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Textos difíceis na Bíblia – TD Talk 001

Textos difíceis na Bíblia – TD Talk 001

Textos difíceis na Bíblia – TD Talk 001

Muito bem, muito bem, muito bem! Está no ar o primeiro TD Talk! Neste episódio, Rodrigo Bibo recebe Guilherme Nunes para uma conversa introdutória sobre um tema que acompanha todo leitor atento das Escrituras: afinal, existem textos difíceis de interpretar na Bíblia?

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O que faz uma passagem ser considerada "difícil"? O problema está no texto, no leitor ou na distância histórica e cultural que nos separa dos autores bíblicos? Ao longo deste bate-papo, Bibo e Guilherme discutem por que algumas passagens geram tantas divergências, quais são os erros mais comuns na interpretação e como desenvolver uma leitura mais responsável, humilde e fiel das Escrituras.
Se você já se deparou com um texto bíblico que parecia impossível de entender, ou deseja aprender princípios que o ajudem a interpretar melhor a Palavra de Deus, este episódio é o ponto de partida ideal para essa jornada.
Ouça agora o primeiro TD Talk e descubra por que interpretar a Bíblia exige mais do que boas intenções: exige atenção ao texto, ao contexto e ao Deus que se revela por meio dele.

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– Série Gigantes: https://www.youtube.com/playlist?list=PLrTwIXAcjYAK7V6Bz-YUuESPPiCi6Gy2B
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Legendas automáticas:

Este podcast chega até você graças à
escola Bibotal que de teologia, sim, o
nosso curso online com mais de 15
módulos, 180 horas de conteúdo bíblico
teológico, senor Guilherme Nunes.
>> Temos inclusive Guilherme Nunes lá como
professor, teologia do apóstolo Paulo.
Rapaz, tu deu esse módulo
>> sensacional. Teologia do apóstolo Paulo
também participa dos dons espirituais na
pessoa do Espírito Santo, faz várias
participações por lá, tá no BTC com a
gente em vários momentos. Então é isso,
o TD Talk é este podcast que vai falar,
conversar sobre textos difíceis na
Bíblia. E se você quer aprender mais
sobre Bíblia, teologia, é com a escola
Bibotalk de teologia. Sério, gente, é só
você clicar no link que tá na descrição
deste podcast aqui. Vem estudar com a
gente. Para de ficar vendo conteúdo
desorganizado, Gui, eu tô tentando levar
a sério a saúde do meu corpo. Tô
tentando levar a sério.
>> Percebe, né? Não, inclusive até tô tendo
umas definições assim. Daqui a pouco eu
tô tô aparecendo sem camisa no podcast.
[risadas] Mentira, mentira, mentira. Mas
o que acontece, cara? Só que a gente
fica vendo um videozinho aqui, aí um
personal aqui, tal. Mano, agora eu tenho
um personal online que vai guiar o meu
treino. Não é uma coisa assim, ah, hoje
eu vou fazer isso, hoje eu vou fazer
aquilo não. Uma coisa é guiada. E tem
muita gente que faz teologia assim, Gui,
vê um videozinho aqui, ora um tema lá,
sabe? Aí uma hora tá na sistemática,
outra hora tá na histórica,
desorganizado. Na escola Bibotal e
teologia você tem um roteiro, você tem
um mentor, um tutor, você tem
professores capacitados, professoras.
Então, sério, mas Bibo, eu não sei nada
de teologia. É você que a gente quer,
Bíblia. Eu sei alguma coisa, vem também,
porque tem só o tem o jeito bibotalk de
fazer teologia que não tem outro lugar,
tá bom? É isso. Então, o link tá aqui na
descrição deste podcast. Simbora então
começar o TD Talk conversa sobre textos
difíceis.
>> Vamos conversar sobre textos difíceis.
Começa agora o TD Talk. Gui, a gente vai
começar o primeiro episódio do nosso
podcast, não exatamente falando de um
texto difícil da Bíblia, mas eh falando
da ideia, né, de textos difíceis, porque
de fato a Bíblia tem muitos textos
difíceis. E por que nós temos essa
dificuldade com vários textos bíblicos,
assim, textos bíblicos e vocês vão ver
aqui no podcast vários e tal, textos
bíblicos que a gente, mano, o que que o
autor quis dizer? Por que nós temos essa
dificuldade ao nos aproximarmos da
Bíblia Sagrada? Porque um livro, o livro
de Deus, né? a, o livro que nos, que,
que nos inspira, o livro sagrado dos
cristãos e parte dele dos judeus, ele é
tão difícil, a gente tem dificuldade,
né? Por que que a gente tem essa
dificuldade com, por que que Deus deixou
textos difíceis na Bíblia? Acho que para
resumir a minha pergunta é essa, né?
Como uma criança de 8 anos perguntaria,
se bem que tem crianças de 8 anos
fazendo perguntas bem complicadas
ultimamente. A galera tá tá evoluindo,
né? [risadas]
>> Então, por que que Deus deixou textos
difíceis na Bíblia? se é uma coisa para
nos instruir.
>> A primeira coisa que a gente tem que
notar nas escrituras é que Deus deu a
Bíblia para um povo dentro de um
contexto no seu tempo. Deus não deu de
forma primeiramente universal. Quando
ele deu, por exemplo, o livro de quando
ele quando ele inspirou o livro de Rute,
ele deu para um tempo, para um momento
histórico, com as suas manias, com as
com seus jeitos, com seus três jeitos,
com com Rute se sentando nos pés de
Boaz, com
>> Esse é um texto difícil pra gente trazer
aqui pra nossa conversa um dia, hein?
>> Então, tem muitas coisas ali,
principalmente no Antigo Testamento,
>> sim,
>> que é mais distante ainda, né? que tem
coisas que a gente para e pensa, por que
que é difícil? Talvez seja porque a
gente não estava lá. Não é tão difícil
porque eh é só difícil, não é difícil
porque a alma e a gadam chama de
distanciamento de horizonte. Ou seja,
nós estamos distantes do horizonte dele.
>> E a mesma coisa com o Novo Testamento,
ser salva dando a luz a filhos, por
exemplo.
>> Vai ter esse texto aí também. A gente
pergunta, tá, o que significa isso? A
mulher, ela salvação é pela é por é por
>> é por gravidez, é mulheres estéreis,
então não serão salvas, né?
>> É um absurdo. Então tem coisas nas
escrituras que são difíceis por conta
desse distanciamento cultural,
geográfico e histórico que nós temos.
>> Que isso acontece com a gente no
português em termos de regionalismos
muitas vezes
>> é? Você é de Fortaleza, ah, né? O
cearense por si só, ele tem um idioma
muito peculiar. Tem até um filme que eu
não lembro o nome agora e eu acho até
que ele é do Ceará, eh, que teve que ter
legenda.
>> Uhum. no filme, um filme falado em
português, mas é o português daquela
localidade. Eu não sei se é do Ceará, na
época eu vi o pessoal do Rapadura Cash
falando, então eu suspeito que seja e do
Ceará, mas ou seja, se você vai pro Rio
Grande do Sul, você tem também quase que
um idioma próprio em algumas
localidades. Então, a não é que o texto
seja difícil por si mesmo, mas é, então,
essa distância geográfica, essa
distância étnica também. Eh, tudo isso
nos nos dificulta, né? Hoje você tem
essa dificuldade com alguns textos, com
algumas expressões. Tem coisa que você
só vai entender entendendo o contexto
mesmo.
>> Perfeito.
>> Eu lembro, por exemplo, que eu gosto
muito da série sul. E acho que tu não
deve assistir porque é uma série uma
vez, né? Olha aí, ó, viu? O Guilherme, o
Guilherme Nunes, gente, também vê coisas
fúteis, [risadas] tá bom? Aliás, muitas,
por sinal. Eh, mas, cara, tem um um
diálogo no SUTS que ele fala assim:
"Nossa, você mora muito bem aqui, tem
até lugar para estacionar o carro e
tal". Aham.
