Dietrich Bonhoeffer – BTCast 658
04/08/2026
Dietrich Bonhoeffer – BTCast 658
Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar mais um BTCast! Neste episódio, Rodrigo Bibo, Alexander Stahlhoefer e Wellington Mariano mergulham na vida, na obra e no legado de um dos teólogos mais influentes do século XX: Dietrich Bonhoeffer.
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Pastor, professor, espião? Mártir, resistente ou apenas um discípulo radical de Cristo? Em meio à ascensão do nazismo, Bonhoeffer se recusou a separar teologia da vida prática. Sua fé o levou a confrontar uma igreja rendida ao poder, participar da resistência contra Hitler e pagar o preço máximo por sua fidelidade.
Mas afinal, o que torna Bonhoeffer tão atual? Neste episódio, conversamos sobre sua compreensão do discipulado, da graça barata e da graça preciosa, sua visão da igreja como comunidade visível de Cristo, sua crítica ao cristianismo sem obediência e sua insistência de que seguir Jesus exige muito mais do que concordar com doutrinas corretas. Prepare seu exemplar de Discipulado, Vida em Comunhão ou Ética, aperte o play e descubra por que a voz de Bonhoeffer continua ecoando com tanta força em um mundo que ainda precisa de cristãos dispostos a seguir Jesus, custe o que custar.
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
Começa agora o BTC. Teologia é nosso esporte. Muito bem, muito bem, muito bem. Começa mais um BTC de número 658. Eu sou Rodrigo Bibo e hoje vamos falar sobre o Rog One da teologia. A propósito, Rog One para mim um dos melhores filmes da saga Star Wars. Só para deixar registrada essa minha opinião que não vale de nada, mas para mim o Bonifa é o Rog One da teologia. >> Tá aí. Eu sou Alex e falar sobre Bone Rifa é não é só sobre um sobrenome parecido com o meu. >> Boa. >> Tá certo. [risadas] >> Meu nome é Wellington Mariano e ao contrário do que muita gente pensa, Bonfer Bonfer teve muitos defeitos. >> É boa. Os pés de barro de Bone. Aliás, vamos lá. Vamos. Ô, ô, Alex, como é que se pronuncia esse cara, esse nome, né? Porque é o Bonifer ou Bon Hofer, como Mariano tá falando. É um nome que é muito difícil. A gente podia começar assim antes de entrar os recados paroquiais, eh, uma pronúncia, né, >> uma aulinha de pronúncia, né, como é que se fala o nome? Eh, eu tô falando bon refa, mas eu não sei se é isso também. Enfim, uma aulinha de pronúncia desse o nome completo daí, o nome o nome completo. >> Como é que o alemão pronuncia o nome dele? Vai lá, depois a gente dá uma brasileirada, porque também como o alemão fala, não tô nem aí também. Show de bola. Detri bon rifa. Eh, primeiro o pessoal como falaria dietriz, né? Então você você fala ditris. Ah, >> eh, você não fala i, né? Você fala ditish. >> E o bon rifa eh você divide em duas duas partes aqui, né? Você fala bon e daí depois você fala do H pra frente rifa. >> [roncando] >> Então, se você não souber eh fazer o biquinho do aí você chega mais parecido com isso, sei lá, bom rifer, por exemplo, tipo mais perto de um e, então fica pelo menos melhor, né? >> Eu acho que eu vou perto do e bom. É, >> é, fica mais. É que tu tá no Canadá, né? Daí tu já dá uma americanizada e tal, pá, né? Antes ele tivesse ido pro Canadá ou proos Estados Unidos, mas enfim, também não foi, né? O nome dele aqui entre os entre os nativos e nos Estados Unidos é pronunciado com som de ó, né? Mesmo entre até acadêmicos Bon Hofer, talvez pela influência da língua inglesa, entendeu? >> Eu acho que sim. Eu acho que sim. Bem provável, >> tá? Então gente, vamos chame como você quiser, entendeu? Eh, só não João do Caminhão, mesmo que o nome do seu nome seja Dejair, se chamar de João do Caminhão também, tá tudo certo. Nossa referência antiga agora. Mas é Ditri Bonfa. Bonfa. Bonhofer. É o Dietris. Ditris. É o Drit Bon Refa Bon Wafer, enfim, é sobre esse camarada que a gente vai falar um pouquinho. E claro, né, a gente quem sabe um pouquinho, ah, o cara que tentou matar Hitler, você que tá caindo de paraquedas aqui, o qu o cara tentou matar alguém, mas esse cara era crente mesmo, esses teólogos. Vamos falar um pouquinho da trajetória, né? Quase um vida e obra aqui de Ditrick Bonhefa neste BTC aqui, que é quase uma série gigantes, né? Ó, a gente não pode mais colocar música do Transformers, né, Alex? Como a gente botava no começo, a gente botava lá a música Arrival, né, do do Steve Jablonsk, que é a trilha sonora do primeiro Transformers. Maravilhosa essa trilha sonora do Steve Jablonsk. E a gente usava, né, p, não pode usar mais agora o Spotify, inclusive tirou um monte de episódios. Acho até que foi o que aconteceu com a Dieser. O Spotify, né, na sabedoria, tira só os episódios que a gente usa, músicas com direitos autorais. O Dieser passou a foice na gente, não conseguimos voltar para Dieser. Mas é isso. E também o Mariano tá aqui para dizer que ele é muito mais que um cara de arminiianismo, calvinismo, né? Muito mais. O cara é teólogo, sabe de falar de vários outros temas, né? Então tá aqui. Bom ter você de volta na casa, Maria. É Wellton. >> Um prazer. Um prazer. >> É nós. Mas antes de falarmos do homem que tentou matar Hitler ou não? Será que ele é muito pobre reduzi-lo assim? A gente vai aprender nesse podcast. Vamos para os recados paroquiais. E nos recados paroquiais essa semana, senhor Luís Henrique. >> Olá, querido. >> Temos em mãos, eu ia pegar, mas eu pega na sua mão também. Temos em mãos, temos em mão. Câmeras close aqui. Câmeras close, Gustavo. Ó, olha só, temos em mãos o nosso livro Igreja So Medida. Rapaz, vai, ó, ó. Coisa linda. Olha, coisa linda. Pode abrir a capa dura. Soft touch. Lindão. Gente, já está disponível o nosso livro agora. Não é mais pré-venda. Aliás, Luiz, agradecer as mais de 200 pessoas que compraram na pré-venda, >> tá? Ó, vocês compraram sabendo que poderia pagar um pouco mais caro, mas esperando mais tempo, >> esperando. Tem gente que não recebeu ainda, né? Mas já recebeu o prazo de entrega da Amazon agora. Galera, muito obrigado mesmo. Assim, ó, de verdade, essas 200 pessoas que compraram na pré-venda, que preencheram lá o formulário. A gente até como gratidão deê um e-book para essa pessoa, vai dar o capítulo extra, que é uma exclusividade da Bienal de São Paulo. A gente vai dar para essas pessoas que compraram, por quê? Pagaram mais caro, né? E receberam um pouco mais tarde. Compraram porque acreditam no nosso trabalho. A pré-venda, infelizmente, é importante para Amazon. E por causa de vocês que nós ficamos durante várias semanas consecutivas em primeiro lugar na Amazon e isso ajuda muito notoriedade do livro e aumentar também o alcance desse livro que nós acreditamos que será bção pra igreja como todo. Então vocês estão fazendo parte disso. >> É isso. O nosso livro já está disponível, galera, se você quiser adquirir, ele tem o link da Amazon, tá aqui na descrição e deste episódio. Ele está também nas principais livrarias já do país, já tá chegando, tá? Ele está também em outros sites aí que vendem livros cristãos online e tal. Então, muito obrigado. Tá disponível, tá? E, gente, vem muita coisa boa desse livro, tá? Inclusive a gente, eu vou ter um lançamento agora. Infelizmente o Luís não vai poder estar nesse lançamento, mas agora dia 9 de agosto, no dia dos pais, estarei pregando no culto da manhã da meta, igreja meta ali em Balneário Camburiu. Vou estar lá pregando sobre esse livro e tal, algum tema desse livro. Temos um lançamento, Luiz, no dia 29 em Joinville. Santa Catarina tem um café teológico lá, eu e o Luiz, Meú, Joinville. >> Meu Joinville. Exato. Então, e a entrada gratuita, tá? Dia 29 é um sábado, é o nosso café teológico da comunidade e a gente vai aproveitar para fazer o lançamento do livro. Cara, é café teológico mesmo. Tem café. Eu até brinquei lá >> e teologia. Eu até brinquei com os irmãos lá da minha comunidade porque, mano, a galera andou caprichando tanto no café que agora é café colonial teológico. >> É, mano, sensacional. Então, dia 29, tá? dia 29 de agosto, lá em Joinville e Santa Catarina, das 17 às 19 horas, entrada gratuita. Só chegar lá na nossa comunidade, vai ter o lançamento do livro lá. E no dia 10 de outubro o lançamento em Curitiba, tá bom? O lançamento em Curitiba. Em breve mais informações. E esse lançamento, Luiz, vai ser diferenciado, esse lançamento em Curitiba, porque ele vai ser um lançamento/ra treinamento, >> tá? Um treinamento para líderes e também para pessoas interessadas em querer uma comunidade moldada pelo evangelho, tá? Dia 10 de outubro em Curitiba vai ser um lançamento/treinamento, mas um sábado à tarde inteirinho nós discutindo Igreja saudável. >> E tem mais uma data também que é na Bienal do Livro de São Paulo, né? No dia 12, dos dias 12 e 13 de setembro. Nós também é dia 12 eu estarei sozinho lá por conta dos meus outros livros. Se você quiser aproveitar o Luiz também, dia 13, eu não lembro o horário, mas dia 13 à tarde, provavelmente estaremos eu e o Luís lá na Bienal de São Paulo, tá? 12:13 na Bienal de São Paulo, teremos lançamento lá também de Igreja Sob Medida. A gente espera vocês. E é isso, tá? Teremos curso também do livro Igreja sobre Medida, e detalhe, cara, gratuito vai ser esse curso. Temos um benfeitor, né, que leu, ele já terminou de, tá terminando de ler o livro, tá terminando de ler já. Eu passei o PDF para ele, né? >> E aí o que acontece? Ele ele vai pagar um curso gratuito sobre igreja sobre medida. Em breve, gente, né? Tudo vai acontecer esse semestre ainda pra glória de Deus. Simbora então falar sobre Ditry