Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 19 | Neopentecostalismo | Jônatas Hübner
05/08/2026
Makários – Uma só fé, muitas tradições | Aula 19 | Neopentecostalismo | Jônatas Hübner
Módulo – "Uma só fé, muitas tradições"
Aula 19: Neopentecostalismo
Jônatas Hübner
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เฮ [música] >> [música] [música] >> Muito boa noite. Eu tô pequeno aqui no canto, não sei por, mas agora já estou ocupando toda a área possível. Seja muito bem-vindo, sejam muito bem-vindos, na verdade, ao nosso curso Macários. Hoje com uma aula especial. E o que ela tem de especial, ela também tem de polêmica. Então, por favor, meus caros, nós não queremos alimentar a polêmica aqui. Queremos analisar o movimento, analisar a os desdobramentos desse movimento e fazer aqui, obviamente, comparações, não, vamos dizer assim, pejorativas, mas de realidade, né? explicando por A + B quais são as diferenças e quais são as semelhanças entre a entre as linhas doutrinárias. a gente tem falado sobre eh uma só fé em muitas tradições. A intenção justamente por trás desse estudo é que a gente pare de ficar tentando pegar zoom na câmera, que isso está me deixando, eu tô botando a mão na frente, ela muda o foco, ó. Tá vendo? Isso está me dando um pouco de raiva. Então, deixa eu mudar o foco para o foco manual. E ela agora está focando manualmente, não vai mexer mais. Com isso resolvido, a mão não vai fazer mais diferença nenhuma. A gente vai agora conseguir para a nossa aula. E a aula de hoje é uma aula que eu falo polêmica e especial, porque ela mexe muito com a, como eu posso dizer, ela mexe muito com o sentimento das pessoas. Eh, é muito difícil, muito difícil você trazer ali para o chão, paraa terra, eh, um debate, um diálogo a respeito da Bíblia e da fé quando o sentimento está envolvido, porque você pode, sem querer, diminuir a o sentimento da outra pessoa, né? a pessoa pode se sentir menosprezada naquilo que ela está sentindo. E para muitos desses casos, em muitos desses ambientes e em muitas das situações que isso ocorre, essa diminuição ela cai, vamos dizer assim, no no no num ponto de eh de crença. E quando a gente vai lidar com crença, já falei de sentimento, agora falando de crença, eh, as pessoas elas têm muita dificuldade de mudar a sua crença apenas por conta do argumento, porque primeiro elas podem sentir que elas estão sendo ludibriadas, enganadas, e a segunda que elas estão perdendo algo. Então assim, nós vamos falar hoje, eu tô dando essa volta gigantesca aqui porque eu não sei como é que a gente vai chegar nesse ponto, mas nós vamos falar hoje sobre neopentecostalismo. E o neopentecostalismo, ele possui características muito, muito distintas. Eu tô querendo até entrar aqui e é importante a gente entender esse movimento do jeito que nós estamos tentando explicar aqui na IBNU, mais uma vez, sem querer afrontar aqueles que estão no neopentecostalismo e que acreditam no neopentecostalismo. A gente quer simplesmente levantar aqui, apontar os elementos que são palpáveis, vamos dizer assim, aquilo que é claro e evidente para todas as pessoas que é impossível de uma forma ou de outra. Eh, o som tá baixo. Tá ouvindo ali o pessoal falar? Deixa eu ver se o som tá baixo, Bel. E aí, Isabel que tá falando que o som tá baixo. Isabel, aumenta o volume. Eu acho que tá alto, Bel, porque meu meu sistema aqui tá no volume quase no máximo e eu já tive outras oportunidades onde eh as pessoas reclamaram que o som estava até rachando, porque eu falo normalmente forte e ráp e alto, como você bem sabe. Eh, e aí o que acontece? Esse movimento que a gente chama de neopentecostalismo, o movimento neopentecostal, ele é neo de novo, né? Vem essa partícula grega novo. Tá baixo também, Fred. Vamos começar perguntando de onde vocês estão falando, né? pessoal que tá aqui conectado com a gente, tem um pessoal que já é assído, a gente já sabe. Ah, você tem o Samuel, você tem a Isabel, você tem a Fê que tá com a gente. Ah, quem mais eu conheço aqui? A Sandra, a Cátia também já esteve com a gente outras vezes, tá sempre acompanhando. Ã, eu acho que todo mundo aqui tá acompanhando, mas se você é novo no canal, se você tá chegando agora, coloca aqui de onde você tá falando, de onde você tá ouvindo a gente. Ã, mas eu vou fazer até um teste, sabe? Enquanto a gente está aqui conversando, batendo esse papo inicial, já que a nossa aula já começou comando. >> Olha, o áudio no meu celular, tá bom, viu, Bel? Desculpa aí. Não, não é do lado de cá, não. Ah, então pessoal, vamos lá. Vamos entrar. Eh, vamos entrar no O Carlos tá falando, eu imagino que seja Ceará, porque o E e o R são próximos ali. Ele botou Crará, mas deve ser Ceará, né, Carlos? Ah, e aí o assunto hoje, como eu falei para vocês, é meio complicado, certo? Por quê? Porque a gente vai precisar entender os fatores. E olhe, não estou sendo exaustivo aqui, tá? Existe uma linha de pensamento que aponta esses fatores como sendo os fatores de formação do movimento neopentecostal. Como eu tava falando, o neo vem de novo. É uma partícula grega que indica novo pentecostalismo. O primeiro movimento pentecostal surge no final do século XIX. E a gente vai falar rapidamente sobre isso aqui. Eu vou até tentar pegar uma câmera mais aqui. Eu acho que essa posição aqui tá boa. Existem basicamente também ninguém aqui afirma categoricamente que é isso. Isso é o consenso. Mas pode ser que haja questionamento. Existe categ e basicamente três ondas do movimento pentecostal. A primeira onda, que é a onda do avivamento, ela começa no final do século XIX e tem eh um, vamos dizer assim, um ponto marcante em dois movimentos. um movimento que acontece na Suécia, que tem uma um movimento irmão que acontece nos Estados Unidos, o famoso avivamento da rua Azuza. E esses dois movimentos, inclusive o movimento que vem para o Brasil pentecostal, pentecostal, que começa lá norte, na região de Belém do Pará, é o movimento sueco, não é? Eu tenho amigos que são da Assembleia de Deus, que são eh bem bem, vamos dizer assim, eh instruídos na história da Assembleia de Deus. Eles sempre me lembram isso, que são dois ex-batis, né? São dois pastores suecos, ex-batistas que vão para, vamos dizer assim, vão fundar esse movimento chamado de movimento pentecostal aquela época. E é a origem do pentecostalismo clássico, como nós chamamos, que não é o foco da nossa aula. Isso já foi falado na aula nas semanas anteriores. Aliás, o Saum deu duas aulas sobre pentecostalismo nas semanas anteriores, certo? E aí dentro das igrejas históricas existe um movimento que é chamado de segundo movimento. Existe para vocês terem noção, talvez você não saiba disso. Eu tô falando aqui num num espectro um pouco maior, talvez você não saiba, mas existe um movimento carismático dentro dos movimentos históricos. E a igreja batista tem um movimento carismático próprio dividido da igreja batista. A gente pode afirmar até que a Assembleia de Deus, que talvez seja o movimento mais eficiente do Brasil hoje, eh, saiu também dos batistas lá na sua origem. Existe uma discussão se foram só dos Batisusa já é um movimento paralelo também. Mas dentro do movimento Batista houve uma cisão, mais ou menos ali no final dos anos 60, início dos anos 70, que surge uma convenção chamada Convenção Batista Nacional. Tem um famoso pastor conhecido, Enés Tonini, liderava esse movimento. Ele era da Convenção Batista Brasileira e saiu com um grupo de igrejas que passaram por esse movimento chamado de carismático. Carisma aqui, né, são uma palavra grega que vem de caris, que é graça. E o carisma são os dons graciosos de Deus. Então, era um movimento que valorizava ali dons específicos. E dentro do movimento histórico que estava suprimindo na visão deles esses dons, eles não poderiam continuar. E vai ter um dom de subir aos céus já já dessa cachorra aqui, se ela não ficar quieta e dormir. E aí, eh, esses dons foram valorizados, foram ampliados, vamos dizer assim, foram tratados como dons relevantes e importantes. E aí houve essa cisão ali por volta do final dos anos 60, início dos anos 70. E não aconteceu apenas na igreja batista. Outras igrejas históricas como presbiterianos também tiveram esse movimento de ruptura, certo? Mas nós focaremos nessa aula no terceiro movimento, que é o movimento neopentecostal, que acontece já no final dos anos 70 paraa frente. E esse neopentecostalismo tem características bem distintas do segundo movimento, que é o movimento carismático, porque ele vai se ancorar em verdades ali que estão envolvidas na sociologia, na antropologia e também no pensamento filosófico. esses três pilares ali vão vão formar essa base que vai gerar o neopentecostalismo. E e aí tem algumas questões que são importantes vocês guardarem, porque a gente vai ver isso mais na frente. Por exemplo, confissão positiva, prosperidade, guerra espiritual, territorial, apostolado hierárquico. Daqui que nós vamos partir para entender o que que é esse movimento neopentecostal. Essa tipologia das três ondas costuma ser associada a autores como Vinon Seam e C. Peter Wagner é uma ferramenta historiográfica, não uma classificação bíblica. Isso é importante. Is que a história, olhando para a história desses movimentos, classifica. Todo o conteúdo teológico dessa aula será avaliado por um único critério que é o texto bíblico afirma e em contexto especificamente, porque nós vamos ter problemas interpretativos de textos bíblicos que vão gerar algum desses movimentos que vão, vamos dizer assim, vão ser o suporte que esses movimentos vão estar alicerçados. eh eh a a vamos dizer assim, posicionados. Aí vem mais uma vez o que eu quero