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A fé vem pelo ouvir

Quebrando o Silêncio – Capacitação Cristã e Conscientização | Larissa Rodrigues

Quebrando o Silêncio – Capacitação Cristã e Conscientização | Larissa Rodrigues

Quebrando o Silêncio – Capacitação Cristã e Conscientização | Larissa Rodrigues

Quebrando o Silêncio – Capacitação Cristã e Conscientização
Sermão ministrado pela Candidata a Deputada Federal Larissa Rodrigues

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[música]
เฮ
[música]
>> [música]
>> Noite, irmãs.
>> Boa noite.
>> Vocês estão felizes de estar aqui?
>> Sim,
>> estou muito feliz.
Quero apresentar vocês, talvez alguns de
você, algumas de vocês ainda não
conheçam. Esta aqui é a Larissa. Vocês
lembram de um podcast que o Jack foi
convidado para falar com os esquerdistas
fedorento?
Foi ela que convidou. A culpa é dela.
[risadas]
Irmãos, Larissa é nossa irmã em Cristo.
Uma bênção, serve ao Senhor, serve sua
casa, sua família, serve o nosso estado.
E ela tem um trabalho importantíssimo,
né, com crianças, um instituto que ela e
a mãe dela, ela fundou um instituto, ela
e a mãe dela lideram.
E hoje ela veio falar de um assunto de
extrema importância, tá? É um assunto
sensível e um assunto sobre abuso
infantil, sobre combate ao abuso
infantil, que para nós, mães, mulheres,
nós devemos eh entender como de extrema
relevância, porque passa por nós,
principalmente.
Nós somos a principal arma que o Senhor
pode usar. para defender nossos filhos,
nossas crianças, as crianças que estão
ao nosso redor. Então, hoje o Senhor vai
usar a Larissa para nos capacitar para
isso. Ela tem uma agenda extremamente
apertada. Esse período do ano para ela é
muito cheio e ela abriu um uma data para
nós. Então, quero que vocês entendam que
isso é uma bênção, um presente do
Senhor. Prestem atenção, que os nossos
corações hoje possam ser uma terrinha
onde essa palavra vai cair e vai
frutificar. E nós vamos ser ferramentas
de Deus para todas as crianças que
estiverem ao nosso redor, nós servirmos
de bênção, capacitadas hoje pela
Larissa. Vocês estão felizes que ela
está aqui. Você pode aplaudir a Jesus.
[aplausos]
Larissa, tu é muito bem-vinda. Tu tem
liberdade. Que Jesus te use.
>> Amém. Obrigada.
>> Obrigada. Glória a Jesus.
>> Amém. Boa noite. Deixa eu beber uma
aguinha aqui antes que eu tô meio ruim
da garganta.
Até já peço desculpa de de maneira
antecipada.
A gente tá correndo bastante por aí pelo
estado. Então, como eu tô sempre
falando, né? Eu já falo muito
naturalmente, mas agora mais ainda.
Então, às vezes a garganta dá uma
falhada. Já estou medicada, graças a
Deus, mas eh peço desculpa pela minha
voz. Obrigada, Talita, obrigada
as mulheres fortes da igreja Vintage. Eu
sou uma grande admiradora do trabalho
que essa igreja desenvolve,
principalmente no que diz respeito
à proteção, ao cuidado da família.
Porque não adianta, né, gente? Esse é o
núcleo principal da sociedade. Antes
mesmo de Deus instituir a igreja, Deus
instituiu a família. E a igreja nada
mais é do que um núcleo de várias
famílias. E glória a Deus por isso nós
estarmos reunidas aqui hoje. Vou te
convidar então a fechar os olhos para
nós orarmos. [limpando a garganta]
Senhor Deus, muito obrigada.
Muito obrigada, Pai, por essa noite,
pela vida de cada irmã aqui hoje.
Obrigada, Senhor, pela tua bondade, pela
tua graça, pela tua fidelidade, por nos
permitir estar aqui hoje para ouvir da
tua palavra, para ouvir algo que vem do
teu coração, Senhor. Que o Senhor me use
conforme a tua vontade, Deus. que não
seja eu aqui falando de mim mesma, mas
que seja o Senhor ministrando aos nossos
corações. Que seja a tua poderosa
palavra adentrando na nossa alma,
Senhor. E a tua palavra diz que ela é
como uma espada de dois gumes, apta para
separar a alma do espírito, juntas e
medulas, intenções do coração. Nós te
pedimos que aqui hoje essa palestra
sobre combate ao abuso sexual infanto
juvenil, ela seja um divisor de águas na
nossa vida, na nossa família, na vida
dos nossos filhos e na nossa sociedade
como um todo. Te pedimos, Deus, usa a
minha vida. Eu sou apenas um vaso de
barro, Senhor, mas que a tua glória seja
derramada aqui sobre nós hoje e que nós
possamos glorificar o teu nome,
[roncando] louvar o teu nome, Senhor, em
nome de Jesus. Amém.
>> [limpando a garganta]
>> Amém. Tá ali já quebrando o silêncio.
Como a Talita falou, eu sou fundadora do
primeiro Instituto de Combate à
pedofilia no Rio Grande do Sul. Nós
fundamos o Instituto Guardiões da
Infância esse ano ainda e como esse é um
tema, um assunto muito urgente e eu
tenho certeza que vocês
sabem de muitos casos, vocês acompanham
todos os casos que acontecem
constantemente aqui no nosso estado, no
nosso país e no mundo afora.
O nosso instituto, mesmo tendo tão pouco
tempo de existência, ele já é muito
atuante e já é muito acionado, porque
essa é uma pauta de urgência. E uma das
frentes do nosso instituto é a palestra
Quebrando silêncio, que nós
desenvolvemos especificamente para as
igrejas. Por quê? Porque a igreja é o
melhor lugar pra gente tratar sobre esse
tema. Por quê? Porque o abuso sexual,
ele não é apenas um crime, ele vem antes
de um pecado, da imoralidade sexual que
tá no coração do homem. E é a igreja que
vai tratar disso. Porque o estado, e eu
como agente público, para quem não sabe,
eu sou vereadora em Canoas, eu como
agente público, eu posso sim fazer leis
e nós já fizemos inúmeras leis,
programas de prevenção, de combate, né?
