Sermões Online

A fé vem pelo ouvir

O evangelho confrontado | Gl 2:11–3:4 – Paulo Valle

O evangelho confrontado | Gl 2:11–3:4 – Paulo Valle

O evangelho confrontado | Gl 2:11–3:4 – Paulo Valle

Conferência Gálatas: Rejeite outros evangelhos – Jovens – Brasil – 2026

MINISTÉRIO FIEL —————————————-
Ministério Fiel: https://ministeriofiel.com.br/
Editora Fiel: https://editorafiel.com.br/
Conferências: https://ministeriofiel.com.br/eventos/
MAP: https://adoteumpastor.com.br/
CFL: https://ministeriofiel.com.br/cursos/
Fiel Digital: https://fieldigital.com.br/
Blog – Fé para Hoje: https://feparahoje.com.br/

Facebook: https://facebook.com/MinisterioFiel
Twitter: https://twitter.com/MinisterioFiel
Instagram: https://instagram.com/ministeriofiel/

Legendas automáticas:

Que a graça e a paz de nosso Senhor
Jesus permaneçam com todos aqueles que
estão em Cristo. Essa, graças a Deus é
mais uma manhã que Deus que ele nos
concede e com o privilégio, oportunidade
de já nas primeiras horas da manhã eh
experimentarmos aí a bênção de nos
colocarmos diante da palavra do Senhor
para considerar
ah os ensinamentos de Cristo.
Antes, eu gostaria de fazer uma
recomendação a vocês de uma literatura
que certamente será muito útil. Ah, o
mundo ele está em crise
e nós devemos admitir que parte dessa
crise diz respeito à maneira como nós
interpretamos as coisas. Na verdade, a
gente pode dizer que vivemos numa época
de crise hermenêutica.
E quando eu falo de crise hermenêutica,
eu não penso exclusivamente no contexto
da igreja e da teologia, porque a
hermenêutica é uma ciência que extrapola
a teologia.
Há muitas outras áreas do conhecimento
que também tem ali os seus métodos
hermenêuticos e basicamente
quaisquer que sejam os métodos
hermenêuticos das ciências,
ah, esses métodos estão afetados e com
algum grau de corrupção.
Naturalmente, no contexto da fé, no
contexto da igreja, no contexto da
teologia, isso também ocorre.
Nós vivemos e não é de agora e não é
algo exclusivo do nosso país, uma crise
hermenêutica. Ontem eu disse inclusive
que grande parte dos problemas
enfrentados pela igreja de dos Gálatas
ou as igrejas da Galáia era por causa de
malabarismos hermenêuticos praticados
por certos intérpretes da lei. Então o
problema hermenêutico não é uma coisa
nova.
Por isso, a gente precisa ah dedicar
algum tempo a fazer uma a leitura
adequada que nos ajude a interpretar
corretamente as escrituras. E eu quero
recomendar a obra hermenêutica fiel,
introdução a interpretação bíblica de
Robert Plummer. Eu não posso dizer que
ele é o melhor livro, porque eu não li
todos os livros de hermenêutica, mas
certamente
ele está entre os melhores livros de
hermenêutica já publicados.
Ah, esse livro ah, está disponível para
que, mesmo que você não seja pastor,
mesmo que você não seja um seminarista,
ah, você possa ler esse material e
certamente ele ajudará na compreensão ou
na aplicação de métodos adequados
para lermos as escrituras. Eu quero
deixar aqui esta recomendação. Dr.
Plummer esteve agora recentemente aqui
no Brasil dando aulas ali no programa de
THM de exegés do Novo Testamento no
seminário a do Martin Boser. E é um
homem profundamente ah capaz, com uma
com uma profundidade enorme do ponto de
vista do conhecimento doutrinário, do
conhecimento teológico e também do
conhecimento hermenêutico. Então eu
deixo aqui a recomendação, se você
puder, Robert Plummer, hermenêutica
fiel, introdução a interpretação bíblica
como um dos melhores livros que nós
temos sobre o tema já publicados em
língua portuguesa.
E falando de livros, a leitura de bons
livros tem a capacidade de nos ajudar a
enxergar a vida sob perspectivas
diferentes e mais maduras.
Bons livros marcam vidas
e é bastante natural que à medida em que
os lemos comecemos a listar os nossos
livros preferidos, aos quais voltamos de
tempos em tempos.
e nova e novamente nos deleitamos neles.
Às vezes esses livros preferidos são
lidos por nós três, quatro, cinco ou
mais vezes. E se eu desse a vocês a
oportunidade, a possibilidade de
compartilharem
ah, os seus preferidos,
ah, certamente poucos de vocês teriam
dúvidas de quais seriam eles.
E assim como vocês, eu também tenho a
minha lista de preferidos. E depois das
escrituras,
o peregrino
de John Ban é o meu predileto.
Peregrino é uma daquelas impressionantes
[roncando] obras sobre a vida cristã.
O percurso deste mundo ao mundo
vindouro.
Para um leitor cristão, não é difícil se
identificar com as circunstâncias
experimentadas pelo personagem ou por
alguns dos coadjuvantes.
E se você está familiarizado com a
narrativa de Ban, deve lembrar que
cristão, [limpando a garganta]
após ficar livre do seu fardo, se depara
com dois estranhos companheiros
chamados formalista
e hipocrisia.