Bonfa. >> Muito bem, Mariano. Vamos lá. Eh, quero começar contigo porque de fato, né? Eh, como eu sou aquele cara ornitorinco da teologia, por mais que estudei numa escola luterana, li vida em comunhão, o Ética dele, eu fingi que li, mas não não fala isso pro Eer, Alex, mas eu fingi que li aquele livro dele lá do Ética. [risadas] eh, últimas e penúltimas, enfim. Ah, é aquele básico de Bonfa, né, e tal. E mas basicamente a gente liga muito o Bon Refa ao cara que tentou matar Hitler e, enfim, e pelo, né, como a gente sabe, não não conseguiu, né? Mas é isso, Bonf é muito mais que o cara que tentou eh eh matar o Hitler. antes, né, deste evento, vamos falar um pouquinho então deste ser humano, dessa trajetória, né? Por que ele chega onde ele chegou, né? traz um pouquinho para nós aí um anassã e Alex, por gentileza, faça suas as suas colocações também da do Drick do Dribrebon Refa e tal, enfim, um pouquinho pra gente não só se limitar a esse contexto da igreja, Alemanha, nazismo e tal, mas um pouquinho da trajetória dele até ele se ser um grande teólogo, enfim, e posições teológicas mais marcantes. O que tu achar interessante para nós aqui, Mariano, por gentileza. Aliás, eu chamo ele de Mariano, gente, mas ele é mais conhecido como Wellington, mas não sei por eu olho para ele e vejo Mariano. Foi mal. Ô Wellington, Wellington, é que acho que eu não gosto de Wellington não. Mentira, não vou falar isso aqui agora. Só o Gutierre entendeu a piada. Pronto, é isso. Vai lá, o Mariano, continua. >> [risadas] >> Eh, o o meu primeiro contato com com o Bonfer foi lendo aquela biografia escrita pelo pelo Eric Metaxas, que ele escreveu: "Bom Heffer, pastor, mártir, profeta, espião." E eu fiquei fascinado quando eu li aquela biografia, porque a vida dele e assim, a maneira como que a vida dele foi exposta e apresentada me chamou muito atenção. É, embora estivesse lendo um livro, até parecia que eu conseguia estar num filme, ver um filme. E eu fiquei fascinado como que o o Bonfer é uma pessoa assim dotada de uns talentos, assim, digamos que ele foi extremamente abençoado por Deus, principalmente na área intelectual. Quer dizer, quando você analisa a vida dele, você vê como que ele foi precoce, o ambiente familiar no qual ele cresceu. E depois, quando eu estava terminando o mestrado, eu tive a oportunidade de fazer um curso sobre a vida e a teologia do do Bonheffer. E aí nós fomos, eh, no caso, desafiados a ler uma outra ou duas outras biografias. E eu acabei lendo uma biografia chamado Strange Glory. Eu não sei se essa biografia já foi traduzida para para o para o português. E essa, no caso, seria uma vida de Detrich Bonhaffer escrito pelo um professor, um acadêmico chamado Charles Marsh. E ao ler muita coisa parecida, mas o Charles March, ele mostrou para mim que a minha primeira leitura tinha sido de uma biografia agográfica, ou seja, o Bford tinha sido apresentado de uma assim, não que ele não seja grande, maravilhoso, ele é, mas eu não conseguia listar três defeitos dele a partir da leitura daquele livro. Ô, ô, Wellon e Alex, será que não tem um pouco daquela, daquela vibe assim, tipo uma parada bem heróica mesmo? Eh, tem um livrinho que acho que é o Heróis da Fé, Orlando Boyer, não? Que ele é Orlando Boer, gente, que meu acho que todo mundo de seminário pentecostal leu. E de fato assim é uma parada meio a geográfica, gente. A geográfica é isso, é uma uma é uma história, é uma biografia que santifica a personagem assim, sabe? E beleza, eu acho que é legal a gente ter essas referências positivas assim, mas essa ideia de que às vezes até passa um pano, né? Dá aquela passada de pano e tal. E >> cara, eu tive essa crise, eu tive essa crise quando eu fui apresentar um trabalho sobre Lutero no primeiro ano doutorado e aí o professor falou: "Tá e o que que você não concorda?" Daí eu olhei e pensei assim: "Não, mas esa aí eu quero concordar com tudo". Não, alguma coisa aí você tem que você tem que ter algum alguma voz crítica, alguma pergunta capciosa a ser feita. Não é possível que você concorde com tudo, absolutamente tudo. Eh, eu acho que a gente é um pouco como crente acostumado a não perguntar sobre eh os defeitos das pessoas. Então, a gente quer eh eh olhar para esses irmãos que deram uma contribuição singular pra história do cristianismo e só olhar pr para aquilo que ele eh deixou de legado positivo. A gente não quer lidar com as faces um tanto quanto obscuras, né? Aí a gente fez isso lá com o Lutero, né, que a gente botou Lutero no Banco dos Réus, né, tem um episódio nosso, né? Eh, eu eu acho assim super tranquilo e hoje eu lido de uma maneira bem bem tranquila com isso, olhando pro pras contribuições e olhando pros momentos onde pá tem que criticar mesmo. >> Exato. Eu acho que esse é o equilíbrio que muitas vezes na internet a gente não tem e às vezes até na própria literatura, porque eh a gente é legal você ler uma biografia de alguém e aquilo te inspirar. Isso é muito legal, bacana mesmo. Obviamente que às vezes o cara faz um recorte que santifica demais a pessoa, que é o caso que o Wellington e o próprio Alex tiveram essa essa impressão assim. Só que também tem gente que só quer olhar pros defeitos também, né? Tipo, aí esquece. É como se assim, não, pô, esse cara aqui, poxa, ele pá, ele ele ele fez isso. Então, esquece tudo que o cara fez de bom, tudo que o cara falou de bom, sabe, gente? Não é santificar pecados, né? Isso que a gente tá falando também, mas até essa maturidade de saber que todo mundo tem pé de barro, todo mundo se for fazer uma biografia, né, a própria Bíblia quando faz, né, quando traz traços de homens e mulheres de Deus, aponta também os seus defeitos, né, os seus problemas e tal. Sempre tem o lado B ali também dos heróis da Bíblia, né, por assim dizer. E é isso mesmo. Isso é bacana. A gente tem que ter essa maturidade para reconhecer o que é bom e para entender. Não, mas aqui ele ele peidou na farofa e tal. Aqui não não tô com ele, mas sabe naqu nisso aqui eu tô. E não quer dizer que porque eu concordo com esse ponto A, que eu vai aprovar o ponto B, é ter essa maturidade que muitas vezes a gente precisa aprender na internet, porque a gente tem muito assim de jogar tudo fora, entendeu? Porque A ou B ou determin é o Luiz, o Luiz, graças a Deus, nasceu no tempo que nasceu, porque o Luiz não seria o CS Luiz hoje com acesso à internet e as coisas todas, né? Não seria muita coisa ele seria criticado, cancelado e por aí vai, né? Aliás, Bibo, já que você fez aí um um pequeno comentário sobre o LS, eu lembro que eu li a biografia do LS escrita pelo pelo Alister McGrath enquanto eu estava no Brasil. E depois eu vim aqui e fui ler a biografia dele escrita em inglês. Falei: "Muita coisa eu não lembro mais, vou reler". E eu comecei a ouvir, né? Eu não tinha tempo, coloquei no carro enquanto eu dirigia e comecei a ouvir a biografia. E cheguei numa numa parte da biografia em que eles narram o Lewis fumando. E eu falava: "Ah, a minha memória não é a melhor do mundo, mas aonde que tá o Liis fumando na tradução brasileira?" E eu peguei o livro que eu trouxe e não tem. Ou seja, isso mostra, [risadas] >> é, teve a teve uma editora aqui no Brasil também que botou uma foto do Luiz, só que esqueceram de tirar a fumaça, né? Só apagaram o cigarro, mas a fumaça tá lá. E a foto original é o Luiz segurando um cigarro, né? Então é complicado essa santificação aí, né? Da da personagem. Enfim, mas vamos lá. Então, quando começa quando que o Bon Refa ele começa a ter um certo destaque tal, já na academia ele já o que que ele apresenta, como é que ele começa a surgir no cenário e se tornar aí o Bonf que a gente depois a gente fala dessas diferenças. Ô Mariano, ao longo do que tu vai contando, tu pode pontuar, ó, inclusive esse aqui já é o primeiro calcanhar de Aquiles e tal, como é que a gente pode caminhar um pouco mais na vida dele? Eh, os biógrafos todos eles concordam que o ambiente familiar em que o Bonfer esteve inserido eh foi fundamental na sua formação. Quer dizer, o pai dele era um dos dos maiores acadêmicos da época. O pai dele era assim, ele teve uma família maravilhosa. Então, por exemplo, ele teve uma infância muito muito privilegiada, muito privilegiada. o pai dele era um eh eh era professor de psicologia da cátedra de psiquiatria. Então assim, uma das maiores autoridades e todos eles deixam claro que o pai dele na mesa, quando eles estavam tomando café, conversando, ele não eh admitia que eles fizessem qual dissesse qualquer frase sem que essa frase tivesse sido pensada antes. Ou seja, você não joga uma frase aleatória para as pessoas conversarem ou debater sem que essa frase tenha substância, sem que essa frase tenha algo a dizer. Então isso mostra que desde pequeno ele foi educado a pensar de uma maneira muito profunda, eh equilibrada, acadêmica. Os irmãos deles também eram todos, ou grande parte deles tinham acadêmicos. Então ele cresceu nesse ambiente, a mãe dele, embora também tivesse uma grande formação, mais na área, vamos dizer assim, de letras, na área de humanas, ela também contribuiu muito pra vida dele. Eu até diria que naquela, naquela divisão em que historicamente as pessoas colocam cristianismo da cabeça e cristianismo do coração, cristianismo da cabeça sendo uma visão mais intelectual e cristianismo do coração algo voltado mais para experiências, emoções e sentimentos que ele teria de uma maneira assim bem simples, tá? Não eh o pai dele representaria esse cristianismo de cabeça de uma maneira muito tranquila. a mãe, elas entraria no cristianismo de coração. Ele teve essas essas essas eh, vamos dizer assim, essa formação dentro de casa. E ele já foi precoce porque ele disse que ele iria ser teólogo aos 13 anos de idade. Eu não sei em relação a vocês, mas eu não sei o que que o que você pensava que você seria aos seus 13 anos de idade. [risadas] >> Nada que presta certo. >> Caraca, mano, eu nem lembro, sinceramente. 