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A fé vem pelo ouvir

Obra: Uma História de Judas | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa

Obra: Uma História de Judas | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa

Obra: Uma História de Judas | Ler para Crer | Rina Furuta & Isabel Costa

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Olá,
[música]
gente. Mais uma vez estamos aqui, nosso
segundo encontro do ler para crer. Já
estamos no segundo mês, como o tempo
passa rápido, né? E nós vamos hoje
contar uma história. Nós gostamos de
histórias, né? Então hoje é a história
de Judas. O João Alfonsos vai nos contar
um breve conto e a Rina vai falar sobre
ele. Tudo bem, Rina?
>> Oi, Le B. Olá. Olá, você que tá aí
conosco, né? Mais uma vez aqui no Ler
para Crer, o Clube de Leitura da IBMU.
Como Abel já disse, a gente vai falar
sobre um conto curtinho, quatro páginas
só, do João Alfonsos, que é um escritor
mineiro falecido já. Ele nasceu em 1901
e morreu em 1944.
Viveu pouco, 43 anos, mas foi muito
frutífero na sua escrita. Começou
escrevendo poemas e aí escreveu contos e
romances. Foi contemporâneo ali de
Carlos Drumon, né? Drumon, inclusive,
admirava muito a obra de João Afonsos.
E, ã, a gente vai falar hoje sobre esse
conto dele que se chama uma história de
Judas, né, que é uma ficção a partir do
Judas histórico, do Judas
escriturístico, né? O João Afonso, ele
tem uma forte tradição eh cristã, porque
aos 17 anos ele foi para um seminário
mariano, né, antes mesmo se formar em
direito. Então ele escreve a partir da
sua tradição cristã, cristã católica,
né, mais cristã. Ele diz o seguinte:
"Como sexta-feira da paixão fosse dia
santo, um dia santo extraordinário em
todo o mundo cristão, o homem
seizenando, que é o nosso protagonista,
teve a primeira contrariedade do dia,
quando a mulher lhe comunicou que não
havia café com leite, só café, por
feriado, o leiteiro anunciara na véspera
quinta-feira que sexta-feira ele
descansaria, né, que as suas vacas
também descansariam. E aí, Cizenando,
que era um burocrata, um homem, um
funcionário público que trabalhava no
repartição pública,
ele achava naturalíssimo que ele,
funcionário público, não trabalhasse de
quarta até domingo. Agora, o leiteiro,
ah, o leiteiro não tinha esse direito,
deixar de tirar leite de suas vacas, um
absurdo, né? Então, veja aqui já a gente
tá no primeiro parágrafo, como o autor,
o autor vai fazer demarcações
importantes. Eh, eu tenho um burocrata
cujo salário é pago pelo povo, ou seja,
os impostos dos leiteiros contribuem
para o pagamento da remuneração do do
burocrata.
Eh, que acha que ele, burocrata tem todo
o direito de folgar aí 5 dias. Agora, o
leiteiro que não é o burocrata quem paga
o salário dele, né? Porque assim, não é
o líder dele, pode comprar o produto
dele, mas o o leiteiro não tem chefe,
né? O leiteiro ele trabalha para si com
seus próprios recursos, que são os seus
animais. O leiteiro não tem esse
direito. Por que não? Porque vai
frustrar o meu desejo, o meu sagrado
cafezinho com leite, vou beber só café?
Não pode, isso é um absurdo. Então,
Czenano fica ali muito contrariada, toma
o seu café puro e aí depois começa até
perceber que no final das contas isso
fez bem pro estômago dele e começa a
pensar que, ah, quer saber de uma coisa,
né?
Tem outros leiteiros na região, de
repente também alguns outros nem deram
folgas pros seus animais. Aliás, o que
seria um absurdo, ele vai dizer uma
lástima e um pecado, porque os bezerros,
afinal de contas, são dignos de uma
certa consideração. Então, Sizen é um
homem que se compadece dos animais, mas
não se compadece dos seres humanos.
Ambos merecem compaixão porque ambos
foram alvos do do sacrifí sacrifício
salvífico de Jesus Cristo. O Senhor
Jesus, ele sacrifica para restaurar toda
a criação, porque ambos foram criados
por Deus. Então ambos merecem compaixão,
tá? Não é um ou outro, é um e outro.
merecem compaixão. Mas a compaixão
dezenando, ela é
como é que fala, gente?
Escapou a palavra, mas enfim. Ela é que
fala Bel assim: "Ah, mas
depois eu me lembro". Eh,
ela só considera aquilo que ele e julga
>> conveniente.
>> Conveniente. Obrigada. Is obrigada. Ela
é conveniente, né? Então ele se
compadece dos animais, mas não se
compadece do pobre, do leiteiro. E acham
muito ruim que ele tenha tirado ali
cinco dias.
a esposa de Czenenando, né, que era uma
sexta-feira santa, ela tava saindo pra
igreja, ele decide não ir, prefere ficar
ali no conforto da sua casa, né, o que é
uma tentação para nós hoje em dia. Eh,
imagina aquela época nem tinha, né,
culto online. E imagina hoje como é que
a gente vai se perdendo nessa coisa de
ficar no conforto de casa, porque
congregar presencialmente é fundamental,
né? a gente precisa congregar. A
escritura vai dizer lá em Hebreus, não
deixe de congregar, como é costume de
alguns. E a gente podia elencar aqui uma
série de razões para isso. Vamos
levantar apenas duas. Primeira, nós
precisamos nos submeter à convivência
com quem é diferente de nós, né? Isso
vai treinar a nossa paciência,
nossa generosidade, a nossa escuta, né?
Nosso domínio próprio, nossa
autorregulação, uma série de coisas. A
segunda, é porque quando você abraça
pessoas, seu organismo libera o citocina
na hora que é um dos hormônios
fundamentais para obtenção de saúde
emocional. Então a gente precisa
congregar presencialmente, mas se
zenando prefere ficar em casa no
aconchego da sua casa, pega o seu
cigarrinho, né? Ali nem tira o seu
pijama, toma o seu café de pijama, pega
o seu cigarro e vai pro alpendre e
fumar. Quando ele tá sentado lá no alpê,
ele vê alguém se aproximando da casa,
olhando assim, e ele vê que essa pessoa
vai chamar bater na casa dele. Então ele
escorrega assim da espreguiçadeira que
ele tá na lá no apend,
passa por trás da jardineira e entra em
casa sem que a pessoa que circundava ali
a sua residência.
E ele entra e fala assim com a
funcionária dele, ó,
tem um sujeito aí fora, né? Tem um
sujeito aí fora. Ai, gente, antes disso,
me desculpe, ele tá lá no alpedre
fumando seu cigarro e pensando numa
série de coisas. E aí vem a mente dele,
né? Ah, inclusive uma disputa que ele tá
tendo no seu ambiente profissional.
Ele se lembra de um companheiro de
repartição seu rival na candidatura de
uma promoção iminente no seu ambiente de
trabalho. Havia uma vaga, uma promoção,
duas pessoas disputando. Ele se lembra
desse seu colega rival
e ele lembra de maneira muito muito
negativa, né? O o autor até vai
descrever. O colega era um sujeito
carnavalesco, chefe de chefe de foliões
e safando como poucos. Era um safado,
perito traições como Judas, mas, né, eh,
se zenando, pensando isso, lembrando
disso. Ah, mas Judas não, pera, calma.
