OSVALDO LUIZ RIBEIRO RESPONDE A YAGO MARTINS NO CANAL DO @DanielGontijo
22/10/2024
OSVALDO LUIZ RIBEIRO RESPONDE A YAGO MARTINS NO CANAL DO @DanielGontijo
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Fonte: Bruno Reikdal
Legendas automáticas:
Fala minha gente tudo bem Bora lá para mais um react de um conteúdo totalmente excelente dessa vez Osvaldo Ribeiro respondendo o Iago Martins do canal do Daniel gtio sobre a interpretação do texto bíblico Bora V onde a gente vai parar dois dedos de teologia Você conhece o Iago Martins que tem esse canal por aqui é mandou um super chat aí também ó vamos ver é realmente horrível confiar na interpretação bíblica de quem não domina grego e hebraico mas isso vale também para os críticos da Bíblia certo então ele tá mandando a Pergunta aí se por um lado é horrível confiar em interpretações de talvez pastores Padres que não dominam o idioma original daqueles textos bíblicos não vale também criticar os críticos da Bíblia as pessoas que estão aí entre aspas falando mal ou questionando que que você acha dessa provocação do Iago é eu acho que é isso antes da gente ouvir a resposta do doutor em Teologia Osvaldo Luiz Ribeiro ao Dois Dedo de teologia vamos aqui do Nossa públ do curso de leitura bíblica Comunitária que está aqui na descrição desse vídeo é uma maneira de você poder apoiar o meu trampo tá lá na plataforma além de outros cursos você pode acompanhar is e outros ao mesmo tempo Além disso tem o nosso apoia-se tem a chave do pix que salva vidas e você não esqueça de curtir comentar para engajar ou mesmo divulgar a nosso canalzinho pra gente poder espalhar a palavra por aí agora voltando a rinha de teólogos Bora lá Dr Osvaldo Luiz riro uma provocação sem conteúdo né então tudo bem que eu bati naquela mulher mas você Você cuspiu no chão lá no meu canal todas as vezes que eu termino de fazer uma interpretação de um texto Inclusive tem uma animação para isso que é assim o que eu acabei de falar tira tudo que tá errado o resto tá certo eu quero ver é um teólogo um exegeta e um pastor dizer a mesma coisa eles não podem porque S excelente provocação ção do o ponto que o Osvaldo tá colocando aqui é muito simples ó trabalhando como leitor do texto bíblico crítico que avalia tradução interpretação busca critérios em que a gente pode estabelecer um diálogo em que a gente pode estabelecer parâmetros para crítica e resposta contestação e mesmo recuperação de como se deve interpretar ler ou discutir com determinado texto sobre determinada tradição um pastor um teólogo um padre do ponto de vista specificamente doutrinário dogmático conservador não poderia fazer isso afinal se ele simplesmente assumir essa posição de apologeta em defesa do texto nunca vai conseguir estabelecer critérios e parâmetros para poder debater discutir de maneira coletiva Comunitária di lógica com critérios comuns o texto ele não vai rever ele vai estar sempre certo Afinal o que ele diz como Dogma ou como doutrina é por pressuposto verdade aí interrompe qualquer diálogo subsequente falta muit metodologia falta ciência e é importante são escravos se eu no meu canal disser eu como crítico tenho que ser ouvido pode me internar Mas você nunca vai me ver de uma besteira dessa porque eu não sou pastor o pastor não pode tem que jurar de pé junto a mãe mortinha que o que ele fala é verdade esses espci do exegetas que é tudo pastor disfarçado a mesma coisa eu não eu termino de dizer olha pode tá errado mas não porque você tá dizendo eu digo isso tudo que é aí eu só vou divergido querido Osvaldo Luiz Ribeiro que cara dá para ser Pastor e ser crítico e exegeta ao mesmo tempo isso aí acho que a gente tem uma galera que faz isso aí beleza mas eu entendi o ponto contudo dá para fazer as duas coisas tranquilamente o que eu estou dizendo pode estar errado mas não porque você tá dizendo uma vez eu eu fiz por exemplo a a tradução do Salmo 23 tá errada aí eu fiz publiquei três artigos e fui apresentar no Congresso aí um dos principais exegetas do Brasil tava sentado lá meu mal terminei a apresentação sua tradução tá errada aí eu por porque a minha tá certa nesse isso é argumento eu falei olha só você não devia ter feito isso porque você me