Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

Livres para Ouvir e Obedecer (Dt 5.1-6) | Rev. Rubens Cirqueira

Livres para Ouvir e Obedecer (Dt 5.1-6) | Rev. Rubens Cirqueira

Livres para Ouvir e Obedecer (Dt 5.1-6) | Rev. Rubens Cirqueira

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Legendas automáticas:

Meus irmãos, que a graça e a paz do
nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo
esteja com todos. Quero convidá-los a
abrir a palavra do Senhor no livro de
Deuteronômio, no capítulo 5.
Nós vamos ler do verso 1 até o verso 6.
Quero pedir mais uma vez que você
mantenha a sua Bíblia aberta para que
você possa acompanhar a exposição nessa
noite.
Deuteronômio, capítulo 5, do verso 1 até
o verso de número 6.
Palavra do Senhor que nos diz:
"Chamou Moisés a todo Israel e
disse-lhe:
Ouvi, ó Israel, os estatutos e juízos
que hoje vos falo aos ouvidos, para que
os aprendais e cuideis em os
cumprirdes."
O Senhor, nosso Deus, fez aliança
conosco em Oreb. Não foi com nossos pais
que fez o Senhor esta aliança, e sim
conosco,
todos os que hoje aqui estamos vivos.
Face a face falou o Senhor conosco no
monte do meio do fogo. Nesse tempo eu
estava em pé entre o Senhor e vós, para
vos notificar a palavra do Senhor,
porque temestes o fogo e não subistes ao
monte, dizendo:
"Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei
do Egito, da casa da servidão." Somente
até aqui. Vamos orar.
Senhor nosso Deus, nós nos encontramos
diante do Senhor em ajuntamento, ó Deus,
solene, em culto a ti.
Portanto, ó Deus, nesse instante nós
queremos, ó Deus, ouvir a tua voz.
>> Nós acabamos de ler uma porção da tua
palavra e nós carecemos da tua ação por
meio do Espírito Santo. Fala-nos, ó
Deus. Traga, ó Pai, refrigério à nossa
alma, mas traga transformação de vida.
Nos leve, ó Deus, em direção sempre a
Cristo Jesus. Que o Senhor mesmo, ó
Deus, possa, ó Deus, fazer em nós aquilo
que é necessário para que saiamos daqui
olhando para o alto, para o Senhor que
governa toda a história. Nós te pedimos
assim em nome de Cristo Jesus.
Amém.
Meus irmãos, quando nós olhamos para
esse texto, salta os nossos olhos e
talvez nós lembremos de uma palavra,
liberdade. Liberdade.
Liberdade é uma das palavras mais
celebradas
e uma das menos definidas no nosso
tempo.
Todos, todos os grupos diferentes
reivindicam para si o mesmo termo,
dizendo ou eh prometendo
que se eles estiverem, né, talvez no
poder ou governando sobre nós, nós
teremos a verdadeira liberdade.
Revoluções sempre marcharam em seu nome,
né? Governos também restringem direitos,
alegando protegê-las. mercados também
vendem produtos como expressão dela. O
nosso tempo hoje, nós vivemos um tempo
onde algoritmos, né, prometem escolha
enquanto eles vão aprendendo, né, a
dirigir os nossos desejos.
Muitas vezes nós chamamos de liberdade
apenas o direito de não receber ordens.
Nós achamos que isso de fato seja
liberdade. Mas se a liberdade fosse uma
ausência total de autoridade,
o resultado a gente vai perceber que não
é uma pessoa plenamente humana. É uma
criatura sem norte, governada por um
impulso mais forte ou pela pressão do
grupo ou pelo poder que seja mais
eficiente.
Faça uma, imagina uma cena. Imagine uma
cena. eh onde alguém está sendo
resgatado de uma casa que está em
chamas. Os bombeiros entram ali e aí ao
resgatar essa pessoa lá de dentro, ele
dá a seguinte ordem: "Siga por aqui e
não volte atrás".
A instrução ela limita uma direção, mas
ela preserva a vida aqui. Seria um
absurdo. E normalmente nós estamos no
meio desses absurdos no nosso tempo, que
a pessoa respondesse ao bombeiro:
"Ninguém manda em mim, eu faço o que eu
quiser. Eu volto paraa chama se eu
quiser." Então, nós vamos ver que há
limites que aprisionam, mas há limites
que libertam.
E a palavra de Deus nos mostra isso para
distinguir uns dos outros. Nós
precisamos saber, a primeira coisa que
nós precisamos saber é quem fala, com
que autoridade está falando isso.