>> Que aquilo, eu falei, meu, que
comentário bobo assim, né? Tem lugar
para estacionar o carro. Mas aí quando
você conversa com alguém que mora, né?
Quando eu tive lá e eu tava hospedado
perto de Manhattan ali a na casa de um
amigo meu, mano, era difícil estacionar
na casa deles porque quem chegar
primeiro pega, você tem que estacionar
quatro, três ruas, depois para cima e
tal. Falei: "Mano, eu entendi aquela
fala dos sutos. Por que que aquilo foi
um elogio da casa da mulher? Você mora
num lugar que é fácil de estacionar o
carro. Uhum.
>> Ou seja, se eu não tenho esse
conhecimento, né, local, fica para mim
uma fala solta. Ou por exemplo, né,
quando eu fui ver um filme e tinha um
cara dando risada muito, o cara ria
muito no filme.
>> Só que ele ria em momentos que ninguém
mais estava rindo
>> e era um filme de comédia, só que não
dublado. Um abraço pra dublagem
brasileira, porque a dublagem brasileira
já nos ajuda a entender várias coisas,
>> mano. Acabou o filme, todo mundo queria
saber quem é esse cara que tava rindo a
torta e a direita ali no no cinema.
Mano, quando acabou o filme, a mulher
veio, gente, eu quero pedir desculpa
para vocês. O meu meu marido é
americano.
>> Hum. Ou seja, teve várias piadas do
filme que só ele entendeu,
>> a legenda não conseguiu traduzir para
nós, entende? É coisa que a dublagem
faz, né? Ou seja, então a dublagem curta
essa distância étnica, geográfica,
cultural, né?
>> Então é isso. A gente consegue lembrar
de algum exemplo assim que voltando
agora pra Bíblia Sagrada, né? Eh,
consegue você deu o texto da mulher, né?
Que que é salva dando a luz, né? Paulo
fala a Timóteo, a gente tem o texto de
Pedro, que vai ser o primeiro episódio
aqui, ah, né? E ele foi lá e pregou os
espíritos em prisão e tal. Ah, e
questões culturais assim, Gui, que só
quando a gente vai ler um comentário que
a gente, nossa, faz sentido, tipo vacas
de basã quando tu vai ler a assim.
>> Sim, sim. Nós temos a água morna, é de
>> pedra dura, tanto bate. Não, não é isso.
[risadas] Desculpa. Isso não é b.
>> Nós temos ali que fala: "Você não é
quente nem frio pra igreja de de
laudiceia".
E aí você tem que ter um olhar
geográfico ali, né?
>> Isso tem uma desconhec, não sei se a
gente chega a trazer ele pro conversas
difíceis, mas eh a gente sempre olha
para esse texto naquele sentido de que o
morno é ruim, né?
>> Sim. Pois é.
>> E mas talvez não é o que o texto queira
dizer, né? Tipo, não é assim, o morno é
uma coisa ruim, mas e aí o morno é ruim
ali? Agora eu tô, eu sei que tem alguma
coisa que a gente meio que lê muito
errado nesse texto. Tá lembrando de
cabeça agora.
>> Ah, um um bom. Algum algumas pessoas
dizem que a ideia de de quente e frio
não significa que existiam duas cidades
que desciam água e quente.
>> Lembrei. Lembrei. Não quer dizer que o
frio ali seja uma coisa ruim.
>> Isso. Isso.
>> Isso. É isso que eu lembrei. Que a gente
usa esse texto sabe porque o frio é ruim
e tal. Não, o morno é ruim,
>> né? Mas e também não é ruim. É ruim por
causa dessa mistura dessa água e tal que
o pessoal dizia, né?
>> Isso. É porque o frio você usa para
beber, o quer cirurgias porque queima e
tudo mais. E o morno não faz nada.
Exato. Da náusea. Ainda que tem muitas
pessoas só podem beber água morna, né?
>> Isso. Mas o morno simplesmente é vocês
estão, não estão fazendo nada, não estão
servindo para nada. Exato.
>> Então aí tem esse esse olhar mais
geográfico, ele é importante
>> os aquedutos e tal e aí a água saía fria
>> até chegar na cidade. Então isso meio
que caiu um pouco assim, mas depois tem
tem uma discussão também sobre essa
questão alguns acham alguns acham que
que foi ficou ultrapassada essa
pesquisa, mas eu eu contesto que quem
disse que tava ultrapassada eh fez a
pesquisa errada, mas mas enfim, o o
ponto é que há alguma coisa no morno
>> que é ruim se a gente pegar assim um
geral, que aí tem uma coisa importante,
a gente tá lidando com textos difíceis,
mas também a gente a gente vai lidar,
>> mas e a Bíblia tem esses textos, mas a
primeira coisa que a gente tem que pegar
ao lidar com esses textos é tentar ver
ele no geral.
>> Uhum.
>> O geral, ele tá dizendo o que no geral?
Ah, tá dizendo isso aqui, isso aqui eu
consigo entender o geralzão dele, cara.
O frio é bom para alguma coisa, o quente
é bom para alguma coisa, o morno não.
Esse é o geral.
>> Isso. Ou seja, a mensagem tá ali. Até
mesmo no texto de Pedro lá, capítulo 3,
os versículos 18, 19, 20 e tal. Ah, é
difícil de entender. Foi lá e pregou os
espíritos em prisão e tal. Mas a
mensagem é ela tá muito clara ali no
texto que calma, a gente não vai daqui
porque vai ter um podcast sobre esse
texto. Vai ser o primeiro episódio, vai
ser pregou os espíritos em prisão, né?
Desceu a mansão dos mortos, né? Aguardem
que vai ser um dos próximos episódios do
TD Talk. Mas então é esse lance. E aí,
eh, eu puxo pro outro lance também, Gui,
porque a gente tem no movimento
evangélico, e aqui eu falo com muito
temor e muito respeito e, e, [roncando]
e reconheço que há uma piedade por trás
e tal. Às vezes há só mesmo
malcaratismo, mas geralmente há uma
piedade. Desse lance de o Senhor me
revelou nas Escrituras e tal, né? esse
lance de que a gente precisa ler a
Bíblia com o Espírito Santo. E aí muitas
pessoas e até mesmo na origem do
movimento pentecostal tem um pouco essa
parada assim que não se estudava nenhuma
teologia. A teologia era só o livro de
Atos. O único livro acadêmico dentro da
escola eh bíblica Betel, lá onde Charles
Fox Parhan começa o movimento
pentecostal, era a Bíblia, era o livro
de Atos, né? E tem muita, tem muita essa
ideia para que livros, né? Eu tenho o
Espírito Santo e a Bíblia Sagrada.
>> Uhum.
onde isso é complicado. Eu tenho essa
visão de que eu estou diante de um livro
com questões complicadas, como a gente
tá falando até agora, um livro que tem
um distanciamento histórico e cultural,
né, de 2000 anos, 1000 anos, dependendo
aí o tempo bíblico.
>> Como é que fica essa piedade de eu tenho
o Espírito Santo, né? O Espírito Santo
me revela na Escritura. Como é que fica
o papel do Espírito Santo diante dessa
desse distanciamento cultural,
geográfico e por aí vai?
>> É, Deus organizou a igreja para ser
igreja como um corpo, onde dentro desse
corpo ele separou pessoas para serem
mestres.
>> Olha, então quando, por exemplo, a gente
tá pegando o seu livro para ler, a gente
tá reconhecendo que Deus deu um mestre
pra igreja. Esse mestre hoje, porque é
mais moderno, né? Ele escreveu um livro
e ele atinge igrejas. Então, dizer que
eu não preciso de nada só da revelação
do Espírito Santo é desprezar a ação do
Espírito Santo no meio, por meio dos
dons de mestre no meio da igreja. Então,
Armínio, Calvino, foram mestres. Esses
mestres serviram à igreja. E aí eu eu eu
aceito esse serviço reconhecendo que
esses textos difíceis muitas vezes
realmente não vai ser pro irmão mais
simples, porque vai faltar alguma coisa
de contexto, alguma coisa tal, e isso
não vai diminuir ele em nada.
