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A fé vem pelo ouvir

A NATUREZA DA IGREJA – Pregação Rodrigo Bibo

A NATUREZA DA IGREJA – Pregação Rodrigo Bibo

A NATUREZA DA IGREJA – Pregação Rodrigo Bibo

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Legendas automáticas:

A, uma pergunta que me fazem às vezes
quando eu vou em entrevistas, em
podcast, é uma pergunta tipo, quem é o
Rodrigo Bibo, né? Quem é o Rodrigo Luiz
de Aquino? E é muito difícil você
responder essa pergunta, né? Quem é
você? Tipo, quando alguém pergunta, né?
Ou não sei se entrevistas de emprego
fazem essa pergunta, ah, como você se
define? Quem é você por você mesmo?
Fazem essa pergunta em RH ou ninguém
liga mais, só pergunta, só olha a tua
rede social e já não te contrata mais
por causa disso? Mas é isso, tipo assim,
quem é você, né? Você por você mesmo. A
gente não tem como dizer quem a gente é
sem contar uma história. Então quando
você, porque a gente às vezes é tentado
a nos definir a partir daquilo que
fazemos. Ah, quem é Rodrigo Bibo? Ah, eu
tenho um podcast. Ah, eu escrevi um
livro. Não, mas isso não é quem você é,
né? Isso é o que você faz.
É a crise que a gente teve na pandemia,
por exemplo, quando aquilo que nós
fazemos em alguma medida foi tirado de
nós. E aí o que sobra, né, de você
quando aquilo que você faz é tirado? E
quando a gente vai falar então quem nós
somos, nós inevitavelmente
precisamos contar uma história. Eu sou
filho de fulano com ciclana, nasci na
cidade tal, eh, aos 5 anos é isso, fui
estudar aquilo, estou, né? se a crente
vai me convertir com tal idade. Ou seja,
faz parte de nós eh contarmos histórias,
né? Alguém já disse que nós vivemos nas
histórias que nos contamos. As histórias
são importantes. Quando nós vamos
ensinar o evangelho para as crianças,
nós contamos primeiramente uma história.
O próprio Cristo utiliza esse recurso
quando ele conta, quando ele inventa,
quando ele modifica histórias. As
parábolas são histórias que Jesus conta
para ensinar um princípio do reino de
Deus. Mas o princípio ele não ensina por
meio de um catecismo. Eu não sou contra
catecismo, eu sei que vocês curtem, mas
ele não é uma questão assim: "Não faça
isso, não faça aquilo e faça isso e faça
aquilo e você é isso e você é aquilo."
Não. Ele conta uma história e nessa
história ele está colocando um princípio
que nós devemos observar. Até mesmo os
10 mandamentos, se você parar para
pensar, ele não começa com não isso, não
aquilo,
faça isso, faça aquilo. Não. Como é que
começa os 10 mandamentos? Eu sou o
Senhor, teu Deus, que te tirou, né, da
terra da servidão, da escravidão. Ou
seja, Deus começa a contar uma história.
Aliás, adivinhem qual é o gênero
literário que mais tem na Bíblia?
Narrativas. Ou seja, Deus não fica
enfiando goela abaixo o que nós temos
que fazer ou quem nós devemos ser. Ele
sempre vai contar uma história, porque
histórias nos definem. Se você, por
exemplo, vai conversar com alguém ah que
é negro e de alguma em alguma medida,
ele eh está envolvido com a questão do
racismo no Brasil e tal, é quando ele
não é um militante chato, né? Geralmente
os militantes acabam sendo chatos. Não
importa se é do racismo, se é de
política, se é o Tem o crente militante
que é chato também, né? Ah, nossa, eu
lembrei até daquela menina que começa
pregar no avião alto, sendo que ela tá
descumprindo uma lei só para ser
retirada do avião para dizer que tá
sendo perseguido. Não, isso tá
descumprindo ordem, não é perseguição,
né? Então é um militante chato, né? Ou
seja, mas quando você conversa com
alguém que é envolvido em alguma causa,
é legal, é bonito você ouvir, né? Porque
ele começa a contar, ele se identifica
com a história, né? Se você conversa com
um preto que eh lida com esses
movimentos de forma saudável, eu conheço
bons cristãos que fazem isso, é muito
bacana porque tem esse senso de
pertencimento à história, não porque nós
fomos escravizados, né? A escravidão,
isso e aquilo, a falta de direitos, isso
é legal quando é uma coisa equilibrada e
promove justiça, é uma coisa muito
bacana. Ou quando você conversa com uma
mulher também que de alguma forma é
engajada no direito feminino, né? Não a
feminista que vai e abraça tudo, mas uma
mulher. E eu conheço boas mulheres
cristãs que fazem isso também, mas a
questão de est sempre pensando a mulher
e precisa ser pensado, gente, aconteceu
até um fenômeno engraçado agora. Eu fui
numa festa de aniversário com a minha
esposa e meus filhos e o recepcionista
da festa, ele literalmente ignorou a
minha esposa.
Ele começou a falar só comigo, olhar só
para mim, porque talvez me conhecia, né?
Mas ele ignorou. E é normal isso, muitas
vezes na sociedade, a mulher não ter
voz, ser ignorada e às vezes nessas
coisinhas simples mesmo, né? Ou seja, o
bom vendedor, por exemplo, quando vai
vender alguma coisa para um casal, se
ele for esperto, ele dá mais atenção pra
mulher do que pro homem, tá? Fica a dica
aí se você vende alguma coisa. Mas é
isso. Então, uma pessoa que tá engajada
em algum movimento, seja ele, né, do
direito das mulheres ou engajado com o
movimento das crianças, enfim, é muito
legal você conversar com uma pessoa
assim que é engajada. Por quê? Porque
ela sempre vai te contar uma história.
Ela sempre vai te contar uma história de
como surgiu aquilo, do por eles fazem
aquilo. Por quê? Porque as histórias
definem identidade.
Histórias definem identidade. Então é
muito importante. Agora, quando você se
pensa como igreja,
esse ato que nós fazemos domingo após
domingo, como que você define? Como é
que você pensa? essa atividade dominical
de vir a este lugar aqui, estar com
irmãos e irmãs. Como que você entende
isso que nós fazemos domingo após
domingo?
Como que isso é para ti? Ou talvez você
nunca pensou, não, eu só faço
às vezes você nunca parou para pensar
nesse movimento que acontece
dominicalmente no mundo inteiro.
