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Aconselhamento Bíblico (Podcast com Sacha Mendes, Ari Langrafe e Leonardo Langrafe)

Aconselhamento Bíblico (Podcast com Sacha Mendes, Ari Langrafe e Leonardo Langrafe)

Aconselhamento Bíblico (Podcast com Sacha Mendes, Ari Langrafe e Leonardo Langrafe)

CURSO de TEOLOGIA ONLINE:

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Legendas automáticas:

Olá, seja bem-vindo ao podcast da escola
Charles Spuron. Vamos, vamos tratar hoje
de aconselhamento bíblico. Eu quero
começar dizendo o seguinte: há alguns
anos, uma pesquisa perguntava onde as
pessoas procuravam ajuda quando a vida
desmoronava.
Alguns responderam na internet, outros
nos amigos. E o que mais me preocupa e
talvez seja a resposta mais assustadora
era em ninguém.
E nunca tivemos tanta informação, tantos
especialistas,
tantos coaches, tantos psicólogos,
mas também nunca vimos tanta solidão. O
que é interessante que a Bíblia
apresenta a uma resposta curiosa. Ela
não diz simplesmente: "Procure um
profissional, nem resolva isso sozinho".
Sabe o que ela diz, Leonardo?
Aconselhai-vos
uns aos outros. E o aconselhamento não
aparece como um ministério reservado a
poucas pessoas. Ele aparece como parte
da vida normal da igreja. E é exatamente
sobre isso que vamos conversar hoje. Eu
sou o Arilan Graf Júnior, de um
acadêmico aqui da escola Charles Spuron.
Comigo está pastor Leonardo, mestrando,
terminando mestrado em aconselhamento
bíblico pelo logo. Seja bem-vindo,
pastor Leonardo.
>> Ob.
>> Ótimo. E o nosso convidado de hoje é
pastor Alexandre Mendes. Saas, seja
muito bem-vindo.
>> Olá, obrigado. É um prazer e uma alegria
estar com vocês hoje no podcast nesse
episódio tão especial.
>> Prazer é todo nosso. Sa, fala um
pouquinho do seu ministério pra gente.
>> Com certeza. Eu sou pastor na Igreja
Batista Maranata, em São José dos
Campos.
também atuo como professor em algumas
instituições. Recentemente nós fundamos
o seminário a foco, seminário online,
onde também leciono algumas matérias de
aconselhamento bíblico e também ajudo,
leciono no Charles Spongelion, na
matéria também de aconselhamento
bíblico. Uma alegria estar com vocês
aqui. e entre outras coisas a conteúdo
de internet, essas coisas devocionais,
canal do YouTube, a recursos aí pro
pessoal, justamente nessa área, área de
aconselhamento bíblico.
>> Uau! E a pastor, aconselhamento bíblico,
eu lembro a primeira vez que eu ouvi do
Saasha, eu acho que eu tava na, era a
segunda conferência de aconselhamento
bíblico pela ABCB, foi a primeira que
foi em Águas de Lindóia, foi a primeira.
A primeira tinha sido em São Paulo, a
segunda, e alguém falou para mim assim:
"Ah, olha, tá lá na Fate, né, na lá em
nos Estados Unidos, o o Sax". Eu falei:
"Quem que é esse russo, né, que tá lá,
né? Quem que é esse russo que está
estudando aconselhamento bíblico lá? E
você não poôde vir aquele ano, mas o
outro ano eu vindo aí, eu conheci você,
a gente teve uma, tem uma boa amizade.
Faz quanto tempo que você tá ah
estudando?
e trabalhando com aconselhamento
bíblico.
>> Sim. A minha exposição ao aconselhamento
bíblico aconteceu durante a
adolescência, quando minha mãe estava
estudando aconselhamento bíblico.
>> Uau, que legal.
>> Então, eu cresci ouvindo sobre o termo,
ouvindo alguns eh recortes de aulas, né?
Ah, relatos dela. E eu sempre entendi
aquilo então naturalmente como defô.
Esse é o padrão, essa é a forma como as
pessoas cuidam das outras por meio da
palavra de Deus. Aquilo fazia muito
sentido para mim, né?
>> Então ali foi meu primeiro contato.
Depois, quando eu fui estudar a no
seminário bíblico Palavra da Vida, eh no
meu primeiro ano, foi um ano só de
estudo intenso da da palavra de Deus no
Instituto Bíblico, foi quando eu tive a
primeira aula de aconselhamento bíblico
formal.
>> Uhum. E aquilo para mim só foi mais um
passo naquilo que já tinha sido semeado
na minha adolescência. No final daquele
ano, em 1999, eu fui para uma
conferência de aconselhamento bíblico no
Palavra da Vida, que era Dr. David
Paulon, Dr. Edwelt, os dois.
>> Uau!
>> E ali a cabeça abriu de vez, né? Eu
falei assim: "Olha, eu não sabia ainda o
que o Senhor tinha para mim em termos de
vocação pastoral, mas alguns ensaios já
começavam pipocar na minha cabeça e eu
falava assim: "Se é para cuidar de
gente, é dessa forma aí, né?"
>> Uhum.
>> Então, foi assim o meu ingresso no
aconselhamento bíblico, né? foi
naturalmente desde cedo em casa e depois
nas minhas primeiras investidas
ministeriais já com essa formatação. E
então seguiu-se o treinamento
>> e aí são praticamente 28 anos
>> por aí. Por aí.
>> Que joia. Então vamos lá. Vamos começar
aí falando então por falar sobre
aconselhamento hoje. Vamos lá, pastor.
Quando você olha paraa igreja brasileira
e você tem viajado, tem estado em vários
estados do Brasil, qual o maior desafio
quando pensamos em aconselhamento?
>> Sim, eu acho, Ari, que hoje nós vivemos
uma crise de confiabilidade
na autoridade, na suficiência das
escrituras, né? Pela graça de Deus, nós
abraçamos no meio conservador a
inerrância da Escritura, né, a
autoridade da palavra em tantos
aspectos, mas parece que quando chega no
ministério um a um, nós somos
intimidados pelo discurso do mundo, nós
somos intimidados por a cientificismo
e acabamos dando um passo para trás no
ministério particular da palavra, né?
Então eu vejo que hoje nós temos essa
crise de confiança. Parece que a gente
precisa amadurecer na compreensão
daquilo que a palavra de Deus chama de
dela, da sua jurisdição.
E assim como nós estufamos o peito com
coragem, ousadia do púlpito, também
fazer isso a partir do gabinete, também
fazer isso a partir de uma xícara de
café no uns aos outros, né? Ah, no
ministério particular da palavra de
Deus, né? Então eu vejo essa crise de
confiabilidade ou de compreensão de que
a abrangência do ministério da palavra é
profunda, né? Muito profunda.
>> Especialmente por e quando o pastor
coloca essa questão das da batalha que a
gente tá enfrentando agora, ah, e falar
de confiabilidade é falar de suficiência
das escrituras.
>> Ah, se a gente pegar do século XVI,
>> século ah, século XVI é muito é é muito
muito tardo, século XIX, século XX.
Então a gente a gente venceu a batalha
da inspiração, por exemplo, né? Quando a
gente estava discutindo se a Bíblia era
inspirada, todo movimento liberal que
chegou, a gente venceu essa batalha. Eu
acredito que a Igreja Brasileira hoje
>> consolidou muito isso. Ah, depois veio a
inerrância. A gente enfrentou os
desafios da inerrância, ah, do texto
bíblico, mas a suficiência ainda parece
que as pessoas ainda ficam naquela, não,
a Bíblia é bom, né, mas falta alguma
coisa. Parece que ela ela precisa,
alguns até dizem que ela precisa ser
atualizada, por exemplo, absurdos como
esse que a gente ouve, quando na verdade
ela é suficiente, a gente pode confiar
nela.
>> Joia, pastor.
>> E você acha que existe uma tendência no
de terceirizar o cuidado
o que a gente tem sobre as pessoas?
>> É, eu diria, Léo, que não só uma
tendência, mas uma prática deliberada,
né? Nós vemos e a própria convivência
com pessoas, a gente vê isso o tempo
todo, porque cuidar de pessoas dá
trabalho, né? E dá um trabalho não só
que demanda tempo. Eu acho que com
relação a isso talvez seja o o menor dos
trabalhos, né? Mas há um custo
emocional, né? Há um custo de ficha
ministerial, né? Ah, que se deve
investir no cuidado de pessoas e que a
tendência acaba sendo terceirizada.
Então você soma uma crise de
confiabilidade na suficiência das
escrituras com o custo de cuidado de
alma e você tem acho que o ambiente
perfeito para essa terceirização das
ovelhas do Senhor Jesus, né? Ah, no
cuidado daquilo que a Bíblia chama para
si.
>> Sim. É o que a gente ouve também muito
sobre o profissional também, né? Isso
tem sido uma coisa bem forte quando a
gente ah, eu preciso de uma ajuda
profissional.
>> Hum.
>> Total, né? E aqui entra uma discussão
interessante, né, importante de se ter
também, de que nós precisamos definir os
limites desse profissionalismo, né?
