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A fé vem pelo ouvir

VERDADES QUE TODO ADOLESCENTE PODE CONFIAR – PEDRO VERCELINO | PODCAST VIDA NOVA #101

VERDADES QUE TODO ADOLESCENTE PODE CONFIAR – PEDRO VERCELINO | PODCAST VIDA NOVA #101

VERDADES QUE TODO ADOLESCENTE PODE CONFIAR – PEDRO VERCELINO | PODCAST VIDA NOVA #101

🎙️ Já está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!

Neste episódio, conversamos com Pedro Vercelino sobre o livro Verdades que todo adolescente pode confiar, de Paul David Tripp.

Ao longo da conversa, refletimos sobre os desafios próprios da adolescência e sobre como as verdades da fé cristã podem ajudar os jovens a compreenderem melhor a si mesmos, o mundo ao seu redor e as decisões que precisam tomar:

🧭 Como a doutrina cristã pode deixar de ser apenas conhecimento e se tornar uma cosmovisão para o adolescente?
🙏 Quais são os principais desafios espirituais enfrentados pelos adolescentes e como a fé cristã pode orientá-los nessa fase da vida?
⛪ Qual é a importância da igreja na formação espiritual e na caminhada cristã dos adolescentes?
❤️ Como os adolescentes podem lidar com questões afetivas e relacionamentos à luz das verdades do evangelho?

📚 Adquira o livro: https://www.vidanova.com.br/livros/verdades-que-todo-adolescente-pode-confiar

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Legendas automáticas:

E aí, eu sou Saorena e seja bem-vindo ao
podcast da editora Vida Nova. Você tem
filhos adolescentes ou é líder de
adolescentes em meio a alguma igreja ou
lida com adolescentes de maneira geral?
Afinal de contas, como é que nós podemos
criar adolescentes para glória de Deus?
Quando nós falamos da criação de
adolescentes, geralmente pensamos logo
em comportamentos morais externos, em
adolescentes comportados. Mas será que
esse é o caminho? No lançamento da vida
nova, verdades que todo adolescente pode
confiar, 12 doutrinas essenciais que
irão mudar a sua vida do Paul Dave Trip,
o autor nos explica sobre doutrinas que
têm mais importância para mudar um
adolescente, para ser bênção na vida do
adolescente, do que meros ensinos morais
e comportamentais. A partir da
importância da doutrina, do ensino das
escrituras, nós vemos aqui 12 dessas
doutrinas que um adolescente precisa
conhecer e confiar para ter uma vida
paraa glória de Deus. [música] conhecer
mais sobre a escritura, sobre o próprio
Deus, sobre a sua santidade, a santidade
dele, como lidar com o pecado, como
entender a importância da eternidade,
questões como essas e muitas outras que
são importantes para nós. Além disso, se
você quer saber também como pastores têm
lidado com essa questão, como também
falar com adolescentes em uma época de
inteligência artificial e outros pontos
mais, além desse livro, você tem a
oportunidade de ouvir a nossa conversa
de hoje com o Pedro Vercelino. Se você
gosta de conversas assim, então já se
inscreva aí na sua plataforma de podcast
preferida para não perder nenhum dos
episódios do podcast da Vida Nova.
Confira depois desse as dezenas que nós
já temos gravado. Deixa aí o seu like, o
seu comentário para nos dar esse
feedback e vamos à conversa de hoje pra
gente discorrer sobre esse assunto tão
relevante. Pedro, seja muito bem-vindo
ao podcast da Vida Nova. É uma alegria
ter você aqui com a gente, meu irmão.
>> Obrigado, Senhor. Privilégio é meu.
>> Meu irmão, hoje a gente tem um assunto
muito importante para falar que tá a
totalmente ligado também à sua
experiência aí servindo ao Senhor. Então
eu queria que antes da gente entrar no
assunto em si, você se apresentasse pro
pessoal, até pro pessoal entender como
você tem servido em relação aos
adolescentes. Foco da nossa conversa de
hoje aqui.
>> Legal. Ah, Saur, eu tenho servido ao
Senhor como pastor há quase 10 anos ano
que vem. Ah, fazem 10 anos que eu tenho
servido a Deus, ah, como pastor,
especificamente focado no trabalho com
novas gerações, de crianças a jovens
adultos, ah, especificamente aí
adolescentes e jovens, agora, mais
especificamente com crianças, até jovens
adultos também, além de lecionar no
seminário da Palavra da Vida, onde eu
tenho ah servido nos últimos anos. Ah,
eu sou pastor hoje na cidade de Atibaia,
na Igreja Batista Revive e focado nessa
faixa etária, especificamente de
crianças até jovens adultos.
Muito bom, meu irmão. Então, muito tempo
aí servindo a Deus de maneira geral como
pastor, mas também sempre cuidando de
adolescentes, né? Uma fasezinha que não
é a mais fácil de cuidar, vamos
[risadas]
eh enfatizar aqui, né? Eu acho que a
gente tem que lembrar disso, mas que
também não precisa ser uma fase perdida,
como muitas pessoas consideram, né?
Aquela coisa, vamos pular aí, sei lá,
adolescência é o quê? 12 a 17, que a
gente chama. O que é que é adolescência
em si? No estatuto da criança do
Adolescente, dos 12 aos 18, existe um
projeto de lei para levá-lo até os 21.
Ah, igrejas variam aonde elas colocam
essa nota de corte. Algumas a partir dos
12, algumas a partir dos 14,
>> mas entende-se essa faixa aí dos 13 aos
18, mais ou menos.
>> É por aí, por aí. Pois é, tem gente que
acha que é assim, né? Você cria criança,
quando ela chega na adolescência, você
simplesmente sobrevive até terminar a
adolescência, né? Mas não precisa ser
assim. Não precisa ser assim. Nós temos
como ter como ter adolescentes fiéis ao
Senhor, que obedecem aos pais, que são
bênção. E esse livro do Paul Dave Trip é
muito interessante para falar sobre
isso. Verdades que todo adolescente pode
confiar, 12 doutrinas essenciais que
irão mudar a sua vida. E o que é
interessante desse livro, né, a gente
estava conversando aqui nos bastidores,
Pedro, é como ele vem para preencher uma
lacuna, uma ausência de material
relacionado a como lidar com adolescente
de uma maneira muito bíblica, porque ao
invés de olhar só para uma questão, né,
moral, ele vai falar sobre a importância
da doutrina, né? Então, não são 12
comportamentos ou meros hábitos que vão
ajudar o adolescente, mais 12 doutrinas.
Por que isso? Como é que as doutrinas
podem ajudar adolescentes que estão
vivendo em uma cultura a bombardeados
pelas redes sociais, pela escola, pelos
amigos? Só enorme. Brinco quando eu tô
dando algum treinamento para paz na
igreja ou até para líderes de ministério
com adolescentes, que existe um mito no
trabalho com adolescentes que se você
conseguir manter os adolescentes longe
de 5 B, você tá salvo. Eles não podem
se envolver com a breja,
>> com o baseado. Não deveriam usar
biquíni, não podem beijar na boca, nem
ir na balada. Todo mundo acredita que se
[risadas]
todo mundo acredita que se você manter
um adolescente longe de todas essas
coisas, você vai salvar ele até ele se
tornar um adulto e ser fiel ao Senhor
Jesus.
>> Tá tudo certo.
>> Mais longe da verdade impossível.
>> Ah, porque essas são seis práticas, seis
comportamentos, seis tentativas de criar
cercas em volta do adolescente que não
alcançam o seu coração. Ah, e eu acho
que essa talvez é a grande relevância da
gente pensar doutrina. Doutrina é a
verdade de Deus. como nós cremos e
confessamos ela a partir da revelação da
Escritura, que nós cremos e ela assume
um lugar no nosso coração,
como por exemplo o próprio salmista no
Salmo 119 vai dizer, né? Guardei no
coração a tua palavra, ele fala para
Deus para não pecar contra ti. Essa é a
importância da doutrina. Então o que a
gente quer dar para adolescente é
exatamente isso. Olha, aqui estão as
verdades sobre quem é o seu Deus, o que
ele espera de você, o que ele fez por
você. Se você permite isso tomar conta
do seu coração, isso vai se manifestar
nas suas palavras, vai se manifestar
naquilo que você ouve, vai se manifestar
naquilo que você vive. Essa é a
importância da doutrina. Ela forma
cosmovisão, ela forma maneira de ver o
mundo, ajuda eles a interpretarem a
realidade. Isso faz toda a diferença.
