Aconselhamento Bíblico (Podcast com Sacha Mendes, Ari Langrafe e Leonardo Langrafe)
06/09/2026
Aconselhamento Bíblico (Podcast com Sacha Mendes, Ari Langrafe e Leonardo Langrafe)
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Fonte: Escola Charles Spurgeon
Legendas automáticas:
Olá, seja bem-vindo ao podcast da escola Charles Spuron. Vamos, vamos tratar hoje de aconselhamento bíblico. Eu quero começar dizendo o seguinte: há alguns anos, uma pesquisa perguntava onde as pessoas procuravam ajuda quando a vida desmoronava. Alguns responderam na internet, outros nos amigos. E o que mais me preocupa e talvez seja a resposta mais assustadora era em ninguém. E nunca tivemos tanta informação, tantos especialistas, tantos coaches, tantos psicólogos, mas também nunca vimos tanta solidão. O que é interessante que a Bíblia apresenta a uma resposta curiosa. Ela não diz simplesmente: "Procure um profissional, nem resolva isso sozinho". Sabe o que ela diz, Leonardo? Aconselhai-vos uns aos outros. E o aconselhamento não aparece como um ministério reservado a poucas pessoas. Ele aparece como parte da vida normal da igreja. E é exatamente sobre isso que vamos conversar hoje. Eu sou o Arilan Graf Júnior, de um acadêmico aqui da escola Charles Spuron. Comigo está pastor Leonardo, mestrando, terminando mestrado em aconselhamento bíblico pelo logo. Seja bem-vindo, pastor Leonardo. >> Ob. >> Ótimo. E o nosso convidado de hoje é pastor Alexandre Mendes. Saas, seja muito bem-vindo. >> Olá, obrigado. É um prazer e uma alegria estar com vocês hoje no podcast nesse episódio tão especial. >> Prazer é todo nosso. Sa, fala um pouquinho do seu ministério pra gente. >> Com certeza. Eu sou pastor na Igreja Batista Maranata, em São José dos Campos. também atuo como professor em algumas instituições. Recentemente nós fundamos o seminário a foco, seminário online, onde também leciono algumas matérias de aconselhamento bíblico e também ajudo, leciono no Charles Spongelion, na matéria também de aconselhamento bíblico. Uma alegria estar com vocês aqui. e entre outras coisas a conteúdo de internet, essas coisas devocionais, canal do YouTube, a recursos aí pro pessoal, justamente nessa área, área de aconselhamento bíblico. >> Uau! E a pastor, aconselhamento bíblico, eu lembro a primeira vez que eu ouvi do Saasha, eu acho que eu tava na, era a segunda conferência de aconselhamento bíblico pela ABCB, foi a primeira que foi em Águas de Lindóia, foi a primeira. A primeira tinha sido em São Paulo, a segunda, e alguém falou para mim assim: "Ah, olha, tá lá na Fate, né, na lá em nos Estados Unidos, o o Sax". Eu falei: "Quem que é esse russo, né, que tá lá, né? Quem que é esse russo que está estudando aconselhamento bíblico lá? E você não poôde vir aquele ano, mas o outro ano eu vindo aí, eu conheci você, a gente teve uma, tem uma boa amizade. Faz quanto tempo que você tá ah estudando? e trabalhando com aconselhamento bíblico. >> Sim. A minha exposição ao aconselhamento bíblico aconteceu durante a adolescência, quando minha mãe estava estudando aconselhamento bíblico. >> Uau, que legal. >> Então, eu cresci ouvindo sobre o termo, ouvindo alguns eh recortes de aulas, né? Ah, relatos dela. E eu sempre entendi aquilo então naturalmente como defô. Esse é o padrão, essa é a forma como as pessoas cuidam das outras por meio da palavra de Deus. Aquilo fazia muito sentido para mim, né? >> Então ali foi meu primeiro contato. Depois, quando eu fui estudar a no seminário bíblico Palavra da Vida, eh no meu primeiro ano, foi um ano só de estudo intenso da da palavra de Deus no Instituto Bíblico, foi quando eu tive a primeira aula de aconselhamento bíblico formal. >> Uhum. E aquilo para mim só foi mais um passo naquilo que já tinha sido semeado na minha adolescência. No final daquele ano, em 1999, eu fui para uma conferência de aconselhamento bíblico no Palavra da Vida, que era Dr. David Paulon, Dr. Edwelt, os dois. >> Uau! >> E ali a cabeça abriu de vez, né? Eu falei assim: "Olha, eu não sabia ainda o que o Senhor tinha para mim em termos de vocação pastoral, mas alguns ensaios já começavam pipocar na minha cabeça e eu falava assim: "Se é para cuidar de gente, é dessa forma aí, né?" >> Uhum. >> Então, foi assim o meu ingresso no aconselhamento bíblico, né? foi naturalmente desde cedo em casa e depois nas minhas primeiras investidas ministeriais já com essa formatação. E então seguiu-se o treinamento >> e aí são praticamente 28 anos >> por aí. Por aí. >> Que joia. Então vamos lá. Vamos começar aí falando então por falar sobre aconselhamento hoje. Vamos lá, pastor. Quando você olha paraa igreja brasileira e você tem viajado, tem estado em vários estados do Brasil, qual o maior desafio quando pensamos em aconselhamento? >> Sim, eu acho, Ari, que hoje nós vivemos uma crise de confiabilidade na autoridade, na suficiência das escrituras, né? Pela graça de Deus, nós abraçamos no meio conservador a inerrância da Escritura, né, a autoridade da palavra em tantos aspectos, mas parece que quando chega no ministério um a um, nós somos intimidados pelo discurso do mundo, nós somos intimidados por a cientificismo e acabamos dando um passo para trás no ministério particular da palavra, né? Então eu vejo que hoje nós temos essa crise de confiança. Parece que a gente precisa amadurecer na compreensão daquilo que a palavra de Deus chama de dela, da sua jurisdição. E assim como nós estufamos o peito com coragem, ousadia do púlpito, também fazer isso a partir do gabinete, também fazer isso a partir de uma xícara de café no uns aos outros, né? Ah, no ministério particular da palavra de Deus, né? Então eu vejo essa crise de confiabilidade ou de compreensão de que a abrangência do ministério da palavra é profunda, né? Muito profunda. >> Especialmente por e quando o pastor coloca essa questão das da batalha que a gente tá enfrentando agora, ah, e falar de confiabilidade é falar de suficiência das escrituras. >> Ah, se a gente pegar do século XVI, >> século ah, século XVI é muito é é muito muito tardo, século XIX, século XX. Então a gente a gente venceu a batalha da inspiração, por exemplo, né? Quando a gente estava discutindo se a Bíblia era inspirada, todo movimento liberal que chegou, a gente venceu essa batalha. Eu acredito que a Igreja Brasileira hoje >> consolidou muito isso. Ah, depois veio a inerrância. A gente enfrentou os desafios da inerrância, ah, do texto bíblico, mas a suficiência ainda parece que as pessoas ainda ficam naquela, não, a Bíblia é bom, né, mas falta alguma coisa. Parece que ela ela precisa, alguns até dizem que ela precisa ser atualizada, por exemplo, absurdos como esse que a gente ouve, quando na verdade ela é suficiente, a gente pode confiar nela. >> Joia, pastor. >> E você acha que existe uma tendência no de terceirizar o cuidado o que a gente tem sobre as pessoas? >> É, eu diria, Léo, que não só uma tendência, mas uma prática deliberada, né? Nós vemos e a própria convivência com pessoas, a gente vê isso o tempo todo, porque cuidar de pessoas dá trabalho, né? E dá um trabalho não só que demanda tempo. Eu acho que com relação a isso talvez seja o o menor dos trabalhos, né? Mas há um custo emocional, né? Há um custo de ficha ministerial, né? Ah, que se deve investir no cuidado de pessoas e que a tendência acaba sendo terceirizada. Então você soma uma crise de confiabilidade na suficiência das escrituras com o custo de cuidado de alma e você tem acho que o ambiente perfeito para essa terceirização das ovelhas do Senhor Jesus, né? Ah, no cuidado daquilo que a Bíblia chama para si. >> Sim. É o que a gente ouve também muito sobre o profissional também, né? Isso tem sido uma coisa bem forte quando a gente ah, eu preciso de uma ajuda profissional. >> Hum. >> Total, né? E aqui entra uma discussão interessante, né, importante de se ter também, de que nós precisamos definir os limites desse profissionalismo, né? Porque ninguém aqui, eu acho que a gente concorda, né? Se você tá falando de a de uma doença orgânica detectável num exame clínico, laboratorial, de