deu o direito de falar que a sua tradução tá errada eu vou te dizer que a sua tradução tá errada tá errada por isso tá errada por isso tá errada por isso agora eu acabei de apresentar pro público Deixa que o público decida agora você público não necessariamente né ol o ideal é o lance do apresentei para a idade científica a os pares a galera que vai avaliar obviamente que era no caso o público que tava ali acompanhando eu vou fazer apenas essa distinção porque o público pode ser alguém simplesmente curioso que tá ali acompanhando o rolê e fala ah eu prefiro isso aqui ah eu prefiro aquilo lá quando a gente fala sobre comunidade científica não é necessariamente quem tá ali com diploma Mas quem também vai entrar nessa brincadeira de utilizar métodos compartilhar métodos e critérios para o debate e para a discussão então promover uma cultura científica uma cultura que utiliza metodologia que saiba entrar nesse tipo de conversa de debate é fundamental pra gente poder estabelecer e ampliar esse diálogo no qual a crítica também se volta e se direciona à comunidade e d comunidade aquele que é o interlocutor na prática da leitura bíblica Comunitária que a gente tem tentado fazer que tá lá no curso que eu fiz a pública aí no começo diz respeito a isso a gente tentar trabalhar uma comunidade que vá se apropriando de metodologias e ferramentas que gerem relativa autonomia para poder debater e criticar quem tiver predicando pregando fazendo ali sua apresentação e mesmo no debate da Leitura conjunta Ah não parece isso não parece que é isso aqui tal não sei o que lá mas tem critérios para o debate não simplesmente eu acho que é isso eu acho que é isso eu tô certo eu tô errado a verdade de revelada é tal não a gente poder qualificar esse debate especializar ele que as pessoas tenham cada vez mais autonomia para entrar no jogo participando vem brincar com esse negócio aqui também quero ser capaz de ler esse texto criticá-lo e criticar também os interlocutores a gente fazer um debate cada vez mais saudável coletivo e que promova aí um aprofundamento do nosso conhecimento comunitário e coletivo Então acho massa esse esse passo aí que vai dizer que a minha tá errada então a a provocação é válida porque ninguém tem palavra final Mas acontece que quem padece desse crime é a igreja a teologia que apresenta a interpretação normativamente PR os outros obedecerem a interpretação crítica não você vai lá você desmonta o que tá errado e você apresenta uma interpretação que plausível e diz olha pode estar errado ciência é isso né a ciência tá montada na possibilidade do erro na dúvida eu ache interessante eu não morro não eu acho interessante inclusive esse mecanismo que você mencionou que tá usando de uma auditoria pública esqueci se é esse o termo que auditoria pública onde as pessoas vão conferindo a sua tradução te apontando acha interessante essa abertura né fundamental na verdade é assim que se constrói que se lê que se trabalha o texto por isso que a leitura bíblica Comunitária ou leitura eh Comunitária da Bíblia leitura o que era para ser a própria leitura popular da Bíblia mas que ela também perdeu essa dinâmica era isso compartilhar ferramentas Fazer uma avaliação conjunta o pessoal critica debate discute cara é esse o passo isso tá totalmente correto totalmente certo é o procedimento e como indicou o o Luiz Ribeiro é mais plausível procurar interpretações e traduções cada vez mais mais plausíveis e isso é um elemento fundamental paraa discussão A respeito eh do método científico da epistemologia que é como o pessoal foge da Cruz né como o diabo foge da Cruz e o pessoal aí evangélico cientista pseudo centista faz a mesma coisa galera quer discutir design inteligente não sei o que lá não quer discutir plausibilidade não quer discutir metodologia não quer discutir essas paradas eles só jogam numa negação constante e afirmação apologética de um valor de crença que está pressuposto ou seja ele eliminou o próprio procedimento científico e elimina sua comunidade científica ela só pode ser com aqueles que partilham desta crença e ponto se não assumir o pressuposto não vale o resto E aí não dá cara aí impede a produção de de de de de ciência a partir