Humildade: Uma Demonstração da Alegria – Lucas Previde
30/05/2025
Humildade: Uma Demonstração da Alegria – Lucas Previde
Humildade é mais do que uma virtude; é a chave para experimentar a verdadeira alegria que a cruz de Cristo nos oferece. Nesta pregação baseada em Filipenses 2:1-11, aprendemos como a humildade de Cristo, que se esvaziou e obedeceu até a morte, serve de modelo para os nossos relacionamentos dentro do corpo de Cristo. A mensagem aborda a importância de vivermos com unidade, amor genuíno e comunhão espiritual, características que glorificam a Deus e refletem a alegria da cruz.
INFORMAÇÕES:
Pastor: Lucas Previde
Passagem: Filipenses 2.1-11
Série: A Alegria da Cruz
Pregação número: 4 de 12
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CAPÍTULOS:
00:00 – Abertura
02:55 – Contextualização
07:55 – Relacionamentos Superficiais
14:53 – Agir Sem Interesses
17:42 – Definição de Humildade
20:48 – Pensar Como Cristo
27:24 – Amor que Constrange
29:34 – Mente de Cristo
31:02 – Viver na Vontade do Pai
36:00 – Conclusão
39:27 – Oração
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Sobre a música de abertura
Música: Louvai a Deus, soberano Senhor (Hinário Novo Cântico nº16). Título original em português: Louvor a Deus
Compositor: Stralsund Gesangbuch (1665), Joachim Neander (1680)
Ficha Técnica
Arranjos e produção musical: Samuel Cintra Santos
Gravação, mixagem e masterização: SCS Produções
Produção: Igreja Presbiteriana de Santo Amaro
ISRC: BR-075-22-00001
Legendas automáticas:
Convido você a abrir a sua Bíblia na carta de Paulo aos Filipenses para darmos continuidade à nossa série chamada A alegria da Cruz. A alegria que é experimentada por todos aqueles que são alcançados pela cruz de Cristo. Nesta noite nós nos ateremos ao capítulo 2, verso de 1 a 11. Tema intitulado humildade, a demonstração da alegria. Filipenses, capítulo 2, versos de 1 a 11. Assim diz a palavra do nosso Deus. Portanto, se existe alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do espírito, se aprofundo afeto e sentimento de compaixão, então completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor e sendo unidos de alma e mente. Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo, não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também o dos outros. Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus, que mesmo existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus algo que deveria ser retido a qualquer custo. Pelo contrário, ele se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhante aos seres humanos. E reconhecido em figura humana, ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou sobre maneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que o nome de Jesus se dobre todo joelho nos céus, na terra e debaixo da terra. E toda a língua confesse que Jesus Cristo é Senhor para a glória de Deus Pai. Até aqui a palavra do nosso Deus. Vamos orar. Senhor, diante de ti nos colocamos certos, ó Pai, de nossa incapacidade, ó Deus, de compreendermos aquilo que o Senhor tem para nos dar pela nossa própria força ou intelecto. Por isso, Senhor, confiamos que Teu Santo Espírito nos conduz a isso e por isso, nesta noite, pedimos que o Teu Santo Espírito assim faça. O Senhor conhece cada particularidade de nossa vida. O Senhor sabe exatamente do que precisamos. Por isso, pedimos que o Senhor nos dê por meio da tua palavra. Oramos em nome de Jesus. Amém. Como nós temos estudado, a carta de Paulo aos Filipenses, é uma carta que transmite profunda alegria vinda da parte de Paulo por aquilo que ele ouve da igreja de Filipos. Muitas coisas boas chegaram ao conhecimento do apóstolo Paulo. O que fizeram ele escrever esta carta de dentro da prisão. Nós já vimos isso. ah, de certa forma encorajando os irmãos da cidade de Filipos, os filipenses, a continuarem, a continuarem essa caminhada, se alegrando com um sentimento de alegria, de gratidão, de contentamento naquilo que Cristo havia feito na vida de cada um deles. Paulo exorta os filipenses, por exemplo, a viverem de modo digno do evangelho. Nós vimos isso na série, na nossa série, na última exposição a respeito dessa carta. Paulo dizendo no verso 27, acima de