Minha relação com a Bíblia e a Teologia
02/09/2026
Minha relação com a Bíblia e a Teologia
Rodrigo Bibo foi entrevistado pelo pastor Acyr Jr na sede da SBB acerca do seu ministério e sua relação com a Bíblia.
entrevista originalmente publicada no canal da SBB https://youtu.be/zy9yKS3ARJ4?is=PRiVINKrY3w065ln
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Fonte: Bibotalk
Legendas automáticas:
[música] Olá, tudo bem? Seja muito bem-vindo a mais um programa Impressões da Sociedade Bíblica do Brasil. A SBB é uma agência missionária que tem a missão de levar a Bíblia a todas as pessoas para que todos possam conhecer a palavra de Deus, possam ler a Bíblia e ser transformado por ela. E hoje no programa Impressões nós temos uma visita muito especial, que é um amigo muito querido, alguém que tem contribuído muito com a igreja brasileira dentro da teologia e eu quero receber então com muita alegria Bibo do canal Bibotal. Seja bem-vindo. >> Olha aí. Obrigado a Sir, obrigado a todo mundo. Obrigado a SBB pelo carinho e prazer táar aqui. Prazer conhecer toda essa estrutura. Muito feliz de estar aqui. Obrigado pelo convite. >> Que bom. Tem uma pergunta que a gente sempre faz no começo aqui que é a seguinte: >> Como foi o seu relacionamento com a Bíblia? Qual foi o seu primeiro contato com a Bíblia? >> Eu nasci num lar e cristão, né, católico. Então a gente tinha lá uma religiosidade básica, né, com a Bíblia. tinha Bíblia em casa e tal, mas aquela Bíblia aberta, >> aquela Bíblia aberta, tal. Eu até cheguei a fazer um estudo bíblico de uma outra religião, sabe aquela que vai de porta em porta? >> Eu cheguei a fazer um estudo bíblico com eles com, sei lá, eu devia ter uns 6 anos de idade. Minha mãe, né, tudo bem. Aí a minha avó falou: "Não, mas eles são de outra religião". Mas lá eu tive um, eu lembro que eu cheguei a pegar a história de Gênesis ainda um pouquinho lá com eles, tal. Daí a minha avó não deixou e depois a Bíblia sumiu da minha vida, né? cheguei a fazer ali, né, algum outro rito religioso, mas a Bíblia era só um livro mesmo, sem significado algum. Mas com 13 anos, com 13 anos eu fui pego roubando uma caneta. Deixa eu te contar essa história. Eu fui pego roubando e enfim, né? Foi, eu tive que contar pra minha mãe porque o dono da loja pegou a minha bicicleta. Ele falou assim: "Tu só tira essa bicicleta daqui se a tua mãe ou teu pai vier pegar essa bicicleta". Cheguei em casa e falei: "Mãe, roubaram minha bicicleta e, né, menti paraa minha mãe, só que meio mentir pra mãe é difícil, né? Mentir pra mãe é difícil". E eu fui lá e contei pra minha mãe, eu roubei, fui pego e a minha bicicleta tá lá e tal. Aí minha mãe, enfim, minha mãe foi lá, foi humilhada pelo dono da loja e tal e enfim, e eu e eu vi muito assim a tristeza no rosto da minha mãe. Se meu pai descobrisse, irmão, eu devia estar sem uns dentes hoje aqui, né? Naquela época isso acontecia, né? E e aquilo e e a tristeza da minha mãe me deixou assim muito abalado. A tristeza da minha mãe, cara. Tristeza. >> E na época, eu acho que como todo estudante de escola pública, eu tinha um novo testamento do Gideões Internacional. Ou é Gideões Missionários? Não, Gideões Internacional. Gideões Internacional. Tinha lá o meu novo testamento azulzinho. E aí eu peguei aquele livro e eu juro para ti. E eu foliei, comecei a olhar, é só o Novo Testamento, Salmos e Provérbios, se não me falha a memória. E lá atrás tinha uma oração. E eu fiz aquela oração de entrega a Jesus. E eu juro para ti que a memória que eu tenho é que a oração que tava lá atrás dizia o seguinte: "Eu aceito Jesus como Senhor e Salvador da minha vida e eu nunca mais vou roubar nada". >> Uau! >> Eu juro para ti que não, tá? A oração não é essa. >> A oração é só uma oração básica de entrega a Jesus. Mas eu juro para ti assim que naquele dia eu li isso. Eu entrego, eu aceito Jesus Cristo como Senhor e Salvador da minha vida e eu nunca mais roubarei. E eu assinei que você tinha botar o seu nome, não sei se é assim hoje em dia. >> Também não lembro. >> Eu botei o meu nome e cara, eu nunca mais roubei nada na minha vida, pelo menos de maneira consciente, né? Então assim, nunca mais roubei na minha vida. Até no trabalho falei: "Mano, sabe que se eu fizer isso um trabalho eu não vou estar roubando tempo porque eu sou trabalhador, eu sou pago para trabalhar?" Até eu criei assim uma, entendeu? Uma parada, eu não posso roubar nunca mais porque a minha mãe, eu nunca mais quero ver ninguém passar por aquilo. Então a Bíblia entrou, claro, ela entrou dessa forma, obviamente que eu li uma coisa ou outra, mas só aos 17 anos fui evangelizado, fui parar numa igreja pentecostal e por mais fosse uma igreja pentecostal, né, se