imagem que seja, né? Você entende a necessidade de um profissional da medicina, né? Mas a coisa fica nebulosa quando não é disso que nós estamos tratando. >> Uhum. Nós estamos falando de descrições de fenômenos metafísicos que t inclusive a sua a expressão física, mas cujo origem a palavra de Deus descreve no coração do homem. >> E é nesse sentido que nós vemos que a palavra de Deus determina, coloca uma jurisdição a qual nós estamos nessa crise ou numa confusão, crise de confiabilidade ou confusão do que é a jurisdição bíblica, né? confundindo o cientificismo com tudo isso. E aí, ah, tem essa terceirização aí, tem essa profissionalização da coisa, né? >> E aí que a situação se complica, né? Porque a gente fala de terceirização, de profissionalização. E o que que isso acontece também dentro desse fenômeno que o pastor colocou de confiabilidade, ah, e de também do custo, né? E cada um dos pastores estão nos ouvindo aqui, líderes estão ouvindo, entende esse custo de ajudar pessoas, né, de você tá investindo a no aconselhamento. E aí é uma tendência de você sobrecarregar poucas pessoas. Sim, pastor, por exemplo, e tem igrejas que todo mundo tem que conversar com o pastor, >> então o pastor acaba gerindo, de certa forma todo o aconselhamento da igreja, porque ele é pouquinho o profissional ou que chega mais perto, né, do profissional. E aí isso traz uma sobrecarga, uma sobrecarga. Como que você diria para alguém, pastor, que pensa o seguinte: "Não sou pastor, não posso aconselhar ninguém". >> É. Ah, a gente tende a enxergar essa dinâmica do aconselhamento dentro de uma visão que é comum, que impera no espírito da nossa época, né? Quando a gente fala de aconselhamento, rapidamente a gente pensa a figura de um especialista. >> Uhum. uma mesa e um cliente. O especialista de cima para baixo dá orientações que o cliente não tem. Ah, e ele vai seguir e vai resolver um problema de profunda dor emocional e assim por diante. Aí, quando a gente escuta a palavra aconselhamento, lê na palavra de Deus a palavra aconselhamento, nós importamos essa dinâmica, esse modelo, ou melhor, nós impomos essa dinâmica, esse modelo sobre o o uso desse termo na escritura. Mas o desafio é a gente deixar com que o texto nos informe o que é de fato o aconselhamento. E o Novo Testamento não emoldura o aconselhamento justamente nesses termos. Transcende isso. Você vê que é um termo usado para descrever a relação entre irmãos, o ministério da palavra entre irmãos. O aconselhai-vos mutuamente, admoestando uns aos outros. E você vê que o termo é usado para descrever uma dinâmica muito mais ampla do que um especialista ajudando um cliente, não é? Você vê um relacionamento de mutualidade, >> uau, >> de pessoas que receberam a palavra de Cristo. A palavra de Cristo está habitando ricamente no seu coração. Ela foi proclamada por meio de um um pastor, de um pregador, alguém que tem essa função de equipar os santos pro trabalho do ministério. Aí a gente já vê que isso começa aar muitas passagens. Efésios capítulo 4, Colossenses capítulo 3. E então, com a palavra de Cristo habitando ricamente no seu coração, eles estão instruindoos aos outros, admoestando uns aos outros. Ou seja, alguém que não se enxerga como parte dessa rede do ministério da palavra, está se privando dos ministérios de mutualidade, está entupindo as veias da igreja, onde o sangue da palavra, vamos usar assim a a metáfora, né? vai criando vida, não é? Então é travado o negócio porque a gente especializou a coisa. >> Uhum. [limpando a garganta] >> É simplesmente um especialista falando para um cliente quando a palavra de Deus descreve de uma forma muito mais abrangente. E aí entra também, eu qualifico essa fala, de que existem situações de aconselhamento que vão exigir uma alta dose de ensino. Aí nesse sentido, sim, não é para todos. Thago até nos admoestra, né? Não sejam muitos entre vós mestres, né? Então, sim, tem situações em que vai exigir alguém dotado de ensino, conhecimento, misericórdia, porque vai exigir uma paciência, um tempo, né? E às vezes não vai ser nem a figura pastoral que vai fazer isso, porque o pastor tem outras demandas que não também o aconselhamento, né? >> Sim, com certeza. Poxa, coisa boa a gente entrar agora no texto bíblico. Pastor citou alguns textos aí e eu quero me aprofundar um pouquinho, Leonardo, sobre essa questão do fundamento bíblico. Eu tenho pregado em Romanos aqui já há um certo tempo. E depois do apóstolo Paulo expor as principais doutrinas da graça, né, a gente entra no capítulo 12, então na num aspecto muito prático da igreja, tratando conflitos, tratando relacionamentos. E quando chega no capítulo 15, que é um dos meus prediletos, ele diz o seguinte: "Vós mesmos estais cheios de bondade, cheios de todo conhecimento, aptos para aconselhardes uns aos outros". Eu quero começar pensando nesse aptos para vos aconselhares. Diz: "Eu não sei aqui, pastor, se ser apto, e o pastor vai me ajudar agora, eh, uma pessoa apta alguém cheio de bondade, cheio de conhecimento, e aí ela se torna apta ou se cheio de bondade, cheio de conhecimento e apto seria uma outra coisa. O que que seria esse ser apto para vos aconselhar? que existe uma aptidão. O texto tá trazendo o que é ser apto para aconselhar. >> É o o que eu acho fascinante antes até de entrar nessa da gente esmiuçar essa parte, né? >> Nós estamos falando do apóstolo Paulo que não conhecia pessoalmente os romanos nesse momento em que ele escreve Romanos capítulo 15, né? Ele ainda anseia por visitar e estar com esses irmãos. >> Da onde veio essa certeza, né? Essa certeza não pode ter sido vinda, né, simplesmente de atestar que não, eu fui lá em Roma e vi no gabinete do pastor um diploma ou fui na casa dos irmãos e vi que eles têm pastas de cursos informais de treinamento. Ouvi que eles leram livros sobre isso, né? E eu vejo que essa certeza que o apóstolo Paulo desenvolve, ela tá fundamentada no próprio capítulo 15 lá no no versículo 4, né? quando ele fala da palavra de Deus que nós vamos perseverar e que ela foi escrita pro nosso ensino e aí nós vamos ter esperança. E no versículo 13, quando ele fala do poder do espírito, então essa aptidão ela não estava necessariamente fundamentada e construída numa confiança sobre os romanos, >> mas no fato de que os romanos tinham acesso à palavra de Deus e aos recursos espirituais no poder do espírito. E isso motivava o apóstolo Paulo a uma certeza que vai além do instrumento. E aí, voltando a crise de confiabilidade, né? Nossa confiança no aconselhamento não se restringe à nossa habilidade. Aqui tem uma tensão. A gente não pode confundir suficiência das escrituras com competência do conselheiro. >> Uhum. >> Uma coisa é a gente dizer suficiência das escrituras, amém. O que cabe a nós? Manejar bem a palavra de Deus, né? A aprender a usar a palavra de Deus, certo? Por outro lado, a nossa aptidão ela flui de um pressuposto, uma convicção. A palavra de Deus tem respostas. Vocês são pastores, vocês já devem ter se deparado com situações que você ouviu e você por dentro estava. Uau. >> Uhum. >> Da onde vamos daqui em diante? Só tem um lugar que te mantém firme ali. A palavra de Deus. >> Uhum. A palavra de Deus vai agir e eu vou estourar uma pipoca e vou ver isso aqui no banco da frente, né? E aí ainda todo um processo de amar o custo, né? De relacionar-se, etc. Então eu vejo que o apóstolo Paulo aponta para essa aptidão que transcende a performance dos romanos. Está baseado na convicção de que eles têm a palavra. Ele acabou agora, como você disse, né, nos primeiros capítulos, ele expõe com profundidade aspectos teológicos. Ele garantiu que eles estão cientes da palavra de Deus e agora ele expressa também a convicção no poder do Espírito Santo. E uma vez que eles têm esses recursos, o que mais lhes faltam? Agora eu estou convicto de que o que vocês têm tornaram vocês aptos para admoestar uns aos outros, né? >> Aptmoestar no contexto do Novo Testamento, não é? Agora você é um especialista dos problemas emocionais, né, que o DSM tenta descrever e etc. Aí