>> Uhum.
>> Só vai ao contrário exigir dele
humildade.
>> Uhum. Hum.
>> para aprender da igreja dele.
>> E aí, por exemplo, quando tu cita o
exemplo do meu livro, ou, né, de
Armínio, Calvino, Lutero, Agostinho, ah,
>> vão, o apóstolo Paulo,
>> Uhum.
>> são pessoas que eram iluminadas pelo
espírito. Acho que a gente não nega a
questão da iluminação do espírito.
>> Sim.
>> Ah, o espírito realmente nos ilumina na
leitura bíblica e ilumina todos, né?
Desde o seu Zé a a Calvino são precisa
ter o Espírito Santo ali iluminando para
que aquele texto faça sentido. Agora,
>> o próprio Paulo é um cara que
investigava o texto.
>> Sim.
>> Ah, Lucas vai dizer, né? Fez uma curada
pesquisa acribia lá, se eu não me
engano, né? Então, Lucas faz uma acurada
pesquisa. Percebam, vamos falar de
Lucas, né? O cara escreveu um evangelho.
>> Uhum.
>> Né? Ou seja, um texto fundamental da
igreja cristã. E ele fez uma pesquisa,
ou seja, o Espírito Santo poderia
revelar tudo para Lucas, poderia, mas
não fez, né? Deixou Lucas cavar,
pesquisar e entrevistar. Eh, Paulo,
Paulo tá lá preso. Esse texto para mim
de Paulo, que é a última, né, o
testamento de Paulo, por assim dizer,
né? O cara tá preso, não sabe se vai
sair de lá e pede, pede os livros. Eu
fico de cara com isso, mano. [risadas]
Eu fico de cara porque o cara tá preso,
o cara tá preocupado com a igreja e ele
quer ler.
>> Tipo assim, mano, que vocês são maluco,
é coisa, é o tipo de coisa que tu faria,
entendeu? Eu pediria uma última
refeição, né? Eu quero, eu quero um
hambúrguer. Eu provavelmente pedir,
>> pediria livro, entendeu? Eu quero o
último lançamento do Brandon Sanderson e
as institutas. [risadas]
Tá maluco, velho. Não, mas é isso. O que
que eu quero dizer com todo esse esse
misanc aqui? que o mestre que Deus dá à
igreja, eles são pessoas que estudam,
que vão cavar. E é uma arrogância eu
achar que eu vou receber tudo pronto do
Espírito Santo. É o que eu costumo
brincar, Gui. O Espírito Santo não vai
chegar para ti naquela na sua leitura
bíblica e dizer: "Oi, Cleiton".
>> Sabe os fariseus, você tá lendo agora
aqui nesse embate com Jesus? Os fariseus
eles eram um grupo religioso que
nasceram no período intertestamento. Ele
não vai fazer isso, cara.
>> [risadas]
>> Isso só você só vai descobrir estudando,
lendo. Agora, é claro que para você ser
salvo, edificado, você não precisa
disso.
>> Sim. Sim.
>> Agora, para muitos textos e para uma
compreensão macro, é necessário cavar
mais fundo.
>> É, espera-se que de um cristão, ele
queira a escritura como um todo, né? Ele
não queira só algumas coisas. É a
palavra de Deus. Salmo 119 é belíssimo e
sempre vai ser o cântico de todo
teólogo. Eu amei a tua palavra, a tua
palavra caminho para os meus pés. Então,
a gente percebe que é um cântico do
teólogo ali. E mas por outro lado, a
gente sabe que que as coisas que são
para salvação e santificação, elas estão
claras nas escrituras, elas não
necessitam, não dependem desses textos
difíceis, mas mesmo assim para a
edificação, para o próprio propósito do
cristão, é bom que ele vá atrás mesmo,
sem medo até não, porque eu tenho medo
de estudar, por exemplo, o texto de
Esté, que é um texto complexo, de
Esdras,
>> que é um texto que tem muita coisa ali,
pessoal. sempre pergunta muito sobre se
ele tava certo ou não com questão de
voz, questão de Levítico, por exemplo,
se a gente pega todo Levítico ali, porém
o o texto de Hebreus vai pega Levítico e
diz assim: "Tá aqui, eu vou mostrar para
você que isso aqui é importante".
>> Uhum.
>> Então, por isso que você tem que estudar
lá para poder você entender o sacerdócio
de Cristo,
>> o sumo sacerdócio de Cristo e etc, né?
>> Uhum. Muito bom. Inclusive no TD Talk,
nesse podcast que nós vamos conversar
sobre textos difíceis, não pense você
que a gente só vai trazer aqui Ezequiel
capítulo 1, Primeira Pedro capítulo 3. A
gente vai trazer aqueles textos
difíceis, difíceis de vivê-los, que é
como disse um pensador, né? O que me
espanta na Bíblia não são os textos que
eu leio e não compreendo, mas aqueles
que eu leio, compreendo e não consigo
aplicá-lo às últimas consequências da
minha vida. Então o TD talk vai chegar
nesses textos difíceis também. Esse é o
nosso objetivo, né, Gu? Não ficar só se
debatendo ali acerca daqueles textos
difíceis, porque às vezes esse é um
problema também que a gente vê eh na na
internet, principalmente quando envolve
apocalipse ou qualquer outra coisa. A
galera adora ficar se debatendo, sabe,
em textos difíceis e tal e às vezes vai
deixando as coisas simples de lado, né?
Porque isso também é é uma aproximação
equivocada das escrituras.
>> Sim. e também olhar pro texto difícil,
>> eh, como ele tendo aplicação também, né?
>> Olha, hum,
>> ele tem, ele tem aplicação. Eu acho que
[limpando a garganta] a gente só deve
descansar num texto difícil
>> quando a gente consegue tirar dele a uma
aplicação que muda a nossa forma de vir
as coisas.
>> E será que todo texto difícil tem, cara?
>> Ah, é um desafio pra gente ver, pra
gente entrar, né?
>> É um desafio, né? É um desafio. Será que
tudo tem uma aplicação? Por exemplo, eu
o Antigo Testamento, eu tenho eu tenho
várias dificuldades com o Antigo
Testamento. Geralmente eu prego mais o
Novo Testamento. Até tava brincando com
a Thomas Nelson agora,
>> que eu tenho aquela Bíblia pequena que
eu vejo que você usa também, ela é
maravilhosa. É só ali o Novo Testamento.
É só o novo. E eu mandei agora um áudio
para a Thomas Nelson. Não vou aqui dizer
o nome das pessoas para a qual eu mandei
o áudio, mas você conhece.
>> Eh, [roncando] eu falei, gente, eu quero
uma versão do Antigo Testamento agora,
pequenininha assim. Inclusive, até dei
uma ideia, vou lançar a ideia aqui no TD
Talk. Atenção, Thomas Nelson. Não, e se
é outra pessoa pegar essa ideia, mas
essa ideia fui eu que dei. Mentira,
talvez até já existe, eu não saiba,
[risadas] né? Mas eu mandei a ideia
seguinte pro sem pro André, ó, faz uma
versãozinha pequena dessa daqui do
Antigo Testamento. Também já tem a do
Novo.
>> Mas eu ainda pedi para ele botar um
espacinho para anotação. Mas assim, não
aquelas com anotação que tem anotação de
um lado e anotação do outro e o texto
bíblico exprimido ali. Não, não. Deixa,
faz três colunas e a só a quarta coluna
deixa para anotação. E aí as páginas
finais faz um diário de pregação, tipo o
tema, onde preguei e a data, entendeu? E
aí faz duas versões, né? A versão do
Novo Testamento e a versão do antigo, um
pouquinho maior, mais fininha, com
aquele tamanho de letra. Aí o pregador:
"Pô, eu vou pregar agora e é com base no
Antigo Testamento, vou sacar só o Antigo
Testamento aqui, levo na minha". É bom
para levar na mala e tal, na mochila. Eu
dei essa ideia para Thomas Els. A Bíblia
do itinerante, né? Olha aí. Aí faz um
casezinho bonito. Vamos ver, né? Vamos
ver se eles aprovam. A ideia foi boa,
né? Eu vou fazer a minha bíblia do
itinerante aqui.