tem a fama de que os pentecostais não estudam a Bíblia, uma fama completamente injusta, né? Ah, e eu e ali eu entendi, mano, nós somos o povo do livro. E é muito legal assim, porque eu era de uma igreja pentecostal, mas tinha os cultos de reteté, né? Tinha lá um outro reteté, mas tinha o culto de terça-feira, que era o culto de doutrina, entendeu? >> E nós tínhamos bons expositores na nossa igreja sede ali em Joinville e Santa Catarina. E eu lembro que eu gostava muito desse culto porque a Bíblia era aberta. Eu gostava do reteté como um bom filho do pentecostalismo, mas eu preferia. E e é muito louco porque aí teve a escola dominical. Como assim? É um lugar que a gente vai e pode fazer pergunta. Que sensacional. Virei um rato de escola dominical. >> Que legal. >> Amava escola dominical. Amava, amava, amava. Porque eu, detalhe, eu nunca fui de estudar. Nunca, nunca, nunca, nunca, nunca. Assim, eu era um cara que eu passei na escola por assim meu, por misericórdia. É, por ser escola pública >> do professor, inclusive. >> É, e porque eu era amigo dos professores, né? Enfim, mas eu nunca fui um cara de estudar. E quando eu cheguei a fé, infelizmente, né, já sentindo déficit, porque nunca levei português a sério, gente, olha aqui para mim, português, até matemática vai, é muito importante, tem que estudar jovens. Ah, eu nunca vou usar isso aqui na minha vida, cara. Peças no raciocínio da coisa. Você é você português mesmo, você tem que prestar muito, aprender a ler, interpretar, porque se você é crente, você vai usar isso na Bíblia. E a matemática você nunca vai usar báscara, provavelmente não, mas você vai sabe, as equações faz você aprender se concentrar, sabe, em construir uma ideia. A equação é isso. Você nunca vai usar báscara, provavelmente, mas é o lance de você pensar, somar aqui. Então, é importante. Eu não dei bola na época e eu senti falta quando eu cheguei na igreja, porque, mano, é a palavra de Deus. A gente é o povo do livro. E a Bíblia, ela ao mesmo tempo que ela é um livro simples, a mensagem central da Bíblia é simples. Deus amou o mundo de tal maneira, só que é o seguinte, ela tem muita coisa complexa que exige, né, estudo. E aí eu comecei a correr atrás, irmão. Eu comecei a correr atrás e aí eu cheguei à fé em 99. Em 2000 eu já estava num seminário teológico. >> Au! >> Um ano depois. >> Um ano depois. Por era, olha só que interessante, assim, posso continuar nessa história? Ver. >> Eh, eu tinha um melhor amigo, que é um dos amigos meus que me evangelizaram >> e e a gente era muito amigo assim de orar em vigília. A gente sabe, eh, nós acreditamos no batismo com o Espírito Santo, então a gente foi batizado na mesma vigília, sabe? Assim, foi uma é uma amizade muito espiritual, assim, muito legal. E e meu amigo já tinha esse lance mais missionário, queria ir para Cuba, ser missionário em Cuba. Eu não sei o que tava acontecendo em Cuba na época, que ele queria ir para Cuba, né? Isso na época de 99, 2000 ali, mais ou menos. Missionário em Cuba. E eu falava o seguinte para ele: "Mano, eu não quero sair daqui dessa igreja. Sabe por quê? Porque eu mesmo novo na fé, eu ganhei uma gincana bíblica. Eu ganhei uma gincana bíblica porque eu sou bom. Não, porque o filho dos crentes era um ruim, [risadas] tá entendendo? >> Sim, sim. E aí >> o que era muito comum antigamente, essas gincanas bíblicas que achou mais rápido, de decorar, entendeu? Eu decorei 199 perguntas sobre a Bíblia Sagrada. >> Era de do antigo ao novo, cara. Eu decorei aí 199 porque, mano, eu levei a série esse negócio. Tá vendo esse livro? Lê ele. Come livro, >> sabe? O conselho, sabe? Come esse livro. Se você não entendeu a referência, melhore, né? Você tem é triste você não entender a referência do comer esse livro. Você tinha que você ser é crente, você tinha que entender. Então o que acontece? E eu comecei a comer esse livro mesmo, entendeu? E aí, mano, e aí eu falava assim pro meu amigo: "Olha, cara, o que que adianta a gente ir lá para Cuba se os que estão aqui dentro não conhecem a Bíblia?", entendeu? Tanto que aí, meu amigo, a gente começou a arquitetar um ministério, ministério triunfo, olha o nome, né? Bem pentecostal, né? Mas enfim, ministério não, cara. Ó, tu, a gente vai se preparar, tu vai pra missão, eu vou estudar teologia, porque a gente precisa ensinar Bíblia pros crentes e por tu vai ensinar pros não crentes e eu ensino pros crentes. Eu até brincava, né? Eu com 17 anos, 18 anos e não tinha maturidade e era novo na fé, mas eu falava assim, ó: "Olha, gente, eu por mim parava até de evangelizar. Um absurdo, gente, é óbvio. Mas eu tinha só 17 para 18 anos. Era um novo convertido. Porque de fato a ignorância bíblico teológica, eu