Livres para Ouvir e Obedecer (Dt 5.1-6) | Rev. Rubens Cirqueira
10/09/2026
Livres para Ouvir e Obedecer (Dt 5.1-6) | Rev. Rubens Cirqueira
Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia
+55 (62) 3213-3320 ou 98113-0461 (WhatsApp)
Rua 68 c/ Rua 71, St. Central, Goiânia-GO
SE INSCREVA NO NOSSO CANAL. CURTA OS VÍDEOS. COMPARTILHE
Website: http://www.pipg.org
Cultos e pregações: http://www.youtube.com/pipgyn
Facebook: http://www.facebook.com/pipgo
Instagram: http://www.instagram.com/pipg.oficial
TikTok: http://www.tiktok.com/@pipg.oficial
Twitter: http://www.twitter.com/pipg1
TV UCP: http://www.youtube.com/pipgkids
Legendas automáticas:
Meus irmãos, que a graça e a paz do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo esteja com todos. Quero convidá-los a abrir a palavra do Senhor no livro de Deuteronômio, no capítulo 5. Nós vamos ler do verso 1 até o verso 6. Quero pedir mais uma vez que você mantenha a sua Bíblia aberta para que você possa acompanhar a exposição nessa noite. Deuteronômio, capítulo 5, do verso 1 até o verso de número 6. Palavra do Senhor que nos diz: "Chamou Moisés a todo Israel e disse-lhe: Ouvi, ó Israel, os estatutos e juízos que hoje vos falo aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em os cumprirdes." O Senhor, nosso Deus, fez aliança conosco em Oreb. Não foi com nossos pais que fez o Senhor esta aliança, e sim conosco, todos os que hoje aqui estamos vivos. Face a face falou o Senhor conosco no monte do meio do fogo. Nesse tempo eu estava em pé entre o Senhor e vós, para vos notificar a palavra do Senhor, porque temestes o fogo e não subistes ao monte, dizendo: "Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei do Egito, da casa da servidão." Somente até aqui. Vamos orar. Senhor nosso Deus, nós nos encontramos diante do Senhor em ajuntamento, ó Deus, solene, em culto a ti. Portanto, ó Deus, nesse instante nós queremos, ó Deus, ouvir a tua voz. >> Nós acabamos de ler uma porção da tua palavra e nós carecemos da tua ação por meio do Espírito Santo. Fala-nos, ó Deus. Traga, ó Pai, refrigério à nossa alma, mas traga transformação de vida. Nos leve, ó Deus, em direção sempre a Cristo Jesus. Que o Senhor mesmo, ó Deus, possa, ó Deus, fazer em nós aquilo que é necessário para que saiamos daqui olhando para o alto, para o Senhor que governa toda a história. Nós te pedimos assim em nome de Cristo Jesus. Amém. Meus irmãos, quando nós olhamos para esse texto, salta os nossos olhos e talvez nós lembremos de uma palavra, liberdade. Liberdade. Liberdade é uma das palavras mais celebradas e uma das menos definidas no nosso tempo. Todos, todos os grupos diferentes reivindicam para si o mesmo termo, dizendo ou eh prometendo que se eles estiverem, né, talvez no poder ou governando sobre nós, nós teremos a verdadeira liberdade. Revoluções sempre marcharam em seu nome, né? Governos também restringem direitos, alegando protegê-las. mercados também vendem produtos como expressão dela. O nosso tempo hoje, nós vivemos um tempo onde algoritmos, né, prometem escolha enquanto eles vão aprendendo, né, a dirigir os nossos desejos. Muitas vezes nós chamamos de liberdade apenas o direito de não receber ordens. Nós achamos que isso de fato seja liberdade. Mas se a liberdade fosse uma ausência total de autoridade, o resultado a gente vai perceber que não é uma pessoa plenamente humana. É uma criatura sem norte, governada por um impulso mais forte ou pela pressão do grupo ou pelo poder que seja mais eficiente. Faça uma, imagina uma cena. Imagine uma cena. eh onde alguém está sendo resgatado de uma casa que está em chamas. Os bombeiros entram ali e aí ao resgatar essa pessoa lá de dentro, ele dá a seguinte ordem: "Siga por aqui e não volte atrás". A instrução ela limita uma direção, mas ela preserva a vida aqui. Seria um absurdo. E normalmente nós estamos no meio desses absurdos no nosso tempo, que a pessoa respondesse ao bombeiro: "Ninguém manda em mim, eu faço o que eu quiser. Eu volto paraa chama se eu quiser." Então, nós vamos ver que há limites que aprisionam, mas há limites que libertam. E a palavra de Deus nos mostra isso para distinguir