Makários – Eclesiologia | Aula 2 | Desafios sobre a identidade da Igreja | Luiz Sayão
11/09/2026
Makários – Eclesiologia | Aula 2 | Desafios sobre a identidade da Igreja | Luiz Sayão
Makários II
Módulo II – Eclesiologia: entendendo as diferentes propostas de igreja
Aula 02 – Desafios sobre a identidade da Igreja
Luiz Sayão
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เ Boa noite para todos que chegaram aqui paraa nossa aula de hoje, a nossa aula do curso de teologia Macários, esse que é um novo módulo que iniciamos essa semana. Então, aqui estamos na segunda aula do terceiro módulo desse Macários que a gente está desenvolvendo ao longo de 2026. Então, a gente já teve aí uma trajetória começando com o estudo da carta aos Romanos, depois entendendo as várias tradições cristãs teológicas que se desenvolveram ao longo do tempo. E esse que é um módulo para falar sobre a vida prática da igreja, falando sobre eclesiologia, entendendo as diferentes propostas de igreja. E hoje, então, a gente vai falar sobre esse tema, os desafios, sobre a identidade da igreja. E nós convidamos você que tá chegando agora, talvez assistindo pela primeira vez a aula do Macários, a acompanhar esse módulo que a gente tá iniciando, mas também olhar tudo aquilo que a gente já fez nos últimos módulos e no último ano, no ano passado. Então, a gente tem um curso básico inteiro de teologia que foi o Macários Zoom, e agora a gente tá desenvolvendo esses módulos avançados no Macário 2 ao longo de 2026. Então, muito bem-vindo, muito bem-vinda. A gente espera poder ajudar com todo esse conteúdo que está sendo disponibilizado e também com outras novidades que a gente vai poder compartilhar na próxima semana aí relacionado ao conteúdo desse módulo. Então, a gente agradece quem já chegou paraa aula e agradece também que tá de volta aqui para dar mais uma aula no Macários, falando agora sobre os desafios da identidade da igreja. Boa noite, Saião. >> Boa noite, Áila. Boa noite todos os amigos do Macários da IBNU. Sejam bem-vindos aqui para uma reflexão hoje sobre os desafios a respeito da identidade da igreja. >> Isso aí. Já vou passando então aqui a palavra para o conteúdo da aula que o Saião vai desenvolver. No final a gente vai ter a parte de perguntas. Vocês que já acompanham o Macáos conhecem, vão colocando aí as perguntas no chat, no final a gente vai ter um tempinho para poder responder. Boa aula a todos. Muito bem, pessoal. Eh, vamos refletir sobre a realidade da igreja, né? Porque eh vocês já tiveram uma primeira aula, mas assim, se existe uma coisa que parece ser bastante confusa na cabeça de muita gente, o que que quer dizer igreja, né? Algumas pessoas tratam igreja assim basicamente como um CNPJ, né? Uma ONG religiosa, né? Que faz certas atividades ligadas à fé. E é isso, né? Outras pessoas, assim, até de tradição religiosa, tratam a igreja como uma espécie de clube, né? Um ambiente onde a gente encontra as pessoas conhecidas do nosso círculo de relacionamento e a coisa não passa disso, né? E e com certeza, acho que uma das coisas mais comuns é a pessoa pensar na igreja como um espaço particularmente sagrado, né? Ou seja, a igreja Deus vai responder a oração na igreja, porque a igreja, como se diz, não muito compreensivamente, né? A igreja é a casa de Deus, então é o CEP de Deus se encontra lá, né? Então essa percepção ela é eh equivocada, né? é algo que não faz muito sentido. E quando a gente pensa sobre isso, então a gente precisa eh entender, né, o que que se compreende, qual que é de fato a identidade da igreja. Então, na Bíblia, a o conceito, a ideia de igreja é bastante assim, digamos, eh especialmente extraordinário. A igreja, ela é chamada do grande mistério de Deus, por meio do qual ele reúne eh gentius e judeus eh dentro daquilo que é chamado ah de a comunidade da fé, comunidade do povo de Deus. aquilo que é chamado do corpo de Cristo. É muito interessante observar que a igreja ela é assim chamada, né, por uma série de figuras e linguagens, de metáforas assim que são eh extraordinárias. Nós temos a ideia de que ela é família de Deus. Ela é chamado de noiva, de corpo de Cristo. Ah, também tem a ideia de edifício, de lavoura, de casa de Deus, né? e é comparada com um corpo, né? E assim, muitas dessas eh expressões, elas apresentam muito essa ideia de e interrelacionamento, eh, de comunidade, né? E na verdade, se a gente puder pensar em igreja, a gente deve dizer que a igreja é a comunidade de homens e mulheres, né, que receberam a salvação que nos é oferecida em Cristo Jesus. Igreja é uma referência ao povo de Deus, né, que eh sobre toda a terra, em qualquer momento da história, e a igreja, no seu sentido mais amplo, envolve aqueles que já estão na vida eterna e aqueles que estão aqui e que vão formar aquilo que é chamado de eh igreja no seu sentido. Vocês já viram um pouco disso, né? Igreja universal, ah, e igreja local. E é uma coisa que nem todo mundo compreende muito bem. A igreja, ela é descrita no Novo Testamento nesse sentido mais amplo, nesse sentido de a igreja de Cristo, né? Quando a Bíblia fala, né, da noiva, quando a Bíblia fala eh dessa linguagem, eh a igreja como um todo que tem o sentido de igreja invisível. É muito interessante, por exemplo, quando a gente lê o livro de Hebreus, capítulo 12, né? E ele vai mostrar ali os desdobramentos quando é que a gente eh chega, né, na grande vitória da salvação perfeita em Cristo. Ele diz lá no verso 22 o seguinte: "Mas vocês chegaram ao monte Sião, a Jerusalémse celestial, a cidade do Deus vivo, chegaram aos milhares e milhares de anjos em alegre reunião a Igreja dos primogênitos. cujos