Eles não são pessoas submissas ao
evangelho.
Ao contrário, buscam para si meios de
serem aceitos por Deus, preferindo os
atalhos,
preferindo pular o muro,
o que era um antigo hábito de seus
conterrâneos.
E isso em relação ou em detrimento a
entrarem pela porta estreita.
Esses dois representantes,
ah, de alguma maneira agem motivados
pela vanglória.
Eles são regras para si mesmos.
Eles representam aquelas pessoas que
jamais se conformam ao evangelho de
Cristo. E são pessoas que nutrem certa
repulsa pela doutrina, por exemplo, da
justificação pela fé somente,
a doutrina que se baseia na própria
justiça de Cristo. [limpando a garganta]
São pessoas
que se satisfazem consigo mesmas,
[roncando]
com a sua forma de piedade.
jamais avaliando ou contrastando as suas
vidas à luz do evangelho.
São pessoas que entram sozinhas
sem as instruções do Senhor no caminho e
sairão sozinhas
sem as misericórdias do Senhor.
Tá pessoas sempre existiram
e por isso nós precisamos ser cautelosos
e dotados de uma santa desconfiança
em relação, por exemplo, ao que nós
queremos.
Esse é um dever de todos nós.
O texto que vamos considerar nesta manhã
é o de Gálatas, capítulo 2, a partir do
verso 11.
E o apóstolo Paulo, nesse texto lida com
essas questões que de alguma maneira são
narradas por Bannian na sua obra
peregrino.
Esse texto, meus irmãos, ele faz a
transição entre duas grandes sessões da
carta, sendo a primeira sessão
narrativa, do capítulo 1, verso 13 ao
capítulo 2, verso 14. E a segunda, uma
sessão argumentativa que se estende do
215 ao 431. E por que que é importante
ressaltar esse aspecto? Porque é
justamente nessa transição que Paulo
apresenta as razões para o conflito com
Pedro e Barnabé.
E ao mesmo tempo de onde deriva a sua
necessidade de instruir aquelas igrejas
sobre a justificação pela fé. somente
pela fé em Cristo, em oposição a
doutrina da justificação,
mediante a observância das obras da lei,
conforme o ensino de membros de uma
facção religiosa sediada em Jerusalém e
que se expandia para outras regiões.
Esses falsos mestres haviam chegado à
região de modo a perturbar os Gálatas,
que em tão pouco tempo e sem quaisquer
critérios
aderiram ao falso ensino. E ao tomar
conhecimento dessa nova condição dos
Gálatas, daqueles crentes, Paulo, que
lhes havia anunciado o evangelho, a
mensagem do verdadeiro evangelho, ficou
bastante perplexo e passou fazer a fazer
oposição ao falso evangelho, ao que ele
chamou de o outro evangelho, ou seja, um
evangelho de natureza diferente,
um evangelho cheio de sedutoras
insinuações,
uma mensagem que distorcia a verdade e
produzia comportamentos repreensíveis.
E meus irmãos, não pode ser diferente,
pois o evangelho falso não possui a
capacidade de gerar bons frutos.
Somente o verdadeiro evangelho é capaz
de gerar bons frutos.
Gálatas, portanto, é uma obra que
demonstra ser ah possível o falso
evangelho transitar entre nós,
o falso evangelho, transitar
na igreja e com alguma facilidade
receber a adesão das pessoas.
E não pensem que isso não acontece
conosco.
Se estivermos conscientes disso, nos
convenceremos da necessidade de
desenvolvermos certo grau de
desconfiança em relação à mensagem que
recebemos.
E não me refiro à aquela desconfiança
pecaminosa
que ignora as escrituras.
As escrituras que regulam ou devem
regular a nossa maneira de pensar e a
nossa forma de viver.
mas do tipo de desconfiança que se
assemelha ao comportamento daqueles que
interessados na verdade buscam nas
escrituras o seu fundamento e procuram
viver o evangelho de Cristo.
E a pergunta é: no que consiste a
essência do evangelho de Cristo?
No que constitui a essência do evangelho
pregado pelo apóstolo Paulo, por
exemplo, por Cristo,
pelos demais apóstolos,
conforme o texto que leremos a
instantes.
Sua essência está na doutrina da
justificação pela fé.
Por toda a carta, a preocupação do
apóstolo Paulo é lidar com essa grande
verdade, convencendo seus leitores a
reajustarem suas crenças e seus
comportamentos
à luz do verdadeiro evangelho, ao mesmo
tempo que ele se opõe às obras da lei
como meio de salvação. E posicionando-se
dessa maneira, Paulo confronta aos
falsos mestres que afirmavam que os
gentios só podem ser salvos se
observarem as obras da lei. Paulo
declara a impossibilidade disso
acontecer, visto que nenhum homem é
justificado mediante as obras da lei.
E ao argumentar em favor da
justificação, mediante a fé, com base na
justiça de Cristo,
Paulo também vai demonstrar que essa
doutrina não é uma doutrina meramente
teórica,
de caráter apenas cognitivo,
que pode ser aprendida mediante a
leitura de bons livros.
É certo que ela é cognitiva,
é certo que ela também é teórica, mas
ela não se restringe a isso.
A justificação mediante a fé imprime
marcas
naqueles que foram justificados.