como diria John dey por exemplo de resolução de situações indeterminadas em que a gente vai procurar elementos plausíveis que são cada vez mais verificáveis ou melhor verificáveis em determinados contextos resolvem os nossos problemas até que novos problemas sejam descobertos percebidos ou que surjam dadas as dinâmicas tanto da evolução da ciência como própria das das próprias condições de vida e tudo mais então cara é isso é muito importante acho que esse papo aí que tá rolando a partir dessa provocação de alguém que tem dois de teologia e o outro que trabalha com teologia a gente poder avançar um pouquinho verdade o o gon o Iago Aí misturou as bolas porque uma coisa é a tradução você apresenta o texto traduzido isso não é interpretação isso é tradução e ele falou de interpretação que não é o tema aqui hoje né mas no caso da tradução eu já resolvi isso a tradução está lá pública o pessoal vai lá e diz o menino hoje falou Professor eu acho que aí nesse essa palavra senhor devia botar inveja eu falei não vou botar porque essa palavra lá em Gênesis 3 o teu desejo é para o teu homem E tu e ele vai te dominar lá você vai botar inveja você tá querendo botar inveja aí porque seu pastor disse que caí Mat tu Abel porque ele era invejoso você pastou é uma besta e você tá seguindo uma besta me diz no texto que Caim tinha inveja a única coisa que tem no texto é que um entregou bicho e outro plantinha Deus gostou do bicho não gostou da plantinha o pastor inventa o coração dele é malando diagno então o menino quer dizer que tá errado porque ele fica escutando Idiot lá na igreja mas eu ainda tive eu não falei isso tudo para ele tô falando aqui lá para ele falei não porque você vai botar inveja lá no texto de Gênesis 3 Então como é que você vai botar aí a palavra é desejo é a mesma é o menino agora ele acompanha a Live e ele tá em posição fetal no cantinho do quarto triste deprimido afinal ele não tinha ouvido a resposta inteira só a resposta eh mais adequada para um bate-papo sem uma exposição completa do conteúdo que tinha sido imaginado para uma resposta educada né para uma contestação educada ao problema da inveja e do Desejo de todo jeito eu acho legal esse tipo de debate pra gente fala sobre as traduções sobre como utilizar os termos porque altera muito ou quebra muito dos dogmas que são sustentados em tipos de leitura e de interpretação que são muito específicos só que isso tem muito a ver com quem tá já no jogo Quem quer brincar com isso em geral as pessoas não tem as ferramentas e os instrumentos para poder fazer isso por isso que a gente tem que compartilhar não só conteúdos prontos senão as ferramentas os instrumentos pra galera poder ter a relativa autonomia para trabalhar e para colocar no jogo fazer então vamos usar esse termo aí da auditoria pública pros demais também poderem debater E aí a gente cresce a quantidade de vozes em torno da leitura do texto bíblico de todo modo aí eu tenho um pequena contestação respeito que é a continuidade do texto não o uso do termo mas sim a revelação do conteúdo do desejo que seria de Caim que tá um pouquinho mais paraa frente no texto e aí quando você lê literariamente a articulação de uma parada com a outra você consegue precisar de qual desejo estava se falando mas isso é um outro papo e a gente tem que seguir aí para o tema específico do conteúdo do vídeo Bora lá o desejo tá já a porta e pronto mas as pessoas podem fazer crítica e já fizeram lá e eu corrigi tava errado mesmo né mas se houver uma crítica então que você avalie Poxa isso aqui é razoável realmente escorreguei ali tá tudo bem você voltar atrás e reconhecer né Tudo bem na verdade eu fico implorando porque se a pessoa indica que tá errado evita que 1 lá na frente Descubra o que tá errado ah Penso ter sido asin a dizer a pessoa que pode lhe proporcionar o menor benefício é que te mostra que você tá errado é pensamento de um cientista a gente tem que ter essa abertura mesmo né osal a as críticas pra gente rever nossas ideias mais vergonhoso é permanecer no erro acho que eu já vi uma frase assim não sei se é do thaon Ah não O Boxeador mas o divulgador científico n de Grace é porque ta falar que ele falar vou dizer que é verdade