começa um monte de confusão que as pessoas fazem, né? Ah, vocês são muito simplistas, colocando dessa forma, não é simplista, né? A palavra de Deus, ela é simples, mas ela é muito profunda, porque agora a palavra de Deus vai descrever nossa realidade nos termos dela. E essa é a realidade que o Senhor quer que a gente enxergue. >> Uau! Então, a gente pode afirmar então que o aconselhamento não é uma responsabilidade de alguns, é uma responsabilidade da igreja. >> Uhum. >> Com certeza. E aí a pergunta que segue é: você como parte da igreja, de que maneira irá contribuir com isso, né? É a mesma coisa com relação evangelismo. Nós podemos dizer que o evangelismo, fazer discípulos, é uma responsabilidade da igreja. E é óbvio que todos que estão fazendo parte da igreja contribui de formas diferentes, mas todos eles de alguma maneira vinculado ao ministério da palavra. Alguns vão ser de fato, né? Vai subir no púlpito, vai ter ah, enfim, uma uma exposição maior, né? Ah, simplesmente porque o Senhor distribuiu dons diferentes, de forma diferente, com intensidade diferente. >> Uau! Então, pastor, quando a gente fala em aconselhar biblicamente, o que que significa? Vamos tentar sintetizar, né? Porque a gente, algumas pessoas podem entender aconselhamento como dar uma opinião, que você acha disso e tem muito, né, disso. Ah, ou ler um versículo bíblico, né? Alguém me falou uma vez, nossa, eu pedi um conselho, daí a pessoa todo dia me mandava um versículo bíblico, >> cheio de [risadas] promessa, né? Junto com bom dia. Bom dia, com bom dia. E aí, ou significa ou significa, né? O pastor colocou essa questão da palavra, do poder do espírito, do relacionamento. Agora, como que a gente sintetiza isso em aconselhar alguém? >> Uhum. Sim. Perfeito, né? Ah, lá em Colossenses capítulo 1, 28, né? O apóstolo Paulo tá, eu creio que ele tá descrevendo ali algo que eh é quase como a sua filosofia ministerial, né? Ele como apóstolo, separado por Deus para revelar um mistério. E aí depois desse ministério revelado Cristo Jesus, ele anuncia, o qual nós anunciamos. E aí ele vai colocar dois particípios para qualificar essa ação presente, né, de anunciar Cristo, >> que é >> ensinando a todo homem e advertindo a todo homem. >> Uau! >> Esse advertindo é a nossa palavra para aconselhamento, descrevendo a tarefa de anunciar Cristo. E nós começamos a ver de que o aconselhamento ele nunca é usado para os dramas emocionais das pessoas. a gente acabou eh eh colocando a coisa dentro de um ambiente terapêutico, embora tenha esse, a gente pode até falar mais sobre isso depois, né? Tem esse lado, né? A esse subproduto, mas a coisa não é tratada aí. A coisa é tratada dentro do ministério da palavra. A coisa é tratada dentro de anunciar Cristo Jesus. >> Uhum. E aí a forma como nós anunciamos Cristo Jesus é ensinando sobre Cristo e aconselhando sobre Cristo. Eu tenho um aspecto formativo e eu tenho um aspecto corretivo em toda a sabedoria. Depois lá no capítulo 2, versículos 3 e 4, o apóstolo Paulo define o que que é essa sabedoria. Essa sabedoria, ela está oculta na mente de Cristo. Não é toda e qualquer proposta do saber humano. >> Uhum. >> Ela tá ali. É o conhecimento de Cristo. E o a expectativa é que o produto seja o quê? Para que todo mundo seja encontrado perfeito em Cristo Jesus. Então o aconselhamento não é estou ansioso, me ajude a me sentir melhor, isso é o problema apresentado. Mas via de regra, o problema é outro. Esse indivíduo não se parece com Cristo, como todos nós nesse lado da eternidade estamos na luta. >> E isso se resolve quando a gente for contemplar o Senhor. E todos nós que temos essa esperança purificamos a nós mesmos. Então, o meu papel é ministrar a palavra, a fim de que ele seja purificado por ela. Cristo seja formado nele por meio do ensino e da repreensão, por meio do ensino e do aconselhamento na mente de Cristo, para que ele cresça a semelhança de Cristo. que eu vou dizer, se ele estiver crescendo a semelhança de Cristo, ainda que as aflições emocionais perdurem por um tempo ou por um longo tempo, ele está cumprindo um propósito, ele está crescendo a glória de Deus, né? Ainda que os problemas conjugais estejam ali eh pegando fogo, se eles estiverem crescendo a imagem de Cristo, isso vai sendo ser resolvido, né? E aí a gente vê que os problemas apresentados não são o carro chefe, Cristo é. E aí que entra a diferença distintamente do aconselhamento bíblico. Cristo é a mensagem, é o ministério particular da palavra de Deus. >> Tô sem palavras, pastor. Fenomenal. Isso. Sabe por quê? Porque às vezes as pessoas, talvez o o resultado do aconselhamento, eu estou mais parecido com Cristo, né? Tô mais semelhante a ele. Porque esse é o propósito. Romanos vai trazer isso. Isso. >> E a gente perdeu o encanto dessas coisas. a gente não se encanta mais. >> Talvez não é, eu tô menos ansioso, eu tô menos isso, eu tô mais isso, >> talvez é é Cristo mesmo. Eu tô mais parecido, porque se a gente tiver mais parecido com Cristo, ah, o resultado vai ser melhor do que a gente pensa, melhor do que que a gente pode até imaginar do que é >> Uhum. o o nosso propósito quando a gente busca o aconselhamento bíblico. >> E ainda que as coisas não mudem em termos do propósito do problema apresentado, como você colocou, nós vemos situações em ambos os espectros, em ambos os lados na palavra de Deus, né? Ah, por exemplo, o apóstolo Paulo pediu várias vezes, Senhor, tem misericórdia, tira de mim esse espinho da carne, não. A minha graça te basta >> ao ponto dele encontrar prazer nas suas fraquezas. >> Uhum. Porque isso revelava para ele Cristo, >> a grandeza de Cristo. >> Se a gente não abraçar o objetivo da fé cristã pro aconselhamento, nós vamos ficar nesse eterno debate tentando provar que o aconselhamento bíblico é uma versão superior de terapia. Esse não é o debate. Esse não é o debate. O debate é é segundo Cristo ou é segundo os rodimentos do mundo. >> Uhum. É, essa é a questão, essa é a questão que todo crente deveria se preocupar. Eu estou fazendo segundo a vontade do meu Senhor ou estou fazendo segundo o mundo, né? E às vezes a gente fica, não é fé ou ciência? Essa não é a pergunta. A gente acredita na ciência. >> Uhum. >> E também nas suas limitações. >> Sim. e também e a gente reconhece as suas falhas, mas a gente também clama na palavra de Deus que ela permanece para sempre, sua jurisdição. Então a pergunta é: segundo Cristo ou a segundo o mundo? >> Ao adentrar o aconselhamento, Leonardo, eh, falar: "Eu tô disposto a me parecer mais com Cristo ou não, né? Eu só quero resolver um um desconforto meu ou um algo que tá me afligindo, uma aflição que pode ser verdadeira, mas no final, ao buscar o aconselhamento bíblico, o melhor resultado que a gente pode ver é o Cristo sendo formado em nós. >> E somando a isso, muito interessante, que muitas vezes as pessoas pensam em Romanos 8:28, né? Todas as coisas cooperam, mas param ali, né? Quando a gente vai pro 29, você vê o propósito é para que Cristo seja formado >> Uhum. >> No aconselhado. Então eu gosto muito nas sessões trabalhar esse texto inicial e eu falo: "Olha, a ideia é glória do Senhor, se parecer com Cristo, a gente caminhar para isso, não é simplesmente para eu ter conforto, só pros problemas sumirem, alívio, isso, isso é bom e e a gente aconteça e espero que aconte. O objetivo final é Cristo. Então quando a gente alcança isso, isso é sublime, né? >> Sim. E isso no E é interessante isso que você descreveu, Léo, porque isso nos mantém também alinhado, aprumado, ancorado, a até para saber discernir perseverança versus teimosia, né? Porque a gente tem clareza do propósito. >> Qual que é a clareza? Eu quero ver. O apóstolo Paulo, Gálatas 4:19, né? Ele sofria dores de parto até ver Cristo formado neles. Olha a clareza do cara. E aí ele sabia quando ele deveria perseverar no meio das provações, no avanço da causa do evangelho. Por quê? Porque o seu objetivo sequer era autopreservação, era ver Cristo. Então ele pagava o preço. Como a gente não tem essa clareza hoje, a gente recua