A passagem ensina que, embora seja
necessário saber que a doutrina da
justificação pela fé confirma, afirma e
assegura o perdão dos pecados, ao mesmo
tempo que a aceitação divina com base na
justiça de Cristo, é ainda mais
necessário a nós encontrar as evidências
dessa verdade em nós,
porque ela é uma doutrina
com desdobramentos
práticos,
desdobramentos que se acham no dia a dia
de todos que foram alcançados por essa
graça, que foram salvos mediante a fé.
A justificação não é algo, portanto,
estéril, mas algo que produz frutos na
vida daqueles que pela fé foram
perdoados e aceitos por Deus com base na
justiça de Cristo.
Nós vamos ler agora o texto.
Não me preocuparei em ler todo o texto
inicialmente, mas ler as partes que
serão expostas imediatamente até que ao
final teremos feito toda a leitura de
Gálatas 2:11 ao capítulo 3, verso 5.
Vamos, meus irmãos, passar então à
leitura e considerar, por exemplo, a as
atitudes repreensíveis de Pedro e
Barnabé, conforme o capítulo 2, versos
de 11 a 14. Vamos considerar a
proposição que Paulo faz em relação à
doutrina da justificação pela fé, do
versículo 15 ao versículo 21. E
finalmente vamos considerar os apelos
que Paulo fez para que os Gálatas
reconsiderassem seus caminhos,
para que eles reconsiderassem as suas
decisões e até mesmo a deserção sobre a
qual o pastor Hélder mencionou aqui
ontem à noite. Então, dessa maneira,
consideremos, em primeiro lugar o
conflito que ocorre em Antioquia.
Acompanhe comigo a leitura do capítulo
2, do verso 11 ao verso 14. Palavra do
Senhor nos diz: "Quando, porém, Cefas
veio à Antioquia,
resisti-lhe face a face, porque se
tornara repreensível."
Com efeito, antes de chegarem alguns da
parte de Tiago, comia com gentios.
Quando, porém, chegaram, afastou-se e
por fim veio a apartar-se, temendo os da
circuncisão.
E também os demais judeus dissimularam
com ele, a ponto de o próprio Barnabé
ter se deixado levar pela dissimulação
deles.
Quando, porém, vi que não procediam
corretamente segundo a verdade do
Evangelho, disse a Cefas na presença de
todos: "Se sendo tu judeu,
vives como gentil e não como judeu,
por que obrigas os gentios a viverem
como judeus?"
Esse episódio claramente demonstra que
as pessoas,
mesmo na condição de líderes cristãos
importantes, como Pedro,
podem ser inconsistentes
em certas circunstâncias.
Isso não é uma justificativa para que
sejamos inconsistentes, você entende?
Mas um fato, uma realidade que ocorreu
com Pedro
ao lado de Tiago e João, Pedro havia
estendido a Paulo e Barnabé à destra da
comunhão. Eles reconheciam o ministério
de Paulo e também de Barnabé.
E ao estenderem a destra da comunhão
para esses irmãos, eles estavam de certo
modo ah
legitimando e autorizando que fossem aos
gentios e lhes pregassem o evangelho.
Pedro não tinha dúvidas sobre a
necessidade de que o evangelho ah fosse
pregado aos gentios
para que mediante a fé recebessem o
perdão do dos pecados e se e se
tornassem aceitos ou fossem aceitos
por Deus com base na justiça de Cristo.
Lembrem-se que esse mesmo Pedro
receberam uma visão consistente da parte
do Senhor para que fosse à casa de um
comandante romano chamado Cornélio, um
gentio, para lhe pregar o evangelho.
Capítulo 10 de Atos fala sobre isso.
Pedro não apenas entrou na casa de um
gentio, como se assentou à mesa de um
gentio para partilhar o pão e foi
inclusive acusado por isso,
sendo judeu, ter parte com gentios e
pior, assentar-se à mesa com gentios.
Mas Pedro não retrocedeu naquela
ocasião.
E além disso, Pedro participara do
concílio de Jerusalém.
quando os apóstolos e presbíteros se
reuniram para examinar exatamente essas
questões relativas à recepção dos
gentios no contexto da igreja, a igreja
de Cristo, que a essa altura era formada
predominantemente por judeus, mas já
tinha ali a presença de alguns poucos
gentios.
Pedro, portanto, estava persuadido de
que em Cristo uma nova circunstância é
estabelecida.
E uma dessas circunstâncias é exatamente
a inclusão dos gentios na comunidade da
fé. De maneira que essa experiência de
Pedro ou essas experiências de Pedro
teriam flexibilizado
essas questões relativas ao
comportamento de judeus e gentios
juntos,
ao ponto de poderem partilhar a mesa, de
comerem um pão juntos.
Mas apesar disso, Pedro não foi correto.
No episódio de Antioquia,
Pedro não foi correto.
E o texto diz que de maneira
reincidente,
inconsistente
e dissimulada,
Pedro influencia outras pessoas,
incluindo o próprio Barnabé,
líder
na igreja.
de nosso Senhor Jesus Cristo.