Compará-lo com Judas talvez seja um
pouco demais. Por quê? Porque eu tenho
pena de Judas. Por que que eu vou
comparar o traidor de Jesus a esse
sujeito, meu colega de repartição, né?
Se o pobre Judas não não devia ser tão
mal assim, coitada. Então, veja só, toda
vez que a gente relativiza o que é
absoluta, é absoluto, o que é relativo,
isso vai trazer problemas para nós,
porque ele pega
eh a traição
de Judas a Cristo, né, que é um evento
eh
absoluto na Escritura, um evento
histórico absoluto na escritura. E ele
relativiza. Não, coitado, não deve ser
eh tão mal assim, né?
Agora o meu colega que tá tentando catar
a minha promoção, que na verdade nem é
minha, né? Porque não havia sido ainda
deferida, esse não. Esse é pior do que
Judas. Então ele relativiza o ótico, o o
o
erro de Judas, o comportamento de Judas
e absolutiza o comportamento do seu
colega. Ou seja, há um há um completo
comprometimento emocional, né, no que
ele tá na análise que ele tá fazendo.
Ele não está tendo uma observação
crítica da situação, mas totalmente
apaixonada, né? E lógico, toda vez que a
gente eh se governa dessa maneira, a a
sem fazer uma análise crítica, sem
tentar observar dados, não é escanteando
a emoção. Nós somos emoção. A emoção é
de Deus para nós. Ele nos fez assim
seres emocionais, né? Mas é eh incluir
essas emoções
e esse raciocínio, ambos em harmonia e
equilíbrio, para que a gente possa fazer
uma leitura da realidade mais lúcida
possível, né? Aqui é maravilhoso, né,
gente? Porque a escritura vai falar
assim: quando a gente bater a face, né,
vire da outro lado. Por quê? você tá
comprometida emocionalmente.
A chance de você não fazer justiça, mas
de se vingar é imensa, enorme. A chan de
você pesar a mão, a chance de você não
dar só um tapa, mas sair para um tapor
ponta, a chance de você perder a mão é
enorme. Por quê? Porque você está
comprometido emocionalmente, porque você
experimentou na própria carne o dano, a
ofensa. Então eu vir face. Por quê?
Porque outros que estão à minha volta
preserciando injustiça e não tão
comprometidos assim porque o dano não
foi neles mesmos mesmos, né? Eles podem
intervir com mais lucidez, né? Eh,
estancar aquele mal que tá sendo
praticado, inclusive providenciar a
correção, a punição, se for o caso, né?
Então, o que o que o que a gente tá eh
colocando aqui é que quando nós estamos
comprometidos emocionalmente,
a chance da gente deixar de raciocinar
com lucidez, ela é muito grande. O
problema é ser é ter a emoção. Não, de
jeito nenhum. De novo, são seres
emocionais. O problema é ser guiado
somente por elas, né? Ainda mais quando
elas não são eh convertidas a Cristo. Aí
assim são emoções bem bem problemáticas.
Ele fica lá fazendo essas elocubrações,
né? Porque veja só, eu me compadeço dos
bezerros, eu me compadeço até de Judas,
mas o leiteiro não. O leiteiro não,
porque eu não posso ficar sem o meu eh
leitinho, né? Então assim, frustrou meu
desejo, não merece compaixão.
Ele tá lá nesses pensamentos, quando aí
sim ele vê uma pessoa se aproximando,
escorrega da cadeira, entra na casa,
fala com a funcionária dele: "Olha, vai
lá ver quem que é e volta aqui." Diz que
você vai olhar, vai vai ver se eu tô em
casa. Ela faz isso. Quando ela volta,
ela volta por regalada. Ela fala: "Você
não sabe quem tá aí". Ele disse que é
Judas, Judas Iscariotes.
O Cenando fala assim: "É meio que sem
entender, né? Eles eu tô de pijama, vou
trocar? Não vou de pijama mesmo, porque
deve ser alguém brincando, né? Ele pensa
assim: "Deve ser um visitante matutino."
Esse visitante matutino deve ser algum
pândego, um brincalhão ou um doido, né?
O fato é que ele entra na sala e fala:
"Bom dia no que o outro responde, o
Judas responde: "Bom dia, o senhor como
vai?" Regularmente às ordens.
O estranho, este homem, ele era banal e
comum, embora grave, solene, nem alto,
nem baixo, nem gordo, nem magro. E aqui
a gente precisa prestar atenção, né?
Porque a forma mais eficaz do mal se nos
apresentar é essa, de maneira banal e
comum.
Porque se ele se aparecer, se ele
aparecer para você ou para mim de
maneira muito explícita, que que a gente
faz? A gente colhe, né?
Então,
essa maneira dissimulada,
sorrateira,
mascarada,
globo em pele de corê com que o malo nos
apresenta,
isso é o maior perigo para nós.
Precisamos ficar atentos. Parecia, aí
ele vai descrever um pouco, né? Esse
rapaz, esse homem que tá com terno preto
e que tem uma aparência assim de
cansaço, mas olhos, olho sem prbilhando,
né? Aí se zenando o olho para ele,
repete: "Olha as ordens. Eu eu peço
desculpas porque pela falta de
cerimônia, eu tô de pijama." E Judas
responde: "E eu peço desculpas pela
importunação matutina. Sou Judas
Iscariotes ou de Queriote. Queriote ou
Cariote é uma cidade de Judá, né? de
onde ele vem, que é mais erudito e
pedante, né? Sou e não sou. Sou o
espírito de Judas invocada pelo sujeito
que está sentado nesta cadeira. Quer
dizer, aqui a gente precisa fazer um um
uma parte, né? Esse esse conto é uma
ficção. Teologicamente falando, é claro
que nós não concordamos com isso, né? Ao
homem cabe morrer uma só vez, né? O pó
volta pra terra, o espírito volta para
Deus. Nós respeitamos quem pensa
diferente. Quem pensa diferente. Temos
maior respeito. Cada um eh profess.
Inclusive Deus nos deu a liberdade de
nem professar fé nenhuma, né? Quem
quiser, toma sua cruz para quem quiser.
Deus é e o amor dele é tão perfeito que
ele nos criou inclusive com liberdade
para negá-lo. Então, cada um profess,
OK? Do ponto de vista teológico, só pra
gente não fazer essa confusão. E também
estamos falando o quê? De uma ficção.
Então, ah, a gente vê tudo e retém o que
é bom. Não é porque eu tenho um conto
que é uma ficção ou eu tenho um conto
que é fantástico, literatura fantástica,
ela vai se valer de animais que falam,
por exemplo, eh, que significa que isso
eh
não seja bom, né? Por quê? Porque Deus
se apresenta para nós de maneira
multiforme.
A sua sabedoria excede a nossa caixinha,
a nossa cabecinha e Deus se apresenta
como ele quer. Inclusive na própria
escritura, né, ele fala através da mula
de Balaão.
Então, veja tudo e retenha o que é bom.
E, aliás, o próprio autor também é de
tradição cristã, né? Acho que eu
mencionei que no início com 17 anos ele
foi pro seminário Mariana. Então ele
também tem uma tradição cristã católica
e a partir dessa tradição é que liga
escrever essa ficção. O fato é que Judas
se apresenta e fala: "Ó, eu sou o
espírito de Judas invocado por esse
sujeito, esse corpo aqui que eu tô
ocupando, que tá sentado aqui nessa
cadeira conversando com você. Eu fui
invocado no domingo de Ramos e tenho que
permanecer no corpo dele a semana
inteira. Lembra? Isso aqui é sexta-feira
da baixão. Judas tá falando que esse
sujeito que ele tá ocupando o corpo ali
foi invocado no domingo de Romas, de
Ramos e que ele tem que ficar a semana
inteira. O que que significa? Até o
domínio da ressurreição. Isso é muito
bonito, né, gente?
