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A fé vem pelo ouvir

Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 19 | Neopentecostalismo | Jônatas Hübner

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Módulo – "Uma só fé, muitas tradições"

Aula 19: Neopentecostalismo
Jônatas Hübner

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เฮ
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>> [música]
[música]
>> Muito boa noite. Eu tô pequeno aqui no
canto, não sei por, mas agora já estou
ocupando toda a área possível. Seja
muito bem-vindo, sejam muito bem-vindos,
na verdade, ao nosso curso Macários.
Hoje com uma aula especial.
E o que ela tem de especial, ela também
tem de polêmica. Então, por favor, meus
caros, nós não queremos alimentar a
polêmica aqui. Queremos analisar o
movimento,
analisar
a os desdobramentos desse movimento e
fazer aqui, obviamente, comparações,
não, vamos dizer assim, pejorativas,
mas de realidade, né? explicando por A +
B quais são as diferenças e quais são as
semelhanças
entre a
entre as linhas doutrinárias. a gente
tem falado sobre eh uma só fé em muitas
tradições. A intenção justamente por
trás desse estudo é que a gente pare de
ficar tentando pegar zoom na câmera, que
isso está me deixando, eu tô botando a
mão na frente, ela muda o foco, ó. Tá
vendo? Isso está me dando um pouco de
raiva. Então, deixa eu mudar o foco para
o foco manual. E ela agora está focando
manualmente, não vai mexer mais.
Com isso resolvido, a mão não vai fazer
mais diferença nenhuma. A gente vai
agora conseguir para a nossa
aula. E a aula de hoje é uma aula que eu
falo polêmica e especial, porque ela
mexe muito com a,
como eu posso dizer, ela mexe muito com
o sentimento das pessoas.
Eh, é muito difícil, muito difícil você
trazer ali para o chão, paraa terra,
eh, um debate, um diálogo a respeito
da Bíblia e da fé quando o sentimento
está envolvido, porque você pode, sem
querer, diminuir
a o sentimento da outra pessoa, né? a
pessoa pode se sentir menosprezada
naquilo que ela está sentindo.
E para muitos desses casos, em muitos
desses ambientes
e em muitas das situações que isso
ocorre, essa diminuição ela
cai, vamos dizer assim, no no no num
ponto de
eh de crença. E quando a gente vai lidar
com crença, já falei de sentimento,
agora falando de crença, eh, as pessoas
elas têm muita dificuldade
de mudar a sua crença apenas por conta
do argumento, porque primeiro elas podem
sentir que elas estão sendo ludibriadas,
enganadas, e a segunda que elas estão
perdendo algo. Então assim, nós vamos
falar hoje, eu tô dando essa volta
gigantesca aqui porque eu não sei como é
que a gente vai chegar nesse ponto, mas
nós vamos falar hoje sobre
neopentecostalismo.
E o neopentecostalismo, ele possui
características muito, muito distintas.
Eu tô querendo até entrar aqui
e é importante a gente entender esse
movimento do jeito que nós estamos
tentando explicar aqui na IBNU, mais uma
vez, sem querer afrontar aqueles que
estão no neopentecostalismo e que
acreditam no neopentecostalismo.
A gente quer simplesmente levantar aqui,
apontar os elementos que são palpáveis,
vamos dizer assim, aquilo que é claro e
evidente para todas as pessoas que é
impossível de uma forma ou de outra.
Eh,
o som tá baixo. Tá ouvindo ali o pessoal
falar?
Deixa eu ver se o som tá baixo, Bel. E
aí, Isabel que tá falando que o som tá
baixo. Isabel, aumenta o volume. Eu acho
que tá alto, Bel, porque
meu meu sistema aqui tá no volume quase
no máximo e eu já tive outras
oportunidades onde eh as pessoas
reclamaram que o som estava até
rachando, porque eu falo normalmente
forte e ráp e alto, como você bem sabe.
Eh, e aí o que acontece?
Esse movimento que a gente chama de
neopentecostalismo, o movimento
neopentecostal, ele é neo de novo, né?
Vem essa partícula grega
novo. Tá baixo também, Fred. Vamos
começar perguntando de onde vocês estão
falando, né? pessoal que tá aqui
conectado com a gente, tem um pessoal
que já é assído, a gente já sabe. Ah,
você tem o Samuel, você tem a Isabel,
você tem a Fê que tá com a gente. Ah,
quem mais eu conheço aqui? A Sandra, a
Cátia também já esteve com a gente
outras vezes, tá sempre acompanhando.
Ã, eu acho que todo mundo aqui tá
acompanhando, mas se você é novo no
canal, se você tá chegando agora, coloca
aqui de onde você tá falando, de onde
você tá ouvindo a gente. Ã,
mas
eu vou fazer até um teste, sabe?
Enquanto a gente está aqui conversando,
batendo esse papo inicial, já que a
nossa aula já começou comando.
>> Olha, o áudio no meu celular, tá bom,
viu, Bel? Desculpa aí. Não, não é do
lado de cá, não. Ah,
então pessoal, vamos lá. Vamos entrar.
Eh, vamos entrar
no
O Carlos tá falando, eu imagino que seja
Ceará, porque o E e o R são próximos
ali. Ele botou Crará,
mas deve ser Ceará, né, Carlos? Ah, e aí
o assunto hoje, como eu falei para
vocês, é meio complicado, certo? Por
quê? Porque a gente vai precisar
entender os fatores. E olhe, não estou
sendo exaustivo aqui, tá? Existe uma
linha de pensamento que aponta esses
fatores como sendo os fatores de
formação do movimento neopentecostal.
Como eu tava falando, o neo vem de novo.
É uma partícula grega que indica novo
pentecostalismo. O primeiro movimento
pentecostal surge no final do século
XIX. E a gente vai falar rapidamente
sobre isso aqui. Eu vou até tentar pegar
uma câmera mais aqui. Eu acho que essa
posição aqui tá boa. Existem basicamente
também ninguém aqui afirma
categoricamente que é isso. Isso é o
consenso. Mas pode ser que haja
questionamento. Existe categ e
basicamente três ondas do movimento
pentecostal. A primeira onda, que é a
onda do avivamento, ela começa no final
do século XIX e tem eh um, vamos dizer
assim, um ponto marcante em dois
movimentos. um movimento que acontece na
Suécia, que tem uma um movimento irmão
que acontece nos Estados Unidos, o
famoso avivamento da rua Azuza. E esses
dois movimentos, inclusive o movimento
que vem para o Brasil pentecostal,
pentecostal, que começa lá norte, na
região de Belém do Pará, é o movimento
sueco, não é? Eu tenho amigos que são da
Assembleia de Deus, que são eh bem bem,
vamos dizer assim, eh instruídos na
história da Assembleia de Deus. Eles
sempre me lembram isso, que são dois
ex-batis, né? São dois pastores suecos,
ex-batistas que vão para, vamos dizer
assim, vão fundar esse movimento chamado
de movimento pentecostal aquela época. E
é a origem do pentecostalismo clássico,
como nós chamamos, que não é o foco da
nossa aula. Isso já foi falado na aula
nas semanas anteriores. Aliás, o Saum
deu duas aulas sobre pentecostalismo nas
semanas anteriores, certo?
E aí dentro das igrejas históricas
existe um movimento que é chamado de
segundo movimento. Existe para vocês
terem noção, talvez você não saiba
disso. Eu tô falando aqui num num
espectro um pouco maior, talvez você não
saiba, mas existe um movimento
carismático dentro dos movimentos
históricos. E a igreja batista tem um
movimento carismático próprio dividido
da igreja batista. A gente pode afirmar
até que a Assembleia de Deus, que talvez
seja o movimento mais eficiente do
Brasil hoje, eh, saiu também dos
batistas lá na sua origem. Existe uma
discussão se foram só dos Batisusa
já é um movimento paralelo também. Mas
dentro do movimento Batista houve uma
cisão, mais ou menos ali no final dos
anos 60, início dos anos 70, que surge
uma convenção chamada Convenção Batista
Nacional. Tem um famoso pastor
conhecido, Enés Tonini, liderava esse
movimento. Ele era da Convenção Batista
Brasileira e saiu com um grupo de
igrejas que passaram por esse movimento
chamado de carismático. Carisma aqui,
né, são uma palavra grega que vem de
caris, que é graça. E o carisma são os
dons graciosos de Deus. Então, era um
movimento que valorizava ali dons
específicos. E dentro do movimento
histórico que estava suprimindo na visão
deles esses dons, eles não poderiam
continuar. E vai ter um dom de subir aos
céus já já dessa cachorra aqui, se ela
não ficar quieta e dormir. E aí, eh,
esses dons foram valorizados, foram
ampliados, vamos dizer assim, foram
tratados como dons relevantes e
importantes. E aí houve essa cisão ali
por volta do final dos anos 60, início
dos anos 70. E não aconteceu apenas na
igreja batista. Outras igrejas
históricas como presbiterianos também
tiveram esse movimento de ruptura,
certo?
Mas nós focaremos nessa aula no terceiro
movimento, que é o movimento
neopentecostal, que acontece já no final
dos anos 70 paraa frente. E esse
neopentecostalismo tem características
bem distintas do segundo movimento, que
é o movimento carismático, porque ele
vai se ancorar em verdades ali que estão
envolvidas na sociologia, na
antropologia e também no pensamento
filosófico. esses três pilares ali vão
vão formar essa base que vai gerar o
neopentecostalismo. E e aí tem algumas
questões que são importantes vocês
guardarem, porque a gente vai ver isso
mais na frente. Por exemplo, confissão
positiva, prosperidade, guerra
espiritual, territorial, apostolado
hierárquico. Daqui que nós vamos partir
para entender o que que é esse movimento
neopentecostal.
Essa tipologia das três ondas costuma
ser associada a autores como Vinon Seam
e C. Peter Wagner é uma ferramenta
historiográfica, não uma classificação
bíblica. Isso é importante. Is que a
história, olhando para a história desses
movimentos, classifica. Todo o conteúdo
teológico dessa aula será avaliado por
um único critério que é o texto bíblico
afirma e em contexto especificamente,
porque nós vamos ter problemas
interpretativos
de textos bíblicos que vão gerar algum
desses movimentos que vão, vamos dizer
assim, vão ser o suporte que esses
movimentos vão estar alicerçados. eh eh
a a vamos dizer assim, posicionados. Aí
vem mais uma vez o que eu quero dizer,
que eu já disse no início da aula. É uma
aula polêmica porque envolve
sentimentos. Então muitas vezes você vai
sentir que aquilo que está sendo falado
aqui não condiz com o que você acredita.