Porque ninguém aqui, eu acho que a gente
concorda, né? Se você tá falando de a de
uma doença orgânica detectável num exame
clínico, laboratorial, de imagem que
seja, né? Você entende a necessidade de
um profissional da medicina, né? Mas a
coisa fica nebulosa quando não é disso
que nós estamos tratando.
>> Uhum. Nós estamos falando de descrições
de fenômenos metafísicos que t inclusive
a sua a expressão física, mas cujo
origem a palavra de Deus descreve no
coração do homem.
>> E é nesse sentido que nós vemos que a
palavra de Deus determina, coloca uma
jurisdição a qual nós estamos nessa
crise ou numa confusão, crise de
confiabilidade ou confusão do que é a
jurisdição bíblica, né? confundindo o
cientificismo com tudo isso. E aí, ah,
tem essa terceirização aí, tem essa
profissionalização da coisa, né?
>> E aí que a situação se complica, né?
Porque a gente fala de terceirização, de
profissionalização.
E o que que isso acontece também dentro
desse fenômeno que o pastor colocou de
confiabilidade,
ah, e de também do custo, né? E cada um
dos pastores estão nos ouvindo aqui,
líderes estão ouvindo, entende esse
custo de ajudar pessoas, né, de você tá
investindo a no aconselhamento. E aí é
uma tendência de você sobrecarregar
poucas pessoas. Sim, pastor, por
exemplo, e tem igrejas que todo mundo
tem que conversar com o pastor,
>> então o pastor acaba gerindo, de certa
forma todo o aconselhamento da igreja,
porque ele é pouquinho o profissional
ou que chega mais perto, né, do
profissional.
E aí isso traz uma sobrecarga, uma
sobrecarga. Como que você diria para
alguém, pastor, que pensa o seguinte:
"Não sou pastor, não posso aconselhar
ninguém".
>> É. Ah, a gente tende a enxergar essa
dinâmica do aconselhamento dentro de uma
visão que é comum, que impera no
espírito da nossa época, né? Quando a
gente fala de aconselhamento,
rapidamente a gente pensa a figura de um
especialista.
>> Uhum. uma mesa e um cliente. O
especialista de cima para baixo dá
orientações que o cliente não tem. Ah, e
ele vai seguir e vai resolver um
problema de profunda dor emocional e
assim por diante. Aí, quando a gente
escuta a palavra aconselhamento, lê na
palavra de Deus a palavra
aconselhamento, nós importamos essa
dinâmica, esse modelo, ou melhor, nós
impomos essa dinâmica, esse modelo sobre
o o uso desse termo na escritura.
Mas o desafio é a gente deixar com que o
texto nos informe o que é de fato o
aconselhamento. E o Novo Testamento não
emoldura o aconselhamento justamente
nesses termos. Transcende isso. Você vê
que é um termo usado para descrever a
relação entre irmãos, o ministério da
palavra entre irmãos. O aconselhai-vos
mutuamente, admoestando uns aos outros.
E você vê que o termo é usado para
descrever uma dinâmica muito mais ampla
do que um especialista ajudando um
cliente, não é? Você vê um
relacionamento de mutualidade,
>> uau,
>> de pessoas que receberam a palavra de
Cristo. A palavra de Cristo está
habitando ricamente no seu coração. Ela
foi proclamada por meio de um um pastor,
de um pregador, alguém que tem essa
função de equipar os santos pro trabalho
do ministério. Aí a gente já vê que isso
começa aar muitas passagens. Efésios
capítulo 4, Colossenses capítulo 3. E
então, com a palavra de Cristo habitando
ricamente no seu coração, eles estão
instruindoos aos outros, admoestando uns
aos outros. Ou seja, alguém que não se
enxerga como parte dessa rede do
ministério da palavra, está se privando
dos ministérios de mutualidade, está
entupindo as veias da igreja, onde o
sangue da palavra, vamos usar assim a a
metáfora, né? vai criando vida, não é?
Então é travado o negócio porque a gente
especializou a coisa.
>> Uhum. [limpando a garganta]
>> É simplesmente um especialista falando
para um cliente quando a palavra de Deus
descreve de uma forma muito mais
abrangente. E aí entra também, eu
qualifico essa fala, de que existem
situações de aconselhamento que vão
exigir uma alta dose de ensino. Aí nesse
sentido, sim, não é para todos. Thago
até nos admoestra, né? Não sejam muitos
entre vós mestres, né? Então, sim, tem
situações em que vai exigir alguém
dotado de ensino, conhecimento,
misericórdia, porque vai exigir uma
paciência, um tempo, né? E às vezes não
vai ser nem a figura pastoral que vai
fazer isso, porque o pastor tem outras
demandas que não também o
aconselhamento, né?
>> Sim, com certeza. Poxa, coisa boa a
gente entrar agora no texto bíblico.
Pastor citou alguns textos aí e eu quero
me aprofundar um pouquinho, Leonardo,
sobre essa questão do fundamento
bíblico. Eu tenho pregado em Romanos
aqui já há um certo tempo. E depois do
apóstolo Paulo expor as principais
doutrinas da graça, né, a gente entra no
capítulo 12, então na num aspecto muito
prático da igreja, tratando conflitos,
tratando relacionamentos.
E quando chega no capítulo 15, que é um
dos meus prediletos, ele diz o seguinte:
"Vós mesmos estais cheios de bondade,
cheios de todo conhecimento, aptos para
aconselhardes
uns aos outros". Eu quero começar
pensando nesse aptos para vos
aconselhares. Diz: "Eu não sei aqui,
pastor, se ser apto, e o pastor vai me
ajudar agora, eh, uma pessoa apta alguém
cheio de bondade, cheio de conhecimento,
e aí ela se torna apta ou se cheio de
bondade, cheio de conhecimento e apto
seria uma outra coisa. O que que seria
esse ser apto para vos aconselhar? que
existe uma aptidão. O texto tá trazendo
o que é ser apto para aconselhar.
>> É o o que eu acho fascinante antes até
de entrar nessa da gente esmiuçar essa
parte, né?
>> Nós estamos falando do apóstolo Paulo
que não conhecia pessoalmente os romanos
nesse momento em que ele escreve Romanos
capítulo 15, né? Ele ainda anseia por
visitar e estar com esses irmãos.
>> Da onde veio essa certeza, né? Essa
certeza não pode ter sido vinda, né,
simplesmente de atestar que não, eu fui
lá em Roma e vi no gabinete do pastor um
diploma ou fui na casa dos irmãos e vi
que eles têm pastas de cursos informais
de treinamento. Ouvi que eles leram
livros sobre isso, né? E eu vejo que
essa certeza que o apóstolo Paulo
desenvolve, ela tá fundamentada no
próprio capítulo 15 lá no no versículo
4, né? quando ele fala da palavra de
Deus que nós vamos perseverar e que ela
foi escrita pro nosso ensino e aí nós
vamos ter esperança. E no versículo 13,
quando ele fala do poder do espírito,
então essa aptidão ela não estava
necessariamente fundamentada e
construída numa confiança sobre os
romanos,
>> mas no fato de que os romanos tinham
acesso à palavra de Deus e aos recursos
espirituais no poder do espírito. E isso
motivava o apóstolo Paulo a uma certeza
que vai além do instrumento. E aí,
voltando a crise de confiabilidade, né?
Nossa confiança no aconselhamento não se
restringe à nossa habilidade. Aqui tem
uma tensão. A gente não pode confundir
suficiência das escrituras com
competência do conselheiro.
>> Uhum.
>> Uma coisa é a gente dizer suficiência
das escrituras, amém. O que cabe a nós?
Manejar bem a palavra de Deus, né? A
aprender a usar a palavra de Deus,
certo? Por outro lado, a nossa aptidão
ela flui de um pressuposto,
uma convicção.
A palavra de Deus tem respostas. Vocês
são pastores, vocês já devem ter se
deparado com situações que você ouviu e
você por dentro estava. Uau.
>> Uhum.
>> Da onde vamos daqui em diante?
Só tem um lugar que te mantém firme ali.
A palavra de Deus.
>> Uhum. A palavra de Deus vai agir e eu
vou estourar uma pipoca e vou ver isso
aqui no banco da frente, né? E aí ainda
todo um processo de amar o custo, né? De
relacionar-se, etc. Então eu vejo que o
apóstolo Paulo aponta para essa aptidão
que transcende a performance dos
romanos. Está baseado na convicção de
que eles têm a palavra. Ele acabou
agora, como você disse, né, nos
primeiros capítulos, ele expõe com
profundidade aspectos teológicos. Ele
garantiu que eles estão cientes da
palavra de Deus e agora ele expressa
também a convicção no poder do Espírito
Santo. E uma vez que eles têm esses
recursos, o que mais lhes faltam? Agora
eu estou convicto de que o que vocês têm
tornaram vocês aptos para admoestar uns
aos outros, né?
>> Aptmoestar no contexto do Novo
Testamento, não é? Agora você é um
especialista dos problemas emocionais,
né, que o DSM tenta descrever e etc. Aí
começa um monte de confusão que as
pessoas fazem, né? Ah, vocês são muito
simplistas, colocando dessa forma, não é
simplista, né? A palavra de Deus, ela é
simples, mas ela é muito profunda,
porque agora a palavra de Deus vai
descrever nossa realidade nos termos
dela. E essa é a realidade que o Senhor
quer que a gente enxergue.
>> Uau! Então, a gente pode afirmar então
que o aconselhamento não é uma
responsabilidade de alguns, é uma
responsabilidade da igreja.
>> Uhum.
>> Com certeza. E aí a pergunta que segue
é: você como parte da igreja, de que
maneira irá contribuir com isso, né? É a
mesma coisa com relação evangelismo. Nós
podemos dizer que o evangelismo, fazer
discípulos, é uma responsabilidade da
igreja. E é óbvio que todos que estão
fazendo parte da igreja contribui de
formas diferentes, mas todos eles de
alguma maneira vinculado ao ministério
da palavra. Alguns vão ser de fato, né?
Vai subir no púlpito, vai ter ah, enfim,
uma uma exposição maior, né? Ah,
simplesmente porque o Senhor distribuiu
dons diferentes, de forma diferente, com
intensidade diferente.
>> Uau! Então, pastor, quando a gente fala
em aconselhar
biblicamente, o que que significa? Vamos
tentar sintetizar, né? Porque a gente,
algumas pessoas podem entender
aconselhamento como dar uma opinião, que
você acha disso e tem muito, né, disso.
Ah, ou ler um versículo bíblico, né?
Alguém me falou uma vez, nossa, eu pedi
um conselho, daí a pessoa todo dia me
mandava um versículo bíblico,
>> cheio de [risadas] promessa, né? Junto
com bom dia. Bom dia, com bom dia. E aí,
ou significa ou significa, né? O pastor
colocou essa questão da palavra, do
poder do espírito, do relacionamento.
Agora, como que a gente sintetiza isso
em aconselhar alguém?
>> Uhum. Sim. Perfeito, né? Ah, lá em
Colossenses capítulo 1, 28, né? O
apóstolo Paulo tá, eu creio que ele tá
descrevendo ali algo que eh é quase como
a sua filosofia ministerial, né? Ele
como apóstolo, separado por Deus para
revelar um mistério. E aí depois desse
ministério revelado Cristo Jesus, ele
anuncia, o qual nós anunciamos.
E aí ele vai colocar dois particípios
para qualificar essa ação presente, né,
de anunciar Cristo,
>> que é
>> ensinando a todo homem e advertindo a
todo homem.
>> Uau!
>> Esse advertindo é a nossa palavra para
aconselhamento,
descrevendo a tarefa de anunciar Cristo.
E nós começamos a ver de que o
aconselhamento ele nunca é usado para os
dramas emocionais das pessoas. a gente
acabou eh eh colocando a coisa dentro de
um ambiente terapêutico, embora tenha
esse, a gente pode até falar mais sobre
isso depois, né? Tem esse lado, né? A
esse subproduto, mas a coisa não é
tratada aí. A coisa é tratada dentro do
ministério da palavra. A coisa é tratada
dentro de anunciar Cristo Jesus.
>> Uhum.
E aí a forma como nós anunciamos Cristo
Jesus é ensinando sobre Cristo e
aconselhando
sobre Cristo.
Eu tenho um aspecto formativo e eu tenho
um aspecto corretivo
em toda a sabedoria.
Depois lá no capítulo 2, versículos 3 e
4, o apóstolo Paulo define o que que é
essa sabedoria. Essa sabedoria, ela está
oculta na mente de Cristo. Não é toda e
qualquer proposta do saber humano.
>> Uhum.
>> Ela tá ali. É o conhecimento de Cristo.
E o a expectativa é que o produto seja o
quê? Para que todo mundo seja encontrado
perfeito em Cristo Jesus.
Então o aconselhamento não é estou
ansioso, me ajude a me sentir melhor,
isso é o problema apresentado. Mas via
de regra, o problema é outro.
Esse indivíduo não se parece com Cristo,
como todos nós nesse lado da eternidade
estamos na luta.
>> E isso se resolve quando a gente for
contemplar o Senhor. E todos nós que
temos essa esperança purificamos a nós
mesmos. Então, o meu papel é ministrar a
palavra, a fim de que ele seja
purificado por ela. Cristo seja formado
nele por meio do ensino e da repreensão,
por meio do ensino e do aconselhamento
na mente de Cristo, para que ele cresça
a semelhança de Cristo. que eu vou
dizer, se ele estiver crescendo a
semelhança de Cristo, ainda que as
aflições emocionais perdurem por um
tempo ou por um longo tempo, ele está
cumprindo um propósito, ele está
crescendo a glória de Deus, né? Ainda
que os problemas conjugais estejam ali
eh pegando fogo, se eles estiverem
crescendo a imagem de Cristo, isso vai
sendo ser resolvido, né? E aí a gente vê
que os problemas apresentados não são o
carro chefe, Cristo é.
E aí que entra a diferença distintamente
do aconselhamento bíblico. Cristo é a
mensagem, é o ministério particular da
palavra de Deus.
>> Tô sem palavras, pastor. Fenomenal.
Isso. Sabe por quê? Porque às vezes as
pessoas, talvez o o resultado do
aconselhamento, eu estou mais parecido
com Cristo, né? Tô mais semelhante a
ele. Porque esse é o propósito. Romanos
vai trazer isso. Isso.
>> E a gente perdeu o encanto dessas
coisas. a gente não se encanta mais.
>> Talvez não é, eu tô menos ansioso, eu tô
menos isso, eu tô mais isso,
>> talvez é é Cristo mesmo. Eu tô mais
parecido, porque se a gente tiver mais
parecido com Cristo, ah, o resultado vai
ser melhor do que a gente pensa, melhor
do que que a gente pode até imaginar do
que é
>> Uhum. o o nosso propósito quando a gente
busca o aconselhamento bíblico.
>> E ainda que as coisas não mudem em
termos do propósito do problema
apresentado, como você colocou, nós
vemos situações em ambos os espectros,
em ambos os lados na palavra de Deus,
né? Ah, por exemplo, o apóstolo Paulo
pediu várias vezes, Senhor, tem
misericórdia, tira de mim esse espinho
da carne, não. A minha graça te basta
>> ao ponto dele encontrar prazer nas suas
fraquezas.
>> Uhum. Porque isso revelava para ele
Cristo,
>> a grandeza de Cristo.
>> Se a gente não abraçar o objetivo da fé
cristã pro aconselhamento,
nós vamos ficar nesse eterno debate
tentando provar que o aconselhamento
bíblico é uma versão superior de
terapia. Esse não é o debate. Esse não é
o debate. O debate é é segundo Cristo ou
é segundo os rodimentos do mundo.
>> Uhum. É, essa é a questão, essa é a
questão que todo crente deveria se
preocupar. Eu estou fazendo segundo a
vontade do meu Senhor ou estou fazendo
segundo o mundo, né? E às vezes a gente
fica, não é fé ou ciência? Essa não é a
pergunta. A gente acredita na ciência.
>> Uhum.
>> E também nas suas limitações.
>> Sim. e também e a gente reconhece as
suas falhas, mas a gente também clama na
palavra de Deus que ela permanece para
sempre, sua jurisdição. Então a pergunta
é: segundo Cristo ou a segundo o mundo?
>> Ao adentrar o aconselhamento, Leonardo,
eh, falar: "Eu tô disposto
a me parecer mais com Cristo ou não, né?
Eu só quero resolver um um desconforto
meu ou um
algo que tá me afligindo, uma aflição
que pode ser verdadeira, mas no final,
ao buscar o aconselhamento bíblico, o
melhor resultado que a gente pode ver é
o Cristo sendo formado em nós.
>> E somando a isso, muito interessante,
que muitas vezes as pessoas pensam em
Romanos 8:28, né? Todas as coisas
cooperam, mas param ali, né? Quando a
gente vai pro 29, você vê o propósito é
para que Cristo seja formado
>> Uhum.
>> No aconselhado. Então eu gosto muito nas
sessões trabalhar esse texto inicial e
eu falo: "Olha, a ideia é glória do
Senhor, se parecer com Cristo, a gente
caminhar para isso, não é simplesmente
para eu ter conforto, só pros problemas
sumirem, alívio, isso, isso é bom e e a
gente aconteça e espero que aconte.
O objetivo final é Cristo. Então quando
a gente alcança isso, isso é sublime,
né?
>> Sim. E isso no E é interessante isso que
você descreveu, Léo, porque isso nos
mantém também alinhado, aprumado,
ancorado,
a até para saber discernir perseverança
versus
teimosia, né? Porque a gente tem clareza
do propósito.
>> Qual que é a clareza? Eu quero ver. O
apóstolo Paulo, Gálatas 4:19, né? Ele
sofria dores de parto até ver Cristo
formado neles. Olha a clareza do cara. E
aí ele sabia quando ele deveria
perseverar no meio das provações, no
avanço da causa do evangelho. Por quê?
Porque o seu objetivo sequer era
autopreservação,
era ver Cristo. Então ele pagava o
preço. Como a gente não tem essa clareza
hoje, a gente recua quando tem que
permanecer, a gente fica quando tem que
sair fora, porque a gente não tem essa
essa essa âncora, Cristo Jesus. E as
igrejas estão perdendo isso, os
relacionamentos estão perdendo nisso.
Então as conversas difíceis não
acontecem, porque quando o conforto é o
objetivo, sentir-se bem, ter a boa
opinião das pessoas, por que que eu vou
ter uma conversa difícil?
>> Uhum. Bom, ela se faz necessária para
que eu veja Cristo na vida desse irmão.
Então, eu preciso ter essa conversa, não
é? Então, a gente vê que o negócio
permeia os nossos relacionamentos de tal
forma que nos tira desse dessa visão
secularizada, especialista e cliente e
nos coloca nessa rede de relacionamento
marcado por uns aos outros, né? Guiado
pelo Espírito Santo, determinado pela
palavra de Deus e que transforma o povo
de Deus na imagem do filho de Deus.
Amém.
>> Precisa ser cristocêntrico o negócio.
>> Amém. Todo aconselhamento, né, na
igreja, todo o ensino possa apontar para
isso. Fenomenal, Leonardo. Sa lá, vamos
continuar aí, tá?
Ah, acho que a gente vai ter que chegar
nesse nesse bloco, pastor. O que não é
aconselhamento bíblico, tá? Por quê?
Porque talvez, Leonardo, existe muito
conselho ruim dentro das igrejas, então
a gente tem muita coisa. Ah, e vamos lá,
pastor. Vamos pensar ali quais são os
erros mais comuns quando a gente fala o
que não é aconselho aconselhamento
bíblico. Tem alguns aqui possíveis
respostas, às vezes aquelas respostas
rápidas,
>> né, de bate pronto, de corredor, né, ou
clichês, né, o cristão não tem depressão
e coisas que a gente vê que não sai
>> a que a gente que vê aparecendo também
textos fora do contexto, né, que
>> muitos,
>> coitado, Salmo 37.
Ah, e tem moralismo, hã, ouvir pouco,
que é é uma tendência da sociedade, né,
e falar demais, né? Então, a gente tem
tudo isso aí, mas pode ser outra
questão, né? O o que que seria esses
erros mais comuns quando do que trata do
que não é aconselhamentos?
>> É, eu eu acho que você deu uma uma um
bom conjunto de exemplos, né, que a
gente vê muitas vezes a estereótipos, ou
melhor, caricaturas sendo sendo criadas,
espantálios sendo criados do
aconselhamento bíblico, que às vezes a
gente, eu acho que a gente merece mesmo,
né? Porque foi mal praticado, né? foi
simplesmente um desejo melhoras com um
verniz bíblico, né? Então é quando a
gente coloca uma uma camada de versículo
bíblico, Léo mencionou agora a pouco,
Romanos 8:28, né? Não, não fica assim,
porque todas as coisas cooperam para o
bem. E aí a pessoa escuta um versículo
bíblico, mas o que ela constrói na sua
cabeça não é a realidade bíblica. Então
o que que ela escuta? Todas as coisas
cooperam para o bem. Se esse mal tá
acontecendo, é que Deus vai me dar algo
melhor lá na frente. Então, perdi o
emprego, todas as coisas cooperam para o
bem. Fique tranquilo, Deus vai te
promover. Daqui um mês você vai ser
contratado para ganhar o dobro.
>> Uhum.
>> Mas esse não é o bem. Você usou um
versículo bíblico, mas a realidade que
foi criada no coração desse indivíduo
não foi ela da palavra.
Então, esse é um erro muito comum dos
textos usados fora de contexto. E não só
dos textos usados fora de contexto, mas
quando nós criamos realidades
na cabeça do indivíduo usando esse
verniz bíblico que foram criadas por
motores seculares.
Toda vez você senta diante de alguém,
você tem algumas perguntas na cabeça.
A gente não é um ouvinte passivo por
completo. Se você é um conselheiro
bíblico, o pessoal fala: "Ah, só tá
procurando pecado. Só tá procurando
pecado". Tá, não é isso. Mas, pessoal, o
pecado descreve muito a nossa realidade
caída.
>> Uhum.
>> Muito. E como cristão, a gente não pode
tirar ele de cena. Não pode. Não é? Eu
entendo quando o pessoal fala só pecado,
só pecado, só pecado. Tá. Qual que é o
oposto disso? É não falar de pecado não
pode ser, né? Não pode ser. Uhum.
>> Porque o pecado marcou profundamente a
nossa existência, a nossa história. A
gente vê isso desde Gênesis capítulo 3 e
a palavra de Deus deixa isso muito
claro.
>> E a nossa própria natureza,
>> com certeza, né? Então o pecado faz
parte do negócio, né? Então como
conselheiro bíblico, eu já tenho
perguntas. Agora, se eu construo um
modelo de aconselhamento que não tem o
motor na palavra de Deus, eu tô com
outras perguntas na cabeça. Eu tô
aconselhando alguém e tô pensando quais
são as necessidades que esse camarada
não teve satisfeitas,
como que esse lar e essa infância
impactaram a autoestima que ele tem
hoje? Essas perguntas vão chegar
respostas diferentes da realidade que
esse indivíduo tem.
E é isso que as pessoas precisam
entender, refletir de forma crítica, que
a palavra de Deus ilumina os nossos
olhos, descreve a nossa realidade. E a
gente precisa avançar nisso, a gente
precisa desenvolver o modelo de ajuda em
que ele tenha assim o seu motor na
escritura, que ele seja sábio, sensível
na forma como a gente aborda os temas,
né? Mas com coragem, com ousadia, com
intrepidez. A palavra de Deus tem
respostas. a palavra de Deus eh ilumina
os nossos olhos, né? E aí a gente fica
aí tentando redimir uma porção de coisas
que não tem como redimir, né? Vai
contaminar o modelo, né?
>> Uhum.
>> Então é, enfim, tem, acho que tem uma
resposta aí no que você falou,
>> tá certo? E o e o pastor colocou essa
questão do relacionamento, de você tá
ali com a pessoa, né?
E e eu acredito, pastor, que a gente
quando vai falar de aconselhamento
bíblico, quando vai tá nesse processo de
uns aos outros, como o pastor colocou, a
importância da gente
ouvir,
>> sabe? Entender a pessoa, ah, entender
aquele contexto para daí quando chegar
com a palavra poder ser uma fonte de
ajuda, porque senão o que a gente vê
muito é uma lista de regras, sabe? Sim,
>> a pessoa vem com problema, você dá uma,
ó, faça essas três coisas, faça
devocional, faça isso, né? E você não tá
chegando, né, no cerne da pessoa. Como
que o pastor vê isso? Existe espaço na
igreja para lágrimas, para espera, para
ouvir? Como que o pastor enxerga isso
dentro do contexto de aconselhamento?
>> Sem dúvida, né? a nossa tendência de
levar a coisa pro moralismo.
>> Uhum.
>> Eh,
>> né? Fácil, fácil, fácil, né?
>> Porque de alguma forma o moralismo, né?
A lista de regras nos põe no controle,
né? E aí a gente vê, né, absurdos do
tipo, não, isso aí, isso aí é fácil de
lidar, isso aí eu resumo em três sessões
assim, cara, isso nem cabe numa
estrutura de aconselhamento bíblico, uma
fala dessa, né?
>> Uhum.
>> Porque a nossa compreensão é que o
agente de transformação é o Espírito
Santo, né? A que age de uma forma
soberana, sábia, amorosa, né? Por meio
da sua palavra. E e a gente não tem
noção do que se passa nos corações. A
gente vê frutos, a gente tem, a gente
vai crescendo em sabedoria, né, no
manejo da palavra, nas coisas, né, mas a
gente não resolve essas coisas em três
sessões, né? A gente não resolve essas
coisas dessa forma, né? Então, há um
espaço eh enorme para o que você falou
de lágrimas, né? Chorar com os que
choram, né? Da gente encarnar esse amor
de Cristo nas nossas relações, né? nas
nossas mutualidades, porque é isso que
Deus vai usar, é isso que vai nos
identificar como discípulos, é isso que
vai testemunhar pro mundo nossa unidade
e de que o Pai enviou o filho, não é? E
quando a gente não tá imerso nisso, o
meio distorce a mensagem. Se o meio da
proclamação do evangelho é a igreja nas
suas relações de amor que evidenciam
Cristo, mas isso tá distorcido por um
conjunto de regras, o que as pessoas vão
ver e ouvir não é o evangelho da graça,
é um evangelho de performance que não
transforma e que simplesmente apresenta
Jesus sem apontar para Jesus. Uhum.
>> fala [limpando a garganta] o nome Jesus,
mas não aponta pro verdadeiro Jesus, o
Cristo que transforma, o Cristo que
santifica, né? Então, a a urgência dos
nossos relacionamentos genuínos, né,
legítimos, com amor prático, né, é que
vai abrir esse caminho para esse
aconselhamento e tirar a gente desse
moralismo, né? Nada de novo debaixo do
céu, certo? Paulo já lidou com isso em
Colossenses, já lidou isso, já lidou com
isso em Gálatas, né? Ah, e ele foi lhe
dando e a solução, o antídoto era o quê?
Era Jesus Cristo, a supremacia de Jesus,
né?
>> É interessante que a gente tá em
aconselhamento e a gente vai atender um
casal, por exemplo, muito diferente
dessa estrutura, né?