quando tem que permanecer, a gente fica quando tem que sair fora, porque a gente não tem essa essa essa âncora, Cristo Jesus. E as igrejas estão perdendo isso, os relacionamentos estão perdendo nisso. Então as conversas difíceis não acontecem, porque quando o conforto é o objetivo, sentir-se bem, ter a boa opinião das pessoas, por que que eu vou ter uma conversa difícil? >> Uhum. Bom, ela se faz necessária para que eu veja Cristo na vida desse irmão. Então, eu preciso ter essa conversa, não é? Então, a gente vê que o negócio permeia os nossos relacionamentos de tal forma que nos tira desse dessa visão secularizada, especialista e cliente e nos coloca nessa rede de relacionamento marcado por uns aos outros, né? Guiado pelo Espírito Santo, determinado pela palavra de Deus e que transforma o povo de Deus na imagem do filho de Deus. Amém. >> Precisa ser cristocêntrico o negócio. >> Amém. Todo aconselhamento, né, na igreja, todo o ensino possa apontar para isso. Fenomenal, Leonardo. Sa lá, vamos continuar aí, tá? Ah, acho que a gente vai ter que chegar nesse nesse bloco, pastor. O que não é aconselhamento bíblico, tá? Por quê? Porque talvez, Leonardo, existe muito conselho ruim dentro das igrejas, então a gente tem muita coisa. Ah, e vamos lá, pastor. Vamos pensar ali quais são os erros mais comuns quando a gente fala o que não é aconselho aconselhamento bíblico. Tem alguns aqui possíveis respostas, às vezes aquelas respostas rápidas, >> né, de bate pronto, de corredor, né, ou clichês, né, o cristão não tem depressão e coisas que a gente vê que não sai >> a que a gente que vê aparecendo também textos fora do contexto, né, que >> muitos, >> coitado, Salmo 37. Ah, e tem moralismo, hã, ouvir pouco, que é é uma tendência da sociedade, né, e falar demais, né? Então, a gente tem tudo isso aí, mas pode ser outra questão, né? O o que que seria esses erros mais comuns quando do que trata do que não é aconselhamentos? >> É, eu eu acho que você deu uma uma um bom conjunto de exemplos, né, que a gente vê muitas vezes a estereótipos, ou melhor, caricaturas sendo sendo criadas, espantálios sendo criados do aconselhamento bíblico, que às vezes a gente, eu acho que a gente merece mesmo, né? Porque foi mal praticado, né? foi simplesmente um desejo melhoras com um verniz bíblico, né? Então é quando a gente coloca uma uma camada de versículo bíblico, Léo mencionou agora a pouco, Romanos 8:28, né? Não, não fica assim, porque todas as coisas cooperam para o bem. E aí a pessoa escuta um versículo bíblico, mas o que ela constrói na sua cabeça não é a realidade bíblica. Então o que que ela escuta? Todas as coisas cooperam para o bem. Se esse mal tá acontecendo, é que Deus vai me dar algo melhor lá na frente. Então, perdi o emprego, todas as coisas cooperam para o bem. Fique tranquilo, Deus vai te promover. Daqui um mês você vai ser contratado para ganhar o dobro. >> Uhum. >> Mas esse não é o bem. Você usou um versículo bíblico, mas a realidade que foi criada no coração desse indivíduo não foi ela da palavra. Então, esse é um erro muito comum dos textos usados fora de contexto. E não só dos textos usados fora de contexto, mas quando nós criamos realidades na cabeça do indivíduo usando esse verniz bíblico que foram criadas por motores seculares. Toda vez você senta diante de alguém, você tem algumas perguntas na cabeça. A gente não é um ouvinte passivo por completo. Se você é um conselheiro bíblico, o pessoal fala: "Ah, só tá procurando pecado. Só tá procurando pecado". Tá, não é isso. Mas, pessoal, o pecado descreve muito a nossa realidade caída. >> Uhum. >> Muito. E como cristão, a gente não pode tirar ele de cena. Não pode. Não é? Eu entendo quando o pessoal fala só pecado, só pecado, só pecado. Tá. Qual que é o oposto disso? É não falar de pecado não pode ser, né? Não pode ser. Uhum. >> Porque o pecado marcou profundamente a nossa existência, a nossa história. A gente vê isso desde Gênesis capítulo 3 e a palavra de Deus deixa isso muito claro. >> E a nossa própria natureza, >> com certeza, né? Então o pecado faz parte do negócio, né? Então como conselheiro bíblico, eu já tenho perguntas. Agora, se eu construo um modelo de aconselhamento que não tem o motor na palavra de Deus, eu tô com outras perguntas na cabeça. Eu tô aconselhando alguém e tô pensando quais são as necessidades que esse camarada não teve satisfeitas, como que esse lar e essa infância impactaram a autoestima que ele tem hoje? Essas perguntas vão chegar respostas diferentes da realidade que esse indivíduo tem. E é isso que as pessoas precisam entender, refletir de forma crítica, que a palavra de Deus ilumina os nossos olhos, descreve a nossa realidade. E a gente precisa avançar nisso, a gente precisa desenvolver o modelo de ajuda em que ele tenha assim o seu motor na escritura, que ele seja sábio, sensível na forma como a gente aborda os temas, né? Mas com coragem, com ousadia, com intrepidez. A palavra de Deus tem respostas. a palavra de Deus eh ilumina os nossos olhos, né? E aí a gente fica aí tentando redimir uma porção de coisas que não tem como redimir, né? Vai contaminar o modelo, né? >> Uhum. >> Então é, enfim, tem, acho que tem uma resposta aí no que você falou, >> tá certo? E o e o pastor colocou essa questão do relacionamento, de você tá ali com a pessoa, né? E e eu acredito, pastor, que a gente quando vai falar de aconselhamento bíblico, quando vai tá nesse processo de uns aos outros, como o pastor colocou, a importância da gente ouvir, >> sabe? Entender a pessoa, ah, entender aquele contexto para daí quando chegar com a palavra poder ser uma fonte de ajuda, porque senão o que a gente vê muito é uma lista de regras, sabe? Sim, >> a pessoa vem com problema, você dá uma, ó, faça essas três coisas, faça devocional, faça isso, né? E você não tá chegando, né, no cerne da pessoa. Como que o pastor vê isso? Existe espaço na igreja para lágrimas, para espera, para ouvir? Como que o pastor enxerga isso dentro do contexto de aconselhamento? >> Sem dúvida, né? a nossa tendência de levar a coisa pro moralismo. >> Uhum. >> Eh, >> né? Fácil, fácil, fácil, né? >> Porque de alguma forma o moralismo, né? A lista de regras nos põe no controle, né? E aí a gente vê, né, absurdos do tipo, não, isso aí, isso aí é fácil de lidar, isso aí eu resumo em três sessões assim, cara, isso nem cabe numa estrutura de aconselhamento bíblico, uma fala dessa, né? >> Uhum. >> Porque a nossa compreensão é que o agente de transformação é o Espírito Santo, né? A que age de uma forma soberana, sábia, amorosa, né? Por meio da sua palavra. E e a gente não tem noção do que se passa nos corações. A gente vê frutos, a gente tem, a gente vai crescendo em sabedoria, né, no manejo da palavra, nas coisas, né, mas a gente não resolve essas coisas em três sessões, né? A gente não resolve essas coisas dessa forma, né? Então, há um espaço eh enorme para o que você falou de lágrimas, né? Chorar com os que choram, né? Da gente encarnar esse amor de Cristo nas nossas relações, né? nas nossas mutualidades, porque é isso que Deus vai usar, é isso que vai nos identificar como discípulos, é isso que vai testemunhar pro mundo nossa unidade e de que o Pai enviou o filho, não é? E quando a gente não tá imerso nisso, o meio distorce a mensagem. Se o meio da proclamação do evangelho é a igreja nas suas relações de amor que evidenciam Cristo, mas isso tá distorcido por um conjunto de regras, o que as pessoas vão ver e ouvir não é o evangelho da graça, é um evangelho de performance que não transforma e que simplesmente apresenta Jesus sem apontar para Jesus. Uhum. >> fala [limpando a garganta] o nome Jesus, mas não aponta pro verdadeiro Jesus, o Cristo que transforma, o Cristo que santifica, né? Então, a a urgência dos nossos relacionamentos genuínos, né, legítimos, com amor prático, né, é que vai abrir esse caminho para esse aconselhamento e tirar a gente desse moralismo, né? Nada de novo debaixo do céu, certo? Paulo já lidou com isso em Colossenses, já lidou isso, já lidou com isso em Gálatas, né? Ah, e ele