E tudo bem, não tem nenhum problema com
relação a isso. O apontamento que a
gente vai fazer aqui é dentro da análise
histórico-crítica do texto bíblico e não
apenas, vamos dizer assim, do achismo da
que a gente acha que tem que ser assim e
acabou. Não é essa a nossa intenção. OK.
E qual é a questão que a gente vai ver
aqui? Quais são as origens e quais são
os precursores desse terceiro movimento
aí dos Estados Unidos para o resto do
mundo? Eu não quis colocar aqui nem a
Suécia como movimento pentecostal,
porque a gente já falou eh eh foi feito
na aula passada e nas aulas passadas,
mas principalmente porque o
neopentecostalismo ele tem uma raiz
muito muito clara no ambiente
norte-americano.
Eh, ele pode até, vamos dizer assim,
postulantes em outras regiões do mundo,
mas ele é categoricamente um movimento
que surge nos Estados Unidos e existem
elementos eh históricos que que
facilitaram e que são importantíssimos.
A gente pode mencionar aqui, por
exemplo, o papel que a gente falando de
tecnologia, né? O papel que a prensa
teve na reforma protestante de Martinho
Lutero, a gente já discutiu isso na aula
sobre luteranismo e sobre eh reforma
protestante também, que na cidade de
Wittenberg, onde Lutero era professor,
doutor lá em teologia e professor da
faculdade, foi instalada uma prensa
igual a de Gutemberg, ou seja, copiando
o modelo de Gutemberg ou talvez até
mesmo feita por pelo próprio
Gutemberberg, essa informação que eu não
tenho agora. Eh, mas foi instalada lá e
essa prensa facilitou a distribuição dos
materiais de ensino na faculdade, na
universidade. E por conta disso, os
materiais criados por Lutero
espalharam-se rapidamente pelo ambiente
alemão. Nós podemos dizer que
tecnologicamente a virada do rádio pra
televisão também impactaram a expansão
do neopentecostalismo, porque ele foi
amplamente favorecido pelos
teleevangelistas ou pelo movimento
teleevangelístico, aquele movimento que
acontecia nos nas televisões, nas redes
de TV e que a gente vai avaliar isso
aqui de um ponto um de de um de um uma
postura, vamos dizer assim, mais
sociológica e e e
até até mesmo
de marketing e business. É um movimento
que gerava um fluxo de recursos muito
grande, o que facilitou e potencializou
ainda mais a expansão do
neopentecostalismo.
Eu estou no ponto um e antes de eu
entrar no ponto um, quero dizer que se
você tiver alguma dúvida, a gente não
falou isso no início, mas a gente sempre
quer lembrar, pode colocar no chat, a
gente vai responder no final da aula. Se
a dúvida estiver exatamente conectada
com o que está falando, eu vou trazer
isso aqui para frente paraa gente poder
debater o assunto, tá? Então vamos lá.
Quais são os pacot, vamos chamar assim
de o pacote da terceira onda, conceitos
compartilhados e que foram expandidos
por esse pessoal? Primeiro, a questão da
confissão positiva ou semeadura. A fé
como força que declara realidades
materiais, a oferta financeira como a
semente com retorno garantido. Como
base, muitos apontam Malaquias 3:10, que
é o famoso trazei o dízimo à casa do
tesouro, né? Com Marcos 11:24. Esses
dois textos têm essa base que, vamos
dizer assim, potencializa essa visão, só
que eles estão colocados fora de um
contexto específico do e também da
aliança de Deus e do gênero literário
que está sendo tratado ali naquele
momento.
Outro ponto, cura na expiação, ou seja,
cura física como um direito
incondicional garantido pela obra de
Cristo na cruz. E isso aqui gerou
problemas sérios. Eu tenho
particularmente
[limpando a garganta]
exemplos pessoais que não aconteceu
comigo, mas com parentes meus, eh, de
problemas gerados por esse tipo de
afirmação aqui, tá? Ao lado do perdão de
pecados. Ou seja, a base era a leitura
de Isaías 30 4 e 5 e Mateus 8:17.
Guerra espiritual territorial,
mapeamento espiritual e identificação de
espíritos territoriais sobre cidades e
nações. Qual é a base? Uma extrapolação
de Efésios 6:10 e 12, tá? 10 a 12. E
esse apostolado é autoridade
hierárquica, que é muito forte no
movimento, títulos de apóstolo e profeta
concedidos por performance de liderança,
com a ideia de ter uma estrutura de
obediência vertical. Também a base é o
uso expandido de Efésios 4:1, que é uma
das listas de dons, né? Uma lista que
eles consideram ser hierárquica. Eu vou
até abrir a minha briba aqui pra gente
ver. Efésios 4
verso 11. O que que nos diz o texto?
Ah, exatamente. Ele designou alguns para
apóstolos, outros para profetas, outros
para evangelistas e outros para pastores
e mestres. a ideia de que essa lista
está sendo categorizada aqui, ou seja,
você tem uma hierarquia funcional, uma
hierarquia aqui dentro dessa lista que
está sendo colocada aqui. Quatro blocos
compartilham uma mesma lógica de fundo,
um fio condutor crítico dessa aula, a
ideia de que Deus se torna de alguma
forma obrigado a curar, a enriquecer e a
agir mediante o cumprimento de uma
condição humana. Ou seja, a partir do
momento que eu cumpro essa condição
determinada pelo meu líder, Deus está
obrigado a agir em meu favor. E isso é
um problema gravíssimo. É isso que a
gente vai ver aqui como alguns exemplos
que acontecem na vida real.
Talvez você conheça, talvez você nunca
tenha ouvido falar, mas esse homem é
muito importante. IW Ken ele é um homem,
ele não é pastor, ele era um
cientista. cientista, não, ele
trabalhava na universidade, ele era um
um estudioso acadêmico,
passou pela escola de oratória num
período em que ela era um polo de
circulização do New Thought, que era uma
novo pensamento. Ele tinha a formação
metodista. E qual é a grande, a ideia
desse New, esse novo pensamento? Era uma
corrente metafísica americana que
pregava o poder da mente da palavra
afirmada sobre a realidade física. Olha
quando que acontece isso. Entre 1892 e
1900. 1892, 1993, ele tá no Emerson
College of Oratory que fica em Boston,
certo? E esse autor chamado McConnell,
eu vou, eu coloquei no final dos slides
aqui uma lista bibliográfica para vocês
eh se aprofundarem no assunto. Se vocês
quiserem se aprofundar no assunto. Eh,
para ele, ele vai defender que essa
passagem foi decisiva para sua teologia.
Já o biógrafo oficial de Canon, que é
John Mcintire, contesta essa leitura
dizendo que essa passagem dele pelo pelo
curso de oratória foi decisiva. É um
ponto histor historiograficamente
disputado, não um consenso fechado. Ou
seja, qual é a ideia por trás desse novo
pensamento, desse new thought? Kenion
ensinava que o conhecimento dos
sentidos, o que se vê, sente e mede, é
inferior e enganoso, enquanto o
conhecimento da revelação recebido da
palavra ou de uma palavra pessoal de
Deus deveria prevalecer mesmo contra a
evidência física. é a base conceitual
que um grande postulante do
neopentecostalismo, da doutrina
neopentecostal, que é Kenneth Hagen, vai
utilizar para produzir o seu conceito de
rema, que é aquela palavra divina. E
essa identificação, ou seja, o crente
estaria tão unido a Cristo que
compartilharia legalmente não só o
perdão, mas o status de autoridade, de
saúde, de prosperidade de Cristo,
estendendo a obra da cruz para muito
além do perdão de pecados. Ou seja, não
apenas perdoava os pecados, a obra da
cruz de Cristo, mas ela empoderava as
pessoas que estavam perdoadas pela cruz
de Cristo. Certo? Um quarto elemento que
é mais controverso ainda, Kenan ensinava
que Jesus morreu espiritualmente na
cruz, separado do Pai, tendo assumido a
natureza de Satanás e precisou renascer
no inferno antes da ressurreição. Essa
doutrina Jesus died spiritually, que é
chamada de JDS, é mais é a mais atacada
por críticos evangélicos fora do
movimento, por parecer negar que Cristo
permaneceu plenamente divino durante a
sua morte. vocês não leram porque eu
estou na frente agora. Dá para vocês
lerem tudo aí, tá bom? Então, essa
doutrina é extremamente importante,
extremamente perigosa, porque ela muda a
natureza de Cristo no momento da sua
morte. Essa doutrina não foi criada por
Kenan, só para vocês entenderem, essa é
uma doutrina antiga, já era uma parte
das heresias combatidas lá pelos pais da
igreja que está que voltou com muita
força nesse momento da história
americana, certo? Então vocês estão
vendo que o pano de fundo está sendo
armado para esse movimento que vai
surgir aí na terceira onda. E aí que
vemos a conexão entre Ken e Kenneth
Hagen, que é talvez o maior eh expoente
do início do neopentecostalismo. Ele tem
vários livros. Eh, tem um livro que é
famoso, já tô confundindo se é Kenneth
Hagen. Deixa eu ver aqui.
Ela sumiu agora.
É, não é do, é de um seguidor dele que é
um discípulo dele, tava confundindo com
Benny Hein, exatamente, que é o Bom Dia
Espírito Santo. O livro principal do
Hagen eh vai ser esse que é o chamado a
autoridade do crente, né? Ah, então olha
só, Kenan vai escrever, ele é autor de
The Hidden Mans of Faith, ou seja, o
homem escondido e os dois tipos de fé.
Ele sistematizou o pacote doutrinário
que veremos Hagen reproduzir quase que
integralmente. E aí em 1917 nas Ken
Hagen vai morrer em 2003. Olha a
longevidade dele, chamado de pai da the
word of faith, né? A a a a palavra da
fé, ou seja, sua obra mais citada é a
autoridade do cristão, autoridade do
crente, The Believer Authority. Ele
fundou o Rema Bible Training Center,
formando gerações de pregadores da
confissão positiva. Eh, no seu livro A
Different Gospel, que é de Dan McDi para
vocês, esse é o livro que, vamos dizer
assim, faz uma análise bem crítica do
movimento. Eh,
e esse McDo é formado na Orel Roberts
University, documenta a dependência
textual de He em relação a Kanyan,
incluindo passagens muito próximas, sem
citação. De fat dizendo que que Hegan,
na verdade plagiou mesmo o material de
Kenon. Demonstra que Hegnan reproduziu
não só o vocabulário, mas a estrutura
doutrinária inteira de Kenon. Revelação
versus sentidos, identificação,
confissão positiva e até a doutrina da
morte espiritual de Cristo foi pregada
por Kenneth Haag no momento em que ele
surge aí como um expoente do movimento
neopentecostal.