>> Uhum. terapeuta, cliente, por exemplo,
às vezes eu tô no aconselhamento,
Leonardo, eu tô atendendo um casal e eu
termino assim falando: "Poxa, e eu
também tenho que eu também tenho que
cuidar do meu casamento, eu também
preciso cuidar do trato com a minha
esposa, né? Eu também preciso olhar para
essa responsabilidade,
muitas vezes uma negligência com os
filhos, alguma coisa que tá acontecendo.
São situações tão reais que a gente vê
acontecendo nas famílias
>> e e esse relacionamento permite a gente
caminhar junto,
>> né, discipulado, porque a gente não tá
isento também, como o pastor colocou, a
gente compartilha essa mesma natureza,
esses mesmos problemas que vem de
Gênesis, que vai se repetindo em todo o
Antigo Testamento, depois chega no Novo.
[limpando a garganta] Sim.
>> E a gente tá ali nesse nessa caminhada,
nesse processo de relacionamento
discipulado, que é muito diferente.
Então, é muito bom a gente poder
entender e aprofundar que o
aconselhamento bíblico ele consegue
chegar até essa dimensão, né?
>> E e e [limpando a garganta] nos mantém
onde a gente não
>> pode sair, né? Nós somos mendigos da
graça, todos nós, né?
>> Uhum. E a única diferença é que a gente
descobriu a padaria que tá dando o pão
da graça
>> e a gente só aponta para as pessoas, né?
É isso, né? Porque o tempo todo no
Ministério do Aconselhamento parece que
você escuta uma voz: "Eu sou você
amanhã".
>> Sim.
>> Continua, continua distraído. Toma
distraído. Eu sou você amanhã. E é um
lembrete da graça do Senhor que nos
repreende, que nos exorta, né? a vontade
de parar tudo, não para tudo. Eu preciso
ligar para minha esposa e pedir perdão,
porque agora eu vi, eu vi a seriedade do
negócio, né?
>> Então existe isso. Esse é o agir da
palavra, né? Porque não tem o
especialista ali.
>> Sim.
>> Uhum.
>> E o e o conselheiro
ele foi muito aconselhado e é muito
aconselhado.
>> Uhum.
>> Ele ouve muito a palavra. A mesma
padaria você vai também buscar o pão ali
da graça, né? Não é só do do
aconselhado, é do conselheiro também.
>> Sim, conselheiro tá ali, né, pedindo
ali, tá? O primeiro da fila. É o
primeiro da fila. [risadas]
>> Uma média, uma média no métro.
>> Joia. Então vamos lá, vamos continuar
aí. Pastor, tá preparado pros casos
práticos que eu trouxe para você aí,
[risadas] né?
>> Então vamos imaginar algumas situações,
tá? E como que você começaria, pastor,
uma conversa, tá?
Então, um irmão chega dizendo:
"Perdamente
a vontade de ir à igreja".
>> Sim. Fique à vontade, pastor. Take your
time.
>> Não, é lógico, né? Eu acho que não tem
como a gente não querer ouvir a história
por trás disso, né?
>> Primeiro assim,
>> eh, alguém dizer algo assim para um
pastor, eu sempre olho e falo assim:
"Meu, tenho uma coragem que eu preciso
afirmar".
>> Aham. Há uma honestidade aí, uma coragem
que ela pode ser muita coisa, né? Às
vezes a pessoa vai usar isso como um
disfarce de algo que ela ainda quer
esconder, né? Ó, lida com isso daí,
porque na verdade eu quero que você
nunca nem preste atenção naquilo outro,
né? Ah, então eu quero ouvir a história,
né? Como é que surgiu isso daí, né? Vê
de regra essas coisas, esse essa
vitalidade espiritual, ela tá atrelada
de fato a um crescimento em santificação
ou não, né? A alegria do Senhor é a
nossa força, né? A gente vê que quem tá
comunhão, tá com comunhão com Deus, tá
com comunhão com os irmãos. Os cara não
quer [limpando a garganta] igreja onde
tem irmãos,
>> né? Não é que não, eu tô aí começa, né?
Eu tô bem com Deus, eu só não quero
estar na igreja, cara. Isso isso não
existe, né? Eu não preciso provar que
não existe. Eu já sei que isso não
existe, né? Então eu vou partir desse
pressuposto de que ali tem um problema
com irmãos, né? E quando você começa a
ouvir a história, você vê muitas razões,
né? Pode ser alguém de fato cansado da
hipocrisia, queele testemunho, algo
legítimo, né? A igreja tem pessoas
difíceis. A igreja tem pessoas que vão
pecar contra você, que vão professar uma
coisa e vão fazer outra, né? Isso vai
acontecer dentro da igreja. A gente
precisa ter, precisa entender isso,
precisa ter maturidade para entender
isso, né? Sem ficar cínico. Ah, é assim
mesmo, né?
>> Uhum. e sem também se desesperar, né? Se
é a realidade da igreja. A gente se
depara no convívio da igreja
constantemente com a razão porque Cristo
veio, por causa dessas coisas aí.
>> Uhum.
>> Por causa dessas coisas. Então, pode ser
uma vontade por causa de uma perdeu a
vontade por causa de decepção com
pessoas, né? Pode ser uma decepção com o
próprio Senhor. Não é todo mundo que vai
ter a coragem de de confessar isso.
>> E aí eu [limpando a garganta] acho que
entra uma ajuda que os salmos podem nos
dar, né? Quantos salmos não são aqueles
salmos politicamente incorretos, né, que
você olha fal assim: "Cara, como é que o
salmista disse isso?
>> Aham. Coragem, né?
>> Não, ele disse isso. Como é que não
morreu depois? [risadas]
E não só não morreu, mas deixou escrito
na Bíblia.
>> Exato.
>> Acho que Deus quer que a gente escute
isso, né? Deus quer que a gente leia
isso. E aí, via de regra, né? Eu
encorajo as pessoas olha assim: "Você já
parou para pensar que Deus não vai ficar
surpreso com as coisas que você tem para
dizer para ele?"
>> Aí a gente olha bac, olha Jonas, né? E
Deus sabe que tá rolando lá. E olha a
honestidade com que esses homens
trataram as coisas que eles tinham no
coração, né? Mas muitos deles, né, não
ficaram lá. A maioria deles, inclusive,
né, contaram honestamente o que se
passava, foram confrontados com a
verdade e aí aquele lamento termina em
louvor, né? Aquela dor termina em
louvor, né?
>> Então, não estou com vontade de ir pra
igreja, né? Aí você explora isso, né?
Também é importante. A gente, a gente tá
falando aqui da da jurisdição das
coisas, etc., né? A nossa existência ela
é ela tem as suas complexidades, né?
Esse cara tá dormindo, ess cara tá
comendo bem,
>> cara tá indo no médico, né? De repente,
o cara tá com hipotiroidismo,
hipertiroidismo, diabetes, umas coisas
que altera de fato seu humor, sua
disposição. E a gente aqui, né, daqui a
pouco vai exorcizar o demônio do
desânimo. E na verdade o cara tem
realmente um problema que drenou a
energia física dele, né? Ah, e que
lógico tem as respostas espirituais a
tudo isso, mas a gente tá atento a essas
coisas também, né? A o aconselhamento
bíblico não nega essas realidades,
obviamente, né? Então
>> é complexo, pastor.
>> É, é, é ouvir, ouvir.
>> E aí a gente precisa saber o que é, o
que não é.
>> Uhum.
>> Porque ah, pode vir de várias fontes, de
tanta coisa que tá acontecendo no
coração.
>> Sim.
>> Uau! E o e o conselheiro bíblico pode
ser uma boa ajuda. Vamos lá, Léo.
Segundo caso lá.
>> Meu casamento acabou. Clássico.
>> Um clássico, né? Casamento acabou. Vamos
ouvir a história, né? Vamos ouvir a
história. E o que que é interessante em
situações como essa, né? Ah, via de
regra, a gente vê o propósito de vida
ofuscado nisso, né? Ah, não vai ter
mudança instalar de dedos, né? Deus pode
fazer isso, pode, mas o padrão bíblico
parece que é o agir do Senhor nas coisas
ordinárias, né? É esse casal entender
que eles provavelmente têm um propósito
equivocado pro casamento, que essa
parábola viva de Cristo é a igreja, cujo
propósito está fora do próprio
casamento, não está neles, está no
Senhor.
>> E que isso faz com que a gente enxergue
o casamento de uma forma radicalmente
diferente. Já não se trata mais do que o
seu casamento acabou, por eu não consigo
tirar mais dele o que eu queria. Eu
entrei nisso para me sentir segura, para
me sentir amada. Eu entrei nisso porque,
pô, eu queria sexo legalizado, né,
dentro da fé cristã, né? E aí aquilo
deixa de me satisfazer, então meu
casamento acabou. Bom, se realmente a
razão porque você entrou no casamento
foi essa, a fonte esgotou.
>> Mas deixa eu te Você pode ter casado
enganado, mas Deus não casou vocês
enganado. O propósito é outro.
>> Uhum. É bem provável que esse momento
chegou para que você se defrontasse com
uma realidade ainda maior, uma realidade
mais profunda do propósito não só do seu
casamento, mas da sua vida. Cristo
comprou você com seu precioso sangue
para que você vivesse para ele. Ainda
que a sua esposa não, etc, etc., Você
vai viver pro Senhor. Ainda que seu
marido não, você vai viver pro Senhor. E
se Cristo não for a razão daqui por
diante,
não tem razão para continuar. Mas existe
muita razão em Cristo Jesus.
>> Uhum.
>> E aí entra a questão de que nós estamos
falando com filhos de Deus, né? Filhos
de Deus.
Então,
a esperança, né? E a gente vê isso
>> e e descobrir esse propósito, né, seria
uma uma boa notícia, algo maravilhoso
num casamento, com certeza, porque
muitas pessoas às vezes não vão ter essa
dimensão. Uhum.
>> Né? Muitos, talvez, alguns tenham,
graças a Deus, por isso, outros não. E o
aconselhamento bíblico pode ser uma
bênção, né, pra igreja, pra sociedade,
na medida que a gente aconselha. Mas eu
quero trazer um jovem. Vamos lá, Léo.
>> Posso falar? E eu acho interessante que
essas tanto a a
>> essa perda da vontade da pessoa de estar
na igreja, né, o desânimo com o
casamento, essas crises fazem muito o o
aconselhado a repensar no próprio
relacionamento com Deus.
>> Uhum.
>> Né? Nas suas bases, como elas precisam
mudar. Essas crises têm um poder muito
forte, né, de de moldar mesmo, apontando
para Cristo acertar essas bases. Eu acho
incrível como Deus trabalha através
delas.
>> Tá no meio das crises. E eu vou trazer
esse jovem pro pro olho do furacão.
Estou preso na pornografia.
>> Sim. É, pornografia já não é uma questão
se a pessoa vai ser exposta ou não, né?
Mas quando, né? coisa é abundante
demais, é muito acessível,
está nossos aparelhos de telefone, estão
nas propagandas indesejadas, a pessoa
vai ser exposta a isso, né? Ah, e um
jovem preso na pornografia, ele acredita
numa série de mentiras também. A mentira
de que isso é inevitável, né?
>> Isso não é verdade, né? Quando a gente
pensa pornografia, o pecado da
imoralidade sexual, né? Existem três
elementos que eles precisam estar
presentes, né? Sem um deles não
acontece, que é tempo,
disponibilidade
e desejo.
Se o indivíduo tem desejo, tá
disponível, mas ele não tem tempo, ele
não vai acessar. Se o indivíduo tem
tempo, tem desejo, mas não tá
disponível, ele não vai acessar. Se ele
tem tempo, tá disponível, mas ele não
tem vontade, não vai acessar. Então, os
três precãoam acontecer.
Nós não temos uma gerência direta e o
interruptor para desligar desejo, mas
nós podemos ajudar um jovem assim a
lidar com a questão de tempo e
disponibilidade,
reconhecendo de que isso não é a
transformação que a gente quer. O que a
gente quer é um coração arrependido que
redirecionou o seu desejo ao invés de
buscar satisfação para ele usando o
corpo do próximo, a imagem do corpo do
próximo. Nós queremos ele arrependido
usando o seu corpo para servir o
próximo.
>> Uhum.
>> Para servir o Senhor, né? Então não é
mais voltado para ele, mas pro Senhor,
né? Efésios 5:2 fala pra gente andar em
amor. E o contrário disso é toda essa
imoralidade, essa impudicícia, como diz
na ára, né?
>> A da imoralidade sexual, né? Então, a
imoralidade sexual, pornografia é: eu
vou usar o corpo do próximo, a imagem do
próximo paraa minha satisfação. Qual que
é o contrário disso? Contrário disso é,
eu vou aprender a usar o meu meu corpo
como vaso de honra. Linguagem de
Primeira Tessalonicenses 4, né, de 3 a
8. Vaso de honra para servir o próximo,
né? E aí a gente começa a a colocar
dinâmicas que são diferentes para esse
jovem caminhar em pureza, né? E
entendendo que ele foi liberto dessa
escravidão, pecado mente pra gente, ele
diz: "Sou inevitável,
sou inevitável", né?
E não é, não é, né? Se esse jovem tiver
acessando pornografia
e a mãe dele abrir a porta, ele vai
parar na hora, não é?
>> Uhum. Sim,
>> ele vai parar. Então, é possível parar.
É possível parar. Ele só tem que temer
mais a Deus que a mãe. Aí para, porque
Deus estava lá o tempo todo.
>> Então tem tantos caminhos pra gente
começar a ajudar, né, e também alinhar
nossas expectativas de que são hábitos
enraizados com mentiras tão poderosas,
né, que é, enfim, né, mais uma ação
sobrenatural do Espírito Santo, mas tá
aí algumas coisas pra gente ajudar
alguém preso nessa nessa peste aí.
>> Certo, pastor? Eu quando eu tô em
aconselhamento, eu gosto de algumas
perguntas que eu eu chamo de perguntas
meio chave, raio X. Uma das perguntas
que eu gosto de fazer é: você tá
disposto a agradar a Deus independente
das circunstâncias? Porque a gente tem
muito essa questão da circunstância e e
eu percebo que muitas pessoas que chegam
ao aconselhamento, elas tem uma
circunstância muito difícil. E muitas
vezes o desejo não é mudar o coração,
não é mudar a semelhança de Cristo, mas
é Deus muda a minha circunstância.
E e depois de muitos anos, pastor,
trabalhando com auxiliento, falou: "E se
Deus não mudar a circunstância? Você tá
disposto a deixar Deus mudar o seu
coração, às vezes aquele teu chefe
difícil não vai sair dali.
>> Sim,
>> né? Às vezes aquela situação a na
família não vai mudar tão cedo. A gente
espera que mude, a gente espera. Ah, mas
uma coisa que eu sei que pode mudar e é
desejo de Deus, que é mudar o nosso
coração e nos tornar semelhantes a
Cristo. Então, uma das perguntas que eu
gosto de pensar é: você tá disposto, né,
a glorificar a Deus? independente das
circunstâncias, tem alguma pergunta que
você, Léo, ou o pastor ah, gosta de
fazer também que te ajuda a a começar o
aconselhamento?
>> Ah, eu eu gosto da ideia, né, de
primeiro antes de tudo, sondar essa
questão do propósito, né? Acho que o que
você tá descrevendo
>> eh é no alvo, né? Ah, ainda que a
figueira não floresça, a videira não dê
o seu fruto, o justo viverá pela fé. Se
essa não for a disposição do nosso
coração, a gente vai ficar confuso, né?
>> Uhum.
>> E o que eu vejo é que isso impõe para as
pessoas um enorme desafio, porque Cristo
deixou de ser desejável.
E aí é um problema ainda mais sério, né?
ao qual eu olho e me identifico em
tantos momentos em que eu olhei fal
assim: "Puxa, Cristo não era palatável
nesse momento, né? Eu optei por outras
coisas triviais, né? Em que você e aí
vai ler a escritura, passar um tempo com
o Senhor ou não, deixa eu rolar a tela
do celular aqui, né?"
>> Uhum.
>> E e Cristo deixa de ser esse esse esse
objeto do meu afeto, né? Então eu vejo
isso nessa questão do propósito, né?
Importantíssimo, né? Ah, o quanto que a
pessoa está a o que ela ela ama o
Senhor. Essa é uma outra pergunta, né? E
a gente já sabe a resposta. O cara da
igreja vai dizer: "Sim". E aí outra
pergunta: "Tá bom, mas a pergunta de
hoje não é se você ama o Senhor, é se
ele é quem você mais ama".
>> Uhum.
>> E essa pergunta deixa a gente pensando,
né? É, eu amo o Senhor, mas se eu tiver
que pecar para ter o que eu quero, eu
vou pecar contra o Deus que eu Ele não é
mais quema, né?
>> Eu amo outras coisas.
>> E aí a gente começa a ver, a gente ama
muitas coisas no lugar do Senhor, acima
do Senhor. Uma pergunta, você ama Deus,
né? Um crente que tá buscando ajuda com
um pastor, com um conselheiro bíblico.
Ele quer dizer que sim, né? Na maioria
das vezes, né? Mas a pergunta é: Mas ele
é quem você mais ama?
>> Uau! aquele quem governa o seu coração,
né? E isso faz muita diferença, né? E a
gente começa a ver no dia a dia, né?
Então essa é uma pergunta assim
>> e isso às vezes pega no aconselhamento,
né? Porque as pessoas estão querendo ir
paraas circunstâncias.
>> Sim.
>> E já falando: "Não, não, mas eu tô, a
gente tá olhando para Cristo agora,
porque ele, na verdade, no final das
contas, é ele quem vai nos ajudar a sair
desse buraco.
>> Uhum.
>> Que você se meteu, né?
>> É. E
>> ah,
>> e que os nossos pecados nos levam, é
quase quase a a força da gravidade, né?
E às vezes as pessoas estão lá e a gente
precisa da graça de Deus para nos tirar,
né? Então eu não vejo que é perda de
tempo no aconselhamento, né? Pelo
contrário, a gente precisa reafirmar
Cristo, né?
>> Cada sessão de aconselhamento
>> e até essa questão da obediência, né?
Tem uma pergunta também que eu tenho
pensado bastante nesses últimos tempos e
até usado, né?
eh, colocando para as pessoas, né,
quando a obediência, você começa a ver
que a obediência é seletiva, né, ela faz
algumas coisas certas, né, mas tem
algumas coisas que ela não abre mão, né?
E o que que é que você não abre mão?
Porque eu vou dizer para você, se não
for a vontade de Deus na totalidade que
você segue, mas você escolhe o que você
obedece,
não é a vontade de Deus que você tá
seguindo, é a tua. Você tá num grande
bifet e você escolhe o que você vai
obedecer, né? Como são as coisas que
você tá escolhendo obedecer e as coisas
que você faz vista grossa cria uma
balança mental, né? Não, acho que eu tô
compensando. Uhum. A gente volta pro
moralismo, né?
>> É, eu não tirei 10, né? Mas oito dá para
passar, né? É só essas
>> tá melhor que o fulano ali, né?
[risadas]
>> Tem essa também melhor
>> que tirou 7 e5, né? Tirou sete. Não tô
até que até que eu tô bem. Até que eu tô
bem, né?
>> E a gente vai passando. Ótimo, pastor.
Vamos lá. Vamos continuar caminhando
aqui. Como uma igreja, vamos olhar agora
nesse contexto um pouquinho maior, como
uma igreja cria uma cultura de
aconselhamento. Você pode até descrever
um pouquinho, né, a da sua igreja, né,
como que você imagina que você que um
pastor ele não só quer aconselhar, mas
ele quer uma cultura de aconselhamento.
E como sair da ideia de que somente o
pastor aconselha?
Ah, eu acho que a gente tem como pastor
agora, né? Eu digo para você que a gente
tem uma ferramenta de liderança nas
mãos.
Ah, muito poderosa, que é o púlpito, né?
>> Uhum.
>> Muito poderosa. A maneira como a gente
prega, a maneira como a gente lê a
Bíblia e público, né? Discipula as
pessoas, forma as pessoas em como elas
mesmas encaram a Bíblia, né? Se a gente
apresenta a Bíblia como um livro
misterioso, que só um especialista pode
entender, talvez ela vai desanimar de
ler a Bíblia. Se a gente apresenta a
Bíblia como um livro simples, né, ah, e
profundo, ela vai ser encorajada a
buscar esse acesso à palavra de Deus,
né? Se a gente apresenta a Bíblia no seu
poder transformador, né, a e mostrando,
né, evidenciando como ela transforma,
você já tá abrindo um caminho muito
poderoso aí, né? É um caminho que as
pessoas elas vão pra Bíblia, não mais
assim, tá, esse livro com um monte de
doutrina fria, ou esse livro que tem
respostas prontas pro meu dia ser feliz,
ou esse livro que me apresenta o
Salvador que me transforma,
né? E todo encontro com a Bíblia é o
encontro com o Senhor, né? E aí eu acho
que a gente já tá posicionando bem as
pessoas para justamente criar uma
cultura
onde a gente vêse uns aos outros
acontecendo, mas permeado pela
escritura, né? Não coisas práticas, né?
Eu tô descrevendo a coisa de uma forma
mais na sua dinâmica espiritual, né? Mas
de forma prática, né?
a gente busca fazer lá na igreja, nos
encontros de pequenos grupos, um guia,
por exemplo, da discussão da mensagem,
né? Então, a mensagem empregada no
domingo, ela é o tema da conversa, das
perguntas, dos encontros de pequeno
grupo. Então, esse guia, ele vai onde a
mensagem não foi. A mensagem anunciou
Cristo e agora esse guia vai fazer com
que as pessoas pensem, apliquem aquilo
que ela ouviu, exercendo fé de diversas
formas, não só dando a elas coisas para
fazer, mas relembrando coisas para crer.
Isso também é aplicação da mensagem, né?
>> Ah, então a gente tá criando um ambiente
ali, né? Ah, onde as pessoas vão falar
sobre a mensagem, onde já vai ter um
nível de aconselhamento uns aos outros,
né? Porque elas vão conversar sobre o
que elas estão aprendendo, elas vão se
estimular as boas obras, né? Então ali
você já tá criando alguma coisa, né?
>> Ah, você também cria uma cultura de
aconselhamento, né? Quando pessoas vêm
preocupadas falar sobre fulano, imagina
que num pequeno grupo desse alguém fez
um pedido de oração que levantou uma
preocupação pro irmão e ele procura você
para legítimo, né? E aí você pode dizer:
"Mas, mas você tava lá, né?" Eu fico
pensando, a pessoa tava lá, eu não tava,
eu posso ajudar, mas talvez a minha
ajuda seja equipar esse irmão para que
ele volte lá encoragem aquele lado, né?
>> E você vai criando essa cultura, né?
Outra forma, a gente tem hoje, né, por
exemplo, os cursos da Charles Spurg, né,
encorajar alguém para fazer
>> as conferências da BCB, você mencionou
isso, né? Juntar uma galera e vai lá,
né? Ah, teve uma época que a gente ia
com grupos grandes, né? Recentemente a
gente conversou no entre os pastores,
pô, a gente podia ressuscitar isso
também. Tem muita gente que gostaria de
ir, né, ou ministrando cursos no
contexto da igreja, né?
alguns dos pastores lá também
sobre aconselhamento, né? Então, eh tem
diversos meios, né? E aí a gente vê, não
vai ser uma técnica, não vai ser uma
convicção enraizada no nosso coração que
vai nos mover adiante e nessa direção e
vai criando esses caminhos, né?
>> É. E eu gostei especialmente, pastor, a
dessa questão do púlpito descendo pra
mesa de certa forma, né? A gente olha
que a grande ferramenta de criar cultura
de aconselhamento é quando a aquela
mensagem do púlpito, ela consegue chegar
nas mesas. Às vezes vai tá lá no grupo
pequeno, os pedidos de oração, como que
a gente lida com aqueles pedidos de
oração, né? com com o próprio ensino, a
aplicação dele paraa nossa vida do dia a
dia, do discipulado, no um a um ali,
quando você quando alguém um alguém
chama um jovem, vamos ler esse livro
junto, vamos estudar isso aqui junto e
na própria hospitalidade, né? Eh, que a
nossa comunhão não pode ser somente
comer pizza, que é muito bom, né?
>> Ah, ou comer um hambúrguer, que também é
muito bom. E a gente, essa lista não
para não, né? E tudo isso faz parte, mas
quando a gente pode aconselhar uns aos
outros ali, falei e é e é bom demais
isso. Então, e aí o pastor falou, né? E
aí vem esse e talvez não seja o pastor
assumir todo o aconselhamento e essa
parte legal, porque isso acaba, é muito
bom quando volta, falou: "Ô, não, mas
como que eu posso equipar esse irmão
para que ele possa voltar lá no grupo
pequeno dele na na próxima semana?" E
falou: "Irmão, pensei um pouco sobre o
que você pediu, orei por você. Eu tô
aqui para para eu tô aqui para
compartilhar um pouquinho da minha vida
com você. vamos caminhar junto. E aí a
cultura vai sendo formada de forma tão
orgânica, tão boa, né, professor? Então,
e como preparar esses novos
conselheiros?
>> Sim. Bom, você eu acho que segue mais ou
menos o que a gente tá descrevendo aqui,
né? Tem vários caminhos para isso,
>> mas sem dúvida você não pode fugir do
fato de que pressupõe-se que um
conselheiro bíblico maneja bem a
palavra, né?
>> Então, eu penso a formação de
aconselhamento em três grandes fases,
né? a primeira fase, e eu não tô dizendo
que elas seguem essa ordem, elas podem
acontecendo ao mesmo tempo. Você vai se
aprofundando nessas três ao longo do
tempo, né? Mas o primeiro ponto é com
relação à sua fundamentação teológica ou
convicções, né? Um conselheiro bíblico
precisa ter convicções firmes sobre
bibliologia.
>> Uhum.
>> né? Sobre antropologia, o que é o homem,
né? A pneumatologia, né? ação do
Espírito Santo, sobre soterologia,
principalmente no que se refere a à
justificação, santificação, né, e assim
por diante, né, a eclesiologia, ele
precisa entender a igreja local, então
ele tá crescendo em convicções.
O segundo bloco de formação dele é a
questão dos processos, né? Métodos não
são neutros. David Paulson que dizia,
né? Me mostra o método do conselheiro,
eu vou dizer o que ele acredita, né?
Então, a maneira como você aborda um
problema já diz muito sobre o que você
acredita sobre a natureza humana, sobre
a natureza do pecado e etc. Então você
vai crescer em processos. Você precisa
aprender, como você falou agora a pouco,
né? Ah, perguntas raio X. Você vai
crescendo na habilidade de fazer
perguntas, você vai crescendo na
habilidade de ouvir, na importância de
ouvir, né, de estar atento e etc, né?