dizer, que eu já disse no início da aula. É uma aula polêmica porque envolve sentimentos. Então muitas vezes você vai sentir que aquilo que está sendo falado aqui não condiz com o que você acredita. E tudo bem, não tem nenhum problema com relação a isso. O apontamento que a gente vai fazer aqui é dentro da análise histórico-crítica do texto bíblico e não apenas, vamos dizer assim, do achismo da que a gente acha que tem que ser assim e acabou. Não é essa a nossa intenção. OK. E qual é a questão que a gente vai ver aqui? Quais são as origens e quais são os precursores desse terceiro movimento aí dos Estados Unidos para o resto do mundo? Eu não quis colocar aqui nem a Suécia como movimento pentecostal, porque a gente já falou eh eh foi feito na aula passada e nas aulas passadas, mas principalmente porque o neopentecostalismo ele tem uma raiz muito muito clara no ambiente norte-americano. Eh, ele pode até, vamos dizer assim, postulantes em outras regiões do mundo, mas ele é categoricamente um movimento que surge nos Estados Unidos e existem elementos eh históricos que que facilitaram e que são importantíssimos. A gente pode mencionar aqui, por exemplo, o papel que a gente falando de tecnologia, né? O papel que a prensa teve na reforma protestante de Martinho Lutero, a gente já discutiu isso na aula sobre luteranismo e sobre eh reforma protestante também, que na cidade de Wittenberg, onde Lutero era professor, doutor lá em teologia e professor da faculdade, foi instalada uma prensa igual a de Gutemberg, ou seja, copiando o modelo de Gutemberg ou talvez até mesmo feita por pelo próprio Gutemberberg, essa informação que eu não tenho agora. Eh, mas foi instalada lá e essa prensa facilitou a distribuição dos materiais de ensino na faculdade, na universidade. E por conta disso, os materiais criados por Lutero espalharam-se rapidamente pelo ambiente alemão. Nós podemos dizer que tecnologicamente a virada do rádio pra televisão também impactaram a expansão do neopentecostalismo, porque ele foi amplamente favorecido pelos teleevangelistas ou pelo movimento teleevangelístico, aquele movimento que acontecia nos nas televisões, nas redes de TV e que a gente vai avaliar isso aqui de um ponto um de de um de um uma postura, vamos dizer assim, mais sociológica e e e até até mesmo de marketing e business. É um movimento que gerava um fluxo de recursos muito grande, o que facilitou e potencializou ainda mais a expansão do neopentecostalismo. Eu estou no ponto um e antes de eu entrar no ponto um, quero dizer que se você tiver alguma dúvida, a gente não falou isso no início, mas a gente sempre quer lembrar, pode colocar no chat, a gente vai responder no final da aula. Se a dúvida estiver exatamente conectada com o que está falando, eu vou trazer isso aqui para frente paraa gente poder debater o assunto, tá? Então vamos lá. Quais são os pacot, vamos chamar assim de o pacote da terceira onda, conceitos compartilhados e que foram expandidos por esse pessoal? Primeiro, a questão da confissão positiva ou semeadura. A fé como força que declara realidades materiais, a oferta financeira como a semente com retorno garantido. Como base, muitos apontam Malaquias 3:10, que é o famoso trazei o dízimo à casa do tesouro, né? Com Marcos 11:24. Esses dois textos têm essa base que, vamos dizer assim, potencializa essa visão, só que eles estão colocados fora de um contexto específico do e também da aliança de Deus e do gênero literário que está sendo tratado ali naquele momento. Outro ponto, cura na expiação, ou seja, cura física como um direito incondicional garantido pela obra de Cristo na cruz. E isso aqui gerou problemas sérios. Eu tenho particularmente [limpando a garganta] exemplos pessoais que não aconteceu comigo, mas com parentes meus, eh, de problemas gerados por esse tipo de afirmação aqui, tá? Ao lado do perdão de pecados. Ou seja, a base era a leitura de Isaías 30 4 e 5 e Mateus 8:17. Guerra espiritual territorial, mapeamento espiritual e identificação de espíritos territoriais sobre cidades e nações. Qual é a base? Uma extrapolação de Efésios 6:10 e 12, tá? 10 a 12. E esse apostolado é autoridade hierárquica, que é muito forte no movimento, títulos de apóstolo e profeta concedidos por performance de liderança, com a ideia de ter uma estrutura de obediência vertical. Também a base é o uso expandido de Efésios 4:1, que é uma das listas de dons, né? Uma lista que eles consideram ser hierárquica. Eu vou até abrir a minha briba aqui pra gente ver. Efésios 4 verso 11. O que que nos diz o texto? Ah, exatamente. Ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres. a ideia de que essa lista está sendo categorizada aqui, ou seja, você tem uma hierarquia funcional, uma hierarquia aqui dentro dessa lista que está sendo colocada aqui. Quatro blocos compartilham uma mesma lógica de fundo, um fio condutor crítico dessa aula, a ideia de que Deus se torna de alguma forma obrigado a curar, a enriquecer e a agir mediante o cumprimento de uma condição humana. Ou seja, a partir do momento que eu cumpro essa condição determinada pelo meu líder, Deus está obrigado a agir em meu favor. E isso é um problema gravíssimo. É isso que a gente vai ver aqui como alguns exemplos que acontecem na vida real. Talvez você conheça, talvez você nunca tenha ouvido falar, mas esse homem é muito importante. IW Ken ele é um homem, ele não é pastor, ele era um cientista. cientista, não, ele trabalhava na universidade, ele era um um estudioso acadêmico, passou pela escola de oratória num período em que ela era um polo de circulização do New Thought, que era uma novo pensamento. Ele tinha a formação metodista. E qual é a grande, a ideia desse New, esse novo pensamento? Era uma corrente metafísica americana que pregava o poder da mente da palavra afirmada sobre a realidade física. Olha quando que acontece isso. Entre 1892 e 1900. 1892, 1993, ele tá no Emerson College of Oratory que fica em Boston, certo? E esse autor chamado McConnell, eu vou, eu coloquei no final dos slides aqui uma lista bibliográfica para vocês eh se aprofundarem no assunto. Se vocês quiserem se aprofundar no assunto. Eh, para ele, ele vai defender que essa passagem foi decisiva para sua teologia. Já o biógrafo oficial de Canon, que é John Mcintire, contesta essa leitura dizendo que essa passagem dele pelo pelo curso de oratória foi decisiva. É um ponto histor historiograficamente disputado, não um consenso fechado. Ou seja, qual é a ideia por trás desse novo pensamento, desse new thought? Kenion ensinava que o conhecimento dos sentidos, o que se vê, sente e mede, é inferior e enganoso, enquanto o conhecimento da revelação recebido da palavra ou de uma palavra pessoal de Deus deveria prevalecer mesmo contra a evidência física. é a base conceitual que um grande postulante do neopentecostalismo, da doutrina neopentecostal, que é Kenneth Hagen, vai utilizar para produzir o seu conceito de rema, que é aquela palavra divina. E essa identificação, ou seja, o crente estaria tão unido a Cristo que compartilharia legalmente não só o perdão, mas o status de autoridade, de saúde, de prosperidade de Cristo, estendendo a obra da cruz para muito além do perdão de pecados. Ou seja, não apenas perdoava os pecados, a obra da cruz de Cristo, mas ela empoderava as pessoas que estavam perdoadas pela cruz de Cristo. Certo? Um quarto elemento que é mais controverso ainda, Kenan ensinava que Jesus morreu espiritualmente na cruz, separado do Pai, tendo assumido a natureza de Satanás e precisou renascer no inferno antes da ressurreição. Essa doutrina Jesus died spiritually, que é chamada de JDS, é mais é a mais atacada por críticos evangélicos fora do movimento, por parecer negar que Cristo permaneceu plenamente divino durante a sua morte. vocês não leram porque eu estou na frente agora. Dá para vocês lerem tudo aí, tá bom? Então, essa doutrina é extremamente importante, extremamente perigosa, porque ela muda a natureza de Cristo no momento da sua morte. Essa doutrina não foi criada por Kenan, só para vocês entenderem, essa é uma doutrina antiga, já era uma parte das heresias combatidas lá pelos pais da igreja que está que voltou com muita força nesse momento da história americana, certo? Então vocês estão vendo que o pano de fundo está sendo armado para esse movimento que vai surgir aí na terceira onda. E aí que vemos a conexão entre Ken e Kenneth Hagen, que é talvez o maior eh expoente do início do neopentecostalismo. Ele tem vários livros. Eh, tem um livro que é famoso, já tô confundindo se é Kenneth Hagen. Deixa eu ver aqui. Ela sumiu agora. É, não é do, é de um seguidor dele que é um discípulo dele, tava confundindo com Benny Hein, exatamente, que é o Bom Dia Espírito Santo. O livro principal do Hagen eh vai ser esse que é o chamado a autoridade do crente, né? Ah, então olha só, Kenan vai escrever, ele é autor de The Hidden Mans of Faith, ou seja, o homem escondido e os dois tipos de fé. Ele sistematizou o pacote doutrinário que veremos Hagen reproduzir quase que integralmente. E aí em 1917 nas Ken Hagen vai morrer em 2003. Olha a longevidade dele, chamado de pai da the word of faith, né? A a a a palavra da fé, ou seja, sua obra mais citada é a autoridade do cristão, autoridade do crente, The Believer Authority. Ele fundou o Rema Bible Training Center, formando gerações de pregadores da confissão positiva. Eh, no seu livro A Different Gospel, que é de Dan McDi para vocês, esse é o livro que, vamos dizer assim, faz uma análise bem crítica do movimento. Eh, e esse McDo é formado na Orel Roberts University, documenta a dependência textual de He em relação a Kanyan, incluindo