nomes estão escritos nos céus. Vocês chegaram a Deus, juiz de todos os homens, aos espíritos dos justos aperfeiçoados, a Jesus, mediador de uma nova aliança. A descrição aqui da igreja é a igreja dos primogênitos, com os nomes escritos nos céus. Então, é uma coisa assim muito eh surpreendente, especial quando a gente observa essa realidade da Igreja Universal, que é a igreja invisível, que tem a ver com o corpo de Cristo, nós temos aí essa chamada eh comunidade, né, do povo de Deus. E aí, eh, ao mesmo tempo que a igreja tem esse perfil no contexto neotestamentário, a igreja também ela é visível e ela é uma igreja eh que a gente tem, né, a a igreja que nós podemos observar, ver aqui e a igreja que a gente não vê, que, né, por exemplo, esse texto de Hebreus fala dos que estãos nos céus, mas fazem parte dessa igreja. E essa igreja que é uma igreja que envolve gente de toda parte, né, que é uma igreja universal, conforme é descrita na especialmente nas cartas do apóstolo Paulo, mas nós vemos a as cartas escritas a igrejas específicas. Então, essas igrejas são locais. Isso que muita gente às vezes tem dificuldade de entender. E no Novo Testamento existe uma sintonia entre essa igreja visível, igreja invisível e igreja universal e igreja local. Isso significa que não é aconselhável, não é saudável, não é adequado que alguém que seja discípulo de Jesus caminhe sozinho. Então a gente e quando a gente diz isso, a gente não quer dizer que a pessoa meramente precisa frequentar um templo, né? Que tem gente que fala isso. Ah, eu posso buscar Deus na minha casa, eu posso orar e ler a Bíblia e aprender e até ouvir uma mensagem pela internet, né? Então, por isso preciso da igreja, mas a ideia é que você faz parte de uma família, você faz parte de uma comunidade, você tem a aprender com seus irmãos e você deve doar de si para a comunidade para abençoar o reino de Deus. Então, nesse sentido, ser parte da Igreja Universal, da Igreja de Cristo, requer que a pessoa seja parte da igreja local, né? E aí a gente olha para isso e a gente vai lá atrás e pensa no que aconteceu na ruptura do ser humano com Deus, na queda, né? Quando eh nós vemos o texto bíblico falando do que acontece no contexto de Adão e Eva na queda e no pecado, o pecado não é uma realidade que se restringe a relação com Deus. Ele também eh restringe a relação com o próximo, que imediatamente depois do pecado, facilmente Adão culpa Eva, né? A mulher que tu me deste. Então ele se volta contra Deus e contra a mulher. Aí a coisa pior em Gênesis 4, quando você vê Caim matando Abel e logo em seguida no dilúvio, a terra se enche de violência. Então, nós temos a fratura da fraternidade do universo relacional entre os seres humanos. Por isso é tão significativo que a redenção que nós temos em Cristo não é somente a salvação individual, não é somente o perdão dos pecados, não é somente consertar a relação com Deus, mas também com o próximo, também com as pessoas. a nossa volta com a comunidade da fé. Por isso a igreja é esse grande desafio. Então é interessante que essa ideia de comunidade, de congregação, ela começa a aparecer lá atrás. Quando você vai ver no Antigo Testamento, você vai ver ali entre o povo de Israel, né, a comunidade, aquilo que era chamado de Caral, né, que vai aparecer depois, né, no Novo Testamento a partir inclusive da influência de uma tradução grega, né, como uma septuaginta, ah, a palavra eclesia, que vai ser a palavra que vai ser traduzida por igreja eh em português. Então, eh o que nós temos é essa ideia de que Deus não está agindo simplesmente no nível individual para que cada pessoa venha entrar em contato com ele. Mas Deus faz questão de formar um povo, de formar uma comunidade, de formar uma congregação. E assim, esse aspecto, né, de solidariedade, esse aspecto de comunidade é a raiz do entendimento daquilo que envolve a ideia da igreja. E a igreja ela é, né, nas palavras que nós temos lá de Efésios, a grande maravilha, o grande propósito de Deus que tinha sido, né, reservado para se apresentar, né, na vinda, eh, de Cristo Jesus, quando ela é na linguagem de Efésios 3, ali apresentada como eh esse mistério que esteve teve eh oculto, guardado, né, até a manifestação de que agora nessa comunidade da fé nós temos essa união em Cristo de judeus e gentius sob a mesma fé. Mas quando a gente pensa sobre a realidade da igreja, e aí a gente precisa refletir um pouco sobre eh a questão histórica, né? Porque os primeiros seguidores de Jesus eram especialmente em galileus, judeus. Essa comunidade cresce, ela começa a atrair pessoas de fora do ambiente israelita. Então você tem os primeiros gentios, que eram gentios próximos da sinagoga. Depois esse caminho se amplia. Depois lá de eh do Concílio de Jerusalém, em Atos 15, no ano 49, nós vamos ter uma ampliação até que a igreja vai se tornando eh predominantemente gentílica e cada vez mais com a inclusão dos mais diversificados povos, adquirindo a sua característica universal. E o que acontece é que essa caminhada faz com que a igreja cresça ao ponto dela estar agora cada vez mais presente nas instâncias superiores ah de determinados ambientes. Então, a gente sabe, por exemplo, que ainda no século rei da Armênia, ah, o rei da Geórgia, o rei da Etiópia e o imperador romano vão eh se declarar cristãos. E ainda no final do quto século, o cristianismo se torna uma religião dominante e até obrigatória, por exemplo, no império romano, eh, a partir daquilo que se decidia ali em Constantinopla. E aí você imagina agora, igreja tem o quê? tem poder, igreja tem um domínio, igreja tá aí nessa eh condição diferenciada da sua origem. E aí então