uns dos outros. Nós precisamos saber, a primeira coisa que nós precisamos saber é quem fala, com que autoridade está falando isso. O que que esse alguém que nos fala ou nos dar essa as ordens, o que que ele fez por nós? Deuteronômio 5, ele nos mostra isso e nos leva a uma multidão diante de Deus. Antes de pronunciar qualquer mandamento no texto, vocês percebem isso? O texto ele caminha fazendo uma apresentação. Deus anuncia primeiro o quem é e o que ele fez, só para depois dizer: "Eu sou o Senhor, seu Deus, que eu tirei da terra do Egito e da casa da servidão." Portanto, esse texto nos ensina três verdades fundamentais que nós precisamos colocar na nossa mente, no nosso coração. Nós vamos voltar a isso mais adiante, mas eu quero que você entre um pouco no texto, no seu contexto aqui, para que entenda aquilo que está acontecendo. O contexto histórico aqui Deuteronômio está registrando eh a renovação da aliança de Deus com seu povo lá nas planícies de Moabe. A geração que saíra do Egito ali para ocupar essa terra não era praticamente não era mais a mesma. eh que estivera fisicamente no pé do Sinai. A gente vai ver isso por causa daquilo que aconteceu ao longo dos 40 anos rodando no deserto, onde muitos deles eh se rebelaram contra Deus e morreram no deserto. Portanto, boa parte ou a maioria daqueles que chegaram agora para alcançar a terra prometida eram os filhos. Assim, Moisés, mesmo assim o texto nos diz, olha, o Senhor fez aliança conosco em Oreb. O verso dois nos diz isso e ele insiste conosco, cada um de nós, todos os que estamos aqui hoje. Nós vamos perceber que desde o início a aliança, ela nunca foi uma peça para colocar lá no na história, mas a aliança que a palavra de Deus nos diz nos mostra sempre uma nova geração que ela é inserida ou incorporada a essa história aqui redentiva e que, portanto, é chamada agora pessoalmente a responder a essa aliança. Isso sempre a palavra de Deus nos mostrou que é assim. A forma do discurso aqui desse texto normalmente lembra aquilo que acontecia, o que muitos relatam hoje, que há uma corrida em descoberta aos documentos do antigo oriente próximo, né? Quando você vê algum livro falando, segundo os AOPs, são documentos do antigo Oriente próximo. Soberano sempre se identificava aqui, eh, e normalmente em favor do povo e dizia que eh estava estabelecendo uma aliança. Contudo, há uma diferença aqui completamente decisiva. O Senhor, ele nunca foi um tirano que subjugou o seu povo. O texto aqui nos mostra que ele é o Deus que ouviu o clamor de um povo escravizado e que derrotou faraó e formou uma comunidade livre para adorá-lo, completamente o oposto. Mas olha pro contexto literário para que você entenda. Deuteronômio do capítulo 5, do verso 1 ao 5, há uma convocação para toda a assembleia. Primeiro ele diz: "Ouça, ele com convoca essa assembleia para ouvir." E aí o verso seis abre com o decálogo, certo? Então, a gente vai ver que agora a identidade é a obra de quem está legislando aqui. Mas a ordem literária do texto, ela é teologicamente determinante. Aqui, se você notar, há uma primeiro uma convocação à escuta, depois uma lembrança da aliança, a voz divina, memória da libertação. E por último, só que vem os mandamentos logo a seguir. Portanto, a lei, ela nunca foi uma escada pela qual escravos eles conquistaram a salvação. Isso nunca aconteceu. Na verdade, a palavra de Deus está mostrando que é o caminho no qual o povo já resgatado, agora aprende a viver como o povo do Senhor. A lei, portanto, ela vem depois da libertação. Ela nunca foi determinada antes da libertação. Portanto, quando a gente olha isso, a iniciativa de Deus em participar da vida do seu povo, ela vem antes das obrigações contidas nos mandamentos aqui. E essa sequência, ela fornece uma importante princípio paraa interpretação da lei e a reivindicação, eh, para que a gente possa obedecê-la. Ele, portanto, era a lei para um povo. Quando Deus aponta para ele, Deus era a própria lei, mas para um povo que já estava redimido. Portanto, não há uma lei que deva funcionar como meio de redenção. Isso nunca aconteceu. E a palavra de Deus nunca mostrou isso. Nos