Porque ah na cruz o Senhor Jesus
despojou os nossos inimigos, certo? Mas
a o plano salvífico ele se completa eh
com a ressurreição.
Porque se se Cristo tivesse passado pela
cruz,
da mesma forma como passou, né?
extremamente perversa e sofrida, 6 horas
de tortura. Eh, a Mas ainda assim, se
não houvesse a ressurreição,
ele teria sido um homem como qualquer
outro e não filho de Deus encarnado, né?
Ele poderia ter sido um márte, ele
poderia ter sido um herói, né? Mas não,
ele era Cristo Jesus, nem mártir, nem
herói. Deus encarnado.
Trapassa tudo isso. Até porque, como
alguém já disse, os heróis morrem pelos
bons. Cristo morreu inclusive pelos
maus, né? Veja a diferença dele.
Então, o fato é que o autor aqui tá
trabalhando com isso, né? Vim de domingo
de ramos e vou até o domingo da
ressurreição, porque consumada e a a
ressurreição realmente não é espaço mais
para o mal aqui, né? Ele tem que recuar,
ele tem que se recolher. Se Zenanda
notou que essa voz falava tudo isso de
maneira pura, franca, simpática, né?
Eh, de novo, você acha que ele vai se
apresentar para você soltando fogo pelas
ventas, né? com contridente aqui todo
vestido de vermelho, como pretende o
folclore eh nosso, né? A cultura
mundial, inclusive não.
O mal é inteligente, né? Ele é secular,
ele é inteligente, ele não é óbvio, não.
Sei que seenando olha para ele, fica
vendo aquilo ali. Szenando não era
espírito, então não tirou nenhuma
conclusão desse fenômeno. Continuou
calado, incrédulo, sorrindo. No que
Judas vira e diz: "Você quer provas?
H, para um espírito era, não era
necessário que o Senhor fizesse o homem
invisível, pois eu entrei aqui.
Foi porque talvez tenha sido o senhor se
zenando a única pessoa que nesta
emergência anual, né, ali a semana
santa, o senhor foi a única pessoa que
me dedicou um pensamento de relativa
simpatia. Que pensamento? Lembra quando
ele fala: "Ah, coitado de Judas, né? Não
foi tão mal assim. Só faltou dizer que
ele era uma vítima da situação.
E aí Judas se alegre com essa simpatia
dele, fala: "Então, como o senhor foi a
única pessoa que me olhou com simpatia
nesse momento em que tá todo mundo
malhando Judas com, como se diz na
tradição católica, né? O senhor acha
mesmo que eu não sou tão traidor como
aquele seu colega de repartição?"
Judas pergunta para Czenando e o espanto
de Cenando foi imenso. Porque ora, então
era verdade,
né? Porque aquilo eu só pensei, ele tá
repetindo aqui em voz alta,
se zenando então aquilo que é um fato
real e tão natural como a descrição com
polideza, a luz do dia, que não causava
medo nenhum aquela alma do outro mundo,
Judas. Ou seja, né? Não foi de noite na
madrugada num terror noturno, não foi
num centro A, B ou C, numa circunstância
Eg, não. Foi aqui na minha casa
numa manhã tranquila, à luz do dia, no
meu ambiente de segurança, né? Ele fala:
"Mas como assim, né?" E ele fica
perplexo e continua ouvindo que Judas
vai dizendo. A minha encarnação neste
indivíduo foi divertida. Que indivíduo
medido que ele tá ocupando o corpo ali?
A técnica é diferente. Eu nunca apareci
em sessão espírita nenhuma quando um
sujeito está realizando uma traição ou
nas proximidades do meu dia de cada ano,
né? Eu entro no corpo dele. Não me fal.
Eu nunca eu nunca apareci em sessão
espírita nenhum.
Quando é que ele aparece? Ele aparece
quando um sujeito está realizando uma
traição.
Sempre ali nas proximidades do meu dia
de cada ano, né, na sexta-feira da
paixão, que é o dia dele, porque é o dia
que ele trai o Cristo, né, eu entro no
corpo de alguém e fico ali por uns dias.
Este meu hospedeiro, este homem que eu
tô ocupando agora, ele foi visitar um
amigo no último domingo, visitar, bem
dizer a mulher do amigo que estava
morando sozinho em casa. No momento em
que ele
externava o seu desejo pela mulher do
amigo, ah, eu me apoei do corpo dele,
dei uma desculpa esfarrapada para
continuar, me apcei do corpo dele, dei
uma desculpa esfarrapada para não
continuar o assunto e fui saindo, né?
Por a esposa do outro,
a esposa do outro ficou surpresa no
momento. Pera aí, gente, só um minuto.
Ele visitava a mulher de um amigo que
estava sozinha em casa. E isso?
Ele foi visitar a mulher do amigo, tá lá
no trelelê com a mulher. Na hora que a
mulher eh vai lá ceder a investida do do
do amigo do amigo do marido, o que que o
Judas faz neste momento, antes que a
mulher e ele realmente ele se
consumassem, o Judas sai. Por quê?
Ele fala assim: "Olha, eu dei uma
desculpa esfarrapada para não continuar
o assunto e fui saindo aqui. Gente, eu
tenho para mim que é o seguinte, que é
interpretação?
Ã, a escritura diz que o diabo ele veio
para matar, roubar e destruir, né? O mal
ele veio para matar, roubar e destruir.
Então, se eu posso matar, por que que eu
vou ficar aqui roubando, né? Ele vai
trabalhar sempre com a máxima potência
do mal. Ali ele ia causar um dano, uma
traição, mas ele percebeu que tinha
alguém tendo um pensamento simpático por
mim. De novo, o mal é é milenar, né? Ele
falou: "Ah, vou lá, né?" Porque uma
pessoa quando chega a ser simpatizante
de Judas, bom, talvez ali eu consiga
algo mais do que roubar. E ele sai, vai
perambulando pela rua, né? ã, até chegar
na casa desse homem em quem ele, de quem
ele se apo e e vai até a casa de sean.
Aí ele continua dizendo o seguinte:
"A esposa do outro ficou surpresa e
contrariada porque ela já ia no embalo,
né? Na hora que ele sai do do caral:
"Não, pera aí, a mulher fica
contrariada, já ia já ia no embalo."
Mas, né? Eu tinha que perambular,
perambular, perambular. faz parte dos
castigos que me foram postos. E eu penso
também que qualquer dessas traições eh
que há que que há por aí é muito pior
que a minha, né? Então o Judas tá
dizendo aqui o seguinte: "Olha,
Cisenando, eu tô pensando como você.
Essas traições aí,
embora sejam traições,
não são piores do que a minha. Toda vez
que nós erramos, isso é um erro, isso é
um um um hábito muito eh autodestrutivo
nosso, né? Nós não nos comparamos
com a mesma satisfação e a mesma
frequência.
Nós não nos comparamos com quem está
melhor do que nós. Eu tô dizendo
espiritualmente,
eticamente,
mentalmente,
né? Comportalmente também, né? em termo
de comportamento. Eh, mas nós comparamos
sempre com quem está pior. Por quê?
Porque assim nós podemos nos olhar de
maneira condescendente,
quem sabe até justificar as nossas
faltas, né? É isso que ele faz aqui.
Não, essas traições aí são muito piores
que a minha. É isso que o Judas faz
aqui. É isso que Czenano fez lá em cima.
Eu odeio meu colega, mas por quê? Porque
ele é pior do que Judas.
Aí o Czenano responde para ele, fala:
"Ah, eu também penso. Eu penso assim
também.
Mas aí, né, o Judas o pede falar, você
pensa assim quando o senhor é o traído e
quando o senhor é o traidor,
né? Então você acha que a traição é a
pior coisa do mundo quando você sofre a
traição, mas e quando você é o traidor.
Por um exemplo, Czenando, aquela sua
intriga foi mal sucedida com quem? com
colega de trabalho.
O seu colega
tinha pistolões mais fortes, argumentos
mais fortes quanto a mim.
Eu prefiro encarnar traidores nos
traidores políticos, né? Mas esse ano eu
quis variar. O terreno para traições é
sempre fértil e simpático, pois a minha
traição, a minha traição original, que
ele tá falando, a traição de Cristo foi
eminentemente política. do meu beijo
perjuro, do meu beijo falso, dependia a
redenção da humanidade. Ora, eu conhecia
as profecias, eu acreditava no divino
mestre, eu sabia que era o momento de
surgir um traidor. Se eu explicasse tudo
isso aos perseguidores da Nazarena,
hein? E se eu explicasse? Talvez eles
tivessem aberto os olhos. Então eu
preferi aceitar os 30 dinheiros que
perdi no jogo e fazer o papel
profetizado. Esse trecho é importante.
Que que Judas está dizendo? Eu conheço o
roteiro da salvação
e eu sei que tem
um papel de traidor.
Aqui, gente, nós não vamos nos
aprofundar, né, porque não é o objeto
dessa live também, porque a gente não
teria tempo necessário. Eu ouso dizer,
no meu caso também, nem me aventura, eu
deixo isso aí pro professor Saiano aqui,
aquela tensão que existe entre a
soberania de Deus e a liberdade do
homem, o livamento do homem, né? A
escritura traz várias demonstrações
disso, mas não traz a explicação disso,
né?
Então, eh, isso existe. E o autor tá
trabalhando com isso aqui. Tem um plano
de salvação.
Isso tá escrito, is foi profetizado.
Agora, os papéis ainda precisam ser
ocupados. Quem esse candidato? Judas
fala assim: "Pux traidor, sou eu".
Sabe que todos os dias isso é colocado
diante de nós novamente.
Todos os dias nós vamos nos deparar com
o papel de traidor à nossa disposição.
Talvez esse roteiro já tivesse escrito,
sim.
Mas o papel, quem aceita sou eu ou não,
né? Nós temos responsabilidade
nos papéis que aceitamos desempenhar na
vida. Não dá para ser disso. Judas tá
falando isso. Olha,
eu sofri muito ao aceitar a imposição da
profecia e estou sofrendo ainda, né?
Porque ele aceitou,
veio as consequências, vieram as
consequências e ele tá falando: "Tá
sofrendo." Fernando fala assim: "Pois é,
eu tenho pena do Senhor". Aí Judas fala:
"Mas de que mediante a sua pena?"
A minha tese é esta: pode alguém ficar
eternamente responsável por um ato que
já estava divinamente pré-estabelecido
numa cadeia de acontecimentos
inediáveis? Então o o que Judas está
dizendo é o seguinte: eu posso ficar
eternamente responsável pelo papel de
traidor do Jesus Cristo,
já que alguém tinha que comprar esse
papel. Aí o Suzenano responde: "Não, não
pode." É um absurdo, né? Porque ele é o
quê? Ele é um defensor de Judas, ele é
um condescendente de Judas, ele é um
compadecido de Judas. Daí o próprio
Judas vai dizer: "Pode,
pode sim. Tanto pode que eu estou
responsável". Sabe por quê, Cisenando?
Porque eu podia ter recusado papel.
E olha, o senhor não acredita em livre
arbítrio?
O senhor não falou? Então o senhor falou
não pode
quando pensava o contrário, porque você
acredita em livre arbítrio. Várias
outras aqui situações ali, por exemplo,
com o leiteiro, né? Quando o leiteiro
exerce a sua liberdade de inomia, ele
acha aquilo um absurdo. Quando ele se
zenando exerce a sua liberdade de ficar
em casa em vez de de igreja, ele acha
aquilo um direito. Então assim, pera aí,
Czenano, você mesmo não acredita em
livre arbítrio? Então você tá falando
que não pode, que alguém não pode ser
penalizado por isso quando na verdade
você pensa o contrário,
né? E por que que você tá dizendo isso?
Por quê? Você acha que seria incapaz de
trair como eu com beijo? Você falou:
"Não pode não quando você pensa o
contrário, que você seria incapaz de
trair como um beijo doidor." Eu vou ler
esse trechinho aqui porque pode parecer
um pouquinho confuso, então para deixar
bem claro.
Judas pergunta o seguinte: "Pode alguém
ficar eternamente responsável por um ato
que já está que já estava divinamente
pré-estabelecido numa cadeia de
acontecimentos inadiáveis?
Czenando responde: "Não pode, não pode."
É um absurdo. Judas retruca: "Pode.
Tanto pode que estou responsável. Eu
podia ter recusado papel. E o senhor, o
senhor acredita em livre arbítrio? Então
o senhor falou: "Não pode não". Quando
na verdade o senhor pensa o contrário. E
sabe por que que o senhor disse isso? O
senhor disse isso porque o senhor seria
incapaz, acha que seria incapaz de trair
como eu com um beijo, mas o senhor é um
traidor.
Por quê? Porque o senhor sabe que vai
ser processado por calunia e não sabe.
Então Judas vai retomar agora o quê?
Rivalidade dele com colega de trabalho.
Senhor jurou que o seu competidor na
vaga da repartição havia feito
desaparecer um processo referente ao
desfalque, né? estava tendo um caso de
desfalque que estava sob análise. E este
processo, que quezenando fez? Ele pegou
e escondeu ele num outro lugar para que
a culpa recaísse sobre o seu colega e
assim ele perdesse a promoção. Ora, o
processo foi encontrado no segundo
escaninho da estante quarta do arquivo,
lá onde o senhor tinha escondido o
competidor vitorioso que reprocessaram
judicialmente, né? Ou seja,
agora como o seu tiro saiu pela culatra,
como o processo foi encontrado, o seu
rival que tá lá competindo pela vaga,
ele obteve uma vitória sobre você. Você
foi descoberta que ele inclusive quer
processá-la judicialmente.
Suszenando vira sem ser um conflito
eterno. Diz: "Ah, eu sei disso. Já
procurei saber qual é a pena de prisão,
mas o processo não dá nada, né? como a
gente diz aqui no Brasil. E Judas
responde: "Pega sim,
pega, porque para mim não existe
passado, nem presente, nem futuro. Tudo
é a mesma coisa. Tudo é eternidade,
Senhor, o Senhor será condenado e
perderá o emprego além da reputação,
pois a falta é também funcional. você, o
Senhor, né? O Senhor perderá tudo,
ficará na miséria. Miséria.