tudo, vivam de modo digno do evangelho de Cristo. Acima de qualquer coisa, acima de qualquer circunstância, não importa o que você faça, que você possa ser encontrado digno do evangelho a qual você segue. E nesse caso específico, na nossa última exposição, nós vimos que Paulo diz que os crentes de Filipos precisavam conquistar ou precisavam fortalecer, buscar, desejar e defender a unidade que eles tinham em Cristo Jesus para combater aqueles que atacavam o evangelho. Eles deveriam permanecer firmes, unânimes na defesa do evangelho. Eles não deveriam temer aqueles que atacavam o evangelho. não deviam debandar, é o termo que Paulo utiliza. Vocês não devem fugir, se espantar, se se sentirem ah oprimidos. Não tenham a alegria por participarem do sofrimento de Cristo. Paulo diz, defendam essa unidade. Confirmem a salvação de vocês, estando unidos para defender o evangelho daqueles que o atacam. Mas a vida digna do evangelho não se refere só à unidade da igreja para combater ou se defender a daqueles que o atacam externamente, mas também a dignidade, ou seja, viver de forma digna do evangelho, nos é dada para vivermos em comunhão uns com os outros. E é isto que o apóstolo Paulo irá tratar aqui. O apóstolo Paulo está preocupado com a propensão dos cristãos da falta de cuidado ou da falta de interesse pela comunhão uns com os outros. Sim, a nossa propensão a não nos importarmos com os nossos, a nossa propensão a cedermos os nossos desejos, vontades e gozos. A quem? daqueles que caminham conosco a caminhada cristã, a propição de não debandarem para fora da igreja, mas debandarem dentro da igreja, um separativismo completo dentro da igreja. Paulo lembra e compreende disso. Vejam que na carta nós vimos um pouco disso na pregação anterior. A igreja de Filipos era uma igreja muito elogiada por Paulo, mas parece que ela tinha esse problema de relacionamento. O texto que nós lemos aqui, nós vimos isso, a questão de não fazer coisas pela vontade própria, de se esvaziar. No capítulo 4ro, nós ainda veremos um pouco mais para a à frente. No verso 2, Paulo diz de duas mulheres que eram extremamente ah ativas na vida da igreja, Evodia e Cintic. Mulheres que trabalhavam para o evangelho, mulheres que eram comprometidas, mas parece que de alguma forma não se bicavam, que tinham problemas de relacionamento, ao ponto de Paulo dizer: "Ó, peço a Evodia e peço a Cintic que no Senhor tenha o mesmo modo de pensar". Então, parecia que alguma coisa em Filipos ainda estava preocupando o apóstolo Paulo e, principalmente o relacionamento entre os irmãos. E este é o contexto dessa passagem. Essa passagem se trata ou apresenta-nos que quando se trata da igreja de Cristo, tudo que está bom pode melhorar. Quando se trata da igreja de Cristo, há sempre algo que pode ser melhorado, aperfeiçoado. O apóstolo Paulo nos provoca, então, a uma autoavaliação a partir da resposta em relação daquilo que conduz os nossos relacionamentos. Paulo, de certa forma, faz uma pergunta retórica ou perspicaz a partir do verso um, dizendo: "Se existe, portanto, se existe." E aí cada um de nós precisaremos responder se existe isso em nossa condução de nossos relacionamentos. Se existe alguma exortação em Cristo, se existe alguma consolação de amor, se existe alguma comunhão do espírito, se há profundo afeto e sentimento de compaixão. se existe isso dentro de nós, se a nossa exortação ao nosso irmão é uma exortação em Cristo, se o nosso consolo ao próximo é um consolo carregado de amor, se a comunhão que exercitamos é uma comunhã comunhão no espírito, se temos profundo afeto, se temos o sentimento de compaixão. E aqui, por compaixão, eu não quero dizer empatia. Há uma grande diferença entre compaixão e empatia. Compaixão é identificar a necessidade e se preocupar em atendê-la. Empatia é simplesmente ter algo, uma afinidade ou simplesmente querer sofrer a dor do outro. compaixão, profundo afeto. Os nossos relacionamentos como corpo de Cristo estão pautados em sentimentos a quem da superficialidade, a quem das poucas horas do domingo pela manhã ou do domingo pela noite? Ou como temos lidado com as controvérsias dentro da igreja ou do corpo a qual fazemos parte? Esses são sentimentos que deveriam