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A Profecia de Jesus: Justiça e Esperança

A Profecia de Jesus: Justiça e Esperança

A Profecia de Jesus: Justiça e Esperança

Neste vídeo, exploramos a profunda mensagem de Jesus sobre justiça e esperança, conforme revelada em sua famosa pregação no monte. Ele fala sobre os pobres, os que choram, e os mansos, trazendo à luz a necessidade de um Reino de Deus que promova libertação e restituição. Ao abordar as injustiças da época, Jesus reafirma que aqueles que buscam justiça e misericórdia são verdadeiramente felizes.

Junte-se a nós para descobrir como a mensagem de Jesus ecoa até hoje e inspira ações de mudança na sociedade. Se você gostou do conteúdo, curta e compartilhe com amigos! 🌟

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Legendas automáticas:

Jesus subiu ao monte para falar com seus
discípulos e eles entenderam porque tão
logo ele se assentasse, como era costume
dos mestres em Israel quando ensinavam,
eles se aproximaram dele. Sabiam que
Jesus não falava a multidão do alto do
monte, mas da base da praia. e,
portanto, se aproximaram dele para ouvir
o que tinha a dizer
exclusivamente aos discípulos. Jesus,
olhando para a multidão de filhos de
Abraão, ali reunida, que aguardava pelo
Messias com grande expectativa, começou
falar do quadro que aquela multidão
sugeria.
Primeiro citou os pobres, os
despossuídos, e havia muitos ali, porque
era uma época de opressão, e os romanos
possuíam tudo e a todos que quisessem, e
os líderes de Israel apoiavam a
opressão. Então, os pobres eram
explorados de todas as formas, os
artesãos dos quais fazia parte e os
pescadores eram estorquidos por impostos
desmedidos. Porque Herodes, na tentativa
de angarear o favor de Tibério César,
com o intuito de ser por este declarado
único governante de Israel, tratava de
alimentar os cofres romanos. E eram
também pobres de espírito, porque os
líderes que usurparam a fé judaica
sonegavam-lhes a palavra da libertação,
sugerindo-lhes na prática a
subserviência à prática religiosa
romana, que eles reconhecia o direito ao
poder e poder
absoluto. Disse então Jesus que os
pobres eram felizes porque deles era o
reino de Deus, ou seja, que o governo de
Deus seria exercido em favor deles. O
governo de Deus, com a sua justiça,
imporia uma nova lógica naquele estado
de coisas, uma lógica de libertação e de
restituição. Por isso, eles eram
felizes. Jesus estava deixando claro que
o reino de Deus, o governo de Deus já
estava na terra e faria justiça aos
explorados.
[Música]
Continuou Jesus agora falando dos que
choram, dizendo que eles eram felizes
porque seriam consolados e havia muito
pranto, porque a opressão era
insuportável. Basta pensar que os jovens
eram arrancados de suas casas e forçados
a alistar-se como soldados no exército
de Roma. Portanto, os motivos de choro
eram inúmeros. As mulheres eram violadas
e tratadas como lixo. Eram tempos de
muito clamor. Mas Jesus disse que a
felicidade era chegada a eles, porque
seriam consolados. Seus filhos não
seriam mais forçados a nada que não o
quisessem nas normas do direito e as
mulheres seriam respeitadas e honradas.
Jesus então passou a falar sobre os
mansos, isto é, aqueles que foram na
prática destituídos de seus direitos, em
outras palavras, aqueles cujos direitos
não foram respeitados. Jesus mencionava
especificamente o direito à terra que
vinha sendo solapado desde o momento em
que a elite de Israel decidiu que não
cumpriria a lei do jubileu, isto é, que
não libertaria os escravos, não
perdoaria as dívidas e não faria a
reforma agrária ordenada na lei do
jubileu, que a cada 50 anos renovava a a
sociedade pela prática do perdão, da
libertação e da reforma agr
agrária. Jesus, contudo, disse que eles
eram felizes, pois com a chegada do