E aí o Judas começa a fazer um terror
psicológico,
né, que vem
até antes disso, quando ele vai ali eh
pegando Sizenando em contradições,
quando ele vai fazendo aquelas
perguntas, Szenando vai tentando
apoiá-lo, aí ele vem contradita o
próprio Suzando, ainda que
e em prejuízo de si mesmo, né? Mas ele
por quê? Porque ele quer rastar alguém
com ele. Presta atenção, querido. Eh,
quando você se depara com alguém que já
tá chafurdado no mal, né? E de novo, a
gente não é santo, não. A gente tem o
mal também dentro da gente, né?
Livrai-nos do mal. Amém. Que mal, né? O
mal que tá fora de mim, o mal que tá
dentro de mim, né? Miserável homem que
sou. o bem que que quero não faço, o mal
que não quer se faça. Ou seja, também
tem o mal dentro da gente, tá? Nós não
estamos trabalhando aqui com com
maniqueísmos.
Eh, mas
para além desse mal que há dentro de
nós, eh, quando alguém se acha furdado
nesse mal que também fora de si, né,
dificilmente se você encontrar com
alguém assim, a pessoa vai falar assim:
"Olha, eh, me ajuda, né? Eu quero mudar
de vida, eu quero, né? Ele vai querer
que você o acompanhe, ele vai tentar
arrastar você.
E é mais fácil ele conseguir arrastar
alguém para sua miséria do que a gente
eh conseguir levar alguém eh
para a nobreza, né? Pro estilo de vida
mais nobre, mais saudável. A gente
precisa ficar atento com isso. É o que
Judas tá tentando fazer aqui. Não
satisfeito, porque ele Judas já havia
perdido tudo. Ele fala assim: "Eu vou
usar o seu próprio argumento.
Eu vou desmontar você eh com a sua
própria cosmovisão,
sua visão de cosmos, visão de mundo.
Porque você tá falando que, ã, não, eu
não posso ser responsável. você agora tá
querendo me defender, mas você também
disse que acredita em livre arbítrio,
porque a pessoa é responsável sim pelo
que ela decide. Então, pera aí, né? Ele
começa confundindo Judas, o Czenano, na
sua própria cosmovisão, embaralhando
isso aí e continua arrastando,
né, para o lamaçal em que o próprio Juda
se encontrava agora. A partir do quê?
Não do não da confusão só, mas do medo.
Do medo, né?
Miséria, você vai ficar na miséria. Você
vai perder emprego, reputação, tudo. E o
autor escreve miséria bem grande assim,
toda encaixada alta, letra maiúscula. Aí
o estranho, o visitante de pé se
debruça, o Judas se debruça assim
brutalmente, né, no ímpeto sobre o
cizeno, porque aqui agora ele ele já não
é mais comum, banal, né? que agora ele
se revela, fez contato, conseguiu
adesão, aí o mal se revela. Antes de
conseguir a sua adesão, a sua atenção,
ele não vai chegar de maneira explícita,
ele vai chegar de maneira camuflada, sua
rateira, como a gente mencionou. Agora
fez adesão, conseguiu sua atenção. Aí
ele se revela, ele se debruça ali
brutalmente sobre Sizenando. Seus olhos
ardentes olhavam tanto, tão agudamente
para Sizenando, que Sizenando sentiu no
corpo uma impressão irremediável de
punhais que lhes traçalhassem as víceras
de acabamento integral. Não tinha cor no
rosto e tremando ficar apavorado. Então
a voz quente de Judas seou ali no ouvido
esquerdo de Cenano. Misericórdia, até
para ver, né?
O senhor não tem no quintal uma
figueira?
Gente, que loucura esse conta. Esse
conta é demais, né? Confusão,
medo. Então, olha só, confusão é o quê?
Confusão mental. quando ele vai discutir
com ele ali sobre cosmovisão, argumentar
sobre princípios, sobre valores que
regem, tem livre arbítrio, não tem.
Depois emoção,
medo, emoções difíceis de serem
suportadas se você não foi treinado
nelas, né? Cuzenando fica então
apavorado que ele fica fal e vejam, né,
quando ele vai sugerir para seando
autoestermínio,
ele fala isso baixinho no deles. Tem aí
não no quintal uma figueira? Czeno
responde: "Não, figueira não, mas eu
tenho no quarto um revólver".
Judas prossegue. Então, adeus, até a
eternidade.
Passa pela porta e vai embora. seu
trabalho estava feito. Confundiu a
mente, instaurou o medo. Se o trabalho
tava feito, ele vai embora.
Na rua, ele passa a se parecer como
outro homem qualquer, mas não era, né?
Tanto que ele não era que seando foi
automaticamente a gaveta onde guardava o
revólver. Então Judas sai e Cenando
corre para ver lá a gaveta confuso e
apavorado para ver se revolver que tava
lá. Mas aí ele vem e fala assim: "Não,
pera, eu vou esperar a minha mulher
voltar da missa e lhe conto tudo."
Se você tá me ouvindo e você tá num
estado de confusão mental e de pavura
emocional,
procure alguém que possa conversar com
você. Aliás, alguém que possa te ouvir
primeiro. É você quem vai falar. E a
pessoa vai te ouvir e vai te encaminhar,
se for o caso, para uma ajuda
profissional, né, eclesiástica, no caso
de um conselheiro espiritual e
profissional, no caso de ter aí alguma
questão psíquica envolvida, né? Mas
procure ajuda, espere essas pessoas. Se
C seando tivesse apenas aguardado a sua
mulher voltar à missa, como seria,
né? Mas ele não faz isso. Os olhos
eternos de Judas não saiam da sua
memória, ele ficou com esse retrato
mental.
A impressão
do corpo também estava sobre ele, aquele
hálito quente se no seu ouvido. Será
possível que eu seja a vítima escolhida
para tanta perseguen
pensando, por causa de uma caluniazinha,
escondi lá um processinho de famei
alguém no seu ambiente de trabalho, né,
correndo o risco de arruinar toda uma
carreira pública ali, uma carreira
profissional. Mas aí ele vai fazer o
quê? Ele vai reduzir, ele vai
relativizar o mal que ele fez. Uma
caluniazinha, será possível tanta
perseguição? Mas e os outros? E os
outros que pululam? A gente tá
terminando, tá? Que pululam por aí sem
processo, sem miséria, né? De novo,
lembra? Toda vez que a gente é
surpreende em falta, em vez de nos
compararmos com alguém que já caminou um
pouco mais que a gente, né? que que que
já superou esse mal que a gente tá
enfrentando pra gente Não, pera aí,
deixa eu me corrigir aqui. Não, a gente
vai procurar assim, ah, mas o fulano fez
isso, isso e isso, o Beltrano é aquilo,
aquilo, aquilo. Por quê?
Tô querendo me autojustificar,
né? Que não é o caminho que Davi faz.
Salmo 51. Quando ele é surpreendido por
Natal, ah, mas ela também tava lá
tomando banho pelada lá no terraço, né?
Ele fala assim: "Ô, contra ti, contra
ti, somente pequei".
Autojustificação, terceirização de
responsabilidade. Toda vez que a gente
encorre nisso é a nossa natureza caída.
Você Gênesis.
Adão, o que que você fez? Foi ou não?
Foi a mulher. Mulher, o que que você
fez? Foi não, foi a serpente, né? É
exatamente o que sean tá fazendo aqui.
Mas isso não resolveu.