mostra uma lei que serve agora de resposta, mas a redenção ela veio antes. Algumas coisas aqui do texto também nos ajudam compreender. Uma das coisas são as palavras usadas no texto. A primeira é: "Ouça Israel". Verso 1. Aqui a gente vai ver que é um e é uma tradução do imperativo muito próprio para o povo. E eles entendiam isso. É a tradução do da aqui do do verbo chamar. No uso bíblico sempre ele é diferente daquilo que a gente entende quando você fala ouça. Pra gente, quando a gente fala ou é mera recepção acústica. Só que no contexto bíblico aqui ele sabia o que incluía eh acolher, aprender e obedecer. Tanto é que na sequência do texto, o texto mesmo desenvolve a ideia: vocês os aprenderão e tratarão de cumpri-los. Portanto, aqui a liberdade bíblica, ela nunca diz respeito a um eh não é silêncio à autoridade, a obedecer a autoridade, mas é a capacidade restaurada por Deus. de ouvir corretamente e, portanto, entender qual é a autoridade legítima que você deve ouvir. Todo Israel aqui no texto, ele mostra esse caráter público e comunitário daquilo que Deus está se revelando. Deus não entrega e a revelação da palavra de Deus e como Deus se revela, é importante a gente entender isso também. Nunca foi uma revelação para um elite e nunca foi uma revelação individual, apenas para uma pessoa. Isso muda completamente a característica do evangelho. Se você for olhar todas as religiões pelo mundo, você vai perceber um viés importante. Normalmente as religiões pelo mundo é revelação de alguém que fala um Deus, uma divindade, alguém veio até mim e falou isso e isso e eu estou passando para vocês. Já percebeu o que que aconteceu aqui no pé do Monte Sinai? É algo extremamente importante que isso nunca aconteceu na história da humanidade. Todas as religiões elas dizem: "Não, Deus falou, alguém me falou". Mas quando você olha pro Sinai e o texto do verso 4 diz: "Fá a face", eu falei com vocês, eu sei que é algo usado pelo idioma, mas é uma comunicação direta pessoal de Deus. a forma como Deus fez. E lá em Deuteronômio, capítulo 4 verso 12 afirma que todo o povo ouviu a voz de Deus. Portanto, isso aqui, essa revelação é completamente diferente de qualquer coisa que aconteceu nesse mundo até hoje. Não foi só Moisés que ouviu a voz de Deus, não foi só Arão que ouviu a voz de Deus. Deus foi todas aquelas pessoas, mais ou menos 2 milhões de pessoas no pé do Monte Sinai, ouvindo a voz de Deus. Portanto, isso não era algo que alguém poderia falar. Foi loucura de Moisés, foi loucura de Arão. Só eles que ouviram isso. Não, agora Moisés está trazendo isso à tona. O Deus que nós servimos, ele se revelou a todos nós aquilo que aconteceu. Todas as pessoas que estiveram ao pé do monte Sinai ouviram a voz de Deus. E é interessante notar que quando o fogo cai ali, a o monte treme, as pessoas ficam com medo de ouvir a voz de Deus, mas eles ouviram o que Deus falou. Logo a seguir que eles pedem a Moisés e Arão, fale vocês conosco, porque é terrível ouvir a voz de Deus. É terrível ouvir a voz de Deus. Deus se dirige, então, a toda uma nação em um único lugar e ao mesmo tempo são homens, mulheres e crianças ali pela primeira vez e única vez na história que isso acontece na humanidade até hoje. Um Deus que se revela. O verso de número seis é a primeira declaração aqui do decá, não é a exigência, mas um anúncio. Ele tá dizendo: "Eu sou o Senhor, seu Deus". E agora no texto ele usa o nome pactual aqui e o pronome relacional, que portanto estabelece que quem fala, né? Quem está se dirigindo a ele é exatamente aquele que os libertou, aquele que veio em direção a eles com redenção. Portanto, foi eu que tirei vocês da terra do Egito, da casa da servidão. Deus falando diretamente ao povo. A escravidão, portanto, é tratada aqui. E a gente vai perceber outra coisa interessante. É em êxodo que nós somos eh os nossos olhos se abrem pra ideia de escravidão. É a palavra de Deus o primeiro a mostrar exatamente o teor escravidão. Em nenhum dos povos, você pode olhar em toda a história, as pessoas nunca tiveram noção do que era a escravidão. Na verdade, elas entendiam que aquilo era algo completamente natural. Perceba que o povo de Deus quando tá no Egito, aqueles que fazem sedições contra Moisés, entendendo que deveriam voltar ao Egito, eles dizem: "Olha, nós vamos voltar ao Egito porque lá era bom. Nós temos saudades da comida, dos alhos, das cebolas de lá. Perceba que aquele que é escravo e que nunca os seus olhos foram abertos para escravidão, nunca entende o que de fato é escravidão. Só que liberdade ou libertação, qualquer ideologia pode tomar essa palavra, mas de fato liberdade. Somente a palavra de Deus define o que de fato é liberdade. Porque é Deus mesmo que se revela a um povo. É Deus mesmo que mostra ao povo que eles estavam agora cativos na terra do Egito. Por isso, palavra de Deus nos mostra, é isso que eu gostaria de falar essa noite, a verdadeira liberdade, ela vai nascer da redenção de Deus, se submete à voz de Deus e ela floresce na obediência a Deus. Então, a primeira sentença do texto, como nós aplicamos isso na nossa vida, perceba, do verso 1 até o 5 nos mostra isso. Nós somos livres quando o verdadeiro Deus ele fala ao seu povo. Nós somos livres quando o verdadeiro Deus fala ao seu povo. O texto nos mostra do verso 1 ao 5 que Moisés convoca todo Israel. Não era apenas uma reunião de alguns líderes aqui ou uma conversa secreta entre governantes ali ou apenas uma pequena parte. Todo o povo de Deus foi convocado a uma multidão reunida para ouvir. Isso de novo, eu preciso frisar, é extraordinário aqui, porque normalmente em todas as culturas os reis diziam falar em nome dos deuses e as massas deveriam apenas obedecer. Isso era a história de faraó, que se dizia que ele era o próprio Deus e, portanto, as pessoas deveriam obedecê-lo. Agora, o Senhor fala a um povo inteiro, mas é interessante notar que você vai perceber em toda a escritura: Deus fala ao seu povo, mas Deus não bajula o seu povo. Nós precisamos aprender isso, porque a verdade ela nunca ela vai nascer da assembleia ou da votação de um povo ou daquilo que a gente fala assim: "Olha, o povo é soberano, a maioria, né, que deve de fato eh determinar o que fazer. Maioria nunca criou bem e mal. O povo ele não é soberano. Palavra de Deus nos mostra que quem é soberano é Deus por meio da sua palavra. Portanto, ainda que cada pessoa é chamada a ouvir, aprender e obedecer, essa combinação agora é o berço da liberdade de fato, da consciência agora, e que nenhum ser humano, de fato, ele vai entender pela revelação que nenhum ser humano de fato é Deus. Há um único e soberano Deus aqui e que o ser humano ele vai responder diante desse Deus. Aqui aparece a primeira ameaça aqui que a gente vai ver a qualquer ideologia que é totalizante, qualquer ideologia que torna-se antiliberdade, eh ela quer transformar a realidade criada, né? Ela transforma tudo isso, a realidade criada por Deus. Portanto, estado, raça, classe, nação, mercado, identidade, técnica, vontade individual ou até mesmo tradição humana. Isso aqui normalmente é a chave agora para explicar tudo e governar tudo. Normalmente é poderes totalizantes. Eles acham que com isso ele governa o povo. Mas normalmente quando um princípio criado ocupa lugar do criador, ele exige não apenas uma consciência ou uma concordância política, mas ele vai exigir no final uma submissão moral, uma linguagem obrigatória, né? A lealdade da consciência. Portanto, a promessa normalmente de ideologias é emancipação. O método normalmente que se apregou é conformidade, mas o resultado no final, novo cativeiro. Novo cativeiro. Isso não significa, irmãos, que toda reflexão política seja má e que cristãos devam sair da vida pública abandonar tudo isso. significa é que toda a construção humana ou que nenhuma construção humana ela recebe ou deverá receber a nossa fé última. Nós precisamos atentar para isso. Palavra de Deus, ela julga todos os movimentos de qualquer maneira. Portanto, também o estado, o mercado, a tradição, inovação, tudo está julgado pela palavra de Deus. A igreja, então ela vai perder essa liberdade quando normalmente ela se submete a esses projetos que normalmente são projetos humanos. Os guines, eles escrevem um livro falando a respeito da plena da carta