então ele não tá submetido a regras. Não existe um reino metadivino dentro do pensamento bíblico. Não existe uma hierarquia onde lá em cima existe uma mecânica universal e mística e que Deus tá submetido a ela. Não. Deus é a última instância da hierarquia universal dentro do pensamento eh bíblico. Entende o que eu quero dizer? Então, voltando a toda aquela ideia do misticismo, o que eu não gosto é justamente que quando você explica a criação de Deus através dessa mecânica das emanações divinas, dos sefirotes, da Cabalá, você tá colocando uma mecânica que em que Deus se utiliza de uma mecânica como se ela fosse pré-existente ao próprio Deus ou se a vontade dele estivesse submetida a essa mecânica, entende? sendo que Deus não precisa de um de uma mecânica, eu tô usando muita palavra mecânica, mas não é exatamente isso, eh, de um de um reino metadivino e místico que tá acima dele. Ele faz o que ele quiser. Ele é absolutamente soberano. Então, eu não gosto dessa inversão que a Cabalá faz, que ela acaba trazendo dessa desse jeito um uma um princípio pagão eh para o pensamento bíblico. Ou seja, o pensamento bíblico é uma inovação dentro dessa dessa lógica pagã. É uma é uma exceção dentro dessa lógica pagã e acaba lá traz ela ele de volta para esse pensamento pagão, entendeu? Eh, ou seja, faz de novo. Deus tá submetido a essas regras universais, né? Em ponto para mim, a ideia é justamente um Deus soberano, absolutamente soberano, e sem limite nenhum. Não existe limites pro Deus bíblico, não existe regras pro Deus bíblico. As regras foram foi ele são manifestações da vontade dele e não ele tá submetido a regras, entende? Então, a criação do mundo e as regras do mundo são manifestações da vontade de Deus. Vamos lá então. Sefiroto, uma espécie de emanação, canalização de É isso. É isso daqui. Exatamente. É isso que eu lembrei no final. Emanação. Uma emanação ou canalização do divino. Eh, José do Egito seria uma alegoria da pessoa de Jesus. Então, Daniel, aí alegoria seria eh não uma forma de explicar a história de José de do Egito eh para um outro significado que não é o que a história tá querendo dizer, mas que o jeito que José viveu a vida dele ecoa na vida de Jesus. Então, seria mais ou menos o que que a gente vai usar na na teologia mais cristã como o ai, como que é? É, é um um uma, ah, me fugiu totalmente aqui, que é o o espécie de um símbolo e depois desse símbolo, como ele é aplicado depois. Então, não quer dizer que José não existiu e que a vida dele não tem um significado em si próprio. Tem e tem lições que a gente tira da própria história de José, mas essa história vai ecoar depois na na história de Jesus. lembrei agora a palavra, o tipo e o antítipo. Então, eh, José era um tipo de Cristo, ou seja, ele ele ecoa, ele ele tem coisas parecidas com Cristo. Então, pra gente olhar para Cristo, quando a gente olha para José, a gente vê aspectos de Cristo. Então, Cristo é um antítipo, é é a digamos assim, é a a é a é a formalização dessa ideia em uma pessoa, entende? Seria mais ou menos isso. Eh, se quiser entrar no Rival Trio, vai estudar cabalá e zorrar. Vai ter que tomar de balde, diz aqui Johnny. Golem foi inspiração para o The Think do Quarteto Fantástico. Stan era judeu. É, então existem várias, cara. Se você joga RPG, pode ser até MMO, qualquer jogo hoje em dia vai ter alguma referência ao golem. Coisas que são básicas, vai aparecer em algum algum momento em um RPG que é muito grande. Golem, Leviatan e Beemot. Sempre vai ter a contribuição bíblica pros RPGs modernos. Recomendo começar sobre o que ela trata dos anjos. A Cabalá zorrar, né? Dizem que quando eh Jesus curou o cego com a saliva e a terra, ele teria usado um truque da Cabalá. Exato. Eh, porque é que tá quando Jesus faz isso, ele faz isso dentro de uma tradição judaica que já é os primórdios para o que vai se desenvolver depois como uma acabalá, que é um é uma simbólico Jesus cuspir e fazer um barro e passar no olho do