A sua perturbação extrema nunca resolve.
Não é o suficiente. Terceirizar
responsabilidade responsabilidade não é
caminho para paz dentro de nós, para a
paz interna. Sua perturbação era
extrema, né?
Então ele raciocinou.
Ah, essas coisas estão absurdas, mas tão
absurdas que só pode ser um sonho.
Se eu não estou acordada, se não tenho
revólver real na mão. Então já sei, tive
uma ideia. Eu em estado de confusão
mental e emocionalmente comprometido a
apavorar, tive uma ideia. Vou dar um
tiro na cabeça, pois se revolve de
mentira, pois despertarei com o
estampilho.
Ele acha tão absurda a situação que ele
tá vivendo,
que ele fala que devo tá sonhando, eu
acordo, né? Eu vou dar um tiro porque aí
no sonho eu acordo e acordo na na vida
real também. Então, raciocinando desse
modo, com todo o seu bom senso, se
zenando puxou o gatilho. A criada que
estava na cozinha saiu correndo com uma
louca na direção do quarto, ouvindo a
detonação e o barque, o baque do corpo,
né? Eu acho
curiosíssimo que o autor encerre dessa
maneira, raciocinando
e com todo o seu bom senso. Porque nós
vivemos numa época em que nós achamos
que eh emoções são coisas secundárias,
emoções eh eh são coisas piegas. Ai
fulano é como é que como é que fala
gente emocionado, né? até agora virou
até jargão. Mas assim, as emoções são
faculdades que Deus nos deu paraa sua
glória.
Problema não são as emoções, problema
são as emoções desreguladas. Quando você
passa a desvalorizar emoções e
supervalorizar raciocínios,
acreditando de maneira muito equivocada
que é possível raciocinar desligado das
suas emoções,
vai fazer besteira. Isso é uma herança
iluminista
aí o pensamento, ele tem a primazia
sobre as emoções. Não tem
do mesmo jeito que emoção não tem
primazia sobre o raciocínio. As duas
coisas precisam estar sempre
equilibradas dentro de nós. Ambas
merecem a mesma atenção, o mesmo
cuidado, né? Então assim, seando,
burocrata que era um homem dos
processos, fala assim: "Não, tô
apavorada". E é muito louco, né? Porque
o autor fala assim: "Sua perturbação era
extrema". Se você estiver em estado de
perturbação extrema, o que que você deve
fazer? Você deve parar e ouvir essa
emoção, porque essa emoção está te
dizendo algo.
No caso dele, se ele tivesse ouvido o
seu medo e não tentado calar essa emoção
com uma ideia, né? Não, eu tô com medo,
eu tô apavorado, mas eu vou sustentar
isso aqui até a minha mulher chegar, já
deve estar chegando ou não quero
esperar, eu vou e dejo atrás dela. Mas
ele não querendo entrar em contato com
essa emoção que era difícil, né? E não
tendo sido treinado na vida para isso,
que que ele faz? Eu vou resolver então
com uma ideia. Emoções difíceis você não
resolve com ideia,
né? Você resolve com atenção e emoção
difícil. Ela tá trazendo uma mensagem
para você, você precisa ouvi-la, ouvir
essa mensagem para a partir disso,
então, raciocinar de maneira mais lúcida
e mais saudável. Eh, a gente encerra,
gente, dizendo o seguinte, né, Bel?
também no horário.
Eh,
esse texto ele pode, como todo bom
texto, eu sempre digo isso aqui no
clube, ele pode ser analisado de vários
recortes, sobre vários recortes. Talvez
lá no setembro amarelo a gente retorne a
ele para fazer um recorte aí sobre a
questão do autoesttermínio. Passamos
aqui rapidamente, sempre encorajando
você a procurar ajuda, se você tem
alguma ideiação de autoestermínio,
né? Não caia nesse engordo de que se é
real ou não é, se faz sentido docino,
faça. Teve ideia ação de autoestermínio,
teve ideia ação de suicídio, procure
ajuda. Você não precisa lidar com isso
sozinho, tá? Inclusive na Igreja Batista
das Nações Unidas, nós estamos à sua
disposição para o que você precisar.
conte conosco. Você não precisa lidar
com as suas emoções difíceis sozinho.
Agora, um outro lado que eu quero deixar
para vocês hoje aqui, eu quero ficar um
pouco mais, eh, enfatizar um pouco mais,
ficar um pouco mais, não dá tempo, né?
Mas enfatizar é o seguinte, nós temos
escolha.
Por mais que talvez você acreditasse,
isso tinha que acontecer, talvez sim,
né? Deus é o grande roteirista da vida.
Ele é o autor da história,
mas ele nos deu a liberdade de escolher
o nosso papel. Judas escolheu dele.
Alguém tinha que ser que ser o traidor.
Judas aceitou o papel. Desde que eu lhe
conto a pergunta que eu me faço todos os
dias quando eu acordo. E aí, Rina?
Basta você tá atraindo Cristo hoje?
Que papel você vai escolher,
né? Nós podemos recusar este papel. Nós
temos não todo livre arbítrio, toda
liberdade? Não, eu não escolhi onde eu
nasci, não escolhi minha mãe, não
escolhi meu pai. Então, sim, algumas
coisas eu não tenho livre arbítrio para
isso. Agora, para as decisões mais
importantes da minha vida, sim. Se eu
vou trair ou não Cristo, eu tenho a
liberdade de escolher.
Se eu vou escolher o caminho da vida ou
da morte, eu tenho a liberdade de
escolher, né? Eh, se eu vou seguir ou
não Cristo, eu tenho liberdade de
escolher. Porque eh desde o Gênesis, ó,
todas as árvores, coma de todas menos
10, ou seja, escolha, né? Aí você vai
pro Êxodo, eh, pro Deuteronômio, né?
Você vai falar assim: "Tem o bem e o
mal, coloco diante de vocês escolha". Aí
você vai lá pros Evangelhos, lá em
Lucas, Jesus disse assim: "Se quem
quiser me seguir, quer dizer, quem
quiser, quem quiser também escolha." E
você vai lá no Apocalipse 3, toda tô à
porta e bato. Se você abrir, eu vou
entrar e sear por você, senão tudo bem
também. Não vou entrar e não vouar. Vou
ficar por aqui. Escolha. O que a
escritura tá dizendo para nós de Gênesis
Apocalipse é que todo dia um papel de
trador estará à nossa disposição e
compete a nós. É a nossa
responsabilidade aceitar isso ou não. Eu
falo para vocês, a minha boca tá mais
perto do meu ouvido. Eu me escuto
primeiro, né? Então, o que eu quero
deixar para vocês hoje aqui para nós, é
que a gente reflita sobre isso, que a
gente revisite os nossos papéis, os
papéis que a gente tá escolhendo aí
desempenhar na vida e que a gente tenha
eh a lucidez a partir dessa análise
emocional e racional, né, em harmonia e
equilíbrio com essas duas coisas, de
falar: "Esse papel eu não faço mais, não
quero mais esse para mim", né? E que na
grande história da salvação ou mesmo na
história da sua vida, você ocupe outros
papéis que não seja o de traidor.
É como eu oro e como eu desejo a você,
para mim, para Bel, que o Senhor tenha
misericórdia de todos nós e nos ajude a
escolher outros papéis que não seja esse
o de o de traidor, em nome de Jesus.