passagens muito próximas, sem citação. De fat dizendo que que Hegan, na verdade plagiou mesmo o material de Kenon. Demonstra que Hegnan reproduziu não só o vocabulário, mas a estrutura doutrinária inteira de Kenon. Revelação versus sentidos, identificação, confissão positiva e até a doutrina da morte espiritual de Cristo foi pregada por Kenneth Haag no momento em que ele surge aí como um expoente do movimento neopentecostal. E aí o nome do próprio movimento é a palavra, é rema, ou seja, é o logo os versos do rema em Hegen. Rema é uma palavra grega que é tá é uma das formas de você traduzir a palavra de Deus no na Septoaguinta. Ou seja, Hegen vai distinguir esses dois. Ele distingue logo os que é a palavra escrita, o sentido geral das escrituras de rema, que é uma palavra falada, vivificada por Deus para uma situação específica. Muitas vezes os profetas falas assim: "Diz o Senhor". Aquele diz o Senhor é o rema e não logos, né? Não é, ou seja, a palavra do Senhor, né? Quando o profeta vai falar, essa é a palavra do Senhor. Então ele vai, a tradução da Septoaginta virou rema e não logos. Então ele pegou essa divisão eh linguística, essa essa variante linguística para dizer que era uma palavra específica do Senhor, criando um movimento que acreditava que havia uma palavra específica de Deus, que é diferente da palavra escrita do Logos. Foi esse conceito que batizou o Rema Bible Training Center quando recebeu o que descreveu como ordem direta de Deus. Vaiá ensinar fé ao meu povo. Heigen chamou isso de uma palavra rema e não quis colocar o próprio nome na e quis e não quis colocar o seu próprio nome na instituição. Como que o movimento utiliza esse termo, né? Quando um crente recebe uma palavra rema sobre cura, prosperidade ou decisão específica, pode ficar firme nela pela fé, como se fosse uma revelação pessoal com autoridade equivalente à escritura. E aí vem, a gente tá usando vários termos em inglês aqui, eu vou usar mais um termo em inglês, the jump of the cat, certo? Aí vem o polo do gato. Por quê? Porque olha só como é que funciona. Se você recebe uma palavra ema, você pode ficar firme pela fé. Se a palavra não se cumprir, adivinha de quem foi a culpa? Foi da palavra ou foi de você que não teve fé? E aí você não tem erro nunca? Qual é a crítica linguística que está por trás aqui? Porque no grego do Novo Testamento e da Septoaginta, logos e Remas são empregados de forma intercambiável. Existe um texto do Saião quando vai falar sobre eh o agapa e o Filéu lá em Mateus, em João capítulo 21, que durante algum tempo foi interpretado como Deus, diminuindo o poder do seu amor para que Pedro pudesse se sentir incluído. Ou seja, Pedro se lamenta porque Jesus, em vez de utilizar o amor forte, que é o agapau, utilizou o Fil. Saião mostra através do próprio texto de João que João utiliza Filéu e agapau intercambiavelmente. Então, por exemplo, quando Jesus aparece, quando Jesus tem a a a os céus abertos e a a voz de Deus é ouvida dos céus, este é o meu filho amado. Eh, o amado ali, a palavra que Deus usa é filé e não agapa. Ou seja, o João escreve fil e não agapa. Então, essa é uma forma estilística de escrever o texto. E aí o que que acontece? Isso acontece no Antigo Testamento e no Novo Testamento, no caso acepto aginta, que é o texto grego, e no Novo Testamento, que é todo escrito em grego. As duas palavras, rema e logos, são intercambiáveis. Então não há uma distinção técnica de que uma é a palavra de Deus e outra é a palavra de homem. Não existe isso no texto bíblico. E essa forma de pensamento que o Word of Faith atribuiu, ela não tem base bíblica. O vocabulário do movimento não corresponde ao uso bíblico real da língua, certo? E aí o que que vai acontecer? Qual é o desdobramento dessa linha? Hagen vai ter seus seguidores, [roncando] não é? Então, por exemplo, eh vai haver uma difusão, uma expansão internacional desse movimento, né? Hagen vai criar esse movimento eh lá nos Estados Unidos e várias pessoas que vão aos Estados Unidos e que saem dos Estados Unidos vão empregar esse mesmo conceito, essa mesma ide ideiaria ali em lugares diferentes do mundo. Então, por exemplo, Kenneth Copland, ele é discípulo direto de Hagen e ele é autor de The Laws of Prosperity, as leis da prosperidade, um dos maiores fusores do World of Faith via teleevangelismo, levando o pacote doutrinário à escala internacional. Isso é uma questão que eu mencionei para vocês. O teleevangelismo americano era vendido para outros países, não é? Os televisões dos outros países compravam o pacote teleevangelístico e faziam as traduções, as dublagens. E muita gente mandava dinheiro para esses programas através dos dos pedidos de recursos que eram feitos, né? Você tem Peter Wagner e Cindy Jacobs. Wagner, que é ator de Confronting the Powers, ou seja, Confrontando os poderes, sistematizou a guerra espiritual em nível estratégico e articulou o que ele chamou de a nova reforma apostólica. Jacobs, que é escreveu e possessing the gates of the enemy, ou seja, possuindo os portões, as a os portões do inimigo, popularizou o mapeamento espiritual. Com certeza. Eu aposto aqui que muitos de vocês conhecem um livro da Rebeca Brown chamado Ele veio para libertar os cativos. Tem muito desse livro, dessa doutrina que está sendo apresentada aqui. Certo? A vamos para a Coreia. A Coreia estava como expansão do cristianismo nesse momento da história. E um grande pastor evangelista lá, David Jong Show, não é? pastor da Yoid Full Gospel Church, pioneiro do modelo de crescimento por células. A igreja dele expandiu e explodiu na Coreia, não é? Influenciou a estrutura organizacional que na América Latina se tornaria o famoso G12, que é exatamente o movimento eh de César Castelhanos. César Castelianos na Colômbia sistematizou o que ele chamou da visão dos G12, ou seja, ele é função fundador da Missão Carismática Internacional em Bogotá, 1983, o ano em que eu nasci, e eu não tenho nada a ver com isso. Inspirado em Yogia. Ele cria essa visão G12, governo de 12, hoje um dos modelos institucionais mais influentes do neopentecostalismo latino-americano, certo? E aí, eh, e aí esse movimento se espalhou, obviamente chegou no Brasil com muita força. Muitos batistas, tradicional batistas aceitaram a visão, entenderam que esse era um movimento correto e se transportaram, ou seja, se transicionaram para eh esse movimento G12. Então, várias igrejas assumiram ali o modelo G12 de células e havia muita questão, vamos dizer assim, pouco esclarecida nos encontros, né? Eram encontros extremamente carismáticos também, encontros de muita fé e de muita muitos segredos, muitas coisas secretas acontecam nesse encontro. E eu falo isso com conhecimento de causa, porque no momento em que o G12 chegou no Brasil e ele se espalhou pelo campo baiano, eu morava na Bahia e meu pai era secretário executivo da Convenção Batista Baiana e ele enfrentou a primeira onda do G12 na Bahia. Depois teve outras outras ondas. Eh, hoje esse movimento inclusive não tem tanta força assim no ambiente brasileiro. Ele só reproduz dentro das próprias igrejas que assumiram o movimento, mas ele não consegue assim tantos novos adeptos eh aqui no Brasil. Certo? Agora a gente vai fazer uma breve análise bíblica para entender se há pertinência, se há conexão eh bíblica desse movimento ou o que nós podemos eh entender como positivo desses movimentos, né? Então, por exemplo, a confissão positiva e a ideia da semeadura financeira. Marcos 11:24 diz isso. Portanto, eu digo a vocês, tudo que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam e assim lhes acontecerá. Essa é uma versão do versão de do amanhã, né? Deixa eu pegar uma versão NVI aqui. Eh, a NVI diz o seguinte, portanto, eu digo, aliás, na verdade, essa versão é NVI, desculpa aí, tá tudo certo. Então, Malaquias 3:10 é o texto famoso, né? Traz, tragam o dízimo ao depósito do templo, ponham-me à prova, diz o Senhor do Exército, e vejam, senão vou abrir as comportas dos céus e derramar tantas bênçãos que vocês não terão onde guardá-las. Isso aqui é uma questão muito específica de Israel, caso tenha um curso de Malaquias no nosso canal aqui, que qualquer tempo paraa frente aqui vai estar na nossa plataforma também. E se não já se já não tiverem adicionado, eh, vale muito a pena vocês entenderem o que que Malaquias está tratando nesse momento aqui. Malaquias está tratando da negligência dos sacerdotes no templo e da negligência do povo com o templo. Então, assim, ele vai acusar o povo disso. E não é uma promessa divina, não é? Não é uma promessa de retribuição divina. Ele está apontando a falha de caráter do povo e do cuidado que Deus havia determinado com o templo. Então aqui nós temos um deslocamento crítico. Em Marcos 11 trata de fé na oração dentro do ensino de Jesus sobre perdão, certo? Ele está falando sobre perdoar as pessoas, não é exatamente, ó? Eh, quando ele diz, "E quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no para que o Pai Celestial também perdoe os seus pecados." Essa é a sequência do verso 24, no caso, no verso 25, perdão. Eh, e aí você tem Malaquias 3, sendo o mandamento da aliança mosaica ligado ao sustento dos levitas, dirigido a Israel sob a lei. Transformar isso em mecanismo transacional, dou, logo Deus deve retribuir, não está no texto. Isso foi acrescentado a ele. Isso é um problema muito sério, porque é uma doutrina defendida. E assim, para mim, há uma questão até meio que espiritual envolvida aqui, não é? Ou seja, há uma, eu falei para vocês que envolve sentimentos, né? que muita gente pode se sentir bem nesse ambiente. Ou seja, se Deus prometeu e ele vai cumprir, então é o ambiente onde eu quero estar, é o ambiente em que eu quero, vamos dizer assim, estar envolvido. Só que a gente não encontra eco teológico. A gente não encontra, como vocês estão vendo no texto bíblico, com eco que sustente essa posição. Ponto número dois, cura como um direito garantido. Existem muitos cultos de cura e não tô dizendo aqui que não haja cura, porque a cura não depende do que faz a cura, mas da fé daquele que está, né? Obviamente o que faz, eu tô falando do pastor, né? Porque depende tudo de quem faz a cura, que é o próprio Deus e o seu filho Jesus Cristo, que curou tanta gente enquanto esteve aqui. Mas assim, a Jesus sempre testava a fé da pessoa. A fé era o ponto central que Jesus apontava como o o fator motivador, vamos dizer, né? E aí diz Isaías 53: "Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou nossas dores. O co, o castigo que nos trouxe paz estava sobre ele e pelas suas feridas fomos curados". Mateus 8 vai dizer: "E curou todos os doentes. Isso aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías. Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e curou as nossas doenças." É claro que Isaías está falando aqui no tempo escatológico e Jesus aqui aponta como o início do cumprimento disso. A grande questão é tornar isso um ponto obrigatório de Deus, certo? Aqui tem um debate real, né? tem um exagero específico. Há uma divergência legítima entre teólogos evangélicos sobre o alcance da cura na expiação. O problema específico deste movimento que nós estamos falando é tratá-lo como direito incondicional e imediato, desconectado da esperança escatológica da redenção plena do corpo de Romanos 8:23. Eu vou até ler para vocês Romanos 8:23, que não está aqui no texto. Eh, mas o que que vai nos dizer esse texto de Romanos 8:23? Olha só. E não só isso, mas nós mesmos temos os primeiros frutos do espírito, que temos os primeiros frutos do espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção de filhos à redenção do nosso corpo. Ou seja, a redenção do corpo, ela é uma promessa escatológica. E claro, quando nós falamos de escatologia, nós não vamos entrar nesse assunto aqui hoje, mas existe uma visão que é a visão anacrônica, ou seja, a crônica, na verdade não é nem anacrônica, ela é acrônica, porque ana é crônico de novo, né? É você pegar uma coisa que tá lá atrás e tá reproduzir aqui na frente ou pegar uma coisa da frente e colocar lá atrás. Nós estamos falando de uma coisa que não pertence ao Cronos e sim ao cairoz. Ou seja, essa redenção que o apóstolo Paulo está falando em Romanos 8 aqui pode ser instantânea na morte. Porque a partir do momento da morte você se desvincula do espaço tempo cronológico. Isso aqui é uma questão até metafísica. E eu não vou entrar muito no assunto, mas existe campo aqui para um debate gigantesco filosófico. Mas assim, a ideia de que o apocalipse está acontecendo nesse momento que nós estamos vivendo, porque Deus é o Deus que veio início, meio e fim. Ele não está preso ao cronos que nós estamos. Então, a partir do momento que nós nos desvinculamos dessa existência através da morte, somos resgatados por Cristo para uma nova vida. Fomos salvos, estamos sendo salvos e seremos salvos. Essa é a doutrina da salvação que nós apresentamos no Novo Testamento. Mateus cita Isaías para interpretar o mistério terreno de cura de Jesus como sinal messiânico, não como cláusula que obriga Deus a curar toda a enfermidade sempre que houver fé suficiente. Olha que interessante essa análise que nós estamos vendo aqui. Tudo bem? E aí nós temos uma temos temos a sequência. Pessoal, eu tô vendo que estão chegando perguntas, a gente vai responder no final pra gente não perder o fluxo aqui da aula, tá bom? [roncando] Eh, ganha o indivíduo, ó. Esse aqui talvez dos mais complexos dentro da sociedade, principalmente da sociedade brasileira e latino-americana, que essencialmente é uma sociedade mais pobre. Nós temos movimentos americanos de prosperidade que fazem igrejas virarem mega churches. É, existe inclusive um cara que o sobrenome dele é Dólar, eu esqueci a Dólar, Chris Dollar, se eu não me engano o nome dele, que é grande defensor desse movimento eh da da prosperidade e ele mora numa mansão digna de Hollywood, dos caras que fazem filme, que o o pega aquele ator lá no Robert Downy Júnior, que fez o Homem de Ferro nos nos universo da Marvel, lá Marvel, DC, sei lá, acho que é Marvel. Eu sou péssimo desse negócio. Eh, mas ele, cada filme, ele colocava milhões de dólares no bolso. Milhões de dólares no bolso. Um cara desse ter uma mansão, OK, um pastor ter uma mansão avaliada em milhões de dólares num terreno que é do tamanho do Morumbi, do estádio do Morumbi, entendeu? é gigantesca a casa dele, um negócio absurdo. Então assim, esse é o movimento que talvez mais mexa com os brios e com os corações, porque todo mundo quer prosperar, todo mundo quer viver bem. Alguns ainda pensam em viver bem para abençoar os outros. Alguns conseguem viver tão bem que já inverteram a moeda. Em vez deles darem 10% e ficarem com 90, eles doam 90 e vivem só com 10 e estão super bem. Isso não precisa ser rico para fazer, não precisa ser multimilionário para fazer, não precisa ser bilionário para fazer. Você pode fazer isso com o pouco que Deus tem dado a você, ser fiel nos seus, nas suas ofertas, nos seus dízimos, na sua contribuição, crendo que Deus vai suprir as suas necessidades. Nenhum problema com relação a isso. Aí a gente pode voltar em Malaquias. Malaquias vai afirmar que o Deus é zeloso e misericordioso com o seu povo. Ele não vai deixar o povo passar necessidade se o povo for honesto, justo e tiver o coração no lugar certo. Agora, se o povo estiver com pedidos próprios, Thago vai bater de frente com isso aqui. Thiago vai falar: "Quando vocês pedem, não recebem, vocês pedem para os seus próprios prazeres. Estão pedindo mal e é por isso que não recebem". E aí nós temos esse movimento muito forte. Começou a partir dos anos 2000. essa teologia, ganhar muita força, essa teologia da prosperidade. Joel Austin, esse cara já tá muito processo nas costas dele nos Estados Unidos, vocês podem pesquisar depois. Teve o bestseller número um do New York Times por algum tempo, ó, por 2 anos, mais de 8 milhões de exemplares vendidos. É, o nome do livro dele era, como é que é? A vida hoje, esqueci agora o nome do do do your best life now. Exatamente. A sua melhor vida hoje, certo? eh marca a virada do sofrimento como prova de fé para prosperidade como sinal de bênção. Esse era um pensamento que dentro do judaísmo do segundo tempo estava inserido. Só para vocês terem ideia, havia a ideia de que se a pessoa passava dificuldades na vida é porque Deus estava pesando a mão contra ela e de que se ela tinha recursos e riquezas é porque ela era abençoada por Deus. Essa é uma ideia que não é nova novamente, não é uma ideia criada nesse momento. É uma ideia que está sendo eh requentada no no nosso tempo. Críticos evangélicos apontam o uso de versículos isolados fora do seu contexto. Por exemplo, Gênesis 1:26 a 28 vai dizer: "Dominem". Ou seja, dominem a a a natureza, né? É a vocação humana sobre a criação, não controle sobre finanças pessoais. Então, pega, por exemplo, Filipenses 4:19, escrito a uma igreja que acabara de fazer um sacrifício financeiro pelo apóstolo Paulo, suficiência para as necessidades e não para acúmulo de riqueza. Paulo fala em segundo aos Coríntios 8:9 da pobreza voluntária de Cristo como modelo de generosidade sacrificial, que é o oposto do enriquecimento pessoal. Ou seja, há muito mais eh muito mais elementos apontando para esse esse desprendimento material do que elementos falando que você deve buscar excelência e prosperidade e e opulência no ambiente em que você está vivendo hoje, certo? E aí tem um problema que Deus nesses movimentos é colocado no banco dos réus. Porque o que que acontece? Eles vão pegar, por exemplo, João 3, eh, terceira João 2, quer dizer, e no verso 2 dizendo: "Amados, oro para que vá tudo bem com você e que tenha boa saúde, assim como vá bem a sua alma". Deuteronômio 28, por exemplo, que essa aliança condicional, bênçãos e maldições dirigidas a Israel sob a lei mosaica, como nação em aliança sinaítica com Deus. O pessoal pega esse texto e fala: "Se vocês seguirem os meus mandamentos, vocês serão prósperos. Se vocês desobedecerem, vocês serão punidos". E aí, nessa nova aliança, a igreja não está mais sob a aliança mosaica. Ela não tem que seguir os preceitos da lei, a não ser a lei moral, certo? Você queira aplicar Deuteronômio 28 diretamente ao crente hoje, ignora essa descontinuidade. Ou seja, nós não temos, porque se nós temos que seguir a lei, nós temos que seguir a lei toda a risca. O que ficou para nós seguirmos é a lei moral, não a lei sacrificial, que é o que Moisés está apontando aqui nesse momento no povo ali, na entrada do antes do povo entrar na terra de Israel, certo? João 3:2 é uma saudação de abertura de carta pessoal, uma fórmula epistolar comum no mundo greco romano. Ou seja, se Deus deve prosperar quem tem fé e dá com fé, a graça deixa de ser dom e se torna dívida contratual. É o oposto do que Paulo vai ensinar, por exemplo, em Efésios 2 de 8 a 9, que aquele por pela graça vocês são salvos mediante a fé. E isso não vem de voz, é dom de Deus, não vem de obras para que ninguém possa se gloriar seus próprios feitos. Certo? E aí você tem esse problema. Por quê? Quando você tem isso aqui, eu não falei, né? Você obriga Deus a responder positivamente a sua fé e a sua oferta. Isso não é bíblico também. Então você tem essa guerra espiritual territorial. Paulo vai falar aos Efésios, nossa luta não é contra carne, contra