>> Então eu levo quando eu vou pregar a
minha do Novo Testamento. Só para
pregar. Eu eu também final eu não tô com
ela aqui agora porque eu tirei da minha
mochila que é um pezinho a menos, mas
ela é pequenininha, maravilhosa. Vamos
botar o link aqui na descrição.
>> Ela é desse tamanho.
>> Ela é desse tamanho. É uma Bíblia e com
a NVI, só o Novo Testamento. Aí eu pedi
para eles, quero uma só com o antigo
agora. Quer dizer, você vai lá pregar um
tema aquele no antigo, né? Enfim, se bem
que você vai ter que, se é no antigo,
vai ter que ir pro novo, né? Mas
voltando aqui à minha fala, eu tenho
muita dificuldade às vezes em fazer
algumas aplicações
>> eh para o Antigo Testamento, no Antigo
Testamento, porque às vezes eu acho que
o pessoal eh eh eu fui criado tantos
força, é muita alegoria e aí às vezes
>> eh eu tenho um pouco essa dificuldade de
aplicação. Tem uma uma teóloga que eu tô
seguindo agora no Instagram, ela é
parece ser muito legal, assim, eu já vi
uns dois, três vídeos dela e achei muito
legal que ela tá olhando algumas leis e
fazendo aplicações para nós, assim.
>> E o vídeo dela que eu vi foi sobre, por
exemplo, é o clássico não pode fazer
tatuagem com base em Levítico 18, né? E
não fazer marcações do corpo ou a
própria NV traduz como tatuagem e tal,
enfim. Só que lá nesse capítulo também
tem misturar linho, né? Não misturar o
linho e com outro tecido e tal. Você não
pode misturar eh dois tecidos na mesma
roupa e tal. Eu achei muito legal a
aplicação que ela fez, né? Explicando
que o linho que era da veste sacerdotal
com outro tecido que era mais que que
daí era uma coisa que era impuro por ser
o linho era do sacerdote, depois ela faz
uma ligação com Cristo que é o nosso
sacerdote. Achei legal, não sei se ela
tá forçando, mas fez um sentido assim,
sabe? Não achei uma coisa tipo, meu
Deus, forçou a barra, fez sentido o que
ela fez, né? Cristo que une o humano e o
divino em si e tal. Aí o linho do templo
se rasga e não sei o que, tal, tal, tal.
É legal, mas eu tenho muita dificuldade
assim, porque de fato para você entender
as leis, você tem que mergulhar muito
fundo mesmo nas questões culturais,
antigo oriente próximo,
>> né? Dá um pouco mais de trabalho assim.
Por isso que às vezes assim, eu leio o
Antigo Testamento e tenho às vezes
dificuldade de tirar uma lição. Eh, aí
tem o que me ajudou foi uma frase do
Alexandre Miloranza.
>> Uhum.
>> Tipo, Bibo, o que que do caráter de Deus
tá sendo revelado aqui?
>> Sim, sim.
>> Entendeu? Então assim, tu pega aquele
monte de lei em Levítico,
>> beleza? Tem a leitura de Hebreus,
questão do sacerdócio de Cristo, tal,
mas o que que do caráter de Deus também
tem revelado aqui, né? um Deus
cuidadoso, um Deus santo, um Deus que
não, né, que não quer mistura com coisas
que são impuras e tal, porque se você
também não faz esse exercício, e aqui,
atenção agora, atenção,
Guilherme Nunes agora vai falar sobre, a
gente precisa atualizar a Bíblia
[risadas]
pensando no Antigo Testamento, pensando
em Paulo, pensando no na Bíblia Sagrada,
a gente falou no início desse episódio,
2000 anos nos separam de textos
bíblicos. Outros 1000 anos, né, para
arredondar aqui,
>> 1000 anos de distância.
>> Uhum.
>> A gente não precisa atualizar algumas
coisas. O que que seria esse atualizar a
Bíblia? Porque então eu vou ter que
fazer, eu vou ter que não, eu vou ter
que não poder, não posso fazer tatuagem,
vou ter que fazer acampamento agora.
>> Como é que é?
É, se atualizar significa
eh negar algumas coisas da Bíblia que
também Cristo, Paulo e outros,
envolvendo Antigo Testamento, eh
ensinaram, se atualizar for, aquilo
ficou passado demais, o que Cristo
ensinou, o que Paulo ensinou, o que o
Antigo Testamento ensinou e ainda da
base. Não, nós não nós não podemos fazer
isso. Nós não podemos atualizar no
sentido de mudar aquilo que foi posto
para nós como eterno, posto para nós
como de fato um ensino para ser seguido
pela igreja até hoje. Isso não, isso
todo mundo concorda. Acredito que até
quem disse a frase deve concordar com
isso, talvez, né? Não sei.
>> É, eu também não acompan não acompanhei
[risadas] mais.
Mas ah, essa atualização,
ela existe pelo próprio Paulo. Essa
atualização existe pelo próprio Jesus.
>> Foi dito a vocês isso e eu vos digo
isso.
>> Então, por exemplo, uma atualização
que é uma atualização
que não necessariamente muda tudo,
mas
faz com que algo deixe de continuar.
a lei
>> de Deus e a lei de Cristo.
>> A lei de Moisés, perdão, e a lei de
Cristo.
>> Uhum.
>> A ideia dos teólogos é que a lei de
Cristo, ela abrange os 10 mandamentos
menos o quarto mandamento, que é o
mandamento do Shabbat.
Então isso é uma descontinuidade do
Shabbat como dia.
>> Cara, mas isso não é complicado. Vamos
lá. Eu eu concordo com isso, né? Eu
também não defendo a guarda do sábado e
também não acredito que o domingo seja a
substituição do atualização do sábado.
>> Eh, [roncando] fico com o apóstolo Paulo
aos Colossenses e Romanos 14, né? Não,
se quem quer considerar um dia sagrado,
considere, mas não enche a paciência dos
outros, né? Numa versão eh bib
corrigido.
>> Mas eu tenho muita dificuldade às vezes
e tipo, mano, por que que só o sábado?
Tipo, atualiza os outros mantém aí o do
sábado d chega para lá. A ideia é que
Cristo é o único mandamento dos 10 que
Cristo não falou nada.
>> Hum.
>> Então, o fato de Cristo não ter falado
nada sobre esse quarto mandamento,
>> mas ele não falou porque não era ah, mas
os outros também eram óbvios, né?
>> Isso. Ele falou sobre todos os outros,
falou muito deles também no Sermão do
Monte,
>> mas sobre o Shabbat ele não falou nada.
>> É, o Sermão do Monte tem muito essa
pegada assim, né, da como se fosse uma
entrega de uma nova lei, né? É um monte,
claro, na versão de Mateus, obviamente,
né? Lucas não curte muito essa parada e
põe numa planície.
>> É, [risadas] é que ele tá falando da
perspectiva da multidão, né?
>> Exato. Exato.
>> Ah, Mateus, ele Mateus tem cinco
discursos, cinco grandes discursos.
>> Uhum.
>> Que alterna, né? O sermão do monte, o
sermão As parábolas. Aí tem o sermão do
18, que é do divórcio, da escatologia e
da grande comissão.
>> Uhum.
>> Então são cinco falados, tipo, em monte,
>> dando a ideia de cinco novas leis. Uhum.
>> A ideia de Mateus em si é, chegou um
novo legislador.
>> Uhum.
>> Ele tá dando novas leis. Essas le
algumas dessas leis vão se repetir do
antigo. Uhum.