governo de Deus seriam libertos da
escravidão, suas dívidas seriam
perdoadas e a terra lhe seria devolvida,
haveria a retomada da lógica da
exigibilidade do direito explícita na
lei do
jubileu. Num ambiente como aquele,
sobravam pessoas com fome e sede de
justiça, porque tudo o que não havia era
justiça. Todos os direitos tinham sido
solapados. A lei de Moisés não valia
mais. Os próprios líderes de Israel já
não se pautavam pela sua lei, a não ser
quando queriam condenar os que lhe eram
eram da que l eram contrários. Os
fariseus, na qualidade de pretensos
mestres, constrangiam os fiéis a lhe
sustentarem
subservientemente. Os saduceus, a classe
dos sacerdotes, transformaram o acesso
ao templo
num
lucrativo
[Música]
negócio. E haja caixas à vista. o uso do
átrio dos gentios para a prática de
negócios de câmbio e venda de animais e
de utensílios para o culto sob o
auspício da família sacerdotal comandada
por Anás. O grito por justiça era
incessante, mas Jesus disse que estes
eram felizes porque o seu clamor fora
ouvido e seriam fartos em sua sede e
fome por
justiça. E havia os misericordiosos,
aqueles que em meio à penúria e à fome
se lembravam de ser solidários, de
partilhar, de repartir, de socorrer ao
mais necessitados de dividir o pouco na
convicção de que todos tinham direito ao
mínimo que fosse. Jesus diz que eles
eram felizes porque Deus os trataria com
a mesma misericórdia, se lembraria deles
na sua penúria, na sua angústia, mas
principalmente na sua solidariedade. O
governo de Deus trataria com justiça e
honra aqueles que no estado de injustiça
não permitiram que a escassez os fizesse
egoístas e insensíveis a ponto de não se
virem como o próximo do mais carente.
Nessa categoria estavam contemplados os
que, tendo sido por decorrência
histórica parte da elite,
romperam com a mesma, tomando o partido
da justiça do pobre e do necessitado. a
nova ordem, os seus dons seriam
bem-vindos, ainda que o status viesse a
ser naturalmente alterado, pois a nova
ordem primaria por fraternidade e
comunitariedade numa
hierarquia
horizontal, como viveu a igreja em Atos
dos Apóstolos.
Seriam felizes também os que oraram
pedindo por um milagre na história, os
que sempre souberam que Deus havia feito
uma opção pelos pobres, pelos
necessitados, porque assim primava a sua
lei desde sempre. Aqueles que nunca
entenderam que a opressão e a injustiça
fossem resultado da vontade de Deus.
Aqueles que sempre souberam que Deus não
promove o mal e pelo mal não é tentado e
que a maldade é fruto da desobediência a
Deus, nunca uma concessão divina,
mantendo assim o coração limpo.
Estes veriam as suas orações ouvidas na
história, embora a sua esperança
estivesse também para além da história,
alcançando o transcendente, o que também
seria
satisfeito. A chegada do governo de Deus
com sua justiça significava também a
consecução da felicidade desejada pelos
que pautaram a sua conduta pela busca do
shalom, a paz que sintetiza a vontade de
Deus e que implica necessariamente na
satisfação com qualidade das
necessidades básicas de todo ser humano,
incluindo a espiritualidade, e que
suscita a consciência do direito, pois o
shalom de Deus se cumpre necessário. e
exclusivamente na coletividade, não há
shalom onde haja qualquer tipo de
exclusão. Agora Jesus se lembra dos
lutadores, os que em nome da justiça se
rebelaram, se opuseram às custas da
própria vida. É nessa categoria que
Jesus coloca os seus próprios discípulos
e os profetas que os antecederam. são
lutadores pela justiça e como tal
perseguidos, caluniados e injuriados.
Mas a exemplo dos profetas tem grande
reconhecimento nos céus, isto é, são
vistos e honrados como os agentes de
Deus na história. Por isso, a eles o
júbilo. Pois assim como os profetas na
sua luta e militância tornaram possível
a vinda do governo de Deus com sua