cego, porque é o barro do qual o homem foi criado. Então, Cristo cria aquele barro e a partir dele ele completa uma criação, uma criação que foi desvirtuada, uma pessoa que perdeu a visão, né? Então, eh, tem esse significado, entendeu? Dizem que o Golem deu origem ao Frankstein também. Putz, Frankstein é uma coisa que eu acho muito legal. Eu gostei muito inclusive do do filme eh do eh a Guilhermo Deltono. Gente, eu tô já tá fugindo das palavras já tá já deu a hora aqui. Minha cabeça já foi, né? Tabernáculo também não seria uma alegoria, uma sombra de Jesus? É, Daniel, a palavra certa não seria uma alegoria, seria um tipo. Uma alegoria seria quando eu conto uma história que o que eu tô contando não é exatamente o que eu tô contando. O tabernáculo, no caso, ele não é uma alegoria, porque ele tá contando uma coisa que de fato aconteceu. Uma parábola é uma alegoria. É uma história aqui, não, ela não aconteceu. É uma alegoria para uma outra ideia, entende? Eh, então seria aqui a gente aplicaria mais esse conceito de tipo e antítipo. Então o tabernáculo tava lá, ele era real e tal, mas ele tem um um aspecto, uma perspectiva dele que tá relacionada com Jesus. Então ele era o tipo de Jesus e Jesus era um antítipo do santuário, né? Ou seja, meio que se cumpre eh em Jesus eh ideias que são propostas com o santuário, né? Mas não é exatamente uma alegoria. Gosto muito desse assunto, né? A o outro que tá falando de tipologia, né? Eh, Apocalipse 21 verso 3. Que que ser que que seria isso daqui, Daniel? Deixa eu ver. Eh, então vi uma voz forte do trono e dizer: "Eis o tabernáculo de Deus com seres humanos. Ele habitará com eles. Eles serão o povo de Deus e Deus mais estará com eles. Está o Deus deles." É, então aqui no caso essa expressão aqui, eh, ele tá pegando o tipo e o antítipo e tá fazendo uma mistura dos dois, né? Cristo, ele é o próprio tabernáculo de Deus entre os homens, né? Então, quer dizer que Jesus ele ele tinha uma forma de tenda? Não, mas existem aspectos da vida de Cristo que que são parecidas com aspectos do santuário. Tem aspectos do santuário que apontam para Cristo, né? Então, eh, essa tipologia, né? Então, tá, gente, eu acho que é isso hoje. Acho que é isso. A gente fala sobre bastante coisa hoje, né? Mas é isso. Tendo alguma ideia interessante, alguma coisa mais, eu trago aqui. Deixa eu ver que que é que a gente tinha comentado que se diz que a gente podia falar. Ah, não, quando a gente tá falando sobre as palavras, né? Eh, falar aqui sobre palavras que eh não mor de hebraico, mas veio algo como da bar sempre que a palavra que o português não tem relação hebraico, mas eles falam que parece algo nesse sentido. Ah, tá. Era palavras como o goel lá, palavras que você precisa entender um pouco mais no hebraico para entender o que elas significam. Isso pode ser um tema que a gente pode falar no próximo. Então, lembrem, gente, na próxima semana eu não vou estar também. Sinto muito, me desculpem. Eu tô com a minha família tá me visitando aqui. Eh, então, semana que vem eu vou estar viajando com eles. Eh, na outra semana acho que a gente já normaliza tudo, mas a gente se vê então, não próxima, sexta, mas na outra. Pode ser. Obrigado aí por vocês terem acompanhado, tá? com a gente aí até esse até essa hora. Minha voz tá indo embora, minha memória já foi também, mas [risadas] então a gente se vê na próxima sexta, na não próxima sexta, na outra. Eh, e a gente pode falar de Matrix que eu estou devendo e de eh começou com um tema e terminou com outro totalmente diferente. É isso é o que acontece nessa live aqui. A gente pode falar sobre Matrix e sobre eh palavras hebraicas que exigem um um uma compreensão a mais para entender o que que elas querem dizer. Eu acho que é uma boa. Tá bom, gente? Então, valeu. Bom sábado para vocês aí. Bom finalzinho de sexta-feira. Boa noite, uma boa semana, boas duas semanas pra gente se ver ali na outra sexta. Valeu, até mais, gente. Obrigado aí por acompanhar. Ja.