Às vezes, né, no sábado, na sexta,
enfim. Mas os finais de semana são
marcados por reuniões no mundo inteiro
de pessoas que se juntam para adorar a
Deus.
No mundo inteiro, em boa parte do mundo,
bilhões de pessoas fazem isso.
Por que fazem isso?
Às vezes você talvez nunca parou para
pensar muito nisso, só vai fazendo. Eu
tô aqui, fui alcançado por Jesus, me
evangelizaram e eu tô aqui. Mas é muito
importante nós pensarmos o por fazemos o
que fazemos.
Alguém já disse que uma vida não pensada
não merece ser vivida, um pouco radical,
mas de fato a gente precisa pensar
também nas coisas que a gente fazemos,
naquilo que fazemos. E por que fazemos o
que fazemos?
Porque há um motivo para isso. A gente
não tá aqui se reunindo somente porque é
legal e porque eu tenho que fazer ou
porque eu me sinto bem quando eu venho
aqui, eu ouço uma palavra.
É muito mais do que isso.
Isso que nós fazemos aqui junto com
bilhões de pessoas espalhadas pelo
mundo, o que nós fazemos aqui é algo
muito importante, algo que custou
inclusive o sangue de Cristo. Não é
qualquer coisa que nós fazemos aqui.
Essa reunião de pecadores
banhados pelo Espírito Santo não é
qualquer coisa, é um movimento, é uma
resistência ao mundo, é uma resistência
ao domínio das trevas,
há uma é uma resistência ao mundo
vigente lá fora.
Não é qualquer coisa que a gente faz
aqui.
convencionou chamar isso de igreja. Não
é um termo muito utilizado no primeiro
século, ainda que a gente até até é
citado na Bíblia, mas os nomes mais
comuns são assembleia, comunidade,
os da comunhão, os do caminho.
Então isso não é qualquer coisa. Então
isso que se convencionou chamar de
igreja não é um clube, não é um encontro
de pessoas com algumas afinidades.
Aliás, essa é uma grande marca da
igreja, a falta de afinidade muitas
vezes.
Porque o que faz eu e você sentarmos
neste banco domingo após domingo não é a
afinidade que a gente tem com o pastor,
com a pastora, com a um ou outro. Claro,
isso faz parte, ainda mais no mundo
denominacional que a gente vive hoje, é
comum as pessoas procurarem igreja com
que ela tenha uma certa afinidade,
né? Até o pastor tava me contando aqui
que tem igrejas parceiras e tal. É, ó,
tô te mandando um aí porque acho que ele
é mais a pegada de vocês. Normal hoje em
dia, com tanta igreja é normal você
procurar uma igreja que tenha um pouco
mais de afinidade. Por exemplo, eu e
minha esposa agora procuramos uma igreja
com louvor baixo. É ótimo. Inclusive,
parabéns pro técnico de som aqui. Muito
bom o louvor aqui, a altura do louvor.
Não fiquei surdo aqui na frente. Tá
excelente, porque gente, eu vou
parabéns. Não, palmas para o técnico de
som.
Muito obrigado. Excelente.
Não sei se o baterista que era bom, o
microfone tava bem regulado também.
Senti uma bateria tranquila, normal.
Gente, é que eu vou todo final de semana
em algumas igrejas e às vezes eu, se eu
tô elogiando, muito obrigado, é porque
isso aqui tava muito bom mesmo. Então
assim, então é isso. A gente procurou
uma igreja com louvor mais baixo, uma
teologia mais, né, mais sólida e tal, em
termos de não fica mudando toda hora.
Então é normal, tem algumas afinidades,
só que não é isso que faz uma igreja.
afinidades, senão a gente tá lascado.
Aliás, se a gente fica procurando igreja
só por afinidade, você não vai parar em
nenhuma igreja,
porque é congregar numa igreja por uns
dois, três meses, você percebe: "Ah,
essa parte aí eu não achei tão legal".
Ah, é
por quê? Porque não é uma igreja sob
medida para você, é uma igreja à medida
do evangelho. E nas denominações é
normal. Então assim, não é a afinidade
que faz a gente sentar um do lado do
outro, é o sangue de Cristo, é o
Espírito Santo que é o vínculo da paz. E
essa é a beleza e a dificuldade da
igreja.
É a beleza da igreja. Por quê? Porque eu
jamais sentaria ao lado de algumas
pessoas se não fosse a igreja.
Eu, por mim mesmo, não daria atenção a
algumas pessoas se não fosse a igreja.
É a ceia do Senhor que faz isso. É o
corpo de Cristo. A gente tá unido ali,
não por causa das nossas preferências,
mas por causa do corpo de Cristo que nos
alimenta. E é ele que faz com que
pessoas diferentes possam comer do mesmo
corpo, beber o mesmo sangue, ter um só
espírito. Essa é a beleza da igreja.
Inclusive, eu estou numa igreja com
muitos velhos e eu não tenho muita
paciência com velhos.
E tem um velho agora que vem conversar
comigo todo final do culto e eu tenho
que ouvir às vezes eu até então tá bom,
paz do Senhor. E ele me segura d, juro
para vocês, domingo agora tava eu, esse
senhor
e tava tá sendo filmado e transmitido
isso para todo o Brasil, não, né? Ok,
essa parte corta então porque, né,
enfim. Eh, aí tava eu, uma pessoa, uma
irmã e esse senhor. E aí e ele contando
histórias, histórias. E aí eu quis sair.
Ah, então tá bom, ó. Obrigado. Valeu. Tô
indo já. Ele me segurou no braço. Eu
tive que ouvir até a história até o
final. Se não fosse Jesus, eu teria
soltado o braço. Não, não quero ouvir,
velho. Sai.
Mas o que que Jesus fala?
Eu vou. Fica aí, rapaz. Fica aí, te
acalma, vai, fica aí. Ou seja, é como se
quando Jesus fala para andar mais uma
milha, no meu caso é houve mais uma
história aí, né? É o que Jesus fala,
anda mais uma milha, sabe? Então assim,
é só Jesus que faz isso, só Jesus. E é
por isso que a gente pode estar numa
igreja com pessoas que torcem para
outros times, que votam em outros
candidatos.
É mais difícil essa parte, né? Aqui em
Santa Catarina mesmo. Mas o banco aqui é
vermelho. Tô me sentindo confortável.
Então
isso foi uma piada, gente. Eu não voto
no PT, tá? Mas é isso. Tem irmãos que
votam no PT. Olha só que absurdo. Tá,
mas é é em quem ele vota que define a fé
ou é em quem ele crê?