>> Com certeza. É interessante que você
usou o termo cosmovisão, um termo muito
importante. Há um tempo atrás era o que
a gente mais falava, né? acho que
2015, 16 por aí, a gente teve um grande
aumento de foco em cosmovisão. Agora
parece que deu uma diminuída, mas ainda
assim um termo importantíssimo. Só que
quando a gente fala de cosmovisão, de
visão de mundo, de interpretar a
realidade, a cultura, enfim, as pessoas
muitas vezes acham que esse é um assunto
para adultos, para jovens na faculdade e
que adolescentes e eh principalmente
crianças, têm que estar vendo historinha
da Bíblia ou algo muito mais simples ali
ou meros comportamentos, como você
citou, né? E isso também não poderia
estar mais distante do que a verdade. A
gente, você falou desses comportamentos
e o que eu lembro é como é comum
conversar com um pai e uma mãe que tem
um filho que é comportado, né, que é uma
criança calma, um adolescente calma. Ele
não gosta de balada, ele não gosta de
bebida, ele não gosta de fazer essas
coisas que você citou aí. Então para
eles é como se tivesse convertido, tá
indo à igreja e não faz essas coisas,
convertido crente. Aí se começa a fazer
alguma dessas coisas, meu Deus, pastor,
meu meu filho se desviou. Eu digo, mas
minha irmã, meu irmão, pera aí, ele
entendia o evangelho ou ele simplesmente
era comportado e agora ele tá conhecendo
outras coisas, né?
>> Então eu acho que você deve ter lidado
muito com isso, hein, Pedro?
>> Muito, muito, muito. Acho que essa é
uma, é uma realidade, né? Ah, pro pai e
pra mãe, ah, tá tudo bem enquanto o
filho não tá dando problema. Ah, não
importa o que ele acredita, não importa
o que ele pensa, não importa se ele tem
esperança paraa vida eterna, não importa
se ele tem segurança da salvação, ah,
nem mesmo qual é a visão que ele tem de
si mesmo ou de Deus, desde que isso não
seja buscar ele de madrugada em algum
lugar, isso não vire um boletim de
ocorrência, isso não implique em fazer
ele passar vergonha na cidade ou na
igreja, né? Infelizmente, meu Deus, meu
irmão,
>> essa é grande parte da do meu dilema
lidando com o jovem adolescente às
vezes, né? E é por isso que eu tô
importante falar de teologia para jovem
adolescente.
>> Ah, porque a não ser que ele tenha o
coração transformado, um amor por Jesus
que foi despertado pelo amor de Deus por
ele, por meio de Jesus, que vai abrir os
olhos dele para quem Jesus é o que Jesus
fez por ele. Ah, esses comportamentos
não valem de nada. Eles, primeiro, não
são genuínos. Eles não vão ser
sustentáveis, eles vão cair em algum
momento. Eles, esse comportamento vai
ruir, né? Ah, porque ele é fruto somente
do esforço [limpando a garganta] próprio
>> e outro, ele não é salvífico, ele não
não redunda em glória em glória para
Deus, né?
>> E e na segurança desse desse menino,
dessa menina, né? Então, de fato, é é
complicado quando a gente reduz
>> a a maturidade de um adolescente ao que
ele entrega em termos de comportamento.
>> É isso aí. Deus não quer adolescentes
comportados, quer adolescentes fiéis,
né? Adolescentes que sejam
verdadeiramente convertidos. E isso
consequentemente
vai levar a bons comportamentos. Mas é
como você falou, né, do primeiro a gente
tem que ir para o coração, depois vai
para o restante. O que Jesus mesmo diz,
a boca fala do que o coração está cheio.
Então vamos primeiro trabalhar o
coração. E para trabalhar o coração, a
gente precisa de doutrina, precisa de
ensino, precisa da palavra de Deus e dos
ensinamentos dela, né? Então isso tudo
tem a ver. E aqui, como o título mesmo
ou subtítulo melhor aponta, são 12
doutrinas. A gente não vai conseguir
falar de todas, a gente vai pincelar
sobre algumas aqui. Quem quiser se
aprofundar, com certeza, vai se
beneficiar da leitura do livro. Um livro
curtinho, inclusive, não é grande.
Quantas páginas tem aqui, ó? Menos de
200 páginas. 175, mais ou menos. E a
gente tem uma boa linguagem. Poer strip
sempre tem uma linguagem acessível,
muito abençoadora. Uhum.
>> Mas vamos conversar sobre alguns dos
pontos que ele traz aqui. E já que a
gente falou da importância da doutrina
em si, da fonte da doutrina, vamos falar
um pouco sobre o que ele comenta no
capítulo um, sobre a escritura. O que é
que muda na vida de um adolescente
quando ele aprende a confiar na Bíblia,
não apenas como um livro religioso que
os pais ensinaram, uma tradição, mas
como palavra de Deus pra vida real? Que
é que muda?
>> Sauro? Acho que duas coisas acontecem.
Ele primeiro descobre que quando ele
encara a Bíblia como palavra de Deus,
ele percebeu que Deus fala e fala com
ele, ou seja, Deus tá interessado nele.
Isso é extremamente importante.
>> Sim.
>> Se nós queremos que o nosso adolescente
tenha um relacionamento real com Jesus
Cristo, ele ame a Deus, ele dependa de
Deus, confie em Deus, ele precisa saber
que Deus se importa com ele. Como que
Deus se importa com ele? Deus fala e
fala em direção a ele. Tem palavras que
são palavras dirigidas ao coração dele.
Esse é o primeiro elemento importante.
Saber que a Bíblia, a palavra de Deus,
ah, nos faz a lidar com a escritura, não
como o objeto da minha pesquisa. Ah, a
Bíblia é aquele livro do qual eu vou
buscar simplesmente verdades para eu
viver. Não, eu sou o objeto da Bíblia.
Deus tá falando comigo. Eu sou o alvo da
escritura. E isso faz toda a diferença,
né, em termos de relacionamento. A nossa
vida com Deus começa num diálogo que nós
não começamos. Deus começou esse diálogo
quando falou com a gente primeiro. E aí,
em segundo lugar, isso deixa claro pro
adolescente que, puxa, se essa é a
palavra de Deus e se Deus é quem é essa
palavra revela que ela é, então aqui tem
o que eu preciso saber para viver. Aqui
tem como minha vida começa, como minha
vida continua e como ela não mais
termina. Então, eu tenho sabedoria, eu
tenho ah verdades a respeito de quem eu
sou, do que eu preciso saber sobre quem
eu sou, do que eu preciso saber sobre o
que diz respeito à minha vida eterna,
sobre o que Deus espera de mim, como eu
vivo em comunidade e tudo mais. Então,
crer na Bíblia como palavra de Deus
implica nessas duas realidades. Deus se
interessa comigo, por isso que ele fala.
Ah, Deus quer te Deus quer falar com
você. E segundo, se aqui é a palavra de
Deus, então aqui nós temos a mente de
Deus em tinta e papel. Então, o que Deus
pensa sobre todas as coisas da vida? Tá
aqui. Eu não tô buscando isso oculto
debaixo de uma pedra. Não tô esfregando
uma lâmpada para receber respostas, nem
esperando o céu rasgar e descer uma
carta daquilo que Deus ainda não falou.
Ele já me disse o que ele espera de mim
e tá aqui acessível para mim em tinta e
papel.
>> Muito bom, meu irmão. Acho que tem a ver
com essa pessoalidade, né? né? O que
você destacou é muito importante. Os
adolescentes têm que perceber que Deus
não é apenas o Deus de seus pais,
>> mas Deus está ali disponível para ser o
Deus deles, né?
>> Pela fé em Cristo Jesus e ter esse
relacionamento real.
>> É isso é tão legal. Apenas um Deus
abstrato.
>> Isso é tão legal.
E quando eles estão aprendendo as
histórias do Antigo Testamento, de como
Deus falava com Moisés, com Elias, né,
com Josué e tudo mais, ali eles ouviram
a voz de Deus no deserto, ouviram a voz
de Deus por meio dos sinais, das
maravilhas. A Bíblia é tão miraculosa e
tão especial quanto aqueles sinais. A a
voz de Deus, ela é audível quando você
lê a Bíblia em voz alta, né? e e ajudar
o adolescente a perceber isso. Deus não
parou de falar e agora a gente só tem as
palavras que ele disse. Não. Uma vez que
a Bíblia testemunha que ela é viva e
eficaz, ela fala isso de si mesmo. Então
aqui não é o que Deus falou, isso aqui é
o que Deus continua dizendo. Então essa
ainda é a palavra de Deus para hoje.
Isso faz total diferença,
>> com toda certeza. E numa época de
inteligência artificial, onde muitos
adolescentes tia mais confiado em Chat
EPT e outras ferramentas para pedir
conselhos, para decidir se namora ou não
com certa pessoa ou, enfim, né, tantas
outras coisas. lembrar que nós temos um
Deus onisciente que fala conosco, não
apenas falou no passado, mas
continuamente fala conosco, nos dando
princípios para que tomemos decisões
sábias por meio da palavra dele. Eh,
saber acessar isso, saber confiar na
Bíblia como essa palavra viva, né, real.
