VERDADES QUE TODO ADOLESCENTE PODE CONFIAR – PEDRO VERCELINO | PODCAST VIDA NOVA #101
16/09/2026
VERDADES QUE TODO ADOLESCENTE PODE CONFIAR – PEDRO VERCELINO | PODCAST VIDA NOVA #101
🎙️ Já está no ar mais um episódio do Podcast Vida Nova!
Neste episódio, conversamos com Pedro Vercelino sobre o livro Verdades que todo adolescente pode confiar, de Paul David Tripp.
Ao longo da conversa, refletimos sobre os desafios próprios da adolescência e sobre como as verdades da fé cristã podem ajudar os jovens a compreenderem melhor a si mesmos, o mundo ao seu redor e as decisões que precisam tomar:
🧭 Como a doutrina cristã pode deixar de ser apenas conhecimento e se tornar uma cosmovisão para o adolescente?
🙏 Quais são os principais desafios espirituais enfrentados pelos adolescentes e como a fé cristã pode orientá-los nessa fase da vida?
⛪ Qual é a importância da igreja na formação espiritual e na caminhada cristã dos adolescentes?
❤️ Como os adolescentes podem lidar com questões afetivas e relacionamentos à luz das verdades do evangelho?
📚 Adquira o livro: https://www.vidanova.com.br/livros/verdades-que-todo-adolescente-pode-confiar
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Fonte: Edições Vida Nova
Legendas automáticas:
E aí, eu sou Saorena e seja bem-vindo ao podcast da editora Vida Nova. Você tem filhos adolescentes ou é líder de adolescentes em meio a alguma igreja ou lida com adolescentes de maneira geral? Afinal de contas, como é que nós podemos criar adolescentes para glória de Deus? Quando nós falamos da criação de adolescentes, geralmente pensamos logo em comportamentos morais externos, em adolescentes comportados. Mas será que esse é o caminho? No lançamento da vida nova, verdades que todo adolescente pode confiar, 12 doutrinas essenciais que irão mudar a sua vida do Paul Dave Trip, o autor nos explica sobre doutrinas que têm mais importância para mudar um adolescente, para ser bênção na vida do adolescente, do que meros ensinos morais e comportamentais. A partir da importância da doutrina, do ensino das escrituras, nós vemos aqui 12 dessas doutrinas que um adolescente precisa conhecer e confiar para ter uma vida paraa glória de Deus. [música] conhecer mais sobre a escritura, sobre o próprio Deus, sobre a sua santidade, a santidade dele, como lidar com o pecado, como entender a importância da eternidade, questões como essas e muitas outras que são importantes para nós. Além disso, se você quer saber também como pastores têm lidado com essa questão, como também falar com adolescentes em uma época de inteligência artificial e outros pontos mais, além desse livro, você tem a oportunidade de ouvir a nossa conversa de hoje com o Pedro Vercelino. Se você gosta de conversas assim, então já se inscreva aí na sua plataforma de podcast preferida para não perder nenhum dos episódios do podcast da Vida Nova. Confira depois desse as dezenas que nós já temos gravado. Deixa aí o seu like, o seu comentário para nos dar esse feedback e vamos à conversa de hoje pra gente discorrer sobre esse assunto tão relevante. Pedro, seja muito bem-vindo ao podcast da Vida Nova. É uma alegria ter você aqui com a gente, meu irmão. >> Obrigado, Senhor. Privilégio é meu. >> Meu irmão, hoje a gente tem um assunto muito importante para falar que tá a totalmente ligado também à sua experiência aí servindo ao Senhor. Então eu queria que antes da gente entrar no assunto em si, você se apresentasse pro pessoal, até pro pessoal entender como você tem servido em relação aos adolescentes. Foco da nossa conversa de hoje aqui. >> Legal. Ah, Saur, eu tenho servido ao Senhor como pastor há quase 10 anos ano que vem. Ah, fazem 10 anos que eu tenho servido a Deus, ah, como pastor, especificamente focado no trabalho com novas gerações, de crianças a jovens adultos, ah, especificamente aí adolescentes e jovens, agora, mais especificamente com crianças, até jovens adultos também, além de lecionar no seminário da Palavra da Vida, onde eu tenho ah servido nos últimos anos. Ah, eu sou pastor hoje na cidade de Atibaia, na Igreja Batista Revive e focado nessa faixa etária, especificamente de crianças até jovens adultos. Muito bom, meu irmão. Então, muito tempo aí servindo a Deus de maneira geral como pastor, mas também sempre cuidando de adolescentes, né? Uma fasezinha que não é a mais fácil de cuidar, vamos [risadas] eh enfatizar aqui, né? Eu acho que a gente tem que lembrar disso, mas que também não precisa ser uma fase perdida, como muitas pessoas consideram, né? Aquela coisa, vamos pular aí, sei lá, adolescência é o quê? 12 a 17, que a gente chama. O que é que é adolescência em si? No estatuto da criança do Adolescente, dos 12 aos 18, existe um projeto de lei para levá-lo até os 21. Ah, igrejas variam aonde elas colocam essa nota de corte. Algumas a partir dos 12, algumas a partir dos 14, >> mas entende-se essa faixa aí dos 13 aos 18, mais ou menos. >> É por aí, por aí. Pois é, tem gente que acha que é assim, né? Você cria criança, quando ela chega na adolescência, você simplesmente sobrevive até terminar a adolescência, né? Mas não precisa ser assim. Não precisa ser assim. Nós temos como ter como ter adolescentes fiéis ao Senhor, que obedecem aos pais, que são bênção. E esse livro do Paul Dave Trip é muito interessante para falar sobre isso. Verdades que todo adolescente pode confiar, 12 doutrinas essenciais que irão mudar a sua vida. E o que é interessante desse livro, né, a gente estava conversando aqui nos bastidores, Pedro, é como ele vem para preencher uma lacuna, uma ausência de material relacionado a como lidar com adolescente de uma maneira muito bíblica, porque ao invés de olhar só para uma questão, né, moral, ele vai falar sobre a importância da doutrina, né? Então, não são 12 comportamentos ou meros hábitos que vão ajudar o adolescente, mais 12 doutrinas. Por que isso? Como é que as doutrinas podem ajudar adolescentes que estão vivendo em uma cultura a bombardeados pelas redes sociais, pela escola, pelos amigos? Só enorme. Brinco quando eu tô dando algum treinamento para paz na igreja ou até para líderes de ministério com adolescentes, que existe um mito no trabalho com adolescentes que se você conseguir manter os adolescentes longe de 5 B, você tá salvo. Eles não podem se envolver com a breja, >> com o baseado. Não deveriam usar biquíni, não podem beijar na boca, nem ir na balada. Todo mundo acredita que se [risadas] todo mundo acredita que se você manter um adolescente longe de todas essas coisas, você vai salvar ele até ele se tornar um adulto e ser fiel ao Senhor Jesus. >> Tá tudo certo. >> Mais longe da verdade impossível. >> Ah, porque essas são seis práticas, seis comportamentos, seis tentativas de criar cercas em volta do adolescente que não alcançam o seu coração. Ah, e eu acho que essa talvez é a grande relevância da gente pensar doutrina. Doutrina é a verdade de Deus. como nós cremos e confessamos ela a partir da revelação da Escritura, que nós cremos e ela assume um lugar no nosso coração, como por exemplo o próprio salmista no Salmo 119 vai dizer, né? Guardei no coração a tua palavra, ele fala para Deus para não pecar contra ti. Essa é a importância da doutrina. Então o que a gente quer dar para adolescente é exatamente isso. Olha, aqui estão as verdades sobre quem é o seu Deus, o que ele espera de você, o que ele fez por você. Se você permite isso tomar conta do seu coração, isso vai se manifestar nas suas palavras, vai se manifestar naquilo que você ouve, vai se manifestar naquilo que você vive. Essa é a importância da doutrina. Ela forma cosmovisão, ela forma maneira de ver o mundo, ajuda eles a interpretarem a realidade. Isso faz toda a diferença. >> Com certeza. É interessante que você usou o termo cosmovisão, um termo muito importante. Há um tempo atrás era o que a gente mais falava, né? acho que 2015, 16 por aí, a gente teve um grande aumento de foco em cosmovisão. Agora parece que deu uma