seres humanos, no caso, né? Carne e sangue é uma versão antiga, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. O que que esse texto não diz? Não há em Efésios 6 e nenhum nem em nenhum outro texto do Novo Testamento instrução para identificar, nomear ou declarar espíritos territoriais sobre cidades e países, nem para promover mapeamento espiritual. Esse desenvolvimento associado a Wagner e a Jacob sem base textual direta, certo? Qual é o contexto imediato que está aqui em Efésios capítulo 6? Paulo descreve a resposta: vestir a armadura de Deus, ou seja, verdade, justiça, o evangelho, a fé, a salvação, palavra e oração, vida de santidade e vigilância, não metodologia geográfica. Ele tá utilizando uma imagem de batalha para dizer como deve ser a vida do cristão contra essas autoridades aí que estão se juntando contra o povo de Deus, certo? E aí nós temos a questão do G12, do apostolado superior hierárquico, né? Como é que funcionava o modelo G12? Ou funciona? Um líder forma 12 discípulos, cada um desses forma outros 12 em células, que é uma pirâmide, é um sistema piramidal de multiplicação com o título de apóstolo concedido a quem sobe na hierarquia por mérito de crescimento numérico. Ou seja, se você formou um uma célula de 12, você vai ampliando eh o seu a sua gestão e aí você vai ganhando cargos hierárquicos dentro da comunidade. Pesquisadores e ex-membros documentam a associação do modelo como autoritarismo, com autoritarismo, obediência estrita à visão do líder e casos de abuso espiritual. Eu conheci uma igreja, eu conheci o pastor dessa igreja que em um momento como prova de fidelidade exigiu que toda a igreja raspasse a cabeça e o todos os pelos do corpo, como se fosse um voto de nazireu. Homens e mulheres e todo mundo fez. OK? Eu conheço. Se você estava lá nesse ambiente e achou que tava certo, Deus abençoe. Não tenho nada contra, até porque cabelo cresce de novo. Então assim, segue a vida. Qual é o uso expandido que acontece aqui? apóstolo como um cargo, como a gente mencionou a lista dos dos dons lá de Efésios 4:11, a lista apóstolo entre os dons dados à igreja, mas o termo tem no restante do Novo Testamento sentido técnico e restrito. Os 12 apóstolos e Paulo são testemunhas oculares comissionadas por Cristo ressurreto. O que é um problema para algumas alguns centros de discussão hoje se existem apóstolos nossos dias. Eh, se você for me perguntar, existem apóstolos no meio neopentecostal. Eles se autodenominam apóstolos no mesmo apostolado dos apóstolos de Jesus Cristo. Para as igrejas mais tradicionais, o apostolado é exatamente isso que está mencionado aqui. São testemunhas oculares comissionadas, porque a palavra apóstolos do grego significa enviado. Isso é uma pessoa que foi enviada. Então Jesus enviou os 12 como seus apóstolos. Vocês são os meus enviados. Serão meus apóstolos. Paulo foi encontrar com Jesus no caminho para Damasco e Deus Jesus o enviou. Deus mesmo vai falar para Ananias que ele será enviado de Deus para os gentios, apóstolo dos gentios. Palavra apóstolo é enviado. Não é uma cargo, uma autoridade superior. Ainda que eu creia que há uma unção especial nesses 12 e no apóstolo Paulo, porque a morte que eles sofreram, vários outros vão sofrer depois, mas eles foram os primeiros. Então eles foram os primeiros mártires e por conta disso precisavam dar o exemplo de qual seria a vida esperada daqueles que querem seguir fielmente a piedade da vida cristã. Certo? Qual é o padrão do Novo Testamento? O padrão de governo local que o Novo Testamento efetivamente descreve é a pluralidade de anciãos. Não é uma hierarquia piramidal, nem de autoridade única. E outra, existem as funções, funções de presbíteros e de epíscopos, que nada mais são do que líderes locais e líderes maiores. Líderes maiores, ou seja, líderes que reúnem grupamentos maiores, são chamados de epíscopos, que são os pastores. Epíscopo e bispo são sinônimos, certo? Então, quando a pessoa assume um bispado, na verdade ela está assumando, assumindo uma posição de gerenciamento hierárquico superior. Para alguns modelos, isso se torna também uma posição espiritual, não é o que nós defendemos de acordo com o texto bíblico, OK? Eles têm outras formas de entender isso e segue o jogo, segue o baile, a gente não pode fazer nada. Quais são os desdobramentos que nós vemos no Brasil, né? Nós temos como exemplo claro aqui o surgimento da IURD na Igreja Universal do Reino de Deus que surge com Edir Macedo em 1977 no Rio de Janeiro. Maior e mais influente igreja neopentecostal brasileira com forte presência na mídia. Tem a rede Record que é do seu canal, tem hospitais aqui em São Paulo, tem um instituto, um um hospital chamado Moriá e possui uma ampla ramificação internacional. Eh, publicação de referência, por exemplo, orixás, cabôclos e guias, deuses ou demônios. Mais de 3 milhões de exemplares vendidos e também vida com abundância feito em 2000, síntese, respectivamente da guerra espiritual e da teologia da prosperidade. Esses dois livros foram publicados aí pelo pessoal da IURD, certo? Ela funciona como matriz genealógica de boa parte do neopentecostalismo brasileiro. Vários líderes das igrejas seguintes começaram como pastores dentro dela antes de fundar suas próprias denominações. Então vocês vão ver, por exemplo, R Soares era um dos pastores da Igreja Universal e a STI da Igreja Universal Fundar Internacional da Graça de Deus. Ele é cunhado de Ed Macedo. Converteu-se ao ministério eh em 1968 após ler Cure os enfermos expulsos demônios de T. Osborn, certo? Eh, depois isso surge no Rio de Janeiro também. Aí Valdemiro Santiago em Sorocaba, funda a Igreja Mundial do Poder de Deus. De Deus, também é um ex-pastor da Igreja Universal, onde foi desligado. Hoje a igreja dele ultrapassa mais de 4.000 templos de acordo com os números do censo do IBGE. é o movimento que mais cresce no Brasil, é o maior número de igrejas sendo abertas no neopentecostalismo, tá? E você tem aqui em São Paulo, surge em 2006, o Agenor Du, que funda a Igreja Apostólica Plenitude do Trono de Deus, após passar pela Universal e pela Mundial, repetindo o padrão de cisma sucessivo. Um padrão que se repete, vocês podem ver, liderança se forma dentro de uma igreja, acumula capital simbólico e base de fiéis, se desliga para fundar a própria marca, mantendo o mesmo pacote doutrinário com pequenas variações de ênfase e de branding. Ali eles colocam uma nomenclatura diferente e apostam em algumas práticas ali parecidas, mas assim, copia, mas não faz igual. Basicamente é isso. O G12 no Brasil temos um expoente lá em Manaus chamado Renê Terra Nova, trouxe a visão para o Brasil após participar de um encontro da Missão Carismática Internacional em Bogatá. E ele rebatizou o modelo no Brasil como M12, né? E também nós temos outros dois movimentos que surgem desse movimento neopentecostal, que líderes que foram consagrados apóstolos na mesma cerimônia associada à difusão desse modelo, né, que é a bola de neve e a Lagoinha. Eh, a Lagoinha, inclusive, uma igreja de tradição batista pertencente aí à convenção, pertencia na época à convenção Batista Nacional, depois ela acabou se desligando também da Convenção Batista Nacional, eh, que elas historicamente estavam fora desse universo neopentecostal. A lógica de autoridade apostólica hierárquica não fica restrita às igrejas classicamente neopentecostais. Ela também se espalha como metodologia de crescimento adotável por qualquer denominação, certo? Quais são as consequências desses movimentos? Nós temos hoje ministérios independentes e ministérios também digitais. Você já tem apóstolos avulsos, né, pessoas que se autointitulam apóstolos. liderança sem vínculo institucional fixo, replicando o mesmo pacote doutrinário sobre a própria marca, muitas vezes sem prestação de contas para ninguém, porque o que ela levanta para si mesmo é dela e o líder normalmente é quem recebe maior quinhão aí desse recurso que é levantado. Nós temos igrejas digitais que nem templo físico possui, cultos exclusivamente por live streaming, monetizados via redes sociais e ofertas por pics e cartão, reduzindo a supervisão comunitária. Ou seja, não há um contato com os membros. Os membros são todos online digitais. E você também tem ministérios que são itinerantes, que fazem cruzadas, conferências de milagres internacionais, funcionando com franquias doutrinárias em contextos culturais muito diferentes. Isso ocorre muito no interior do Brasil. Eh, eu me lembro uma vez de um caso, eu morei no interior da Bahia e aí um um homem saiu por várias cidades lá e saía anunciando que ele era um pregador e que ele queria fazer um encontro, reunia com as pessoas e no final das contas ele só procurava um salão grande para poder fazer um encontro e a pessoa que quisesse ceder o salão, ele pagava uma uma verba. E esse cara disse que tinha morrido e tinha voltado do céu, né? Ele tinha toda uma história. Aí depois se descobriu que esse cara tinha passado em vários lugares com a mesma história e várias promessas que ele fez lá em vários lugares não aconteceram. Descobriram que ele era um pador desses itinerantes. Então assim, no interior acontece muito isso ainda. Eh, são movimentos que carecem aí muito de doutrina bíblica de verdade. O que que se observa na prática? Eh, tem aspectos apontados como positivos. Eu tenho vários amigos que saíram, por exemplo, que que saíram da Igreja Universal e contam coisas importantes que servem até como exemplo, né? Por exemplo, o envolvimento da comunidade da igreja na sociedade. A Igreja Universal tem uma ação comunitária fortíssima, fortíssima, de ajudar os pobres, de de levantar recursos