>> Mas agora não é mais Moisés o
legislador. Uhum. é Cristo. Então,
perceba que existe uma mudança
acontecendo, uma atualização
acontecendo.
Então, por exemplo, a o que é que da
lei, o que é que Cristo não, o que que
não tem da lei de Cristo na lei de
Cristo que tinha na lei mosaica, a
questão da tatuagem, por exemplo,
aquelas questões todas de oferecer
sacrifícios, aquelas todas aquelas
questões que envolvia a questão civil,
tudo aquilo tem na lei de Cristo,
simplesmente não é só o Shabat. Shabat a
gente pega como exemplo, mas Cristo não
repetiu um bocado de coisa. Ele resumiu
tudo na sua nova proposta de lei,
dizendo que agora a lei é o amor.
>> É como se Cristo já, né, ele já soubesse
e provavelmente ele sabia.
>> Uhum.
>> Gente, esse templo vai acabar, entendeu?
Então assim,
>> a gente, vocês estão muito apegado a
esse templo aí. Primeiro que vai, vai,
isso aí vai acabar. E ele assume essa
respons, ele assume o lugar do templo,
né? Então ele é o templo, ele é o
sacerdote, ele é o sacrifício, o que
acaba de alguma forma eh tornando velho
>> aquilo que era vigente na época. É por
isso que a gente fala Antigo Testamento,
né, ou antiga aliança.
>> É porque veio uma atualização, né? Veio
esse eh e é meio delicado o que eu falo
agora, mas assim, eu acho bacana essa
ideia de ver Jesus dentro do judaísmo,
né? Paulo dentro do judaísmo. Acho que é
bacana a gente realmente reconhecer e a
importância da religião judaica
[limpando a garganta] naquele contexto e
tudo mais. Só que no fundo Jesus ele
veio, ele é uma pedra de tropeço pro
judaísmo. Uhum.
>> Em última análise ele é porque ele
desmonta,
>> tipo assim, ele tá, gente, não é esse
caminho.
>> Sim,
>> não é esse caminho. Eu sou o novo
caminho agora. Então, por isso que
quando Paulo eh vê, né, assim, o
cristianismo primitivo vai lutar com
essa questão do judaísmo ainda no
sentido de que era muito difícil para
algumas pessoas largarem as coisas, né,
para Pedro matar e comer, ele, nossa,
foi difícil, sabe? ir pra casa de
Cornélio é uma dificuldade. Lá em
Gálatas depois dois, a gente percebe que
talvez ainda há uma dificuldade de Pedro
em lidar eh com algumas questões, enfim,
mas eh o fato é que Jesus Cristo ele ele
ele ele é uma nova religião em última
análise. E é por isso que a gente chama
de Antigo Testamento algumas coisas. Eh
algumas coisas não, né? A gente chama de
Antigo Testamento a os 39 livros que são
escritura sagrada e eram escritura
sagrada e do povo no tempo de Jesus. Mas
a gente precisa entender que existe
agora a lei de Cristo. Ele é o novo
sacerdote. Por isso que às vezes algumas
quando a igreja tem trabalha com muitos
elementos judaicos, eu tenho um pouco de
dificuldade porque às vezes essa não
fazem bem a transição para Cristo, sabe?
Não, a gente usa para simbolizar Cristo
e tal. Pois é, mas por que que Cristo
então não não fez isso? Sabe, a igreja
primitiva talvez não fez isso porque
essa necessidade, sabe? Uhum.
>> Então eu tenho um pouco de de a
atualização nesse sentido, ela é
necessária e tal, né?
>> É, Hebreus 7:22 diz algo para mim que é
muito muito simples. Ele diz: "Olha,
mudança de sacerdote faz-se necessário
mudança de lei".
>> Isso é uma uma clara atualização no
sentido de mudança.
>> Uhum.
>> E aí, para deixar claro para todo mundo,
isso que a gente tá falando aqui é
aceito por todos os sistemas teológicos.
Todos os sistemas. O quê? Todos os sím
teológicos concordam que existe uma
algum tipo de descontinuidade entre o
Antigo e Novo Testamento. Não é possível
que ninguém é uma coisinha você aceita.
A posição reformada aceita, posição
dispensacionalista aceita e as outras
sete aceitam. Então, a ideia que a gente
quer colocar aqui é que ler a Bíblia,
inclusive ler os textos difíceis, é ler
a Bíblia antes de tudo como uma história
orgânica, que tem coisas que vão ficando
para trás e tem coisas que vão tomando
lugar.
>> Uhum. Uhum.
>> E é esse entendimento. Ora, por que que
isso aqui por que que tinha e agora não
tem mais? Porque a Bíblia não é um livro
de regras, ele não é um livro estático,
ele é um livro que o Carlson gosta de
dizer muito, é a teologia orgânica. Se
as coisas elas vão se conectando, mas
elas também vão mudando, elas vão
crescendo, elas vão eh daqui a pouco o
que Jeremias não sabia já Ezequiel sabe.
E aí quem tá lendo nessa questão
orgânica começa a perceber: "Opa, aqui
tem mais um entendimento sobre o templo
que o outro não tinha.
Então, ler a Bíblia é muito dinamismo.
Você precisa estar muito atento. É como
se você tivesse mais do que somente
querendo tirar um devocional para você,
sabe? Eu sei que a gente tira um
devocional para nós e tal, mas a gente
precisa procurar o texto primeiro,
precisa ir no texto. E aí nós sabemos
que tem bíblias eh bíblias, como chama?
Esqueci.
>> Não sei que b
>> bíblias que tem coisa,
>> é notas pé. Sim. de estudo,
>> de estudo que ajuda e tudo mais, né?
>> E para entender aquilo ali para depois
de entender você, opa, isso aqui vou
tirar pra minha vida, né?
>> Exato. Porque precisa fazer esse
exercício. Até eu ia te perguntar agora,
eh, a questão de atualização/ra
questão cultural, porque, por exemplo,
como é que a gente lê alguns textos de
Paulo
>> e a mulher tem que cobrir a cabeça?
>> Uhum.
>> E aí a gente tá lá, né?
E a gente, então a gente tem que cobrir
a cabeça hoje também, porque por isso
quer dizer essa literalidade, né? Quando
não ler de maneira literal, quando
entender que é cultural, porque qual é a
minha dificuldade? Eh, entre aspas, é, é
a dificuldade de muita gente. Eu gosto
de me colocar junto com eles. Mentira, é
a minha dificuldade também. [risadas]
Porque assim, porque se eu vou, eu venho
com esse lance de que, ah, é cultural,
eu posso colocar um monte de coisa, né?
Então, essa proibição aqui também é
cultural. Hoje em dia já sabe-se que tá
tudo bem,
>> sabe? Então, como é que a gente faz esse
discernimento, Gui, de isso aqui é
cultural, então eu não aplico? Tá no
Novo Testamento, mas é algo cultural e
eu não aplico para minha vida agora.
>> Como é que eu tenho esse discernimento
de que, beleza, quando é no Antigo
Testamento, eu consigo usar o novo para
dizer: "Olha, o novo não valida isso
daqui". E agora, e quando eu tô novo e o
novo fala umas paradas assim, tipo,
mulher cobra a cabeça,
>> entendeu? mulher fica quieta na igreja.
Como é que a gente lida com isso? E aí,
tipo, ah, é cultural, Paulo tá lidando
com uma questão cultural, OK? Então, eu
posso
>> Uhum.
>> Isso aqui, então eu posso fazer hoje em
dia, porque também era Paulo tava
lidando com coisa cultural. Como é que
eu lido com isso? Porque de fato tem
questões culturais que precisam se levar
em consideração.
>> Mas como é que eu não uso a questão
cultural para também dar uma legalidade
para algumas coisas de hoje para dizer:
"Não, isso aí ignora, porque isso era
coisa cultural que o Paulo tava
lidando". Ah, não tem pergunta mais
fácil não.