13 anos, maluco, eu já tava >> Não, eu acho que eu queria Ah, eu lembro mais ou menos. Era, mano, era basicamente trabalhar numa fundição aqui em Joinville, ter uma CG, eh, ter uma patroa e fazer churrasco na laje, alguma coisa assim, sei lá, fazer um churrasco e trabalhar numa e trabalhar numa numa laje, sei lá, trabalhar em alguma fundição aqui em Joinville, ter uma CG e casar e fazer churrasco. Era, acho que ser meus anseios. Tirando aqueles, né, com 13 anos a gente tinha muito aquele lance de ficar também. E se eu ganhasse na mega cena, não sei vocês, mas era muito comum, né? Nossa, se meu pai gan brasileiro, né, filho? Nunca sempre vai ter esse desejo, né? >> É, né? Tipo, meu. E aí acho que era a época também do riquinho, rico lá do Macau Calk, era [risadas] essa essa vibe assim, mas era ter uma CG e ter uma mulher e e aí fazer churrasco. >> É isso, é isso, é isso, cara. Mas é interessante, né? O Bon Rifa, ele eh ele vem da parte materna de uma ascendência de de teólogos, né? O avô dele foi teólogo, pastor, tios dele por parte materna eram também luterano, sim. São são da região sul, são da região de Tubingen. Eh, então que é um grande absurdo, absurdamente grande centro de formação de de teologia, né? É a Universidade de Tibing. >> Tá, só desculpa fazer uma pergunta só, não quero atrapalhar aí o fluxo, mas só pra questão entender. Então, o pai, um psiquiatra, a mãe de, né, de o avô dele, então, pastor luterano e tal, então uma uma família bem acadêmica. Eh, isso a gente tá falando de que e o quê? 1910, o que que é? >> Ele nasceu em 1906. >> Isso. >> Seis. >> Ou seja, então a família pegou a primeira guerra mundial, né? pegou então a Alemanha, né, na nessa crise também. Então posso >> o irmão dele morreu na na Primeira Guerra com 18 anos. >> Vixe. Tá tá OK. É, talvez foi, talvez tenha sido aí apresentada uma das grandes tragédias no caso da da família deles, porque você vê, eles são de uma família, eles tinham muitas posses, quer dizer, uma família extremamente rica, com acesso ilimitado a a tudo que você o que você poderia poderia ver. E é nesse sentido que o Charles March ele mostra que o o Bonfer ele é considerado até mesmo por alguns dos seus irmãos snob. E enfim, pela pela maneira como que ele vem, >> mas até eu seria, né? Primeiro que o meu pai não deixa eu falar besteira na mesa. O que falar tem que pensar. Chato, né? Chato. Aí o cara é rico para caramba. Com 13 anos já quer ser teólogo, neto de pastor. Mano, acho que até eu já sou, né? Eu não sou nem metade disso aí. Imagina eu com tudo isso aí, com dinheiro ainda. Minha senhora nem sei não seria de vocês, provavelmente. >> Eles mostram que o pai, ou seja, o lado da família paterna, ele traz esse elemento que ele representava a academia, ele representava a nova a a a vamos dizer assim, as novas famílias eh ascendentes na Alemanha. E a família da mãe trazia o histórico, ou seja, ele tinha o que? O melhor por parte do pai, representando aonde a Alemanha estava caminhando. E ele tinha o melhor por parte da da família materna, representando a história da Então assim, ele tinha o que era novo e o que era antigo, tradicional, conservador, unido em uma só família. E é nesse sentido que quando ele diz aos 13 anos que ele vai ser teólogo, que os que o pai que não frequentava igreja, aliás, a família dele como um todo, é muito engraçado você ver ler Bonhefer falando sobre comunhão, discipulado para alguém que não cresceu em igreja, ou seja, ele não teve uma vida de frequentar igreja. A igreja era vista, era vista e entendida por eles como algo que que faz parte da cultura. Você vai lá para ser batizado, você frequenta a igreja para ter casamentos, mas fora disso, não que eles não tivessem uma espiritualidade, eles se reuniam em casa, cantavam. E um elemento muito interessante é que uma das, vamos dizer assim, das babás dele era como era o nome da da linha dosendorf? Ele era morávia >> pietista morávia. >> Hum. Morávia. Porque os os pietistas alimentaram, né, nesse sentido, os os moráveis. Então eles mostram esse lado dele. E ele disse o seguinte, Bibo e e Alex, aos 13 anos falaram: "Mas você vai ser o quê? A igreja? O que que tem igreja? Ninguém vai à igreja. A igreja não faz nada. O que que você vai ser?" Ele falou: "Bom, se a igreja não faz nada, se a igreja está em decadência, eu irei reformar a igreja". Ele disse isso aos 13 anos de idade. >> Tá. Ô, ô, ô, Alex e, e Mariano, e algum contexto assim teológico a gente consegue pensar assim, tipo, de que período que a igreja tava mesmo, eh, nessa parada bem morta, bem só gerenciando? Como é que tá? >> Car, a gente tá a gente tá no auge do liberalismo clássico, tá na Alemanha. Eh, porque você tem que, ó, ele ele em Berlim teve contato, trabalhou do lado do eh de caras grandes do do do pensamento liberal, né? Eh, grandes nomes liberais foram seus professores. Eh, e esse esse é >> Harnak foi um deles. Sadopon Harnak é um dos um dos grandes nomes aí, né? Eh, então seria assim o grande movimento. E você pensar eh, o o liberais tinham caras que eram excelentes pregadores, tá? Então, às vezes a gente pensa o nos liberais, o pessoal não quer ir na igreja porque a teologia é liberal. Isso é isso é nós. Hoje, tá? Na época a galera ia ver, tipo, Hanak era muito bem frequentado o culto do cara, as pregações dele, porque ele era, a oratória dele era eh era bacana e porque as ideias dele eh eram de um cristianismo moral. Eh, então assim, o liberalismo do início do século XX, final do século XIX, ele que se fosse hoje chamaria um de conservadorismo, tá? >> Que afirmação forte, hein? >> Tá, >> olha só. [risadas] Não, entendi. Entendi. Caramba. Então é um pouco esse contexto assim. Legal. Legal. E o que mais? Então o cara tava assim, vou reformar a igreja com 13 anos, depois ele para onde a gente pula já pra gente, >> quero chegar na morte de Hitler. Vamos, [risadas] vamos, vamos mostrar o, o, o quão precoce ele foi. Aos 21 anos de idade, ele tava concluindo o seu doutorado, ou pelo menos a primeira fase do doutorado, já que o doutorado na Alemanha, eu não sei se permanece ainda assim na Alemanha, mas eles exigiam duas dissertações. Então, aos 21 ele já tinha feito o seu o seu doutorado. ele teve as melhores notas, por exemplo, o Harnak foi deu a melhor nota de aluno foi para ele. Então, mostra e ele tinha uma facilidade para aprender as coisas, para guardar a as coisas que ele tinha. Ele, por exemplo, escrevia, eu não sei você quando você terminou o seu mestrado, a faculdade, mas, por exemplo, a segunda dissertação dele, ele terminou em seis meses e ele costumava fazer os trabalhos em uma sentada. Vou pegar aqui, vou começar, terminei. Próximo. Assim, nada de >> realmente. É, >> mas pergunta se as séries estavam em dia, a Netflix, se ele tava [risadas] se se ele leu, >> tá? É, ô, mas eu vou te dizer, você pegar na biografia que o Betg escreve aí, no final tem uma lista de leituras de Bon rifa durante o e o período que ele tá no cárcere, né, que ele tá preso. E assim, ele não lia só teologia, tá? O cara lia teologia, sociologia, filosofia, romance. Eh, o cara, o cara era eclético para caramba nas leituras dele. Era um pianista de primeira. Eh, então assim, eh, a gente acha que o cara era só nerd de teologia, ele era realmente nerd de tudo que ele botava a mão. >> Ele leu Fausto do Gate, ele leu Don Kotte, ele leu assim o que ele lia, o que ele consumia era um, no caso, um absurdo, mas ele eles ele cresce com esses eh com esses privilégios. E a grande crise, o Alex mencionou, que foi a morte do irmão aos 18 anos. E, por exemplo, isso fez com que o pai falasse que eles tinham uma espécie de saraus em casa. As pessoas iam, cantavam música, recitavam poemas. E o pai dele, ele passou a olhar aquilo como se fosse uma futilidade, uma frivolidade depois que ele perdeu o primeiro filho. A a mãe teve uma crise muito grande, teve que sair de casa e o ele basicamente tem essa formação para se tornar um pastor. Mas tem um problema. Ele é muito novo. Eles exigiam que ele tinha que ter 25 anos para começar o pastorado. Com 21 ele já terminou a universidade. Ele ainda tem 4 anos aí mais tempo para ele preencher com alguma coisa para que ele possa se tornar o pastor. >> E aí ele foi jogar bola, então não. O que que ele fez? Então agora eu fiquei curioso com esses 4 anos até ser pastor. >> Ele foi viajar, ele foi conhecer lugares, >> ele foi, por exemplo, também eh ele foi chamado para ser um pastor assistente em Barcelona, ou seja, de uma igreja étnica alemã na Espanha. E ele foi, e é aqui que eu acho muito interessante, que, por exemplo, o pastor da igreja que precisa da ajuda dele, era um pastor que cuidava da congregação sem nenhum tipo de ajuda. Quando eles oferecem essa ajuda e indicam o bomffer, ele fica muito feliz e começa a contar com a ajuda do Bom Heffer. Só que o Bffer para chegar na na Espanha, ele vai passar pela França. Aí ele chega na França, ele vê Paris, ele fala: "Não, não, não, não, não. Eu iria chegar aí em tal dia, mas eu vou parar porque eu quero conhecer a cidade, quero ler livros, quero comer a comida local. E o pastor tá lá falando: "Mas eu tô me acabando aqui, vou