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A fé vem pelo ouvir

COMO A HIPERCONECTIVIDADE FORMA A NOSSA VIDA? – WILLY ROBERTS

COMO A HIPERCONECTIVIDADE FORMA A NOSSA VIDA? – WILLY ROBERTS

COMO A HIPERCONECTIVIDADE FORMA A NOSSA VIDA? – WILLY ROBERTS

Estamos constantemente conectados a telas, notificações, informações e redes sociais. Aos poucos, essa rotina pode se transformar em uma imersão despercebida, moldando nossos hábitos, nossa atenção e até mesmo a maneira como compreendemos o mundo.

Willy Roberts explica como a hiperconectividade influencia nossa formação e por que precisamos refletir sobre o impacto da cultura digital em nossa vida e espiritualidade.

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Legendas automáticas:

Nós vivemos, né, meu irmão, como num
mundo
que tá conectado o tempo todo. É o
celular, a televisão,
a tablet, computadores, enfim,
tecnologia tá aí em todo lugar. E essa
tecnologia tem usado, tem sido usada
para que a gente se conecte, mas muitas
vezes de forma superficial.
O que é que essa hiperconectividade
tá formando em nós e por que que o
autor, o Samuel James,
considera esse tema tão urgente ao ponto
de ter escrito esse livro?
>> Eu acho que a gente pode começar a nessa
resposta a essa questão que você tá
levantando
com uma parte que me chamou muita
atenção que o próprio autor começa no
livro, né? Ele começa mencionando um
discurso de formatura que o David Foster
Wallace eh fez,
em que ele conta uma
de dois peixinhos jovens nadando no
fundo do oceano,
e eles cruzam com um peixe mais velho,
né, e o peixe mais velho pergunta assim,
eh, "E aí, como é que está a água?"
E aí um peixinho mais novo olha para o
outro e fica aquela cara de espanto, né,
e pergunta assim, "Água? O que que é
água, né?"
Ou seja,
eles estão imersos naquilo, aquilo é o
cotidiano, aquilo faz parte da vida
deles, mas eles não percebem isso, né?
Então, acho que a a a a internet,
a vida conectada, redes sociais e e e e
essa dependência que a gente tem da
internet para tudo hoje, banco, eh
streaming, enfim, tudo, né? Nós estamos
aqui
>> Estamos usando, estamos usando.
Inclusive tivemos um corre por causa da
internet, né? A socorre aí que foi,
marcamos um dia, a internet não
funcionou, marcamos outro, você tinha se
mudado, a internet ainda não tinha sido
instalada e aqui estamos nós, né? Então,
Existem coisas boas, existem tem boas.
>> Tem, tem sim, dá para tirar o lado bom.
Mas o ponto dele é exatamente esse, né?
A as pessoas estão imersas nesse oceano,
rodeados por essa
por essa realidade, apesar depois a
gente vai falar sobre como que ele lida
com a rede social e realidade, mas as
pessoas não têm percebido o quanto que
isso tem moldado, tem formado a a sua
cosmovisão
e não só cosmovisão no sentido é
abstrato da coisa, né? Mas como que isso
tem moldado o seu dia-a-dia, como que as
pessoas pensam,
agem, reagem
é baseadas na forma como a internet
moldou a sua mente, moldou a sua visão
da realidade, né?
Então ele parte dessa ideia, desse
pressuposto,
identificando isso como um um problema,
vamos dizer assim, né?
E é por causa disso exatamente que ele
escreve, para moldar que
a inter para mostrar, desculpa, que a
internet ela é um ambiente formativo,
ela não é simplesmente um canal, ela não
é simplesmente um meio para se
transmitir algo, ela é um ambiente que
forma, forma mente, forma vida,
formação, reação, né? E por isso o
título, né? Uma liturgia, né? Liturgias
digitais, ou seja, é é essa repetição,
é é essa esse rito que acaba nos
moldando completamente.
>> Interessante. E você então
acha que nós não podemos considerar o
ambiente digital como um ambiente
neutro? Seria inadequado pensarmos dessa
forma?
>> Totalmente inadequado. Por quê? Qual que
é o pensamento comum, né?
É que a a internet, ela depende daquilo
que eu estou consumindo. Então se eu
estou consumindo coisas boas, ela é boa.
Se eu estou consumindo coisas ruins, ela
é ruim. Como se nós tivéssemos então
nessa neutralidade e nós tivéssemos a
liberdade de escolher ali o bom, usar o
bom, usar o ruim.
Só que na verdade, é, isso é uma isso é
um equívoco, porque como o próprio autor
demonstra, é, não é simplesmente você
fora do ambiente escolhendo o que você
vai colher naquele ambiente, né? Você já
está dentro.
Ela já moldou a sua forma de pensar. Ela
já moldou a sua forma de enxergar tudo
isso, né? Então, enfim, há há um um um
certo padrão de formação imperceptível,
né? Imperceptível. Forma como você lê, a
forma como você enxerga. Tudo isso,
então, não é simplesmente, então, tipo
assim, ah, estou escolhendo o bom, estou
e não estou escolhendo o ruim.
O próprio fato de eu estar num ponto
onde eu me acho no no no papel de
escolher ou não, esse ponto, ele já está
moldado pela internet, ele já está
moldado pelo digital, né? Então, não é,
enfim, não é neutro, né, de forma
alguma.

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