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A fé vem pelo ouvir

EU QUASE DESISTI DO VÍDEO DE HOJE….

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Legendas automáticas:

Seja muito bem-vindo ao dois dedos de
teologia. Eu sou pastor Iago Martins e
está onde? Está no meu, no seu, no nosso
Teólogos do Twitter, um programa que a
gente reage a tudo que está viralizando
sobre Deus na internet.
Se é sua primeira vez nesse canal, eu
sou pastor Iago Martins, você está
comigo nessa jornada de aprendizado
teológico. Se quer aprender teologia de
forma fácil e simplificada, esse canal é
para você. Deixe de se inscrever nele e
assinar as notificações para ficar
sabendo sempre que houver vídeo novo.
Vou entrar aqui no nosso grupo e daqui o
primeiro react, react, é o que vocês me
mandaram aqui. Vamos aqui. Deus mãe.
Vamos ver qual é a nova do Deus mãe.
Sempre tem um Deus mãe, hein? Bora ver.
>> Pergunta honesta: É pecado um pastor
protestante estar viciado no álbum da
Anitta?
>> Eita! É pecado um pastor protestante
estar viciado no álbum da Anitta. Não
sei de que álbum ele está falando, mas
provavelmente sim, tá? Provavelmente é.
É a Anitta lá do Show das Poderosas? Do
do das músicas imorais, das indecências
e tudo mais? Se for, eu acho improvável
que o álbum da Anitta não seja recheado
de sacanagens. Sim, mas estou julgando
sem ter visto o álbum da Anitta, né?
Vamos ver o que ele vai dizer aqui.
>> Porque se for, lance-me para o inferno.
>> Não sou eu que lanço. Não somos nós como
comunidade que lançamos, mas há alguém
que lança, tá? A gente deve temer aquele
que lança o corpo e a alma para o
inferno, diz a escritura. Então, Deus
lança no inferno. Vamos ver aqui se ele
está lançado no inferno ou não aqui.
Vamos lá.
>> Ai ai. Na Anitta lançou a continuidade
do seu trabalho e olha, tem uma faixa
ali que dialoga muito com o meu trabalho
teológico acadêmico. Eu estou falando da
faixa Deus mãe.
>> Vou dizer o seguinte, eu não sou o cara
que condena
esse tipo de contato cultural. Não sei
se esse tipo em particular, mas mas o
contato cultural de forma geral, né? No
sentido de eu sou um cara realmente
muito tranquilo em Tem sim um programa
disso aqui, né? A gente tem o Mundo
Cópia, é um programa que a gente avalia
o que está acontecendo. A gente avalia
filmes, a gente avalia séries, entendeu?
A gente faz isso tudo isso a partir de
uma perspectiva cristã. Beleza,
tranquilo, tranquilo, tranquilo para
vocês? Tranquilo para mim. Mas tudo tem
um limite, né? Convenhamos que tudo tem
um limite. E aí tem que ver qual é o
limite. Que o álbum de a música Deus Mãe
da Anitta dialoga com o trabalho
teológico dele. Deus Mãe, Anitta. Vou
ler a letra antes de ouvir aqui o
comentário do rapaz. Eu vim do corpo da
minha mãe, ela me deu semente boa, no
teu meu corpo se espalha em benção, sou
plantadeira de semente boa. Ok, ela veio
do corpo da mãe dela, tem uma boa
semente, né? Talvez seja a possibilidade
de reproduzir, né? Então semente boa,
será que é isso? Semente no teu corpo
espalha em bençãos, sou plantadeira de
semente boa, certo? Com ou sem medo,
coragem vem de berço. Nem sempre, a
gente pode aprender coragem, mas quando
a coragem vem de berço é uma coisa muito
boa, aprendida da mãe, né? Eu aprendi
direito a deixar marca no chão, foi no
teu peito que eu morei primeiro. Nos
teus olhos vejo o poder da criação.
Bonito, bonito, sobre mãe, né? Sobre as
mães. Foi no teu peito que eu morei
primeiro, isso é bonito. Vejo nos teus
olhos o poder da criação, né? A mãe cria
o filho, né? Os filhos nascem da mãe e
tal, então tem esse aspecto aí bonito.
Aí esmatriz doce feroz, sua cicatriz me
deu a voz. Gaia, Gaia, Gaia, Gaia, Gaia.
Quando sempre que eu leio Gaia, eu sei
que é uma deusa da mitologia grega,
conhecida como a mãe terra, mas sempre
que eu escuto Gaia eu imagino um
cearense se referindo a um chifre, a um
ser traído, né, Elias? Aí ele levou
gaia, é assim que a gente fala, que ele
levou uma galha. Levar uma galha, a
galha é uma referência aos chifres do
alce, que parece um galho. Então levar
uma galha seria receber a galha, que é o
chifre, que são os cornos daquele que
foi traído e aí o cearense fala gaia,
uma gaia. Então o cara levou uma gaia.
Então tudo que ela falou gaia, gaia,
gaia, gaia, eu só imagino um cearense do
interior. Como é que ela fala lá na
música? Eu fiquei curioso agora aqui.
Como é que ela fala na gaia?
>> [canto]
>> Para mim ela está evocando o adultério.
Ela gaia, claro que não é gente, é só, é
só
uma referência
religiosa, mitologia grega mesmo. Começa
dizendo o seguinte, tá? Será que um
pastor deveria estar viciado em uma
música que evoca uma divindade da
cultura grega? Não sei. Ela está usando
aqui essa divindade só como metáfora de
alguma coisa ou ela está usando
realmente como uma referência positiva
de divindade? Se sim, a gente tem um
problema, né? Acho que um teólogo não
deveria estar muito, muito viciado nisso
não. Sou cria dela, Deus mãe que me
criou. De dentro dela eu vim, pros
braços dela eu vou. Sou cria dela, Deus
mãe que me criou, de dentro dela eu vim,
pros braços dela eu vou. O de dentro
dela eu vim, pros braços dela eu vou, é
muito bonito. Mas Deus mãe, ruim, hein?
Complicado. Sua mãe é deusa? Tratar sua
mãe como deusa e aí depois chamar Gaia,
eu acho tudo isso meio complicado, dando
poder de criação. É uma metáfora? É uma
metáfora, mas eu acho que é um exagero.
Complicado até teologicamente, né? É uma
coisa meio idólatra, tratar uma mãe com
características divinas, não é? Você não
pode oferecer divinização nem aquilo que
é o de mais importante na nossa vida,
tá? Você pode idolatrar coisas boas como
a própria mãe, como a própria
maternidade. Acho uma linguagem
inapropriada que cristãos usem. Eu acho
inapropriado que cristãos usem uma
linguagem de divinização pra qualquer
pessoa. Eu agradeço todo dia ao
amanhecer por ter você, por me escolher
pra florescer. Quando fica pesado,
divide comigo, mais que minha mãe, é meu
ombro amigo, que me acolhe, menina me
move. Eu quero ter saúde, dinheiro e
muita sorte. É a mitologia da
maternidade já, né? Pra cuidar de você
até a hora da partida, te dar uns netos
bonitos e uma casa com piscina. É, tá
tudo ok. É a mitologia da, ela quer ter
saúde e dinheiro pra cuidar dela. Ok, eu
quero ter dinheiro pra cuidar dos meus
véio também, tá certo? Meu cabelo é
igual ao seu, eu falo igual a você, sua
maluquice eu herdei, não tem muito o que
fazer. Louvo toda benção que me
concedeu. Em cada matriarca eu enxergo
Deus. Pronto, aqui é bonito. Em cada
matriarca eu enxergo Deus. Isso é uma
coisinha que um cristão pode ser, de
enxergar Deus, de enxergar o, o agir de
Deus, a representação de Deus. Agora
tratar por Deus é que eu já acho
ofensivo. É, Deus mãe que me criou. Acho
teologicamente ruim. Então, o cara vai
pro o por isso? Ah, ah,
só por isso não, mas me preocupa o tipo
de espiritualidade que acha isso como
isso é uma coisa boa e viciante, digamos
assim. Então vamos lá.