morrer de tanto trabalhar". E aí você começa a ver que ele não tem essa preocupação. Você começa a mostrar eh esse lado que nós brincamos aqui do pé de barro de de do Bonhe, que ele começa a fazer lista, por exemplo, mas quando eu chegar lá, será que eu vou ter uma roupa de calor adequada? Eu preciso de shorts, eu preciso de camisetas adequadas. E ele começa a fazer uma série de exigências paraa família, para amigos, para que ele vá chegar e ele chega muito depois do combinado com o pastor local para ficar lá. >> E quando [roncando] os jovens da igreja começam a falar com ele, eles deixam bem claro que os jovens estavam mais fascinados com o estilo de roupa dele, de penteado, do que ele tava trazendo da da elite da Alemanha. do que necessariamente a teologia que ele estava trazendo nos públicos. >> Olha, se você vestir Insider, você não vai chamar atenção pela pomposidade. O negócio da Insider é produtividade, qualidade, você estar bem vestido, sim, mas não ser pomposo, mas ser o quê? Produtivo. E a Insider, você já sabe, você já tá careca de ouvir que é aquela roupa que acompanha na sua rotina. Gente, eu tô aqui com a minha com a minha calça Future Form, tá? E eu tô com a minha corir, beleza? Eu tô aqui, eh, são roupas que me acompanham. Eu prego com essa roupa, eu posso fazer uma caminhada com essa roupa. Se eu sair daqui pra academia, né, não é a não é feita para isso, mas também se eu fizer, mano, vai transpirar bem. Você já conhece a Insider. E olha só, presta atenção. Já põe aqui, Rafa Tarja, tem aqui o QR code que te leva pro site da Insider, o meu cupom bibotal que se soma com outros descontos lá no site. Mas presta atenção, amanhã dia 5, já põe aqui na tela, Rafa. Amanhã dia 5 nós temos o quê? Frete grátis a partir de R$ 400, é R 399 e 10% de desconto no Pix, mano. Descontão, descontão no Pix, tá? Dia 5/08, mas do dia 6/08 até o dia 8/08. Dia 8/08 é quando a Insider vai est maluca. Do dia 6 ao dia 8 você vai ter frete grátis e brindes cumulativos. Ou seja, você vai comprando, vai ganhando o brinde. Galera, eu mesmo, eu compro a Insider, tá? Eu compro Insider e eu já ganhei esses brindes cumulativos. Vale a pena demais. Frete grátis. Então, quem é um comprador de internet ama frete grátis. Eu acho absurdo quando não tem frete grátis, inclusive, tá? 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Por exemplo, com em Nova York, ele teve contato com as black churches, com a teologia negra, com a a luta pelos direitos civis. Então assim, ele viu outras outros problemas, outras outras conversas, outras coisas que na Europa não sequera falado, né? Bibo, é, por exemplo, você vê que o sermão e escritos do Bonfer, quando ele é esse pastor assistente em Barcelona, que nós começamos a fazer um pouco agora da da relação com a teologia dele, ele é nacionalista, ele está defendendo [limpando a garganta] o direito da Alemanha lutar pelos seus direitos, faz comparação, às vezes até fazendo analogia entre a Alemanha e e o e o e a nação de Israel. E aí depois, conforme o Alex mencionou, ele vai fazendo essas viagens e nas viagens ele vai sendo desafiado pelas pessoas, pelo ambiente onde ele está. E isso vai ajudar a moldar e a modificar a sua teologia. Porque como um bom como um bom luterano, eh, o Bonfer, ele parte da premissa da guerra justa. Ele não é um pacifista, >> ele defende guerra justa. E ele prega a guerra justa. E depois nós vamos ver que, vamos dizer assim, na sua fase madura do desenvolvimento, ele está indo adotando o pacifismo. Então ele deixa e como é que ele deixa, por exemplo, a noção de guerra justa para passar a adotar o pacifismo? Não é, é, vamos dar esse salto então. Acho que é legal a gente porque então ele depois de Barcelona, enfim, ele finalmente vai paraa Alemanha ser um pastor alemão. Tem é lá que ele vai começar então o seu pastorado para valer e tal, depois de Barcelona e entre outros lugares. É isso. >> Ele faz várias viagens, mas ele ainda vai, ele ainda vai para a a no caso Estados Unidos antes dele retornar para paraa Alemanha depois. Tá, em 30, em 30 ele volta paraa Alemanha, ele publica a habilitação dele para docência, aí ele vai paraos Estados Unidos, Cuba, eh e em 31 é que ele assume como professor convidado na faculdade eh de teologia em Berlim. Então ele ele vai passar dentre entre 27 e 31 indo e vindo, tá? eh em várias funções. Teve um período 2930 que ele trabalhou na universidade, daí ele escreveu a habilitação, meio de 30 ele publica a habilitação, que é o ato e ser, né, que eu escrevi os comentários embaixo. Então, se você quiser o ato ser, mas o atir então é um lançamento até recente da Sinodal, né, que >> é o ater foi traduzido recentemente. É, que é o livro mais difícil ever de Bonifa. >> Nossa, é, ele fala sobre o quê? Ato e ser. Meu Deus, que que é? Discute Hidger. ele discute o conceito de ato e ser na filosofia transcendental. Isso quer dizer, eh, neocantianos discutindo sobre eh se Deus é uma estrutura ou se Deus é um ser puro. Eh, e aí tem várias discussões, tipo Heidegger versus neocantianos, Bart contra Heidegger. E aí assim, aí vai pegando todos esses debates e eh no final ele pega a ideia dele que tava na tese de doutorado, que é o da sanctório columion, né, que é sobre igreja e vai falar que para superar essa essa esse ou ou Deus é ato puro ou Deus é ser puro, eh você precisa de um conceito de revelação que só é dado à igreja, ou seja, pressupõe uma, ao mesmo tempo, uma experiência com Deus e também uma um conceito de Deus. Então, o conceito de Deus é importante, mas a experiência de Deus é importante. As os dois aspectos precisam caminhar lado a lado e cada um tem o sua razão de ser. Só que, cara, escrito isso num jeito absurdamente filosófico. >> Enfim. E aí, igreja, pera aí. Aí, tipo, a, então, quer dizer que o o neo o a neoorttodoxia também já tava bombando por aí também, já tava rolando, né? >> Começando, tá passando, né? >> Começó. Bart já era o grande nome, >> isso. >> A Bart já tá com tudo, porque ah, início da década de 20 você tem publicação de Swich and Siton, por exemplo, entre os tempos, artigo inaugural de Gogarton, que vai começar todo esse debate. Ah, aí até 33, que é quando Hitler se torna chanceller, é daí 33 tem a publicação do ã do do da revista que vai dar eh vai publicar a o a declaração teológica de Barman, me fugiu o nome agora, [roncando] Teologish Existence R. A existência teológica hoje é o texto de Bart que vai dar assim uma ênfase, vamos dizer assim, mais política a discussão teológica. Então, entre 20 e 30, isso tá eh a o movimento chamado ou teologia dialética ou teologia da palavra ou neortodoxia, no caso eh da língua inglesa, eles chamam assim. É, [roncando] esse movimento tá acelerando, acelerando, acelerando cada vez mais coisas. >> Uhum. Legal, gente. Eu eu não sei se essa minha pergunta cabe agora, mas, por exemplo, um dos escritos mais conhecidos do D Bon Refa é o discipulado. Uhum. >> Né? Que é que é esse livro lá dele falando sobre discipulado lá que a gente aprende o Graça Barata, o Graça Preciosa e tal. Esse livro a gente consegue datar, ele é posterior, já é também nesse bolo aí, desse período é um pouquinho antes da calmaria, por assim dizer ali nessa de 30 a 40. Esse daí já é no meio assim, é 30, é, pera aí, ã, discipulado é 37. >> 37. Então, tá >> 1937, na verdade, já tá a a guerra tá para começar. Eh, eles já tão eh com o seminário de pregadores funcionando. Ã, e a eles já tinham já tinham um inército, tá? Ele já não podia mais lecionar na universidade, ele já tinha um seminário de >> ah ele já ele já sofreu esse esse essa interdição, tá? E aí como é que como é que um cara que era esse nacionalista e tal, de repente começa a perceber, opa, a minha nação tá indo por um caminho complicado. >> Ah, tá. Esse esse caminho é interessante porque assim, quando começa essa história de guerra se forma uma associação de pastores. É a Fanot Bund. é uma associação de pastor para ajudar pastores a escapar do da convocação para virar soldado, tá? Porque você é funcionário público, então depois acabou os militares, você é o próximo da fila. Eh, então eles arrumavam várias coisas, tipo, manda pro exterior, arruma a função burocrática, dá um jeito de salvar o pastor para ele continuar ajudando as pessoas e não ir pra guerra. Então, só que aí assim, tem alguns que acham que, ah, mas o nacionalismo não é ruim, porque afinal de contas nós estamos lutando pelo direito da nossa pátria existir. Aí tem Pau Outus, tem eh vários teólogos que aderiram a essa posição e outros como Bart que diziam que não, isso não tinha não tinha fundamento, porque eh não dá para confundir sangue com pertencimento a Jesus. Uma coisa é o chamado de Deus, eh eh a fé e outra coisa é a nossa eh a nossa nacionalidade, a nossa nosso pertencimento étnico. Só que essa cisão entre pertencimento étnico e eh fé, ela não era muito simples, porque a teologia liberal via cultura e eh fé como dois lados da mesma moeda. Isso desde K, mais especificamente com Hegre. Então, via isso como dois lados da mesma moeda. Então, era óbvio que você era alemão e evangélico. [roncando] Eh, isso não eram duas coisas separadas, eram uma coisa só. Então, tava meio que assim no background de todo mundo. Então, a a se desvencilhar disso foi um processo. Então, por exemplo, Gogarten, que participa do movimento, ele chegou a ser por meses filiado ao Partido nazista. eh, participou do movimento da igreja confessante da neortodoxia e de repente ele diz assim: "Não, não, não, pera aí, eu preciso sair disso aqui". Eh, o teve