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A fé vem pelo ouvir

Você é Um dos Eleitos? Como Saber? | Josemar Bessa | Domingo 06 de Setembro de 2026

Você é Um dos Eleitos? Como Saber? | Josemar Bessa |  Domingo 06 de Setembro de 2026

Você é Um dos Eleitos? Como Saber? | Josemar Bessa | Domingo 06 de Setembro de 2026

Você é um dos eleitos de Deus? É possível saber se fomos amados por Deus desde a eternidade? Existem marcas da eleição e da graça na vida de uma pessoa?

Em Jeremias 31.3 encontramos uma das declarações mais extraordinárias das Escrituras:

“Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí.”

Nesta mensagem, veremos que a Bíblia não nos chama a tentar penetrar nos decretos secretos de Deus, mas a observar aquilo que a graça produz na vida.

O amor eterno de Deus deixa marcas.

A atração para Cristo, a mudança na relação com o pecado, o desejo de santidade, a fé, a saudade do céu e uma nova direção do coração não são a causa do amor de Deus — são evidências da obra que Ele começou.

A grande pergunta não é simplesmente:

“Sou perfeito?”

Mas:

“Para onde meu coração está sendo levado?”

Você foi atraído do pecado para a santidade?

De si mesmo para Cristo?

Daquilo que pode ver para uma vida de fé?

Da terra para o céu?

A eleição pertence à eternidade de Deus, mas a graça deixa suas marcas dentro da história de uma vida.

E talvez uma das descobertas mais surpreendentes seja esta:

Você não começou essa busca.

Antes que a mão procurasse Cristo, ela já havia sido tocada pela graça.

Antes que você pudesse amar a Deus, havia uma causa mais antiga do que você.

“Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí.”

Nesta mensagem sobre Jeremias 31.3, refletimos sobre eleição, amor eterno, graça soberana, chamado de Deus, segurança da salvação, santificação, fé e a obra de Cristo na vida daqueles que pertencem a Ele.

Se esta mensagem edificou você, compartilhe com alguém que precisa compreender melhor a graça soberana e o amor eterno de Deus.

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#Eleição #Graça #JesusCristo

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Legendas automáticas:

Amém. Como eu disse, as pessoas pregam
muito pouco para elas mesmas,
principalmente na hora que elas mais
precisam. Elas estão com medo, elas não
tem nada a respeito do evangelho para
falar as suas almas. Então, seus
pensamentos ficam girando em torno
daquilo e então ela acaba encontrando
uma razão para justificar o fato daquela
coisa e ocupar aquele lugar até
atormentá-la
profundamente. Paulo diz: "Tudo que for
amável, de boa fama, se houver louvor,
se houver virtude, seja isso que ocupam
os vossos pensamentos". Ele não tá
falando sobre coisas boas de maneira
geral que um ímpio poderia fazer, porque
ele vinha falando do evangelho, de tudo
que Deus é em Cristo para nós. Ele disse
que então todas essas coisas boas devem
ocupar nossas mentes. E aí ele não diz
sobre uma possibilidade, mas diz que a
paz de Deus que excede todo
entendimento, guardará as nossas mentes
e os nossos corações em Cristo Jesus.
Então essa é a verdadeira psicologia da
alma, nãoé?
E é uma profundidade tão grande que você
pode pegar pequenas porções da Bíblia e
se demorar nela até a sua alma toda
descansar
nessas coisas amáveis, de boa fama,
cheia de louvor, virtude ou poder, não
é? E hoje, por exemplo, eu quero olhar
Jeremias 31:3, que é um dos versos mais
conhecidos, porque é pequeno,
mas como nós podemos perder as
profundidades do amor de Deus?
Eh, aqui
o texto conhecido por todos nós diz:
"Com amor eterno
eu te amei". Por isso, com benignidade,
eu te atraí.
Então, há frases
pequenas como essas na escritura,
ninguém pode dizer: "Eu não consigo
guardar, não consigo". Durante o dia
pensamentos que vão tirando minha paz,
vão tomando lugar, porque eu não consigo
guardar. Não é verdade? Não é, não há um
tratado aqui de 1000 palavras. Com amor
eterno te amei, por isso, com
benignidade eu te atraí. Há frases na
Bíblia tão pequenas, aparentemente como
essa, que parecem eh pequenas eh até que
percebamos quem está falando. Coisas
parecem pequenas porque desconectamos
rapidamente e damos um valor
eh a palavra de um homem de Freud. por
exemplo, e damos pouco valor ao que
não a frase em si, mas quem disse isso
não é? Dependendo de quem diz uma coisa,
aquilo pode ser uma grande bobagem,
mesmo sendo uma coisa maravilhosa.
Se eu falhar para você que eu vou te dar
descanso, descanso é uma coisa boa, mas
como eu que estou falando, isso é uma
grande bobagem,
porque está totalmente fora das minhas
capacidades. Então, há frases na
escritura que parecem pequenas até que
você
eh percebe quem está falando.
Essa, por exemplo, é uma que todos nós
podemos falar e ela tem um valor
em qualquer pessoa que realmente diga
isso com verdade, mas não é a mesma
coisa. Eu te amei. Se essas fossem
palavras de um homem, já poderia
sustentar coisas maravilhosas em nós. É
maravilhoso ouvir de uma mãe que somos
amados, de um pai, do cônjugo, de um
amigo.
Ah, amizades cuja fidelidade duram
décadas,
duram uma vida. É maravilhoso. Há vozes
que quando dizem eu estou com você é
muito maior do que quando outra voz diz.
Porque primeiro que aquela amizade ali
se provou por décadas, não é? Você sabe
que não é só palavras jogadas ao vento.
E quando pessoas assim eh falam coisas
assim para você, tornam sua noite menos
escura. É bom saber que alguém nos ama
assim, mas aqui não é uma criatura que
está falando.
Se uma criatura tem a capacidade de
dizer: "Eu estou com você, eu te amo". E
dependendo de quem é a pessoa que está
dizendo aquilo ter um peso em nossa
noite, em nossa escuridão, aqui quem tá
falando é outra coisa. É o grande Eu
Sou. Aquele que não recebeu a existência
de ninguém.
Se um ser humano fala para nós, ele
no mínimo é tão limitado quanto nós.
Aqui quem tá falando é aquele que não
encontrou um universo pronto para
aprender a habitar. Sempre que a gente
chega num ambiente novo, a gente tem que
se aprender a habitar, a se comportar a
como funciona. Deus não chegou no
universo e teve que se adaptar a como
ele funciona. Ele mesmo criou o
universo. Então é aquele por quem todas
as coisas foram feitas.
Se tudo que existe foi feita por causa
dele para ele, quando ele fala: "Eu te
amei". Ah, queridos, não existe outro eu
te amei que tenha nenhuma importância
perto dessa pessoa. Por isso, palavras
são importantes, mas dependendo de quem
diz elas, elas são imensamente mais
importantes. Em vez de simplesmente
repetir essa frase como uma motivação de
manhã, eu te amei, com amor eterno eu te
atraí. Eh,
nós temos que eh eh pegar cada pedacinho
e deixá-la falar profundamente a nossa
alma. E nos piores momentos, mais ainda,
ah, tudo foi feito para ele e as coisas
continuam existindo por causa dele, para
ele. O céu não o contém. O tempo que
está fazendo uma série de mudanças em
nós não envelhece o poder, não lhe é
emprestado, na verdade todo o poder de
todos os outros seres, incluindo
Satanás, eu e você. É emprestado dele, a
sabedoria dele nunca aprendeu nada. E é
esse eu que se inclina a dizer: "Eu te
amei". Esse eu muda tudo.
Não há nada que possa acontecer que seja
maior do que o eu que está falando a
frase. Nenhum universo inteiro é maior
do que o eu. Portanto, a frase "Eu te
amei", ela ou eu te amo ela pode ser
importante vinda de um outro ser humano,
de um pai, de uma mãe, de um irmão, de
um cônjuge, de um filho.
é infinitamente menos importante quando
nós olhamos quem diz. Então, quando ele
se inclina e diz: "Eu te amei". A nossa
mente tem que tentar subir até a altura
dessa sentença e logo começar com as
aplicações. Os pritanos eh não foram não
são conhecidos só porque eram profundo
teologicamente, mas era a capacidade que
eles tinham de aplicar aquilo a todas as
situações da vida. Então, a mente tenta
subir até a altura dessa sentença e logo
percebe que nós não possuímos asas
suficientes para voar tão alto.
Podemos definir coisas criadas, porque
nós cercamos as coisas criadas com
palavras. Nós criamos um vocabulário.
Então, nós podemos medir as montanhas,
podemos medir sua altura, por mais altas
que elas sejam, e traçar órbitas,
não é, de de astros imensos, de
galáxias. Podemos pesar metais, contar
estrelas dentro de um campo alcançado
pelos nossos instrumentos, milhões e
milhões de anos. E mas Deus não pode ser
encerrado dentro de nenhuma coisa que
nós eh circunscrevemos com o nosso
vocabulário dentro do alcance da nossa
razão. Ele é incompreensível não porque
seja obscuro, porque tem coisas que não
são compreensíveis porque não são
claras, são confusas, mas Deus não é
compreensivo.
Ele é incompreensível porque ele é
infinito. E no entanto, o
incompreensível fala,
fala tudo que nós precisamos ouvir dele.
Então o Deus que nossa inteligência não
pode abarcar, pode ser conhecido até
onde ele quis se revelar, porque ele
resolveu se dar a conhecer. E essa voz
desce de uma glória altíssima.
Então, quando esse ser diz eu te amei
não há mais nenhuma outra frase no mundo
que se compare a essa não há nenhuma
falta de amor que pode sufocar
eh eh encobrir
esse amor que está sendo declarado. E há
outras razões para permanecermos diante
dessa primeira coisa. Eu, então eu te
amei com amor eterno, por isso, mas você
pode ficar muito tempo só no eu. Esse eu
da frase já é toda uma teologia imensa
de paz no coração. Ah, e nós podemos eh
demorar
tudo que vem depois do eu. Quando Deus
fala eu, tudo que vem depois depende do
que ele é.
Depois que Josemar fala, eu a maior
parte das coisas acontecem não dependem
de mim. Mas quando ele fala eu, tudo que
vem depende do que ele é. Se o amor dele
fosse mutável, poderia mudar, poderia
envelhecer. Se fosse limitado, poderia
querer fazer algo que não conseguiria.
Como nós amamos nossos filhos, queremos
fazer muitas coisas por eles, está
completamente além das nossas
capacidades, porque podemos encontrar um
caso grande demais. Se esse eu fosse
ignorante, amanhã ele podia descobrir
uma coisa sobre José Marc que e levasse
ele pensar: "Não amo tanto como amava
antes." Quantas pessoas dizem para
outra: "Eu te amava". Não ama mais. Tá
vendo?
mudou.
Eh eh eh na maioria das vezes a pessoa
tá querendo dizer o seguinte: "Eu
descobri coisas em você que eu não
consigo mais te amar.
O meu amor foi um grande engano.
Eu te amava porque eu pensei que você
era de uma forma, mas agora que eu vejo
coisas que eu não via antes, eu não te
amo, não consigo te amar."
Ou agora que o que você era eh mudou.
Então, se esse amor fosse ignorante, ele
poderia descobrir algo sobre mim durante
a minha vida que ele não sabia antes.
Mas quem conhece o fim, desde o
princípio, nada a nosso respeito chegou
a ele desde a eternidade, quando ele
disse eu te amei que fez ele rever isso.