não é verdade sim tá doido é tem que ter bom senso tem que saber qual jogo a gente tá jogando que se a crítica for crítica com as mãos e os punhos o Tyson tá completamente correto antes de qualquer coisa porque eu já sei avaliando a situação indeterminada de um enfrentamento entre eu e o Tais que eu vou tomar um pau então é melhor a gente tomar esse cuidado aí vamos ter o bom senso de saber com qual Tyson a gente tá conversando no caso é aquele mano lá que é o Segue o trampo do do Carl Sagan né Muito massa Então bora lá el lá no no canal no moral escrevi esses dias assim ame os fatos não a verdade porque a verdade é uma relação discursiva entre a sua compreensão e o fato então eu não amo a verdade eu amo a realidade eu quero saber o que a realidade é quando eu construo uma compreensão essa compreensão não é a realidade é a minha compreensão da realidade a realidade nunca tá errada a nossa compreensão pode tá então quando alguém te ajuda a enxergar melhor ela tá te ajudando mas o problema é que as pessoas acham que só porque elas estão dizendo que tá errado o que você tá dizendo tá errado aí é infantilidade o aí é falta de trabalho procedimental científico a gente tomar um cuidado aí e isso me abriu uma brecha para negócio deixa eu ver se D aqui para fazer já que a gente entrou no papo epistemológico que como diria Juan jossé Bautista Segal seria o que pensamos enquanto pensamos Quando pensamos Enquanto estamos pensando ali o modo de saber de ter ciência a respeito da realidade das coisas eu gostaria de ler com vocês um trechinho relativamente curto desse livreto que tá lá no na plataforma do icl Instituto conhecimento liberta que eu escrevi esse livreto aqui que é de apoio tá que é teoria do fetichismo movimento crítico de Marx escreve junto com a Suzi pisa e lá a gente tem um trechinho que a gente fala sobre epistemologia dentro do pensamento de Marx que é esse aqui Hegel e o e a e o mundo de cabeça para baixo e eu vou ler com vocês de maneira cuidadosa Mas não tão atenta assim nos mínimos detalhes que eu acho que vai ser bastante interessante pra gente sacar isso que o Osvaldo acabou de falar ele falou assim ó o que me interessa não é só a verdade é a realidade e é a verdade seria essa construção que você tem em relação à realidade que tá posta e que você consegue apresentar um conteúdo que é verdadeiro para a comunidade para o grupo que lê e compreende o que você tá fazendo e fala pô é isso aí não é diretamente uma correspondência com o real ou seja a realidade ali e diretamente vem pra minha cabeça é só um reflexo um espelho em relação ao mundo em relação à natureza não é o espelho da natureza como diria Richard H Mas tampouco é uma criação não só da minha cabeça e dane-se há uma continuidade entre o tipo de trabalho do humano do ser humaninho nós que somos viventes com o mundo no qual nós estamos inseridos e o nosso modo de realidade o nosso modo de estar no mundo eh está Depende de determinados recursos que nós desenvolvemos dentro do processo adaptativo de evolução de espécie que nos permite criar verdade criar um conteúdo verdadeiro na a medida que ele é capaz de atuar e mover a realidade de transformá-la de incidir sobre ela tá então vamos lá eu acho que isso é massa É é um debate um papo muito bacana e que eu acho que vocês vão gostar apesar do título tá do Hegel e o mundo de cabeça para baixo a gente não vai falar de Hegel exatamente por e ela e ficar aqui 7 horas falando só vou ler o textinho E focar direto num determinado elemento que tem na teoria de Marx Bora lá que então vai ser uma discussão epistemológica a partir de Marx aproveitando esse ensejo de Osvaldo Luiz riro Iago Martins Daniel gonti e Marx do nada eh beleza isso aqui tá ficando bom apesar do título de nosso primeiro capítulo não trataremos propriamente de reg e sua filosofia nem de seu famoso método dialético isso não seria possível em poucos parágrafos e tampouco compõe o escopo de nossa discussão obviamente porque o texto é para falar da teoria do fetichismo de Marx o que nos interessa é a posição que Marx toma em relação a Hegel e como a apresenta para nós será essa a nossa porta de entrada para outra brincadeira para Outras Drogas não para