já que nem tinha teologia eu já percebia que as pessoas não sabiam o básico, entende? Amavam Jesus, oravam, mas assim, faltava muita Bíblia. E eu via na escola dominical, sabe? >> Ô, Bibo, e isso tá pior, tá? Hoje nós identificamos de uma certa forma, nós chamamos aqui na sociedade bíblica de analfabetismo bíblico. >> Uhum. Ou seja, as pessoas conhecem muito de política hoje, conhece muito de futebol, conhece muito de muitos outros assuntos que estão nas redes sociais, mas não conseguem talvez dizer cinco dos 10 mandamentos, eh, cinco nome de dos 12 apóstolos. Não conseguem hoje as pessoas não conseguem encontrar um livro da Bíblia. O que não faz uma pegadinha na igreja, galera. Eu faço quando eu vou pregar para jovens e às vezes eu tô lá vendendo algum livro meu, eu falo: "Ó, quem abrir na um primeiro, quem ler na um aqui primeiro vai ganhar". Mano, demora para vir alguém >> porque claro, vem o pessoal com o celular, né? Não dá, né? Não, tem que ser na Bíblia de papel. >> Sim. E inclusive nos aplicativos celular, se você olhar, tem uma opção que é a ordem canônica dos livros, mas tem uma ordem alfabética. É porque as pessoas não conseguem encontrar. É, você fal, né? Tipo, >> o que você tá falando reflete muito disso, né? Isso é já assim, isso isso é ano, né? Enfim, é transição, né, do do milênio ali. Agora, se tu vai ler e isso é um pouco triste de alguma forma, porque hoje a gente pode falar até que tá pior em última análise. Por quê? Porque nós temos mais evangélicos. >> Então, se nós temos mais evangélicos, mais analfabetos bíblicos. Agora, mas se tu vai ler escritores antigos, você vai perceber eles falando já algo parecido da igreja. E digo mais, se você lê a carta aos Hebreus, esse problema já tá lá no capítulo 5 de Hebreus. Exatamente esse problema. O autor aos hebreus ou autora vai dizer: "A essa altura vocês já deveriam ser mestres, mas ainda precisam que alguém ensine os rudimentos básicos para vocês." Ou seja, provavelmente essa carta é para uma segunda geração de crente que já não tava mais nem aí para a doutrina dos apóstolos, né? Que era o cerne da igreja primitiva, né? Atos 2:42, eles perseveravam de coração ao quê? Na doutrina dos apóstolos, né? Então, ou seja, por mais que a gente não tivesse um novo testamento estabelecido no período da igreja do primeiro século, né, você já tinha cartas de Paulo rodando, talvez um outro evangelho, enfim, mas você já tinha o Antigo Testamento, né, provavelmente a Septoaginta era, né, a o manuscrito, né, que rodava por ali. E você tinha uma preocupação, né, de das pessoas conhecerem. Você tem Paulo sendo julgado pelos bereanos. Então tinha uma galera que conhecia de Bíblia. Tipo, o que que esse cara tá falando aí? Procede? Tá de acordo com as escrituras? A orientação de Paulo, de Jesus é: Gente, vocês precisam conhecer o que o Espírito Santo vai, né? Olha, ele vai fazer vocês lembrar essas palavras que eu tô dizendo para vocês, mas tem que ter palavra para poder lembrar, né? É o que eu brinco com o pessoal, gente, não adianta você achar que no momento da tentação, do aperto, vai vir uma vai vir algo, não. O Espírito Santo vai procurar na gaveta do que tá aí no no seu coração, na sua mente, né? Então tem que ter ali pro Espírito Santo pegar e poder te edificar. Se não tiver, ele vai te edificar com quê? Entendeu? Eh, é isso. A, a sociedade bíblica, ela tem uma ideia que a gente chama de ciclo da vida da Bíblia. Quando que a nossa missão para como SBB? Porque nós quando surgimos >> novos céus e nova terra, [risadas] >> é bem por aí, há 200 anos, quando surgiu a primeira sociedade bíblica, em 1804, é, vamos traduzir a Bíblia para todas as pessoas numa tradução adequada, numa linguagem que possam entender e a um preço que possam pagar. Então, a ideia ali tava muito implícita de pegar a Bíblia, traduzir e entregar a pessoa. >> Aliás, uma pausa, quero falar, porque vai também pra minha audiência esse vídeo. Eh, se você nunca pesquisou a história do surgimento da SBB, que história bonita. B como a curiosidade, a fome de uma menina. Essa história, né? Isso. >> É, gente, procure aí o surgimento da SBB, da sociedade bíblica. É uma história bonita de como realmente a fome pela palavra pode mudar o mundo. >> Mas hoje nós ampliamos, nós não paramos mais na produção ou na distribuição. Nós estamos tentando levar o povo a um engajamento com as escrituras por causa dessa realidade, desse abandono das escrituras. E aí eu quero entrar numa outra pergunta aqui com você que é o seguinte: você hoje tem um canal no YouTube, nas redes sociais, de forma geral, ah, que é muito conhecido, é o maior canal de teologia. >> Não, no YouTube eu não sou nem, sei lá, não tô nem entre