E aí o nome do próprio movimento é a
palavra, é rema, ou seja, é o logo os
versos do rema em Hegen. Rema é uma
palavra grega que é tá é uma das formas
de você traduzir a palavra de Deus no na
Septoaguinta. Ou seja, Hegen vai
distinguir esses dois. Ele distingue
logo os que é a palavra escrita, o
sentido geral das escrituras de rema,
que é uma palavra falada, vivificada por
Deus para uma situação específica.
Muitas vezes os profetas falas assim:
"Diz o Senhor". Aquele diz o Senhor é o
rema e não logos, né? Não é, ou seja, a
palavra do Senhor, né? Quando o profeta
vai falar, essa é a palavra do Senhor.
Então ele vai, a tradução da Septoaginta
virou rema e não logos. Então ele pegou
essa divisão eh linguística,
essa essa variante linguística para
dizer que era uma palavra específica do
Senhor, criando um movimento que
acreditava que havia uma palavra
específica
de Deus, que é diferente da palavra
escrita do Logos. Foi esse conceito que
batizou o Rema Bible Training Center
quando recebeu o que descreveu como
ordem direta de Deus. Vaiá ensinar fé ao
meu povo. Heigen chamou isso de uma
palavra rema e não quis colocar o
próprio nome na e quis e não quis
colocar o seu próprio nome na
instituição.
Como que o movimento utiliza esse termo,
né? Quando um crente recebe uma palavra
rema sobre cura, prosperidade ou decisão
específica, pode ficar firme nela pela
fé, como se fosse uma revelação pessoal
com autoridade equivalente à escritura.
E aí vem,
a gente tá usando vários termos em
inglês aqui, eu vou usar mais um termo
em inglês, the jump of the cat, certo?
Aí vem o polo do gato. Por quê? Porque
olha só como é que funciona. Se você
recebe uma palavra ema, você pode ficar
firme pela fé. Se a palavra não se
cumprir,
adivinha de quem foi a culpa? Foi da
palavra ou foi de você que não teve fé?
E aí você não tem erro nunca? Qual é a
crítica linguística que está por trás
aqui? Porque no grego do Novo Testamento
e da Septoaginta, logos e Remas são
empregados de forma intercambiável.
Existe um texto do Saião quando vai
falar sobre eh o agapa e o Filéu lá em
Mateus, em João capítulo 21, que durante
algum tempo foi interpretado como Deus,
diminuindo o poder do seu amor para que
Pedro pudesse se sentir incluído. Ou
seja, Pedro se lamenta porque Jesus, em
vez de utilizar o amor forte, que é o
agapau, utilizou o Fil.
Saião mostra através do próprio texto de
João que João utiliza Filéu e agapau
intercambiavelmente. Então, por exemplo,
quando Jesus aparece, quando Jesus tem a
a a os céus abertos e a a voz de Deus é
ouvida dos céus, este é o meu filho
amado.
Eh, o amado ali, a palavra que Deus usa
é filé e não agapa. Ou seja, o João
escreve fil e não agapa. Então, essa é
uma forma estilística de escrever o
texto. E aí o que que acontece? Isso
acontece no Antigo Testamento e no Novo
Testamento, no caso acepto aginta, que é
o texto grego, e no Novo Testamento, que
é todo escrito em grego. As duas
palavras, rema e logos, são
intercambiáveis. Então não há uma
distinção técnica de que uma é a palavra
de Deus e outra é a palavra de homem.
Não existe isso no texto bíblico. E essa
forma de pensamento que o Word of Faith
atribuiu, ela não tem base bíblica. O
vocabulário do movimento não corresponde
ao uso bíblico real da língua, certo? E
aí o que que vai acontecer? Qual é o
desdobramento dessa linha? Hagen vai ter
seus seguidores, [roncando] não é?
Então, por exemplo, eh vai haver uma
difusão, uma expansão internacional
desse movimento, né? Hagen vai criar
esse movimento eh lá nos Estados Unidos
e várias pessoas que vão aos Estados
Unidos e que saem dos Estados Unidos vão
empregar esse mesmo conceito, essa mesma
ide ideiaria ali em lugares diferentes
do mundo. Então, por exemplo, Kenneth
Copland, ele é discípulo direto de Hagen
e ele é autor de The Laws of Prosperity,
as leis da prosperidade, um dos maiores
fusores do World of Faith via
teleevangelismo, levando o pacote
doutrinário à escala internacional. Isso
é uma questão que eu mencionei para
vocês. O teleevangelismo americano era
vendido para outros países, não é? Os
televisões dos outros países compravam o
pacote teleevangelístico e faziam as
traduções, as dublagens. E muita gente
mandava dinheiro para esses programas
através dos dos pedidos de recursos que
eram feitos, né? Você tem Peter Wagner e
Cindy Jacobs. Wagner, que é ator de
Confronting the Powers, ou seja,
Confrontando os poderes, sistematizou a
guerra espiritual em nível estratégico e
articulou o que ele chamou de a nova
reforma apostólica.
Jacobs, que é escreveu e possessing the
gates of the enemy, ou seja, possuindo
os portões, as a os portões do inimigo,
popularizou o mapeamento espiritual. Com
certeza. Eu aposto aqui que muitos de
vocês conhecem um livro da Rebeca Brown
chamado Ele veio para libertar os
cativos. Tem muito desse livro, dessa
doutrina que está sendo apresentada
aqui. Certo? A vamos para a Coreia. A
Coreia estava como expansão do
cristianismo nesse momento da história.
E um grande pastor evangelista lá, David
Jong Show, não é? pastor da Yoid Full
Gospel Church, pioneiro do modelo de
crescimento por células. A igreja dele
expandiu e explodiu na Coreia, não é?
Influenciou a estrutura organizacional
que na América Latina se tornaria o
famoso G12, que é exatamente o movimento
eh
de César Castelhanos. César Castelianos
na Colômbia sistematizou o que ele
chamou da visão dos G12, ou seja, ele é
função fundador da Missão Carismática
Internacional em Bogotá, 1983, o ano em
que eu nasci, e eu não tenho nada a ver
com isso. Inspirado em Yogia. Ele cria
essa visão G12, governo de 12, hoje um
dos modelos institucionais mais
influentes do neopentecostalismo
latino-americano, certo?
E aí,
eh,
e aí esse movimento se espalhou,
obviamente chegou no Brasil com muita
força. Muitos batistas, tradicional
batistas
aceitaram a visão, entenderam que esse
era um movimento correto e se
transportaram, ou seja, se
transicionaram para eh esse movimento
G12. Então, várias igrejas assumiram ali
o modelo G12 de células e havia muita
questão, vamos dizer assim, pouco
esclarecida nos encontros, né? Eram
encontros extremamente carismáticos
também, encontros de muita fé e de muita
muitos segredos, muitas coisas secretas
acontecam nesse encontro. E eu falo isso
com conhecimento de causa, porque no
momento em que o G12 chegou no Brasil e
ele se espalhou pelo campo baiano, eu
morava na Bahia e meu pai era secretário
executivo da Convenção Batista Baiana e
ele enfrentou a primeira onda do G12 na
Bahia. Depois teve outras outras ondas.
Eh, hoje esse movimento inclusive não
tem tanta força assim no ambiente
brasileiro. Ele só reproduz dentro das
próprias igrejas que assumiram o
movimento, mas ele não consegue assim
tantos novos adeptos eh
aqui no Brasil. Certo? Agora a gente vai
fazer uma breve análise bíblica para
entender se há pertinência, se há
conexão eh bíblica desse movimento ou o
que nós podemos eh entender como
positivo desses movimentos, né? Então,
por exemplo, a confissão positiva e a
ideia da semeadura financeira. Marcos
11:24 diz isso. Portanto, eu digo a
vocês, tudo que vocês pedirem em oração,
creiam que já o receberam e assim lhes
acontecerá. Essa é uma versão do versão
de do amanhã, né? Deixa eu pegar uma
versão NVI aqui. Eh,
a NVI diz o seguinte, portanto, eu digo,
aliás, na verdade, essa versão é NVI,
desculpa aí, tá tudo certo. Então,
Malaquias 3:10 é o texto famoso, né?
Traz, tragam o dízimo ao depósito do
templo, ponham-me à prova, diz o Senhor
do Exército, e vejam, senão vou abrir as
comportas dos céus e derramar tantas
bênçãos que vocês não terão onde
guardá-las. Isso aqui é uma questão
muito específica de Israel, caso tenha
um curso de Malaquias no nosso canal
aqui, que qualquer tempo paraa frente
aqui vai estar na nossa plataforma
também. E se não já se já não tiverem
adicionado, eh, vale muito a pena vocês
entenderem o que que Malaquias está
tratando nesse momento aqui. Malaquias
está tratando da negligência
dos sacerdotes no templo e da
negligência do povo com o templo. Então,
assim, ele vai acusar o povo disso. E
não é uma promessa divina, não é? Não é
uma promessa de retribuição divina. Ele
está apontando a falha de caráter do
povo e do cuidado que Deus havia
determinado com o templo. Então aqui nós
temos um deslocamento crítico. Em Marcos
11 trata de fé na oração dentro do
ensino de Jesus sobre perdão, certo? Ele
está falando sobre perdoar as pessoas,
não é exatamente, ó? Eh,
quando ele diz,
"E quando estiverem orando, se tiverem
alguma coisa contra alguém, perdoem-no
para que o Pai Celestial também perdoe
os seus pecados." Essa é a sequência do
verso 24, no caso, no verso 25, perdão.
Eh, e aí você tem Malaquias 3, sendo o
mandamento da aliança mosaica ligado ao
sustento dos levitas, dirigido a Israel
sob a lei. Transformar isso em mecanismo
transacional, dou, logo Deus deve
retribuir, não está no texto. Isso foi
acrescentado a ele. Isso é um problema
muito sério, porque é uma doutrina
defendida. E assim, para mim, há uma
questão até meio que espiritual
envolvida aqui, não é? Ou seja, há uma,
eu falei para vocês que envolve
sentimentos, né? que muita gente pode se
sentir
bem nesse ambiente. Ou seja, se Deus
prometeu e ele vai cumprir, então é o
ambiente onde eu quero estar, é o
ambiente em que eu quero, vamos dizer
assim, estar envolvido. Só que a gente
não encontra eco
teológico.