>> Dessa vez eu não vou comentar só como eu
fiz na primeira parte do álbum. Eu vou
inserir [música]
a perspectiva dela na minha aula sobre
teologia de gênero que eu ministro aqui
na Itália. E sabe por quê? Porque eu
acho que mais uma vez o cristianismo
institucional tem uma chance tremenda de
aprender com a Anitta.
>> Meu
amigo,
essa linha é muito forte, tá? Mais uma
vez o cristianismo tradicional tem uma
oportunidade aqui de aprender com a
Anitta.
Olha, essa é uma linha maravilhosa. Eu
acho que a gente, vamos lá, deixa eu,
deixa eu
ser advogado do diabo aqui.
Mas a ideia, olha, eu vou dizer, tá? A
gente pode aprender de descrentes? Pode.
O cristianismo tradicional pode aprender
de pessoas que são contra a fé? Até
pode. No sentido de que todo mundo é
imagem de Deus, se todos somos imagem de
Deus, existe algo do Senhor em todos
nós. E a medida que existe algo do
Senhor em todos nós, olha, até mesmo um
descrente pode trazer alguma verdade que
pode ser útil para a gente. É, é, é
pegar os tesouros do Egito. Quer dizer,
como dizem os, os portugueses, é sair do
Egito com guito. É, guito é, é grana, é,
é dinheiro. Então, sair do Egito com
grana, sair do Egito com dinheiro, sair
do Egito levando os tesouros, né, do
Egito. É, podemos pegar os tesouros do
Egito? Podemos. Podemos aprender alguma
coisa com descrente? Podemos. E em tese,
podemos aprender com a Anitta? Em teoria
sim. Na prática, eu acho que essa música
não tem nada para ensinar para a gente
não, tá? Sim, cá entre nós. Se o cara dá
aula sobre teologia de gênero aqui na
Itália, me, eu acho que é improvável que
ele dê essa aula de perspectiva
conservadora.
>> É, não é heresia isso não. Olha só como
as coisas convergem. A teóloga que eu
estudo no meu doutorado, chamada
Elizabeth Johnson, uma ex-freira
católica, ela diz cabalmente que a
linguagem exclusivamente masculina para
Deus é teologicamente inadequada.
>> Meu Deus, mas é linguagem bíblica. Deus
se revela de forma masculina, gente. Tá
na escritura. Deus se revela de forma
masculina. Jesus encarnou como homem. As
linguagens usadas para Deus são
gostosamente linguagens masculinas. O
pronome que é usado tanto no Antigo como
no Novo Testamento para falar de Deus é
masculino. Então ele ela tá dizendo que
a Bíblia é inadequada, certo?
>> E a Mary Daly, num outro momento,
[música] disse que se Deus é só macho,
então o macho se torna Deus.
>> Então não, nenhuma das coisas. Primeiro,
nem Deus é macho, porque o Deus Pai não
tem sexo, certo? Deus não tem sexo. O
Cristo encarnado tem sexo, encarnou como
homem. Mas Deus não tem sexo, Deus não é
macho. Ele não é homem, não é homem.
Assim como, olha que surpresa incrível
para muitos de vocês, provavelmente nós
não teremos sexo no céu. Nós
provavelmente que não existe reprodução
nem sexo na eternidade, não haverá
sexualidade no céu. Provavelmente a
gente também vai ser igual a Deus nesse
sentido. Deus não é macho, mas Deus se
revela de forma masculina para nós. E
não é porque Deus se revela de forma
masculina que necessariamente o
masculino é Deus. Porque homens e
mulheres foram ambos criados para
reproduzir a mesma imagem desse Deus.
Não existe uma divinização do masculino
necessariamente.
>> É certo.
>> É, sei lá, cara. As coisas que viraliza.
13.000 likes esse negócio aqui. Como é
que pode?
>> Absolutizar Deus como pai foi uma
construção patriarcal que apagou
sistematicamente uma tradição cristã
plural e muito rica. Olha só, no século
XIV, a Juliana de Norwich, ela já
escrevia que como é verdade que Deus é
nosso pai, assim também é verdade que
Deus é nossa mãe.
>> E por que é que Deus se revelou como
Deus Pai ao longo de todo o Antigo
Testamento, todo o Novo Testamento e
nunca e nunca como Deus Mãe? Por que é
que de novo, por que é que Deus nunca é
apresentado como Deus Mãe nem no Antigo
nem no Novo Testamento, mas é
apresentado como Deus Pai no Antigo e no
Novo Testamento exclusivamente? Por quê?
Porque é o modo como ele escolheu se
revelar, poxa. Por que é que o cara quer
reinventar o que tá no texto bíblico em
nome de ideologia contemporânea, poxa?
>> Nem Jesus, ao contrário do que muitos
dizem, deixou exclusiva a imagem de Deus
só como masculino. Ele chama ele de pai,
mas ele também compara Deus com uma
mulher procurando uma moeda.
>> Ô meu irmão, aí aí meu irmão, aí aí é de
lascar. Deus é comparado com um ladrão
também, entendeu? A volta de Jesus é
como a vinda de um ladrão. Ele é um
ladrão? Não é, entendeu? Eu tô bom eu tô
louco? Eu tô louco?
>> Pergunto, eu pergunto. Quando eu falo
isso, eu sou louco?
>> Eu tô louco? Eu tô louco, Gabriel Túlio?
Eu tô louco? Deus é comparado com muitas
coisas, é comparado com com pastor de
ovelhas, é comparado como o pai de um
filho ruim, entendeu? Ele é comparado
com mulher que vai casar, comparado com
dono de vinha, é é comparado com um
monte de coisa. Uma coisa é ser
comparado, meu irmão. Outra coisa é você
ser tratado como sendo Deus pai em um
sentido de identidade. A identidade
dele, ele se revela como Deus pai, não é
como Deus mãe.
>> E traz a si mesma a metáfora de uma
galinha protegendo seus pintinhos.
>> Pronto, ele é galinha. O cara aceita o
cara não consegue perceber o absurdo do
que ele tá falando sobre Deus, entendeu?
Deus revela como uma galinha também. Uma
galinha
E aí? Isso afeta a imagem que a gente
tem de Deus? Não, porque ele continua
sendo Deus pai. Ele não é Deus galinha,
não é Deus mulher, não é Deus mãe, é
Deus pai. Eu tô maluco? Eu tô maluco? O
problema meu irmão é que eu sabe o que
que me deixa maluco? Pode ser não, eu
tenho algum delírio de vergonha isso
mesmo, não tem como não. É o cara falar
com ar de seriedade, seriedade, como se
fosse uma coisa séria. Uma coisa
completamente absurda e risível como
isso aqui meu irmão. Dá um dá um dá um
desespero, pô.
>> A menção a Gaia que a Anitta também faz
na música também tem conexões com a
teologia cristã. Diversas teólogas
feministas já trabalharam a ideia e até
a ciência, sem nenhuma religião, com
James Lovelock na hipótese
>> Caraca, meu travei o pescoço, acredita?
Pessoal acha que que eu fico que que é
é atuação isso aqui que eu que eu fico
fazendo graça. Maluco, me dá um um um um
nervoso real. Caraca, o pescoço travou.