Ah, mas é que em quem ele crê define em
quem ele vota. Então vota em branco,
né? Então o que acontece? Essa é a
maravilha do evangelho. Isso é a igreja.
Só que quando a gente começa a pensar em
igreja, em ser igreja, e essa
multiplicidade de pessoas, de crenças,
de cores, raças, sabe, tribos, línguas e
nações, que é como vai ser lá no
Apocalipse, isso precisa ampliar também
o nosso a nossa ideia de identidade. Eu
quero que você abra a sua Bíblia, por
gentileza, lá na carta de Paulo aos
Efésios. Vamos pensar um pouquinho sobre
isso.
Quero ler até na NTLH também depois,
porque ficou bem legal aqui o que como a
NTLH traduziu. Aliás, se você ouve falar
mal da nova tradução na linguagem de
hoje,
eh, a não ser que seja o seu pastor, aí
você continua acreditando. Mas se você
ouviu só na internet, isso é besteira,
tá? É uma ótima tradução, principalmente
para novos convertidos, jovens,
adolescentes, tá? NTLH, nova tradução na
linguagem de hoje. Ah, mas tem versículo
que tá ruim. Todas têm versículo que
poderiam ser melhor traduzidos. NVI,
NVT, NA, Almeida, tá? Nunca fique só
numa tradução.
Mas eu vou ler primeiro na NVI com vocês
aqui, tá?
Efésios capítulo 2. Eu vou ler a partir
do versículo 19. Efésios, carta de Paulo
aos Efésios, capítulo 2, versículo 19
seguintes. Vou ler na NVI no primeiro
momento.
Portanto, vocês já não são estrangeiros
nem forasteiros,
mas concidadãos dos santos e membros da
família de Deus, edificados sobre o
fundamento dos apóstolos e dos profetas,
tendo Jesus Cristo como pedra angular.
no qual todo o edifício é ajustado e
cresce para tornar-se um santuário santo
no Senhor. Nele vocês também estão sendo
edificados juntos para se tornarem
morada de Deus por seu espírito. Gente,
poucos versículos com uma riqueza
incrível aqui.
Basicamente
Paulo tá dizendo para os gentios, para a
galera que não era judia,
ei, vocês sabem que a salvação vem dos
judeus?
Vocês sabem que Jesus Cristo era judeu.
Ele veio primeiro para nós. Ele veio
para os seus. Só que é o seguinte, sim.
A salvação ela vem do povo judeu. Ela
vem com alguém que começa lá com Abraão,
onde, né, o, né, o grande patriarca. É
de lá que vem a salvação. Só que agora é
o seguinte, vocês não são mais
forasteiros, estrangeiros.
Vocês não precisam mais, sabe, se
circuncindar ou se tornar um judeu, um
praticante da religião judaica. Não,
vocês não são mais. Cristo derrubou esse
muro. Vocês agora, ele vai desenvolver
isso no capítulo dois, vocês agora são
salvos pela graça. Ou seja, não precisa
mais ter nascido eh em Jerusalém ou
praticar a religião de Abraão. Não,
vocês agora estão em Cristo e vocês não
são mais forasteiros.
Vocês agora são concidadãos.
Vocês agora pertencem à família de Deus.
Essa é uma imagem muito poderosa para
nós definirmos o que é a igreja. O que é
a igreja? É a família de Deus. Só que
não é uma família qualquer, é uma
família que já tem o quê? História.
E é muito importante nós começarmos a
entender a nossa história. Por quê?
Porque quando eu digo que eu sou família
de Deus, eu não posso limitar a minha
história nessa família somente dizendo:
"Não, eu cheguei à família de Deus em 99
e eu pertenço à família de Deus e a
minha história na família de Deus." Não.
Você pode ter chego à família de Deus em
99,
mas a sua história enquanto família de
Deus, ela vai remeter a 2 milênios para
trás.
Porque agora você pode também dizer que
fomos escravizados no Egito. Agora você
também pode dizer fomos perseguidos em
Roma. Agora você também pode dizer
estamos sendo decaptados em Burkinafaso,
na Nicará.
Porque você é igreja, você tem uma
história. Por isso que é algo muito
maior do que você. é muito maior que a
sua história. Você e eu somos família de
Deus. Essa família esquisita, uma grande
família.
Quem lembra do seriado A Grande Família?
É tipo isso.
É uma família com problemas. Por quê?
Porque são pecadores
que estão em restauração, chamados para
restaurar.
Mas é por isso que eu falei no início da
minha mensagem que essa é a grande
beleza da igreja. Ou seja, pessoas tão
distintas, mas unidas num só espírito,
mas é também a grande dificuldade da
igreja. pessoas tão distintas,
temperamentos,
preferências,
ideologias, teologias,
ziquiras,
pecados,
tudo junto e misturado.
Só que é a família de Deus. A igreja é a
família de Deus.
A primeira concepção do espírito nos deu
Jesus.
A segunda concepção do espírito nos deu
a igreja, a família de Deus. Deus não dá
o seu filho
unigênito
para que todo que nele crê seja salvo.
Deus faz isso para que a gente creia,
mas não só para ser salvo, mas para
pertencer a uma família.
Há uma família que transcende a nossa
família. E como é bom, gente, poder
viver isso na igreja. Eu lamento quando
as pessoas não vivem isso na igreja.
Eu lamento porque é uma uma coisa que
deveria caracterizar a nossa comunidade
é esse senso de família, de
pertencimento.
E eu vivi isso na minha juventude quando
cheguei à fé em 99. Eu venho de uma
família de católicos não praticantes.
Eu venho de uma criação completamente
solta. Eu nunca tive boas conversas com
o meu pai, nem com a minha mãe. Eles não
era o hábito deles. Eles não podiam me
dar o que eles nunca tiveram. Então eu
fui criado muito solto, muito solto.
Quando eu chego na igreja não me dão. Eu
me converti na Assembleia de Deus, que é
uma igreja que tem bastante regra, né?
Não pode, não cheir, não toque, não faça
tal. Mas enfim, eu fui abraçado por
aqueles irmãos e me entreguei, né, de
cabeça mesmo a todo o legalismo. Mas eu
também fui muito amado por irmãos e
irmãs lá, seu amigo Car, dona Ednir,
nunca vou esquecer deles. Pais do meu
amigo Mauro, eu comia, foi a primeira
vez que eu soube o que que é sentar numa
mesa, comer, alguém, orar, puxar a
orelha. Nunca me esqueça, a gente tava
vendo Blade, caçador de vampiros um dia.