o o Nulan, que foi bem parceirão do Bonhef aí em Berlim, eh, pastor na Casavillam Gedestines, que é aquela igreja que tá hoje destruída pela metade, que virou um monumento e tal. Eh, ele ele também, por um lado ele diz assim: "Não, pessoal, a gente tem que achar um meio caminho, meio termo. Vamos tentar conversar com o pessoal, vamos achar uma via política". E o Bart diz assim: "Via política, escambal". O que tá em jogo é se a gente vai continuar existindo enquanto teólogos. Eh, então a a o fato de Bon Bart ter sido incisivo em 33 com essa questão foi muito importante pra mudança de posição de muitos deles. >> Legal, legal. E aí, para onde a gente vai agora? Já tem um cenário se formando aí. >> É, o Bonfer, ele foi ainda muito alimentado pelo, por exemplo, o Fisher no no nos Estados Unidos. Ele ficou muito decepcionado nos Estados Unidos porque ele chegou e, por exemplo, ele tava, ele tinha dois, teoricamente dois doutorados e o professor dele não tinha nenhum. [risadas] E ele comenta isso, você entendeu? Para E ele escreveu várias vezes dizendo que ele fala assim: "As discussões aqui eles parecem que são primeiroanistas e da pior qualidade possível." Ele ficou muito decepcionado com a qualidade, porque a teoria, eh, o que eles tinham lido e aprendido na Alemanha era muito superior. Mas o que vai acontecer é que, por exemplo, o Bonhffer, ele vai ter um amigo chamado Lacer, não sei se a pronúncia dele é assim, que ele é um francês. E veja, ele estuda junto com o Bonfer, só que ele é francês. Agora imagina no contexto da guerra, você tem um francês e você tem um alemão que são cristãos e estão junto. E esse lacer, ele vai desafiar o Bonfer a ler o sermão do monte com outra lente, com um outro olhar e vai desafiá-lo a a rever a sua posição sobre nacionalismo, a sua posição sobre guerra justa. Ele vai ser levado para igrejas, igrejas negras americanas. E ele vai dizer que ele primeiramente ouviu o evangelho em igrejas negras. E ali ele ficou sabendo da luta dessas pessoas. Então você imagine, imagine o contraste. Uma pessoa de uma classe extremamente alta, uma pessoa da elite, ele encontrando pessoas que têm problemas para comer, para beber, aonde dormir e ele vai trabalhar nessas igrejas. Então, é como se fosse assim, aquilo que o Bonheffer aprendeu de maneira muito técnica na faculdade. Ele precisou estar no campo dentro das igrejas para que aquilo desafiasse alguns dos seus conceitos. Quando ele retorna em 1931, tem uma tem uma uma um evento eh histórico muito lembrado que o Hitler vai, eles vão começar a discutir e dar discursos de Hitler. E em 31, logo após ele voltar da da de Nova York, ele vai fazer declarações na rádio dizendo que essa noção desse líder, eu não sei qual é a pronúncia, feer, alguma coisa assim, tá? errada. Eles estão apresentando quase como se fosse um deus. E todo mundo hoje lê, fala como que esse jovem nessa idade consegue ter essa percepção já antevendo o que Hitler tinha e queria fazer, enquanto a maioria de pessoas que eram muito mais velhas, com muito mais experiência, não conseguiram ver o que Bonheffer viu. E ele deu três declarações e depois a, não sei se foi a última, mas uma delas foi cortada no ar quando eles perceberam que o Bonfer esta tava indo contra o futuro furer, >> tá? E aí começa a se desenrolar, porque que data que tu falou, Alex? Já tinha uma interdição? Era bem antes disso, né? Que é por causa de outras coisas, né? >> Ah, 37, quando o livro foi escrito, já tava. Deixa eu ver aqui. >> Se você lembrar, ô Bibo, a guerra vai começar a eclodir mesmo em 1939. Então, em 31, nós estamos aí 8 anos antes do início da guerra, certo? De 1939 a 47. A fala do Alex é 37. Ele tá 2 anos antes da data oficial da guerra. Tá nesse período que tá chegando na na aqui. O que que tá acontecendo na entre 33 e 39 na Alemanha? que tá acontecendo é que hã está se montando toda a infraestrutura de guerra. E para montar montar essa infraestrutura de guerra estão sendo criados campos de concentração, eh campos de trabalho forçados. Eh, então eh 33 Hitler tomou o poder. E aí eh isso vai implicar logo logo no chamado parágrafo ariano, tá? Eh, que aí é a discussão que o Vilibaldo traz no livro dele, né, que é a igreja apoia Hitler, né? Óbvio que sim. Nesse caso, a a o criado um um órgão chamado ministério da igreja, tá? O governo tem um ministro da igreja para fazer com que os bispos, no caso bispo luterano e eh o prelado romano, eh que eles sejam subservientes ao estado e adotem o parágrafo ariano como regra da igreja. O parágrafo ariano é o quê? que você só pode ser pastor se você tiver no mínimo 3/4 de sangue alemão. Eh, >> então se você tiver, se você for meio meio judeu, você não pode ser pastor. Então, os judeus deveri e aí assim, a discussão para muitos era assim: "Ah, nós não podemos eh nos meter em assuntos políticos. O governo mandou, a gente vai obedecer". E ali foi o momento em que vários, inclusive Bonfa, percebem, diz assim: "Não, pera, tem uma coisa muito errada aqui. Aqui tem uma coisa que é absurdamente errada. Se a gente não lutar por isso agora, a gente vai ter um problema. é que aí a Declaração Teológica de Bmen, a igreja confessante, eh o seminário eh os seminários eh de diáspora ali com com o Bonefa, por exemplo, que atuou num deles. Então é nesse período antes do início da guerra, >> tá? Essa vamos lá. Quando vocês falam aí igreja confessante, eh muitos de nós já pensamos: "Ah, é uma nova denominação, então é isso ou não?" Era meio que a igreja confessante é meio que uma igreja que surge a parte da igreja luterana estatal ou a igreja confessante é um movimento dentro da igreja luterana que tipo, não, a gente não pode, a gente tem que confessar outra coisa. Por que que esse nome confessante tá confessando o quê? E já é uma declaração, e isso é uma declaração pública quanto esse negócio ariano aí, essa parada toda. >> Uhum. Então, exato. Aí o que acontece é com a eleição do bispo Mula para ser o chefe da igreja, eh, isso essa aí essa igreja uniriam eh unidos, reformados e luteranos em um única igrejão. >> Uhum. >> Eh, e aí todo mundo ficaria sob a tutela desse bispo e eh todos debaixo do estado, >> mano. É um anticristo total, né? Os pentecostal já estavam falando: "Ah, é o anticristo, o cara tá unificando tudo". >> O bizarro é que liberais, conservadores, pietistas, eh eh assim, a maior parte dos grupos protestantes alemães se submeteram a isso. A gente teve resistência de todos os tipos de grupos. >> Todos os tipos de grupos também apresentaram suas resistências, >> tá? Mas foram minoritárias. a maioria das pessoas aderiram a isso. Eh, então, eh, esse grupo se reúne, eh, na na vila, no bairro de bar, bairro chamado Barmen, cidade eh eh de Vupatar, para, eh, escrever um texto. Bart já tinha rascunhado boa parte do texto, já escrito, ele é chamado Declaração Teológica de Barmen. Eh, e a partir dessa declaração, eles formam uma resistência teológica à igreja oficial. Então, eles eles eles eles afirmam categoricamente, nós não saímos da igreja e nós não fundamos uma igreja. Nós somos a igreja. O que está aí é uma instituição apóstata. Ah, então eles chamam a igreja oficial do estado de uma instituição apóstata. E ele se eles dizem, nós somos a resistência da igreja verdadeira eh que permanece. Ã, então é nesse sentido que a igreja é confessante, ela sabe que ela precisa ser igreja sem estruturas, tá? sem universidades, sem faculdades, ela precisa sobreviver eh na clandestinidade. Então, é assim que ela se se organiza nesse período. >> Então, ô ô, é interessante você ver que, por exemplo, os luteranos e os alemães, eles naturalmente foram muito influenciados pelo que nós chamamos de eh a o contexto magisterial, ou seja, a pessoa que trabalha para a igreja, ela trabalha para o estado. Então, quando ele viaja, ele vai para outros lugares, como por exemplo nos Estados Unidos, ele entra em contato com igrejas que não tem eh relação com o Estado. Então, nesse sentido, vamos dizer assim, ele ele conhece uma versão muito mais Ana Batista do que o contexto que ele tá feito. E o que ele percebe que quando você não tem essa associação, a igreja ela consegue apresentar muito mais críticas a sociedade do que quando ela está em união com o Estado. Então veja que o fato dele estar eh em contato com outras denominações, outras igrejas em outros contextos, isso mostra para ele, ou seja, ele ele consegue ver que eles não conseguem ter uma postura profética quando eles, na verdade andam, por assim dizer, lado a lábdo com o estado. Então, essas pessoas, esses outros teólogos, essas outras igrejas que estão em um contexto diferente, veja, ele não tá dizendo que um é melhor que o outro, tá dizendo só que em cada contexto você tem um ponto cego. E aquelas igrejas, aqueles contextos, mostraram um ponto cego para Bonfer. E quando ele volta, ele volta percebendo isso, que essa união, por exemplo, da igreja luterana com o estado, ela não é nada benéfica para a igreja como um todo. Então, a teologia dele, vamos dizer assim, eh passa a mudar. Quer dizer, ele tem que deixar de acreditar ou pelo menos tentar mudar isso dentro da da do contexto luterano. Então, veja, ele olha, por exemplo, ele vê os negros lutando contra o governo. O governo criou leis que nos que nos nos tratam mal, que nos tratam como uma segunda classe de pessoa, que nos trace como animais. E ele volta agora paraa Inglaterra e ele, desculpa, paraa Alemanha e ele começa a ver essa conexão. Quer dizer, a a veja que há um contexto também muito interessante, porque os negros