magna da humanidade e ele diz: "A liberdade requer autoridade, uma fonte que a autorize. E para a Bíblia e a família bíblica de crenças, a autoridade e a fonte de toda a liberdade é Deus." Portanto, nós precisamos perguntar no nosso tempo hoje, eh, sempre de qual grupo essa ideia vem, que visão de Deus e do ser humano isso tem, do pecado, da salvação? Qual é a ideia que pressupõe tudo isso? Se ela admitia ou não admite, na verdade nem o tribunal acima dela, se ela não admite a transcendência de um Deus, nós vamos saber que no final isso se transforma em ídolos e os idólatras normalmente vão ser levados a um cativeiro. Mas a gente aprende uma segunda lição nesse texto. Nós somos livres porque Deus, o redentor, é ele que enfrenta a escravidão. O verso de número seis, ele ele fala de maneira bem clara no verso 6 de Deuteronômio, no capítulo de número cinco. Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei do Egito e da casa da servidão. A primeira questão aqui moral mencionada na abertura do decálogo aqui é a escravidão. Ele diz: "Eu tirei da casa da servidão". Antes de falar dos nossos deveres aqui, Deus fala das correntes que ele quebrou, que Deus mesmo quebrou. antes de apresentar a sua lei, ele apresenta a sua graça. Antes de nos pedir qualquer serviço, Deus anuncia a libertação. Portanto, o Egito aqui a gente vai perceber que que é no aqui era mais um lugar ou um sistema de de eh que o as pessoas eram tiradas de fato da sua humanidade. Faraó reduzia as pessoas aqui a unidades de produção, né? controlava também seu filho, seus filhos. Olha, desde o início da narrativa de Êxodo, quando a palavra de Deus nos mostra isso, ele esmagava qualquer esperança que poderia acontecer e tudo isso que pertencia somente a Deus. Portanto, Deus da Escritura e que se revelou a nós, ele nunca foi indiferente à escravidão. A a grande autodeclaração moral começa lembrando sempre isso, que ele é o libertador dos escravos. Mas a narrativa também nos impede de reduzir essa escravidão apenas a estruturas externas. Porque Israel, ele sai do Egito rapidamente. Olha pra história. Israel sai do Egito rapidamente, mas o Egito ele demorou sair de Israel. Quando Israel anda 40 anos pelo deserto, Deus fala por quê? é para que ele ele de fato fizesse daquele povo uma nação, um povo e que Deus falasse ao coração deles. O Egito demorou sair do coração deles. O povo continuou desejando as panelas, temendo a liberdade, fabricando também deuses controláveis. Olha, aquilo que aconteceu era algo que eles nunca tinham experimentado. Gente, quando Deus fala na lei para eles, olha, seis dias trabalharás e ao sétimo descansarás, isso era terrível para eles. Eles falaram: "Como é que nós vamos fazer isso?" O escravo, ele não tinha dia de descanso. Eles nunca tinham tido, eles estavam acostumados a trabalhar todos os dias. E é interessante que é uma ordem. Parece que para nós fica parecendo algo assim, falar assim: "Não, eu não preciso de ordem para não trabalhar". Mas na verdade o ser humano, por causa do seu próprio pecado, ele não consegue, na verdade, se submeter a essa liberdade. Ele vai, de alguma maneira se prender a alguma escravidão, porque ele nunca vai confiar que se eu trabalhar apenas seis dias e o sétimo é o dia do Senhor, eu vou continuar tendo o meu sustento. essa a ideia e era aquilo que Deus estava fazendo com o povo para que eles entendessem que eles dependiam inteiramente dele, que eles precisavam descansar no Senhor. Aqui há uma um foco da condição caída que nós aprendemos e aplicamos na nossa vida. Queremos muitas vezes a libertação das consequências do pecado, sem a libertação ou sem o senhorio, na verdade, libertação do senhorio do pecado. Nós queremos apenas a libertação das consequências do pecado, mas nós não queremos a libertação do senhorio do pecado. Nós preferimos autonomia, mas essa autonomia que a gente acha que nós vamos ter nos entrega ao desejo, a aprovação social. ao ressentimento, ao consumo e ao medo. E lá no final, lá na ponta, nós vamos perceber, nos tornamos escravos de novo. A gente sabe muito bem, lembra? Alguns aqui foram criados no tempo analógico