>> Amém. É
>> sim, Gabel. É muito, é muito, nós
sabemos que é uma ficção, né, esse esse,
esse conto, mas é muito interessante,
né, porque nos faz pensar enquanto você
falava, eu tava pensando em quantas em
quantas ocasiões, né, que o mal usa o o
momento, né, para para levar a pessoa
para o para o fundo do poço, né, e traz
a culpa. é o papel do mal, né? O é
acusar, né? E e te trazer trazer a
memória coisas que te perturbam ainda
e te levam a loucuras, né? Por isso que
a gente escuta às vezes histórias de
pessoas que foram tão perturbadas, que
enlouqueceram ou que até se mataram, né?
Ou que hã fizeram coisas horríveis por
causa de do de de desse papel, né? de de
ouvirem hã de ouvirem coisas do mal que
não deveriam ouvir, né? Ao invés de
buscar o verdadeiro caminho, o
verdadeiro lembrar-se da que Jesus
morreu na cruz por nós para nos dar vida
e nos dar vida em abundância, né?
>> É, é, você falou bem, viu, Bel, essa
acusação, né? Porque se o Senhor não nos
lança na nossa face de novo os erros que
nós cometemos, pelo contrato na
escritura vai dizer de maneira figurada
que nos lança no mar de esquecimento, o
mal já é totalmente contrário. Ele não
perde uma oportunidade de nos de nos
acusar. Isso pode ser feito, desculpa,
pela acusação do outro ou pela
autoacusação.
>> Ele se aproveita da fragilidade nossa,
né, de porque a nossa culpa é fogo, né?
Sim. Porque e ele faz um enredo para
você se sentir mais culpado ainda, sabe?
Como se o o sangue de Jesus não tivesse
poder. Ele ele já levou toda a minha
culpa. Eu não tenho mais que sofrer por
isso.
>> Sim. E aí tem o que hoje, né, é
conhecido popularmente como pensamento
inclusive. Você tem as romenações, você
tem as catastrofizações.
Existem várias consequências psíquicas,
né? eh distorções cognitivas que a gente
chama, que podem decorrer dessa falta de
auto perdão. Por quê? Por causa de uma
voz maligna que se pronuncia do lado de
fora ou dentro de nós, né? Na minha
terra, meu avô dizia assim: "Meu, também
sou mineira, né? Meu avô diz: "O diabo
ajuda a fazer, mas não ajuda a
esconder", né? E que é o caso que ele
não só ajuda a esconder, eu acrescento o
seguinte, né? Ele ajuda a fazer, mas não
ajuda a esconder e não ajuda a esquecer.
Porque é isso que você falou, ele vai
ficar o tempo todo lembrando. É o que
ele faz aqui, ó. Você lembra, você fez
aquilo lá com o seu colega, ele refu
assunto duas vezes, né? A confunde os
pensamentos, perturba a emoção e obtém,
enfim, o resultado que ele tanto queria,
sabe? Por isso que a gente precisa eh
encontrar ajuda, Bel. Será que se esse
homem tivesse na sua comunidade de fé,
se ele tivesse acompanhado a sua esposa
naquele dia, né, que voz ele estaria
ouvindo lá? seria uma voz de acusação ou
seria uma palavra de perdão, uma palavra
de encorajamento, de recomeço.
a gente precisa eh se preservar, se
proteger nos cercando de vozes
que nos lembrem do sacrifício salvífico
de Cristo, né, e que eh nos tratem dessa
maneira, de maneira perdoadora mesmo, de
maneira compassiva, né? De novo, falo
para vocês, minha boca tá mais perto do
meu ouvido. Eu sei que nem sempre isso é
fácil, ainda mais quando ofensa é
proferida contra a gente mesmo, né?
muito desafiador. Mas, cara, o
ressentimento que nós guardamos, o
rancor que nós sustentamos, pode acabar
com a vida de alguém. Isso é muito
perigoso.
Então, a gente de fato eh se e você e o
Czenando, ele tava ali cercado de coisas
erradas, né? Porque primeiro ele ele não
ele se ele não pode ficar sem o leitinho
dele porque o o leiteiro lá não pode ter
o dia dele de descanso. Aí depois ele
fala pra criada: "Veja se eu vou estar,
>> né? Né? Então
>> então assim, ele é ele ele ele não vai
acompanhar a esposa, ele então assim,
ele é um ele é um cara difícil, eu
diria.
É é isso que se mencionou interessante,
né? Porque assim, são práticas
dissimuladas,
eh, práticas incompassivas, práticas
impiedosas. Ele não se compadece do
letiro, ele não acompanha a sua esposa,
ele tá entregue ali aos seus deleites,
aos seus prazeres, né,
>> para fumar lá na varanda ficar olhando
pro nada. Eh, então é é é você vê uma
sequência de
>> Uhum. de sinais, né, que fala assim,
isso aqui é
não vai ser saudável para ele, né? E aí
ele é é maravilhoso porque ele na
arrogância, não, com com toda sua bom
senso, né? E e você sabe que traz um
ponto curioso, Babel, precisa aí, a
gente precisa encerrar, mas assim,
ah, há uma
compreensão generalizada de que todo
mundo que se autoextermina está em
completo estado de desespero.
>> Uhum.
>> E a gente tá vendo aqui pelo conto que
ele tava apavorado, sim, ele tava numa
perturbação extrema, né? Mas depois ele
parou para raciocinar.
Eh, e tem gente
que amadurece a ideiação suicida ou
autestor ou alto extermínio durante
muito tempo. Planeja mesmo, né? Vou
esperar um dia que meus pais vão estar
em casa, eles vão viajar no recesso. Ah,
eu vou comprar tal substância ou tal
material, se for, né, outro tipo de eh
vou deixar uma carta, vou deixar a
documentação separada, vou pegar o
dinheiro do banco e vou deixar tudo.
assim, eh, não adianta a gente dizer que
o autoestermina é só uma questão de
perturbação emocional. É, também é uma
desesperança ou um desespero. É também,
mas tem gente que eh entra num estado de
apatia tão grande, desistência tão
grande, o sofrimento é tão agudo que
essa pessoa entra no estágio da
existência que ela consegue fazer isso
de maneira eh programada. Eu vou dizer,
tem quem se autoextermina no ímpeto, no
impulso, que acho até que foi mais o
caso seisando aqui, né? Porque ela não
espera nem a mulher chegar, mas tá tá
achando ali que tá raciocinando. Tem
gente que faz isso de maneira planejada,
seja como for, o que o texto deixa pra
gente uma mensagem é é o seguinte:
"Olha,
você não precisa escolher esse papel
nem de traidor do outro, nem de traidor
de si mesmo, né? Porque quando você se
abstermina, puxa vida, você tá atraindo
a si mesmo, né? Tá desistindo de si
mesmo. Então você não precisa ocupar
esse papel, existe alternativa, tem
saída. Eh, procure ajuda, né? E a gente,
como comunidade de Cristo, a gente tá
aqui, eh, para ajudar você que tá nos
ouvindo, que conhece alguém, eh, procure
ajuda. Tem gente que tá a fim de te
ajudar.
Eh, você pode ter certeza disso. Tem
gente que tá a fim de te ajudar. Procura
ajuda.
Eh, deixa, eu vou, eu preciso contar
sobre isso. Você, você, falando de
suicídio, um é rapidinho, dois
minutinhos, no máximo, eu termino de
contar pra gente fechar.
>> O faz é você que tá acorada, a gente
fica muito tempo.