Então esse é o segundo bloco, como é que
você vai crescer em processos e o
terceiro são de tópicos, né? Então o que
que a palavra de Deus ensina sobre
ansiedade? Qual que é a visão bíblica de
ansiedade, né? Sobre medo, né? Sobre
perdão, né? Se a gente for pensar 80%,
talvez dos casos vão girar em torno de
tomada de decisão, perdão, conjugal, né?
Ah, e emoções.
Se você tá, se você tá, tá bem assim
ali, né, se mantendo atualizado, lendo,
revisitando os assuntos nisso daí, você
tá abarcando grande parte das coisas que
vão aparecer,
>> né?
>> Sim, verdade. Então,
>> os problemas do ser humano são meio
cíclicos, né? É, eh, quando a gente
olha, não sei, pastor, qual que seria o
top um de aconselhamento, que esse tema
todo conselheiro tem que saber, tem que
saber lidar.
>> Eu acho que você fatalmente tropeça. A
questão de perdão é um negócio
impressionante.
>> Perdão.
>> Pode nem ser assim o problema
apresentado. Dificilmente alguém tinha
uma dificuldade de perdoar, passou, me
ajuda. Mas ela vem por crises
emocionais, relacionamentos rompidos,
né? tem que tomar uma decisão. Quando
você vai ver, há uma luta absurda com
relação a perdão, néum?
>> Isso muito presente, muito presente.
>> E dentro da atmosfera, do ar que a gente
respira na sociedade, né? Às vezes ainda
a ideia é como que eu posso perdoar a
mim mesmo, né?
>> Muito forte isso,
>> né? E a gente tem essas ideias que
surgem, casamento, criação de filhos,
tantas coisas, né, Léo?
>> Vai lá. E o que eu acho interessante,
pegando tanto essa parte que a gente
falou de do aconselhamento vir do
púlpito, como preparar os conselheiros,
é quando você vê isso funcionando dentro
do lar.
>> Uhum.
>> O pai com o marido e a esposa, o pai com
os filhos, eles falando sobre a Bíblia,
se aconselhando. Quando essa dinâmica
funciona no lar, não é só a igreja
domingo, mas é durante a semana,
>> ela sai do púlpito pra mesa, né?
>> Nossa, é fantástico. É fantástico isso.
>> E Léo? faz a pergunta aí. Se a gente tá
falando de preparar novos conselheiros,
>> quais livros, pastor, que você
recomenda? Ou se tem algum livro assim,
sei lá, três, dois livros que você
falaria, indispensável.
>> Eu, eu vou, eu vou tentar adivinhar um.
Será que eu vou acertar? Vamos lá.
>> Vai chutar.
>> Não, não, não, não. Vamos lá. Para mim
um livro indispensável de
aconselhamento. Vamos ver se o pastor
tem esse. Para mim instrumentos nas mãos
do redentor.
>> Ah, isso é um clássico, né? Esse é um
clássico. A metodologia que ele
desenvolve ali, né? A
>> Mas não sei se era esse pastor, que o
pastor seria um certamente, né? Eu eu
talvez o que eu vou dizer não seja tão
assim de aconselhamento bíblico. Eu li
no contexto da minha formação de
aconselhamento bíblico e o bem que isso
fez pro meu coração no contexto onde eu
estava, eu olho para essa informação aí,
Leonardo, anota aí que eu quero ver esse
livro,
>> não é? Você já deve ter lido do Jerry
Bridges confiando em Deus, né?
E ele tem uma aplicação direta para as
pessoas que estão lutando ali, né, com
confiança no Senhor,
>> porque [limpando a garganta] ele traz de
uma forma muito prática a soberania de
Deus, não desvinculada da sabedoria e do
amor de Deus.
>> Uhum.
>> Então, o caráter de Deus na sua
totalidade, lógico que ele explora mais
coisas, né? Mas um livro fantástico,
formativo para você se equipar, para
ministrar os que sofrem, né, com clareza
do caráter de Deus, né?
instrumento nas mãos do redentor, uma
nova visão de David Polison, né, que é
uma coletânia de artigos dele,
>> que também é muito importante.
>> Não li esse, mas eu já ouvi.
>> Ah, bom, você falou três, tem três aí,
né? Mas senão
>> tá bom, então lá, perguntas rápidas.
Claro, fale um fale um f.
>> Tem um que eu que eu li no mestrado que
foi um livro muito bom, como pessoas
mudam
>> e do David Paulson também.
É um livraço.
>> Livro bom. Não se esqueça, Felipão, de
tirar uma foto nossa aí, tá? Do
Vamos lá. E aí, pastor? Uma resposta
curta, tá? Pode ser lá. Um livro
indispensável seria o
Confiando em Deus, o Jerry Bridges. Vai
manter esse.
>> Mantém esse aí.
>> Mantém esse.
>> A gente falou de outros também, mas
>> é. Tá. Um erro comum, pastor.
>> Um erro comum
>> no aconselhamento.
>> No aconselhamento. Acho que é presunção,
né? presunção,
>> eh,
talvez não seja a melhor forma de
descrever, mas é quando, eh, justamente
a gente a gente começa a estudar
aconselhamento, a gente fica naquela,
uma vez ouvi um piloto falando de que
muitos acidentes que tenham que estão
envolvidos em erro humano não acontece
com principiante, nem com o super
experiente, mas o meio, né, aqueles que
estão com
>> metade da experiência, né, porque ele já
ganhou confiança o suficiente. para
desprezar procedimentos básicos. O super
experiente não vai fazer isso. O
iniciante morre de medo não vai fazer
isso. É o é o meio, né? Então é quando a
gente começa a ser treinado e a pessoa
fala: "Não, eu tô eu tô tô lutando com
ansiedade". E você já começa na tua
cabeça Mateus capítulo 6, Filipenses
capítulo 4. Depois eu dou uma passadinha
em Primeira Pedro 5. Vou listar uns
salmos. Tá resolvido. Esse cara nunca
mais vai lutar com isso. E você deixa de
ouvir a pessoa.
>> Uhum.
>> Então esse é um erro. já tem uma
receita, essa presunção de que eu já sei
o que é. E aí a gente transforma o
aconselhamento bíblico num estudo
bíblico particular e não é, né?
>> Tá certo. Tá certo. Então, e um conselho
para novos, pastor, porque eu lembro, eu
lembro quando eu comecei e eu fui fazer
minha primeira visita, eu saí, passou
quebrado, assim, eu não sabia o que
falar, o que fazer. Eu e aí foi quando
eu fui para ABCB, mas o que que você que
conselho você daria para novos pastores?
>> Ah, novos pastores, novos conselheiros,
né,
>> cara? Não tira os olhos de Cristo, né?
Mantenha os seus olhos no no conselheiro
maravilhoso, né? Ah, e você vai, ele é o
caminho. Cristo é o caminho. A verdade é
bíblica.
>> Amém. Vamos lá. um hábito importante
para um conselheiro bíblico.
>> Ahã.
Eu não sei se é um hábito que eu vou
descrever, mas a gente tava falando
agora a pouco, né, sobre a a a ciência
das nossas falhas, né, de você tá
constantemente ciente das suas falhas.
Eu vejo que é muito mais um hábito que o
Senhor tem de nos expor nisso, né?
>> Uhum. Mas é um lugar perigoso quando a
gente, não, eu sou cara, agora eu domino
esse negócio de família, eu domino esse
negócio de emoções, eu se tem alguém que
sabe tomar decisões de Deus passo passo
a passo, a gente para de depender do
Senhor. Um hábito é todo e qualquer
aconselhamento
vai fluir porque o Senhor vai agir. Não,
isso aqui é tranquilo. É um adolescente
querendo tomar decisão sobre faculdade.
Tem coisa lá, o Espírito Santo precisa
agir. Ah, é um casamento que tá no O
Espírito Santo precisa agir. O hábito da
gente não esquecer o conselheiro é o
sempre. Tá certo, querido.
Que tempo, que tempo legal, que coisa
boa falar.
>> Valeu, obrigado, Léo.
>> Queridos, a cultura em que vivemos diz:
"Cuide você". A Bíblia diz: "Carreguem
as cargas uns dos outros." outros. A
cultura diz:
"Cada um resolva seus problemas".
Cristo, diferente disso, criou uma
igreja onde pessoas comuns cheias da
palavra aprendem a cuidar umas das
outras. O aconselhamento bíblico não
começa em um gabinete, começa quando
irmãos caminham juntos até a cruz. Que
Deus levante igrejas onde a verdade seja
dita em amor, onde as lágrimas encontrem
ombros e onde Cristo seja suficiente
para transformar vidas. Saa, muito
obrigado pela sua pela sua participação.
Tempo muito bom aqui com você.
>> Valeu. Deus abençoe vocês. Deus abençoe
nossos ouvintes nessa caminhada de
encontrar em Cristo Jesus respostas.
Amém.
>> Tá certo, Leonardo? Obrigado por
caminhar conosco em mais esse episódio.
E você não fala aí, Léo.
>> Eu que agradeço. Tá aqui junto com
Sasha, você e tem sido uma bção na minha
vida. Professor aí já queridão.
>> Tá certo, Leonardo? E você que nos
acompanhou até aqui, compartilha esse
episódio com alguém que precisa
redescobrir
a beleza do cuidado múto na igreja. Até
o próximo episódio da escola Charles
Espurion.

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