>> Esse Gaia trabalhou esse tema. No fim, a
Anitta, ela levanta pautas urgentes e
ainda consegue manter sonoridade,
delicadeza e exalta os valores sem
desrespeitar as outras religiões. Ao
contrário, como eu disse, tem
convergência. Quem sabe os cristãos
entenderão quando tiverem a humildade de
absorver os ensinamentos que outras
religiões nos dão sobre o divino
feminino. E assim, talvez, poderão
compreender melhor sua própria história
cristã, rica e plural. Anita, obrigado.
>> Eu vou dizer, de todas as porcarias que
vocês me mandaram, tá? Vocês conseguiram
chegar mais longe, tá, gente? De todas
as porcarias que vocês caçaram na
internet, olha, parabéns. Parabéns, viu?
Parabéns. Agora a gente tem que aprender
com outras religiões. Eu vou ficar
calado. Cara, como meu pescoço tá
doendo, cara. Eu tô fisicamente me
afetou fisicamente agora aqui. Não,
nossa. Mas é, cara, como é que pode? Por
que que as pessoas não, por que eu
sempre pergunto, por que que as pessoas
não abandonam logo o cristianismo? É só
abandonar, é só ir embora. É só ir
embora, poxa. Você quer uma outra
religião que não é religião cristã, é só
ir embora. Mas tem que ficar fazendo
essa salada que mistura um falso
cristianismo com outras, ah, não sei
não, cara. Não, não, olha, ir para casa.
Queria ir embora, vou estar
é, deve ser deve ser meu autismo, só
pode. Eu fico, eu fico, eu fico, ai meu
Deus do céu. Assistir outro aqui para
ver. Ministério Público processa
empresário Tales Gomes por autorizar
grupo de oração na própria empresa.
Que Brasil maravilhoso, que que delícia.
>> Oh, Brasil,
meu Brasil brasileiro.
Meu Brasil brasileiro,
vem cantar de novo no meu Brasil.
>> O empresário Tales Gomes, fundador da
Easy Taxi e da G4 Educação, tornou-se
alvo de um processo do Ministério
Público por por permitir a realização de
encontros voluntários de oração na sede
de sua própria empresa.
>> [risadas]
>> Não sei o que dizer, cara. A iniciativa
de criar a célula cristã, a partir dos
próprios funcionários, que solicitaram
um espaço para se reunir às
segundas-feiras. Gomes, que é católico,
apoiou a proposta e cedeu o ambiente
corporativo para o momento de estudo
bíblico e louvor entre membros da
equipe. Eu fui processado pelo
Ministério Público que toda segunda na
minha empresa tem uma célula dos
evangélicos. Ele nem é evangélico, nem é
uma célula católica, dos evangélicos.
Dos evangélicos. E eles fazem orações
lá. Eu acho lindo isso, não tenho
absolutamente nada contra, relatou o
executivo. O empresário classificou a
ofensiva do órgão estatal como um desvio
de inversão de valores. Nas redes
sociais, ele questionou o fato de um
empreendedor que gera empregos e produz
valor para a sociedade virar alvo da
[roncando] justiça apenas por autorizar
manifestações de fé no ambiente de
trabalho.
>> Uma pergunta, por quê? Por quê?
>> Tô rindo de nervoso. O episódio gerou
forte repercussão e expõe a crescente
interferência de órgãos do controle
sobre a autonomia da iniciativa privada.
O caso levanta um debate urgente sobre
os limites da fiscalização estatal e as
investidas contra a liberdade religiosa
no meio profissional. Aí tem um
comentário do Thales Gomes aqui, ó.
Enquanto eu estiver vivo e liderando
essa empresa, meus funcionários terão o
direito de professar a sua fé
voluntariamente dentro da minha empresa.
O Estado, ao qual eu pago centenas de
milhões de impostos todos os anos, não
deveria se meter nisso. É, rapaz. Aí
aqui, daqui a pouco vai ser proibido,
vai ser proibido rezar na igreja daqui a
pouco. Não não vai poder mais rezar na
própria igreja. Daqui a pouco não mas é,
olha, é foi dizer, é aí é isso aqui dá
dá dá algumas centenas de votos para o
Flávio Bolsonaro, tá? Esse tipo de
discurso que faz o pessoal ficar tão
nervoso e apoiar qualquer um que venha
falar em nome de Deus, falar em nome da
igreja, é coisa assim. Porque, ó, vai
dizer que não, vai dizer que não é não é
desesperador para para muitos cristãos
que querem só viver a sua fé em paz e
tranquilidade? Olha, mas cara, como é
que pode? O caba, o caba tá simplesmente
deixando as pessoas orarem na própria
empresa, entendeu? Nem é a religião
dele! Nem é a religião do Thales Gomes,
nem é a religião dele, nem é a religião
dele! É outra! Pediram para que ele
deixasse o povo orar, ele deixou. Pô,
usa lá a sala lá, ora lá, ora lá.
>> E o Ministério Público?
>> [risadas]
>> Qual é o nome? Não sei o que fazer,
cara. Eu preciso muito ver isso. Eu,
cara, eu não queria, eu queria ler esse,
esse, esse processo, cara. Ministério
Público processa Talis Gomes por oração.
Eu quero, quero mais notícias. Ai, cara,
eu queria muito mais notícias. Eu queria
mais informação sobre isso, cara. Não
tem como. Isso, isso é muito bom. Meu,
pleno.news.
>> Eu, por exemplo, eu fui processado pelo
Ministério Público
porque toda segunda, na minha empresa,
tem uma célula eh dos evangélicos que
eles fazem orações lá e fazem louvor,
tal.
E eu acho lindo isso, que isso aconteça.
Eu sou católico, né, mas não tenho
absolutamente nada contra isso e eu
falo: "Que bom". Me pediram: "Posso
fazer isso na empresa?" Claro, né? Toda
manifestação eh cristã é bem-vinda ali
eh na minha empresa, né?
Eu fui processado pelo Ministério
Público por isso, sabia?
>> Mas por quê?
>> Pois é, por quê? É isso que eu queria
saber. Eu sei que eu fui processado.
>> Mas nem crente você é, não é sua
religião. Você é católico.
>> Sou católico, mas assim,
fui processado, eh eu não, não entendo o
que que o Ministério Público tem a ver
com isso, entendeu? De, uma empresa
privada,
de, eh um, um dono dessa empresa
permitir que seus funcionários louvem a
Deus na sua empresa. Que que isso tem de
ruim?
Ou seja, qual o valor que essa turma tá
produzindo pra sociedade?
>> Eu não sei, olha, eu vou dizer, tá? Eu
vou dizer, esse país,
olha, é um pedaço de lixo algumas
coisas, cara. Era um negócio mesmo
assim, é um, é uma esculhambação, é uma
palhaçada.
Vai
me dizer, vai me dizer que não é uma
palhaçada isso, gente? É uma palhaçada.
E o, olha,
>> [risadas]
>> ai, meu Deus.
Eu fico até, eu não sei o que que eu
comento, cara. A gente, a gente vive
isso de novo, isso tudo vai ser usado em
campanha eleitoral, isso tudo vai
motivar decisões eleitoreiras, isso tudo
vai fazer o pessoal ficar brigando por
causa de, de Lula e Bolsonaro, quando
deveria fazer a gente estar fazendo,
sabe o quê? Orando mais, ter nossos
cultos de oração cheios, deveria a gente
estar mandando os nossos jovens para as
faculdades de direito, entendeu? A gente
deveria estar mandando os nossos jovens
para a faculdade de direito, para a
gente poder ter gente no Ministério
Público, gente no concurso, a gente que
fez o concurso e é aprovada nesses
lugares, tomando decisões que sejam sãs.