Digo de maneira reincidente porque o
texto, embora não fique tão claro,
talvez em nossas versões, traz-nos a
ideia quando afirma
a que ele ah recuava ou que ele ah se
afastava. verso 12, afastou-se por fim e
veio apartar-se da ideia de que isso
teria ocorrido apenas uma vez, mas a
construção do texto usa a ideia aqui do
imperfeito que a gente pode aplicar
inclusive na nossa própria língua, que
dava uma ideia de reincidência. Pedro
não fez isso apenas uma vez. Não foi
apenas em um momento que ele
simplesmente viu, no caso Paulo viu
Pedro fazendo isso. Parece que era um
comportamento que Pedro estava
demonstrando.
E Paulo está ali de longe, talvez
encostado numa pilastra e olhando aquele
comportamento e pensando, mas que
sujeito. Olha de novo,
de novo. Reincidência.
pecado reincidente.
E diz o texto que Pedro muda o
comportamento exatamente quando chegam
alguns da parte de Tiago. E aqui a gente
precisa ser justo com o Thiago para não
colocar sobre ele uma culpa que não lhe
pertence. Porque quando a gente pensa
alguns da parte de Tiago, nós temos a
tendência de pensar que eles apenas
estavam replicando o que Tiago pensava,
porque se são da parte de Tiago é isso
que pode significar o texto. Mas não é o
caso. Tiago não tinha a percepção que
Pedro está tendo aqui. Quando diz o
texto que era da parte de Tiago, porque
de fato naquele momento Tiago era o
líder da igreja de Jerusalém.
E obviamente as pessoas que estavam
saindo de Jerusalém, indo para
Antioquia, de alguma maneira
pertencia a um núcleo de Tiago. Mas isso
não significa que Tiago chancelasse
esse ensino, até porque também esse
Thago presidiu o concílio de Jerusalém e
é ele quem dá a palavra final sobre como
os gentios deveriam ser recebidos.
Texto não atribui culpa. portanto, a
Tiago, mas apenas é uma linguagem para
demonstrar que esses eram aqueles que
haviam descido de Jerusalém para
Antioquia, ah, saindo, portanto, de
Jerusalém.
Então eu fico imaginando exatamente algo
desse tipo.
Pedro reincidente pecando pela maneira
ou ou pela chegada do G de Tiago no
contexto em que eles estavam ali
participando.
E o texto diz que Pedro estava temendo
ou mudou o comportamento por medo.
tremendos da circuncisão,
daqueles que tentavam impor sobre os
gentios algo que a própria lei não
impunha sobre os gentios
e nem imporia sobre os gentios.
Ele começa a se afastar,
mas Paulo está ali, percebe e de maneira
dramática
corrige Pedro publicamente
pelo desvio cometido.
Eu fico imaginando algo do tipo hoje,
será que Pedro seria encorajado a mover
uma ação contra Paulo?
Talvez.
Fato é que muitos de nós teríamos uma
enorme dificuldade para lidar com as
atitudes semelhantes às de Paulo, não é
verdade?
Para alguns faltaria amor,
para outros teria sido praticado o crime
de exposição pública, danos morais.
Mas meus irmãos, nós precisamos ser
honestos quando o assunto é o evangelho.
E aqui cabe uma consideração.
A verdade do evangelho estava em jogo.
De modo que nem Pedro,
nem Paulo,
nem Barnabé,
nem quaisquer outros apóstolos ou
presbíteros
eram os protagonistas desse conflito.
Mas o evangelho,
o mais importante é o evangelho. E o
evangelho estava em jogo por um mau
comportamento de um líder influente
que foi capaz de dissimular ao ponto de
que outro líder influente
caísse no mesmo pecado.
Se atitudes inconsistentes e
repreensíveis das pessoas mancham a
mensagem do evangelho, nenhuma postura
de frostidão é capível, meus irmãos.
E às vezes será exigido certo rigor. E
foi o que Paulo fez.
Mas o texto segue. E a partir dessa
narrativa, Paulo entra naquela parte que
pode ser chamada argumentativa. Ele
encerra a parte narrativa e entra na
parte argumentativa. E versos 15 a 21,
ele faz uma proposição importante que
diz assim ou que está dito assim. Verso
15.
Nós judeus por natureza e não pecadores
dentre os gentios, sabendo contudo que o
homem não é justificado
por obras da lei e sim mediante a fé em
Cristo Jesus. Também temos crido em
Cristo Jesus para que fôssemos
justificados pela fé em Cristo e não por
obras da lei. Pois por obras da lei
ninguém será justificado. Mas se
procurando ser justificados em Cristo
fomos nós mesmos achados também
pecadores, dar-se ao caso de Cristo ser
ministro do pecado é certo que não.
Porque se torno a edificar aquilo que
destruí, a mim mesmo me constituo
transgressor. Porque eu, mediante a
própria lei, morri para a lei a fim de
viver para Deus. Estou crucificado com
Cristo. Logo, já não sou eu quem vive,
mas Cristo vive em mim. E esse viver que
agora tenho na carne, vivo pela fé no
filho de Deus, que me amou e a si mesmo
se entregou por mim. Não anulo a graça
de Deus.
Pois se a justiça é mediante a lei,
segue-se
que morreu Cristo
em vão.
Meus irmãos, diante de um comportamento
que fere a essência do evangelho, o
apóstolo Paulo faz o que deve ser feito.
Ele não apenas o repreende, mas
argumenta junto aos presentes em favor
da justificação pela fé em Cristo.