ser verificáveis no nosso relacionamento como irmãos. Exortação em Cristo, consolação em amor, comunhão no espírito. Por isso, o primeiro ponto dessa noite é: a vida de modo digno do evangelho também está nos relacionamentos enquanto membros do corpo de Cristo. A nossa vida de forma digna do evangelho também está presente na forma com que nos relacionamos. uns com os outros como parte do corpo de Cristo. Presumindo que seja essa a base para a comunhão do corpo de Cristo, Paulo afirma ser lógico esperar frutos específicos. É o que ele demonstra que se há todos esses sentimentos, verso 2, então, completem a minha alegria. Completem a minha alegria. Frutos específicos são esperados do relacionamento do corpo de Cristo. E quais são esses frutos? O primeiro é tendo o mesmo modo de pensar. E vejam, termo modo de pensar, nós já falamos um pouco sobre isso na última pregação. Não se trata de pensar igual sobre todas as coisas, pois isso é impossível. Não se trata de afinidades, não se trata de concordar em todas as coisas. Sabemos que isso é muito difícil. Numa família de quatro, de cinco, isso é quase uma família de dois, marido e mulher somente já é difícil concordar em tudo. Imagina numa família de quase 1000 pessoas. Não se trata de concordar em todas as coisas, mas da realidade de que temos verdadeiramente um objetivo em comum que nos une. Saber que estamos conduzindo a nossa vida enquanto corpo pelo mesmo objetivo, pelo mesmo sentido. Ter o mesmo modo de pensar. Nós vimos isso na pregação passada, mas é estarmos caminhando como família, como corpo, no mesmo objetivo. Ter o mesmo modo de pensar, ter o mesmo modo de pensar, caminhar no mesmo objetivo em comum como família. O mesmo amor, Paulo diz, tem o mesmo modo de pensar. O mesmo amor é a disposição de amar e deixarmos ser amados, não somente por aqueles que nutrimos afinidade, mas por toda a família. Por toda a família é buscar amar aqueles que não temos tanta afinidade simplesmente pelo fato deles serem comprados pelo mesmo sangue que eu fui comprado. É se esforçar em sair da bolha. é em se esforçar, em se preocupar com o que está acontecendo na vida da sua comunidade, da sua igreja. Tenham, tenham o mesmo amor, um amor que não espera nada em troca, mas que dá um amor atento, um amor genuíno. Unidos de alma e mente. O apóstolo Paulo ainda completa é atingir harmonia além das aparências, alma e mente ou espírito, um só espírito, como Paulo diz ah, um pouco antes, né? Sejam firmes em um só espírito. No verso 27. E agora tenho a mesma alma e mente. Significa que tudo isso deve ser conduzido no coração. Tudo isso deve brotar genuinamente da sua compreensão de quem você é dentro do corpo e do que significa fazer parte desse corpo. é ter dentro do coração algo sendo criado, alimentado, crescendo de amar o próximo, aquele que está caminhando a sua caminhada cristã junto com você. Uma só alma em sua mente não significa somente achar que a vida do corpo de Cristo é vivida aos domingos. Mas é compreender que fomos comprados, é compreender que fomos feitos filhos do mesmo pai, pertencentes à mesma família, ao mesmo corpo, membros e que juntos caminhamos sob o mesmo objetivo. Isso permitirá o combate contra aqueles que nos atacam de fora, mas principalmente guardará e fortalecerá a comunhão de dentro. Sim. Não fazer nada por interesse ou vaidade. O apóstolo Paulo diz aqui: "Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade". Porque Paulo sabia que é que essa semente constantemente tenta brotar no meio do corpo de Cristo. Interesses particulares, vaidade. Querer ganhar a discussão simplesmente por ganhar, querer que seja feita do seu jeito simplesmente para se sentir o vencedor na discussão. não abrir mão em prol do irmão mais fraco, mas continuar querendo colocar um peso que ele não consegue suportar, não fazer nada por interesse ou vaidade, não nos colocarmos em posição de superioridade em relação aos outros. Vejam, não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo. Paulo sabia da propensão desses irmãos e de nós, de querermos nos colocar em posição elevada diante dos outros que estão conosco. mesmo de forma subliminar, mesmo na hora de fazermos divisões de cargos