a gente pensa, pera aí, mas será que isso não tem a ver com o reino? Afinal de contas, Jesus não é o rei e ele não vai reinar entre nós e esse reino não acontece juntamente com o seu corpo. Então, será que agora nós temos nesse domínio político e até econômico aí, eh como manifestação do reino de Deus? Então, é importante fazer uma distinção. Atenção, a igreja não é o reino de Deus. Igreja não se confunde com o reino. E aí vale citar aqui, né, a boa eh orientação nesse sentido do bom teólogo do Novo Testamento, que é o britânico George Led. George Led, que tem um bom livro de escatologia, tem uma boa teologia do Novo Testamento, ele vai afirmar o seguinte: o reino é primeiramente o governo dinâmico ou domínio real de Deus, derivando dessa ideia a estera na qual o domínio é experimentado. Então, o reino é um conceito amplo, um conceito genérico que tem a ver com o fato de que Deus é soberano, ele é rei, ele tem o domínio sobre todo o universo. Na linguagem bíblica, o reino não é identificado com os seus súditos. Ou seja, e o reino não é a mesma coisa do que os seus súditos, que, claro, são as pessoas que estão dentro do contexto do reino porque receberam o reino ou entraram no reino. Eles são os súditos do reino. Ou seja, para deixar claro, as pessoas que receberam a Cristo e fazem parte da igreja, eles são o povo do domínio de Deus que adentram o reino, nele vivem e por ele são governados. Então eles estão na esfera do reino e eles se submetem, submetem ao reino que é maior e superior a eles. A igreja é a comunidade do reino, mas não é o reino em si. Isso ajuda muito a gente a não confundir, por exemplo, a ideia que muita gente tem de que a proposta essencial da igreja é, por exemplo, tomar o poder e ali se tornar eh dominadora a partir de certos conceitos e ideias eh teológicas que devem obrigar todo mundo a entrar nessa mesma sintonia. Ah, os discípulos de Jesus pertencem ao reino, assim como o reino pertence a eles. Todavia, eles não são o reino. O reino é o domínio de Deus. A igreja é uma sociedade de pessoas. Então, essa distinção é importante porque o reino tem a ver com esse domínio, né? Então, o que acontece no universo, na natureza, a nossa volta tem a ver com o fato de que Deus domina sobre tudo e que nós nos submetemos ao rei Jesus, nos tornamos seus súditos e estamos no reino e o reino tem a ver com a nossa realidade, mas não se pode identificar um diretamente com o outro. Portanto, o que que a gente deve entender que a igreja não é o reino, né? Você vai ver que no livro de Atos, quando a igreja se desenvolve, ela ela não é apresentada como se reir eles estavam, por exemplo, anunciando o reino, né? O reino é que cria a igreja. Então o reino é mais amplo, é maior do que a igreja, né? A igreja, conforme, por exemplo, Mateus 24:14, que se diz lá que o evangelho do reino será anunciado, pregado a todas as nações, então virá o fim. Aí você vê que a igreja ali é testemunha do reino. A igreja também é instrumento do reino, conforme Mateus 10:8. E também, né, naquele famoso texto de Mateus 16:19, a igreja é guardiã do reino, mas é necessário se estabelecer a distinção, né, até porque o reino, né, é algo que ao mesmo tempo é uma realidade já presente, porque o rei Messias já veio. O reino começa em nós quando nós nos submetemos a Cristo e nos tornamos seus súditos e passamos a ser seguidores e discípulos de Jesus, né? E esse reino já está presente, mas ele virá em plenitude somente no desfecho da redenção na segunda vinda de Cristo. Portanto, é muito importante a gente compreender essas distinções muito claras. Ah, bom, você se prepar, daqui a pouco a gente vai abrir, né, aqui para as perguntas, para que você possa aí participar e apresentar as suas questões, as suas dúvidas e podermos conversar adequadamente sobre essas questões. Mas aí surge uma pergunta muito significativa que muita gente faz e que às vezes é motivo de conversa, de até mesmo de debate entre eh grupos de perspectivas diferentes, né? Como é que a gente entende isso? Então, por exemplo, se você perguntar aleatoriamente para um grupo de pessoas escutando quando é que teve início à igreja? Aí algumas pessoas vão dizer, talvez a resposta mais comum que você vai ter não. A igreja ela começa mesmo é no Pentecoste, quando vem o Espírito Santo, os discípulos estão ali, eles recebem o Espírito, ali você vai ver a realidade da igreja tendo início no Novo Testamento. Então a igreja surge, digamos assim, de atos em diante. Ah, você chega para um outro grupo de pessoas que t uma perspectiva um pouco diferente, né? Eles dizem: "Não, pera aí, a igreja não começa e a igreja começa lá atrás. A igreja ela existe antes da fundação do mundo. Na verdade, a igreja já existe no Antigo Testamento. O que existe no Novo é uma continuação. E aí, como é que a gente entende, como é que a gente lida com isso, né? com essa realidade eh que nós podemos apresentar sobre a igreja. Bom, pessoal, vamos lá. Não tem dúvida que do ponto de vista, atenção, do ponto de vista histórico, é claro que a igreja não começa no Antigo Testamento, até porque quando nós lemos ali quando Jesus, né, conversa, aquele famoso texto de Mateus, Jesus conversando com Pedro, nós vamos ali dizer, né, Jesus diz para Pedro, eu digo a você que Você é Pedro, você é pedra. E aí a famosa conversa sobre esta pedra. Eu edificarei a minha igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Então, a palavra igreja aparece antes de Atos, né? E fica claro que Jesus tá falando no futuro. Quer dizer que essa a igreja que é essa comunidade dos discípulos seguidores de Jesus que receberam a salvação, que isso é uma realidade eh