foi lhe dando e a solução, o antídoto era o quê? Era Jesus Cristo, a supremacia de Jesus, né? >> É interessante que a gente tá em aconselhamento e a gente vai atender um casal, por exemplo, muito diferente dessa estrutura, né? >> Uhum. terapeuta, cliente, por exemplo, às vezes eu tô no aconselhamento, Leonardo, eu tô atendendo um casal e eu termino assim falando: "Poxa, e eu também tenho que eu também tenho que cuidar do meu casamento, eu também preciso cuidar do trato com a minha esposa, né? Eu também preciso olhar para essa responsabilidade, muitas vezes uma negligência com os filhos, alguma coisa que tá acontecendo. São situações tão reais que a gente vê acontecendo nas famílias >> e e esse relacionamento permite a gente caminhar junto, >> né, discipulado, porque a gente não tá isento também, como o pastor colocou, a gente compartilha essa mesma natureza, esses mesmos problemas que vem de Gênesis, que vai se repetindo em todo o Antigo Testamento, depois chega no Novo. [limpando a garganta] Sim. >> E a gente tá ali nesse nessa caminhada, nesse processo de relacionamento discipulado, que é muito diferente. Então, é muito bom a gente poder entender e aprofundar que o aconselhamento bíblico ele consegue chegar até essa dimensão, né? >> E e e [limpando a garganta] nos mantém onde a gente não >> pode sair, né? Nós somos mendigos da graça, todos nós, né? >> Uhum. E a única diferença é que a gente descobriu a padaria que tá dando o pão da graça >> e a gente só aponta para as pessoas, né? É isso, né? Porque o tempo todo no Ministério do Aconselhamento parece que você escuta uma voz: "Eu sou você amanhã". >> Sim. >> Continua, continua distraído. Toma distraído. Eu sou você amanhã. E é um lembrete da graça do Senhor que nos repreende, que nos exorta, né? a vontade de parar tudo, não para tudo. Eu preciso ligar para minha esposa e pedir perdão, porque agora eu vi, eu vi a seriedade do negócio, né? >> Então existe isso. Esse é o agir da palavra, né? Porque não tem o especialista ali. >> Sim. >> Uhum. >> E o e o conselheiro ele foi muito aconselhado e é muito aconselhado. >> Uhum. >> Ele ouve muito a palavra. A mesma padaria você vai também buscar o pão ali da graça, né? Não é só do do aconselhado, é do conselheiro também. >> Sim, conselheiro tá ali, né, pedindo ali, tá? O primeiro da fila. É o primeiro da fila. [risadas] >> Uma média, uma média no métro. >> Joia. Então vamos lá, vamos continuar aí. Pastor, tá preparado pros casos práticos que eu trouxe para você aí, [risadas] né? >> Então vamos imaginar algumas situações, tá? E como que você começaria, pastor, uma conversa, tá? Então, um irmão chega dizendo: "Perdamente a vontade de ir à igreja". >> Sim. Fique à vontade, pastor. Take your time. >> Não, é lógico, né? Eu acho que não tem como a gente não querer ouvir a história por trás disso, né? >> Primeiro assim, >> eh, alguém dizer algo assim para um pastor, eu sempre olho e falo assim: "Meu, tenho uma coragem que eu preciso afirmar". >> Aham. Há uma honestidade aí, uma coragem que ela pode ser muita coisa, né? Às vezes a pessoa vai usar isso como um disfarce de algo que ela ainda quer esconder, né? Ó, lida com isso daí, porque na verdade eu quero que você nunca nem preste atenção naquilo outro, né? Ah, então eu quero ouvir a história, né? Como é que surgiu isso daí, né? Vê de regra essas coisas, esse essa vitalidade espiritual, ela tá atrelada de fato a um crescimento em santificação ou não, né? A alegria do Senhor é a nossa força, né? A gente vê que quem tá comunhão, tá com comunhão com Deus, tá com comunhão com os irmãos. Os cara não quer [limpando a garganta] igreja onde tem irmãos, >> né? Não é que não, eu tô aí começa, né? Eu tô bem com Deus, eu só não quero estar na igreja, cara. Isso isso não existe, né? Eu não preciso provar que não existe. Eu já sei que isso não existe, né? Então eu vou partir desse pressuposto de que ali tem um problema com irmãos, né? E quando você começa a ouvir a história, você vê muitas razões, né? Pode ser alguém de fato cansado da hipocrisia, queele testemunho, algo legítimo, né? A igreja tem pessoas difíceis. A igreja tem pessoas que vão pecar contra você, que vão professar uma coisa e vão fazer outra, né? Isso vai acontecer dentro da igreja. A gente precisa ter, precisa entender isso, precisa ter maturidade para entender isso, né? Sem ficar cínico. Ah, é assim mesmo, né? >> Uhum. e sem também se desesperar, né? Se é a realidade da igreja. A gente se depara no convívio da igreja constantemente com a razão porque Cristo veio, por causa dessas coisas aí. >> Uhum. >> Por causa dessas coisas. Então, pode ser uma vontade por causa de uma perdeu a vontade por causa de decepção com pessoas, né? Pode ser uma decepção com o próprio Senhor. Não é todo mundo que vai ter a coragem de de confessar isso. >> E aí eu [limpando a garganta] acho que entra uma ajuda que os salmos podem nos dar, né? Quantos salmos não são aqueles salmos politicamente incorretos, né, que você olha fal assim: "Cara, como é que o salmista disse isso? >> Aham. Coragem, né? >> Não, ele disse isso. Como é que não morreu depois? [risadas] E não só não morreu, mas deixou escrito na Bíblia. >> Exato. >> Acho que Deus quer que a gente escute isso, né? Deus quer que a gente leia isso. E aí, via de regra, né? Eu encorajo as pessoas olha assim: "Você já parou para pensar que Deus não vai ficar surpreso com as coisas que você tem para dizer para ele?" >> Aí a gente olha bac, olha Jonas, né? E Deus sabe que tá rolando lá. E olha a honestidade com que esses homens trataram as coisas que eles tinham no coração, né? Mas muitos deles, né, não ficaram lá. A maioria deles, inclusive, né, contaram honestamente o que se passava, foram confrontados com a verdade e aí aquele lamento termina em louvor, né? Aquela dor termina em louvor, né? >> Então, não estou com vontade de ir pra igreja, né? Aí você explora isso, né? Também é importante. A gente, a gente tá falando aqui da da jurisdição das coisas, etc., né? A nossa existência ela é ela tem as suas complexidades, né? Esse cara tá dormindo, ess cara tá comendo bem, >> cara tá indo no médico, né? De repente, o cara tá com hipotiroidismo, hipertiroidismo, diabetes, umas coisas que altera de fato seu humor, sua disposição. E a gente aqui, né, daqui a pouco vai exorcizar o demônio do desânimo. E na verdade o cara tem realmente um problema que drenou a energia física dele, né? Ah, e que lógico tem as respostas espirituais a tudo isso, mas a gente tá atento a essas coisas também, né? A o aconselhamento bíblico não nega essas realidades, obviamente, né? Então >> é complexo, pastor. >> É, é, é ouvir, ouvir. >> E aí a gente precisa saber o que é, o que não é. >> Uhum. >> Porque ah, pode vir de várias fontes, de tanta coisa que tá acontecendo no coração. >> Sim. >> Uau! E o e o conselheiro bíblico pode ser uma boa ajuda. Vamos lá, Léo. Segundo caso lá. >> Meu casamento acabou. Clássico. >> Um clássico, né? Casamento acabou. Vamos ouvir a história, né? Vamos ouvir a história. E o que que é interessante em situações como essa, né? Ah, via de regra, a gente vê o propósito de vida ofuscado nisso, né? Ah, não vai ter mudança instalar de dedos, né? Deus pode fazer isso, pode, mas o padrão bíblico parece que é o agir do Senhor nas coisas ordinárias, né? É esse casal entender que eles provavelmente têm um propósito equivocado pro casamento, que essa parábola viva de Cristo é a igreja, cujo propósito está fora do próprio casamento, não está neles, está no Senhor. >> E que isso faz com que a gente enxergue o casamento de uma forma radicalmente diferente. Já não se trata mais do que o seu casamento acabou, por eu não consigo tirar mais dele o que eu queria. Eu entrei nisso para me sentir segura, para me sentir amada. Eu entrei nisso porque, pô, eu queria sexo legalizado, né, dentro da fé cristã, né? E aí aquilo deixa de me satisfazer, então meu casamento acabou. Bom, se realmente a razão porque você entrou no casamento foi essa, a fonte esgotou. >> Mas deixa eu te Você pode ter casado enganado, mas Deus não casou vocês enganado. O propósito é outro. >> Uhum. É bem provável que esse momento chegou para que você se defrontasse com uma realidade ainda maior, uma realidade mais profunda do propósito não só do seu casamento, mas da sua vida. Cristo comprou você com seu precioso sangue para que você vivesse para ele. Ainda que a sua esposa não, etc, etc., Você vai viver pro Senhor. Ainda que seu marido não, você vai viver pro Senhor. E se Cristo não for a razão daqui por diante, não tem razão para continuar. Mas existe muita razão em Cristo Jesus. >> Uhum. >> E aí entra a questão de que nós estamos falando com filhos de Deus, né? Filhos de Deus. Então, a esperança, né? E a gente vê isso >> e e descobrir esse propósito, né, seria uma uma boa notícia, algo maravilhoso num casamento, com certeza, porque muitas pessoas às vezes não vão ter essa dimensão. Uhum. >> Né? Muitos, talvez, alguns tenham, graças a Deus, por isso, outros não. E o aconselhamento bíblico pode ser uma bênção, né, pra igreja, pra sociedade, na medida que a gente aconselha. Mas eu quero trazer um jovem. Vamos lá, Léo. >> Posso falar? E eu acho interessante que essas tanto a a >> essa perda da vontade da pessoa de estar na igreja, né, o desânimo com o casamento, essas crises fazem muito o o aconselhado a repensar no próprio relacionamento com Deus. >> Uhum. >> Né? Nas suas bases, como elas precisam mudar. Essas crises têm um poder muito forte, né, de de moldar mesmo, apontando para Cristo acertar essas bases. Eu acho incrível como Deus trabalha através delas. >> Tá no meio das crises. E eu vou trazer esse jovem pro pro olho do furacão. Estou preso na pornografia. >> Sim. É, pornografia já não é uma questão se a pessoa vai ser exposta ou não, né? Mas quando, né? coisa é abundante demais, é muito acessível, está nossos aparelhos de telefone, estão nas propagandas indesejadas, a pessoa vai ser exposta a isso, né? Ah, e um jovem preso na pornografia, ele acredita numa série de mentiras também. A mentira de que isso é inevitável, né? >> Isso não é verdade, né? Quando a gente pensa pornografia, o pecado da imoralidade sexual, né? Existem três elementos que eles precisam estar presentes, né? Sem um deles não acontece, que é tempo, disponibilidade e desejo. Se o indivíduo tem desejo, tá disponível, mas ele não tem tempo, ele não vai acessar. Se o indivíduo tem tempo, tem desejo, mas não tá disponível, ele não vai acessar. Se ele tem tempo, tá disponível, mas ele não tem vontade, não vai acessar. Então, os três precãoam acontecer. Nós não temos uma gerência direta e o interruptor para desligar desejo, mas nós podemos ajudar um jovem assim a lidar com a questão de tempo e disponibilidade, reconhecendo de que isso não é a transformação que a gente quer. O que a gente quer é um coração arrependido que redirecionou o seu desejo ao invés de buscar satisfação para ele usando o corpo do próximo, a imagem do corpo do próximo. Nós queremos ele arrependido usando o seu corpo para servir o próximo. >> Uhum. >> Para servir o Senhor, né? Então não é mais voltado para ele, mas pro Senhor, né? Efésios 5:2 fala pra gente andar em amor. E o contrário disso é toda essa imoralidade, essa impudicícia, como diz na ára, né? >> A da imoralidade sexual, né? Então, a imoralidade sexual, pornografia é: eu vou usar o corpo do próximo, a imagem do próximo paraa minha satisfação. Qual que é o contrário disso? Contrário disso é, eu vou aprender a usar o meu meu corpo como vaso de honra. Linguagem de Primeira Tessalonicenses 4, né, de 3 a 8. Vaso de honra para servir o próximo, né? E aí a gente começa a a colocar dinâmicas que são diferentes para esse jovem caminhar em pureza, né? E entendendo que ele foi liberto dessa escravidão, pecado mente pra gente, ele diz: "Sou inevitável, sou inevitável", né? E não é, não é, né? Se esse jovem tiver acessando pornografia e a mãe dele abrir a porta, ele vai parar na hora, não é? >> Uhum. Sim, >> ele vai parar. Então, é possível parar. É possível parar. Ele só tem que temer mais a Deus que a mãe. Aí para, porque Deus estava lá o tempo todo. >> Então tem tantos caminhos pra gente começar a ajudar, né, e também alinhar nossas expectativas de que são hábitos enraizados com mentiras tão poderosas, né, que é, enfim, né, mais uma ação sobrenatural do Espírito Santo, mas tá aí algumas coisas pra gente ajudar alguém preso nessa nessa peste aí. >> Certo, pastor? Eu quando eu tô em aconselhamento, eu gosto de algumas perguntas que eu eu chamo de perguntas meio chave, raio X. Uma das perguntas que eu gosto de fazer é: você tá disposto a agradar a Deus independente das circunstâncias? Porque a gente tem muito essa questão da circunstância e e eu percebo que muitas pessoas que chegam ao aconselhamento, elas tem uma circunstância muito difícil. E muitas vezes o desejo não é mudar o coração, não é mudar a semelhança de Cristo, mas é Deus muda a minha circunstância. E e depois de muitos anos, pastor, trabalhando com auxiliento, falou: "E se Deus não mudar a circunstância? Você tá disposto a deixar Deus mudar o seu coração, às vezes aquele teu chefe difícil não vai sair dali. >> Sim, >> né? Às vezes aquela situação a na família não vai mudar tão cedo. A gente espera que mude, a gente espera. Ah, mas uma coisa que eu sei que pode mudar e é desejo de Deus, que é mudar o nosso coração e nos tornar semelhantes a Cristo. Então, uma das perguntas que eu gosto de pensar é: você tá disposto, né, a glorificar a Deus? independente das circunstâncias, tem alguma pergunta que você, Léo, ou o pastor ah, gosta de fazer também que te ajuda a a começar o aconselhamento? >> Ah, eu eu gosto da ideia, né, de primeiro antes de tudo, sondar essa questão do propósito, né? Acho que o que você tá descrevendo >> eh é no alvo, né? Ah, ainda que a figueira não floresça, a videira não dê o seu fruto, o justo viverá pela fé. Se essa não for a disposição do nosso coração, a gente vai ficar confuso, né? >> Uhum. >> E o que eu vejo é que isso impõe para as pessoas um enorme desafio, porque Cristo deixou de ser desejável. E aí é um problema ainda mais sério, né? ao qual eu olho e me identifico em tantos momentos em que eu olhei fal assim: "Puxa, Cristo não era palatável nesse momento, né? Eu optei por outras coisas triviais, né? Em que você e aí vai ler a escritura, passar um tempo com o Senhor ou não, deixa eu rolar a tela do celular aqui, né?" >> Uhum. >> E e Cristo deixa de ser esse esse esse objeto do meu afeto, né? Então eu vejo isso nessa questão do propósito, né? Importantíssimo, né? Ah, o quanto que a pessoa está a o que ela ela ama o Senhor. Essa é uma outra pergunta, né? E a gente já sabe a resposta. O cara da igreja vai dizer: "Sim". E aí outra pergunta: "Tá bom, mas a pergunta de hoje não é se você ama o Senhor, é se ele é quem você mais ama". >> Uhum. >> E essa pergunta deixa a gente pensando, né? É, eu amo o Senhor, mas se eu tiver que pecar para ter o que eu quero, eu vou pecar contra o Deus que eu Ele não é mais quema, né? >> Eu amo outras coisas. >> E aí a gente começa a ver, a gente ama muitas coisas no lugar do Senhor, acima do Senhor. Uma pergunta, você ama Deus, né? Um crente que tá buscando ajuda com um pastor, com um conselheiro bíblico. Ele quer dizer que sim, né? Na maioria das vezes, né? Mas a pergunta é: Mas ele é quem você mais ama? >> Uau! aquele quem governa o seu coração, né? E isso faz muita diferença, né? E a gente começa a ver no dia a dia, né? Então essa é uma pergunta assim >> e isso às vezes pega no aconselhamento, né? Porque as pessoas estão querendo ir paraas circunstâncias. >> Sim. >> E já falando: "Não, não, mas eu tô, a gente tá olhando para Cristo agora, porque ele, na verdade, no final das contas, é ele quem vai nos ajudar a sair desse buraco. >> Uhum. >> Que você se meteu, né? >> É. E >> ah, >> e que os nossos pecados nos levam, é quase quase a a força da gravidade, né? E às vezes as pessoas estão lá e a gente precisa da graça de Deus para nos tirar, né? Então eu não vejo que é perda de tempo no aconselhamento, né? Pelo