Isso faz diferença para que ao invés de
sermos guiados pelo que o mundo entende
ser melhor, né, a gente seja guiado pelo
que a palavra de Deus nos diz ser o
correto, né? Até porque não existe nada
neutro. Até [roncando] essas IAS da vida
sempre tem ali, né, uma cosmovisão sendo
programada por trás que vão
influenciando, né? Você tem lidado com
isso? Até uma pergunta meio aleatória
aqui, mas que eu acho que é é relevante
quando se fala de fonte de conhecimento.
Você tem lidado com adolescentes indo
para inteligência artificial para tirar
dúvidas? Alguém já chegou para você
falando sobre isso? Eu conheço, eu
conheço adolescentes que confessam
pecado para irá
>> porque eles estão lidando com a culpa
deles. Eles não sabem, eles não têm
coragem de falar com o pai, com a mãe.
Ah, contam para ela o que aconteceu e
pede para como lidar com aquilo. Eu
lidei com um caso um tempo atrás, não de
uma pessoa específica, mas do irmão de
uma pessoa específica
>> que o Mino lidava com alguns desejos no
que diz respeito à sua própria
sexualidade em relação à
homossexualidade. E ele conversava com
aá, como que eu me livro disso? como que
eu posso mudar esses desejos que eu
tenho?
>> E aí o irmão se aproximou porque viu no
histórico de pesquisa da IA e e ofereceu
ajuda. E acabei me envolvendo com isso,
né? Ah, eu conheço alguns que pedem
oração para a que eu posso orar sobre
isso? Eh, assim,
>> meu Deus,
>> daí daí pra frente, daí paraa frente.
>> Olha só, cara. Então, isso é muito real.
Isso é muito real. Isso não é uma coisa
do futuro, da Isso é algo que a gente
tem que saber responder agora. lidar com
os nossos filhos, com os adolescentes
agora, mostrando para eles que tem uma
fonte confiável, né, onde eles podem eh
buscar conselhos. Ah, poxa vida, rapaz,
que coisa, né? Mas esse esse é um dos
aspectos que o livro aborda, a
importância de ensinarmos nossos filhos
a olharem paraa escritura e encontrarem
nela essa verdade. Isso é claro, a gente
vai focar nos adolescentes porque é o é
o alvo da conversa, mas vale a gente
lembrar, né? Assim como eu falei que
cosmovisão não deveria ser algo apenas
para jovens e adultos, mas também para
adolescentes. Doutrina, escritura não é
algo só para adolescentes ou ah para
jovens e adultos, mesmo para crianças,
para o dia a dia, né? O incuccar a
palavra de Deus na cabeça dos nossos
filhos tem a ver com desde sempre, desde
que está ao nosso alcance. Eh, eu tenho
dois meninos aqui e recentemente,
inclusive eu instituí um horário do dia,
eles têm 6 anos e 5 anos e um horário do
dia que eles vão ter o devocionalzinho
deles. A gente já faz o culto doméstico,
mas eu quero que eles tenham o
devocional particular deles. Então, eles
já estão alfabetizados. O mais novo
ainda tá se desenvolvendo um pouco mais
na leitura, o mais velho já lê. E agora
eles têm o momento dele. Por quê? Deles.
Por quê? Porque a escritura precisa
fazer parte do dia a dia e ser real
desde cedo, né? Você concorda com isso?
>> Total, total. Ah, isso é tão importante
para mim. ah, que os eh nós fizemos no
nosso currículo recentemente de crianças
da igreja uma mudança fundamental, aonde
a gente tem intercalado com as crianças
a o conhecimento das histórias bíblicas
e dentro de cada uma das histórias
bíblicas temas teológicos importantes
que que surgem de cada uma delas. Nós
fizemos um currículo de oito aulas sobre
oito atributos de Deus para as crianças
de três a 8 anos na igreja. A gente
pegou, nossa ministra de crianças pegou
aquele livro do Greg Allison de
doutrinas. Ela separou os atributos,
escolheu as as passagens bíblicas,
encontramos histórias da Bíblia que
ressaltavam cada um desses atributos e
nós ensinamos essas histórias
ressaltando esses elementos ah sobre
quem Deus é, porque no final é isso que
vai fazer diferença na vida dela, é o
conhecimento de Deus, ah, cravado no
coração dela, que vai ajudar ela a lidar
com aquelas realidades, né? Porque senão
acontece uma coisa, Sor, que é é muito
sintomático na nossa educação cristã
como um todo, ah, que é o seguinte, a
gente ensina paraa criança uma visão
extremamente limitada da criação de Deus
e daquilo que Deus põe à mão. A gente
leva a criança pra infância e a criança
pinta Adão e Eva, os peixinhos, a grama
e as nuvens no céu. Isso é o que Deus
criou. Quando ela chega na escola, ela é
apresentada ao computador, ao celular, a
música, a guitarra, aos carros. Deus não
tem nada a ver com isso, porque ela não
foi ensinada lá atrás que essas coisas
têm a ver com Deus. Ela foi ensinada que
lá atrás o que tem a ver com Deus é
natureza. Tudo que surgiu no mundo é
nosso, a gente que fez. A gente não deu
para elas essa noção de que o homem
criado à imagem de Deus tem condições de
fazer coisas que Deus colocou essas
condições nele. Que o ferro do carro,
>> é o pior que a natureza.
>> Exatamente.
>> E e o pior que a natureza, eh, sim, tem
tudo a ver com o Senhor, né? Matéria ali
que ele criou do nada e tal, mas quando
a gente deixa de conectar com o que nós
criamos a partir do que ele criou, a
gente deixa de criar com a realidade das
crianças. Porque assim, convenhamos, a
maioria das crianças nem tem contato
direito com [risadas] a natureza, né?
quando tem é é ver uma árvore no meio do
caminho.
>> Exatamente.
>> É. Então,
>> e aí como ela foi ensinada aqui, Deus
criou os peixinhos, a grama e o céu, ah,
Deus não tem nada para dizer sobre
música. Deus não criou a guitarra na
cabeça dela. Deus não criou a bateria.
>> Quem cri não, quem criou fomos nós.
Então, a gente decide o que a gente faz
com isso. E o que Deus pôs à mão, ele
decide o que ele faz. Então, isso tem a
ver com formar cosmovisão. Não existe
nada nesse mundo que não tenha impressão
digital de Deus.
>> Ex. começar por nós, né? Então isso isso
essa é importante de ensinar teologia
para as crianças desde o comecinho.
>> Muito bom. E boa teologia começa com o
entendimento de quem é o Deus que
estamos aprendendo a respeito, né? O
Deus que se revelou a na escritura, mas
que é um Deus real. Por isso que no
segundo capítulo nós vemos o Paul Trips
falando sobre o sobre Deus. E aí vem
como ajudar adolescentes a conhecerem o
Senhor, né, de forma pessoal, não apenas
como ideia abstrata ou assunto da escola
dominical pode ser feito no dia a dia,
né? Como é que a gente pode fazer isso e
a importância disso? Como ajudar nesse
sentido? Eu eu diria, Saor, que eu acho
que ah um elemento que a gente precisa
levar em conta ao ensinar o adolescente
hoje é saber que a gente não parte do
nada com adolescente. Ele não é uma
tábula rasa, ele não é um receptáculo de
informações que não tem nada lá dentro.
Ele já sabe de muita coisa. Ele já tem
várias ideias sobre Deus. E eu acho que
o nosso primeiro lugar é partir da onde
ele está e descobrir o que que ele sabe
sobre Deus.
Ah, qual é a concepção que ele tem de
Deus para poder fazer aquilo que Jesus
faz no sermão do monte? Vocês ouviram o
que foi dito. Eu, porém, vos digo, eu
acho que o modelo de ensino de Jesus é
muito importante. Jesus ensina como um
sábio em Israel. Ele diz: "Olha a
natureza, olha as coisas da criação."
Então, isso aponta para quem é o nosso
Deus. Eu acho que isso é uma coisa
importante para ensinar adolescentes.
Até eu souber saber o que ele acredita
sobre Deus, qual é a visão que ele tem
de Deus. Ah, eu não vou conseguir saber
se eu preciso desconstruir algo para
colocar algo no lugar ou se eu posso
construir a partir dali. Às vezes ele
tem uma concepção sobre Deus que já é
real, mas é limitada e eu quero partir
dela. Então, acho que esse é o primeiro
elemento. Saiba onde o seu adolescente
tá, o que que ele sabe sobre Deus.
>> E aí para
>> conversar com ele, então não só pregar
para ele, mas ouvi-lo, né? entender e
que às vezes a gente fala de Deus para
as pessoas e acha que as pessoas estão
concordando, mas elas sequer estão
entendendo de que Deus estamos falando
ou ou quem é esse Deus que a gente
nomeia da mesma forma, mas não conhece
tão bem os atributos, né?