alguns pressupostos importantes em nosso percurso com Marx a segunda edição de o capital publicado em vida o livro Um porque Marx não publicou os três livros do Capital Ele publicou o primeiro foi esse que Ele publicou em vida e fez duas edições sendo que a segunda edição tem um acréscimo considerável tá em relação ao primeiro que é o capítulo sobre o feticismo da mercadoria Então não é pouca coisa Marx adiciona um pós fácil em que apresenta certo estado da ar da economia política burguesa de seu tempo assim como Breves respostas às reações feitas à sua obra e momentos de autoavaliação São essas últimas reflexões que nos interessam nesse momento nelas Marx comenta sobre seu método dialético de investigação e em uma defesa com ressalvas as contribuições de Hegel para seu pensamento afirma que no capítulo sobre a teoria do valor cheguei até a coquetear aqui e ali com os seus modos peculiares de expressão de uma reggeli anada esse primeiro dado já é notoriamente importante já que Marx referencia o capítulo sobre o valor que culmina no tema do fetichismo da mercadoria como um âmbito peculiar para discussão com a dialética hegeliana Essa é a minha interpretação tá eu sigo o Juan jossé Bautista cales que faz esse tipo de avaliação também nesse trecho contudo Marx adverte ter criticado essa dialética em seu caráter mistificador mas em que aspecto esse método ou seja dialética de Hegel pode ser mistificador para Marx hein então nós estamos apresentando não que Hegel escreveu mas o que Marx interpreta de heg e a nossa interpretação do que Marx interpreta de heg obviamente Marx comenta que a mistificação que a dialética sofre nas mãos de Hegel não impede em absoluto que ele tenha sido o primeiro a expor de modo amplo e consciente suas formas Gerais de movimento Ou seja é um método mistificador mas o método bom é o caráter mistificador na mão do reglo não é um problema da dialética mas um problema do que foi feito por reglo então ele vai utilizar a dialética desse modo não se trata de uma mistificação da estrutura Geral do procedimento de um método dialético o problema se encontra de outro modo e Marx explica os pré-requisitos para realizar a metodologia ou a dialética que ele utiliza Ou seja que do ponto de vista de Marx não é mistificador é científico Então como Marx faz isso aí vamos citá-lo Sem dúvida deve-se distinguir o modo de Exposição segundo sua forma do modo de investigação ou de pesquisa a investigação Tem de se apropriar da matéria stof em seus detalhes analisar suas diferentes formas de desenvolvimento e rastrear seu nexo interno Somente depois de Consumado tal trabalho é que se po é que se pode expor adequadamente o movimento Real em si se isso é realizado com sucesso e se a vida da matéria é agora refletida idealmente O Observador pode ter a impressão de se encontrar diante de uma construção a priori cara esse trecho é muito massa e a gente vai vai destrinchar ele agora destaquemos alguns pontos centrais um há dois movimentos o de pesquisa e investigação e o de apresentação ou exposição desses conteúdos então primeiro é a pesquisa como eu vou investigar desenvolver a análise da realidade outra como eu vou expor ela esses dois passos são muito importantes por quê ponto dois aqui é necessário encontrar os nexos internos do conteúdo analisado E aí encontrados e sistematizados esses nexos internos expõe-se de modo adequado o movimento real pesquiso investigo e tenho ali esses elementos nesse processo de investigação vou procurar os nexos internos que estão ali nesta realidade vou avaliar ela cuidadosamente quando eu tô avaliando e fazendo esse processo eu consigo construir um conteúdo esse conteúdo ele não vai ser apresentado do modo como eu pesquisei eu apresento ele de modo a refletir ou de apresentar de expor de maneira relativamente adequada o processo a do movimento eh do movimento real como esses nexos estão organizados porque no processo de investigação eles não aparecem de maneira ordenada você vai construindo essa sistematização quando você sistematiza na hora de apresentar se apresenta de outra maneira que da qual você investigou completamente distinta tudo bem quando você faz isso a o que acontece quem lê acha que