E utiliza-se do episódio Antioquia para
argumentar junto aos leitores Gálatas
sobre o modo como uma pessoa, seja ela
judia ou mesmo gentia, é perdoada e
aceita por Deus com base na fé em
Cristo. Em seu argumento, Paulo
demonstra que a atitude de Pedro não era
em nada distinta da atitude de um gentil
pecador. Paulo compara a atitude de
Pedro a de um gentil.
E nisso estava a inconsistência de
Pedro.
Nisso estava a dissimulação de Pedro. De
que serviria no serviria no caso de
Pedro e Barnabé serem judeus
comportando-se como gentios? Não tinha
valor nenhum,
não tinha importância alguma.
E Paulo, para argumentar sobre esse
problema junto aos Gálatas, ele faz uso
de oposições, algo sobre o qual
mencionei ontem aqui à tarde na
pré-conferência.
Paulo serve-se de categorias antitéticas
ou de oposições. E essa era uma das suas
principais categorias,
uma a ou categorias amplamente usadas
por ele em suas obras. Se você desejar
fazer uma leitura das obras de Paulo,
servindo-se das categorias de oposição e
de antíteses, você fará uma boa leitura,
porque é uma ótima ferramenta para
compreender o pensamento de Paulo.
E como mencionado anteriormente, se você
deseja compreender Gálatas, não ignore
as oposições,
não ignore as antíteses, elas são
importantes.
A mensagem de Paulo anunciava que o
perdão dos pecados é obtido com base na
justiça de Cristo apenas
mediante a fé.
Entretanto, aquela gente da facção, da
circuncisão lá de Jerusalém, aquela
gente anunciava uma justiça obtida pela
observância das obras da lei, que espero
já ter ficado claro que no caso de
Gálatas, principalmente diziam respeito
a três emblemas nacionais de Israel:
circuncisão,
leis dietéticas
e guarda do sábado e das festas como
meios de salvação.
Mas Paulo afirma categoricamente,
um homem não é justificado a partir das
obras da lei,
senão por meio da fé em Jesus Cristo,
pois por obras da lei ninguém será
justificado.
Ninguém será justificado.
E aqui é um ponto importante ah sobre a
maneira como nós temos que lidar com
essas questões. Porque alguém pode
dizer: "Então, pastor Paulo foi
extremamente coerente, incoerente,
porque a certa altura do seu ministério
ele circuncidou Timóteo.
Não seria uma incoerência, já que a
circuncisão é uma das obras da lei? E
agora, tendo Timóteo em sua companhia,
ele o circuncida para a obra do
ministério? Não, não é uma incoerência.
E explico porquê.
Paulo era judeu
e ele carregava consigo as marcas do
judaísmo
sobre uma nova perspectiva, sobre uma
nova ordem, sobre um novo pensamento.
Não a nova perspectiva paulina,
não,
mas uma perspectiva diferente, porque
lembra que ao encontrar-se com Jesus no
caminho de Damasco, ele foi para a
Arábia, lembra? Ontem à noite isso foi
tratado. O que que Paulo foi fazer na
Arábia?
Certamente ele precisou reconfigurar a
sua maneira de ler o Antigo Testamento,
porque agora o Messias se revelou. O o
Messias é real. Então ele precisa reler
as escrituras a partir da revelação do
Messias que ele apareceu. Ele continua
sendo um judeu. E um judeu com seu as
suas emblemas. Por exemplo, ele vai para
Sencreia e raspa a cabeça. Ele
circuncida Timóteo. E por que circuncida
a Timóteo? Porque Timóteo tinha uma
ascendência judaica. E Timóteo agora
será seu companheiro na pregação do
evangelho. Como um outro judeu ouviria o
incircunciso?
Não ouviria?
Então, Paulo circuncida Timóteo por
causa do Evangelho, mas não foi uma
circuncisão para a salvação de Timóteo,
mas para que pessoas dessem ouvidos ao
que Timóteo viesse a pregar.
Agora, a prova disso está no fato de que
ele não circuncida Tito. Por quê? Porque
Tito é um gentil.
Esse emblema não deve ser posto sobre os
gentios.
Então não há incoerência da parte de
Paulo. Mas Paulo está confrontando a
ideia de pegar essas coisas e
transformá-las como meio de salvação e
impor essas questões aos gentios.
Aos gentios.
Paulo então passa a considerar
a relação dessas verdades com o próprio
com a própria lei e de certo modo com
essas obras da lei.
E algo importante com o qual precisamos
lidar e imagino tem sido de alguma
maneira mal compreendido. A confusão
entre lei e obras da lei não são as
mesmas coisas.
Lei e obras da lei não são as mesmas
coisas. A lei foi algo que Deus deu ao
povo de Israel por intermédio de Moisés.
As obras da lei eram malabarismos
hermenêuticos praticados pelos
intérpretes da lei, em que o próprio
Deus não havia ensinado, mas eles haviam
criado esses subterfúgios para a
admissão de gentios na igreja. Então são
duas coisas completamente diferentes.
E esses termos ah apontam para o fato de
que a lei tem um papel extremamente
importante, porque a lei é o elemento
que nos leva a Cristo, que nos conduz a
Cristo. A lei traz a má notícia para que
em seguida nós ouçamos a boa notícia que
é o evangelho.
A lei é como uma pedagoga que nos toma
pela mão e nos leva ao mestre. nos leva
a Cristo. Essa é a ideia que Paulo vai
desenvolver posteriormente aqui em
Gálatas.