diminuída, mas ainda assim um termo importantíssimo. Só que quando a gente fala de cosmovisão, de visão de mundo, de interpretar a realidade, a cultura, enfim, as pessoas muitas vezes acham que esse é um assunto para adultos, para jovens na faculdade e que adolescentes e eh principalmente crianças, têm que estar vendo historinha da Bíblia ou algo muito mais simples ali ou meros comportamentos, como você citou, né? E isso também não poderia estar mais distante do que a verdade. A gente, você falou desses comportamentos e o que eu lembro é como é comum conversar com um pai e uma mãe que tem um filho que é comportado, né, que é uma criança calma, um adolescente calma. Ele não gosta de balada, ele não gosta de bebida, ele não gosta de fazer essas coisas que você citou aí. Então para eles é como se tivesse convertido, tá indo à igreja e não faz essas coisas, convertido crente. Aí se começa a fazer alguma dessas coisas, meu Deus, pastor, meu meu filho se desviou. Eu digo, mas minha irmã, meu irmão, pera aí, ele entendia o evangelho ou ele simplesmente era comportado e agora ele tá conhecendo outras coisas, né? >> Então eu acho que você deve ter lidado muito com isso, hein, Pedro? >> Muito, muito, muito. Acho que essa é uma, é uma realidade, né? Ah, pro pai e pra mãe, ah, tá tudo bem enquanto o filho não tá dando problema. Ah, não importa o que ele acredita, não importa o que ele pensa, não importa se ele tem esperança paraa vida eterna, não importa se ele tem segurança da salvação, ah, nem mesmo qual é a visão que ele tem de si mesmo ou de Deus, desde que isso não seja buscar ele de madrugada em algum lugar, isso não vire um boletim de ocorrência, isso não implique em fazer ele passar vergonha na cidade ou na igreja, né? Infelizmente, meu Deus, meu irmão, >> essa é grande parte da do meu dilema lidando com o jovem adolescente às vezes, né? E é por isso que eu tô importante falar de teologia para jovem adolescente. >> Ah, porque a não ser que ele tenha o coração transformado, um amor por Jesus que foi despertado pelo amor de Deus por ele, por meio de Jesus, que vai abrir os olhos dele para quem Jesus é o que Jesus fez por ele. Ah, esses comportamentos não valem de nada. Eles, primeiro, não são genuínos. Eles não vão ser sustentáveis, eles vão cair em algum momento. Eles, esse comportamento vai ruir, né? Ah, porque ele é fruto somente do esforço [limpando a garganta] próprio >> e outro, ele não é salvífico, ele não não redunda em glória em glória para Deus, né? >> E e na segurança desse desse menino, dessa menina, né? Então, de fato, é é complicado quando a gente reduz >> a a maturidade de um adolescente ao que ele entrega em termos de comportamento. >> É isso aí. Deus não quer adolescentes comportados, quer adolescentes fiéis, né? Adolescentes que sejam verdadeiramente convertidos. E isso consequentemente vai levar a bons comportamentos. Mas é como você falou, né, do primeiro a gente tem que ir para o coração, depois vai para o restante. O que Jesus mesmo diz, a boca fala do que o coração está cheio. Então vamos primeiro trabalhar o coração. E para trabalhar o coração, a gente precisa de doutrina, precisa de ensino, precisa da palavra de Deus e dos ensinamentos dela, né? Então isso tudo tem a ver. E aqui, como o título mesmo ou subtítulo melhor aponta, são 12 doutrinas. A gente não vai conseguir falar de todas, a gente vai pincelar sobre algumas aqui. Quem quiser se aprofundar, com certeza, vai se beneficiar da leitura do livro. Um livro curtinho, inclusive, não é grande. Quantas páginas tem aqui, ó? Menos de 200 páginas. 175, mais ou menos. E a gente tem uma boa linguagem. Poer strip sempre tem uma linguagem acessível, muito abençoadora. Uhum. >> Mas vamos conversar sobre alguns dos pontos que ele traz aqui. E já que a gente falou da importância da doutrina em si, da fonte da doutrina, vamos falar um pouco sobre o que ele comenta no capítulo um, sobre a escritura. O que é que muda na vida de um adolescente quando ele aprende a confiar na Bíblia, não apenas como um livro religioso que os pais ensinaram, uma tradição, mas como palavra de Deus pra vida real? Que é que muda? >> Sauro? Acho que duas coisas acontecem. Ele primeiro descobre que quando ele encara a Bíblia como palavra de Deus, ele percebeu que Deus fala e fala com ele, ou seja, Deus tá interessado nele. Isso é extremamente importante. >> Sim. >> Se nós queremos que o nosso adolescente tenha um relacionamento real com Jesus Cristo, ele ame a Deus, ele dependa de Deus, confie em Deus, ele precisa saber que Deus se importa com ele. Como que Deus se importa com ele? Deus fala e fala em direção a ele. Tem palavras que são palavras dirigidas ao coração dele. Esse é o primeiro elemento importante. Saber que a Bíblia, a palavra de Deus, ah, nos faz a lidar com a escritura, não como o objeto da minha pesquisa. Ah, a Bíblia é aquele livro do qual eu vou buscar simplesmente verdades para eu viver. Não, eu sou o objeto da Bíblia. Deus tá falando comigo. Eu sou o alvo da escritura. E isso faz toda a diferença, né, em termos de relacionamento. A nossa vida com Deus começa num diálogo que nós não começamos. Deus começou esse diálogo quando falou com a gente primeiro. E aí, em segundo lugar, isso deixa claro pro adolescente que, puxa, se essa é a palavra de Deus e se Deus é quem é essa palavra revela que ela é, então aqui tem o que eu preciso saber para viver. Aqui tem como minha vida começa, como minha vida continua e como ela não mais termina. Então, eu tenho sabedoria, eu tenho ah verdades a respeito de quem eu sou, do que eu preciso saber sobre quem eu sou, do que eu preciso saber sobre o que diz respeito à minha vida eterna, sobre o que Deus espera de mim, como eu vivo em comunidade e tudo mais. Então, crer na Bíblia como palavra de Deus implica nessas duas realidades. Deus se interessa comigo, por isso que ele fala. Ah, Deus quer te Deus quer falar com você. E segundo, se aqui é a palavra de Deus, então aqui nós temos a mente de Deus em tinta e papel. Então, o que Deus pensa sobre todas as coisas da vida? Tá aqui. Eu não tô buscando isso oculto debaixo de uma pedra. Não tô esfregando uma lâmpada para receber respostas, nem esperando o céu rasgar e descer uma carta daquilo que Deus ainda não falou. Ele já me disse o que ele espera de mim e tá aqui acessível para mim em tinta e papel. >> Muito bom, meu irmão. Acho que tem a ver com essa pessoalidade, né? né? O que você destacou é muito importante. Os adolescentes têm que perceber que Deus não é apenas o Deus de seus pais, >> mas Deus está ali disponível para ser o Deus deles, né? >> Pela fé em Cristo Jesus e ter esse relacionamento real. >> É isso é tão legal. Apenas um Deus abstrato. >> Isso é tão legal. E quando eles estão aprendendo as histórias do Antigo Testamento, de como Deus falava com Moisés, com Elias, né, com Josué e tudo mais, ali eles ouviram a voz de Deus no deserto, ouviram a voz de Deus por meio dos sinais, das maravilhas. A Bíblia é tão miraculosa e tão especial quanto aqueles sinais. A a voz de Deus, ela é audível quando você lê a Bíblia em voz alta, né? e e ajudar o adolescente a perceber isso. Deus não parou de falar e agora a gente só tem as palavras que ele disse. Não. Uma vez que a Bíblia testemunha que ela é viva e eficaz, ela fala isso de si mesmo. Então aqui não é o que Deus falou, isso aqui é o que Deus continua dizendo. Então essa ainda é a palavra de Deus para hoje. Isso faz total diferença, >> com toda certeza. E numa época de inteligência artificial, onde muitos adolescentes tia mais confiado em Chat EPT e outras ferramentas para pedir conselhos, para decidir se namora ou não com certa pessoa ou, enfim, né, tantas outras coisas. lembrar que nós temos um Deus onisciente que fala conosco, não apenas falou no passado, mas continuamente fala conosco, nos dando princípios para que tomemos decisões sábias por meio da palavra dele. Eh, saber acessar isso, saber confiar na Bíblia como essa palavra viva, né, real. Isso faz diferença para que ao invés de sermos guiados pelo que o mundo entende ser melhor, né, a gente seja guiado pelo que a palavra de Deus nos diz ser o correto, né? Até porque não existe nada neutro. Até [roncando] essas IAS da vida sempre tem ali, né, uma cosmovisão sendo programada por trás que vão influenciando, né? Você tem lidado com isso? Até uma pergunta meio aleatória aqui, mas que eu acho que é é relevante quando se fala de fonte de conhecimento. Você tem lidado com adolescentes indo para inteligência artificial para tirar dúvidas? Alguém já chegou para você falando sobre isso? Eu conheço, eu conheço adolescentes que confessam pecado para irá >> porque eles estão lidando com a culpa deles. Eles não sabem, eles não têm coragem de falar com o pai, com a mãe. Ah, contam para ela o que aconteceu e pede para como lidar com aquilo. Eu lidei com um caso um tempo atrás, não de uma pessoa específica, mas do irmão de uma pessoa específica >> que o Mino lidava com alguns desejos no que diz respeito à sua própria sexualidade em relação à homossexualidade. E ele conversava com aá, como que eu me livro disso? como que eu posso mudar esses desejos que eu tenho? >> E aí o irmão se aproximou porque viu no histórico de pesquisa da IA e e ofereceu ajuda. E acabei me envolvendo com isso, né? Ah, eu conheço alguns que pedem oração para a que eu posso orar sobre isso? Eh, assim, >> meu Deus, >> daí daí pra frente, daí paraa frente. >> Olha só, cara. Então, isso é muito real. Isso é muito real. Isso não é uma coisa do futuro, da Isso é algo que a gente tem que saber responder agora. lidar com os nossos filhos, com os adolescentes agora, mostrando para eles que tem uma fonte confiável, né, onde eles podem eh buscar conselhos. Ah, poxa vida, rapaz, que coisa, né? Mas esse esse é um dos aspectos que o livro aborda, a importância de ensinarmos nossos filhos a olharem paraa escritura e encontrarem nela essa verdade. Isso é claro, a gente vai focar nos adolescentes porque é o é o alvo da conversa, mas vale a gente lembrar, né? Assim como eu falei que cosmovisão não deveria ser algo apenas para jovens e adultos, mas também para adolescentes. Doutrina, escritura não é algo só para adolescentes ou ah para jovens e adultos, mesmo para crianças, para o dia a dia, né? O incuccar a palavra de Deus na cabeça dos nossos filhos tem a ver com desde sempre, desde que está ao nosso alcance. Eh, eu tenho dois meninos aqui e recentemente, inclusive eu instituí um horário do dia, eles têm 6 anos e 5 anos e um horário do dia que eles vão ter o devocionalzinho deles. A gente já faz o culto doméstico, mas eu quero que eles tenham o devocional particular deles. Então, eles já estão alfabetizados. O mais novo ainda tá se desenvolvendo um pouco mais na leitura, o mais velho já lê. E agora eles têm o momento dele. Por quê? Deles. Por quê? Porque a escritura precisa fazer parte do dia a dia e ser real desde cedo, né? Você concorda com isso? >> Total, total. Ah, isso é tão importante para mim. ah, que os eh nós fizemos no nosso currículo recentemente de crianças da igreja uma mudança fundamental, aonde a gente tem intercalado com as crianças a o conhecimento das histórias bíblicas e dentro de cada uma das histórias bíblicas temas teológicos importantes que que surgem de cada uma delas. Nós fizemos um currículo de oito aulas sobre oito atributos de Deus para as crianças de três a 8 anos na igreja. A gente pegou, nossa ministra de crianças pegou aquele livro do Greg Allison de doutrinas. Ela separou os atributos, escolheu as as passagens bíblicas, encontramos histórias da Bíblia que ressaltavam cada um desses atributos e nós ensinamos essas histórias ressaltando esses elementos ah sobre quem Deus é, porque no final é isso que vai fazer diferença na vida dela, é o conhecimento de Deus, ah, cravado no coração dela, que vai ajudar ela a lidar com aquelas realidades, né? Porque senão acontece uma coisa, Sor, que é é muito sintomático na nossa educação cristã como um todo, ah, que é o seguinte, a gente ensina paraa criança uma visão extremamente limitada da criação de Deus e daquilo que Deus põe à mão. A gente leva a criança pra infância e a criança pinta Adão e Eva, os peixinhos, a grama e as nuvens no céu. Isso é o que Deus criou. Quando ela chega na escola, ela é apresentada ao computador, ao celular, a música, a guitarra, aos carros. Deus não tem nada a ver com isso, porque ela não foi ensinada lá atrás que essas coisas têm a ver com Deus. Ela foi ensinada que lá atrás o que tem a ver com Deus é natureza. Tudo que surgiu no mundo é nosso, a gente que fez. A gente não deu para elas essa noção de que o homem criado à imagem de Deus tem condições de fazer coisas que Deus colocou essas condições nele. Que o ferro do carro, >> é o pior que a natureza. >> Exatamente. >> E e o pior que a natureza, eh, sim, tem tudo a ver com o Senhor, né? Matéria ali que ele criou do nada e tal, mas quando a gente deixa de conectar com o que nós criamos a partir do que ele criou, a gente deixa de criar com a realidade das crianças. Porque assim, convenhamos, a maioria das crianças nem tem contato direito com [risadas] a natureza, né? quando tem é é ver uma árvore no meio do caminho. >> Exatamente. >> É. Então, >> e aí como ela foi ensinada aqui, Deus criou os peixinhos, a grama e o céu, ah, Deus não tem nada para dizer sobre música. Deus não criou a guitarra na cabeça dela. Deus não criou a bateria. >> Quem cri não, quem criou fomos nós. Então, a gente decide o que a gente faz com isso. E o que Deus pôs à mão, ele decide o que ele faz. Então, isso tem a ver com formar cosmovisão. Não existe nada nesse mundo que não tenha impressão digital de Deus. >> Ex. começar por nós, né? Então isso isso essa é importante de ensinar teologia para as crianças desde o comecinho. >> Muito bom. E boa teologia começa com o entendimento de quem é o Deus que estamos aprendendo a respeito, né? O Deus que se revelou a na escritura, mas que é um Deus real. Por isso que no segundo capítulo nós vemos o Paul Trips falando sobre o sobre Deus. E aí vem como ajudar adolescentes a conhecerem o Senhor, né, de forma pessoal, não apenas como ideia abstrata ou assunto da escola dominical pode ser feito no dia a dia, né? Como é que a gente pode fazer isso e a importância disso? Como ajudar nesse sentido? Eu eu diria, Saor, que eu acho que ah um elemento que a gente precisa levar em conta ao ensinar o adolescente hoje é saber que a gente não parte do nada com adolescente. Ele não é uma tábula rasa, ele não é um receptáculo de informações que não tem nada lá dentro. Ele já sabe de muita coisa. Ele já tem várias ideias sobre Deus. E eu acho que o nosso primeiro lugar é partir da onde ele está e descobrir o que que ele sabe sobre Deus. Ah, qual é a concepção que ele tem de Deus para poder fazer aquilo que Jesus faz no sermão do monte? Vocês ouviram o que foi dito. Eu, porém, vos digo, eu acho que o modelo de ensino de Jesus é muito importante. Jesus ensina como um sábio em Israel. Ele diz: "Olha a natureza, olha as coisas da criação." Então, isso aponta para quem é o nosso Deus. Eu acho que isso é uma coisa importante para ensinar adolescentes. Até eu souber saber o que ele acredita sobre Deus, qual é a visão que ele tem de Deus. Ah, eu não vou conseguir saber se eu preciso desconstruir algo para colocar algo no lugar ou se eu posso construir a partir dali. Às vezes ele tem uma concepção sobre Deus que já é real, mas é limitada e eu quero partir dela. Então, acho que esse é o primeiro elemento. Saiba onde o seu adolescente tá, o que que ele sabe sobre Deus. >> E aí para >> conversar com ele, então não só pregar para ele, mas ouvi-lo, né? entender e que às vezes a gente fala de Deus para as pessoas e acha que as pessoas estão concordando, mas elas sequer estão entendendo de que Deus estamos falando ou ou quem é esse Deus que a gente nomeia