Não é para fazer lobby, corporativismo,
não, não, não, é para a gente tomar
decisões, gente que não teve a mente
corroída pela ideologia, gente que não
teve a mente corroída pela loucura, para
tomar decisões que realmente glorifiquem
a Deus, decisões boas, sãs, corretas,
entendeu? Porque isso aqui, ó, sei não,
cara, é uma loucura, não tem outro nome
para dar, é uma loucura, loucura. Rapaz,
mas, ó, vou dizer uma coisa aqui, tá?
Thales Gomes, você veste bonito, né,
rapaz? Cara, você veste bem, usa social
bonitinha.
Será que ele usa Insider? Porque a
Insider está aí para lhe vestir bem.
Essa foi a chamada mais [ __ ] da
história da,
das publicidades desse canal?
Provavelmente foi. Mas eu faço tudo de
improviso, então, vai, vou improvisar
essa mesmo. Mas eu preciso vir aqui para
te dizer que a Insider está com
promoções especiais de Dia dos Pais, ah,
>> [grito]
>> meu querido! Dia 5, hoje, o dia que está
saindo esse vídeo, é o Pay Day.
É cacofônico isso, né? Mas é 10% de
desconto no Pix e frete grátis acima de
399, fora os descontos que você já tem
com o cupom Teologia. E você consegue
brindes cumulativos também, dependendo
de quanto você compra aí na Insider. É,
ó, Dia dos Pais vai ser o papoco do
trovão lá na Insider. Então, aproveita.
São condições especiais por tempo
limitado, com vários kits para presente,
ah, olha, vou dizer, tem o kit atleta,
tem o kit treino, kit moderno, kit para
todo uso, com vários tipos de roupa, kit
todo dia, kit essencial, casual, tem o
conjunto masculino Workwear
Premium, tem o Papai Legacy, tem de
tudo, eu já quero, eu já vou escolher
aqui o que eu quero que minha mulher
compre para mim, meu kitzinho. Ó, é o,
rapaz, o preço aqui da Social de
Alfaiataria, tá bonito, mas tem muito
mais na Insider. A roupa que desamassa
no seu corpo, que não fica, ó,
fedorenta igual às outras roupas por aí,
porque não permite a proliferação das
bactérias do odor com a mesma
velocidade. Roupas que duram muito mais
e por isso você economiza comprando.
Você é homem igual eu, odeia sair para
comprar roupa? Odeia ir em loja de
roupa? Você compra uma roupa que vai
durar, ó, muito mais tempo que qualquer
outra coisa que você tenha aí. Eu tenho
roupas da Insider há anos, estão iguais,
novas. O que é que você tá esperando?
Vai na descrição ou então no QR Code na
tela, mete o cupom Teologia e já garante
o teu presente de Dia dos Pais, seja
para você, seja para o seu papai. Link
na descrição, usa o cupom Teologia e
venha aproveitar as promoções especiais
de Dia dos Pais da Insider.
>> Protestante que virou católico, Frei
Gilson, como é que é isso
>> Eu ainda era evangélica, protestante,
quando conheci o Frei Gilson. Eu ainda
era evangélica quando eu conheci o Frei
Gilson. E foi através de uma pregação
dele que o meu coração se abriu para
estudar um pouquinho sobre Nossa
Senhora. Ele falou o seguinte: que Deus
poderia ter mandado Jesus de uma outra
forma, através de uma carruagem de fogo,
se ele quisesse, porque ele é Deus. Mas
não, ele escolheu uma mulher, escolheu
que o mistério da encarnação acontecesse
ali, no ventre de Maria.
>> Isso é prometido desde Gênesis 3, né? Em
Gênesis 3 é prometido que sairia do
ventre da mulher aquele que pisaria a
cabeça da serpente. Então, aquele que
nos resgata, ele é o próprio Deus, mas é
o próprio Deus encarnado no ventre da
mulher. A própria divindade do, do
Messias já tá meio que estabelecida ali.
Aquele que nasce do ventre da mulher tem
que ser alguém que pode não só pisar na
cabeça de uma serpente literal, mas
pisar na cabeça de Satanás. Então, havia
já a ideia de que haveria um homem
nascido do ventre da mulher, mas que
esse homem teria características
sobrenaturais, né, divinas de alguma
forma, que ele poderia vencer e pisar
no, no diabo. Teria que ser alguém que
morre, porque teria a mordida, né, da
serpente no seu calcanhar. Então, muito
do evangelho já tá ali no que a gente
chama de protoevangelho em Gênesis 3.
Deus escolheu isso. Eu quero saber como
é que isso automaticamente leva a
acreditar que Maria era sem pecado, que
Maria morreu sempre virgem, que o papa é
infalível, que os padres perdoam
pecados, que a gente tem que se prostrar
diante de estátua e fazer oração pra
gente que morreu.
>> Então, ela não era uma mulher qualquer.
Ela foi a escolhida dentre todas.
>> A linguagem pra escolhido na escritura é
usado pra todas as todos aqueles que são
salvos. Significa que nós não somos
pessoas qualquer. Pra mim são uns
grandes defeitos do uns grandes
problemas morais do catolicismo quase,
pra não dizer psicológicos, emocionais,
epistemológicos. Essa ideia de que
porque Maria foi escolhida, ela foi
escolhida por mérito. Maria não era uma
mulher qualquer, ela foi escolhida.
Cara, a escritura fala a linguagem de
nós sermos escolhidos. Eu fui escolhido,
você foi escolhido, se você é salvo.
Deus nos escolheu. Por mérito? Não, por
graça. Mas no catolicismo Maria é
escolhida por mérito. Porque se não
fosse uma escolha por mérito, por que
que ela é tão exaltada por ter sido
escolhida? Porque todos nós cristãos
somos escolhidos. Não, e ela foi
escolhida por uma coisa superior, foi
escolhida pra gestar o próprio Deus no
seu ventre. Ok, mas então esta escolha
não é mais uma escolha por graça, passa
a ser uma escolha por mérito. Porque se
é por graça não é por obras. Se é por
mérito já não é por graça. Pra mim esse
é um dos grandes problemas da visão que
eles tem de Maria. Eles aplicam um
conceito de de um conceito meritório
naquilo que é pura graça divina, sabe?
>> Bendita entre todas as mulheres pra um
papel único e especial.
E ali a minha admiração pelo papel do
sacerdote, pelo do padre foi crescendo.
Até que ouvi ele fazendo a chamada pro
rosário da madrugada, e eu ainda
evangélica, senti uma vontade muito
grande de participar, mesmo tendo uma
grande dificuldade de rezar um Ave
Maria.
>> Ou seja, você foi, como evangélica,
convidada pra um ato de idolatria e você
sentiu vontade de cometer idolatria e
você foi cometer idolatria. Todo o
Antigo Testamento fala sobre isso. Todo
o Antigo Testamento fala sobre o povo de
Israel, tendo vontade de cometer
idolatria e cometendo idolatria. As mais
terríveis idolatrias, fazendo parte da
vida do povo de Deus no Antigo
Testamento. Deus trouxe punições
terríveis sobre aqueles que, mesmo
conhecendo a palavra, escolheram o
caminho da idolatria. A vontade que você
sente de cometer idolatria no seu
coração, não deveria ser o que vai guiar
suas decisões religiosas, tá?
>> No início eu não rezava a Ave Maria. Eu
só acompanhava, porque eu gostava das
ministrações [música] que ele dava ali,
na hora da meditação dos mistérios.