>> Nada a ver com adolescentes, mas eu a
minha área de de pesquisa e de ensino no
seminário tem a ver com línguas
bíblicas, gramática, linguagem e tudo
mais. E eu sempre faço essa brincadeira
com os alunos, né? Eu falei assim: "Ah,
já percebeu quando você fala uma palavra
ou quando eu eu pego uma lista de
palavras, começo a falar palavras
aleatórias, eu peço para eles desenharem
a primeira coisa que vem na mente deles
quando eu cito essas palavras, né?" E aí
os desenhos são os mais variados,
especialmente porque eu tenho a
oportunidade de lecionar num lugar que
eu tenho muitos alunos estrangeiros e de
várias regiões do Brasil. Então, algumas
palavras dão para essas pessoas
>> acesso a imagens totalmente diferentes
umas das outras.
>> Isso é uma coisa importante quando a
gente tá falando sobre Deus.
Ah, se você vai para uma sala de aula
com 10 crianças e fala assim: "Desenhe
Deus".
O que que elas vão desenhar?
>> Ah, as a aquilo que elas colocarem no
papel
>> vai ser a representação mental que elas
têm, mas que tem a ver com a concepção
que elas têm de quem é Deus. Talvez a
melhor coisa que ela possa entregar para
Coríntip para ela desenhe Deus é
desenhar o Senhor Jesus Cristo. Como
João vai dizer, ele é a imagem do Deus
invisível, né? Ele é o Deus que
tabernaculou. Ele é, se a gente quer
saber como Deus é em forma, nós olhamos
para Jesus e identificamos quem ele é.
Então, acho que isso é extremamente
importante pra gente ensinar sobre Deus
para as pessoas, especialmente pro
adolescente, qual é a imagem que ele tem
de Deus. E aí nada melhor do que
mergulhar na escritura com ele e dizer,
podemos conhecer Deus sobre o que ele
diz de si mesmo. Que que Deus fala sobre
si mesmo? Eu sou compassivo,
misericordioso, longânimo, tardio em
irar-me, né, que perdoa até as 10.000
1000 gerações. O que que Deus diz sobre
si mesmo? Vou mostrar pro adolescente.
Vamos deixar Deus se conhecer, né? Eu eu
faço sala dinâmica às vezes, né? Peço
para eles se apresentarem na sala. Ah,
me diga três fatos sobre você. Eh, que
você acha que alguém precisa saber para
conhecer você de verdade. E aí eu falei
assim: "Tá bom, agora vamos deixar Deus
dizer três fatos sobre ele que ele
gostaria que a gente soubesse para saber
o que é verdade. Eu mostro uma história,
apresento uma frase do que Deus diz
sobre mesmo, sobre ele mesmo, e depois
apresenta a pessoa de Jesus." estão:
"Olha, você tá me vendo, sabe que eu sou
gordinho, tenho tenho barba e cabelo
escuro." Como é Deus? Eu mostro Jesus
para ele no salmo, no em Isaías 53, que
ah, não era alguém essencialmente
bonito, que tinha lá suas marcas, que
nasceu na cidade de Israel. Dou uma
visão, uma imagem para preencher a mente
dele sobre Deus. O que que Deus diz si
mesmo? Ele diz: "Eu sou o alfa e o
ômega, o princípio e fim." Ou seja, eu
não tive nem começo e eu não acabo. Não
cabe numa folha de papel mais.
Isso já faz doente gente ter certeza
assim: "Ah, então pera aí, Deus é maior
do que eu conseguiria colocar no papel".
A gente traz uma uma lista, uma linha,
né, de ponto a ponta no papel. Eu falei
assim: "Então isso aqui é o que a gente
consegue pegar de Deus, mas Deus tá
muito para lá e Deus vai muito para lá.
Não cabe na nossa concepção total, né?
Então isso ajuda ele a a materializar a
teologia dele, a visão dele de Deus, de
um Deus que é infinito, né? Tanto para
antes quanto para depois.
>> Sim. Muito interessante. E quando a
gente fala dessas concepções que as
crianças vão ganhando sobre Deus, se a
gente pensa no que a maioria das pessoas
fala, compartilha com crianças a
respeito de Deus, a gente lembra que
normalmente as pessoas focam em falar de
um Deus de amor. E ótimo, Deus é amor,
bênção, mas o problema é que o amor que
as pessoas descrevem é um amor que sabe
aqui, com todo respeito às vozes, mas é
o amor de vó que não corrige nada, é o
amor, é o amor que aceita tudo, né?
Agora, é por isso que eu acho muito
interessante que uma das doutrinas que o
o Trip traz aqui no livro é sobre a
santidade de Deus no capítulo 3 e nos
mostrando a importância disso, né? Por
que que a santidade de Deus é uma
verdade tão importante para um
adolescente que vive uma cultura que
normaliza quase tudo?
>> Saur, essa essa é uma excelente
pergunta. a gente podia gastar um
podcast sobre ela, porque a santidade de
Deus, talvez, talvez, ah, eu tô aberto a
ser corrigido pelos meus colegas
professores de Antigo Testamento, talvez
seja a principal e a descrição mais
central de quem é Deus na Escritura, o
santo. Ele é o distinto de todas as
outras coisas. Ele é totalmente
diferente de mim. Ah, quando ele se ele
se descreve assim, né, em Levítico, né,
ah, sejam santos, porque eu sou santo,
ele tá deixando bem claro, o mal não me
toca, o pecado não me mancha, o o pecado
não me tenta, né? Não existe em mim
nenhuma variação. Eu sou santo. Essa é a
minha essência. Esse é quem Deus é. E e
é interessante que lá em Primeira João,
ah, quando João vai fazer duas
afirmações sobre quem é Deus, ele diz:
"Deus é amor". No capítulo 4, mas no
capítulo um, ele diz Deus é luz.
O o que significa Deus ser luz? Ah, luz
é é oposto ao que é trevas na literatura
de João. Ou seja, tudo que é trevas foi
tocado pelo mal. Tem a ver com o que
está escondido, com aquilo que é
vergonhoso, com aquilo que o pecado
manchou. Se Deus é luz, Deus é o oposto
a tudo isso. Deus é santidade em pessoa.
E aí João vai dizer, né, no capítulo um,
que quem afirma que tem comunhão com
esse Deus não pode andar nas trevas.
Quem afirma que tem comunhão com esse
Deus não pode dizer que não tem pecado.
Então, pro adolescente que reconhece que
o seu Deus é um Deus santo, é um Deus
que não toca o pecado, que não convive
no meio do pecado, isso primeiro faz ele
reconhecer que ele não é quem ele
deveria ser para estar na presença de
Deus. Todos nós somos Isaías, gente de
lábios impuros que não tem condições de
estar na presença de Deus. Se Deus é
santo e ele diz: "Seja santo" em
Levítico. Mas Levítico é um livro da
Bíbl que a gente pula, né? Que acho que
eu brinco com os adolescentes aqui da
igreja que se você se você torcer
Levítico, escorre sangue. Tem
sacrifício, tem bicho morto para todo
lado em Levítico. Mas Levítico é
importantíssimo para conhecer Deus. Se
Deus tá dizendo: "Levítico, seja santo,
qual é o ponto de partida?" "Eu não
sou". Ou seja, eu não sou o que Deus é,
nem o que Deus quer que eu seja para me
relacionar com ele. Isso já aponta para
mim a necessidade de um redentor, de um
santo que seja santo no meu lugar.
Então, a santidade de Deus vai fornecer
pro adolescente primeiro essa concepção.
Eu preciso sair das trevas. Eu preciso
deixar de viver uma vida oculta, de
vergonha, de coisas escondidas. Se o meu
Deus é luz, eu tenho que habitar na luz
onde meu Deus é luz. Se meu Deus é luz,
eu tenho que andar na luz. Como Paulo
vai dizer em Efésios e João vai dizer
várias vezes, eu tenho que andar como
ele andou, né? Então, a santidade de
Deus é tanto um incentivo moral paraa
imitação de Deus, quanto também uma
esperança de que se Deus é luz e ele vai
dar conta de todas as coisas, um dia não
vai existir mais treva alguma. Se Deus é
santo, um dia ele vai livrar a gente de
tudo aquilo que é mal. E o adolescente
precisa ter sua esperança nutrida em
relação a isso. Acho que essa é a
importância de um Deus santo. Um Deus
santo, ele não passa pano pro pecado.
Ele vai lidar com ele. Seja por meio da
redenção em Jesus, seja por meio da
condenação eterna, ele vai lidar com o
pecado de alguma maneira.
>> Com certeza. A santidade é algo sem sem
o qual nós não veremos a Deus, né? Ainda
que nós tenhamos a santidade como
processo como a santificação pontual que
Deus nos dá de regenerar e de nos
declarar justo aos seus olhos, mas temos
a santificação processual do buscar
dizer não ao pecado, buscarmos viver de
acordo com a vontade de Deus e
capacitados pelo espírito, né? Não é
algo que fazemos pelo nosso esforço
meramente, mas capacitados pelo
espírito. É importante destacarmos isso,
destacarmos que sim, Deus é amor, mas
ele não diz sim para tudo. Ah, existem
muitos nos que na verdade são os
melhores que poderíamos receber são nos
para coisas que parecem ser prazerosas
na hora, mas que no final das contas só
nos trariam mal, não é verdade? Então,
lembrar disso.