na igreja, de escolher quem vai liderar determinado grupo, programação. Paulo sabe que a semente, a semente do egoísmo, da prepotência, da arrogância sonda à igreja. E ele está preocupado com isso. E ele diz: "Olha, se vocês nutrem, se existe realmente algum sentimento no coração de vocês, se existe, se está sendo plantado pelo Espírito Santo, se está sendo alimentado pelo Espírito Santo, se vocês amam a igreja que vocês fazem parte, então frutos específicos são esperados e não são frutos conduzidos por vaidade, por interesse particular. Mas por aqueles que se preocupam uns com os outros. O verso quarto, não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também o dos outros. A analogia do corpo é perfeita. O corpo precisa estar saudável. Todos os membros precisam estar saudáveis. O nosso cuidado deve ser uns com os outros, tendo os outros além ou acima de nós. Isso é termos nossos relacionamentos conduzidos pelo nosso autoesvaziamento e, em outras palavras, pela humildade. E aqui eu gostaria de definir esse termo humildade para que nós tivéssemos um pouco mais de compreensão do que o apóstolo Paulo está falando ou se referindo por humildade. Humildade não se trata de simplicidade. Sabe quando você vai se referir a alguém? E normalmente é quando a gente quer a falar da casa, de alguma coisa, você fala: "Ah, aquela pessoa, ela é simples". Ah, tem uma casa simples. Em vez de falar isso, você fala humilde. Porque dentro de nós está enraizado que humildade está atrelado com simplicidade. Mas pelo contrário, há muitas pessoas simples que não conseguem desenvolver a humildade. Humildade é o esvaziamento de quem nós somos. Humildade é a compreensão de quem nós somos. a despeito do que temos, do que conquistamos ou de como outros nos enxergam. É não se importar com isso, porque compreendemos quem realmente somos diante de Deus. Então, não se trata de simplicidade, não se trata de ignorância ou falta de conhecimento. Ah, sabe aquele rapazinho, aquele senhor é mais humilde? Não existem muitas pessoas iletradas que não conseguem esvaziar de si mesmo, que dão vazão à arrogância, à prepotência, a vaidade. Humildade não se trata de uma inferioridade imposta pelos outros. Aquela pessoa é humilde, coitada, todo mundo se sobrepõe a ela. Não. Esvaziamento. Humildade é esvaziar-se. É compreender quem somos à luz daquele que nos fez. Sim, se refere a uma prática de vida a partir da compreensão de quem somos em relação a Deus e ao nosso próximo. O exercício da humildade é compreender quem nós somos diante de Deus e diante do próximo e neste caso específico dos nossos irmãos na fé. Por isso, o apóstolo Paulo nos lembra como recebemos a capacidade para isso. Não conseguimos, não conseguimos atingir esta humildade ou não conseguimos praticar esse esvaziamento pelas nossas próprias capacidades. É impossível. A nossa propensão à vaidade não nos permite isso. Por isso, se o primeiro ponto foi que a vida digna do evangelho é vivida em nossos relacionamentos como irmãos, o segundo ponto que o apóstolo Paulo nos traz é que nossos relacionamentos enquanto membros do corpo de Cristo devem ser conduzidos à semelhança daquele que é o cabeça do corpo. E é por isso que o apóstolo Paulo então coloca a partir do verso 5, "Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus". Paulo deixa claro ao que ele se referiu quando disse no verso para que os seus irmãos tivessem o mesmo modo ah de pensar. Ele se referia a construir aquele objetivo em comum. Lembram? Mesmo modo de pensar é ter um objetivo em comum entre os irmãos à luz da pessoa de Cristo. Quem define esse objetivo em comum não somos nós, mas esse é um objetivo já definido por aquele que é o cabeça do corpo. Por isso o apóstolo Paulo diz: "Tem o mesmo modo de pensar entre vocês e que esse mesmo modo de pensar seja o modo de pensar de Cristo Jesus. tem o mesmo modo de pensar de Cristo. Ou seja, tenham como objetivo em comum viver igual a Cristo, viver semelhante àele que os comprou, aquele que os fez membros desse corpo. Mas o que a pessoa de Cristo e sua obra nos ensinam a respeito dos nossos relacionamentos como irmãos de fé? O apóstolo Paulo então irá discorrer num daqueles resumos da obra de