Até que eu falei: [música] "Gente, você
tá acordando de madrugada para
participar disso aqui? Deixa eu fazer
direito. O Senhor sabe a intenção do meu
coração". E aí eu comprei um terço pela
internet, porque não tinha como eu
entrar numa loja de artigos católicos,
[música] né?
>> Gente, você entrar
>> E eu comecei a rezar o rosário da
madrugada.
>> [música]
>> E eu pedi, comecei a pedir a Nossa
Senhora que me desse um sinal,
se era isso mesmo, se ela tinha esse
poder intercessor, se ela estava viva no
céu.
E aí foi quando tudo aconteceu. Quem já
[música] ouviu meu testemunho, sabe bem
dessa história.
Então o Frei Gilson, ele é uma pessoa
que fez parte de todo esse meu processo
e ainda faz até hoje. [música] Eu o
admiro demais pelo trabalho e apostolado
que ele faz na internet e sei que ele
ainda vai alcançar muitas vidas, assim
como alcançou [música] a minha.
>> Ah vai, provavelmente vai, provavelmente
vai ter mais gente ludibriada aí pela
fala, pela heresia, pela pela mentira,
pelo erro. É o que acontece. É muita
gente acaba sendo ludibriada por falsas
religiões. Não vai ser a primeira
pessoa, nem a última a sentir vontade de
pecar e pecar. Não vai ser nem a
primeira pessoa, nem o João Pessoa que
vai sentir vontade de pecar e vai para o
caminho do pecado. É isso que o nosso
coração faz com a gente. Grande questão
é: a gente quando sente vontade de
pecar, a gente vai seguir o que tá na
escritura ou vai seguir o nosso enganoso
coração, certo? Ixi, react do react. Eu
dei um react do react, ó. Vamos ver. O
que que me chama atenção? Mais um ataque
terrorista na Europa. Isso acontece em
parte por um tipo de cultura de
fronteiras praticamente abertas dentro
da Comunidade Europeia, que recebem de
forma extremamente aberta é tipo de
comunidade que nem sempre representa os
mesmos valores de civilidade que, pelo
menos, via de regra, de jure, não é,
baseia a formação da civilização
europeia. E a o recebimento, né, da
comunidade islâmica de forma tão radical
como aconteceu na Europa, obviamente,
vai receber partidos radicais islâmicos
que vão se aproveitar do espaço social
cristão para cometerem os atos de
terrorismo e de violência que são tão
comuns dentro das comunidades
muçulmanas.
>> Esse é o o um trecho do vídeo que eu fiz
sobre o atentado que aconteceu
recentemente na Europa, na parada
LGBTQIA+, onde um homem muçulmano matou
uma pessoa e hospitalizou várias outras.
E o culpa em parte muito do modo como o
islamismo defende violência. Você não
precisa ser um grande gênio, um grande
pesquisador para você saber que dentro
das comunidades islâmicas, de forma
muito diferente do que tem no
protestantismo, no movimento evangélico,
você tem grandes teólogos, famosos
teólogos, gente na televisão defender
morte, violência. As comunidades
muçulmanas são comunidades que acreditam
em série e uma série de punições físicas
contra mulheres, contra crianças. É uma
civilização completamente diferente da
nossa. O islamismo fundou uma sociedade,
enquanto o cristianismo fundou outra
sociedade. São sociedades de índole, de
moral, na expressão moderna da fé, muito
díspares, extremamente díspares. E por
algum motivo essa moça não gostou não,
vamos ver.
>> Eu escutei errado ou realmente foi dito
por ele que existe uma civilidade ou uma
moralidade maior na comunidade europeia
do que na comunidade árabe?
>> Então, vamos ver, né? Quem é que tá
sendo estuprado como punição por por
pecados públicos? Em qual sociedade
mulheres são chibateadas, chicoteadas
como punição por não usarem ou usarem
determinada peça de roupa? Em qual
sociedade você tem pessoas assassinando
civis em nome da sua religião em praça
pública a olhos vistos? Em qual das
sociedades você tem terrorista? Em qual
qual sociedade entra em avião para se
tacar em prédio, não é? Em qual
sociedade você tem a ideia de que se
você abandonar a sua religião, você deve
ser assassinado, assassinado. Eu quero
que que seja muito honesto, em qual
dessas duas sociedades, olhe para a
sociedade corrente e me diga em qual,
sabe? Esse multiculturalismo, a ideia de
que não existem sociedades melhores do
que outras, é um absurdo, é, beira
burrice, beira burrice, cara. Você achar
que não existe uma civilização melhor do
que outra, que não existe uma
civilização superior a outra no sentido
moral, não é? Claro que todos os seres
humanos possuem o mesmo valor
intrínseco, mas existem desenvolvimentos
sociais melhores do que outros, há
culturas melhores do que outras, há
práticas sociais melhores do que outras.
Se nascem dois filhos gêmeos e a família
enterra os bebês vivos para que morram
porque a alma veio duplicada, isso é
cultura indígena, mas é uma barbaridade
terrível. A nossa civilização é melhor
do que isso, não é não? Quando na Índia
as mulheres eram queimadas vivas com o
cadáver de seus maridos, os missionários
cristãos foram lá e acabaram com a
prática do ritual da Sati. Por quê?
Porque levamos não só o evangelho,
levamos também alguma civilidade para
alguns povos bárbaros também. Houve
muito abuso, houve muito erro? Houve,
mas houve um processo de progresso moral
do mundo graças ao cristianismo e negar
isso, desculpa, é furar os próprios
olhos, tapar os próprios ouvidos para
fatos absolutamente inescapáveis. Houve
muita barbárie no mundo em nome do
cristianismo? Houve, houve com certeza,
porque houve barbárie em nome de tudo ao
longo da história do mundo. Houve
barbárie em nome do ateísmo, houve
barbárie em nome do do islamismo, há
hoje barbárie em nome do judaísmo, há
barbárie em nome de do do do islamismo,
há barbárie de todo jeito dentro de
processo de construção e desenvolvimento
histórico da do do mundo. Qual sociedade
é mais civilizada do que outra hoje?
Qual sociedade respeita mais os direitos
humanos hoje? Qual sociedade está
normalizando o assassinato de mulheres,
o estupro de mulheres, a decapitação de
crianças? Qual sociedade está
normalizando essas coisas? Essa é a
grande pergunta que tem que ser feita.
Eu acho que a moça Taís aqui tem
dificuldade de responder, certo? Foi
justamente isso que eu vi. Existem
sociedades melhores do que outras,
porque se você viajar para esses países
vão tentar te comprar, porque vários
colegas meus viajam, vão fazer turismo
nesses países e sempre aparece um cara
oferecendo para comprar a esposa dele,
comprar a esposa deles. Em qual
sociedade tentam comprar a sua esposa? É
isso aí que você tem que responder?
>> A frase exata foi a seguinte: "Um tipo
de comunidade", se referindo aos
imigrantes.
>> Não, não estou me referindo aos
imigrantes, estou me referindo aos
muçulmanos, certo? Especificamente. Tem
imigrante de todo jeito e e árabe de
todo jeito. Estou me referindo
especificamente aos muçulmanos. E o que
eu falei é que quando você recebe em
massa, quando você abre fronteiras de
forma massiva, você vai receber gente
comum, que é muçulmana, civilizada, e
vai receber também os radicais que
existem também em abundância nessas
comunidades.
>> Que nem sempre representa os mesmos
valores de civilidade que, pelo menos,
via de regra, baseia a formação da
civilização europeia.