Imagina pro crente da assembleia, é tudo
demônio aquilo, né? E aí uma hora a
gente tava vendo e tal, aí tinha um meu,
né, pescoço jorrando sangue. Aí ela vai
lá, pausa o filme, nos dá aquela lição
de moral. Meu, até aquilo foi legal
assim, meu. E eu era, inclusive, eu era
um bom assembleiano em quem não há dolo.
Eu fui por seis meses o melhor
assembleando que você poderia conhecer,
porque eu queria ser ensinado mesmo.
E eles me acolheram, né, me
disciplinavam.
Foi na igreja que homens mais velhos me
ensinaram algumas coisas, alguns
valores. Inclusive na igreja pagaram a
minha faculdade
na igreja. Homens mais velhos pagaram a
minha faculdade.
Fiz teologia, mas eles pagaram, né? Eles
queriam talvez psicologia, medicina.
Mentira. Eles queriam que eu fizesse
teologia também, né? pagaram a minha
faculdade, gente. Então assim, eu e por
isso que eu amo a igreja, porque é um
momento quando nós fomos trocar de
igreja agora, e é muito ruim trocar de
igreja, eu não recomendo. Só se for
muito ruim a sua igreja que você tava
antes, é ruim trocar de igreja, mas a
gente pensa muito agora nos nossos
filhos. A gente quer que os nossos
filhos se sintam parte desse corpo,
porque a gente é família. Isso não é
qualquer coisa. Isso é muita coisa,
galera.
E é tão legal que eu viajo o Brasil
pregando e como é bom quando a gente vai
por aí e a gente se sente família, mesmo
uma igreja que tem coisas diferentes e
tal, às vezes até umas crenças um pouco
diferente. Mas eu me sinto família ali.
Por quê? Porque aquilo que está acima de
nós não é a nossa preferência teológica,
política, partidária, ideológica. É a
palavra de Deus. Ela que regula a nossa
comunhão. É Cristo que regula a nossa
comunhão, não a nossa preferência,
porque a gente é família.
É a famosa frase: "Quem chama Deus de
pai não escolhe irmão".
Essa também é a nossa grande
dificuldade.
Só que a gente insiste porque é família
e são pessoas que não caminham com a
gente só no domingo, mas são pessoas que
devem entrar também na nossa vida. E
isso, gente, é maravilhoso e também um
problema muitas vezes. Mas olha o que
Paulo tá falando. Olha, vocês gentios,
vocês têm uma história agora para
contar.
O salvador de vocês que vem da linhagem
de Davi, que é filho de Abraão, torna
vocês agora filhos de Abraão. Ele vai
falar aos Gálatas que vocês estão
estudando.
Vocês agora também são filhos de Abraão.
Ou seja, vocês possuem uma história para
contar.
Por isso que é importante nós termos
histórias para contar e às vezes até da
nossa própria denominação se interar um
pouco disso. A minha igreja nasceu disso
e tal, tal, tal.
veio disso, a nossa, a gente acredita
nisso porque as histórias nos moldam, as
histórias nos dão identidade. E a
igreja, que é essa segunda concepção do
espírito, é essa beleza, tá? Ou seja,
quando nós nos reunimos aqui como
família de Deus, nos reunimos porque
temos também uma missão, temos também um
propósito. E é essa família que nos dá
esse sentido, esse senso de
pertencimento, galera. Censo de
pertencimento é algo muito importante.
Conversa com qualquer adolescente,
tá? É esse lance dele ele se sente
pertencente a alguma coisa. Nós
precisamos criar isso dentro da igreja.
Só que a nossa dificuldade muitas vezes
é criar isso em torno do evangelho, não
da marca da igreja, como muitas vezes
acontece.
Às vezes a marca da igreja, o nome da
igreja é mais forte que o evangelho.
E a gente precisa fazer isso em torno do
evangelho, não em torno do pastor, da
pastora ou da denominação.
É claro que às vezes é um pouco difícil,
mas quanto mais a gente conseguir que o
evangelho seja a causa do nosso senso de
pertencimento, melhor.
Quando você para para ler, isso agora
não acontece mais tanto, mas vocês
lembram que tinha aquele grupo
terrorista chamado Wises, né, Ies, né,
que a gente chama. Vocês Vocês lembram
como tinham jovens americanos e europeus
que se aliavam a eles e faziam atentados
terroristas em nome do ISIS?
Então, quando você lê a reportagem de
algum deles, tem um que eu esqueci o
nome dele agora, é um nome que eu
esqueci o nome, era ele, ele era até de
origem árabe, mas ele era um jovem
americano e tal. Ele foi cooptado pelo
movimento. Por quê? Porque o movimento
deu senso de pertencimento a ele, deu
promessas para além vida e ele, por se
sentir pertencente,
tentou matar pessoas fazendo, né,
fazendo uma bomba. É isso. É a galera se
sentindo pertencente, né? Nossos filhos
vão crescendo, vai vindo adolescência,
são os amigos que vão ter mais
influência sobre eles do que nós. Mas se
a gente consegue criar um senso de
pertencimento, tanto à família quanto na
igreja, a gente tem mais recursos para
manter essa criança, esse adolescente na
fé. Por quê? Porque nós somos essa
resistência ao mundo.
Nós somos essa resistência ao mundo.
Quando, né, Paulo vai falar de
principados, de potestades, né, desse
espírito que está no mundo, não é tanto
como algumas pessoas eh pensam que tem
demônio em tudo e aí a gente tem que
lutar contra o demônio. Cuidado com a
brecha que você abre, né? É. É isso.
Porque você viu esse desenho, tem um
demônio na sua casa. você comprou essa
roupa, tem um demônio ali, cuidado com
as brechas. Não é esse tipo de coisa que
Paulo tá querendo instigar. Quando Paulo
fala em batalha espiritual, em
principados, em potestades, ele trabalha
isso até um pouquinho no capítulo dois
aqui. Ele está dizendo o quê?
Ele fala mais de uma questão de cultura,
de uma questão de um mundo que já no
maligno. Então, quando nós nos reunimos
como família de Deus, é justamente
cultivando o caráter de Cristo,
cultivando esse senso de pertencimento
em família, que nós estamos lutando
contra os principados e potestades e não
deixando de ver o filme da Moana.
É isso.