>> Então, em 1988,
lá no interior de Pernambuco, eu sou lá
de Pernambuco e eu cheguei em São Paulo
em 1988
e eu fiquei grávida. e fui eh eu tenho
muito medo do que os meus pais iriam
fazer com tudo comigo e como que seria
tudo aquilo ali, porque o pai do meu
filho simplesmente desapareceu. E eu eu
engravidei em novembro, isso já era já
era janeiro do de 2008,
de não, de 88. E eu pensei, eu o
seguinte, eu vou tirar minha vida,
porque ã é uma forma de
de ninguém ficar sabendo do que
aconteceu. Eu não sei, eu não vou ver o
a situação. Eu fiquei martelando isso na
minha cabeça por alguns dias. Eu sabia
que o meu pai guardava um revólver. Essa
história de Czenenando me lembrou isso
também, né?
Meu pai guardava um revólver em cima do
guarda-roupa. Em uma certa manhã, os
meus pais saíram pra cidade para levar o
leite. Olha, mais uma história alguma
coisa aí ligada a zenando. Meus pais
saíram para levar o leite na cidade e eu
falei: "É hoje que eu vou fazer isso".
Eu subi na cama dos meus pais para pegar
o revólver e eu não achei. No revólver
não tava lá.
Eu não sei onde eu tava até hoje, tá
gente? E eu fiquei, eu desci frustrada
com tudo aquilo, porque eu queria fazer
aquilo porque não dava, não dava mais
para esconder. Eu não sabia o que fazer.
Mas eu creio que Deus cuidava de mim.
Quando Deus tem um cuidado na sua vida,
quando você é escolhido, Deus tem um
cuidado desde lá de trás. Eu desci
daquela cama frustrada, triste,
chateada. E eu ouvi um, eu tava, eu, eu
tava ouvindo um, o rádio estava ligado,
ouvindo um programa de rádio, então
esses programas meio sensacionalistas,
né? E ele todos os dias ele contava uma
história. E naquele dia o locutor que
chamava-se McDovel Holanda estava
contando a história de uma moça que
tirou a vida. E ele e assim parecia que
ele tava me vendo.
E aquela e a história que ele falou e o
que ele disse naquele momento que Deus
dava vida e só ele tinha o direito de
tirar que você e ele falava isso,
procura ajuda, né, em outras coisas,
tirou da minha cabeça a ideia,
entendeu? Então, e hoje eu vejo e
reconheço que foi Deus cuidando de mim
desde aquela época.
>> Então,
>> sim. E e quando eh naquele momento, né,
eu imagino que o que você queria de fato
não era acabar com a sua vida, mas
acabar com o seu sofrimento.
>> Uhum.
>> Porque quem tira a vida, ele não quer
morrer, ele quer parar de sofrer.
>> Sim,
>> né? Você não vê ninguém que tá bem, que
não tá em estado de sofrimento. Ah, não,
eu quero me autoexterminar. Não. É
sempre uma pessoa que tá enfrentando um
sofrimento muito agudo, que já tentou
algumas coisas, não obteve êxito ou não
vê alternativa, não vê saída como você.
Uma menina jovem, um pai super rigoroso,
fala: "Eu não tenho, não tem saída para
mim, então vou acabar com essa dor
agora, né? Mas aprovei a Deus que se
revó não estivesse lá e que hoje você
esteve aqui para deixar essa palavra de
experiência.
Eh, não, como diz a escritura, né? O
Senhor Jesus pregava eh como quem tinha
autoridade, não como escribas e
fariseus. Por quê? Porque ele falava a
partir do que ele vivia. Então você hoje
pode falar, deixar uma palavra de
esperança para essas pessoas a partir do
que você mesma viveu. Você aqui você tem
mais autoridade inclusive eh para falar
sobre isso do que eu. Então eu queria
que você encerrasse pra gente deixar uma
palavra de esperança paraas pessoas a
partir do que você viveu mesmo.
>> É. E e é exatamente isso. Você descreveu
bem. Era um sofrimento e o seus não é o
seu só o seu sofrimento, porque você faz
as pessoas que você ama sofrer. Então
isso que te deixa mais angustiado. Mas o
que eu queria dizer para vocês é que
busquem ajuda. Como a Rina no decorrer
da live ela falou, busquem ajuda.
Procure pessoas não esteja sozinho,
sozinha ou sozinho. Procura uma
comunidade de fé, procure pessoas fal,
porque o que você fala, quando você
fala, já te alivia, já te às vezes o o
fato de você falar te tira de dessa te
desvia do que você tá pensando pensando
em fazer. E às vezes uma luz você não tá
enxergando a solução, mas uma outra
pessoa pode enxergar para você. Então é
isso que eu queria dizer para você. Que
Deus abençoe vocês, curtam bastante,
leiam o conto, tem facilmente na
internet,
>> tá? E o mês que vem estaremos aqui de
novo.
>> Sim, estaremos aqui se de novo, né, Deus
céu, se a gente pudesse hoje para vocês,
a gente tá na na igreja Batista das
Nações Unidas. Eh, Bel, obrigada por
partilhar a sua história, né, por nos
lembrar de que quem tem uma ideação
suicida, eh, não merece julgamento,
merece acolhimento, porque já tá
enfrentando uma dor extremamente aguda,
né? Nós somos todos programados,
biologicamente falando, para
autopreservação e a sobrevivência.
Então, quando alguém chega a ter essa
ideação suicida, esse pensamento de
autoestermínio, é porque tudo nele já
está falhando. Uma pessoa não merece,
essa pessoa não merece julgamento, mas
acolhimento. Obrigada por partilhar sua
história, viu, Bel? E olha, assim como
Abel eh superou isso, né, assim como
Deus cuidou dela, Deus também pode
cuidar de você que tá nos ouvindo, viu?
Acredite nisso, tenha esperança nisso,
peça a ajuda dele, eh, peça que ele te
encaminhe, te direcione para alguém
qualificado para te ouvir. Dependendo de
quem a gente, para quem a gente vai
falar, a nossa ferida pode até aumentar,
né? Então, tem que ser alguém
qualificado para essa esculp e a IBN tá
aí para isso também. Muito obrigada.
>> Obrigada, viu, gente? Obrigada, viu Bel?
Deus abençoe você. Eu louvo a Deus
porque você tá aqui.
>> Eu louv porque você não achou aquela
arma lá em cima. Bendito seja em nome do
louvo.
>> Porque só quem tá na IBNU sabe e o farol
que que a Bel é paraa IBNU. Eu falo com
a Bel que ela é ela é a alma da IBNU,
né? Eh, a a Belso da IBNU. Benil cula,
tudo passa pela Bel, pela alegria da
Bel, pela disposição da Bel.
>> Ah, e você sabe que eu não tô aumentando
nem fazendo um elogio vazio gratuito,
né? Isso é verdade. A gente precisa dar
honra a quem merece honra. Então, eh,
Deus seja louvado, viu, Bel? Porque você
é um farol na na comunidade de fé e o
Senhor sabia que você precisaria estar
brilhando para nós hoje. Deus seja
louvado. Muito obrigada, tá? É para
Cristo, por Cristo,
>> é para ele, por ele, por causa dele são
todas as coisas, né? Amém. Um grande
beijo, tá?
>> Tchau, gente.
>> Beijos, leitores queridos. Até a
próxima. Um abraço. Tchau.

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