A gente não encontra, como vocês estão
vendo no texto bíblico, com eco que
sustente essa posição.
Ponto número dois, cura como um direito
garantido. Existem muitos cultos de cura
e não tô dizendo aqui que não haja cura,
porque a cura não depende do que faz a
cura, mas da fé daquele que está, né?
Obviamente o que faz, eu tô falando do
pastor, né? Porque depende tudo de quem
faz a cura, que é o próprio Deus e o seu
filho Jesus Cristo, que curou tanta
gente enquanto esteve aqui. Mas assim, a
Jesus sempre testava a fé da pessoa. A
fé era o ponto central que Jesus
apontava como o o fator motivador, vamos
dizer, né? E aí diz Isaías 53:
"Certamente ele tomou sobre si as nossas
enfermidades e sobre si levou nossas
dores. O co, o castigo que nos trouxe
paz estava sobre ele e pelas suas
feridas fomos curados".
Mateus 8 vai dizer: "E curou todos os
doentes. Isso aconteceu para que se
cumprisse o que fora dito pelo profeta
Isaías. Ele tomou sobre si as nossas
enfermidades e curou as nossas doenças."
É claro que Isaías está falando aqui no
tempo escatológico e Jesus aqui aponta
como o início do cumprimento disso. A
grande questão é tornar isso um ponto
obrigatório de Deus, certo? Aqui tem um
debate real, né? tem um exagero
específico. Há uma divergência legítima
entre teólogos evangélicos sobre o
alcance da cura na expiação. O problema
específico deste movimento que nós
estamos falando é tratá-lo como direito
incondicional e imediato, desconectado
da esperança escatológica da redenção
plena do corpo de Romanos 8:23. Eu vou
até ler para vocês Romanos 8:23, que não
está aqui no texto. Eh, mas o que que
vai nos dizer esse texto de Romanos
8:23? Olha só. E não só isso, mas nós
mesmos temos os primeiros frutos do
espírito, que temos os primeiros frutos
do espírito, gememos interiormente,
esperando ansiosamente nossa adoção de
filhos à redenção do nosso corpo. Ou
seja, a redenção do corpo, ela é uma
promessa escatológica.
E claro, quando nós falamos de
escatologia, nós não vamos entrar nesse
assunto aqui hoje, mas existe uma visão
que é a visão anacrônica, ou seja, a
crônica, na verdade não é nem
anacrônica, ela é acrônica, porque ana é
crônico de novo, né? É você pegar uma
coisa que tá lá atrás e tá reproduzir
aqui na frente ou pegar uma coisa da
frente e colocar lá atrás. Nós estamos
falando de uma coisa que não pertence ao
Cronos e sim ao cairoz. Ou seja, essa
redenção que o apóstolo Paulo está
falando em Romanos 8 aqui pode ser
instantânea na morte.
Porque a partir do momento da morte você
se desvincula do espaço tempo
cronológico. Isso aqui é uma questão até
metafísica. E eu não vou entrar muito no
assunto, mas existe campo aqui para um
debate gigantesco filosófico. Mas assim,
a ideia de que o apocalipse está
acontecendo nesse momento que nós
estamos vivendo, porque Deus é o Deus
que veio início, meio e fim. Ele não
está preso ao cronos que nós estamos.
Então, a partir do momento que nós nos
desvinculamos dessa existência através
da morte, somos resgatados por Cristo
para uma nova vida. Fomos salvos,
estamos sendo salvos e seremos salvos.
Essa é a doutrina da salvação que nós
apresentamos no Novo Testamento. Mateus
cita Isaías para interpretar o mistério
terreno de cura de Jesus como sinal
messiânico, não como cláusula que obriga
Deus a curar toda a enfermidade sempre
que houver fé suficiente. Olha que
interessante essa análise que nós
estamos vendo aqui. Tudo bem? E aí nós
temos uma temos temos a sequência.
Pessoal, eu tô vendo que estão chegando
perguntas, a gente vai responder no
final pra gente não perder o fluxo aqui
da aula, tá bom? [roncando] Eh, ganha o
indivíduo, ó. Esse aqui talvez dos mais
complexos dentro da sociedade,
principalmente da sociedade brasileira e
latino-americana, que essencialmente é
uma sociedade mais pobre. Nós temos
movimentos americanos de prosperidade
que fazem igrejas virarem mega churches.
É, existe inclusive um cara que o
sobrenome dele é Dólar, eu esqueci a
Dólar, Chris Dollar, se eu não me engano
o nome dele, que é grande defensor desse
movimento eh da da prosperidade e ele
mora numa mansão
digna de Hollywood, dos caras que fazem
filme, que o o pega aquele ator lá no
Robert Downy Júnior, que fez o Homem de
Ferro nos nos universo da Marvel, lá
Marvel, DC, sei lá, acho que é Marvel.
Eu sou péssimo desse negócio. Eh, mas
ele, cada filme, ele colocava milhões de
dólares no bolso. Milhões de dólares no
bolso. Um cara desse ter uma mansão, OK,
um pastor ter uma mansão avaliada em
milhões de dólares num terreno que é do
tamanho do Morumbi, do estádio do
Morumbi, entendeu? é gigantesca a casa
dele, um negócio absurdo. Então assim,
esse é o movimento que talvez mais mexa
com os brios e com os corações, porque
todo mundo quer prosperar, todo mundo
quer viver bem. Alguns
ainda pensam em viver bem para abençoar
os outros. Alguns conseguem viver tão
bem que já inverteram a moeda. Em vez
deles darem 10% e ficarem com 90, eles
doam 90 e vivem só com 10 e estão super
bem. Isso não precisa ser rico para
fazer, não precisa ser multimilionário
para fazer, não precisa ser bilionário
para fazer. Você pode fazer isso com o
pouco que Deus tem dado a você, ser fiel
nos seus, nas suas ofertas, nos seus
dízimos, na sua contribuição, crendo que
Deus vai suprir as suas necessidades.
Nenhum problema com relação a isso. Aí a
gente pode voltar em Malaquias.
Malaquias vai afirmar que o Deus é
zeloso e misericordioso com o seu povo.
Ele não vai deixar o povo passar
necessidade se o povo for honesto, justo
e tiver o coração no lugar certo. Agora,
se o povo estiver com pedidos próprios,
Thago vai bater de frente com isso aqui.
Thiago vai falar: "Quando vocês pedem,
não recebem, vocês pedem para os seus
próprios prazeres. Estão pedindo mal e é
por isso que não recebem". E aí nós
temos esse movimento muito forte.
Começou a partir dos anos 2000. essa
teologia, ganhar muita força, essa
teologia da prosperidade.
Joel Austin, esse cara já tá muito
processo nas costas dele nos Estados
Unidos, vocês podem pesquisar depois.
Teve o bestseller número um do New York
Times por algum tempo, ó, por 2 anos,
mais de 8 milhões de exemplares
vendidos. É, o nome do livro dele era,
como é que é? A vida hoje, esqueci agora
o nome do do do your best life now.
Exatamente. A sua melhor vida hoje,
certo? eh marca a virada do sofrimento
como prova de fé para prosperidade como
sinal de bênção. Esse era um pensamento
que dentro do judaísmo do segundo tempo
estava inserido. Só para vocês terem
ideia, havia a ideia de que se a pessoa
passava dificuldades na vida é porque
Deus estava pesando a mão contra ela e
de que se ela tinha recursos e riquezas
é porque ela era abençoada por Deus.
Essa é uma ideia que não é nova
novamente, não é uma ideia criada nesse
momento. É uma ideia que está sendo eh
requentada no no nosso tempo. Críticos
evangélicos apontam o uso de versículos
isolados fora do seu contexto. Por
exemplo, Gênesis 1:26 a 28 vai dizer:
"Dominem". Ou seja, dominem a a a
natureza, né? É a vocação humana sobre a
criação, não controle sobre finanças
pessoais. Então, pega, por exemplo,
Filipenses 4:19, escrito a uma igreja
que acabara de fazer um sacrifício
financeiro pelo apóstolo Paulo,
suficiência para as necessidades e não
para acúmulo de riqueza. Paulo fala em
segundo aos Coríntios 8:9 da pobreza
voluntária de Cristo como modelo de
generosidade sacrificial, que é o oposto
do enriquecimento pessoal.
Ou seja, há muito mais
eh
muito mais
elementos apontando para esse esse
desprendimento material do que elementos
falando que você deve buscar excelência
e prosperidade e e opulência no ambiente
em que você está vivendo hoje, certo? E
aí tem um problema que Deus nesses
movimentos é colocado no banco dos réus.
Porque o que que acontece? Eles vão
pegar, por exemplo, João 3, eh, terceira
João 2, quer dizer, e no verso 2
dizendo: "Amados, oro para que vá tudo
bem com você e que tenha boa saúde,
assim como vá bem a sua alma".
Deuteronômio 28, por exemplo, que essa
aliança condicional, bênçãos e maldições
dirigidas a Israel sob a lei mosaica,
como nação em aliança sinaítica com
Deus. O pessoal pega esse texto e fala:
"Se vocês seguirem os meus mandamentos,
vocês serão prósperos. Se vocês
desobedecerem, vocês serão punidos". E
aí, nessa nova aliança, a igreja não
está mais sob a aliança mosaica. Ela não
tem que seguir os preceitos da lei, a
não ser a lei moral, certo? Você queira
aplicar Deuteronômio 28 diretamente ao
crente hoje, ignora essa
descontinuidade. Ou seja, nós não temos,
porque se nós temos que seguir a lei,
nós temos que seguir a lei toda a risca.
O que ficou para nós seguirmos é a lei
moral, não a lei sacrificial, que é o
que Moisés está apontando aqui nesse
momento no povo ali, na entrada do antes
do povo entrar na terra de Israel,
certo? João 3:2 é uma saudação de
abertura de carta pessoal, uma fórmula
epistolar comum no mundo greco romano.
Ou seja, se Deus deve prosperar quem tem
fé e dá com fé, a graça deixa de ser dom
e se torna dívida contratual. É o oposto
do que Paulo vai ensinar, por exemplo,
em Efésios 2 de 8 a 9, que aquele por
pela graça vocês são salvos mediante a
fé. E isso não vem de voz, é dom de
Deus, não vem de obras para que ninguém
possa se gloriar seus próprios feitos.
Certo? E aí você tem esse problema. Por
quê? Quando você tem isso aqui, eu não
falei, né? Você obriga Deus a responder
positivamente a sua fé e a sua oferta.