Porque quando ele disse eu te amei ele
não estava baseado em nenhuma ignorância
sobre a minha vida no futuro. A
declaração de amor não foi feita por
alguém que pode ser surpreendido pela
minha história.
Isso é incrível. Foi por aquele que me
conhecia inteiramente até as coisas que
nas relações fazem as pessoas dizer:
"Olha, eu não sabia isso a respeito de
você. Não, eu eu não te amo mais". Não
é? Então, o espanto aumenta quando a
ênfase muda de lugar. Não apenas eu
amei, mas eu te amei.
Toda palavra no texto bíblico é
importante. Porque se Deus dissesse: "Eu
amei com amor eterno". Nós pensaríamos:
"Ele ama com amor eterno o quê?" Uma
coisa, uma uma multidão,
uma um monte de gente, não tem uma cara.
Mas quando ele diz, "Eu te amei", isso é
algo desconcertante.
Na proximidade dessa palavra, o amor
eterno de Deus não aparece apenas como
uma realidade ampla sobre um conjunto
grande de pessoas, ainda que escolhido e
separado. Não, não, não.
O texto desce até a pessoa. A declaração
alcança a pessoa específica.
Eu te amei. Não é que eu amo o homem.
Não é que eu amo um povo, eu te amei.
Isso também muda tudo. A humildade mal
consegue pronunciar. O Deus eterno e eh
eh eh colocou o seu amor sobre gente
como nós,
conhecendo o fim desde o princípio e o
meio de toda a nossa vida com tudo que
está lá. Então, a distância entre eu e
ti imensa, porque uma coisa é você falar
que Deus é um Deus de amor, outra coisa
é saber, ele me amou, eu te amei.
Não é que eu sou um amor eterno, não é
que eu amei homens. A distância então é
imensa. De um lado infinito, do outro
lado do ti é pó. Como é que o infinito
diz para o pó que amou ele
especificamente?
De um lado, o Senhor, diante de quem os
séculos são como nada. E do outro lado,
uma vida breve de algumas décadas, se
chegar a isso, eh, instável, marcada por
fraqueza, pensamentos dos quais nos
envergonhamos.
E se um ser humano admirável demonstra
afeição por nós, nós sentimos honra.
Quanto mais admirável é alguém, se
aquela pessoa nos ama, mais eh eh mais
honrados ficamos.
Ah, porque ele é um ser humano admirável
e se ele tem uma afeição por nós, nós
sentimos honra. Por que que alguém
quando conhece alguém importante diz:
"Essa pessoa é minha amiga", ela diz com
uma coisa assim. Porque a importância
daquela pessoa traz honra ao fato
daquela pessoa me amar.
Isso eh alegra o nosso coração. Mas o
texto não está descrevendo o favor de
uma criatura estimável. Está falando do
próprio Deus. Você vê quando você pega
um texto como esse e começa a aplicar
nas feridas da vida, da alma, você não
tem algo maior, melhor,
mas curativo.
Então, surge uma pergunta inevitável.
Por quê? O eu é Deus. O ti
fala que é uma coisa para mim e não uma
multidão,
mas a mim. Então essa pergunta é
inevitável. Por quê? O que havia em mim
ou em nós individualmente para produzir
esse amor? Não precisamos procurar muito
para descobrir o fracasso da nossa
investigação.
Não existe nada mais fadado ao fracasso
do que essa busca.
Alguns
eram blasfemos,
outros eh a Bíblia nos descreve todos
como amontoado de pecados. Não há quem
busca Deus, não há quem um deseje, não
há quem faça o bem.
Então,
quanto mais mergulhamos numa
contemplação
de nós mesmos
ou uma contemplação doentia, querendo
encontrar uma razão em nós, mas eh
sem propósito,
a partir de nós encontramos o eu é
infinito, o ti é pequeno demais, mas não
é só pequeno.
Porque podia ser algo pequeno e
perfeito, mas é pequeno e a própria
definição
da
da oposição à luz que Deus é. E entre
esses dois, o eu e o ti,
existe uma ponte que a criatura não
construiu. Entre o eu, Deus, e o ti,
Josemar, existe uma ponte. O nome dela é
amor. Eu te amei.
Se você está em Cristo, não desperdice
essa palavra. Não dá para entender
porque alguém que está lutando com
dramas na alma não aplica a verdade ao
seu coração. Não passa às vezes meia
hora falando com seu coração a partir da
palavra. Depois ele diz que a palavra de
Deus não funciona.
Se você está em Cristo, você não
desperdice essa palavra tentando
primeiro resolver cada sensação, cada
dúvida, cada deficiência percebida. Ouça
o que Deus diz. Receba o peso, peso do
pronome eu. Eu na primeira pessoa te
amei.
Isso quase que cura tudo
em nossa alma.
Em todos os momentos. Há momentos em que
uma única sílaba do evangelho é maior do
que todos os dramas da nossa alma.
Essas três palavras, eu. Quem é o eu?
O ti,
eu não é e o amei. Quase que a cura para
tudo se eu me debruçar sobre esta
verdade.
Ninguém precisa dizer: "Ó, eu não sou um
grande teólogo, eu não tenho compreens
profundas". Mas é por isso eu, o eu, o
ti e amei. Não é algo que você diga que
não entendeu porque estava longe demais,
precisava de algo.
E faz você perceber que não há uma
nenhuma sílaba no no evangelho, na
revelação de Deus, que não seja
curativa.
Há uma diferença entre socorrer alguém e
amá-lo. Deus podia dizer: "Eu te ajudo,
eu tenho misericórdia".
como você tem de um bicho, não é?
Há uma diferença entre socorrer e amar.
Nós mesmos conhecemos isso. Podemos
sentir compaixão por um desconhecido.
Não podemos dizer as razões, as coisas,
não, mas aquela pessoa está sofrendo,
aquela pessoa está com necessidade. Eu
não posso dizer que a amo no sentido
mais profundo. Aqui podemos alimentar
alguém porque nó porque quem nós não
temos afeição pessoal. Pelo contrário,
haveria até motivos de desgosto. Podemos
socorrer um ferido cuja história nós
ignoramos e nunca mais vamos ver aquela
pessoa.
Podemos até fazer muito bem a pessoas
que nunca eh vão entrar em em qualquer
tipo de intimidade com o nosso coração.
Vimos uma vez, foi assim. Por isso a
frase de Jeremias é tão surpreendente.
Deus não diz tive misericórdia de você.
Ele teve. Mas não é isso que ele está
dizendo aqui.
Ele diz: "Eu te amei não foi só que eu
resolvi ajudar, porque você é miserável.
A misericórdia já seria motivo
suficiente para curar dramas da sua
alma.
Existe um Deus, um Deus eterno, que tem
misericórdia.
Já seria se Deus apenas houvesse
decidido não nos tratar segundo os
nossos pecados, devíamos ser as pessoas
mais felizes do mundo, porque os ele
devia nos tratar segundo os nossos
pecados. E se ele não está me tratando
segundo os meus pecados, menos que ele
não me ame, isso já seria bom demais.
Já teríamos razão para viver uma vida de
gratidão.
Ele não me tratou segundo a minha
maldade.
Ele teve misericórdia. Se apenas
estivesse estendido compaixão a
criaturas culpadas, haveria uma
eternidade de matéria para encher minha
mente e adorá-lo.
Ele teve misericórdia. Ele não me tratou
como eu merecia,
ainda que ele não me amasse.
Mas esse texto está indo além, além
disso. Tá falando de amor.
O Deus santo não apenas remove a
condenação,
ele recebe
como filho. Ele não apenas livra da ira
infinita, ele traz para perto. Ele podia
dizer: "Eu nunca vou derramar minha ira
sobre você.
viva.
Mas ele não faz só isso, ele traz para
perto. Ele tá dizendo o seguinte: "Não é
só que eu não vou derramar a minha ira.
Eu te amei.
Você é objeto do meu amor. Ele não
apenas olha para o miserável e decide:
"Vou poupar o miserável.
Vou poupar." Ele estabelece sobre ele
uma afeição pessoal, fiel, profunda,
imutável. E é por isso que todo o amor
criado parece pequeno
quando é colocado diante desse eu te
amei.
Sobre essas três palavras. O amor da mãe
pode ser terno.
O conjugal pode carregar beleza
incomparável. amizade
é maravilhoso. E tomar é bom quando uma
amizade eh resiste ao tempo, as aos a os
problemas, aos defeitos,
mas todos esses amores são gotas
refletindo um sol que não pode conter.
Quando você olha para suas fraquezas e
conclui, talvez eh eu esteja perto
demais daquilo que Deus aborrece para
ser um objeto da sua estima, daquilo que
ele realmente ama, daquilo que ele se
deleita. E a voz do texto continua: "Eu
te amei". Então, se aproxime apenas
dessas três palavras.
Elas são cura. Você traz isso para sua
alma em todos os momentos, nos dias mais
escuros.
E a não ser que seu coração esteja
morto, isso é maior do que o que você
está enfrentando nesta vida. Então isso
não é uma forma religiosa. Não passe por
frases assim eh depressa. Você sabe o
que amar alguém, o que o que é amar
alguém. Mesmo você sendo eh eh eh não só
finito, mas pecador, você sabe o que é
amar um filho, o que é amar um cônjuge,
é amar alguém. Pegue o amor mais puro
que você conhece, leve ao limítimo
infinito de imaginação, ou não finito,
mas possível de imaginação. E depois
reconheça o amor de Deus não cabe nem um
átomo dentro dessa definição de amor.
O melhor amor humano, no máximo, é um
têno e reflexo de um sol sem fim.