tá vendo a realidade que ali já tem uma construção a priori tem a impressão de que eu vi o Real mas você não você viu um o resultado de um processo de pesquisa e de ordenamento dessa pesquisa para que ao expor fosse adequado em relação ao movimento da realidade por isso que é importante estudar mar vê esses processos e como isso tem a ver inclusive com a discussão que tava ali de pensamento científico epistemológico no próprio discussão do do do luí Ribeiro respondendo ao 2D de teologia Bora lá a apresentação desse movimento se bem feita aparece para quem observa depois de todo o processo como algo que já estava ali construída e requerendo apenas um equivalente ideal do movimento real parece que é uma correspondência imediata só faltava achar o elemento correto e não é isso tem um Esso um procedimento que corresponde a esse processo e outro procedimento do movimento real que a bem da verdade se converte em ponto de partida para acessar a realidade invertendo o processo o produto ideal da capacidade cognitiva aparece como a base para acessar o movimento real ou seja agora quem leu e viu esse bagulho vai interpretar a realidade a partir desse ponto de partida que é esse conteúdo produzido então eu não tô partindo da realidade tô partindo agora desse negócio e tem que saber distinguir esses dois espaços e esses dois movimentos essas coisas então agora vou partir e parece que o resultado do processo da cognição humana é na verdade o própria realidade e aí o ponto de partida é esse resultado do processo da cognição humana e a gente imagina que é só o real e aí vem esse lance do reflexo contínuo e perde a noção de movimento perde a noção do trabalho de investigação e de apresentação adequada tudo bem esse é um risco que se corre nessa inversão o caráter mistificador começa a ficar mais claro Marx comenta que aí citando aí Marx para Hegel o processo do pensamento é o demiurgo do processo efetivo o qual constitui apenas a manifestação externa do primeiro para mim ao contrário o ideal não é mais do que o material transposto e traduzido na cabeça então a a preferência não tá no ponto de partida da ideia do conteúdo da tradição do dogma mesmo do resultado científico tá na realidade que talvez exija que você refaça o processo do conhecimento você refaça o que tá ali tido como ponto de partida que é o resultado do processo de investigação científica a realidade determina e não só o pensamento então tem esse lance esse trânsito constante necessário só que se você acha que o pensamento tá fazend o negócio você mistificar o processo e Marx Então tá dizendo viu minha gente Esse é o problema de mistificar quando você acha que o pensamento é o ponto de partida e não é realidade porque o pensamento é parte ou fenômeno dentro de uma realidade que é muito maior que ele e não que a realidade seja fenômeno do processo cognitivo é isso que Marx tá chamando atenção então o problema de reggel é inverter esse esse passo a matéria investigada em seus nexos internos portanto é em Marx o conteúdo e a referência de ponto de partida para a produção teórica e de retorno para sua verificação sujeita a constante transformação Pois é resultado de determinadas condições materiais históricas que são dinâmicas e transitórias como comenta Henrique dusel num livrinho muito bom chamado e a produção teórica de Marx para Marx era muito importante distinguir claramente entre o real e o pensado já que o Fantasma hegeliano Estava sempre no horizonte dusel ainda comenta que em sua produção teórica é tomado o cuidado de deixar explícitos os parâmetros para o para no uso da dialética não incorrer na ilusão Eliana que é conduzida à confusão de se imaginar o Real como resultado do pensar para explicitar Então como Marx compreende esse processo tsel nos explica um esquema didático e com Fundação função pedagógica que distingue entre a realidade concreta e existente da realidade conhecida o movimento dialético de Ascenso ou de subida da investigação da pesquisa a partir da realidade concreta que tem como pressuposto a realidade conhecida pelo sujeito ou seja para você chegar na realidade concreta você parte já de uma realidade conhecida Essa realidade conhecida é fruto inclusive