para quem tá precisando. Ela faz isso com muita força, muita força. Então, tem redes de apoio mútuo, senso de comunidade, disciplina financeira pessoal, ainda que a orientação seja a doação, ou seja, você tem que ter disciplina para você poder doar, né? E em alguns casos, programas assistenciais. muito eficientes, certo? Aí tem alguns aspectos que são questionáveis. Pressão financeira sobre populações vulneráveis, culpabilização do fiel, ou seja, se você não tá entregando, você tem falta de fé. Eh, eu vi num movimento desses, eu não vou me citar qual foi deles, mas o pastor ele perguntou paraas pessoas que estavam lá assistindo o culto qual seria a previsão orçamentária deles nos próximos 3s meses. Ah, se você prevê receber nos próximos 3 meses R$ 10.000, R$ 1.000, você vai dar o dízimo hoje. Então assim, essa é a pressão que eles colocaram, esses movimentos, alguns desses movimentos colocam em cima das pessoas. Quando a cura ou prosperidade não vem, né? Seja você não ganhou por falta de fé, tem escândalos de abuso financeiro de poder, dependência hierárquica extrema em estruturas como o G12 e em outras estruturas também dessas igrejas, certo? quando a promessa encontra a realidade. Aqui são alguns casos documentados de igrejas neopentecostais que enfrentaram problemas sérios em ambientes fora do Brasil. Eu não quis colocar nenhum no Brasil, coloquei só fora. No Malau e na África do Sul tinha um profeta chamado Shepard Bushiri, eh, que fugiu da África do Sul em 2020 sobde e lavagem de dinheiro de mais de 6,6 milhões de dólares, além de acusação de estupro contra membras da sua igreja. Segundo Aljazira e a BBC, tô citando dois canais oficiais, Aljazira e BBC. Na Nigéria, a autoridade sanitária já investigaram igrejas por revenderem produtos comuns, como sabão líquido, como água de cura. Episódios amplamente noticiados como fraude e religiões. Desculpa aí, pessoal, nem eu esperava isso aqui. Eh, TB Joshua na Nigéria, da Synagogue Church of All Nations foi algo de investigação da BBC após a sua morte, que foi em 2021, reunindo relatos de abuso e tortura por duas décadas. Em 2014, o desabamento de um prédio de sua igreja matou ao menos 116 pessoas. No Zimbabwe, pesquisas acadêmicas registram crescimento acelerado da teologia da prosperidade durante crise econômica prolongada, crítica recorrente de que ela culpa o pobre por sua pobreza. Então assim, você vê que são movimentos que causam muitas muitas dificuldades em alguns ambientes. Esses casos não provam má fé generalizada, mas mostram um padrão de risco estrutural. Quando a prosperidade é apresentada como dívida de Deus, o incentivo para fabricar evidências dela torna-se muito alto. OK? Eh, onde nós estamos hoje? Nós estamos hoje na era digitalização, cultos via streaming e monetização por redes sociais, reduzindo mecanismos tradicionais de prestação de contas. Vocês já devem ter visto esses evangelistas do Instagram, aí tem um monte, todos fazem parte desse movimento, né, o pentecostal mais moderno, né? Presença política, crescimento da bancada evangélica no Congresso com forte presença de lideranças neopentecostais, certo? Diversificação empresarial, estruturas de mídia própria, caso mais notório da Rede Record, ligado a Edir Macedo e a Igreja Universal, mas outras redes também estão sendo adquiridas e outros canais a da internet estão sendo desenvolvidos para isso também, para ter uma presença de mídia forte. E há muita tensão interna. Os pentecostais clássicos e reformados seguem produzindo crítica teológica interna, debate de longe de ser encerrado aí nesses grupos. OK? Qual é a resposta bíblica a Deus estando no banco dos réus? Romanos 11:35 vai dizer: "Quem primeiro deu a ele para que venha lhe venha a ser recompensado? Quem é o ser humano para tentar exigir qualquer coisa de Deus? Qualquer coisa que não seja rogar por sua misericórdia diária? Não é? Deus já provou e já demonstrou o seu amor por nós e a gente tem que colocar Deus na parede para dizer que ele tem que pagar alguma coisa. A loucura da loucura, né? Aí Efésios 2:8, a gente já falou aqui, pela graça vocês são salvos mediante a fé. E isso não vem de vós, é dom de Deus, não por obras para que ninguém se glorie. Ou seja, o fazer obras esperando recompensa não condiz com uma pessoa que foi realmente transformada pelo sangue de Jesus e que entendeu verdadeiramente a mensagem da cruz. Esse é o ponto principal. Deus não é devedor de ninguém. Deus, nenhuma fé, oferta ou ritual coloca Deus em posição de dívida. A graça deixa de ser graça no instante em que ela se torna pagamento por serviço prestado. Ponto número dois, o critério de análise é o texto bíblico e não o resultado. O movimento não se avalia pelo crescimento numérico ou pelos testemunhos que coleciona, mas pela fidelidade ao que a escritura efetivamente ensina em seu contexto original. Não é pegar versículo solto, não é inventar uma tradução, colocar uma uma um ênfase específica no modelo de tradução. É aquilo que a escritura diz em seu contexto através da história da análise bíblica e daquilo que o Espírito Santo conduziu ao longo da história na manutenção desse texto vivo e eficaz no coração das pessoas. OK? Eu vou deixar esse slide aqui. Se você está assistindo a nossa live agora, você vai poder depois voltar nela e pausar para você ter algum material para você entender o que que acontece nesses movimentos e como você pode se aprofundar um pouco. Nota da nota de método. Citações bíblicas dessa aula seguem a redação próxima da NVI por clareza didática. Sempre confira se a sua tradução, de preferência antes de estar citando o texto público, certo? Eh, da promessa ao texto, o pacote neopentecostal, confissão positiva, cura, garantia, eh, cura garantida, guerra territorial e apostulado hierárquico compartilham a mesma lógica. Tornar Deus devedor de quem cumpre uma condição humana, que a gente viu isso nos blocos A e B. No Brasil, esse pacote se ramificou em sismas sucessivos a partir da IURD e se espalhou também com metodologia G12, além das fronteiras neopentecostais. Pergunta que fica no final da nossa aula é: a graça como dor ou graça como dívida? É essa linha que separa o evangelho da promessa que obriga Deus e é o critério com que qualquer eh desculpa, essa é a linha que separa o evangelho da promessa que obriga a Deus e é o critério com que qualquer prática, movimento ou pregação deve ser julgado. Ou seja, se essa graça ela é recebida como um dom, como uma dádiva ou se realmente Deus tem uma dívida com a gente. OK? Encerrada a nossa aula para a parte teórica, técnica, agora nós vamos para a parte interática. Gostei do meu neologismo. Vamos ver. Temos uma pergunta aqui. Pergunta da fé. até que ponto a teologia da prosperidade transforma a fé em uma relação de troca comercial com Deus, substituindo a graça pela lógica de mercado. Eu acho que a partir do início, né, eh, o que a gente afirma como teologia da prosperidade é a obrigatoriedade da prosperidade. Se você for pensar assim, Deus pode dar prosperidade para alguns, para que esse sejam ferramenta, instrumento dentro do reino? E a gente tem vários casos, eu particularmente tem um n casos que eu conheço de pessoas extremamente bem-sucedidas no mundo empresarial, no mundo financeiro, eh que contribuem abundantemente. Gente que sustenta ministérios inteiros em vários lugares do mundo, em lugares inclusive remotos, onde o evangelho é perseguido. Eh, eu tenho certeza, plena certeza, que esses ganharam prosperidade porque Deus confiava no coração deles, certo? Mas a teologia da prosperidade prega uma outra coisa. Ela prega que você tem uma certeza, uma garantia divina de que você se tornará próspero se você com fé depositar ali o recurso. E é sempre assim. Aí vem o pulo do gato, o The Jump of the Cat 2. Você vai contribuir no local, a pessoa está declarando aquilo. Você não pode dizer assim e falar assim: "Beleza, eu acredito no que você tá falando. Você tá dizendo que eu vou ser próspero se eu depositar, então eu vou pegar e vou depositar num projeto lá na África que eu conheço. É aqui. Eu tenho que conferir se tá depositando de verdade, entendeu? Então essa dinâmica não tem como fugir dela. É, ela é uma dinâmica que sempre vai, vamos dizer assim, apontar para esse essa conexão direta da proposta, vamos dizer assim, de de recurso, de de depósito, né, de depositar a sua fé, a sua confiança num Deus que transforma a sua realidade, transforma a realidade das pessoas através de uma de uma ação direta minha. Ou seja, a partir do momento que eu faço aquela ação, eu estou obrigando Deus a cumprir o seu lado, vamos dizer assim, do contrato que ele mesmo determinou, né, que diz lá em, como diz Deuteronômio 28, se eu fizer, Deus vai fazer. Se eu não fizer, Deus não vai fazer. Então, eh, temos uma outra pergunta muito boa aqui da Marília, inclusive. Confissão positiva tem relação com positivo? tem tem relação é da mesma linha filosófica, da mesma época. O positivismo também é uma é um é um uma resposta ao racionalismo, né? Eh, vem tudo do movimento do racionalismo, lei do final do século 17, do século XVI. E você vai ter vários movimentos que vão se desdobrar desse. O positivismo vai ser um desses movimentos que vai falar sobre essa ideia de que você tem, por exemplo, progresso, né, do ordem e progresso. A nossa fala da nossa bandeira vem do positivismo, não é? Se você consegue ordenar as coisas, você vai ter progresso. E para ordenar as coisas, você tem que ter atitudes positivas. Você tem que transformar as coisas de uma forma positiva. E aí essa aí confissão positiva tem, mas ela já parte para um âmbito metafísico. Ou seja, a confissão