na em Nova York [limpando a garganta] estão lutando por uma questão racial e existe esse elemento racial na questão ariana na Alemanha, diferente, mas ao mesmo tempo análoga. Você consegue entender o Consegue ver o paralelo? Claro, muito paralelo, muito claro, muito claro mesmo, cara. Que tu vê, né, o que que a o olhar para o corpo de Cristo, para outras realidades nos traz essa essa clareza. Eu acho que aqui a gente poderia fazer uma uma pausa, talvez, eh, e até esse momento que vocês estão, a gente tá no início, então eh aliás, no início não, a gente tem já bem claro um movimento contrário a essa, a essa junção de igreja e estado e tal. Ah, vários teólogos se posicionando contra, a maioria eh, apoiando. O que que, qual é a aplicação que vocês fazem assim deste momento da história do do Bonfa, entre outros teólogos? Eh, o qual uma aplicação que a gente poderia fazer, que a gente deveria aprender com esse momento histórico ali que Bonfa viveu, outros teólogos que também o próprio Bart que faz a declaração, a gente consegue fazer uma aplicação para para nós hoje assim, ainda que não seja uma coisa muito parecida, mas talvez assim, ó, isso levanta essa bandeira aqui que é bom a gente ficar de olho. >> Olha, eu consigo pensar em algumas aplicações, Bibo. Por exemplo, se nós esvermos falando do contexto brasileiro, nós temos ainda as imagens dos messias na política, ou seja, tanto na esquerda quanto na direita. A ideia de que ao voltar ou escolher um determinado líder, os meus problemas serão resolvidos a partir daquela pessoa, que era exatamente a mesma ideia que os alemãos tinham e tiveram com retro. Ele era alimentado que uma pessoa, praticamente um Messias, resolveria os problemas da nação. E o que na verdade foi o completamente oposto disto. Embora nós estejamos em estágios diferentes, eu acredito que nós conseg conseguimos fazer essa aplicação. O Messias é é Cristo. Não, nós não podemos olhar, no caso, para um líder de estado e enxergar nele a solução para todos para todos os nossos problemas. essa essa dualidade entre direita e esquerda nesse sentido, aponta aponta para isso. Eu também diria o seguinte, o que me chama muito atenção quando eu leio o estudo Bonfer é assim, primeiro, ele como um acadêmico ele olha para outras vertentes, mas como um bom acadêmico, ele está aberto à possibilidade de que ele pode ter erros ou pode ter furos ou falhas na sua teologia ou na sua criação. e que ele pode aprender com outras pessoas. Então, veja que quando ele foi para a América, ele notou isso, ele falou assim: "Eles não têm o que me ensinar". E academicamente eles não tinham, mas em termos de prática eles tinham tudo a ensinar. Ele não tinha uma prática religiosa. Ele aprendeu toda a sua prática religiosa, basicamente na interação com outros pastores que vieram de outras tradições, que vieram de outros contextos, mas eles eh se permitiu estudar, trabalhar, ser desafiado por visões diferentes a ponto de mudar a dele. Ou seja, essa postura talvez que nós temos mais denominacionais. Eu faço parte de um grupo e e eu não tenho nada a aprender com aquele outro grupo. Quer dizer, isso é extremamente danoso, porque ele viu nisso e aprendeu com isso. Então, eu vejo nessas aplicações algo valioso e e belíssimo. Eu eu acho que uma coisa que eu queria acrescentar aqui, eh, e que é uma insistência muito grande do Bartalmente, mas eu creio que que Bon faz isso, executa isso que Bart eh, propõe, eh, não abrir mão da existência teológica autônoma frente a todas essas pressões do ambiente político, eclesiástico, religioso, cultural, eh [roncando] porque muito facilmente o o O o Bart disse assim: "Ah, é, vocês querem lutar por política eclesiástica. Eh, beleza, então tá. Então lutem para eleger o seu bispinho aí. Mas amanhã lembre-se que você não vai mais nem ter direito de pensar teologicamente mais. E não é uma questão de sobre quem vocês elegeram para presidente da igreja ou para presidente da nação. É uma questão sobre a alma que vocês venderam. >> Uhum. Uhum. Caramba. Legal. OK. Eu acho que com isso você menciona Bart e eu faço a pergunta pra gente caminhar um pouco pro final. É por Bart ficou vivo e porque Bon Refa morreu? O que que aconteceu aí [risadas] que é o cara que também era contra, né? É claro que o Bart morreu, tá gente? Bart não está vivo, tá morando em algum lugar aí com a sua mulher, né? Enfim, ou mulheres, enfim. Eh, vamos lá. Eh, mas a o Bart não é tido como mártir, né? O bonheer é um mar. >> Não, não é que é que Bart quando ele é é caçada a licença dele de docente, ele volta paraa Suíça porque ele é suíço. >> Uhum. >> Eh, e outros vão pro exílio e Bon foi oferecido a possibilidade de ir pro exílio, né? Eh, tanto que ele vai em 39 pros Estados Unidos. >> Uhum. >> Mas ele retorna, >> tá? 39 véspera da guerra, ele vai pros Estados Unidos e resolve voltar paraa Alemanha. Então tem uma diferença assim, enquanto muitas cabeças pensantes eh são convidadas por seus amigos para sair da Alemanha para escapar da guerra, o Bonif faz o caminho contrário e fica. Então é uma uma questão de decisão pessoal, de postura, de igreja mesmo, né? Ou seja, o moleque de 13 anos se manteve firme mesmo. Eu vou reformar a igreja porque >> é. E aí ele aproveitou a oportunidade, que era essa associação de pastores, eh, e dizer assim: "Então, eu vou me voluntariar para ir pro exército, só que não como eh eh soldado. Vou me voluntariar para trabalhar no Ministério da Defesa, >> tá? Ele usa a associação para entrar >> como infiltrado lá dentro. Então, eh, é é essa é essa é a é a reviravolta da coisa, sabe? >> Entendi. OK. vocês quer me querem na guerra, irei para o departamento de defesa, tá? E esse lance então de vamos matar o Hitler, como é que é a questão? Porque é é uma questão teológica e social muito forte, né? E como é que esse grande teólogo desse cara que escreve, né, vida em comunhão, que escreve discipulado, fala: "Vou matar um ser humano". Tipo, é, é um é um passo, vou participar de um movimento. Explica um pouco para nós tanto essa questão teológica como o que de fato eles tentaram fazer, se é isso mesmo. Ele quis matar de matar Deus, ele quis matar é Deus na cabeça de alguns, né? Hitler era um Deus mesmo. Mas como é que a gente chega nesse lugar? Então ele volta, vai pro ministério de defesa, mas já vai com intuitos, né, de mano, vamos ter que vamos ter que parar essa maldade. É isso mesmo. Eu sei que ele não tá sozinho nisso também tem parente dele envolvido também. Aí, como é que é? Conta para nós essa história aí, pessoal. >> Cunhado dele, né? >> É, o cunhado dele. Ele eh é é nisso que eu acho interessante a gente ver que ele não nasceu perfeito, né? como ninguém nasce perfeito. E ele teve essa essa melhora nessa nessa trajetória. Por exemplo, ele ele reconhece alguns erros quando ele foi pedido para ajudar, por exemplo, judeus ou até mesmo participar de um de um funeral e do qual esse ele ele se recusou, ou seja, adotando uma postura do que era exigido dentro da Igreja Luterana Alemã da época. E depois, conforme ele vai sendo desafiado por outras pessoas, ele vê que, vamos colocar na na palavra correta que nós diríamos, que ele foi covarde, que ele não agiu da maneira como ele deveria agir. E agora dotado de um entendimento aprimorado melhor do que ele deve fazer como cristão, ele volta e fala: "Não, eu tenho que de fato lutar". por exemplo, o seu o seu ex-professor de de pós-doutorado na no caso em Nova York, tenta de todas as maneiras falar para ele assim: "Fica, fica, não vá, porque você vai morrer". Mas ele se vê como uma pessoa que está tendo um débito com o povo alemão e de que ele deve lutar e que se ele não fosse, ele seria depois teoricamente seria como que eu vejo minha família ou outros alemães morrendo e eu vou estar lá e eu vou estar vivo, vou estar e salvo. Então não, eu preciso fazer parte da resistência, eu preciso lutar, eu não, é como se dissesse, eu não vou ter moral se depois essa guerra acabar e as pessoas vão olhar para mim como um como um covarde, uma pessoa que se absteve da guerra de poder lutar. Isso é um é uma é uma decisão assim maravilhosa. Ele ele sabia o que estava por vir, por assim dizer. >> Uhum. E aí ele vai lá lutar essa guerra, né, para se infiltrar, para tentar acabar com a guerra por dentro, né? E aí, que plano que é essa parada aí? >> Isso é é que assim, ó, dentro do Ministério de Defesa, tem que pensar que assim, no regime, no regime alemão, você tem o exército e você tinha SS, SA. Então, o Hitler ele monta um exército particular dele paralelo às forças armadas oficiais que já existiam. Então, nem todos os generais são assim eh das mesmas ideias do Hitler. é o caso do Donani, que é eh um dos parceiros ali do eh do Bono Ref do Ministério da Defesa, que tem um movimento interno de resistência. O que que eles faziam? Contrabandeavam documentos para os aliados. Então eles enviavam documentos de estado sobre diversos assuntos para fora para que os ingleses, os franceses, especialmente os americanos, tivessem acesso e pudessem planejar ações de guerra. Então, uma traição à Alemanha. Eh, outra coisa, eles auxiliavam judeus que queriam fugir da Alemanha. Então eles faziam esse esse esse leve esse esse corre de ajudar o pessoal a encontrar meios de sair. Eh, mas havia dentro do grupo alguns que advogavam uma solução mais radical, que é o assassinato do Furra, né? Matar o Hitler como solução pro problema. Aí a gente tem umas discussões, por exemplo, eh, até que ponto Bonifou efetivamente das discussões? A gente sabe que o cunhado