Cristos mais belos do Novo Testamento. Muitos chamam esta passagem do verso 5 ao 11 de o hino de Cristo. Nós temos músicas que falam a respeito disso. Então o apóstolo Paulo irá discorrer e explanar como a pessoa e obra de Cristo nos ensina a respeito dos nossos relacionamentos. Primeiro ponto que ele nos ensina é que mesmo sendo Deus desde a eternidade, Cristo não considerou esta realidade, a sua existência em determinado momento para expressar o seu amor para conosco. Tenham entre vocês o mesmo modo de pensar de Cristo Jesus, que mesmo existindo na forma de Deus, não considerou ser igual a Deus algo de que deveria ser retido a qualquer custo. Antes da encarnação, Cristo já existia como Deus. Aqui a palavra forma é utilizada também para natureza. Não é simplesmente algo externo, mas natureza. antes da encarnação, desde a eternidade, Cristo é Deus. Mas isso não o impediu de abrir mão de certos privilégios. Nós iremos ver. Cristo não se apegou a quem ele é ou a sua existência ao custo de não fazer a vontade do Pai. A vontade do Pai é que o seu filho encarnasse como homem sofresse, morresse. Cristo não se apegou ao qualquer custo à sua existência, mas a sua alegria era fazer a vontade do Pai. A minha alegria é a fazer a vontade do meu pai, estar convicto em um só pensamento com o pai. Sim, ele tinha o mesmo modo de pensar do pai. O nosso Senhor Jesus Cristo, Deus desde a eternidade, não se apegou à sua existência eterna, mas fez a vontade do Pai. Ele se esvaziou. Cristo não deixou de ser Deus. Preste atenção. Cristo nunca deixou de ser Deus. Ele não se esvaziou da sua natureza divina, mas renunciou à sua glória eterna, a glória que tinha com o Pai em favor daqueles que o Pai o deu. O nosso Senhor Jesus Cristo, Deus desde a eternidade se esvaziou de sua glória para que nós pudéssemos ser chamados povo de Deus. se esvaziou da sua glória para que nós pudéssemos ser introduzidos à família da aliança. Cristo abdicou de privilégios que lhe eram assegurados. Cristo, por qu em todas as coisas foram feitas, se fez criatura. Cristo, por meio de que tudo veio a existir, se fez criatura, se esvaziou assumindo a forma de servo semelhante aos seres humanos. O apóstolo Paulo nos lembra, Cristo assumindo a forma ou natureza de servo, recebendo em si a natureza humana, sem deixar a natureza divina, plenamente Deus, plenamente homem, acatando assim a vontade do Pai, recebendo em si todos os efeitos do pecado, não a causa do pecado. fez pecador sem ter pecado. Se humilhou, se humilhou. O Deus encarnado se humilhou, tornando-se obediente até a morte, morte de cruz. se submeteu a todas as leis, se submeteu ao juízo das leis, foi humilhado por homens para que nós pudéssemos ser feitos povo de Deus. O objetivo de Cristo sempre foi cumprir a vontade do Pai, mesmo que isso significasse a mais profunda humilhação, a morte de cruz. Eu não sei o quanto você reflete a respeito disso, a sua relação com Deus e o que Cristo precisou fazer para que você tivesse essa relação com Deus. É algo que costuma passar por sua mente e o seu coração, compreender aquilo que Cristo fez. Em sua humelhação, aprendemos sobre o amor que deveria nos constranger. O apóstolo Paulo fala isso em sua carta aos Coríntios, um amor que constrange, mas não é um constrangimento que nos distancia, é um constrangimento que nos traz para perto. Este é o argumento de Paulo. Vejam, Cristo renunciou à sua glória e semelhante a um homem se esvaziou e a si mesmo se humilhou e como filho, obedeceu até a morte, a morte de cruz. Eu não sei se vem à sua mente um cântico que nós cantamos. Paulo diz: "Essa é a obra de Cristo". E aí ele está dizendo, não com essas palavras, mas inferindo. E vocês acham que temos o direito de recusarnos esvaziar em favor do próximo? Olhando para o que Cristo fez por você, você acha que você pode se recusar a ser humilde e a viver em prol do seu irmão? É isso que fazemos. Preferimos muitas vezes nos apegar a preferências e opiniões particulares. Não conseguimos engolir o orgulho para nos reconciliar uns com os outros. Preferimos alimentar o distanciamento do que a união. Ou pior, fomentamos discórdias entre nós, burburinhos, fofoca, maledicências. E aonde está aquele que