os 10 no YouTube, né? >> Podcast, >> mas no podcast a gente tem uma certa relevância, porque a gente foi um dos primeiros a começar, né? Então, hoje em dia tem essa ideia, a gente começou o podcast em 2011. >> Nossa, >> então a gente tá aí agora a gente >> existia uma ideia de podcast >> já. O podcast no Brasil existe há um, assim, podcasts em atividade já tem 20 anos. Inclusive, uma curiosidade, né? O podcast em atividade mais antigo do Brasil é o irmãos.com. Um podcast cristão. Que legal. >> Um podcast cristão. É o Paulinho Degaspar e Adri começaram a produzir podcast quando não tinha nem recursos tecnológicos para isso. Então eu comecei em 2011 o meu podcast faz 16 anos agora em março de 2026. E e 16 anos, acho que é é 16. É. E então a gente tem um pouco assim como essa referência, né? Mas podcast hoje de teologia a gente por é o mais é o mais conceituado e tal, mas tem muitos outros bons podcasts, mas o Bibotal por ser o primeiro é meio que respeitado por isso assim, né? O irmãos.com ele é um podcast cristão, mas ele não era focado tanto em teologia, né? Então ele tem focado em missões e também em vida prática de igreja e tal. >> Legal. E e eu vejo na tua história essa transição e e onde você está agora é fruto dessa história, né? Alguém olha, olha um tá ali um podcast legal, mas éí essa fome pela palavra de Deus, pelo conhecimento bíblico que possivelmente leva a isso. E é isso que eu quero perguntar. Como surgiu a ideia de fazer um podcast e qual foi o propósito para o qual você criou esse? >> Muito legal. Eu acho que tem um pouco isso é é isso é atravessado pela nossa história particular. Eh, eu sempre gostei de me expressar desde criança. Eu lembro que a gente na época brincava na rua, né? Tempo que a criança podia brincar na rua e tal. E a gente às vezes brincava de escolinha e eu gostava de ser professor. Eu sempre gostei de ensinar o que eu aprendo. Eu tenho muita dificuldade em aprender, né? Sabe? Depois agora de 40 anos eu descobri que tem algumas coisas, tô mediado. Isso tá me ajudando bastante. [risadas] Na época não tinha, mas eu sempre eu sou uma pessoa que eu demoro para aprender, mas quando eu aprendo, eu consigo traduzir isso numa linguagem mais simples. Talvez um dos dons que Deus me deu é esse, né? E eu digo que é um dom que Deus me deu e eu sei que eu tenho esse dom, porque as pessoas falam isso. Cara, como eu consigo entender o que tu fala? Como para mim ficar claro, né? como teu podcast, que às vezes pega uns temas mais complicados, mas contigo fica leve, né? Então eu consigo traduzir bem isso. Então eu sempre gostei de brincar da escolinha, gostava de ser professor, né? Então sempre gostei me na escola, quando eu nem era crente, eu criei um jornal de cinema na minha escola. Minha diretora aprovou essa loucura. E ainda a gente não tinha dinheiro para fazer jornal na época eu fiz um mural. Aí eu e eu e mais alguns amigos meu, a gente fazia um mural de exposição de cinema. Então eu sempre gostei. Na época eu cheguei a escrever críticas pro jornal da minha cidade, quando tinha a opinião do leitor, chegou já publicar umas duas opiniões minha lá, eu gostava de escrever, depois vi a época dos blogs, né? Então eu sempre fui treinando um pouco isso, essa essa ideia de comunicar. Quando a minha igreja em 2005 ela comprou uma rádio, aliás, em 2005 a minha igreja já tinha uma rádio AM. E aí eu comecei, eu descobri isso, eu falei, falei para meus amigos: "Mano, vamos fazer um programa para jovens". E aí a gente bolou um nome muito criativo, Jovens em Ação. Maravilhoso esse nome. Nome extremamente criativo. >> Bem padrão da década de 90. >> Bem padrão da década de 90. Jovens em ação. Jovens em ação. Tá. E aí, mas foi legal, foi. A gente começou a desenvolver rádio e tal. Nossa, pagamos muito mico, demo muito furo ao vivo, rapaz. Olha, cada coisa que era jovens, né? Jovens com liberdade, às vezes sem a supervisão de adultos maduros, dá, né? Dá ruim. Mas, né? Deu bom. Assim, a gente fez por um ano. E aí o que acontece? A igreja comprou uma rádio FM. E aí eu já, isso foi em 2006, eu já tava já no terceiro ano do seminário, aí chamei dois, três amigos e criamos o programa Metanoia, melhorzinho o nome, hein? Eu já tinha tido aula de grego na faculdade, já deu uma melhorada, >> já queria até mostrar que sabia um pouco, >> claro, tinha que gastar um pouco de grego, né? Aí queremos o Metanoia e e mano, foi muito legal porque a gente fazia um programa musical com interação com a audiência e tinha eu trazia um conteúdo já teológico e tal. Então assim, me e foi chamando muita atenção, foi criando uma na a rádio que eu fazia parte lá tinha muita audiência na cidade e nas cidades circunvizinhas, uma coisa assustadora. Então foi muito legal, começou a chamar a chamar muita atenção, só que chamou muita atenção ao ponto de que algumas pessoas não estavam gostando do que eu tava falando, né? Porque o meu compromisso era com a teologia bíblica, com a teologia. E às vezes isso tava conflitando um pouco com a teologia denominacional. >> E aí o que acontece? Eu fui expulso, né? Fui convidado a me retirar e esse programa acabou, né? Que na verdade tinha o metanoia. Aí depois os meus amigos mudaram de igreja, aí o programa acabou, eu continuei na, né, na igreja que tinha que era dona da rádio. Aí eu esperei esfriar uns se meses, criei um novo programa. Aí, nesse novo programa, ele era mais conteúdo mesmo, menos música e mais conteúdo. E aí, nessa época que eu fazia esse programa, a gente já pegava o arquivo MP3 e jogava no For share Share, que eu nem sei se existe ainda, mas na época a gente baixava música e filme lá, né? Uhum. >> E aí a gente pegava o nosso programa de rádio e botava na internet no nosso site, o formulados.com.br. BR. Então lá eu botava texto, botava os nossos podcasts e nós tínhamos uma audiência de 70 pessoas, ou melhor, 70 downloads, né? >> Que acontece quando eles me tiraram um programa e eu saí com esse programa na rádio, eu falei: "Mano, eu não vou parar, é muito legal". E aí eu já conhecia podcast, né? Já tinha alguns podcasts em irmãos.com e outros podcasts que eu de cultura pop que eu seguia. Mano, eu vou começar o meu podcast, então agora vai surgir Bibotalk. E aí, com a ajuda de alguns amigos, eu consegui criar um novo site. Na época, para você ter um podcast em 2011, né? Isso foi lá por 2010 para 2011, tinha que ter gente que entendesse muito de informática para, sabe, configurar o feed. Você nem sabe o que é feed, tá tudo bem. Mas era uma engenharia, sabe, ali da informação. Mas Deus colocou essas pessoas no meu caminho. Aí teve um irmão que me deu computador, o outro me deu mesa de som. E eu comecei na raça com a ajuda de amigos e amigas o Bibotalk para 70 pessoas, ou melhor, para 70 downloads, né? Às vezes é 70 downloads, mas quem ouve o programa é duas, três pessoas, né? Para 70 downloads. E comecei em 2000. >> O propósito de levar conhecimento teológico, >> Bíblia e teologia numa numa linguagem simples. Por exemplo, a primeira série que tem lá no Bibotal é sobre os 10 mandamentos. >> Uau, que legal. >> Entendeu? >> Ainda tá no canal, >> tá? Tá. É o BTC 001, entendeu? BTC. Aliás, acho que se tu entrar na postagem desse BTC lá de 2011, lá vai ter um link de uma pasta do Forhare que eu não sei se ainda tá em atividade e lá tem os meus antigos programas, entendeu? >> Nossa. >> Éí, tá lá. Então é isso. Então eu sempre gostei de me comunicar e eu acho que eu faço isso razoavelmente bem. E aí foi isso. Eu quero popularizar a teologia, eu quero, ou seja, aquele jovem lá que queria fechar a igreja para ensinar Bíblia e teologia pros irmãos, né? descobriu que a paróquia pode ser, né, aliás, que a sua paróquia pode ser o mundo, como diria John Wesley, né, agora ondas. E aí eu é o lance, ou seja, eu costumo brincar que agora eu vou até os confins da web, né? >> Que legal. >> É isso. >> Muito bem, Bibo. Vamos lá. Você nos visitou aqui. Para nós é uma alegria recebê-lo, né? >> Alegria é minha. Poxa, muito interessante. É, para nós é uma alegria tê-lo. >> E eu queria saber quais são as suas impressões. Você visitou ali a nossa gráfica da Bíblia, o centro de produção da Bíblia, andou um pouquinho também aqui na nossa sede. Eu queria saber o que que você achou, como que foi a experiência. >> Olha, eu enquanto eu andava e aí me falaram que vocês fariam essa pergunta para mim, né? Aí eu comecei a pensar na resposta e [roncando] eu diria assim, eu queria, eu queria, tem uma série chamada Doctor Who, eu nunca assisti a série, mas eu já vi, eu sei do que ela se trata e nessa série as pessoas viajam no tempo. E tem um corte que ficou famoso, que é quando ele pega o Van Gog e ele traz, né, porque o Van Gog não foi reconhecido em vida por todo o trabalho dele, enfim, tal, tal. E aí esse esse doutor traz o Van Gog paraa atualidade e mostra, né, tipo assim, como o como o trabalho dele foi reconhecido e como ele virou, né, uma grande referência e tal. E foi muito e é bonito tu ver sabe o o ele vendo o trabalho dele reconhecido, o que ele não teve em vida, né? Aliás, muitos artistas, infelizmente, sofrem com isso, né? Não tem, não colhem os louros, né, do seu trabalho. [roncando] E aí eu fiquei, mano, o Gutemberg ia ia ficar muito feliz em ver isso aqui, né? E aí eu queria que Lutero visse também. Lutero, sabe o que tu queria? Que aqu que aquela que o pessoal tivesse a Bíblia na sua língua? Sabe isso que você ajudou a criar lá em 1517, né? Graças a também à tecnologia de Gutemberg. Eu falei: "Mano, isso aqui Guttenberg teria, sabe, um êxtase aqui. Ele ficaria maravilhado". Porque e é muito legal o que eu vi aqui, além de você ter, obviamente, né? tem um processo industrial muito bem elaborado, assim, eu fiquei encantado com o processo industrial, as máquinas gigantes, fazendo não sei quantas bíblias por minuto, né? Três bíblias por minuto. >> Uma Bíblia a cada 3 segundos é a nossa média. >> Nossa, é, não desculpa, errei feio, né? Perceba, é muita coisa, né? E mas ao mesmo tempo tem um trabalho manual, sabe, artesanal, né? Lá eu vi, fui lá onde, né? O pessoal, né? As irmãs lá tão costurando, outras pessoas colando e sabe, nossa e para fazer um detalhe, né, na na Bíblia de estudo na, né, aquele detalhe costurado na capa não é uma máquina que fez, né, é um ser humano que tá ali botando todo o seu esmero. E eu fiquei assustado também com a quantidade que elas costuram ali, né? Até perguntei se elas estão sendo bem tratadas, quer denunciar alguma coisa aí, mas me ajuda. Qual coisa eu já eu eu eu já faço um stories aqui, ela não, maravilhoso, mas como é que você consegue fazer 700 coisas aqui? Ela não tudo certo aqui, é só focar no trabalho. Vai, a gente pausa, a gente toma o nosso cafezinho. Vai, que bom. Então tá tudo certo, né? Né? Aí condições de trabalho aceitáveis, né? E mas eu fiquei encantado com a produção, com a, né? Depois fui na parte ali da Bíblia em Braile também. Nossa, que sensacional esse trabalho de vocês, né? De mais de 3.000 pessoas recebem a Bíblia em Braile, né? Eu não sabia disso, né? Que a pessoa pode se cadastrar e receber a Bíblia em Brail. Tem lá, né? Um projeto social de vocês gratuitamente, né? Claro, tem uma questão de assistência social que vai verificar se é porque, infelizmente, né, deve ter gente suja que, né, que quer ganhar sem ser cego, né, mas você tem todo um trabalho de de averiguação, daí a pessoa que tem essa deficiência ganha a Bíblia. Isso é sensacional. E eu fiquei de cara com o papel que fura frente verso e o furo de um não, não, mano, que detalhe, né? Desde a galera que corta, que faz todo o processo manual. Vale a pena falar para quem está nos assistindo o seguinte. A a Bíblia em Brail, ela tem 38 volumes. Se colocar um volume em cima do outro, dá 2 m de altura. >> Eu vi ali na entrada ou em algum lugar aqui da SBB. >> Hoje o custo é de R$ 5, R$ 6.000. Uma bíblia daquela uma bíblia daquela >> com todos os os >> 66 volumes, né? e que nós mandamos gratuitamente. Então, se, por exemplo, você conhece alguém que é uma pessoa cega, que quer ter o contato com a Bíblia, ler a Bíblia no Brailey, nós podemos mandar isso gratuitamente. Ela vai recebendo um volume a cada 3 meses. E como você falou, nós acompanhamos a um programa da sociedade bíblica que é colher a pessoa com deficiência. Então, nós não apenas entregamos a Bíblia, nós acompanhamos essas pessoas. >> Muito legal. >> Há encontros. Aliás, nós vamos realizar eh um grande encontro com pessoas cegas do Brasil todo, deficientes visuais do Brasil todo. É um dos grandes eventos para cegos do mundo, se não é o maior. E vai ser num acampamento. Nós vamos receber aí 400, 500 cegos >> para estarmos juntos, gente vindo do Brasil todo para ter esse momento de imersão na palavra de Deus também. Então é um programa muito especial que nós temos realmente levar a Bíblia a essas pessoas e a experiência de ver um cego lendo a Bíblia é algo marcante. >> Muito legal, muito legal. E é um trabalhão, né? É algo grande assim, não é? Uma aquilo que a gente vê no livro de Eli não era, não seria possível, né? >> Seria possível. >> Seria que no livro de Eli, para quem não entendeu a referência, o o Denis Was tá com uma Bíblia, né? O que ele tá protegendo é a Bíblia, né? Mas é uma Bíblia muito pequeninha, né? >> Deve ser um evangelho. >> Deve ser só um evangelho ali. Muito bom. Muito bom. Muito bom. E eu eu brinco às vezes que se o pastor eh tem que avisar antes qual livro vai ler, se ele foi para levar a Bíblia em Braille, né? >> Porque senão tem que levar num carrinho de mão de alguma forma. Vai ser difícil. >> Parabéns. Parabéns. É um trabalho sensacional. Isso que vocês têm outras ações, né? Tem aquele navio, não tem? Vocês têm um navio também que temos o Luz na Amazônia. Hoje nós temos três embarcações na Amazônia. Um um barco mais cultural com uma livraria, um barco que é um ambulatório com atendimento hospitalar, eh ambulatorial. assistencial que vai nas comunidades ribeirinhas e também uma lancha para fazer eh percursos mais rápidos, né? Então é levar a palavra de Deus também e uma transformação na na sociedade. >> Ah, e uma coisa que eu achei