O estado pode usar a força para
reprimir, para repressão através da
polícia, mas o estado ele não vai
conseguir entrar dentro das casas e nem
deve, né? entrar dentro das casas,
entrar naquele lugar onde a criança tá
sofrendo, entrar naquele lugar onde
existe esse pecado de imoralidade
sexual, que é o coração desse abusador.
Só o Espírito Santo tem poder para isso.
E a igreja tem esse papel
importantíssimo de atuação que é dentro
das famílias.
Então, pode passar o primeiro slide.
Nós fomos chamados a um propósito como
igreja que é justamente esse, o de
discipular, de cuidar e principalmente
discipular dentro de casa. Nós como
mães, eu também sou mãe, sou mãe de duas
princesas, nós temos esse propósito,
esse chamado de sermos guardiões do
nosso lar, de cuidarmos dos nossos
filhos, de zelarmos pela vida deles
espiritual e também fisicamente,
emocionalmente.
Então, conscientizar, alertar
dentro da das nossas igrejas é uma forma
também de fortalecer a nossa família.
Nós precisamos falar sobre esse tema.
Nós precisamos quebrar esse tabu, porque
eu não sei você, mas a gente parece que
só vai saber dessa realidade, porque a
gente abre o celular muitas vezes e tá
lá a notícia, mas a gente quase não não
vê atuações nesse sentido. Tanto que eu
fui a fundadora do primeiro Instituto de
Combate à pedofilia do Rio Grande do
Sul. Isso é um grande feito, mas só foi
surgir um instituto voltado
especificamente para isso em 2026.
E quanto tempo se passou até que a gente
pudesse fazer esse trabalho. Isso não é
de agora. Isso aí abuso sexual é uma
coisa que acontece há 300 anos. É algo
recorrente na nossa sociedade. Não é
algo dessa geração. Sempre aconteceu. Só
que, infelizmente a gente só chega
depois que a tragédia acontece. E esse é
um questionamento meu. Eu olhava, olha
quantas situações acontecem. meu pai é
pastor e quantas situações levadas para
gabinete e a gente servindo na igreja,
orando pelas mulheres, ajudando ali a
ministrar a cura do Senhor. E quantas
vezes vinham mulheres procurando: "Olha,
aconteceu isso comigo, aconteceu isso
com meus filhos e por que a gente só
chegava depois da tragédia." E esse é um
dos motivos pelos quais surge também o
Instituto Guardiões da Infância, porque
eu junto da minha mãe, nós pensamos:
"Olha, a gente precisa fazer alguma
coisa, não ficar só no âmbito eh dentro
das quatro paredes, sabe? Só orar, só
ministrar cura, né? Ajudar, direcionar
para um psicólogo, enfim".
Mas nós precisamos fazer algo efetivo. E
eu não sei se você sabe, mas existe uma
lei que foi implementada em 2024. a lei
4811, que ela diz o seguinte, que todo
lugar que trabalha com criança de forma
voluntária precisa pedir o os
antecedentes criminais daqueles
voluntários.
[roncando] E aí nisso a gente também
pensou: "Olha, será que as igrejas estão
preparadas para lidar com isso? Será que
as igrejas vão de fato aplicar essa lei
e pedir?"
Porque assim, o pedófilo, o abusador,
ele vai est onde tem criança. Então,
nada impede de que num lugar como a
igreja, principalmente hoje vivendo, né,
num mundo em que existem muitas igrejas
dóceis
ao ao crime, né, que não combatem, que
não se posicionam, então pode ter muito
pedófilo ali escondido. E aí a gente
começou a levar para várias igrejas, nós
já levamos para mais de 50 igrejas e em
mais de 10 cidades diferentes.
E nós estamos com esse esse projeto
então de capacitação.
Por quê? Porque nós precisamos de
adultos conscientes. Muitas vezes estar
bem intencionado não é o suficiente. E o
artigo quto do ECA, ele diz que o
combate, a prevenção, o cuidado é uma
responsabilidade coletiva. Não é uma
responsabilidade somente do poder
público ou somente da família ou somente
do professor. Enfim, todos nós podemos
estar atentos a isso. Devemos estar
atentos a isso, porque às vezes, e
infelizmente essa é uma realidade que
nós vamos falar daqui paraa frente, pode
passar o próximo slide.
Isso acontece dentro de casa.
Essa perseguição à infância,
né? As crianças deveriam estar
protegidas em casa e muitas vezes elas
não estão.
Existe uma perseguição à infância.
E a gente vê isso muito claro duas vezes
na Bíblia, que é quando Moisés nasce e
quando Jesus nasce. Houve uma chacina.
E eu não sei você, mas eu olho hoje e eu
vejo uma perseguição tão implacável
quanto.
Mas eu entendo que isso acontece porque
assim como foi na época de Moisés e na
época de Jesus, a nossa geração ela vai
ver Cristo voltar. A nossa geração tem
uma promessa. A nossa geração, os nossos
filhos,
nós estamos chegando nos últimos dias. E
por isso existe um intento de Satanás
contra as nossas crianças das mais
diversas formas.
O nosso inimigo, ele entende muito
melhor do que nós às vezes. Provérbios
22:6, que diz, né? ensina a criança o
caminho que deve andar e ainda quando o
velho não se desviará dele.
Infelizmente, muitas vezes a gente
terceiriza o cuidado dos nossos filhos,
mas Satanás sabe muito bem utilizar essa
verdade e é por isso que ele tenta pegar
lá na infância. Por quê? Porque se ele
consegue destruir a vida daquela
criança, ela vai passar talvez uma vida
inteira sofrendo as consequências
daquilo. Para vocês terem uma ideia, eu
tenho uma relação muito próxima ao
delegado Maurício Barizon ali de Canoso,
justamente por atuarmos nessa causa. E
ele me passou a seguinte situação,
Larissa, tem vezes aqui na delegacia que
chegam pessoas denunciando um abuso que
sofreram há 20, 30 anos atrás.