>> É isso mesmo. Existe muito mais
civilidade no povo europeu do que existe
em outras culturas fora da Europa. Vai
negar isso? Que existe mais civilidade
lá? Você tem mais medo de andar onde,
meu filho? Pelo amor de Deus. Num lugar
em que você pode ser assassinada por ser
cristã? Faz o seguinte, vai vai no
Iraque. Vamos no Iraque. Vamos lá no
Iraque junto andar na rua e dizer que é
crente no Iraque. Você tem mais medo de
andar no Iraque ou você tem mais medo de
andar em Londres? Eu tenho mais medo de
andar no Iraque. Você não tem não? Eu
tenho. Porque os valores civilizacionais
na Europa são superiores ao do Iraque,
por exemplo. Ao do Irã, onde a gente vai
ser decapitado ou então ou então
enforcado em praça em praça pública
pelas coisas que a gente posta na
internet, entendeu? Você tá ligada? Taís
Siqueira, se você for em um monte desses
países, você vai ser enforcada,
provavelmente vai ser
violada sexualmente, você vai ser
apedrejada se você só andar nesse país e
expressar as coisas que você expressa na
internet. Enquanto isso, na Europa, você
não vai.
Qual é o país melhor? Qual é a melhor
civilização civilização para você
participar? Para mim sim, para mim essa
conversa de bêbado, entendeu? É conversa
de maluco. Isso é isso aqui ser
minimamente questionado. Mas como dizem,
certas loucuras, você tem que ser um
acadêmico para acreditar. Tem certas
loucuras que você só consegue acreditar
se virar um acadêmico. Porque assim,
qualquer pessoa minimamente razoável
entende o que está sendo dito aqui.
>> Nós estamos falando da mesma comunidade
europeia da escravidão, colonização,
invasão, pilhagem, exploração de países
que hoje são subdesenvolvidos.
>> Sim, a mesma civilização europeia.
Porque ainda assim, mesmo com todo o
histórico horrível dentro da civilização
europeia, ainda construíram sociedade
muito mais aberta, muito mais
democrática, muito mais civilizada do
que outros povos. E com isso. Por quê?
Porque os outros povos também tiveram
isso, mas muitos outros povos ainda têm
isso. Muitos outros povos ainda são
povos escravocratas, assassinos,
genocidas. Poxa, o que tá acontecendo na
Jihad na Nigéria? Pelo amor de Deus, é
literalmente genocídio, genocídio. E aí
você vai dizer o quê? Que não é? Acho
que a Europa foi santa não, pô. Não é
santa não. Mas existe uma civilidade,
sabe? Porque quem é o terrorista cristão
de Londres? Quem é o terrorista cristão
em Paris? Quem é o terrorista? Não não
tem. É isso que eu tô dizendo, não tem,
não tem. Quem tá indo na parada LGBT na
Alemanha atropelar gay não são os
cristãos. Quem tá indo lá atropelar gay
são os muçulmanos. Por quê? Esse é o
grande ponto. O que é que faz com que
cristãos não estejam atropelando gays na
rua e muçulmanos estejam atropelando
gays na rua? É um é de nascença? É pela
cor da pele deles? É pela pela etnia
deles? Claro que não é. É por um tipo de
influência religiosa. É a religião deles
que leva eles a isso.
>> No fim, o que isso deveria significar?
>> O que isso deveria significar? Que o
processo de recebimento de imigrantes
deve ser cuidadoso. É só isso. Que o
processo de recebimento de imigrantes
deve ser cuidadoso. Pronto. É tudo isso
que eu disse no vídeo, certo?
>> A violência e a maldade estão presentes
em qualquer comunidade. Agora, dizer que
a comunidade europeia possui valores de
civilidade maiores do que os imigrantes,
sendo
>> Não é os imigrantes. Eu uso o termo os
imigrantes para poder criar uma um um um
senso emocional errado nas pessoas,
certo? Eu sou bem eu sou um cara até
muito pró-imigração, cá entre nós. Mas
as fronteiras não podem ser tratadas
como se não significassem nada, certo?
Existem valores civilizacionais que
precisam ser respeitados no processo de
receber qualquer pessoa no seu país.
>> Que esses mesmos países, com poderio
bélico e econômico gigantesco,
provocaram e protagonizaram as maiores
barbáries da história.
>> As maiores barbáries da história. Com
certeza muito veio da Europa. Mas, por
exemplo, até conferi aqui para não para
não falar besteira. O sistema de
escravidão mais longo da história do
mundo, da história moderna, foi o
sistema escravocrata árabe-muçulmano que
se prolongou por cerca de 1.400
anos, do século VII até o século XX, que
veio com a expansão do Islã. Foi muito
maior em duração do que o tráfico
negreiro, por exemplo, não é? Que também
foi uma coisa horrorosa da história
humana. Então, assim, é uma visão muito,
é, sabe, é, não sei não, cara. É, é uma
galera que eu não sei o que é que lê,
não sei o que é que estuda, não sei o
que é que, que gosta de aparecer na
internet com esse ar de essa soberba
toda de refutar os outros. Mas, se você
quer ser soberbo, seja ao menos esperto,
entendeu? Que pelo menos, porque se você
é um esperto soberbo, é feio. Eu vejo
uma pessoa que é esperta e soberba, eu
acho feio. Uma pessoa que é desesperta e
é soberba, é, aí é horrível, cara. Que
fica nessa querer refutar os outros, mas
tem que, sabe, vamos saber fazer, vamos
saber fazer, pelo menos.
>> Já em um outro trecho, nós ouvimos o
seguinte:
>> Vamos se aproveitar do espaço cristão
para cometer os atos de terrorismo de
violência que são tão comuns dentro das
comunidades muçulmanas. Isso é
intrínseco do islamismo, não é? Eu não
sou um grande especialista em islamismo,
mas ao que parece, existe algo que vem
diretamente da fé islâmica, vem
diretamente da leitura que se faz do
[música] Alcorão para justificar esse
tipo de comportamento. O cristianismo
tem seus terroristas, não é? Tem, tem
também. No Brasil, nós temos traficantes
evangélicos. A gente vai dizer que, que
eles não existem? Eles existem, existem
traficantes evangélicos no Brasil. Eles
são pessoas que estão sendo traficantes
por causa da sua fé evangélica? Não.
São pessoas que estão cometendo
violências e cometendo crimes em nome de
Jesus, usando textos bíblicos como base
para esse tipo de comportamento? Não,
são pessoas criminosas que estão usando
um tipo de espiritualismo cristão de
forma absolutamente deturpada para
banalizar, não é, um tipo de consolo
emocional. Mas eles se identificam como
evangélicos, são traficantes. Você vai
ter um estudo sociológico traficantes
evangélicos. Isso é muito diferente
quando você olha para um ambiente
muçulmano, em que você tem pessoas
altamente relacionadas com a fé. O
traficante evangélico não frequenta
culto, eu lhe garanto, não é pastoreado
por ninguém, não faz discipulado, não
foi para o seminário teológico. Enquanto
dentro do ambiente muçulmano, você tem
pessoas com formação teológica, você tem
pessoas que frequentam intimamente a
vida da sua fé e construindo uma grande
teologia de validação dessa violência.
Qual é o livro teológico que baseia a
violência dos traficantes?