E é a lei que determina o que é pecado,
porque pecado é transgressão.
Você só pode transgredir uma lei. Pecado
é transgressão da lei. Então, a lei tem
propósito e continua tendo propósito e
continua tendo valor para nos levar a
Cristo.
Mas a lei não tem poder para salvar,
ela tem poder para condenar.
Por outro lado, as obras da lei eram
resultados desses malabarismos
interpretativos dos mestres da lei, que
haviam transformado alguns sinais
visíveis da aliança de Deus com o seu
povo
em meio de salvação.
[limpando a garganta]
Esses sinais como ditos,
circuncisão, leis diatéticas, guarda do
sábado ou dias festivos,
em certa medida, foi o que causou todo
toda a dificuldade enfrentada pelos
Gálatas. Quando Pedro se afasta dos
gentios e Paulo o condena por isso, ele
o faz leis dietéticas.
Ele estava comendo com gentios.
E um judeu
digno do nome, segundo esses
intérpretes, esses malabarismos ah
interpretativos, [roncando]
sequer deveria entrar na casa de um
genti.
Pior ainda, comer com genti. Pedro
estava comendo com crentes gentios.
Com crentes gentios.
O que era um trage para muitos judeus.
O falso evangelho pregado pelos
judaisantes afirmava, portanto, que para
ser salvo, o gentilho precisa se
submeter às obras da lei. E o
comportamento de Pedro e Barnabé, de
alguma maneira, corroboravam
isso. Por isso Paulo os repreende.
Paulo afirma: "Por meio da lei morri
para lei".
E ele não diz que a lei morreu, mas que
nós morremos por meio da lei para a lei.
A lei cumpriu o seu propósito, isto é,
conduzir-nos a Cristo. Capítulo 3,24 de
Gálatas, fala-nos isso. E faz isso para
nos levar à presença de Deus e vivermos
para Deus. Estar crucificado com Cristo
significa que a lei não mais tem poder
para condenar.
Aqueles que foram crucificados com
Cristo
não estão mais sob a condenação da lei,
visto que Cristo nos resgatou da
maldição da lei.
Portanto, não é nós,
mas a vida de Cristo em nós. A lei não
tem capacidade para salvar, mas Cristo
sim.
As obras da lei não podem justificar,
mas Cristo mediante a fé. Sim,
essa é a vida pela fé no filho de Deus
que nos amou e se entregou por nós. Essa
é a proposição do apóstolo Paulo.
Essa é a defesa do apóstolo Paulo.
Nenhum homem pode ser justificado pela
observância das obras da lei. O que
Paulo está dizendo? é que os nossos
malabarismos, as nossas interpretações,
a nossa performance pessoal
não tem em si a capacidade
de nos salvar,
mas Cristo tem.
Não apenas tem,
ele salva.
Por fim, Paulo faz alguns apelos no
início do capítulo 3. Acompanhe comigo a
leitura a partir do verso 1.
Ó Gálatas insensatos,
quem vos fascinou a vós outros, ante
cujos olhos foi Jesus Cristo exposto
como crucificado?
Quero apenas saber isso de vós.
Recebestes o Espírito pelas obras da lei
ou pela pregação da fé? São perguntas
retóricas.
A resposta é óbvia.
Verso 3. Sois assim insensatos, que
tendo começado no espírito, estejais
agora vos aperfeiçoando na carne.
Lembra as oposições, carne e espírito.
Terá sido em vão que tantas coisas
sofrestes se na verdade foram em vão.
Paulo faz alusão às hostilidades
sofridas quando eles receberam o
evangelho. Tá lá narrado em Atos.
Aquele, pois, que vos concede o espírito
que opera milagres entre vós, porventura
o faz pelas obras da lei ou pela
pregação da fé.
Paulo faz apelos mediante inúmeras
perguntas
e todas elas retóricas, onde as
respostas são óbvias.
Pela fé, obtemos o perdão dos pecados
com base na justiça do próprio Cristo.
Isso é o que significa ser justificado.
Essa obra é realizada por Deus em nós e
produz desdobramentos
maravilhosos
nas vidas daqueles que foram salvos pela
graça de Jesus.
E dentre esses desdobramentos, há um
que o apóstolo Paulo ressalta mediante
algumas perguntas ou mediante essas
perguntas retóricas relativas à nossa
experiência com Deus Filho Cristo, verso
1,
com Deus e o espírito, versos 2 a 4 e
com o pai no verso 5. Não sei se você
observou, mas esses cinco versículos
eles têm uma estrutura trinitária.
O verso um fala-nos de Cristo, os versos
de dois a quatro do espírito e o verso
cinco do pai,
daquele que concede o espírito.
Uma experiência, portanto, trinitária.
Se a justificação pela fé nos leva a uma
experiência trinitária
no sentido da nossa relação com o Pai,
com o Filho e com o Espírito Santo,
então nós precisamos admitir que a
justificação pela fé não é uma doutrina
estéril,
mas algo que nos leva a uma profunda
relação
com Deus.
Inicialmente, Paulo perplexo, apela para
a mensagem de Cristo ou do Cristo
crucificado, algo para o qual pareciam
estar enfeitiçados a ponto de não
enxergarem. E é bem interessante porque
Paulo diz: "Quem vos fascinou?" Na
verdade, fascinar aqui pode ser
traduzido como enfeitiçar.