>> Não, essa [risadas] gente não, eu
confesso que essa pergunta ela ela é
muito difícil mesmo. Eh, porque e a
gente tá falando com o Guilherme Nunes,
né, senhoras e senhores, né, [risadas]
uma das pessoas mais e inteligentes
[limpando a garganta]
a do Brasil, mas em termos teológicos,
mas assim, é uma pergunta difícil, mas
eu é um dilema que eu tenho muitas
vezes,
>> mas é válido. É válido. Eu diria sim. Tu
não precisa ter uma resposta, Gu, mas
quem sabe mostrar um caminho. E é aquela
coisa também, eu acho que é muito
importante,
>> a aqui no TD Talk, a gente vai dar a
nossa opinião
>> e aí e você pode ter outra, inclusive
gente que defende outra coisa. Às vezes
eu e o Gui não vamos concordar em uma
interpretação, provavelmente ele vai est
certo e eu errado, mas entendeu? É, é
isso. Tem coisa que eh são a gente
também abraça um pouco a a elasticidade
de algumas coisas.
>> Perfeito. Perfeito.
>> Ainda mais quando a gente tá falando de
textos difíceis. Tu vai ler todos eles
argumento. Um pensa de um jeito, outro
de outro. Ambos usam o grego e entende a
declinação daqui, outro de lá. Às vezes
é complexo mesmo. Mas essa questão
cultural me pega às vezes, né? Porque
para mim não, isso é questão cultural
que Paulo tá lidando, tá? E a outra
coisa também que ele fala que é pecado,
não era uma questão cultural e hoje é
culturalmente aceita.
>> É a resposta imediata é Paulo vai deixar
pistas no texto
sobre a simbologia daquele daquela
coisa.
Aqui, por exemplo, o véu, eh, ele tinha
uma simbologia muito forte cultural
ligada ao cabelo.
E Paulo tá dizendo, tem que ter alguma
coisa para cobrir o cabelo.
Não necessariamente
eh o véu é o ponto.
>> Uhum.
>> Essa é uma pista para entender o
seguinte. Então, entendi. O ponto é o
cabelo, não o véu.
>> O vel tá em segundo plano. Então, o que
é que o cabelo tem? chamar atenção
alguma coisa da beleza daquela cultura
que o centro era o cabelo. Uhum.
>> Hoje em dia não é mais. Então o vé não
vai cobrir tudo hoje, né? Hoje é bem
mais coisa. E no caso da mulher
>> é. Uhum.
>> Então nesse sentido, o véu ele tá em
segundo plano dentro do próprio texto.
>> Uhum.
>> É aí onde eu posso tirar a ideia eh eh
eh de que ele é ele é cultural. Eu vou
dar um exemplo do Gordon F. uma aula que
eu tava assistindo o Gordon e lá no no
eh esqueci agora onde ele onde ele tava.
Era em Dallas lá, não
>> não era não sei o ah esqueci. E aí ele
disse o seguinte,
>> College, não,
>> Iton, no College. Ele disse o seguinte,
naquela passagem onde Paulo proíbe os os
crentes de irem para o templo, ele
começa a aula dizendo assim: "Não tem
nenhuma analogia possível que a gente
possa fazer para acaber esse texto hoje.
Esse texto não é aplicado para hoje, não
existe. Ele começa desse jeito. E por
quê?" Aí ele diz: "Por quê?"
>> Você pode então na festa junina,
sacanagem. Pois é, [risadas]
porque ele ele diz o seguinte, é um
pouco polêmico até porque você pensa
assim, pera aí, nenhuma
aplicação direta desse texto para hoje,
>> mas eu entendi o que ele quis dizer. Ele
quis, ele quis logo começar a assim,
vamos parar de tentar interpretar o
texto começando por aqui e ir para lá,
>> né?
>> Vamos direto para lá. E Paulo realmente
é estranho. Paulo diz assim, ó, vá no
mercado, compre comida, como o que
quiser. Se for sacrificado, ah, seja lá
quem for, coma, mas não vá no templo.
Então isso para pro Gordon foi, não
existe nenhum lugar que é assim hoje.
>> Uhum.
>> Esse não é aplicável.
E ficou ali a aula e eu fiquei
esperando. Eu disse assim: "Tá, mas aí
eu vou, ele no final vai dar aquela
sacada de professor e você vai, não,
acabou a aula".
>> Olha só.
>> E aí, o que foi que eu aprendi? Eu tirei
a minha aplicação de que ele tava
dizendo que que a ideia seria eu não
posso estar em certos ambientes onde vão
despertar pecados em mim, pecados que eu
luto. Pronto, essa foi a minha aplicação
que eu tirei.
>> Uhum.
Mas ele falou algo muito interessante.
Eu, a gente tem que ter cuidado de na
ânsia de tirar alguma coisa pro nosso
tempo, a gente não faça aquilo que você
falou, aquela ideia de forçação
cultural, em vez de admitir, irmão, vai
aparecer alguma aplicação aí, vai
aparecer alguma coisa que a gente vai
poder tirar algum princípio, mas não
direto,
>> não de forma direta, porque é um outro
tempo, é uma outra cultura. Então assim,
o texto vai dar pistas, como eu falei
nesses nesse exemplo, pistas claras do
que é central e do que não é. Geralmente
o que é somente cultural, Paulo vai
deixar pistas muito claras no texto
dele. Quem fala isso é o Stalin Porter
na no comentário que ele acabou de
lançar nas pastorais. E essas pistas que
ele fala é pistas naturais do tipo, onde
é que tá o ponto do texto mesmo? Uma vez
eu falei no Instagram sobre isso e eu
disse assim: "O ponto não é o vel".
Nossa, para que que eu fui dizer isso?
Porque o pessoal é engajamento, tô
ligado. [risadas]
[suspirando]
>> O pessoal do véu, rapaz do céu, vem. É.
>> E aí eu citei uma citação da Cfal
>> de que uma pesquisa cultural que ela fez
de fato, o ponto lá de era o cabelo, o
cabelo era um centro, era a glória da
mulher.
>> Uhum. e que tava tirando. Bom, a gente
vai falar desse texto, né?
>> Vai ter que com certeza. [risadas] A
gente vai tirar o vel desse texto.
>> A gente vai tirar. A gente vai tirar.
Mas é isso. É isso. Eu acho que é a
entender as pistas do texto e entender o
que é central no texto, às vezes admitir
que não vai encontrar.
>> Uhum.
>> Né? E dizer: "Olha, não sei, não sei,
não sei disso." Por exemplo, que nós
vamos julgar os anjos. Eu realmente eu
não sei esse texto. Eu,
>> nossa, mano,
>> não sei o que é aquilo ali.
>> Inclusive é Paulo aos Coríntios, né?
Paulo, aos Coríntios, capítulo capítulo
se
>> e aí você ficou assim de novo, Paulo,
mais um
>> de novo. É, é que lança, aí você vai lá
paraa angelologia da cidade de Corinto,
você tem que fazer um pouco essas
investigações, mas até nessas
investigações você,
>> eu pressuponho que possa ser isso.
>> Sim, exato.
>> Porque de fato, galera, falta para nós
muito contexto da Bíblia. Falta para
nós, eh, [roncando] até mesmo se você
ler grandes nomes da literatura, né?
Você pega um Machado de Assis, você pega
um Dostoieeves, que tem coisa que você
só vai entender entendendo o contexto
daquela pessoa, né?
>> Ex.
>> E tem outro lance ainda também que a
gente não falou aqui, nem se quanto
tempo a gente tem Isa de podcast, 40
minutos de podcast, estamos caminhando
para o final, que é o lance da própria
tradução, que a gente ainda lida com
isso,
>> né? Por exemplo, nós mortais que não
sabemos ler grego, interpretar grego, a
gente ainda tem uma tradução na mão que
já é um outro limitante, né? Ou seja,
>> nós temos, vamos lá, recapitula comigo
aqui, querido e querida que está nos
ouvindo aqui. Muito obrigado pela sua
audiência. Inclusive, se você tá vendo
no YouTube, deixa o like aqui, né? Você
não é inscrito ainda nesse canal onde
você tá assistindo? Inscreva-se no
canal, deixa um comentário. Aliás, o
primeiro comentário que a pessoa pode
fazer aqui, Gui, é: Qual texto difícil
você quer que a gente traga aqui no
podcast?