de outras teorias de outras pesquisas de outros conteúdos que são próprios da realidade do modo de realidade humano então que já tá aqui que você aprendeu Esse é o ponto de partida mas aí você agora quer entender a realidade e criticar inclusive isso que tá caótico na sua cabeça cria aí um primeiro momento uma representação caótica da realidade que será depurada na busca pelos internos até constituir uma totalidade concreta na sua cabeça diga-se de passagem constituída na cabeça como uma tradução do movimento real mas essa totalidade ela é concreta mas aqui de pensamento refazimento do pensamento vamos dizer assim essa totalidade é geral e abstrata mas possibilita a derivação de categorias explicativas que auxiliam na compreensão da totalidade histórica que no desenho ou no retorno à matéria que era o ponto de partida passa a constituir também a realidade conhecida que agora é ponto de partida para continuidade de Investigações seguintes ou seja essa revisão do que se tem de conhecido pelo sujeito estabelece uma realidade mais caótica na cabeça uma totalidade concreta mas que possibilita categorias para reinterpretar a realidade vigente e encontrar então de maneiras de verificar cada vez mais plausíveis que auxiliam na nossa incidência sobre a realidade e maior capacidade de de decidir de ingerir de transformar o mundo que tá diante de nós porque o nosso objetivo não é ajeitar a cabeça é ajeitar o mundo no qual a cabeça tá inserido Então esse lance é muito importante esse esquema é de extrema ajuda para compreendermos como no pensamento marxista não se confunde o Real com o conteúdo produzido traduzido transposto para a cabeça do investigador que sempre tem como referência a totalidade real na qual está incluído mas da qual não é conhecedor pleno mas a mas sempre histórico materialmente limitado nós não temos plena conhecimento da realidade da totalidade Isso é óbvio em Marx mas muito Óbvio é Bora lá a referência portanto não é a teoria mas a realidade a partir da qual qualquer sistema teórico surge para a qual deve retornar se o pensamento toma a si mesmo como referência e ponto de partida do processo efetivo a realidade que se apresenta aparece como tal e fixada sobre o Marcos de uma teoria vigente tem a constante dinâmica de verificação e apreensão do movimento real material e hisco por ISO Marx afirma que abre aspas meod Não dood regel exatamente se opost bem nesss para Marx a dialética de está de cabeça para baixo é preciso desla Aim de descobrir o CNE racional dentro do invólucro místico ou seja Marx também não tá abandonando o reggel ele falou cara aqui tá tá excelente só que a gente tem que tirar essa capa Mística que tá aí e entender o CNE racional do processo e é o que o Marx diz que tá tentando fazer esse tipo de modo de operar racionalidade mistifica ao tomar um determinado conteúdo teórico como ponto de partida sem o cuidado de realizar a apreensão do movimento real a partir da totalidade concreta existente material sobre uma análise histórica e que busca aprender o processo histórico em desenvolvimento e seus nexos internos com isso mesmo que performe o movimento formalmente ou genericamente dialético acabará por mistificar o movimento real e para Marx resulta na função de abre aspas glorificar o existente dogmatismo doutrina reforçar a própria existência E aí a gente vai ter um problema que é a glorificação da existência como uma questão ideológica e a gente vai ter uma discussão sobre Ciência e ideologia Na continuidade do texto mas eu não vou seguir de todo modo acho que foi muito bacana esse papo agradeço aí a Luiz Ribeiro a Daniel Gontijo a Marx e também ao dois dedos de teologia por ter tirado a mão do bolso e colocado esse super chat que possibilitou a chegada até aqui desse grande movimento de discussão sobre o real e também sobre texto bíblico se você gosta do tipo de desenvolvimento teórico que a gente tem aqui no nosso canalzinho Não esquece de curtir de divulgar de comentar para engajar e também de olhar a descrição desse vídeo para ver como você pode apoiar o meu trampo pra gente seguir na nossa correria beleza trazendo a Boa Nova todo dia útil até a Vitória final tamo junto minha gente valeu