dele, sim, ele participou, tá? Que o cunhado deles esteve envolvido e que o cunhado dele sabia das coisas. Agora, por que era cunhado necessariamente, obrigatoriamente, Bonifa sabia e participou porque estava no mesmo órgão. Não sabemos. Não há nenhuma nenhum documento cabal que associe ele a ao atentado. O inclusive a os documentos da justiça da época que eh onde tem, vamos dizer, qual é a sua, qual a acusação, por ele foi preso, sobre qual acusação, foi julgado, por quais crimes dizem respeito a tráfico dos documentos, né? Então, o o eh eh por por ser um um eh um contrainteligência, né, por ter ter então negado a nação alemã, e ter traído a Alemanha ao entregar documentos oficiais para um governo estrangeiro e por ter eh desrespeitado a legislação favorecendo a fuga de de judeus. Essa é a acusação oficial eh pela qual ele, foi preso. A condenação seria prisão, provavelmente prisão perpétua, mas não morte, >> não execução, >> não seria pena capital. >> Uhum. >> Onde é que entra a pena capital? Quando os investigadores descobrem na agenda desse general nomes de pessoas que ele confiava e o nome Bonifa está na lista de pessoas que eram da extrema confiança desse general. Então Hitler passa por cima da justiça e pessoalmente ordena a execução de todos que estão na lista. Caramba. Hum. >> Tá. Então assim, eh, se esperava que ele ficasse apenas preso ou que com o fim da guerra alguma coisa pudesse acontecer, mas não se esperava que ele fosse executado. O fato novo foi a descoberta dessa agenda. E essa agenda causou o ódio do Hitler e eh aí eh a morte foi consequência disso. Então assim, até que ponto ele tava envolvido no assassinato, >> hum, >> a gente não vai saber. >> E esse papo então que eu já ouvi, eu devo até ter reproduzido já isso, Alex. Eu acho até seu Bob ou vi na faculdade. Não, ele ele participou, ele quis matar o Hitler porque para ele era o mal menor. Da onde da onde eu caí nessa? É porque assim, no livro de na ética dele, ele fala sobre mal menor, só que a ética dele ela foi escrita em 41, tá? Ele trabalhou em 41 nela. Daí ele deixa ela, ela deixa, deixa ela inconclusa >> e essas tentativas são em 43. Será que ele está refletindo algo de si? porque ele está trabalhando na resistência. Então ele está fazendo uma atividade criminosa do ponto de vista legal, como cidadão alemão, ele é um, tanto é que ele diz que ele não vê a sua condenação na justiça alemã como erro, porque ele está sofrendo aquilo que ele deveria sofrer. Afinal de contas, ele sim infringiu infringi a lei por eu eu fiz o mal, eu eu cometi um crime porque eu acredito que o benefício que isso faria salvar vidas e pessoas era muito maior. Então se a gente colocar nessa perspectiva, ela funciona. Ah, vamos imaginar que ele soubesse do que o cunhado estava planejando e de alguma maneira participou do planejamento disso. Então também funciona. Então o argumento funciona de qualquer maneira, tá? >> [roncando] >> Eh, quando o Betig escreve a biografia dele, ele não deixa claro no finalzinho da biografia, eu revirei essa biografia do BG para ver se se ele deixava alguma pista lá, mas ele não deixa uma pista sob a opinião do próprio Betg, que também que é amigo pessoal, foi aluno do B, tudo mais, né? Eh, se ele deixa uma pista lá sobre participação, ele não deixa uma pista sobre participação. Quem é que diz isso categoricamente? É o Metaxas, tá? O Metaxas que pega e diz: "Ele participou". >> Que com que provas? Só o Metaxas tem essas provas, certo? >> Ok. Ok. Voices of my head. Nota de rodapé. Voice of my head. Ok. Ok. Beleza. Tá. Entendi. Entendi. Cara. Fez fez sentido. Gente, é isso. Então, e pelo que eu lembro, se eu não me engano, acho que duas semanas depois da execução dele, a Rússia chega no rolê. Não tem uma parada assim que meio por duas semanas ele poderia estar vivo >> não que esse cara ia produzir aí, mano. Ou seja, o cara honrou a palavra, >> permaneceu com a galera ali. Porque assim, é aquilo que vocês falaram antes, eu queria entender um pouquinho melhor, Alex. Talvez tu já tenha falado ou Mariano também e me passou batido aqui, mas boa parte ficou a favor, mas teve uma várias galeras que ficaram contra e tal, né? E aí o que que acontece assim, tipo, nem todo mundo é morto, perseguido e tal. como é que a igreja se organiza assim, eu sei que a gente dá um passo, né, eh, um pouco para além da vida de Bonfa, mas como é que a igreja se organiza depois então que que Hitler é é assassinado e tal, enfim, eh, se desfaz essa igreja estatal, a galera, ô, mano, pô, é, é tipo assim, é tipo a galera que apoiou, né, a o candidato em 2022, pô, a gente pesou um pouco a mão aí, né, pessoal, a gente exagerou um pouco, né, botamos muita esperança em cima de um homem e tal, não é bem assim, né? Tipo, o que que acontece com a igreja? Tipo, o Bonifa já naquele momento, ele vira um legado, uma mensagem ou a gente vai reconhecer isso depois? Ó, gente, lembra do Bonrefa, né? Bonrefa é que morreu inclusive por defender essa parada, né? Outros vazaram, né? Mas entenderam mais ou menos a salada que eu fiz aqui? Vocês são fera, né? >> Sim. É, é assim, ó. É muito muito cedo na história das publicações aí o nome dele vai aparecer, tá? Então, eh, o legado dele vai aparecer logo muito cedo, mas assim, a fase de reorganização a partir da década de 50 da igreja alemã, 48 para frente, aí eh década de 50, a igreja vai se reorganizar eh com o pessoal que eh era da resistência. Então, o pessoal da resistência é que vai reorganizar a igreja. Muita gente que foi membro do Partido Nazista vai vir com aquela meia culpa. Ah, veja bem, não sabia que era assim. e tal e coisa. O que acontece agora, agora isso tem coisa de pouquíssimos anos, 2, 3 anos agora. Eh, os documentos caem no domínio público agora. Então, você, se é, você tem uma carteirinha de historiador, você pode ir no arquivo histórico alemão e solicitar os documentos pessoais de Adolf von Hanak para pesquisar. >> Olha, já tem gente escrevendo isso, então, né? já deve ter gente produzido. >> Sim, tá saindo um monte de trabalho de doutorado, pós-doutorado na Alemanha >> sobre eh o como esses caras eram nazistas até a medula. Não é assim que os caras não tavam sabendo do que tava acontecendo. Eh, então tem muita gente que depois da guerra deu aquela assim, não, veja bem, pessoal, não era bem isso, me enganei, né? Mas agora que abre as caixinhas, vai ver que os caras, na verdade, colaboraram. Então, por exemplo, tem todo um instituto, >> nossa, >> eh, de pesquisas bíblicas, eh, com caras que a gente estudou aí, tipo Bauer, né, que é, ah, cara do dicionário do Novo Testamento e tal, o cara fez pesquisas exegéticas para provar que os judeus eram inferiores e a raça inferior e toda aquela coisa arada toda. >> Nossa, caramba. Agora assim, gente, é legal a gente fazer um disclaimer aqui e eu queria que vocês me ajudassem nisso. Aliás, se vocês não me ajudarem, nem vai ter disclaimer, porque eu não saberia fazer. [risadas] Mas eh, a gente pode olhar para tudo isso agora e falar: "Meu Deus, que absurdo, né? Meu Deus, que absurdo". E e a única colaboração que eu posso fazer, pessoal, é isso. Em 2022, a gente não chegou nem perto disso. Eu acho que não há uma comparação direta assim e tal, eu não vejo. Mas em 2022 a gente teve às vezes a igreja um apoio um pouco cego a determinado candidato e muitas pessoas eh romperam a mesa da comunhão, entendeu, pessoal? Eu não tô comparando com o nazismo, não é não é isso que eu tô falando. Por favor, não coloquem isso na minha boca, tá? Mas eh quando a gente quando você parar para pensar, meu Deus, como é que a igreja apoiou uma coisa como essa? Tem todo um contexto histórico, enfim. Mas lembre-se, em 2022 teve pessoas que foram excluídas da mesa da comunhão porque não queriam, não é nem que queria votar em outro, tá? É porque não, eu não quero votar no candidato que vocês estão falando. Então assim, não não é muito longe. A gente tá falando em 2022, tá pessoal? assim, tipo, e não é uma história, eh, sabe, uma história isolada, não. A gente que trabalha com a internet recebe aí, recebeu na época inúmeros relatos, né? Então, só para assim, tipo, mas eu queria que eu queria agora vocês com dados mais eh apurados, tipo, por que que às vezes a gente olhar um negócio desse, tipo, eh, não que a gente vai passar pano para essa galera nazista, não é isso que eu tô dizendo, mas tipo, há uma parada que, tipo, esse pessoal tinha um contexto que e até uma teologia meio extraviada que fez com que a galera fosse um pouco para esse caminho, né? Continua sendo um absurdo e prova disso é que uma galera foi contra, né? Tipo, já tá uma galera foi contra inclusive o personagem desse podcast. Acho que a minha pergunta é meio ruim porque parece que a gente vai passar pano para essa galera, né? >> Não, mas é que assim, eu acho que eu acho que assim, a gente não chega no mesmo nível de absurdo porque é é um fato conhecido, né? O o o nazis mudou depois disso, né? São fatos conhecidos. Então assim, ninguém quer se associar a isso. >> Uhum. >> A não ser o neonazista, né? Ele quer mesmo. Mas assim, tirando esse, os outros ninguém quer se associar. Isso. Ele ele ele ele eh se utiliza de ideias, de sutilidades, de estruturas, de pensamentos, eh, mas não quer se associar a isso. Então, então esse é esse é aí é essa utilidade. Aí você vai dizer: "Poxa, mas isso aqui lembra tal coisa." Aí vai dizer: "Não, mas veja bem, nada a ver". Então, ninguém quer se associar a isso, mesmo que flerte aqui ali com ideias um pouco mais totalitárias. Então, mas