da mesma forma, mas não conhece tão bem os atributos, né? >> Nada a ver com adolescentes, mas eu a minha área de de pesquisa e de ensino no seminário tem a ver com línguas bíblicas, gramática, linguagem e tudo mais. E eu sempre faço essa brincadeira com os alunos, né? Eu falei assim: "Ah, já percebeu quando você fala uma palavra ou quando eu eu pego uma lista de palavras, começo a falar palavras aleatórias, eu peço para eles desenharem a primeira coisa que vem na mente deles quando eu cito essas palavras, né?" E aí os desenhos são os mais variados, especialmente porque eu tenho a oportunidade de lecionar num lugar que eu tenho muitos alunos estrangeiros e de várias regiões do Brasil. Então, algumas palavras dão para essas pessoas >> acesso a imagens totalmente diferentes umas das outras. >> Isso é uma coisa importante quando a gente tá falando sobre Deus. Ah, se você vai para uma sala de aula com 10 crianças e fala assim: "Desenhe Deus". O que que elas vão desenhar? >> Ah, as a aquilo que elas colocarem no papel >> vai ser a representação mental que elas têm, mas que tem a ver com a concepção que elas têm de quem é Deus. Talvez a melhor coisa que ela possa entregar para Coríntip para ela desenhe Deus é desenhar o Senhor Jesus Cristo. Como João vai dizer, ele é a imagem do Deus invisível, né? Ele é o Deus que tabernaculou. Ele é, se a gente quer saber como Deus é em forma, nós olhamos para Jesus e identificamos quem ele é. Então, acho que isso é extremamente importante pra gente ensinar sobre Deus para as pessoas, especialmente pro adolescente, qual é a imagem que ele tem de Deus. E aí nada melhor do que mergulhar na escritura com ele e dizer, podemos conhecer Deus sobre o que ele diz de si mesmo. Que que Deus fala sobre si mesmo? Eu sou compassivo, misericordioso, longânimo, tardio em irar-me, né, que perdoa até as 10.000 1000 gerações. O que que Deus diz sobre si mesmo? Vou mostrar pro adolescente. Vamos deixar Deus se conhecer, né? Eu eu faço sala dinâmica às vezes, né? Peço para eles se apresentarem na sala. Ah, me diga três fatos sobre você. Eh, que você acha que alguém precisa saber para conhecer você de verdade. E aí eu falei assim: "Tá bom, agora vamos deixar Deus dizer três fatos sobre ele que ele gostaria que a gente soubesse para saber o que é verdade. Eu mostro uma história, apresento uma frase do que Deus diz sobre mesmo, sobre ele mesmo, e depois apresenta a pessoa de Jesus." estão: "Olha, você tá me vendo, sabe que eu sou gordinho, tenho tenho barba e cabelo escuro." Como é Deus? Eu mostro Jesus para ele no salmo, no em Isaías 53, que ah, não era alguém essencialmente bonito, que tinha lá suas marcas, que nasceu na cidade de Israel. Dou uma visão, uma imagem para preencher a mente dele sobre Deus. O que que Deus diz si mesmo? Ele diz: "Eu sou o alfa e o ômega, o princípio e fim." Ou seja, eu não tive nem começo e eu não acabo. Não cabe numa folha de papel mais. Isso já faz doente gente ter certeza assim: "Ah, então pera aí, Deus é maior do que eu conseguiria colocar no papel". A gente traz uma uma lista, uma linha, né, de ponto a ponta no papel. Eu falei assim: "Então isso aqui é o que a gente consegue pegar de Deus, mas Deus tá muito para lá e Deus vai muito para lá. Não cabe na nossa concepção total, né? Então isso ajuda ele a a materializar a teologia dele, a visão dele de Deus, de um Deus que é infinito, né? Tanto para antes quanto para depois. >> Sim. Muito interessante. E quando a gente fala dessas concepções que as crianças vão ganhando sobre Deus, se a gente pensa no que a maioria das pessoas fala, compartilha com crianças a respeito de Deus, a gente lembra que normalmente as pessoas focam em falar de um Deus de amor. E ótimo, Deus é amor, bênção, mas o problema é que o amor que as pessoas descrevem é um amor que sabe aqui, com todo respeito às vozes, mas é o amor de vó que não corrige nada, é o amor, é o amor que aceita tudo, né? Agora, é por isso que eu acho muito interessante que uma das doutrinas que o o Trip traz aqui no livro é sobre a santidade de Deus no capítulo 3 e nos mostrando a importância disso, né? Por que que a santidade de Deus é uma verdade tão importante para um adolescente que vive uma cultura que normaliza quase tudo? >> Saur, essa essa é uma excelente pergunta. a gente podia gastar um podcast sobre ela, porque a santidade de Deus, talvez, talvez, ah, eu tô aberto a ser corrigido pelos meus colegas professores de Antigo Testamento, talvez seja a principal e a descrição mais central de quem é Deus na Escritura, o santo. Ele é o distinto de todas as outras coisas. Ele é totalmente diferente de mim. Ah, quando ele se ele se descreve assim, né, em Levítico, né, ah, sejam santos, porque eu sou santo, ele tá deixando bem claro, o mal não me toca, o pecado não me mancha, o o pecado não me tenta, né? Não existe em mim nenhuma variação. Eu sou santo. Essa é a minha essência. Esse é quem Deus é. E e é interessante que lá em Primeira João, ah, quando João vai fazer duas afirmações sobre quem é Deus, ele diz: "Deus é amor". No capítulo 4, mas no capítulo um, ele diz Deus é luz. O o que significa Deus ser luz? Ah, luz é é oposto ao que é trevas na literatura de João. Ou seja, tudo que é trevas foi tocado pelo mal. Tem a ver com o que está escondido, com aquilo que é vergonhoso, com aquilo que o pecado manchou. Se Deus é luz, Deus é o oposto a tudo isso. Deus é santidade em pessoa. E aí João vai dizer, né, no capítulo um, que quem afirma que tem comunhão com esse Deus não pode andar nas trevas. Quem afirma que tem comunhão com esse Deus não pode dizer que não tem pecado. Então, pro adolescente que reconhece que o seu Deus é um Deus santo, é um Deus que não toca o pecado, que não convive no meio do pecado, isso primeiro faz ele reconhecer que ele não é quem ele deveria ser para estar na presença de Deus. Todos nós somos Isaías, gente de lábios impuros que não tem condições de estar na presença de Deus. Se Deus é santo e ele diz: "Seja santo" em Levítico. Mas Levítico é um livro da Bíbl que a gente pula, né? Que acho que eu brinco com os adolescentes aqui da igreja que se você se você torcer Levítico, escorre sangue. Tem sacrifício, tem bicho morto para todo lado em Levítico. Mas Levítico é importantíssimo para conhecer Deus. Se Deus tá dizendo: "Levítico, seja santo, qual é o ponto de partida?" "Eu não sou". Ou seja, eu não sou o que Deus é, nem o que Deus quer que eu seja para me relacionar com ele. Isso já aponta para mim a necessidade de um redentor, de um santo que seja santo no meu lugar. Então, a santidade de Deus vai fornecer pro adolescente primeiro essa concepção. Eu preciso sair das trevas. Eu preciso deixar de viver uma vida oculta, de vergonha, de coisas escondidas. Se o meu Deus é luz, eu tenho que habitar na luz onde meu Deus é luz. Se meu Deus é luz, eu tenho que andar na luz. Como Paulo vai dizer em Efésios e João vai dizer várias vezes, eu tenho que andar como ele andou, né? Então, a santidade de Deus é tanto um incentivo moral paraa imitação de Deus, quanto também uma esperança de que se Deus é luz e ele vai dar conta de todas as coisas, um dia não vai existir mais treva alguma. Se Deus é santo, um dia ele vai livrar a gente de tudo aquilo que é mal. E o adolescente precisa ter sua esperança nutrida em relação a isso. Acho que essa é a importância de um Deus santo. Um Deus santo, ele não passa pano pro pecado. Ele vai lidar com ele. Seja por meio da redenção em Jesus, seja por meio da condenação eterna, ele vai lidar com o pecado de alguma maneira. >> Com certeza. A santidade é algo sem sem o qual nós não veremos a Deus, né? Ainda que nós tenhamos a santidade como processo como a santificação pontual que Deus nos dá de regenerar e de nos declarar justo aos seus olhos, mas temos a santificação processual do buscar dizer não ao pecado, buscarmos viver de acordo com a vontade de Deus e capacitados pelo espírito, né? Não é algo que