ainda, discando no orelhão. Então, começou a surgir o telefone. Lá no comecinho tinha o telefone que, né, que agora você podia mandar SMS. Foi uma revolução aí a gente achava a pessoa em qualquer lugar, qualquer hora assim falava uma mensagem faz um barulhinho e já chegou, né? Alguns andava com bip também pendurado, né? Fala isso. É, a gente agora tem o controle. Logo a seguir veio o celular com todas as aquilo que nós temos hoje. E a ideia foi o seguinte: "Olha, agora você tem o mundo nas suas mãos". Aí a gente começou a perceber que na verdade essa liberdade, né, nos ao invés de nos trazer a liberdade de falar: "Eu tenho o mundo nas mãos", na verdade ele nos aprisionou em um quadradinho. O mundo sempre tem proposta de liberdade, mas a liberdade bíblica não é ter essas infinitas opções, mas é possuir pela graça um coração capaz de amar o bem. Portanto, no evangelho, a palavra de Deus vai nos mostrar que Deus realiza o novo êxodo. Olha para para aquilo que a palavra de Deus nos fala quando há o cumprimento em Cristo Jesus. Jesus entra na casa da servidão, carrega a condenação de de um povo, ele vence ali aquilo que nos mantinha aprisionado pelo medo e e medo da morte. Portanto, a cruz vai nos mostrar que ela não é apenas exemplo de coragem, irmãos, e é exemplo, aquilo que está acontecendo ali é resgate. Portanto, muitas vezes filmes não faz justo aquilo que acontece ali na cruz. Não era mostrando que Jesus é corajoso e suportou a morte de cruz, mas aquilo que está acontecendo ali é resgate. Portanto, a ressurreição não é também apenas uma inspiração, é a derrota de todo um domínio de escravidão onde nós estávamos inseridos. Por isso que lá em João, no capítulo 8 verso 36 nos diz: "Se pois o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres". Nós precisamos identificar as correntes que nós chamamos muitas vezes de escolha. E a gente precisa se perguntar qual é o pecado que nós estamos defendendo e dizendo: "Não, mas eu sou assim. Que aprovação que nós queremos ou queremos conseguir e que normalmente nos aprisionam? Narrativa normalmente política que nós recebemos mais temor, esperança, lealdade do que Cristo Jesus. O redentor, portanto, ele não veio apenas tornar o cativeiro mais confortável, ele veio tirar seu povo da casa da servidão. Mas em terceiro e último lugar, nós também somos livres. Primeiro lugar, se nós somos livres quando Deus verdadeiramente fala ao seu povo. Segundo lugar, nós somos livres porque o Deus redentor enfrenta a escravidão. Então, em terceiro lugar, nós somos livres para obedecer ao Deus que nos redimiu. O verso de número um e o verso de número seis, ele fecha isso dizendo, olha, chamou a Moisés a todo Israel e disse: "Ouvi, ó Israel, os estatutos, os juízos, que hoje vos falo aos ouvidos, para que os aprendais e cuideis em cumprirdes." Moisés ordena que ouçam, aprenda e cumpra. Essas palavras seriam opressivas, de fato, se viessem, por exemplo, de faraó. Mas agora vindo aqui da do Deus que libertou esse povo e que propiciou o caminho para que eles tivessem vida, agora a autoridade ela não é automaticamente inimiga da liberdade. A questão sempre foi o caráter da autoridade. Aqui faraó ele ordena aqui para consumir o povo. O Senhor ele ordena para formar um povo santo. Um tirano, normalmente ele usa pessoas para engrandecer seu nome. Deus dá seu nome e a sua aliança para restaurar pessoas. É completamente diferente a liberdade que nós temos da parte de Deus. Portanto, aqui nós aprendemos também que é uma diferença que se coloca em lados opostos, mas que parece muito próximos. Legalismo e obediência. Quando a palavra de Deus nos mostra, porque normalmente aqui está apenas na ordem, porque o legalista vai dizer para você ou vai dizer para si mesmo: "Eu vou obedecer para que Deus seja o meu Deus". O evangelho vai dizer: "Ele se fez nosso Deus e nos resgatou". Por isso nós obedecemos. A ordem é inversa. ou muitas vezes que cresce sempre no nosso tempo ou de tempos em tempos na história, aqueles que se chamam antinomianos. Ele diz: "Se eu fui resgatado, eh, eu não preciso ouvir ninguém mais". Só que a graça ela sempre vai responder. Se você