>> Ah, é verdade. É verdade.
>> Eu preciso dessa criatividade,
>> por favor. Entendeu? Então, vamos lá,
traz aqui nos comentários, né, o seu
elogio, a sua crítica e o texto bíblico
que você quer ver aqui desfilando no
hall desses podcasts. Mas vamos lá,
vamos recapitular aqui, querido ouvinte.
E querida ouvinte, a gente falou que tem
a distância cultural, étnica, eh
espacial, né, enfim, eh eh geográfica,
eh eh dimensional, cultural, étnica, de
tempo, enfim, nós temos muitos
distanciamentos do texto bíblico
>> e ainda temos o distanciamento da
tradução.
>> Uhum.
>> Ou seja, é uma camada a mais.
>> Uhum. que nos coloca distante do real
significado do texto.
>> Você falou, você falou uma coisa
interessante no no início.
>> Eu falei obrigado, cara. Eu falo coisa
interessante [risadas]
>> que foi o lance de no país ter várias
sutax várias coisas, né? Vocês do sul
fala de de manhã, de manhã,
>> de manhã,
>> de manhã, não é de manhã,
>> de manhã, de manhã, sei lá. Enfim, a
gente fala guri piá.
>> É, é capaz. Cara, então esse capaz é bem
porque uma vez eu acho que eu tava
conversando, não lembro com quem e aí a
pessoa falou alguma coisa assim, tipo,
com meio que pedindo desculpa para al
capaz.
>> E tipo, e esse o capaz para nós é tipo
assim, não para deixa de bobeira, tipo,
não é capaz, entendeu?
Exato. Imagina, é isso, exatamente. Não,
bem capaz, entendeu? E a pessoa tipo não
tentou não, tranquilo, relaxe. Tipo,
capaz. E já me falaram várias vezes esse
meu capaz assim, mas é bem ali Paraná,
Santa Catarina, Rio Grande do Sul, que é
esse bolo do Sul aí, né?
>> Então, que há essa questão de linguagem
e a própria linguagem para poder você
transpassar essa linguagem, por exemplo,
chegar ao original, chegar o que
realmente quer falar.
>> Gui, inclusive esse lance regional que
você tá falando, a própria Bíblia tem,
eu lembro daquele episódio do cibolete
chibolete, até abrir aqui o computador
que tá lá em Juízes 126. Ou seja, um
grupo falava cibolete e não conseguia
falar chibolete. E daí ele aí ali dá
atenção, né? Então tu vê, tem coisas
regionais na própria Bíblia e isso com
certeza influencia também em outros
aspectos e na compreensão do texto
>> e na dificuldade de traduzir tudo isso
aí. Porque na hora que você vai traduzir
um texto, como por exemplo, de novo, dar
a luz a filhos
>> você tem
>> quatro, cinco sentidos da palavra ser
salva.
Nossa,
>> não é só um salvação, salvação
redentiva. São outros quatro sentidos
que quem tá traduzindo vai ter que
escolher um. Toda tradução é uma
escolha.
>> É uma escolha.
>> E aí você vai e que e dentro dessa
escolha existe as ideologias. Isso não
significa ser algo negativo.
>> Uhum. Não, claro, com certeza.
E aí vem um desafio.
>> A gente viu isso recentemente,
não esquece, fala o teu desafio, depois
eu falo para tu não perder a
>> E aí, aí vem o desafio de quem tá
estudando lidar com as traduções se não
souber o o a linguagem original.
>> Exato. Tem que lidar com as traduções,
né? tem que lidar com as traduções. E o
que eu ia falar antes ali de quando eu
tentei te interromper e não interrompi,
ainda bem, mas é, por exemplo, a galera
da nova NVI foi acusada injustamente de
progressistas porque eh eh traduziram lá
o termo de gênes como aliada, ao invés
de auxiliadora. Esse é um clássico
exemplo de que era necessário fazer uma
atualização na tradução, porque auxiliar
e auxiliadora significa uma coisa
completamente diferente para nós do que
o autor ou os autores pretendiam ao
dizer que a mulher, né, é auxiliadora do
homem. Então, tem essa questão cultural.
Mas, Gui, vamos lá. Eh, a pessoa pode
terminar de ouvir esse podcast e dizer
assim: "Mano, que coisa complicada,
hein? Eu vou ficar na minha mesmo, vou
ficar aqui lendo só eh coisinha básica.
>> Me dá aqui o meu café porque eu vou
ficar nessa coisinha básica e rala
mesmo. Porque olha, eu tô terminando
esse podcast de vocês cansado só de
pensar no tanto de coisa que eu preciso
para entender o texto bíblico. Então
assim, mano, que que desgaste, né? Não,
bora, bora só ler coisa rasa mesmo, dar
o dízimo e cantar o novo sucesso do F
Hope. Aliás, parabéns F Hope. Eu fui
numa igreja agora pregar esse final de
semana e mano, quanta música era a
playlist era fope quase, né? [risadas] E
músicas muito boas assim, eu gostei
bastante mesmo. Parabéns. Vai lá boa.
Como Maria, né, que escolheu a boa
parte. Tadinha de Marta. Vai ter o texto
de Marta aqui, né?
>> Mas vamos lá. Sabe Gui, falando sério
agora pra gente terminar com uma palavra
pastoral da tua parte, a pessoa pode
terminar esse episódio assim. Cara, eu
tô cansado só de ouvir vocês de tanto
isso, tanto aquilo, eu tô e e falo,
mano, que que desgaste, que canceira.
Qual é o que que a gente o que que o TD
Talk tem a falar para essas pessoas?
>> Eu diria para você que chega um momento,
>> olha para aquela câmera aqui. Vai lá com
todo, tira o chapéu agora. Tira a
jaqueta. Mentira, tô brincando. Vai,
>> tira. [suspirando]
Eh, chega um momento na nossa vida
cristã onde a gente precisa também eh
encarar novos desafios com a palavra de
Deus.
E talvez você
eh já passou por esses eixos difíceis e
simplesmente pulou e não quis lidar com
eles. E aí a minha pergunta é: por que
não encarar? Por que não de fato
estudá-los com dedicação, zelo e alegria
de que querendo ou não, é a palavra de
Deus? Uma vez eu fui, eu fui visitar uma
igreja e a e aí o pastor tava expondo
um texto, agora nós vamos de Hebreus.
>> Hebreus.
>> Aí ele tava expondo texto em Hebreus. Aí
ele começou assim: "Immão, vamos abrir a
Bíblia aqui em Hebreus 6 era cinco.
Aquele aquela misturada toda lá.
>> Nossa, Hebreus 6 vai ter que vir aqui no
nosso podcast, hein?
>> Vai sim. E aí ele disse assim: "Irmãos,
a gente vai pular isso aqui, porque isso
aqui eu não sei o que que tá se passando
aqui, não. [risadas]
[suspirando] Olha, deixa eu falar uma
coisa em defesa desse pastor aqui. Vamos
lá. Eh, eu às vezes eu prego muito em
Pedro ali também, né? O meu último livro
teve como base ali a primeira Pedro e
tal, capítulo dois, mas tem umas
partezinhas da citação do Antigo
Testamento que eu dou uma pulada também.
