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A fé vem pelo ouvir

O PROBLEMA DE REACTS A CORTES DE PODCAST É ESSE

O PROBLEMA DE REACTS A CORTES DE PODCAST É ESSE

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Não dê bobeira! Pra não ficar careca ou piorar sua calvície, a Manual te ajuda! Não deixe o autocuidado virar mais uma promessa esquecida nesse ano. Usando o cupom TEOLOGIA no primeiro pedido, você garante 40% de desconto. Aproveite o dia dos pais!

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Legendas automáticas:

Ah, fizemos o, tu não mandou os arquivos
ainda, né, filho da mãe?
>> Como é, mano?
>> Perdeu o cartão de memória da gravação
do lançamento do livro dele.
>> É verdade.
>> Espera aí, Elias. Espera aí, Elias. Tu
não não mandou nenhum link depois do
desse dia, cara. Espera aí, Elias.
>> Fala isso não, cara.
>> Elias, tu perdeu a gravação, Elias. Não
faz isso comigo, Elias.
>> O Elias perdeu o arquivo, mano.
>> Espera aí, Elias. Foi o que que tu fez
com o cartão? Mas chegou em casa, tirou
o cartão e jogou fora, foi?
>> Elias, como é que tu perdeu o arquivo da
gravação, macho? Não, pera aí, como é
que eu gravo agora? Como é que eu como é
que eu gravo agora o vídeo, Elias? Nesse
nesse nesse nervosismo, se a gente
perdeu o arquivo da gravação do
lançamento do meu livro, mano.
>> Gente, me me ajudem.
>> Vocês sabiam que eu lancei um livro? Eu
lancei uma ficção. Sabendo disso? O
menino que queria ser Deus. Tá com 10%
de desconto aqui no, no, na Amazon,
hein? Entrei aqui, ó. Olha que bonito. A
gente tava no primeiro mais vendidos em
valores infantil juvenil. Gente, o
feedback do pessoal desse livro tá muito
bonito, viu? Tô muito feliz. O pessoal
tá chorando. Vou entrar aqui, ó, ó,
aqui, ó. Entrando aqui na Amazon. Só
comentou aqui, ó. Acho que todos nós
temos em nosso íntimo uma criança com
dúvidas e dores de adulto. Aquelas dores
que não entendemos, mas que achamos que
podemos resolver sozinhos. Amei aprender
com Danan. O livro é lindo, já indiquei
para várias pessoas. Olha aí. Olha aí.
Ó, tem outra outra aqui, ó. Uma história
simples, uma verdade profunda. Do Lucas
Gomes aqui, ó. Raramente um livro me
emociona como este. Antes mesmo da
leitura começar, a edição já encanta.
Capa dura e de excelente qualidade,
ilustrações belíssimas e um acabamento
impecável que tornam a experiência ainda
mais especial. Iago Martins conseguiu
escrever uma história de leitura leve e
acessível, mas com uma profundidade que
permanece no coração muito depois da
última página. Como cristão, encontrei
nesta obra um lembrete precioso de que
Deus continua sendo bom, mesmo quando
nem sempre compreendemos seus caminhos.
O livro não oferece respostas fáceis,
mas conduz o leitor com muita
sensibilidade a olhar para Deus com mais
humildade, de esperança e confiança. É
uma leitura delicada, inteligente e
cheia de significado. Recomendo que você
a inicie sem saber muito sobre a
história, pois cada descoberta faz parte
da experiência. Parabéns ao autor e à
editora por entregarem uma obra tão
bonita em todos os aspectos. É um livro
que encanta pela apresentação, emociona
pela narrativa e permanece no coração
pela mensagem. Que mais pessoas sejam
alcançadas por esta história e pelas
verdades do evangelho que ela transmite
com tanta beleza. Acho que eu não
conseguiria falar sobre meu livro tão
bem. Rapaz, tô até emocionado aqui. O
menino que queria ser Deus é meu novo
lançamento, minha primeira ficção. Se
ela vender bem, a próxima que já está
escrita vai sair também. Então, então,
por favor, me ajudem aí a comprar esse
livro. Compre esse livro para eu
publicar o próximo, o próximo que eu já
escrevi. Pelo amor de Deus. É para sair
aí depois. É um livro para criança,
Iago? É um livro para adultos. Mas
crianças, seis anos para cima aí, dá
para Minha filha de seis anos não
entendeu nada, tá? Oito anos para cima
talvez dê dê mais.
>> [música]
>> Algumas crianças pequenininhas leram aí
e estão entendendo alguma coisa. Mas eu
escrevi assim, é para criança que está
dentro de nós, entendeu? Esse é um livro
para a criança que está dentro da gente.
Então, se você tem uma criança dentro de
você, espero que você possa conhecer o
Dandã e gostar dele. Mas não é isso que
eu Não é isso não. Eu não estou aqui
para simplesmente divulgar meu livro.
Também estou um pouco. Nem estou aqui
para ficar maluco porque o Elias
provavelmente perdeu o arquivo da
gravação do
Poxa, eu estou estou
preocupado. Estou preocupado aqui. Estou
nervoso.
>> [risadas]
>> Não, o Elias vai achar o cartão. O Elias
vai achar o cartão. Eu tenho certeza.
Grande Elias, não vai vai fazer isso
comigo não. O Elias vai achar o cartão.
Eu estou estou querendo pegar o ritmo
aqui para poder começar o vídeo porque
eu estou que essa aí me deu uma
preocupada agora aqui. Vamos lá.