contrário, a gente precisa reafirmar Cristo, né? >> Cada sessão de aconselhamento >> e até essa questão da obediência, né? Tem uma pergunta também que eu tenho pensado bastante nesses últimos tempos e até usado, né? eh, colocando para as pessoas, né, quando a obediência, você começa a ver que a obediência é seletiva, né, ela faz algumas coisas certas, né, mas tem algumas coisas que ela não abre mão, né? E o que que é que você não abre mão? Porque eu vou dizer para você, se não for a vontade de Deus na totalidade que você segue, mas você escolhe o que você obedece, não é a vontade de Deus que você tá seguindo, é a tua. Você tá num grande bifet e você escolhe o que você vai obedecer, né? Como são as coisas que você tá escolhendo obedecer e as coisas que você faz vista grossa cria uma balança mental, né? Não, acho que eu tô compensando. Uhum. A gente volta pro moralismo, né? >> É, eu não tirei 10, né? Mas oito dá para passar, né? É só essas >> tá melhor que o fulano ali, né? [risadas] >> Tem essa também melhor >> que tirou 7 e5, né? Tirou sete. Não tô até que até que eu tô bem. Até que eu tô bem, né? >> E a gente vai passando. Ótimo, pastor. Vamos lá. Vamos continuar caminhando aqui. Como uma igreja, vamos olhar agora nesse contexto um pouquinho maior, como uma igreja cria uma cultura de aconselhamento. Você pode até descrever um pouquinho, né, a da sua igreja, né, como que você imagina que você que um pastor ele não só quer aconselhar, mas ele quer uma cultura de aconselhamento. E como sair da ideia de que somente o pastor aconselha? Ah, eu acho que a gente tem como pastor agora, né? Eu digo para você que a gente tem uma ferramenta de liderança nas mãos. Ah, muito poderosa, que é o púlpito, né? >> Uhum. >> Muito poderosa. A maneira como a gente prega, a maneira como a gente lê a Bíblia e público, né? Discipula as pessoas, forma as pessoas em como elas mesmas encaram a Bíblia, né? Se a gente apresenta a Bíblia como um livro misterioso, que só um especialista pode entender, talvez ela vai desanimar de ler a Bíblia. Se a gente apresenta a Bíblia como um livro simples, né, ah, e profundo, ela vai ser encorajada a buscar esse acesso à palavra de Deus, né? Se a gente apresenta a Bíblia no seu poder transformador, né, a e mostrando, né, evidenciando como ela transforma, você já tá abrindo um caminho muito poderoso aí, né? É um caminho que as pessoas elas vão pra Bíblia, não mais assim, tá, esse livro com um monte de doutrina fria, ou esse livro que tem respostas prontas pro meu dia ser feliz, ou esse livro que me apresenta o Salvador que me transforma, né? E todo encontro com a Bíblia é o encontro com o Senhor, né? E aí eu acho que a gente já tá posicionando bem as pessoas para justamente criar uma cultura onde a gente vêse uns aos outros acontecendo, mas permeado pela escritura, né? Não coisas práticas, né? Eu tô descrevendo a coisa de uma forma mais na sua dinâmica espiritual, né? Mas de forma prática, né? a gente busca fazer lá na igreja, nos encontros de pequenos grupos, um guia, por exemplo, da discussão da mensagem, né? Então, a mensagem empregada no domingo, ela é o tema da conversa, das perguntas, dos encontros de pequeno grupo. Então, esse guia, ele vai onde a mensagem não foi. A mensagem anunciou Cristo e agora esse guia vai fazer com que as pessoas pensem, apliquem aquilo que ela ouviu, exercendo fé de diversas formas, não só dando a elas coisas para fazer, mas relembrando coisas para crer. Isso também é aplicação da mensagem, né? >> Ah, então a gente tá criando um ambiente ali, né? Ah, onde as pessoas vão falar sobre a mensagem, onde já vai ter um nível de aconselhamento uns aos outros, né? Porque elas vão conversar sobre o que elas estão aprendendo, elas vão se estimular as boas obras, né? Então ali você já tá criando alguma coisa, né? >> Ah, você também cria uma cultura de aconselhamento, né? Quando pessoas vêm preocupadas falar sobre fulano, imagina que num pequeno grupo desse alguém fez um pedido de oração que levantou uma preocupação pro irmão e ele procura você para legítimo, né? E aí você pode dizer: "Mas, mas você tava lá, né?" Eu fico pensando, a pessoa tava lá, eu não tava, eu posso ajudar, mas talvez a minha ajuda seja equipar esse irmão para que ele volte lá encoragem aquele lado, né? >> E você vai criando essa cultura, né? Outra forma, a gente tem hoje, né, por exemplo, os cursos da Charles Spurg, né, encorajar alguém para fazer >> as conferências da BCB, você mencionou isso, né? Juntar uma galera e vai lá, né? Ah, teve uma época que a gente ia com grupos grandes, né? Recentemente a gente conversou no entre os pastores, pô, a gente podia ressuscitar isso também. Tem muita gente que gostaria de ir, né, ou ministrando cursos no contexto da igreja, né? alguns dos pastores lá também sobre aconselhamento, né? Então, eh tem diversos meios, né? E aí a gente vê, não vai ser uma técnica, não vai ser uma convicção enraizada no nosso coração que vai nos mover adiante e nessa direção e vai criando esses caminhos, né? >> É. E eu gostei especialmente, pastor, a dessa questão do púlpito descendo pra mesa de certa forma, né? A gente olha que a grande ferramenta de criar cultura de aconselhamento é quando a aquela mensagem do púlpito, ela consegue chegar nas mesas. Às vezes vai tá lá no grupo pequeno, os pedidos de oração, como que a gente lida com aqueles pedidos de oração, né? com com o próprio ensino, a aplicação dele paraa nossa vida do dia a dia, do discipulado, no um a um ali, quando você quando alguém um alguém chama um jovem, vamos ler esse livro junto, vamos estudar isso aqui junto e na própria hospitalidade, né? Eh, que a nossa comunhão não pode ser somente comer pizza, que é muito bom, né? >> Ah, ou comer um hambúrguer, que também é muito bom. E a gente, essa lista não para não, né? E tudo isso faz parte, mas quando a gente pode aconselhar uns aos outros ali, falei e é e é bom demais isso. Então, e aí o pastor falou, né? E aí vem esse e talvez não seja o pastor assumir todo o aconselhamento e essa parte legal, porque isso acaba, é muito bom quando volta, falou: "Ô, não, mas como que eu posso equipar esse irmão para que ele possa voltar lá no grupo pequeno dele na na próxima semana?" E falou: "Irmão, pensei um pouco sobre o que você pediu, orei por você. Eu tô aqui para para eu tô aqui para compartilhar um pouquinho da minha vida com você. vamos caminhar junto. E aí a cultura vai sendo formada de forma tão orgânica, tão boa, né, professor? Então, e como preparar esses novos conselheiros? >> Sim. Bom, você eu acho que segue mais ou menos o que a gente tá descrevendo aqui, né? Tem vários caminhos para isso, >> mas sem dúvida você não pode fugir do fato de que pressupõe-se que um conselheiro bíblico maneja bem a palavra, né? >> Então, eu penso a formação de aconselhamento em três grandes fases, né? a primeira fase, e eu não tô dizendo que elas seguem essa ordem, elas podem acontecendo ao mesmo tempo. Você vai se aprofundando nessas três ao longo do tempo, né? Mas o primeiro ponto é com relação à sua fundamentação teológica ou convicções, né? Um conselheiro bíblico precisa ter convicções firmes sobre bibliologia. >> Uhum. >> né? Sobre antropologia, o que é o homem, né? A pneumatologia, né? ação do Espírito Santo, sobre soterologia, principalmente no que se refere a à justificação, santificação, né, e assim por diante, né, a eclesiologia, ele precisa entender a igreja local, então ele tá crescendo em convicções. O segundo bloco de formação dele é a questão dos processos, né? Métodos não são neutros. David Paulson que dizia, né? Me mostra o método do conselheiro, eu vou dizer o que ele acredita, né? Então, a maneira como você aborda um problema já diz muito sobre o que você acredita sobre a natureza humana, sobre a natureza do pecado e etc. Então você vai crescer em processos. Você precisa aprender, como você falou agora a pouco, né? Ah, perguntas raio X. Você vai crescendo na habilidade de fazer perguntas, você vai crescendo na habilidade de ouvir, na importância de ouvir, né, de estar atento