justiça, pela vinda do Messias, os
lutadores pela justiça veriam o efeito
da presença do governo de Deus na
história conhecida e na que virá no novo
céu e na nova terra.
A essa altura, os discípulos deviam
estar a perguntar do que Jesus estava
falando e onde eles entravam nisso.
Jesus, de fato, falava de uma profecia,
de um desejo, de seu papel e de seu amor
como Messias.
Entretanto, ele não estaria
presencialmente na vanguarda desta
mudança, porque ele veio para consumar o
sacrifício. Logo, ele olhava para uma
multidão que queria saciar, mas que não
conseguiria naquele momento, porque a
sua missão primeira era vencer a morte.
Os discípulos cumpririam o desejo de seu
amor e imprimiriam na história a sua
profecia. Seria através deles que as
bem-aventuranças ganhariam espaço e
lugar na realidade humana, antes mesmo
do novo céu e da nova terra.
Os discípulos seriam os protagonistas
naturais da profecia e do desejo do
Cristo por causa de seu caráter, de seu
modo de vida e de sua atuação na
história. Ao falar sobre isto, o Cristo
anunciava a transformação que sua
vitória sobre a morte propiciaria a
todos os seus discípulos. Um novo
caráter e um novo poder e forma de atuar
na sociedade humana. O caráter referido
na figura do sal que não pode perder o
sabor. seria incorruptível. Por isso,
toda a agressão aos discípulos teria de
partir da mentira e da calúnia. O novo
poder e forma de atuar na história,
referida na revelação de serem luz do
mundo, cuja luminosidade seria
demonstrada pelas boas obras, seria o
poder e a influência que exerceriam na
humanidade, a ponto de trazer à
realidade o padrão de justiça, que é o
que Jesus chama de felicidade descrito
nas bemaventuranças.
Portanto, as boas obras possibilitadas
pelo novo poder que levariam as pessoas
a glorificarem o Pai Nosso, seriam as
que propiciariam a mudança na sociedade
humana em direção à justiça do governo
de Deus, descrita na razão do porquê
gente tão espoliada era considerada como
bem-aventurada pelo Cristo. Cristo
anunciava, portanto, que a sua vitória
traria uma vida nova aos seus
discípulos. Eles se tornariam
iluminadores a partir da luz que
receberiam em si. Cristo faria de seus
discípulos seres
luminosos, cuja
iluminação produziria justiça, uma nova
realidade onde todos desfrutam
igualitariamente de tudo que Deus é e de
tudo o que Deus doa. Isso se daria a
partir da posição que ocupassem na
sociedade. Isto é, cada discípulo de
Cristo se veria como um agente de
mudança, onde quer que viesse a estar,
para que a justiça vingasse em todos os
sentidos, em todos os lugares e
relacionamentos.
Esta colocação do Cristo declara que a
atividade dos seus discípulos, além de
contemplar a proclamação por meio da
pregação, contempla a ação
intencionalmente política de formação e
de transformação da sociedade. Embora a
atividade dos discípulos não tivesse
como finalidade a implantação definitiva
do governo de Deus na Terra, mas sim a
demonstração de que este governo já
estava presente, ainda que não de forma
plena, o que só se dará no novo céu e
nova terra, seria uma atividade
iluminadora, intensa, o suficiente para
gerar, ainda que sem a plenitude do novo
céu, a justiça exposta nas
bem-aventuranças.
Estava claro então o que caracterizaria
a ação dos discípulos na história. As
suas boas obras, fruto também do
espírito do Cristo, produziriam
libertação ao despossuído, consolo aos
que choram, devolução da liberdade aos
escravos e da terra aos camponeses,
fartura de justiça aos famintos dela.
Reconhecimento aos que socorreram aos
necessitados. Resposta de Deus à oração
dos que esperam por Deus na história.
Reconhecimento aos que promoveram a paz
de Deus entre os homens.
reconhecimento e acolhimento aos
lutadores pela justiça.

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