O que que esse alguém que nos fala ou
nos dar essa as ordens, o que que ele
fez por nós? Deuteronômio 5, ele nos
mostra isso e nos leva a uma multidão
diante de Deus. Antes de pronunciar
qualquer mandamento no texto, vocês
percebem isso? O texto ele caminha
fazendo uma apresentação.
Deus anuncia primeiro o quem é e o que
ele fez, só para depois dizer: "Eu sou o
Senhor, seu Deus, que eu tirei da terra
do Egito e da casa da servidão."
Portanto, esse texto nos ensina três
verdades fundamentais que nós precisamos
colocar na nossa mente, no nosso
coração. Nós vamos voltar a isso mais
adiante, mas eu quero que você entre um
pouco no texto, no seu contexto aqui,
para que entenda aquilo que está
acontecendo.
O contexto histórico aqui Deuteronômio
está registrando eh a renovação da
aliança de Deus com seu povo lá nas
planícies de Moabe. A geração que saíra
do Egito ali para ocupar essa terra não
era praticamente não era mais a mesma.
eh que estivera fisicamente no pé do
Sinai. A gente vai ver isso por causa
daquilo que aconteceu ao longo dos 40
anos rodando no deserto, onde muitos
deles eh se rebelaram contra Deus e
morreram no deserto. Portanto, boa parte
ou a maioria daqueles que chegaram agora
para alcançar a terra prometida eram os
filhos.
Assim, Moisés, mesmo assim o texto nos
diz, olha, o Senhor fez aliança conosco
em Oreb. O verso dois nos diz isso e ele
insiste conosco, cada um de nós, todos
os que estamos aqui hoje. Nós vamos
perceber que desde o início a aliança,
ela nunca foi uma peça para colocar lá
no na história, mas a aliança que a
palavra de Deus nos diz nos mostra
sempre uma nova geração que ela é
inserida ou incorporada a essa história
aqui redentiva e que, portanto, é
chamada agora pessoalmente a responder a
essa aliança. Isso sempre a palavra de
Deus nos mostrou que é assim. A forma do
discurso aqui desse texto normalmente
lembra aquilo que acontecia, o que
muitos relatam hoje, que há uma corrida
em descoberta aos documentos do antigo
oriente próximo, né? Quando você vê
algum livro falando, segundo os AOPs,
são documentos do antigo Oriente
próximo. Soberano sempre se identificava
aqui,
eh, e normalmente
em favor do povo e dizia que eh estava
estabelecendo uma aliança.
Contudo, há uma diferença aqui
completamente decisiva. O Senhor, ele
nunca foi um tirano que subjugou o seu
povo. O texto aqui nos mostra que ele é
o Deus que ouviu o clamor de um povo
escravizado e que derrotou faraó e
formou uma comunidade livre para
adorá-lo, completamente o oposto. Mas
olha pro contexto literário para que
você entenda. Deuteronômio do capítulo
5, do verso 1 ao 5, há uma convocação
para toda a assembleia. Primeiro ele
diz: "Ouça, ele com convoca essa
assembleia para ouvir." E aí o verso
seis abre com o decálogo,
certo? Então, a gente vai ver que agora
a identidade é a obra de quem está
legislando aqui. Mas a ordem literária
do texto, ela é teologicamente
determinante. Aqui, se você notar, há
uma primeiro uma convocação à escuta,
depois uma lembrança da aliança, a voz
divina, memória da libertação. E por
último, só que vem os mandamentos logo a
seguir. Portanto, a lei, ela nunca foi
uma escada pela qual escravos eles
conquistaram a salvação. Isso nunca
aconteceu. Na verdade, a palavra de Deus
está mostrando que é o caminho no qual o
povo já resgatado, agora aprende a viver
como o povo do Senhor. A lei, portanto,
ela vem depois da libertação. Ela nunca
foi determinada antes da libertação.
Portanto, quando a gente olha isso, a
iniciativa de Deus em participar da vida
do seu povo, ela vem antes das
obrigações contidas nos mandamentos
aqui. E essa sequência, ela fornece uma
importante
princípio paraa interpretação da lei e a
reivindicação,
eh, para que a gente possa obedecê-la.
Ele, portanto, era a lei para um povo.
Quando Deus aponta para ele, Deus era a
própria lei, mas para um povo que já
estava redimido. Portanto, não há uma
lei que deva funcionar como meio de
redenção. Isso nunca aconteceu. E a
palavra de Deus nunca mostrou isso. Nos
mostra uma lei que serve agora de
resposta, mas a redenção ela veio antes.
Algumas coisas aqui do texto também nos
ajudam compreender. Uma das coisas são
as palavras usadas no texto. A primeira
é: "Ouça Israel". Verso 1. Aqui a gente
vai ver que é um e é uma tradução do
imperativo muito próprio para o povo. E
eles entendiam isso. É a tradução do da
aqui do do verbo chamar. No uso bíblico
sempre ele é diferente daquilo que a
gente entende quando você fala ouça. Pra
gente, quando a gente fala ou é mera
recepção acústica. Só que no contexto
bíblico aqui ele sabia o que incluía eh
acolher, aprender e obedecer.
Tanto é que na sequência do texto, o
texto mesmo desenvolve a ideia: vocês os
aprenderão e tratarão de cumpri-los.
Portanto, aqui a liberdade bíblica, ela
nunca diz respeito a um eh não é
silêncio à autoridade, a obedecer a
autoridade, mas é a capacidade
restaurada por Deus. de ouvir
corretamente
e, portanto, entender qual é a
autoridade legítima que você deve ouvir.
Todo Israel aqui no texto, ele mostra
esse caráter público e comunitário
daquilo que Deus está se revelando. Deus
não entrega e a revelação da palavra de
Deus e como Deus se revela, é importante
a gente entender isso também. Nunca foi
uma revelação para um elite e nunca foi
uma revelação individual, apenas para
uma pessoa. Isso muda completamente a
característica do evangelho. Se você for
olhar todas as religiões pelo mundo,
você vai perceber um viés importante.
Normalmente as religiões pelo mundo é
revelação de alguém que fala um Deus,
uma divindade, alguém veio até mim e
falou isso e isso e eu estou passando
para vocês. Já percebeu o que que
aconteceu aqui no pé do Monte Sinai? É
algo extremamente importante que isso
nunca aconteceu na história da
humanidade.
Todas as religiões elas dizem: "Não,
Deus falou, alguém me falou". Mas quando
você olha pro Sinai e o texto do verso 4
diz: "Fá a face", eu falei com vocês, eu
sei que é algo usado pelo idioma, mas é
uma comunicação direta pessoal de Deus.
a forma como Deus fez. E lá em
Deuteronômio, capítulo 4 verso 12 afirma
que todo o povo ouviu a voz de Deus.
Portanto, isso aqui, essa revelação é
completamente diferente de qualquer
coisa que aconteceu nesse mundo até
hoje. Não foi só Moisés que ouviu a voz
de Deus, não foi só Arão que ouviu a voz
de Deus. Deus foi todas aquelas pessoas,
mais ou menos 2 milhões de pessoas no pé
do Monte Sinai, ouvindo a voz de Deus.
Portanto, isso não era algo que alguém
poderia falar. Foi loucura de Moisés,
foi loucura de Arão.
Só eles que ouviram isso. Não, agora
Moisés está trazendo isso à tona. O Deus
que nós servimos, ele se revelou a todos
nós aquilo que aconteceu. Todas as
pessoas que estiveram ao pé do monte
Sinai ouviram a voz de Deus. E é
interessante notar que quando o fogo cai
ali, a o monte treme, as pessoas ficam
com medo de ouvir a voz de Deus, mas
eles ouviram o que Deus falou.
Logo a seguir que eles pedem a Moisés e
Arão, fale vocês conosco,
porque é terrível ouvir a voz de Deus. É
terrível ouvir a voz de Deus. Deus se
dirige, então, a toda uma nação em um
único lugar e ao mesmo tempo são homens,
mulheres e crianças ali pela primeira
vez e única vez na história que isso
acontece na humanidade até hoje. Um Deus
que se revela. O verso de número seis é
a primeira declaração aqui do decá, não
é a exigência, mas um anúncio. Ele tá
dizendo: "Eu sou o Senhor, seu Deus". E
agora no texto ele usa o nome pactual
aqui e o pronome relacional, que
portanto estabelece que quem fala, né?
Quem está se dirigindo a ele é
exatamente aquele que os libertou,
aquele que veio em direção a eles com
redenção. Portanto, foi eu que tirei
vocês da terra do Egito, da casa da
servidão.
Deus falando diretamente ao povo. A
escravidão, portanto, é tratada aqui. E
a gente vai perceber outra coisa
interessante. É em êxodo que nós somos
eh os nossos olhos se abrem pra ideia de
escravidão.
É a palavra de Deus o primeiro a mostrar
exatamente o teor escravidão. Em nenhum
dos povos, você pode olhar em toda a
história, as pessoas nunca tiveram noção
do que era a escravidão. Na verdade,
elas entendiam que aquilo era algo
completamente natural. Perceba que o
povo de Deus quando tá no Egito, aqueles
que fazem sedições contra Moisés,
entendendo que deveriam voltar ao Egito,
eles dizem: "Olha, nós vamos voltar ao
Egito porque lá era bom.
Nós temos saudades da comida, dos alhos,
das cebolas de lá.
Perceba que aquele que é escravo e que
nunca os seus olhos foram abertos para
escravidão, nunca entende o que de fato
é escravidão. Só que liberdade ou
libertação,
qualquer ideologia pode tomar essa
palavra, mas de fato liberdade.
Somente a palavra de Deus define o que
de fato é liberdade.
Porque é Deus mesmo que se revela a um
povo. É Deus mesmo que mostra ao povo
que eles estavam agora cativos na terra
do Egito.
Por isso, palavra de Deus nos mostra, é
isso que eu gostaria de falar essa
noite, a verdadeira liberdade, ela vai
nascer da redenção de Deus, se submete à
voz de Deus e ela floresce na obediência
a Deus.
Então, a primeira sentença do texto,
como nós aplicamos isso na nossa vida,
perceba, do verso 1 até o 5 nos mostra
isso. Nós somos livres quando o
verdadeiro Deus ele fala ao seu povo.
Nós somos livres quando o verdadeiro
Deus fala ao seu povo. O texto nos
mostra do verso 1 ao 5 que Moisés
convoca todo Israel.
Não era apenas uma reunião de alguns
líderes aqui ou uma conversa secreta
entre governantes ali ou apenas uma
pequena parte. Todo o povo de Deus foi
convocado a uma multidão reunida para
ouvir. Isso de novo, eu preciso frisar,
é extraordinário aqui,
porque normalmente em todas as culturas
os reis diziam falar em nome dos deuses
e as massas deveriam apenas obedecer.
Isso era a história de faraó, que se
dizia que ele era o próprio Deus e,
portanto, as pessoas deveriam
obedecê-lo. Agora, o Senhor fala a um
povo inteiro, mas é interessante notar
que você vai perceber em toda a
escritura: Deus fala ao seu povo, mas
Deus não bajula o seu povo. Nós
precisamos aprender isso, porque a
verdade ela nunca ela vai nascer da
assembleia ou da votação de um povo ou
daquilo que a gente fala assim: "Olha, o
povo é soberano, a maioria, né, que deve
de fato eh determinar o que fazer.
Maioria nunca criou bem e mal.
O povo ele não é soberano.
Palavra de Deus nos mostra que quem é
soberano é Deus por meio da sua palavra.
Portanto, ainda que cada pessoa é
chamada a ouvir, aprender e obedecer,
essa combinação agora é o berço da
liberdade de fato, da consciência agora,
e que nenhum ser humano, de fato, ele
vai entender pela revelação que nenhum
ser humano de fato é Deus.
Há um único e soberano Deus aqui
e que o ser humano ele vai responder
diante desse Deus. Aqui aparece a
primeira ameaça aqui que a gente vai ver
a qualquer ideologia que é totalizante,
qualquer ideologia que torna-se
antiliberdade,
eh ela quer transformar a realidade
criada,
né? Ela transforma tudo isso, a
realidade criada por Deus. Portanto,
estado, raça, classe, nação, mercado,
identidade, técnica, vontade individual
ou até mesmo tradição humana. Isso aqui
normalmente é a chave agora para
explicar tudo e governar tudo.
Normalmente é poderes totalizantes. Eles
acham que com isso ele governa o povo.
Mas normalmente quando um princípio
criado ocupa lugar do criador, ele exige
não apenas uma consciência ou uma
concordância política, mas ele vai
exigir no final uma submissão moral, uma
linguagem obrigatória, né? A lealdade da
consciência.
Portanto, a promessa normalmente de
ideologias é emancipação.
O método normalmente que se apregou é
conformidade,
mas o resultado no final, novo
cativeiro. Novo cativeiro. Isso não
significa, irmãos, que toda reflexão
política seja má e que cristãos devam
sair da vida pública abandonar tudo
isso. significa é que toda a construção
humana
ou que nenhuma construção humana ela
recebe ou deverá receber a nossa fé
última. Nós precisamos atentar para
isso. Palavra de Deus, ela julga todos
os movimentos
de qualquer maneira. Portanto, também o
estado, o mercado, a tradição, inovação,
tudo está julgado pela palavra de Deus.
A igreja, então ela vai perder essa
liberdade quando normalmente ela se
submete a esses projetos que normalmente
são projetos humanos. Os guines, eles
escrevem um livro falando a respeito da
plena da carta magna da humanidade e ele
diz: "A liberdade requer autoridade, uma
fonte que a autorize.
E para a Bíblia e a família bíblica de
crenças, a autoridade e a fonte de toda
a liberdade é Deus."
Portanto, nós precisamos perguntar no
nosso tempo hoje, eh, sempre de qual
grupo essa ideia vem,
que visão de Deus e do ser humano isso
tem, do pecado, da salvação? Qual é a
ideia que pressupõe tudo isso? Se ela
admitia ou não admite, na verdade nem o
tribunal acima dela, se ela não admite a
transcendência de um Deus, nós vamos
saber que no final isso se transforma em
ídolos e os idólatras normalmente vão
ser levados a um cativeiro.
Mas a gente aprende uma segunda lição
nesse texto. Nós somos livres porque
Deus, o redentor, é ele que enfrenta a
escravidão.
O verso de número seis, ele ele fala de
maneira bem clara
no verso 6 de Deuteronômio, no capítulo
de número cinco.
Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei
do Egito e da casa da servidão. A
primeira questão aqui moral mencionada
na abertura do decálogo aqui é a
escravidão. Ele diz: "Eu tirei da casa
da servidão". Antes de falar dos nossos
deveres aqui, Deus fala das correntes
que ele quebrou, que Deus mesmo quebrou.
antes de apresentar a sua lei, ele
apresenta a sua graça. Antes de nos
pedir qualquer serviço, Deus anuncia a
libertação. Portanto, o Egito aqui a
gente vai perceber que que é no aqui era
mais um lugar ou um sistema de de eh que
o as pessoas eram tiradas de fato da sua
humanidade. Faraó reduzia as pessoas
aqui a unidades de produção, né?
controlava também seu filho, seus
filhos. Olha, desde o início da
narrativa de Êxodo, quando a palavra de
Deus nos mostra isso, ele esmagava
qualquer esperança que poderia acontecer
e tudo isso que pertencia somente a
Deus. Portanto, Deus da Escritura e que
se revelou a nós, ele nunca foi
indiferente à escravidão.
A a grande autodeclaração moral começa
lembrando sempre isso, que ele é o
libertador dos escravos. Mas a narrativa
também nos impede de reduzir essa
escravidão apenas a estruturas externas.
Porque Israel, ele sai do Egito
rapidamente. Olha pra história. Israel
sai do Egito rapidamente,
mas o Egito ele demorou sair de Israel.
Quando Israel anda 40 anos pelo deserto,
Deus fala por quê? é para que ele ele de
fato fizesse daquele povo uma nação, um
povo e que Deus falasse ao coração
deles. O Egito demorou sair do coração
deles. O povo continuou desejando as
panelas, temendo a liberdade, fabricando
também deuses controláveis. Olha, aquilo
que aconteceu era algo que eles nunca
tinham experimentado. Gente, quando Deus
fala na lei para eles, olha, seis dias
trabalharás e ao sétimo descansarás,
isso era
terrível para eles. Eles falaram: "Como
é que nós vamos fazer isso?"
O escravo, ele não tinha dia de
descanso.
Eles nunca tinham tido, eles estavam
acostumados a trabalhar todos os dias. E
é interessante que é uma ordem. Parece
que para nós fica parecendo algo assim,
falar assim: "Não, eu não preciso de
ordem para não trabalhar".
Mas na verdade o ser humano, por causa
do seu próprio pecado, ele não consegue,
na verdade, se submeter a essa
liberdade. Ele vai, de alguma maneira se
prender a alguma escravidão, porque ele
nunca vai confiar que se eu trabalhar
apenas seis dias e o sétimo é o dia do
Senhor, eu vou continuar tendo o meu
sustento. essa a ideia e era aquilo que
Deus estava fazendo com o povo para que
eles entendessem que eles dependiam
inteiramente dele, que eles precisavam
descansar no Senhor. Aqui há uma um foco
da condição caída que nós aprendemos e
aplicamos na nossa vida. Queremos muitas
vezes a libertação das consequências do
pecado, sem a libertação ou sem o
senhorio, na verdade, libertação do
senhorio do pecado. Nós queremos apenas
a libertação das consequências do
pecado, mas nós não queremos a
libertação do senhorio do pecado.
Nós preferimos autonomia, mas essa
autonomia que a gente acha que nós vamos
ter nos entrega ao desejo, a aprovação
social. ao ressentimento, ao consumo e
ao medo. E lá no final, lá na ponta, nós
vamos perceber, nos tornamos escravos de
novo.
A gente sabe muito bem, lembra? Alguns
aqui foram criados no tempo analógico
ainda, discando no orelhão. Então,
começou a surgir o telefone.
Lá no comecinho tinha o telefone que,
né, que agora você podia mandar SMS. Foi
uma revolução aí a gente achava a pessoa
em qualquer lugar, qualquer hora assim
falava uma mensagem faz um barulhinho e
já chegou, né? Alguns andava com bip
também pendurado, né? Fala isso. É, a
gente agora tem o controle. Logo a
seguir veio o celular com todas as
aquilo que nós temos hoje. E a ideia foi
o seguinte: "Olha, agora você tem o
mundo nas suas mãos".
Aí a gente começou a perceber que na
verdade essa liberdade,
né, nos ao invés de nos trazer a
liberdade de falar: "Eu tenho o mundo
nas mãos", na verdade ele nos aprisionou
em um quadradinho.
O mundo sempre tem proposta de
liberdade, mas a liberdade bíblica não é
ter essas infinitas opções, mas é
possuir pela graça um coração capaz de
amar o bem. Portanto, no evangelho, a
palavra de Deus vai nos mostrar que Deus
realiza o novo êxodo. Olha para para
aquilo que a palavra de Deus nos fala
quando há o cumprimento em Cristo Jesus.
Jesus entra na casa da servidão, carrega
a condenação de de um povo, ele vence
ali aquilo que nos mantinha aprisionado
pelo medo e e medo da morte. Portanto, a
cruz vai nos mostrar que ela não é
apenas exemplo de coragem, irmãos, e é
exemplo, aquilo que está acontecendo ali
é resgate. Portanto, muitas vezes filmes
não faz justo aquilo que acontece ali na
cruz. Não era mostrando que Jesus é
corajoso e suportou a morte de cruz, mas
aquilo que está acontecendo ali é
resgate. Portanto, a ressurreição não é
também apenas uma inspiração, é a
derrota de todo um domínio de escravidão
onde nós estávamos inseridos.
Por isso que lá em João, no capítulo 8
verso 36 nos diz: "Se pois o filho vos
libertar,
verdadeiramente
sereis livres".
Nós precisamos identificar as correntes
que nós chamamos muitas vezes de
escolha.
E a gente precisa se perguntar qual é o
pecado que nós estamos defendendo e
dizendo: "Não, mas eu sou assim.
Que aprovação que nós queremos ou
queremos conseguir e que normalmente nos
aprisionam?
Narrativa normalmente política que nós
recebemos mais temor, esperança,
lealdade do que Cristo Jesus.
O redentor, portanto, ele não veio
apenas tornar o cativeiro mais
confortável, ele veio tirar seu povo da
casa da servidão. Mas em terceiro e
último lugar,
nós também somos livres. Primeiro lugar,
se nós somos livres quando Deus
verdadeiramente fala ao seu povo.
Segundo lugar, nós somos livres porque o
Deus redentor enfrenta a escravidão.
Então, em terceiro lugar, nós somos
livres para obedecer ao Deus que nos
redimiu.
O verso de número um e o verso de número
seis, ele fecha isso dizendo, olha,
chamou a Moisés a todo Israel e disse:
"Ouvi, ó Israel, os estatutos, os
juízos, que hoje vos falo aos ouvidos,
para que os aprendais e cuideis em
cumprirdes."
Moisés ordena que ouçam, aprenda e
cumpra. Essas palavras seriam
opressivas, de fato, se viessem, por
exemplo, de faraó. Mas agora vindo aqui
da do Deus que libertou esse povo e que
propiciou o caminho para que eles
tivessem vida, agora a autoridade ela
não é automaticamente inimiga da
liberdade.
A questão sempre foi o caráter da
autoridade. Aqui faraó ele ordena aqui
para consumir o povo. O Senhor ele
ordena para formar um povo santo. Um
tirano, normalmente ele usa pessoas para
engrandecer seu nome. Deus dá seu nome e
a sua aliança para restaurar pessoas. É
completamente diferente a liberdade que
nós temos da parte de Deus. Portanto,
aqui nós aprendemos também que é uma
diferença que se coloca em lados
opostos, mas que parece muito próximos.
Legalismo e obediência.
Quando a palavra de Deus nos mostra,
porque normalmente aqui está apenas na
ordem, porque o legalista vai dizer para
você ou vai dizer para si mesmo: "Eu vou
obedecer para que Deus seja o meu Deus".
O evangelho vai dizer: "Ele se fez nosso
Deus e nos resgatou". Por isso nós
obedecemos.
A ordem é inversa.
ou muitas vezes que cresce sempre no
nosso tempo ou de tempos em tempos na
história, aqueles que se chamam
antinomianos. Ele diz: "Se eu fui
resgatado,
eh, eu não preciso ouvir ninguém mais".
Só que a graça ela sempre vai responder.
Se você foi resgatado, foi justamente
para ouvir a voz do bom pastor e andar
em novidade de vida. João de novo nos
ajuda a entender isso. Ele vai dizer que
a ovelha de fato, ela reconhece a voz do
pastor e ela obedece. Mas para que isso
aconteça é necessário que de fato se
torne ovelha.
Assim, nós vamos olhando paraa história.
O catecismo de Heidelberg lá na pergunta
86, ele responde assim: Porque Cristo,
tendo nos redimido pelo seu sangue,
também nos renova pelo seu Espírito
Santo para sermos sua imagem, a fim de
que com toda a nossa vida nos mostremos
agradecidos a Deus pelos seus benefícios
e que ele seja glorificado por nós.
Deus faz isso. A nossa liberdade está em
sermos presos a Cristo Jesus. Essa é a
plena liberdade que nós temos.
Você imagine, portanto, uma partitura,
né, que tem as linhas ali, as notas
aparecem ali, as restrições. O músico
treinado, ele entende que aquilo ali te
ajuda na liberdade para que outros
instrumentos entrem e componha a
harmonia. Quem não entende nada disso
olha paraas linhas e fala: "Não, eu não
quero tocar nessas linhas".
E na verdade o que se ouve depois é
apenas uma confusão.
Palavra de Deus nos mostra que Deus
coloca esses limites todos na nossa vida
mais porque ele nos ama por causa da
liberdade que agora ele nos dá, a
liberdade até de nós mesmos. Lembra
quando Lutero orava e as pessoas não
entendia? Ele orava: "Senhor, me livra
de mim mesmo". O povo falava: "Lutero tá
ficando doido mesmo".
Mas essa também é a nossa oração hoje.
Para que a gente seja de fato livre de
nós mesmos. Nós precisamos nos ligar
a Cristo Jesus,
estarmos ligados a ele, obedientes a
eles. Portanto, essa obediência também
ela é comunitária. Deus fala a multidão
e cria um povo. A liberdade moderna
normalmente ela vai imaginar indivíduos
isolados, escolhendo cada um seus
vínculos. Mas a liberdade bíblica nos
coloca numa aliança, todos nós juntos.
O nosso descanso, o meu descanso inclui
o descanso também do servo, do
estrangeiro. Desde o Antigo Testamento
nos mostra isso. A minha verdade protege
a reputação do próximo. A minha pureza
guarda a aliança de outra família. O meu
contentamento impede que eu transforme o
bem alheio em objeto de conquista.
Sou livre para amar.
Aquilo que Deus está fazendo é ordenando
nossos amores para que nós possamos
viver em harmonia com o criador e com o
próximo. Mas isso só vai acontecer em
Cristo Jesus.
A pergunta sempre vai ser: por tantas
guerras?
Por que que as pessoas elas são assim?
Vocês já perceberam? Às vezes a gente
fica olhando para guerras lá longe,
longe.
Lá, como é que pode fazer um negócio
desse? Aí um belo dia a gente se juntou,
nossa igreja foi para um lugar junto com
a igreja de outra cidade, né? E aí foram
jogar futebol.
E aí a briga começa.
Assim também esse povo que vem do
interior é difícil, viu?
É difícil.
Mas como é que pode conviver? Aí vira
uma briga. Eu me lembro que eu fui
criado numa cidade assim, havia uma
igreja do outro lado da cidade e a
igreja no centro. E as pessoas quando se
juntavam parece que não colava muito bem
uma na outra, exatamente porque não
entenderam de fato o que é evangelho.
Isso na verdade a gente vai perceber que
a guerra está dentro de nós. Está dentro
de nós.
E de fato nós precisamos ser libertos
pelo evangelho e em Cristo Jesus.
Mas eu gostaria de concluir essa noite
porque Deuteronômio 5 apresenta uma
sequência que nós não podemos inverter.
Deus fala primeiro, Deus se dá a
conhecer primeiro, Deus recorda da
libertação aqui, Deus chama a
obediência.
Então eu preciso relembrar a todos nós
nessa noite que liberdade ela começa do
lado de fora. É fora de nós. É uma
iniciativa do Senhor. Liberdade não
começa dentro de nós. Se estamos presos
ao pecado. Liberdade não começa dentro
de nós.
Ela também não nasce quando nós
silenciamos toda a voz aqui acima de
nós, mas é quando nós distinguimos de
fato a voz do redentor, das vozes de
todos os tiranos ou de faraó. Israel
precisava aprender a ouvir a voz de
Deus.