positiva, ela não está ligada aos elementos territoriais e terrenos, mas há elementos metafísicos, elementos superiores espirituais. a gente poderia até dizer, não é, de que eh esses elementos espirituais vão falar, influenciar diretamente a sua realidade no mundo físico, certo? Ã, tã, que que nós temos aqui? É exatamente Romanos 8:23. A gente leu como entender que pessoas dizem ser curadas em outras religiões, como por exemplo no espiritismo? Eu acredito que exista cura em outras religiões, mas essas curas elas têm um viés muito claro e muito específico, né? A cura que acontece nesses ambientes, ela é uma cura focada, voltada à desconstrução da mensagem bíblica. Eh, havia cura no Antigo Testamento pelas religiões animistas, certo? Eh, ninguém seguiria essas religiões tão a fundo, tão a sério, se não houvesse um um, vamos dizer assim, um aspecto concreto, né, da ação delas. Eh, e eu acredito que Deus permita que certas curas aconteçam para que o seu poder e a sua glória seja manifesta mais na frente. Então, assim, é uma dinâmica um pouco complicada essa que eu estou tentando explicar aqui, mas a ideia por trás é o quê? Se Deus permite que uma pessoa vá num centro espírita, vá no outro lugar e seja curado, é porque Deus já identificou o coração daquela pessoa. Ou num ponto futuro para uma transformação. Ou seja, talvez ela vá aí ter uma decepção que Deus vai apresentar quem é verdadeiramente o o autor da cura. ou realmente é alguém que Deus já conhecendo, né, Efésios vai falar um pouco daqueles que antemão conheceu, ele já conhecendo os desdobramentos da vida daquela pessoa, sabe que ela vai cada vez mais se envolver em práticas, vamos dizer assim, não bíblicas. E por conta dessas práticas, a cura pode até ser o o movimento pelo qual Deus está usando para levar a cabo aí a a a o, vamos dizer assim, a o destino daquela pessoa. Basicamente é isso que eu quero dizer. Tá bem tá bem, vamos dizer assim, bem superficial aqui, porque isso também é um desdobr é é uma discussão mais longa e não dá pra gente falar nesses minutos agora aqui. OK. T t t t t t tã. É muito interessante esse texto aqui que a Fe colocou, ó. Não ajunteis tesouros na terra, onde atraça isso aqui Jesus falando lá no Sermão do Monte. É muito importante realmente isso aí. Parar pa pá. Vamos ver distorção da palavra. Professor Jonatas, tem muitas pessoas que fazem parte dessas igrejas neopentecostais e desconhecem essas questões históricas que vão ficando nas igrejas. Também preferem ouvir o líder do que estudar a Bíblia. ou eles priorizam o estudo da Bíblia? Não, de forma alguma. Aqui, na verdade, existe um em vários ambientes, não vou dizer que são todos, não posso generalizar, mas existe um um desencorajamento à leitura bíblica. Não em todos, não em todos os ambientes, inclusive eu posso falar especificamente da igreja universal do reino de Deus. Existem igrejas universais que fazem estudos bíblicos sérios, seríssimos. E nessas igrejas, esses movimentos às vezes até que são considerados meio apelativos de pedido de recursos e tudo mais, esse movimento é muito menor, certo? Muito menor. Acontece, acontecem as campanhas, acontece porque não tem nenhum problema você fazer uma campanha de fé. Eu não vejo nenhum problema com isso. O que você não pode atrelar é a campanha ao resultado, entendeu? Poxa, vou fazer um voto de fé aqui. Vou colocar aqui s dias de campanha de oração para Deus falar comigo e me entregar esse bem que eu quero aqui. Você não pode falar que depois de fazer os sete dias, Deus tem a obrigação de ter te entregar aquilo. Você deve sempre fazer campanha no seguinte sentido. Eu quero fazer uma campanha de sete dias de oração. Eu quero receber essa bênção específica aqui. E eu quero que Deus transforme o meu coração para saber se essa bção é dele ou é da minha cabeça. Aí é uma campanha válida. Vão lá e campanha. Agora, se a campanha para colocar Deus no banco dos réus, como a gente tá falando, isso não é bíblico, isso não tem procedência bíblica, certo? Então, só para te responder de acordo com a sua pergunta, em alguns ambientes, sim, existem estudos bíblicos, mas não é a regra. A regra, na verdade, é o a diminuição do estudo bíblico e muita confiança na interpretação do líder, né? H, posso pode se dizer que esses grandes movimentos n pentecostais são liderados por falsos profetas, uma vez que muitos entendimentos bíblicos são distorcidos. Pode. Muitos movimentos batistas também, muitos movimentos presbiterianos também, muitos movimentos assembleanos também. Falsos profetas a gente tem um montão de lugar. E aí eu quero fazer uma ressalva. Eh, há um déficit gigantesco, gigantesco no ensino teológico bíblico real no Brasil. Então, muitas vezes a gente chamar alguém de falso profeta é uma palavra um pouco dura no sentido assim, o falso profeta é alguém que entende algo diferente e desmerece a realidade. Eu creio que essas pessoas, a maioria delas, existem aqueles que fazem de maldade mesmo. De maldade no sentido assim, ele sabe que a Bíblia não diz aquilo, mas ele distorce para poder ganhar alguma coisa, porque ele acha que não vai ter uma consequência muito grave, né? E realmente nesse âmbito, nessa esfera aqui, eh muita gente vai passar por essa vida sem ver uma consequência. Mas muitos, eu creio que partem de um de um ponto de ignorância, não é? Eles não conhecem a fundo o texto, não têm as informações históricas e as informações teológicas e estão replicando modelos que eles aprenderam. Então, não acho que chamar essas pessoas de falso profeta seja tão concreto e correto assim. Eu conheço pastores batistas que já pregaram heresias porque acreditavam que foi aquilo que a Bíblia tava falando e foram não, mas esa aí a Bíblia não disse isso. E ele voltou, mas então, mas o que que é isso aqui? Quando foi explicado, ele reviu sua posição. Eu não posso chamar um cara desse de falso profeta, não é? Ele simplesmente era alguém que não tinha o conhecimento necessário para estar entregando aquele tipo de de de ensinamento. Professor, se a teologia da prosperidade está errada, é errado os orarm errado orarmos por aumento de salário ou promoção no trabalho de forma alguma. Aquilo que eu acabei de mostrar para vocês. Para que que você quer aumento de salário? Ah, porque eu tô com uma dívida lascada aqui que eu preciso pagar. Para de fazer dívida, né? Agora, eu queria abençoar mais gente. Eu queria ser canal de bênção na vida de muitas pessoas. Eu queria poder fazer viagens missionárias e utilizar o meu conhecimento, a minha capacidade, a minha instrução para abençoar lugares que não t essa instrução. E quero fazer isso com o meu recurso. Não quero que ninguém pague a minha viagem. Completamente válido. Inclusive eu peço isso. Eu falo pro Senhor: "Senhor, dá-me mais recursos para que eu possa abençoar mais pessoas". Eu tenho aquela frase famosa: "Senhor, testa a minha fé". me deixa ser milionário só por um dia para ver se vou me corromper. Mas Deus ainda não me respondeu essa oração. Então eu tô na segunda. Senhor, aumenta o meu recurso para que eu possa abençoar mais pessoas. E eu quero genuinamente isso. Eu quero poder, por exemplo, viajar para lugares onde eles não têm contatos pessoais com professores na área de teologia. E eu sou professor de teologia, eu dou aula em universidades, tenho plena disposição e tenho conhecimento internacional. Por exemplo, já viajei muito para fora do Brasil e é que eu não tô me gabando, né? Simplesmente é a realidade. Eu viajei muito com o Saião. Então assim, eu poderia fazer essas viagens. Se Deus assim me abençoar e quiser que eu faça, que eu siga por esse caminho, farei com maior prazer. Mas eu não coloco Deus na na na parede dizendo assim: "Você tem que me dar isso porque eu quero te servir. Eu vou orar, falar: "Senhor, que a sua vontade se prevaleça e que você possa me orientar no meu procedimento, como eu devo caminhar aqui para ser bção onde eu estiver, aqui onde eu estou e lá onde o Senhor quiser me levar também, se for essa a sua vontade, né? Eh, vamos lá. O que você acha de algumas igrejas históricas que ao receber ex-membros das igrejas da Pentecost efetuam rebatismo? Hum, tudo depende do diálogo. Diálogo é simples. O que que foi o batismo para você? Muitos desses movimentos, em muitos desses movimentos, existe o batismo por números. E a gente já viu isso em vários clipes da internet e clipes da da televisão também. Eh, aquele mundarel de gente entrando lá aqui no Guarapiranga, perto de onde eu estou, aqui perto mais ou menos, né? Eu não tô tão perto assim, mas lá no Guarapiranga havia movimentos de algumas igrejas neopentecostais que milhares de pessoas eram levadas lá para serem batizadas. Então assim, muitos foram batizados, nem sabem porquê. E aí você ensina sobre o batismo, a pessoa fala: "Eu quero ser rebatizado". Para alguns movimentos é obrigatório. Na nossa igreja particularmente não é, né? A pessoa fala assim: "Não, mas eu entendi que o meu batismo era, eu estava morrendo para o mundo e vivendo para Cristo. Eu tô sendo batizado ali, tá? Minha crucificação com Cristo, como Paulo fala em Corinto, em Coríntios, né? Eh, ali estava a minha crucificação com Cristo no batismo. Então assim, eu creio que ali eu estava dando minha confissão de pé fé pública de que eu morri para o mundo e renasci para Cristo. Por que que você vai mexer nisso? Tá correto? Agora, alguns movimentos que não fazem o batismo por imersão, aí sim a gente rebatiza. Eh, no caso de uma pessoa querer efetivamente pertencer eh pertencer a a à nossa igreja, né, plenamente, certo? Vamos lá. A maior religião do mundo é o cristianismo em suas diversas divisões, porém ainda existe a