Porque é mais fácil achar o demônio nas
coisas do que muitas vezes achar as
coisas demoníacas que já estão em nós e
que exigem mudanças e que exigem, né, um
certo confronto e por aí vai. É muito
mais fácil ficar achando o demônio nas
coisas e abre cuidado. Não, não é esse
tipo de batalha espiritual que Paulo tá
falando. A nossa resistência ao mundo é
justamente nós agirmos como família de
Deus.
Nós mostrarmos ao mundo que existe a
possibilidade de seres humanos quebrados
consertarem o mundo.
Essa é a mensagem. Essa é a nossa
batalha espiritual.
nós mostrarmos que seres humanos
quebrados estão agindo junto com Deus no
conserto do mundo.
E isso é maravilhoso, porque nós até a
Nategala tá dizendo o seguinte aqui, né,
o versículo 20, vocês são como um
edifício, estão construídos sobre o
alicerce que os apóstolos e os profetas
colocaram. E a pedra fundamental desse
edifício é o próprio Cristo. E aí o que
acontece? Esse edifício, o versículo 21,
ele o quê? Ele mantém o edifício todo
bem firme e faz com que cresça como um
templo dedicado ao Senhor.
Todo o propósito da igreja como um
templo. Essa é uma outra marca da
igreja, ou melhor, um outro nome para a
igreja no Novo Testamento. Somos o
templo do Senhor, o santuário do Senhor.
Somos família, somos um santuário, somos
um templo. Só que não é o templo. Quando
a Bíblia diz que nós somos o templo, ela
está dizendo literalmente nós mesmos,
como aqueles que agora unidos formam a
casa do Senhor. Isso não é qualquer
coisa.
Por isso que não dá para ser igreja
sozinho, não dá para ser igreja online.
Não dá para ser igreja só acompanhando
pela internet, por melhor que seja,
muitas vezes e muito mais cômodo. Não
dá.
Igreja é esse ajuntamento de gente
banhada pelo espírito. Por isso que nos
reunirmos aqui todos os domingos é uma
mensagem de resistência. Nós resistimos
ao mundo que promove o individualismo,
que promove cada vez mais nos fecharmos
a nossa própria bolha. Nós somos uma
mensagem contra isso e que já é uma
mensagem antiga, tá gente? O
individualismo pode ter piorado nos
nossos tempos, com certeza piorou, mas o
ser humano desde o jardim do Éden é
egoísta, é individualista.
Na carta aos Hebreus, o autor ou a
autora já vai falar: "Olha, não deixem
de congregar como alguns estão fazendo".
Já lá no Novo Testamento tinha uma
galera que não queria mais congregar.
Por isso que dominicalmente a gente se
reúne aqui não só para adorar a Deus e
tirar a oferta e receber uma palavra
legal, a gente se reúne como um ato de
resistência ao mundo. E esse ato de
resistência ao mundo não é ficar achando
pelo em ovo, mas é viver como família de
Deus.
É nisso que nós vamos passando uma
mensagem que Deus ele está edificando um
corpo e ele faz crescer esse corpo como
um santuário ao Senhor.
Ou seja, quando nós nos tornamos morada
de Deus por meio do seu espírito, se
Deus mora aqui,
isso significa o quê? Eu ser morada de
Deus junto com os meus irmãos e irmãs
representa o quê? que Deus continua no
meio da sua criação. E se ele continua
no meio da sua criação, ele está agindo
e hoje age por meio da sua igreja, da
sua família, do seu templo. Vamos pensar
um pouquinho agora no templo como
realmente uma construção.
Templos na antiguidade eram aquele local
onde as pessoas iam para se encontrar
com Deus.
templo na antiguidade, sejam os templos
pagãos ou o próprio templo de Jerusalém,
ele tinha essa ideia. Nós vamos lar para
nos encontrar com Deus. Então, Deus pega
essa mesma ideia dos templos que são
construídos por mãos humanas. E agora
Jesus é esse lugar, ele é o templo.
Agora o evangelho de João vai deixar
isso bem claro. Ele agora é o templo. Ou
seja, o encontro com Deus. O encontro do
céu com a terra agora é em Jesus. E se
Jesus é o Emanuel, é o Deus conosco,
como que ele continua sendo um Deus
conosco? Por meio do seu espírito que
habita na igreja. Então, parem para
pensar, a igreja continua com essa mesma
tarefa, ser um lugar
onde as pessoas encontram Deus.
Só que esse lugar não tem CEP.
Esse lugar não tem prédio. Esse lugar se
move como a glória de Deus se move.
Bíbo, não entendi muito bem isso.
É óbvio que vocês agora estão aqui nesse
prédio e as pessoas que adentrarem neste
lugar, elas podem ter um encontro com
Deus, se Deus assim o quiser, e se vocês
esverem fazendo o trabalho de vocês.
Agora, no dia que vocês saírem daqui e
irem para um lugar maior, glória a Deus,
com aluguel mais barato, amém,
>> a glória de Deus vai estar lá, porque a
glória de Deus se move junto com vocês.
Ela não está presa aqui.
É isso. A glória de Deus se move, gente.
Se um dia você for ler a Bíblia inteira,
você vai chegar em Ezequiel.
É uma pira aquele livro. Os primeiros 14
capítulos são uma pira, como vários
escritos proféticos. Mas tem uma coisa
você pode tirar de Ezequiel capítulo 1
até o 14 ali, é essa ideia de que a
glória de Deus se move, não está mais
presa ao templo.
O vel do templo se rasgou não para que a
gente somente possa entrar no Santo dos
Santos, mas ele se rasga porque agora
Deus sai, Deus não tá mais preso à
religião.
Ele se move junto com a sua família.
Então, quando a gente afirma que nós
somos família de Deus,
que nós somos templo de Deus,
e se nós somos templo de Deus, qual é o
objetivo do templo? As pessoas terem um
encontro com Deus. E não só isso. Outra
linguagem que a Bíblia vai usar para nós
como igreja onde Deus mora é que nós
somos agora um povo sacerdotal.
Se nós somos um povo sacerdotal, qual é
o nosso objetivo?
é fazer com que as pessoas tenham um
encontro com Deus e não que elas votem
no nosso candidato.
O objetivo da igreja e nós como um povo
sacerdotal e gente é um povo, tá? Não é
só o pastor, a pastora, o missionário, a
missionária, o professor de teologia, a
professora. Não, é um povo sacerdotal.
Se você está na igreja, você foi
batizado, você tem o espírito, você tem
essa responsabilidade sacerdotal.
São imagens que a Bíblia utiliza para a
igreja, ou seja, não é uma assembleia
qualquer, não é uma comunidade qualquer,
é uma família,
é um templo, um santuário para o Deus
vivo que é habitado pelo Espírito. E se
Deus habita, ele faz alguma coisa.
Ele tem os seus sacerdotes, as suas
sacerdotisas.
Uma outra imagem fortíssima, o apóstolo
Paulo vai trazer na sua carta aos
Coríntios, no capítulo 12. Nós somos o
quê? Corpo de Cristo.
A mão de Deus age nesse mundo por meio
do corpo de Cristo.
A mão de Deus, o agir de Deus na terra
acontece por meio da sua igreja. Deus
poderia fazer tudo sozinho? Poderia.
Seria até mais fácil.
Imagina vocês Jesus
ao ser tentado pelo diabo, está lá no
pináculo, na parte mais alta do templo.
E ele, a tentação é se joga daqui, vai
lá, os anjos não vão te segurar. Olha
quão incrível seria Jesus se jogando do
lugar mais alto. Nisso o tecido da
realidade se abre, saem anjos batendo
asa, pegando Jesus. Mano, esse cara não
precisava mais nem pregar, todo mundo já
ia se converter.
Ou se ele pega, né, qual é outra
tentação do diabo? Transforma essas
pedras em pães. O que mais tinha na
Palestina era pedra e pão era comida
básica do pobre, bolsa família
Palestina. Ia todo mundo votar em Jesus.
Não ia ter erro. É comida para todo
mundo. Ó, te darei esses reinos aqui, ó.
Pensa Jesus ali governando aqueles
reinos que o diabo ia dar para ele.
Mas esse é o caminho fácil.
Jesus que é o caminho da família, que é
o caminho da comunhão.
Eu tô escrevendo meu novo livro agora,
que roupa usar para o fim do mundo. Eu
tô estudando um pouco os discursos
escatológicos de Jesus. Nossa, é uma
pira aquilo, é uma loucura. Nem vou
colocar direito aquilo no meu livro,
porque senão ia ser um livro só para
discutir as interpretações e as loucuras
que parece que Jesus tá falando lá. Aí,
sabe qual é o nosso problema? A gente
fica discutindo as loucuras na internet,
os sinais e olha a besta, olha aqui,
agora é o fim, olha aqui, olha só esse
ciclone, porque a Bíblia diz, olha essa
guerra, olha a lua de sangue. A gente
fica igual uns malucos procurando os
sinais da segunda vinda. Sabe como é que
Jesus termina todos os discursos
escatológicos dele?
Vigiem
e façam o bem.
Em Mateus mesmo ele vai contar parábolos
e depois ele vai dizer o seguinte:
"Olha, façam o bem". Mas Jesus, quando
vocês vão chegar, quando vocês vão
chegar na minha presença e vão ter feito
bem, aí vocês vão perguntar: "Mas
Senhor, quando que a gente fez, quando
que a gente fez essas coisas para ti?"
Quando vocês fizeram justiça? Quando
vocês alimentaram o pobre, visitaram o
preso.
Então, não adianta a gente ficar se
perdendo e afoitos pelos sinais da
segunda vinda de Jesus se a gente não
for um sinal da primeira vinda de Jesus.
Por isso que Deus tem uma família na
terra. Não para ficar igual uns aloprado
olhando pro final do mundo, meu Deus, o
final do mundo. Não, a gente tá aqui na
terra para ser santuário de Deus, o
corpo de Deus. Ou seja, Deus age por
nosso meio, por nosso intermédio. Ele
podia fazer tudo sozinho com anjo, seria
muito mais fácil, mas não. Ele faz com a
gente.
Por quê? Porque a grande questão
missiológica, a grande questão da missão
é para nos evangelizar, Deus se fez um
de nós.
E para que nós
evangelizemos, a gente precisa encarnar
também essa ideia de que eu sou templo,
eu sou corpo, eu sou santuário para
evangelizar os meus semelhantes. Se o
próprio Deus se tornou um de mim para
que eu fosse alcançado, então é sinal
que eu preciso dar continuidade a isso.
Então, não é Deus que vai evangelizar
por meio dos seus anjos, não. Ele vai
evangelizar por meio do seu povo, da sua
família, com a ajuda dos anjos no poder
do Espírito Santo.
Só que é por meio da gente. É por isso
que depois de Jesus contar tanta coisa
escatológica e o tempo do fim e aquilo,
ele vai terminar dizendo: "Ei, vigiem e
façam o bem".
Vigiem e façam o bem. Por quê? Porque
agora vocês são a minha família aqui na
terra.
Então a igreja ela não é um prédio, não
é uma invenção humana, não é uma criação
de sacerdotes que querem botar medo no
povo. E para isso, né, que tem gente que
define religião assim, né? Não, religião
é uma uma invenção de alguns sacerdotes
para controle social.
Teve isso na história? Muito. Tem isso
hoje em dia? muito.
Mas isso define quem é a igreja de
acordo com o Novo Testamento? Não.
Não sei vocês, mas hoje em dia dizer que
é evangélico não tá complicado hoje. Ó,
o que que tu é? Sou evangélico, mas eu
não sou igual aquele evangélico, aquele
outro, aquele meu. É, imagina quem é
pastor. Ainda bem que eu não sou. Deve
ser pior ainda. Ah, é o que tu faz. Ah,
eu sou pastor. Meu, até o Zé Bruno fala,
né? Ele fala sobre isso, que olha, dá
até preguiça de ter que explicar que tu
não é pastor igual aquele pastor que
aparece na televisão, aquele que apoia o
candidato tal, que eu não faço isso, que
eu não roubo o dinheiro do povo, que que
eu que eu sou pobre.
Que trabalheira. Por quê? Para para
pensar, gente, como os evangélicos estão
sendo retratados hoje.
Quem são os evangélicos no Brasil hoje?
O que leem, o que comem, o que fazem.
hoje na Folha de São Paulo, né? Então
assim, cara, é, eu não sou essas coisas
que o pessoal tá dizendo aí,
não, que eu sou santo, tem um monte de
defeito, mas aquilo ali eu não sou não.
A gente tem que ficar. Então, percebe
como a nossa proclamação,
ela tá bem comprometida e sempre foi.
Agora, se eu olho para
a realidade bíblica, que nós somos um
povo alcançado pela graça e convive em
resposta ao amor que recebeu, essa é a
nossa arma contra o mundo. Essa é a
nossa arma contra o diabo.
Uma outra imagem que a Bíblia tem para a
igreja é que nós somos um reino,
reis.