>> Deixa eu pontuar duas coisas que você
falou, são muito importantes. Essa
última frase, eu lembro de uma palestra
do pastor Mauro Meister uma vez que ele
tava falando sobre lei, a lei de Deus no
Antigo Testamento, que ele falava que a
lei é graça,
>> né? E e ele vai dizer o seguinte, né?
Aquilo marcou e me ajuda a ensinar a
Bíblia, inclusive, né? Que quando Deus
diz não faça,
ele tá deixando bem claro o quanto ele
nos ama. Porque aquilo que Deus nos
proíbe
>> é não não é bom para nós. Ou seja, Deus,
se Deus é um bom pai que dá coisas boas
paraos seus filhos, como Jesus vai
dizer, quando Deus diz, "Não faça isso,
não viva assim, não ande desse jeito",
ele tá dizendo: "Não é porque eu tô te
privando que eu sou um Deus que não
gosta que você tenha alegrias na vida."
Não. É graça de Deus em dizer: "Olha,
tudo isso que eu tô proibindo é ruim,
vai destruir você. A minha bondade está
em dizer para você: "Não vá por aqui,
né? A lei de Deus é graça, né?
>> Agora, esse último elemento que você
apontou, né? Que que que Deus pelo
espírito age em nós.
>> Eu eu brinco com os meninos aqui na
igreja às vezes que a santidade de Deus
quando a gente crê em Jesus e o Espírito
habita em nós, funciona na nossa vida
igual aquelas a aquelas coisas antigas
que tinha o escritório de gente chique,
que tem as bolinhas que você solta de um
lado, bate de um lado, bate outro, fica
batendo assim. Eu digo para eles que
funciona assim. Deus vem com o seu amor
e a sua graça. Ele nos atinge e a gente
se move em obediência. Começa com Deus.
Deus age com a gente no poder do
espírito e a gente se move, mas a gente
se move no poder de Deus, né? Ah, com os
alunos do terceiro ano, a analogia é de
física, mas eu vou poupar vocês dessa.
Ah, tem a ver com energia cinética,
força vetorial e tudo mais. Eu falei
assim, gente, é igualzinho você aprendeu
na escola. Tem um professor de física
aqui nesse aqui na igreja que trabalha
comigo às vezes nos adolescentes, né? E
aí eu sempre falo assim: "Professor,
explica isso aqui para eles agora, como
que funciona energia e tal, ponho um
corpo em movimento". Eu falei assim: "Tá
aí, gente. Se você aprendeu física, você
pode aprender teologia. Vocês sabem
química na escola, é óbvio que você pode
aprender teologia". Ah,
>> nossa, nem me fale, meu irmão.
>> Aham. Eu fico indignado com pai e mãe
que fica com dó de ensinar teologia pro
filho. Você fala assim: "Vou ensinar
teologia sistemática". Meu Deus, pastor,
mas como eles vão aprender? E os pir
estão aprendendo física, química, para
fazer o vestibular. E aí, se não
consegue, o que é que os pais fazem?
Não, então tá bom. Não basta a escola
que você passa o dia inteiro lá, eu
ainda vou colocar você no reforço para
você aprender, porque isso é importante
para você, né? Agora teologia, os pais
não investem assim. Meu Deus, eu fico,
eu fico sem respirar. Ouvi o pai. Você
que tá me ouvindo, você que tá ouvindo
saor, se seu filho aprende física, ele
aprende teologia.
>> Se seu filho sabe química,
ele consegue conhecer Deus.
>> Com certeza. E mesmo a sua, o seu filho
que é criança, ele consegue aprender.
Cara, catecismo tá aí para ensinar. Até
porque uma boa adolescência, ela mais
naturalmente vem de uma boa infância,
né? Quando a gente cria desde a infância
corretamente, é mais fácil que a
adolescência já venha mais com as coisas
mais alinhadas. Isso não significa que
alguém que se converteu agora, que o
filho tá na adolescência, não ensinou
nos caminhos de Deus desde sempre, ah,
meu filho tá perdido. De forma nenhuma.
Toda hora temos oportunidade. Mas olha
só, ensinar teologia, meu amigo, desde
cedo. É isso aí. Agora, se tem uma coisa
que adolescente tem passado hoje em dia,
é ansiedade, certo? até perguntar para
você, tem muita gente aí que fica
desesperado com as coisas, ansioso, com
chique na perna até,
>> né? Até gente adolescente com 12 anos já
indo para psicólogo, desesperado já. É
ou não é?
>> Total, total. Eu acho que eu nunca fiz
esse ranking, mas eu tô pensando nos
últimos casos de aconselhamento, ah, nos
últimos eventos aqui, por aqui e tudo
mais, talvez os três principais tópicos,
e eu não saberia lhe dizer para você
qual é o mais relevante em relação a
eles,
>> sim,
>> sexualidade e relacionamentos amorosos,
ansiedade,
ah, dificuldade com os pais, seriam,
talvez, engano, adolescentes aí 13 a 17,
13 a 18
>> são os principais tópicos que orbitam
ah, no meu aconselhamento discipulado,
tempo com os pais e com os adolescentes
da igreja e fora da igreja. Ah, tem a
ver com sexualidade e relacionamentos
amorosos, eh ansiedade e a
relacionamento com os pais e ansiedade,
especialmente em momentos específicos da
vida,
>> ah, próximo do vestibular, próximo aos
aos grandes marcos do desenvolvimento,
né? Saída do ensino famental, entrada no
ensino médio, festa de 15 anos,
>> amigos começando a namorar perto dos 18
anos.
>> Ansiedade.
>> É, é isso que eu ia falar. E a, e um, os
tópicos eles se relacionam um com o
outro, né? Porque a ansiedade também vem
por causa dos relacionamentos, né?
>> Total.
>> E aí vem, se tem um negócio que os
adolescentes estão cada vez mais, aliás,
toda a sociedade, não só adolescentes,
mas principalmente eles, é ansiosos.
Como a como é importante entendermos a
soberania de Deus para lidarmos melhor
com as coisas que temos na vida, com as
responsabilidades, com o amanhã,
descansando no Senhor, ao invés de
vivermos ansiosos, inseguros ou
pressionados pelo futuro. Qual a
importância de soberania de Deus ser
ensinada para adolescentes?
Saor, uma vez que Deus é soberano, nada
foge ao seu cuidado, nem ao seu poder,
nem ao seu controle. Ou seja, nada
acontece sem que Deus ponha a mão,
decida, permita. Po, a gente poderia
discutir todas essas categorias, mas que
sem que Deus permita, ponha a mão. Ah,
lidere, ordene.
>> Ou seja, Deus é extremamente ativo em
tudo o que acontece. Ou seja, tudo que
acontece comigo
tem a mão de Deus.
E nada do que é ruim ou bom que aconteça
comigo aconteceu comigo desconectado de
quem é Deus. Então esse é o primeiro
elemento. Eu posso me preocupar o que
for, batalhar na minha vida da forma
como eu quiser para controlar minha vida
do jeito que eu quiser. Jesus ainda diz:
"Quem por meio da preocupação consegue
acrescentar 10 minutos a mais na sua
vida?"
Ninguém. Só Deus pode. Agora, se Deus é
tudo isso, vamos pegar os outros
atributos de Deus e jogar isso em conta.
Deus é bom.
Então, tudo que acontece comigo,
sejam coisas que, da minha ponto de
vista, sejam ruins ou sejam moralmente
ruins, e às vezes coisas ruins acontecem
com gente boa,
Deus continuou sendo bom e ele vai fazer
algo bom em meio a tudo isso, como Paulo
promete lá em Romanos 8. Deus continua
sendo infinito e eterno. Ou seja,
enquanto eu tô preso ao tempo e eu não
consigo dar conta do futuro, nem reviver
o meu passado, o meu Deus já tá no
futuro
lidando com aquilo que eu não posso
lidar hoje. Então eu eu sempre digo pros
meninos na igreja às vezes, né, que eh a
ansiedade ela funciona como um profeta
escatológico do caos. Ela vem do futuro,
de um futuro que não existe ainda para
te dizer já deu errado, né? E isso
realmente é o que acontece na ansiedade.
Eu falo assim, né? O menino tem que
fazer vestibular. Aí ele fica ansioso
porque ele sabe que o pai dele pagou o
cursinho. Ele então ele tem que ir bem
no vestibular. Só que ele tá tão
preocupado em bem no vestibular que ele
começou a se preocupar com o que pode
acontecer se ele não for bem no
vestibular. Ele imagina uma infinitude
de cenários. Eu vou ter que fazer
cursinho mais um ano. Meus amigos vão
entrar na faculdade, eu vou ficar, meu
pai vai me deixar de castigo. E aí ele
começa a viver como se ess cenário já
tivesse acontecido, com medo de que eles
aconteçam. Parece loucura, né? É,
exatamente. E o que acontece? Ele vai
fazer a prova como? Crendo que já deu
errado, com medo de que aconteça. Que
que acontece na prova? Dá errado.
E por quê? Porque é isso que a ansiedade
faz. Parece que veio uma voz do futuro
que não é real, um futuro que só existe
na cabeça dele, porque o futuro hoje só
existe na mente de Deus, não não na
nossa realidade. E ele começa a viver
como se o futuro já tivesse acontecido.
Qual a importância de ter um Deus que
habita o futuro?
Que se Deus mandou eu cuidar da minha
vida hoje, basta cada dia o seu mal.
Jesus vai dizer: "É porque ele tá
cuidando do futuro. Eu não dou conta de
viver duas vidas, mas Jesus dá. Tanto
que ele vive entre nós e ele habita na
casa do Pai nos preparando morada. Ele
habita o hoje e o amanhã. Esse é um Deus
eterno. Então, quando eu sei que esse
Deus é bom, que esse Deus é poderoso,
que esse Deus não perdeu o controle, que
esse Deus habita o presente e o futuro e
eu confio nesse Deus, eu começo a
preocupar com o que tá ao meu alcance e
eu começo a descansar no que não tá no
meu alcance, no que tá no alcance de
Deus. De novo, isso é pura teologia.
teologia própria, pensando nos termos
técnicos da teologia, quem Deus é tem
tudo a ver com o que eu penso sobre o
meu futuro e sobre o como eu fico
ansioso.
>> Com certeza. Eu acho que na verdade
assim, eu mesmo, toda vez que eu passo
por uma situação difícil, se tem algo
que me tranquiliza, é lembrar de
passagens como Romanos 8:28.
Todas as coisas cooperam para o bem
daqueles que amam a Deus e foram
chamados segundo seu propósito. E esse
todas as coisas que operam não é
ausência de sofrimento, pelo contrário,
é um contexto onde as coisas cooperam em
meio ao sofrimento ou além dele, enfim,
mas todas as coisas cooperam para o meu
maior bem. Qual é o meu maior bem? Me
fazer mais parecido com Cristo. Me fazer
experimentar mais o amor do Pai.
Perfeito.
>> Então, o confiar nesse Deus soberano que
age em todas as coisas, que nada
acontece fora do seu controle e que ele
faz com que tudo coopere para o nosso
bem. Porque uma coisa é dizer assim,
Deus faz tudo acontecer do jeito dele
>> e o jeito dele nem sempre leva em
consideração que é bom para mim. É uma
coisa. A outra é dizer que Deus faz tudo
acontecer do jeito dele e ele faz com
que tudo coopere pro nosso bem. Cara,
isso é outra coisa completamente
diferente.
>> Nada, nada
>> se perde, entende? É,
>> com certeza. Isso, isso impacta a
maneira como nós oramos.
[limpando a garganta]
>> Se eu creio que Deus sempre me dá coisas
boas, porque ele é um bom pai,
ou ele vai me dar o que eu tô pedindo,
ou ele vai me dar o que eu deveria ter
pedido se eu soubesse o que ele sabe. É
isso.
>> Aham.
>> Ele sempre vai fazer algo bom.
>> É. ou ele vai fazer algo bom que eu
pedi, porque o meu coração tá alinhado
com o dele, minhas expectativas estão
alinhadas com a dele, a minha vida tá
desejosa daquilo que ele promete, quer
oferecer na palavra dele. Se eu tenho
pedido por coisas que Deus quer dar,
Deus vai dar. Agora, às vezes eu peço
por coisas que Deus não dá, Deus me dá
outra coisa. Eu preciso fazer com o que
Paulo diz lá em Filipenses, né? Em tudo,
fazer conhecidas as vossas preocupações
com oração e súplica, com ação de
graças. Ou seja, eu oro falando assim:
Deus, é isso que eu quero, mas eu tô de
mão estendida. Isso é orar com ação de
graças para mim. O que o Senhor quiser
colocar aqui para mim é bção. Seja o que
eu pedi ou que eu deveria ter pedido,
né? Isso ajuda o adolescente, por
exemplo, que não ganhou de Natal o
presente que ele queria.
Aham. Entendeu? Isso é quando ele queria
o iPhone 17, não veio, entendeu? Hã, às
vezes, mas ele queria passar no
vestibular, às vezes não aconteceu. Ele
queria aquele namorado e e ele não veio.
Ele preferia aquela escola, mas o pai
matriculou na outra. Eh, se o meu Deus é
um Deus bom, que não perde o controle de
nada e ele tem domínio sobre as minhas
mãos. Até quando os pais erram, porque
pais erram. Eu lembro isso. Adolescentes
da igreja, mas pastor, meu pai fez
assim: "Eu acredito, eu acredito. Até
quando pais erram, Deus permanece
soberano e cuidando de todas as coisas".
>> Com certeza é isso, meu amigo. Não tem,
não tem nada que fuja o controle, tudo
coopera se verdadeiramente estamos em
Cristo, se verdadeiramente somos desses
que que fazem parte do povo do Senhor,
né? que é algo que eh a fé, a graça nos
dá acesso. E um outro tópico que está
muito relacionado nos dias de hoje é
sobre a identidade. O adolescente é
aquele que tá tentando se descobrir, né?
Ele não é mais criança, ele não sabe o
que é que ele vai ser depois.
Ele tá tentando se descobrir e as
identidades giram em torno do que os
seus grupinhos ensinam, do que eles
consomem de mídia. Mas pouco se fala da
identidade a partir do que Deus é ou do
que Deus quer que sejamos. Eu acho muito
interessante que o Trip vai falar sobre
a criação de Deus e como essa criação
ela tem a ver com nós entendermos
propósito, né? Para que que eu fui
criado, qual é o propósito da criação de
Deus? E, portanto, quem sou eu? Como que
isso acontece? Como que entender mais
sobre a criação de Deus nos ajuda nisso?
>> Isso faz total diferença pra gente
responder três perguntas básicas que eu
acho que todo adolescente tá fazendo.
Quem sou eu? Porque eu tô aqui? Aonde eu
pertenç? Ah, três elementos que o
adolescente tá a todo momento em busca.
Ele precisa responder uma pergunta.
Como eu defino a mim mesmo? E quem tem
autoridade para isso? Eu defino a mim
mesmo, meus pais defino, meus
professores defino, os influencers que
eu sigo definir a mim mesmo, os meus
amigos defino. Ele tá perguntando quem
sou eu? Segundo, uma vez que eu sei quem
eu sou, seja lá da onde, eu tomei uma
definição para mim, por eu sou o que eu
sou, por que isso importa? Existe um
telos na vida? Existe um propósito, algo
para qual eu fui criado para fazer, para
ser? Ou eu tenho que descobrir por mim
mesmo? Eu tô perdido até que eu encontre
um motivo pelo qual eu quero acordar
amanhã de manhã. E terceiro,
uma vez que nesse mundo eu não estou
sozinho, mas tem um monte de gente, a
que grupo eu pertenço, uma vez que todos
eles são muito parecidos e muitos
diferentes de mim? Três perguntas que o
adolescente tá fazendo. Quem sou eu?
Para que que eu existo? Aonde eu
pertenço.
Quando eu olho pros relatos da criação,
e aí eu juntaria dois elementos, né?
Criação e imagem de Deus. Duas doutrinas
importantíssimas. Eu creio que a
escritura responde essas três perguntas
de forma bem objetivas. Eu sou quem Deus
diz que eu sou. Então eu eu sou uma
pessoa que tem um corpo. Eu sou um
corpo. Esse corpo é uma unidade
de corpo ou parte material e e parte a
física.
Exatamente. Parte material e imaterial.
Eu tenho, eu tenho sexualidade. Deus me
fez anatomicamente distinto, homem,
mulher. Ah, isso também importa. Ah,
Deus me fez complementar homem e mulher
a para em algum momento contribuírem um
com o outro. Ah, que mais? Deus me fez
para um propósito.
Ele não só me fez assim com um corpo,
ah, homem e mulher, mas para unir-me um
ao outro. Deus me fez com um propósito,
a glória dele, preencher a terra,
dominar sobre ela, ah, ser o
representante dele no mundo. E aonde eu
pertenço? Eu pertenço a este grupo que
são o grupo das pessoas que Deus criou
paraa glória dele. Primeiro, eu sou
parte da humanidade.
Agora, quando eu creio em Jesus, eu sou
de uma parte muito seleta da humanidade.
Eu sou parte do povo de Deus.
E quando eu sou parte do povo de Deus,
Paulo vai dizer lá em Gálatas que nós
somos herdeiros.
Nós somos herdeiros porque nós somos
irmãos do Rei Jesus, filhos do mesmo
pai. Ou seja, eu sou realeza,
eu sou parte da nobreza desse mundo.