Ou seja, a pessoa talvez nunca consiga
se recuperar daquilo. Satanás sabe disso
e é por isso que ele ataca a infância
para cortar pela raiz muitas vezes. Mas
nós temos um chamado. Amém. Nós como
igreja podemos nos prevenir, podemos
combater isso desde o início, desde a
raiz. Lá em Mateus 25 35 40. Se você
puder abrir comigo.
Tem um bebezinho chorando. Já lembrei da
minha pequena aqui que tá com a minha
mãe.
Glória a Deus. Quem achou diz amém.
Mateus 25
versículo 35
ao 40.
Diz o seguinte:
"Porque tive fome e deste-me de comer,
tive sede e deste-me de beber. Era
estrangeiro e hospedaste-me.
Estava nu e vestiste-me. Adoeci
e vestiste e visitaste-me. Estive na
prisão e fostes me ver." Então os justos
lhe responderão dizendo: "Senhor, quando
te vimos com fome e te demos de comer ou
com sede e te demos de beber? E quando
te vimos estrangeiro e te hospedamos ou
nu e te vestimos? E quando te vimos
enfermo ou na prisão e fomos te ver?" E
respondendo o rei lhes dirá: "Em verdade
vos digo que quando o fizestes a um
destes meus pequeninos irmãos, a mim o
fizeste.
Amém. Eu não sei você, mas quando eu
olho essa passagem, eu consigo enxergar
aqui um bebezinho
estrangeiro, recém-chegado no nosso
mundo e a gente hospedando nu e nós
podemos vestir aquele bebê com fome e a
gente alimentando ele. Então eu vejo
também um cuidado e um chamado de Deus,
um chamado do alto desde o nascimento
daquela criança. E nós somos
responsáveis por isso. Nós temos uma
responsabilidade
espiritual, mas também moral, com
relação às nossas crianças. Pode passar
o próximo slide. E aí eu trouxe aqui
alguns dados pra gente contextualizar.
O primeiro que eu costumo chamar de o
espírito do anticristo, que é o aborto.
Nós temos uma média de 1 milhão de
abortos registrados no ano
a nível mundial.
Isso é o espírito do anticristo. Por
quê? Porque enquanto Cristo ele se
entrega na cruz por nós e ele diz: "Eu
morro para que vocês possam viver".
O espírito do anticristo no aborto, ele
diz:
"Eu mato para que eu possa viver". É o
contrário. É uma afronta a Deus. Então a
perseguição, ela começa no ventre.
Aí nós temos ali o outro dado, três
crianças abusadas a cada hora aqui no
Brasil. Nós vamos terminar aqui esse
esse culto e provavelmente nós vamos ter
três ou mais crianças abusadas ao redor
do nosso país só nesse período de tempo.
Isso é pior ainda, porque apenas 8,5%
dos casos são denunciados.
Ou seja, essa realidade ela tende a ser
muito maior.
Deus sabe o que acontece dentro de cada
casa, dentro de cada local.
Isso é muito triste. Mas por que somente
8,5% dos casos são denunciados? Porque
essa situação é uma situação que traz
vergonha, é uma situação que traz medo.
Muitas vezes a criança abusada, ela nem
sabe o que tá acontecendo. Ela só vai se
dar conta anos depois. Já teve muita
gente que depois da palestra veio falar
comigo, Larissa, eu me dei conta que eu
fui abusado.
Larissa, eu me lembrei agora que
aconteceu uma situação comigo.
E porque nossas crianças, elas são
ameaçadas também. É um ambiente, né, que
uma figura de autoridade e aí pode ser
qualquer figura, né, ela se aproveita da
vulnerabilidade daquela criança para
abusar. Então, às vezes, essa criança
não vai conseguir contar pros pais. pra
mãe, ela não vai conseguir buscar ajuda,
ela se sente acuada, envergonhada.
Quando acontece com meninos, né, se
sentem muito envergonhados também,
porque às vezes isso cria uma sensação
de culpa, até mesmo de questionar a
própria sexualidade.
E isso é muito complicado.
Uma a cada três pessoas vítimas de
tráfego humano é menor de idade. Então,
nós temos principalmente três casos, né?
eh tráfico de órgãos, tráfico para eh
trabalho escravo e o tráfico sexual
infantil,
que é a maioria dos casos quando é menor
de idade.
E aí nós temos também 76% dos casos de
abuso acontecem dentro de casa. Por isso
que eu tô falando muito sobre a família,
porque às vezes a gente tem ainda mais
dificuldade, né, de investigar, de
chegar até essa criança,
[limpando a garganta] justamente porque
acontece dentro de casa. Aonde ela
deveria mais ser protegida, ela tá sendo
vitimizada. Pode passar o próximo slide.
E aí é importante nós traçarmos
esse perfil, né, o perfil do pedófilo,
porque não tá escrito assim na cara de
ninguém, né? pedófilo. E às vezes a
gente até acha, né, que é um aquele
velho do saco, aquela figura assustadora
e muito pelo contrário, às vezes ou na
maioria das vezes é uma pessoa
extremamente carismática, simpática, que
ama crianças e ela se aproveita
justamente disso para abusar.
E aí, eh, nós precisamos saber
identificar isso, porque pode ser um
homem, mas também pode ser uma mulher.