Algumas igrejas bem próximos, inclusive.
É isso que não que nós vamos reinar com
Cristo, que a gente tá sentado nas
regiões celestiais, nós somos reinos.
Então você tem que reinar em vida. E
reinar em vida é ter dinheiro, é ocupar
a sociedade.
Nada mais longe da Bíblia Sagrada do que
essa ideia de que nós somos reis e por
isso a gente reina, por isso a gente é
próspero, por isso a gente governa.
Típico de quem não leu a Bíblia.
Quando a Bíblia diz que nós somos reis e
sacerdotes,
é aos moldes de Jesus.
que não usou
o seu reinado
para mandar nos outros, mas para
servi-los.
O reinado de Cristo não é caracterizado
pelo cetro,
mas pela cruz. Não é caracterizado pelo
trono,
mas pela toalha e pela bacia. O trono é
só no fim dos tempos.
Ele já tá lá, nós ainda não. Ou seja,
ele já tá lá no trono,
mas o seu povo ainda continua aqui para
fazer o que ele fez. Então não é o trono
ainda, ainda é a bacia e a toalha.
Aliás, a imagem do apocalipse é essa, é
o cordeiro esgualo.
Não é o rei imponente, é o cordeiro
esguepado que vence o mundo.
Quer ser rei, quer ser sacerdote, é os
moldes de Cristo,
que usou o seu reinado para lavar pés,
não para mandar nos outros e impor o
evangelho goela abaixo.
Nós não temos que ocupar os montes para
dominar a sociedade. A gente tem que
fazer como Jesus e ir para os vales,
pelos becos, porque são esses que vão
participar do grande banquete.
Essa é a parábola que ele nos conta.
Essa é a família que Deus colocou na
terra.
Pessoas pecadoras, banhadas pelo
espírito, salvas pela graça, que estão
dando continuidade ao que Jesus fez.
E isso não é fácil. Isso vai exigir nada
mais, nada menos do que sua vida
inteira.
Não é fácil.
Mas como disse S Luiz, se você procura
uma religião confortável,
definitivamente essa religião não é o
cristianismo.
Então nós precisamos ter essa
consciência de que nós somos, sabe, a
natureza da igreja como família, como
templo, como reino, como sacerdócio,
como corpo. Nem coloquei o lance da
escola, que é também uma grande escola.
Discípulos são alunos, é uma outra
palavra.
São aqueles que estão constantemente
aprendendo com Deus, com a vida, com o
próximo. E que maravilha que aqui
ninguém é professor de ninguém. Aqui é
todo mundo professor e aluno,
simultaneamente.
Ninguém manda em ninguém.
Quem manda aqui é a palavra. Quem manda
aqui é o evangelho. Quem manda aqui é o
espírito.
Ah, mas é autoridade pastoral que a
Bíblia fala. É porque prega a palavra,
não porque o cargo que tem autoridade.
Pastor que não prega a palavra não tem
autoridade.
Não é o cargo pastor que traz
autoridade, não é quem prega a palavra.
Então nós somos esses alunos que estão
aprendendo constantemente na escola do
Messias, cuja formatura só vai acontecer
no céu.
E dá uma ansiedade às vezes, né? Mas a
gente nunca vai estar pronto, a gente
nunca vai estar completo. Agora, por
mais que
o que eu quando eu olhe pra palavra eu
veja um ideal, quando eu olho pra
palavra eu vejo algo que às vezes parece
até inalcançável.
É o espírito que diz para mim: "Não
pare".
Entendeu? Não pare de nadar.
Ah, mas eu não vou chegar. Não para de
nadar.
O chegar não é contigo. O chegar é
comigo. Eu só preciso que tu nade, eu
preciso que tu caminhe. Eu preciso que
tu vá.
Mas eu tô um pouco longe. OK, continua.
Amanhã vai est menos.
Porque a gente olha pra Bíblia Sagrada e
a gente olha para pro texto bíblico e de
fato todos nós estamos a quem? Daquilo
que pregamos, daquilo que cantamos,
daquilo que lemos.
Todos nós estamos um pouco distante do
que a Bíblia pede de nós. Todos nós, se
formos honestos, todos nós estamos um
pouco distante. Não existem pessoas boas
diante de uma Bíblia aberta, lida e
entendida. Agora, isso não pode ser uma
desculpa pra gente também não caminhar.
Eu não posso olhar o sermão do monte e
dizer: "Meu, isso aqui não dá, velho".
Não, você tem o espírito, ele se move em
você, ele até ora por você. Tem oração
nossa que é toda torta, que é toda
errada, mas o espírito conserta lá em
cima.
Mas ele quer ver se a gente tá disposto
a isso, se a gente está disposto com um
coração disposto. Ele quer ver se a
gente quer. E se a gente quer já é meio
caminho andado.
Mas é preciso que a gente tenha essa
consciência da nossa história.
Nós não pertencemos a uma família
qualquer. Nós pertencemos a uma família
que tem história. E essa história deve
moldar a nossa vida, deve moldar a nosso
pensamento, deve moldar o nosso caráter,
deve moldar quem nós somos. Nós temos
uma história que começa com Abraão
e Deus conta essa história para nós e
ele está dizendo constantemente:
"Sinta-se parte dessa história,
sinta-se parte desse povo." Por quê?
Porque de fato vocês são, vocês não são
mais forasteiros ou estrangeiros. Vocês
foram comprados por alto preço pelo
sangue derramado no Calvário. Vocês
fazem parte dessa história. Então, nós
precisamos saber que essas imagens não
são meras imagens, são realmente parte
de quem nós somos, de quem nós devemos
nos tornar.
Ser igreja é um sentimento constante de
um vir tornar-se a ser
ao mesmo tempo que já é.
Isso é meio confuso, não é? Mas eu já
sou, mas ainda não.
Eu sou porque a Bíblia diz que eu sou.
Eu sou porque o espírito testifica
dentro de mim que eu sou.
Eu sou porque Jesus diz que eu sou.
Eu sou porque a Bíblia fala,
mas ainda não, porque nem sempre ajo
conforme aquilo que sou.
Existe a margem da hipocrisia,
onde você realmente não é e parece ser,
mas existe a margem de que você sabe que
não é, reconhece que ainda não é, mas
está ali em humildade querendo ser
e caminha e sabe que não é mérito seu
algum a isso, porque é pela graça, é
pelo espírito.
Mas você não se entregou, você continua.
E aí vai tendo a beleza da igreja. E
gente, a igreja é maravilhosa.