fazemos pelo nosso esforço meramente, mas capacitados pelo espírito. É importante destacarmos isso, destacarmos que sim, Deus é amor, mas ele não diz sim para tudo. Ah, existem muitos nos que na verdade são os melhores que poderíamos receber são nos para coisas que parecem ser prazerosas na hora, mas que no final das contas só nos trariam mal, não é verdade? Então, lembrar disso. >> Deixa eu pontuar duas coisas que você falou, são muito importantes. Essa última frase, eu lembro de uma palestra do pastor Mauro Meister uma vez que ele tava falando sobre lei, a lei de Deus no Antigo Testamento, que ele falava que a lei é graça, >> né? E e ele vai dizer o seguinte, né? Aquilo marcou e me ajuda a ensinar a Bíblia, inclusive, né? Que quando Deus diz não faça, ele tá deixando bem claro o quanto ele nos ama. Porque aquilo que Deus nos proíbe >> é não não é bom para nós. Ou seja, Deus, se Deus é um bom pai que dá coisas boas paraos seus filhos, como Jesus vai dizer, quando Deus diz, "Não faça isso, não viva assim, não ande desse jeito", ele tá dizendo: "Não é porque eu tô te privando que eu sou um Deus que não gosta que você tenha alegrias na vida." Não. É graça de Deus em dizer: "Olha, tudo isso que eu tô proibindo é ruim, vai destruir você. A minha bondade está em dizer para você: "Não vá por aqui, né? A lei de Deus é graça, né? >> Agora, esse último elemento que você apontou, né? Que que que Deus pelo espírito age em nós. >> Eu eu brinco com os meninos aqui na igreja às vezes que a santidade de Deus quando a gente crê em Jesus e o Espírito habita em nós, funciona na nossa vida igual aquelas a aquelas coisas antigas que tinha o escritório de gente chique, que tem as bolinhas que você solta de um lado, bate de um lado, bate outro, fica batendo assim. Eu digo para eles que funciona assim. Deus vem com o seu amor e a sua graça. Ele nos atinge e a gente se move em obediência. Começa com Deus. Deus age com a gente no poder do espírito e a gente se move, mas a gente se move no poder de Deus, né? Ah, com os alunos do terceiro ano, a analogia é de física, mas eu vou poupar vocês dessa. Ah, tem a ver com energia cinética, força vetorial e tudo mais. Eu falei assim, gente, é igualzinho você aprendeu na escola. Tem um professor de física aqui nesse aqui na igreja que trabalha comigo às vezes nos adolescentes, né? E aí eu sempre falo assim: "Professor, explica isso aqui para eles agora, como que funciona energia e tal, ponho um corpo em movimento". Eu falei assim: "Tá aí, gente. Se você aprendeu física, você pode aprender teologia. Vocês sabem química na escola, é óbvio que você pode aprender teologia". Ah, >> nossa, nem me fale, meu irmão. >> Aham. Eu fico indignado com pai e mãe que fica com dó de ensinar teologia pro filho. Você fala assim: "Vou ensinar teologia sistemática". Meu Deus, pastor, mas como eles vão aprender? E os pir estão aprendendo física, química, para fazer o vestibular. E aí, se não consegue, o que é que os pais fazem? Não, então tá bom. Não basta a escola que você passa o dia inteiro lá, eu ainda vou colocar você no reforço para você aprender, porque isso é importante para você, né? Agora teologia, os pais não investem assim. Meu Deus, eu fico, eu fico sem respirar. Ouvi o pai. Você que tá me ouvindo, você que tá ouvindo saor, se seu filho aprende física, ele aprende teologia. >> Se seu filho sabe química, ele consegue conhecer Deus. >> Com certeza. E mesmo a sua, o seu filho que é criança, ele consegue aprender. Cara, catecismo tá aí para ensinar. Até porque uma boa adolescência, ela mais naturalmente vem de uma boa infância, né? Quando a gente cria desde a infância corretamente, é mais fácil que a adolescência já venha mais com as coisas mais alinhadas. Isso não significa que alguém que se converteu agora, que o filho tá na adolescência, não ensinou nos caminhos de Deus desde sempre, ah, meu filho tá perdido. De forma nenhuma. Toda hora temos oportunidade. Mas olha só, ensinar teologia, meu amigo, desde cedo. É isso aí. Agora, se tem uma coisa que adolescente tem passado hoje em dia, é ansiedade, certo? até perguntar para você, tem muita gente aí que fica desesperado com as coisas, ansioso, com chique na perna até, >> né? Até gente adolescente com 12 anos já indo para psicólogo, desesperado já. É ou não é? >> Total, total. Eu acho que eu nunca fiz esse ranking, mas eu tô pensando nos últimos casos de aconselhamento, ah, nos últimos eventos aqui, por aqui e tudo mais, talvez os três principais tópicos, e eu não saberia lhe dizer para você qual é o mais relevante em relação a eles, >> sim, >> sexualidade e relacionamentos amorosos, ansiedade, ah, dificuldade com os pais, seriam, talvez, engano, adolescentes aí 13 a 17, 13 a 18 >> são os principais tópicos que orbitam ah, no meu aconselhamento discipulado, tempo com os pais e com os adolescentes da igreja e fora da igreja. Ah, tem a ver com sexualidade e relacionamentos amorosos, eh ansiedade e a relacionamento com os pais e ansiedade, especialmente em momentos específicos da vida, >> ah, próximo do vestibular, próximo aos aos grandes marcos do desenvolvimento, né? Saída do ensino famental, entrada no ensino médio, festa de 15 anos, >> amigos começando a namorar perto dos 18 anos. >> Ansiedade. >> É, é isso que eu ia falar. E a, e um, os tópicos eles se relacionam um com o outro, né? Porque a ansiedade também vem por causa dos relacionamentos, né? >> Total. >> E aí vem, se tem um negócio que os adolescentes estão cada vez mais, aliás, toda a sociedade, não só adolescentes, mas principalmente eles, é ansiosos. Como a como é importante entendermos a soberania de Deus para lidarmos melhor com as coisas que temos na vida, com as responsabilidades, com o amanhã, descansando no Senhor, ao invés de vivermos ansiosos, inseguros ou pressionados pelo futuro. Qual a importância de soberania de Deus ser ensinada para adolescentes? Saor, uma vez que Deus é soberano, nada foge ao seu cuidado, nem ao seu poder, nem ao seu controle. Ou seja, nada acontece sem que Deus ponha a mão, decida, permita. Po, a gente poderia discutir todas essas categorias, mas que sem que Deus permita, ponha a mão. Ah, lidere, ordene. >> Ou seja, Deus é extremamente ativo em tudo o que acontece. Ou seja, tudo que acontece comigo tem a mão de Deus. E nada do que é ruim ou bom que aconteça comigo aconteceu comigo desconectado de quem é Deus. Então esse é o primeiro elemento. Eu posso me preocupar o que for, batalhar na minha vida da forma como eu quiser para controlar minha vida do jeito que eu quiser. Jesus ainda diz: "Quem por meio da preocupação consegue acrescentar 10 minutos a mais na sua vida?" Ninguém. Só Deus pode. Agora, se Deus é tudo isso, vamos pegar os outros atributos de Deus e jogar isso em conta. Deus é bom. Então, tudo que acontece comigo, sejam coisas que, da minha ponto de vista, sejam ruins ou sejam moralmente ruins, e às vezes coisas ruins acontecem com gente boa, Deus continuou sendo bom e ele vai fazer algo bom em meio a tudo isso, como Paulo promete lá em Romanos 8. Deus continua sendo infinito e eterno. Ou seja, enquanto eu tô preso ao tempo e eu não consigo dar conta do futuro, nem reviver o meu passado, o meu Deus já tá no futuro lidando com aquilo que eu não posso lidar hoje. Então eu eu sempre digo pros meninos na igreja às vezes, né, que eh a ansiedade ela funciona como um profeta escatológico do caos. Ela vem do futuro, de um futuro que não existe ainda para te dizer já deu errado, né? E isso realmente é o que acontece na ansiedade. Eu falo assim, né? O menino tem que fazer vestibular. Aí ele fica ansioso porque ele sabe que o pai dele pagou o cursinho. Ele então ele tem que ir bem no vestibular. Só que ele tá tão preocupado em bem no vestibular que ele começou a se preocupar com o que pode acontecer se ele não for bem no vestibular. Ele imagina uma infinitude de cenários. Eu vou ter que fazer cursinho mais um ano. Meus amigos vão entrar na faculdade, eu vou ficar, meu pai vai me deixar de castigo. E aí ele começa a viver como se ess cenário já tivesse acontecido, com medo de que eles aconteçam. Parece loucura, né? É, exatamente. E o que acontece? Ele vai fazer a prova como? Crendo que já deu errado, com medo de que aconteça. Que que acontece na prova? Dá errado. E por quê? Porque é isso que a ansiedade faz. Parece que veio uma voz do futuro que não é real, um futuro que só existe na cabeça dele, porque o futuro hoje só existe na mente de Deus, não não na nossa realidade. E ele começa a viver como se o futuro já tivesse acontecido. Qual a importância de ter um Deus que habita o futuro? Que se Deus mandou eu cuidar da minha vida hoje, basta cada dia o seu mal. Jesus vai dizer: "É porque ele tá cuidando do futuro. Eu não dou conta de viver duas vidas, mas Jesus dá. Tanto que ele vive entre nós e ele habita na casa do Pai nos preparando morada. Ele habita o hoje e o amanhã. Esse é um Deus eterno. Então, quando eu sei que esse Deus é bom, que esse Deus é poderoso, que esse Deus não perdeu o controle, que esse Deus habita o presente e o futuro e eu confio nesse Deus, eu começo a preocupar com o que tá ao meu alcance e eu começo a descansar no que não tá no meu alcance, no que tá no alcance de Deus. De novo, isso é pura teologia. teologia própria, pensando nos termos técnicos da teologia, quem Deus é tem tudo a ver com o que eu penso sobre o meu futuro e sobre o como eu fico ansioso. >> Com certeza. Eu acho que na verdade assim, eu mesmo, toda vez que eu passo por uma situação difícil, se tem algo que me tranquiliza, é lembrar de passagens como Romanos 8:28. Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus e foram chamados segundo seu propósito. E esse todas as coisas que operam não é ausência de sofrimento, pelo contrário, é um contexto onde as coisas cooperam em meio ao sofrimento ou além dele, enfim, mas todas as coisas cooperam para o meu maior bem. Qual é o meu maior bem? Me fazer mais parecido com Cristo. Me fazer experimentar mais o amor do Pai. Perfeito. >> Então, o confiar nesse Deus soberano que age em todas as coisas, que nada acontece fora do seu controle e que ele faz com que tudo coopere para o nosso bem. Porque uma coisa é dizer assim, Deus faz tudo acontecer do jeito dele >> e o jeito dele nem sempre leva em consideração que é bom para mim. É uma coisa. A outra é dizer que Deus faz tudo acontecer do jeito dele e ele faz com que tudo coopere pro nosso bem. Cara, isso é outra coisa completamente diferente. >> Nada, nada >> se perde, entende? É, >> com certeza. Isso, isso impacta a maneira como nós oramos. [limpando a garganta] >> Se eu creio que Deus sempre me dá coisas boas, porque ele é um bom pai, ou ele vai me dar o que eu tô pedindo, ou ele vai me dar o que eu deveria ter pedido se eu soubesse o que ele sabe. É isso. >> Aham. >> Ele sempre vai fazer algo bom. >> É. ou ele vai fazer algo bom que eu pedi, porque o meu coração tá alinhado com o dele, minhas expectativas estão alinhadas com a dele, a minha vida tá desejosa daquilo que ele promete, quer oferecer na palavra dele. Se eu tenho pedido por coisas que Deus quer dar, Deus vai dar. Agora, às vezes eu peço por coisas que Deus não dá, Deus me dá outra coisa. Eu preciso fazer com o que Paulo diz lá em Filipenses, né? Em tudo, fazer conhecidas as vossas preocupações com oração e súplica, com ação de graças. Ou seja, eu oro falando assim: Deus, é isso que eu quero, mas eu tô de mão estendida. Isso é orar com ação de graças para mim. O que o Senhor quiser colocar aqui para mim é bção. Seja o que eu pedi ou que eu deveria ter pedido, né? Isso ajuda o adolescente, por exemplo, que não ganhou de Natal o presente que ele queria. Aham. Entendeu? Isso é quando ele queria o iPhone 17, não veio, entendeu? Hã, às vezes, mas ele queria passar no vestibular, às vezes não aconteceu. Ele queria aquele namorado e e ele não veio. Ele preferia aquela escola, mas o pai matriculou na outra. Eh, se o meu Deus é um Deus bom, que não perde o controle de nada e ele tem domínio sobre as minhas mãos. Até quando os pais erram, porque pais erram. Eu lembro isso. Adolescentes da igreja, mas pastor, meu pai fez assim: "Eu acredito, eu acredito. Até quando pais erram, Deus permanece soberano e cuidando de todas as coisas". >> Com certeza é isso, meu amigo. Não tem, não tem nada que fuja o controle, tudo coopera se verdadeiramente estamos em Cristo, se verdadeiramente somos desses que que fazem parte do povo do Senhor, né? que é algo que eh a fé, a graça nos dá acesso. E um outro tópico que está muito relacionado nos dias de hoje é sobre a identidade. O adolescente é aquele que tá tentando se descobrir, né? Ele não é mais criança, ele não sabe o que é que ele vai ser depois. Ele tá tentando se descobrir e as identidades giram em torno do que os seus grupinhos ensinam, do que eles consomem de mídia. Mas pouco se fala da identidade a partir do que Deus é ou do que Deus quer que sejamos. Eu acho muito interessante que o Trip vai falar sobre a criação de Deus e como essa criação ela tem a ver com nós entendermos propósito, né? Para que que eu fui criado, qual é o propósito da criação de Deus? E, portanto, quem sou eu? Como que isso acontece? Como que entender mais sobre a criação de Deus nos ajuda nisso? >> Isso faz total diferença pra gente responder três perguntas básicas que eu acho que todo adolescente tá fazendo. Quem sou eu? Porque eu tô aqui? Aonde eu pertenç? Ah, três elementos que o adolescente tá a todo momento em busca. Ele precisa responder uma pergunta. Como eu defino a mim mesmo? E quem tem autoridade para isso? Eu defino a mim mesmo, meus pais defino, meus professores defino, os influencers que eu sigo definir a mim mesmo, os meus amigos defino. Ele tá perguntando quem sou eu? Segundo, uma vez que eu sei quem eu sou, seja lá da onde, eu tomei uma definição para mim, por eu sou o que eu sou, por que isso importa? Existe um telos na vida? Existe um propósito, algo para qual eu fui criado para fazer, para ser? Ou eu tenho que descobrir por mim mesmo? Eu tô perdido até que eu encontre um motivo pelo qual eu quero acordar amanhã de manhã. E terceiro, uma vez que nesse mundo eu não estou sozinho, mas tem um monte de gente, a que grupo eu pertenço, uma vez que todos eles são muito parecidos e muitos diferentes de mim? Três perguntas que o adolescente tá fazendo. Quem sou eu? Para que que eu existo? Aonde eu pertenço. Quando eu olho pros relatos da criação, e aí eu juntaria dois elementos, né? Criação e imagem de Deus. Duas doutrinas importantíssimas. Eu creio que a escritura responde essas três perguntas de forma bem objetivas. Eu sou quem Deus diz que eu sou. Então eu eu sou uma pessoa que tem um corpo. Eu sou um corpo. Esse corpo é uma unidade de corpo ou parte material e e parte a física. Exatamente. Parte material e imaterial. Eu tenho, eu tenho sexualidade. Deus me fez anatomicamente distinto, homem, mulher. Ah, isso também importa. Ah, Deus me fez complementar homem e mulher a para em algum momento contribuírem um com o outro. Ah, que mais? Deus me fez para um propósito. Ele não só me fez assim com um corpo, ah, homem e mulher, mas para unir-me um ao outro. Deus me fez com um propósito, a glória dele, preencher a terra, dominar sobre ela, ah, ser o representante dele no mundo. E aonde eu pertenço? Eu pertenço a este grupo que são o grupo das pessoas que Deus criou paraa glória dele. Primeiro, eu sou parte da humanidade. Agora, quando eu creio em Jesus, eu sou de uma parte muito seleta da humanidade. Eu sou parte do povo de Deus. E quando eu sou parte do povo de Deus, Paulo vai dizer lá em Gálatas que nós somos herdeiros. Nós somos herdeiros porque nós somos irmãos do Rei Jesus, filhos do mesmo pai. Ou seja, eu sou realeza, eu sou parte da nobreza desse mundo. Assim como os estudiosos do Antigo Testamento dizem, né, que nós somos os vice-regentes de Deus no mundo, Deus é o rei, nós somos os seus representantes. Eu sou realeza no mundo, eu sou filho de Deus. Senhor Jesus, o rei, é o meu irmão mais velho. Existe nobreza em ser parte do povo de Deus, nobreza espiritual, mas ao mesmo tempo existe igualdade dentro do próprio povo de Deus. Esse povo a qual eu pertenço não faz mais tanta importância em termos de status, poder e valor. Ser homem, mulher, rico ou pobre, nascer na África ou na Europa. Não. Cristo é tudo em todos. Paulo vai dizer em Colossenses. Então, a doutrina da criação é extremamente importante por causa disso. Ela me diz quem eu sou. Ela me diz porque eu tô aqui e ela me diz a quem eu pertenço. Agora tem mais uma coisa, Sor que é importantíssima. Se eu pego lá minha visão de palavra de Deus, que Deus, aquilo ali é a escritura é a mente de Deus, é o que Deus tem para mim, então eu começo a ver que algumas coisas que a cultura tem fornecido para nós hoje não se sustentam diante desse fato. Gênero não pode ser o que eu sinto. Deus criou uma distinção biológica entre gênero. A a minha percepção do que é homem e mulher não pode ser baseada ou moldada somente pela minha cultura ou pela visão do meu país ou pelas políticas públicas que existem nele. Deus tá acima de tudo isso. Isso faz total diferença. >> Tem que pregar, tem que pregar sobre isso, porque no dia que tem pronome neutro e é ele, ela, elo, Elias, Helena e [risadas] se eh é complicado, viu? Você não ter a noção de criação de Deus. Eh, tudo se vai, né? >> Exatamente. Exatamente. Eh, então o adolescente precisa disso. Deus deu para ele. E, e outra, né, eu acho que tem um elemento também que é importante quando a gente fala sobre criação de Deus. a gente tem cada vez menos uma visão sólida e saudável do que é corpo, do porque nós temos um corpo, do que porque Deus nos deu um corpo. E Paulo vai dizer de novo lá em Primeira Coríntios, capítulo 6, ele nos comprou por preço, portanto, glorifiquem a Deus com o vosso corpo. Ah, nós não pertencemos a nós mesmos. Catecismo de Heidberg vai dizer essa primeira pergunta. Ah, qual é a nossa esperança? Eu não pertenço a mim mesmo, eu pertenço ao meu Senhor. Então, corpo é meu. Eu me expresso por meio de corpo. Não consigo pensar em mim sem pensar na imagem que eu tenho. Mas corpo é para Deus. [limpando a garganta] Então isso ajuda o adolescente a saber que cuidar do corpo é importante. A maneira como ele usa o corpo é importante. O que ele faz com o corpo importa. Seja lá o que Paulo quis dizer com quem peca na área sexual, peca contra o próprio corpo. Ah, corpo importa, né? E e Paulo tá dizendo que importa, né, até em termos de finitude, grande parte dos nossos adolescentes, os que tem os que odeiam esportes e tem os que amam demais, né? Ah, tem, eu vejo os adolescentes tentando puxar ferro, né? Puxar ferro na academia que a estrutura biológica ósse muscular dele ainda não tá pronta para fazer, né? Então, teologia importa para como você vai pra academia, o quando você puxa de peso na academia, porque nós somos seres finitos, só Deus é infinito. Meu corpo tem limites. Então, quando o adolescente fica até 4 horas da manhã mexendo o celular na cama e não dorme paraa um dia seguinte, isso não é um problema de rebeldia, isso é um problema teológico, porque ele tá dizendo que o corpo dele não tem limites, mas Deus criou ele com limites. Esse é um problema teológico. >> É verdade. É verdade. Perfeitamente, meu amigo. E se tem esse aspecto do entender a importância do corpo, do entender que tudo que nós somos, é, tudo que nós somos é pra glória de Deus, há uma coisa que está intimamente relacionada a entender que o corpo que nós temos e o que temos agora não é tudo que havemos de ser, não é tudo que importa, é muito importante, foi feito por Deus e deve ser usado para Deus porque porque dele, por meio dele, para ele, são todas as coisas. Mas nós temos que lembrar também que a ele a glória eternamente, né? >> Sim. >> Então, um outro aspecto que o Paul Trip vai trazer aqui é essa importância da eternidade, do ensinar para os adolescentes a pensar não só neste lado da eternidade, mas na eternidade em si. Por que que a eternidade precisa moldar as escolhas, os desejos, as prioridades? que um adolescente tem hoje. Por que que é relevante explicarmos para o adolescente sobre a eternidade que o Senhor tem guardada para nós? >> Saor, por muito tempo, esse assunto, né, eternidade, fim dos tempos, escatologia, especialmente na minha adolescência, foi objeto de muita curiosidade, mas também de muito medo. Eu fui ensinado a fugir do livro de Apocalipse porque tem dragões lá, [risadas] né? E eh é perigoso lá lá Satanás fala, né? Ele anda no meio do povo e tudo mais. >> Ah mas com passar do tempo, minha visão sobre o que Deus pensa sobre a eternidade, o fim dos tempos foi amadurecendo e eu fui percebendo o quanto uma visão madura e saudável sobre o fim, que na verdade é o novo começo, o que é o fim da primeira fase para o início daquela fase que não tem fim. Ah, como isso impacta primeiro nossa santidade hoje, nossas escolhas hoje, nossa maneira de enxergar a vida hoje, pensando em termos práticos, como que uma visão saudável da eternidade impacta, por exemplo, o consumismo e o materialismo na vida de um adolescente? Quando ele ouve Jesus dizer que ele tem uma escolha entre acumular tesouros no céu e acumular tesouros na terra. E tesouros na terra passam, a traça e a ferrugem destróem, mas tesouros no céu, a traça e a ferrugem não destrói. Então, ah, muito do que se diz pro nosso jovem adolescente hoje é: "Faça uma boa faculdade, arranja um grande emprego. Se você não quiser fazer faculdade nenhuma, ah, seja um investidor online, ganhe dinheiro fazendo, dinheiro jogando bets, depois abra uma hold em algum lugar ou vire jogador gamer, faça fortunas e aí você vai poder comprar o que você quiser. Quando o adolescente acorda de manhã para simplesmente ter dinheiro para comprar o que ele quiser, visão, isso revela que a visão dele de fim é muito, muito, muito pequena. Deus um dia vai transformar e acabar com todas essas coisas e fazer tudo de novo. Ah, então quais são as coisas que realmente vale a pena ser investidas? Aquelas que vão estar do lado de lá. E aquelas que eu acho que aquelas que João viu quando ele viu a nova Jerusalém. O que que João não viu? João não viu mar. João não viu ah portas porque não tem mais mal, não tem mais perigo do lado de fora. João não viu o mar porque o mar representa ali em apocalipse tudo aquilo que é oposto a Deus e é perigoso, né? A besta emerge do mar. João não viu mais choro, dor, doença, morte, tristeza. Mas João vê o povo de Deus. João vê o culto a Deus. João vê a presença de Deus. João vê a santidade do povo de Deus e e da presença de Deus, né? Porque eles têm as suas vestes lavadas. Uma visão madura da eternidade nos faz investir nessas coisas hoje. Então, quando eu tô e e isso é um problema para pais. Você pai que tá me ouvindo, ouça isso. Ah, às vezes você acha que a coisa mais importante que você pode dar pro seu filho é a condição de terminar a vida onde você tá terminando ou ir além da onde você foi, dirigir um carro melhor que o seu, estudar numa escola melhor que a sua, ter um trabalho onde ele vai ganhar mais dinheiro que você. Mas pai, se você não tá preparando o seu filho paraa próxima vida, mas somente para essa, isso é tolice, como Jesus vai dizer, porque hoje vão pedir a alma do seu filho em algum lugar nesse mundo. E talvez ele tenha para entregar o iPhone que você gastou dinheiro de parcelou em 20 vezes para dar. Talvez ele vai chorar desesperado porque ele entregou o iPhone inclusive, mas ele não tá seguro de que existe uma vida melhor e maior do lado de lá, onde tendo iPhone ou não, é muito melhor. Então eu acho que essa é a importância da eternidade. Isso ajuda os adolescentes a sofrerem porque o mal toca a vida deles. O bullying, o abuso, a deficiência, né? Eu, por exemplo, eu tenho um filho deficiente, meu filho é paraplégico, ah, ele usa dispositivos para respirar e tudo mais. Ah, em algum nada garante que essas coisas vão sumir em algum momento nessa vida da vida do meu filho. Mas quando meu filho for deficiente, for adolescente, vai chegar um momento que ele vai se locomover de um jeito que os amigos da escola não vão se locomover. Ele anda de rodinhas, os amigos da escola andam com as pernas. Isso vai gerar tristeza, dor, dúvida. talvez vai trazer vergonha para ele. Se ele tiver uma visão madura do que é eternidade e de que ele vai correr pela eternidade com o Senhor Jesus, 50, 60, 70 anos de cadeira de rodas é muito pouco perto do que ele vai viver pra eternidade. Então isso dá esperança, isso nutre segurança, isso incentiva a ilha a não desistir. Então, a gente precisa dar esperança por meio da uma visão futura e madura do fim pros nossos adolescentes. >> Amém, meu amigo. Amém. Jesus mesmo fala, né, que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma, >> né? Então, é investir naquilo que mais importa. >> Uhum. E o que mais importa é investirmos no Senhor, no relacionamento com ele. Algo que já começamos a colher e desfrutar agora, mas que vamos experimentar de uma maneira surpreendente, muito melhor do que imaginamos no futuro. >> Não no futuro necessariamente do amanhã da ansiedade, mas no futuro que está no controle dele, que nos cabe é viver o hoje, priorizando o reino dele e a sua justiça. É isso que nos caba. do amanhã, ele que cuida. E >> e se essa é a nossa visão, né, de futuro e nosso adolescente precisão dessa visão, eles precisam saber que se ainda não tá tudo bem, é porque ainda não acabou. Quando o fim vier, >> quando >> quando Jesus trouxer o fim, >> aí vai tá tudo bem. Se ainda não tá tudo bem, se você ainda tá triste, se namoros ainda terminam, você fica chateado. Se seu pai ainda erra com você, se você ainda continua caindo nos mesmos pecados, isso te deixa em crise? Se o sofrimento de pessoas por causa de catástrofes naturais ainda mexe com o seu coração, não tá tudo bem. Então ainda não acabou. Ter uma visão do fim >> nos ajuda a saber o meu bom Deus não vai deixar com que a eternidade seja assim. É isso aí, meu amigo. Tá vendo aí? Tudo tem a ver com saber a doutrina e não apenas intelectualmente, >> mas de uma maneira transformadora, real, pessoal. Aí 12 doutrinas essenciais que irão mudar [limpando a garganta] a sua vida. Não falamos de todas. Para quem quiser ver as outras, o livro vai ser bênção. Mas alguma uma pergunta importante que eu queria fazer para terminar aqui, né? Ah, como é que a gente pode criar uma cultura e que os adolescentes tenham intimidade para conversar na igreja, para conversar em casa com os pais e não só escondidos com a inteligência artificial, trazendo as dúvidas que eles têm, porque a gente não quer que o o adolescente ele tenha as dúvidas e tenha medo de falar o que está sentindo por achar que será condenado, mas que ele tenha liberdade para falar e quando certo ser apoiado e quando errado ser corrigido em amor. E tá tudo bem, as coisas continuam. Como que nós podemos ajudar os adolescentes a terem esse espaço, seja na igreja, seja em casa, >> de forma bem prática. Tome a iniciativa. Fale você. Ah, fale sempre. Ah, faça as perguntas. Eh, faça perguntas que você acha que podem ser as perguntas dele. Faça perguntas e veja como ele responde. Peça para ele responder. Falou assim: "Filhô, ah, se por acaso você tivesse com o papai, com a mamãe no shopping hoje, você visse isso acontecendo, o que que você faria?" Deixa ele lidar com isso. Por isso, tem certeza se é Deus queira que não. Mas a gente tá viajando agora de carro, indo lá para passar um férias no resort. Se bater um caminhão no nosso carro, você tem certeza onde a gente vai acordar amanhã? Deixa ele lidar com isso. Ah, filho, por que que Deus fez homens e mulheres de Por que que Deus fez o papai e a mamãe e você não tem dois papais ou duas mamães? Ah, por que que é assim para você e tem gente que não é assim desse jeito? Como que você lidaria com isso? Deixa ele responder, deixa ele trazer o que ele pensa, deixa ele trazer à tona como que ele tá interpretando a vida. E aí você vem e traz sabedoria, corrige e tudo mais. Ah, acho que outro elemento, >> mas com amor, né, cara? >> Óbvio, com amor. >> É, eu eu acho que esse é o ponto, porque é ótimo esse aspecto da pergunta e eu concordo plenamente com você. O problema é que tem pais que tentam fazer isso, mas quando o filho dá uma resposta que não é adequada, chega na voadora na na criança. >> Não. Absurdo. Absurdo. A primeira resposta é sempre o abraço, até quando envolve uma confissão, né? Talvez você fala assim: "Filho, você fez isso?" E ele precisa saber que para ele poder dizer sim, eu fiz, é seguro dizer que sim. Mesmo que ele seja disciplinado, mesmo que ele colha as consequências, ele precisa saber, é seguro dizer sim, eu fiz ou sim, eu disse, ou não, eu não fui onde eu disse que eu iria, eu fui em outro lugar, né? Então é criar esse ambiente de segurança é importante. Eu acho que outro elemento, de novo, é fazer como os sábios da Bíblia fazem. Provérbios capítulo 7, o sábio chama o seu filho e fala assim: "Eu vi janela um jovem que andava e ele chegava até perto da casa de uma mulher. Cara, você busca seu filho na escola todos os dias? Tá cheio de coisas acontecendo do lado da janela de fora do carro. Filho, olha ali o que tá acontecendo ali, ó, naquela rua ali, ó. Que que você acha que Deus pensa a respeito daquilo? Olha esse outdor aqui que a gente acabou de ver. Ah, você acha que Deus se agrada ou se entristece com essa foto? Ah, ou seja, aproveite as oportunidades da vida, né? a vida tá te dando várias delas, né? Eu acho que isso é é muito útil, né? Por último, para não me delongar, cria uma rotina de estudar a Bíblia com seu filho. E aí eu acho que o livro ajuda muito, porque cada capítulo tá dividido em sete tópicos. Ele apresenta um resumo da doutrina, depois ele dá algumas bases bíblicas e sete assuntos relacionados àquela doutrina com um versículo para estudar e uma pergunta para refletir. Então, quem sabe, pai, você pode comprar o livro e durante, sei lá, 12 semanas ler um capítulo por dia com o seu filho, vocês discutirem sobre isso, ou pedir pro seu filho ler um capítulo por dia e no sábado ou todo sábado, todo domingo vocês discutirem o que vocês aprenderam naquela semana sobre aquele assunto, né? Ah, estudar suscita perguntas, né? Então, ah, se empenhe em estudar isso com seu filho e, e levá-lo paraa igreja para estudar isso com as pessoas também, né? >> Muito bom, muito bom, meu amigo. É isso aí, Pedro. Muito obrigado por esse tempo de conversa. foi muito proveitoso. Eh, tenho certeza que o pessoal também foi edificado. E, meu irmão, que Deus continue te abençoando, te usando para ser bção na vida de todas as pessoas à sua volta, inclusive também os adolescentes que você tem cuidado. E vamos marcar outras oportunidades para você estar aqui com a gente conversando privilégio Senor. Obrigado pelo convite, obrigado pelo carinho, muito bom. Um abraço então, meu irmão. E você aí de casa que nos ouviu, que gostou dessa conversa, que quer aprender mais sobre como ser um adolescente ou criar adolescentes no temor do Senhor. Esse livro aqui, Verdades que toda adolescente pode confiar, 12 doutrinas essenciais que irão mudar a sua vida, com certeza vão ser bênção para você. Adquire o livro, leia curtinho, vai valer o investimento naquilo que importa. E se você gosta de conversas assim, se você quer aprender mais teologia por meio de conversas como essa, então se inscreva aí na sua plataforma de podcast preferida, dê uma olhada nas dezenas de episódios que nós já temos gravado. Já passamos do centéso episódio. Então dê uma olhada aí o que é que nós temos gravado para ver o que é que pode ser bção na sua vida. E também fique de olho nos próximos que vem pela frente. É isso aí, até a próxima e valeu. >> [música]