Eu sempre costumo orientar,
principalmente mães solteiras, tem muito
homem pedófilo que se aproveita da
vulnerabilidade daquela daquela mãe para
se apresentar como um parceiro para ela,
porque na verdade ele tem interesse nos
filhos. E aí a mulher naquela carência
sozinha, ela se entrega à aquele homem e
na verdade tudo que ele queria era ter
esse lugar de autoridade ali dentro da
casa para abusar dos filhos daquela
mulher. Então, sempre oriento muito nas
igrejas por onde a gente passa. Mães
solteiras, tomem muito cuidado com quem
vocês vão colocar dentro de casa. Ah,
porque não vai ter escrito na cara dele,
né? Ah, eu sou um pedófilo. Não vai. E
muitas vezes entra até aquela questão do
negacionismo, né? Não, capaz. Ele gosta
de mim e às vezes não, né? Então são
várias figuras. Pode, eu, eu costumo
dizer, né? ele vai tá travestido de
alguma figura de autoridade. Então ele
vai se travestir de um professor, até
mesmo de um pastor, ah, de um policial,
de um guardinha de shopping. Já ouvi
casos de guarda shopping abusar de
criança. [roncando] Então ele vai se
aproveitar dessa figura de confiança. Às
vezes até mesmo o irmão mais velho. E
isso tá acontecendo muito
recorrentemente.
Você faz ideia do que que seu filho mais
velho tá fazendo dentro do quarto dele?
Às vezes ele tá viciado em pornografia e
a gente não faz nem ideia e ele pode se
tornar um potencial abusador do do irmão
mais novo.
Aí nós temos
várias formas de abuso, porque tem gente
que pensa também às vezes que o abuso é
só o estupro em si e não é. Nós temos em
primeiro momento o aliciamento. E aí eu
vou dar um exemplo para vocês. Chegou lá
no meu gabinete um caso que aconteceu
dentro de uma igreja.
Um homem que estava eh numa numa posição
de autoridade de liderança, ele era
líder do louvor daquela igreja.
Ele tinha uma empresa e aí ele chamou
uma das meninas ali de 14 anos para ser
estagiária na empresa dele. E ele
começou a oferecer,
pode voltar o slide,
ele começou a oferecer dinheiro para
ela.
Acho que tá faltando um slide ali. Pode
passar o próximo.
É, tá faltando um, mas enfim, pode
deixar no anterior mesmo. Voltando à
nossa história, pode deixar aí.
Ele começou a pagar para essa menina
sair com ele. E aí ele oferecia assim:
"Ah, vou te pagar tanto, você sai
comigo". Começou a ter relações com essa
menina e ele começou a colocar ela para
chamar outras amigas para saírem com
ele. Então ele fez uma proposta: "Olha,
por que que você não chama suas amigas e
diz para elas que eu pago um valor
também para elas saírem comigo?"
E aí uma das irmãs descobriu o que tava
acontecendo, levou até o pastor.
Infelizmente naquela igreja o pastor não
se posicionou
e a mulher recorreu até nós, falou:
"Olha, tá acontecendo isso, isso e isso
eu não sei o que fazer". E aí nós
imediatamente levamos ela paraa
delegacia, porque abuso sexual é um
crime, pedofilia é um crime e nós como
igreja precisamos nos posicionar porque
a igreja precisa tratar isso da maneira
que precisa ser tratada.
Nós levamos pra delegacia e quando nós
chegamos lá, o delegado Maurício Barizon
abriu ali a a ficha do sujeito e
descobriu que ele já tinha uma passagem
na polícia lá em Caxias do Sul por
estupro de vulnerável. Ele tava solto e
tava cometendo isso aqui em Canoas.
Então, para vocês verem como esse tipo
de gente é astuta, é sinuosa e se
infiltra nesses lugares para ter um
acesso facilitado.
Aí nós temos também o abuso em si, né,
que pode ser um toque, pode ser uma
palavra, pode ser eh aquele carinho que
exige segredo. Então, não é só o estupro
em si, tem várias formas de abuso.
E nós temos os perigos digitais. que às
vezes a gente esquece, mas hoje em dia o
pedófilo ele pode estar abusando do seu
filho a quilômetros de distância. Ele
não precisa nem estar no mesmo ambiente,
porque eles entram nesses joguinhos
principalmente ou nesses aplicativos que
tem chat, que tem conversa e eles
começam a criar uma relação com a
criança, às vezes até mesmo se passando
por outra criança, e começam a pedir
fotos, vídeos, conversas indecentes e
estarem cometendo ali um abuso a
quilômetros de distância. e a criança
vai se enredando naquilo e ela não faz
ideia. Às vezes eles fazem este tipo de
de abordagem eh oferecendo, né? Ah, tem
um joguinho ali, tem uma moedinha no
jogo. Ah, eu te dou uma moedinha do jogo
e você manda uma foto para mim. E
começam a ameaçar a criança. Se você não
me mandar outra, eu vou mandar paraos
seus pais. Se você não me mandar outro
vídeo, eu vou expor na internet. e a
criança fica presa naquilo ali e às
vezes não sabe como sair.
E chegamos então de fato à exploração, o
estupro em si, que é a conjunção carnal,
que é a forma mais cruel, né? Mas também
a forma mais fácil da gente identificar,
porque a gente consegue fazer o corpo e
delito. As outras formas é muito difícil
de pegar prova. Por isso que a gente
volta para aquele dado lá que apenas 10%
é denunciado, porque é muito difícil
comprovar.
E aí nós temos a adultização. E você
como mãe, você vai concordar comigo. A
gente chega numa loja para comprar roupa
para criança e gente é um horror. O que
que é aquilo? É roupa curta? É roupa
colada? É roupa transparente pra
criança? Se isso não é uma ação
sistêmica
do maligno, eu não sei o que que é. Mas
existe muita gente importante por trás
disso. E até por isso mesmo a gente não
vê a mídia tradicional falar tanto sobre
esse assunto, porque tem muita gente
poderosa por trás disso. Temos a
indústria pornográfica que lucra de 10 a
100 bilhões de dólares anual. é muito
lucrativo. Por isso que a gente quase
não vê a mídia tradicional falar sobre
isso. Por isso que a gente vê em filmes,
em músicas, em séries, no ambiente
cultural, constantemente a adottização e
a erotização infantil, porque existe um
sistema por trás disso. E porque uma
criança traficada
para esse para essa rede de tráfico
sexual infantil, ela é muito mais
lucrativa inclusive do que a droga,
porque o o pino de cocaína ele vai ser
vendido, vai ser utilizado, mas a
criança ela pode ser vendida várias e
várias vezes no mesmo dia. Quem aqui viu
o filme O da Liberdade?
Muita gente disse que era a teoria da
conspiração, né? Mas vocês viram também
o caso do Jeffrey Ston? Quem viu?
A gente viu que é realidade, é verdade.
E eu trabalhando com isso,
gente, é um cenário devastador.
É sim uma realidade
muito triste e muito real, muito latente
na nossa sociedade e muito lucrativa. E
é por isso que tem pouca gente
combatendo, falando sobre isso, porque é
gente poderosa envolvida, bancários,
empresários, políticos da alta classe.
Pode passar o próximo slide.
E aí nós temos
o Maio Laranja. Quem é aqui conhece o
Maio Laranja?
O Maio Laranja
é uma ação, é um movimento que existe no
Brasil de combate à pedofilia.
Ele se chama Maio Laranja em homenagem à
menina Aracelei. Porque lá em 1973, no
dia 18 de maio, a menina Aracele sumiu.
E aí começaram as investigações e uma
semana depois a polícia descobriu
[roncando] que essa menina tinha sido
sequestrada,
dopada, estuprada e descartada com seu
corpo 80% queimado.
Esse caso chocou o Brasil na época,
trouxe muita comoção. Só que o mais
triste é que nunca houve justiça, porque
os suspeitos
eram três homens poderosos,
filhos de políticos, de médicos na
época. E eles foram chegaram a ser
condenados, mas depois conseguiram
reverter.
E, enfim, nunca ninguém pagou pelo que
aconteceu com a menina Eracéle. Então,
em homenagem a ela, o dia 18 de maio é o
dia nacional de combate à pedofilia. E
nós temos o mês maio laranja de
conscientização. Mas eu quero te fazer
uma pergunta. Alguém é que já viu a
prefeitura, o estado, algum órgão
público falar sobre isso, sobre o
Maandesse
grande sistema. Infelizmente são poucas
as pessoas que falam sobre isso, que
combatem isso. Existe muita impunidade,
muito medo, muita cumicidade
nesse meio. Infelizmente, pode voltar a
um slide, por favor.
Amém.
E aí nós temos por trás de tudo isso,
como eu falei, esse sistema, esse
esse grande bloco de pessoas poderosas
atuando nesse sentido, lucrando muito
com isso, todo um aparato cultural,
filosófico,
para dar amparo para isso.
Nós temos pornografia, pedofilia,
tráfico sexual infantil, uma rede
mundial lucrativa.
E nós temos autores que embas isso, como
por exemplo Schulam Fireston, uma
feminista que em 1970 ela escreveu o
livro A dialética do sexo. E num dos
trechos do livro, ela diz o seguinte,
que as mulheres só teriam uma libertação
sexual completa quando as barreiras
culturais, repara nisso, barreiras
culturais entre homens e mulheres e
crianças e adultos fossem completamente
aniquiladas. Ou seja, ela tá dizendo que
a separação entre homem e mulher não é
uma separação biológica, é uma separação
cultural. é relativa e que a separação
entre adultos e crianças também é
relativa.
Só que a gente não fica sabendo disso.
Primeiro porque a gente não vai atrás e
segundo porque eles não querem que a
gente saiba que existe toda uma teoria
por trás
por trás dessa normalização da
pedofilia.
Olá de Carvalho falava, né? Se você quer
saber o que vai est acontecendo no
Brasil daqui 30 anos, vê o que que os
autores estão escrevendo hoje na
literatura brasileira. Então isso
[roncando] aqui aconteceu em 1970. Em
1950 a gente tem também Simone de Bovo e
Sartre, que eram parceiros sexuais e
eles
eh aliciavam
meninas ali pós Segunda Guerra,
aliciavam meninas eh orientais ali da
Rússia, da China, que iam pra Europa
para tentar uma vida, né, com a família
ali. [roncando] Eles aliciavam essas
meninas se aproveitando da
vulnerabilidade delas para fazer
experimentos sexuais. Inclusive tem um
livro, se eu não me engano, o nome é
Garota comportada, que é uma menina
russa que escreveu contando todos os
abusos que ela passou nas mãos de Simone
de Bovoá e Sartre. Eles também assinaram
na época um um abaixo assinado que eles
fizeram com vários outros eh filósofos
na época para descriminalizar a
pedofilia ali na França em meados do
século XX.
Então, o que a gente tá vivendo hoje foi
plantado lá atrás no cenário
intelectual. E atualmente a gente tem
Judith Butler, que é uma autora
feminista que escreveu o livro que se
chama Teoria de Gênero.
Ou seja, ali ela instituiu tudo aquilo
que a gente conhece por ideologia de
gênero. É essa endemoniada aqui que
instituiu isso.
E a gente tem, né, no cenário aí
acadêmico dito como uma verdade
absoluta, uma coisa que é uma teoria de
uma maluca
que escreveu ali sobre eh gênero, né,
sobre o sexo ser algo relativo.
Inclusive, esse termo gênero é errado a
gente usar. A gente não pode usar esse
termo porque gênero diz respeito a
muitas coisas, a uma diversidade. E não
é. Existem dois sexos. Gênero, a gente
pode usar para música, literatura,
porque são vários tipos. Agora, sexo são
só dois que Deus instituiu, homem e
mulher. Então, existe todo esse aparato
ideológico teórico por trás da
normalização da pedofilia. E isso vem do
feminismo. O feminismo que prega a
libertação sexual, o fim do patriarcado,
é que proporciona, é o feminismo que
proporciona essa normalização da
pedofilia e essa degradação moral que a
gente vê.
>> [roncando]
>> E aí a gente tem uma agenda para
implementar isso nas escolas, na
cultura, como a gente já viu.
A gente tem eh
um dado que mostra que o tráfico sexual
infantil
ele acontece,
são cerca de 1,200 milhões de crianças
traficadas. Isso ao redor do mundo. Aqui
no Brasil a gente talvez não consiga
sentir isso tão bem, porque normalmente
isso acontece nos lugares mais
vulneráveis socialmente, né? A da Mares
recentemente denunciou aquela questão
ali da ilha de Marajó e isso é muito
propício em lugares assim porque não tem
controle estatal. O evangelho também é
pouco pregado nesses lugares, né? com
países eh como a Índia ou ali no Oriente
Médio, na China, países extremamente
populosos e pobres. E aqui na Ilha de
Marajó a gente tem um problema social
que é a falta de registro. As crianças
nascem lá e os pais não registram essa
criança. Então essa criança não tem
nome, ela não tem CPF, ela não tem nada.
Aí naquele ambiente de pobreza, os pais
vendem aquela criança por um valor, por
um saco de arroz, de feijão, essa
criança vai pro tráfico sexual infantil
e nunca mais é vista. E pro estado ela
simplesmente não existe. Então, eh, nós
temos esse problema muito grande da
falta da igreja nesses lugares, mas
também da falta do estado, de cuidar ali
do registro dessas crianças.
pode passar o próximo e depois dele
também
pode passar o próximo, por favor.
E quando a gente olha para esse cenário
tão grande, tão devastador, eu não sei
você, mas a gente, eu pelo menos, eu me
sinto insignificante, impotente, com as
mãos atadas. Quando eu vi o filme O da
Liberdade lá atrás, acho que ele saiu em
2021, 22,
eu, gente, eu fiquei mal assim por dias,
fiquei muito mal
e eu pensei assim: "Meu Deus, o que que
eu vou fazer?" Gente, são milhares de
crianças, crianças que somem, que são
abusadas,
o que que a gente consegue fazer, né?
Só que o Senhor confortou muito meu
coração através de uma musiquinha do
Crianças diante do Trono, que é Pequeno
Coração, que diz, né, uma criança ali
tão longe pode ser alcançada pelos
braços do Senhor Jesus. Se uma criança
aqui antes de dormir pedir a Deus,
estende a tua mão e toca. Eu não sei, eu
sou, eu amo crianças diante do trono,
né? Eu boto para minhas filhas ouvirem
sempre. Eu cresci ouvindo também porque
eu sou novinha.
E o Senhor me confortou muito, porque a
gente pode orar
e [roncando] se mobilizar aqui com as
crianças da nossa volta. Talvez a gente
não consiga derrubar todo esse sistema
de tráfico sexual infantil, desbancar
esses poderosos, mas nós podemos sim
orar e confiar no Senhor. Orar para que
o Senhor estenda a mão dele, traga luz,
para que o Senhor levante homens e
mulheres para lutar pelas nossas
crianças nesses ambientes.
Aqui a gente pode sim cuidar das dos
nossos filhos, das crianças da nossa
comunidade. A gente pode conscientizar,
a gente pode criar ações de
conscientização para as crianças, pras
famílias.
E nós podemos sim ser essa igreja
responsável.
A gente fez uma ação recentemente com o
semáforo do toque, não sei se alguém
conhece aqui o semáforo do toque.
E a gente conscientizou várias crianças
ali, inclusive uma delas chegou e falou:
"Olha, eh, aconteceu isso, isso e isso".
E nós temos visto os frutos de nos
posicionarmos.
E nessa noite o que eu mais quero é que
a gente saia daqui capacitado
e pronto para defender as nossas
crianças. atentos. Nós podemos sim fazer
algo. Pode passar o próximo. E é uma
forma muito prática com os nossos
filhos, né? Eu costumo dizer educação
sexual não é exposição sexual. Então nós
podemos sim falar com os nossos filhos,
ensinar eles,
proteger eles, ensinando
[limpando a garganta] conceitos até
mesmo para crianças não verbais, né?
Porque às vezes é difícil, a gente pensa
assim: "Meu Deus, meu filho não sabe nem
falar, como é que eu vou saber se ele
foi abusado em algum lugar?"
Mas a gente pode ensinar conceitos que
vão proteger a vida dele, como por
exemplo, privacidade. Não troca o seu
filho em público, não deixa ele andar
com qualquer roupa por aí ou então eh o
conceito de respeito ao próprio corpo,
né? Ensinar os nomes das partes íntimas
paraa criança. Recentemente teve um caso
que eh para exemplificar para vocês, né,
de uma menininha que falou pra mãe dela
que o vovô tinha passado cocô nela.
E aí a mãe dela ficou assim: "Nossa, mas
como assim? Passou cocô". E a mãe ficou
tentando tirar da criança o que que era
aquilo, o que que significava. Deu um
papel pra criança desenhar o que que
tinha acontecido. E no fim das contas
ela entendeu o que que aconteceu. Só que
como ela não tinha ensinado pra filha
nome das partes íntimas, ela achou que a
parte íntima do avô dela era um cocô,
porque saía do corpo.
Então, a importância da gente ensinar os
nomes corretos. Claro que a gente não
vai ensinar aquele nome biológico, né?
Mas ensinar de maneira que a criança
consiga se comunicar, que ela consiga
entender o que que tá acontecendo, que
ela saiba que ela tem um corpo, que ela
tem um espaço dela, né? Eu, por exemplo,
quando eu vou dar banho nas minhas
filhas, quando eu vou trocar, eu eu faço
isso conversando, falando: "Olha, a
mamãe vai fazer isso, a mamãe vai fazer
isso agora, vai fazer aquilo". Eh, peço
com licença para minha mais velha, né?
Olha, já tô ensinando ela, né? Ela já
sabe se limpar sozinha, mas às vezes a
gente precisa ajudar. Então, filhinha,
com licença, a mamãe vai passar a mão
aqui para limpar, faz assim, faz assado
e ensinar essa autoconsciência pra
criança, né, de que ela tem um corpo, de
que não é qualquer um que pode tocar e
de que até mesmo o papai e a mamãe
precisam pedir com licença ali no
corpinho dela. O corpo dela não pode ser
simplesmente usado. [roncando] E a gente
precisa construir esse ambiente seguro,
que é o quê? credibilizar os nossos
filhos quando eles nos falarem algo. A
gente, claro, tem que disciplinar tudo,
mas ouvir com atenção. Às vezes seu
filho tá dando algum sinal, tá falando
alguma coisa
e a gente não tá prestando atenção. Ou
então o ambiente é tão ríspido que a
criança ela nem se sente à vontade de
falar, ela não sente confiança para
falar porque ela sabe que ela não vai
ser ouvida, que ela vai ser
descredibilizada ou [roncando] até mesmo
que ela vai apanhar por isso.
E ela precisa sentir essa confiança em
nós.
Nós precisamos passar esse ambiente de
diálogo e estarmos atento, atentas às
mudanças de comportamento. Porque grande
parte das vezes a criança ela não vai
falar.
Primeiro porque às vezes ela nem vai
entender o que aconteceu e segundo
porque às vezes ela vai se sentir
envergonhada, como a gente falou lá no
início, né? Se sentir até mesmo culpada.
Então, quais são esses sinais? tristeza,
irritabilidade,
hipersexualidade.
Vocês já viram aquelas crianças que tudo
é namoro, tudo é beijo e dança funk e
sabe as musiquinhas de adulto?
Essa criança tá hipersexualizada, ela
foi exposta a alguma coisa que ela não
deveria antes do tempo. Isso também é um
sinal de abuso.
Eh, as mudanças de humor, né? Criança
uma hora tá super irritada, depois ela
tá chorando, depois ela tá alegre. É uma
criança que é difícil de lidar.
>> [roncando]
>> sujeira. A criança tá sempre suja, tá
sempre largada.
Eh, uma criança bem cuidada, protegida,
é mais um empecílio pro abusador. Porque
se a sua filha, seu filho, ele sai de
casa limpinho, cheiroso, arrumadinho, o
abusador, ele vai pensar duas vezes
antes de tocar naquela criança. Ele vai
pensar: "Opa, tem alguém cuidando aqui.
Se eu encostar, a mãe e o pai vão
perceber". E o abusador, ele olha muito
para isso, né? Pros pais. Tem inclusive
um vídeo muito famoso do abusador
falando, eh, perguntam para ele, né, o
que que você olhava na criança e ele
dizia, eu olhava pros pais. Se o pai
fosse uma ameaça,
eu deixava de lado aquela criança. Mas
se o pai e a mãe não tivessem nem aí,
virava uma presa fácil. Então, sujeira
opressão, aquela criança opressa, sabe
que a gente sente, tem uma coisa pesada
nela, a criança tá sempre para baixo,
pelos cantos, não é normal. e
comportamento suicida, crianças tentando
suicídio. Isso tem ficado cada vez mais
comum. Se investigar vai achar alguma
coisa. Vai achar alguma coisa. E dando
um exemplo para você sobre
hipersexualização, aconteceu
recentemente um caso de um menininho que
ele tinha três aninhos na escola. três
aninhos ele tava na escola e ele baixou
as calças e começou a falar paraas
meninas que ele tinha um pirulito e pras
meninas brincarem com ele. E aí a
professora olhou: "Não, pera aí, isso
aqui tá estranho". E levou pra direção.
Começaram a investigar e descobriram que
ele estava sendo abusado. Porque quem é
que ensinou para ele esse nome? Quem é
que ensinou para ele esse tipo de coisa?
Tem alguma coisa por trás. Então, a
gente precisa estar atento, como a gente
falou lá no início, é uma
responsabilidade coletiva. Às vezes você
não tem, não tem filhos, ou então às
vezes você tem, mas você tá vendo que
tem alguma criança na sua volta que tá
dando esses sinais. A gente pode sim
cuidar dessa criança, pode sim atentar,
pode orar por ela. Às vezes a gente pode
ser a pessoa de confiança dessa criança,
porque às vezes ela não tem confiança em
casa, não tem um ambiente seguro, mas
você como profe, você como tia, como
dinda, como uma pessoa próxima, às vezes
ela vai se abrir com você e você precisa
estar atenta, fazer uma escuta daquilo
que essa criança tá passando. Pode
passar o próximo, tá, Larissa? E aí, o
que que a gente faz? como é que a gente
age? Ó, tem uma criança aqui foi
abusada, né? Ela me ela me ela abriu
isso para mim. Claro que muitas vezes a
gente fica com medo de fazer um
julgamento falso, né? Mas um dado
importante eh tem muita mulher que faz
denunciação caluniosa, né?
Principalmente com relação à agressão do
marido, de algum homem, né? Isso é muito
comum, os dados são muito altos, mas os
dados de denunciação caluniosa para
abuso são baixíssimos.
Por quê? Porque mexe com a vergonha
daquela pessoa, com a culpa. Então,
normalmente, se a criança tá falando, é
porque é verdade, tá? Dificilmente a
criança vai inventar. Não ser que ela
esteja sendo influenciada por algum
adulto, mas aí também é mais raro porque
mexe com a imagem do filho, né? Então, a
gente tende a acreditar mais e a gente
pode procurar o Conselho Tutelar, a
gente pode procurar a delegacia, diz que
sem eh eu costumo orientar que procure o
Conselho Tutelar porque é o que tem
plantão, né? Não sei se vocês viram o
caso da da mulher que esfaqueou o
abusador recentemente.
É muito complicado aquilo ali, né?
Porque ela tentou procurar e tava num
fim de semana e eles não atenderam ela
porque tava no fim de semana, né? Só
chegou na segunda-feira o socorro.
E até lá foi tarde. Mas normalmente o
Conselho Tutelar ele tem plantão, tá? Lá
em Canos eu tenho número. Eh, então
quando acontece alguma coisa no sábado,
no domingo a gente liga, eles vão até o
lugar, eles pesquisam.
E é importante a gente entender que a
nossa responsabilidade não é gerar
prova. Ah, Larissa, mas eu não tenho
certeza, não tem problema. você pode
denunciar igual porque vai ser feita
toda uma investigação. Vai ser feito
corpo e delito, vai ser eh vai ser
investigado na polícia, são vários
âmbitos de investigação.
[roncando] Então, eh a nossa
responsabilidade não é gerar prova, não
é investigar, não é você que tem que
ficar lá investigando a vida da pessoa.