A igreja é maravilhosa.
Nesse encontro que o Arns foi, eu fiz
questão de levar o Cassiano, que é o
presidente da aliança evangélica do
Brasil.
E a gente fala muito mal da igreja às
vezes na rede social. Ah, porque a
igreja, a gente ouve falar muito mal da
igreja. Só que nessas tragédias que
estão acontecendo pelo Brasil, até mesmo
na Venezuela,
a primeira instituição que está lá é a
igreja,
ajudando, acolhendo.
É a igreja de Jesus. A igreja tem feito
coisas lindas no mundo.
A igreja tem feito coisas maravilhosas.
E nós somos a igreja, fazemos parte
desse movimento. A gente precisa se
sentir
incluso, pertencente a esse movimento
que tá fazendo bem ao mundo. Tem muita
igreja fazendo mal, tem muita igreja
falsa, tem muita igreja picareta, tem
muita igreja só tá pensando em dinheiro,
em pastores enriquecendo. Sim, tá cheio
disso e ocupam aí a televisão, a
internet, mas que isso não desanime a
gente, porque não desanimou o apóstolo
Paulo, gente. Apóstolo Paulo foi traído
por parceiros de ministério,
entregou gente para Satanás de tão ó,
Senhor, olha que o Senhor te repreenda.
Mas Paulo não desistiu da igreja. Paulo
tá lá preso,
passando frio. Que que ele pede? Olha,
traga a minha capa porque tá frio, mas
traga também os meus livros. O cara
queria continuar estudando para poder
servir a igreja. O cara escreve uma
carta maravilhosa que hoje para nós é um
alicerce teológico incrível, que é a
carta aos romanos. Ele escreveu essa
carta para poder abençoar os irmãos lá
de Roma, para poder mostrar pros irmãos
de Roma, gente, eu sou legal, eu sou
limpinho, deixa eu passar por aí, depois
que eu, né, a gente troca um dom e daí
eu quero continuar minha viagem. Tudo
para servir a igreja. Paulo, ele e ele
tinha motivos, gente. Olha, a igreja de
Corinto complicada.
Paulo escreveu pelo menos umas quatro
cartas para essa igreja, talvez cinco. A
gente tem duas, mas que talvez sejam
três. Enfim,
a gente tem duas para não confundir a
sua cabeça, mas talvez ele tenha escrito
quatro ou cinco. Igreja complicada, mas
o que que ele chama lá? Irmãos santos,
cheios do espírito, mas a igreja tá
cheia de problema.
Mas Paulo repreende. Mas Paulo repreende
como quem ama, não como quem tá na
internet falando mal, não é? Como alguém
que está dentro e por amar repreende,
admoesta, exorta.
Essa é a beleza da família de Deus.
Então, as igrejas más que existem, as
falsas igrejas, os falsos evangelhos,
não podem nos desanimar.
Não que a gente continue no verdadeiro,
que a gente continue sendo a melhor
igreja que a gente puder.
As próprias igrejas do Apocalipse, Jesus
anda no meio delas e elas são bem
complicadas, mas Jesus não desiste da
sua igreja. que a gente também não
desista
para a glória do nome dele e até que ele
venha, que a gente continue se juntando
aqui como um ato de resistência ao
mundo.
E como que a gente pratica isso? Como é
que é na prática o ser de igreja? É
isso, manifestando que há uma família
de Deus aqui na terra que espelha esse
Deus. Ou seja, as pessoas descobrirão a
paternidade de Deus por meio da família
dele. As pessoas se sentir se sentirão
filhas de Deus quando a gente começar a
parar de tratá-los como endemoniados,
começar a tratá-los como irmãos
que ainda não reconhecem o amor e a
paternidade do nosso pai. Mas se a gente
continuar só pegando, só usando, só
apontando os dedos, aí a gente e as
pessoas não vão reconhecer, porque daí
as pessoas não querem. O quê? É para ser
crente, para ser igual aquela pessoa?
Nem quero.
Se é para ser igual aquela igreja, igual
aquele pastor, igual aquele povo, não,
nem quero.
Prefiro a ser chuê.
Prefiro ser ateu, como eu já ouvi. Se é
para ser igual aquilo, não. Aquilo eu
não quero.
Mas as pessoas têm saber. que Deus não
desistiu delas. E Deus sempre terá um
remanescente fiel.
Lindo o povo de Israel, com toda a sua
idolatria, com todos os seus pecados,
ficou completamente abandonado. Sempre
tinha aqueles que não se dobraram a Baá.
Sempre vai existir uma igreja que não se
rendeu ao mercado, que não se rendeu ao
falso evangelho.
Que seja nossa
até que ele venha, que a gente possa
proclamar
em atitudes e em palavras aquele que nos
tirou das trevas para a sua maravilhosa
luz.
Vamos orar por sua cabeça.
Pai, em nome de Jesus, diante da tua
presença, obrigado por nos fazer
família, Senhor. [música]
Obrigado por nos fazer teus filhos e
filhas. Obrigado por nos fazer um reino
de sacerdotes, sacerdotes, sacerdotisas
que andam pelo mundo, que andam pelas
estradas, que andam pelas filas, que
andam por essa cidade, anunciando que há
um reino, anunciando que há um Deus que
as ama.
anunciando que a vida ela tem sentido,
[música]
a vida tem propósito, a vida é muito
mais do que as dores e lutas que
passamos aqui. A vida é uma vida com o
Senhor. Há uma vida com o Senhor. E nós
queremos ser a melhor igreja, Senhor, do
nosso que nós podemos. Nós queremos ser
cheios do teu espírito. Nós queremos ser
cheios da tua vontade. Nós queremos
manifestar a tua vontade na terra, assim
como ela é manifestada no céu, para que
o Senhor seja conhecido até que o Senhor
venha. que possamos ter esse encontro de
resistência ao mundo domingo após
domingo. Não somente adorando aqui como
nós gostamos de fazer, mas que isso,
Senhor, que este culto ele se esparrame
pela nossa vida diária, pela nossa vida
ordinária, porque para quem é filho teu,
o culto nunca acaba, a vida é cútica e
todo solo é solo sagrado, e todo lugar é
casa de Deus. E todo lugar a é a
habitação do Altíssimo. Porque o
encontro com o Senhor não depende mais
de um templo, mas depende de uma família
que sabe que é o ponto de contato do
Senhor com o perdido. Nós te adoramos,
Pai, em nome de Jesus. É que oramos e
nos comprometemos com isso. Amém. E
amém.

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