Talvez nós sejamos tentados ou tenha
alguém aqui tentado a ser livre pela
revolta, pelo controle, pela reinvenção
de si mesmo, mas a autonomia absoluta,
ela nunca vai gerar liberdade. É uma
promessa vazia. Você não precisa ser o
seu próprio criador, legislador, o seu
salvador.
Cristo que se apresenta como nosso
libertador.
Ele não chama de volta ao Egito, mas ele
chama para fora do Egito, né? Ele não
oferece apenas a ausência de senhorio.
Ele oferece o senhorio dele, que é manso
e bom.
O Deus que fala é o Deus que de fato nos
salva. O Deus que ordena é o Deus que
primeiro quebrou as correntes. Portanto,
sua lei não é o preço aqui da redenção,
mas é a forma da vida redimida.
Portanto, nós somos chamados a rejeitar
todo ídolo que queira possuir a nossa
consciência, toda ideologia que se
apresente como salvação final e todo
pecado que se disfarce de liberdade. E a
gente vai entender que é em Cristo que
nós somos livres da condenação,
vivificados pelo espírito.
E sejamos, portanto, livres para ouvir,
livres para amar e livres para obedecer.
fazendo aqui algumas aplicações e e
princípios redentivos nesse texto.
Primeira coisa que a graça ela vem antes
da obrigação.
E eu tenho repetido isso sempre, porque
a gente precisa se distanciar
do legalismo. João Calvino, ao comentar
esse texto, ele fala que a lei não foi
dada para que o pecador fabricasse
justiça diante de Deus, mas para
instruir o povo de Deus no caminho da
piedade. Portanto, essa distinção, ela
ajuda a compreender Deuteronômio 5,
porque o redentor primeiro reividica o
povo como seu e então ele ensina como o
povo deve viver. Então, a graça ela vem
antes de toda a obrigação.
A redenção também muda o senhorio. A
segunda coisa que a gente aprende aqui,
Israel deixa o domínio de faraó e passa
a pertencer ao Senhor Yahé, o Deus da
aliança, que a Bíblia não define nunca a
liberdade como independência absoluta,
porque é algo impossível a toda a
criatura debaixo do sol.
Se nós estamos presos ao pecado, nunca
nós teremos uma liberdade que seja
produzida por autonomia.
Nós vamos nos prender a outra e a outra
e a outra escravidão.
A palavra também liberta a consciência
de domínio humano. Quando Deus fala ao
seu povo, não é ninguém que nos
determina aquilo que nós devemos viver,
pensar e agir. É exatamente, nós estamos
presos exatamente a Deus e é ele que
determina como nós devemos julgar e ver
todas as coisas. Mas também a lei
protege a liberdade redimida. Perceba
que os mandamentos, ele nunca foi grade.
Os mandamentos para o povo de Deus no
Egito. Eles eram limites preciosos para
impedir que o povo voltasse pro Egito e
que o Egito voltasse a dominar sobre
esse povo. Olha pros 10 mandamentos.
Os 10 mandamentos era exatamente aquilo
que Deus tinha feito para que esse povo
nunca mais fosse preso à escravidão do
Egito.
Portanto, o decálogo aqui representava o
amor de Deus no sentido de que todas as
suas injunções negativas e positivas,
elas visavam não apenas a restrição,
mas a plenitude de vida.
E por último aqui, Cristo, ele realiza o
êxodo definitivo,
porque o primeiro êxodo aponta para uma
libertação maior aquilo que está
acontecendo aqui. Mas em sua morte e
ressurreição, Cristo resgata esse povo
do domínio do pecado, da condenação da
lei e da pena de morte aqui ou do poder
da morte por causa do pecado. É ele que
é o mediador superior a Moisés, aquele
que foi prometido, cuja voz não apenas
nos informa, mas chama mortos à vida.
Então, é nele que a lei deixa de ser
sentença condenatória em Cristo Jesus.
Para o justificado, ele é escrito no
nosso coração pelo Espírito como foi a
promessa. Portanto, não somos salvos
pela obediência.
Nós somos salvos
para a obediência.
Examine, portanto,
seus absolutos aí, qual é a realidade
criada que tem funcionado como
explicação total para sua esperança.
Teste tudo isso, esses discursos de
liberdade.
Recuse qualquer captura da sua
consciência. Se essa consciência eh não
estivesse submissa à palavra de Deus,
precisamos cultivar a escuta obediente.
Portanto, nós precisamos conhecer a
palavra de Deus e nós precisamos lembrar
todos os dias da ordem do evangelho.
Você nunca obedeceu para ser resgatado,
mas é em Cristo que você obedece agora,
porque você já foi resgatado.
Que Deus tenha misericórdia de nós
e que Deus aplique a sua palavra em
nosso coração. Não.

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