de amor. Ser amado por Deus reorganiza
as escalas das nossas perdas. Quando
você tiver perdendo coisas no mundo,
simplesmente essas três palavras, o eu,
quem é o eu, o ti que individualiza
isso.
Amei
isso reorganiza as suas escalas se você
simplesmente deixar e se essa verdade
realmente entrar em você, não transforma
as coisas em ilusão.
A dor continua doendo, a aflição é
aflição, a pobreza continua trazendo
suas aflições, o abandono eh feriu, a
enfermidade continua desgastando o seu
corpo, a rejeição de outros continua
sendo rejeição. A morte continua
arrancando de nós coisas que eh
se dependêsemos de nós, não queríamos
perder. Mas uma realidade maior entrou
na balança. Eu te amei. O problema é que
quando você pensa em no que no que as
aflições estão fazendo, no que a morte
faz, você nem traz
a mente
o que é bom, amável, verdadeiro e de boa
forma. Depois a pessoa diz que Deus não
produziu paz nela e depois ela tenta
explicar essa falta de paz com o
humanismo secular. Mas não é verdade. Eu
te amei. Se toda a humanidade te
desprezasse e Deus te amasse, com que
você ficaria?
Você preferia que a humanidade te amasse
e Deus te desprezasse?
O desprezo humano não tem peso nenhum
com eu te amei.
Se o mundo inteiro te odiasse e Deus te
amasse, Jesus diz: "O mundo me odiou e
daí? Eu sou o amado pai.
Se portas se fecham, se amigos mudam e a
saúde vai embora, se o leito de morte
estivesse diante de você, ainda restaria
algo que nenhuma dessas coisas pode
mudar.
Eu te amei.
Eu te amei eternamente.
O que no tempo pode tocar nisso? O amor
daquele que não morre, o amor de todas
as outras coisas por nós morre. É fraco,
é instável. Podem prometer e não
conseguem permanecer.
Podem querer te socorrer, mas não podem,
porque eles não têm força suficiente.
Podem segurar sua mão por algumas horas,
mas são obrigados a soltá-las para
trabalhar, tomar banho, comer, dormir.
Não podem.
Muitas vezes fazemos promessas divinas.
Nunca vou deixar você, nunca vou te
abandonar. Vou estar sempre contigo.
Isso é bonito, mas não é verdadeiro.
Como eu posso estar com alguém que está
morrendo? Como eu posso entrar no vale
da sombra da morte como ele?
[roncando]
Deus não. Aquele que o ama estará vivo
enquanto você morre.
Ele realmente estará lá. Aquele que te
ama não ficará do lado de fora do seu
túmulo chorando.
Aquele que te ama estará presente quando
todas as relações humanas estiverem
chegando ao limite que foi dado a elas e
todas elas têm um limite. Ele estará
quando a alma atravessar aquilo que
nunca atravessou antes. Há muitas coisas
que temos que atravessar que nunca
atravessamos antes. Ninguém vai poder
estar conosco.
estará lá quando o último tribunal se
levantar, quando o juízo for
pronunciado, estará quando os mundos que
conhecemos forem totalmente abalados.
Isso não torna
o cristão insensível torna possuidor de
uma alegria
que não depende inteiramente das coisas
que podem ser retiradas dele.
A não ser que quando essas coisas sejam
retiradas dele, ele não possa realmente
ser o ti da frase: "Eu te amo".
É aqui que a fé aprende uma espécie de
de de de aritmética celestial.
Ela não diz que as perdas valem zero.
Não diz perda é real. disse que elas não
são infinitas, que elas não se comparam
ao te eu te amo, não compara a esse eu
que diz isso. Coloca elas numa balança
do lado
e essa essas três palavras do outro
coloca o amor de Deus do outro. Então
percebe que aquilo que parecia ocupar um
campo muito grande não ocupa a realidade
realmente da vida.
Foi o que Moisés fez quando comparou os
tesouros do Egito com o sofrer com o
povo de Deus. O cárcere pode ser real,
mas Deus não é menos real.
Se o amor dele não é menos real do que o
cárcere
e o amor dele é infinitamente maior do
que o cárcere, então
a pessoa tem
mais do que suficiente para lidar com
aquilo. Então há palavras que parecem
não caber no tempo,
porque a frase é incrível. Se eu ficasse
só no eu te amei você vê, nós podíamos
ficar meditando o resto do tempo e da
vida. Mas eu te amei com amor eterno.
Ele diz como é o amor.
Cada palavra pequena que é incluída,
quando Deus diz com amor eterno eu te
amei ele nos leva para trás até de um
lugar onde a memória sequer consegue ir.
Não consigo ir para a eternidade
passada.
Não consigo nem na imaginação,
antes da nossa conversão, antes do nosso
nascimento, antes de qualquer obra,
antes do tempo, antes da queda de Adão,
antes da queda dos anjos, antes dos
mares receberem limites do universo, o
amor de Deus estava lá. Que está dizendo
ele? Eu te amei com amor eterno ou com
amor eterno eu te amei. Começou a
revelar história ao criar que já incluía
esse amor eterno.
Ou seja, ele tá dizendo o seguinte: "Eu
nunca comecei te amar. Eu te amo
eternamente.
Se Deus disser que te ama a partir de
certo tempo, seria o céu.
Mas quando ele diz que nunca houve
tempo ou antes do tempo em que ele não
amou, isso está indo muito além. O que
podemos botar na Terra ou numa
existência que tem um início neste
mundo,
no meu caso, 1969.
com isso aqui. Essa é uma afirmação que
fere o orgulho na raiz. Se o amor
começou antes que existisse, não eu, mas
qualquer coisa que existe,
então a sua origem não pode estar em
mim. Eu não posso ser a razão
do amor. Eh, se estava presente, quando
ainda não existia universo,
não havia uma contemplação, então não
foi aceso por alguma excelência que Deus
viu em mim.
Todas as coisas que existiriam seriam
criadas por ele. Elas não existiriam por
si mesmas para ele olhar para o futuro e
vê-las.
Elas só existiam na mente dele. O amor é
tão antigo quanto o propósito de Deus.
Antes que houvesse mundo, havia no
coração divino pensamentos de paz para
aqueles que ele colocou em seu filho.
Ora, me tente colocar qualquer coisa
nesse mundo que se pareça: "Ah, meu pai
não era bom. Ah, minha mãe não era
assim. Ah, minha vida não é o que devia
ser." Isso tudo é ridículo.
Estamos falando do tempo,
poucos anos
de meros seres humanos. Aqui estamos
falando de Deus de antes do tempo. Como
comparar as coisas?
Você não trouxe a existência
pela sua obediência. Deus não olhou para
trás, viu você uma pessoa aí eu vou amo
essa pessoa porque essa pessoa tem algo
nela interessante. Isso torna
não o pecado pequeno, mas você vê que o
amor é soberano.
Ele não tem nada a ver com nada,
a não ser com o próprio ser de Deus. A
eternidade anterior ao tempo é um grande
lugar para você sepultar sua vanglória
e é um grande lugar para ressuscitar a
sua segurança. Vanglória morta,
segurança ressuscitada. Se Deus conhece
o fim desde o princípio, se ele me amou
eternamente, o que poderia acontecer
para abalar esse amor?
Antes você poder dizer o nome de Deus,
Deus te conhecia eternamente. Antes de
você poder amá-lo, a declaração já
estava no coração dele: "Com amor
eterno, eu te amei. Eu te amei." Então,
eterno não significa apenas que o amor
não teve começo.
Eterno é aquilo que não tem nem começo e
nem fim.
Significa
que além de não ter início e nem fim,
não houve interrupções,
não houve eh períodos de interrupção. Há
rios correm por uma estação, né? São
rios temporários e dependendo da estação
onde eles desaparecem e eles vêm, eles
secam. O amor de Deus não é assim. Ele
nunca foi maior nem menor. Para quem ele
está dizendo: "Eu te amei".
com amor eterno. Ele não corre quando o
crente é agradável. Ele não corre quando
Saulo virou Paulo. Ele não corre quando
Pedro está sendo morto. Ele estava
correndo quando Pedro estava negando.
Não aparece em tempos de prosperidade e
desaparece nos dias de aflição, doença e
morte.
Não cresce quando nossas emoções
espirituais estão lá em cima e nem
diminui quando nossas emoções
espirituais estão lá embaixo.
É um rio sem estação seca, sem enchentes
e diminuição. Isso precisa ser dito
porque nossas percepções variam e nós
começamos sempre a achar que o amor de
Deus varia na medida que nós sentimos ou
não sentimos este amor.
[roncando]
A providência
abre caminhos, a oração encontra
palavras. A escritura parece iluminar
cada página em algum momento da nossa
vida, né? A comunhão com Cristo é mais
doce, as orações mais profundas e há
dias em que nós vemos dias mais escuros,
amargos, disciplina, notícias ruins, o
corpo dói, o coração cansa, o céu parece
silencioso ao nosso clamor e as nossas
orações. A alma procura uma antiga
alegria e não encontra a mesma alegria
que estava experimentando há um mês
atrás. Então, somos tentados a fazer uma
teologia a partir das estações e do
clima.
Se está claro, ah, Deus me ama. Se está
escuro, quem sabe se Deus me ama?
Jeremias desmonta esse raciocínio. O
amor é eterno em sua continuidade,
forma sem que o coração de Deus eh eh