Isso não é bíblico também. Então você
tem essa guerra espiritual territorial.
Paulo vai falar aos Efésios, nossa luta
não é contra carne, contra seres
humanos, no caso, né? Carne e sangue é
uma versão antiga, mas contra os poderes
e autoridades, contra os dominadores
deste mundo de trevas, contra as forças
espirituais do mal nas regiões
celestiais.
O que que esse texto não diz? Não há em
Efésios 6 e nenhum nem em nenhum outro
texto do Novo Testamento instrução para
identificar, nomear ou declarar
espíritos territoriais sobre cidades e
países, nem para promover mapeamento
espiritual. Esse desenvolvimento
associado a Wagner e a Jacob sem base
textual direta, certo? Qual é o contexto
imediato que está aqui em Efésios
capítulo 6? Paulo descreve a resposta:
vestir a armadura de Deus, ou seja,
verdade, justiça, o evangelho, a fé, a
salvação, palavra e oração, vida de
santidade e vigilância, não metodologia
geográfica. Ele tá utilizando uma imagem
de batalha para dizer como deve ser a
vida do cristão contra essas autoridades
aí que estão se juntando contra o povo
de Deus, certo? E aí nós temos a questão
do G12, do apostolado superior
hierárquico, né? Como é que funcionava o
modelo G12? Ou funciona? Um líder forma
12 discípulos, cada um desses forma
outros 12 em células, que é uma
pirâmide, é um sistema piramidal de
multiplicação com o título de apóstolo
concedido a quem sobe na hierarquia por
mérito de crescimento numérico. Ou seja,
se você formou um uma célula de 12, você
vai ampliando eh o seu a sua gestão e aí
você vai ganhando cargos hierárquicos
dentro da comunidade.
Pesquisadores e ex-membros documentam a
associação do modelo como autoritarismo,
com autoritarismo, obediência estrita à
visão do líder e casos de abuso
espiritual. Eu conheci uma igreja, eu
conheci o pastor dessa igreja
que em um momento como prova de
fidelidade
exigiu que toda a igreja raspasse a
cabeça e o todos os pelos do corpo, como
se fosse um voto de nazireu. Homens e
mulheres
e todo mundo fez.
OK? Eu conheço. Se você estava lá nesse
ambiente e achou que tava certo, Deus
abençoe. Não tenho nada contra, até
porque cabelo cresce de novo. Então
assim, segue a vida. Qual é o uso
expandido que acontece aqui? apóstolo
como um cargo, como a gente mencionou a
lista dos dos dons lá de Efésios 4:11, a
lista apóstolo entre os dons dados à
igreja, mas o termo tem no restante do
Novo Testamento sentido técnico e
restrito. Os 12 apóstolos e Paulo são
testemunhas oculares comissionadas por
Cristo ressurreto. O que é um problema
para algumas alguns centros de discussão
hoje se existem apóstolos nossos dias.
Eh, se você for me perguntar, existem
apóstolos no meio neopentecostal.
Eles se autodenominam apóstolos no mesmo
apostolado dos apóstolos de Jesus
Cristo. Para as igrejas mais
tradicionais, o apostolado é exatamente
isso que está mencionado aqui. São
testemunhas oculares comissionadas,
porque a palavra apóstolos do grego
significa enviado. Isso é uma pessoa que
foi enviada. Então Jesus enviou os 12
como seus apóstolos. Vocês são os meus
enviados. Serão meus apóstolos. Paulo
foi encontrar com Jesus no caminho para
Damasco e Deus Jesus o enviou. Deus
mesmo vai falar para Ananias que ele
será enviado de Deus para os gentios,
apóstolo dos gentios. Palavra apóstolo é
enviado. Não é uma cargo, uma autoridade
superior. Ainda que eu creia que há uma
unção especial nesses 12 e no apóstolo
Paulo, porque a morte que eles sofreram,
vários outros vão sofrer depois, mas
eles foram os primeiros. Então eles
foram os primeiros mártires e por conta
disso precisavam dar o exemplo de qual
seria a vida esperada daqueles que
querem seguir fielmente a piedade da
vida cristã. Certo? Qual é o padrão do
Novo Testamento? O padrão de governo
local que o Novo Testamento efetivamente
descreve é a pluralidade de anciãos. Não
é uma hierarquia piramidal, nem de
autoridade única. E outra, existem as
funções, funções de presbíteros e de
epíscopos, que nada mais são do que
líderes locais e líderes maiores.
Líderes maiores, ou seja, líderes que
reúnem grupamentos maiores, são chamados
de epíscopos, que são os pastores.
Epíscopo e bispo são sinônimos, certo?
Então, quando a pessoa assume um
bispado, na verdade ela está assumando,
assumindo uma posição de gerenciamento
hierárquico superior. Para alguns
modelos, isso se torna também uma
posição espiritual, não é o que nós
defendemos de acordo com o texto
bíblico, OK? Eles têm outras formas de
entender isso e segue o jogo, segue o
baile, a gente não pode fazer nada.
Quais são os desdobramentos que nós
vemos no Brasil, né? Nós temos como
exemplo claro aqui o surgimento da IURD
na Igreja Universal do Reino de Deus que
surge com Edir Macedo em 1977 no Rio de
Janeiro. Maior e mais influente igreja
neopentecostal brasileira com forte
presência na mídia. Tem a rede Record
que é do seu canal, tem hospitais aqui
em São Paulo, tem um instituto, um um
hospital chamado Moriá
e possui uma ampla ramificação
internacional.
Eh, publicação de referência, por
exemplo, orixás, cabôclos e guias,
deuses ou demônios. Mais de 3 milhões de
exemplares vendidos e também vida com
abundância feito em 2000, síntese,
respectivamente da guerra espiritual e
da teologia da prosperidade. Esses dois
livros foram publicados aí pelo pessoal
da IURD, certo? Ela funciona como matriz
genealógica de boa parte do
neopentecostalismo brasileiro. Vários
líderes das igrejas seguintes começaram
como pastores dentro dela antes de
fundar suas próprias denominações. Então
vocês vão ver, por exemplo, R Soares era
um dos pastores da Igreja Universal e a
STI da Igreja Universal Fundar
Internacional da Graça de Deus. Ele é
cunhado de Ed Macedo. Converteu-se ao
ministério eh em 1968 após ler Cure os
enfermos expulsos demônios de T. Osborn,
certo? Eh, depois isso surge no Rio de
Janeiro também. Aí Valdemiro Santiago em
Sorocaba, funda a Igreja Mundial do
Poder de Deus. De Deus, também é um
ex-pastor da Igreja Universal, onde foi
desligado. Hoje a igreja dele ultrapassa
mais de 4.000 templos de acordo com os
números do censo do IBGE. é o movimento
que mais cresce no Brasil, é o maior
número de igrejas sendo abertas no
neopentecostalismo, tá? E você tem aqui
em São Paulo, surge em 2006, o Agenor
Du, que funda a Igreja Apostólica
Plenitude do Trono de Deus, após passar
pela Universal e pela Mundial, repetindo
o padrão de cisma sucessivo. Um padrão
que se repete, vocês podem ver,
liderança se forma dentro de uma igreja,
acumula capital simbólico e base de
fiéis, se desliga para fundar a própria
marca, mantendo o mesmo pacote
doutrinário com pequenas variações de
ênfase e de branding. Ali eles colocam
uma nomenclatura diferente e apostam em
algumas práticas ali parecidas, mas
assim, copia, mas não faz igual.
Basicamente é isso. O G12 no Brasil
temos um expoente lá em Manaus chamado
Renê Terra Nova, trouxe a visão para o
Brasil após participar de um encontro da
Missão Carismática Internacional em
Bogatá. E ele rebatizou o modelo no
Brasil como M12, né? E também nós temos
outros dois movimentos que surgem desse
movimento neopentecostal, que líderes
que foram consagrados apóstolos na mesma
cerimônia associada à difusão desse
modelo, né, que é a bola de neve e a
Lagoinha. Eh, a Lagoinha, inclusive, uma
igreja de tradição batista pertencente
aí à convenção, pertencia na época à
convenção Batista Nacional, depois ela
acabou se desligando também da Convenção
Batista Nacional, eh, que elas
historicamente estavam fora desse
universo neopentecostal.
A lógica de autoridade apostólica
hierárquica não fica restrita às igrejas
classicamente neopentecostais. Ela
também se espalha como metodologia de
crescimento adotável por qualquer
denominação,
certo? Quais são as consequências desses
movimentos? Nós temos hoje ministérios
independentes e ministérios também
digitais. Você já tem apóstolos avulsos,
né, pessoas que se autointitulam
apóstolos. liderança sem vínculo
institucional fixo, replicando o mesmo
pacote doutrinário sobre a própria
marca, muitas vezes sem prestação de
contas para ninguém, porque o que ela
levanta para si mesmo é dela e o líder
normalmente é quem recebe maior quinhão
aí desse recurso que é levantado. Nós
temos igrejas digitais que nem templo
físico possui, cultos exclusivamente por
live streaming, monetizados via redes
sociais e ofertas por pics e cartão,
reduzindo a supervisão comunitária. Ou
seja, não há um contato com os membros.
Os membros são todos online digitais. E
você também tem ministérios que são
itinerantes, que fazem cruzadas,
conferências de milagres internacionais,
funcionando com franquias doutrinárias
em contextos culturais muito diferentes.
Isso ocorre muito no interior do Brasil.
Eh, eu me lembro uma vez de um caso, eu
morei no interior da Bahia e aí um um
homem saiu por várias cidades lá e saía
anunciando que ele era um pregador e que
ele queria fazer um encontro, reunia com
as pessoas e no final das contas ele só
procurava um salão grande para poder
fazer um encontro e a pessoa que
quisesse ceder o salão, ele pagava uma
uma verba. E esse cara disse que tinha
morrido e tinha voltado do céu, né? Ele
tinha toda uma história. Aí depois se
descobriu que esse cara tinha passado em
vários lugares com a mesma história e
várias promessas que ele fez lá em
vários lugares não aconteceram.
Descobriram que ele era um pador desses
itinerantes. Então assim, no interior
acontece muito isso ainda. Eh, são
movimentos que carecem aí muito de
doutrina bíblica de verdade. O que que
se observa na prática?