legal, uma coisa que eu achei legal sobre a Bíblia em Braile é que é a nova tradução na linguagem de hoje, que é uma linguagem, né, mais acessível, né, que eu eu amo inclusive essa tradução. Acho ela é de vocês [limpando a garganta] essa tradução? >> Ela é nossa. >> Muito legal, né? Muito legal. Uma ótima tradução. >> Não sei se ela já teve alguma revisão recente. >> Não, mas ela tá para passar por >> É excelente. Excelente. E mantenho essa linguagem simples, pelo amor de Deus, porque é a grande, >> a ideia é essa, manter uma uma tradução acessível para que as pessoas consigam ler. E é uma ótima tradução, tá gente? Por favor, né? É uma ótima tradução. Se alguém diz o contrário, tá errando, tá? Tá errando. Eu sempre costumo brigar assim, ó. Nicodemos utiliza a NTLH no mestrado, então você, né? O Nicodemos usa referência, então ele usa no mestrado lá como exemplo de boa tradução, porque toda a tradução vai ter uma outra coisa que poderia ser traduzida diferente, né? Tem que entender o princípio da tradução. >> Exatamente. Exatamente. Eu acho assim, enfim, eu poderia falar horas porque a NTLH marcou muito a minha vida, assim, porque quando eu li a primeira NTLH, não, não foi a NTLH que eu li, eu acho que é outra tradução, mas também é nessa pegada. Mas depois uma NTLH caiu na minha mão, uma muito bonita. Acho que era até com papel com papel amarelado de é nem legal, mas ela ela era ecológica, é papel reciclado. Alguém até me diz: "Não, mas até mais caro fazer bíblia assim". E eu tinha uma meio que de estudo e tal. Eu lembro que eu dei uma vez para um jovem que ele ficou apaixonado, eu dei numa pregação e eu lembro que aquilo me encantou, mano. Eu tô entendendo o que Deus tá falando, né? E eu tinha um contexto com, né, pentecostal, onde Deus fala, né, com mesóclise. Aí eu falei: "Não, não, mas Deus fala a minha língua também". Eu achei muito sensacional. Achei muito e para acho que como Bíblia de entrada de um novo convertido, ela faz um papel sensacional. Sensacional. Sempre disse, tradução da Bíblia, qual é a melhor? Para quem? Por quê? Onde vai ser utilizado? depende muito disso. >> Olha, a melhor tradução, você tratando hoje do Brasil e das traduções que a gente tem disponível, a, na minha opinião, a melhor tradução é aquela que você lê. Isso. E a que fala o coração. >> Exato. Exato. Exatamente. >> Bom, a última pergunta que eu te faço é depois de você conhecer tudo isso, esse processo todo, alguns dos nossos projetos, dos nossos programas, qual a impressão que você está levando, saindo daqui hoje sobre esse trabalho da SBB de levar a palavra de Deus, servindo a igreja, servindo a sociedade, servindo as pessoas? Olha, uma das informações assim que me assustou é a quantidade às vezes de Bíblias, né, que são mandadas, por exemplo, foi mandada a Bíblia paraa guerra da Ucrânia, né, eh, para os presídios, para várias tragédias que acontecem. Eh, e eu acho que isso é muito bonito de ver que, de fato, a palavra, a missão que Jesus dá à igreja de ir por todo mundo, pregar o evangelho, eu vejo como esse bebê tá comprometida com isso, né? o tanto que vocês fazem de projetos sociais, né, e o tanto de Bíblia que é produzido. E agora você me fala desse também desse engajamento, produz boas bíblias de estudo, né, de diferentes tipos, inclusive eu vejo que é isso, é o cumprimento do ID de Jesus, né, esse compromisso, porque não tem como ir e anunciar as boas novas sem a palavra de Deus, né? Então, até o próprio trabalho, né, vários idiomas são feitos aqui, sabe? eh, até mesmo idiomas ou dialetos indígenas, né? Como isso é um trabalho, eu f eu tenho uma prima, né, por parte da minha esposa que trabalha na tradução, né, da Bíblia para dialetos indígenas e tal. E às vezes é só o evangelho de João que eles recebem lá, né? Enfim, eu não sei qual que é o evangelho que vocês mais imprimem para esses dialetos, mas eh isso é maravilhoso, sabe? Então assim, a pessoa ter lá a palavra de Deus no dialeto dela, eu acho que às vezes a gente se perde um pouco, né, como pessoas que moram no Brasil cristianizado e até evangelizado em última análise, que a gente tem Bíblia de tudo quanto é cor, capa, e às vezes a gente não se dá conta de que tem pessoas que não têm isso, né? E que por isso que o trabalho desse bebê tem que continuar, porque tem pessoas que incrivelmente não tem uma Bíblia ou às vezes não tem uma Bíblia adequada pra sua leitura, pro seu grau, né? escolar, por assim dizer, ou até mesmo pro tamanho da sua visão, o que a sua visão consegue enxergar, né? Então, por isso que graças a Deus pelas bíblias de letra gigante imensa, sei lá qual é o tamanho que tem hoje, né? Então, glória a Deus por isso e e é um trabalho feito com muito