>> Sim. Que é complexo, n? É porque é
complexo assim e tipo, é, eu acho que dá
para pular porque daí eu tento, eu pulo
aquela parte, mas meio que a conclusão
tá embutida lá, mas eu não, não, não
gasto ali tempo e energia para explicar
a citação e tal, tal, tal, porque
>> é punk mesmo. Eu não falaria como esse
pastor, né? Vamos pular essa parte aqui
que é complicado, mas eu entendo ele,
mas de fato não seria uma boa postura na
frente do
>> É, não. E a gente entende, a questão é
será que a gente vai ficar sempre
pulando? Será que num primeiro momento
não seria legal a gente encarar? Esse é
o meu primeiro ponto. Meu segundo ponto
é, nem toda a Bíblia é assim. Se a gente
for pegar porcentalmente a quantidade de
textos difíceis da Bíblia, eh, dá mais
ou menos aonde eu tenho de cabeça aqui,
30, eh, 27% de textos difíceis. 27% é
muito, querendo ou não,
>> muito. Nossa, tô assustado.
>> 27% de textos complicados, porque
Levítico é é é ganha grande parte disso
por conta do nosso distanciamento.
>> Mas dentro do Novo Testamento é bem
menos.
O que eu quero dizer? Você tem toda a
Bíblia ali para lidar. Você tem a
quantidade de porcentagem de textos
fáceis muito grandes. Então ali você vai
ter a sua santificação, a sua salvação
edificada e tal e tal. E do outro lado
você tem um pouco de texto mais simples,
mais mais desculpa, mais complexos que
você pode lidar com eles na sua vida e
na sua caminhada cristã. Esse é meu
segundo ponto. Meu terceiro ponto é o
seguinte. Cada vez que você estuda um
texto difícil, você estuda várias áreas
da teologia ao mesmo tempo. Então,
quando você tá estudando um texto de
Primeira Pedro, capítulo 3, por exemplo,
sobre Cristo, pregando aos espíritos sem
prisão, você está lidando com teologia
bíblica, teologia histórica, teologia
sistemática. Você tá lidando com tudo ao
mesmo tempo. Ah, isso torna tudo mais
difícil. Não, isso torna torna tudo mais
empolgante.
Por quê? Porque você vai pela primeira
vez experimentar teologia na prática.
Você estudar o texto da questão do véu
da mulher lá que veste o véu da
necessidade para cobrir a cabeça. Você
vai ter que estudar várias áreas da
teologia. Isso de novo é muito legal. Aí
vamos dizer o seguinte. Se você passa,
sei lá, um mês estudando um texto
difícil, quando você termina, você
cresceu na sua área de teologia bíblica,
teologia histórica, teologia
sistemática, teologia pastoral, teologia
prática, você foi crescendo, você
avantajou a sua área teológica nessa
parte. Então, por isso que estudar
textos difíceis são tão importantes.
Uma um outro ponto é que quando você
estuda textos difíceis, você se torna
preparado para lidar com a questão
apologética, a questão evangelística.
Como você vai lidar quando alguém
perguntar para você, por exemplo, textos
como a matança dos cananeus, onde Deus
ordena a matança de todo um povo, a
matança de crianças. Como é que você vai
lidar com esse texto? Você vai
simplesmente dizer: "Ah, eu não sei sair
correndo". Ou você vai dizer: "Olha, eu
estudei esse texto, eu me dediquei nesse
texto, eu agora sei como responder a
esse texto". Quando alguém lhe perguntar
sobre não permito que a mulher ensine
nem tenha autoridade sobre o homem, como
é que você vai lidar com esse texto?
Quando alguém de fora que não é cristão
lhe perguntar: "Ah, Paulo era misógeno,
Paulo era contra mulheres etc." Como é
que você vai responder se você não
estudou? Então, textos dessa forma,
quando você estuda, você também se
prepara
apologeticamente
para lidar com eh essas questões. Então,
eh eu eu quero te encorajar a que você
nos acompanhe nessa caminhada de textos
difíceis. Eh, cada a cada vídeo que a
gente for postando pode ser o seu
calendário de estudar textos difíceis.
Então, primeiro texto vai ser Primeira
de Pedro, capítulo 3. Você passa a
semana todinha estudando, vai ler o
texto e etc. E aí você vai aprendendo
quando for outro vídeo, aí também você
pega aquele texto e vai estudando, tá
bom? Então, acredito que são esses os
motivos que eu coloco para que você
estude textos difíceis.
>> Muito bom. Muito bom, gente. É isso.
Então, a sua dose. Eh, a gente não sabe
se vai ser semanal ou quinzenal.
Lembrando que o TD Talk ele vai ser por
temporada, então não vai ser assim, né,
52 episódios ao longo do ano, mas vão
ser temporadas do TD Talk, porque assim,
galera, é é isso, por isso que é
importante, né, você ah, enfim, se
tornar nosso aluno, tá? Tem o link aqui
para você se tornar nosso aluno, porque
isso ajuda a manter, né? Para você ter
um podcast, você tem aluguel de estúdio,
você tem editor, né? Você tem gente que
faz a logo. Um abraço pro Caio que fez a
nossa logo aqui, né? Uma coluna grega, o
microfone ali do podcast aqui, ó, o
sinal RSS de transmissão, né? Tem todo
aqui. Então, tudo tem um custo. Manter
um podcast no ar custoso, tá gente? É
tempo, é dinheiro, né? Para você pagar
as coisas. Então, torne-se nosso aluno,
tá a descrição aqui neste eh na
descrição deste podcast. Então, a gente
vai fazer por temporadas, né? Por
temporadas. Então, quando você tiver a
temporada, você tá com a gente aqui
também, tá? Vamos colocar também na
descrição um link eh de Bíblia de
estudo, tá? A gente vai colocar aí pelo
menos umas duas, três bíblias de estudo
para você poder adquirir, caso você
ainda não tenha, que também te ajuda
nesse nesse propósito. Galera, vamos lá.
A gente sabe que às vezes você trabalha
8 horas por dia, às vezes até mais, ah,
né, tendo que aí eh, ganhar o o o pão, o
leite das crianças. Então você, se você
ainda é uma mulher que trabalha fora,
né, geralmente acaba sobrando mais para
você também o serviço dentro de dentro
de casa, né? Às vezes o maridão não
ajuda, isso é complicado. Então assim, a
gente sabe que o tempo é uma coisa muito
preciosa. Às vezes você quer também dar
uma relaxada, assistir uma série, alguma
coisa assim, mas coloque propósito da
sua vida ter tempo para a palavra de
Deus. Hum. Se você tiver que priorizar,
obviamente priorize a leitura
devocional, aquela que, né, de aplicação
para sua vida e tal, mas tire um tempo,
sabe, também do seu dia ou da sua semana
para estudar um pouco mais, para
mergulhar um pouco mais fundo ou para,
como Jesus conta na parábola no final ah
do capítulo 7, quando ele tá terminando
o sermão do monte, cavar mais fundo. E
isso dá trabalho, vai exigir mesmo um
compromisso. E é uma coisa que a gente
precisa ter também como membros da
família de Deus, esse compromisso com a
palavra de Deus. Então é isso, galera. A
gente tá aqui para instigar vocês, para
ajudá-los, não para colocar peso na
consciência de ninguém, tá bom? Nossa,
eu não consigo. Nossa, eu não sei. Olha
como eles sabem. Não, gente, vocês não
podem pegar o Guilherme Nunes como
referência ou qualquer outra pessoa. É,
tem tempo, tem década, né? Enfim, é, é,
o nosso trabalho é passar o dia
estudando, organizando as coisas. Você
tá lá preenchendo formulário, atendendo
gente, limpando alguma coisa, entendeu?
Então a gente tá aqui para ajudar. São
os mestres que Deus dá à igreja. Agora,
todo mundo, todo crente tem esse
compromisso com a palavra do seu pai de
mergulhar um pouquinho mais fundo. Então
vem com a gente, sem pressão, sem peso
na consciência, tá bom? Esse é o TD
Talk, conversa sobre textos difíceis. A
gente tá aqui para abençoar sua vida.
Vem com a gente, deixa o like, comenta e
até o próximo episódio, se Deus quiser e
assim permitir. Para não perder, siga a
gente nas redes sociais, @bibotalk,
@professor Guilhermen Nunes, tá
aparecendo na tela e também na descrição
do episódio. Estamos together e até
>> até.

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