futura em relação ao momento em que Jesus diz. Então, nesse sentido, historicamente, tá claro que não tem dúvida essa igreja que é o que é o corpo de Cristo, que essa família de Deus e que ela tem características muito nítidas, ela é fundamentada na doutrina dos apóstolos, né? um quadro nítido, assim, você vê em Atos 2:42, ela é marcada por essa relação de comunhão entre as partes, né, entre os que fazem parte da família da fé. É a igreja que celebra juntos aquilo que é chamado do partir do pão, né, já que a partir da Páscoa, do pessar, né, se define aquilo que vai ser marcado como a Santa Ceia ou a ceia do Senhor, né? e também uma comunidade marcada eh eh por pelas orações e por um chamado missionário evangelístico que está presente. Então, nesse sentido, a gente há de concordar que a igreja, como nós a compreendemos e entendemos historicamente, ela surge sim, né, aí com a comunidade dos discípulos de Jesus no final dos evangelhos, no começo do livro de Atos. E nesse sentido, eh, isso tá bastante claro, né, quando a gente olha o Novo Testamento. Tanto é que toda a discussão que vai surgir, né, eh, aí historicamente, é onde é que tá, vamos dizer, a legitimidade da igreja, onde é que tá aquilo que a gente pode de fato marcar como a sua identidade maior. Então você vê, por exemplo, e se você pega as tradições que estão entre nós e que se apresentam mais antigas, né? Se você pensar na igreja dos armênios, na igreja dos copitas do Egito, da Etiópia, ou dos gregos, né, das chamadas igrejas ortodoxas, ou dos latinos, que é igreja romana, católica romana, ou mesmo as igrejas de tradição aramaica. Se você for conversar com cada um desses grupos, eles vão dizer: "Nós somos o a raiz mais antiga. Nós somos a igreja mais original. Se você for buscar a raiz lá atrás, a primeira é nossa, né? Eu tive oportunidade de conversar, por exemplo, com alguns armênios, né, fora do Brasil, eles dizem: "Não, primeira nação cristã, muito antes de qualquer uma, eh, Armênia, né?" Então, por que isso? A ideia é qual é a igreja que de fato tá mais próxima do Novo Testamento. Só que o critério, né, de que você tem antiguidade, que você tem raiz mais antiga, não necessariamente garante fidelidade, porque na trajetória histórica as coisas podem ter mudado e pode ter se afastado. E aí vem o questionamento desse argumento dizendo: "Pera aí, a gente simplesmente segue uma linha histórica ou a gente segue a essência original?" E aí vem toda a discussão, né? que faz parte de toda a tradição evangélica e protestante, dizendo: "Não, igreja é igreja fundamentada na doutrina dos apóstolos, fundamentada na escritura, fundamentada na palavra de Deus, fundamentada no cristianismo raiz, no cristianismo original. Pois é. Mas então, como é que fica essa história? sai da igreja, ela tá ligada a existe alguma coisa como pré-igreja? Existe alguma razão porque que algumas pessoas falam que a igreja já existe no Antigo Testamento? E aí nós vamos discutir a questão. Claro, e aí já não é um argumento histórico, é um argumento teológico. Então, por exemplo, se você pegar o grupo ah de perfil teológico dentro da daquilo que é chamado área pré-milenista de perfil mais dispensacionalista, eles vão fazer uma distinção muito forte entre, por exemplo, igreja e Israel. O que é Israel? Israel, que é igreja? igreja não mistura os dois nunca. E nesse sentido eles dizem: "Nunca existiu nada de igreja no Antigo Testamento". Se você pega um pessoal que pensa o oposto do outro lado, eles vão dizer o seguinte: "Não, eh, na verdade não existia bem Israel no Antigo Testamento. O que existia era a comunidade do povo de Deus, que naquele momento tava essencialmente restrita aos israelitas, mas o que existia era a igreja do Antigo Testamento. Então, a a proposta desse tipo de pensamento, que é mais comum em ambientes que se autodenominam reformados, né? E eles vão eh dizer que existe uma linha de continuidade de igreja, né? Continuando sendo igreja ali, no do Antigo para o Novo Testamento. Então, o que que a gente entra aqui? a gente entra na discussão, né, sobre onde que a igreja começou e nessa conversa que nem sempre é muito equilibrada entre a discussão de Israel, igreja, povo judeu e o povo gentil. Então, o que que acontece nessa compreensão? Ah, segundo alguns grupos, nós temos na perspectiva de alguns, uma separação absoluta entre Israel e Igreja. E qual é o raciocínio? O raciocínio é o seguinte: as alianças e as promessas que Deus fez ao Israel étnico, ou seja, aos israelitas lá no Antigo Testamento, de maneira nenhuma são transferidas ou têm qualquer eh conexão ou relação com a igreja. Aquilo é especificamente ligado apenas a Israel. A igreja é uma nova realidade espiritual, novo contexto, com um propósito e um destino específico, eh, que não é igual. Então, nesse sentido, e se estabelece aqui uma separação absoluta, quase assim, uma ideia de que, eh, Deus tem dois povos e que a coisa funciona com um de um jeito e com outro funciona de outro jeito, né? às vezes, alguns se chegam a ser muito radicais em relação a essa distinção. Ah, do outro lado você se desenvolveu uma ideia, não, olha, eh, que, ah, a igreja eh Israel, né, eles são, né, absolutamente separados. Mas agora a o o a perspectiva oposta desenvolveu aquilo que a gente chama de teologia da substituição. O que que é a teologia da substituição? é a ideia de que todas as alianças, as promessas, o que Deus deu a Israel no Antigo Testamento, você vai ver lá a alianças, o que Deus faz com Abraão, o que Deus vai eh falar, ah, né, depois também com Davi, né, aquilo que envolve aliança com Moisés no Sinai, tudo isso é absolutamente transferido