carinho. Eu fiquei de cara, né, mano? Tem gente costurando capa de Bíblia aqui. Exatamente, né? Então, assim, todo um trabalho artesanal, sabe, pela palavra de Deus, para popularizar a palavra de Deus. Então, eu vi assim muito esmero, muita qualidade, sabe? Esse esmero e manualidade me chamou muita atenção assim esse compromisso em ir mais longe, né? E não adianta ir sem a palavra de Deus. Se hoje nós quiséssemos colocar uma Bíblia na casa de em uma casa, qualquer casa da população mundial, nós precisaríamos de mais 100 anos para conseguir fazer isso. Então, veja, a gente produz ali uma Bíblia a cada 3 segundos e ainda assim não damos conta. Por isso a gente tá sonhando, inclusive com a cidade da Bíblia, que é para aumentar a produção e criar um grande centro de treinamento, de engajamento bíblico para levar a palavra de Deus no mundo todo. Então essa missão precisa continuar. É muito bom ter você aqui com a gente, conhecendo um pouco mais disso, participando. É uma alegria de de verdade recebê-lo aqui. >> Muito. Eu que agradeço pela oportunidade. Que bom que deu certo a agenda, tá? Eí, realmente eu fico, glorifico a Deus por tudo que aconteceu aqui nessa manhã. >> Muito bem. Bom, suas últimas palavras, considerações finais. >> Muito bom, gente. Olha, o que eu costumo dizer, né, como parte da essência do meu trabalho, eh tem uma frase que eu costumo falar que o abismo que nos separa de um verdadeiro avivamento, ele é do tamanho do nosso desprezo pelas escrituras. Sem escritura, sem conhecer a palavra de Deus, não tem genuíno avivamento, não tem missão, né? Quando um cristão ele não se dedica de coração à doutrina dos apóstolos, isso para nós hoje em dia quer dizer a palavra de Deus, né? o canon, os 66 livros que estão ali prontos para nós lermos, para nós lermos inclusive numa linguagem que a gente possa entender as bíblias de estudos que nós temos que nos ajudam a entender texto, contexto, porque como eu disse anteriormente, a Bíblia não é um livro simples. Em última análise, tem muitas, muitas passagens na Bíblia que nós precisamos estudar, nos debruçar. Então, nós precisamos, sabe, eh, meditar na palavra de dia e de noite. Nós precisamos dedicar o nosso coração, porque o salmista vai dizer: "Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho." Então, não tem como nós andarmos no mundo em trevas se não estivermos iluminados pela palavra de Deus. Então, que nós possamos ser cristãos que manejem bem a palavra da verdade. Eu sei que essa orientação Paulo dá para um obreiro, Paulo dá para um presbítero. Só que se nós entendemos que toda a igreja tem responsabilidade sacerdotal, e próprio Paulo vai dizer isso na carta ao título, né? Os mais velhos ensinando os mais novos, né? Então, a igreja é uma igreja sacerdotal. Pedro vai dizer isso, né? Apóstolo João vai dizer isso. Nós somos uma comunidade sacerdotal e não tem como ser um sacerdote, uma sacerdotisa do Deus Altíssimo se não conhecer a sua palavra. Então que a gente possa realmente se engajar em conhecer o livro que molda a nossa fé. E não é só um livro de doutrinas, de regras, como muitas vezes a gente enxerga a Bíblia. Ah, é um livro cheio de regra, não é? Não dá, gente. É um livro que mostra a história da redenção. E quando eu entendo que eu faço parte de uma história muito maior que a minha história, com o que eu estou vivendo aqui em 2026, né, o que eu vivo, o que eu faço para Deus é minúsculo diante da história que Deus tem construído, diante da história da redenção que começa com Abraão. Então, eu sou parte de algo muito glorioso, de algo muito maravilhoso. Então, eu costumo dizer o seguinte: se você não lê a Bíblia, se você não estuda a Bíblia, você não sabe nem quem você é. Você é perdido na missão de Deus. Você não conhece a sua identidade. Porque o ler a Bíblia, o se engajar com a Bíblia, não é sobre ter conhecimento das Escrituras para dizer que tem conhecimento das Escrituras. Não, a gente não precisa de mais um perito em Bíblia. A gente precisa de mais um discípulo de Jesus. >> Muito bem. A Bíblia foi dada para mudar as nossas vidas, >> não só para aumentar o conhecimento. >> Exatamente. >> Bibo, obrigado pela tua presença. Deus te abençoe no seu trabalho, na sua missão, sua família. Amém. >> A você que esteve conosco, muito obrigado por assistir esse programa. Eu quero convidá-lo, convidá-la a se inscrever no nosso canal, a compartilhar esse vídeo com outras pessoas, porque certamente ele pode abençoar a vida de muita gente. Que Deus continue abençoando a sua vida, a sua igreja, seu ministério e não perca o próximo programa Impressões e toda a nossa programação aqui no canal da SBB. Deus te abençoe. Até a próxima. Ciao. Ciao. [música]