Ah, mas tem não. Se você viu esses
sinais estranhos, se a criança te
procurou, você pode fazer uma denúncia
anônima, inclusive, e eles vão sim bater
os dados, né? Pô, chegou 10 denúncias de
abuso da mesma criança, a gente vai
investigar. E capacitar o preparo moral
dentro da família. Às vezes, como eu
falei, tem um irmão mais velho que tá
viciado em pornografia, tem o pai, tem
um primo, tem alguém que tá abusando
daquela criança. E nós como igreja
podemos alcançar essa família, podemos
sim orar por eles, fazer esse
discipulado, nós como mãe, discipular os
nossos filhos
e sermos esse lugar seguro,
porque os pais bem intencionados nem
sempre vão estar preparados para lidar
com isso. Então, eu tenho certeza que
ninguém aqui é a favor da pedofilia.
Óbvio que todos nós somos contra, mas
nós precisamos estar preparados para
lidar com isso, porque por mais que a
gente proteja os nossos filhos, pode ser
que em algum momento isso aconteça. A
gente não quer isso, a gente ora contra,
a gente vai cuidar, mas pode ser que
talvez em algum momento isso possa
acontecer. E a gente precisa estar
preparado para lidar a quem procurar, o
que fazer, como cuidar. Pode passar o
próximo slide.
E nós temos, então, esse instituto, nós
temos atendimento psicológico, jurídico
e nós estamos à disposição, se vocês
precisarem, tanto de ajuda quanto de
material. Larissa, eu quero fazer uma
ação com as crianças da igreja, com as
crianças da comunidade. Eu quero eh
saber um pouco mais sobre assunto. A
gente tá disponível para ajudar, para
orientar, para dar material. Vocês
também podem nos seguir na rede social
ali no Instagram, Instituto Guardiões da
Infância,
e a gente tá à disposição, porque um
adulto consciente é uma criança
protegida. Amém.
Obrigada. Esse esse momento de de
conversa, de reflexão, é muito
importante, a gente tá a disposição
e e queria agradecer a Talita por ceder
esse momento pra gente falar sobre isso.
São poucas as igrejas que querem
realmente se preparar para isso, né?
Então, ver tanta gente para ouvir isso é
muito importante. A gente vai em várias
igrejas e na maioria são poucas pessoas,
porque tem pouca gente que quer ouvir
sobre isso, que quer se preparar. Então,
parabéns, mulheres. Glória a Deus pela
vida de vocês, por estarem se
capacitando, se preocupando com esse
assunto tão importante. Muito obrigada.
[aplausos]
>> Que bção, né, irmãs? ouvi isso. Ã, sigam
a Larissa nas redes sociais, sigam a
página do Instituto, irmãos. Ã, a
Bíblia, a história nos mostra que em
tempos de crise, onde homens se
acovardam, Deus levanta mulheres. Débora
é prova disso. Jael é prova disso, né?
Abigail é prova disso. A Larissa, ela é
candidata à deputada estadual. Eu
convido vocês a orarem por ela, a
pesquisarem ela no Instagram, o trabalho
dela, o que ela tem feito, as propostas
dela. E eu gostaria que vocês se
colocassem de pé. Vamos orar por ela.
Nós temos vivido um tempo de crise no
nosso país, onde homens maus têm tomado
poder, tem lutado contra a família e
pior ainda, onde mulheres más têm
assumido o poder muitas vezes. Nós temos
inúmeros exemplos, infelizmente, aqui no
nosso estado, no nosso país, onde se nós
não nos posicionarmos, onde nós não
usarmos o que nós temos, e esse ano que
nós temos é oração e voto, eu não, ela
não veio pedir voto, ela veio palestrar,
mas eu quero conscientizar vocês que
existirão abortistas no poder, existirão
pessoas que pregam ideologia de gênero,
existirão pessoas que pregam tudo que
vai contra a palavra de Deus, que
militam contra a família, que militam
contra a igreja. O nosso papel é no
mínimo, orar para que Deus levante
homens e mulheres de Deus para lutar por
nós. Não é uma tarefa fácil. Ela é mãe
de duas crianças pequenas. Ela é mãe de
uma recém-nascida. Se vocês não sabem,
ela nasceu em julho, né, dia 1eo de
julho. E ela tem se disposto a servir a
igreja, servir a cidade dela, servir o
nosso estado. Vamos orar por ela e
pesquisem sobre ela, orem a respeito.
Senhor, nós viemos te agradecer pela tua
filha que de tão bom grado aceitou esse
convite, veio nos conscientizar, nos
capacitar, Senhor, para ajudarmos os
pequenos ao nosso redor. Eu vem te
pedir, Jesus, que tu derrame da tua
graça, da tua unção sobre a tua filha,
que o Senhor capacite ela cada dia mais
para te servir, Senhor.
Coisa boa, Senhor, ouvir ela falando.
Coisa boa saber que nós temos mulheres
dispostas a se doar pelo que é certo,
por aquilo que a tua palavra manda,
Senhor. abençoa a tua filha, dá para ela
graça, dá para ela sabedoria, dá para
ela saúde, dá para ela discernimento,
que os pés dela, Senhor, possam calçar,
Senhor amado, pisar por onde o Senhor
trilhou para ela. Que as portas que se
abrirem sejam portas abençoadas. E eu te
peço, Senhor, que o Senhor feche as
portas que não são para ela, onde
pessoas mais talvez tenham tramado
armadilha, mas que o Senhor abra muitas
portas abençoadoras para que a tua filha
seja abençoada e para que ela possa
abençoar o nosso estado, abençoar a
nossa igreja, abençoar talvez até este
país. Senhor, usa a tua filha
grandemente, Senhor. Que ela possa,
Senhor, saber por onde caminhar, por
onde escolher. Abre os olhos espirituais
dela, Senhor. Abençoa ela, Senhor. Que o
Senhor possa estar com ela, guardando,
livrando e que ela possa ser cercada de
homens e mulheres que possam ajudá-la
nessa caminhada. Em nome de Jesus, nós
te pedimos. Amém. Obrigada, Larissa.
Deus.

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