o totalitarismo eh sempre existiu na na história da humanidade, né? Não, não é nenhuma nenhuma novidade e vai continuar eh eh especialmente na na mente de quem acha que é é mais certo do que os outros, vai continuar existindo. Ah, eu eu de novo volto aqui pr pra ideia de que a gente precisa manter a nossa capacidade de pensar teologicamente, criticamente, eh, para além das dicotomias, para além desses dualismos eh eh políticos, ideológicos, que querem fazer com colonizar a cabeças, fazer com que a gente pense, você tem que pensar assim ou tem que pensar desse jeito, daquele jeito. Eh, eh, então, diante das vozes de totalitarismos que volta e meia aparecem das diversas matizes políticas, ã, a nossa voz tem que ser pelo pelo um uma teologia independente, uma teologia biblicamente ancorada e que tem coragem de dizer: "Olha, eh, embora tem elementos de evangelho aqui, tem elementos de evangelho ali, isso nada disso é evangelho." >> Legal. Ô, Bibo, eu diria que, por exemplo, na nessa comparação, nessa análise que você faz, é que em momentos iniciais, geralmente as pessoas falam: "Não, mas nós nunca vamos chegar nisso". Ou seja, na Alemanha era assim também, no início nós nunca vamos chegar, não. Vocês estão estão estão apresentando o extremo horrível, nós jamais vamos chegar nisso. E eles chegaram. E essa história se repetiu em vários outros países. E a pergunta é, a a um dos um dos grandes pilares da história é: você deve estudar a história para evitar com que ela se repita, para que você aprenda com a história. Mas o nosso desconhecimento, por exemplo, até mesmo da história, do que aconteceu na Alemanha e até mesmo em países da América Latina que sofreram e estão colhendo o esses amargos frutos agora eles começaram assim. Eh, o que o Alex falou para mim que é muito importante é cuidado na escolha que você faz de líderes que vão, no caso, cercear o seu pensamento, sejam eles quais forem, porque nós temos já eh sinais de líderes que falam isso. Eles nunca vão dizer com todas as palavras. Hitler não chegou no início e 31 e falou: "Pessoal, eu vou acabar com vocês. Eu vou colocar um bispo lá que ele vai ser, você entendeu, a minha marionete." Ele não disse isso, mas tudo levou a isso. Então assim, é de fato, os cristãos precisam eh eh aprender com a história e ter essa maturidade de saber que, primeiro, se todos nós acreditamos que o mundo jaz no maligno, que todos nós somos impactados pela depravação total, não somos totalmente depravados, mas essa depravação pode levar a essas consequências. >> Entendi. >> Mesmo no Brasil. >> Legal, galera. O, inclusive o livro, né, o livreto do Vilibaldo vai tratar sobre isso, né? E a igreja apoiou o Hitler, faz parte da coleção Teologia para Todos, tá? Eh, você pode ter um um overview, quem é aluno da Escola Bibotal de Teologia, tem uma aula com ele lá que que está disponível. Bom demais. E, gente, em português, a gente tem alguma biografia do Bonfa que não seja do Metaxas? Eh, tem uma pequeninha que acho que a editora V. >> Tem uma pequeninha, não é? >> Tem uma pequenininha da Ultimato. >> Olha. Eh, tô tentando lembrar o nome dela. Eu gostei bastante dela porque ela é escrita também por um erudito de Bonf. É um cara que tem eh norte-americano. Estou tentando lembrar o nome dela aí. >> Deixa eu pesquisar aqui. Vamos ver se é >> essa. Essa essa eu não conheço. >> É, vamos ver. Livro Bonaper para todos. >> Para todos. Isso aí do Stepen. Isso aí. Eh, ela não é uma biografia acadêmica, tá? Ela é uma biografia popular para quem quer ter um ampassan no Bonif, é mais escrito por alguém que conhece, é pesquisador de Bon, >> cara, eu tava com isso na cabeça, eu achei que fosse da Fiel, mas é da Ultimato. Tem vários personagens históricos aí da da teologia nesse formato aqui. Bon para todos, acho que tem o Spuron para todos ou o o cara do avivamento, como é que é? Isso, isso, isso mesmo, isso mesmo. >> É, esqueci o nome dele. Jors para todos. Uhum. E quem for assistir o novo filme, >> eu ia perguntar, teve um filme ano passado ou retrasado e tal? >> Teve, teve, teve, teve assim, ó, a produção eu achei bacana, tá? Achei uma produção bacana, retratou bem a tal, >> mas assim, tem, ele tem mais licença poética. [risadas] É assim, tipo, é um excesso de licenças poéticas. >> Eita! Acho que tem no Prime Video, hein, galera. A história real de Bonfer. É isso. A redenção. >> É isso aí. >> 2024. É a redenção. Isso mesmo. >> Eu fiquei tão ansioso pelo filme e acabei também me decepcionando com isso, né? Principalmente para quem já leu ou leu um pouco mais. Enfim. Mas >> nossa, ele parece um vampiro. Ele parece ele ele parece da família dos coolen lá do do [risadas] crepúsculo. Nossa, mano, que ator >> assim, ó. Eu acho, eu acho assim, tipo, é é bacana, mas >> é muito, é muito metaxas pro meu gosto, >> tá? Uhum. É, vamos lá. É para filme também. Acho que às vezes tem que ter um pouco essa coisa mais heróica e tal, mas tem alguma distorção histórica assim que tipo, não, mas aqui os caras colocaram, >> cara, essa discussão do da participação no no assassinato, >> então ela ela ela adota a narrativa do metaxas totalmente. >> Tá, entendi. >> Eh, e algumas discussões com o Nila que nunca aconteceram, frases do Nila na boca do do Bonhe Refa. Eh, então tem eh tem umas incoerências teológicas, históricas ali que que eu acho que assim para mim extrapolou o limite do da licença poética, entende? >> Hum. Tá, >> mas eu na média na na média eu digo assim, assista, mas não é a biografia do bonif assim, é inspirado em bone. >> Inspirado. OK. É, beleza. Não, porque assim, tem tem algumas coisas que distorcem demais assim, né? Então, por exemplo, ah, porque a gente tem dúvida se ele participou ou não. Pode ser que sim, pode ser que não. Aí afirmar que ele participou é um problema, mas beleza, se tem a discussão e tal. E quem escreveu, né, se inspirou num biógrafo. >> É aqui rolou nos Estados Unidos, rolou, mas nos Estados Unidos aí pessoal da da produção, etc. associou isso a questões políticas. >> Hum. Também tem, >> tá? E aí os familiares não curtiram. >> Hum. Tá. >> Não curtiram. Então assim, a família Bonhf se posicionou contra o filme. >> Aliás, o Bonhf ele casou, teve filhos? Como é que ficou? >> Não, ele noivou, mas ele não casou. Ele noivou, mas não casou. >> Ô, mano. Ora, seja. Tá, olha aqui. É, tem o Cartas da Prisão dele. Como é que é o nome daquele livro dele? Amor e subversão, não? Como é que é que ele escreveu na várias cartas na prisão? Como é que é o nome? Amor e resistência, não? é Resistência e submissão. É o livro dele é em português, no caso o título em português. Isso. >> Sobre é com as cartas da prisão. >> Isso. Legal. Legal. Então tá. Então fica aí a biografia da Ultimato, para vocês terem um, né, um panoramazinho legal. Ah, quem lê inglês, qual que é aí? Ô, ô, Mariano, >> Wellington tem umas aí boas. É, eu eu gostei muito da da dessa biografia do do Marsh que eu conheci no caso esse aspecto mais humano dele. Quer dizer, continua um grande continua um grande admirador dele, mas mostra ele como de fato, vamos dizer assim, muito mais próximo à realidade como como que ele é. >> E como é que é o nome do livro? O nome do livro é com Strange Gory. >> Livro Strange Glory. Seria Glória e Estranha, né? Uma vida de Detrich Bonhefer. E o autor aqui é Charles March, que é um erudito conhecido por eh escrever biografias, uma acadêmica e foi muito bem recebida na academia e até mesmo na nas associações, na nos grupos de estudo de Bonfer. Essa é uma das biografias indicadas eh como uma das que devem ser lidas e estudadas por quem quer estudar e saber mais sobre ele. >> Traz para nós, Sinodal. Vamos lá. Faz uma coisa aí, se não dá para nós. [risadas] Legal. Legal. E qual outro que você ia mostrar, Mariano? >> Ah, eu eu no caso eu estudei com esse, seria, né, um manual de leitor que você teria todas as obras dele apresentadas de de uma maneira geral aqui, né, para você estudar. >> É, esse é bait, esse é bom, muito bom. Esse esse daí >> The Bone Her reader. Caramba, grossão, né? Deixa eu ver. Põe ele na lateral aí. >> É, isso é maior caro. Ô, gente, viu? Quando você pega PDF aí, ó, de uma coisa dessa traduzida uma letrinha, hein? Com uma letrinha, ó. >> Isso aí é caríssimo trazer um negócio desse pro Brasil, pessoal, na moral. É, isso é carísimo. >> E tem e tem, acho que você tem o o Handbook aí, acho que tem um da Cambridge, né? >> Eu não, eu tenho esse também, no caso é >> The Cross of Reality, que que é uma biografia de várias pessoas. É, seria a teologia Cruces de Lutero e a Cristologia de Bonho Hoffer, no caso, uma uma uma comparação muito muito interessante também. E naturalmente o que nós falamos aqui, né, em português, >> em português aí, ó, Bonfer, >> a história fantasiosa de Bonfa. Claro, tá [risadas] certo. A histó a geografia de Bonfa. Muito bom. Obrigado, Mariano, por ter dado seu tempo aí para nós. Seja bem-vindo mais uma vez. Obrigado por ter voltado aí. E a gente vai se falando e novas pautas surgirão. Obrigado pelo teu tempo aí, meu chegado. Tamo junto. Deus te abençoe no Canadá com os desafios. >> Grande abraço. Deus abençoe. >> Tá bom. E Alex, é nós. Estamos together. Gente, o Alex, você sabe, né, que é da velha guarda aqui do BTCh e a gente vai trazer aí Mac Alex melhorando. Vamos gravar um episódio nostálgico aqui. Já temos até o grupo formado no WhatsApp, mas sai esse ano ainda. É isso, vamos ficando por aqui. Deus abençoe todos vocês. Até o próximo BTC, se Deus quiser, se permitir. Fiquem todos na paz do Senhor Jesus. M.