Eh, tem aspectos apontados como
positivos. Eu tenho vários amigos que
saíram, por exemplo, que que saíram da
Igreja Universal e contam coisas
importantes que servem até como exemplo,
né? Por exemplo, o envolvimento da
comunidade da igreja na sociedade. A
Igreja Universal tem uma ação
comunitária fortíssima,
fortíssima, de ajudar os pobres, de de
levantar recursos para quem tá
precisando. Ela faz isso com muita
força, muita força. Então, tem redes de
apoio mútuo, senso de comunidade,
disciplina financeira pessoal, ainda que
a orientação seja a doação, ou seja,
você tem que ter disciplina para você
poder doar, né? E em alguns casos,
programas assistenciais. muito
eficientes, certo? Aí tem alguns
aspectos que são questionáveis. Pressão
financeira sobre populações vulneráveis,
culpabilização do fiel, ou seja, se você
não tá entregando, você tem falta de fé.
Eh, eu vi num movimento desses, eu não
vou me citar qual foi deles, mas o
pastor ele perguntou paraas pessoas que
estavam lá assistindo o culto qual seria
a previsão orçamentária deles nos
próximos 3s meses. Ah, se você prevê
receber nos próximos 3 meses R$ 10.000,
R$ 1.000, você vai dar o dízimo hoje.
Então assim, essa é a pressão que eles
colocaram, esses movimentos, alguns
desses movimentos colocam em cima das
pessoas. Quando a cura ou prosperidade
não vem, né? Seja você não ganhou por
falta de fé, tem escândalos de abuso
financeiro de poder, dependência
hierárquica extrema em estruturas como o
G12 e em outras estruturas também dessas
igrejas, certo? quando a promessa
encontra a realidade. Aqui são alguns
casos documentados
de igrejas neopentecostais que
enfrentaram problemas sérios em
ambientes fora do Brasil. Eu não quis
colocar nenhum no Brasil, coloquei só
fora. No Malau e na África do Sul tinha
um profeta chamado Shepard Bushiri,
eh, que fugiu da África do Sul em 2020
sobde
e lavagem de dinheiro de mais de 6,6
milhões de dólares, além de acusação de
estupro contra membras da sua igreja.
Segundo Aljazira e a BBC, tô citando
dois canais oficiais, Aljazira e BBC. Na
Nigéria, a autoridade sanitária já
investigaram igrejas por revenderem
produtos comuns, como sabão líquido,
como água de cura.
Episódios amplamente noticiados como
fraude e religiões. Desculpa aí,
pessoal, nem eu esperava isso aqui. Eh,
TB Joshua na Nigéria, da Synagogue
Church of All Nations foi algo de
investigação da BBC após a sua morte,
que foi em 2021, reunindo relatos de
abuso e tortura por duas décadas. Em
2014, o desabamento de um prédio de sua
igreja matou ao menos 116 pessoas.
No Zimbabwe, pesquisas acadêmicas
registram crescimento acelerado da
teologia da prosperidade durante crise
econômica prolongada, crítica recorrente
de que ela culpa o pobre por sua
pobreza. Então assim, você vê que são
movimentos que causam muitas muitas
dificuldades em alguns ambientes. Esses
casos não provam má fé generalizada, mas
mostram um padrão de risco estrutural.
Quando a prosperidade é apresentada como
dívida de Deus, o incentivo para
fabricar evidências dela torna-se muito
alto. OK?
Eh, onde nós estamos hoje? Nós estamos
hoje na era digitalização, cultos via
streaming e monetização por redes
sociais, reduzindo mecanismos
tradicionais de prestação de contas.
Vocês já devem ter visto esses
evangelistas do Instagram, aí tem um
monte, todos fazem parte desse
movimento, né, o pentecostal mais
moderno, né? Presença política,
crescimento da bancada evangélica no
Congresso com forte presença de
lideranças neopentecostais, certo?
Diversificação empresarial, estruturas
de mídia própria, caso mais notório da
Rede Record, ligado a Edir Macedo e a
Igreja Universal, mas outras redes
também estão sendo adquiridas e outros
canais a da internet estão sendo
desenvolvidos para isso também, para ter
uma presença de mídia forte. E há muita
tensão interna.
Os pentecostais clássicos e reformados
seguem produzindo crítica teológica
interna, debate de longe de ser
encerrado aí nesses grupos. OK? Qual é a
resposta bíblica a Deus estando no banco
dos réus? Romanos 11:35 vai dizer: "Quem
primeiro deu a ele para que venha lhe
venha a ser recompensado? Quem é o ser
humano para tentar exigir qualquer coisa
de Deus? Qualquer coisa que não seja
rogar por sua misericórdia diária? Não
é? Deus já provou e já demonstrou o seu
amor por nós e a gente tem que colocar
Deus na parede para dizer que ele tem
que pagar alguma coisa. A loucura da
loucura, né? Aí Efésios 2:8, a gente já
falou aqui, pela graça vocês são salvos
mediante a fé. E isso não vem de vós, é
dom de Deus, não por obras para que
ninguém se glorie. Ou seja, o fazer
obras esperando recompensa não condiz
com uma pessoa que foi realmente
transformada pelo sangue de Jesus e que
entendeu verdadeiramente a mensagem da
cruz. Esse é o ponto principal.
Deus não é devedor de ninguém. Deus,
nenhuma fé, oferta ou ritual coloca Deus
em posição de dívida. A graça deixa de
ser graça no instante em que ela se
torna pagamento por serviço prestado.
Ponto número dois, o critério de análise
é o texto bíblico e não o resultado. O
movimento não se avalia pelo crescimento
numérico ou pelos testemunhos que
coleciona, mas pela fidelidade ao que a
escritura efetivamente ensina em seu
contexto original. Não é pegar versículo
solto, não é inventar uma tradução,
colocar uma uma um ênfase específica no
modelo de tradução. É aquilo que a
escritura diz em seu contexto através da
história da análise bíblica e daquilo
que o Espírito Santo conduziu ao longo
da história na manutenção desse texto
vivo e eficaz no coração das pessoas.
OK? Eu vou deixar esse slide aqui. Se
você está assistindo a nossa live agora,
você vai poder depois voltar nela e
pausar para você ter algum material para
você entender o que que acontece nesses
movimentos e como você pode se
aprofundar um pouco. Nota da nota de
método. Citações bíblicas dessa aula
seguem a redação próxima da NVI por
clareza didática. Sempre confira se a
sua tradução, de preferência antes de
estar citando o texto público, certo?
Eh,
da promessa ao texto, o pacote
neopentecostal,
confissão positiva, cura, garantia, eh,
cura garantida, guerra territorial e
apostulado hierárquico compartilham a
mesma lógica. Tornar Deus devedor de
quem cumpre uma condição humana, que a
gente viu isso nos blocos A e B. No
Brasil, esse pacote se ramificou em
sismas sucessivos a partir da IURD e se
espalhou também com metodologia G12,
além das fronteiras neopentecostais.
Pergunta que fica no final da nossa aula
é: a graça como dor ou graça como
dívida? É essa linha que separa o
evangelho da promessa que obriga Deus e
é o critério com que qualquer
eh desculpa, essa é a linha que separa o
evangelho da promessa que obriga a Deus
e é o critério com que qualquer prática,
movimento ou pregação deve ser julgado.
Ou seja, se essa graça ela é recebida
como um dom, como uma dádiva ou se
realmente Deus tem uma dívida com a
gente. OK?
Encerrada a nossa aula
para a parte teórica, técnica, agora nós
vamos para a parte
interática.
Gostei do meu neologismo.
Vamos ver. Temos uma pergunta aqui.
Pergunta da fé.
até que ponto a teologia da prosperidade
transforma a fé em uma relação de troca
comercial com Deus, substituindo a graça
pela lógica de mercado. Eu acho que a
partir do início, né, eh, o que a gente
afirma como teologia da prosperidade é a
obrigatoriedade da prosperidade. Se você
for pensar assim, Deus pode dar
prosperidade para alguns, para que esse
sejam ferramenta, instrumento dentro do
reino? E a gente tem vários casos, eu
particularmente tem um n casos que eu
conheço de pessoas extremamente
bem-sucedidas no mundo empresarial, no
mundo financeiro, eh que contribuem
abundantemente. Gente que sustenta
ministérios inteiros em vários lugares
do mundo, em lugares inclusive remotos,
onde o evangelho é perseguido. Eh, eu
tenho certeza, plena certeza, que esses
ganharam prosperidade porque Deus
confiava no coração deles, certo? Mas a
teologia da prosperidade prega uma outra
coisa. Ela prega que você tem uma
certeza, uma garantia divina de que você
se tornará próspero se você com fé
depositar ali o recurso. E é sempre
assim. Aí vem o pulo do gato, o The Jump
of the Cat 2. Você
vai contribuir
no local, a pessoa está declarando
aquilo. Você não pode dizer assim e
falar assim: "Beleza, eu acredito no que
você tá falando. Você tá dizendo que eu
vou ser próspero se eu depositar, então
eu vou pegar e vou depositar num projeto
lá na África que eu conheço.
É aqui. Eu tenho que conferir se tá
depositando de verdade, entendeu? Então
essa dinâmica não tem como fugir dela.
É, ela é uma dinâmica que sempre vai,
vamos dizer assim, apontar para esse
essa conexão direta da
proposta, vamos dizer assim, de de
recurso, de de depósito, né, de
depositar a sua fé, a sua confiança num
Deus que transforma a sua realidade,
transforma a realidade das pessoas
através de uma de uma ação direta minha.
Ou seja, a partir do momento que eu faço
aquela ação, eu estou obrigando Deus a
cumprir o seu lado, vamos dizer assim,
do contrato que ele mesmo determinou,
né, que diz lá em, como diz Deuteronômio
28, se eu fizer, Deus vai fazer. Se eu
não fizer, Deus não vai fazer. Então,
eh,
temos uma outra pergunta muito boa aqui
da Marília, inclusive. Confissão
positiva tem relação com positivo? tem
tem relação é da mesma linha filosófica,
da mesma época. O positivismo também é
uma é um é um uma resposta ao
racionalismo, né? Eh, vem tudo do
movimento do racionalismo, lei do final
do século 17, do século XVI. E você vai
ter vários movimentos que vão se
desdobrar desse. O positivismo vai ser
um desses movimentos que vai falar sobre
essa ideia de que você tem, por exemplo,
progresso, né, do ordem e progresso. A
nossa fala da nossa bandeira vem do
positivismo, não é? Se você consegue
ordenar as coisas, você vai ter
progresso. E para ordenar as coisas,
você tem que ter atitudes positivas.