miséria no mundo. Será que estamos errando como discípulos de Cristo em não pensar no próximo? Isso nós estamos errando com certeza, tá? Não tenho dúvida nenhuma que nós estamos errando. Isso poderemos fazer muito mais. Mas a questão que você levanta aí, Jesus mesmo fala sobre isso quando ele vai explicar que a pobreza ela é resultado do pecado, não da atuação do cristianismo ou da falta de atuação do cristianismo. A pobreza ela é resultado do pecado. Ou seja, Jesus quando ele vai avaliar a situação pobre, ele não diz assim: "Vocês são sem vergonhas que deveriam estar lá tirando o pobre da posição que ele tá". Não, ele fala claro e e clara e honestamente, os pobres vocês sempre vão ter eles convosco, porque a situação do mundo é uma situação caótica e deficitária. Então, assim, é óbvio que a igreja tem que fazer mais. A igreja sempre tem que fazer mais. A vida da igreja é crescer a sua atuação, é é é instaurar em na terra o reino de Deus. Vamos conseguir fazer isso? Eu não vou afirmar que sim, nem que não. Eu digo que é uma tarefa ercúlia. Ela é gigantesca, certo? A gente precisa ampliar muito as nossas tendas para atender o maior número de pessoas possível e com isso reduzir o número de pessoas que estão em miséria no mundo. Sim. Aliás, a falta de atuação na igreja, da igreja na sociedade é que causa vários problemas sociais, vários. A igreja tem um papel importantíssimo na transformação da sociedade através do amor de Cristo. Só que também existe o elemento humano presente. Existem aqueles que se opõem à ação da igreja. Então assim, nesses dois movimentos, você vai ter uma guerra que Jesus já apontou lá atrás. Os pobres vocês sempre vão ter com vocês, certo? Ã, ó, vai. Eu eu quero, não vou combater isso aqui diretamente, mas eu quero que vocês assistam a próxima aula que é sobre Congregação Cristã do Brasil, OK? Então, assistam, vai tratar dessa questão do ensino bíblico nessa nessa igreja e vocês precisam ler. Eu não vou eh inclusive eu não coloquei nenhum dos outros movimentos que nós vamos estudar nessa aula, justamente porque vai ter aulas específicas sobre eles, tá bom? Ah, olha, é importante dizer que não há relação de condição confissão positiva e positivismo. Uma podemos dizer que é antagônica, outra, pois a primeira é uma crença no poder de decretar. Não é isso que eu tô falando. Elas são desdobramentos do mesmo movimento filosófico, tá? Eh, a confissão positiva que a gente falou aqui, ela é metafísica. essa ideia de que você consegue mexer no sobrenatural para atuar no real. O positivismo é essa ideia de que você consegue transformar a sociedade por ações positivas, entendeu? Então assim, partem do mesmo pressuposto, até porque existem movimentos religiosos outros que você tem a confissão positiva e a confissão negativa, certo? você consegue mover no sobrenatural para agir positivamente e também negativamente. No caso da confissão positiva aqui do que nós estamos estudando, estudando neopentecostalismo, a negativa não existe. Não existe uma forma negativa de você atingir o outro, por exemplo, certo? Mas vem as duas, não é que elas são, elas são correlatas no sentido de que fazem parte do mesmo movimento, não querem dizer a mesma coisa em hipótese alguma. Obrigado pela ressalva aí. Ah, olha, nós temos 5 minutos. Na grande maioria das igrejas neopentecostais, não existe estudo bíblico. A quem interessa os membros estudar a palavra, seria uma forma de melhor de manipulação? Então, eh, a gente afirmar isso também é muito muito sério, né? Falar que eles estão categoricamente manipulando. Eh, isso não acontece só no movimento neopentecostal, se acontece. Existem outros movimentos que também não estimulam o ensino da palavra. eh movimentos tradicionais que tiveram uma redução do ensino da palavra. E muitas vezes isso acontece pela própria ignorância do líder. O líder não conhece certos assuntos e aí ele suprime esses assuntos não ensinando e não educando o povo. Então eles dão uma segurada no povo para poder não passar vergonha, vamos dizer assim, né? Mas isso também é uma afirmação categórica extremamente séria. Eh, claro que há quem se aproveite dessa falta de conhecimento e há quem estimule a a falta de conhecimento, a quem, vamos dizer assim, suprima o conhecimento para manipulação da população ali, do grupo que tá ali. Mas isso não é uma regra. Ou seja, você para ser neopentecostal, você tem que fazer isso. Como eu mencionei, existem exemplos de igrejas neopentecostais que ensinam a palavra, ensinam doutrina, sim, e estão muito mais próximas de movimentos pentecostais do que dos neopentecostais, né? Porque nos pentecostais hoje, por exemplo, eh eh Assembleia de Deus eh Igreja eh quadrangular e outros, eles estão se aprofundando cada vez mais no ensino da Bíblia, certo? Ainda tem as suas doutrinas, mas eles estão se aproximando, sim. Certo? Eh, CCB. Eh, já falamos da CCB. É, exatamente. Foi o que a gente tava mencionando aqui, né? Ele é antimetafísica. Ó lá. Vou orar por sua vida missionária. Ora mesmo, irmão. Ora. Pouco foi lançado um comentário chamado Brasil Evangélico. Você acha que o Brasil irá melhorar se um dia chegamos a ser a maioria? Será que não haverá cada vez mais intolerância? Eh, deixa eu vou relar a pergunta de novo aqui. Pera aí. É, na verdade existem uma coisa, eh, a gente fala do mercado financeiro de vez em quando aqui. O mercado financeiro ele não gosta de ser pego de surpresa. Então, por isso ele tenta antecipar todas as previsões. Então, o que que o mercado financeiro quer? previsibilidade. Então, vou dar um exemplo político da nossa situação hoje aqui que tá acontecendo. Nós temos dois candidatos postulantes ao governo que estão em liderança nas pesquisas. Um é do PT e outro do PL, né? O Lula e o Flávio Bolsonaro. Eh, para o mercado financeiro não importa quem ganha, importa que eles sejam previsíveis, certo? Então, se o Lula, por exemplo, for ter alguma ação temerária econômica, o mercado financeiro quer ter visto isso antes. É isso que eles querem. Por isso que eles vão apoiar quem é mais previsível. Então, quando a gente fala de previsibilidade, o mercado financeiro já fez alguns estudos a respeito disso. Entendem que em 2035 o Brasil já vai ter maioria evangélica justamente pelos pela explosão dos neopentecostais. Não é pelos pentecostais e nem pelos tradicionais, é a explosão do número dos neopentecostais. Agora, o que que isso vai se, qual vai ser o resultado disso? carece ainda de análise, carece ainda de de de um pensamento um pouco mais É porque assim, o poder é do Espírito Santo, o poder não é da igreja, não é? O poder não é do pastor, da igreja, eu falo da instituição CNPJ, tá? da da igreja como um todo. Sim, o poder do Espírito Santo atua através da igreja, mas o poder não é do CNPJ, o poder não é do orador, o poder é do Espírito Santo. E ele pode sim transformar a sociedade, ele pode sim transformar as pessoas que estão envolvidas ali naquele ambiente para que essas pessoas sejam sal e luz no ambiente que elas estão. Então a gente não pode afirmar que vai haver mais intolerância, menos intolerância. A gente pode afirmar até, inclusive, que vai ter mais tolerância e mais amor por esses que carecem dessa desse amor distribuído na vida deles. Então assim, é importante a gente falar isso, não é? A gente não pode afirmar categoricamente que vai ser A, B ou C ou que vai dar certo, que vai dar errado, justamente pelo fato de que quem quem faz a transformação é o Espírito Santo e não é a nossa ação direta, não é a gente que coordena como que o Espírito Santo vai atuar. Então, se numa maioria evangélica o espírito quiser atuar através desses novos evangélicos aí que hajam mover do espírito para abençoar o maior número de pessoas possível, glórias a Deus por isso. Se nós tivermos mais intolerância, então nós quer temos que nos aprofundar no ensino da palavra para espalhar esse conhecimento, para que esses ditos cristãos que não estão seguindo o cristianismo de uma forma correta, seguindo a Jesus de forma correta, aprendam biblicamente como é que é seguir Jesus de forma correta e venham a ser bênção para a sociedade, transformando a sociedade também num lugar melhor. OK? Eh, professor, pensando a partir da história da igreja, podemos inserir também dentro do processo de excessos o pietismo, os quakers e o nepentecostalismo. É, exatamente. Eh, dois movimentos que a gente não vai analisar. Os Quakers, principalmente, são bem interessantes, né? Um movimento que surge na Inglaterra e depois vai pros Estados Unidos e ele tá lá até hoje, né? São os famosos Amish, são Quakers. E também esse aí o movimento que nós estamos analisando agora, que é o neopentecostalismo. Meus caros, eu acho que nós respondemos tudo e chegamos cravados às 8:30. Que maravilha, hein? Foi um prazer, meus queridos, estar com vocês nessa aula. Estaremos mais paraa frente em outras aulas. E muito boas perguntas, por sinal, tá? Foi excelentes as perguntas. O pessoal prestou bastante atenção na aula aqui e vamos em frente. Qualquer dúvida, qualquer coisa vocês podem colocar tanto aqui no chat depois, né, quem tá assistindo essa aula na posteriormente, tanto no chat como no fórum lá do canal do nosso do nosso da nossa plataforma de ensino, né, lá do do Macários e a gente vai responder na sequência, tá bom? Deus os abençoe, que vocês possam continuamente ser sal e luz para as nações, luz para os povos. Que vocês transformem a realidade do Brasil e das regiões onde vocês estão com o ensino da palavra, com uma vida que segue os ensinamentos de Jesus e com o amor de Deus transbordando através da vida de vocês. Um forte abraço e até a próxima aula. Ciao. Ciao.