mude a cada evento da história, da minha
história.
Deus não conhece mar altas e maréis
baixas.
Há semanas que parecemos caminhar na luz
e outras que mal conseguimos discernir o
próximo passo.
Com mutável é a nossa percepção e nossa
experiência.
E o coração diz às vezes: "Ó, hoje eu
sinto que Deus está distante, eu sinto
eh me sinto distante, mas a fé responde:
Mas ele não declarou que seu amor é
medido pela sua sensação de
proximidade." Jeremias fala em época de
calamidade
e uma calamidade terrível. Então, há
momentos em que a doutrina do amor
eterno entra em conflito direto com a
interpretação
do que estamos vivendo, da nossa dor.
Quantas vezes é fácil entrar em nossas
mentes se Deus me ama, por que isso está
acontecendo?
A pergunta é antiga
e nós não temos uma resposta negando a
aflição.
Não diz que o crente vai caminhar sem
aflição, já que esse texto é dito no
momento de grande aflição.
Esse texto, eu te amei com amor eterno
nos obriga a separar duas coisas que
nossa fraqueza costuma confundir,
costuma misturar. A severidade de uma
providência de Deus não é medida segura
pra quantidade do amor de Deus.
O Pai nos ama todo o tempo da mesma
forma, com amor eterno.
A mão que nos disciplina nunca nos ama
menos quando nos disciplina do que
quando não estamos sob uma disciplina
mais
severa. coração que governa o golpe e a
mão e a aflição nos ama com a mesma
intensidade.
Ter isso introjetado em nós e trazer
isso à mente, como Jeremia digo e trago
a minha mente aquilo que pode me dar
esperança. É o maior consolo nos dias
mais escuros. pensar
em quem é esse eu, quem é o ti, que esse
amor eterno. Cristo torna impossível
pensar no amor de Deus como mera
suavidade sentimental.
Ele derramou a sua ira sobre o seu filho
e o amava com o amor infinito. No
calvário vemos que o amor e dor podem
ocupar a mesma cena sem contradição
moral.
A cruz é o lugar onde a vontade santa de
Deus eh passa por sofrimentos terríveis
e ainda assim está sendo mostrado de uma
maneira profunda. O amor eterno não
produz golpes sem propósito. Essa é a é
a marca.
O pai não estava botando o filho na cruz
sem propósito, porque o amor eterno não
traz nada sem um propósito, nenhuma dor,
nenhuma aflição.
E em nós, ele forma, poda, corrige, e
conduz, mas ele conhece o fim de cada
coisa que ele nos chama a experimentar.
Então, o amor eterno não apenas vem
antes do tempo, ele atravessa o tempo.
Não é que ele me ama eternamente, mas
durante a minha vida, como houve muitos
momentos em que eh até eu reconheço,
devia reconhecer o tempo todo, né? Eh,
que aqui, ali, lá, a maior parte do
tempo eu estava em condições onde mais
era difícil ligar esse amor. Ainda
assim,
ele atravessa o tempo, segue adiante
quando eh o tempo já não pode
acompanhar.
Então, essa é a terceira força da
palavra eterno. A palavra eterna não diz
só que não teve começo, diz que não tem
fim. Então isso diz para nós que não
importa o que aconteça, eu nunca vou
deixar de te amar.
Não existe essa possibilidade.
Que tipo de ferida isso não cura,
queridos, quando realmente é aplicada em
todas as situações da vida. Essa é a
terceira força disso. Nunca termina.
Você terminará muitas coisas.
Muitas coisas terminem nossa vida, fases
da nossa vida. Paulo diz: "Já fui
menino, já fui, né, adolescente, jovem,
hoje já sou velho".
Salomão fala isso também. Ou seja, nossa
vida é cheia de fases.
Nossa vida termina trabalhos.
Por mais interessante que seja uma
conversa com alguém, ela termina.
Termina dias bons, dias maus também
terminam. O corpo vai mudando o tempo
todo. Os cabelos perderão a cor.
a não ser que você os pinte, mas eles
não mudaram de cor de verdade. O coração
dará o seu último, o seu último, essa
última batida neste mundo. Tudo está
terminando.
O amor de Deus não não é só que ele eh
eh
ele não termina, ele não envelhece como
nós.
Ele não sofre os efeitos do tempo.
Como todo o resto, tudo que a gente acha
precioso na vida, não só nós, mas como
aquilo também sofre o efeito do tempo.
Mas o amor é eterno.
Eh, esse amor não fica velho, ele não
entra na velice,
ele não perde o vigor. Esse amor não
conhece o que é morte. Não conhece.
Quando o seu corpo estiver fraco, o amor
de Deus está na sua juventude eterna.
Ele te ama tanto quanto te amava
eternamente.
Quando a alma entrar em seu território
escuro que nunca visitou o vale da
sombra da morte,
o amor não começa a entrar
em aspectos sombrios. Ele atravessa a
morte, ele atravessa o juízo,
ele atravessa a ressurreição, ele
atravessa a eternidade. Pensa na
diferença entre possuir algo que pode
ser perdido e possuir o amor de Deus.
É por isso que Paulo disse que ele
excede todo entendimento.
Toda herança terrena, tudo tem uma
borda, tudo tem uma fronteira, tudo tem
um limite. Mas o amor de Deus não tem
ruína futura. É algo ainda mais estranho
e belo.
Nós podemos pensar que Deus nos amaria
mais na eternidade, já que seremos
perfeitos, mas ele não vai nos amar
mais.
Agora recebemos eh eh eh eh gotas e
inferimos o oceano, mas não é verdade.
Ele nos Ele derramou o seu amor numa
cruz neste mundo. Ouvimos promessas,
percebemos providências e ainda assim
confessamos que o amor de Cristo excede
o nosso conhecimento. Nós passamos maior
parte do nosso tempo pensando na cruz,
nas suas implicações
e no final chegamos à conclusão de que
tudo que pensamos sobre a cruz, sobre a
graça,
o amor dele cede a esse entendimento que
temos. A eternidade não vai ser longa o
suficiente. Então,
você não precisa se tornar um expert em
muitas coisas. Você precisa pegar essas
verdades.
Eu te amei com amor eterno. E isso serve
para todas as tuas aflições. Sempre que
um médico ou algum cara diz assim: "Eu
tenho remédio que cura tudo". Vocês
sabem, esse cara é um charlatão. Não
existe isso. Um remédio não pode fazer
bem a todas as coisas que o homem pode
ter e experimentar. Mas eu te amei com
amor eterno. O eu é Deus. Isso mudou
tudo. O te individualizou não é uma
multidão. Sou eu.
Com amor eterno.
E a eleição de Deus pertence a essa
eternidade. A nossa vida acontece no
tempo, mas a eleição não acontece no
tempo, né? E essa diferença produz essa
pergunta que muitas almas sinceras faz.
Como posso saber se fui amado desde a
eternidade? Como posso saber se meu nome
está escrito no livro da vida? A
resposta do texto é tão simples quanto
profunda. Porque na Bíblia nada precisa
ser complicado para ser profundo, não é?
Como eu a gente estava dizendo, essa
frase eu te amei com amor eterno é a
coisa mais profunda que podia ser dita.
Você nunca vai chegar ao fim disso, mas
também é simples, a princípio você
compreender. Então, a resposta do texto
é assim: "Você não sabe
se foi eleito olhando a lista, uma
lista, não é? Espiando o decreto, você
olha para a atração
quem ele amou com amor eterno." O texto
diz, não é porque ter dúvida.
Por isso, comenidade, eu te atraí. Você
foi atraído,
ele te atrai.
Você sente essa poderosa atração por
Deus?
Porque ele diz que quem ele amou
eternamente, ele atraiu com benignidade.
Se alguém não é atraído com benignidade,
ele não foi amado eternamente.
Porque uma coisa não pode ser separada
da outra. Nenhum homem recebe permissão
para folhar o livro da vida, do
propósito, o decreto. Nenhuma asa de
anjo nos leva até uma sala, mesmo que
nós tivéssemos, para olhar lá os
arquivos.
Nenhum olho humano, por mais treinado
que seja em teologia, consegue
atravessar as folhas dobradas. A Bíblia
deixa claro lá que o livro da história
ninguém podia abri-lo. É por isso que
João estava chorando.
Só o cordeiro de Deus pode abrir e dar
eh
finalidade
aos decretos de Deus no tempo.
As folhas estão dobradas. A Bíblia diz:
"O Senhor conhece os que são seus". Nós
conhecemos pelas marcas
que ele mesmo quis deixar. não obscuras,
mas de maneira clara. Com amor eterno eu
te amei, por isso,
com benignidade eu te atraía.
Está aí. Quem é, quem são os eleitos?
Quem é amado com amor eterno? Quem ele
atrai?
Quem experimenta essa atração
irresistível?
O por isso importa. Por que que ele
atraiu?
porque ele amou com amor eterno.
A razão dele atrair é essa. Portanto, se
ele atrai, a única razão por trás da
atração que ele faz é ele ter amado com
amor eterno. Portanto, ele não atrai
quem ele não amou eternamente
e nem pode não ser amado eternamente
quem ele atrai com benignidade.
Então esse, por isso você vê que nessa
frase tudo importa. O eu importa porque
é Deus. O ti porque torna pessoal, o
amor
porque essa força poderosa
eterna na trindade,
o amor eterno importa, porque você viu
que ele tem três dimensões: antes, agora
e depois. E nada pode mudar. Isso é que
é eterno.
Agora,
quando chega por isso, esse por isso é
maravilhoso. Esse por isso tem uma
teologia para aplicar a todos os
momentos da nossa vida,
porque por causa disso eu te atraí. A
atração não cria o amor eterno. A
atração é por causa do amor eterno.
Porque eu te amei eternamente, eu te
atraí. Eu não te atraí para fazer algo
para te amar.
A atração não cria o amor eterno. A
atração é a manifestação do amor eterno.
Movimento da alma em direção a Deus não
é a causa do coração de Deus amar.
O amor de Deus é a causa da alma sentir
a atração
que leva ele verdadeiramente a Deus como
o tesouro supremo. Isso muda a maneira
de fazer a pergunta. Em vez de
perguntar: "Conseguimos penetrar o
segredo da eternidade?" Jeremias coloca
diante de nós algo observar. Você não
precisa
entrar nos segredos da eternidade, olhar
o livro dos decretos. Você só precisa
saber, você foi atraído,
Deus te atraiu.
você vê que é muito mais eh dentro do
verificável do que as pessoas tentam
dizer,
não atraído para o cristianismo, né,
para as para as celebrações, não atraído
apenas para um ambiente cristão, para um
vocabulário cristão, para uma identidade
social cristã, atraídos para ele.
Sempre essa linguagem do evangelho.
Jesus diz: "Eu sou caminho para o céu".
Ele não diz: "Eu sou o caminho para o
pai".
Para o pai.
Isso protege a alma de erros opostos. De
um lado, a presunção que reivindica a
eleição enquanto permanece imóvel no
pecado. Não sente nenhuma atração por
Deus,
por Deus
como Deus. enquanto
eh eh
vê Deus apenas para ser usado
para ter um futuro melhor na vida e na
eternidade
do outro desespero que imagina ser
necessário receber uma revelação
secreta, uma sensação secreta de que ele
foi eleito
antes de poder ter segurança. Jeremias
não oferece licença para nenhum dos
dois.
Ele não põe diante de uma eh eh ele nos
põe diante de uma evidência concreta. A
mão que atrai
manifesta
o decreto. O segredo de Deus se
reconhece pelo efeito que este amor
produz. Esse amor inevitavelmente
atrai,
porque eu por isso, com amor eterno, eu
te amei, por isso, com benignidade te
atraí. Então, a primeira pergunta é
desconfortável e necessária. Você foi
atraído do pecado para a santidade?
Não perguntamos se alguém foi atraído do
pecado para a perfeição, já que isso
excluiria todo mundo.
Se essa fosse a medida, todo mundo tinha
que deixar esse texto para lá. O crente
ainda carrega consigo uma guerra que não
conhecia antes,
ainda tropeça, ainda se envergonha,
ainda descobre regiões do coração que
precisam ser mortificadas. A pergunta é
outra. Sua relação com o pecado mudou?
Houve um tempo em que certas coisas
pareciam naturais, agradáveis,
justificáveis.
Há pessoas que dizem coisas depois que
são completamente incompatíveis. Eu não
posso perdoar não sei quem. Então é
estranho, porque você vê que a relação
dessa pessoa com o pecado não mudou.
Não mudou.
Houve um tempo que isso podia ser
verdade, mas não é mais verdade.
Talvez você não a chamasse muitas coisas
na sua vida de virtude, mas também não
tratava elas como uma inimiga. Quando
você sente dificuldade de perdoar para
você e seu inimigo que deve ser morto,
assassinado, não defendido,
não justificado.
Essa é a relação que mudou. Você pode
ver algo, você pode e vai ver o pecado
ainda em você, mas você quer matar
aquilo, não justificar. Você não vai
pegar a opinião de um humanista secular
para tentar deixar aquilo vivo, para
poupá-lo.
Você quer aquilo morto.
Você não parará de orar, então, enquanto
seu coração não se alinhar ao perdão.
Em vez de defender as razões pelas quais
você diz que não pode fazer isso.
Então
você tem uma relação completamente
diferente com o pecado, ainda que ele
esteja presente, algo aconteceu, o que
antes
era mera diversão começa a te ferir.
O que antes parecia liberdade, você
começa a ver como escravidão. Você pode
notar a presença daquilo algumas vezes
na sua vida, mas você vê como uma
escravidão que deve ser mortificada.
Essa mudança não é pequena. Um homem
natural pode abandonar pecados
externos, não é? Por muitas razões. Ele
teme as consequências, teme perder a sua
família, tenta teme perder a amizades,
tem, enfim, há muitas coisas. tem a lei
humana, pode querer preservar a
reputação. O homem pode ficar cansaço do
seu vício
e é óbvio que ele vai mudar por para
outro, mas ele tá cansado daquele. Mas o
texto procura algo mais profundo, uma
atração.
Algo te atraiu para Deus, para a santia,
porque Deus é santo, Deus é puro, Deus
ama eh todas as coisas que estão de
acordo com o caráter dele. alguma coisa
está te atraindo para isso. É isso que o
texto tá dizendo. Então, você quer ser
santo? Se pudesse viver exatamente como
deseja,
você viveria exatamente assim. Ou seja,
o seu desejo mais profundo não é
defender algo em você que ainda são
marcas de Adão. O seu desejo mais
profundo era não ter marca nenhuma.
Você não tem nenhuma justificativa para
eles. Você quer vê-los mortos. Apesar de
ver presença deles ainda. Talvez você
possa lembrar de pecados que ainda
exerçam força e dizer,
eh, como posso dizer que fui
atraído? A resposta não está em fingir
que esses pecados ainda não existe ou
então não exercem pressão
sobre você.
Existe em você a resistência que nunca
houve aquilo ou há consentimento, ou a
defesa, ou a justificação?
É isso, não é? Existe confissão ou
defesa?
Existe confissão ou justificação.
Você corre para ver a última opinião do
humanismo secular para explicar aquele
pecado?
Ou você já quer mortificar o pecado que
foi cancelado na cruz? É sobre isso que
está sendo dito.
E a outra mudança ainda mais profunda,
será atraído de si. para Jesus.
Paulo diz: "Não tem minha vida como
importante." É óbvio que ele foi
atraído. Paulo vivia para o seu nome,
para o seu para o seu currículo, para a
sua importância, para ser o melhor, para
ser o maior, para ser o mais respeitado.
[roncando] Antes da graça, o coração
humano é extraordinariamente criativo na
construção de argumentos em favor
próprio.
Talvez não diga em voz alta: "Eu sou
melhor, eu me salvarei". Se eu sou
salvo, foi porque eu fiz alguma coisa.
Pode usar uma linguagem religiosa, pode
falar de Deus, oração, arrependimento,
mas no fundo a expensa continua apoiada
em si. Não sou como os outros. Eu exerci
minha liberdade, né? Ainda acha que
tinha alguma para fazer o que eles não
fizeram. Eu tenho uma vida assim, eu sou
comprometido. A pessoa pode até incluir
a palavra graça, a palavra Deus, a
palavra ah
atuação do Espírito Santo.
Mas
o pecador vê sua moralidade como uma
ponte para Deus que outros não tiveram.
Descobre
eh, quando realmente está sendo atraído
por Deus, que sinceridade não apaga
culpa nenhuma, percebe que esforços
futuros não vão fazer, não se sente mais
amado agora que realmente é atraído por
Deus com o que ele faz futuramente,
porque ele sabe que foi amado antes da
história
e
que ele tem um salvador perfeito e que
esse salvador perfeito não foi dado a
ele por causa de algo nele. Isso muda
tudo. Os olhos se voltam para Cristo,
não para Cristo
em alguma coisa, em grande parte das
coisas. Mas como Paulo disse, quando
Cristo eh Cristo que é a nossa vida,
a vida inclui tudo, não é? inclui eh eh
trabalho, dinheiro, relacionamento,
casamento,
paternidade. Ele é a minha vida. Não
enxergo nada na vida fora dele.
Então, para Cristo, como tudo aquilo
de que a esperança em nós depende. É por
isso que essa frase famosa, né? Naga
trago em minhas mãos.
É porque realmente não temos nada para
trazer. É essa a ideia. Então essa é uma
uma confissão devastadora
para o orgulho de uma doce fé daqueles
que Deus está traindo. As mãos vazias
finalmente estão livres para recebera.
Elas nunca estiveram cheias.
Mas o homem achava que tinha coisas em
suas mãos que podia levar até Deus.
Então, quando você é sustentado por uma
rocha, você não contribui com a força da
rocha. Você só depende dela.
Não é a soma de 99% da força da rocha
com a sua força. Porque a rocha não
precisa ser reforçada por aquilo que ela
impede de desabar.
A atração para Cristo produz uma
simplicidade que o orgulho considera
humilhante.
ser salvo por outro, justiça de outro,
vestido por outro, ser amado por causa
de outro.
E
há uma terceira parte nessa atração, ã,
da vista para a fé.
Há pessoas que vivem apenas dentro do
alcance dos sentidos.
E é óbvio que quando elas começam a
discutir o o humanismo secular, o
humanismo secular diz que a vida é só a
vida dos sentidos. Não existe nada mais
do que isso. Todas as coisas que você
acha que é mais do que um processo
biológico,
está errado. Ah,
então nós confiamos naquilo que podemos
medir, ver, tocar, prever e o bom senso,
a experiência acumulada, a força dos
recursos eh disponíveis, as capacidades
neurais.
Então Deus começa a ensinar outra
maneira de andar. Fé.
Fé não tem nada a ver com desprezo pela
realidade criada, mas é uma dependência
daquele que é real, mesmo não sendo
parte das coisas criadas.
Você foi atraído
de da vista para fé. Paulo diz: "Não
vivemos por vista, mas por fé". Ele tá
dizendo o seguinte: "Não vivendo pelos
recursos naturais,
não estou falando de paz, de recursos
naturais, de amor, de recursos naturais,
de alegria de recursos naturais. Não
estamos falando sobre isso. Se alguém
acha que isso que estamos falando, essa
pessoa não entendeu absolutamente nada.
Quando a tribulação chega,
qual braço seu coração procura primeiro?
É isso. Com benignidade eu te atraí.
Essa é a terceira coisa. Você consegue
clamar ao Deus
que não vê ou que você vê mais real para
você do que o que você não vê. Por que
que alguém pode dizer assim: "Eu não
posso viver sem o amor dessa pessoa".
Porque ela vê. Ela está dizendo o
seguinte: "Você pode estar me dizendo
que Deus pode me amar com amor eterno,
mas eu não vejo." O que a pessoa tá
dizendo para mim simplesmente é que ela
é incrédula,
que ela vive por vista.
que para ela o que é visto é mais real
do que o que não é visto.
Quantas circunstâncias parecem
contradizer a palavra de Deus, muitas
pessoas se sentem no meio evangélico
para dizer: "Mas você não tá entendendo
esse problema aqui." Ele tá dizendo
simplesmente o seguinte: Deus falou
isso, mas você não tá vendo isso.
Isso aqui é mais real do que o que Deus
disse, porque isso aqui eu vejo. O que
Deus disse eu não vejo. E essa pessoa
acha que realmente
foi atraída por Deus,
mas ela vive dos sentidos.
Por isso ela acha aquilo mais real. A
vida da fé não consiste em fingir que
dificuldades não existem. Ela olha para
o mesmo vale, para a mesma dor, para a
mesma aflição, mas reconhece que aquela
não é a realidade inteira,
que é uma realidade
que não está sendo vista.
mas que é mais real do que o que está
sendo vista.
Há um Deus acima dele. Há uma promessa.
Quando você começa a pensar no mundo dos
sentidos, você tá naquele lugar onde
Eclesiaste diz: "Debaixo do sol". Você
só está debaixo do sol. Que diferença há
entre você e todas as pessoas que estão
debaixo do sol?
Antes você talvez consultasse apenas
probabilidades.
Agora você em vez de gastar mais tempo
com probabilidades, você ora.
Você pode pensar que probabilidades são
mais tangíveis, mas isso é alguém que
não está sendo atraído por Deus.
Quando ele diz que com benignidade eu te
atraí, eu te atraí para mim que não
posso ser visto por você.
Antes o invisível parecia tão distante.
Agora a presença de Deus pesa sobre
escolhas concretas. Os tesouros do Egito
eram vistos, tocados, sentidos.
A beleza de Cristo não, mas a Bíblia diz
que não. Eh, Moisés comparou os dois
para ele.
Isso era tão real quanto o tesouro do
Egito e muito mais valioso.
Isso é atração,
isso é a marca.
Eu te amei com amor eterno, por isso com
benignidade te atraí. A fé não nega
eh
as realidades eh eh que circundam os
nossos eh percepções,
não é? Mas ela se nega a tratar qualquer
coisa dessa como soberana.
E isso aparece especialmente na oração.
Orar é agir como se o invisível fosse
mais decisivo do que o visível.
Sem isso, a oração é um exercício
inútil. Se o invisível não é mais
decisivo do que o visível, porque eu vou
orar.
Cada oração sincera é uma pequena
confissão de que nós estamos enxergando
muito além do que vemos,
muito além do que processos químicos,
bioquímicos,
matéria, átomos.
O coração, então, ele tem uma gravidade.
Essa é a quarta, eu diria, atração. Com
amor eterno eu te atraí.
Ele cai na direção do seu tesouro.
Por isso, uma das evidências mais
delicadas da atração divina é esta:
Pouco a pouco, a alma começa a sentir um
peso do céu, glória, não é? As coisas
começam a ter mais glória, mais peso na
vida. não significa abandonar as nossas
responsabilidades terreno. O cristão
trabalha, cuida da família, prepara
comida, tudo legítimo, tudo necessário,
mas no meio delas existe outro polo,
algo que puxa, algo que tem uma
gravidade maior.
No meio do trabalho
há algo mais importante que o trabalho.
No meio do casamento, há algo mais
importante que o casamento.
No meio das relações, há algo mais
importante do que ela. No meio da saúde,
há algo mais importante, algo que tem
uma gravidade maior, tem um peso maior,
tem uma glória maior.
Porque o Sol tem uma glória maior que a
Terra, a Terra está presa a ele.
Então, no meio da perda,
aparece uma saudade que tem mais glória
de uma realidade do que
aquilo que está sendo perdido.
Essa é a quarta dimensão aqui. No meio
do culto, às vezes surge o pensamento,
eu quero ver mais da sua glória.
Isso é mais do que um desejo abstrato de
uma vida melhor depois da morte.
como Moisés.
O céu cristão não é o lugar onde os
problemas terminam, é o lugar onde ele
Cristo é visto perfeitamente.
Por isso, o coração que foi atraído para
ele começa a desejar estar aonde ele
está.
Com amor eterno,
eu te amei. Por isso, com benignidade eu
te atraí. É maravilhoso pensar nisso.
Como eu disse, acaba com aquelas
perguntas. Como eu vou saber se fui
eleito, se não fui eleito? Há um elo
entre a terra e o trono. Você não vê,
mas sente seu movimento.
A ciência não sabe nem o que é a força
da gravidade, mas ela é real.
Não a vemos, não sabemos que força é
essa. Não sabemos porque funciona assim.
Só sabemos que funciona.
Cristo puxa a outra extremidade. A alma
ainda presa a tarefas, fraquezas, lutas,
fraquezas, sim nosso corpo. Eh,
onde está o tesouro? Essa pergunta pode
ser respondida pela direção dos desejos
mais profundos.
Pode trabalhar com intensidade, sem
esperar que a carreira tenha o peso
e a glória que o mundo acha que tem.
Isso muda.
Você não espera isso. Você pode admirar
a beleza sem pedir que a beleza criada
substitua o criador e diga que você só
pode ser feliz se aquela beleza for
mantida.
A atração para o céu não destrói a
capacidade de nós desfrutarmos a terra.
Nos livra do peso de tornar essas coisas
aquilo que cria em nós medos,
ansiedades,
falta de paz. Por isso, a saudade
e o desejo de estar com Cristo, que é
muito melhor, não é um desprezo da
criação, é colocar cada coisa na sua
ordem de grandeza.
E
chegamos
à maneira da atração. Ele atrai. Então
essa é a marca. Se ele amou com amor
eterno, ele atrai. Mas ele atrai como
aquela ideia que muitas pessoas que não
conhecem nada do evangelho, no meio
evangélico, dizem: "Então, quer dizer, o
cara é eleito, o cara é empurrado para o
céu, o outro queria ir pro céu, não
pode." Não é verdade.
Qual é a marca da atração?
Qual é a marca que leva essa esse esse
desejo por Cristo? Com benignidade eu te
atraí.
Essa é a marca. A palavra muda o clima
inteiro. Deus não descreve aqui um povo
arrastado pelo medo, pelo terror,
pela obrigação,
pelo peso,
pelo desgosto de ter que abandonar
coisas. Ele é atraído, mas Deus só atrai
de uma forma, com benignidade.
Ah, na verdade, toda a religião, ela é
sustentada pelo medo.
Pessoas fazem o que não amam fazer, mas
porque elas têm que fazer.
Obediência
é externamente correta, mas
isso não é atração que Jeremias está
dizendo. Você vê
eh é simplesmente algo e eh externo no
que diz respeito a qualquer coisa que
não sejam.
Você
pode estar correndo na mesma direção de
algo com outra pessoa e haver motivos
completamente diferentes que estão te
atraindo para aquilo. Então, é possível
estar perto de Deus,
perto das coisas de Deus. E é óbvio que
ele não está te atraindo para ele com
benignidade.
Servir por um monte de coisas
diferentes. O centro da fé cristão não é
nenhum tipo de medo,
de peso, de fardo. É por isso que Jesus
disse que o fardo dele é leve, é suave.
Por isso, quando toda a religião de
alguém depende da pressão,
de regras,
de imposições,
aindidade cria uma resposta que
sobrevive quando não há nenhum chicote
que possa ser colocado sobre você.
é afeição.
Existe serviço e existe afeição. E os
dois às vezes aparecem juntos
por fora, mas Deus vê claramente a
diferença.
Se nós somos atraídos pela benignidade,
pela afeição ou não, um servo pode
cumprir cada tarefa pelo salário, o
outro pode permanecer quando o salário
desaparece.
Alguém pode dizer: "Eu fico". Mas chega
uma hora que ele diz: "O que que eu
ganho se eu ficar?
O que que eu estou ganhando com isso?" O
segundo pergunta: "Como poderia
abandonar aquele a quem amo?"
Não é isso que José diz? Como faria
tamanha maldade diante de Deus? O que
ele ia perder era óbvio.
Então você não encontra em Cristo um