foi resgatado, foi justamente para ouvir a voz do bom pastor e andar em novidade de vida. João de novo nos ajuda a entender isso. Ele vai dizer que a ovelha de fato, ela reconhece a voz do pastor e ela obedece. Mas para que isso aconteça é necessário que de fato se torne ovelha. Assim, nós vamos olhando paraa história. O catecismo de Heidelberg lá na pergunta 86, ele responde assim: Porque Cristo, tendo nos redimido pelo seu sangue, também nos renova pelo seu Espírito Santo para sermos sua imagem, a fim de que com toda a nossa vida nos mostremos agradecidos a Deus pelos seus benefícios e que ele seja glorificado por nós. Deus faz isso. A nossa liberdade está em sermos presos a Cristo Jesus. Essa é a plena liberdade que nós temos. Você imagine, portanto, uma partitura, né, que tem as linhas ali, as notas aparecem ali, as restrições. O músico treinado, ele entende que aquilo ali te ajuda na liberdade para que outros instrumentos entrem e componha a harmonia. Quem não entende nada disso olha paraas linhas e fala: "Não, eu não quero tocar nessas linhas". E na verdade o que se ouve depois é apenas uma confusão. Palavra de Deus nos mostra que Deus coloca esses limites todos na nossa vida mais porque ele nos ama por causa da liberdade que agora ele nos dá, a liberdade até de nós mesmos. Lembra quando Lutero orava e as pessoas não entendia? Ele orava: "Senhor, me livra de mim mesmo". O povo falava: "Lutero tá ficando doido mesmo". Mas essa também é a nossa oração hoje. Para que a gente seja de fato livre de nós mesmos. Nós precisamos nos ligar a Cristo Jesus, estarmos ligados a ele, obedientes a eles. Portanto, essa obediência também ela é comunitária. Deus fala a multidão e cria um povo. A liberdade moderna normalmente ela vai imaginar indivíduos isolados, escolhendo cada um seus vínculos. Mas a liberdade bíblica nos coloca numa aliança, todos nós juntos. O nosso descanso, o meu descanso inclui o descanso também do servo, do estrangeiro. Desde o Antigo Testamento nos mostra isso. A minha verdade protege a reputação do próximo. A minha pureza guarda a aliança de outra família. O meu contentamento impede que eu transforme o bem alheio em objeto de conquista. Sou livre para amar. Aquilo que Deus está fazendo é ordenando nossos amores para que nós possamos viver em harmonia com o criador e com o próximo. Mas isso só vai acontecer em Cristo Jesus. A pergunta sempre vai ser: por tantas guerras? Por que que as pessoas elas são assim? Vocês já perceberam? Às vezes a gente fica olhando para guerras lá longe, longe. Lá, como é que pode fazer um negócio desse? Aí um belo dia a gente se juntou, nossa igreja foi para um lugar junto com a igreja de outra cidade, né? E aí foram jogar futebol. E aí a briga começa. Assim também esse povo que vem do interior é difícil, viu? É difícil. Mas como é que pode conviver? Aí vira uma briga. Eu me lembro que eu fui criado numa cidade assim, havia uma igreja do outro lado da cidade e a igreja no centro. E as pessoas quando se juntavam parece que não colava muito bem uma na outra, exatamente porque não entenderam de fato o que é evangelho. Isso na verdade a gente vai perceber que a guerra está dentro de nós. Está dentro de nós. E de fato nós precisamos ser libertos pelo evangelho e em Cristo Jesus. Mas eu gostaria de concluir essa noite porque Deuteronômio 5 apresenta uma sequência que nós não podemos inverter. Deus fala primeiro, Deus se dá a conhecer primeiro, Deus recorda da libertação aqui, Deus chama a obediência. Então eu preciso relembrar a todos nós nessa noite que liberdade ela começa do lado de fora. É fora de nós. É uma iniciativa do Senhor. Liberdade não começa dentro de nós. Se estamos presos ao pecado. Liberdade não começa dentro de nós. Ela também não nasce quando nós silenciamos toda a voz aqui acima de nós, mas é quando nós distinguimos de fato a voz do redentor, das vozes de todos os tiranos ou de faraó. Israel precisava aprender a ouvir a voz de Deus. Talvez nós sejamos tentados ou tenha alguém aqui tentado a ser livre pela revolta, pelo controle, pela reinvenção de si mesmo, mas a autonomia absoluta, ela nunca vai gerar