>> É, é isso mesmo. Você tem, você olha
para a comunidade muçulmana, cara, olha
para os, mu- vai, os terroristas
evangélicos. Que não são pessoas que não
fazem parte da comunidade evangélica,
são pessoas que assumem um tipo de
cristianismo cultural, são pessoas que,
que muitas vezes nunca foram de uma
igreja, nunca foram pastoreados, são
traficantes, são pessoas ligadas à
violência, que tem um tipo de
espiritualidade lata, cultural e tudo
mais. Você olha para as comunidades
muçulmanas, são os teólogos, são os
xeiques, são, sabe, são pessoas que
escrevem obras de literatura defendendo
as mais terríveis violências. Vou falar
aqui, tá? Já ouvi de pesquisador, não
vou dar nomes aqui também porque eu não
quero expor ninguém, mas eu já ouvi de
pesquisador que entrevistando líderes
muçulmanos do Brasil, esses homens
lamentavam
que no Brasil não dava para aplicar a
sharia, que no Brasil um muçulmano que
se, que se desvia não vai ser morto, que
não pode dar chibatada em ninguém, coisa
assim. Líderes muçulmanos no Brasil
lamentando. Ouvi da boca de pesquisador.
E aí você me dizer que não existe na
teologia do islamismo fatores, ideias,
valores que são usados para justificar a
violência. Estou dizendo que são todos
os muçulmanos? Claro que não. Claro que
não são todos os muçulmanos. São todos
os árabes? Claro que não, nem todos os
árabes são muçulmanos inclusive. O que
eu estou dizendo é que teologicamente o
cristianismo e o islamismo é muito
diferente. Teologicamente é muito
diferente. Você precisa deturpar muito a
escritura para poder cometer alguma
violência em nome de Deus. Ao que me
parece, você só tem que
seguir o Alcorão de uma perspectiva que
é muito comum dentro das comunidades
muçulmanas para você cometer violências
em nome de Deus. Não sou só eu que digo
isso não, cara, é pesquisador do mundo
inteiro que percebe isso.
>> Então eles questionam: se você não é um
especialista em islamismo, como você
pode afirmar que a violência decorre dos
textos sagrados do islã?
>> Porque eu leio, porque eu leio os
especialistas, porque eu consulto os
especialistas, porque eu já sentei com o
pesquisador, porque eu tenho o Alcorão
na minha casa, eu tenho o Alcorão na
minha casa, eu já li vários trechos do
Alcorão, eu não sou um especialista,
então eu posso cometer imprecisões,
posso cometer erros, posso aprender
muitas coisas e sou exposto, mas eu ouço
os especialistas, leio os especialistas.
A partir desse lugar é que eu posso
comentar alguma coisa sobre isso. Você
também não é especialista e tá aí
defendendo uma civilização que não é a
sua. Você tá defendendo gente que te
mataria, ô
ô Thaís, entendeu? Porque veja, você não
tá você tá defendendo, olha só, tô
criticando os muçulmanos? Não. Tô
falando mal dos muçulmanos? Não. Eu tô
falando mal de uma teologia, eu estou
falando mal de uma leitura específica,
eu tô falando mal da presença de
terroristas dentro dessas comunidades e
esses terroristas são exportados muitas
vezes pra Europa e tudo mais. Então, se
eu tô falando mal apenas disso, o o que
você tá defendendo no fim das contas?
Entendeu? Que eles não existem, que isso
não existe, que o islamismo é tão
violento quanto o cristianismo, que
existe a mesma violência nos dois
movimentos? Sei não. Que vontade é essa
que vocês tem de morrer? Não. Sei que
vontade é essa que vocês tem de ser
apedrejado. Não sei não. Eu
desculpa aí, sei lá, sei não. Qual que
eu não sei nem porque que eu eu entro
nesses assuntos.
>> Por outro lado, você diz que no caso do
cristianismo, quem são violentos são os
dissidentes, os que entenderam errado a
Bíblia. Mas pra você, no caso do
islamismo, sim, é a religião, é a
educação, são os textos sagrados.
>> É, é só ir lá e consultar os textos. Eu
eu vou ter que fazer um vídeo sobre isso
inteiro mostrando textos violentos do do
islamismo e como isso
fenomenologicamente leva a a seguir
esses textos de forma absolutamente
literal por muitos muçulmanos, mostrar
as grandes lideranças muçulmanas que
falam nesse sentido, países inteiro que
seguem essas Veja,
meu Deus, o país segue. Não não Não, é a
ela tá argumentando que a leitura Então,
ao que parece, ela não diz claramente,
mas o afeto ou o aspecto perlocucionário
do texto dela aqui parece é esse. É que
são os dissidentes também. Você é a
galera que é violenta do islamismo
também é uma galera que tá deturpando o
Alcorão. Caraca, não, você tem país
inteiro deturpando o Alcorão então? Tem
o governo inteiro do país deturpando e
aplicando o Alcorão pra poder matar
matar matar Entendeu? Que é matar matar
matar matar matar gente porque segue
Jesus, porque larga o islamismo? Mulher
que é estuprada e aí é é é morta
apedrejada porque foi estuprada?
Entendeu? É isso que você tá dizendo que
é civilização tão tão tão civilizado
quanto a gente? Ah, meu maluco, meu eu
tô vou ficar maluco, pô. Isso que de
maluco, é coisa de maluco, é de cor do
dói. Eu tô dói, eu tô maluco. Eu vou
ficar maluco. Esse programa vai me
deixar maluco. Seriamente.
>> Quando se trata de outra religião, você
consegue encontrar a relação causal
muito facilmente.
>> Não é só porque é outra religião,
entendeu? Tem gente que vai ter
violência em nome do do do espiritismo?
Não tem. Tem gente que vai ter violência
em nome do, sei lá, da Seicho-No-Ie? Eu
não tô achando. Tem várias denominações
protestantes no Brasil, vários grupos
católicos, o pessoal tá cometendo
violência em nome do, não tá. Na Europa
tão também, não tão, entendeu? Quem é
que tá fazendo isso? É uma comunidade
religiosa, é só uma. É uma comunidade
religiosa específica. É todo mundo, de
novo, é do Ministério Público, é todo
mundo? Não é. Não é. Todo muçulmano é
terrorista? Não é. Não é. É pra gente
tratar os muçulmanos como? Com amor, com
graça, com misericórdia, com
evangelismo, entendeu? Mas existe nos
textos sagrados dos muçulmanos textos
com várias indicações de violência que
são interpretadas por boa parte da
comunidade muçulmana e até por
lideranças religiosas e civis do
islamismo como indicação à violência. Tá
lá. Tá no texto. É a fenomenologia da
religião acontecendo. Aí vai me dizer
que é mentira minha? Eu tô inventando?
Tirei da minha cabeça esse negócio. É
claro, poxa, meu irmão.
Vocês só podem estar malucos. Eu só
posso estar maluco. O errado sou eu. Só
pode ser mesmo. Não tem como não, né,
meu Deus do céu.
>> Mas no cristianismo não. Eu te vejo,
desde que você começou na internet, com
muito afinco defendendo honestidade,
fidelidade ao que tá escrito nas
escrituras. Mas eu não vejo essa mesma
honestidade quando se trata de outra
religião.
>> Então, outra religião ou esse caso
específico? Talvez, olha só,
tem pessoal que manda assim pra mim, ó,
vou vou dar uma vou dar uma arrogada.
Vou ser arrogante, desgraçado, olha aqui
agora. Vou ser arrogante, meu, eu sou
extremamente arrogante.
Deus me ajude. Aí o povo pessoal o cara
comenta assim, ó, "Eu não sei como um
cara tão inteligente pode acreditar numa
coisa dessas". O cara manda assim, ó, aí
eu geralmente quero eu quero responder
assim, ó,
Às vezes é isso.
>> E vamos ser honestos, dizer que o
cristão [música]
que, na verdade, vira terrorista é
porque ele não congregava, ele não tinha
uma igreja, ele não estudava.
>> É, é, é, é isso mesmo. É mas é isso
mesmo. É a falar "Se eu não sou
escocês". Eu tô eu tô pra ver, né? Falar
"Se eu não sou escocês verdadeiro".
Cara, eu que não é. O cara pode ser
cristão no sentido fenomenológico. Se
você tem um cara que frequenta a igreja,
que vai pro culto, que participa da vida
da igreja, aí comunidades terroristas
tão saindo daí, o traficante evangélico
está é é membro da mocidade da
Assembleia de Deus. E aí, beleza. Aí eu
estou errado então, estou errado. Mas se
essas pessoas não são parte da
comunidade religiosa, se elas
simplesmente recebem influência cultural
do cristianismo, um cristianismo que
elas não seguem, que elas não seguem,
mas que de alguma forma entrou no
imaginário coletivo dela e ela é um
traficante que tem algum tipo de,
sei lá, defesa de Jesus ou o que quer
que seja, sem participar da vida da
igreja, da vida da fé, da da religião na
no seu sentido fenomenológico, aí meu
irmão, não é escocês verdadeiro, né? Não
é escocês verdadeiro.
Você não sabe nem Aí eu você não sabe
nem aplicar falácia, meu Deus do céu. É
que tem aquele pessoal que chama toda a
consequência lógica de declive
escorregadio. É falácia do declive
escorregadio. É isso isso é só um só
conclusão lógica de uma de uma coisa
óbvia. Depois que o pessoal aprendeu o
nome de falácia, nunca mais precisaram
prestar atenção no argumento,
aparentemente.
>> É uma falácia, você sabe disso. E a
compe
>> Tá aí, falso escocês. Você botou que o
nome aqui. Claro claro é claro. É só
dizer que é falácia sem ser e vira na
cabeça do do tolo.
>> Pesar no coração o que eu te digo que
infelizmente as maiores polêmicas, as
mais horrendas, são na sua grande
maioria protagonizadas por líderes
evangélicos, por teólogos.
>> São. Nossa, mas aí é viver numa bolha,
hein? A maioria as que mais Nossa, poxa,
é. Os teólogos evangélicos estão
ensinando a apedrejar mulher na rua.
Teólogo evangélico tá ensinando que
criança pode casar com velho. Criança 12
anos, 9 anos casando,
12 anos casando nas comunidades
muçulmanas. É, teólogos defendendo isso
aí. Teólogos estão defendendo a
decapitação
de quem for apóstata, tá? Entendeu? Tá
aí, Silas Malafaia, meu irmão, Edir
Macedo defendendo que decapite mulher na
rua aí, entendeu? É É isso mesmo. Eu que
não eu que tô lendo errado. Eu que tô
lendo bem. Eu que eu que tô perdido. Eu
que não vi nada. Eu sou ignorante. Eu
sou um merda do jeito que eu sou um
ignorante. Não vi Marco Feliciano no
congresso querendo passar uma lei,
entendeu? Pra que se você não usar
burca, você apanhe na rua. Eu que não
vi. Eu não vi. Fácil demais. Fácil
demais.
>> Sim, a única coisa que eu quero dizer é:
se você não quer que espantalhem a sua
religião, não espantalhe a religião do
próximo. Você quer honestidade? Seja
honesto com outras religiões também. O
importante apenas é só ter coerência.
>> Eu não sei, não quero que tu fique na
minha vida não.
Você é louca, cara.
>> Que dia! Que dia! Rapaz, me sinto ótimo.
>> Tem um comentário aqui de um cara
chamado Luís, Luís Guilherme de
Carvalho, diz assim, ó: "Acho curiosa a
narrativa do pastor Iago ao apresentar a
Europa como um continente cristão. Eu
nem acredito nisso". Eu nunca apresentei
assim, entendeu? Eu nem sei o que tu tá
dizendo. Eu nem acredito em cristandade.
Não acredito em cristandade, não
acredito que é um continente cristão, um
país cristão. O que existe é uma moral
pública e um processo de construção
civilizacional que é mais influenciado
pelo cristianismo. Se vocês não
conseguem perceber a diferença entre uma
coisa e outra, aí, aí, aí eu não sei, eu
não sei falar mais fácil do que eu falo,
gente. Se eu falar mais fácil que isso
eu vou latir. Entendeu? Eu não sei. É o
meu limite, é isso aqui. Quando a
própria sociologia e ciência da religião
contemporâneas a descrevem em grande
medida como um continente pós-cristão.
Cara, nem é, eu acho um movimento
pós-secular. Entendeu? Tem que ler o
Habermas. O Habermas vai falar sobre
pós-secularismo. Eu acho que o
secularismo nunca aconteceu. Nunca houve
secularidade de verdade, certo? Eu acho
que o Charles Taylor entendeu bem muitas
coisas, mas eu prefiro seguir a
perspectiva do Habermas da e a
perspectiva de pós-secularidade. Eu acho
que é muito mais coerente com a
realidade europeia. Autores como Charles
Taylor, John Milbank,
ele vai à cristandade, Grace Davie,
Ronald Inglehart que a Europa passou por
um profundo processo de secularização,
tornando o cristianismo uma referência
mais cultural e histórica do que
realidade predominante na Europa. Foi o
que eu falei. Ai, meu Deus do céu. É, é,
é, isso aí. Não, o cara refutar uma
ideia que eu não defendi com autores que
eu conheço como se
fosse uma novidade, uma coisa que tem
nada a ver. Sim, a Europa passou por um
processo de secularização, melhor
definido pelo Habermas do que pelo
Taylor na minha percepção. E o que é que
isso tem a ver? Se eu tô falando somente
do processo cultural. O cara comentou
aqui, ó: "Eu acho que fica fácil
entender que ele estava falando dos
radicais, que os radicais não
representam o valor de civilidade na
Europa, assim como não representa a
civilidade asiática, sul-americana.
Qualquer coisa diferente disso é
achismo". Ai, que preguiça. Na maioria
dos países muçulmanos, gente, o ser gay
é crime, pô. Na maioria dos países
muçulmanos ser gay é crime. É crime ser
gay. Você, na maioria dos países
cristãos, não é gay,
entendeu? É, sei lá, cara, o que é que a
gente tá discutindo nesse tempo de
internet, cara, eu não sei não, viu?
O senhor comentou aqui, ó: "Amiga, tô
tentando achar o erro na fala do Iago,
kkkkkk. E olha que nem de direita eu
sou. E é importante citar também que
muito antes da colonização cristã, a
colonização árabe-muçulmana, pós
surgimento do islamismo, dominou,
escravizou e traficou milhões de
africanos. Tem um livro muito bom de um
escritor senegalês chamado Genocídio
Ocultado", que fala sobre. Recomendo.
Nem o público dela aqui tá concordando
com ela, mas sei não, eu,
sei não, tem tem dia que eu
>> O que aconteceria se, por um motivo
desconhecido,
alguém tivesse acesso [música] a 100% de
sua capacidade cerebral?
>> É, isso é outro do Twitter. É isso que é
o programa. É isso aqui. É isso. É isso
que vocês dão aí.
É isso que eu, sei lá.
O Elias tá me motivando aqui, foi um
publi da Insider aqui em cima dizendo
assim, ó: "Tem dias que você fica
triste, tem dias que fica feliz, mas
nunca desarrumado, porque está usando
Insider".
>> [risadas]
>> Obrigado, Elias. Obrigado. Estou usando
Insider, gente. Eu não vou
Ai.
E soltamos o Twitter de hoje. Que Deus
lhe abençoe, abençoe sua vida, lhe encha
de graça e misericórdia. Estude um
pouquinho mais antes de fazer vídeos na
internet. E até a próxima. Tchau, tchau.
Tchau, tchau.

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