Assim como os estudiosos do Antigo
Testamento dizem, né, que nós somos os
vice-regentes de Deus no mundo, Deus é o
rei, nós somos os seus representantes.
Eu sou realeza no mundo, eu sou filho de
Deus. Senhor Jesus, o rei, é o meu irmão
mais velho. Existe nobreza em ser parte
do povo de Deus, nobreza espiritual, mas
ao mesmo tempo existe igualdade dentro
do próprio povo de Deus. Esse povo a
qual eu pertenço não faz mais tanta
importância em termos de status, poder e
valor. Ser homem, mulher, rico ou pobre,
nascer na África ou na Europa. Não.
Cristo é tudo em todos. Paulo vai dizer
em Colossenses. Então, a doutrina da
criação é extremamente importante por
causa disso. Ela me diz quem eu sou. Ela
me diz porque eu tô aqui e ela me diz a
quem eu pertenço. Agora tem mais uma
coisa, Sor que é importantíssima. Se eu
pego lá minha visão de palavra de Deus,
que Deus, aquilo ali é a escritura é a
mente de Deus, é o que Deus tem para
mim, então eu começo a ver que algumas
coisas que a cultura tem fornecido para
nós hoje não se sustentam diante desse
fato. Gênero não pode ser o que eu
sinto.
Deus criou uma distinção biológica entre
gênero. A a minha percepção do que é
homem e mulher não pode ser baseada ou
moldada somente pela minha cultura ou
pela visão do meu país ou pelas
políticas públicas que existem nele.
Deus tá acima de tudo isso. Isso faz
total diferença.
>> Tem que pregar, tem que pregar sobre
isso, porque no dia que tem pronome
neutro e é ele, ela, elo, Elias, Helena
e [risadas] se eh é complicado, viu?
Você não ter a noção de criação de Deus.
Eh, tudo se vai, né?
>> Exatamente. Exatamente. Eh, então o
adolescente precisa disso. Deus deu para
ele. E, e outra, né, eu acho que tem um
elemento também que é importante quando
a gente fala sobre criação de Deus. a
gente tem cada vez menos uma visão
sólida e saudável do que é corpo, do
porque nós temos um corpo, do que porque
Deus nos deu um corpo. E Paulo vai dizer
de novo lá em Primeira Coríntios,
capítulo 6, ele nos comprou por preço,
portanto, glorifiquem a Deus com o vosso
corpo. Ah, nós não pertencemos a nós
mesmos. Catecismo de Heidberg vai dizer
essa primeira pergunta. Ah, qual é a
nossa esperança? Eu não pertenço a mim
mesmo, eu pertenço ao meu Senhor. Então,
corpo é meu. Eu me expresso por meio de
corpo. Não consigo pensar em mim sem
pensar na imagem que eu tenho. Mas corpo
é para Deus. [limpando a garganta]
Então isso ajuda o adolescente a saber
que cuidar do corpo é importante. A
maneira como ele usa o corpo é
importante. O que ele faz com o corpo
importa. Seja lá o que Paulo quis dizer
com quem peca na área sexual, peca
contra o próprio corpo. Ah, corpo
importa, né? E e Paulo tá dizendo que
importa, né, até em termos de finitude,
grande parte dos nossos adolescentes, os
que tem os que odeiam esportes e tem os
que amam demais, né? Ah, tem, eu vejo os
adolescentes tentando puxar ferro, né?
Puxar ferro na academia que a estrutura
biológica ósse muscular dele ainda não
tá pronta para fazer, né? Então,
teologia importa para como você vai pra
academia, o quando você puxa de peso na
academia, porque nós somos seres
finitos, só Deus é infinito. Meu corpo
tem limites. Então, quando o adolescente
fica até 4 horas da manhã mexendo o
celular na cama e não dorme paraa um dia
seguinte, isso não é um problema de
rebeldia, isso é um problema teológico,
porque ele tá dizendo que o corpo dele
não tem limites, mas Deus criou ele com
limites. Esse é um problema teológico.
>> É verdade. É verdade. Perfeitamente, meu
amigo. E se tem esse aspecto do entender
a importância do corpo, do entender que
tudo que nós somos, é, tudo que nós
somos é pra glória de Deus, há uma coisa
que está intimamente relacionada a
entender que o corpo que nós temos e o
que temos agora não é tudo que havemos
de ser, não é tudo que importa, é muito
importante, foi feito por Deus e deve
ser usado para Deus porque porque dele,
por meio dele, para ele, são todas as
coisas.
Mas nós temos que lembrar também que a
ele a glória eternamente,
né?
>> Sim.
>> Então, um outro aspecto que o Paul Trip
vai trazer aqui é essa importância da
eternidade, do ensinar para os
adolescentes a pensar não só neste lado
da eternidade, mas na eternidade em si.
Por que que a eternidade precisa moldar
as escolhas, os desejos, as prioridades?
que um adolescente tem hoje. Por que que
é relevante explicarmos para o
adolescente sobre a eternidade que o
Senhor tem guardada para nós?
>> Saor, por muito tempo, esse assunto, né,
eternidade, fim dos tempos, escatologia,
especialmente na minha adolescência, foi
objeto de muita curiosidade,
mas também de muito medo. Eu fui
ensinado a fugir do livro de Apocalipse
porque tem dragões lá, [risadas] né? E
eh é perigoso lá lá Satanás fala, né?
Ele anda no meio do povo e tudo mais.
>> Ah mas com passar do tempo, minha visão
sobre o que Deus pensa sobre a
eternidade, o fim dos tempos foi
amadurecendo e eu fui percebendo o
quanto uma visão madura e saudável sobre
o fim, que na verdade é o novo começo, o
que é o fim da primeira fase para o
início daquela fase que não tem fim.
Ah, como isso impacta primeiro nossa
santidade hoje, nossas escolhas hoje,
nossa maneira de enxergar a vida hoje,
pensando em termos práticos, como que
uma visão saudável da eternidade
impacta, por exemplo, o consumismo e o
materialismo na vida de um adolescente?
Quando ele ouve Jesus dizer que ele tem
uma escolha entre acumular tesouros no
céu e acumular tesouros na terra. E
tesouros na terra passam, a traça e a
ferrugem destróem, mas tesouros no céu,
a traça e a ferrugem não destrói. Então,
ah, muito do que se diz pro nosso jovem
adolescente hoje é: "Faça uma boa
faculdade, arranja um grande emprego. Se
você não quiser fazer faculdade nenhuma,
ah, seja um investidor online, ganhe
dinheiro fazendo, dinheiro jogando bets,
depois abra uma hold em algum lugar ou
vire jogador gamer, faça fortunas
e aí você vai poder comprar o que você
quiser.
Quando o adolescente acorda de manhã
para simplesmente ter dinheiro para
comprar o que ele quiser, visão, isso
revela que a visão dele de fim é muito,
muito, muito pequena.
Deus um dia vai transformar e acabar com
todas essas coisas e fazer tudo de novo.
Ah, então quais são as coisas que
realmente vale a pena ser investidas?
Aquelas que vão estar do lado de lá. E
aquelas que eu acho que aquelas que João
viu quando ele viu a nova Jerusalém.
O que que João não viu? João não viu
mar. João não viu ah portas porque não
tem mais mal, não tem mais perigo do
lado de fora. João não viu o mar porque
o mar representa ali em apocalipse tudo
aquilo que é oposto a Deus e é perigoso,
né? A besta emerge do mar. João não viu
mais choro, dor, doença, morte,
tristeza. Mas João vê o povo de Deus.
João vê o culto a Deus. João vê a
presença de Deus. João vê a santidade do
povo de Deus e e da presença de Deus,
né? Porque eles têm as suas vestes
lavadas. Uma visão madura da eternidade
nos faz investir nessas coisas hoje.
Então, quando eu tô e e isso é um
problema para pais. Você pai que tá me
ouvindo, ouça isso. Ah, às vezes você
acha que a coisa mais importante que
você pode dar pro seu filho é a condição
de terminar a vida onde você tá
terminando ou ir além da onde você foi,
dirigir um carro melhor que o seu,
estudar numa escola melhor que a sua,
ter um trabalho onde ele vai ganhar mais
dinheiro que você.
Mas pai, se você não tá preparando o seu
filho paraa próxima vida, mas somente
para essa, isso é tolice, como Jesus vai
dizer, porque hoje vão pedir a alma do
seu filho em algum lugar nesse mundo. E
talvez ele tenha para entregar o iPhone
que você gastou dinheiro de parcelou em
20 vezes para dar.
Talvez ele vai chorar desesperado porque
ele entregou o iPhone inclusive,
mas ele não tá seguro de que existe uma
vida melhor e maior do lado de lá, onde
tendo iPhone ou não, é muito melhor.
Então eu acho que essa é a importância
da eternidade. Isso ajuda os
adolescentes a sofrerem porque o mal
toca a vida deles.
O bullying, o abuso, a deficiência, né?
Eu, por exemplo, eu tenho um filho
deficiente, meu filho é paraplégico, ah,
ele usa dispositivos para respirar e
tudo mais. Ah, em algum nada garante que
essas coisas vão sumir em algum momento
nessa vida da vida do meu filho. Mas
quando meu filho for deficiente, for
adolescente, vai chegar um momento que
ele vai se locomover de um jeito que os
amigos da escola não vão se locomover.
Ele anda de rodinhas, os amigos da
escola andam com as pernas. Isso vai
gerar tristeza, dor, dúvida. talvez vai
trazer vergonha para ele.
Se ele tiver uma visão madura
do que é eternidade e de que ele vai
correr pela eternidade com o Senhor
Jesus,
50, 60, 70 anos de cadeira de rodas é
muito pouco perto do que ele vai viver
pra eternidade. Então isso dá esperança,
isso nutre segurança, isso incentiva a
ilha a não desistir. Então, a gente
precisa dar esperança por meio da uma
visão futura e madura do fim pros nossos
adolescentes.
>> Amém, meu amigo. Amém. Jesus mesmo fala,
né, que aproveitará o homem se ganhar o
mundo inteiro e perder a sua alma,
>> né? Então, é investir naquilo que mais
importa.
>> Uhum. E o que mais importa é investirmos
no Senhor, no relacionamento com ele.
Algo que já começamos a colher e
desfrutar agora, mas que vamos
experimentar de uma maneira
surpreendente, muito melhor do que
imaginamos no futuro.
>> Não no futuro necessariamente do amanhã
da ansiedade, mas no futuro que está no
controle dele, que nos cabe é viver o
hoje, priorizando o reino dele e a sua
justiça. É isso que nos caba.
do amanhã, ele que cuida. E
>> e se essa é a nossa visão, né, de futuro
e nosso adolescente precisão dessa
visão, eles precisam saber que se ainda
não tá tudo bem, é porque ainda não
acabou.
Quando o fim vier,
>> quando
>> quando Jesus trouxer o fim,
>> aí vai tá tudo bem. Se ainda não tá tudo
bem, se você ainda tá triste, se namoros
ainda terminam, você fica chateado. Se
seu pai ainda erra com você, se você
ainda continua caindo nos mesmos
pecados, isso te deixa em crise? Se o
sofrimento de pessoas por causa de
catástrofes naturais ainda mexe com o
seu coração,
não tá tudo bem. Então ainda não acabou.
Ter uma visão do fim
>> nos ajuda a saber o meu bom Deus não vai
deixar com que a eternidade seja assim.
É isso aí, meu amigo. Tá vendo aí? Tudo
tem a ver com saber a doutrina e não
apenas intelectualmente,
>> mas de uma maneira transformadora, real,
pessoal. Aí 12 doutrinas essenciais que
irão mudar [limpando a garganta] a sua
vida. Não falamos de todas. Para quem
quiser ver as outras, o livro vai ser
bênção. Mas alguma uma pergunta
importante que eu queria fazer para
terminar aqui, né? Ah, como é que a
gente pode criar uma cultura e que os
adolescentes tenham intimidade para
conversar na igreja, para conversar em
casa com os pais e não só escondidos com
a inteligência artificial, trazendo as
dúvidas que eles têm, porque a gente não
quer que o o adolescente ele tenha as
dúvidas e tenha medo de falar o que está
sentindo por achar que será condenado,
mas que ele tenha liberdade para falar e
quando certo ser apoiado e quando errado
ser corrigido em amor. E tá tudo bem, as
coisas continuam. Como que nós podemos
ajudar os adolescentes a terem esse
espaço, seja na igreja, seja em casa,
>> de forma bem prática. Tome a iniciativa.
Fale você.
Ah, fale sempre. Ah, faça as perguntas.
Eh, faça perguntas que você acha que
podem ser as perguntas dele. Faça
perguntas e veja como ele responde. Peça
para ele responder. Falou assim: "Filhô,
ah, se por acaso você tivesse com o
papai, com a mamãe no shopping hoje,
você visse isso acontecendo, o que que
você faria?" Deixa ele lidar com isso.
Por isso, tem certeza se é Deus queira
que não. Mas a gente tá viajando agora
de carro, indo lá para passar um férias
no resort.
Se bater um caminhão no nosso carro,
você tem certeza onde a gente vai
acordar amanhã? Deixa ele lidar com
isso. Ah, filho, por que que Deus fez
homens e mulheres de Por que que Deus
fez o papai e a mamãe e você não tem
dois papais ou duas mamães? Ah, por que
que é assim para você e tem gente que
não é assim desse jeito? Como que você
lidaria com isso? Deixa ele responder,
deixa ele trazer o que ele pensa, deixa
ele trazer à tona como que ele tá
interpretando a vida. E aí você vem e
traz sabedoria, corrige e tudo mais. Ah,
acho que outro elemento,
>> mas com amor, né, cara?
>> Óbvio, com amor.
>> É, eu eu acho que esse é o ponto, porque
é ótimo esse aspecto da pergunta e eu
concordo plenamente com você. O problema
é que tem pais que tentam fazer isso,
mas quando o filho dá uma resposta que
não é adequada, chega na voadora na na
criança.
>> Não. Absurdo. Absurdo. A primeira
resposta é sempre o abraço, até quando
envolve uma confissão, né? Talvez você
fala assim: "Filho, você fez isso?"
E ele precisa saber que para ele poder
dizer sim, eu fiz, é seguro dizer que
sim. Mesmo que ele seja disciplinado,
mesmo que ele colha as consequências,
ele precisa saber, é seguro dizer sim,
eu fiz ou sim, eu disse, ou não, eu não
fui onde eu disse que eu iria, eu fui em
outro lugar, né? Então é criar esse
ambiente de segurança é importante. Eu
acho que outro elemento, de novo, é
fazer como os sábios da Bíblia fazem.
Provérbios capítulo 7, o sábio chama o
seu filho e fala assim: "Eu vi janela um
jovem que andava e ele chegava até perto
da casa de uma mulher. Cara, você busca
seu filho na escola todos os dias? Tá
cheio de coisas acontecendo do lado da
janela de fora do carro. Filho, olha ali
o que tá acontecendo ali, ó, naquela rua
ali, ó. Que que você acha que Deus pensa
a respeito daquilo? Olha esse outdor
aqui que a gente acabou de ver. Ah, você
acha que Deus se agrada ou se entristece
com essa foto? Ah, ou seja, aproveite as
oportunidades da vida, né? a vida tá te
dando várias delas, né? Eu acho que isso
é é muito útil, né? Por último, para não
me delongar, cria uma rotina de estudar
a Bíblia com seu filho. E aí eu acho que
o livro ajuda muito, porque cada
capítulo tá dividido em sete tópicos.
Ele apresenta um resumo da doutrina,
depois ele dá algumas bases bíblicas e
sete assuntos relacionados àquela
doutrina com um versículo para estudar e
uma pergunta para refletir. Então, quem
sabe, pai, você pode comprar o livro e
durante, sei lá, 12 semanas ler um
capítulo por dia com o seu filho, vocês
discutirem sobre isso, ou pedir pro seu
filho ler um capítulo por dia e no
sábado ou todo sábado, todo domingo
vocês discutirem o que vocês aprenderam
naquela semana sobre aquele assunto, né?
Ah, estudar suscita perguntas, né?
Então, ah, se empenhe em estudar isso
com seu filho e, e levá-lo paraa igreja
para estudar isso com as pessoas também,
né?
>> Muito bom, muito bom, meu amigo. É isso
aí, Pedro. Muito obrigado por esse tempo
de conversa. foi muito proveitoso. Eh,
tenho certeza que o pessoal também foi
edificado. E, meu irmão, que Deus
continue te abençoando, te usando para
ser bção na vida de todas as pessoas à
sua volta, inclusive também os
adolescentes que você tem cuidado. E
vamos marcar outras oportunidades para
você estar aqui com a gente conversando
privilégio Senor. Obrigado pelo convite,
obrigado pelo carinho, muito bom. Um
abraço então, meu irmão. E você aí de
casa que nos ouviu, que gostou dessa
conversa, que quer aprender mais sobre
como ser um adolescente ou criar
adolescentes no temor do Senhor. Esse
livro aqui, Verdades que toda
adolescente pode confiar, 12 doutrinas
essenciais que irão mudar a sua vida,
com certeza vão ser bênção para você.
Adquire o livro, leia curtinho, vai
valer o investimento naquilo que
importa. E se você gosta de conversas
assim, se você quer aprender mais
teologia por meio de conversas como
essa, então se inscreva aí na sua
plataforma de podcast preferida, dê uma
olhada nas dezenas de episódios que nós
já temos gravado. Já passamos do centéso
episódio. Então dê uma olhada aí o que é
que nós temos gravado para ver o que é
que pode ser bção na sua vida. E também
fique de olho nos próximos que vem pela
frente. É isso aí, até a próxima e
valeu.
>> [música]

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