Exposição em DANIEL -Aula 33/36 -Antonio Neto
29/06/2021Exposição em DANIEL -Aula 33/36 -Antonio Neto
Fonte: Escola Charles Spurgeon
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E aí [Música] E aí é uma pessoal vamos agora prosseguir no nosso estudo aqui das 70 semanas do livro de Daniel e nessa aula nós vamos agora para nossa penúltima aula que ainda esse nosso assunto visto que nós temos que ver ainda alguns pontos centrais do texto que nós estamos analisando na próxima aula então nós vamos trabalhar um O Último. Eu vou explicar tudo isso para vocês então trabalhar as implicações teológicas desse texto de Daniel tá certo só passando aqui até as questões em que nós estamos trabalhando Essas são as questões que nós precisamos responder a respeito desse texto das setenta semanas de Daniel primeira que nós respondemos foi a respeito de como utilizar a contagem do tempo como literal ou simbólico E eu então eu expliquei para vocês que o propósito do texto propósito literário digamos assim não é dar você uma cronologia precisa não é dar a você ser um tempo exatamente como as coisas vão acontecer o que então Note que são números fechados aqui 70 semanas dividido em alguns blocos Note que existe um paralelo da divisão com os outros os outros quatro reinos e tudo mais então o propósito aqui é falar de períodos de tempo que podem ser descrito com aquela com aquela Contagem serve de sete semanas e sessenta e duas semanas depois a última semana bom então nem ali ter a lista e nem a simbólico ok também nós respondemos o início das 70 semanas eu defendi aqui para vocês que a ordem para restaurar e edificar Jerusalém Essa ordem aqui é a foi a ordem dada por Ciro e para a retificação de Jerusalém e do templo Essa ordem ela tem desdobramentos o livro de Esdras vai falar que a a outra ordem dada por Dário para que Jerusalem fosse retificada ela é um desdobramento da ordem de Ciro e depois a ordem de artaxerxes dada anemias ela também é um desdobramento da ordem de Ciro a certo também eu trabalhei com vocês a ideia desse ungido o príncipe eu expliquei para vocês que aqui nós temos a figura de Josué o e Zorobabel Oi ok bom então é o principal indício que nós encontramos no antigo testamento na nos textos Paralelos ao livro de Daniel e aos eventos descritos aqui na 70 semana na 70 semanas para essa alguém que surge considerado como ungido como resultado da ordem de Ciro E aí nós vimos alguns textos que mostram aqui certo esses dois ungidos Josué e Zorobabel que foram os responsáveis pela retificação de Jerusalém e do templo e então começa aqui o período referido nas sessenta e duas semanas então uma vez que começa o processo de reedificação de restauração de Jerusalém depois da ordem de Ciro ainda de Zorobabel e Josué a reedificação do tempo E então começa aqui esse período que na Profecia das setenta semanas é referido como as sessenta e duas semanas a marca dessa sessenta e duas semanas é a reedificação de Jerusalém Note que agora ele fala das praças e das circunvala ções ou seja aqui nós temos a reedificação das cidade de Jerusalém não apenas do templo Mas também da própria cidade então nós precisamos é procurar entender no na Teologia do Antigo Testamento se existe indícios se existem textos que apontam para esse período de reedificação de Jerusalém e que nos apontem também que esse período o período de tempos angustiosos e de fato nós encontramos especialmente no livro de Neemias os livros de Esdras é Neemias são livros que descrevem esse período aqui você vai notar que os dois livros começam com decretos um de Dário outro de artaxerxes esses dois decretos são decretos ligados ao decreto de Ciro são desdobramentos do Decreto de Ciro Então existe esse movimento para a reedificação de Jerusalém sendo que no no livro de Esdras que fala a respeito de Josué e Zorobabel o foco é mais no templo na restituição do sistema sacrificial na restituição da Lei no livro de Neemias a preocupação a justamente com e os Muros da Cidade com as Praças com as casas da cidade e não apenas nesses dois livros mas você tem outros livros também dos Profetas pós-exílico luz que trabalham em torno dessa temática da reconstrução de Jerusalém então nós temos claramente aqui esse período que vai desde o quinto século até o segundo século antes de Cristo que marca a reconstrução de Jerusalém em lê mias Capítulo 4 Versículo 12 então nós encontramos aqui e quando os judeus que habitavam na vizinhança deles 10 vezes nos disseram de todos os lugares onde moram subiram contra nós ou seja a reconstru em Jerusalém não foi pacífica foi em tempos angustiosos o livro de Neemias vai mostrar Inclusive a Neemias incentivando os homens a trabalharem armados havia o medo das invasões o próprio texto de Neemias não dos textos Rio pouca gente dá atenção mas que é um texto extremamente importante na Teologia do Antigo Testamento especialmente nesse período pós-exílio é esse texto aqui de Neemias Capítulo 9 Versículo 36 e 37 que diz o seguinte Eis que hoje somos servos na terra que desce a nossos pais para comerem o seu fruto e os seus bens seus bens Eis que somos servos nelas nelas seus abundantes produtos são para os reis que puseste é sobre nós por causa dos nossos pecados e segundo a sua vontade dominam sobre o nosso corpo e sobre o nosso gado estamos em grande angústia Então você perceber o seguinte que Diferentemente do que alguns propõe aí que a ordem para reedificar Jerusalém ela foi dada ali no tempo de Neemias e que então é e quentão depois começou a a reedificação de Jerusalém isso não procede o que nós encontramos no antigo testamento é a ordem para reedificar Jerusalém que foi dada por cílio e como desdobramento dessa ordem nós temos o trabalho de Zorobabel e Josué com uma ordem de Dário e depois a ordem de ar e para quem não é mias liderasse esse processo de reconstrução então o livro de Neemias é o livro que descreve esse Ou pelo menos parte desse período descrito pelas sessenta e duas semanas no período de por volta de 430 anos em que Jerusalém foi reconstruída certo então a Henrique durante esse período de reconstrução eles estavam em grande angústia note aqui e no peito de Daniel é dito que eles redificaram Mas em tempos angustiosos e aqui o próprio Neemias dizendo estamos em grande angústia então quanto tempo durou até durante o culto tem o período desde Zorobabel e Josué até o final aqui dessa reconstrução se nós vamos colocar o final dessa reconstrução como alguns estudiosos sugerem sendo Por volta do ano 170 antes de Cristo nós temos aí por volta de 360 anos Isso mostra então que essa sessenta e duas semanas que tem por volta de 430 anos então nós temos aqui um período relativamente longo então da ordem de Ciro até Zorobabel nós temos um período relativamente curto da dizer o Babel até o final da reconstrução o pleno estabelecimento com Sumo Sacerdote tudo mais Jerusalém nós temos aqui já um período relativamente bom então é essa a ideia que eu estou tentando passar aqui para vocês de não prestarmos atenção necessariamente a precisão do tempo mas a referência que esse cria com essas esses números aqui mais curtos e mais longos certo Outro ponto do nosso texto a ser analisado é essa questão do que acontece e depois das sessenta e duas semanas é dito aqui que será morto ungido e já não estará vamos lá mais uma vez nós temos aqui o termo ungido aparecendo E mais uma vez ele está aqui com o artigo definido só que eu expliquei para vocês Que esse artigo definido já é o tradutor pressupondo uma interpretação porque no texto é e esse artigo definido não está aqui a ideia que será morto ungido certo e nós já Vimos que esse ungido aqui ele é diferente do primeiro ungido mencionado como é que nós sabemos disso por conta do que o próprio texto exige que sejam diferentes eles compartilham do mesmo termo eles Ambos são ungidos mas nós temos dois duas pessoas diferentes por quê Porque esse primeiro ungido ele aparece no final das 7 semanas e esse outro ungido ele é morto no final das sessenta e duas semanas é a única forma desses dois ungidos serem a mesma pessoa é sim as sete semanas e sessenta e duas semanas elas forem Unidas e o texto Então tá dizendo que desde a ordem para restaurar Jerusalém até ungido e depois a dito que esse ungido é morto são 69 semanas no entanto isso naturalmente e imediatamente a gente se pergunta Ok se são 69 semanas Porque que o texto dividiu em sete semanas e sessenta e duas semanas a resposta Clara meus irmãos porque são dois blocos de tempos e são dois blocos de tempos marcados pela presença de um rígido no final de cada um deles e o que é que eles têm em comum se o primeiro é do é um sacerdote que é responsável pela edificação do templo então o segundo ungido ele também tem que ser um sacerdote responsável pela retificação do tempo a por isso que os dois são chamados de ungidos normalmente a nossa tendência é já imaginar que aqui Está se referindo diretamente ao Messias e aqui uma palavra importante de ser de ser Dita é o seguinte que a grande maioria dos intérpretes Evangélicos entendem e também judaicos os judeus nesse messiânicos aqueles judeus que creem O que Jesus é o messias eles entendem que aqui assim uma referência ao Messias e eu vou demonstrar vou tentar demonstrar para vocês certo que esse texto aqui das 70 semanas ela tem sim uma relação com o Messias no entanto essa relação ela é de aplicação e não de interpretação que que eu quero dizer com isso que esse ungido aqui mencionado ele em si não se refere ao Messias Mas que como o texto das 70 semanas tem implicações relacionadas a Jesus porque Jesus faz essas aplicações lá e Mateus Capítulo 24 então só aí é que nós a fazer a ligação sendo assim quem é esse ungido mencionado aqui bem no texto de Daniel Capítulo 11 Versículo 22 fala a respeito de fosse um Dantes e serão arrasadas de diante dele serão quebrantados como também ou príncipe da Aliança você já deve ter notado e na primeira parte o termo ungido ele aparece como sinônimo de príncipe na primeira parte no primeiro ungido quando ele diz lá aqui da ordem para restaurar Jerusalém até ao ungido o príncipe então em Daniel Capítulo 11 nós temos aqui mais uma menção de uma de um avanço do pequeno Chef é o quarto reino sobre o príncipe da Aliança sobre o ungido como tá aqui no texto de Daniel então nosso desafio é portanto entender quem é e avança ali no Capítulo 11 e como nós vamos chegar lá e nós já vimos até aqui do a respeito do quarto Reino é alguém do império grego e esse alguém do império grego que eu já trabalhei com vocês é antigo quarto ou antíoco Epifânio Então esse ungido aqui ele precisa ser alguém que é vítima de antíoco Epifânio alguém que foi morto por antíoco Epifânio e que nessa ocasião agia Como era a Zorobabel agia como sacerdote e não existem informações Existem relatos sobre um evento em que antigo Epifânio mata um sumo sacerdote um somos as por um sacerdote Sim nós temos um relato em livros que muito embora não sejam bíblicos são Apócrifos mais possuem um valor histórico como no livro dos macabeus dizendo que antíoco Epifânio ele matou o sacerdote onias então Sumo Sacerdote onias ele foi morto no ano 171 antes de Cristo e coincidente mente E logicamente não é uma coincidência o domínio de antíoco Epifânio mais de 171 até um ano 164 antes de Cristo precisamente eu te amo e o que é que marca esse início dos 7 anos do avanço de antigo Epifânio sobre os judeus é a morte do Sumo Sacerdote hoje o ônibus Então esse ungido esse príncipe aqui que é morto por antíoco Epifânio eu entendo o que é o sumo sacerdote onias A então isso significa dizer que esse texto aqui não tem nada a ver com Jesus não é bem isso esse texto Tem sim a ver com Jesus mais uma vez lembre-se Jesus utiliza esse texto de Daniel para se referir a sua vida ok não apenas Jesus como também o apóstolo Paulo em segundo pessoal licenses Capítulo dois utiliza esse texto de D e para se referir a eventos a respeito da segunda vinda de Cristo Ok mas e o que não há relação aqui é com a morte de Jesus Esse é o ponto esse ungido e é morto aqui não é a crucificação de Jesus mas sim a morte de um sumo sacerdote e que essa morte do Sumo Sacerdote ela marca o início da última semana o final desse período de paz ou não de paz mas de reedificação angustiosos e inicia a última semana e o que quer dizer aqui que será morto ungido e já não estará A ideia é que ele já não terá mais nada para oficiar para trabalhar como ungido como um príncipe da Aliança ou como sacerdote isso por se arruma vez que antigo com ele mata o sumo sacerdote ele avança sobre o templo e ele muda a prática judaica ele muda o trabalho do templo e inclusive e suco mina com ele colocando uma estátua de Zeus dentro do tempo OK então note Aqui nós temos um referencial textual no Capítulo 11 que se refere a antíoco Epifânio como nós vamos ver e nós temos um referencial histórico que deixa bastante claro que esse texto aqui Está se referindo a o sumo sacerdote onias que significa dizer que nós podemos fechar a questão que eu não posso tá errado não Ok eu posso estar equivocado pode ser com mais estudo mais para frente venha mudar de opinião E no momento é o que eu entendo Para onde as evidências estão melhor levando ok então nós temos aqui a identidade do príncipe que há de vir Quem é esse príncipe que há de vir bem alguns sugerem que esse príncipe aqui é o próprio ungido né E que se refere a Jesus Jesus é esse príncipe que há de vir que vai encerrar os sacrifícios judaicos o que para mim é a interpretação mais absurda possível aqui desse texto claramente esse príncipe que há de vir é quem vai provocar a morte do ungido E então avançar contra o templo Depois de toda a reconstrução ele é quem vai avançar sobre o tempo Oi e aí nós não temos muito aqui o que discutir quem nós temos aqui é alguém do quarto reino veja que ele será alguém que vai fazer tudo em pedaços e mais para frente como a gente vai ver ele é alguém marcado por destruir certo príncipe que adivinha destruir a então o quarto Reino é alguém que faz em pedaços é alguém que profere palavras contra o altíssimo isso daqui é do último animal em Daniel Capítulo 7 ele vai mudar os tempos e as leis como nós vamos ver na próxima aula os santos e isso eram entregues nas mãos depois do capítulo 8 urso de um animal que você tem o pequeno chifre ali ele causará muitas distribuições a ele destruirá os poderosos quer destruir a muitos que vivem despreocupadamente então levantar-se-á contra o príncipe dos Príncipes note aqui mais uma vez o tempo o príncipe e é sinônimo de um giro mas será quebrado sem esforço Então quem é esse que nós temos visto que o livro de Daniel se refere nós temos aqui a figura de antíoco quarto Ok E mais uma vez pessoal na próxima aula nós vamos entrar nesse ponto mais não custa nada lembrar você não é porque esse texto aqui está falando diante o quarto que essa profecia sincera lhe seria um absurdo eu dizer isso para vocês diante do fato de que o Novo Testamento utiliza da profecia de Daniel bom então o nosso desafio aqui a tentar entender como é que essa profecia que se refere ao desde o decreto de Ciro até o avanço de antíoco Epifânio sobre os israelitas e sobre o templo como é que esse período de tempo ainda pode ser usado no Novo Testamento E sobre isso nós vamos trabalhar na próxima aula Tá bom então fique com Deus e até lá