Você tem que transformar as coisas de
uma forma positiva. E aí essa aí
confissão positiva tem, mas ela já parte
para um âmbito metafísico. Ou seja, a
confissão positiva, ela não está ligada
aos elementos territoriais e terrenos,
mas há elementos metafísicos, elementos
superiores espirituais. a gente poderia
até dizer, não é, de que eh esses
elementos espirituais vão falar,
influenciar diretamente a sua realidade
no mundo físico, certo?
Ã, tã,
que que nós temos aqui?
É exatamente Romanos 8:23. A gente leu
como entender que pessoas dizem ser
curadas em outras religiões, como por
exemplo no espiritismo? Eu acredito que
exista cura em outras religiões, mas
essas curas elas têm um viés muito claro
e muito específico, né? A cura que
acontece nesses ambientes, ela é uma
cura focada, voltada à desconstrução da
mensagem bíblica. Eh, havia cura no
Antigo Testamento pelas religiões
animistas, certo? Eh, ninguém seguiria
essas religiões tão a fundo, tão a
sério,
se não houvesse um um, vamos dizer
assim,
um aspecto concreto, né, da ação delas.
Eh, e eu acredito que Deus permita que
certas curas aconteçam para que o seu
poder e a sua glória seja manifesta mais
na frente. Então, assim, é uma dinâmica
um pouco complicada essa que eu estou
tentando explicar aqui, mas a ideia por
trás é o quê?
Se Deus permite que uma pessoa vá num
centro espírita, vá no outro lugar e
seja curado, é porque Deus já
identificou o coração daquela pessoa. Ou
num ponto futuro para uma transformação.
Ou seja, talvez ela vá aí ter uma
decepção que Deus vai apresentar quem é
verdadeiramente o o autor da cura. ou
realmente é alguém que Deus já
conhecendo, né, Efésios vai falar um
pouco daqueles que antemão conheceu, ele
já conhecendo os desdobramentos da vida
daquela pessoa, sabe que ela vai cada
vez mais se envolver em práticas,
vamos dizer assim, não bíblicas. E por
conta dessas práticas,
a cura pode até ser o o movimento pelo
qual Deus está usando para levar a cabo
aí a a a o, vamos dizer assim, a
o destino daquela pessoa. Basicamente é
isso que eu quero dizer. Tá bem tá bem,
vamos dizer assim, bem superficial aqui,
porque isso também é um desdobr é é uma
discussão mais longa e não dá pra gente
falar nesses minutos agora aqui. OK. T t
t t t t tã. É muito interessante esse
texto aqui que a Fe colocou, ó. Não
ajunteis tesouros na terra, onde atraça
isso aqui Jesus falando lá no Sermão do
Monte. É muito importante realmente isso
aí.
Parar pa pá.
Vamos ver
distorção da palavra. Professor Jonatas,
tem muitas pessoas que fazem parte
dessas igrejas neopentecostais e
desconhecem essas questões históricas
que vão ficando nas igrejas. Também
preferem ouvir o
líder do que estudar a Bíblia. ou eles
priorizam o estudo da Bíblia? Não, de
forma alguma. Aqui, na verdade, existe
um em vários ambientes, não vou dizer
que são todos, não posso generalizar,
mas existe um
um desencorajamento à leitura bíblica.
Não em todos, não em todos os ambientes,
inclusive eu posso falar especificamente
da igreja universal do reino de Deus.
Existem igrejas universais que fazem
estudos bíblicos sérios, seríssimos. E
nessas igrejas, esses movimentos às
vezes até que são considerados meio
apelativos de pedido de recursos e tudo
mais, esse movimento é muito menor,
certo? Muito menor. Acontece, acontecem
as campanhas, acontece porque não tem
nenhum problema você fazer uma campanha
de fé. Eu não vejo nenhum problema com
isso. O que você não pode atrelar é a
campanha ao resultado, entendeu? Poxa,
vou fazer um voto de fé aqui. Vou
colocar aqui s dias de campanha de
oração para Deus falar comigo e me
entregar esse bem que eu quero aqui.
Você não pode falar que depois de fazer
os sete dias, Deus tem a obrigação de
ter te entregar aquilo. Você deve sempre
fazer campanha no seguinte sentido. Eu
quero fazer uma campanha de sete dias de
oração. Eu quero receber essa bênção
específica aqui. E eu quero que Deus
transforme o meu coração para saber se
essa bção é dele ou é da minha cabeça.
Aí é uma campanha válida. Vão lá e
campanha. Agora, se a campanha para
colocar Deus no banco dos réus, como a
gente tá falando, isso não é bíblico,
isso não tem procedência bíblica, certo?
Então, só para te responder de acordo
com a sua pergunta, em alguns ambientes,
sim, existem estudos bíblicos, mas não é
a regra. A regra, na verdade, é o a
diminuição do estudo bíblico e muita
confiança na interpretação do líder, né?
H, posso pode se dizer que esses grandes
movimentos n pentecostais são liderados
por falsos profetas,
uma vez que muitos entendimentos
bíblicos são distorcidos.
Pode.
Muitos movimentos batistas também,
muitos movimentos presbiterianos também,
muitos movimentos assembleanos também.
Falsos profetas a gente tem um montão de
lugar. E aí eu quero fazer uma ressalva.
Eh, há um déficit gigantesco,
gigantesco no ensino teológico bíblico
real no Brasil. Então, muitas vezes a
gente chamar alguém de falso profeta é
uma palavra um pouco dura no sentido
assim, o falso profeta é alguém que
entende algo diferente e desmerece a
realidade. Eu creio que essas pessoas, a
maioria delas, existem aqueles que fazem
de maldade mesmo. De maldade no sentido
assim, ele sabe que a Bíblia não diz
aquilo, mas ele distorce para poder
ganhar alguma coisa, porque ele acha que
não vai ter uma consequência muito
grave, né? E realmente nesse âmbito,
nessa esfera aqui, eh muita gente vai
passar por essa vida sem ver uma
consequência.
Mas
muitos, eu creio que partem de um de um
ponto de ignorância, não é? Eles não
conhecem a fundo o texto, não têm as
informações históricas e as informações
teológicas e estão replicando modelos
que eles aprenderam. Então, não acho que
chamar essas pessoas de falso profeta
seja tão concreto e correto assim. Eu
conheço pastores batistas que já
pregaram heresias porque acreditavam que
foi aquilo que a Bíblia tava falando e
foram não, mas esa aí a Bíblia não disse
isso. E ele voltou, mas então, mas o que
que é isso aqui? Quando foi explicado,
ele reviu sua posição. Eu não posso
chamar um cara desse de falso profeta,
não é? Ele simplesmente era alguém que
não tinha o conhecimento necessário para
estar entregando aquele tipo de de de
ensinamento.
Professor, se a teologia da prosperidade
está errada, é errado os orarm errado
orarmos por aumento de salário ou
promoção no trabalho de forma alguma.
Aquilo que eu acabei de mostrar para
vocês. Para que que você quer aumento de
salário? Ah, porque eu tô com uma dívida
lascada aqui que eu preciso pagar. Para
de fazer dívida, né?
Agora,
eu queria abençoar mais gente. Eu queria
ser canal de bênção na vida de muitas
pessoas. Eu queria poder fazer viagens
missionárias e utilizar o meu
conhecimento, a minha capacidade, a
minha instrução para abençoar lugares
que não t essa instrução. E quero fazer
isso com o meu recurso. Não quero que
ninguém pague a minha viagem.
Completamente válido. Inclusive eu peço
isso. Eu falo pro Senhor: "Senhor, dá-me
mais recursos para que eu possa abençoar
mais pessoas". Eu tenho aquela frase
famosa: "Senhor, testa a minha fé". me
deixa ser milionário só por um dia para
ver se vou me corromper. Mas Deus ainda
não me respondeu essa oração. Então eu
tô na segunda. Senhor, aumenta o meu
recurso para que eu possa abençoar mais
pessoas. E eu quero genuinamente isso.
Eu quero poder, por exemplo, viajar para
lugares onde eles não têm contatos
pessoais com professores na área de
teologia. E eu sou professor de
teologia, eu dou aula em universidades,
tenho plena disposição e tenho
conhecimento internacional. Por exemplo,
já viajei muito para fora do Brasil e é
que eu não tô me gabando, né?
Simplesmente é a realidade. Eu viajei
muito com o Saião. Então assim, eu
poderia fazer essas viagens. Se Deus
assim me abençoar e quiser que eu faça,
que eu siga por esse caminho, farei com
maior prazer. Mas eu não coloco Deus na
na na parede dizendo assim: "Você tem
que me dar isso porque eu quero te
servir. Eu vou orar, falar: "Senhor, que
a sua vontade se prevaleça e que você
possa me orientar no meu procedimento,
como eu devo caminhar aqui para ser bção
onde eu estiver, aqui onde eu estou e lá
onde o Senhor quiser me levar também, se
for essa a sua vontade, né?
Eh, vamos lá.
O que você acha de algumas igrejas
históricas que ao receber ex-membros das
igrejas da Pentecost efetuam rebatismo?
Hum,
tudo depende do diálogo. Diálogo é
simples. O que que foi o batismo para
você?
Muitos desses movimentos, em muitos
desses movimentos, existe o batismo por
números.
E a gente já viu isso em vários clipes
da internet e clipes da da televisão
também. Eh, aquele mundarel de gente
entrando lá aqui no Guarapiranga, perto
de onde eu estou, aqui perto mais ou
menos, né? Eu não tô tão perto assim,
mas lá no Guarapiranga
havia movimentos de algumas igrejas
neopentecostais que milhares de pessoas
eram levadas lá para serem batizadas.
Então assim, muitos foram batizados, nem
sabem porquê. E aí você ensina sobre o
batismo, a pessoa fala: "Eu quero ser
rebatizado". Para alguns movimentos é
obrigatório. Na nossa igreja
particularmente não é, né? A pessoa fala
assim: "Não, mas eu entendi que o meu
batismo era, eu estava morrendo para o
mundo e vivendo para Cristo. Eu tô sendo
batizado ali, tá? Minha crucificação com
Cristo, como Paulo fala em Corinto, em
Coríntios, né? Eh, ali estava a minha
crucificação com Cristo no batismo.
Então assim, eu creio que ali eu estava
dando minha confissão de pé fé pública
de que eu morri para o mundo e renasci
para Cristo. Por que que você vai mexer
nisso? Tá correto? Agora, alguns
movimentos que não fazem o batismo por
imersão, aí sim a gente rebatiza. Eh, no
caso de uma pessoa querer efetivamente
pertencer eh
pertencer a a à nossa igreja, né,
plenamente, certo?