renunciou à sua glória? se esvaziou, se humilhou, sendo experimentado na relação entre nós. Vivemos buscando ou defendendo uma posição elevada diante dos outros. Não nos preocupamos verdadeiramente, porque o apóstolo Paulo está falando, olha, se há profundo afeto, se há comunhão no espírito, se há algo dentro de você que faz você dizer que faz parte do povo de Deus, isso tem que ser experimentado na vida cotidiana entre irmãos. E quantas vezes não somos pegos reclamando de um irmão que fez isso ou aquilo ou que não devia ser desse jeito. Vejam, ninguém tropeça em pedra grande. Nós tropeçamos em pedras pequenas continuamente. uma reclamação aqui, uma reclamação ali, uma opinião a respeito de alguém dada a outra pessoa e não aquela pessoa, uma virada de nariz quando alguém diz algo que você não gosta ou deixar de ir numa programação porque tal pessoa vai estar lá ou porque tal pessoa está liderando aquele estudo, ou não querer assistir a aula de um professor e ficar andando pela igreja porque você não gosta daquele professor. Ninguém tropeça em pedra grande. São as pequenas coisas que alimentam a nossa vaidade, o nosso orgulho e que fazem mal ao corpo de Cristo. Não é esse o fruto que a cruz de Cristo produz naqueles que por ela são alcançados. Tenham o mesmo modo de pensar daquele que os chamou para fazer parte da sua família. Ele não só nos chamou, mas pagou o preço para que pudéssemos fazer parte da sua família, deste corpo a qual ele é o cabeça. Nosso Senhor Jesus Cristo nos lembra que assim como ele fez a vontade do Pai, nós devemos buscar a sua vontade. E por diversas vezes ele diz qual é a sua vontade para o corpo. Em João capítulo 14, no verso 26, o nosso Senhor nos lembra: "Se alguém me ama, guardará as minhas palavras e o meu Pai o amará e viviremos nele." Somos templo do Espírito do Senhor, conquistados para viver de uma forma diferente, para com os de fora e principalmente para com os de principalmente para com os de família. Não se trata das suas qualidades, não se trata de quem eu sou, do que eu conquistei, pois elas são como trapos de imundícia diante de Deus. Não se trata de quem você é, não se trata do que você tem, não se trata do que você sabe fazer. Isso tudo é trapo de imundícia diante do Senhor. Se trata do que recebemos por meio daquele que foi humilhado e glorificado por nós. Sim, Cristo se humilhou e por conta da sua humilhação em fazer a vontade do Pai, ele foi glorificado. Aquele que não somente foi ressuscitado dentre os mortos, mas também recebeu a posição mais elevada que possa existir. Ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, a morte de cruz. Por isso, por conta da sua humilhação, por conta de abrir mão da sua glória, por conta de fazer a vontade do Pai, de amar o seu povo, de morrer à morte que deveríamos morrer, ele foi glorificado. Por isso também Deus o exaltou sobre maneira e lhe deu o nome que está acima de todo o nome. O nome que está acima de todo nome. para que o nome de Jesus se dobre, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho nos céus e na terra e debaixo da terra. E toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor. E este Senhor, traduzido para o grego, advém da palavra utilizada para Yahé. Porque este Senhor que se humilhou, que se fez carne, continua sendo Deus. E por continuar sendo Deus, nós podemos continuar sendo povo de Deus, vivendo em harmonia, vivendo em reconciliação, vivendo em esvaziamento em favor do próximo. Não porque somos bons, mas porque ele é bom. Não porque temos méritos, mas porque ele nos deu os méritos. e nos fez um feitos um em Cristo, unidos por algo que ninguém pode separar, guerra, fome, intriga. Sim, ele foi glorificado. O nosso Senhor Jesus Cristo em sua oração em João 17 nos lembra a respeito disso no verso 4 e 5. Eu te glorifiquei na terra realizando a obra que me deste a fazer. Que obra é esta? Somos nós. Qual foi a obra que o Pai deu ao Filho senão redimir um povo que havia escolhido? E agora, ó Pai, glorifica-me contigo mesmo com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo. Abriu mão de sua glória por nós. Essa é a humilhação que se requer daqueles que foram alcançados pela humilhação de Cristo. Nos