Seja
>> [grito]
>> muito bem-vindo ao Dois Dedos de
Teologia. Eu sou o pastor Iago Martins e
você está onde? Onde é que você pensa
que está? Você está no meu, no seu,
no nosso Teólogos do Twitter. É, este
programinha chuchu beleza em que a
gente, ó,
chafurda na lama do que está viralizando
sobre Deus na internet. Às vezes tem
coisas boas, viu? Nem sempre a gente
chafurda na lama não. Às vezes tem
coisas boas que você separa aqui para
mim. Vamos ver se tem coisa boa hoje.
Vou entrar aqui no grupo agora, Teólogos
do Twitter, e vamos ver o que é que o
pessoal separou aqui para a gente. O
Iago mandou aqui no grupo, ó, "Cowboy".
Se for aquela musiquinha do Cowboy de
novo, eu vou ficar bravo. Vou excluir
ele do grupo. Não sei o quê Como é que é
a música? "Cowboy quem me salvou não foi
Playboy".
>> Quem me salvou
não foi Cowboy,
não foi Playboy.
Foi meu herói, [música] o meu Jesus quem
me salvou.
>> Quem me salvou não foi playboy, foi
cowboy. Lembra dessa musiquinha? Se
fosse a musiquinha de novo, viu? Vamos
ver aqui. Espera aí. Cowboy Church, me
mandaram. Que que é isso? Cowboy Church.
>> No vídeo anterior, eu falei que tava com
vontade de chorar e foi por conta desse
dia aqui. Colocamos uma igreja cowboy no
nosso roteiro e a experiência superou
muito as nossas expectativas.
>> [música]
>> Logo na entrada, um senhor veio nos
receber com sorrisão no rosto e uma arma
na cintura. Mas calma que isso não tá
super comum. Quando entramos na igreja,
parecia que estávamos em um filme. Todo
mundo de bota, chapéu, fivela. O louvor
era country.
>> [música]
>> E até a banheira de batismo parecia um
cocho de fazenda. Na hora da oração,
todo mundo tirou o chapéu e só colocou
de volta na hora do amém. E [música]
quando o culto acaba, ninguém vai embora
não, viu? Todo mundo começa a desmontar
as cadeiras, começa a montar mesas pro
almoço, inclusive o Rafa. Gente, eles
almoçam todos os domingos juntos. Cada
família leva um prato pra compartilhar e
nesse [música] dia eles fizeram questão
de convidar a gente. O Rafa, vocês já
imaginam, né? Ficou meio sem graça,
queria comer uma coisinha na estrada.
[música] Já eu, aceitei o convite na
hora. Coisinha na estrada? Nem pensava,
filha, a gente vai almoçar aqui. E ainda
bem que ficamos, viu? Porque a comida
estava uma delícia. Conhecemos pessoas
incríveis [música] e na hora de ir
embora, o pastor, que é um querido,
disse que se a gente não se encontrar
novamente, a gente se vê no céu.
[música] E quando a gente se encontrar
lá, ele quer um abraço de cowboy. Ai,
gente, eu só fui entender tudo que ele
[música] disse quando a gente já tava
dentro do carro, porque o Rafa traduziu
pra mim. E aí eu chorei atrasado. E
seguimos viagem para a próxima
experiência, meus amigos.
>> No vídeo
>> Que legal, puxa, legal, hein? Nossa.
Cara, eu não fui em igreja assim nos
Estados Unidos, igreja cowboy.
Cara recebendo com arma na cintura.
Muito bem, cara. Isso é muito bom,
excelente. Tem que se proteger mesmo do
mal. Os puritanos diziam: "Confie em
Deus e mantenha a pólvora sempre seca".
É, meu patrão. Vai confiar em Deus, mas
vai manter a pólvora seca pra, ó, plau,
na hora que precisar, pólvora tá seca.
Vai achar o quê? Jogar tudo na conta de
Deus? "Ah, porque Deus resolve", né?
Deus nos deu a vida pra gente, ó, ser Ó,
administrar, proteger. E já e orai,
vigiai e orai, ó, vigiai e orai, não é
só orar, é vigiar e orar, né? É o velho
ora et labora, muito bom. Cara, tem
muito caso de atentado em igreja nos
Estados Unidos que o cara mata, sabe, o
cara dá três tiros e cai, porque alguém
na igreja tava armado, né, e impediu um
atentado. Eu, cara, não lembro quem foi
que disse isso, mas dizem muito isso, a
única forma de separar um homem mau com
a arma é se tiver um homem bom com a
arma. Ah, mas todo mundo é mau. Tá
entendendo seu jumento o que eu tô
querendo dizer? No sentido espiritual,
obviamente, todos nós somos maus, mas no
sentido social tem os que matam pessoas,
assassinam a gente na rua e tem quem
protege os inocentes dos assassinos,
entendeu? Existem pessoas com atos bons
na na na existência. Um homem mau com a
arma só pode ser parado por um homem bom
com a arma. Então, meu irmão, ter gente
armada na igreja é uma benção, é uma
benção pra proteção dos seus. O problema
é que a gente vive nesse negócio que ah,
não, mas Deus vai cuidar, Deus vai
cuidar, Deus A gente sabe, sabe qual é a
parada? A gente é muito irresponsável. A
gente sabe o que tem que fazer, sabe o
que do que precisa, joga tudo na conta
de Deus, mas Deus resolve, Deus resolve,
Deus tá? Só vai ser Eu tenho
ficar irritado já. Espera aí. Eu já vou
ficar irritado porque tem um pessoal que
diz assim, tem um pessoal que eu
conheço, tá ruim de saúde, certo? Aí eu
tento dar aquele toque, né? Bora lá,
cuida aí da saúde, vamos lá, vamos no
médico, vamos tá, não sei o quê, não sei
o quê. Pessoal idoso, pessoal idoso. E
aí o pessoal idoso diz assim, ó: "Não,
quando for a hora de ir Deus leva".
Quando for a hora de Ninguém consegue
mudar a hora de Deus ver as coisas não.
Eu digo, mas essa teologia tá toda
errada, tá errada, é um tipo de
determinismo
da irresponsabilidade. Não, mas sabe o
que é que sabe qual é o negócio? O plano
de Deus talvez inclua isso você se
cuidar, entendeu? Porque o pessoal acha
que porque Deus é soberano, eu sou um
robô, é isso, eu sou um robô? Nem nem o
calvinismo crê nisso. A ideia é que nós
temos uma liberdade de agência, Deus é
soberano sobre a história, existe um
concurso entre a nossa liberdade de
agência e a soberania de Deus, que de
alguma forma a minha atitude, o meu ato,
que é 100% meu, foi também um ato 100%
de Deus. Como é que isso
É um mistério, meu patrão, ninguém sabe
como é que essas coisas se relacionam. É
por isso que a crítica arminiana é muito
tosca às vezes. Ah, porque o calvinista
é um determinismo. Não é, nós
acreditamos em um mistério e não em uma
determinação completa que ignora a
atitude humana. Nós somos a Eu escolhi
apertar o botão aqui, ó, vou apertar o
A.
Quem foi que decidiu fazer isso aqui?
Fui eu. Mas Deus estava no controle
disso também. Eu apertei esse botão de A
porque Deus quis. Mas fui eu que quis.
Mas não foi Não foi Deus que me fez
apertar o A. Deus não me fez apertar
esse A. Quem apertou esse A fui eu. Mas
foi Deus que guiou a história incluindo
que eu apertasse esse A. Como é que
essas duas coisas se relacionam na mesma
Ninguém sabe. A Bíblia não está disposta
a revelar isso. Ela só está disposta a
revelar essas duas verdades
simultaneamente. Eu sou livre, tenho
responsabilidade pelas minhas atitudes,
Deus é completamente soberano,
totalmente soberano sobre cada uma das
coisas. Eu não posso viver a minha vida
de forma irresponsável e colocar nas
mãos do Senhor a responsabilidade da
minha irresponsabilidade, né? É que nem
tu aí, ó, tá ficando careca, sabe o que
fazer para resolver e fica "Não, mas aí
Deus tá no controle. Ah, vou me
preocupar com isso não. Não sei o que
sei o que Deus quer". Irmão, sabe o que
Deus queira? É que você faça, sabe o
quê? Você use os produtos.
Tá Manual. Não vou dizer que é o que
Deus quer para sua vida, que eu não sei
dizer qual o plano de Deus para sua
vida. Mas se você quer cuidar das suas
madeixas e impedir que caia cada cabelo
da sua cabeça, Manual é a melhor pedida
para isso. E vou dizer, tá? Manual está
com promoção especial de Dia dos Pais.
Tá chegando o Dia dos Pais. É uma coisa
boa. Você tá tratando seu velho com
carinho? Seu pai aí, ó, Dia dos Pais,
viu? Você honre aí seu pai, honre aí
quem acabou de te dar vida. Talvez seu
pai só tenha te deixar de herança a
tendência genética de ficar careca. Vai
ficar com raiva dele não. Pelo
contrário, vai dar de Manual para seu
pai. Por que não? Ninguém escolhe isso,
tá na soberania de Deus, é é genética.
Mas cuidar de si mesmo é uma herança que
você pode passar para seus filhos, você
pode devolver aí para seu velho. Então,
que tal neste Dia dos Pais você começar
a cuidar de você e dos outros? E você
começar um tratamento da Manual junto
com seu pai? É, meu querido, tem um kit
tuite aí para você que vai fazer isso,
tá? Aqueles que até o dia 13, agora de
agosto, se inscreverem para o pacote de
seis meses da Manual, vão ganhar um
cartão presente de 100 reais, ó,
100 reaiszitos lá na Netshoes, para você
gastar como quiser. Já faz parte do teu
presente de Dia dos Pais, que maravilha.
E usando o cupom Teologia, você garante
40% de desconto na sua primeira compra
da Manual, incluindo frete grátis. Você
tá esperando o quê? É só entrar no site
da Manual, fazer uma avaliação
personalizada, pessoal e gratuita, com
um médico credenciado, que vai
individualmente montar o tratamento
ideal para o seu caso. E aí, você e seu
pai, ó, vai cada um no seu ritmo, com o
seu tratamento específico, tendo acesso,
aí, ó, ao WhatsApp para você tirar
dúvidas e resolver qualquer coisa que
surja, ó. Manual, vai ficar jogando para
cima e esperando a sorte ou vai começar
a se tratar agora? Vai no link da
descrição, usa o cupom Teologia e
aproveita, ó, 100 pau para você gastar
na Netshoes como você quiser. Você faz o
tratamento, seu pai ganha um presente,
por que não? Você já mete o seu pai no
tratamento também e vamos começar todo
mundo a virar cabeludo aí para o próximo
Dia dos Pais. Mas corre, que é só até
dia 13. Vem ter um feliz Dia dos Pais
com a Manual. Link na descrição ou no QR
code
aí na tela. Mais de 200 militares nos
Estados Unidos registraram queixas
formais denunciando que os seus
comandantes estão dizendo que a guerra
no Irã é parte de um plano divino para
provocar o fim do mundo e a volta de
Jesus.
>> Fala, meu Deus do céu.
A guerra no Irã, plano divino para
trazer o volta de Jesus. Eu tô, olha,
parabéns, parabéns. Vamos ver.
>> A Fundação pela Liberdade Religiosa
Militar recebeu essas queixas de
militares de todas as Forças Armadas.
Uma dessas queixas denunciou um
comandante que pediu para os seus
oficiais falarem para as tropas que a
Operation Epic Fury era parte do plano
divino de Deus e que o presidente Trump
foi ungido por Deus para acender o fogo
no Irã e causar o Armagedom e marcar o
seu retorno para a Terra.
>> Quais malucos aí, cara? Olha, pelo menos
foi um cara, né? Foi um um comandante,
né, que falou isso para os oficiais, né?
Você deve ser uma pessoa poderosa. Você
é uma pessoa muito poderosa. Nossa, vai
que desculpa mequetrefe, né, para
justificar a guerra? Olha, meu irmão.
>> As queixas falam de uma euforia
irrestrita de seus comandantes diante do
que eles percebem ser chegada do
arrebatamento. Isso, infelizmente, não é
coisa de meia dúzia de maluco. O
Instituto de Pesquisa [música] de
Religião Pública entrevistou mais de
22.000 pessoas em todos os 50 estados do
país e descobriu que cerca de 1/3 dos
americanos se identificam com ou são
simpatizantes do nacionalismo cristão.
Entre republicanos, o número é 56%.
>> Mas vê só, o nacionalismo cristão, ele é
um movimento muito mais político que
religioso nos Estados Unidos, nesse
sentido. O americano é muito
nacionalista e ele é ensinado
constantemente a esse espírito, não é,
de proteção e de amor aos seus valores,
à sua nação e tudo mais. Existe uma
forma positiva de ser nacionalista, né?
Existe um tipo de patriotismo que é
muito positivo. Você amar sua terra,
amar o seu povo, amar a sua história,
amar os seus heróis e tudo mais. Mas
existe uma forma ruim de nacionalismo
também, não é? O C. S. Lewis escreveu
muito sobre isso. Nos Quatro Amores, tem
um trecho inteiro lá que ele fala sobre
patriotismo, nacionalismo. O problema é
quando esse tipo de amor patriótico se
converte em outras coisas, não é? Como,
por exemplo, achar que o teu povo é um
povo escolhido. Isso é muito comum, isso
foi comum em muitos ambientes, não é? Ao
longo da história. Tem um livro muito
interessante sobre isso, chamado A
Bíblia Inglesa e as Revoluções do Século
XVI. Será que é esse? Poxa, eu tenho uma
internet aqui. A Bíblia Inglesa e as
Revoluções do Século XVII. É isso. Do
Christopher Hill. Eu li esse livro,
estava fazendo Ciências Contábeis e eu
tinha 17 anos. Ciências Contábeis. Eu li
livro aqui. É muito interessante o modo
como ele mostra como em vários países da
Europa, os cristãos acreditavam que a
sua nação era nova Israel. E esse mesmo
espírito é muito comum nos textos
fundadores, né, dos Estados Unidos, e
ainda faz parte da cabeça de muito
cristão americano, norte-americano, que
vai acreditar que Deus tem algum plano
especial para os Estados Unidos da
América,
detidamente de outras nações, não é? De
novo, os Estados Unidos é um lugar
excelente, muito próspero, muito rico,
tem muitos valores, não é, muito bons
lá, muitos excelentes, muitos excelentes
lá, mas nenhuma nação é nação escolhida
por Deus a parte da igreja. A igreja é a
nação escolhida por Deus. Esse
nacionalismo às vezes também se expressa
como um tipo de fardo americano. Aí eu
já vi muita gente boa, gente
respeitável, vindo com essa conversa
para mim lá nos Estados Unidos, dizendo:
"Ah, esse é o fardo, esse é o fardo
americano, de levar a civilização para
outros povos, de levar, né?" O problema
é que às vezes eles levam a civilização,
né,
com bomba, né? Aí é um pouco mais
complicado às vezes. Geralmente eles
levam alguma coisa em troca, não é,
nesse processo. Mas eles realmente,
muitos americanos acreditam que são uma
nação que tem um tipo de missão divina
de ajustar o mundo, não é? E
e essa visão extremamente altruísta, né,
geralmente tá nas mãos de líderes
autocratas, então é muito perigoso. E
existe, obviamente, também uma visão
muitas vezes racista ou xenofóbica, né,
em muitos ambientes americanos. Eu digo
isso porque estive lá, vi muita coisa,
tenho muitos colegas que estavam lá e
viram muitas coisas. Poxa, eu tava no já
tava nos Estados Unidos e
arremessaram coisas em mim, não é,
coisas do tipo, na rua, sem ser nenhum
nenhum motivo. Tava andando na rua, o
cara de dentro do carro jogou uma coisa
em mim, sabe? Para quê? Não é, o que é
que havia ali que fez o cara querer
jogar uma coisa em mim no meio da rua?
Será que era só minha lata que era
diferente? Sei não. Existe existe uma
cultura lá muito esquisita, não é, de
segregação racial, de questões de
xenofobia, que é muito comum dentro dos
ambientes americanos às vezes. Tem
vários exemplos disso, não é, de de
pessoas conversando na sua língua
materna num supermercado e gente lá
gritando: "Fala inglês, fala inglês,
aqui é América, velho. Você tá aqui,
fala inglês".
Eu sou um turista, falando com meu filho
aqui, qual com qual, é a parada, meu
irmão? E uma coisa que você não consegue
conceber no Brasil né? Você encontra
dois americanos conversando no
supermercado, você vai gritar: "Fale
português". Entendeu? É uma coisa muito
maluca assim que você encontra muitos
ambientes americanos, norte-americanos,
que as vezes vem dentro dessa pecha de
nacionalismo. Esse tipo de
reconstrucionismo cristão, muito comum
nos Estados Unidos, ele vem muito dessa
ideia de que existe talvez um tipo de
plano de Deus, de cristianização do
mundo que vai passar pelos Estados
Unidos. É, muitas vezes acho que os
Estados Unidos vai ser essa nação
cristã, a única nação realmente cristã
que vai levar, né, o evangelho para, e a
verdade para os outros. Eu acho tudo
isso muito, muito tosco. Mas obviamente
não representa todos os americanos, né?
Mas o nacionalismo, né, algum tipo de
nacionalismo que perpassa, né, uma visão
cristã de mundo também para eles, é uma
visão muito difundida, muito comum lá
nos Estados Unidos.
>> Entre evangélicos brancos protestantes,
esse número é de 67%. Na Páscoa, na Casa
Branca, o pastor Franklin Graham orou
publicamente comparando o Trump à rainha
Esther e disse que Deus levantou o Trump
para um tempo como esse, para derrotar o
Irã.
>> Rapaz. Olha, o, a religião do
bolsonarismo, que eu denunciei aqui no
Brasil, parece pouco comparado com a
religião do trumpismo. Não é? O Trump
conseguiu puxar as forças políticas para
si com muito mais peso religioso do que
o próprio Bolsonaro aqui no Brasil, não
é? Eu acho que ninguém escreveu religião
do trumpismo. Acho que nos Estados
Unidos já vi alguns livros mais ou menos
sobre isso e tal, mas olha, é, é
chocante que um líder civil receba esse
nível de, de apoio religioso. O cara
não, não voltar com loucura? O cara
disse que Deus enviou o seu filho. O
cara não disse aí que o, que o, que o
filho do Bolsonaro foi enviado, que Deus
enviou seu próprio filho? Tá aqui um
vereador, Anderson Sena, tá aqui no TNT
Brasil TV. Olha aqui.
>> E se ele pediu
para a gente levar o time para frente,
nós vamos levar o time para frente. E
ele escolheu Tarcísio, ele escolheu o
André do Prado, ele escolheu o
governador Tarcísio com o Felício, ele
escolheu a deputada [música] estadual
Letícia Aguiar, ele escolheu a Sandra,
ele escolheu o Regis e ele escolheu o
filho.
Eis que ele enviou seu próprio filho.
Isso tem semelhança com vocês ou não?
Eis que o todo poderoso, aquele
que nos salvou, enviou o seu próprio
filho. É isso que Jair Messias [música]
Bolsonaro fez, enviou o seu próprio
filho.
>> Amou o mundo de tal maneira que deu o
seu filho unigênito, né? Para que todo
aquele que nele crê não pereça, mas
tenha a vida eterna. É isso aí.
>> [risadas]
>> Marcha aí. Você É, a gente tá enfiado
num mar de imoralidade. Ah, não, mas tem
que votar em quem então? Tem que votar é
nulo? Mas dane-se, eu não tô nem aí para
quem tu vai votar agora não, entendeu?
Só tem vagabundo, canalha e vagabundo. O
meu problema não é esse. Minha questão
é, olha que tipo maluco, doentio de
apoio, sabe? É, doentio. É, sabe? É, é,
é, é,
herético, é, nossa. Mas bom, eu tô numa
digressão imensa aqui. Vamos voltar aqui
ao vídeo da música.
>> A conselheira espiritual do Trump
comparou o Trump a Jesus.
>> [música]
>> Isso não é só religião na política, algo
que não deveria ter, mas também é uma
tentativa de transformar um estado laico
num estado teocrático.
>> Então, não, né? Também vamos deixar de
loucura também, minha filha. Primeiro,
pode ter religião na política sim,
porque a religião faz parte da vida dos
indivíduos, faz parte da relação dos
indivíduos com o estado. Não tem nenhum
problema ter, existir influência
religiosa nas decisões dos indivíduos,
porque isso é inescapável, é impossível
sair disso, é impossível fugir disso,
entendeu? Porque todos nós somos
religiosos de alguma forma. Tá lá no meu
livro Idolatria Política, Como Governos
se Tornam Deuses. Tem um capítulo
inteiro só para explicar que é
inevitável que haja algum tipo de
influência religiosa até sobre ateus,
até sobre, sabe? Pessoas que não creem
no Deus pessoal. Eles possuem uma
religião em algum sentido. Então, é
impossível você não ter religião na
política. Em segundo lugar, isso é uma
tentativa de teocracia? Cara, não, isso
é uma tentativa só de cooptar cristãos a
um apoio político. É só isso. Você, as
pessoas enxergam demais às vezes. Essa
idolatria, não é? Por parte do povo é
muitas vezes realmente idólatra, é
realmente muitas vezes um um esforço de
divinização de alguém. Mas por parte
dessas grandes lideranças é só conversa,
é só migué, é só queixo, entendeu? Pra
quê? Pra enganar o povo, pra trazer o
povo. Tu acha que esse pessoal realmente
acredita nisso, meu Deus? Pessoal só
quer enganar a galera, só quer atrair a
galera. Esse povo só quer saber de
dinheiro e poder, meu irmão. É só a
libido dominante mesmo.
>> E cada uma dessas coisas parece um
deslize, um político religioso
exagerado, mas tudo faz parte de um
projeto de normalização dessas coisas.
Eu não estou atacando uma religião. O
ponto aqui é outro. Se a gente define um
estado laico, pra gente poder ter
liberdade pra praticar as nossas ou
qualquer religião, então o crescimento
do nacionalismo cristão dentro do
governo não deveria ser algo
normalizado. Talvez isso passe
despercebido pela maioria da população
aqui, [música] porque a maioria da
população se identifica como cristão.
Então soa familiar, aceitável. Mas se
fosse qualquer outra religião
influenciando decisões militares e a
política de um país desse jeito, a
reação seria a mesma. Não é isso que os
Estados Unidos fala que tá combatendo em
outros países extremistas?
>> Leila, eu vou dizer o seguinte, tá?
Existe algum nível de coerência no que
ela diz, quando ela tá preocupada com o,
o ponto inicial aqui, né? Poxa, o, a
galera de ver ir pra, as tropas devem
ir, ir, ir lutar porque isso é o plano
de Deus pra trazer o apocalipse e tal.