Vamos lá. A maior religião do mundo é o
cristianismo em suas diversas divisões,
porém ainda existe a miséria no mundo.
Será que estamos errando como discípulos
de Cristo em não pensar no próximo? Isso
nós estamos errando com certeza, tá? Não
tenho dúvida nenhuma que nós estamos
errando. Isso poderemos fazer muito
mais. Mas a questão que você levanta aí,
Jesus mesmo fala sobre isso quando ele
vai explicar que a pobreza ela é
resultado do pecado, não da atuação do
cristianismo ou da falta de atuação do
cristianismo. A pobreza ela é resultado
do pecado. Ou seja, Jesus quando ele vai
avaliar a situação pobre, ele não diz
assim: "Vocês são sem vergonhas que
deveriam estar lá tirando o pobre da
posição que ele tá". Não, ele fala claro
e e clara e honestamente, os pobres
vocês sempre vão ter eles convosco,
porque a situação do mundo é uma
situação caótica e deficitária. Então,
assim, é óbvio que a igreja tem que
fazer mais. A igreja sempre tem que
fazer mais. A vida da igreja é crescer a
sua atuação, é é é instaurar em na terra
o reino de Deus. Vamos conseguir fazer
isso? Eu não vou afirmar que sim, nem
que não. Eu digo que é uma tarefa
ercúlia. Ela é gigantesca, certo? A
gente precisa ampliar muito as nossas
tendas para atender o maior número de
pessoas possível e com isso reduzir o
número de pessoas que estão em miséria
no mundo. Sim. Aliás, a falta de atuação
na igreja, da igreja na sociedade é que
causa vários problemas sociais, vários.
A igreja tem um papel importantíssimo na
transformação da sociedade através do
amor de Cristo. Só que também existe o
elemento humano presente. Existem
aqueles que se opõem à ação da igreja.
Então assim, nesses dois movimentos,
você vai ter uma guerra que Jesus já
apontou lá atrás. Os pobres vocês sempre
vão ter com vocês, certo?
Ã,
ó, vai. Eu eu quero, não vou combater
isso aqui diretamente, mas eu quero que
vocês assistam a próxima aula que é
sobre Congregação Cristã do Brasil, OK?
Então, assistam, vai tratar dessa
questão do ensino bíblico nessa nessa
igreja e vocês precisam ler. Eu não vou
eh inclusive eu não coloquei nenhum dos
outros movimentos que nós vamos estudar
nessa aula, justamente porque vai ter
aulas específicas sobre eles, tá bom?
Ah,
olha, é importante dizer que não há
relação de condição confissão positiva e
positivismo. Uma podemos dizer que é
antagônica, outra, pois a primeira é uma
crença no poder de decretar. Não é isso
que eu tô falando. Elas são
desdobramentos do mesmo movimento
filosófico, tá? Eh, a confissão positiva
que a gente falou aqui, ela é
metafísica. essa ideia de que você
consegue mexer no sobrenatural para
atuar no real. O positivismo é essa
ideia de que você consegue transformar a
sociedade por ações positivas, entendeu?
Então assim, partem do mesmo
pressuposto, até porque existem
movimentos religiosos outros que você
tem a confissão positiva e a confissão
negativa, certo? você consegue mover no
sobrenatural para agir positivamente e
também negativamente. No caso da
confissão positiva aqui do que nós
estamos estudando, estudando
neopentecostalismo, a negativa não
existe. Não existe uma forma negativa de
você atingir o outro, por exemplo,
certo? Mas vem as duas, não é que elas
são, elas são correlatas no sentido de
que fazem parte do mesmo movimento, não
querem dizer a mesma coisa em hipótese
alguma. Obrigado pela ressalva aí.
Ah,
olha,
nós temos 5 minutos. Na grande maioria
das igrejas neopentecostais, não existe
estudo bíblico. A quem interessa os
membros estudar a palavra, seria uma
forma de melhor de manipulação? Então,
eh, a gente afirmar isso também é muito
muito sério, né? Falar que eles estão
categoricamente manipulando. Eh, isso
não acontece só no movimento
neopentecostal, se acontece. Existem
outros movimentos que também não
estimulam o ensino da palavra. eh
movimentos tradicionais que tiveram uma
redução do ensino da palavra. E muitas
vezes isso acontece pela própria
ignorância do líder. O líder não conhece
certos assuntos e aí ele suprime esses
assuntos não ensinando e não educando o
povo. Então eles dão uma segurada no
povo para poder não passar vergonha,
vamos dizer assim, né? Mas isso também é
uma afirmação categórica extremamente
séria. Eh, claro que há quem se
aproveite dessa falta de conhecimento e
há quem estimule a a falta de
conhecimento, a quem, vamos dizer assim,
suprima o conhecimento para manipulação
da população ali, do grupo que tá ali.
Mas isso não é uma regra. Ou seja, você
para ser neopentecostal, você tem que
fazer isso. Como eu mencionei, existem
exemplos de igrejas neopentecostais que
ensinam a palavra, ensinam doutrina,
sim, e estão muito mais próximas de
movimentos pentecostais do que dos
neopentecostais, né? Porque nos
pentecostais hoje, por exemplo, eh eh
Assembleia de Deus eh Igreja eh
quadrangular e outros, eles estão se
aprofundando cada vez mais no ensino da
Bíblia, certo? Ainda tem as suas
doutrinas, mas eles estão se
aproximando, sim. Certo?
Eh, CCB.
Eh,
já falamos da CCB.
É, exatamente. Foi o que a gente tava
mencionando aqui, né? Ele é
antimetafísica.
Ó lá. Vou orar por sua vida missionária.
Ora mesmo, irmão. Ora.
Pouco foi lançado um comentário chamado
Brasil Evangélico. Você acha que o
Brasil irá melhorar se um dia chegamos a
ser a maioria? Será que não haverá cada
vez mais intolerância? Eh,
deixa eu vou relar a pergunta de novo
aqui. Pera aí.
É, na verdade existem uma coisa, eh, a
gente fala do mercado financeiro de vez
em quando aqui. O mercado financeiro ele
não gosta de ser pego de surpresa.
Então, por isso ele tenta antecipar
todas as previsões. Então, o que que o
mercado financeiro quer?
previsibilidade. Então, vou dar um
exemplo político da nossa situação hoje
aqui que tá acontecendo. Nós temos dois
candidatos postulantes ao governo que
estão em liderança nas pesquisas. Um é
do PT e outro do PL, né? O Lula e o
Flávio Bolsonaro. Eh, para o mercado
financeiro não importa quem ganha,
importa que eles sejam previsíveis,
certo? Então, se o Lula, por exemplo,
for ter alguma ação temerária econômica,
o mercado financeiro quer ter visto isso
antes. É isso que eles querem. Por isso
que eles vão apoiar quem é mais
previsível. Então, quando a gente fala
de previsibilidade, o mercado financeiro
já fez alguns estudos a respeito disso.
Entendem que em 2035 o Brasil já vai ter
maioria evangélica justamente pelos pela
explosão dos neopentecostais. Não é
pelos pentecostais e nem pelos
tradicionais, é a explosão do número dos
neopentecostais.
Agora, o que que isso vai se,
qual vai ser o resultado disso? carece
ainda de análise, carece ainda de de de
um pensamento um pouco mais É porque
assim, o poder é do Espírito Santo, o
poder não é da igreja, não é? O poder
não é do pastor, da igreja, eu falo da
instituição CNPJ, tá? da da igreja como
um todo. Sim, o poder do Espírito Santo
atua através da igreja, mas o poder não
é do CNPJ, o poder não é do orador, o
poder é do Espírito Santo. E ele pode
sim transformar a sociedade, ele pode
sim transformar as pessoas que estão
envolvidas ali naquele ambiente para que
essas pessoas sejam sal e luz no
ambiente que elas estão. Então a gente
não pode afirmar que vai haver mais
intolerância, menos intolerância. A
gente pode afirmar até, inclusive, que
vai ter mais tolerância e mais amor por
esses que carecem dessa desse amor
distribuído na vida deles. Então assim,
é importante a gente falar isso, não é?
A gente não pode afirmar categoricamente
que vai ser A, B ou C ou que vai dar
certo, que vai dar errado, justamente
pelo fato de que quem quem faz a
transformação é o Espírito Santo e não é
a nossa ação direta, não é a gente que
coordena como que o Espírito Santo vai
atuar. Então, se numa maioria evangélica
o espírito quiser atuar através desses
novos evangélicos aí que hajam mover do
espírito para abençoar o maior número de
pessoas possível, glórias a Deus por
isso. Se nós tivermos mais intolerância,
então nós quer temos que nos aprofundar
no ensino da palavra para espalhar esse
conhecimento, para que esses ditos
cristãos que não estão seguindo o
cristianismo de uma forma correta,
seguindo a Jesus de forma correta,
aprendam biblicamente como é que é
seguir Jesus de forma correta e venham a
ser bênção para a sociedade,
transformando a sociedade também num
lugar melhor. OK? Eh,
professor, pensando a partir da história
da igreja, podemos inserir também dentro
do processo de excessos o pietismo, os
quakers e o nepentecostalismo.
É, exatamente. Eh, dois movimentos que a
gente não vai analisar. Os Quakers,
principalmente, são bem interessantes,
né? Um movimento que surge na Inglaterra
e depois vai pros Estados Unidos e ele
tá lá até hoje, né? São os famosos
Amish, são Quakers. E também esse aí o
movimento que nós estamos analisando
agora, que é o neopentecostalismo.
Meus caros, eu acho que nós respondemos
tudo e chegamos cravados às 8:30. Que
maravilha, hein? Foi um prazer, meus
queridos, estar com vocês nessa aula.
Estaremos mais paraa frente em outras
aulas. E
muito boas perguntas, por sinal, tá? Foi
excelentes as perguntas. O pessoal
prestou bastante atenção na aula aqui e
vamos em frente. Qualquer dúvida,
qualquer coisa vocês podem colocar tanto
aqui no chat depois, né, quem tá
assistindo essa aula na posteriormente,
tanto no chat como no fórum lá do canal
do nosso
do nosso da nossa plataforma de ensino,
né, lá do do Macários e a gente vai
responder na sequência, tá bom? Deus os
abençoe, que vocês possam continuamente
ser sal e luz para as nações, luz para
os povos. Que vocês transformem a
realidade do Brasil e das regiões onde
vocês estão com o ensino da palavra, com
uma vida que segue os ensinamentos de
Jesus e com o amor de Deus transbordando
através da vida de vocês. Um forte
abraço e até a próxima aula. Ciao. Ciao.

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