pra igreja gentílica. Ou seja, Israel, enquanto depositário de alguma espécie de eh promessa e aliança divina, não existe mais. Existe uma absolutização daquilo que vai ser chamado a igreja, é o Israel de Deus. Em vez de entender isso como uma metáfora para que os cristãos entendessem que eles faziam parte de uma realidade, de uma fé que tinha vindo de Israel e já tinha uma caminhada de pé, não. Os judeus só vão ter qualquer conexão, relação com Deus se fizerem parte da, digamos, grande igreja gentílica. Nesse sentido, Israel desaparece. Então você percebe que existe aqui uma oposição absoluta, né? Ou Deus tem dois povos, o que Deus falou para Israel é Israel acabou. E falou pra igreja gentílica aqui acabou e fechou. Ah, ou então o que Deus disse para Israel não tem mais nenhum sentido. Tudo aquilo deve ser espiritualizado, reenquadrado e cumprido especificamente na igreja, né? o que é uma posição muito radical. Eu acho que as duas não se sustentam. Então, o que é que a gente deve perceber? Primeiro, é interessante que essa ideia de comunidade do povo de Deus, que é o embrião daquilo que vai se tornar a igreja, a igreja histórica, ela começa no Antigo Testamento e com certeza você vai ver lá a comunidade do povo de Israel na aliança com Deus. E ao mesmo tempo que essa aliança é feita com o que a gente pode chamar de Israel étnico, mas duas coisas precisam ser observadas. Esse Israel étnico não era um Israel tão étnico assim. Você vai ver que em vários momentos da história bíblica do Antigo Testamento, pessoas que não são, vamos dizer, eh, étnicas em termos israelitas, elas fazem parte dessa realidade. Você vai ver a história de Namã, você vai ver a história de Rute, a Moabita, você vai ver, ah, por exemplo, José do Egito, né, que eh ali vai se casar com a filha do sacerdote ali do Egito. Ah, você vai ver que os filhos de Jacó vão casar com mulheres que também não são parte do povo propriamente dito. Então você vai ver muitas vezes e eh vários gentios, né, como mostra Êxodo capítulo 12 verso 40, fazendo parte dessa comunidade da fé. Então não era exatamente uma barreira racial, né? Você tinha isso. E também essa comunidade de Israel, ela tinha uma função, né, de cantar entre as nações a sua glória, entre todos os povos as suas maravilhas, que ela tinha uma função missiológica. Então, a coisa não é tão radical assim como algumas pessoas pensam, olha aqui, falou para Israel, é só Israel, a coisa já tem um elemento meio mesclado, né? E quando você chega no Novo Testamento e aí e você vai ver que e eh essas duas posições elas acabam perdendo força. Por quê? Porque não dá pra gente mediante o Novo Testamento, especialmente lendo Paulo, lendo Romanos, eh, capítulo 11, eh, e quando Deus revela que ele tem planos para Israel, que ele falou, aquilo não deixará de se cumprir. E dizer que Israel acabou e que agora só existe a realidade com o mundo gentílico dessa chamada igreja neotestamentária. Isso não aparece de jeito nenhum. Não existe uma ideia assim e também não existe esse conceito de uma eh separação absoluta, né, que tem coisa aqui que só serve para um ou serve para outro. Então o equilíbrio faz mais sentido. Por isso que existe uma outra proposta interessante que faz mais sentido, que é chamado a teologia do remanescente. Que quer dizer isso? Porque lá quando Paulo fala, né, do que aconteceu com os israelitas que não creram, ele diz uma coisa interessante que Deus nunca deixou de deixar ali na sua história um remanescente. Sempre houve um remanescente que se manteve fiel. Então, o que que acontece? A igreja predominantemente gentílica dessa comunidade, né, dos seguidores de Jesus entre as nações, ela participa, ela compartilha das alianças e das promessas que Deus deu a Israel, que vai se cumprir eh essencialmente entre os remanescentes. E e esse remanescente, que vamos dizer muitas vezes na história aparece pequeno, é um remanescente que vai chegar à sua plenitude na promessa de Romanos quando diz que todo Israel será salvo, quando fala eh dessa expectativa de uma redenção completa da nação, uma nação que é eh eh tá debaixo dessa palavra divina, que volta paraa sua terra e que tem uma restauração espiritual. Ah, os cristãos gentílicos devem sim se identificar com esse Israel remanescente. Isso é importante pra gente, porque as pessoas aceitando ou não, Jesus é judeu. Toda a base do pensamento bíblico é um pensamento judaico, hebraico. H, todos os praticamente autores da Bíblia são desse contexto judaico. é uma fé essencialmente hebraica na sua abordagem. Então, nesse sentido, quando a igreja rompe com essas raízes, ela acaba tomando outros rumos que serão certamente distintos. Então, nem uma radicalidade dizendo, olha, existe igreja desde lá do início de tudo e nunca houve simplesmente Israel é igreja do antigo que continuou no novo. Não existe uma separação absoluta. Igreja é uma coisa, Israel é outra. Você nunca pode misturar os dois também não. É muito mais razoável entender que aquilo que Deus promete para Israel permanece porque os seus dons e a sua palavra não vão falhar e que essa bênção de Israel, ela tinha a intenção de ampliar-se, né, de extravazar-se para atingir também as nações. Nesse sentido, essa comunidade de seguidores de Jesus, sejam do ambiente gentílico ou do ambiente judaico, fazem parte desse corpo de Cristo numa relação de unidade e também com elementos peculiares e distintos. Então aqui nós temos aí um resumo, né, da nossa compreensão a respeito desses desafios que t a ver com a identidade da igreja. Como a gente já caminhou um bom tempo aí, já estamos chegando aí a quase 40 e poucos minutos na nossa aula, nós vamos então agora abrir caminho espaço aqui para que os nossos queridos, como é que eu posso chamar, macarienses ou maarianos, né, possam fazer as suas perguntas, as suas dúvidas aí para a nossa conversa desta noite. >> Vamos lá, S. Uma pergunta. Ah, já que a gente tá falando de eclesiologia, tem algumas perguntas relacionadas diretamente ao tema da aula e outros sobre o tema do módulo. Uma questão sobre autoridade na igreja. Qual é o tanto de autoridade que um pastor tem sobre o membro de uma igreja? Bom, eh, em primeiro lugar, eh, a gente, eh, deve entender o conceito de autoridade estabelecido por Jesus, né? Porque muitas vezes uma pessoa quando pensa em autoridade eh ela acaba, agindo de uma maneira assim conforme a cultura, né? Então, o seguinte, ó, a autoridade é tipo coronel, né? Então o pastor ele é o chefão, ele é o cassite, ele é o dono da igreja. Então se ele determinou, é assim, eu eu encontro pessoa dizendo: "Olha, saião, o eu faltei na minha comunidade religiosa lá dois domingos, aí o pastor me proibiu de tomar ceia". Que negócio diferente é esse, né? E o que que a gente precisa entender? autoridade da igreja pertence a Cristo. Eh, nós somos chamados a a vamos dizer, a dirigir o rebanho de Deus, não como dominadores, né? A comunidade cristã saudável é um espaço onde as pessoas podem opnar, pode interagir um ambiente de liberdade, um ambiente democrático. Claro que não é um caos, não é assim a cada pessoa faz o que dá vontade. Por quê? Porque a igreja tá, eh, vamos dizer, todo mundo na mesma página, no sentido do que significa doutrina e prática, conforme os ensinos bíblicos, o ensino dos apóstolos, o ensino do Novo Testamento. Então, que que acontece? Se uma pessoa comete uma falha muito problemática, muito ameaçadora, muito eh prejudicial pro corpo, muito assim problemática de fato, eh há liderança espiritual que precisa sempre entender que tá na função de servo, não é? como Jesus o ensinou, deve procurar essa pessoa com a intenção de resgatar, de dizer: "Ó, fulano, pera aí, ó. Imagina quando um pai e uma mãe vê que um filho tá por um caminho assim, que que ele vai fazer?" Ele pode até falar de maneira mais incisiva, mas o objetivo é o que eu quero trazer de volta esse que tá por um caminho que não é adequado. E essa pessoa que tá em franca, vamos dizer, ruptura, né, de um princípio ético, de uma comportamento inadequado ou de uma postura até doutrinária absurda, aí sim, aí se reúne a liderança da igreja, né, que é constituída democraticamente e se toma uma decisão às vezes disciplinar. Mas esse negócio de um líder espiritual dominar sua vida, dizer o que você deve fazer, o que você não deve fazer, com toda a sinceridade, isso não é bíblico. Você tem que andar com a sua consciência e com a sua responsabilidade cristã. Se você precisar de alguém que queira substituir o Espírito Santo para determinar sua vida, nós estamos num num caminho complicado. A pergunta aqui da Fernanda. Podemos dizer então que a igreja é todo aquele que crê e faz a vontade de Deus? Digo generalizada. Eu sempre ouvi que igreja igual a eclesia, que é igual a sair para fora, levar o evangelho. Não, a igreja não se restringe a uma pessoa que crê e faz a vontade de Deus, como alguém pode imaginar. Ah, porque nessa vontade de Deus está viver em comunidade. Pessoal, como é que você vai recitar o Pai Nosso se você vive uma vida individualizada? Você tem que mudar a oração. É pai meu, não tem nosso. Como é que você vai perdoar? Como é que você vai fazer qualquer coisa? Como é que você vai inclusive fazer a missão se você não tiver? Então, igreja é comunidade, é o povo de Deus junto. Não é aquele negócio que muitas pessoas pensam assim, ó, se a pessoa entende a doutrina e ela obedece, né, o que Deus faz, aí o restante é é secundário e isso não faz sentido. Agora, essa comunidade dos discípulos de Jesus, claro, elas eles são convocados para a missão. Eles são chamados para dar testemunho das boas novas, com certeza. Opa, tava fechado meu microfone. São, boa noite. Qual o seu entendimento sobre as igrejas judaicas messiânicas? >> Ah, a gente tem uma tradição no Brasil, por exemplo, de uma influência cristã histórica muito forte da Europa e dos Estados Unidos. Então, o que você entende, por exemplo, como uma coisa normal de igreja, se você for ver a história, ah, isso aqui começou na Inglaterra, começou na Alemanha, na Suíça, nos Estados Unidos, na Holanda, né? Só que a gente tem uma cultura predominantemente dessa influência, a gente acha normal quando você vai para ambientes culturais muito diversificados, né? Você vai por uma tribo indígena, você vai para alguns países da África, pro Oriente Médio, pra Índia ou pro extremo oriente. Você percebe que essa maneira de a gente ser eh é muito estranho para eles. E de igual modo, a mesma coisa acontece no ambiente judaico. Os judeus não são só um povo que a gente vai entender teologicamente. Eles são uma outra cultura. Eles têm, datas específicas, algumas delas são bíblicas, outras não estão explicitadas na Bíblia. Eles têm comida própria, eles têm um jeito de ser. Então, assim como você tem uma compreensão de que uma igreja no mundo árabe, uma igreja na Índia, na África, é diferente de uma igreja americana ou de uma igreja suíça, da mesma maneira, uma comunidade de seguidores de Jesus também e é é diferente de uma comunidade judaica. E aí, como os judeus já conhecem a Bíblia hebraica, no Velho Testamento, no original, como eles têm uma série de tradições e como el tem toda uma história muito difícil na relação com a cristandade, os judeus messiânicos são judeus que entenderam que Jesus é o Messias e que eles compreendem isso, mas querem seguir Jesus dentro do contexto cultural da tradição judaica. E isso é absolutamente normal, pertinente, né? Assim, o brasileiro ele comemora o 7 de setembro, ele gosta de quindim, goiabada e brigadeiro. E a por isso que isso faz dele mais ou menos cristão. Agora, o que é estranho, aí é uma coisa mais complicada, o que é estranho é às vezes eh uma pessoa que não é de tradição, de cultura judaica, nada disso, essa pessoa querer, eh, vamos dizer, eh, ficar, virar judeu sem ser judeu, sem ter qualquer conexão com isso. E aí sim você vai ver, por exemplo, que Paulo, quando ele fala com Timóteo, que é de família judaica, que tem mãe judia, vó judia, ele fala para Timóteo, Timóteo, você não fez circuncisão ainda? Vai lá. mandou ele circuncidar, porque isso era importante na sua conexão com a sua própria, o seu próprio povo. Já quando os Gálatas, que não tinham nada a ver com isso, o pessoal começou a insistir que eles tinham que ser circuncidados, o Paulo diz: "Não, de jeito nenhum. Vocês não imaginem que vocês precisam de circuncisão para ter salvação". Então, Paulo eh reforçou que Timóteo deveria ser circuncidado por razões que não tinham nada a ver com salvação e disse pros gálatas que eles não deveriam de jeito nenhum. Então, é preciso entender essa peculiaridade e entender que os nossos irmãos judeus que permanecem culturalmente judeus, seguidores de Jesus, tdo o direito e até a responsabilidade de manter a sua tradição cultural com a fé em Jesus. >> Ah, uma pergunta aqui sobre confissão de pecados. A questão de confessar os pecados para ser perdoado. Essa confissão deve ser feita para pessoa envolvida ou pode ser feita no seio da igreja com algum irmão de confiança? E eu até poderia só emendar aqui, precisa ser confessado junto com outras pessoas ou eu posso confessar sozinho diante de Deus? >> Bom, pessoal, depende muito, né? Eh, porque o pessoal fala isso, né? Depois vocês podem até olhar a mensagem específica lá sobre Thaago, que a gente fala, né, quando o texto bíblico eh diz, né, a lá no final de Thago, eh confesse os seus pecados uns aos outros, né, para eh serem curados. E aí a oração de fé, né, salvará o doente. Ele será ungido com óleo, né? Então assim, o que que é confessar os pecados para ser perdoado? Então, primeiro lugar, não é verdade que todo pecado particular, pessoal, seu, precisa ser confessado para alguém para você ser perdoado. E se for esse o caso, você tá transformando uma outra pessoa numa espécie de sacerdote para você chegar a Deus. Então, se você cometeu um pecado, um erro, sei lá, você tava nervoso no trânsito, o cara passou, te assustou, você xingou o indivíduo, não precisa chamar uma, duas pessoas, não sei quem, não. Você, Senhor, me desculpa, perdi a paciência, falei o que não devia e desejei mal pro indivíduo. Então, você pede perdão do seu pecado. Agora, quando a gente fala de confessar pecado para outras pessoas, às vezes a necessidade existe porque a pessoa não consegue lidar com algum tipo de erro que ela cometeu. Às vezes o erro é grave, às vezes a pessoa tem fragilidade emocional e tem excesso de culpa e a pessoa não sabe lidar com isso. Então, atenção, não fale sobre os seus deus com qualquer pessoa. Isso pode ser problemático e pior, porque às vezes você nem conhece a pessoa e você fala lá o que você eh teve de dificuldade quando vê a pessoas não entendeu direito, aí depois fala com outra pessoa e vira uma confusão. Então você procure pessoas maduras, líderes confiáveis, pessoas que de fato vão trabalhar eticamente essa situação, né? Você sabe que um um um conselheiro, um terapeuta e um líder eh espiritual maduro, ele tem a responsabilidade de não compartilhar o segredo de ninguém, porque isso não vai ajudar. Agora, quando é que o pecado deve ser confessado e confessado para outras pessoas? Quando atingir a outra pessoa? Aí sim, vamos supor que eu vou lá e roubo a carteira do AC lá, quando ele distrai lá na IBNU e aí de repente eu vou saindo e sou pego no flagra. E aí não, então não, aí eu tenho que lá e dizer ah aquilo, olha, desculpa, eu tava vi que tava sobrando dinheiro na carteira ali, né? e fiquei meio animado. Eu tô precisando pagar umas contas. Aí eu tive a tentação na hora, peguei, mas aí fui eu mesmo, peço perdão. Então, quando o pecado atinge uma outra pessoa, você feriu uma pessoa, você caluniou uma pessoa, você ofendeu uma pessoa, aí você vai e pede perdão pra pessoa que você feriu. Aí não tá certo você chegar no quarto e falar: "Deus, desculpa, porque eu roubei a carteira do Aquela e que Deus o abençoe". Não, aí você acerta com a pessoa. É igual o indivíduo que fez mal o outro e e simplesmente não reconhece o que fez e pede e precisa pedir perdão. Ah, em alguns casos a coisa é grave, né? Então, por exemplo, surge um problema muito sério que vira, podemos chamar assim, um escândalo público, aí a coisa precisa ser tratada publicamente, porque aí vamos dizer, a coisa já virou algo que toda a comunidade precisa de um esclarecimento, mas é sempre bom terato, bom senso e equilíbrio ao lidar com isso. Vale lembrar que os exemplos eles são meramente ilustrativos e do que me diz respeito, esse é um exemplo que não corresponde a realidade. Então, S falou aqui de carteira cheio de dinheiro. Isso é apenas para ilustrar o ponto, viu, pessoal? Eh, mas >> você não quis dizer que eu tava, no meu caso, só ilustrando também, né? É, é importante. Eh, a gente ainda tem uma pergunta que eu acho que surgiu, Saon, como consequência do assunto que você tava tratando agora do Fagner, que é boa noite, Saião. Perdão e reconciliação são distintos ou está em detrimento um do outro ou uma coisa leva à outra, né? Então, eh, depende um pouco, porque acho que nem sempre uma coisa precisa de reconciliação. As coisas, os conceitos são próximos, mas não são exatamente iguais, né? O perdão você pede para alguém quando você de alguma maneira machucou, feriu uma pessoa. Então, pô, eu conheço gente que tá chateado, magoado, aborrecido com alguém, mas a pessoa não está numa posição irreconciliável. Então a pessoa chega e fala: "Olha, desculpa, por exemplo, é muito comum você vê nos relacionamentos familiares, de amigos ou até mesmo na igreja, uma pessoa se exalta, ela perde a paciência, ela se desequilibra, ela fala mais do que dizia e naquele calor da coisa ela machuca alguém. Depois baixou a temperatura, entrou água na fervura, a pessoa parou ali, ela chega e fala: "Puxa, eu pisei na bola". Falou: "Ô, fulano, desculpa aí, eu tava meio nervoso naquela hora, tal, pessoa tá perdoada". A reconciliação envolve uma ideia mais séria, que é algo que estabeleceu realmente uma ruptura. E a pessoa diz, "Eu uma vez eu frequentei uma igreja onde havia duas pessoas em conflito e eles fizeram o seguinte. Eles avisavam quando uma pessoa ia, a outra não ia. Não ia na igreja de jeito nenhum se a outra fulana tivesse lá. E é uma coisa de louco, né? e as duas se diziam cristãs e assim por diante. Nesse caso, precisaria sim de reconciliação. E aí envolve uma situação que vai, né, além do perdão. Nesse caso, de fato, eh, essa situação é é um pecado grave, né? Você agora veja, não quer dizer que quando você, por exemplo, teve uma situação difícil com alguém, um desentendimento, ah, porque teve qualquer tipo de atrito, dificuldade e você perdoa, eh, reconcilia, se for o caso, que você agora é obrigado a passar a noite na casa da pessoa. Que tem uma coisa também que o pessoal às vezes fala: "Ah, não, mas se a pessoa perdoou agora, ele tem que mostrar isso." Então, eh, é como se a pessoa tivesse uma obrigatoriedade de desenvolver uma amizade íntima com outra pessoa que nem sempre tem o perfil adequado para isso. Não é o caso, né? Então, tem pessoas que falam, por exemplo, eh, eu conheço até casos de pessoas que foram casadas, tiveram conflito sério, se separaram e depois entram numa relação pacífica, se encontram, né? pacificamente. E aí diz: "Ah, então você perdoou agora você precisa sair para tomar um café com a pessoa". Não, não, não é o caso. Então, nem sempre você deve, né, numa situação em que até as pessoas entram numa relação de atrito, porque elas têm ideias, pensamentos, perspectivas, propostas, maneiras de ser e de agir muito distintas. Então, não há nenhum problema. Você não pode ter ressentimento, aborrecimento, desejar o mal com a pessoa e guardar rancor no coração. Bom, saião, acredito que a gente respondeu a maior parte das perguntas. Eu vou até explicar também que já a gente tem o discipulado aqui que a gente promove na RBNU. Sa vai estar presente. Ah, mas eu vou aproveitar, São, só os minutinhos finais para poder compartilhar com o pessoal questão aqui da nossa página do Macários, tá? Todo mundo que tá assistindo a aula agora ou então você que tá assistindo em algum momento do futuro, entra nessa página aqui. Vou colocar aqui no chat, mas é muito fácil. ensino.ibibnu.com.br. Por quê? É aqui nessa página que a gente reúne tudo que nós já fizemos do Macários. Então, assim que você digita esse endereço, você vai cair aqui. Rolando um pouquinho a página para baixo, você encontra o Macarios 1 e Macarios 2. O que que é Macarius 1? É tudo que a gente fez em 2025, que é o curso básico de teologia. São três módulos. O Macarius 2 é tudo que nós fizemos e estamos fazendo esse ano. Então esse que a gente começou agora, o módulo que a gente começou essa semana, que é o de eclesiologia, é o terceiro módulo do Macários 2. E aqui para facilitar a gente coloca em destaque o módulo em andamento. Então você vai entrar aqui nesse módulo de eclesiologia, clicar nele. Vamos ver se a internet tá funcionando mesmo. Acho que tá assim. E você vai começar agora. Se você já tem um cadastro, então você vai poder fazer isso a partir do cadastro anterior. Então faz o seu cadastro rapidinho no site, é gratuito, tanto o cadastro quanto esse curso aqui especificamente. E aqui a gente vai fazer o quê? Vai colocar as aulas que estão disponíveis também no YouTube, material de leitura quando disponível e perguntas sobre as aulas que foram dadas. Então isso tudo já está disponível pra aula um. A aula dois está acontecendo agora. A gente vai disponibilizar algumas perguntas depois também para que vocês possam aí verificar o conteúdo que conseguiram entender adequadamente da da aula de hoje, tá? Então, nosso pedido, você que tá assistindo tanto a aula ao vivo quanto em algum momento depois, entra no site ensino.ibibnew.com.br BR, se inscreve nesses nesse módulo aqui, nesse curso de eclesiologia e a gente vai poder compartilhar outras coisas com vocês além do conteúdo de vídeo da aula, tá? Então, só esse aviso aqui pra gente. Ah, bom, pessoal, eu agradeço vocês que acompanharam a nossa aula, que estão iniciando essa jornada aqui desse módulo conosco. Temos um caminho aí ao longo de setembro, outubro e novembro juntos. Vamos falar sobre muitas questões práticas da vida da igreja e a gente espera então poder contar com a participação de vocês. Sa, obrigado, valeu mesmo pela aula de hoje, pelas dúvidas esclarecidas. Até o próximo encontro contigo também. >> Obrigado, Áilan. Obrigado você que faz parte do nosso Macários. Não se esqueça de se inscrever no canal e divulgar pros amigos, né? E seja você sempre parceiro na nossa IBNU. Deus abençoe a todos.