Realmente é um tipo de coisa que não tem
cabimento um líder civil tá colocando
como parte do motivo das operações
militares que vão ser, sabe? Vamos
sacrificar a vida aqui dos nossos
combatentes em nome de um, de uma
teologia que tá até errada, inclusive.
Agora, quando ela aplica isso a, a
outras linguagens, a outros exercícios,
né, de, de religião, eu acho que de
forma nenhuma. Eu acho que depende muito
do tipo de nacionalismo que tá sendo
proposto. Tá sendo proposto algum tipo
de nacionalismo que vai contra as
liberdades religiosas? Essa é a grande
questão. Porque a influência política de
uma religião, ela faz parte do estamento
democrático. Se você tem pessoas o
bastante naquela religião encontrando
espaço civil, faz parte da democracia e
paciência. Aguente-se. Se você tiver um
monte de gente muçulmana, um monte de
gente de de religião afro, é, um monte
de gente ateia, encontrando
representatividade social e civil e
levando seus ideais para o mundo
político, isso faz parte da democracia.
A grande questão é: esses ideais são
ideais de liberdade ou são ideais de
destruição das possibilidades dos
indivíduos autogovernarem sua vida,
decidirem como buscar sua própria
felicidade? Essa é a grande questão. Não
é se há uma influência religiosa. É se
ainda existem estatutos sociais, uma
compreensão cultural e um sistema legal
que proteja a liberdade das pessoas em
suas vidas. No fim das contas, é só isso
que que define se você está num ambiente
de risco ou não. É, não é qual o tipo de
influência religiosa necessariamente.
Você pode ter umas religiões mais
democráticas do que outras? Certamente.
Mas aí já é já é já é outro outro
problema.
>> Os Estados Unidos não foi fundado como
um estado teocrático. Pelo contrário,
muitos dos Founding Fathers desconfiavam
da influência da religião na política.
Alguns até queriam acabar com a religião
no país por completo. E ainda assim, o
que estamos vendo agora é uma
aproximação cada vez maior e perigosa
entre fé e o poder estatal, sendo
tratado como algo comum, com muita gente
agradecendo a Deus por isso.
>> Eu acho que são leituras erradas dos
Founding Fathers. Founding Fathers
realmente não criaram um estado
teocrático. Eles defenderam o estado
laico, isso é fato. Mas falar que eles
queriam tirar que alguns deles queriam
tirar a religião nacional, aí é exagero,
tá? Não acho que é o fato não. Vamos lá,
ó.
Vídeo interessante aí para fazer a gente
pensar sobre essas coisas. Coisa de
doido. Bora para a próxima. Nosso
querido Marcos Granconato. Tenho muito
respeito, começar já nessa, tá? Tenho
muito respeito ao Marcos Granconato.
Muito muito muito mesmo. Muito muito
mesmo. O homem deve ter de de ministério
que eu não tenho de vida. Então, ó, eu
quero deixar isso aqui já
pré-estabelecido. Vamos ver aqui o que é
que viralizou dele aí que vocês me
mandaram. Eu não gosto quando vocês
mandam coisa de amigos assim. Espero que
seja coisa que eu concorde para poder
continuar sendo boa praça aí com o Gran
Conato, que eu gosto muito dele. Vamos
lá.
>> A pessoa que foi traída no casamento,
ela tem licença nos evangelhos [música]
para separar da pessoa
>> [música]
>> que a traiu, para se separar do cônjuge
que não foi fiel.
Ela tem essa
permissão, entre aspas, isso é
tolerável,
mas não é o ideal de Deus. O ideal de
Deus é que haja perdão e reconciliação.
>> Muito bom o que ele diz aqui, tá? Porque
isso é justamente um ponto que
complexifica a nossa ética. Na ética
bíblica de algumas pessoas, já falei
isso várias vezes aqui, tá? Na ética
bíblica de algumas pessoas, só existem
duas categorias. É categoria do
prescrito e do proibido. Então, existe o
proibido e o prescrito. Há o que Deus
ordena e há o que Deus proíbe. Mas, na
verdade, na ética bíblica, existem mais
duas categorias. Entre o prescrito e o
proibido, existe o permitido e o
preferível. Então, ao invés de você
pensar em prescrito e proibido, você tem
que pensar em proibido, em permitido, em
preferível e em prescrito. Você não pode
ficar só em dois P. Você tem quatro P's
aí, pelo menos, dentro do contexto da
ética bíblica. Você tem vários exemplos
disso ao longo da teologia do Antigo e
do Novo Testamento, como, por exemplo,
nas questões de absolutismo graduado,
que aí é um termo do Norman Geisler, que
ele vai dizer que o existem valores
morais absolutos, mas existe uma
gradação desses valores morais. Então,
quando, por exemplo, as parteiras
hebreias mentem para poder salvar a vida
de garotos, elas mentem para que
crianças não sejam assassinadas, a
Bíblia trata como se fosse uma coisa
boa, por exemplo. Então, você tem aquilo
que é preferível. O que é que a Bíblia
diz? Pode mentir? É prescrito, mentir é
prescrito ou é proibido? É proibido.
Então, o que é que eu faço aqui? Tem que
matar a criança? Não é isso, porque
matar criança também é também é
proibido. Eu entrei num conflito ético.
O que é que é preferível dentro de um
ambiente de conflito ético, não é? Por
exemplo, a ética bíblica é muito mais
complexa. Texto de Mateus que fala sobre
a liber a a carta de divórcio em caso de
adultério, em caso de porneia, né, de
imoralidade sexual, é um texto muito
claro para a gente entender a categoria
do permitido, o que não é prescrito e
nem proibido, é permitido dentro do
contexto em que existe um preferível.
Então, o que é que o texto diz? Em caso
de porneia, você pode dar carta de
divórcio, mas
isso não é o ideal, o texto vai dizer:
"Deus permite por causa da dureza do
coração". O ideal é o quê? Que haja
realmente perdão. Então, dentro de um
caso normal, em que existe adultério e
aí a parte vai ter que decidir se vai
continuar no casamento ou não, existe
aquilo que é permitido, é permitido
divorciar, é permitido ir embora, mas o
que é preferível é continuar. Continuar
é prescrito? Não, é preferível.
Divorciar é proibido? Não, é permitido,
entendeu? Existe o preferível e o
permitido aqui nesse caso, não só o
prescrito e o proibido. Isso deixa a
ética bíblica muito mais madura, muito
mais complexa do que o modo como muitas
vezes a gente é ensinado a pensar.
Agora, isso em todos os casos, existem
casos mais anormais, não é? Como, por
exemplo, a parte não está arrependida,
não existe arrependimento genuíno, não
é? E a pessoa continua em atos
constantes de adultério. Eu acredito que
existe um senso de proteção da imagem de
Deus, um senso de proteção daquele
indivíduo que está sofrendo, que precisa
ser levado a cabo também. Uma coisa é:
houve um adultério, esse adultério foi
confessado, foi arrependido, há um
pedido de desculpa, há uma restauração e
OK, isso é uma coisa, isso é um cenário
já muito difícil, muito terrível. Existe
o cenário do: "Meu marido está saindo
com uma rapariga nova todo o fim de
semana". E aí, "Ah, não, mas eu tenho
que perdoar". Não, meu irmão, não tem
arrependimento nenhum, pô. Se não existe
arrependimento genuíno, um
arrependimento da boca para fora e o
pecado continua e continua, esse perdão
que tem que ser dado no coração, não tem
como existir uma reconciliação diante da
falta de arrependimento da outra pessoa,
que não está arrependida, que não está
não está mudando, não está nem aí para
para restaurar esse casamento. Na minha
compreensão, só é possível existir
restauração do relacionamento quando
existe arrependimento genuíno. Se não
existe arrependimento genuíno, não tem
como a pessoa continuar nesse casamento,
não tem como. A parte adúltera está lá
nem aí para o próprio pecado, pelo amor
de Deus, não é? Vá-se embora, vá-se
embora. Aí ficar se submetendo a isso
para quê? Se o indivíduo não tá
arrependido do próprio pecado. Vamos ver
como é que ele continua aqui.
>> No tocante a contrair segundas núpcias,
a Bíblia proíbe isso terminantemente.
>> Ih,
aqui eu discordo. Com muito respeito, eu
respeitosamente discordo das informações
desse vídeo. Eu não acredito que a
Bíblia proíba terminantemente, certo?
Absolutamente não acredito. Vou ver o
resto do argumento do do Graciano,
obviamente, mas eu já começo dizendo o
seguinte, tá? O texto que tá sendo
discutido pelos fariseus com Jesus é o
texto de Deuteronômio sobre carta de
divórcio. Eles chegam, por que é que
Moisés mandou dar carta de divórcio? O
texto sobre carta de divórcio fala sobre
poder casar de novo. Receber uma carta
de divórcio, no Antigo Testamento, era a
permissão para casar novamente, certo?
Essa é a carta de divórcio. Então, Jesus
tá discutindo, quando discute carta de
divórcio com os fariseus, ele está
discutindo a permissão para casar de
novo. Não é só a permissão para ir
embora. Isso é um paradigma muito muito
tranquilo na leitura do texto, o que me
faz discordar dessa interpretação, que
tá cada vez mais caindo em desuso, mas
que ainda é muito comum em alguns
círculos, de que você pode divorciar,
mas não pode casar de novo, em caso de
adultério. Eu acho isso uma leitura que
não condiz diretamente com o que tá
escrito lá. Eu falo sobre isso em
detalhes no nosso vídeo sobre divórcio
aqui no canal. Se você quiser as bases
bíblicas da discussão, toda cuidadosa
sobre isso, tá lá, é só você ir nesse
vídeo, que tá tudo direitinho ali. Vamos
ver o como é que ele vai argumentar
nesse sentido.
>> para todas as partes envolvidas,
tanto [música] a parte infiel,
quanto a parte inocente.
A única opção da pessoa que foi traída,
que a pessoa [música] que foi traída
tem,
é são duas opções, na verdade,
voltar,
perdoar,
ou ficar sozinha.
>> Pois é, não dá para acreditar nisso, na
minha leitura. Não tem como. O que é até
meio triste, né? Assim, ah, beleza, o
meu marido tá me traindo, me traindo, me
traindo, ou vou ter que ficar solteira
para sempre, ou vou ter que aceitar um
cabra que tá me traindo, me traindo, me
traindo, me traindo. Isso não é, de
alguma forma, enfiar a pessoa num num
relacionamento terrível para sempre,
entendeu? Se a pessoa não puder ficar
só, eu acho complicado, tá? Acho
complicado. Acho, acho realmente errado.
Existe alguns textos, né, que as pessoas
usam para argumentar nesse sentido: "Ah,
mas Paulo fala em Romanos que você fica
preso ao marido até a morte, quando o
marido morre o casamento é que a aliança
acaba". Ele está falando, está falando
de caso de adultério, está falando de um
casamento que dura até a morte da
pessoa, né? As pessoas, sabe, não, os
textos, eu lido com todos esses textos
lá, lido principalmente no livro, se
você quiser aprofundamento maior, tem um
capítulo inteiro sobre divórcio no livro
Igrejas que Calam Mulheres. Capítulo
inteiro só sobre isso, que eu discuto
tudo isso também com mais profundidade,
com mais detalhes, tem mais coisa no
livro do que tem no vídeo aqui. Então,
alguém que precisa muito lidar com esse
assunto no sentido teológico, vai lá, é
minha recomendação. De novo, muito
respeito ao Graconato, mas eu discordo
profundamente da percepção dele aqui
sobre esse assunto, tá bom? E de novo,
dá para respeitar uma pessoa que você
discorda, tá? Não sejam malucos.
Próximo. Zé Bruno.
>> Mundo espiritual, isso é platônico. Quem
dizia que tem um lugar acima e outro
abaixo é Platão.
>> É o novo testamento também, né? O antigo
testamento também, não? Não entendi não,
o ponto dele aqui. Vamos ver. Vamos ver,
estou confuso. É só um baitzinho para
começar e ele vai explicar melhor agora?
Pode ser, vamos ver.
>> Não, a Bíblia diz que Deus está no céu,
a palavra céu é simbólica. Essa
linguagem em cima, em baixo, é
simbólica.
Quando ficar as roupas no chão. Então,
aí é para quem crê no arrebatamento. E a
gente fala mundo espiritual como se, por
exemplo, nós estivéssemos conversando
aqui e Deus não tivesse aqui e eu tenho
aqui para um lugar mais alto ou fora
daqui para encontrá-lo.
>> Então, eu não,
não entendi,
o problema do corte é esse, né? Não sei
qual o contexto que ele está colocando
aqui. É, a linguagem é simbólica, mas a
linguagem simbólica é essa, é a
linguagem simbólica de um mundo
espiritual. Olha, a linguagem de Platão
também é simbólica. Platão não
acreditava literalmente que o mundo das
ideias ficava no céu. É uma linguagem
simbólica também. A linguagem bíblica é
simbólica. Significa que Deus está nos
céus, ele está num lugar mais alto, ele
está acima, enquanto abaixo, né, aquilo
que é mau, aquilo que está nas trevas,
as profundezas. É uma linguagem
simbólica muito importante. Quando Jesus
sobe, né, ele vai aos céus, ele ele vai
até as nuvens, ele não desce pro fundo
do mar, ele não desce num buraco, ele
sobe até os céus, porque essa é a
linguagem simbólica que é aplicada a
todo o antigo e novo testamento pra
falar, né, do do mundo espiritual, do
lugar espiritual. Agora ele está
contrapondo com a ideia de um Deus que
tá aqui, né, ah, eu não sei, eu não
peguei ainda qual é o ponto. Vamos lá.
>> Deus criou o mundo, era um jardim e ele
tava com [música] o homem todo dia. O
mundo é o templo, aonde Deus se
relaciona conosco.
>> [música]
>> A gente percebe a presença de Deus em
nós e nas nossas relações. Ele não tá
num lugar especial. Em todo o evangelho,
em toda a Bíblia, o contrário de
espiritual não é material, o contrário
de espiritual é carnal.
>> Aqui matou a pau, tá? Eu realmente não
sei qual é o problema específico da que
ele tá tentando contrapor aqui na ideia
do mundo espiritual, e tal. Eu eu acho
que que é a linguagem bíblica, né? É uma
linguagem simbólica e bíblica, a gente
tem que respeitar os nossos os
linguajares bíblicos. Mas de novo, é a
desgraça do corte. Eu não sei qual é o
contexto que ele tá interpolando aqui.
Mas a ideia que ele tá pondo de que, na
verdade, a presença de Deus é é
constante, né, é tá aqui, isso é
maravilhoso. Essa divisão que ele faz,
nossa, isso aqui é é uma Doyle na veia,
é neocalvinismo na veia, de que o
contrário de espiritual é carnal, não é
material. Esse dualismo natureza e
graça, que é muito comum no catolicismo
romano, é um dualismo que a gente não
segue, como se as coisas materiais, como
se as coisas da terra, como se comer,
beber,
tudo isso fosse uma coisa mundana,
maligna, de alguma forma. Não é,
absolutamente não é, são coisas normais
da nossa vida, não é? Que a gente vive e
faz parte da da vida de Deus em nós
também.
>> Quando eu me entrego ao mal e ao pecado
é que eu me separo dele. Na verdade, me
separo na minha relação, porque ele não
deixa de estar aqui comigo. Ele senta na
mesa, aonde você acha que só tem
demônio, se você falar "Senhor", ele
fala "Tô aqui". Porque, na verdade, não
é ele que está, tudo que existe está
nele, ele é maior do que a existência e
maior do que o tempo. Atos 17:28. Paulo
no Areópago.
>> É isso aí. Nele vivemos, nos movemos e
existimos.
>> Citando Cleanto, Epiménides e Arato,
usando um cântico a Zeus, cultura grega.
Do mundo. Do mundo. E ele diz: "Nele
vivemos, nele nos movemos e nele
existimos".
>> É isso aí. É isso aí. Certíssimo.
Maravilhoso. Não entendi direito o que é
que ele está contrapondo no comecinho,
então mas é falha minha. Só tem um corte
aqui para para reagir, mas perfeito.
Achei maravilhoso. Zé Bruno é um homem
de aço, né, cara? O Zé Bruno, eu acho
que tudo que o Zé Bruno fala eu acho
acho bom. Poucas vezes na minha vida eu
vi alguma coisa do Zé Bruno que eu não
gostei, viu? Acho muito legal o modo
como ele coloca as coisas. Este foi o
Toulos do Twitter de hoje. Se você gosta
desse tipo de conteúdo, não deixa de se
inscrever no canal e assinar as
notificações para ficar sabendo sempre
que houver vídeo novo. Vai aproveitar lá
o seu desconto na Manual nesse Dia dos
Pais. Tá na descrição aí com o cupom
Teologia. E a gente se encontra no
próximo vídeo. Um cheiro no seu cangote
e até a próxima.

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