Quem vos enfeitiçou?
enfeçou ao ponto de não enxergarem o
óbvio. Havia em seus corações, irmãos,
uma atitude errada em relação ao
evangelho de Cristo. Ao darem ouvidos a
um evangelho distinto do que Paulo lhes
pregara,
demonstravam com isso falta de
discernimento espiritual e coerência
doutrinária. O comportamento deles se
assemelhava ao de Pedro. eram
inconsistentes, dissimulados,
tornando-se tolos e enfeitiçados, caindo
em artifícios malignos.
abandonaram a mensagem que lhes expôs o
próprio Cristo crucificado em favor de
algo contraditório,
mentiroso,
sem fundamento.
E em seguida Paulo apela para a maneira
como havia recebido, como haviam
recebido o Espírito Santo. Teriam sido
selados pela observância das obras da
lei ou pela audição da fé? Paulo sabia
que a resposta dada por eles seria pela
audição da fé.
Eles eram testemunhas disso. Por isso,
chamandoos de insensatos, lhes pergunta
se estavam dispostos agora a acabar na
carne, já que começaram pelo espírito.
E quanto aos sofrimentos, teriam sofrido
em vão.
Paulo lembra o modo como o evangelho
chegou até eles.
Se você pegar as narrativas
a partir do capítulo 13 até o capítulo
18,
que engloba as três viagens de Paulo,
você vai perceber que Paulo em três
ocasiões
esteve na Galácia, visitando
predominantemente as cidades de Cônio,
Listra e Derbi, onde aparentemente foram
plantadas três igrejas, uma em cada
cidade. E como é que esses irmãos
receberam a mensagem? debaixo de muita
hostilidade, de muita dor e de muito
sofrimento. Paulo então pergunta:
"Os sofrimentos foram em vão?
Teriam sofrido em vão?"
E com isso lhes perguntava sobre o modo
como o evangelho lhes havia sido
pregado. E finalmente Paulo apela paraa
pessoa do Pai que não apenas lhes deu
seu espírito, mas também realizou
milagres entre eles. Os Gálatas viram
milagres da parte do Senhor. É certo que
milagres não mantém ninguém sério na fé
ou firme na fé. Porque se milagres
tivessem a capacidade de manter as
pessoas firmes da fé, o povo mais firme
seria Israel, que durante 40 anos
experimentou os milagres mais
extraordinários.
Milagre não mantém ninguém de pé, mas é
testemunho.
Milagre é testemunho da ação poderosa de
Deus acompanhando a sua própria palavra.
É a palavra e o espírito operando.
Milagres tem os seus lugares para a
glória de Deus e ele os faz.
Mas eles não são os elementos mais
importantes em toda essa história.
Milagres acompanham as a palavra.
Milagres são apenas acessórios
à palavra e ao testemunho da palavra.
Mas os Gálatas testemunharam milagres da
parte de Deus
em loco.
Todos esses apelos deveriam servir como
evidências irrefutáveis
de que uma pessoa é justificada pela fé
e não pelas obras da lei.
visto que os gálatas se tornaram
cristãos ao crerem no evangelho,
seria o cúmulo da insensatez se agora se
voltassem as obras da lei e trocassem as
bênçãos do Espírito pelas obras da
carne, desertando da verdade.
Os apelos de Paulo
eram apelos persuasivos
para que caíssem em si e voltassem para
o caminho.
Algumas aplicações que eu gostaria de
fazer
para a nossa consideração.
Primeira delas é que o comportamento de
Pedro
demonstra que mesmo os mais experientes
cristãos, mesmo líderes proeminentes,
correm o risco de agir de maneira
inconsistente e fingida.
Ninguém está blindado ao ponto de não
incorrer
nesse erro.
Por essa razão, meus irmãos, é
necessário que conheçamos o evangelho de
Cristo.
É necessário nos debruçarmos
sobre o evangelho de Cristo. É
necessário que nos apropriemos,
não apenas conceitualmente,
mas na prática
do evangelho de Cristo.
Somente isso nos dará as condições para
não nos deixarmos levar, como foi o caso
de Barnabé.
E aqui vem a primeira aplicação.
Dediquem-se
ao conhecimento
da verdade
e não se contentem com nada menos que a
verdade.
A vida que honra a Deus, meus queridos
irmãos, passa por isso. Conhecer a Deus
e conhecer a sua palavra.
Devemos nos dedicar a isso.
A palavra de Deus é profunda, disse um
puritano antigo. As nossas mentes são
rasas. Uma vida inteira dedicada à
palavra não será suficiente para chegar
às
mais nos mais profundos lugares das
Escrituras.
Por isso, a gente não pode perder tempo.
A gente precisa buscar a verdade, amar a
verdade
para não cairmos em contos.
em fábulas,
em mentiras travestidas
de evangelho.
Segundo,
ninguém pode ser aceito por Deus com
base em sua justiça própria,
por exemplo, mediante a observação ou
observância de ritos, de tradições ou
coisas semelhantes.
Pensar e agir como se isso fosse
possível é uma ofensa
aquele que entregou-se a si mesmo pelos
nossos pecados para nos desarraigar
deste mundo perverso, segundo a vontade
de nosso Deus e Pai. Uma pessoa somente
pode ser justificada, isto é, perdoada e
aceita na presença de Deus mediante a fé
em Cristo, nosso Senhor.