liberdade. É uma promessa vazia. Você não precisa ser o seu próprio criador, legislador, o seu salvador. Cristo que se apresenta como nosso libertador. Ele não chama de volta ao Egito, mas ele chama para fora do Egito, né? Ele não oferece apenas a ausência de senhorio. Ele oferece o senhorio dele, que é manso e bom. O Deus que fala é o Deus que de fato nos salva. O Deus que ordena é o Deus que primeiro quebrou as correntes. Portanto, sua lei não é o preço aqui da redenção, mas é a forma da vida redimida. Portanto, nós somos chamados a rejeitar todo ídolo que queira possuir a nossa consciência, toda ideologia que se apresente como salvação final e todo pecado que se disfarce de liberdade. E a gente vai entender que é em Cristo que nós somos livres da condenação, vivificados pelo espírito. E sejamos, portanto, livres para ouvir, livres para amar e livres para obedecer. fazendo aqui algumas aplicações e e princípios redentivos nesse texto. Primeira coisa que a graça ela vem antes da obrigação. E eu tenho repetido isso sempre, porque a gente precisa se distanciar do legalismo. João Calvino, ao comentar esse texto, ele fala que a lei não foi dada para que o pecador fabricasse justiça diante de Deus, mas para instruir o povo de Deus no caminho da piedade. Portanto, essa distinção, ela ajuda a compreender Deuteronômio 5, porque o redentor primeiro reividica o povo como seu e então ele ensina como o povo deve viver. Então, a graça ela vem antes de toda a obrigação. A redenção também muda o senhorio. A segunda coisa que a gente aprende aqui, Israel deixa o domínio de faraó e passa a pertencer ao Senhor Yahé, o Deus da aliança, que a Bíblia não define nunca a liberdade como independência absoluta, porque é algo impossível a toda a criatura debaixo do sol. Se nós estamos presos ao pecado, nunca nós teremos uma liberdade que seja produzida por autonomia. Nós vamos nos prender a outra e a outra e a outra escravidão. A palavra também liberta a consciência de domínio humano. Quando Deus fala ao seu povo, não é ninguém que nos determina aquilo que nós devemos viver, pensar e agir. É exatamente, nós estamos presos exatamente a Deus e é ele que determina como nós devemos julgar e ver todas as coisas. Mas também a lei protege a liberdade redimida. Perceba que os mandamentos, ele nunca foi grade. Os mandamentos para o povo de Deus no Egito. Eles eram limites preciosos para impedir que o povo voltasse pro Egito e que o Egito voltasse a dominar sobre esse povo. Olha pros 10 mandamentos. Os 10 mandamentos era exatamente aquilo que Deus tinha feito para que esse povo nunca mais fosse preso à escravidão do Egito. Portanto, o decálogo aqui representava o amor de Deus no sentido de que todas as suas injunções negativas e positivas, elas visavam não apenas a restrição, mas a plenitude de vida. E por último aqui, Cristo, ele realiza o êxodo definitivo, porque o primeiro êxodo aponta para uma libertação maior aquilo que está acontecendo aqui. Mas em sua morte e ressurreição, Cristo resgata esse povo do domínio do pecado, da condenação da lei e da pena de morte aqui ou do poder da morte por causa do pecado. É ele que é o mediador superior a Moisés, aquele que foi prometido, cuja voz não apenas nos informa, mas chama mortos à vida. Então, é nele que a lei deixa de ser sentença condenatória em Cristo Jesus. Para o justificado, ele é escrito no nosso coração pelo Espírito como foi a promessa. Portanto, não somos salvos pela obediência. Nós somos salvos para a obediência. Examine, portanto, seus absolutos aí, qual é a realidade criada que tem funcionado como explicação total para sua esperança. Teste tudo isso, esses discursos de liberdade. Recuse qualquer captura da sua consciência. Se essa consciência eh não estivesse submissa à palavra de Deus, precisamos cultivar a escuta obediente. Portanto, nós precisamos conhecer a palavra de Deus e nós precisamos lembrar todos os dias da ordem do evangelho. Você nunca obedeceu para ser resgatado, mas é em Cristo que você obedece agora, porque você já foi resgatado. Que Deus tenha misericórdia de nós e que Deus aplique a sua palavra em nosso coração. Não.