COMO A HIPERCONECTIVIDADE FORMA A NOSSA VIDA? – WILLY ROBERTS
11/09/2026
COMO A HIPERCONECTIVIDADE FORMA A NOSSA VIDA? – WILLY ROBERTS
Estamos constantemente conectados a telas, notificações, informações e redes sociais. Aos poucos, essa rotina pode se transformar em uma imersão despercebida, moldando nossos hábitos, nossa atenção e até mesmo a maneira como compreendemos o mundo.
Willy Roberts explica como a hiperconectividade influencia nossa formação e por que precisamos refletir sobre o impacto da cultura digital em nossa vida e espiritualidade.
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
Nós vivemos, né, meu irmão, como num mundo que tá conectado o tempo todo. É o celular, a televisão, a tablet, computadores, enfim, tecnologia tá aí em todo lugar. E essa tecnologia tem usado, tem sido usada para que a gente se conecte, mas muitas vezes de forma superficial. O que é que essa hiperconectividade tá formando em nós e por que que o autor, o Samuel James, considera esse tema tão urgente ao ponto de ter escrito esse livro? >> Eu acho que a gente pode começar a nessa resposta a essa questão que você tá levantando com uma parte que me chamou muita atenção que o próprio autor começa no livro, né? Ele começa mencionando um discurso de formatura que o David Foster Wallace eh fez, em que ele conta uma de dois peixinhos jovens nadando no fundo do oceano, e eles cruzam com um peixe mais velho, né, e o peixe mais velho pergunta assim, eh, "E aí, como é que está a água?" E aí um peixinho mais novo olha para o outro e fica aquela cara de espanto, né, e pergunta assim, "Água? O que que é água, né?" Ou seja, eles estão imersos naquilo, aquilo é o cotidiano, aquilo faz parte da vida deles, mas eles não percebem isso, né? Então, acho que a a a a internet, a vida conectada, redes sociais e e e e essa dependência que a gente tem da internet para tudo hoje, banco, eh streaming, enfim, tudo, né? Nós estamos aqui >> Estamos usando, estamos usando. Inclusive tivemos um corre por causa da internet, né? A socorre aí que foi, marcamos um dia, a internet não funcionou, marcamos outro, você tinha se mudado, a internet ainda não tinha sido instalada e aqui estamos nós, né? Então, Existem coisas boas, existem tem boas. >> Tem, tem sim, dá para tirar o lado bom. Mas o ponto dele é exatamente esse, né? A as pessoas estão imersas nesse oceano, rodeados por essa por essa realidade, apesar depois a gente vai falar sobre como que ele lida com a rede social e realidade, mas as pessoas não têm percebido o quanto que isso tem moldado, tem formado a a sua cosmovisão e não só cosmovisão no sentido é abstrato da coisa, né? Mas como que isso tem moldado o seu dia-a-dia, como que as pessoas pensam, agem, reagem é baseadas na forma como a internet moldou a sua mente, moldou a sua visão da realidade, né? Então ele parte dessa ideia, desse pressuposto, identificando isso como um um problema, vamos dizer assim, né? E é por causa disso exatamente que ele escreve, para moldar que a inter para mostrar, desculpa, que a internet ela é um ambiente formativo, ela não é simplesmente um canal, ela não é simplesmente um meio para se transmitir algo, ela é um ambiente que forma, forma mente, forma vida, formação, reação, né? E por isso o título, né? Uma liturgia, né? Liturgias digitais, ou seja, é é essa repetição, é é essa esse rito que acaba nos moldando completamente. >> Interessante. E você então acha que nós não podemos considerar o ambiente digital como um ambiente neutro? Seria inadequado pensarmos dessa forma? >> Totalmente inadequado. Por quê? Qual que é o pensamento comum, né? É que a a internet, ela depende daquilo que eu estou consumindo. Então se eu estou consumindo coisas boas, ela é boa. Se eu estou consumindo coisas ruins, ela é ruim. Como se nós tivéssemos então nessa neutralidade e nós tivéssemos a liberdade de escolher ali o bom, usar o bom, usar o ruim. Só que na verdade, é, isso é uma isso é um equívoco, porque como o próprio autor demonstra, é, não é simplesmente você fora do ambiente escolhendo o que você vai colher naquele ambiente, né? Você já está dentro. Ela já moldou a sua forma de pensar. Ela já moldou a sua forma de enxergar tudo isso, né? Então, enfim, há há um um um certo padrão de formação imperceptível, né? Imperceptível. Forma como você lê, a forma como você enxerga. Tudo isso, então, não é simplesmente, então, tipo assim, ah, estou escolhendo o bom, estou e não estou escolhendo o ruim. O próprio fato de eu estar num ponto onde eu me acho no no no papel de escolher ou não, esse ponto, ele já está moldado pela internet, ele já está moldado pelo digital, né? Então, não é, enfim, não é neutro, né, de forma alguma.