esvaziarmos de nós mesmos para sermos preenchidos pela glória de Deus. Veja, nos esvaziar. para sermos preenchidos pela glória de Cristo em nós e experimentarmos isso na comunhão entre irmãos. Os nossos relacionamentos foram dados por Deus para experimentarmos da glória de Cristo em nossa vida, nos esvaziando, compreendendo quem somos diante de Deus e para com o próximo. Em sua humilhação, na humilhação de Cristo, aprendemos a nos humilhar para que em sua exaltação sejamos exaltados como rebanho do seu pastoreio. O quanto você aprende ou aprendeu ou vai aprender com a humilhação de Cristo no seu relacionamento com o seu irmão na fé? O quanto isso faz sentido para você, que a forma com que você conduz os seus relacionamentos dentro do corpo de Cristo está estritamente ligada à humilhação de Cristo na cruz por você. Devemos viver em genuína comunhão, não apenas para manter o vínculo da paz, mas porque isso ou nisso Deus é glorificado para a glória de Deus Pai. Os nossos relacionamentos como corpo, como membros do mesmo corpo, também são frutos de louvor e de glória a Deus Pai, a forma com que conduzimos os nossos relacionamentos. Vejam que essa humildade ou esse esvaziamento deveria ser algo que prezamos, que desejamos e que nos alegramos em experimentar, pois é a alegria que advém da cruz. Portanto, como conclusão, o hino de Cristo, este hino de Cristo, um dos resumos bíblicos mais belos sobre a obra de Cristo, nos foi dado para nos ensinar sobre o valor da unidade do corpo. Eu espero que a próxima vez que você cantar aquela música sobre o esvaziamento de Cristo, sobre sua humilhação, você se lembre que ela também exerce efeitos em seu relacionamento dentro do corpo, para que a todo nome se dobre o joelho, que cantemos que Jesus é o rei da glória, está completamente ligado ao nosso relacionamento como corpo. Segundo Cristo sempre foi Deus e ao realizar seu ato de amor e obediência ao Pai em favor dos seus, ele nos ensina como isso deve ser algo somente feito por parte do seu corpo. Ou seja, Deus sempre foi Deus e na sua obediência a Deus Pai, nós recebemos o privilégio de também sermos obedientes ao nosso Deus ao fazer isso. Terceiro, sermos conduzidos pelo al o autoesvaziamento em nossos relacionamentos como igreja é uma expressão de termos alcançado a alegria comum da cruz de Cristo. Fazer isso com alegria no coração significa que você compreendeu realmente o que Cristo fez por você. desejar, se esforçar, se dedicar não somente pela paz comum, mas realmente pelo profundo afeto, pela união de espírito, é poder experimentar a alegria da cruz. E por último, ao conduzirmos nossos relacionamentos sobes princípios, podemos desfrutar da mesma alegria completa que o Apolo Paulo, que o apóstolo Paulo se referiu, a alegria completa de experimentar o que Deus nos dá na cruz de Cristo, seja para a defesa do evangelho ou para a vida comum do lar. E este lar é a família de Deus Pai. Vamos orar. Senhor, obrigado por tamanho amor, por tamanha misericórdia. Obrigado porque o Senhor cuida e como cuida da sua igreja. Obrigado porque o Senhor nos ensina quem nós somos. O Senhor nos apresenta pela tua palavra a nossa fragilidade, a nossa propensão. E ao fazer isso, o Senhor também nos dá o antídoto, o remédio, que é confiarmos na obra de Cristo. Obrigado pelo que o Senhor tem feito na vida desta igreja. Obrigado, porque o Senhor nos ensina que a sua igreja sempre permanecerá e o Senhor garante isso. Senhor, nos traga a mente a tua palavra quando circunstâncias adversas ou controvérsias, ó Pai, começarem a brotar no meio de nós. quando intrigas ou quando o nosso próprio coração começar a alimentar vaidade, amargura, traga-nos, Senhor, a tua palavra à mente para lembrarmos, Senhor, o que Cristo fez, a sua humilhação, a sua exaltação e como isso, Senhor, é derramado sobre nós para que possamos viver de forma semelhante entre nós. Obrigado mais uma vez pelo que o Senhor tem feito em nossa vida. Não nos deixe, Senhor, não nos deixe esquecer disso. Exorta-nos, disciplina-nos, se assim for necessário, para continuarmos vivendo como igreja, dando glória a ti como Deus Pai. Oramos em nome do nosso Senhor Jesus Cristo, que reina para hoje e sempre. Amém.