e etc, né? Então esse é o segundo bloco, como é que você vai crescer em processos e o terceiro são de tópicos, né? Então o que que a palavra de Deus ensina sobre ansiedade? Qual que é a visão bíblica de ansiedade, né? Sobre medo, né? Sobre perdão, né? Se a gente for pensar 80%, talvez dos casos vão girar em torno de tomada de decisão, perdão, conjugal, né? Ah, e emoções. Se você tá, se você tá, tá bem assim ali, né, se mantendo atualizado, lendo, revisitando os assuntos nisso daí, você tá abarcando grande parte das coisas que vão aparecer, >> né? >> Sim, verdade. Então, >> os problemas do ser humano são meio cíclicos, né? É, eh, quando a gente olha, não sei, pastor, qual que seria o top um de aconselhamento, que esse tema todo conselheiro tem que saber, tem que saber lidar. >> Eu acho que você fatalmente tropeça. A questão de perdão é um negócio impressionante. >> Perdão. >> Pode nem ser assim o problema apresentado. Dificilmente alguém tinha uma dificuldade de perdoar, passou, me ajuda. Mas ela vem por crises emocionais, relacionamentos rompidos, né? tem que tomar uma decisão. Quando você vai ver, há uma luta absurda com relação a perdão, néum? >> Isso muito presente, muito presente. >> E dentro da atmosfera, do ar que a gente respira na sociedade, né? Às vezes ainda a ideia é como que eu posso perdoar a mim mesmo, né? >> Muito forte isso, >> né? E a gente tem essas ideias que surgem, casamento, criação de filhos, tantas coisas, né, Léo? >> Vai lá. E o que eu acho interessante, pegando tanto essa parte que a gente falou de do aconselhamento vir do púlpito, como preparar os conselheiros, é quando você vê isso funcionando dentro do lar. >> Uhum. >> O pai com o marido e a esposa, o pai com os filhos, eles falando sobre a Bíblia, se aconselhando. Quando essa dinâmica funciona no lar, não é só a igreja domingo, mas é durante a semana, >> ela sai do púlpito pra mesa, né? >> Nossa, é fantástico. É fantástico isso. >> E Léo? faz a pergunta aí. Se a gente tá falando de preparar novos conselheiros, >> quais livros, pastor, que você recomenda? Ou se tem algum livro assim, sei lá, três, dois livros que você falaria, indispensável. >> Eu, eu vou, eu vou tentar adivinhar um. Será que eu vou acertar? Vamos lá. >> Vai chutar. >> Não, não, não, não. Vamos lá. Para mim um livro indispensável de aconselhamento. Vamos ver se o pastor tem esse. Para mim instrumentos nas mãos do redentor. >> Ah, isso é um clássico, né? Esse é um clássico. A metodologia que ele desenvolve ali, né? A >> Mas não sei se era esse pastor, que o pastor seria um certamente, né? Eu eu talvez o que eu vou dizer não seja tão assim de aconselhamento bíblico. Eu li no contexto da minha formação de aconselhamento bíblico e o bem que isso fez pro meu coração no contexto onde eu estava, eu olho para essa informação aí, Leonardo, anota aí que eu quero ver esse livro, >> não é? Você já deve ter lido do Jerry Bridges confiando em Deus, né? E ele tem uma aplicação direta para as pessoas que estão lutando ali, né, com confiança no Senhor, >> porque [limpando a garganta] ele traz de uma forma muito prática a soberania de Deus, não desvinculada da sabedoria e do amor de Deus. >> Uhum. >> Então, o caráter de Deus na sua totalidade, lógico que ele explora mais coisas, né? Mas um livro fantástico, formativo para você se equipar, para ministrar os que sofrem, né, com clareza do caráter de Deus, né? instrumento nas mãos do redentor, uma nova visão de David Polison, né, que é uma coletânia de artigos dele, >> que também é muito importante. >> Não li esse, mas eu já ouvi. >> Ah, bom, você falou três, tem três aí, né? Mas senão >> tá bom, então lá, perguntas rápidas. Claro, fale um fale um f. >> Tem um que eu que eu li no mestrado que foi um livro muito bom, como pessoas mudam >> e do David Paulson também. É um livraço. >> Livro bom. Não se esqueça, Felipão, de tirar uma foto nossa aí, tá? Do Vamos lá. E aí, pastor? Uma resposta curta, tá? Pode ser lá. Um livro indispensável seria o Confiando em Deus, o Jerry Bridges. Vai manter esse. >> Mantém esse aí. >> Mantém esse. >> A gente falou de outros também, mas >> é. Tá. Um erro comum, pastor. >> Um erro comum >> no aconselhamento. >> No aconselhamento. Acho que é presunção, né? presunção, >> eh, talvez não seja a melhor forma de descrever, mas é quando, eh, justamente a gente a gente começa a estudar aconselhamento, a gente fica naquela, uma vez ouvi um piloto falando de que muitos acidentes que tenham que estão envolvidos em erro humano não acontece com principiante, nem com o super experiente, mas o meio, né, aqueles que estão com >> metade da experiência, né, porque ele já ganhou confiança o suficiente. para desprezar procedimentos básicos. O super experiente não vai fazer isso. O iniciante morre de medo não vai fazer isso. É o é o meio, né? Então é quando a gente começa a ser treinado e a pessoa fala: "Não, eu tô eu tô tô lutando com ansiedade". E você já começa na tua cabeça Mateus capítulo 6, Filipenses capítulo 4. Depois eu dou uma passadinha em Primeira Pedro 5. Vou listar uns salmos. Tá resolvido. Esse cara nunca mais vai lutar com isso. E você deixa de ouvir a pessoa. >> Uhum. >> Então esse é um erro. já tem uma receita, essa presunção de que eu já sei o que é. E aí a gente transforma o aconselhamento bíblico num estudo bíblico particular e não é, né? >> Tá certo. Tá certo. Então, e um conselho para novos, pastor, porque eu lembro, eu lembro quando eu comecei e eu fui fazer minha primeira visita, eu saí, passou quebrado, assim, eu não sabia o que falar, o que fazer. Eu e aí foi quando eu fui para ABCB, mas o que que você que conselho você daria para novos pastores? >> Ah, novos pastores, novos conselheiros, né, >> cara? Não tira os olhos de Cristo, né? Mantenha os seus olhos no no conselheiro maravilhoso, né? Ah, e você vai, ele é o caminho. Cristo é o caminho. A verdade é bíblica. >> Amém. Vamos lá. um hábito importante para um conselheiro bíblico. >> Ahã. Eu não sei se é um hábito que eu vou descrever, mas a gente tava falando agora a pouco, né, sobre a a a ciência das nossas falhas, né, de você tá constantemente ciente das suas falhas. Eu vejo que é muito mais um hábito que o Senhor tem de nos expor nisso, né? >> Uhum. Mas é um lugar perigoso quando a gente, não, eu sou cara, agora eu domino esse negócio de família, eu domino esse negócio de emoções, eu se tem alguém que sabe tomar decisões de Deus passo passo a passo, a gente para de depender do Senhor. Um hábito é todo e qualquer aconselhamento vai fluir porque o Senhor vai agir. Não, isso aqui é tranquilo. É um adolescente querendo tomar decisão sobre faculdade. Tem coisa lá, o Espírito Santo precisa agir. Ah, é um casamento que tá no O Espírito Santo precisa agir. O hábito da gente não esquecer o conselheiro é o sempre. Tá certo, querido. Que tempo, que tempo legal, que coisa boa falar. >> Valeu, obrigado, Léo. >> Queridos, a cultura em que vivemos diz: "Cuide você". A Bíblia diz: "Carreguem as cargas uns dos outros." outros. A cultura diz: "Cada um resolva seus problemas". Cristo, diferente disso, criou uma igreja onde pessoas comuns cheias da palavra aprendem a cuidar umas das outras. O aconselhamento bíblico não começa em um gabinete, começa quando irmãos caminham juntos até a cruz. Que Deus levante igrejas onde a verdade seja dita em amor, onde as lágrimas encontrem ombros e onde Cristo seja suficiente para transformar vidas. Saa, muito obrigado pela sua pela sua participação. Tempo muito bom aqui com você. >> Valeu. Deus abençoe vocês. Deus abençoe nossos ouvintes nessa caminhada de encontrar em Cristo Jesus respostas. Amém. >> Tá certo, Leonardo? Obrigado por caminhar conosco em mais esse episódio. E você não fala aí, Léo. >> Eu que agradeço. Tá aqui junto com Sasha, você e tem sido uma bção na minha vida. Professor aí já queridão. >> Tá certo, Leonardo? E você que nos acompanhou até aqui, compartilha esse episódio com alguém que precisa redescobrir a beleza do cuidado múto na igreja. Até o próximo episódio da escola Charles Espurion.