legislador poderoso, um Deus poderoso
que pode fazer determinadas coisas. O
amor recebido se torna um impulso de um
amor devolvido.
Você foi atraído pela benignidade.
Ela o liberta de um antigo senhorio.
Deus não cria discípulos como soldados
aterrorizados, porque quem deserta vai
acontecer alguma coisa. A graça soberana
não é uma violência contra a alma, é uma
conquista.
Você
sabe quando algo te conquista
ou quando algo te obriga?
Deus atrai quem ele amou eternamente,
mas atrai com benignidade.
Isso é maravilhoso.
Então, o serviço que acontece mudou de
tom. A pessoa ora não apenas porque ela
tem que orar, senão o que que vai
acontecer com a vida dela?
Mas porque ela começou a conhecer alguém
com quem ela deseja realmente há uma
atração benigna
para aquela pessoa.
Deus se tornou bem. Benignidade é uma
palavra que merece ser contemplada
lentamente. Você vê, é só uma frase, é
só um, um versículo, mas como cada
palavra precisa ser olhada e eh devagar,
seria um enorme,
porque benignidade não descreve uma
fraqueza em Deus.
Não é uma indulgência.
Ah, a gente às vezes pensa nessas coisas
como indulgência. Alguém está fazendo
coisas horríveis, mas eu deixo para lá
porque eu sou benigno, porque eu a
porque eu a amo. Não, não, não é
gentileza que ignora o pecado. É uma
doçura da graça de um Deus absolutamente
forte.
Talvez por isso seja tão difícil
encontrar uma comparação adequada no
nosso mundo, não é? Pense numa pedra. eh
eh preciosa, imensa, cercada por ouro
puro, brilho, firmeza, tudo junto.
Beleza que não é frágil, ternura que não
é estável. É isso que é benignidade de
Deus. Não há nada de fraqueza nela.
A habidade de Deus possui essa
qualidade. Ela chega ao pecador sem
depender de qualquer valor que o pecador
possa ter,
porque ela é autossuficiente.
Ela só corre obrigada a socorrer, porque
ela não é obrigada a nada. Ela
persevera,
não abrindo mão da sua santidade para
estar com os objetos do seu amor. Ela
chama e atrai sem tornar o pecado de que
ela está atraindo aceitável para ela.
Ela conquista, mas ela não manipula, não
mente,
não exagera.
Há pessoas que imaginam que somente o
terror consegue produzir seriedade, mas
o amor de Deus pode penetrar mais fundo
que o medo. Ele nos atrai com begnidade.
A benignidade acrescenta outra pergunta:
Como farei tamanha maldade? É porque
você enxergou tamanha benignidade.
É que essa eh eh
essa resposta de José chega aos lábios.
O pecador perdoado olha para a cruz e
encontra ali uma razão para odiar aquilo
que custou algo tão precioso. Ele não
consegue ver benade maior do que Deus
pregado no madeiro
pelas suas próprias iniquidades.
Isso torna tudo mais doce. Deus não foi
enganado por nossa aparência. Ele viu
nossa maldade e monstruosidade.
Ele sabia o que isso custaria.
A doçura da graça não nasce da
ingenuidade divina, porque ele era meio
ingênuo amor alguém como eu, que não tem
valor nenhum. Não, não há nenhuma
ingenuidade. Isso torna a resposta do
crente ainda mais pessoal. Ele sabia e
ele foi benigno.
Ele viu a maldade.
Ele conheceu minha maldade melhor do que
eu conheço e ele foi benigno.
Há pecados que nós mesmos não gostamos
de encarar em nós.
Mas a beninidade conhecia eles e começou
a nos atrair, nos puxar. Por isso ela
humilha e cura ao mesmo tempo,
em vez de só humilhar e trazer
desespero.
Quando o texto pergunta se fomos
atraídos, uma consciência sensível pode
transformar imediatamente essa pergunta
em sou perfeita. A resposta vem depressa
demais para nós. Não. Logo a alma
conclui que nada verdadeiro aconteceu.
Porque há essa
essa coisa na natureza não regenerada do
homem que não consegue enxergar nada que
realmente
tem acontecido, que não dependa dele de
alguma forma.
E
agora essa benignidade de ter visto tudo
e ter me atraído faz eu confessar as
coisas sem dar outro nome para elas. Eu
sei que ele as viu e com benignidade ele
me atraiu.
E
você vê que se nós fôssemos realmente
ver a anatomia desse versículo,
nós não precisamos de mais nada para
lidar com qualquer coisa na vida ou na
morte.
E há realmente pessoas no reino de Deus
que dizem que a palavra não é
suficiente. Eu digo que um versículo é
suficiente.
Você foi atraído.
Você pode não ver o vento, mas você vê
as árvores balançando.
Você foi atraído do pecado para a
santidade, de si,
para Cristo,
de vista e percepções sensoriais para a
fé da terra para o céu. E como aconteceu
essa atração? Você pode dizer: "Eu fui,
mas como foi? Fui por terror? Foi por
medo? Foi por pressão?
Foi por conveniência?
Foi por hábito? ou existe uma beinidade
que dirigiu todo esse movimento?
Quando você pensa em Cristo, ele é
apenas uma solução jurídica, uma
justificação para sua culpa,
uma solução jurídica para um problema
teológico ou existe afeição,
o amor dele nos constrange. Isso é uma
atração benigna, não é?
Talvez nossa experiência seja irregular.
Há dias em que o amor parece mais
ardentes e dias em que eh
você só pode dizer: "Senhor, eu creio.
Ajude-me na minha incredulidade". Porque
você crê, mas vê quão deficiente ainda é
isso, mas ainda está lá. ainda é
verdade.
Então, guarde isso. Quando alguém falar
para você se a Bíblia é suficiente para
sua alma,
veja quão ridícula é a pergunta. Um
versículo é suficiente para nossa alma,
ouvindo tudo, eh,
toda riqueza aqui, amor eterno, atração,
benignidade.
Então, dentro de você existe apenas um
suspiro.
E esse suspiro produzido por essa
bondade é a marca indelével
de que
eu fui amado com amor eterno e por causa
disso, com benignidade, Deus me atraiu.
Há muitos enganos que são imediatamente
corrigidos aqui.
Deus nos atrai. Nos atrai com
benignidade, nos atrai porque nos amou.
Quem acredita no que Deus diz, não tem
nenhuma dificuldade com a eleição, com
eh o fato de Deus fazer com que seus
filhos perseverem.
O pecador eh
não é mais rápido, não é mais capaz, não
é mais nada do que Deus. Ele sabe que a
obra de Deus é totalmente eh eh eh
suficiente, toda poderosa.
A morte de Cristo é suficiente, a
expiação de Cristo é suficiente, a
justificação é suficiente. Não há nada
que ele possa olhar para Cristo e dizer:
"Talvez isso não seja suficiente".
Então, a transformação que
experimentamos não foi uma mudança de
opinião de uma para outra, é uma mudança
de senhorio. Ele me atraiu e eu segui.
Mas eu não segui porque
foi só porque a atração dele era essa
atração
maravilhosa.
Eu não fui atraído e o segui porque fui
obrigado, mas porque sua atração era
benigna, era com benignidade. Ele atrai,
nós seguimos. Ele chama, nós
respondemos. Ele torna a Cristo
desejável, nós desejamos.
Nós abraçamos. A graça não torna
desnecessária nenhuma das coisas que ela
produz. fé, arrependimento,
eh
anseio. E quando olhamos para trás,
percebemos que aquilo que parecia ser
apenas a nossa busca por Deus foi só
porque, sendo amado na eternidade, com
benignidade ele nos atraiu. Com amor
eterno te amei. A gente primeiro vê ao
olhar pro versículo todo, no início a
gente vê o benefício. Com amor eterno te
amei. Depois a gente vê a evidência. Por
isso, com benignidade te atrair. As duas
partes nunca devem ser separadas. O amor
de Deus explica a atração irresistível
que eu sentir por Cristo.
Uma verdade que está na eternidade e a
outra que aparece na história da minha
alma. Mas a história da minha alma
depende totalmente de algo que aconteceu
na eternidade e nunca o oposto. Há uma
causa mais antiga do que eu, mais antiga
que o tempo, mais antiga que a
eternidade. Eu fui atraído do pecado
para a santidade, de mim para Cristo, de
vista para a fé, da terra para o céu.
Não perfeitamente ainda, mas realmente.
E fui atraído não apenas
por temores, mas por benignidade.
Então, nossa alma pode respirar.
Respirar onde? Em qualquer ambiente, em
qualquer lugar, em qualquer situação da
Bíblia. Então, pegue esse versículo. É
difícil guardá-lo?
Com amor eterno te amei. Por isso, com
benignidade te atraí. Então, guarde
isso. Isso é suficiente para todos os
dramas da alma.
na vida e na morte. Agora, se alguém me
pergunta se a Bíblia inteira é
suficiente,
se um verso,
se o eu dessa frase quer dizer tanto,
se o ti
muda tudo porque está falando de alguém
individual,
se o amei, é tudo que é porque é eterno.
cada uma dessas coisas que foi sendo
acrescentada, por isso a razão, a causa
não foi você, foi esse amor eterno. E
por isso eu te atraí.
Ah, mas ele me levou, eu não queria, mas
o amor dele me obrigou te atrair com
benignidade.
Se tanto tesouro tá escondido num verso
da Bíblia, a Bíblia é realmente
suficiente para a vida e a piedade do
início ao fim. Vamos orar. Yeah.

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