Portanto,
certifiquem-se
de que a sua confiança está plenamente
posta no perfeito Salvador
e não nas convicções religiosas do seu
enganoso coração.
Certifiquem-se
de que sua confiança está plenamente
posta no perfeito Salvador
e não nas convicções religiosas do seu
enganoso
oração.
Terceira e última aplicação.
A doutrina da justificação pela fé
é uma doutrina fundamental para a
manutenção da ordem e do bem-estar da
igreja de Jesus. Acerca dela foi dito
que é a doutrina pela qual uma igreja
fica de pé ou cai.
Nós precisamos conhecê-la e crer nela,
mas não podemos cometer o equívoco de
pensar que ela seja doutrina estéril.
Na verdade, a aplicação da justiça de
Cristo naquele que crê produzirá frutos
dignos do evangelho. Portanto,
certifiquem-se de encontrar em suas
vidas evidências da obra da graça no seu
coração.
Desenvolva uma santa desconfiança
sobre a relação de sua vida e o
evangelho de nosso Senhor. E faça isso
antes que seja tarde,
porque aqui está questão de vida
ou de morte.
Você entende porque Paulo foi duro com
Pedro?
Porque o que estava em jogo era
o evangelho
e o mau comportamento de Pedro e
Barnabé.
Aliás, o mau comportamento de Pedro
influenciou Barnabé, que por sua vez
influenciaram outros tantos. Olha que
coisa absurda.
Comportamento.
Devemos ser cautelosos com relação aos
nossos comportamentos
para não negarmos a fé.
Comecei com peregrino
e vou terminar com peregrino.
O peregrino de Banan precisou lidar com
dois
viajantes, como disse no início,
inconsistentes e repreensíveis, chamados
formalista e hipocrisia,
que de fato não eram os melhores
companheiros para alguém que deseja
viver a vida do evangelho e
consequentemente chegar à cidade
celestial.
Mas ao final do capítulo,
um diálogo se mostra revelador
e de alguma maneira lança alguma luz
sobre o que nós acabamos de considerar,
sobre o que Paulo fala
no capítulo 2, verso 11 em diante.
Ao serem questionados sobre o antigo
costume de pular muros e buscar atalhos,
ambos deram a cristão, e esse era o nome
do peregrino, uma resposta assustadora
e prepotente.
Eles disseram:
"O povo do nosso país considera e com
razão que é preciso fazer um grande
rodeio para chegar à porta e sabe que é
mais fácil saltar o muro."
É verdade que procedendo deste modo,
transgridem a vontade revelada do
Senhor, mas estão nesse costume há mais
de 1000 anos e bem sabem que o costume
faz a lei.
Não pode haver dúvidas de que se essa
questão for levada ao tribunal, um juiz
imparcial estará a nosso favor.
Além disso, observem, o que importa é
entrar no caminho.
Por onde se entra é o de menos.
Vocês entraram pela porta,
nós pulamos o muro. O certo é que todos
estamos no caminho e não vejo vantagem
em vocês.
Você percebe,
meus irmãos?
Essa não pode ser exatamente
a nossa experiência comunitária
hoje.
Não é possível exatamente que
pessoas no contexto da igreja de Jesus
tenham pulado muro e não entrado pela
porta.
É plausível pensar nessa hipótese?
Será que isso é possível?
Eu sei que essas perguntas são
retóricas, porque você também sabe a
resposta.
Mas que Deus nos livre para que nós não
sejamos os que pulam muro,
mas que entram pela porta,
que amam a Jesus
e que vivem paraa sua glória.
Vamos orar.
Ó Deus,
se o Senhor não estiver conosco, nós
certamente sucumbiremos.
Se o Senhor não estiver conosco,
nos abençoando, guardando,
nós não perseveraremos.
Se dependermos de nós mesmos, nós
estamos perdidos.
Mas graças, ó Deus, a ti por Jesus
Cristo, teu filho, nosso salvador,
que assumiu a nossa culpa,
que pagou o preço
dos nossos pecados,
que nos fez chegar a bendita palavra.
De modo que os nossos olhos foram
abertos
para ver
a beleza de Cristo e o nosso próprio
estado.
E diante dessa exposição nos
arrependermos e crermos,
obtendo o perdão de pecados
e a justiça de Cristo.
Senhor, eu rogo que o Senhor nos
abençoe, nos ajude
para que sejamos mantidos firmes, fiéis
e leais diante de ti, vivendo, ó Deus,
uma fé produtiva
que glorifica o Senhor.
Pedimos, ó Deus, que
o Senhor nos fortaleça e encoragem,
que nossos olhos sejam capazes de
vislumbrar as grandezas, as virtudes
daquele que nos chamou das trevas paraa
luz
e vivermos, ó Deus, de maneira santa
diante de ti.
Nós também rogamos, ó Deus, que
o Senhor abra os olhos daqueles que
trilham o caminho do engano
e que por misericórdia
a tua graça os alcance
e eles confessem a Cristo.
Eles amem a Jesus,
eles amem a tua palavra,
amem o evangelho.
Obrigado por esse tempo, Senhor. E
obrigado pela tua santa palavra.
Sejamos mantidos nela até o dia de
Cristo Jesus.
Em nome de quem oramos. Amém.

Tags: